* É lícito o aborto se este for o único meio de salvar a vida da gestante?

março 16th, 2010

A resposta é não, porque o aborto é a morte direta de um inocente, e não é lícito matar um inocente nem mesmo para salvar outra vida. Este é o entendimento de S.S. João Paulo II na Evangelium Vitae [grifos meus]:

É verdade que, muitas vezes, a opção de abortar reveste para a mãe um caráter dramático e doloroso: a decisão de se desfazer do fruto concebido não é tomada por razões puramente egoístas ou de comodidade, mas porque se quereriam salvaguardar alguns bens importantes como a própria saúde ou um nível de vida digno para os outros membros da família.

Às vezes, temem-se para o nascituro condições de existência tais que levam a pensar que seria melhor para ele não nascer. Mas estas e outras razões semelhantes, por mais graves e dramáticas que sejam, nunca podem justificar a supressão deliberada de um ser humano inocente. [Evangelium Vitae, 58]

Este é o entendimento da Congregação para a Doutrina da Fé na Declaração sobre o aborto provocado:

Não ignoramos estas grandes dificuldades:

pode tratar-se de um grave problema de saúde, ou por vezes mesmo de vida ou de morte, para a mãe; pode ser o encargo que representa mais um filho, sobretudo quando existem boas razões para temer que ele virá a ser anormal ou gravemente defeituoso;

pode ser, ainda, o peso de que se revestem, em diversos meios, as considerações de honra e de desonra, de baixar de nível social, etc.

Mas deve-se afirmar de modo absoluto que jamais alguma destas razões poderá vir a conferir objectivamente o direito de dispor da vida de outrem, mesmo que esta esteja a começar; e, pelo que diz respeito à infelicidade futura da criança, ninguém, nem mesmo o pai ou a mãe, se podem substituir a ela, embora se encontre ainda no estado de embrião, para escolher, em seu nome, a morte de preferência à vida. Ela própria, na sua idade amadurecida, jamais virá a ter o direito de optar pelo suicídio; e enquanto não está ainda na idade de decidir por si própria menos ainda os seus próprios pais podem escolher para ela a morte. A vida é um bem demasiado fundamental, para poder ser posto assim em confronto com inconvenientes mesmo muito graves [Congregação para a Doutrina da Fé, Declaratio de abortu procurato, 14].

Este é o entendimento também de Del Greco, no seu reconhecido Compêndio de Teologia Moral :

O abôrto pode ser a) terapêutico, se, por indicação médica, é provocado para salvar a vida da mãe; b) eugenético, se é provocado para impedir o nascimento de pessoas afetadas com doenças hereditárias; c) criminoso, se é provocado com fim perverso.

[...]

1. O aborto voluntário, diretamente provocado, é sempre gravemente ilícito

De fato, equivale ao assassínio direto do inocente, tomado como fim da ação.

[...]

É condenado, por conseguinte, não só o abôrto criminoso, como qualquer outro abôrto diretamente provocado.

[Del Greco, Compêndio de Teologia Moral, pág. 233]

Esta é a conclusão, enfim, dos princípios morais mais basilares, segundo os quais – ao contrário do que disse Maquiavel – os fins não justificam nunca os meios, sob nenhuma hipótese, e não é lícito praticar um ato mau nem mesmo para que, dele, provenha um resultado bom. Na sentença lapidar do Catecismo da Igreja Católica: “Não é permitido fazer o mal para que dele resulte um bem” (CIC 1756).

Uma outra coisa é o que se chama de causa com duplo efeito, em relação à qual recomendo enfaticamente a leitura deste texto do pe. Lodi . A pergunta sobre a qual estamos tratando aqui, e cuja resposta é negativa, refere-se à licitude do aborto como meio para salvar a vida da gestante, e não como um segundo efeito de um ato bom. A leitura do texto acima mencionado é excelente para um correto entendimento dos conceitos aqui utilizados.

Sobre este último assunto, diz ainda Del Greco (op. cit., p. 234):

[O abôrto indireto] é somente permitido quando não há nenhuma conexão entre a gravidez e a doença da mãe, de modo que a mesma intervenção teria lugar mesmo se a mulher não estivesse grávida.

E exemplifica (id. ibid.):

De acôrdo com o parecer de muitos moralistas (Genicot-Salsmans, Vermeersch e outros) é lícito tirar o útero grávido canceroso de uma mulher, porque isso não constitui intervenção direta ao abôrto; ao contrário, é considerado abôrto direto expelir da trompa o feto ectópico.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Martírio. O que você sabe a respeito?

março 16th, 2010

Claudia Baibich

O vocábulo “martírio” vem do grego, através do latim “martyrium”, que significa TESTEMUNHO.

Nos Tratados de Teologia a Igreja assim define o “Martírio”: é a tolerância, ou seja, a aceitação voluntária e sem resistência da morte corporal — e de todos os tormentos que a acompanharem — infligida por ódio à Fé ou à virtude cristã. É o Testemunho perfeitíssimo da Fé. É o Martírio no sentido estrito do termo.

São portanto indispensáveis — para que haja Martírio no sentido estrito — os três elementos acima sublinhados, a saber: 1) aceitação voluntária; 2) da morte corporal; 3) perpetrada por ódio à Fé.

Houve, no entanto, nos primórdios do Cristianismo, casos em que, embora não se verificando os três requisitos, a Igreja considerou — e até nossos dias celebra — os seus protagonistas como Mártires.

Servem de exemplo os Santos Inocentes, chacinados por Herodes (festa no dia 28 de dezembro); São João Evangelista, que saiu ileso da caldeira de azeite fervente (festa no dia 6 de maio); ou as Santas Apollonia e Pelágia que, para a guarda da virtude, buscaram a própria morte (festa no dia 9 de fevereiro).

Estes são Mártires e venerados como tais, no sentido lato da palavra (cfr. Santo Tomás, Bento XIV).
No caso em que se é colocado ante a alternativa, ou morrer ou apostatar da fé católica, o cristão tem que escolher a morte e os tormentos que lhe são infligidos.

A prova de que uma pessoa é mártir, é o entregar sua vida sem resistência aos algozes. O que não quer dizer que os católicos não possam resistir e se defenderem. Os que resistem e se defendem, conforme o caso, podem até ser santos. Poderão até ser canonizados. Em certas circunstâncias pode até haver obrigação de se defender, por exemplo quando da conservação da própria vida depende evitar uma profanação ao Santíssimo Sacramento. Porém os que assim agem não são mártires no sentido estrito

O martírio é uma graça específica, e muito alta, que Deus dá a alguns mas que não exige de todos.

Por que a Igreja só canoniza como mártires os que não se defenderam? Porque aquele que se defende e resiste, pode fazê-lo por amor à Fé, mas pode também fazê-lo pelo sentimento natural de conservação da própria vida.

Este último sentimento, embora legítimo, não caracteriza o martírio.
Ora, como a Igreja não tem meios de conhecer os sentimentos interiores da alma do católico que morreu se defendendo, ela não pode canonizá-lo. Ao passo que, aquele que poderia ter salvo sua vida renunciando à sua Fé ou defendendo-se, e não o fez, dá uma prova evidente de que era movido por amor à Fé.

Os primeiros cristãos, embora perseguidos por causa de sua fé, ou de suas virtudes, não tramavam uma revolta coletiva, uma revolução, para derrubar as autoridades pagãs.

Eles procuravam conquistar o Império para a Fé, através das orações, da pregação, mas sobretudo dando o testemunho do martírio.
Nota-se que houve uma moção do Espírito Santo para que, em conjunto, eles agissem assim.
Foi diferente, por exemplo, no tempo das Cruzadas, em que o sopro do Espírito Santo movia os cruzados à luta.
Não foi por meios violentos que Deus quis implantar a semente inicial do Cristianismo. Mas pela oração e pregação coroadas pelo testemunho de tal quantidade de mártires, quis mostrar a incomparável superioridade da Religião de Cristo, que forjava homens, mulheres e crianças da têmpera daqueles que passavam por tormentos atrozes e empenhavam a vida por amor a Deus, dando heróico testemunho de Cristo.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Castração química para estupradores é aprovada em província argentina.

março 16th, 2010

A província argentina de Mendonza aprovou  um plano integral de “castração química” para estupradores reincidentes. Dados oficiais mostram que um estupro é registrado a cada três dias na província.

