* México: Católicos alentam objeção de consciência e boicote às uniões homossexuais.

setembro 3rd, 2010

ACI


O Conselho de Analistas Católicos do México (CACM) divulgou  um comunicado de imprensa no qual exortam a blindar as constituições estatais em defesa do Matrimônio ante as uniões homossexuais, exigindo o respeito à objeção de consciência para os funcionários de registro civil que não queiram celebrar este tipo de uniões, e convocam ao boicote por parte de casais formados por homem e mulher que estejam prontos para casar-se, para que o façam fora do Distrito Federal expressando seu rechaço a esta norma injusta.

No texto se adverte primeiro que com a decisão da Corte Suprema esta “alterou a essência da instituição do matrimônio no Código Civil do Distrito Federal, como consórcio de vida e amor entre um homem e uma mulher, usurpando-o e equiparando-o com as uniões entre pessoas do mesmo sexo que, à luz de critérios antropológicos elementares, não deveria ser aceito em uma legislação civil”.

Por isso, alentam a todos os estados do México a que, em consonância com a Constituição Federal, blindem o matrimônio como a união entre um homem e uma mulher ante atentados como as uniões homossexuais.

Seguidamente pedem à Assembléia Legislativa do Distrito Federal “legislar para que o direito de objeção de consciência, tanto de oficiais como trabalhadores do registro civil, seja reconhecido e garantido para que ninguém seja obrigado a atuar contra sua consciência e princípios morais ou religiosos e não sejam coagidos quando por essas razões se neguem a dar fé da celebração destes mal chamados ‘matrimônios’”.

A seguir pedem a revisão das legislações que permitam que as crianças tenham um pai e uma mãe, como é seu direito; e alentam ao boicote contra o Distrito Federal por ter atentado contra o matrimônio. Para isso animam os casais naturais que estão por casar-se a boicotar o DF, casando-se “nos municípios vizinhos do Estado do México ou de outra entidade federativa, a fim de manifestar seu repúdio a uma disposição legislativa injusta que atentou contra a instituição matrimonial”.

Finalmente os analistas católicos assinalam que “não estamos contra os homossexuais; ao contrário, respeitamo-los como pessoas e a Igreja não está contra eles. Entretanto, afirmamos que estas reformas não são um avanço das liberdades plenas e sim constituem um retrocesso evidente que relativiza os direitos humanos fundamentais”.

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* O Diabo existe ou é um mito? Responde-nos sacerdote.

setembro 3rd, 2010

Pe. Elílio

Chamo-me X e estou cursando filosofia.

Durante a palestra de um frei, este que tem curso de parapsicologia, fundamentado em vários argumentos disse não ser possível conforme a bíblia e também nos chamados “fenômenos de possessão” a existencia do demônio.

Já ouvi várias vezes estes argumentos, como também sei que o senhor já ouviu, porém diante de meus colegas estou sem reação, pois nunca dei importancia ao assuno e mesmo não tanho funtamentação para tal.

Por  isso peço ao senhor, a delicadeza se houver algum material sobre demonologia ou assuntos semelhantes, a fim de que possa investigar o assunto (devido também a ausência de material confiável na internet ou am alguns livros).

Talvez esta não seja a sua área de especialização, mas se o senhor possuir algum contato, do qual eu possa entrar, ficaria muito feliz. Desde já agradeço a compreensão.

Resposta:

Prezado X,

Saudações no Senhor!

A existência do Diabo não pode ser provada nem pelas ciências nem pela filosofia, pois esses ramos do saber não têm competência para tal, o que implica dizer que também não podem negá-la. O conhecimento do Diabo ultrapassa o plano natural de conhecimento.

Ora, cabe apenas à teologia decidir sobre o assunto, já que a teologia, em virtude da Revelação, tem competências para além das nossas possibilidades naturais de conhecimento. E teologia se faz não com as ideias próprias de cada um, mas com base na fé: na Escritura, na Tradição e no Magistério.

A Escritura fala várias vezes sobre o Diabo e os demônios. A missão de Jesus mesmo é entendida pela Escritura como uma luta contra o reino de Satanás. E não há razões sérias para dizer que a Escritura fala do Diabo e dos demônios somente por depender do imaginário da época em que foi redigida. A Tradição confirma a existência do Diabo, o que também faz o Magistério. Logo, é temerário querer negar a existência dos anjos decaídos. Do ponto de vista da fé, é uma heresia.

Negar tal existência? Como? Com base em quê? A parapsicologia não a pode provar nem muito menos negá-la. O Diabo pertence a um plano de existência que está fora do âmbito de competência da parapsicologia. Esta se atém ao plano natural. Analisa fenômenos paranormais ou extranormais, mas sempre naturais.

Confiemos na Tradição e no Magistério da Igreja, que confirmam a visão escriturística sobre a existência do Diabo e dos demônios como seres pessoais, dotados de inteligência e vontade.

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* A Religião desarma o ódio e a violência dos homens? SIM!

setembro 3rd, 2010

Pe. John Flynn, LC

Segundo muitos novos ateus que atacaram de forma vociferante Deus e a religião nos últimos anos, a religião não é somente irritante, mas também prejudicial e má. Muitos deles acusam a religião de ser propagadora de divisões, ódio e violência.

Não é verdade, replica David Brog em seu livro “In Defense of Faith: The Judeo-Christian Idea and the Struggle for Humanity” (Em defesa da fé: a ideia judaico-cristã e a luta pela humanidade. Encounter Books). Brog é um escritor judeu e diretor de Christians United for Israel. A tradição judaico-cristã foi o antídoto mais eficaz do Ocidente contra as perigosas tendências da natureza humana que propiciam a violência, sustenta.

