* Feminina ou Feminista?

Muito interessante a noticia dada abaixo falando da realidade Norte Americana das mulheres e das “conquistas” do feminismo.Se vê pela vida o preço que se paga quando se quer passar por cima da natureza e do conceito natural da familia e da mulher.
Claro que não se quer afirmar aqui que tudo que o feminismo não radical prega seja errado(existem ,na verdade,” feminismos”,alguns com matizes marxistas terríveis..) mas chama a atenção aquela “agenda” de exigências anti naturais,de gênero e de rivalidade entre os sexos,que fazem mal a própria mulher e a sociedade como um todo.
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As “conquistas feministas” de há 30 anos hoje são uma realidade na vida americana. Mas, as americanas são mais infelizes do que antes desse “presente de grego”.
O problema foi abordado no livro The Paradox of Declining Female Happiness, dos economistas Betsey Stevenson e Justin Wolfers, noticiou “The New York Times” (clique no link ao lado,em Inglês)
O declínio da família tradicional é um dos maiores fatores de depressão e insatisfação entre as mulheres, dizem os autores. Todas as classes e raças de americanas são atingidas pelo mal.
O livro não descarta que a mulher posta numa sociedade igualitária agressiva sofra especiais danos.
A falta de proporcionado respeito pela maternidade é outro fator de desdita. Segundo o figurino igualitário, observou o colunista Ross Douthat, as mulheres “liberadas” da “era patriarcal” vivem num mundo mais “atencioso, gentil e concessivo”. Mas, para elas, é um mundo mais desventurado.
O igualitarismo prometeu uma miragem e trouxe a infelicidade. A família segundo a Igreja não deixa de lembrar a Cruz, mas faz do lar um refúgio de doçuras e consolos inefáveis.
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Não se pode negar que culturalmente a mulher foi e ainda é muito discriminada, reconhecer isso não significa apoiar a agenda feminista que nega diferenças naturais entre homem e mulher e tenta afirmar a mulher usando as mesmas armas que combatia no machismo.
Claro que a Igreja não apoia nem o feminismo nem muito menos o machismo já que ambos representam uma visão deformada de afirmação sexista,negando a complementação desejada por Deus expressa na sexualidade masculina e feminina.
Veja o que nos diz a Igreja sobre isso:
” Nestes últimos anos têm-se delineado novas tendências na abordagem do tema da mulher.
Uma primeira tendência sublinha fortemente a condição de subordinação da mulher, procurando criar uma atitude de contestação. A mulher, para ser ela mesma, apresenta-se como antagônica do homem. Aos abusos de poder, responde com uma estratégia de busca do poder. Um tal processo leva a uma rivalidade entre os sexos, onde a identidade e o papel de um são assumidos em prejuízo do outro, com a consequência de introduzir na antropologia uma perniciosa confusão, que tem o seu revés mais imediato e nefasto na estrutura da família.
Uma segunda tendência emerge no sulco da primeira. Para evitar qualquer supremacia de um ou de outro sexo, tende-se a eliminar as suas diferenças, considerando-as simples efeitos de um condicionamento histórico-cultural. Neste nivelamento, a diferença corpórea, chamada sexo, é minimizada, ao passo que a dimensão estritamente cultural, chamada género, é sublinhada ao máximo e considerada primária. O obscurecimento da diferença ou dualidade dos sexos é grávido de enormes consequências a diversos níveis.
Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou de facto por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família, por sua índole natural bi-parental, ou seja, composta de pai e de mãe, a equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica.
A raiz imediata da sobredita tendência coloca-se no contexto da questão da mulher, mas a sua motivação mais profunda deve procurar-se na tentativa da pessoa humana de libertar-se dos próprios condicionamentos biológicos.
De acordo com tal perspectiva antropológica, a natureza humana não teria em si mesma características que se imporiam de forma absoluta: cada pessoa poderia e deveria modelar-se a seu gosto, uma vez que estaria livre de toda a predeterminação ligada à sua constituição essencial.
Muitas são as consequências de uma tal perspectiva. Antes de mais, consolida-se a ideia de que a libertação da mulher comporta uma crítica à Sagrada Escritura, que transmitiria uma concepção patriarcal de Deus, alimentada por uma cultura essencialmente machista. Em segundo lugar, semelhante tendência consideraria sem importância e sem influência o fato de o Filho de Deus ter assumido a natureza humana na sua forma masculina.
Perante tais correntes de pensamento, a Igreja, iluminada pela fé em Jesus Cristo, fala ao invés de colaboração activa, precisamente no reconhecimento da própria diferença entre homem e mulher.”