O governador Celso Jaque já firmou os decretos que dão marco legal à iniciativa, segundo o chefe da gabinete da Subsecretaria de Justiça local, David Mangiafico. Agora, o procedimento será feito em onze estupradores, a maioria deles reincidente, que manifestaram o desejo de receber o tratamento.

A castração química inclui um programa psicológico, social e farmacológico.

Segundo o jornal El Clarín, o processo consiste na aplicação de injeções semestrais que atuam no hipotálamo (onde ficam os neurotransmissores responsáveis pela conduta sexual), na hipófise (responsável pela produção de testosterona) e nos testículos (onde é produzido o andrógeno, o hormônio masculino). Os estupradores que se submeterem ao tratamento cumprirão pena em liberdade condicional.

Fonte: Revista Época

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Esclarecimentos oficiais do Bispo de Regensburg, Alemanha, sobre abusos sexuais e difamação anticatólica.

março 16th, 2010

O tema atual: O “abuso sexual” e a sua instrumentalização anticatólica – Infâmia do abuso sexual

1. A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma vergonhosa violação de sua dignidade pessoal. Em perspectiva teológica, trata-se de uma culpa grave, “um pecado que exclui do Reino de Deus” (1 Cor 6, 10). Pela lei do Estado [alemão], o abuso sexual é um crime punível com reclusão de até dez anos.

2. No que diz respeito ao tratamento do réu e de suas vítimas, a competência do Estado e a da Igreja são claramente distintas.

3. Como cidadão de um Estado, o réu está sujeito às normas do direito civil e penal. Por isto, para a averiguação do crime, a fixação e a execução da pena e o controle das medidas condicionais, são responsáveis exclusivamente as respectivas instituições estatais.

4. Se os réus são pessoas que operam a serviço da Igreja (clérigos, religiosos ou leigos), conforme as disposições e imposições judiciais e levando em consideração uma avaliação científico-terapêutica, seja estabelecida a pena eclesiástica. As punições vão de uma severa limitação da atividade pastoral até o afastamento definitivo do serviço eclesiástico.

5. O réu deve à vítima uma manifestação de profundo arrependimento pelas feridas físicas e espirituais que lhe foram infligidas. A isto se acrescenta o cumprimento das imposições judiciais e das penas, bem como o ressarcimento dos danos morais ou os custos de uma terapia.

6. Se o réu estava a serviço da Igreja, as Dioceses ou instituições eclesiásticas competentes ofereçam apoio pastoral e terapêutico mediante comissões criadas especificamente para este fim, mas também em geral através de iniciativas da Caritas e do organismo católico de assistência à juventude que se empenhem ativamente em favor das vítimas de abusos sexuais de todo gênero e procedência.

Campanhas anticatólicas

7. A manchete do SPIEGEL [revista semanal alemã], “Os hipócritas. A Igreja Católica e o sexo”, provocou, como de costume, uma avalanche midiática anticatólica. Lidamos aqui com a instrumentalização de comportamentos sexuais erráticos de indivíduos específicos com propósitos políticos e ideológicos sectários. O único e exclusivo objetivo é apresentar a Igreja e a moral sexual católica no seu conjunto como um “biótopo”, onde o abuso sexual de crianças “deve” necessariamente prosperar. O SPIEGEL se torna culpado pela violação da dignidade humana (cf. Art. 1º da Constituição) [alemã] de todos os sacerdotes e religiosos católicos. Querer atribuir, de maneira absolutamente ilógica e em contraste com os dados estatísticos, a culpa pelo abuso sexual contra menores por parte de indivíduos específicos à moral sexual da Igreja e ao empenho livremente assumido de renunciar ao matrimônio, colocando a própria vida ao serviço do Reino de Deus (cf. Mt 19; 1 Cor 7) através do celibato sacerdotal ou dos votos monásticos, é uma ofensa ao intelecto e à boa fé de qualquer pessoa.

8. Alimentando incessantemente ideias preconceituosas de sabor anticatólico e revelando velhos ressentimentos, deseja-se camuflar a contradição entre a realidade virtual da propaganda midiática e a realidade concreta, que sempre uma mistura de luzes e de sombras (legenda negra). Há o perigo de, entre as pessoas inclinadas a dar crédito às propagandas midiáticas, se consolidar a ideia de que, no fundo, não pode ser de todo falso aquilo que “se lê nos jornais”. O abuso da liberdade de imprensa já não se distingue mais de uma licença à difamação, com a qual, de maneira aparentemente legal, se destroem a honra e a dignidade de todas as pessoas e comunidades religiosas que não se submetem às pretensões totalitárias do neo-ateísmo imperante e à ditadura do relativismo.

9. O próprio “Süddeutsche Zeitung” [jornal alemão] menciona, no contexto das periódicas campanhas midiáticas contra o celibato e a moral sexual católica, o infame discurso proferido em 1937 em Berlim pelo mestre da sedição [Hitler]. Na “Deutschlandhalle” [estádio construído para as Olimpíadas de 1936], diante de 20.000 fanáticos membros do partido [nazista], milhares de sacerdotes e religiosos católicos foram sistematicamente vilipendiados e criminalizados como sujeitos deformados pelo celibato e sexualmente pervertidos. O objetivo era expor o clero católico ao desprezo público. O instrumento usado era o conceito de “responsabilidade coletiva”. Culpado não é o autor (verdadeira ou injustamente acusado) do crime, de nome X, mas todo o clero católico, do qual ele faz parte, ou de fato o “sistema” Igreja Católica.

Background teológico e histórico-espiritual

10.Em tempos de batalhas religiosas e culturais, os cristãos se confiam ao Espírito Santo como “seu advogado e consolador” (Jo 14,26). Ele ajuda a discernir entre os espíritos se eles, de fato, vêm de Deus. Mas o ódio contra a Igreja, entretanto, manifesta a diferença entre os verdadeiros e falsos profetas na Igreja. Porque o Espírito Divino ensinará todas as coisas e recordará aos discípulos tudo aquilo que Jesus lhes dissera: “Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem, insultarem e proscreverem vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. (…) Pois do mesmo modo seus pais tratavam os profetas. (…) Ai de vós, quando todos vos bendisserem, pois do mesmo modo seus pais tratavam os falsos profetas” (Lc 6, 22-26).

11. O agnosticismo dogmático, relativo ao reconhecimento da auto-revelação divina, invoca constantemente (traindo-se de alguma forma) a razão “fraca”, ou seja, limitada em relação à transcendência. Assim se constitui uma visão do homem confinada a um horizonte imanente e materialista. Nesta conclusão naturalista falaciosa não há lugar para o livre arbítrio, a responsabilidade moral e a consciência pessoal. O homem seria apenas um fantoche entregue às próprias paixões e instintos, que de algum modo são canalizados para torná-los socialmente toleráveis, na tentativa de reduzir ao mínimo os danos. Este postulado cínico exclui uma visão positiva e otimista da corporeidade e sexualidade humanas.