Sim, houve épocas no passado em que a fé tendia à intolerância, mas devemos ver além de algumas imperfeições da nossa tradição religiosa e reconhecer os muitos benefícios da nossa herança espiritual, explica Brog. Não somos bons simplesmente por nascer, observa, e no passado a maioria das pessoas estava dividida em tribos, etnias e nações, cada uma enfrentava as outras. A mudança radical que a tradição judaico-cristã trouxe, aponta, é a ideia de que todos os seres humanos são criados à imagem de Deus e de que estamos chamados a amar todos os nossos próximos, sem exceção.

Brog chama isso de “ideia judaico-cristã” e diz que isso não só foi uma inovação no Ocidente, mas que continua inspirando nossa mais alta ética até a atualidade.

A compaixão que sentimos pela vítima de um terremoto no Haiti, ou por uma vítima da AIDS na África é um altruísmo que é excepcional na história humana, e temos de agradecer à tradição judaico-cristã por isso, acrescenta.

Cruzadas e Inquisição

Um dos capítulos do livro está dedicado ao que Brog considera mitos sobre atrocidades. Trata sobretudo das cruzadas e da inquisição espanhola, tema que surge quase de maneira inevitável quando se ataca o cristianismo. É verdade que, em ambos os episódios históricos, foram vistas atrocidades, mas Brog mantém que é necessário que consideremos o que ocorreu na perspectiva correta.

As cruzadas aconteceram em uma era de contínua guerra entre as potências cristãs e muçulmanas. Durante esses conflitos, os muçulmanos eram normalmente os agressores, e também na maior parte das vezes, os vencedores. Por isso, sustenta Brog, é incorreto pintar os cruzados como uma espécie de sanguinários e intolerantes cristãos. Na verdade, trata-se de um dos assaltos no conflito entre duas civilizações. As forças cristãs levaram a cabo atrocidades durante as cruzadas, mas – argumenta Brog – os líderes da Igreja estiveram na vanguarda na hora de tentar parar a violência injustificada.

Quanto à inquisição, Brog explica que, longe de ser a força impulsora depois de uma espécie de perseguição violenta, a Igreja foi frequentemente mais uma barreira a superar e um freio aos excessos.

É verdade que o Papa Sisto IV publicou, em 1478, a bula que autorizava a inquisição espanhola, mas Brog continua com sua defesa, dizendo que, assim que o Vaticano soube dos excessos da inquisição, interveio para tentar detê-las. Vários papas, nos anos seguintes, continuaram adotando medidas para conter a inquisição, acrescenta.

Ao concluir esta seção do livro, Brog afirma que a Igreja Católica não era a força que impulsionava a violência antissemita das cruzadas ou da inquisição, mas que, pelo contrário, havia buscado limitar tal violência. Dessa forma, estes dois episódios não provam que a religião seja uma fonte de conflitos humanos. Não obstante, adverte, revelam a necessidade de estar vigilantes, a fim de que a fé não se corrompa pela natureza humana prejudicada.

Vida humana

Um dos capítulos do livro examina o tema da santidade da vida humana. Brog compara isso com a prática comum do infanticídio no Império Romano. O código legal romano permitia matar qualquer filho homem deformado ou fraco, ou qualquer menina, sem importar se eram saudáveis ou não. Tanto judeus como cristãos se opunham com força a isso e afirmavam que não era lícito matar um inocente. Brog sustenta que a única razão pela qual hoje reconhecemos a santidade e igualdade de todos os seres humanos no Ocidente se deve à herança judaico-cristã.

“A maioria das civilizações, através da maior parte da história humana, nunca chegou a esta visão”, acrescenta.

Se algum filósofo do Iluminismo tivesse acolhido e abraçado este conceito da santidade da vida humana, dificilmente teria podido acreditar que oferecia uma contribuição original ao fazê-lo, sustenta Brog, já que a ideia vem diretamente da Bíblia, que a maioria deles tinha lido.

O perigo hoje, afirma, é que a ciência está pulando o muro que separa os seres humanos do reino animal e trata o homem somente como um animal. Somos advertidos com frequência sobre o perigo de que a religião se introduza em campos que não lhe competem, observa Brog, mas quando se trata da moralidade, é necessário que a ciência respeite sua falta de competência.

“Quando a ciência se aventura para além de suas áreas de interesse no reino da moralidade, costuma deixar cadáveres em seu caminho”, adverte Brog.

A mesma advertência se aplica à filosofia, continua Brog. Ainda que todos nós nos beneficiamos da tradição clássica e dos filósofos do Iluminismo, há limites ao que a filosofia pode nos ensinar.

A tradição judaico-cristã atribui aos seres humanos um valor que vai além das suas capacidades e contribuições individuais. E argumenta que, infelizmente, a filosofia leiga tentou muitas vezes quebrar esta situação e submeter-nos a sistemas de avaliação bem menos benignos.

Entre os perigos que Brog enumera, está a eugenesia, popular nos anos 20 e 30, que justificava a esterilização das pessoas consideradas inferiores, sancionada como prática legítima nada menos que pelo Tribunal Supremo dos Estados Unidos. Para que não pensemos que isso é só uma singularidade histórica, Brog aponta que hoje há filósofos, como Peter Singer, que estão a favor do infanticídio e da eutanásia.

Genes egoístas

O capítulo intitulado “Transcender nossos genes egoístas” está dedicado a mostrar como ambas as religiões, a judaica e a cristã, dão uma grande importância ao amor aos demais. Isso se baseia no escrito no primeiro capítulo do primeiro livro da Bíblia, no Gênesis, em que se diz que Deus criou o homem à sua própria imagem. Esta pode muito bem ser a ideia mais revolucionária de toda a história humana, assegura Brog.

Acreditar nisso implica em aceitar que estamos investidos de um valor acima de todos os demais seres criados e este é o fundamento de todos os direitos humanos. Não só estabelece o valor supremo de cada vida humana, mas também afirma a igualdade de todos os seres humanos.

Em uma interessante seção, Brog explica que o amor aos demais está no centro da tradição judaica, rejeitando a ideia de que na época de Jesus o judaísmo havia se reduzido à observância de algumas leis e rituais frios.

