A Cabana, Parte II. Continuação…

Continuação da análise do livro ” A Cabana”,sob a ótica da fé Católica.
II. O FILHO
- O Filho se apresenta como um judeu envolvido em sua carpintaria e com Mack e ri quando este diz que ele é feio, afirmando que, realmente, é feio e tem o nariz grande como os ancestrais masculinos de sua mãe. (p. 102) Sabemos que em Deus não há nada que não seja beleza, verdade, luz, vida e ainda que todos os ancestrais de Nossa Senhora fossem feios e narigudos, isso não seria característica do Filho.
- Acerca da inabitação, diz o livro:
“- Meu propósito, desde o início, era viver em você e você viver em mim.
- Espere, espere. Espere um minuto. Como isso pode acontecer? Se você ainda (???) é totalmente humano, como pode estar dentro de mim?
- Espantoso, não é? É o milagre de Papai. É o poder de Sarayu (Esp. Sto), meu Espírito, o Espírito de Deus que restaura a união que foi perdida há tanto tempo. Eu? A cada momento eu escolho viver totalmente humano (????) Sou totalmente Deus, mas sou humano até o âmago. Como disse, é o milagre do Papai. (p. 103)
3. Milagre ou diversão?
Embora seja um deslize pequeno, quase uma utilização literária de uma passagem das Escrituras, o evento de Jesus e Mack caminharem sobre as águas contradiz o Evangelho. Sabemos o quando Jesus se aborrecia quando as pessoas pediam sinais e o quanto a Igreja insiste em dizer que Jesus sempre tinha um objetivo claro em seus milagres. Este de caminhar sobre as águas foi crucial para Pedro e para o entendimento da Igreja como uma barca. Como disse, entretanto, é um deslize pequeno diante dos outros.
III. O ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo é uma moça asiática etérea, irrequieta e colorida, que leva as pessoas a se sentirem bem, em paz, aliviadas, mais que amarem a Deus e aos irmãos. Não tem nenhuma relação com a Igreja, assim como o Pai. Nega que a Bíblia traga regras, mandamentos ou conselhos, como veremos abaixo. Ele é como que o “responsável” por fazer o homem livre de toda regra, obediência ou mandamento bíblico ou da Igreja. Ou seja, tem papel exatamente contrário ao do verdadeiro Espírito Santo!
IV. UM DEUS ANARQUISTA?
Oposição entre amor, relacionamento e poder, hierarquia e autoridade: um Deus anarquista?
Este tema desenvolve-se sutil e lentamente ao longo do livro e acabará por opor toda instituição ao amor e relacionamento, o que se tornará crítica explícita à Igreja e à religião. O tema já aparece antes da página 97, mas retorna aqui:
“Os relacionamentos não têm nada a ver com poder. Nunca! E um modo de evitar a vontade de exercer poder é escolher se limitar e servir. Os humanos costumam fazer isso quando cuidam dos enfermos, quando servem os idosos, quando se relacionam com os pobres, quando amam os muito velhos e os muito novos, ou até mesmo quando se importam com aqueles que assumiram uma posição de poder sobre eles.” (97) Depois da primeira frase, todas as frases são corretas, o que parece dar legitimidade à primeira, mas é um paradoxo com a ultima.
Outro texto sobre o mesmo tema:
“- os humanos estão tão perdidos e estragados que para vocês é quase incompreensível que as pessoas possam trabalhar ou viver juntas sem que alguém esteja no comando.
- Mas qualquer instituição humana, desde as políticas até as empresariais, até mesmo o casamento, é governada por esse tipo de pensamento. É a trama do nosso tecido social – declarou Mack.
- Que desperdício! Disse Papai, pegando o prato vazio e indo para a cozinha.