12. Assim é desprezada a grandeza da razão humana, a qual sabe já reconhecer, nas obras da Sua criação, o poder eterno e a divindade de Deus (cf. Rm 1, 20), o qual inscreveu a exigência fundamental de seus magnânimos preceitos na consciência de cada homem (cf. Rm 2, 26). Uma ética radicada na razão é possível e universal. A despeito da argumentação de fraqueza da razão, devemos permanecer otimistas: “Do mesmo modo, também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza” (Rm 8, 26), e também da razão fraca do neo-ateísmo e da vontade dos hedonistas. Também para eles vale: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

A sexualidade humana na visão global da antropologia cristã

13. Uma redução do instinto sexual a um processo meramente material e mecânico está em contradição com a visão global do homem como unidade pessoal de espírito, alma e corpo, inserido na comunidade pela qual ele tem responsabilidade. Cada homem pode, com a ajuda do Espírito Divino, conforme sua consciência e em liberdade, destinar-se a si mesmo ao amor pessoal.

14. A moral sexual católica é caracterizada por uma visão global do homem. O ser humano foi criado por Deus como homem e mulher. Por isto o amor pessoal é o momento essencialmente determinante da comunhão corporal e existencial dos cônjuges. O matrimônio do homem com a mulher, fundado na ordem da criação, enquanto matrimônio entre cristãos, participa da união sacramental de Cristo e da Igreja e a representa. Ele é a origem da família, como comunidade de pai e mãe com a sua prole.

15. Uma renúncia ao matrimônio e uma vida de abstinência sexual são possíveis e sustentáveis, se baseada numa livre decisão e se esta forma de vida celibatária a serviço do reino de Deus é assumida como uma vocação carismática. O próprio Jesus dá sua explicação: “Nem todos podem compreendê-lo, mas apenas aqueles aos quais foi concedido. (…) Quem puder compreender, compreenda” (Mt 9, 11ss).

Prof. Dr. Gerhard Ludwig Müller

Bispo de Regensburg

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Austrália reconhece “pessoa sem sexo” pela 1ª vez. COMO??

março 15th, 2010
Norrie May-Welby
Norrie foi registrado homem ao nascer mas tentou trocar de sexo

Uma pessoa que mora na Austrália pode ser a primeira no mundo reconhecida oficialmente como não pertencendo a nenhum dos sexos, segundo a imprensa australiana.

O governo do Estado de New South Wales emitiu uma certidão de “Gênero Não-Específico” a Norrie May-Welby. Isso significa que o governo não reconhece Norrie como homem ou mulher.

Norrie se considera andrógino e é ativista do grupo Sex and Gender Education (Sage, na sigla em inglês), que faz campanha por direitos de pessoas com diferentes identidades sexuais.

Norrie, de 48 anos, nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, ele passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher.

No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se “neutro”. (SIC!)

‘Gaiola’ dos gêneros

Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios”, afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger na semana passada.

Norrie assina seu nome como “norrie mAy-Welby”, um trocadilho com “may well be”, que em inglês significa “pode ser”.

Em e-mail à BBC Brasil, Norrie comemorou a decisão do governo australiano. “Liberdade da gaiola do gênero!”, escreveu.

Segundo a notícia publicada no The Scavenger, os médicos declararam em janeiro deste ano que não conseguiram determinar o sexo de Norrie – nem fisicamente nem em função do seu comportamento.

A certidão de gênero não-específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália, segundo o portal. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.

Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo.

A porta-voz do Sage, Tracie O’Keefe, disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust, que ajuda pessoas com problemas de identidade sexual, saudou a decisão do governo de New South Wales.

Em seu blog, http://may-welby.blogspot.com/afirma:

” Reflexões a partir da perspectiva de um ser humano que pode muito bem não ser localizável completamente dentro das categorias normais do sexo masculino ou feminino ou gay ou heterossexual ou transexual ou intersexuais ou exploradores nem explorados ou fornecedor ou executante ou do consumidor ou espectador.”

BBC Brasil

***

Coerente com o relativismo da ideologioa do gênero.típico!

Engraçado, ela parece com uma mulher. Para ser “neutro” seria “interessante” uma aparência corrrespondente.

Essa de que é “neutra” é comica , se não fosse trágica.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Sorteio de óvulo humano gera polêmica na Grã-Bretanha.

março 15th, 2010
Fertilização in vitro (Science Photo Library)
Uma clínica de fertilização londrina gerou polêmica no país ao anunciar que fará o sorteio de um óvulo humano para ser implantado e fertilizado em uma clínica nos Estados Unidos.

A ganhadora será escolhida entre as participantes de um seminário para mulheres que desejam se submeter à fertilização artificial, marcado para quarta-feira, cujo objetivo é divulgar a recente parceria da clínica Bridge Center, em Londres, com a clínica americana Genetics and IVF Institute (GIVF), na Virgínia.

A ganhadora do sorteio poderá escolher quem será sua doadora, a partir de um banco de dados com informações como origem racial, histórico médico, formação escolar e aspectos físicos.

O sorteio foi criticado por grupos de estudo da reprodução assistida, como a organização Comentário sobre Ética Reprodutiva (Core, na sigla em inglês), por comercializar material humano, o que é proibido pela lei britânica.

“A capacidade da indústria de fertilização in vitro de mercantilizar a vida humana atinge um novo patamar com essa iniciativa deplorável”, disse Josephine Quintavalle, diretora do instituto.

“Imagine se um dia uma criança descobrir que ele ou ela veio a existir graças a uma descarada iniciativa comercial”, completou.

Parceria internacional

Por meio dessa parceria com o centro americano, a Bridge Centre pretende contornar as rígidas regras britânicas para a reprodução assistida, enviando britânicas para receberem os óvulos nos Estados Unidos.

Na Grã-Bretanha, a remuneração por doação de óvulos é proibida. O máximo que a doadora consegue é uma ajuda de custos de 250 libras, ou R$ 670. Por isso, a oferta de óvulos no país é muito restrita.

A GIVF, porém, conta com doadoras de 19 a 32 anos que chegam a receber US$ 10 mil, ou R$ 17,6 mil, por doação. Dessa forma, há muito mais óvulos disponíveis para doação nos Estados Unidos do que na Grã-Bretanha.

Um dos problemas dessa doação de óvulos é que, para doá-los, as mulheres precisam passar por um tratamento pesado, com uso de medicamentos, para ampliar a produção de óvulos por ciclo menstrual.

Diante desse quadro, a Core demonstrou preocupação com essas mulheres que doam seus óvulos por dinheiro.

“Nós temos, no entanto, uma grande preocupação com o bem-estar dessas mulheres, pois a coleta de óvulos não é de maneira alguma um processo livre de riscos e muitas daquelas envolvidas no mercado mundial de óvulos sofreram significativamente como resultado. As consequências mais sérias incluem morte, perda parcial ou total da fertilidade, várias outras complicações médicas e problemas psicológicos também”, explicou Quintavalle.

“A clínica de fertilização in vitro envolvida nessa iniciativa está alimentando a vulnerabilidade colossal de mulheres ricas e inférteis ao custo do bem-estar de jovens mulheres pobres e igualmente vulneráveis”, acrescentou.

Segundo a Core, a venda de tecidos humanos, como óvulos, é proibido em toda a Europa. Portanto, nenhuma clínica britânica deveria colaborar com esse tipo de medida.

BBC Brasil

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Bispo afasta sacerdotes acusados de “pedofilia” em Arapiraca, Alagoas.

março 15th, 2010

Após o escândalo sexual em Arapiraca, envolvendo os monsenhores Luiz Marques, Edílson Duarte e Raimundo Gomes, o Bispo Dom Valério Brêda, responsável pela diocese, resolveu afastá-los das atividades eclesiásticas.

A notícia do afastamento foi dada durante a leitura de uma carta feita pelo Dom Valério Brêda na missa ocorrida no último sábado (13).

Outros padres vão assumir a igreja São José, dirigida antes pelo monsenhor Luiz Marques, a catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho, que era coordenada pelo padre Edílson Duarte e a igreja Nossa Senhora do Carmo, dirigida por muitos anos pelo monsenhor Raimundo Gomes.

Os casos de pedofilia, envolvendo os principais padres da cidade e coroinhas, veio a tona na quinta-feira passada (11), durante o programa “Conexão Repórter”, do SBT, que exibiu imagens de relações sexuais entre eles.

