* Castidade no namoro? Claro que é possível !!

“A castidade é uma virtude moral. Também é um presente de Deus, fruto de um esforço espiritual. O Espírito Santo permite imitar a pureza de Cristo àquele que as aguas do batismo regenerou” art. 2345 do Catecismo da Igreja Católica.

Uma vez trabalhei como secretária de um engenheiro, a quem recordo com muito carinho, em uma câmara de comércio francesa. Eu então tinha 27 anos e acabava de terminar uma relação de mais de três anos com meu noivo. Vendo-me entristecida e desilusionada o bom Sr. Toche quis me ajudar aconselhando-me paternalmente.

Eu, nessa época, era a típica garota da geração dos 80 e 90. Concebia o amor e as relacões entre homem e mulher tal como via em todas partes, começando pelo cinema e televisão. Como qualquer jovem da minha idade tomava como modelo as estrelas de Hollywood, as princesas da realeza, o exemplo das amigas da minha idade, todas atraentes, modernas e “liberadas”.

Meu chefe me contou que ele e sua esposa haviam se casado castos, que havia sido uma decisão de ambos e que aquilo havia sido o melhor de suas vidas. Também acrescentou que já tinham mais de 35 anos de casados, mas que até o dia de hoje ele a amava e que casaria de novo com ela e inclusive percorreria os 250 km. entre sua cidade e a dela só para passar um par de horas com ela, exatamente como era no começo. Eu fiquei admirada e sempre acreditei nas suas palavras apesar de não compreender quando dizia que aquilo havia sido “o melhor de sua vida”.

Passaram sete anos para que pudesse compreender estas palavras. Deus me iluminou através da experiência e finalmente entendo que o melhor é poder ter com o ser amado uma amizade verdadeira. E esta não pode se desenvolver entre um homem e uma mulher que começam um namoro e logo tem relaçõe íntimas, porque se mistura paixões como os ciúmes, a angústia, a incertezaza, a distância, e o mesmo desejo sexual nublando o tranquilo progresso de uma amizade sincera que serve como base para um bom matrimônio.

Idealmente, a amizade vem antes que o amor e o sustenta em tempos difíceis nos quais a falta de romance e o conflito de interesses ameaçam gastar e destruir uma relação. Quando um sacerdote celebra o sacramento do matrimônio, o noivo e a noiva trocam votos de fidelidade para toda a vida: “no favorável e no adverso, na saúde e na doença, e assim amar e respeitar todos os dias da vida”

Todos pensamos: “que palavras tão bonitas! que ideais tão altos!”, no entanto, se refletimos, seríamos capazes de fazer isto por alguém que não amássemos realmente com todo nosso coração? Por alguém que não nos houvesse demonstrado o mesmo grau de entrega incondicional? Para poder amar uma pessoa dessa maneira tão completa necessitamos primeiro conhecê-la através de todas suas facetas psicológica, emocional, física e espiritual. Não podemos chegar a conhecer bem uma pessoa com que estamos vivendo ao mesmo tempo um tórrido romance marcado por uma relação sexual intensa, pela simples razão que nossa prioridade se converteu em outra coisa que já não é conhecer nem descobrir algo novo, senão prolongar pelo maior tempo possível o prazer e inclusive a emoção de algo que nos agrada e nos faz sentir bem.

Seria importante ressaltar o valor da castidade em meio a um mundo que banaliza tanto o sexo, é importante recobrar a verdadeira dimensão desse carisma e transmiti-lo a juventude confundida de hoje em dia.

Da revolução sexual dos anos 60, ao amor livre dos anos 70,a o “sexo, drogas e rockn’roll” dos anos 80 e ao ” sexo seguro” dos anos 90, as uniões livres nos países desenvolvidos não melhoraram o homem, nem sua qualidade de vida senão que deram como resultado a destruição da vida e da familia. Desde 1982 até 2002 foram cometidos 500 milhões de abortos no mundo inteiro, 50 milhões de abortos a cada ano. O número crescente de divórcios, de mães adolescentes e de mães solteiras assim como de crianças abandonadas são resultado de uma cultura do prazer e do individualismo que utiliza a palavra “liberdade” como escudo para romper matrimônios, destroçar vidas e privar seres humanos do direito à vida, cujo grito de dor e de horror talvez finalmente esteja alcançando as conciências das autoridades em nossa sociedade.

A castidade seguida do matrimônio cristão devolve à mulher a dignidade que Deus lhe deu de ser amada integralmente como pessoa, emocional, espiritual, psicológica e fisicamente com todas as consequências que este amor pode trazer como fruto sem limitar esse amor à duração de uma relação carnal ou sentimental. Sem condicionar esse amor aos limites e às condições de uma relação cujo propósito não está claramente definido. São lindas as palavras de São Paulo que equipara o amor que tem os esposos ao amor que Cristo tem por sua Igreja, ou seja por todos nós: “Asim como o esposo ama seu cuerpo, assim também deve amar a sua esposa… Porque ninguém odeia seu corpo senão que o alimenta e o cuida como Cristo faz com a Igreja porque ela é o Seu corpo. Por isso o homem deixará pai e mãe para unir-se a sua esposa, e os dois serão como uma só pessoa. Este mistério é imenso e está ligado a Cristo e a Igreja (Ef. 5,21)

Os namorados católicos são castos porque desejam viver uma sexualidadede plena e uma relação baseada na entrega incondicional e ilimitada de ambos durante o casamento. A sexualidade humana tem duas dimensões, significa por um lado a fusão de duas pessoas que se amam e por outro lado a possibilidade de procriar. Tem então um nível afetivo, de expressão de amor entre duas pessoas e outro divino que nos faz partícipes da vida e junto com Deus partícipes da criação. Essa é a visão cristã que definitivamente não comparte a sociedade de consumo cujo objetivo final é fazer negócio dos desejos humanos, apresentados como simples “funções biológicas” que igualam o homem a qualquer outro animal desprovido de uma vontade espiritual. Isto levou a sociedade inteira a uma profunda crise de valores em que atualmente se encontra, trazendo como consequência o divórcio, o aborto, gravidez de adolescentes e o comprometimento de milhões de crianças que nacerão e crecerão em famílias desestruturadas.

Um matrimônio baseado na entrega de si, tem mais possibilidades de madurar ao ser precedido de um namoro casto.

Se os namorados tem relações sexuais com o pretexto de que se trata de uma “forma” mais de manifestar seu amor, estão arriscando tudo e podem se perder no caminho já que o amor que tem se manterá não tanto devido às muitas “formas” em que foi demostrado senão graças a sua capacidade de colocar esse amor à luz da vontade e do plano sagrado de Deus.

O namoro casto evita as confusões entre sexo e amor que tanto dano fez durante a segunda metade do século XX e sobretudo nega a cultura do sexo pelo sexo, do sexo pelo prazer e do ser humano rebaixado a qualidade de objeto de uso.

Um ser humano não é um animal de laboratório que possa suportar a experiência de emocões intensas e instintos fora de controle sem que mais cedo ou mais tarde as consequências deste tipo de conduta terminem comprometendo sua capacidade de confiar e de se entregar honestamente a outra pessoa. Dentro desta ridícula “guerra” que empreendem homens e mulheres por sair, consumir rapidamente o que o outro tenha para oferecer e descartar, sem jamais encontrar o verdadeiro amor, se perdem coisas muito importantes como a auto-estima e a esperança de encontrar algum dia uma relação amorosa autêntica e verdadeira.

A alternativa Católica frente a esta trivialização das relações entre homens e mulheres é a amizade seguida mais adiante pelo namoro. Não tem porque existir uma “relação de ensaio ou de prova”, sobretudo se desde o começo o homem e a mulher sabem que sua relação não é séria, nem tem intenções sérias. Temos o dever de respeitar nossos corpos e de não provocar luxúria. Sabemos bem que o pecado da luxúria é um pecado mortal e aquele que com maior frequência se comete. Diante da pergunta: Quais são as recomendações para viver un namoro casto? creio que o melhor conselho é o de São Josemaría Escrivá, de “não fazer nada que não farias diante da sua mãe”.

A indicação é não “sair” muito, receber visita em casa se a pessoa é de confiança ou encontrar-se em algum restaurante, ou outro lugar público e que cada um chegue por sua própria conta se a pessoa não é conhecida. A maioria das vezes os homens não falam quais são suas intenções, no entanto demonstram seu interesse nos gestos e nas ações. Uma mulher deve saber como distinguir as intenções sérias das pouco sérias e saber gerar respeito desde o princípio expressando claramente suas convicções sobretudo se a outra pessoa não dá mostras de ser um católico praticante. A amizade pode evoluir e converter-se em amor ou pode existir paixão já desde o primeiro encontro, no entanto é preferivel que o namoro comece depois de várias conversas sobre temas vitais que podem unir ou distanciar o casal definitivamente. Se o homem está interessado em algo mais sério, mas não tem a possibilidade de propor o casamento, a amizade pode prolongar-se no tempo, sempre e quando a mulher também esteja interessada. Se não existe nenhuma razão para esperar, o homem saberá encontrar o melhor momento para fazer que essa amizade se converta en um namoro.

A castidade é um carisma de amor a Deus, de amor a vida e de amor ao próximo que só pode brotar de uma decisão adulta, livre e consciente. A castidade aplicada ao namoro e logo posta em prática durante o matrimônio com a fidelidade conjugal dos parceiros assim como na chamada Planificação Familiar Natural é uma virtude sagrada inspirada em Cristo que fortalece nosso laço com Deus. Um laço que jamais passará de moda.

A.M.

***

Castidade tem sido uma palavra ridicularizada nos dias de hoje.

Mais do que a palavra, o conceito de castidade e respeito a seu próprio corpo e ao corpo do outro também tem sido esvaziados em nome do “aproveitar a vida”.

A pouco tempo,conversando com uma jovem sobre esse assunto,ela partilhava sobre como esse conceito é inexistente no meio jovem em que ela vivia e que muitas garotas, para se manterem “virgens”,aceitavam todo tipo de intimidade sexual,(menos a relação natural).Até mesmo relações anti naturais eram aceitas para não passar por “careta”,ao mesmo tempo em que preservavam,assim, sua virgindade” intocada”.

Por este tipo de atitude se percebe o quanto o conceito da castidade é desprezado e incompreendido,sendo associado à castração afetiva ou auma questão apenas fisica como se castidade não fosse primeiro uma afirmação do respeito e de um coração indiviso.Castidade não é negação mas afirmação!

Pode existir um coração mais casto em uma pessoa com uma vivência sexual pesada no passado – mas hoje mudada pelo poder de Deus- do que em uma pessoa “virgem” em seu fisico mas com o coração destroçado pela falta de pudor,pela sensualidade e pela malicia,mesmo que se preserve áreas fisicas do corpo  e se mantenha a “virgindade”.

A castidade nos defende de nosso pecado e de nossa fraqueza mas fundamentalmente nos conduz a ao amor verdadeiro a Deus ,a nossa esposa-ou namorada- e nos deixa inteiros,coesos,corpo e alma em unidade,gerando aquela paz que nada nem ninguém é capaz de roubar.

Inclusive namoros não castos tem tudo para não dá certo,mesmo que pareça dar certo,por que atingirá a base de amor e aceitação plena do outro que a intimidade sexual mascara e ilude.

Como sempre,fazer a vontade de Deus é sempre,sempre! o melhor.Basta olhar para a vida de quem pensa diferente e vive longe da vontade de Deus nesta área.

Pense nisso! e se puder partilhe conosco sua experiência..

Imprimir | Favoritos |Compartilhar
  • Print this article!
  • Google
  • Live
  • YahooMyWeb
  • Favorites
  • del.icio.us
  • Digg
  • Facebook
  • MySpace
  • Rec6
  • LinkedIn
  • Netvibes
  • Technorati
  • Yahoo! Buzz
  • TwitThis
  • Enviar artigo para amigo

Relacionados:


________________________________________
@carmadelioSiga @carmadelio no Twitter

Tags: , , , ,

97 comentários para “* Castidade no namoro? Claro que é possível !!”

  1. Elkenson Silva Costa disse:

    Parabéns pelo artigo! Cresce a cada dia uma mentalidade relativista que também se sustenta na “necessidade” – principalmente por parte dos jovens – de namoros desregrados, que não são iluminados pela castidade e contrariam até as leis naturais.
    Assino embaixo…: CASTIDADE NO ANMORO É POSSÍVEL!!!

  2. Cícero disse:

    Castidade no namoro é possível sim, com a graça de Deus. Namorei 5 anos com a minha esposa e conseguimos juntos essa bênção, é claro, fortalecidos pelo Espírito Santo!

  3. Daniele Cristina dos Santos disse:

    SHALOM!
    Esse foi mais um dos pelos artigos da comunidade Shalom. Eu creio fielmente na possibilidade de viver um noivado casto em meu caso, mas pode ser descartado o quanto hj e dificil viver essa realidade, quando o outro não a compreende ou até mesmo não entende. A castidade hj e muito pouca vivenciada pelos Jovens, mas o que fazer mediante todo esse pensamento destorcido, diante de fato que e ridicularizado, dar testemunho da castidade quando já se namora a muitos anos mesmo tentando discerni-los dessa condição de vida te edifica muito mais como pessoa. Deus nos convida a viver fatos que humanamente falando seria incompreensível de entendimento, e somente quem estar a passar por todas as provações para viver a castidade sabe o quanto ela passa a ser dolorida pela incompreensão do outro, o que fazer? Eu rezo muito pq confio na misericórdia e no amor de Cristo que um dia as muralhas irão cair e ele irá se converter.
    Castidade e possível, mas por muitas vezes requer SOFRIMENTO.

    SHALOM…

  4. Fernanda, AE disse:

    Muito bom o artigo e muito bom tb o comentário que minha irmã aí de cima falou.
    Requer sofrimento sim, mas pra nos santificar temos que carregar a cruz de cada dia né?!
    Sou uma jovem de 23, namoro a quase 2 anos, e com a graça de Deus estamos vivendo a castidade. Um namoro de acordo com a vontade de DEus. E assim, eu me sinto uma mulher amada não só por ele (meu namorado), mas principalmente por DEus.
    Creio que vivendo os sacramentos, da comunhão e da reconciliação, e tb a adoração ao nosso SEnhor tudo é possivel!
    Oremos pra que os jovens tenham sede de santidade, e com isso vivam intensamente a castidade!

    Reconciliamini Deo

  5. Rodrigo Modesto disse:

    Um dos melhores artigos sobre castidade que já li. Assim como o autor concordo que a degradação das famílias da atualidade vem acontecendo por conta de uma suposta liberdade sexual e como consequência divórcios, mães solteiras, abortos, famílias desestruturadas, adultérios. Que a Juventude Católica possa abraçar e testemunhar as graças que um relacionamento baseado na verdade e no amor cristão podem trazer. E que os casais católicos possam cada dia mais ensinar os seus filhos o valor da castidade em suas vidas.

    São José rogai por nós!
    Nossa Senhora, intercedei por nós!

    Shalom pra todos

  6. francisco alberto sobreiraa disse:

    oi bom dia, shalom
    Uma relação sexual, que não é vivida num contexto de compromisso total e de amor fiel parece,à primeira vista um ato de amor, mas difere dele tanto como uma flor cortada difere de uma viva: a flor cortada pode parecer bonita e cheia de vida, mas esta condenada, queira ou não queira, a desfalecer logo.
    shalom
    alberto
    iguatu-ce

  7. Letícia e Vinícius disse:

    Esse artigo nos faz hoje a imaginar muitas coisas, como por exemplo
    “Como seguir a castidade corretamente”. Percebemos que muitos jovens não se interessam, ou nem sabem o que é castidade pois no mundo em que vivemos os jovens têm uma mentalidade muito limitada, onde entendem que a relação sexual é um meio de concretizar o “amor” que tem um pelo outro no relacionamento, na etapa do namoro. Sabemos que todo aquele que conhece a fé católica e a pratica devem ser exemplos e testemunho de que a castidade no namoro é possível sim, mas muito além disso… É NECESSÁRIA. Nós, namorados, vivemos esse proposito oferecido a nós por Deus, sabemos que é muitíssimo difícil, mas somente com muita oração e tendo um namoro a três (com Jesus) conseguiremos resistir as tentações que vem sobre nós.
    A nós basta amar!
    Que a paz de Jesus reine em todos os corações. amém

  8. Felipe Siqueira Galvino disse:

    Shalom…
    …Estou namorando a quase 2 anos, e sempre que eu partilho sobre a castidade, digo, que oque nos fortalece é a vida de oração, pois desde que estavamos discernindo, colocamos como proposito de rezar a cada 15 dias juntos, onde louvamos a deus pelo dom da vida um do outro, e fazemos memoria das promessas de Deus para nós. Claro que não é facil, (ainda mais quando ao nosso redor, no meio social, coloca a relação sexual como a base para o namoro e para o casamento), porém, entra nossa determinação, por esperar e fazer a vontade de Deus…
    …Queremos que nosso matrimonio seja belo, não no sentido de “conto de fadas”, mas, puro santo…casto.
    E a castidade me ajuda a decidir com mais clareza a cada dia por ela.

  9. Suelen disse:

    Claro q concordo,somos criados para SANTIDADE,se na vida celibataria ou nao.Nao tive a graça de encontrar um namorado que pensasse assim.Mas sou feliz por que meu amado JESUS te um amor eterno por mim.Amo a comunidade SHALOM.

  10. Andersson disse:

    Parabéns, belíssimo artigo.

  11. karol disse:

    Olá! Gostei muito do artigo, estive procurando algo assim para ler e me fortalecer. Meu namoro infelismente não iniciou casto,estou namorando a 2 anos, sofremos muito com isso, pois era uma vontade imensa de ambos, temos certeza que nos amamos muito, e que Deus quer de nós a castidade e o namoro santo. Se pudessemos tínhamos nos casado após o primeiro ano de namoro, mas por conta das condições socieconômicas e o desejo imenso de começar um matrimonio sem turbulações, teremos que esperar mais 3 anos para nos casar, e como não iniciamos o namoro casto isto está sendo muito difícil para nós. Nos amamos muito, e reconhecemos que um e o outro foi presente e graça de Deus, mas estamos rezand e também sofrendo a cada momento que deixamos o desejo da carne superar o desejo pelo amor de Deus. Hoje sabemos que a castidade é decisão e constante oração, e que não pode existir um meio termo, uma decisão morna. Queria pedir para que quem pudesse orar por mim e pelo meu namoro, para que o Espírito Santo nos fortaleça, e Jesus nos de a graça de chegarmos ao matrimonio castos para nos respeitar e nos amar sem camuflagens mas sim abertos para decidir não o sofrimento mas sim o amor de Deus! Obrigada! Que Deus abençõe vcs!

  12. isadora gonçlves da silva disse:

    amei o artigo vc é o
    máximo continue sempre
    assim sou sua fan ♥

  13. Clau disse:

    Olá!
    É a primeira vez que visito o blog e já me deparo com um artigo muito bom de um tema polêmico nos dias atuais.
    Entretanto,devo confessar que percebi um contexto um tanto quanto machista no artigo, quando diz:

    “Uma mulher deve saber como distinguir as intenções sérias das pouco sérias e saber gerar respeito desde o princípio expressando claramente suas convicções sobretudo se a outra pessoa não dá mostras de ser um católico praticante.”

    ou

    “Se não existe nenhuma razão para esperar, o homem saberá encontrar o melhor momento para fazer que essa amizade se converta en um namoro.”

    Não se pode definir funções para homens e mulheres num relacionamento. Há muitas meninas que são muito mais “atiradas” do que meninos, e outras que possuem maturidade suficiente para decidir quando deve tentar começar o namoro. Achei realmente que esses comentários acima destacados foram desnecessariamente expostos, por se tratar claramente de uma opinião pessoal do autor.

    No mais, como disse anteriormente, o texto está muito bom e é de extrema importância sempre levantar a bandeira da castidade e mostrar que não há nada de “careta” nisso. Vergonha é não se respeitar e, principalmente, não respeitar Deus!

    Parabéns pelo blog.

  14. Pri disse:

    Sim, muito bom o artigo, nos convida à conversão.
    Karol, ainda que seu namoro ñ tenha começado casto, a mudança sempre é possível! Falo por experiência própria. Mas tem que ser uma decisão muito firme de vcs, sempre amparada pelo Espírito Santo! Sim, pq viver a santidade e buscá-la a cada dia é muito melhor! Deus é mais!!!

  15. Paulo Amorim disse:

    Namorei 6 anos, casamos virgens. Faremos 14 anos de casados em julho. É muito importante para o casal. No momento em que a castidade é uma decisão, passamos a ter mais tempo para fortalecer a relação, a crescer como amigos, a conversar sobre os valores, a dar valor ao que tem valor.
    Até hoje isto nos dá muita segurança…

  16. Ana Karine disse:

    Clau, eu entendo exatamente o que o autor quis dizer com esse termo e concordo, pois você como mulher deveria saber que somos nós que impomos os limites em um relação!!!! todos sabemos que o homem é mais institivo que a mulher. O autor também soube separar a realidade de um homem que tem conhecimentos cristãos quando diz “sobretudo se a outra pessoa não dá mostras de ser um católico praticante.” Pois, um homem que vive baseado no evangelho de Cristo, dificilmente irá tentar sua namorada ou esposa ( não tiro aqui a possibilidade de uma recaída e é aí que a mulher tem que mostrar toda a sua convicção de mulher cristã, mostrando pra que lado a relação deve seguir ) mas, com certeza esses terão mais consciência que os outros homens que não vivem sob a luz do evangelho!!! só mais uma observação: nós mulheres somos sim diferentes dos homens, temos papéis diferentes que eles na sociedade ( e principalmente na família ), o mundo de hoje é que nos faz ter uma mentalidade diferente diante das situações, dizendo que todos têm direitos iguais, sim realmente temos direitos iguais aos homens, mas ser como os homens jamais seremos. Temos nossas capacidades e limitações, os homens têm suas capacidades próprias e limitações também. Temos jeitos diferentes de agir e pensar como mulheres. Somos nós muito prejudicadas por essa mentalidade de “liberdade do sexo”, pois somos os maiores alvos de objeto de uso e desuso ( sei que hoje os homens também são alvos dessa mentalidade, mas isso já vem da mentalidade de que “todos têm direitos iguais”) portanto somos nós que temos que nos impor, dizer o que queremos e o que não queremos nos nossos relacionamentos. Não acho que isso seja machismo, mas é a realidade, em relação a esse tipo de coisa somos as mais fragilizadas pelos sentimentos e muitas vezes nos deixamos levar por falsas promessas. Devemos está sim em alerta para “saber como distinguir as intenções sérias das pouco sérias e saber gerar respeito desde o princípio expressando claramente suas convicções”, evitando assim ferir nosso sagrado!!!!