- Esse é um dos motivos pelos quais é tão difícil para vocês experimentar o verdadeiro relacionamento – acrescentou Jesus. – Assim que montam uma hierarquia, vocês precisam de regras para protegê-la e criando algum tipo de cadeia de comando que destrói o relacionamento ao invés de promovê-lo. Raramente vocês vivem o relacionamento fora do poder. A hierarquia impõe leis e regras e vocês acabam perdendo a maravilha do relacionamento que nós pretendemos para vocês. (Em Gn 1, Deus já estabelece uma hierarquia entre o homem e o criado, o que define inclusive o tipo de relacionamento entre eles e o tipo de responsabilidade do homem quanto à criação – mais tarde, no livro, a responsabilidade também será questionada)
- … Então nós fomos seduzidos por essa preocupação com a autoridade?
- De certo modo, sim – respondeu Papai, passando o prato de verduras para Mack… -
Sarayu continuou:
- Quando vocês escolhem a independência nos relacionamentos tornam-se perigosos uns para os outros. As pessoas se tornam objetos a serem manipulados ou administrados para a felicidade de alguém. A autoridade, como vocês pensam nela, é meramente a desculpa que o forte usa para fazer com que os outros se sujeitem ao que ele quer.” (puro relativismo e nova era, a ser engolido por milhões de pessoas no mundo inteiro sob a autoridade do nome de Deus!)
Mais tarde, na pág 122, Sarayu diz que essa conversa relacionava-se com a árvore da vida!!!
Desta forma, critica o próprio Deus que, segundo o então Cardeal Ratzinger, proíbe o homem de tocar na árvore do bem e do mal e na árvore da vida exatamente para definir a relação de autoridade e obediência e impor ao homem limites que, obedecidos, o teriam salvaguardado do pecado. Lendo Gen 1, 2 e 3, onde se estabelecem as primeiras regras, hierarquia e instituições, pode-se dizer tudo, EXCETO que Deus não se relacionava com o homem!!!
Na página 135, há uma afirmação sobre as mulheres e o poder, o que poderia parecer ser simplesmente uma tentativa de quebrar paradigmas, já que não se repete depois. É Jesus quem fala:
“- O mundo, em vários sentidos, seria um lugar muito mais tranqüilo e gentil se as mulheres governassem. Haveria muito menos crianças sacrificadas aos deuses da cobiça e do poder. (esta é uma idéia feminista das mais radicais. Segundo ela, a mulher é superior ao homem em vários campos e têm uma percepção do universo mais espiritual. Tal idéia é um primeiro passo para a defesa do aborto e a retirada do sentimento de culpa das mulheres com relação a ele. Por isso, muitos governos colocam mulheres à frente de processos de legalização do aborto).
Mack continua:
- Então elas teriam realizado melhor esse papel.
- Melhor, talvez, mas ainda assim não seria suficiente. O poder nas mãos dos seres humanos independentes, sejam homens ou mulheres, corrompe. Mack, você não vê que representar papéis é o contrário do relacionamento?” (mais uma vez, duas idéias não verdadeiras (mulheres no governo fariam um mundo melhor e representar papéis é o contrário do relacionamento) se apóia em uma verdadeira ( o poder nas mãos dos seres humanos independentes, sejam homens ou mulheres, corrompe).
A pouca relevância do parágrafo acima no contexto do livro, torna-se aberrante na passagem abaixo, quando Mack diz:
“- Mas você veio na forma de homem. Isso não significa alguma coisa?
- Sim, mas não o que muitos imaginam (??? Indireta aos teólogos, aos estudiosos da Palavra?). Vim como homem para completar a imagem maravilhosa de como fizemos vocês. Desde o primeiro dia escondemos a mulher no homem, de modo que na hora certa pudéssemos retirá-la de dentro dele. Não criamos o homem para viver sozinho. A mulher foi projetada desde o início. Ao tirá-la de dentro dele, de certa forma ele a deu à luz. Criamos um círculo de relacionamento como o nosso, mas para os humanos. Ela saindo dele e agora todos os homens, inclusive eu, nascidos dele, e tudo se originando ou nascendo de Deus.“(P. 135) O Magistério de João Paulo II e Bento XVI, nos tem dado fundamentação de sobra para vermos que a proposta do livro é absurda. Primeiro, a Palavra diz que Deus criou a mulher a partir do homem adormecido. Segundo, o fato de o homem “dar à luz” não o faz semelhante à mulher e muito menos a Deus. Terceiro, essa narrativa esdrúxula jamais remeteria ao homem e à criação nascendo de Deus, que criou tudo do nada!!!!!!!