Uma das vítimas ouvida foi o jovem Fabiano Ferreira, que hoje tem 20 anos. Ele relatou que desde os 12 anos, quando se tornou coroinha, é assediado sexualmente pelo monsenhor Luís Marques, 82 anos.

Outros jovens, Flávio, Anderson e outro de 11 anos, relataram que foram assediados pelo monsenhor Raimundo nas dependências da igreja.

Os três padres negaram qualquer envolvimento com os garotos da cidade.

Fonte: Primeira edição- Alagoas

***

Tive oportunidade de assistir o programa e as cenas são fortes e falam por si só.

As cenas comprometem apenas um dos sacerdotes citados.

Para os outros sacerdotes não foram apresentadas provas a não ser os pronunciamentos verbais das supostas vítimas.

Como tem acontecido em outras partes do Mundo, tem vindo à luz situações delicadas que expõem fraquezas de alguns de nossos irmãos no sacerdócio, que se verdadeiras, são profundamente lamentáveis.

É momento de reflexão, oração e intercessão por eles e pelas vítimas.

Sabemos que é um caso isolado que contrasta com a esmagadora maioria de sacerdotes fiéis .

Discordo da reportagem, no entanto, quando ela afirma como caso de pedofilia. Parece-me,pelo menos na cena mostrada na reportagem ,caso de homossexualidade entre dois adultos, de forma consensual, com histórico de sedução sem atos libidinosos, nos outros exemplos citados sem provas.

Isso não muda nada já que ambos são atos indignos e errados, mas  faz justiça a verdade dos fatos.

Os fatos não são novos e a própria reportagem mostra que no inicio do escândalo,os Jovens receberam 30 mil reais para entregarem e destruirem as fitas com a gravação e encerrarem o caso.

Os jovens receberam o dinheiro porém guardaram uma cópia ” por segurança” e foi essa cópia que foi apresentada na reportagem.

Quanto ao dinheiro recebido a reportagem nada cita.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Só com o perdão pode haver relação livre e filial com Deus, diz o Papa Bento XVI.

março 15th, 2010

Ao presidir este meio-dia (hora local) a oração do Ângelus dominical na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI refletiu sobre o Evangelho de hoje que apresenta a parábola do filho pródigo e explicou que “só experimentando o perdão, reconhecendo-se amados por um amor gratuito, maior que nossa miséria, e inclusive que a nossa justiça, entramos finalmente em uma relação verdadeiramente filial e livre com Deus”.

Ao iniciar sua reflexão prévia ao Ângelus neste quarto Domingo de Quaresma, o Santo Pai questionou: “o quê seria da nossa cultura, da arte e em geral da nossa civilização sem esta revelação de um Deus Pai cheio de misericórdia? A parábola não deixa nunca de comover-nos e cada vez que a escutamos ou a lemos é capaz de sugerir-nos sempre novos significados”.

Bento XVI indicou que “este texto evangélico tem o poder de falar-nos de Deus, de fazer-nos conhecer seu rosto, melhor inclusive, seu coração. Logo que Jesus nos falou que Pai misericordioso, as coisas já não são como antes, agora nós conhecemos a Deus. Ele é nosso Pai, que por amor nos criou livres e nos dotou de consciência, que sofre se nos perdemos e que faz festa se retornamos”.

Por isso, continuou o Papa, “a relação com Ele se constrói através de uma história, analogamente ao que acontece com cada filho e seus próprios pais: ao início depende deles, logo reivindica sua própria autonomia; e ao final se houver um desenvolvimento positivo chega a uma relação amadurecida, apoiada no reconhecimento e no amor autêntico”.

“Nestas etapas podemos ler também momentos do caminho do homem na relação com Deus. Pode haver uma fase que é como a infância: uma religião marcada pela necessidade, a dependência. Pouco a pouco o homem cresce e se emancipa, quer liberar-se desta submissão e fazer-se livre, adulto, capaz de regular-se por si mesmo e fazer suas próprias opções de modo autônomo, pensando inclusive em poder prescindir de Deus“.

O Santo Padre assegurou em seguida que “esta fase, preciso, é delicada, pode levar ao ateísmo, mas também isto, freqüentemente, esconde a exigência de descobrir o verdadeiro rosto de Deus. Para nossa fortuna, Deus nunca deixa sua fidelidade, e embora nos afastemos ou nos percamos, segue com seu amor, perdoando nossos enganos e falando interiormente com nossa consciência para reclamar-nos para si”.

Na parábola, explicou o Papa, “os dois filhos se comportam de maneira oposta: o menor cai cada vez mais baixo, enquanto o maior permanece em casa, mas também ele tem uma relação imatura com o Pai; de fato, quando o irmão volta, o maior não está feliz como está o Pai, em vez disso se enche de ira e não quer entrar na casa”.

“Os dois filhos prosseguiu representam dois modos imaturos de relacionar-se com Deus: a rebelião e uma obediência infantil. Ambas as formas se superam através da experiência da misericórdia. Só experimentando o perdão, reconhecendo-se amados por um amor gratuito, maior que nossa miséria, e inclusive que nossa justiça, entramos finalmente em uma relação verdadeiramente filial e livre com Deus”.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* A Igreja “esconde” a verdade em relação aos casos de pedofilia? Entenda o processo canonico nesses casos.

março 15th, 2010

O promotor de justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, Monsenhor Charles J. Scicluna, explicou em uma entrevista publicada hoje no jornal Avvenire da Conferência Episcopal Italiana dada a conhecer pela Santa Sé, a disciplina da Igreja, assim como o devido processo canônico que se segue nos casos de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero.

A nota da Sala de Imprensa da Santa Sé explica que Dom Scicluna é “virtualmente o fiscal do tribunal do antigo Santo Ofício, cuja tarefa é investigar os chamados delicta gravoria, os delitos que a Igreja Católica considera absolutamente os mais graves” entre os quais se encontram os abusos sexuais cometidos por membros do clero a menores.

O promotor explica na entrevista que “pode ser que no passado, possivelmente também por um mal-entendido sentido de defesa do bom nome da instituição, alguns bispos, na praxe, tenham sido muito indulgentes com este triste fenômeno. Na praxe, digo, porque no âmbito dos princípios a condenação por esta tipologia de delitos foi sempre firme e inequívoca”.

Dom Scicluna assinala que uma má tradução ao inglês do texto que explica as normas a seguir ante os casos de abuso cuja primeira edição se realizou em 1922 e logo em 1992 deu margem a “que se pensasse que a Santa Sé impunha o segredo para ocultar os fatos. Mas não era assim. O segredo de instrução servia para proteger a boa fama de todas as pessoas envolvidas, em primeiro lugar as vítimas, e depois os clérigos acusados, que têm direito –como qualquer pessoa– à presunção de inocência até que se demonstre o contrário.

A Igreja não gosta da justiça concebida como um espetáculo. A normativa sobre os abusos sexuais nunca se interpretou como proibição de denúncia às autoridades civis”.

O promotor assegura logo que enquanto o então Cardeal Ratzinger, agora Papa Bento XVI, ante os casos de abuso sexual sempre “demonstrou sabedoria e firmeza na hora de tratar esses casos. Mais ainda, deu prova de grande valor enfrentando alguns casos muito difíceis e espinhosos (…). Portanto, acusar ao Pontífice de ocultação é, eu repito, falso e calunioso”.

As investigações

Quando um sacerdote é acusado de abuso, explica Dom Scicluna, “o bispo tem a obrigação de investigar tanto a credibilidade da denúncia como o objeto da mesma. E se o resultado da investigação prévia é atendível, já não tem a faculdade de dispor em matéria e deve referir o caso à nossa congregação, onde será tratado pelo escritório disciplinador”.