Há, no entanto, diferenças significativas entre o cristianismo e o judaísmo, admite. Contudo, deixando de lado as muitas questões teológicas que separam ambos, quando se chega à questão da moralidade, há uma marcada afinidade, comenta Brog.

Como o judaísmo, o cristianismo acentua a necessidade de agir em nome do amor que prega. Além disso, observa o autor, o exemplo último de amor em ação é a crucifixão de Jesus.

Voltando ao dia de hoje, comenta que o fato de que o Papa Bento XVI tenha escolhido para sua primeira encíclica o tema do amor é muito significativo.

Podemos discrepar sobre se há um Deus, mas – observa Brog – não podemos negar que a tradição judaico-cristã foi o meio primário pelo qual pudemos conseguir avanços éticos. Rejeitar a religião só levará a um aumento do sofrimento humano e do mal.

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* Eleições 2010: Vote como CATÓLICO !

setembro 2nd, 2010

Fonte: Ignem in terram

O vídeo a seguir, produzido pela CatholicVote é de 2008, e seu contexto é o das eleições para a presidência dos EUA, mas conserva toda sua atualidade para ser aplicado ao nosso país:

Vale lembrar a orientação do Magistério aos católicos acerca do voto:

Quando em âmbitos e realidades que remetem a exigências éticas fundamentais se propõem ou se efetuam opções legislativas e políticas contrárias aos princípios e aos valores cristãos, o Magistério ensina que «a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a atuação de um programa político ou de uma só lei, onde os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos». (Compêndio de Doutrina Social da Igreja, 570).

E mais:

Tenha-se presente que, em face de das múltiplas exigências morais fundamentais e irrenunciáveis, o testemunho cristão deve considerar-se um dever inderrogável que pode chegar ao sacrifício da vida, ao martírio, em nome da caridade e da dignidade humana. A história de vinte séculos, inclusive a do último, é rica de mártires da verdade cristã, testemunhos de fé, de esperança, de caridade evangélicas. O martírio é o testemunho da própria conformação pessoal a Jesus crucifixo, que se expressa até na forma suprema de derramar o próprio sangue, de acordo com o ensinamento evangélico: «se o grão de trigo, caído na terra… morrer, produz muito fruto» (Jo 12, 24). (Ibidem, 570).

A propósito, recomendo, outrossim, a leitura destes artigos publicados nos últimos dias, escritos por valentes sucessores dos Apóstolos da Terra de Santa Cruz, que, mesmo à custa de sofrerem perseguições, não desatenderam ao seu dever de orientar corretamente os seus fiéis neste período de eleições .

D. Luiz Gonzaga Bergonzini (Bispo de Guarulhos – SP): “Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César.”

D. Antonio Carlos Rossi Keller (Bispo de Frederico Westphalen – RS): “Mas o grande problema, bastante presente nesta situação pré-eleitoral, é o da duplicidade, da incoerência daqueles candidatos, que por um lado, fazem questão de se mostrarem “religiosos”, sensíveis à fé, mas que na prática ou estão inscritos em partidos que defendem valores anti-cristãos, ou apresentam um ideário programático político pessoal que contêm indicações absolutamente incoerentes com a fé que declaram professar ou respeitar.”

Regional Sul I da CNBB: “Recomendamos encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto.”

Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro (Bispo diocesano de Oliveira – MG): ”São quatro os direitos fundamentais da pessoa humana: direito à vida; direito à propriedade; direito à liberdade e direito à honra. ‘Quando se denota a ausência de um deles, a pessoa desaparece: sem vida não existe, sem propriedade não subsiste, sem liberdade, principalmente a religiosa, não se desenvolve, e sem honra não se relaciona.’”*

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* Espanha: Foro da Família acusa o Governo de promover promiscuidade entre alunos.

setembro 2nd, 2010

O presidente do Foro Espanhol da Família (FEF), Benigno Blanco, acusou o Governo de “animar à promiscuidade” nos colégios com o manual ‘Ganhar saúde na escola’ que apresentaram os ministério de Educação e Sanidade e que incorpora um capítulo sobre educação sexual.

Assim, em declarações à agência Europa Press, Blanco denunciou que o Poder Executivo “engana os jovens com propaganda sobre o preservativo“. O governo “anuncia a eles um sexo seguro que não existe, anima à promiscuidade sexual e aumentam o número de gravidezes e abortos. É um engano desde o ponto de vista sanitário”, sentenciou.

O presidente do FEF também acusou o governo espanhol de “violar o direitos dos pais de educar os seus filhos segundo suas convicções” e criticou-o por não perceber que na sociedade “existem distintas concepções morais e ideológicas sobre a sexualidade e que este não tem direito a impor nem a sugerir nenhuma delas na escola”.

Em sua opinião, a educação sexual compete ao direito dos pais à educação e, por isso, as administrações públicas não devem optar por uma opção em concreto, nem a visão cristã deste assunto.

Contudo, acrescentou que a postura do Governo é “totalitária, violadora do pluralismo ideológico e religioso e violadora do direito dos pais a educar os seus filhos segundo suas convicções”.

ACI

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* Encontrar Jesus na Internet: e-conference na …Austrália.

setembro 2nd, 2010
Encontrar Jesus na Internet: e-conference nacional, “Jesus the Christ: Fully human, Truly divine”
Padre Gerald O’Collins, SJ, será o principal relator do Broken Bay Institute’s na próxima E-Conference nacional “Jesus the Christ: Fully human, Truly divine”, a se realizar no dia 16 de setembro, em Melbourne.
As e-conferences começaram em 2009 e mostraram um novo modo de envolver as comunidades católicas da Austrália em debates na vanguarda, com renomados oradores internacionais e locais. As comunidades do país seguem as conferências via internet. Os grupos podem acompanhar o evento online, participar das discussões, enviar perguntas diretamente aos oradores via email. As precedentes e-conference tiveram como temas o Ano Paulo, São Lucas e Maria – Primeira Discípula. O próximo debate será sobre a personalidade central de nossa fé, Jesus Cristo.