Infelizmente, a má interpretação continua nos parágrafos seguintes, p. 136:
“- Ah, entendi – exclamou Mack, interrompendo…- se a mulher fosse criada primeiro não haveria um círculo de relacionamento e não se tornaria possível um relacionamento totalmente igual, cara a cara, entre o homem e a mulher. Certo? (Sabemos bem o que diz o Magistério sobre o homem e a mulher face a face na interpretação de Gn 2). Note-se que a afirmação de Mack é totalmente sem lógica. Então o homem precisava “parir” a mulher para que ambos fossem iguais?? Espantoso, além de inspirado em mitologias pagãs.
- Certíssimo Mack. (…) Mas sua independência, com busca de poder e de realização, na verdade destrói o relacionamento que seu coração deseja.
- Aí está de novo (…) a questão sempre volta ao poder e a como ele é oposto ao relacionamento que vocês tem entre si. “(136). Novamente, temos aqui o pecado original, o fruto da árvore do bem e do mal como busca de independência e poder (um pecado relacional!) e não como o pecado pessoal da rebeldia contra Deus, do orgulho e egoísmo (pecado que tira Deus do centro e diz respeito ao interior de cada um, embora se expresse nas relações). O pecado original, aqui, não é visto como uma queda do homem ou uma rebeldia contra Deus, mas uma concupiscência (que, como sabemos, é resultado do pecado original, e não O pecado original).
IV – RELATIVISMO
O relativismo aparece por todo lado no livro. Seria necessário transcrevê-lo quase todo. Aparece na falta de necessidade de obedecer, no fazer o que quiser ao invés de obedecer, no ridículo que é ter responsabilidade. Segundo “Jesus”, no livro, submissão não tem nada a ver com autoridade e obediência, que são conceitos inventados por nós, assim como a responsabilidade e a expectativa (p. 133). O relativismo está presente no “anarquismo” comportamental pregado especialmente no final do encontro de Mack com a “trindade”. Na verdade, poderia resumir a mentalidade do livro, juntamente com “anarquismo”, “individualismo”, utilização irresponsável de sofismas e utilização indevida da Palavra em interpretação pessoal e muito fantasiosa.
“- Vc não deve fazer nada. Está livre para o que quiser. (…) não se sinta obrigado. Vá se for isso o que você quer fazer.”, diz Jesus (p. 80)
Como as idéias da moral relativista se espalham por todo o livro, preferimos colocá-las à medida que aparecem de forma mais forte, nos comentários abaixo:
V. DOUTRINA SOBRE O CÉU E INFERNO
- A ênfase sobre uma “trindade” que não exige, que não julga, que não espera nada de nenhum homem, que não nutre expectativas nem lhes impõe responsabilidades nem os purifica (apenas os cura) elimina inteiramente a idéia da purificação do purgatório para ver a Deus (como o livro é escrito por protestante, não se pode esperar isso mesmo), mas também a idéia do inferno. Deus é perfeitamente bom, tolerante e vê o bem do homem como um relacionamento com ele, sem esforço pela santidade, sem purificação para a santidade. Jesus já venceu tudo isso na morte e ressurreição (no livro não se fala de pecado). A única coisa que o homem deve fazer, mas só se quiser, é relacionar-se com a “trindade”, mas sem compromisso de amor, Igreja, sem qualquer instituição, sem responsabilidade, sem expectativas e sem regras, leis ou rituais.
Um exemplo é quando Jesus diz a Mack:
“- Só quero que confie em mim o pouco que puder e que cresça no amor pelas pessoas ao seu redor com o mesmo amor que compartilho com você. Não cabe a você mudá-las nem convencê-las, Você está livre para amar sem qualquer obrigação.”