  17. Lays Cardoso disse:

    Uma fez escutei de uma acompanhadora que a castidade é fazer o outro feliz. A castidade é caminho para a santidade, e ser santo é ser feliz. É muito bom e gratificande fazer quem amamos felizes. É difícil ser casto dentro e fora de um relacionamento, mas acredito ser possível. (Y)

  18. Roberta disse:

    Sim, a castidade no namoro,noivado e matrimônio é possível,vai valer aí a determinada determinação, e que a vida de oração e a vida sacramental (eucaristia, confissão),será uma grande ajuda para o casal.Outra sabedoria é unir-se ao Cristo e a sua Mae Castíssima. que procuremos nos engajar em grupos de oração,obra ou comunidades católicas como shalom ,canção nova e outras , para que possamos ter um acompanhamento. e pode ser até de um padre sério que valorize essa radicalidade da castidade,um orientador espiritual,enfim BUSCAR AJUDA!Ah! importante também não estar partilhando nossos desafios com qualquer pessoa. é muito importante pedir a Deus um bom aconselhador, (já diz a palavra de Deus)
    Que o Senhor continue nos dando forças nesta caminhada!
    SHALOM

  19. Christianne Gomes disse:

    É incrível como só existem repostas concordando….será que NINGUEM discorda? Que coisa estranha, pois até na Bíblia haviam discordâncias entre os seguidores de Cristo….
    Eu gostaria de saber se este é um blog de pesquisa sério, onde outras opiniões divergentes da autora são também respeitadas, ou sé é apenas uma blog dogmático de doutrinação…se for, interessante, pois Cristo nunca denominou sua religião uma Doutrina, os homens comuns é que depois a denominaram assim…pensem bem…aposto que cada um aqui que se disse casto tem um telhado de vidro…
    Christianne Gomes

  20. Carmadelio disse:

    Carissima Irmã,

    O Blog é claramente católico e- claro- a GRANDE maioria dos leitores que comentam são católicos. Opiniões divergentes também são publicadas pois isso é salutar para aprofundar nossas convicções.
    Não é surpreendente, portanto, que haja uma grande maioria concorde com os posts já que este espaço reflete nossa fé e valores.
    Se vc entrar nos posts sobre homossexualidade, vc verá que nem todos concordam e que acontece ali um interessante diálogo sobre o tema, que nem sempre reflete a opinião católica nem a nossa.

    Aproveite para emitir sua oipinião sobre o assunto da castidade no namoro e ilumine nossas idéias com as suas.Se vc pensa diferente, envie que publicamos e FUNDAMENTE suas percepções. Todos ganham!

    Quanto ao “telhado de vidro”, não é nossa proposta entrar no fórum íntimo de nenhum de nossos amigos do blog, essa é uma questão que diz respeito a cada um e isso não invalida suas opiniões. Penso até que a emissão de opinião de forma pública reforça o desejo de cada um de ser honesto e coerente com sua fé e nos apoia no rumo de uma conversão verdadeira e não apenas de fachada>.

  21. William disse:

    Christianne, bem vinda ao blog! Certamente você o deve estar conhecendo agora, pois não seria necessário fuçá-lo muito para ver que o que você disse não tem fundamento.

    Algo que você tem que pensar também é que há muitos que leem, MAS NEM TODOS COMENTAM. Eu mesmo leio quase tudo, mas só comento algumas coisas.
    Os que resolveram se manifestar expressaram-se em defesa da castidade. Alguns não concordam e optam por não se manifestar. Certamente os que comentam aqui não refletem ESTATISTICAMENTE a opinião dos católicos brasileiros, que, em geral, mal sabem a opinião da Igreja sobre determinados temas ou nem ligam para ela.

    Analisemos seu comentário. Você disse: “Eu gostaria de saber se este é um blog de pesquisa sério, onde outras opiniões divergentes da autora são também respeitadas, ou sé é apenas uma blog dogmático de doutrinação…se for, interessante, pois Cristo nunca denominou sua religião uma Doutrina, os homens comuns é que depois a denominaram assim…pensem bem…aposto que cada um aqui que se disse casto tem um telhado de vidro…”

    O blog se concentra principalmente em temas do cotidiano, como você perceberá se o pesquisar “por cima”, aliás…
    Uma coisa é ter uma opinião divergente, outra bem diferente é ficar causando tumulto! Opiniões divergentes certamente existem aqui e eu sou autor de algumas delas. Nunca fui censurado e nem desrespeitado, mesmo porque não escrevo pra causar tumulto. O debate de ideias não tem o objetivo de causar desavenças, mas sim trocar informações e esclarecer pontos de vistas diferentes, chegando a um consenso ou não.

    Alguns partem para ofensas pessoais e/ou ficam fazendo inferências sobre a vida das pessoas, como você fez nessa parte “aposto que cada um aqui que se disse casto tem um telhado de vidro…”. Note que você poderia ter tomado outro rumo e escrito algo do tipo “vocês que apóiam a castidade no namoro realmente a vivem?”. Aí você iniciaria um outro diálogo nos comentários. Infelizmente, você optou pelo caminho errado.

    Agora repense o que você ACHA que é doutrina. Vejamos a definição do dicionário: “O sentido mais antigo é o que deriva da sua etimologia latina doctrina que, por sua vez, vem de doceo, “ensino”. O sentido mais antigo, portanto, é de ensino ou aprendizado do saber em geral, ou do ensino de uma disciplina particular. Ao longo do tempo perdeu-se o sentido original e o termo firmou-se como o indicador de um conjunto de teorias, noções e princípios coordenados entre eles organicamente que constituem o fundamento de uma ciência, de uma filosofia, de uma religião etc”. ( http://sites.google.com/site/dicionarioenciclopedico/doutrina ).

    No sentido religioso, doutrina seria então o conjunto dos princípios que guaim uma determinada religião. Jesus CERTAMENTE seguia alguns princípios e os transmitiu. Alguns são: “Amar ao próximo com a si mesmo”(Mt 22,34-40); Negação de si próprio (Mc 8, 34-38); Perdão (inúmeros exemplos…) e por aí vai. Procure a definição de “princípio”(não no sentido de começo, óbvio) e verá que realmente essas coisas são princípios de Jesus e, logicamente, compõem a sua DOUTRINA.

  22. Christianne Gomes disse:

    Somos irmãos?

    Desculpem-me, posso parecer pretenciosa, mas não gostaria de ser filha de um pai que proíbe tudo, que tudo condena. Ou melhor me expressando: o PAI não O faz…pior…quem o faz são seus filhos e dizem fazer isto em seu nome! Isto é muito triste! Isto é o que empobrece, humilha e enfraquece a humanidade… “Amar ao próximo com a si mesmo”(Mt 22,34-40) (meu caro colega aí acima citou), como conseguem amar condenando quase tudo!??? Até uma campanha publicitária de esmaltes!!!! Isso me deixa realmente pasma!
    Volto a dizer que Cristo nunca se denominou dogmático, ou doutrinador. EU não disse que a religião, seja ela quel for não é uma doutrina. Disse apenas que Cristo nunca a encarou desta forma. Acredeito que vocês me compreendam plenamente nisso…

    Meu intuito não foi causar tumulto e sim expressar minha opinião. Mas é normal nas grandes concentrações de fé… quando você expressa sua opinião pessoal, as pessoas encararem isto como um tumulto por que ,honestamente, o que mais pode perturbar um discípulo um pouco mais instável do que o conceito de mutação?

    “aposto que cada um aqui que se disse casto tem um telhado de vidro…
    ” – essa expressão que tanto causou polêmica, foi exatamente um dos meus pontos de vista e portanto deveria ser debatido como os vossos foram anteriormente. Não existe outra forma de formular a frase para causar a reflexão coletiva que eu gostaria(podem chamar isto de “tática”)- e funcionou, haja vista que vocês responderam bem rápido! Só espero que tenham analisado suas própprias estórias…

    TODOS temos algum fato relacionado à castidade…seja conosco, com um primo distante, um bisavô, ou os padres de Arapiraca,não importa…por que somos irmãos, humanos e nossos pensamentos se conectam naturalmente pela fé em um Deus vivo (seja ele de que forma for!).

    O amor é puro! O sexo também é. Só depende da cabeça de quem pratica ( nesse caso, não pratica…)…quem se preocupa tanto com os malefícios que o sexo pode vir a causar, deve ter muito cuidado…por que por si só associar uma coisa ruim (qualquer que seja ela: dúvida, proibição, negação, pedofilia, e por aí vai…) a algo tão puro, profundo, verdadeiro e genuíno de duas almas que se amam e desejam complementar isto através de seus corpos, é ruindade, tristeza…é pensar tortuoso…é estar sempre à beira de um precipício com medo de cair, mas pensando o tempo todo em se jogar!

    Deus é tão perfeito que as conecções naturais dificilmente precisam de reparos! Tudo o que é efetivamente praticado pelo corpo é necessário: fezes, urina, fome, arrepio no frio, ejaculação! Não há semente do mal num invólucro bacana como o nosso. Tudo o que sai deste invólucro faz parte da NATUREZA, assim como o desejo que cresce, entumesce órgãos, deixa o coração pulsante e a vida muito mais colorida. Se quer fazer amor com todos, aí é outra conversa e outra reflexão e outra decisão também….por que graças aos céus, esse DEUS vivo nos deu a coisa mais linda, que nem os anjos puderam alcançar: o livre arbítrio!!!!

    Grande abraço
    Chris Gomes

  23. Christianne Gomes disse:

    Só para completar, mais uma coisinha…quanto à afirmação do artigo: “Inclusive namoros não castos tem tudo para não dá certo,mesmo que pareça dar certo,por que atingirá a base de amor e aceitação plena do outro que a intimidade sexual mascara e ilude.” – meu pai, hoje com 72 anos, conheceu minha mãe nos anos 50/60. Minha mãe era uma garota avançadíssima em seu tempo…andava de calças jeans ou shorts de ginástica (horrorosos por sinal hahhaah) na rua, quando nenhuma moça tinha coragem para tal (não sem pelo menos levar uma surra depois!). Foi uma das primeiras mulheres a correr na maratona carioca de estudantes! Meu pai, filho de portugueses católicos foi até impedido pela minha vozinha de namorar com ela!

    Aos 17 anos, amando meu pai demais, se entregou a ele antes de se casarem. Isso motivou o meu pai a trabalhar como um louco para construir uma vida com ela e no meio do ano eles já estavam casados com a devida autorização dos meus avós…

    Eu só cheguei 10 anos depois (o que comprova que sexo nem sempre é associado à filhos, se você tomar os devidos cuidados). Fui criada no meio de uma amor extremo, de doação, com uma mãe que sempre estendeu verdadeiramente sua mão aos que necessitaram dela. Católica, devota de Nossa Senhora da Aparecida, me colocou no Marista S. José, me encaminhou para comunhão, me orientou para a escolha de uma excelente faculdade (a Universidade Federal do RJ). Hoje sou arquiteta, morando na Holanda, sem ser casta (como minha mãe também não foi) com o homem mais especial que qualquer pessoa possa sonhar em conhecer!

    Quanto aos meus pais? Nunca presenciei uma briga sequer. Andavam de mãos dadas até para comer churrasquinho na esquina. Viveram juntos, até que a morte os separasse 9 anos atrás, por conta de um problema renal de minha mãe, que ainda no hospital continuou me ensinando:” VIVA, AME, NÃO TENHA MEDO DE SER FELIZ”.

    O meu pai? Teve duas namoradas, tenta seguir o seu caminho, mas não há uma semana em que não diga: Nunca vou amar alguém como eu amei sua mãe…

    Escrevo isso muito emocionada e me pergunto qdo leio um depoimento como o de Karol, por exemplo que sofre muito por não ter começado a relação de forma casta…por que sofrer tanto se o amor é verdadeiro e puro?

    E fico feliz por minha mãe ter sido tão corajosa de externar o seu amor com apenas 17 anos, sabendo muito bem o que queria, sem espaço para dúvidas ou medos…assim eu pude tê-la mais um pouquinho perto de mim, já que ela faleceu com 58 anos!

    Um grande abraço
    Chris Gomes

  24. Carmadelio disse:

    Carissima,

    Seu testemunho sobre o sucesso de seus pais é uma excessão que é confrontado pela realidade cultural atual onde o “entregar-se” é comum, embora errado na perspectiva da fé.

    Após o erro, houve uma reação de seus pais de responsabilidade e de futuro casamento que apenas refoça que tal acontecimento não foi – como nos dias de hoje – encarado como uma exigência de “amor” nem um ato apenas físico mas um momento de paixão que culminou no ato sexual.

    Sua mãe, tenho certeza, nunca planejou que fosse assim mas encarou com responsabilidade o fruto deste ato esporádico ou não programado. Casou! Não estou aqui afirmando que casar conserta erros mas revela uma responsabilidade e um conhecimento verdadeiro de que o casamento é o local por excelência para se viver essa dimensão humana tão bela que é o matrimônio e suas exigências naturais como o ato sexual. Se ela não acreditasse nisso, não teria casado.

    O amor “puro” anda de mãos dadas com a responsabilidade e busca comprometer-se, como seus pais fizeram. Seu testemunho confirma que a atual banalização do sexo, dissociado do amor comprometido que se exprime pelo matrimônio, é um tiro no pé naqueles que pensam que são amados por que são desejados.

  25. Carmadelio disse:

    Carissima,

    As propagandas, inclusive de esmaltes, não estão dissociadas do contexto social e cultural da sociedade a quem busca atingir. ELAS EXPRIMEM CONCEITOS E VISÕES DA VIDA E DO MUNDO E, NO CASO, DA MULHER.

    A propaganda também traz embutida valores e os nomes das cores exprimem uma visão que não comungamos como cristãos pois nossa compreensão da mulher vai além daquilo que os nomes- e seus respectivos comportamentoe- sugerem.

    Nenhuma mulher mudará de vida pela cor do esmalte,claro, mas NÃO comprar produtos de empresas que creem nesses “valores” é uma forma de sinalizar para a empresa que NÃO assinamos embaixo na visão da mulher que eles tem.

    A questão é só essa. Usa quem quer. Compra quem quer. Se eu fosse mulher e fosse cristã não compraria tal esmalte porque não comungo com a visão da mulher vista como “Fêmea”, usável e manipulada pela midia como objeto de consumo para os …HOMENS. ou dizendo melhor, para os machos, já que homens de verdade não percebem as mulheres apenas como algo mas como alguém.

  26. Júnior disse:

    Estou cada vez mais convencido que a beleza da castidade só pode ser percebida em Cristo e através do testemunho de pessoas que, de fato, expressem a alegria de uma vida feliz por sua opção por ela. Vida feliz e sem duplicidades.
    O mundo sente falta de pessoas assim, que expressem, em suas vidas, a beleza do amor das origens, quando o corpo não era despersonalizado, nem o coração do homem fragmentado e dividido por tantas coisas… O mundo quer ver pessoas inteiras, unificadas. Isso converte, atrai, questiona, inquieta e, de certa forma, escandaliza, sacode quem está no torpor do sensualismo hodierno.

  27. Lucas disse:

    Desculpem-me, posso parecer pretenciosa, mas não gostaria de ser filha de um pai que proíbe tudo, que tudo condena. Ou melhor me expressando: o PAI não O faz (Christianne Gomes)

    Não mesmo? E o que seriam os 10 mandamentos? Tudo bem podem ser invenção humana também, então Ele será um Deus que tudo permite? Afinal demostre por que não o Faz?
    Certamente há gente que deturpa em benefício próprio o que Deus “parece” dizer, no entanto o outro extremo que é demostrado no referido post é algo ainda mais incoerente não? Na verdade apenas uma outra manipulação do sentido das Palavras de Deus.

    “Amar ao próximo com a si mesmo”(Mt 22,34-40) (meu caro colega aí acima citou), como conseguem amar condenando quase tudo!??? (Christianne Gomes)
    Mais uma vez o que eu mostro em quase todos os tópicos, o versículo que “vale mais que todo o resto das Escrituras” para muitos. Então permitir quase tudo é amar verdadeiramente?

    Volto a dizer que Cristo nunca se denominou dogmático, ou doutrinador. EU não disse que a religião, seja ela quel for não é uma doutrina. Disse apenas que Cristo nunca a encarou desta forma.(Christianne Gomes)

    Como minha velha mãe dizia: “Tem muita gente que conheceu a Deus do meio-dia pra tarde.” Cristo nunca encarou dessa forma? Então certamente deve ser bem intima dele, nos esclareça então, como Ele encarou?

    Ora até o que você sabe sobre Cristo recebeu de alguém, então eu declaro que nem eu e nem você temos competencia para dizer isso sem ser baseado em algo que nos tenha sido legado. Quem teriam sido esses?

    Simplesmente mais um fruto deturpado do “livre exame”, Deus à nossa imagem e semelhança.

    Não há semente do mal num invólucro bacana como o nosso. Tudo o que sai deste invólucro faz parte da NATUREZA, assim como o desejo que cresce…(Christianne Gomes)

    Interessante, parece bem contrário à isso:
    “Ora, o que sai do homem, isso é que mancha o homem.
    Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos,
    adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez.
    Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem. (Mc 7,20-23)

    Nem todo desejo é puro concorda?

    Não se pode imaginar verdadeiramente que unicamente porque um relacionamento não tenha começado da maneira correta esteja fadado ao fracasso, nem que um que o tenha, fadado ao sucesso, apesar de para os dois a tendencia apontar nessas direções, e Deus realmente é tão bom, que nem esse risco quer que nós corramos. Afinal um ladrão ou assassino ainda podem ser pessoas melhores se quiserem, o que não torna correto o que tenham feito no passado.
    Como aqui houve a “liberdade” de se comentar o “teto de vidro” alheio, a historinha que se segue parece apenas ser o seu próprio “teto de vidro”, afinal uma figueira não pode produzir uvas não?
    Sua história e suas referências explicam em boa parte seu próprio ponto de vista e a ilusão que alimentas de que esse seja exemplo suficiente para demostrar que as coisas são diferentes, como já foi bem citado uma excessão não faz a regra.

    Quem ama corrige! Deus é um Pai bom verdadeiramente para não esperar que um filho Seu coloque a mão no fogo para só assim descobrir que ele queima. Apesar de que se essa for realmente nossa vontade não irá impedir, mas a consequência também será nossa.

    Então realmente não somos irmãos.

  28. Christianne Gomes disse:

    Só respondendo a algumas considerações…
    Minha mãe só casou para fazer a vontade de meus avós. Por ela, nenhum documento seria necessário! Ela sempre me aconselhou a fazer as coisas em seu tempo. Inclusive pensar muito, antes de assinar qualquer papel!

    Quanto ao meu pai, o que o motivou foi a responsabilidade do AMOR e não por ter praticado sexo. Segundo eles, a coisa não foi assim tão esporádica! hahahhahaha. Era bem intensa pelo que pude perceber nas entrelinhas :) . Mas, não costumo questionar certas intimidades que não são da minha alçada!

    Essa entrega que tanto é discutida, para mim é muito questionável. Muitas pessoas andam confusas e não se entregam, apenas liberam seu corpo como receptáculo de desejos e até frustrações alheias. Mas, mesmo uma fé, não pode, não deve, não consegue responder por todos. Cada um é livre e faz o que acha mais correto. A vantagem do livre arbítrio é fazer o que se quer com a absoluta certeza de que o peso da responsabilidade também cabe a você.

    O compromisso existe desde que se nasce. O compromisso de ser fiel ao seu amigo, à família, ao amor. Letras disformes em um momento de cerimônia emocionante se desmancham com o tempo. O compromisso do coração….ah…este nunca falha! Se falhou é por que nunca existiu!

    Sobre os esmaltes eu nem vou me estender. Acredito que somos dotados de massa encefálica e de polegares opositores, o que automaticamente nos difere de outros animais! Se o conteúdo da beleza da cor (algo tão simples e singelo) interessa, para que se ater ao invólucro? É a mesma coisa de deixar de namorar uma pessoa maravilhosa, por que esta tem o nariz grande, um nome esquesito ou usa camisa xadrez fora da temporada de festas juninas! Não disperso minha energia com propagandas ou com objetivos. Me interessam os fatos, as minhas alegrias, com a certeza do tipo de mulher que sou. Quem se deixa levar pela desvalorização e gosta de nadar nesta corrente, que nade! Mas enquanto a mim, que no momento estou usando o esmalte Toque de Ira, dou dinheiro para a fábrica Risqué com alegria no coração por saber que mais de mil pais de família cristãos ou não e que nem sabem nomes de cores de esmalte, podem levar pão e leite para suas casas….