Agência Fides

Mais informações:
http://jesus.vividas.com

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* O que certos brasileiros deveriam aprender.

setembro 2nd, 2010

Nilo Fujimoto

A revista britânica “The Economist” destaca na edição de 26/08/2010 que o Brasil se tornou “o primeiro gigante tropical de agricultura” e o que mais a surpreendeu foi a “maneira” (1) como o Brasil alcançou aquele fato relevante.

A revista constatou que a “maneira” foi alcançar a auto-suficiência abrindo o mercado agropecuário e deixando os fazendeiros ineficientes serem excluídos pela competição; não dar subsídios, como é prática nos países desenvolvidos; e desenvolver novas práticas agrícolas e de cultivo através da fundação, em 26 de abril de 1973 (na plena vigência do governo militar), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Ao contrário dos movimentos “agro-pessimistas” e dos “eco-chatos” – propagadores do pensamento verde de que a agricultura boa é verde, pequena (familiar) e orgânica –, promoveu a monocultura com utilização intensa de fertilizantes químicos, sem preconceito em relação aos alimentos geneticamente modificados e baseado em grandes propriedades.

Provou assim ser uma alternativa para a ajuda aos países pobres da África e da Ásia pelo desenvolvimento de uma agricultura tropical “magnificamente produtiva”. Não só nos países tropicais, mas em todo o mundo. Se adotadas, as técnicas brasileiras trarão alívio às perspectivas sombrias enunciadas pelo relatório da FAO que indica a necessidade do aumento da produção de grãos (50%) e dobrar a de carne.

Desconcerto dos “eco-chatos”

A revista “Exame” também destaca o mesmo artigo do “The Economist”:

“O país é acusado de promover a agricultura arruinando a Floresta Amazônica. É verdade que há o cultivo destrutivo, mas a maior parte da revolução nos últimos 40 anos tem se localizado no cerrado”.

Para exemplificar, o artigo diz que para Norman Borlaug, o “pai da Revolução Verde”, a melhor forma de salvar os ecossistemas em risco seria fazer crescer plantações em outros lugares e, assim, evitar que se tocassem nas “maravilhas naturais”.

“O Brasil mostra que isso pode ser feito. (…) Há quatro décadas, o país enfrentou uma crise agrícola e respondeu decididamente com coragem. O mundo está enfrentando uma crise de alimentos em ritmo lento agora e deveria aprender com o Brasil”, sintetiza (2).

“The Economist”: o mundo “deveria aprender com o Brasil”

Compete às autênticas autoridades brasileiras o estímulo à capacidade dos empreendedores de enfrentar desafios. Outro é o programa adotado pelas autoridades de mentalidade socialista, que engendram até mesmo medidas atentatórias ao direito de propriedade e à livre iniciativa, garantias imprescindíveis ao bom desenvolvimento de qualquer atividade.

Por exemplo, promovendo através do PNDH-3 pequenos sovietes que atuariam como intermediários necessários em caso de invasão de terras, impedindo a possibilidade imediata de se lançar mão do poder judiciário para reavê-la.

Empreendedores brasileiros já fizeram sua parte em dar ao mundo o exemplo de sua inventividade, dedicação e esforço, apesar dos fatores adversos oriundos de ambientes governamentais nos âmbitos municipal, estadual ou federal, e também dos ditos “movimentos sociais” – MST, Greenpeace, WWF e similares.

A pergunta que não quer calar diante das atitudes restritivas dos últimos governos brasileiros: só o mundo deve aprender?

Notas:
1 As citações são da revista “The Economist” utilizadas pelo articulista da BBC Brasil no site da http://www1.folha.uol.com.br/bbc/789544-mundo-deveria-aprender-com-brasil-a-evitar-crise-de-alimentos-diz-economist.shtml
2 (http://portalexame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/milagre-agricultura-brasileira-mostra-como-alimentar-mundo-diz-economist-591488.html

1, setembr

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* Ciências, ateísmo e Richard Dawkins.” Ele não entendeu ainda os limites da ciência”.

setembro 2nd, 2010

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

Richard Dawkins, biólogo inglês, é hoje um dos grandes nomes do ateísmo militante. Sua defesa do ateísmo pretende ter por fundamento sobretudo as ciências naturais, notadamente a biologia. Sustenta, em linhas gerais, que o mundo, tal como as ciências naturais o consideram, basta-se a si mesmo, e tudo o que nele há de diversificado e maravilhoso é resultado do dinamismo do próprio mundo posto em movimento. Entretanto, cabe uma pergunta: será possível abraçar a doutrina atéia a partir das ciências naturais?

Para ser direto, devo dizer: as ciências naturais, de si, não nos permitem nem afirmar nem negar a existência de Deus. Sim, essas ciências têm uma metodologia e estatuto próprios que lhes dão competência em uma área determinada da realidade, mas que também lhe tiram a competência para outras dimensões do saber. Elas podem alcançar certa dimensão da realidade, mas não a realidade toda.

As ciências que têm por objeto a realidade como um todo são a filosofia e a teologia; esta baseada na fé na Revelação divina, e aquela na aplicação dos princípios racionais. Ora, a questão da existência de Deus diz respeito ao todo da realidade. O que é o real? É só a matéria? O que é a matéria? Para além da matéria existe algo? Só quem tem uma visão do todo pode dizer se Deus existe ou não. Essa tarefa, portanto, se é possível executá-la, cabe à filosofia ou à teologia, únicas ciências que pretendem encarar a realidade como um todo.

As diversas ciências naturais, inclusive a biologia, ciência na qual Dawkins é versado, estão restritas ao mundo material, que é o seu pressuposto inquestionável, sem perguntar se para além desse mundo existe um outro, de natureza diversa. Essas ciências, uma vez admitido como pressuposto óbvio o mundo material, querem saber como esse mundo se comporta, como os diversos fenômenos naturais podem ser explicados, quais as relações entre causa e efeito, etc. Mas tudo restrito ao âmbito desse mesmo mundo.