Na pág 168 se lê:
“Mack, eu as amo (as pessoas que inventaram os sistemas de poder). E você comete um erro julgando-as. Devemos encontrar modos de amar e servir os que estão dentro do sistema, não acha? Lembre-se, as pessoas que me conhecem são aquelas que estão livres para viver e amar sem qualquer compromisso. (!!!!!!!!!!) (Como amar de acordo com o Evangelho sem compromisso ou responsabilidade? Como seguir Jesus até a cruz, como ser seu discípulo sem compromisso ou responsabilidade? De qual amor o livro fala? Talvez do da Nova Era, do da Era de Aquarius, jamais do amor cristão! Jamais do verdadeiro amor humano!)
- É isso o que significa ser cristão? – Achou meio idiota ao dizer isso, mas era como se estivesse tentando resumir tudo na cabeça.
- Quem disse alguma coisa sobre ser cristão? Eu não sou cristão. (na verdade, Jesus era judeu, mas fundou o cristianismo, segundo foram chamados seus seguidores POR CAUSA DELE, o Cristo. Este tipo de afirmação clichê (como muitas outras presentes no livro) engana o leitor incauto e o leva a pensar que ser ou não ser cristão não faz diferença, pois nem Jesus era cristão!)
A idéia pareceu estranha e inesperada para Mack e ele não pode evitar uma risada.
- Não, acho que não é.
Chegaram à porta da carpintaria. De novo Jesus parou:
- Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou mulçumanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos. (conforme já comentamos, a idéia de pecado não existe no livro. Jesus já os pagou todos e todos já desapareceram). Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, meus amados. ( se não importa a Jesus que os homens sejam ou não cristãos, porque Ele teria mandado os discípulos até os confins da terra BATIZANDO OS QUE CRESSEM EM NOME DO PAI, DO FILHO, DO ESPÍRITO SANTO, isto é, fazendo-os cristãos? )
A seguir, vem a afirmação bela e verdadeira que, aparentemente, “sanciona” todo erro exposto:
- Isso significa que toda estrada leva a você?
- De jeito nenhum (…) A maioria das estradas não leva a lugar nenhum. O que isso significa é que eu viajarei por qualquer estrada para encontrar vocês.” Pronto. Esta afirmação verdadeira vem fazer com que pareçam verdades as inverdades ditas acima. Mais um sofisma bem elaborado).
- Neste contexto se dá o encontro com Missy, a filha morta, que o “abraça” e “vê” e é vista e “abraçada” por ele por trás da cachoeira Tal encontro é recheado de elementos do folclore panteísta indígena e nova era como a cachoeira, o jardim colorido, a rocha escura. Os filhos vivos de Mack também estão presente na cena “em sonho”.
Este episódio pontilhado de clichês provavelmente utilizados nas pregações que o autor escutou ou revistas que leu, traz, como clichê central, a historinha do julgamento no qual a pessoa é colocada no lugar de juiz entre dois de seus filhos ou entes queridos. Embora seja clichê entre os protestantes e, dessa forma, empobreça a linguagem do livro, é muito útil para que se entenda a necessidade da misericórdia e perdão, que só Deus tem como exercer sem erro e plenamente. No episódio faltam alguns elementos como Jesus Cristo como fonte de misericórdia, mas isso não parece proposital. É apenas mais uma das muitas contradições do livro, que condena os rituais, mas os promove, que fala no perdão do Pai, mas não inclui o filho, etc.
- É, aliás, em um ritual que Mack se encontra com o pai biológico, em meio a milhares de espíritos de luz, mas distinto dos outros por estar-se “debatendo em seus sentimentos” e “resistindo” a eles com relação a Mack. A questão dos espíritos de luz evoca o espiritismo, a nova era, a concepção oriental de céu, o que vem combinar com a idéia de que o Céu como um lugar de purificação da natureza, igualmente espiritualista. Quanto ao “debater-se em sentimentos” o pai de Mack, ou é simplesmente uma figura literária, ou uma clara ignorância do que diz a doutrina cristã sobre o estado das almas no céu.