Depois de rechaçar as acusações de alguns que consideram que seu escritório trabalha lentamente, pois não é assim, o promotor precisa que entre 2001 e 2010 revisaram uns três mil casos de sacerdotes acusados de abusos, dos quais “os casos de sacerdotes acusados de pedofilia verdadeira e própria são, então, uns trezentos em nove anos. São sempre muitos, é indubitável, mas deve-se reconhecer que o fenômeno não está tão difundido como se pretende”.

Dom Scicluna adverte logo que nos processos “tampouco faltaram outros em que o sacerdote foi declarado inocente ou em que as acusações não foram consideradas ou suficientemente provadas. De qualquer modo, em todos os casos, analisa-se sempre não só a culpabilidade ou não culpabilidade do clérigo acusado mas também o discernimento sobre sua idoneidade ao ministério público”.

O promotor se refere logo à acusação de alguns que consideram que os bispos não denunciam ante as autoridades estes delicados casos: “em alguns países de cultura jurídica anglo-saxã, mas também na França, os bispos que sabem que seus sacerdotes cometeram delitos fora do segredo sacramental da confissão, estão obrigados a denunciá-los às autoridades judiciais.

Trata-se de um dever pesado porque estes bispos estão obrigados a realizar um gesto como o de um pai que denuncia a seu filho. Apesar de tudo, nossa indicação nestes casos é a de respeitar a lei”.

Seguidamente comenta o caso dos países onde os bispos não estão obrigados por lei a denunciar estes casos às autoridades civis: “nestes casos não impomos aos bispos que denunciem os próprios sacerdotes, mas sim lhes animamos a dirigir-se às vítimas para convidarem-nas a denunciar estes sacerdotes dos quais foram vítimas. Além disso, os convidamos a proporcionar toda a assistência espiritual, mas não só espiritual, a estas vítimas. Em um recente caso concernente a um sacerdote condenado por um tribunal civil italiano, esta Congregação sugeriu precisamente aos denunciantes, que se tinham dirigido a nós para um processo canônico, que o comunicassem também às autoridades civis em interesse das vítimas e para evitar outros crimes”.

ACI

Veja essa notícia que complementa:

Bispo alemão responde a ministra sobre “suposto silêncio” da Igreja ante abusos

O Bispo de Regensburg, Dom Gerhard Ludwig Müller, difundiu uma declaração a propósito do “suposto silêncio” da Igreja sobre os abusos sexuais por parte de alguns membros do clero, explicando que esta afirmação da ministra de justiça, Sabine Leutheusser-Schnarreberger, é falsa e difamatória.

A ministra, explica o Prelado, “acusa a Igreja Católica na Alemanha de obstaculizar as sanções penais previstas nos casos de abuso sexual. Segundo a ministra, em particular nas escolas católicas existiria um muro de silêncio que faria difícil e obstaculizaria as indagações sobre os fatos”.

“A afirmação da ministra –prossegue o Bispo– é falsa e difamatória. Para a diocese de Regensburg eu a rechaço da maneira mais absoluta. Peço ao ministério apresentar a prova da acusação segundo a qual a Igreja obstaculizaria as indagações. Se não puder apresentá-la, peço-lhe não instrumentalizar sua autoridade para perseguições deste tipo”.

Dom Müller explica logo que “na diocese de Regensburg assim como em outras dioceses da Alemanha, segundo as diretivas da Conferência Episcopal Alemã, qualquer acusação sobre um fato de abuso é examinada imediatamente e com precisão”.

“Se for reafirmada a suspeita, solicitamos ao suposto réu que se auto-denuncie. Se não há denúncia, a diocese informa ao ministério público”, acrescenta.

“A Igreja Católica procura fazer justiça às vítimas. Se contra nossa recomendação, uma vítima decide não denunciar, atuamos de acordo à sua vontade. Não existe a obrigação de denunciar”, conclui.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Você é Mulher? Leia isso.

março 15th, 2010

Entrevista com a escritora Marta Nin

Recriar o encontro de 15 mulheres do Evangelho com Cristo foi o que fez a escritora e jornalista Marta Nin, no livro Mujeres en camino. Nin, que é correspondente de vários meios de comunicação espanhóis em Roma, destaca nesta entrevista que, quando Jesus se encontra com as mulheres, trata-as com amor, e não as julga.
–Por que relatar o encontro de 15 mulheres do Evangelho com Jesus?

–Marta Nin: Em um primeiro momento queria escrever um livro sobre Marta, porque eu também tenho este nome. Quando era jovem, meu nome me parecia muito banal, porque minha geração estava cheia de “Martas”.

Um dia, um amigo disse-me que o Evangelho de João dizia: “Jesus amava Marta”. Isso me chegou à alma, porque pensava que não havia nenhuma citação no Evangelho que dizia que Jesus apreciava tanto alguém ao ponto de usar o verbo amar.

A partir desse momento, reconciliei-me com meu nome e me aproximei de Marta de Betânia. É a figura de que a tradição exegética fez um estereótipo, junto com Maria: Marta a ativa e Maria a contemplativa. Mas a mim parecia uma figura muito mais rica. Pensei então em escrever um livro que fosse sobre Jesus visto com os olhos de Marta. A inspiração inicial foi essa, mas logo me vieram outras mulheres. A partir daí saíram 15 relatos.

–No livro, faz várias vezes referência à gratuidade com que Cristo trata as mulheres. É o ponto que fazia com que elas se colocassem “a caminho”?

–Marta Nin: Sim. Seguramente, a diferença de Jesus, a novidade do cristianismo, é a gratuidade do amor. É um amor que não discrimina. Jesus, contrariamente ao que ocorria em sua época, ama a todos, de forma igual, sejamos mulheres, prostitutas, leprosos, pecadores… Inclusive parece haver uma predileção pelos que estão mais distantes.

Jesus nos convida a esta gratuidade. Nisso Jesus se faz mestre. Precisamente o que Ele prega é o que vive, pois se entrega por todos. Isso é o que cativa: um amor assim muda a vida. E é o que acontece também com estas mulheres. Quando elas fazem a experiência desse amor, não podem seguir como antes.

–Além da gratuidade, há alguma outra característica que se repete quando as mulheres se encontram com Jesus?

–Marta Nin: Seu olhar para elas, o fato de não julgá-las. Isso é muito difícil também, porque humanamente todos temos a tendência de julgar o outro, inclusive a condená-lo, ainda que seja só mentalmente.

Jesus não coloca etiquetas. Há que pedir-lhe que nos ajude a não julgar. Mas isso não significa não ter espírito crítico. Ainda que alguém cometa uma ação má, é preciso aproximar-se dessa pessoa, acompanhá-la e amá-la, sem esperar nada em troca. Esse amor é o que desarma.

–Ao ler o livro, alguém pode-se sentir identificado com alguma das mulheres, ou com todas… Há alguma de quem se sinta mais próxima?

–Marta Nin: Todas estas mulheres têm algo de mim. Mas não só estas mulheres, mas todos os personagens do Evangelho, precisamente porque é Palavra Viva. Todas são situações pelas quais passamos. Não iguais de maneira concreta, como a prostituição, ainda que haverá mulheres que passaram por isso. Quando escrevi o relato da prostituta, tentei me colocar em seu papel, sobretudo no desejo de ser amada, que é o desejo de todos. Afinal, só há um amor que preenche para sempre: o amor de Jesus.

–Qual foi o relato mais difícil de escrever?

–Marta Nin: O de Maria, porque me custava colocar em seu papel, já que temia desfigurá-la ou equivocar-me, porque no livro tudo são recriações, mas recriar sobre Maria me exigia muito respeito. Inspirei-me em uma frase de Bento XVI que fala de que Maria é a casa da Palavra de Deus.

–Pelo título e conteúdo pode-se pensar que o livro tem uma intenção feminista. É assim?

