Blog Antonio Marcos

março 31st, 2010

Caríssimo leitor e leitora do Blog do Antonio Marcos, shalom aos nossos corações!

Comunico a todos vocês que o “Blog do Antonio Marcos” operou por um ano aqui no Portal da Comunidade Católica Shalom (abril de 2009 a março de 2010). Não sendo eu mais membro da Comunidade de Vida, por uma decisão conjunta, o Blog passou a ter outro endereço, apesar de todos os arquivos passados continuarem neste endereço do Portal Shalom e disponível aqui na internet. No entanto, já estou escrevendo desde abril de 2010 pelo endereço do Blogspot. Acesse: HTTP://antoniomarcosaquino.blogspot.com e confira mais de 100 novos artigos escritos neste ano de 2010.  Agradeço a sua visita e o prestígio pelos meus artigos. O Portal Shalom continua com novos Blogs e estão também maravilhosos. Deus entre nós vale mais! A Obra pertence a Deus e deve ser sempre para a evangelização, nunca para a nossa promoção pessoal. Deus nos abençoe e que Nossa Senhora nos guarde! Shalom aos nossos corações!

Meu email para contato:  antoniomarcosdeaquino@hotmail.com

Amor maior que qualquer amor humano!

março 14th, 2010

Reflexão sobre o Sentido da Vida

Somos felizes na vida quando damos sentido aos fatos da vida e à vida por inteiro. O que é o sentido? Sentido é direção. Direção para uma meta. Direção que dá significado à ação. Sentido capaz de responder à pergunta: “Para onde? Por que? Para quê? Para onde vais?” Estás indo para uma vida significativa ou uma vida qualquer, uma vida ordenada ou uma vida caótica, uma vida somente terrena ou uma vida terrena e eterna? Para onde este pensamento ou fato pode te levar, para onde aquele outro?

A insignificância da vida é o oposto da felicidade. Não faltam escritores que proclamam uma vida sem sentido, uma vida jogada por acaso no universo, uma vida como lata vazia sacudida e revirada pelas águas turbulentas do rio. Neste caso, alguém pode até conviver com a falta de sentido, vivendo a jornada, venha o que vier, resignado às forças caprichosas da matéria cruel. Via de regra, porém, o vazio de sentido acarreta dores psicológicas de depressão e a angústia, opostas ao otimismo alegre. Pesquisas afirmam, por exemplo, que as pessoas casadas, com exercício da carícia [sentido positivo do carinho] vivem 12% a mais que as solteiras. Alguns escritores, como Sartre, viram a vida como um esgoto repleto de animais imundos e sem saída, no qual só resta vagar e debater-se até a loucura: a vida não passaria de um aglomerado de absurdidades, egoísmos, interesses, instintos, insignificâncias. Outros, como Madre Teresa de Calcutá, viram na vida uma aventura de amor.

A plenitude feliz consiste na entrega de si a um ideal, isto é, uma ideia-guia, um projeto nobre a ser alcançado com paixão e afinco. Revolucionários e santos, inventores e gurus, filantropos, exploradores e missionários, ficaram atraídos por um ideal, que deu sentido e direção às suas vidas. Por isso, a humanidade os eleva e os relembra em monumentos e datas.

No file “Agonia e Êxtase”, Michelangelo renunciou ao amor por uma mulher e, pintou por anos o teto da Capela Sistina. No dia da inauguração, a mulher que o amava e não foi correspondida lhe diz: “Agora entendo por que você não se ligou a mim. Você colocou nesta obra um amor maior que qualquer amor entre um homem e uma mulher”. Michelangelo ficou tomado por um ideal perseguido com luta (agonia) e vibração (êxtase). “Ama, e faze o que queiras: se te calares, calar-te-ás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor: uma vez que a raiz do amor está dentro de ti, desta raiz não pode sair se não o bom” (Santo Agostinho, In Ioannem, 8).

Fonte: Antonio Marchionni. Ética, a arte do bom, 2008.  

Confissão: amor que cura com misericórdia!

março 14th, 2010

DSC01681A Igreja tem consciência muito viva do pecado mas não está obcecada nem dá preponderância ao pecado. Professamos que “onde abunda o pecado, mas abunda a graça”. A graça de Deus é suficiente. A sua misericórdia pode-nos curar, é mais forte que o pecado.

Conta-se a história de um camponês no oeste da Irlanda que vivia perto de um rio. Todas as semanas, o prior aparecia à beira do rio e gritava: “O mesmo!”, e uma voz ecoava do outro lado: “A mesma!”. Até que o velho lavrador não agüentou a curiosidade e perguntou ao padre o que é que se passava. O padre explicou que como era o único sacerdote na aldeia usava este método para fazer a sua confissão semanal. Ele chegava a este lado do rio. “E aí eu grito: ‘O mesmo’ (Os mesmos pecados) e o padre O’Brien grita ‘A mesma!’ (a mesma penitência)”.

Nunca devemos deixar que as nossas confissões se tornem rotina, por muito que sejam freqüentes. Cada Confissão, como cada Comunhão, é um encontro amoroso com o Senhor misericordioso que vem para curar as feridas do pecado, nos pôr na Sua montada e nos levar para um lugar seguro como o Bom Samaritano fez com o homem meio morto na estrada de Jericó.

Fonte: D. Sean O’Malley, OFM. Peregrinos e Pastores. Exercícios espirituais, 2000.
Imagem: Pe. Eduardo, Arquidiocese de Brasília, Renascer 2010. 

Os jovens desejam um amor lindo e puro!

março 14th, 2010

DSC06866A vocação para o amor é obviamente o elemento de contato mais estreito com os jovens. Como sacerdote me conscientizei disso bem cedo. Sentia como que um impulso interior nesta direção. É preciso preparar os jovens para o matrimônio, é preciso ensinar-lhes o amor. O amor não é uma coisa que se aprende, e todavia não há uma coisa tão necessária a ser aprendida! Quando jovem sacerdote aprendi a amar o amor humano. Este é um dos temas fundamentais em que concentrei o meu sacerdócio, o meu ministério de pregação, no confessionário, bem como por meio da palavra escrita. Quando se ama o amor humano, nasce também a viva necessidade de empenhar todas as forças a favor do “belo amor”.

Na verdade o amor é lindo. Os jovens, afinal, buscam sempre a beleza no amor, desejando que o seu amor seja lindo. Se cedem às fraquezas, seguindo modelos de comportamentos que bem poderiam ser classificados como “escândalos no mundo contemporâneo” (e são modelos lamentavelmente difundidos), no fundo do coração desejam um amor lindo e puro. Isso vale tanto para os rapazes como também para as moças. Sabem, afinal, que ninguém pode conceder-lhes um amor assim, a não ser Deus. E portanto, estão dispostos a seguir a Cristo, sem olhar para os sacrifícios que isso pode implicar.

Fonte: João Paulo II. Cruzando o limiar da esperança, perg./resp. 19, 1994.
Imagem: Carlos e Aline, namorados, CA Shalom, Brasília, Renascer 2010.

Neste Blog abordaremos questões sobre valores humanos e religião à luz do pensamento e da fé católica, na perspectiva dos desafios hodiernos.
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