- Neste episódio, há um dado interessante: Mack está vendo o céu com os olhos com que Deus o vê e chega à conclusão de que no céu as pessoas não somente são espíritos de luz sendo purificados (já que o céu é uma purificação da criação), mas que se comunicam através de cores e brilhos. Dado o contexto de tantas afirmações contrárias à fé, fico sem saber se isso é meramente interpretação livre do autor, ou se há algo em alguma doutrina que faça alusão a este tipo de “linguagem”, exceto nas alucinações causadas por LSD, que não creio ser o caso aqui.
CONTINUA EM PRÓXIMO POST……………………………………………………….
Continuação destes artigos (análise, comentários, explicações e críticas sobre o livro A CABANA):
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Carmadélio, o comentário abaixo foi muito tendencioso, para o que diz o trecho do livro. Reveja o texto descrito, e o comentário para ver como distoam:
Trecho:”“- O mundo, em vários sentidos, seria um lugar muito mais tranqüilo e gentil se as mulheres governassem. Haveria muito menos crianças sacrificadas aos deuses da cobiça e do poder.”
Comentário: (esta é uma idéia feminista das mais radicais. Segundo ela, a mulher é superior ao homem em vários campos e têm uma percepção do universo mais espiritual. Tal idéia é um primeiro passo para a defesa do aborto e a retirada do sentimento de culpa das mulheres com relação a ele. Por isso, muitos governos colocam mulheres à frente de processos de legalização do aborto).
O qué o trecho realmente ressalta: O trecho diz claramente que as mulheres são mais ternas, mais amorosas, e que se o mundo fosse por elas governados, crianças não seriam sacrificadas aos Deuses. É o que está escrito. Ora, de onde saiu o comentário sobre o aborto? Quer dizer que uma mulher no comando é aborto na certa?
Me desculpe mas esse idéia sim é extremamente machista!
O texto diz que as mulheres impediriam mortes, e o comentarista tira da cartola “a premissa de que as mulheres são melhores, e que isso seria motivo para aborto.”
Desculpe mas discordo.
Eu não lerei o livro, pois ele não me atrai, mas por favor, vamos ter critério para comentar. Temos que ter senso crítico sim, mas sem invencionismo.
Cara Luciana,
Parece-me que o trecho em questão ressalta a visão que a obra toda defende.Se você pegar somente esse trecho a impressão que passa é o seu comentário,no entanto o trecho foi escolhido para ressaltar a visão global do livro.
Precisa ler o livro todo,algo que o comentarista fez,para saber exatamente o que o autor e o comentarista “defendem”.
Quanto ao aborto e a escolha das mulheres – que o comentarista afirma – como escolhidas para estarem à frente da defesa do aborto pelos governos é um fato que pode-se concordar ou não, mas é fato!
Eu não li o livro. Realmente existem feministas que tem uma idéia exdrúxula de que são superiores aos homens, e que nem precisam do dito cujo para ter filho, e algumas ainda que acreditam que filhos são desnecessários, e portanto devem ser evitados.
Sou totalmente contra isto!
Acredito que homens e mulheres são diferentes sim, mas que se completam. No final das contas um precisa do outro. O homem não é superior a mulher, nem a mulher superior ao homem. Profissionalmente eu posso dizer que também não são iguais. Podemos encontrar homens mais competentes que mulheres e mulheres mais competentes que homens.
Com relação ao aborto, e tantos outros males da sociedade, a culpa não é das mulheres. Veja bem a grande maioria não entra nessa loucura do feminismo.
Eu mesma já tive uma empresa sob o meu comando. Detalhe, existiam duas mulheres no quadro funcional da empresa: eu e uma operadora. Todos os demais eram homens, incluindo os donos da empresa, que eram os únicos a quem eu respondia.
Tomei as minhas decisões agindo sempre com justiça e bom senso. Sempre que uma demissão era necessária, eu conduzia com toda a delicadeza que a situação exige, pois sempre me coloquei no lugar de todos.
Aliás isso eu sempre fiz em todas as áreas da minha vida.
Se eu estivesse em um cargo de governo, como presidente da república, por exemplo, eu realmente me preocuparia com o povo, pois sei das mazelas e dos vícios do sistema público.