–Marta Nin: Não. Queria dar um nome a essas mulheres, porque eu sou mulher e creio que a mulher no início do cristianismo tinha um papel importante, pois Jesus as resgatou da marginalização em que se encontravam em sua época, mas isso logo se foi perdendo.

Como a Palavra de Deus foi escrita por homens e transmitida em sua maioria por homens eruditos, a pessoa da mulher ficou um pouco diluída, e isso sim me interessava, mas tentei não fazer uma hermenêutica teológica, pois minha releitura é sobretudo literária e narrativa.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Quando o trabalho pastoral de um bispo é limitado por extorsões.

março 15th, 2010

Entrevista com Dom Orozco Montoya, novo bispo de Girardota, Colômbia

O bispo colombiano Guillermo Orozco Montoya deixará a diocese de San José del Guaviare, um pequeno povoado de 45 mil habitantes situado ao sul da Colômbia, para assumir, a partir do dia 10 de abril, a diocese de Girardota, após sua nomeação por Bento XVI ocorrida em fevereiro.Dom Orozoco deixa assim uma diocese na qual sua atuação pastoral foi, não poucas vezes, dificultada pelo fato de ser Guaviare uma das regiões mais pobres e esquecidas do país e um dos principais redutos da guerrilha das FARC.

Passará agora a dirigir a diocese de Girardota, localidade mais tranquila em termos de segurança, situada a 26 quilômetros de Medellín, e caracterizada pela profunda fé de seus habitantes. Ali se encontra o santuário do Senhor Caído de Girardota, o qual é visitado por milhares de peregrinos todos os anos, e ao qual são atribuídos centenas de graças e milagres.

Dom Orozco, de 63 anos, estudou filosofia no seminário nacional “Cristo Sacerdote”, em Ceja. Licenciou-se em teologia dogmática no instituto Canisianum de Innsbruck, na Áustria. Foi ordenado sacerdote há quarenta anos em Sonsón, Rionegro.

Foi docente do seminário nacional “Cristo Sacerdote”, decano da Faculdade de Educação da Universidade Católica de Rionegro.

Foi também reitor do seminário maior de Girardota, professor da Universidade Pontifícia Bolivariana de Medellín e diretor do departamento para a pastoral dos ministérios hierárquicos do secretariado do episcopado colombiano.

- Como foi a experiência de dirigir a diocese de San José del Guaviare?

- Dom Orozco: Foi difícil, devido a tantos problemas que encontrei, mas ao mesmo tempo muito interessante, pelo trabalho que pude realizar e pela experiência adquirida.

- Qual foi sua maior satisfação ao desempenhar a função de bispo nesta diocese?

- Dom Orozco: Ter oferecido aos sacerdotes um bom serviço de formação permanente, e ter implementado um trabalho sério em favor da família em Guaviare.

- Como é a fé dos habitantes desta região?

- Dom Orozco: Nosso povo, por ser composto em sua maioria por colonos provenientes das mais diversas regiões do país, movidos pelo espírito de aventura e pelo desejo de conseguir dinheiro fácil pelo cultivo de ilícitos, carece de muitos valores cristãos; não obstante, possui um grande senso religioso e muitos deles são próximos da Igreja.

- Quais foram os principais desafios que teve de enfrentar ao dirigir uma diocese em uma região tão abandonada?

- Dom Orozco: Fazer as mudanças que eram necessárias dentro da família presbiterial e no campo administrativo, como também, negar-me a pagar a extorsão à guerrilha, o que limitou meu trabalho pastoral no campo.

- Em seus quatro anos como bispo, o que considera mais belo no exercício do ministério episcopal?

- Dom Orozco: Poder contar com a assistência de Deus (“graça de estado”), para trabalhar e enfrentar os problemas sem demonstrar ou sentir medo.

- O que era mais difícil?

- Dom Orozco: Não poder visitar pessoalmente a maior parte das comunidades rurais por ameaça da guerrilha, que impunha como condição o pagamento da extorsão. Por sorte, a ameaça era dirigida apenas ao bispo e não se estendia aos sacerdotes. E também conviver com um governo local tomado pela corrupção.

- Como recebe a nomeação para a diocese de Girardota?

- Dom Orozco: Com muita alegria, como uma graça especial do Senhor, porque poderei assim trabalhar livremente sem sofrer ameaças, em um lugar que conheço bem, uma vez que fui reitor de seu seminário diocesano por sete anos.

- Quais são suas principais expectativas como futuro bispo de Girardota?

- Dom Orozco: Estar próximo do seminário diocesano, pois é ali que se preparam os futuros evangelizadores; e também da pastoral da família, como garantia da renovação da Igreja e da sociedade.

Zenit

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Saiba como está o processo de beatificação de Irmã Dulce.

março 15th, 2010
Irmã Dulce atendia a crianças, adultos, idosos e deficientes físicos e mentais

O processo de beatificação de Irmã Dulce pode dar um passo decisivo até o final do ano. Após o reconhecimento das virtudes heróicas da Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, e a concessão oficial do título de Venerável à religiosa, em abril de 2009, o processo entrou na última etapa onde é preciso a confirmação de um milagre por intercessão de Irmã Dulce.

Atualmente, o Memorial Irmã Dulce guarda mais de cinco mil cartas e depoimentos de curas que os devotos acreditam milagrosas e operadas por sua intercessão.

Uma graça só é considerada milagre após atender a quatro pontos básicos: a instantaneidade, que assegura que a graça foi alcançada logo após o apelo; a perfeição, que garante o atendimento completo do pedido; a durabilidade e permanência do benefício e seu caráter ‘preternatural’ (não explicado pela ciência).

A comprovação do milagre é feita em três etapas: uma reunião com teólogos, com peritos médicos (que dão o aval científico) e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício.

A expectativa é que até o final de 2010 esta fase esteja concluída e os fiéis possam aguardar o anúncio da beatificação.

A religiosa, conhecida como o “Anjo Bom do Brasil”, dedicou-se integralmente aos pobres e necessitados. Entre as diversas obras fundadas por ela, estão o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais; e o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), instalado em Simões Filho, que abriga mais de trezentas crianças de 3 a 17 anos.

Fonte:  Canção Nova.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* “The Economist”: Pelo menos 100 milhões de Meninas “eliminadas” no mundo.

março 15th, 2010
Não encontrei a reportagem em Português. Porém fiz questão de publicar a versão em espanhol pois o tema é de intereese nosso e foi ampliado para todo o mundo pela revista inglesa.

A análise é sociológica , não religiosa, e apenas confirma o que todos nós já sabemos: A vida em alguns países do mundo é “descartável”.

***

La revista británica The Economist, en su número de 4 de marzo, publica un artículo que denuncia la masacre de niñas en el mundo, que asciende al menos a cien millones, y a la que denomina “genericidio”.

El artículo está titulado: The war on baby girls. Gendercide. Killed, aborted or neglected, at least 100m girls have disappeared –and the number is rising (“La guerra contra las niñas. ‘Genericidio’. Asesinadas, abortadas o abandonadas, al menos cien millones de niñas han desaparecido – y el número está aumentando”).

El artículo de The Economist evoca la situación de una joven pareja que espera su primer hijo en una región pobre del mundo pero en fuerte desarrollo. Las costumbres tradicionales les han enseñado a preferir a los hijos varones respecto a las niñas. Esta joven pareja puede acceder a una ecografía que le dice que el no nacido será niña. Ante esto, ¿qué hace?.

Para millones de parejas, asegura The Economist, “la respuesta es: aborto para las niñas, vida para los varones. En China y en el norte de la India, nacen 120 niños de sexo masculino por cada 100 niñas. La naturaleza demuestra que los varones, aunque por poco, están más expuestos a las enfermedades infantiles. Pero esto no tiene valor en el platillo de la balanza”.

“Para quienes se oponen al aborto esto es un verdadero genocidio”, afirma The Economist. Para esta revista, aún cuando se pronuncia por un aborto “seguro, legal y excepcional”, “la suma de las acciones individuales tiene un efecto catastrófico para la sociedad”.