Fonte:” Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no Mundo”
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Olá,
Uma das minhas maiores resistências dentro da Igreja é justamente a visão que ela preserva a respeito das mulheres. Acho que o feminismo precisou sim, ser instituído, para resgatar um pouco a auto-estima das mulheres. Penso que não é preciso ressaltar a condição em que viviam estas, antes da reforma feminista, que no início, buscava a igualdade social entre homens e mulheres, o que é bastante justo: “Dessa forma, assim como cabe ao pobre tomar o poder do rico, também cabe às mulheres tirar o poder dos homens. E isso não quer dizer que, por outro lado, elas devam dominar os homens… o movimento feminista aprendeu que ele teria que estabelecer igualdade entre os sexos tirando o poder da classe que liderava o movimento, isto é, dos homens.” Simone de Beauvoir
Mas, o que vem tomando grandes proporções é a nova ideia da “igualdade entre sexos”, ideia esta, que até certo ponto beneficia sim, a mulher. Hoje, com 20 anos não sinto necessidade alguma de casar e ter filhos, nunca pensei nisso, para ser mais exata, mas, tal atitude, não reflete no abandono de minhas características femininas. Acontece que antigamente e hoje também, as mulheres já são predeterminadas a serem mães, muitas vezes não por escolha, entretanto, por imposição. Será que a grande parte das mães que você conhece escolheram ter filhos? Ou elas foram intimidadas a tê-los? Ou, em termos mais sutis, elas foram criadas para pensar que é natural e normal e próprio da mulher ter filhos, e, por isso escolheram tê-los? E porque apenas a maternidade é ressaltada enquanto que a paternidade é colocada em segundo plano?
Outro aspecto que me deixa um pouco indignada é dizer que a Igreja nem apoia o machismo nem o feminismo. Ora, a Igreja preserva uma sociedade patriarcal e foi justamente este tipo de sociedade um dos responsáveis pela difusão da visão machista entre as pessoas(homens e mulheres). A Igreja declara que não é machista contudo, as mulheres sempre aparecem em segundo plano de acordo com sua visão, sempre são desfavorecidas em seus papeis dentro da Igreja, em sua sexualidade e, em suas expectativas conjugais e familiares.
Gosto muito do Pe. Antônio Furtado, mas, um dia desses ouvi sua pregação que dizia: “Vou dar um conselho as mulheres, preservem-se virgens porque a partir do momento que vocês mantêm relações sexuais com um homem antes do casamento, caem no conceito deles”. A castidade não é para todos? E o conceito que nós mulheres temos dos homens, não importa? É como se nós mulheres tivéssemos que nos manter de acordo com as leis para agradar ao homem se quisermos que eles casem conosco, pior, é como se nós precisássemos essencialmente ter um homem (é triste) ! O machismo está tão impregnado que as pessoas não conseguem detectá-lo como machismo. No fundo o que predomina é a conhecida frase: “ Segure suas cabritas que os meus bodes estão soltos”, dando ao homem total liberdade (principalmente sexual) justificada pela lei natural que rege o sexo masculino ( que para mim é questionável) restando a mulher apenas o cárcere.
Espero que não tome minhas palavras como agressivas, apenas as tenha como um desabafo.
Fique com Deus,
Isabella
Isabella,
Eu li o seu comentário, e entendo o seu ponto de vista.
Com relação a filhos, eu tenho um, e fui mãe com 26 anos, hoje tenho 32. Minha avó sabiamente diz que: “filhos são cadilhos, quem tem filhos cadilhos tem.” Realmente ter filhos te tira a liberdade de muitas coisas. Eu tive que abrir mão, e ainda tenho que abrir mão de muitas coisas pelo meu pequeno, mas quando vejo ele com saúde, desenvolvendo o intelecto, aprimorando a educação (em todos os sentidos da palavra), a convivência social, me dando conselhos (no auge dos seus 6 aninhos), brincando, e me ensinando muitas coisas, e retribuindo isso tudo com amor, carinho e admiração, eu penso comigo que tudo que eu faço ainda é muito pouco.
Veja bem, não abandonei meus projetos, apenas replanejei!
Trabalho, sou arrimo de família, pois estou separada do pai dele, e a pensão alimentícia não dá para pagar, sequer o colégio. Moro sozinha com o meu filho e tenho que dar conta do recado.
Pretendo ser uma profissional cada vez melhor! E batalho e estudo para isto!
Não acho que ser mãe tenha me impedido de crescer como mulher, ao contrário, me complementou.
A maternidade é uma experiência incrível!
Com relação a virgindade, acredito que homens e mulheres devam se preservar sim.
Culturalmente, realmente a frase “Segure suas cabritas, que os meus bodes estão soltos”, é atualíssima, infelizmente.
Família é coisa muito séria, e quando se faz um filho, se tem uma família (Pai e Mãe).
Por isso a importância de não romper um matrimônio, a importância da castidade, é uma família. É através dos filhos, que homem e mulher se tornam um.
Não vejo a igreja como opressora das mulheres.
Eu nunca serei um homem (nem quero). E um homem nunca será mulher.
Acredito que realmente deva haver equiparação salarial, pois as mulheres produzem tanto quanto os homens.
Quanto a ter filhos, se pensar a longo prazo, é a sua família.
A igreja não é opressora, ela nos mostra um caminho, de felicidade.
Abraços.
Shalom!