Respeitaria a laicidade do estado, mas deixaria pública a minha opção como católica, e como pessoa eu daria todo apoio aos eventos da minha igreja.
Ressaltaria em entrevistas como é importante ter educação religiosa.
Lutaria contra o aborto, contra o estupro e a pedofilia.
Faria as educação e a saúde pública funcionar e puniria exemplarmente os canalhas que desviam dinheiro público para os seus próprios bolsos.
Homens, ou mulheres no poder, não é a questão. A questão é a indole da pessoa que tem o poder, ou melhor, a responsabilidade nas mãos!
Existem pessoas que ao ler um comentário como esse, tenham a idéia de que uma mulher no comando seja errado. Isso precisa ser esclarecido. Pois idependente do sexo, o importante é que a pessoa tenha preparo e boa índole. E hoje, no governo, estamos carentes disso.
Eu nem sabia da existência desse livro, mas é o tipo de literatura que realmente não me atrai.
Pelo pouco que li, entendo que ele se propõe a dizer que devemos voltar ao nosso passado para resolver questões que arrastamos inconscientemente e da necessidade de Deus para isto, sendo que no caso dele há toda essa confusão com o dógma da igreja católica, extremamente desnecessário.
É muito melhor, nesse caso, ler o “TECENDO O FIO DE OURO”, pois não confunde, e resolve.
Abraços, Carmadélio.
Shalom.
Bom…
Depois das reflexoes acima estou certo de que preciso ler o livro.
Estou tambem sendo tentado a achar , alias desde o post anterior, que os comentarios podem estar sendo tendenciosos.
Comecei a ler hj.
O bacana é que o post vai esquentar! Todos sairemos no lucro!
Um bom debate.
Isso que é bom.
li e achei que tinha coisas absurdas nesse livro,ainda bem que não passsei ele pra ninguem ler.Obrigado pelo aviso Carmadelio.
Obrigado Carmadélio pela formação, mesmo eu tendo que pesquisar sobre algumas coisas ainda, como o Relativismo e etc..
eu li o livro, e muita coisa deixei passar, sem perceber, afinal tenho 16 anos e nao sou “formado” na nossa Igreja, estou no caminho
Mas também há em seus comentários, muita coisa que eu havia percebido, o que me agrada
gostaria que o senhor fizesse mais artigos do gênero, porque infelizmente nao sao todos Católicos que possuem um bom conhecimento sobre nossa religião, e toda informação vinda de uma boa fonte, como é a Canção Nova e todos agregados a ela é sempre bem vinda!
Abraços
Ps.: Visite o blog do meu pai, Pensando Bem…as vezes eu posto alguns artigos lá também!
Obrigado, carmadélio , por sem empenhar em nos revelar a verdade que muitos ainda tentam encobrir..me livrou de cometer um erro e um gasto desnecessário…não comprei “a cabana”. Substitui por um outro livro que se chama ” teu corpo feito para o amor” que me chamou atençao nas prateleiras e esta se tornando uma leitura profundamente transformadora…obrigado mais uma vez !!!
Parabéns pela análise. Principalmente ao que concerne ao RELATIVISMO, ANARQUIA, A DOUTRINA DE CÉU E INFERNO e o ESPÍRITO SANTO. Gostaria apenas de fazer uma observação quanto a beleza de Jesus. Convenhamos que nosso padrão de beleza é ditado pela nossa sociedade de acordo com as tendências consumistas. O fato de Jesus ter tido nariz grande, pequeno, achatado ou afilado, a cor da pele, de ser considerado feio em comparação com o padrão ocidental de beleza, não tira sua verdadeira beleza. Com certeza Jesus era belo e transparecia em seu olhar, seu sorriso, seu jeito de falar e de silenciar. Ou seja, Jesus poderia ser feio e narigudo segundo nosso padrão de beleza e mesmo assim seria o mais belo homem que há.
Herison, não sou doutor em Teologia,e até gostaria que o Carmadélio me corrigisse se estiver errado, bom eu penso que quando o livro fala da pessoa de Jesus falando que é feio e narigudo serve para frisar a Não Divindade de Jesus, o que é um absurdo!