Sólo China –afirma- tiene un número de hombres no casados –los llamados “ramas desnudas”- equivalente al número de los jóvenes varones de toda América. En algunas zonas, jóvenes varones sin raíces crean serios problemas: en las sociedades de Asia donde casarse y tener hijos es la única vía reconocida de la sociedad, los hombres solteros son como criminales. La delicuencia, tráfico de mujeres, violencias sexuales, aparte del número de suicidios femeninos, están en continuo movimiento y aumentarán a medida que las generaciones desequilibradas lleguen a la madurez.

The Economist asegura que “no es una exageración hablar de ‘genericidio’. Las mujeres están desapareciendo –abortadas, asesinadas, empujadas a la muerte–. En 1990, el economista indio Amartya Sen calculó el número de cien millones: la cifra es mucho más alta hoy.

La revista da por hecho que muchas personas saben que en China y en el norte de la India “hay un número innatural de varones”. “Pero pocos se dan cuenta –añade- de lo profundo que es este problema y cuánto está aumentando”.

En China, la relación entre sexos es de 108 varones contra 100 mujeres en la generación nacida en 1980. Para las generaciones de 2000 es de 124 a 100. En algunas provincias chinas, llega a 130 contra 100. La destrucción está en sus peores niveles en China pero existe en otras partes. Otras regiones de Asia oriental, entre ellas Taiwan y Singapur, algunos estados ex comunistas en los Balcanes occidentales y en el Cáucaso, y algunos grupos de la población americana (los chinoamericanos o los japoneses por ejemplo). En todas estas realidades hay una ratio distorsionada de selección sexual.

“El ‘genericidio’ existe en casi todos los continentes. Afecta a pobres y ricos, ignorantes o instruídos, hindúes, musulmanes, confucianos, del mismo modo”, afirma la revista.

Ni siquiera la riqueza es un freno. Taiwan y Singapur tienen economías florecientes. Dentro de China e India, las zonas con peores casos de ‘genericidio’ son las más ricas y con mayores niveles de instrucción. Y la política del hijo único en China puede ser sólo parte del problema, visto que también afecta a otros países que no tienen esta ideología.

La eliminación de fetos femeninos, según The Economist, es consecuencia de tres factores: la arraigada y antigua preferencia por los hijos varones, la moderna propensión a crear familias pequeñas y el uso de tecnologías de ultrasonidos que permiten identificar con certeza el sexo del niño con una diagnosis prenatal.

Sólo un país ha decidido invertir la tendencia. En 1990, Corea del Sur tenía una relación entre varones y féminas igual o superior al de China. Hoy está volviendo a los niveles de normalidad. Esto no se ha verificado por una elección querida sino porque ha cambiado la cultura de la población. La educación femenina, actitudes antidiscriminatorias, y leyes a favor de la paridad de derechos han hecho que la preferencia por los hijos varones se haya quedado pasada de moda y anacrónica.

Pero esto, advierte la revista, sucedió cuando Corea del Sur era un país rico. Si China e India –con ingresos de un cuarto y un décimo de Corea- esperan a alcanzar el mismo nivel económico, habrán pasado muchas generaciones.

Para agilizar el cambio, opina The Economist, se deben realizar algunas acciones. “Sobre todo China debería retirar la política del hijo único. Pero las autoridades se opondrán en cuanto que temen el aumento de la población, así como han rechazado la preocupación de Occidente por los derechos humanos”.

Sin embargo, la publicación predice que “la limitación del hijo único no será utilizada por mucho tiempo para reducir la fertilidad (otros países de Asia han reducido la presión de la población tanto como China”. Recuerda que “el presidente Hu Jintao ha declarado que “crear una sociedad armónica” es una de sus principales intenciones: y esto no se podrá lograr si permanece una política tan profundamente hostil a la familia”.

Y concluye The Economist proponiendo que todos los países promuevan “el valor del sexo femenino. Hay que animar la educación de las mujeres; abolir las leyes y los usos que impiden a las mujeres heredar; abolir los límites relativos al sexo en los hospitales y clínicas; insertar a las mujeres en la vida pública en cualquier función –desde anunciantes televisivas hasta vigilantes–. Mao Zedong afirma: ‘Las mujeres sostienen la mitad del cielo’. El mundo debe hacer más que prevenir un ‘genericidio’, ¡debe evitar que se nos caiga el cielo encima!”.

Para ver el artículo completo: http://www.economist.com/opinion/displaystory.cfm?story_id=15606229.

Por Nieves San Martín

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* A Ideologia “inumana” e totalitária do PNDH3. O que diz nossa fé a respeito?

março 15th, 2010

Prof. Hermes Rodrigues Nery

Nas vésperas do Natal de 2009, o Presidente Lula apresentou seu 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH 3), causando assombro e perplexidade entre vários setores da sociedade brasileira, primeiramente pela astúcia, ousadia e até temeridade com que o Governo – através de um decreto (nº 7037) – não pôde mais ocultar a que ideologia está comprometido, e a disposição de impor sua “desconstrução” cultural, visando minar conceitos e valores edificados ao longo de séculos para proteger e promover o ser humano como pessoa, sujeito de direitos e deveres.

Num contexto de crise gnosiológica, crise dos conceitos, que atinge “a estrutura ontológica da pessoa”1, nos encontramos novamente (como em tantas outras encruzilhadas da história) chamados a se posicionar e a defender a vida humana de tantos ataques, daí a necessidade de fazer revigorar as forças vivas da nação brasileira (num movimento ético, pátrio e cívico) para evitar a imposição de uma nova ditadura, de perfil orwelliano, que começa por querer impor condicionantes que asfixiam a liberdade, sem a qual não há como a pessoa realizar-se como ser humano. O combate pela vida se torna inevitável (a Campanha da Fraternidade deste ano é categórica: não há como servir a dois senhores). Resta saber de que lado estamos (indagava João Paulo II em seu último livro “Memória e Identidade”).

Agrilhoada por falsas necessidades e por equívocos e seduções imediatistas e corrosivas, a liberdade requer ser libertada daquilo que a ameaça, pois sem liberdade não há pessoa, e sem pessoa a vida humana perde o seu valor, o seu sentido e a sua dignidade. Por isso que a defesa da vida protagoniza hoje um movimento com o senso da história, porque, a exemplo de tantos outros grandes desafios do passado, somos chamados a fazer história, mesmo estando – de novo – na contramão do status quo, que se volta contra a própria natureza humana.

O filme já visto atesta o que já ficou comprovado pela história: no conflito entre natureza e cultura, ganha a natureza; no conflito entre família e Estado, ganha a família.

A opinião pública, vulnerável a sofisticadas formas de manipulação e camuflagens da linguagem (com o abuso de eufemismos), torna-se refém de estranhas ideologias, que utilizam-se da retórica para impressionar, e até tenta impactar, mas como toda opinião é doxa e não episteme, decorre daí erros hermenêuticos de gravíssimas conseqüências: direitos humanos se transformam em palavra-de-ordem para justificar uma nova mentalidade e ordem mundial, inteiramente amoral e inumana, em que a pessoa deixa de ser sujeito para se tornar objeto, destituída de humanidade, sem proteção e promoção, anulada em sua identidade e vítima de reducionismos aviltantes, em graus diferenciados de manipulação, a pior de todas as violências.