Sendo assim, todas as vezes que um cientista natural – físico, biólogo, etc – levanta uma questão sobre Deus, sobre o princípio radical do mundo (se é eterno ou não), ou sobre se este mundo visível é o único existente, ou ainda sobre se há ou não um sentido para as coisas e a vida humana; quando, pois, levanta questões assim, o cientista, na verdade, extrapola o âmbito da sua ciência natural e passa a colocar questões filosóficas ou teológicas. Ele, então, já não fala em nome da sua ciência natural. Passa a falar como filósofo ou teólogo sem, às vezes, ter adquirido competência para tal.

Ao descrever os fenômenos da natureza, suas causas e relações mútuas, as ciências naturais não pretendem tirar o véu do sentido radical do mundo. A descrição que fazem pode ser compatível com diversas cosmovisões. No âmbito dessas ciências, se se quer respeitar seu estatuto epistemológico próprio, não se pode decidir pelo teísmo, deísmo, agnosticismo ou ateísmo. É preciso lançar mão de um outro nível de conhecimento, uma visão filosófica ou teológica, para alcançar a decisão sobre o sentido da realidade como um todo.

As ciências naturais podem até apresentar indícios de que o mundo é fruto de uma Inteligência ordenadora e um Poder criador e conservador superior, mas, por si mesmas, nunca poderão dar o veredicto final sobre a existência ou não dessa Inteligência ou Poder. Ou podem insinuar que o mundo se baste a si mesmo e que, malgrado a ordem e as maravilhas que podem ser percebidas na natureza, a origem das diversas coisas e das diversas espécies vivas tenham sua razão de ser no próprio interior do mundo, cujo dinamismo, através do acaso e da necessidade, é o “relojoeiro cego” (Dawkins) que fabrica “relógios” maravilhosos. Mas, repito, não podem decidir, por si mesmas, se o mundo realmente se basta a si mesmo ou se a origem mundana das coisas requer ou não uma origem anterior, não mundana. Em síntese, as ciências podem explicar o como e os porquês mais imediatos dos fenômenos do mundo, mas não têm competência para responder à questão do porquê radical. Veja-se o que diz o ex-ateu Alister MacGrath, com doutorado em biofísica molecular:

“As teorias científicas não podem ser tomadas para ‘explicar o mundo’, mas apenas para explicar os fenômenos observados no mundo. Além disso, argumentam os autores, as teorias científicas não descrevem e explicam tudo sobre o mundo, e nem pretendem fazê-lo – conforme suas propostas” (McGRATH, Alister; McGRATH, Joanna. O delírio de Dawkins. Uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins. Mundo Cristão: São Paulo, 2007, p. 53).

O que Dawkins não entendeu é exatamente isso. Não compreendeu os limites próprios do discurso científico, e quis fundamentar na biologia sua tese metafísica (filosófica) ateísta. A tese metafísica de Dawkins sobre a não existência de Deus deve ser debatida no âmbito da filosofia (não digo da teologia porque Dawkins não tem fé, e a teologia a exige como pressuposto), não das ciências naturais.Ora, Dawkins, até hoje, não apresentou nenhum discurso propriamente filosófico para demonstrar que Deus não existe ou para demonstrar que a realidade visível é a única realidade. As pseudo-refutações que faz das “vias” tomistas (argumentos que pretendem demonstrar a existência do Absoluto distinto do mundo), em seu livro Deus: um delírio, mostram, a meu ver, que não compreendeu a natureza dos argumentos. Mas isso já é um outro assunto, do qual pretendo tratar aqui.

Aguardamos ainda de Dawkins, se é que isso é possível, um discurso verdadeiramente filosófico que ateste seu ateísmo. Seu discurso simplesmente não convence.

Veja essa notícia:

Cientista famoso descarta existência de Deus para explicar

origem do universo.

Em seu novo livro, o cientista britânico Stephen Hawking exclui a possibilidade de que Deus tenha criado o universo.

Da mesma maneira como o darwinismo eliminou a necessidade de uma Criador no campo da biologia, Hawking afirma que as novas teorias científicas tornam redundante o papel de um criador do universo.

O Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo, foi consequência inevitável das leis da física, argumenta o famoso cientista em seu livro, que teve trechos revelados hoje pelo jornal britânico The Times. Hawking volta atrás em opiniões anteriores, expressas na obra Uma Breve História do Tempo, na qual sugeria não haver incompatibilidade entre a existência de um Deus criados e a compreensão científica do universo.

“Se chegamos a descobrir uma teoria completa, seria o triunfo definitivo da razão humana, porque desvendaríamos a mente de Deus”, escreveu o astrofísico naquele livro, um best-seller do fim da década de 80.

Em seu novo livro, cujo título em inglês é The Grand Design, Hawking argumenta que a ciência moderna não deixa lugar para a existência de um Deus criador do Universo.

Segundo ele, as condições que deram à Terra o ambiente perfeito para a existência da vida humana são muito menos singulares do que se supunha.

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* Nota Pastoral de orientação em relação às eleições de 2010 – Dom Antonio Keller

setembro 2nd, 2010

Fonte: Diocese de Frederico Westphalen

Frederico Westphalen, 28 de agosto de 2010.

Irmãos e irmãs, diocesanos de Frederico Westphalen e homens e mulheres de boa vontade.

Esta Nota Pastoral tem a finalidade de oferecer reflexão e orientação, face às eleições que se aproximam, para os católicos diocesanos de Frederico Westphalen e para todos aqueles que procuram, com boa vontade, nortear sua existência pelo respeito aos valores fundamentais da existência humana.