Caro Carmadélio,
Fiquei triste por saber que este livro virou “atração” dentro da Comunidade, entretanto muito feliz pelo seu alerta sobre o mesmo, pois revela o seu zelo e compromisso pela Santa Madre Igreja – Corpo Místico de CRISTO.
É urgente a necessidade de continuar falando abertamente dos erros(principalmente do erro do protestantismo, cuja roupagem seduz e arrasta muitos para longe da Barca de Pedro) que tentam corromper, como o joio no trigal, o anúncio da Verdade plena revelada pela única Igreja fundada por Nosso Senhor JESUS CRISTO, que é Santa Igreja Católica.
Parabéns pela sua luta em defesa da Fé Católica.
Um grande abraço.
Guto.
Carmadélio, parabéns pela ótima matéria. Li “A Cabana” e achei muitas coisas entranhas em relação a fé cristã. Li recentemente NÃO ENTRE NESTA CABANA e fiquei muito convencido de que de fato “A Cabana” é um barraco espiritual. Um abração. Eugene.
A tempos procurava uma análise católica desse livro. Peço a tua autorização para publicá-la em meu blog. Li o livro, e achei estranha a idéia da Trindade (com a heresia do patripassionismo) e da “igreja” espiritual.O pior é que há sacerdotes que recomendam este livro pseudocristão. Pra mim, A Cabana prega a desdivinização de Deus, algo bem Nova Era.
Ainda ñ li toda a análise,mas até agora gostei muito,pois é realmete isso que estamos precisando,uma análise de fato sob á ótica da fé Católica.As coisas aparecem hoje em dia com um relato tão mascarado,parecem perfeito,mas quando realmente fazemos o “raio x” da coisa,ñ nada daquilo que fomos levados a crer…
Gostaria de saber se posso enviar essas análises por e-mail para pessoas conhecidas,ou coisa assim,para que elas também sejam “alertadas” sobre isso.(?).”Que Deus aumente a cada dia sua sabedoria,tanto para o seu,e tanto para o nosso crescimento!Amém!”
Gostaria de saber se já saiu a cabana parte 2, e qual é o nome do livro alguns falam que ja saiu e o nome do livro é A cabana o encontro com Deus,Por favor me responda pois quero ler a continuação espero que tenha.
Podemos extrair como ponto positivo do livro, uma certa ‘introdução à Trindade’, como mistério de amor e comunhão, e ainda que Deus não é alheio ao sofrimento, mas n’Ele encontramos sentido para saber sofrer e viver. Contudo, de fato, o modo irreverente como a “SS Trindade” é tratada, conduz a erros graves que podem conduzir a um sério abismo individualista e anti-cristão.
Carmadelio vc é muito ingenuo, achando q a ideia d sermos todos respeitados e tratados da mesma forma sem um grau de superiordade é uma coisa ruim, que Deus ‘’se acha” superior – claro que Ele é superior – mas ele ve todos nos como iguais e nao como inferiores, é o respeito e amor que o faz tao divino. A ideia de aparencia da trindade como mostrada no livro, é apenas uma forma da trindade ser mais sutil, respeitando os medos e traumas de ”Mack”, e nao um insulto do autor.
A Cabana é um otimo livro feito para abrir os olhos de pessoas como voce, espero que um dia voce possa entender, obrigado.
“mas ele ve todos nos como iguais e nao como inferiores, é o respeito e amor que o faz tao divino.”
Meu querido irmão, você precisa estudar um pouco mais de Bíblia e Teologia. Deus,de maneira alguma,é “igual” aos homens. O que o faz superior a nós não é simplesmente o amor e respeito que devemos a Ele, mas a Sua própria natureza divina, que Ele não compartilha com absolutamente ninguém, senão não seria Deus. A superioridade de Deus sobre os homens está patente nos Seus atributos de onisciência, onipresença e onipotência, que são exclusivos d’Ele, e de ninguém mais. É somente o amor de Deus por nós que O faz abaixar-se até nossa condição, em Jesus, para nos elevar de nosso estado de pecado e nos introduzir na comunhão de amor da Trindade. E por mais que vivamos unidos a Deus, e que o amor nos faça um só, a diferença continuará a existir: Deus será sempre Deus, e nós seremos sempre seres humanos, infinitamente pequenos diante do Criador e dependentes d’Ele.
