* Vaticano e alguns dos mais importantes tesouros culturais da humanidade.Indescritível!
Ir à Roma e não conhecer o Vaticano é um pecado. Não no sentido religioso da palavra, mas uma falta grave no âmbito turístico. Conhecer a menor nação do mundo, o Estado da Cidade do Vaticano, com aproximadamente meio quilômetro quadrado, é mais que uma experiência religiosa: é uma oportunidade de ver grandes tesouros culturais da Humanidade.
Iniciamos nosso tour no Vaticano logo cedo pelos Museus do Vaticano. A maioria dos visitantes chega sem ingresso e encara uma longa fila, que durante a alta temporada, pode significar horas de espera debaixo de um sol escaldante. Para evitar esta enorme fila, compramos os ingressos antecipadamente na bilheteria online do Vaticano. Basta escolher a data e horário da visita, pagar com o cartão de crédito, e imprimir o ticket eletrônico.
Como escolhemos o primeiro horário de visitação, às 8 horas, chegamos às 7h40 no portão de acesso do museu. Já havia uma enorme fila de pessoas sem ingresso e vários grupos com seus guias turísticos. Encontramos a fila das pessoas com ingresso reservado e ficamos aguardando. Pontualmente às 8 horas o portão foi aberto e entramos no museu.
Fomos ao guichê, trocamos os nosso tickets eletrônicos pelos ingressos e iniciamos a nossa visita. O percurso tradicional e indicado pela sinalização é seguir para a direita, passar por todas as coleções do museu e finalizar o tour na Capela Sistina. Mas conhecer a capela com dezenas de pessoas em volta não era a nossa idéia! Seguindo uma dica que li no Viaje na Viagem, tomamos o caminho inverso e fomos para a esquerda. Em menos de 10 minutos chegamos na Capela Sistina e não havia mais que 15 pessoas lá dentro! Foi um experiência inesquecível contemplar os afrescos criados por alguns dos maiores artistas renascentistas, o maravilhoso teto pintado pelo gênio Michelângelo, tudo isso sem ser pertubado por ninguém e em absoluto silêncio! Todas as obras da Capela foram encomendadas para narrar um história e constroem um complexo argumento teológico que liga o poder de Deus até o Papa.
Foto retirada do site do Vaticano
Ficamos assim por uns 40 minutos, em êxtase, até que a Capela começou a ficar lotada. E aí começou a parte chata: as pessoas chegavam e esqueciam que, antes de tudo, aquele é um local de orações. Apesar das recomendações expressas na entrada, começaram a falar alto, tirar fotos e filmar, e os seguranças respondiam com insistentes e constantes “ssssshhhhh” e “noooo photo”. Era a deixa para seguir o nosso tour.
Além da Capela Sistina, fazem parte dos Museus do Vaticano alguns aposentos papais e diversas coleções que incluem antiguidades greco-romanas, etruscas, egípcias e até arte religiosa moderna.
O problema de visitar os Museus do Vaticano na alta temporada foi dividir o espaço, embora de não ser pequeno, com uma horda de turistas, um verdadeiro mar de gente! Em alguns locais era quase impossível parar um instante para apreciar uma obra de arte com mais atenção. A multidão se encarregava de nos empurrar em direção ao final do corredor. Foi um dos momentos “vida de gado” das férias!
Resolvemos fazer uma pausa para comermos umas fatias de pizza na praça de alimentação localizada no primeiro andar do edifício. A parada foi providencial para recarregar as baterias e continuar o nosso tour por algumas alas mais tranquilas do museu.
E foi andando por um dos corredores destas alas que encontramos Laocoonte, uma das esculturas mais famosas da antiguidade. Representa a um profeta de Tróia e seus filhos sendo estrangulados por serpentes enquanto tentavam alertar sobre o perigo que havia no cavalo presenteado pelos gregos.
Chegamos na Pinacoteca Vaticana, que possui obras de Da Vinci, Caravaggio, Giotto, Botticelli, entre outros artistas. Mas a obra que mais me interessava era A Transfiguração, de Rafael Sanzio. Esta pintura, que representa Cristo aparecendo para os apóstolos, é considerada uma das mais importantes do pintor italiano. Rafael estava trabalhando nesta obra quando morreu, aos 37 anos, deixando a conclusão da pintura para seus aprendizes.
E não podia faltar a foto clichê, porém necessária, da escadaria em espiral na saída dos Museus do Vaticano.
Ainda sob um sol de lascar, fomos em direção à Basílica de São Pedro, a maior igreja cristã do mundo. A Basílica tem uma área de 23.000 m² e comporta até 60.000 pessoas. A entrada na Basílica foi gratuita, mas enfrentamos uma enorme fila na Praça de São Pedro.
O controle na entrada é rígido: homens e mulheres com roupas muito curtas – bermuda ou saia acima do joelho ou com os ombros expostos - não entram. Durante o tempo que ficamos na fila vimos várias pessoas que tiveram a entrada negada.
Todo o esforço da espera na fila foi recompensado assim que entramos na Basílica de São Pedro. A sensação é indescritível diante da beleza do lugar. A cúpula, projetada por Michelângelo, tem 42 metros de diâmetro e seu ponto mais alto está a 132 metros do chão.
Logo após a entrada, à direita do visitante, está a Pietà. Esta obra-prima foi esculpida por Michelângelo quando ele tinha apenas 25 anos. Vê-la de perto foi um dos grandes momentos do dia para nós. Infelizmente a escultura está cercada por uma proteção de vidro deste 1972, quando um homem gritando“Eu sou Jesus!” a atacou com um martelo e danificou o nariz e alguns dedos da mão da Virgem.
Eu queria muito ir até o domo, onde se tem uma belíssima vista de toda a Cidade do Vaticano e parte de Roma. Uma parte do trajeto é feito de elevador, mas depois são 330 degraus por um corredor muito estreito. Devido ao cansaço, calor e a super lotação na entrada deste acesso, deixei para realizar este desejo em uma próxima viagem a Roma. Ficamos por mais algum tempo admirando as belas obras da Basílica e, exaustos, nos despedimos da Cidade do Vaticano.
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Carmadélio..
Que fotos lindas.. não tem como a gente deixar de se emocionar com tudo que esta nesse post. Tomara que um dia Deus me permita fazer viajem semelhante!
Parabéns pelo blog,está cada vez melhor! Shalom!
Jesus, eu amo a Tua Igreja!