O período que antecede as eleições é de suma importância, no sentido de que deve servir-nos para a reflexão e a escolha consciente daqueles candidatos e candidatas nos quais depositaremos nossa confiança através do voto. O voto não é algo que se decide no último momento, apressadamente, a partir do último “santinho” recebido. Voto é escolha refletida e decidida, após pesarem-se prós e contras. Mais do que nunca, diante da pluralidade de possibilidades, votar exige responsabilidade e coerência também em relação à fé professada. Longe do católico e da pessoa de boa vontade separar sua crença e seus valores de seu voto. Há, no voto, a exigência profunda da coerência.

Da mesma forma, a mesma coerência e responsabilidade são também exigências para aqueles que se candidatam a cargos públicos. As possibilidades são múltiplas. A pluralidade, louvável. Alguns candidatos se apresentam com clareza, defendendo princípios que não se identificam com aqueles que cremos e defendemos, como cristãos. Ao menos são verdadeiros. Ninguém, que professe a fé católica, ou defenda os valores da vida será enganado por eles…

Mas o grande problema, bastante presente nesta situação pré-eleitoral, é o da duplicidade, da incoerência daqueles candidatos, que por um lado, fazem questão de se mostrarem “religiosos”, sensíveis à fé, mas que na prática ou estão inscritos em partidos que defendem valores anti-cristãos, ou apresentam um ideário programático político pessoal que contêm indicações absolutamente incoerentes com a fé que declaram professar ou respeitar. Dentro deste quadro, chegamos ao ponto de sermos obrigados a ouvir, de determinados candidatos e candidatas, certas declarações, por exemplo, em relação ao aborto, afirmando que “pessoalmente sou contra, mas quando no governo, garantirei o direito de quem quiser abortar, já que o aborto não é uma questão que envolva a fé, mas sim, a saúde pública”.

Como Bispo Diocesano, venho, por meio desta Nota Pastoral, estribado na autoridade apostólica de pastor que deve cuidar do rebanho que lhe foi confiado, preocupado com a situação de confusão derivada da linguagem dúbia e da postura incoerente, oferecer uma orientação clara e segura a meus diocesanos e a todos os que crêem e defendem o valor da vida, desde a sua concepção até a sua morte natural.

Assim sendo:

1. Todo cidadão é chamado a votar com consciência. Nós cidadãos católicos somos chamados a votar com consciência cristã. Seria uma contradição acreditar e defender os valores da vida, da família, da moral e da ética, e votar naqueles candidatos e candidatas que propugnam pessoalmente, ou estão inscritos em partidos que propugnam os valores contrários. Ou seja, é preciso votar de forma coerente, em candidatos e em partidos que defendam os valores que nós cristãos acreditamos e defendemos, para que estes mesmos candidatos e partidos nos representem, nas instâncias do Executivo e do Legislativo, favorecendo medidas e leis que valorizem a cultura da vida.

2. Assim, neste período pré-eleitoral, é obrigação de todo católico, bem como daqueles que tem boa vontade e abertura para a cultura da vida, informar-se, em relação aos diversos candidatos e candidatas, se em suas propostas estão contemplados os valores éticos, nomeadamente, a defesa da inviolabilidade da vida humana (especialmente no que diz respeito á questão do aborto, da eutanásia, etc.), bem como a defesa do casamento e da família (como estas realidades são entendidas pela moral cristã) e a defesa privilegiada dos mais desprotegidos da sociedade.

Estes são alguns critérios, a meu ver, os mais fundamentais, que devem ser levados em consideração na hora de votar: como católicos temos o dever de votar naqueles que, posteriormente, como nossos representantes, na sua atuação política não irão contradizer os valores daqueles que os elegeram.

Peço que o Espírito Santo de Deus ilumine as mentes de todos os diocesanos de Frederico Westphalen e as de todas as pessoas de boa vontade, para que nestas eleições, todos possam exercer a cidadania com consciência e responsabilidade.

+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo Diocesano de Frederico Westphalen (RS)

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* Você faz diferença em sua cidade?

setembro 2nd, 2010

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, considera que “a presença de milhões de cidadãos católicos e de outros cristãos nesta cidade deve fazer alguma diferença”.

Isso “mediante o fermento, o sal e a luz do Evangelho introduzidos no convívio social, no mundo do trabalho e das ocupações, na educação, na comunicação, na gestão da vida econômica e política, nas manifestações religiosas e culturais”.

“Temos a firme convicção de que o Evangelho e a proposta cristã de vida e convivência são ‘boa nova’ para este mundo urbano. Se isto aparece, ou não, cabe-nos constatar, e tirar as consequências”, afirma o arcebispo, em artigo veiculado na edição desta semana do jornal O São Paulo.

Segundo Dom Odilo, a Igreja “não poderá exercer de maneira adequada esta missão sem uma ativa e corajosa participação de todos os seus membros: clero, religiosos e leigos”.

“Somos todos discípulos missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo, cada um com seu dom e sua competência no Corpo de Cristo, o Povo de Deus, que é a Igreja.”

Os leigos – prossegue o arcebispo –, “de modo especial, são os apóstolos do Evangelho no vasto e complexo ‘mundo secular’, onde são cidadãos e membros da cidade terrena e, ao mesmo tempo, membros e discípulos do reino de Deus”.

“Aos leigos e leigas cabe a missão de introduzir o sal, o fermento e a luz do Evangelho nas ‘realidades deste mundo’ para que tenham sempre mais o jeito e o sabor das coisas de Deus.”

“Na diversidade e no pluralismo das convicções e visões culturais, os cristãos têm algo de próprio a dizer e contribuir para que a cidade seja melhor, mais digna e justa para cada um de seus habitantes e mais digna de Deus, que nela habita.”

“Tenhamos a certeza de que o testemunho cristão, coerente com o Evangelho, é bom e faz bem à cidade”, afirma Dom Odilo.

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* Células-tronco. Suas dúvidas, incertezas e riscos.

setembro 2nd, 2010

O Globo

A geneticista Mayana Zatz, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), é uma das maiores especialistas do país em célulastronco. Nesta entrevista, ela fala sobre o futuro da tecnologia e os riscos do uso disseminado.

EXPERIÊNCIAS EM CURSO: “Estamos trabalhando em modelos animais com células-tronco adultas.

