* Dom Orani, Arcebispo do Rio: Igreja oferece critérios para iluminar decisão de voto.

O arcebispo do Rio de Janeiro, d. Orani Tempesta, divulgou ontem à tarde artigo para reafirmar que a arquidiocese “não apoia candidatos e nem partidos”, seguindo a “posição oficial” da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e “em sintonia com a atual legislação eleitoral”.
Ele diz, no entanto, que a arquidiocese se “preocupa em oferecer critérios” ao fieis. Pede que estes votem “fora de qualquer pressão externa” em candidatos “que trabalhem em favor do povo, da valorização da vida, da coerência familiar e dos valores do Evangelho”.
O artigo de d. Orani, que assumiu o cargo em 2009, inclui entre os critérios de voto o respeito “à vida desde a concepção até seu termo natural”, incluindo a promoção da “dignidade no trabalho, saúde, habitação, lazer, comunicação”.
Mesmo com referências indiretas ao debate sobre descriminalização do aborto e legalização da união civil de homossexuais, o texto tem tom mais contido do que nota divulgada na manhã de ontem pela Regional Leste 1 da CNBB.
A nota “incentiva” os fieis, “agora mais do nunca”, a votar em quem respeita “o valor da vida desde sua concepção” e “a família com sua própria constituição natural”. Também cita –diferentemente de d. Orani– o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, enviado em maio ao Congresso:
“Renovamos nossa crítica ao PNDH-3, mesmo depois de ter sido retirada a proposta de legalização do aborto, porque foi falaciosamente indicada como ‘questão de saúde pública’. Não é aceitável a visão da pessoa fechada ao transcendente.”
Pressões de igrejas já haviam levado o governo Lula a suprimir do PNDH-3 frase que reivindicava a “autonomia da mulher para decidir sobre o próprio corpo”.
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