Ademais, o artigo desse blog, como já foi dito várias vezes, serve de subsídio para uma leitura crítica do livreco (com perdão da expressão), com base no ensinamento milenar cristão. Não é fruto das especulações de qualquer um.
Eu ja li o livro “A Cabana”, e gostei sim das informaçoes que colocaram aqui!
Mais tem que sempre lembrar que o livro é de FICÇÃO.Quando eu encontrava algo “estranho” no livro eu simplismente ignorava, lembrando que era FICÇÃO.
Se eu tivesse lido o que ta escrito nessa página antes provavelmente não teria lido,mais na verdade eu tomei a decisão de começar a ler o livro pelo fato de ter encontrado ele á venda no site shopping Canção Nova. Mais eu achei a história interessante a ponto de até recomendar o livro!
Eu acho que não há necessidade de ofender tanto o livro assim… Poderiam na verdade colocar alguma coisa legal do livro!
Claro que colocar os pontos errados é uma coisa sensata…Mais isso ja foi feito, e eu sei que encontrariam pelo menos algo de bom no livro!
Concordo com o que a Bruna falou.
O livro é FICÇÃO, entao nao é necessario todo esse alarde (mesma coisa que aconteceu com o Código DaVinci). A intensão principal do autor não é vender uma imagem falsa da Trindade ou rebaixar a igreja(apesar dele fazer isso de uma certa forma), mas sim mostrar como Deus está presente no nosso dia-a-dia, o amor dEle por nós além de tratar de maneira muito inteligente a questão da responsabilidade de Deus nas nossas perdas e no nosso sofrimento.
Deve ser encarado simplesmente como um romance FICTÍCIO com traços de auto-ajuda, e nao como um novo catecismos. Cabe a cada um ter maturidade suficiente para ler e nao ser influenciado pelas ideias erroneas que o livro traz.
A história em si é extremamente envolvente e interessante, uma ótima leitura.
Sendo assim, acho que a análise foi muito bem feita entretanto é em muitos momentos tendenciosa e radical.
Gente… preciso ler esse livro. As coisas que estão sendo ditas me deixaram com vontade de opinar mas é impossível julgar o que não se conhece. Apenas gostaria de sinalizar, concordando até com o comentário do João (acima), que diferentes leituras exigem diferentes formas de comportamento. Não se lê um jornal como se lê uma bula nem um livro de receitas como uma história em quadrinhos, por exemplo. Da mesma forma, ler um texto literário é diferente de ler a bíblia (ainda que a linguagem presente nesta seja, em boa parte, muito ricamente literária). Já defendi em outros momentos a iniciativa de trazer á tona análises que despertem para uma leitura mais atenta dos signos que nos são apresentados em filmes, livros, programas de TV etc., mas acho que algumas comentários chegam ao extremo. Acho que não é intenção de quem postou a análise dizer que o livro é proibido ou que deva ser queimado. Como disse o próprio Carmadélio conservadorismo é diferente de fechamento intelectual. Enfim… após a leitura poderei opinar com mais consciência e sensatez. Preciso também tirar minhas conclusões se se trata mesmo de um texto literário. Não sei até que ponto auto-ajuda pode ser classificada como literatura…
Fico me perguntando como alguém pode julgar um livro dizendo que este vem contra a fé católica.
Já ouvi pregações de Muitos padres, Inclusive Padre Fabio de Melo, dizendo como este autor conseguiu descrever algo que teólogos tentam a muitos anos. Como Deus é próximo de sua criação.
Fico realmente entristecido com sua RADICALIDADE. Parece até um Xiita Talibã. rsrsrs…(Brincadeira).
Abraço Fraterno