Comparamos diferentes célulastronco, diferentes vias de acesso, diversas coisas. Há muitas perguntas ainda a serem respondidas: por exemplo, se a injeção sistêmica é melhor que a local, se damos uma injeção ou várias, qual o melhor horário, onde as células vão parar, se elas se diferenciam somente no tecido que se quer ou em outros. Os resultados finais são demorados, mas os preliminares estão nos ensinando muito. O importante é que não estamos parados, olhando, estamos caminhando.”

PROBLEMAS: “Se quero que a célula-tronco vire músculo e ela vira osso, não adianta nada. Essa questão da diferenciação é algo que estamos estudando. Por que não é só a questão de virar tumor. Se não se desenvolver no tecido que queremos também é um problema.”

USO COSMÉTICO: “Acho uma loucura as pessoas injetarem célulastronco no rosto para preenchimento de rugas. Quem garante que a célula vai parar por ali? Como ela vai saber que é só pra preencher a ruga? E se ela continuar se proliferando e virar uma bola? Um uso desse pode causar mais estrago do que ajudar. Acho que tem futuro, mas ainda é muito prematuro. Com tudo o que eu sei sobre célula-tronco, hoje eu não injetaria em mim de jeito nenhum.”

PANACEIA: “Há ainda muita coisa não regulamentada. Acho importante que o uso de célula-tronco seja regulamentado e controlado. Hoje, célula-tronco virou uma palavra mágica, as pessoas querem para qualquer coisa: de calvície a doenças gravíssimas. Célulatronco não é panaceia para tudo. É importante para a medicina regenerativa, mas alguns problemas não vão ser curados.”

GRUPOS CHINESES: “Outro aspecto importante (da autorização para o primeiro teste com células embrionárias em humanos) é que enquanto os grupos sérios não começarem a fazer testes, os chineses vão continuar atraindo muita gente.

Recebo dezenas de emails e telefonemas de pessoas diariamente dizendo que estão indo para lá e, por mais que eu diga que não, não há alternativa, as pessoas querem se agarrar a qualquer esperança. Os chineses não publicam nada em revistas internacionais, só em chinesas, ninguém sabe dizer o que estão injetando nas pessoas, e só mostram resultados de pacientes que dizem que melhoraram. Tampouco se sabe dizer se melhoraram pelo efeito placebo, por qualquer outra coisa ou, simplesmente, se o sujeito é pago para falar aquilo.”

CÉLULAS REPROGRAMADAS: “Acho que as células reprogramadas são boas para pesquisa, mas não tão boas para tratamento. Costumo comparar com tecido. É diferente você usar um tecido virgem para fazer uma saia, ou desmanchar uma calça para usar o pano. O tecido guarda as marcas. É a mesma coisa com as células, elas guardam a memória de onde foram tiradas. E outra coisa: quando pega uma célula embrionária e a direciona para um determinado tipo de tecido, você está indo a favor da natureza, fazendo o que ela faz. Na reprogramada, é o contrário, você faz uma diferenciada voltar atrás.”

OTIMISMO: “Mas acho que é uma notícia otimista (do teste com seres humanos), que as coisas estão começando, que a nossa batalha toda aqui para aprovar as pesquisas com células embrionárias humanas não foi em vão. Se der certo lá fora, rapidamente conseguiremos implantar isso aqui no Brasil também. Para isso, é importante que tenhamos conseguido fazer as pesquisas com células embrionárias, que tenhamos obtido a permissão.”

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* Os mártires ugandeses e seu exemplo às novas gerações.

setembro 2nd, 2010

ACI

Mais de 500.000 católicos ugandeses foram ao santuário de São Carlos Lwanga e companheiros, os “Mártires de Uganda”, na peregrinação nacional anual dos santos, informou a agência CNA.
Os 22 mártires foram pajens da corte do rei pagão Mwanga e entre 1885 e 1887 preferiram a morte antes que renegar a Cristo.

Eles estavam entre os primeiros convertidos na Uganda. Seu sacrifício foi decisivo para que os católicos hoje atinjam o número 12,6 milhões num total de 28 milhões de habitantes.

Cada ano sejam celebrados por volta de 400.000 batismos.

Na romaria, D. Henry Ssentongo, bispo de Moroto, lembrou aos fiéis que “não basta comemorar o fato de Uganda ser um país de mártires; mas, mais ainda devemos seguir suas pegadas e imitar Cristo até as últimas conseqüências!”.


O martírio


O rei reuniu a corte e ordenou:

‒ “Todos entre vocês que não têm intenção de rezar podem ficar aqui ao lado do trono; aqueles, porém, que querem rezar reúnam-se contra aquele muro”.

O chefe dos pajens, São Carlos Lwanga, foi o primeiro a ir até o muro, sendo seguido por outros quinze.

O rei perguntou então:

‒ “Mas vocês rezam de verdade?”

‒ “Sim meu senhor, nos rezamos”, respondeu Carlos em nome dos companheiros.

‒ “Querem continuar rezando?”

‒ “Sim meu senhor, até a morte.”

‒ “Então, matem-nos”, decidiu bruscamente o rei.

Rezar, tinha-se tornado sinônimo de ser cristão, e era absolutamente proibido no reino de Mwanga, rei de Buganda, hoje Uganda.

São Carlos Lwanga foi queimado lentamente a começar pelos pés. São Kalemba Murumba foi abandonado numa colina com as mãos e os pés amputados, morrendo de hemorragia. São André Kagua foi decapitado.

São Carlos Lwanga e os outros 21 mártires foram beatificados por Bento XV e canonizados em 1964.

Um grandioso santuário foi erigido em Namugongo, onde os pajens guiados por São Carlos Lwanga proclamaram que iriam rezar até a morte.

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* Cristianismo cresce na Península Arábica, afirma agência.

setembro 2nd, 2010

Enquanto o Oriente Médio assiste um êxodo relativo de cristãos, a Península Arábica, composta por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Bahrein, Catar e Yemen – nações eminentemente islâmicas -, observa um elevado crescimento do números desses fiéis.