Na própria apresentação do Plano Nacional de Direitos Humanos, o Presidente Lula diz que o PNDH3 é uma “opção definitiva”, e um roteiro consistente e seguro, erguido “como bandeira” e apresentado “como verdadeira política de Estado”, por suas diretrizes e objetivos estratégicos expostos – cabe ressaltar que eles não estão de brincadeira e irão fazer de tudo para enfiar goela abaixo esse pacote totalitário, com roupagem de democracia (de um totalitarismo invisível, que interessa à lógica da sociedade de consumo e que o Governo age apenas como títere de forças econômicas externas, daí o servilismo abjeto ao globalismo de Brzezinski, sob a égide da ONU, visando mais do que um controle físico, mas a anulação da pessoa humana, com a própria espoliação da alma, cujo “objetivo é a mudança na mentalidade e na forma de agir de todos os seres humanos, cujo fundamento é uma nova moral radicalmente egocêntrica, egocentrípeta e hedonista”2. Daí sentencia categoricamente contra o nascituro, excluindo o direito à vida ao ser humano concebido e em sua fase nascente, como determina na diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática g): “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”. Trata-se de um poder que “se tornou cada vez mais abstrato, a censura cedeu lugar ao controle e se infiltrou na sociedade de consumo, em uma nova fase de um capitalismo de serviços, pós-industrial”.3

É a ideologia da “sociedade igualitária” e libertária, ancorada no feminismo radical, no fundamentalismo ambiental e cientificista, no ateísmo militante, no anarquismo político, e em perversões biotecnológicas, passando por cima dos limites antropológicos. É uma revolta metafísica, que começou com o deicídio em 1793, e agora atinge a sacralidade da vida humana, por inteiro, desde a sua concepção.

Os “novos direitos” e as novas demandas do ideário igualitário exposto no PNDH3 intensifica a obsessão por uma libertação  que extrapola o campo social e político, pois deseja a transgressão da própria condição biológica do ser humano, e não aceita a natureza da identidade sexual, daí o afã de romper o que chamam de estereótipos, no direito de se libertar da própria identidade, invertendo papéis, para recriar o design do próprio corpo e chegar ao “corpo utópico”, em obsessão hedonista. Todos “sabem muito bem que isso se trata de um jogo: ou as regras são transgredidas ou há um acordo, explícito ou tácito, que define certas fronteiras. Este jogo é muito interessante enquanto fonte de prazer físico”.4

A ideologia dos Direitos Humanos explícita no PNDH3 é repressiva, daquela “repressão do poder tolerante, que, de todas as repressões, é a mais atroz”,5 pois “a suposta tolerância sexual na sociedade de consumo também faz do sexo a metáfora do poder para aqueles que são subordinados a ele. É a comercialização (ou alienação) do homem, a redução do corpo a coisa através da exploração.”6

Com a política de Estado do PNDH3, o Governo Lula rechaça valores civilizacionais das instituições públicas de todo o País, de modo soberbo, e impondo de vez a mentalidade consumista e conformista, em nome do direito das minorias, que passam agora a ser o direito de todos, sem direito a discordâncias, pois os questionamentos serão considerados como “violações dos Direitos Humanos”, com sanções, privações de benefícios, e uma justiça ágil e eficiente para viabilizar execuções sumárias contra os que não concordarem com o Plano estabelecido.

O PNDH3 deseja abarcar “todas as áreas da administração” e “fato inédito de ele ser proposto por 31 ministérios”, “estruturado em seis eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas”, feito para ser não uma política de governo, mas a política do Estado brasileiro, para perdurar pelas gerações futuras. Esta é a ambição absolutista do lulismo, inoculado de anarquismo e perversão, de um poder satânico, cujos tentáculos começam a emergir, descaradamente, feito o polvo de Lautrèamont.

Tal ideologia é sustentada por organizações que “desfrutam de um retorno financeiro garantido e que se tornaram, no campo da sexualidade humana, uma fonte de lucro e um veículo da secularização planificada”7, e que o Estado favorece quando capitulado diante de tão vis interesses, que em nada dignificam, mas degradam a pessoa humana. “A pornografia, a droga, a prostituição, a contracepção e o aborto são indústrias organizadas, cujo capital é posto a serviço de uma ideologia, que é contra a vida humana, a família e, frequentemente, contra a Igreja Católica. Os objetivos de tais indústrias são a destruição da família e a secularização, para alcançar os meios pelos quais se toleram alguma forma de depravação e violência sexual em relação às crianças. Estas forças operam secretamente no espírito da era pós-moderna.

Publicamente, ao invés, o comportamento destas estruturas (mídia, organizações, resoluções tomadas em conseqüência de conferências nacionais e internacionais) é de forte recusa em relação a violência sexual contra as crianças, todavia, não é por acaso que este fenômeno, nas suas formas de depravação, está em contínuo aumento”.8

Monitoramento, controle, avaliação, acompanhamento, coleta de dados, sistematizações, recomendações em todas as instâncias (federal, estadual e municipal), instituindo parâmetros nacionais que orientem seu funcionamento, condicionando financiamentos, estruturando redes de canais de denúncias, criando observatórios, elaborando “relatórios periódicos para os órgãos de tratados da ONU, no prazo por eles estabelecidos”, informativos em linguagem acessível, flexibilizando critérios normativos do Judiciário, enfraquecendo prerrogativas da legítima defesa, entre outras tantas ações; tudo isso e muito mais fazem do Plano Nacional de Direitos Humanos um prelúdio sombrio de um tempo difícil, de perseguição religiosa e política, em que toda a máquina do Estado, especialmente no campo da Educação e dos meios de comunicação, estarão a serviço de uma ideologia já testada e reprovada pela história.

Prof. Hermes Rodrigues Nery é Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e do Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté, Secretário-Geral do Movimento Nacional Brasil Sem Aborto e Vereador, Presidente da Câmara Municipal de São Bento do Sapucaí (SP).

Bibliografia:

1. Paulo César da Silva, A Ética Personalista de Karol Wojtila, Editora Santuário / Unisal – Cnetro Universitário Salesiano de São Paulo, 2001, p. 42.

2. Jorge Scala, IPPF (Federação Internacional de Planejamento Familiar) – A Multinacional da Morte, Múltipla Gráfica e Editora (Anápolis), 2004, p. 41

3. Pasolini: http://cinemaitalianorao.blogspot.com/2009/02/pasolini-e-o-sexo-como-metafora-do.html)

4. Sexo, poder e a política da identidade – entrevista com Michel Foucault (http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/sexo.pdf)

5. (Pasolini: http://cinemaitalianorao.blogspot.com/2009/02/pasolini-e-o-sexo-como-metafora-do.html)

6. (Pasolini: http://cinemaitalianorao.blogspot.com/2009/02/pasolini-e-o-sexo-como-metafora-do.html)

7. Dorotas Kornas-Biela, Direitos da criança, violência e exploração sexual, Léxicon, termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, Pontifício Conselho para a Família, Edições CNBB, 2007, p. 209.

8. Dorotas Kornas-Biela, Direitos da criança, violência e exploração sexual, Léxicon, termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, Pontifício Conselho para a Família, Edições CNBB, 2007, p. 209-210.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

* Existe alguma relação entre pedofilia e celibato ?

março 14th, 2010

Wagner Moura

A ligação entre crimes de pedofilia e celibato fica bastante questionada quando levamos em conta os casos de abuso sexuais registrados na Alemanha desde 1996, por exemplo.

Dos 210 mil casos, 94 afetam pessoas ou instituições ligadas à Igreja Católica.

Para fins matemáticos, isso corresponde a 0,044%.(veja reportagem no link.)

Obviamente os números não tem vidas destruídas, mas servem no mínimo como base para questionamentos sérios sobre a ligação entre celibato e pedofilia.

Se 0,044% dos envolvidos em casos de abusos sexuais de crianças e adolescentes cometem tais crimes por serem “oprimidos” pela lei do celibato católico, por que os demais 99,956% que nunca professaram qualquer voto de celibato fora da Igreja  também cometem esses abusos?

Parece óbvio que o uso político desse tipo de escândalo é mais interessante que dar uma resposta para a motivação de tantos crimes de abusos sexuais.

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo
Página 1 de 76123456Próxima »...Última »
Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
março 2010
D S T Q Q S S
« fev    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031