    Um abraço
    Chris Gomes

  29. Victor Hugo disse:

    Este artigo é realmente um dos melhores sobre a castidade, porém infelizmente é pouco compreendido por algumas pessoas.
    Uma das partes que eu mais gosto e que muitas pessoas nos tempos atuais não entendem é a seguinte: “O namoro casto evita as confusões entre sexo e amor”.
    - Isso é a mais profunda verdade, visto que vejo muitas pessoas que confundem amor com sexo, e acham que pelo simples fato do casal se amar tanto, isso já implica que devem/podem então fazer sexo! Não é bem assim, e as causas desse pensamento está de igual meneira bem expressa no trecho:
    “Da revolução sexual dos anos 60, ao amor livre dos anos 70,a o ’sexo, drogas e rockn’roll’ dos anos 80 e ao ’sexo seguro’ dos anos 90, as uniões livres nos países desenvolvidos não melhoraram o homem, nem sua qualidade de vida senão que deram como resultado a destruição da vida e da familia. Desde 1982 até 2002 foram cometidos 500 milhões de abortos no mundo inteiro, 50 milhões de abortos a cada ano. O número crescente de divórcios, de mães adolescentes e de mães solteiras assim como de crianças abandonadas são resultado de uma cultura do prazer e do individualismo que utiliza a palavra ‘liberdade’ como escudo para romper matrimônios, destroçar vidas e privar seres humanos do direito à vida, cujo grito de dor e de horror talvez finalmente esteja alcançando as conciências das autoridades em nossa sociedade.”

    Se meditarmos nesses fatos, vamos perceber o quão importante é a castidade, que mais do que uma virtude pessoal, é uma virtude social!

  30. Luciana disse:

    Quando uma criança quer enfiar o dedo na tomada, a gente vai lá, diz que é perigoso, que vai dar choque, que não é para fazer, pois as consequências são sérias, e as vezes graves, e se a criança insiste nós a afastamos do perigo para protege-la.

    Quando é um adolescente, orientamos, explicamos que a tomada dá choque, quando vemos que está pensando em fazer besteira impedimos, mas temos que deixar que tome a decisão, ainda que sob supervisão.

    Já quando é adulto, nos cabe somente orientar. Cada um pensa com a sua cabeça.

    Kant, filósofo, sobre modernidade associado ao conceito do iluminismo diz que: “Ser moderno equivale a ser responsável, a responder pelo que se faz, por própria conta e risco”.

    A igreja tem sim uma doutrina, e faz uma orientação. Mas, pelo livre arbítrio, posso decidir se sigo a doutrina da igreja, ou não.

    Cristo, quando esteve entre nós, nos ensinou muito! Nos ensinou a amar e respeitar ao próximo como a nós mesmos, e nos ensinou a amar realmente.

    Ele não disse para não fazermos sexo. Ele nos disse para não sermos promíscuos.

    Cristo nos ensinou a não sermos egoístas, nos ensinou a sermos fiéis, nos ensinou sim a sermos castos (não sermos promíscuos), a sermos generosos, caridosos, a perdoarmos, a fazermos o bem.

    No entanto, somos livres para seguir seus mandamentos, ou não.

    Podemos e devemos ser modernos, sermos modernos não significa seguir cegamente qualquer doutrina, por que assim é a vontade de Deus.
    Os católicos que seguem as diretrizes da igreja católica, somente por assim ser a vontade de Deus, que me desculpem a franqueza, são uns alienados.

    Eu hoje sigo sim as diretrizes da igreja católica, mas não apenas por ser a vontade de Deus, mas porque avaliei e vi que é a melhor forma de viver. E isso é um fato comprovado cientificamente.

    Quem tem uma religião vive mais e melhor (com mais qualidade de vida), pois tem hábitos de vida mais comedidos.

    Mas se eu quiser sair e beber e ficar “alta”, se eu quiser fazer sexo mesmo não sendo dentro de um matrimônio, e outras coisas, eu posso fazer, pelo meu livre arbítrio. E essa liberdade vem com o peso da responsabilidade. Cada decisão que eu tomo tem uma consequência, com a qual eu terei de arcar.

    Logo, se mesmo depois de me avisarem que colocar o dedo na tomada não é bom, que é perigoso, eu insistir e decidir enfiar o meu dedo na tomada, eu tenho todo o direito de fazê-lo. Posso defender o meu ponto de vista, reunir uma turma, e sair com um cartaz com os dizeres “DEDO NA TOMADA: EU ENFIO! E VOCÊ?” Mas isso não vai me proteger das consequências que virão com esse ato meu.

    Não se trata, assim, de obedecer somente a igreja. A igreja nos ensina o melhor caminho. Mas seguir esse caminho, ou não, é uma decisão nossa. Logo, é melhor usar o bom senso, e avaliar as nossas decisões friamente, para tomar sempre a melhor decisão considerando prós e contras.

    Quanto ao matrimônio, só posso dizer que: Quem realmente ama, se compromete.

  31. Christianne Gomes disse:

    Lucas:
    :) (sorriso enigmático…) :)

    Se eu for enumerar suas contradições, perdoe-me, mas certamente vou me perder!
    Você se refere aos 10 mandamentos, questiona que podem ter sido produzidos por pessoas, depois validas as escrituras, reclama do versículo isolado que seu próprio colega citou, depois cita um outro versículo para justificar a impureza do homem….ufa! Quanta coisa :)

    Bom, nos 10 mandamentos que eu conheço, que tem 613 letras no total, o mesmo número dos mandamentos da Torá (ou seja, ninguém sabe, ninguém viu, todo mundo tem dúvida, o que é normal), em nenhum momento está escrito sobre castidade ou leis matrimoniais, etc, etc, etc…

    Quando falei do invólucro limpo, eu quis dizer NATUREZA, instinto, necessidade. Ou você quer que eu deixe de fazer o número 2 no banheirinho 5 x por dia por que aparentemente é impuro,feio e cheira mal? Sobre a cabeça do homem, eu mesma disse, neste mesmo tópico…pode ir lá conferir de novo :)

    Não sou íntima de Cristo. Mas também não sou menos íntima do que você. Apenas quis citar:

    Marcos 7:7 Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.

    Colossenses 2:22 As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;

    Sobre a minha historinha, figueira, tal e coisa e coisa e tal, o que posso dizer? Talvez: Obrigada Deus por eu ter tido pais maravilhosos e generosos que me deram a melhor educação, me formaram uma excelente profissional e tiveram uma união sólida e ardente, transmitindo a todos à sua volta a capacidade de acreditar no amor e no desejo após quase 40 anos. Obrigada pela oportunidade de caminhar com minhas próprias pernas e ser uma excelente profissional, ter trabalhado em repartições públicas, no Exército Brasileiro e ter estudado em uma das maiores universidades deste país. Obrigada por ter me proporcionado dar várias entrevistas à vários periódicos, reforçando assim a competência em todo o trabalho realizado. Obrigada por, gráças a isto, ter me permitido morar na Europa e ter conhecido um homem responsável, sério, maravilhoso, fiel e com o corpo do Gianechinni!(hahhah) Obrigada, por me permitir, mesmo não estando em meu país, continuar com meus serviços de voluntariado, exatamente como meus pais (figueiras, parreias, laranjeiras, seja lá o que for mas sempre florescendo com o coração) faziam e me ensinaram! Obrigada por mesmo nesta distância toda, permitir que meus amigos venham me visitar, mantenham contato comigo e continuem agindo como os mesmos irmão maravilhosos que sempre tive. Obrigada mesmo senhor, por que mesmo aparentemente fazendo tudo errado, o senhor me presenteia mais e mais!
    :)
    AMEM!

    Grande abraço
    Christianne Gomes

  32. Júnior disse:

    Concordo com a Luciana. E, apesar de não concordar com algumas coisas, parabéns a Christianne pela abertura ao diálogo e ao bom humor…!

  33. William disse:

    Concordo plenamente com a Luciana.
    Somos livres e devemos ter consciência de que nossos atos têm consequencias.

  34. Christianne Gomes disse:

    Luciana: show de bola! Vou produzir um cartaz com o dedo na tomada, em breve! :)
    “Ele não disse para não fazermos sexo. Ele nos disse para não sermos promíscuos.” – isso, isso,isso! Você resumiu em uma simples sentença o que eu quis dizer em 3 blocos! Preciso rever meu poder de síntese :)

    Júnior, obrigada pela gentileza de perceber o meu humor felino (às vezes arranha, mas é sempre presente…) e minha vontade de abrir esta questão… gostei demais quando você falou da “vida feliz e sem duplicidades” e ” o coração do homem fragmentado e dividido por tantas coisas”… e este é justamente o meu medo quando alguém se auto-impõe a castidade que é aconselhado a ter, se este não é o verdadeiro eco de seu coração… percebem?

    A opção pela castidade, não é necessariamente a mais correta em muitos casos. O que dizermos dos padres que são obrigados ao celibato (sabemos nós exatamente por quais razões históricas, fidagais e monetárias)? Será que isso não os faz duplos, inquietos e perturbados por ter que travar uma batalha constante? Não causaria o efeito contrário de enfraquecer, ao invés de fortalecer a fé?

    Grande abraço
    Chris Gomes

  35. William disse:

    Christianne, parabéns pelo seu Gianechinni rsrsrsrs. Não há muitos pelo mundo srrsrsrs.
    Tomara que ele também tenha uma alma bonita, pois só o corpo não basta, não é mesmo?

  36. Lucas disse:

    Christianne Gomes

    Se encontrou contradição no que eu disse então provavelmente é porque não entendeu muito bem, vou tentar ser mais sucinto

    Primeiramente os questionamentos eu não faço a mim mesmo e sim a você ou alguém mais que queira responder, já que apresentou um Deus aparentemente sem “proibição de nada” e que isso Ele não faria, LHE perguntei o que lhe pareceria então os 10 mandamentos.
    Em nenhum momento EU questiono a origem dos tais, que para mim são Divinas, mas não pôde entender então a sutileza do argumento, pois me antecipando a alguém que questiona o valor Doutrinário dos Escritos Sagrados, como você aparentou fazer ou alguém que assim pense faria, eu mesmo coloquei esse questionamento para evitar receber simplesmente ele como resposta à minha primeira pergunta, ficou claro agora?
    Não reclamei em momento algum do versículo citado pelo William no primeiro momento pois pela leitura claramente percebe-se que não foi no sentido que coloquei que Ele o havia citado, mas sim da conotação em que você posteriormente o cita, transcrevendo: “como se amar verdadeiramente fosse invariavelmente a aceitação de tudo indistintamente”, com tudo isso não vejo impedimentos a que eu possa citar algum versículo posteriormente, afinal claramente não estou duvidando do valor das Escrituras.

    Minha primeira pergunta já que não foi corretamente compreendida certamente não seria respondida, em nenhum momento perguntei se tratava de castidade e matrimônio (apesar de o fazerem e você, não sei em que baseada, afirmar que não). Simplesmente queria saber se para você tem valor humano ou Divino, e se, em si trazem implicita ou explicitamente proibições.

    Tanto eu quanto a parte anterior do versículo que citei entendem perfeitamente o que é Natural, no entanto você estendeu esse raciocínio à algo que fiz questão de lhe questionar: nem todo desejo (palavra incluida por você) é puro certo?
    Extrapola também o limite do que é necessário ao incluir por exemplo “ejaculação” como necessidade do corpo, se restringi-la à seu campo realmente necessário será à reprodução, no meu trabalho tenho uma certa proximidade da àrea de saúde e com algum conhecimento digo, ejaculação e o próprio sexo em si não são necessidades humanas fora do contexto reprodutivo, entenda bem para não retornar com interpretações deturpadas do que digo: apenas falando cientificamente nenhum ser humano desenvolverá nenhum tipo de patologia ou terá complicações em seus sistemas unicamente pela falta de tais, o que por ser uma REAÇÃO NATURAL do corpo, não os torna NECESSIDADE NATURAL sem a qual o indivíduo possa viver.
    Fora do “campo científico”: certamente trará enorme prejuízo para o ser em todos os seus aspectos sim, Viver fora daquilo à que tenha sido chamado – isto é – alguém chamado ao mantrimônio viver a castidade absoluta neste ou o contrário, mais isso é uma outra discursão, vocação, que seria preferível abordar em outro tópico.

    As considerações então como São Paulo, preferirei me gloriar da minha própria fraqueza: Obrigado a Deus pelos meus pais me terem já em idade avançada e me criarem baseado nos seus valores hoje tidos como “retrógrados”, de eu ser tido pelos homens em “pouco valor” e praticamente desconhecido por todos mas não por Vós, por mesmo apenas com os meus estudos me deste a oprtunidade de buscar um conhecimento acima de todos os outros que é a sua Doutrina deixada por Seu Filho à Sua Igreja, por me oferecer a oportunidade de fazer a caridade escondida nos recantos mais esquecidos desta Terra, por fazeres de mim causa de contradição sempre que procuro defender a Vossa Palavra, por me presenteares a cada dia com uma nova oportunidade de Sofrimento pois meus pecados são muitos e são grandes, afinal o discípulo não é maior que o Mestre, não é nada por que Cristo também não tenha passado.
    Estes são meus presentes e é por eles que agradeço.

    Peço desculpas a todos se não me fiz melhor entender anteriormente, bem como desculpo àqueles que não me compreenderam corretamente e de mim tenham feito errôneo juizo.

    Vinde Senhor Jesus!

  37. Lucas disse:

    Luciana

    Apesar de teres feito ótimas observações sobre o Livre Arbítrio, Dom inalienavel dado por Deus ao homem, gostaria de acrescentar alguns apontamentos:

    “Os católicos que seguem as diretrizes da Igreja Católica, somente por assim ser a vontade de Deus, que me desculpem a franqueza, são uns alienados.”(Luciana)

    Será mesmo assim? Então responda não poderia: realizar a Vontade de Deus ser suficiente para alguém? Por que isso faria da pessoa alienada?
    Ao que parece então existem alguns “vários” alienados por aí que não nos demos conta:

    “fazer Vossa Vontade, meu Deus, é o que me agrada, porque vossa lei está no íntimo de meu coração.” (Salmo 39,9 atribuido a Davi, transposto ao Messias)

    “…venha a nós o vosso Reino; seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu…” (Mt 6,10 Jesus Cristo)

    Ou seria em relação ao magistério da Igreja?:

    “”creio nos Evangelhos porque a Santa Madre Igreja me diz para crer neles”. (Sto. Agostinho)

    “…Comportando-se, diante da doutrina do Senhor, como as crianças diante das lições; não contradizem, nem discutem com os mestres, mas recebem com fidelidade e docilidade as instruções.” (S. BASÍLIO MAGNO. As Regras Monásticas. Petropólis: Vozes,1983, p. 232)

    “Renunciando a todo juízo próprio, devemos estar dispostos e prontos a obedecer em tudo à verdadeira esposa de Cristo Nosso Senhor, isto é, à santa Igreja hierárquica, nossa mãe.” (S. Inácio de Loyola. Exercícios espirituais. São Paulo: Loyola, 2004, p.188)

    Há certamente quem desconheça o motivo de tal possibilidade de “entrega” absoluta, ou a obedeça pelos motivos errados mas a afirmação em si me parece mal empregada ou leva a interpretação dúbia, pois a Vontade de Deus é perfeita e deixar-se guiar unicamente por Ela, certamente não nos levará ao erro ou mal.

    OPINIÃO PESSOAL: “para mim a fé que necessita de subsídios meramente racionais (como a ciência por exemplo), é porque ainda não acredita completamente. Não que a fé esteja disassociada da razão ou seja irracional, mas vários elementos da razão são mais fáceis de se entender mediante a fé do que por eles tentar chegar a ela.”

    Qualquer um é livre pelo próprio arbítrio de seguir à Doutrina ou não, mas como repito em vários tópicos sua aceitação não pode ser parcial, apenas integral, ou se aceita tudo e se diz professá-la, ou se rejeitou tudo e não se pode dizer professá-la:

    “Também pode ocorrer que alguns creiam que Jesus Cristo, segundo foi dito, veio na carne e que na mesma carne em que nasceu e sofreu, ressuscitou, e que é Filho de Deus, Deus de Deus, uno com o Pai, Verbo incomutável do Pai, por meio do qual todas as coisas foram feitas (Cf. Jn 1, 3.), todavia, discordam de seu Corpo que é a Igreja é manifesto que tais não se encontram na Igreja católica.” (S. Agostinho, Carta aos católicos sobre a seita donatista, IV. 7)

    Quem tem uma religião vive mais e melhor (com mais qualidade de vida), pois tem hábitos de vida mais comedidos.(Luciana)

    Isso até pode ser verdade para alguma(?) ciência, no entanto para os que dizemos que “cremos”, o homem não pode viver melhor vivendo no erro, ao que somente a religião verdadeira faria dessa afirmação teologicamente aceitável para Cristãos.

    “É um erro crer que muitos caminhos conduzem a Deus, depois que os cristãos receberam a verdade da boca de Deus mesmo.” (Sto. Ambrósio)

    Vinde Senhor Jesus!

    P.S: Quanto ao Kant apesar da máscara que utilizava para o modernismo ele apenas não queria dizer “a aceitação do novo.”

  38. Carmadelio disse:

    Caríssima,

    A castidade é vontade de Deus para nós e isso fica claro quando se entende o homem em sua inteireza e plenitude. Não é só uma questão de escolha mas de adesão a Cristo de todo o coração, o que inclui também nosso corpo em suas expressões humanas.

    Castidade e fé são palavras que se complementam pois uma dá sentido a outra. Sem fé não se consegue compreender bem a castidade pois se tenderá a entendê-la como algo antinatural, coercetivo e escravizante. Por isso essa palavra e conceito são sempre usados dentro do contexto da fé católica desde 2 mil anos atrás e fica dificil dar-lhe sentido se for retirada de seu habitat espiritual.

    Para nós católicos a castidade nos amadurece e nos educa para o amor. Não se pode esperar, no entanto, que um não cristão entenda e concorde com a visão da castidade neste mundo que perdeu totalmente a compreensão do que é o amor e o entende muitas vezes como paixão passageira que “é eterna enquanto dura”, na qual o sexo é muitas vezes reduzido à sua dimensão genital.

    Os mandamentos divinos não são mutáveis segundo nossas opiniões, o que é opcional é obedecer ou não, já que somos livres, mas a castidade é vontade de Deus e não depende de nós continuar a ser ou não.

    A “auto imposição” não é necessariamente ruim, na medida que entendemos a liberdade não apenas como fazer o que se quer mas em se aderir a verdade, mesmo em ocasiões difíceis. É mais livre quem adere ao bem, mesmo quando o corpo indica outra coisa, do que aqueles que respondem com sim a tudo que desejam, contanto que ” sejam felizes..”

    Auto imposição – quando é fruto de escolha livre e madura- não é ruim, pelo contrário. Ruim é ser escravo de sí. Tem pessoas que só fazem o que querem e como seu querer nem sempre é orientado pela verdade, fazem coisas que ofendem sua dignidade e ofendem a seu criador. O nome dessa ação para os que tem fé e são católicos é: PECADO.

    Nem sempre o “eco” do coração reproduz a verdade de Deus para nossas vidas pois muitas vezes, por sermos pecadores, queremos coisas erradas que fazem eco mas que nos levam ao mal. A verdade não depende de nós para ser verdade e nem precisa ser confirmada por nossa adesão intelectual a ela para que -enfim!-se torne verdade. Nós não a criamos mas aderimos a ela, ou não.

    O que se deve preservar é a liberdade dos que tem fé em aderir a castidade e a liberdade dos que não tem fé nem compreensão para concordar com ela.

    A Castidade não faz sucesso hoje porque vai na contramão da busca de sí no outro e porque também se entende qualquer suposta proibição como negação ou castração, o que não é o caso da castidade, que mais afirma do que nega.

    Os padres não são obrigados a serem padres e, portanto, não são obrigados a serem castos.

    Batalha constante é atribuição de nossa humanidade, casta ou não. Ninguém é perfeito nem impecável.Os padres batalham, mas os casados também e os solteiros também. Não é pela adesão a castidade que eles batalham mas pelo fato de serem humanos.

    Portanto, a castidade é um conceito razoável, acessivel a razão, mesmo dos que não tem fé, mas aplicá-lo à vida requer mais do que compreensão intelectual; requer adesão a Cristo, que foi casto nos dando assim o exemplo de como essa adesão é salvifica e libertadora.

  39. Christianne Gomes disse:

    William:
    O corpo do Gianechinni, veio só pra complementar a descrição anterior que escrevi no tópico primeiro, lembra? : “um homem responsável, sério, maravilhoso, fiel e com o corpo do Gianechinni!” – só para ele parecer mais perfeito! hahahahahahha

    Ele é maravilhoso sim, suas qualidades são inegáveis. Mas, eu tb sou suspeita…me orgulho de aos 36 anos ter sido vítima pela primeira vez, arrebatadoramente, do amor à primeira vista!

    Já tinha amado, mas do jeito que foi e com o impacto, envolvendo minha mudança de país, foi a primeira vez. E confesso à vocês que com toda a pureza do meu coração, embalada por esse sentimento tão bacana, escrevo defendendo as vontades do meu corpo e reafirmo o que Luciana disse: “Ele não disse para não fazermos sexo. Ele nos disse para não sermos promíscuos.”

    Eu queria saber em que parte da Bíblia, dos mandamentos ou sei lá, tá escrito que não podemos trocar amor com nossos corpos antes de casar. Alguém me ajuda nisso? Me desculpe, mas não há nada nem, ninguém que me convença do que o que estou fazendo é errado! Como pode ser se todo dia minha alma acorda sorrindo?