A informação é da agência de notícias AsiaNews. Segundo a agência, ainda que cifras oficias indiquem que no vicariato da Arábia, considerado o maior do mundo ao compreender justamente todos os países da penísula, os cristãos estariam entre 7 e 10% da população, “cálculos empíricos” sugerem que, apenas nos Emirados Árabes, esse número superaria os 30%.

A agência cita ainda uma reportagem feita pela revista Mundo em Missão, publicada pelo Pontifícia Instituto de Missões no Exterior (PIME), publicada às vésperas da realização do Sínodo para o Oriente Médio. A reportagem mostra como os cristãos nos Emirados Árabes, Catar e Kwait vivem, levando uma vida quase clandestina por causa da profissão de sua fé.

A matéria cita como personagens o líder de um grupo carismático juvenil em Abu Dhabi, morador de um famigerado campo de trabalho onde vivem operários que trabalharam na construção dos arranha-céus dos Emirados, uma religiosa em Dubai, um frade capuchinho suíço e um comboniano italiano, classificando-os como expoentes de uma Igreja “cheia de vida” mas “precária” e em “liberdade vigiada”, já que a prática e os símbolos religiosos são limitados aos restritos limites das paróquias.

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* Visões místicas têm de ser submetidas à autoridade da Igreja, diz Bento XVI.

setembro 1st, 2010

Bento XVI salientou hoje a necessidade de as visões místicas terem de ser submetidas à Igreja Católica e validadas pelos seus responsáveis antes de serem difundidas pelos fiéis.

Na audiência geral realizada esta Quarta-feira na residência pontificia de Castel Gandolfo, perto de Roma, o Papa frisou que “a pessoa depositária dos dons sobrenaturais” não os ostenta e, “sobretudo, mostra total obediência à autoridade eclesiástica”.

As palavras de Bento XVI foram proferidas a propósito da catequese que dedicou a Santa Hildegarda de Bingen, que nasceu no ano de 1098, em Bermersheim, actual Alemanha, e morreu em 1179.

“Como sempre sucede na vida dos verdadeiros místicos”, afirmou o Papa, também Hildegarda quis submeter as suas revelações à “autoridade de pessoas sábias para discernir a origem das suas visões, temendo que fossem fruto de ilusões e que não viessem de Deus”.

Em 1147, o Papa Eugénio III autorizou a mística a divulgar publicamente as suas visões e a falar delas em público, pelo que a partir de então o “prestígio espiritual de Hildegarda cresceu sempre mais, ao ponto de os contemporâneos lhe atribuírem o título de ‘profeta teutónica’”, recordou Bento XVI.

Os dotes “de mulher culta, espiritualmente elevada e capaz de enfrentar com competência os aspectos organizativos da vida claustral” manifestaram-se plenamente a partir de 1136, ano em que foi eleita superiora do mosteiro beneditino de São Disibodo.

Devido ao número crescente de jovens que batiam à porta do mosteiro, Hildegarda fundou mais tarde uma comunidade monacal em Bingen, onde passou o resto da vida, tendo-se distinguido pelo modo como exercitou o serviço da autoridade, que Bento XVI classificou de ”exemplar para todas as comunidades religiosas”.

O Papa referiu-se à Carta Apostólica “Mulieris dignitatem”, escrita em 1988 por João Paulo II, no excerto onde se assinala que “a Igreja agradece todas as manifestações do ‘génio’ feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações”.

O trecho do documento citado por Bento XVI lembra “todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres” e as vitórias que se devem “à fé, esperança e caridade das mesmas”, ao mesmo tempo que reconhece ”os frutos de santidade feminina”.


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* Igreja da Alemanha institui novas regras para coibir abusos.

setembro 1st, 2010

A Igreja Católica da Alemanha passará a denunciar às autoridades todos os casos suspeitos de abuso sexual, conforme anúncio feito hoje pela Conferência Episcopal Alemã (DBK) sobre as novas orientações para a gestão deste tipo de denúncias.

De acordo com um comunicado da instituição, o bispo Stephan Ackermann, encarregado especial da DBK sobre o tema, apontou que a obrigação deixará de existir somente perante a expressa solicitação da própria vítima.

“Aqui, na medida em que era possível e legalmente admissível, deveria ser conseguido um relacionamento equilibrado entre o dever de expor a denúncia e aquele de proteger a vítima”, explicou Ackermann.

Muitas das acusações de pedofilia contra o clero católico, cuja divulgação se intensificou em todo o mundo a partir do segundo semestre do ano passado, se referiam à Alemanha — terra natal do papa Bento XVI. Entre elas, há suspeitas de mais de 160 episódios registrados em escolas jesuítas nos anos 1970 e 1980, e casos no coro de rapazes da catedral de Regensburgo.

“As terríveis informações e experiências dos meses passados nos demonstraram que as orientações de 2002 não eram suficientemente precisas. Por isso, submetemo-las mais uma vez a um exame particularmente crítico e as tornamos mais severas”, prosseguiu o bispo.

Segundo o comunicado difundido pela DBK, a obrigação das denúncias é um ponto “central” das novas diretivas, aprovadas na última quinta-feira e que entrarão em vigor amanhã.

Na nota, os bispos assinalaram também que as orientações se aplicam não só aos membros do clero, mas também “a outros colaboradores e colaboradoras na esfera da Conferência Episcopal”.

Além disso, todos aqueles que trabalham o tempo todo ou em meio período em contato com crianças e adolescentes deverão apresentar um certificado de boa conduta mais aprofundado, emitido pela polícia.

O novo regulamento prevê ainda a constituição de um centro de pesquisas e reflexão permanente formado por vários especialistas para a consulta sobre questões aos abusos. Entre os temas abordados nas regras, no entanto, não estão eventuais ressarcimentos às vítimas. (ANSA)

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