    Um grande abraço
    Chris Gomes

  40. Christianne Gomes disse:

    Caríssima, veja respostas em negrito
    Lucas: você disse que seria mais sucinto, é isso mesmo? Ih , teu poder de síntese tá igual ao meu! hahahah

    Olha, estamos mesmo com ruído na comunicação, por que nossas mentes têm aberturas diferentes, me perdoe. Eu simplesmente não consigo ver como você vê. Não que eu não te entenda, mas é que não concordo mesmo! Simples assim. :)

    O que você escreve é claríssimo para mim. Estamos jogando ping-pong….e já que você iniciou o “set”, eu estou apenas devolvendo a bola! O que é muito bom, pois o que seria do desenvolvimento humano sem o debate acalorado?

    Eu respondi tudo o que você quis saber, mesmo tendo você usado de ironia direta para comigo diversas vezes. E estarei por aqui ainda mais um bom tempo (o que significa até eu me desinteressar completamente pelo assunto), o que te dá dias e dias para formular uma infinidade de perguntas para mim, e principalmente, para pensar na maneira que as formula ;)

    Todo desejo é puro: Não, o desejo de matar não é, óbvio. O desejo de transar com a filha da vizinha de 14 anos também não é. Mas o desejo de duas pessoas que se amam é o mais puro de todos! Acho que agora não restou dúvidas…desculpem-me, mas quem tem alguma dúvida sobre isso é por que nunca amou de verdade.

    Aliás, coisa que sempre me pergunto, conheço muitos padres que fazem os famosos “encontros de casais”. Como pode isso, se eles nunca foram casados? Ah…vai entender, né? É como se o meu avô fosse médico e por causa disso, eu pudesse clinicar???? hahahahhaha – vai ver que era coisa só das paróquias do Cachambí! :)

    Agora sobre ejaculação. Concordo no que tange à ciência, mas como toda a ciência se baseia em experimentos, experimente colocar um homem e uma mulher cristãos que se amam absurdamente, perdidos juntos numa ilha deserta onde ninguém saberá o que aconteceu? Imagina as ilhas desertas que cada um de nós tem dentro de suas cabeças? Muitos caras respeitam o desejo de se casarem castos com suas namoradas, e pagam 30 reais à uma prostituta por fora e depois põe a culpa no “tinhoso”!

    Coitados de Deus e até do proprio “sujeito vermelho” que muitas vezes são usados como bodes expiatórios das fraquezas humanas.

    Carmadelio: Não concordo com muitas coisas do que disse, mas tem algo que me tocou profundamente: “Os padres não são obrigados a serem padres e, portanto, não são obrigados a serem castos.”. É a mesma coisa que digo quando um policial quer justificar roubar pessoas por que recebe baixos salários. “Você quando fez o concurso, não sabia quanto ia ganhar? Então por que fez?” …

    Mas eu continuo questionando, e o que a Igreja faz nesses casos?

    Quais casos? Omite e manda de volta pra casa? Por que um pedófilo comum vai para a cadeia e um padre não? Se no final, todos viemos do pó e para ele retornaremos, por que existe uma justiça impenetrável da Igreja, onde decisões se arrastam por anos e vidas são roubadas em sua inocência, que é uma das coisas mais importantes para Cristo!?

    Caríssima, essa opinião é preconceituosa.Justiça impenetrável? Você fala da Justiça civil ou eclesial?

    Gostaria que alguém me mostrasse mais claramente (não historicamente, por que isso eu já conheço), religiosamente, em Bíblia, mandamentos, escrituras, eu não sei, onde está escrito que o padre deve ser celibatário! Por que essa eterna concepção de pecado o tempo inteiro se transformando eu um poder tão absoluto que um ser humano pode viver atormentado por anos! Não seria a hora de rever isso? Não deveria um padre ter uma família para poder entender melhor os problemas de sua congregação e até ajudar mais?

    O celibato é uma exigência interna da Igreja e para ela tem um forte fundamento. A Igreja tem todo o direito de definir os critérios de admissão a seus sacerdotes.
    Achar que só é capaz de entender a realidade familiar quem é casado é também preconceituosa. A vida pastoral dos sacerdotes é riquíssima de convivência com pessoas concretas e o sacramento da reconciliação permite mergulhar a fundo nas dores das familias.

    Honestamente, gente, acho que por 20 anos eu devo estar lendo a Bíblia errada! Me desculpem :)

    Uma pergunta: Você é católica?
    Às vezes não conseguimos entender a Biblia porque buscamos nela reflexos de nossas opiniões e a interpretamos de forma fundamentalista, rejeitando nela tudo aquilo que não coincide com nossa própria opinião ou rotulando-a de anacrônica e atrasada.

    Um grande abraço
    Chris Gomes

  41. Carmadelio disse:

    Caríssima,

    Em total respeito a sua vida e suas opções, mas respondendo a sua pergunta: a Biblia chama de FORNICAÇÃO o sexo fora do casamento. Se vc procurar na Biblia ou internet vc encontrará as referências, e muitas…

    Na doutrina católica, somente dentro do matrimônio a expressão sexual pode, de forma plena e aberta às consequências naturais do sexo, atingir seu propósito Divino – que não é só gerar filhos mas unir o casal no amor, porém reduzi-lo apenas a expressão de amor sem a abertura a vida é distorcê-lo da vontade de Deus e negar seu propósito natural.

    Sugiro que vc pesquise a visão católica do amor conjugal que entenderá melhor a posição da Igreja e verá que ela não é redutiva, castrativa mas afirmativa da união responsável dos corpos. O matrimônio é um sacramento para os católicos e entendemos que aqueles que não são católicos não vejam sentido e achem que apenas a união “sem papel” ou “livre” seja suficiente.

    Sou casado a 14 anos, feliz como você, porém como católico ter a bênção da Igreja e estar na vontade de Deus é algo indispensável para mim, minha esposa e para nossos três filhos, todos batizados na Igreja, claro!

    É uma questão não só de opinião pessoal mas de fé e coerência com a Igreja católica fundada por Jesus Cristo.

  42. Luciana disse:

    Respondendo ao Lucas, vamos a uma análise simples, tomando por exemplo a sua casa.
    Seu pai lhe dá uma orientação, e você a segue cegamente.
    Seu irmão, no entanto, envolvido por uma cultura disseminada em massa, acredita que seu pai é um opressor, um careta, um ultrapassado, pois o conceito em massa não trará nenhum problema a ele.
    No entanto, a orientação do seu pai, é mais saudável do que o proposto pela cultura disseminada em massa.
    Quando seu irmão disser: “- Filhinho do papai. Papai manda e você obedece. Tolo. Cego. Manipulado.”
    Você poderá responder somente: ” – Obedeço pois confio no meu pai. Sei que ele me ama. Se ele me mandou fazer isso, é por ser o melhor a fazer.”
    Você não estará errado. Mas essa postura sua não fará o seu irmão parar para pensar. Ao contrário, o deixará mais convicto de que a cultura disseminada em massa é a correta.
    E você por amar muito o seu pai, e ao seu irmão, não vai querer, certamente, que a cultura em massa leve o seu irmão a um caminho de perigo. Pois será doloroso para você quando seu irmão tiver de arcar com a consequência de seus atos, e será também doloroso ao seu pai. Toda a sua família sofrerá, e muitas vezes, quanto a consequência, não se há muito a fazer.
    Logo, o que você realmente deve dizer ao seu irmão? A verdade!
    E neste contexto, qual é a verdade?
    – Meu irmão, faço isto porque o nosso pai assim me orientou, mas não o faço somente por este motivo. Eu o faço também, pois analisei friamente a situação e verifiquei que a forma como o nosso pai me orientou, é melhor do que esta que você propõe por este, este e este motivo.

    Quando Jesus esteve entre nós, ele usou de parábolas para nos explicar com mais clareza, o porquê é certo, ou o motivo de ser errado.
    Jesus quer que tenhamos fé. E nos explicou o porquê de precisarmos ter fé.
    Ele nos disse que: Se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, diremos a uma montanha, move-te daqui para lá, e ela se moverá!

    Em outra passagem, Jesus andava sobre as águas e um dos discípulos quis ir até Ele. Mas durante a caminhada começou a afundar, e pediu ajuda a Jesus, que foi socorre-lo. Ensinamento – “Vocês devem ter fé, e perseverar na fé, mas se sentirem-se fracos, e começarem a sair do caminho, me procurem, e eu estenderei a minha mão.”

    Estamos em um mundo em que surgem muitas igrejas, e são várias as interpretações dadas a Sagrada Escritura.
    Em jogo, estão irmãos, que por algum motivo se desviaram da doutrina da igreja.
    Estamos falando de vidas! Nós, católicos, não devemos ser alienados.
    Devemos seguir os mandamentos de Cristo, e devemos saber porquê Cristo nos transmitiu tais ensinamentos.

    Quando Jesus ia pregar, Ele não desistia de ensinar ninguém. Cristo era dotado de uma sabedoria inigualável, e Ele poderia se usar dela para ganhar notoriedade, mas Ele não fez isso.
    Cristo usou de sua sabedoria para ensinar. Em todas as suas parábolas Ele ensinava a quem quisesse ouvir. E ele não dizia somente: – Faça isto, porque é o certo.
    Ele nos ensinava o motivo pelo qual aquele ensinamento era correto.

    Não podemos pois, nós católicos, sermos alienados. Temos por missão sermos discípulos de Cristo, e isto implica na tarefa de evangelizar.
    Deus não nos quer alienados. Ele nós quer fiéis, e conscientes.

    Já imaginou chegar a um espírita, a uma testemunha de Jeová, a um evangélico e dizer: – Faço assim, porque é assim que Deus quer?
    Ou seja, não sei porquê Deus quer que seja assim, mas se Ele quer que assim seja, é porque é bom!
    Veja bem, eles também falarão em nome de Deus. E aí?
    O negócio não é somente fé? Você com a sua e eles com a Deles! O que desequilibra essa balança?
    O que desequilibra essa balança, é a verdade!
    A verdade apresentada por fatos!
    É o seu exemplo!

    No caso da Christianne, ela toma por base um exemplo dentro da família dela.
    Dizermos a ela, que o sexo não deve ser feito antes do casamento, porque assim Deus nos ensina será suficiente?
    Claro que não! Ela tem um exemplo em casa, de sexo antes do casamento que deu certo! Ela ignora, por este motivo, tantos outros exemplos, que são maioria, que deram errado.
    E portanto, ignora as consequências ruins. Pois ela somente conhece as boas.
    E nós rezamos para que as consequências ruins não aconteçam.
    Ela não entende, que isso, é como brincar de roleta russa!
    São vários espaços vazios, e um com bala. A questão é que nunca se sabe onde está a bala…mas ela ignora isso, e ri disso, pois ela não encara dessa forma. A referência que ela tem é de ser uma linda história de amor, que aliás no exemplo que ela deu se trata realmente disso. E os pais dela, sei lá o motivo, parece que não a alertam dos perigos dessa decisão.

    Quais são os perigos: Engravidar e o casal se desfazer, contrair uma DST, o namorado não aceitar o fim do relacionamento e cometer um homicídio, por ciúme, ou da ex cometer o homicídio. Afinal, para o outro, ali há uma ideia de posse.

    Aí poderá dizer: Há…mas isso são poucos casos, não acontece com todos, existem muitas histórias bem sucedidas. (Alguma semelhança com a roleta russa?)

    Então, Lucas, não devemos mesmo sermos preguiçosos, ou como eu disse, sermos alienados. Precisamos estudar, e muito! Devemos nos formar! Devemos INFORMAR! E informar não é só dizer: – Faz assim, pois é assim que o Pai quer.
    Informar é dizer: – Faz assim, porque é assim que o Pai quer, e porque é melhor, por este, este, e este motivo, se comparado a sua proposta!

    Devemos ser dedicados e incansáveis na nossa missão de evangelizar!

    Abraços a todos!

    Shalom!

  43. William disse:

    Luciana, você tem um bom senso incrível.
    Concordo com tudo o que você falou.
    Às vezes se pergunta porque a Igreja procede de tal forma em relação a algum assunto e alguns respondem “porque é assim mesmo, porque Deus deu autoridade a ela”. Concordo. Mas o que a levou a crer assim? Há toda uma história, há a Tradição, os escritos patrísticos, os dos santos etc. O dogma da Imaculada Conceição, por exemplo, ficou em estudo durante muitos anos, até ser proclamado em 1854. Antes desse período a possibilidade de Maria ter sido Imaculada foi estudada a fundo e teve alguns santos inclusive que se opuseram a ela, como São Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno ( http://www.salvemaria.org.br/index.php?system=news&news_id=228&action=read ).

    O que quero dizer é que há uma explicação para esse dogma, não é algo apenas que se “deva engolir e pronto”. Mas há pessoas que dizem que esse negócio de querer entender é “coisa de quem não tem fé”.

    Ora, posso usar esse argumento para tudo! Veja por exemplo, algumas igrejas evangélicas fazendo “orações de emagrecimento instantâneo” ( http://www.youtube.com/watch?v=-IzSjyYon1Y ). Digamos que um fiel desse igreja vá pedir ao pastor a fundamentação bíblica disso e o pastor diga a ele que apenas creia, “porque quem tem fé não precisa de explicações”… Lavagem cerebral? Submissão fanática? Tudo junto.

    Ora, se cremos que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, como disse o Vaticano II, podemos sim querer entender o “porque das coisas”. Ora, “só porque o padre falou está certo”? O padre de uma paróquia que frequentei antigamente era um excelente manipulador. Quando não aguentei mais, mudei de paróquia. E aí, deveria ficar me submetendo às opiniões dele?

    Alguns podem aceitar tudo o que lhes falam. Eu não sou assim, sempre quero explicações. Deve ser porque sou matemático e na matemática aprendemos a não ter fé nos teoremas, mas a só acreditarmos que estão certos porque foram provados rigorosamente. Claro que a religião não é uma ciência exata e nunca poderá ser tratada com o mesmo rigor. Mas devemos ser coerentes, há uma explicação para as crenças, pelo menos na Igreja Católica.

    Jesus mesmo nos disse para construirmos a casa sobre a rocha (Mt 7,24-27). Porque há católicos que se tornam protestantes? Porque não conheciam de verdade a doutrina católica e sua fundamentação. Eu quando fiz crisma sabia mais de doutrina do que muitos dos catequistas de lá. Pra começar, a maioria não tinha lido nem metade da Bíblia ainda! Vocês acreditam numa coisa dessas? Catequistas! Catecismo da Igreja? Esse eles mal sabiam que existia… Graças a Deus sou muito curioso e eu pesquisava por conta própria. E quando conheci os escritos dos doutores carmelitas( Santa Teresa D´Ávila,que a Shalom bem conhece; Santa Teresinha; e São joão da Cruz, cujos escritos são mais complicados…) aí é que ninguém sabia me explicar nada mesmo e até hoje não sabem, perguntam-me, aliás. Eu que vasculhava a internet, comprava livros, li os manuscritos autobiográficos deles, até começar a entender um pouco mais. Valeu a pena! Ali está uma doutrina sólida, verdadeiramente católica!

    Se um protestante vier me falar de imagens, facilmente calo a boca dele. Estudei! 90% dos católicos, OS QUE NUNCA PEGAM A BÍBLIA, já ficam confusos com uma conversa dessas. Outros não se abalam, mas também não sabem responder ao protestante.

    O estudo nos tira da alienação. O estudo nos liberta das prisões do intelecto. Eu era altamente tímido (e ainda sou tímido, mas muito pouco, já não atrapalha minha vida), mas comecei a ler livros e artigos de psicologia pra ver se eu entendia. Ora, que benefícios eles me trouxeram! Entendi muito as raízes da timidez e comecei a trabalhar nelas. O estudo nos liberta das falsas crenças, dos pensamentos que nos são impostos. Minha mãe mentia muito pra mim, me deixava apavorado com histórias sobre monstros quando eu era criança. Ora, mesmo crescido eu ainda tinha um certo receio, mas o estudo também me libertou dessas bobagens e hoje critico minha mãe quando ela tenta colocar medos em minha afilhada, pois não quero que ela seja criada assim. Sei o estrago que me fez.

    Há muitos outros exemplos da minha vida e tenho certeza de que muitos aqui já foram libertos de muitas prisões interiores após conhecerem a verdade sobre algum assunto específico.

    Como bem disse a Luciana, “não podemos pois, nós católicos, sermos alienados. Temos por missão sermos discípulos de Cristo, e isto implica na tarefa de evangelizar.
    Deus não nos quer alienados. Ele nós quer fiéis, e conscientes.”.

    “CONSCIENTES”! Ótima palavra, Luciana.

  44. Benjamin Bee disse:

    Se um está só, a castidade é boa porque é uma delícia bem mais deliciosa que a outra coisa.

    Se um está fazendo a corte, namorando ou noivando, a castidade é boa e melhor que a outra coisa porque a paisagem fica muito mais bonita.

    Se um está casado, a castidade é boa e melhor que a outra coisa porque a outra coisa afirma que o um se nega.

  45. Lucas disse:

    O que Luciana e William disseram está realmente correto em seus fundamentos e vêm complementar o que eu disse, particularmente o primeiro exemplo citado por Luciana, no entanto ainda assim, algo pode ter passado despercebido nos dois comentários e gostaria de tentar esclarecer…

    Lendo a explicação de Luciana, ainda assim creio que a colocação dos termos é que tenha sido infeliz no primeiro post pois quando dizes:
    “Obedeço pois confio no meu pai. Sei que ele me ama. Se ele me mandou fazer isso, é por ser o melhor a fazer.”, não podes afirmar que este seja um alienado já que sua compreensão da intenção do Pai foi em muito superior ao desobediente certo?

    Certamente sua capacidade de testemunhar a veracidade da opção sem conhecer os seus fundamentos PODERIA estar prejudicada, o que corrobora também o que William disse sobre a Igreja não professar Verdades sem o seu amplo estudo e conhecimento.

    Entretanto talvez tenha passado desapercebido que tanto para comprêensão como para o questionamento dos fundamentos do que é professado, tudo isso pressupõe um certo “desenvolvimento intelectual” para comprêensão do que está sendo tratado, e certamente vós também não desconheceis que isso não é a realidade de uma enorme parcela dos Fieis, até mesmo dos seres humanos.

    Para ilustrar melhor cito o exemplo que conheço: de capelas em “interiores dos interiores” que acho que nem o IBGE tem conhecimento, alguns Sacerdotes num esforço heróico ainda coseguem celebrar e ministrar os Sacramentos quando muito, uma vez por mês. Lá a grande maioria dos fiéis não sabe sequer ler, o que claramente torna a própria Bíblia um instrumento de pouca utilidade por lá. Vocês acham que nem nós que possuimos um grau de instrução um pouco maior não conhecemos a profundidade de tudo que professamos, mas por Fé aceitamos, deveríamos esperar deles que compreendam os fundamentos dos Dogmas e demais credos professados? Seria um desperdício de tempo esperar que atingissem um grau de intelectualidade maior para só aí aceitarem professar alguma Fé.
    Ora Cristo mesmo mostrou à Sua Igreja como não excluir ninguém, falava através de parábolas e louvava sempre a Deus por esconder aquele conhecimento dos “sábios” e revelá-lo aos pequeninos.
    Quanto a nós poderíamos apenas dizer para Eles “O Pai sabe o que é melhor para nós.” E com grande humildade aceitavam tudo e víamos o grande amor que tinham essas pequenas comunidades.

    Alguém pode pensar: “Apesar disso, esses não foram chamados à Evangelizar!”
    Aparentemente, pois como poderiam explicar os fundamentos de sua Fé?
    Mas assim esqueceríamos a segunda e mais eficiente e silenciosa forma de Evangelização: O EXEMPLO!

    Ora se o irmão que obedece por amor a Vontade do Pai, não soubesse fundamentar sua opção para o irmão desobediente, ainda assim poderia mostrá-lo ser a certa através do seu exemplo.

    Mais um exemplo me veio a memória agora, certa paróquia por aqui numa periferia possuiu um sacerdote de boa conduta e “tradicional” por vários anos, quando da saída deste (não lembro bem mas acho que por falecimento mesmo), um novo tomou seu lugar e tinha uma tendencia de querer implantar alguns “conceitos mais modernos”, bem, apesar de não poderem questionar sobre os “por quês”, com tal sacerdote, o exemplo que tinham gravado em seus corações os levou a rejeitar estas tentativas, acabando o sacerdote a se adequar aos costumes de seu antecessor. Não julgo se seriam intenções boas ou más, mas se fossem más, delas teriam se preservado. Infelizmente o exemplo acima também acontece de maneira negativa. Isso explica porque muita gente “simples” é convertida para falsas doutrinas, as vezes somos nós mesmos que delas esquecemos.

    Algumas vezes me entristece ver em blogs e foruns pela internet alguns comentários serem criticados e rejeitados, taxados de “passionais ou sem fundamentos”, quando alguns apenas tem mais facilidade e sutileza que nós de chegar à compreensão de certas realidades.
    Digo isto de mim mesmo e como alguns grandes pensadores como Sto. Agostinho que chegaram à conclusões parecidas: O CONHECIMENTO VICIA, isso pode ser tanto algo bom quanto ruim.
    Muitas vezes perdemos muito tempo procurando saber os “por quês”, para no fim chegar à constatação de algo que já sabiamos.
    Isso é um desperdício ainda maior quando alguém já tenha feito isso por nós, mas o que posso dizer? Para alguns é aparentemente necessário.

    Por fim digo: não acredito que alguns sejam alienados apenas por não entenderem os fundamentos daquilo que acreditam, afinal a Fé é antes de tudo um Dom e principalmente para aquilo que não se “vê”.
    E é do conhecimento de todos quanta “alienação” existe e sempre existiu nos meios ditos “intelectuais”.

    Vinde Senhor Jesus!

  46. Cláudio Yamin disse:

    “Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor; mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos.” (Isaías 55, 8)

    O problema de se colocar como pré-requisito o entendimento dos mistérios de Deus é que isso também pode funcionar como uma roleta russa. E quando se deparar com a bala? Ninguém, nem mesmo todo o conjunto dos santos e doutores católicos juntos conseguiriam, sequer chegar perto do que Deus é e de Sua vontade! O que eles conseguiram compreender até hoje não se pode atribuir ao próprio esforço e inteligência. Mas, é um dom do Espírito Santo que sopra onde quer.

    Receio é que irmãos que fizeram essa opção se vejam diante do inexplicável pela razão humana. Razão essa que é absolutamente ineficaz para absorver a Sabedoria de Deus! O que farão então? Muitos sucumbiram assim…

    A linguagem da Cruz é um exemplo claro, pois não se pode compreender sua doutrina por nossos critérios racionais, uma vez que ofende o princípio da auto-preservação e conceitos modernos de vitória e sucesso, dentre outros fundamentos caros ao mundo! Por exemplo, a Christiane entende que o caminho que escolheu é o certo porque acorda feliz todos os dias e é “abençoada” com bens materiais, sucesso profissional e por ter um bom e belo companheiro (que contudo não a levou a união no Altar de Deus)! Aproxima-se um pouco, tal idéia, da denominada Teologia da Prosperidade…

    E os santos que, apesar de também quererem tais coisas, nunca as alcançaram!? Pelo contrário, com o tempo descobriram a suma felicidade na pobreza, na doença, nas ofensas, nas perseguições etc. Lembra de São Paulo se vangloriando pelos apedrejamentos, surras e por todo tipo de dores que sofria por causa de Jesus!? Ele falava em completar na própria carne daquilo que faltou em Sua paixão! Não venham me dizer que há qualquer entedimento racional nisso! Há sim um entendimento, aliás vários, mais profundos quanto mais se aproximem da obediência a vontade de Deus!

    Será que o Pai da fé, Santo Abraão, entendeu alguma coisa quando o Pai o mandou matar o único filho que esperara por tantas décadas e nascido em sua velhice!? Só obedeceu.

    Ponderem viu! Faz assim: enquanto der para entender, aproveita e entende. Mas, certamente, e por muitas vezes não irão entender. Quando isso acontecer, aconselho a se “alienarem”, transcender, soltarem-se confiantemente – neste salto no escuro da Fé que um dia todo mundo vai ter que dar – nos braços da Mãe Igreja!

    Mesmo porque até mesmo, na vida das pessoas mais sábias e bem sucedidas nos estudos e na vida profissional, estão crescendo em conhecimento e compreensão das coisas! Então, a Luciana, por exemplo, não compreendia as coisas da Igreja aos 8 anos, como passou a ver aos 12, 16 etc. Então, naqueles tempos deveria ter se recusado a ir a Igreja por não compreendia os mistérios de Deus e os dogmas da Igreja!?

    Deus está fora do tempo! Ninguém suporta pensar nisso!
    Deus está fora do espaço! Ninguém consegue conceber isso!
    Deus não segue a nossa lógica e compreensão, nós, as criaturas e que temos que segui-Lo! Quando Ele nos der a compreensão ótimo! Aproveite e O ame com todo o seu entendimento! Adianto que mesmo assim será muito pouco! O Doutor Angélico, inalcansável por outro mortal, quando teve uma experiência mística com Deus quis rasgar tudo o que escrevera!! Será porque ele quis fazer isso!? Ele, o doutor maior, não errou com relação a concepção imaculada de Maria!?

    Mas, no mais das vezes, não será possível compreender nada! Vai bater um desespero, uma solidão, uma dor… então os alienados católicos poderão, deverão, correr imediatamente para mais perto das asas da Mãe Igreja! Até que passe a provação…

    Nem tudo é dor ou cruz! Ele, vez ou outra, surge com consolos para o Coração! Porque, sendo Deus Amor, é sobretudo Coração! Não quis ser cultuado pelo “Sagrado Cérebro” – que, com toda certeza é sagrado e contém todo são conhecimento! Quis, por outro lado, ser cultuado e adorado por Seu “Sagrado Coração”! Porque se nos medisse com a lógica e a razão, com a razão e o ponderável, teria que nos extinguir ou deixar que nos perdêssemos para sempre… Escolheu nos medir, nos ver com o Seu Coração! Coração apaixonado que queima e arde de amor por nós!

    Mesmo assim, não tem um ponte estavelmente racional até a fenda de Seu Coração.

    Teremos que dar um salto de fé no escuro! Porque DECIDIMOS crer Nele e na Sua Igreja! Entendendo quando der, e, quando não der!

    Que nos chamem de alienados, ultrapassados, antigos, teocentristas, arcaicos! Quem quer ser um iluminista, racionalista ou humanista!? Irmãs gêmeas do relativismo!? Todas se opõem as razões sobrenaturais que vem do Coração de Deus!

    Eu não quero! Sou uma criancinha feliz e em paz (não a felicidade ou a paz do mundo!) aos pés da minha mãe Igreja! Manda mãe! Que obedeço. Mas, suplico! Que nossa Mãe, Maria Santíssima, me tome pela mão porque há pouco que aprendi a andar e sem ajuda não vou a lugar algum…

    O que o mundo pensa de nós não importa. Eles que procurem renunciar a si mesmos e se tornem como crianças, que não entendem das coisas da vida, mas, com alegria obedecem seus pais! E, não sei porque só eu falo nisso aqui no fórum! Parafraseio a Christiane e pergunto-me se lemos a mesma Bíblia!? Mas, digo a vocês que a conseqüência por não seguir – precisamente – o caminho que Deus e a Igreja propõe pode ser a condenação eterna!! Está lá na Bíblia! Pode conferir! Com as palavras de Jesus! Porque as pessoas retiram essas palavras Dele e só usam a do amar ao próximo!? Ocorre que, para mim, alerta-los de que há uma possibilidade de ir para o inferno é que é verdadeiro amor! Quanto mais passos para longe da Igreja e de seus mandamentos, mais probabilidade de se condenar para sempre!

    Antes de me execrar reparem que não falo de doutrina humana! Vê que tudo que falei está, principalmente, no Novo Testamento.

    Quem decidiu que as seguintes palavras de São Paulo não valem mais!? Quem tem autoridade para isso!? Olha que não se cuida de doutrina humana (mas, não é para aterrorizar ninguém, porém, advertência para que se junte a Igreja o quanto antes e a obedeça! Na alegria e com amor. Se não conseguir agora, peça a Deus que Ele te concederá!):

    “EU TE CONJURO EM PRESENÇA DE DEUS E DE JESUS CRISTO, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, INSISTE OPORTUNA E IMPORTUNAMENTE, REPREENDE, AMEAÇA, EXORTA COM TODA PACIÊNCIA E EMPENHO DE INSTRUIR.”

    “Porque virá tempo em que os homens JÁ NÃO SUPORTARÃO a sã doutrina da salvação. LEVADOS PELAS PRÓPRIAS PAIXÕES e pelo prurido de escutar novidades, AJUSTARÃO MESTRES PARA SI.”

    “APARTARÃO OS OUVIDOS DA VERDADE e se atirarão às fábulas.”

    “Tu, porém, SÊ PRUDENTE EM TUDO, PACIENTE NOS SOFRIMENTOS, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério.”

    “Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima.”

    “COMBATI O BOM COMBATE, TERMINEI A MINHA CARREIRA, GUARDEI A FÉ.”

    “Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, MAS A TODOS AQUELES QUE AGUARDAM COM AMOR A SUA APARIÇÃO.”

    “Procura vir ter comigo quanto antes. Demas ME ABANDONOU, POR AMOR DAS COISAS DO SÉCULO PRESENTE, e se foi para Tessalônica.” (II Timóteo 4,1-10a)

    Que nos chamem de radicais! Entitulem-nos de alienados! Proíbam-nos de usar o crucifixo! Condenem-nos por chamarmos de pecado o que é pecado! Isolem-nos nas Igrejas e em seus modestos salões por não seguirmos as modas e os costumes do século! Riem-se de nossos modos absurdos de ver e “compreender” os fatos e os sinais dos tempos!

    Enquanto isso, rezaremos: “Vê, São Paulo, o que suportamos por pregar as tuas palavras sobre a doutrina do Mestre!? Contudo, caríssimo irmão, fazemo-lo com amor e confiança! Afinal, preferimos obedecer a Deus e reproduzir seu Evangelho que adaptarmo-nos ao mundo (At 4,19)! São Paulo, pedimos-te ainda duas coisas: 1) ajuda-nos a te imitar e a combater o bom combate como você! Até o último instante! 2) Por fim, alcança-nos a graça de almejarmos, não as riquezas deste mundo, não a seus prêmios e títulos, mas, a “coroa da justiça” de que falas! E, ainda, coach, quando chegarmos aí no Céu, acompanha a cada um de nós, teus atletas, quando formos introduzidos por Nossa Senhora à presença da Santíssima Trindade! E faz um sinal de “valeu!” pra nós! Até mais!”

  47. Luciana disse:

    Acredito em Deus, tenho fé em Deus.
    E de onde vem a minha fé em Deus?
    Me recordo de quando eu era uma menina, com 3 anos de idade, e hoje tenho 33, e estávamos eu e minha mãe numa igreja do Rio de Janeiro/RJ.
    Era uma igreja cuja padroeira era Santa Catarina, aliás hoje moro no estado de Santa Catarina.
    Me recordo de que eu achava que aquilo demorava muito, e eu não entendia nada. E como uma menina que eu era, perguntei a minha mãe: – O que estamos fazendo aqui?
    E ela sorrindo me disse baixinho: – Estamos orando.

    Sinceramente, eu não sabia o que era orar. Naquele mesmo dia, a minha mãe começou a me ensinar a Ave Maria.

    De uma forma, ou de outra, por mais humilde que seja a pessoa, existe formação. Formação não é um privilégio dos mais intelectualmente capacitados. Em absoluto!

    Meu avô era analfabeto, e minha vó tinha mais estudo, e era lavadeira, e todos os seus filhos hoje estão bem colocados, todos com nível superior, e o mais importante com uma formação moral bem fundamentada.

    Eu vejo com severidade a alienação de nós católicos.

    A Igreja Católica não nos quer alienados! Não é a toa que para comungar é necessário a catequese para a primeira comunhão. E também não é ao acaso, que para sermos crismados, temos que ter uma nova etapa de formação. Assim também o é para o batizado, para o matrimônio, e para os sacramentos.
    Assim o é também para a Comunidade Católica Shalom.
    Na Shalom, após a missa, a obra fica para o grupo de oração. Tem vários níveis de grupo de oração, e para cada qual há uma formação.
    Sem abrir mão da oração, claro. Os que são engajados na comunidade, sem pertencer a comunidade de vida, ou a comunidade de aliança, são chamados obra. E hoje eu sou Obra Shalom em Florianópolis.

    Se um irmão, perceber em seu coração, a manifestação do carisma, que é uma forte identidade com a comunidade, um forte chamado a pertencer a comunidade, ele se inscreve para o vocacional, após participar do vocacional aberto.
    E o que é o vocacional aberto?
    É onde os irmãos da comunidade de vida e da comunidade de aliança falam sobre a comunidade, sobre os estados de vida, e sobre a vivência enquanto vida e enquanto aliança.

    Após um discernimento, feito por oração, os irmãos são aceitos no vocacional, ou não. Uma vez no vocacional, passará por um caminho de mais intimidade com a comunidade. Terá de ler livros, participar de formações, estudar, orar, e vivenciar a comunidade. E terão de pedir, ao final do vocacional, por escrito, para ingressarem na comunidade.

    Para o ingresso, é necessário o discernimento através da oração.
    Uma vez na comunidade, existe maior comprometimento com a formação. Semanalmente haverá formação, e essa se perpetuará. Sempre haverá formação.

    A formação é importante, e é necessária! Quão belo, e maravilhoso é conhecer melhor os planos de Deus! Quão maravilhoso é experimentar o amor concreto de Deus manifestado em nosso irmão!

    Não existe ninguém que não tenha uma mínima formação no catolicismo, nem que seja aquela passada de pai para filho.
    Não é preciso saber ler para interpretar a história. Existem analfabetos que contam ótimas histórias, com um bom enredo, e concluem muito bem. Tem ótima facilidade de comunicação, e expressão.
    Claro que se puderem aprender a ler e a escrever muitas portas se abrirão.
    No entanto, essa capacidade de comunicação vem do aprendizado. Eles aprenderam ouvindo.

    A fé, é ensinada. Aprendemos muito cedo o que é fé, e porquê devemos ter fé em Deus, quem é Deus.
    A formação deve ser uma constante na vida de todos nós!
    Assistindo um programa de tv, uma senhora analfabeta é capaz de aprender uma receita, e registra a sua receita desenhando os ingredientes e as quantidades, e o ponto da receita.
    Ela sabe ler? Não. Mas a vontade dela em aprender a fez encontrar um modo de fazer as receitas que tanto gosta!

    A igreja não exclui os que não tem formação. Muito pelo contrário! Ela os acolhe, e os forma! Tanto não os exclui que vai ainda mais longe! A igreja católica não espera que os que não são católicos, ou que os que são católicos, mas que não possuem formação, adentrem uma igreja para manifestar a vontade de receber formação.
    A igreja católica orienta aos seus fiéis que TODOS NÓS temos por missão EVANGELIZAR!
    Todos nós temos a missão de levar a palavra de Deus a quem quer que seja, onde estivermos!
    Todos nós temos a missão de ensinar e formar os nossos irmãos que se encontram afastados da igreja.

    Sinceramente, quanto mais humilde e simples for a forma de ensinar, quanto menos rebuscada for a linguagem, mais fácil será o aprendizado.

    Não adianta, pois, ensinarmos há uma criança que a ordem dos fatores não altera o produto, se ela sequer sabe o que é unidade, e dezena.

    E para ensinar unidade, e dezena, devemos fazê-lo através de exemplos simples, como maças, bananas, flores, estrelas…

    Acredito que aqui fugimos um pouco do eixo da discussão inicial, mas acredito que seja importante, que todos nós tenhamos claro, que ser católico alienado não é bom!
    Ora, se não é bom, para que dizer que é bom?

    Não é mais proveitoso, caso percebamos que existem dificuldades em evangelizar, que façamos um planejamento para vencer essas dificuldades?

    Cristo ensinava com simplicidade através de parábolas. O que seria de nós, se frente as dificuldades que se levantaram, e não foram poucas, Ele, e os apóstolos, tivessem pensado: – São muitas as dificuldades. Então não vamos sair e evangelizar.

    Mas bendito é Deus, pois eles não desistiram! Perseveraram!
    Então não devemos nos acomodar, nem sermos preguiçosos!
    Nossos irmãos precisam do nosso SIM!
    E enquanto eu puder eu dou o meu SIM!

    Lembro também que todos nós recebemos muitos Dons de Deus! E devemos, pois, desenvolve-los! E coloca-los a serviço do Senhor!

    Fé é um dom, e como todo dom, deve ser desenvolvido através da formação.
    Portanto, aproveito este comentário, para fazer um convite a você, que agora lê, ou ouve alguém ler este comentário, de iniciar, ou mesmo de dar continuidade a sua formação.
    A comunidade Shalom, em seus centros de evangelização, possuem formadores que durante o ano inteiro ministram cursos de formação.

    Tem formação para todos! Crianças, jovens, casais, solteiros, homens e mulheres de todas as idades. Para iniciantes, para pessoas que conhecem o que é ensinado na primeira comunhão e na Crisma, para aqueles que possuem uma formação mais avançada.

    Será com muita alegria que os irmãos receberão você, e lhe darão toda a formação.

    Existem eventos em que você pode experimentar essa formação como o acampamento de jovens (ACAMP´S), como o Renascer, que é o carnaval de graças, e como o Halleluya.

    E para quem não conhece o Halleluya, vai aqui um vídeo do Missionário Shalom, em que canta o Gustavo, que foi meu pastor no grupo de oração para iniciantes aqui em Florianópolis/SC.

    Essa música que ele canta é belíssima, e praticamente uma oração:

    http://www.youtube.com/watch?v=gih41TfKmBI

    Que todos sejamos incansáveis em evangelizar e em formar!

    Shalom.

  48. William disse:

    O Lucas falou algo muito importante, que é o EXEMPLO. Podemos falar muito de castidade, mas alguns podem pensar “isso tudo é muito bonito, mas será que isso dá certo?”. Aí entra a importância dos exemplos. Podemos escrever coisas lindas sobre algum aspecto da vida cristã, mas se ninguém vive aquilo de verdade, do que adianta? Daí a importância de colocar em prática aquilo que muitos santos escreveram, por exemplo.

    Sobre o desenvolvimento psicológico, certamente deve ser levado em conta. Não posso dar uma aula sobre os fundamentos da fé católica para uma criança de 10 anos ou um analfabeto, por exemplo. Não serviria de nada. Para alguém assim, é mais importante ensinar a rezar, a ter intimidade com Deus, a importância da Missa, coisas assim. Mas é necessário que pelo menos alguns saibam um pouco mais da doutrina e saibam explicar “porque é assim e não desse outro jeito”. A realidade das paróquias (as que conheço) é de quem existem raríssimas pessoas assim. Infelizmente, grande parte dos catequistas não conhece a Igreja de verdade, estão mais para pessoas que “gostam de igreja”. Falo dos que conheço, claro, com poucas e boas exceções.

    “Muitas vezes perdemos muito tempo procurando saber os “por quês”, para no fim chegar à constatação de algo que já sabiamos.”
    Exato. Aqui entra algo importante: a confiança que você tem em quem lhe transmite determinado ensinamento. Vou falar do meu curso de matemática. Como disse, sempre quero saber as explicações, mas há coisas que eu utilizo (em cálculos) que eu ainda não tenho conhecimento suficiente para entender. Estou me contradizendo? Não! Sei que há uma prova para tal teorema e ela está em tal livro, não consigo entendê-la agora, mas tenho certeza de que está correta pois meus professores me disseram. Algum dia poderei entendê-la e farei isso.

    Do mesmo modo, é necessário que se tenha confiança na Igreja, coisa RARA entre os católicos. Citei o Dogma da Imaculada Conceição, mas não o estudei ainda, mas sei que a Igreja tem toda a sua argumentação sobre ele. Algum dia vou querer entendê-lo mais, mas no momento meu foco é estudar o que é a Missa, coisa “básica”, mas sobre a qual se fala superficialmente na catequese (nas que conheço, pelo menos). Veja: se eu perguntar pra você, que está lendo, o que é a Missa, você sabe responder mesmo? Você sabe qual o valor da Missa? Não é pra responder isso no blog, é apenas pra reflexão. Eu também ainda sei muito pouco sobre a Missa e só me dei conta disso há poucos dias.

    Você confia na Igreja e aceita o que ela diz. Se você sentir necessidade de entender o “porquê” de algo, vai atrás disso. Alguns não tem essa necessidade e simplesmente aceitam o ensinamento.

    Não devemos também sair por aí duvidando de tudo o que a Igreja ensina até que tenhamos as provas. Isso é besteira. O que devemos fazer é estudar a doutrina da Igreja e os ensinamentos dos santos e levá-los adiante, talvez, com mais ensinamentos. Foi semelhante ao que o físico e matemático Isaac Newton fez com as ciências. É famosa sua frase “Se vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes”. Ele estudou os escritos de outros matemáticos, físicos e filósofos; estudou as coisas que eles já tinham provado e as levou muito além. Seria um grande desperdício para a ciência se ele duvidasse de tudo o que lhe ensinassem até que ele chegasse às mesmas conclusões; gastaria sua vida provando coisas que já foram provadas.

    Mas ressalto a importância de se estudar o que já foi dito antes: pode nos servir para ir além ou então negar muito do que já foi falado. Foi o que fez Einstein, que corrigiu erros e preencheu lacunas deixadas por Newton e outros. Se ele simplesmente aceitasse o que lhe falavam, teria se enveredado por caminhos errados.

    “E é do conhecimento de todos quanta “alienação” existe e sempre existiu nos meios ditos “intelectuais”.”
    Certamente. Já falei num outro tópico quanto orgulho e má fé existe entre alguns “intelectuais” (por exemplo, há grandes cientistas envolvidos e dando argumentação “científica” a movimentos como a Nova Era, que vocês devem conhecer). Falei um pouco disso no comentário daqui: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/12128-a-fe-tem-mais-certezas-que-a-ciencia .

    Saber explicar a fé é importante e necessário, mas não é a missão de todos. Santa Faustina, por exemplo, não chegou a terminar a terceira série, e isso não atrapalhou em nada a obra que Deus fez na vida dela. Ela evangeliza ainda, com seu Diário, muito mais do que muitos padres e cristãos que estão vivos. Será que ela sabia explicar pelo menos o essencial da fé católica? Tenho quase certeza de que não, mas ela conhecia Deus verdadeiramente, muito mais do que muitos teólogos; ela tinha uma fé firme e confiante e vivia de acordo com ela. Saber muito sobre Deus não garante a ninguém a salvação.

    De nada vale saber muito e viver o contrário daquilo que se prega. Isso gera muitos escândalos na Igreja e, infelizmente, conduz muitos ao suicídio espiritual, como falou o Lucas.

  49. Luciana disse:

    Apenas para complementar, eu era uma católica alienada, que apenas ia a missa.
    Em um momento de grande dor, um amigo meu, que eu não via há anos, e que reencontrei pelo orkut, me confortou com suas palavras, falando de Deus, e me convidou a ir a um evento da Comunidade Shalom. Esse evento é o Renascer, carnaval de graças, que aqui, na época, chamavam de ADORAR-TE.
    Eu fiquei muito tímida para ir na época, pois eu não tinha com quem ir, e pensei que ficaria deslocada lá.
    Até que um dia, convidei uma amiga para ir, e fomos ela, eu, e o meu filho.
    No Adorar-te fui muito bem recebida pelos irmãos! Fui encaminhada para o Seminário de Vida no Espírito Santo. Que é uma formação.
    Nos intervalos, os irmãos conversam comigo, perguntavam de onde eu era, como eu tinha conhecido a Shalom, e sempre demonstravam grande alegria em nos ver ali.
    O meu filho também recebeu formação! Era o Adorar-te Kids, que ministrava a formação para as crianças de forma lúdica! Enquanto os pais e as mães, estavam no seminário, os filhos estavam também recebendo formação.
    Foram 3 dias de formação, e me lembro que teve a efusão no espírito santo!
    Eu sequer sabia o que era orar em línguas! Quanto mais eu conhecia a verdade, mais a minha alma clamava pela graça!
    Me emocionei várias vezes!
    Durante um dia de almoço, a Suzana, que era a nossa responsável local, se sentou comigo à mesa, e perguntou como eu me sentia, e eu disse que estava achando tudo maravilhoso! E ela me falou mais da comunidade, e aquilo foi me encantando.
    E durante a última missa, eu me emocionei mais uma vez, pois o meu filho, que na época tinha 4 anos, se ajoelhou, levantou as mãozinhas, e começou a orar em línguas.
    Foi uma alegria indescritível para o meu coração de mãe.
    Foi quando eu vi pela primeira vez o ícone de Nossa Senhora Mãe de Ternura, e senti uma identidade muito forte.
    Hoje eu tenho o ícone em minha casa, mas na época eu sequer sabia o que era um ícone.
    Após isto, todos os participantes do evento foram convidados a ir ao encerramento do evento que aconteceria em outro local, que era o centro de evangelização shalom.
    Lá no centro de evangelização, estavam irmãos como eu, que estavam afastados da igreja, e que estavam emocionados com a graça de conhecer mais e melhor os planos de Deus, e por poder experimentar o amor concreto do Pai.
    Que benção!
    E após a missa, fomos todos conduzidos a um grupo de oração de iniciantes. E lá, começou a minha jornada de formação.
    Ainda no grupo de iniciantes, fomos convidados a sair às ruas e evangelizar.
    E só posso dizer a vocês, que essa formação é preciosa e necessária!
    Como é bom orar em línguas! Como é bom conhecer os dons do Espírito Santo, e trabalhar, desenvolver esses dons através da formação!

    Senti uma forte identidade com a comunidade, e entrei para o vocacional! E quanto mais eu conhecia sobre a comunidade, seus estatutos, seus escritos, mais e mais maravilhada eu ficava, e mais eu tinha certeza de que é o meu carisma. Aliás, ainda tenho certeza.

    Hoje eu não meço esforços para evangelizar! Seja pessoalmente, seja pela internet, seja o meio que for, eu oro, eu evangelizo, pois essa é minha missão.
    Não há roleta russa em formar um irmão dentro da doutrina da igreja católica, e muito menos explicando aos irmãos o motivo dos ensinamentos da igreja.
    Esclarecimento sobre a igreja católica, e sobre os ensinamentos de Cristo não é algo perigoso! É algo necessário!
    Perigoso é permanecer na ignorância, e chegar ao fanatismo!
    Em nome do fanatismo barbáries aconteceram, e quero lembra-los que foram fatos que não agradaram a Deus! Fanatismo nem é roleta russa, é caminhar em direção ao precipício mesmo!
    A igreja não nos quer fanáticos, ela nos quer fiéis e conscientes!
    Cristo nos quer fiéis e conscientes! Cristo é a cabeça, e a igreja é o corpo.

    Agora, o que eu não entendo, é o motivo pelo qual se reluta em aceitar a formação como meio de evangelizar melhor. Será que Deus quer somente que conheçamos a sua palavra, sem que a entendamos?
    Cristo fazia questão, não apenas de proferir a palavra, mas de fazer com que todos entendessem a palavra, que todos a compreendessem através de exemplos.

    No exemplo que citei, dizendo que não podemos ensinar a uma criança que a ordem dos fatores não altera o produto, eu disse que não adianta dizer isso a criança, se a criança se quer sabe o que é unidade, e dezena. E que unidade e dezena devem ser ensinados através de exemplos simples como maçã, banana, flores, estrelas…
    Mas quero complementar, que você não ensinará apenas unidade e dezena a esta criança. Você ensinará adição, subtração, chegará a multiplicação, onde ensinará que ordem dos fatores não altera o produto, e avançará o conteúdo!

    Assim deve ser para com a vida cristã também!
    A formação traz os que estão afastados da igreja, para mais perto de Deus.
    E a formação, me dá mais argumentos para dizer a um irmão que está afastado da igreja, que vivenciar os princípios da igreja católica é bom!
    E quero lembrar a todos, que criticam o esclarecimento da doutrina, que aquele que está afastado da igreja, e que defende algo que vai contra os princípios da igreja, dificilmente vai se demover de sua posição com passagens bíblicas, e com trechos das diretrizes da igreja católica!
    Irmãos a pessoa está AFASTADA da igreja!!! A pessoa não entende o motivo pelo qual os ensinamentos foram transmitidos por Cristo, e adotados pela igreja!
    Ora, se eu demonstro claramente que não entendo algo, qual é o papel de quem entende me explicar.
    E se eu demonstro que aquela explicação não me fez compreender, o que quem entende deve fazer? Me explicar novamente seguindo uma nova linha de raciocínio! Até que eu compreenda.

    Agora me deixar sem compreender, porque eu não preciso compreender nada, e devo somente saber que é assim que Deus quer, e se isso não tocar o meu coração, e não me fizer parar para pensar, simplesmente me deixar ir, rumo ao precipício, ou vivenciar algo que se assemelha a uma roleta russa, então, aí, teremos um caso claro de negligência!

    Para o batizado, no curso de formação, se explica o papel dos padrinhos, dos pais, o que significa a vela, a roupa da criança, a luz da vela, o óleo, a água, absolutamente tudo é explicado! Como alguém ainda acredita que a igreja quer que sejamos alienados?

    Então tenhamos consciência, de que se podemos nos formar, e conhecer o motivo dos ensinamentos de Cristo, e dos ensinamentos ministrados na igreja católica, que nós devemos nos formar! E que devemos levar essa formação a quem quer que seja, esteja onde estiver! Pois é nossa missão como Cristãos conscientes!

    Shalom.

  50. Dhiony marcio disse:

    Esse assunto de castidade é muito importante, não para abrir os olhos dos jovens que estão fora da Igreja, mais esse assunto é bem mais valoroso com nós que vivemos na Igreja e que somos Igrejas, pois a cada testemunho que eu vejo sobre castidade eu me encho de esperança para conseguir viver uma vida plenamente castra.

    Eu amo minha Namorada de mais, porém muitas vezes nós ainda nos deixamos levar por momentos, e acabamos caindo, sei que estamos errados, mais no fundo do meu Coração bate a certeza que não é Hora.

    sempre que estou em uma partilha ou até mesmo em palestras tento mostrar minhas maselas, pois quem tem dificuldades de viver a castidade e ler que é preciso vive-la plenamente, pode desistir de muita coisa ou até mesmo abandonar a sua religião.

    SIM, sou falho mais busco acada dia a melhoracom atitudes, não só com Palavras e peço a oração de todos que leem esse comentário, pois é dificio mais em Deus tudo é possivél.
    Shalom…

  51. Luana disse:

    Ótimo texto sobre castidade!
    Que o Senhor nos ajude a compreender e a viver. Pois acredito que quanto mais o tempo passa mais as pessoas se tornam relativistas e mais difícil se torna a transmissão da verdade, já que o “achismo” é a nova doutrina, e “tudo depende” de alguma coisa, e “eu é que estou certa” e talz. Se soubéssimos quão maior do que entendemos é este dom! E o mistério que está por trás do “Imagem e semelhança de Deus”, do quanto o nosso corpo participa como a alma da Glória de Deus e que por tanto não deveríamos submetê-lo a tudoo que nos é permitido fazer, e tudo o que temos vontade de fazer. Com certeza esquecemos a maior lição que Cristo nos deu com a sua morte na Cruz: Amor é renunciar e ser capaz de coisas incríveis mesmo que signifique sofrer, esperar, negar “necessidades pessoais” em vista da necessidade maior que o amor nos impõe…como Deus é Amor (Papa Bento XVI) termino como comecei, pedindo ao Senhor que Ele mesmo nos revele qual é a maior necessidade e qual é a maior prova de Amor.
    Shalom!

  52. Silvana disse:

    Cara Christianne, respostas em negrito.
    Publicamos seu comentário e colocamos em negrito os pontos em que discordamos.
    O tempo não permite “responder” ponto por ponto, porém fica apenas como reflexão critica para nos fazer pensar..

    Lendo os posts sobre este tema, qdo já estava apavorada, me deparei com seus comentários (aliás inteligentissimos e mto bem humorados)e tenho que dizer que senti até um alivio no peito… concordo com absolutamente TODAS as suas palavras e envio agora um pouquinho da minha opinião sobre o assunto:

    O amor é um sentimento. e como um sentimento é livre. não está preso a regras ou leis, consegue escapar até mesmo ao livre-arbítrio. Não precisa sequer de um corpo físico para existir. é o dom maior de Deus. é o principal legado e missão de Cristo. Ele não trouxe leis humanas, regras ou dogmas na sua estada na Terra… trouxe amor. Todos os seus ensinamentos referem-se ou podem ser resumidos no amor. (não é a toa que todos os 10 mandamentos podem ser resumidos em: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo… vcs sabem bem.)Nem a tão badalada Lei Moral Cristã é característica de Cristo. Até pq as leis naturais (que são de Deus) e as leis morais exemplificadas por Ele falam de caridade, indulgência, bondade, fraternidade, honestidade, justiça, ou seja, demonstrações do amor a si e ao semelhante. Coisas aliás que sua Igreja ensina até hoje (ensina??? ou tem pensado tanto em sexo e pecado que esqueceu disso?)deixa pra lá.

    O sexo, tb criação de Deus. Celebração do amor e meio de criação da vida. Lei natural. Criado por Deus e prazeroso aos homens… e tem gente que acha contraditório! Pior: ainda parece pecado pra outros! A única regra, se é que pode ser chamada assim, colocada por Deus foi o amor. A ligação entre amor e sexo. (Coisa que na época da escritura da Bíblia era raro pois os costumes e as barbáries quase impossibilitavam que os filhos fossem gerados no amor). Cristo nunca definiu regras sobre posições sexuais permitidas ou não, sobre mais ou menos prazer na relação conjugal, sobre frequencia sexual, sobre controle da natalidade ou não, sobre métodos contraceptivos ou não( observando que até a idade média o principal método anticoncepcional era o aborto), me pergunto: se estas questões tivessem tamanha importância, se realmente fossem tão definitivas a ponto de purificar ou impurificar uma alma, se permitissem de alguma forma o risco de impedir a presença do espírito de Deus numa união amorosa… não teria o Santo Mestre se apressado a esclarecer? Não teria ele, por amor a nós, nos salvo desta terrível armadilha? Teria ele delegado esta revelação? Teria ele perdido o pouco tempo que esteve entre nós pra falar de coisas “menos” importantes como caridade, indulgência, bondade, fraternidade, honestidade? Mestre da inteligência como só Ele é, teria errado o alvo nas suas lições??? Eu não acredito.

    É necessário confiar mais em Deus, reduzir a Religião e ampliar a Espiritualidade, observar o que há de legítimo, que são os exemplos de Cristo. Saber que a criação Dele é perfeita! Entender o que é lei humana e o que é lei natural, e separá-las. Não é tão difícil assim, o bom senso e a oração ajudam a fazer essa conexão com a vontade de Deus. E ajuda tb ter sempre em mente o critério maior de desempate:
    Onde houver amor, ali está Deus.

    Aos irmãos que discordarão(por motivos obvios):

    Por favor, pensem: Estamos vivendo em um planeta de muitas misérias tanto materiais quanto morais e espirituais, onde irmãos morrem e se matam, se traem, se corrompem, cometem os maiores crimes contra a justiça de Deus… vcs realmente acham que Ele está preocupado se vc fez sexo antes ou após o seu casamento????????????????????????
    Sugiro que direcionem toda essa energia usada pra “resistir a tentação” para a caridade, para fazer o bem aos outros… eu não precisaria nem ler a Biblia pra poder afirmar que com certeza isso sim seria muito mais bem visto por Deus! E me atrevo ainda a dizer que talvez seja isso que Ele espera de nós…
    Que Deus ilumine suas mentes e corações.
    Silvana

  53. Christianne Gomes disse:

    Silvana :)

    Obrigada pelos elogios e por partilhar algumas de minhas opiniões…mas devo confessar que ler você escrever que “O amor não precisa sequer de um corpo físico para existir”, foi uma das coisas que mais me emocionou nos últimos tempos! Eu nunca tinha sequer pensado em como isto é simples! Uma mãe já ama seu filho, pela simples idéia de um dia ficar grávida. Eu continuei amando muito o meu namorado nos 4 meses em que ficamos separados (ele na Holanda e eu ainda no Brasil). Minha mãe já não está mais neste mundo, mas eu a amo como se a ouvisse sussurrando aqui e agora!

    Um grande abraço Silvana e cuidado com a artilharia! hehehheheheh

  54. Carmadelio disse:

    Caríssima

    “O amor não precisa sequer de um corpo físico para existir”. Em parte isso é verdade.

    PORÉM..o amor se expressa através do corpo já que se ama pessoas concretas, de corpo e alma, que mesmo ausentes nos marcaram exatamente porque existiram concretamente para nós..
    O Amor não é apenas sentimento nem um afeto, embora se valha disso,claro, para também aí se expressar

  55. Lucas disse:

    Mais uma vez tentamos reduzir Deus às nossas próprias limitações:

    “O amor é um sentimento. e como um sentimento é livre. não está preso a regras ou leis, consegue escapar até mesmo ao livre-arbítrio.”

    Muito improvável, pois como sentimento está preso às suas próprias regras de existência, se assim não fosse como teriamos conhecimento dele para dizer: o que é o amor? (filosofando)
    Regras e leis existem em teoria para estabelecer ordem e justiça, se um sentimento qualquer as ignora, torna-se irresponsável e inconsequente, tendente então ao egoísmo.
    Se está fora do nosso arbítrio sentir, está dentro dele determinar o que fazer desse sentimento, do contrário seria nos reduzir a criaturas plenamente emotivas semelhante a animais (instintivos), reconhecer-nos impotentes em matéria de atitudes diante dos sentimentos seria fazer deles os nossos “deuses”, isso claro, seria idolatria.
    Achar que Deus trouxe amor e não leis ou regras, é tentar subjetivar algo objetivo, afinal quem ensina não define os parâmentros de aprendizagem? Usar os mandamentos só atesta isso, pois Ele não apenas trouxe o amor mas nos ensinou a amar, e o caminho do amor verdadeiro passa pelos mandamentos, a saber entre eles “não pecar contra a castidade”. Ademais se o resumo de todos eles é “amar a Deus sobre todas as coisas”, antecedendo “ao próximo como a nós mesmos”, quando nosso desejo pelo segundo entra em choque com o primeiro, amar verdadeiramente será abdicar em favor Dele, ou estou errado?

    Achar que o ensinamento de Jesus está restrito apenas a outras palavras as quais nós damos o mesmo valor subjetivo (caridade, honestidade, etc.), é mostra de desconhecimento ou má intenção em relação às demostrações objetivas destes conceitos, que se fazem nas nossas relações com os indivíduos e com Deus mesmo, e a castidade nada mais é do que uma delas, relacionada aos mesmos conceitos, isto é: quem segue os preceitos de Deus em relação à castidade, está sendo caridoso, justo, honesto, etc. e principalmente tentando seguir o Amor Verdadeiro.
    Ao comentarmos sobre conceitos Biblicos e da Tradição sobre o que Jesus disse e fez, convém termos pelo menos algum conhecimento sobre os mesmos, além do que sem o Espírito que delegou a interpretação da mesma sempre estaremos a um passo do erro nesse sentido.
    A Religião, em especial a Verdadeira surge a partir do momento em que Deus revela sua Vontade ao homem, nele despertando a espiritualidade, reduzir-nos a um momento anterior ou fora disso é querer caminhar fora dessa Vontade e extinguir essa espiritualidade, além de desprezar toda a história anterior à nós pela qual nos chegaram os exemplos E ensinamentos de Cristo, que se não pode dar exemplo específico a todas as experiências humanas, a todas pode ensinar, e isso é expresso não em sua Pessoa mas nos diversos dons e carismas conferidos à Igreja e seus membros.
    Onde houver o amor VERDADEIRO ali estará a Deus VERDADEIRO, pela enésima vez tentando explicar de maneira inteligível: o problema está no conceito errado que temos de amor, reduzindo um conceito amplo à unidade de um indivíduo o “EU” e o “meu” (companheiro, ideal, sentimento, etc.)

    “vcs realmente acham que Ele está preocupado se vc fez sexo antes ou após o seu casamento?”

    E por fim, o errôneo pensamento (ou desejo) de que Deus é reduzido à nossa dimensão limitada humana de considerar a relevância de sua própria Vontade, não se trata de existir mais ou menos importante para Deus, quando na verdade apenas existe o que é importante ou não.
    Jesus mesmo nos diz:
    “Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes.” (Lc 16,10)
    Ora se não somos fiéis naquilo que se considera de “pequena” importância: a castidade, por acaso partiremos para os conceitos ditos “mais importantes” como a caridade, justiça ou o próprio Amor? Deus mesmo respondeu.

    É do conhecimento de qualquer bom senso, que um erro não justifica outro, nem dois errados fazem um certo.
    Já foi exaustivamente explicado que ninguém está condenado por ter errado, e a misericórdia de Deus é capaz de conhecer o erro do coração arrependido e consertá-lo, vide os vários exemplos de relacionamentos que deram certo após isso.
    No entanto desmistificar o que Deus determinou como certo e errado, é permanecer no erro e cumpliciato com o erro do irmão que for induzido a assim pensar.

    Maioria dos negritos refutados…

    Vinde Senhor Jesus!

  56. Bárbara disse:

    Christianne Gomes,

    Como você havia pedido que lhe mostrassem na Bíblia passagens sobre celibato e sexo fora do casamento, recomendo-lhe que leia I Coríntios, capítulo 7.

    Abraços

  57. Bárbara disse:

    Para todos e, em especial, para Christianne Gomes,

    Podemos passar horas e horas falando aqui sobre a importância da castidade, sobre a vontade de Deus, sobre relativismo, etc…
    Mas nós poderemos convencer apenas com nossas palavras ninguém…
    Uma pessoa só achará,por exemplo, que a castidade é vontade de Deus para nós,a partir do momento em que ela tem uma experiência verdadeira com Cristo ressuscitado. É Cristo quem vai convencer essa pessoa, a partir dessa experiência com o amor de Deus, nós vamos percebendo o que é certo e o que é errado, o que realmente nos faz bem ou mal! Antes de eu ter essa experiência com o Jesus, achava tudo normal. Achava que quando eu encontrasse uma pessoa especial, poderia me entregar a ela antes do casamento. Mas hoje, depois do meu encontro pessoal com Jesus,Ele tem me mostrado muitas verdades que eu não conhecia. Por isso digo a vocês que quem muda nossos pensamentos e atitudes é Jesus! E esta, com certeza, é a verdadeira mudança de vida e não uma que é imposta porque alguém me disse que tinha que ser assim…
    abraços

  58. Christianne Gomes disse:

    Ao Camardélio:
    Me desculpe, mas se você ama Deus e ele não tem corpo físico, eu continuo acreditando que “O amor não precisa sequer de um corpo físico para existir”…

    Você ama alguém que teoricamente não existe, pois não tem certidão de nascimento, RG, não paga aluguel e (pasme!) não tem pernas, braços, cabeça, mãos, seios e etc! Mesmo assim vc ama! Você não o vê fisicamente, mas crê em sua palavra, milagres, obedece aos seus mandamentos sem pestanejar, vai à igreja louvá-lo, reza, chora e canta por ele….ama por ele…vc o ama acima de todas as coisas! Para você ele se manifesta através do ar que respira, plantas, pessoas com quem convive, um bom emprego, enfim o universo! Vc o ama incondicionalmente e expressa isso através de seu coração, sua alma, seus bons pensamentos. Você nunca o viu e talvez nunca o veja. Ele pode ter a forma de uma borboleta, ou ser realmente nossa imagem e semelhança. Talvez no dia do Juízo final vc saiba…talvez não. Talvez ele só se apresente á você na forma em que você deseja que ele seja. Talvez ele nem mesmo exista para seus amigos que perdem a fé em um momento de desespero. Mas você o ama, por que crê nele!

    Simples assim….
    Um grande abraço!
    Christianne Gomes

  59. Carmadelio disse:

    Carissima,

    O amor que até então estávamos abordando era o amor humano, não estávamos abordando o amor a Deus que – mesmo assim, TAMBÉM se expressa de forma concreta, física e humana.

    Talvez por termos visões diferentes de Deus, por eu ser católico e vc não, não consigamos falar a mesma coisa, o que é compreensível.

    Para nossa fé Católica, Deus não se confunde com o criado, a criação o expressa mas não o identifica.

    Deus é um ser pessoal, que encarnou-se em Jesus Cristo e esteve e está entre nós pela Eucaristia. Ele ama a todos os homens e é concreto e real na vida de milhões de pessoas que o conhecem e, como vc bem disse, o amam!

    Em Jesus Cristo nós o vemos e por crermos em sua palavra, sabemos como ele é. Amamos o criado, mas essa beleza nos remete imediatamente para o criador. Se a obra da natureza é bela assim, imagine o autor dessa beleza!

  60. Benjamin Bee disse:

    Se Deus é Amor e é Único, como pode haver “amor humano”?

  61. Carmadelio disse:

    Caríssimo,

    O amor, cuja origem é Deus, se expressa dentro de nossa humanidade. Chama-se amor humano não se referindo a sua origem mas a sua expressão.
    O amor entre um homem e uma mulher é um exemplo deste tipo de amor.

  62. Benjamin Bee disse:

    Pelo que entendi… Deus se expressa dentro da nossa humanidade através do “amor humano”? É isso?

  63. Carmadelio disse:

    Caríssimo Bee,

    O amor humano é uma expressão do amor cuja fonte é Deus.
    O amor de Deus é presente nas expressões humanas de amor, mesmo quando essas expressões são marcadas pela humanidade ferida pelo pecado.

    Nós, como humanos, expressamos o amor sempre com uma conotação limitada, não amamos de forma pura e desinteressada, daí a necessidade de sermos mergulhados em Deus capaz de elevar nosso amor humano e purificá-lo tornando próximo a esse amor Divino chamado na biblia pela expressão grega Àgape.

  64. Fernanda disse:

    Ola a todos!!!

    Estou acompanhando os depoimentos e posso dizer que todos me tocaram profundamente. Sao opinioes muito preciosas e acredito que esta partilha, com pessoas de realidades diferentes, nos ajudam a amadurecer nossas proprias opinioes e assim aprender a cada dia mais.

    Posso dizer que na minha familia existem pessoas com todos os perfis citados acima rs! Os que guardaram a castidade e outros que nao guardaram mas ambos foram felizes no seu casamento, os que se casaram castos mas tiveram um casamento infeliz…enfim.

    O que quero dizer e que nesta vida tudo pode acontecer. A nossa vida nao e uma receita de bolo, `se fizer desta forma vai dar certo, se nao vai dar errado`…quem dera! Era so seguir uma linha de conduta e tava tudo certo, adeus erro e infelicidade!

    Mas em todas essas historias que me cercam, eu pude perceber que as pessoas felizes foram aquelas que tiveram em Deus o seu Refugio e que amaram seus parceiros de verdade, nao importando o que fizessem. Porque qdo Deus quer fazer a Sua Obra, qdo Ele quer alguma coisa Ele age e faz!!! Nao importa em que estado de vida vc se encontre, ou como as coisas aconteceram em sua vida, basta a sua fe e o seu coracao aberto para Ele!

    Deus chama a todos, castos e nao castos, solteiros, viuvos, casados…todos sao chamados a felicidade e ao amor! Basta a sua fe e sua sinceridade nos seus atos, pq Ele gosta da verdade e de um coracao sincero e cheio de amor. O Senhor nao suporta mentiras e mascaras! E dai qdo Ele encontra uma `terra` boa para plantar a semente da Sua bencao e diz…`eu quero voce`! Pronto! La vai o casal(ou a pessoa)rumo a felicidade! =)

    Para mim, castidade antes de tudo e uma vocacao, um chamado de Deus para viver assim. Nao pode ser fruto de uma imposicao e tb nao pode servir como mascara p/esconder o seu medo diante da vida e dos relacionamentos. Muito menos serve como `pedra` p/jogar sutilmente nas pessoas que nao vivem este estado de vida. Ha os que se sentem chamados e outros nao…paciencia. Cada um prestara contas de si perante a Deus.

    O que importa e ser verdadeiro!

  65. Silvana disse:

    Fernanda, a simplicidade e riqueza de tuas palavras me comoveram… a isto chamo de bom senso.

    Queridos irmãos católicos,
    Na minha opinião, em última análise sobre o assunto castidade quero dizer-lhes que respeito a opinião de vcs. Se sentem-se melhor assim, respeito. Se tens necessidade de sentirem-se puros através desta escolha, respeito.
    Mas não posso deixar de lembrar que definitivamente não é só essa escolha que fará de vós cristãos seguidores da vontade de Deus. As qualidades morais, irmãos, abrangem uma infinidade de outras atitudes que não tem nada a ver com “resistir a tentação de amar a quem se ama antes do padre dizer que pode” e essas qualidades, acreditem, se parecem muito mais com o exemplo de Cristo. Estou repetitivamente falando de caridade, bondade, fraternidade, perdão… bla bla bla, enfim, aquelas coisas que temo julgares menos purificadoras do que a castidade.
    Por mais absurdo que isso possa lhes parecer, pois fere vosso orgulho (e Jesus combateu tanto o orgulho!!!rsrsrs) mas uma pobre prostituta pode sim ser muito mais cristã que vós, dependendo “daquelas” outras atitudes e é possível que a ela seja reservado um lugar mais “privilegiado” em Deus do que a vós, tão preocupados com o pecado da carne…
    Amigos, menos foco no mal e mais foco no bem. Isso sim é purificador.
    abraços fraternos,
    Silvana

  66. Clara disse:

    Concordo plenamente com você Silvana, e acrescento: existe uma palavra que se chama CONSIDERAÇÃO – em que cada ser é único, vivendo um conjunto de experiências únicas na Terra. Onde o que é branco para você, pode ser verde para mim, e o que é verde para mim pode ser amarelo para o outro. Daí nasce as infinitas interpretações sobre um assunto em que devemos respeitar. Um grande abraço a todos!

  67. Júnior disse:

    Relativismo puro…

  68. Mariana disse:

    Não existe pecado mais ou menos importante. Pecado é simplesmente aquilo que nos afasta da Deus! E não porque Deus queira se afastar ou porque ele meça os nossos pecados. “Ih, essa aqui não foi caridosa, então menos 2 pontos pra ela! Aquela ali só pecou contra a castidade, então tá tranquilo, menos 0,1″ O maior problema de pecar contra a castidade é que, quando fazemos sexo sem a benção de Deus, estamos ferindo o Seu templo, que é o nosso corpo! E quando ferimos esse templo, é como se estivéssemos expulsando o Espírito Santo de lá. E sem a presença do Espírito Santo, meus irmãos, é muito mais difícil seguir os outros preceitos de Deus. Eu concordo que uma prostituta pode ser uma ótima pessoa. Mas como ela vai seguir a Cristo e ouvir a Sua voz se ela transformou o seu corpo, que deveria ser templo, em abrigo para o pecado? Ouvir os desejos da carne, mesmo os mais naturais, tanto nos atrapalham a ouvir a voz de Deus, que até o próprio Jesus jejuava quando queria falar com o Pai! E isso porque comer nunca foi pecado… Além disso, Jesus nos fez para ser livres… livres da escravidão da carne! Eu sou livre porque não faço tudo aquilo que meu corpo pede, porque não me convém! Eu sou livre porque escolhi o caminho estreito de Jesus!
    E não que os mais cristãos dos cristãos não pequem! Mas pecado deve ser um tropeço seguido de arrependimento, e não uma decisão (pior ainda, uma decisão justificada). Se um dia em uma conversa com Deus Ele me disser que o sexo antes do casamento deixou de ser fornicação e que o Espírito Santo estará comigo durante o ato, tudo bem. Mas enquanto Deus continuar gritando no meu coração que sexo sem casamento não tem parte com seu Santo Espírito, então pra mim é pecado sim. E não só porque a Igreja falou, mas porque Deus continua me confirmando isso em oração (e pra tantas outras pessoas que eu conheço). Da mesma forma que se o próprio Deus disser pra qualquer pessoa que o sexo fora do casamento não lhe será contado em forma de pecado, eu não me atrevo a julgar! O importante é que o sexo seja feito na presença de Deus e com a participação do Espírito Santo (que, para mim, é dentro do casamento).

    Fiquem com Deus, amados!

  69. Aline disse:

    Boa noite,
    Gostei muito desse artigo sobre a castidade, me encoraja alutar mais, apesar de estar a ponto desistir… Gostaria da ajuda de alguem, pois não consgo mais explicar nada em mim… Bem para ser mais clara vou contar minha história. Desde minha infancia fui criada com bases solidas em Deus a partir do exemplo de meus pais, cresci com uma opnião formada qnt a castidade e fazer a vontade de Deus que foi o q sempre quis, até cheguei a pensar a ir a um convento, mas na verdade isso era fuga… Sempre fui recatada e inclusive tive o meu 1º namorado as 19 anos, q durou apenas 3 meses, mas hj aos 23 meus sonhos e conceitos desabaram, pois comecei a namorar um rapaz da igreja tb q participava ate do mesmo grupo de jovens q eu, no inicio parecia um sonho se tornando realidade afinal sempre acreditei q o namoro nascia de uma amizade, q inclusive eu tinha com ele desde o ano passado, mas aconteceu q na empolgação de pensar q era a pessoa certa acabei me entregando e perdi minha virgindade, lembro disso com muita dor e sofrimento, depois disso minha vida, principalmente espiritual nunca mais foi a mesma, ate hj me culpo, no dia q aconteceu me arrependi e chorei muito ao ver q tudo o q eu sonhava e acreditava se havia discipado, acabou q cedi mais algumas vezes, pensado “ja ta tudo perdido mesmo”, mas não aguentei e acabei terminando meu namoro de apenas 2 meses, logo depois eu estava me reerguendo e Deus me presentiou com uma pessoa maravilhosa um grande amigo q nunca imaginei q teria oportunidade alguma, começamos a namorar em uma missa de cura aos pes de nossa Senhora, mas dias depois acabamos caindo em pecado, admito q por minha culpa, depois disso passei a seduzi-lo para fazer minhas vontades e estar cada vez mais “proxima”, me culpo por fazer tão mau a ele q antes de mim teve um testemunho de castidade em um relacionamento de 4 anos, não entendo como e pq cheguei a esse ponto, poxa com todos os principios formados q tinha, acreditava fielmente e lutava pela castidade, depois de ter conseguido por 23 anos, acabo chegando nesta situação o frei ate me perguntou se estava viciada, sinceramente não sei o q acontece comigo, tenho raiva por toda vez q eu suplico a misericordia de Deus e faço propositos, sacrificios, para logo depois cair no mesmo erro, ate havia desistido de me confessar por temer trair novamente a Jesus, há 3 semanas não comungo, eu q sempre gostei de participar da santa missa todos os dias, agora me sinto pessima longe de Deus e fazendo tão mau ao meu namorado levando-o a pecar de tal forma, parece q tudo na minha vida ta dando errado e nada mas faz sentido, to deseperada e não sei mais o q faço…
    Se alguem puder me ajudar, ficarei imensamente grata!!! Paz e Bem!

  70. Luciana - Florianópolis disse:

    Olá Aline.

    Escolher viver na castidade é um sim diário que você dará.

    Você deve pensar que viver fora da castidade traz consequências: gravidez, dst, crime passional.

    Lembrando que camisinha rompe, e muitas vezes durante a relação sexual, por mais que esta tenha o carimbo do INMETRO.

    O mais importante é que vivendo na castidade, você terá paz.

    Abraços.

  71. Silvana disse:

    Querida Aline,

    Lamento muitissimo pelo que vc esta sentindo e passando e de todo meu coração desejo que vc rapidamente se equilibre. Mas peço que por um momento pense: será que Deus aprova vivermos arrastando correntes? A culpa faz isso, e poucas coisas são mais destrutivas e desequilibradoras ao ser humano do que a culpa. Pessoas se suicidam por culpa. Querida, me perdoe, mas vc está infeliz por uma interpretação pobre do que Deus deseja a seus filhos… repense sua vida, será que é tão monstruoso viver sem castidade? Eu te respondo: não! Mas por favor, não viva sem amor e caridade! Envolvam-se (vc e seu namorado) em uma obra de caridade, ajudem alguém a ser mais feliz (as possibilidades são muitas pq mta gente precisa de todo tipo de ajuda), eu não tenho dúvidas de que isso sim Deus quer que façamos. Além disso, não o traia, procure respeitá-lo como ser humano e passar o máximo de paz e alegria as pessoas com quem vc convive. Faça planos para o futuro de vcs… enfim, fique em paz pq vc não cometeu nenhum crime, tampouco fez algo errado. Pare hoje mesmo com esse sofrimento egoísta! Existem irmãos demais precisando da sua ajuda pra vc definhar se culpando pq não se sente pura! A pureza vive muito distante da virgindade, Aline! Proponha-se a ser muito mais pura do que já imaginou ser na sua vida… e falo de coração, de alma, pq essa pureza (que é a que Deus vê!) só se consegue através do amor ao próximo, ou seja, da caridade!!!
    Sei que conselhos são delicados de se dar, mas no seu lugar, eu procuraria um psicólogo. A culpa gera doenças.
    Com muito carinho,
    Silvana

  72. Lucas disse:

    Certamente não creio que aqui seja o lugar mais indicado para alguém expor sua intimidade, no entanto se a busca por ajuda pode levar a considerar opiniões diversas pode ser util se o indivíduo assim considerar.
    Gostaria de lembrar à irmã Aline, que quanto maior a angústia diante do pecado cometido, maior a demostração do amor à Deus e de quanto lhe desagrada o “desagrado” à Ele, isso é benéfico sem deixar de ser sofrível, e faz parte da caminhada do cristão arrependido sim.
    Assim como lembrado por outros irmãos, a luta contra o pecado é uma luta diária até o fim da nossa vida, e a derrota é momentânea sempre que permite à Misericórdia Divina o retorno ao estado de graça (arrependimento sincero e confissão com firme propósito), isso permite a você apresentar-se diante de Deus no mesmo instante isenta de toda mancha de erro.
    No entanto essa derrota se torna definitiva em duas ocasiões:
    Primeiramente se você se conformar à condição de pecado como irreversível ou mesmo ignorá-la, estará desistindo da Graça de Deus, que tudo pode mudar.
    Segundo, se você passa a cometer o pecado pela infinita possibilidade de conversão, isto é: querer “enganar a Deus”, pecando porque sempre poderá depois se arrepender, isso aniquila o arrependimento verdadeiro e firme propósito de emenda.
    Irmã se você cair mil vezes, e o seu arrependimento for verdadeiro mil vezes com o firme propósito de não tornar a pecar, você será perdoada, lembrando que isso não é motivo para que erre mil vezes.
    Como conselho que acredito ser util, possua com você um sacramental que simbolize sua Fé, como um crucifixo, medalha, imagem, etc., sempre que estiver em tentação olhe para ele, certamente poderá lhe trazer de volta à correta razão.

    Apesar de, e por este ser um espaço democrático mas Católico, não posso deixar de repreender firmemente a maneira como a Sr. Silvana aparentemente propõe “auxilio” a irmã Aline, que por suas declarações entende-se ser Católica. Para nós existe uma realidade transcedente à essa, e cujas nossas atitudes aqui são determinantes.
    Deus não coloca “correntes” em ninguém, seu jugo é suave, mas se for de ser acorrentado, é preferível estar à correntes que levem ao Céu do que a outras que arrastam para o inferno.
    Onde existe o erro existe a culpa, como efeito de causa e consequência, e isso é benéfico, pois é o primeiro passo para o arrependimento e mudança de vida. Ignorar a culpa não corrige o erro, sua causa, é “esconder debaixo do tapete a sujeira”, aos nosso olhos pode parecer agradável não vê-la, mas o nosso entendimento nos diz que ela esta lá. Todos aqueles que sucumbem à culpa assim como Judas, é principalmente porque não quiseram dar o próximo passo em direção ao arrependimento, outras motivações só Deus as conhece.
    As obras de Deus não são excludentes para que se deva praticar umas em detrimento de outras como ele mesmo declara:
    “Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus. No entanto, ERA NECESSÁRIO PRATICAR estas coisas, SEM CONTUDO DEIXAR DE FAZER aquelas outras coisas.” (Lc 11,42)
    Egoísmo é achar que a satisfação momentânea de nossa consciência à custo de ignorar uma Verdade, não desagrade a Deus.
    O simples fato de ter cometido um pecado realmente não deve ser “paralisador” a ponto de se negligênciar as demais obras de Fé e Caridade, muito pelo contrário, é mais um motivo para empenhar-se nessas obras, não só por isso ser o correto, mas como forma de desagravo. Pois o amor de Deus não o torna cego aos nossos erros, se fosse assim como ele poderia ser justo?
    Se a culpa provoca doenças, o pecado causa ainda maiores com uma diferença: além do seu corpo, pode matar sua alma.

    Vinde Senhor Jesus!

  73. Aline disse:

    Agradeço a ajuda de todos…
    E Lucas, sei q aqui não é um local adequado para me expor, mas as vezes agente chega no limite e não sabe mais o q fazer, só quer recorrer a ajuda de alguem, imaginei por ser um bolg da shalom encontrar alguem me ajudasse, agradeço seus conselhos, me foram muito úteis …
    Paz e Bem !!!

  74. Silvana disse:

    Querido Lucas,

    Aqui não é lugar para exposição??? Irmão, o assunto é castidade!!! Falar de castidade sem expor-se é falar da boca pra fora, ou seja, hipocrisia, coisa que infelizmente a Igreja Católica é craque!
    Pois bem, vou me expor um pouco mais: faço parte de uma Pastoral Social e de uma Pastoral da Sáude, ou seja, graças a Deus ajudo algumas pessoas… e faço isso não para neutralizar pecados, faço por amor àquelas pessoas. Sinto que sou cercada e inspirada por Deus pois procuro estar atenta a todos os milagres que diariamente Ele me faz testemunha.
    Não vivo na castidade, aliás amo meu namorado(que participa das Pastorais comigo) com meu corpo e minha alma, e não vejo lugar pra culpa nisso.
    Confesso que fico aborrecida as vezes mas com muita pena tb dos meus irmãos que às duzias participam de grupos inúteis e egoístas na Igreja onde só o que vejo fazerem é tocar seus violões cantarolando canções com o nome de Cristo e sentirem-se culpados e perseguidos por não praticarem a tal castidade. Vejo que alguns não comungam as vezes pq pecaram contra a castidade. Pobres irmãos, não os vejo sentirem-se culpados pq faltaram com o respeito a seus pais ou brigaram com os irmãos em casa, ou pq maldizeram alguém no trabalho, ou agiram com indiferença ao sofrimento de outro… enfim, “pecados” estes dos quais eu tento diariamente me livrar. E eles lá, tão ocupados com sua relativa pureza… que Deus os ilumine!
    abraço fraterno,
    Silvana

  75. Júnior disse:

    Silvana, não entendo o porquê de você agredir a Igreja com suas palavras, ao dizer que ela é hipócrita, se você se considera tão servidora dos mais necessitados justamente nas pastorais da Igreja.
    Minha querida, onde houverem seres humanos, haverão fraquezas. Mas a generalização sempre é fruto de um olhar enviezado sobre a realidade. Há cristãos hipócritas, sim, mas isso não desmente a Verdade, não muda o Evangelho nem a doutrina da Igreja.
    Não sei se você já leu bem mesmo a Palavra de Deus ou o Catecismo (deve ter lido, porque, afinal, você parece ser uma “católica engajada”; se tiver prestado bem atenção, vai ver que Jesus ordena a pureza de coração com relação aos instintos sexuais tanto quanto a vivência do amor e do perdão, do serviço aos mais necessitados etc, de modo que se vivo uma realidade, sem viver a outra, estarei sendo incoerente. É, minha cara, a castidade também é um mandamento (o sexto da Lei de Deus)e TODO batizado é chamado a vivê-la, e nós não podemos justificar a não vivência de um mandamento pela viência de outro, como uma descargo de consciência.
    “Todo o batizado é chamado à castidade. O cristão «revestiu-se de Cristo» (98), modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta, segundo o seu estado de vida particular. No momento do seu Baptismo, o cristão comprometeu-se a orientar a sua afectividade na castidade.” CIC 2348

  76. Lucas disse:

    Apenas acredito que se como a irmã fez em citar seu caso para pedir opiniões isso pode ser válido, mas o grande problema é cairmos no erro que você pode estar cometendo de achar que nossas experiências são o melhor exemplo para todos. Em nenhum dos meus comentários procuro entrar no ambito pessoal principalmente meu, talvez por isso eu e outros sejamos considerados “hipócritas” por você, assim como a própria Igreja Católica já que você também não restringiu o termo, o que me leva a questionar por que você mesma não foge de tal meio já que proclama fazer parte de Pastorais, até onde eu saiba pertencentes à essa mesma Igreja “hipócrita”.

    A Verdade não depende de mim ou de você para ser o que é, então mesmo que fosse uma prostituta que estivesse falando a Verdade em relação à castidade, esta não perderia sua natureza, apenas o alcance da mensagem poderia ser influênciado pela qualidade do mensageiro.
    Assim como citei anteriormente, se alguns irmãos em sua caminhada negligênciam as demais virtudes, não é motivo que em nome delas abandonemos outras quaisquer, pois correriamos o risco de não ficar com mais nenhuma.
    Deveríamos procurar fugir do nosso egocentrismo de achar que tudo o que sentimos seja reflexo da Vontade de Deus, pois aos poucos a satisfação pessoal toma o lugar dessa Vontade, e nós tomamos o lugar de Deus.
    Quando se procurar enxergar através dos “olhos de Deus”, procurando prezar aquilo que Ele preza, começamos também a desprezar e nos ofender com aquilo que o ofende.
    Enquanto essas naturezas estiverem em conflito, existe o espaço para o erro, também para o arrependimento advindo dessa culpa, e assim para o retorno.
    O fim desse conflito entre nossas naturezas gera a satisfação se escolhermos unicamente por qualquer uma delas, no entanto apenas uma leva à Eternidade.
    Enfim em alguns continua latente o chamado de Jesus à nossa perfeição, mesmo que talvez nesta terra só possamos nos aproximar dela, mas para Ele importa que busquemos. Não entendo quando dizes:

    “…“pecados” estes dos quais eu tento diariamente me livrar.”

    Pois até onde eu saiba Jesus não nos mandou ser “seletivos” em relação ao pecado, e sim que evitemos todos, dentre eles os pecados contra a castidade também.

    Repito o que disse anteriormente: não desista da Graça de Deus ignorando o pecado ou conformando-se a ele, isso infelizmente impede o perdão para tal, pois não gera arrependimento.
    Não faça como aqueles que criticavam Maria Madalena ao ungir os pés do Senhor, repreendendo pelos erros pregressos dos irmãos o que podem ser seus primeiros atos de conversão.

    Vinde Senhor Jesus!

  77. Camilla disse:

    Nossa! Vejo que esse post foi bem visitado, PARABÉNS Carmadélio, e muito obrigada Senhor, por nos dar esse grande irmão a serviço de todos, e por dar grande sabedoria para ele.
    Enquanto a irmanzinhaa em cima aii. Deus abençoe irmã, mas o UNICO conselho que eu te dou é: CREIA, VIVA, AME, E REALMENTE APROVEITE SUA VIDA ENQUANTO PUDER, mas faça isso tudo em cristo, pois te garantoo seu coração vai transbordar de amor e gratidão, ao cara que te amou tanto, que morreu por vc e por mim numa cruz, e em nenhum momento desistiu de vc. AAH! E não pense que é papo de velho, eu tenho apenas 16 anos e experimentei desse amor PURO e CASTO, a 3 meses.
    Grande abraço.

  78. RAFAEL disse:

    Amigos, estava lendo este post e lembrei da época que não acreditava em castidade, por sinal eu até criticava muito, como vários irmãos. Certo dia lá no Shalom eu conversei com uma amiga consagrada da Comunidade de Aliança, mesmo assim continuei sem acreditar. Alguns dias depois em uma missa eu disse a Deus: “OLHA DEUS, EU NÃO ACREDITO EM CASTIDADE, MAS EU QUERO QUE TU ME REVELES DE UMA VEZ POR TODAS SE ESTOU CERTO OU ERRADO”. E como Deus sempre atende a um coração chagado, ele me revelou o quão importante é ser uma pessoa casta. E digo aos irmãos que não crêem: Ser casto para mim não é obrigaçao ou limitação, é uma convicçao de que é um Dom de Deus. Não me acho privado de nada, mas totalmente livre, consciente de que cada coisa ao seu tempo. Já namoro a três anos e afirmo que ter um namoro casto e santo vale muito a pena. VIVER A CASTIDADE: VIDA MELHOR NÃO HÁ!!!!!
    Um abraço a todos!
    Shalom!!!!

  79. Deh disse:

    Caríssimos, eu estava procurando alguma coisa sobre a castidade quando encontrei este blog e fiz questão de ler tudo o que foi postado aqui, simplemente foi muito bom.
    Eu namoro a 2 anos e venho lutando para viver num namoro casto pois acredito na CASTIDADE e admiro demais esse ato, porém o meu namorado não compreende e isso tornam as minhas lutas CADA DIA MAIS DIFÍCEIS!
    Desde o começo do namoro eu deixei claro o meu propósito de vida casta, mas confesso que não tive muito sucesso no início. Meu namorado, em uma de nossas conversas sobre castidade (eu explicando o sentido e a importância desse ato tão maravilhoso) ele teve a conclusão de que era impossível viver assim mas iria TENTAR somente por me Amar.
    Em meio a essa luta, muitas vezes ele pensou em desistir, mas eu sempre tentei mostrar as coisas boas dessa vida de santidade que Deus propôs para nós e sempre busquei forças nas minhas orações pedindo para Deus abençoar nosso namoro.
    Mas confesso, que é muito difícil pois meu namorado sempre vem com a histórinha de que “quando duas pessoas se amam e tem um plano de viverem eternamente juntos, não há nenhum mal!” ou então ” que o sexo fortalece o namoro”…
    Não concordo com isso e NADA NO MUNDO VAI ME FAZER DESISTIR!!!
    Tudo nessa vida tem o seu tempo, esperar o outro é uma prova de amor e a castidade edifica o casamento e dá ao casal a condição de felicidade eterna.
    Eu estou lutando e sempre orando para que Deus faça a vontade dele em minha vida! Eu confio no poder da minha oração e sei que um dia ele vai entender a preciosidade da Castidade.
    Posso ser vista como anormal pelo mundo e ser julgada por muitos como ridícula ou como alguém que não sabe desfrutar dos prezeres da vida! Mas o caminho foi eu quem escolhi, se sou Feliz assim… isso é o que importa.

    Só quero que saibam que viver a castidade é encontrar um pedacinho do céu na Terra!!

    Um grande abraço a todos!!!

  80. TADEU BARBOSA SANTOS disse:

    BOA NOITE

    Nada queirais além da vossa capacidade. Não sejais virtuosos além da vossa medida; e nada peçais a vós mesmos contrário à vossa probabilidade. NIETZSCHE

    VIVI POR ANOS TENTANDO VIVER ISSO. O QUE ADIANTOU? COMO DEUS PODE CRIAR ALGO QUE SIRVA PARA O DESPREZO? NAO HA ERRO, CULPA OU CASTIGO NAQUILO QUE DEUS CRIOU.

    NA FIDELIDADE A TERRA

    TADEU

    ABRAÇO CORDIAL

  81. Carmadelio disse:

    Caríssimo Tadeu,

    Essa frase de Nietzche é um ode à mediocridade.
    Ela é o oposto da superação humana.Se a humanidade houvesse seguido essa filosofia desde o seu início, ainda hoje estaríamos morando em cavernas..
    Também, vindo dele..

  82. TADEU BARBOSA SANTOS disse:

    CARISSIMO CARMADELIO

    “”TAMBEM VINDO DELE…”" confesso que nao entendi.Sei que estou em um blog catolico, que por sinal e muito bem organizado e estruturado.Sei que nao deveria nem estar aqui,mas nao consigo aceitar preconceito.Se a observaçao do mundo dada pela filosofia e ciencia e contraria a opiniao da igreja,devemos repensar a opiniao desta ultima. A natureza nao mente.Quem deu autoridade para um teologo alemao chamado Ratzinger, para dizer o que devemos fazer com nosso corpos e nossos pensamentos?.Pela igreja ainda estariamos acreditando que a Terra e o centro do universo,os hereges ainda estariam sendo perseguidos e nem todos os livros poderiam ser lidos.

    na fidelidde a terra

    TADEU

    abraço cordial

  83. Carmadelio disse:

    Caríssimo Tadeu,

    Não tenho preconceito sobre Nietszche, tenho conceito! A palavra preconceito hoje é usada para atacar qualquer opinião como se emitir opinião formada fosse sinônimo de intolerância e fechamento.

    A opinião da Igreja se enriquece com a opinião do” mundo”, mas ela vai além dessa opinião, por ter uma outra base que não apenas o consenso das culturas e dos tempos, sempre mutáveis e fluídos..

    Nossos sacerdotes estudam anos de filosofia e teologia; para nossa fé católica a filosofia é uma ciência fundamental em nosso processo formativo, o que não quer dizer que concordemos com tudo dela ou de seus dignos representantes, como é o caso do Sr Nietzche.

  84. Maria Gabriela disse:

    é a primeira vez que visito o blog..e ameei o texto, estás de parabéns.é triste que muitas pessoas banalizaram o sexo.Mas nós jovens em Cristo,continuamos perseverantes na fé…e orando com o apoio da Mãe Maria,para que possamos resistir as tentações mundanas.Deus a bençõe e mais uma vez,parabéns pelo texto!

  85. Robson disse:

    Carmadélio:

    Gostaria de parabenizá-lo pelo seu Blog, um espaço muito frutuoso onde podemos encotrar artigos sérios e um espaço para aprofundarmos os assuntos e esclarecer as dúvidas, tornando dinâmica a Fé Católica, afirmando a vivacidade e o sentido da mesma que é Jesus Cristo.

    Quanto ao artigo achei muito interessante, parte de um testemunho pessoal com argumentos sérios e evidenciados pela constatação de pesquisas reais. Creio firmemente que a Igreja Católica é a Guardiã da verdade e que a verdade Evangélica proclamada é o caminho que nos faz plenos, ordenados para o verdadeiro Amor, o que foi contestado nos comentários não se baseiam no sentido real da castidade, o seu sentido real é relação mais madura, num amor mais provado e compreendido no sentido mais pleno, o sentido mais pleno é o que foi proposto por Cristo (àgape), o caminho da “Massa” atual é um caminho que não trouxe a realização do homem como tanto se anseia… Podemos encontrar próximos a nós pessoas que perderam o sentido da vida, porque se realacionam de forma desordenada em nível muito superficial ao que podemos nos relacionar. Caminhos cada vez mais diferentes daquilo que Cristo nos propôs e que Igreja confirma e que por mais que façam, que mudem, o que encontramos é o homem cada vem mais dilacerado. Não vou me estender mais porque sabem o que eu digo…

    Grande Abraço

  86. Quele Santos disse:

    Acho que na verdade a Christianne Gomes está na “defensiva”. Talvez ela até tenha o desejo de viver a castidade, mas cria essa resistência dentro dela para parecer auto-suficiente… Eu também já me comportei assim até que fiz a minha experiência com o Ressuscitado que passou pela cruz! Pensem nisso.

  87. Denilson disse:

    shalom a todos…
    eu, vivi por algum tempo sem conhecer o significado e sentido da castidade… antes de conhecer a comunidade, vivia numa busca constante por um “amor”… e o buscava nas mulheres…
    me envolvia com várias mulheres e sempre depois, no outro dia, me encontrava sozinho e com o coração vazio… um dia encontrei alguem que me disse…”tu procuras um amor que não encontrarás nas mulheres, mas que vem do alto”… e fiquei a refletir…
    passados alguns dias me levaram a um grupo de oração da comunidade católica shalom… e la, percebi que havia algo diferente… eu, que todo domingo estava nas missas, mas que não era a mesma emoção de estar ali, e comecei a voltar todo sabado ao shalom…
    JESUS foi formatando meu viver e quando parei pra refletir, minha vida já não pertencia a mim mesmo, mas a DEUS…
    eu parei de sair pras baladas, parei de ouvir músicas que me levavam ao pecado, parei de “ficar” com várias meninas… comecei a ver meu corpo como MORADA DE DEUS e a respeita-lo como tal…
    hoje, conheço o significado e sentido de viver a castidade…
    sei que meu corpo é luz que reflete o amor de DEUS e que deve estar puro…

    “conheci o mundo mal, e com ele seua ardis
    me arrastei no lamaçal, tudo isso porque quis…
    …mas JESUS CRISTO veio e me acho assim tão sujo,
    e numa cruz por mim derramou sangue tão puro e
    foi assim que me salvou”

    é está salvação que almejo, vivendo na castidade, imerso em orações e partilhas com JESUS ressuscitado…
    shalom a todos…

  88. Natis disse:

    Agradeço a Deus todos os dias pela graça da castidade que Ele dá ao meu namoro. Sou mt grata a Deus pela vida do meu namorado e posso testemunhar essa graça. Livremente optamos por vivermos a castidade, e, em 1 ano e meio de namoro, quantas graças recebemos, o qt ele me leva para Deus, o qto me sinto amada, me sinto livre e feliz, o qt aprendi a doar-me, o quanto aprendi o sacrifício em vista de um bem maior, pois os desejos, os pensamentos vem, e como gera frutos quando ofertamos ao bom Deus… É possível sim viver a castidade…

  89. graça nogueira disse:

    Sou casada há 23 anos e me casei virgem, embora possa dizer que não foi fácil. O namoro nos leva à troca de carícias que podem nos levar ao ato sexual, e quando damos conta já caimos. Mas eu, felizmente, encontrei um rapaz católico praticante, que gostava de mim e respeitava a minha vontade, e aceitou a castidade no namoro. Se eu quisesse, ele iria adorar, mas não foi o caso. Mas eu vejo que atualmente não está fácil para os jovens, pois hoje em dia ser virgem é ser “careta”, fora de moda, motivo até de deboche por parte dos amigos. A pressão para o sexo, quando um dos dois não tem religião é muito grande. Só por Deus, mesmo!

  90. Mateus disse:

    A paz de Jesus a todos e o amor de Maria!
    Antes de tudo Parabens Carmadélio por seu blog, visito-o todos os dias para ver e ler os artigos, pois me ajudam a ver coisas no mundo em que ainda não conhecemos e me aprofundar em minha fé, através destes artigos bem fundamentados.

    Mas ao ver esse assunto de castidade fiquei muito intrigado com as pessoas que comentam coisas sem fundamentos e por se dizerem alienadas, ou dizerem que agora são muitos mais felizes por não viverem a castidade, ou tantas outras coisas.

    Namoro a 3 anos, e tenho 19 anos. Jamais seria tão feliz como sou hoje se não buscasse a castidade; Castidade é possível, castidade é santa, castidade alegra, castidade nos faz ser fortes, castidade nos aproxima de Deus, castidade nos faz estar prontos para uma vida realmente íntima com Deus,o casal que o busca se tornará mais íntimo e mais forte para resistir com qualquer tipo de pecado. Padre Léu sempre dizia que os jovens que vencem a castidade deveriam receber o céu, pois sabemos que não é uma terafa fácil.

    Quando buscamos a castidade sabemos que não é fácil, mas é tão maravilhoso saber, que irei esperar me tornar um com minha namorada, depois de saber que ” Deus nos uniu para sempre e nenhum homem poderá nos separar”, depois de dizer ” Sim, eu aceito”.

    São momento em que esperamos,e que Deus receberá de uma forma muito mais gratificante, sei que há muitos casos que pessoas não viveram a castidade e foram muito felizes, e eu sei que isso acontece, mas depende tudo do casal, a semente quando germina da terra é muito linda, podemos apreci´-la e muito, mas esperemos chegar a flor, iremos apreciar muito mais, se o casal não viveu a castidade e possuem um maravilhoso casamento,que bom que Deus o abençoe, mas se ele viveu e continuaram se amando como se fossem namorados e buscaram ainda mais intensamente a felicidade juntos, apreciaremos a flor, muito mais linda do que podemos imaginar.

    Mas ainda antes tudo, quer ser realmente feliz, no seu namoro, na sua vida, sem um namorado ou namorada, entregue sua vida a Deus, deixe com que Ele tem encha de amor, e tudo em seu coração será preenchido, do casal, do solteiro, não existe felicidade longe de Deus, pois quanto mais nos aproximamos de Deus com nosso coração e com nossa vida, o amor que é o próprio Deus toda conta de nosso ser e vivemos nesse amor e damos este amor aos outros.

    Se você é feliz sem Deus,sem nosso Jesus Cristo, parabens, mas eu lhe digo meu amigo, serás apenas realmente feliz, seu coração se encherá de amor e felicidade buscando apenas a esse Deus, nosso Jesus Cristo.

    VIver na castidade é romper com a barreira do pecado, romper com inimigo, dizendo que somos mais fortes que o pecado, e teremos forças para dar a nossa vida, o nosso sangue pelo evangelho, pois só quando tivermos um real encontro com Jesus, poderemos dizer estas palavras…

    Que a castidade não aliene, não entristessa, mais enriqueça sua vida, e faça de você um jovem vencedor, um jovem que não se deixa vencer pelo Inimigo. Não estou alienando o sexo, pois ele é puro, e foi o próprio Deus que o criou e tudo o que Deus faz é bom, mas deve ser feito no momento certo para ser melhor ainda.

    Se você está lutando pela castidade, se sinta vencedor, e reze para que Deus prencha o seu coração de amor, e não sua carne com prazer, deixe que o Espírito Santo tome conta do seu ser, de seus pensamentos de suas atitudes, e seja feliz realmente feliz junto a Deus.

    Conselhos para viver a Castidade: Não fiquem totalmente sozinhos em algum lugar, rezem juntos, mas de verdade, tomem consciência da importancia da castidade, cuidem com as carícias, beijem, mais beijem muito, isso não faz, mas cuidem onde e como. Sejam romanticos, deixem a alegria de Deus tomar conta de vocês. Passeiem juntos, rezem, amem, brinquem, pulem, cantem, sejam felizes em todos os lugares, e desejem ser inteiramente completos, após o casamento, quando realizarem o ato mais santo de amor entre um casal, onde se tornaram intimos de vocês e de Deus.

    Que o Espírito Santo ilumine aqueles que não compreenderam e que de forças aqueles que querem buscar a castidade. Que nosso Jesus derrame seu amor sobre aqueles que estão sedentos de amor e que precisam de você meu amado Jesus.

    Fiquem com Deus,
    Shalom de Nosso Senhor Jesus Cristo,

    Att.

    Mateus

  91. Adriana disse:

    Ola povo de Deus, como sempre mais um artigo brilhante.Infelizmente não posso dizer que obtive uma experiência bem sucedida no tema abordado. Ao tentar viver essa experiência com um rapaz.Na época eu com 22 e ele 27 anos de idade,em setembro de 2009 vi uma relação até então promissora e saudável, virar pó, uns dos motivos alegados pela outra parte foi justamente no aspecto castidade, ele não via mais sentido nessa decisão, almejava por” novas experiências”. Namoramos 4 anos, desses 3 foram noivos. Cada um seguiu o seu caminho, ele certamente livre dessa preocupação de viver a castidade, e eu mesmo após 2 anos desse acontecimento, confesso que tenho vivido confusa de até que ponto vale a pena viver a essa experiência que a igreja nos convida,com o propósito já fraco nesse sentido e conseqüentemente com dificuldades até mesmo de encarar um novo relacionamento.

    Shalom a todos.

    Adriana

  92. Cristina Rodrigues disse:

    Viver a castidade nao e questao de obedecer igreja,mandamentos ou nao.E questao de temor a Deus.Quando tememos uma coisa so importa:Viver pela fe.Vivi a castidade antes de me casar e tenho 2 meses de casada e estamos vivendo a castidade tambem.Fui fiel,vivi tempos desafiosos na minha vida,mas o Senhor cumpriu sua promessa e me enviou um homem maravilhoso que tambem guardou sua alma e seu corpo pra mim.Hoje nao e um peso continuar no caminho da castidade ainda mais que vivemos o metodo Billings,metodo esse nos permite continuar o eterno namoro.

    Fiquem na graca!

  93. Marcelo disse:

    Cristina Rodrigues me fala mais sobre isso casar e continuar na castidade?

  94. darinete disse:

    HOJE MESMO FUI RIDICULARIZADA POR FALAR Q. VIVO A CASDIDADE NO NAMORO.PARA O MUNDO ATUAL,ESTOU DOIDA.COMO DIZ A MÚSICA:SOU DOIDINHA DE DEUS.Q.DEUS TENHA MUITA MISERICÓRDIA DESSE MUNDÃO.

  95. Mírian disse:

    Castidade no namoro…Claro, que é possível!!!! Com a Ajuda do Divino Espírito Santo, e com prudência, e Fé, tudo é possivel, quando também se ama ao próximo e a si mesmo!!!
    Mírian

  96. Mírian disse:

    CASTIDADE CONJUGAL…rima com FIDELIDADE CONJUGAL: não trair, nem em pensamento!!!!… Rima também com…a CONTINÊNCIA CONJUGAL!!!! OK?
    Um casal casto pratica o sexo com amor, e não só por puro prazer físico…!!! Eles utilizam para isso,os órgãos normais que DEUS criou para isso!!!! Não fazem atos “fora do normal”!!! nem com outros que não seja o seu cônjuge!!!… Mas seu prazer físico não cai na rotina, pois há amor,carinho, amizade ,respeito, fidelidade entre os dois!!!Só fazem o ato sexual,em comum acordo. Não precisam de estímulos “extra”,nem vivem luxuriosamente.OK? Seu amor físico esta ligado à união de almas, de interesses, e de vida!!! Afinal casaram-se,por livre escolha consciente e.. por amor!!! Vivem no amor e para o AMOR!!!! Isso á a CASTIDADE CONJUGAL!!!! Tão linda, tão útil para conservar Casamentos , por toda a vida,na saúde e na doença,trazendo a Família em Paz e União!!! Como deve ser todo casal que se diz seguidor de JESUS CRISTO,todo casal que verdadeiramente se ama!!!Mírian

  97. Luciana Aparecida da Silva disse:

    BOm dia

    Tenho 1ano e 7 meses de namoro,estou noiva,casarei em Dezembro 2012.
    EM MEU NAMORO BUSCAMOS VIVER A CASTIDADE A CADA DIA,MEU NAMORADO TEM MUITA DIFICULDADES, MAS SEMPRE SEMPRE ME RESPEITOU.POIS ELE VEIO DE VIDA TOTALMENTE DESRREGRADA.HOJE PROXIMO DO NOSSO CASAMENTO ELE DIZ:EU NAO ACREDITO CONSEGUIMOS E CONSEGUIREMOS DAR ESTE GRANDE TESTEMUNHO EM NOSSO MATRIMONIO,SOU GRATA A DEUS IMENSAMENTE POIS TIVE E TENHO UM GRANDE HOMEM AO MEU LADO.NOSSO NAMORO COMEÇOU NO RENASCER DA COMUNIDADE MISSAO DE BRASILIA.
    ELE NAO SE CONFESSAVA A 10 ANOS,E EU COM GEITINHO DEIXEI CLARO QUE NOSSO NAMORO CAMINHARIA NA EUCARISTIA,DAI ELE ERA LIVRE PARA ESCOLHER,ELE ESCOLHEU DEUS EU,ASSIM COMEÇAMOS TRILHAR JUNTOS.
    OBRIGADA MEU DEUS,TUA PROVIDENCIA EM NOSSAS VIDAS!!
    VALE A PENA
    QUEM AMA ESPERA,E É FELIZ.
    SEREMOS TESTEMUNHAS DE CASTIDADES ONDE DEUS QUIZER,SEMPREEE

Comentar

A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
maio 2013
D S T Q Q S S
« abr    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031