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DE QUE MANEIRA ALGUNS MÉTODOS DE CONTROLE DA NATALIDADE COLOCAM EM RISCO A VIDA DE UM BEBÊ NO COMEÇO DE UMA GRAVIDEZ?
A resposta a essa pergunta encontra-se nas informações a seguir, traduzidas integralmente do Glossary of Abortifacients. Esse documento foi originalmente publicado pela organização Concerned Women for America
GLOSSÁRIO DE ABORTIVOS
Por meio de uma pesquisa das informações disponíveis acerca das várias drogas químicas que causam aborto, Concerned Women for American não descobriu nenhuma organização que oferecia um documento que descrevia, numa lista completa, os produtos de planejamento familiar que provocam aborto. Então, CWA compilou um glossário que inclui os produtos abortivos, juntamente com sua descrição, efeitos colaterais e fatores de risco.
Dispositivo Intra-uterino (DIU)
O DIU é um pequeno dispositivo de plástico em forma de T, contendo cobre ou progesterona, com um fino fio de plástico sobressaindo. É inserido no útero e seu objetivo é causar aborto bem no início da gravidez.
Como funciona: A função do DIU é inflamar as paredes do útero e impedir a implantação do embrião humano vivo na camada do útero, abortando assim uma [criança em gestação] de uma semana de vida.
Efeitos colaterais e fatores de risco: Espasmos e manchas durante as primeiras semanas após a inserção; forte fluxo menstrual com o DIU de cobre; fluxo menstrual mais fraco com o DIU de progesterona; dor nas costas; dor durante a ovulação; infecção pélvica que pode levar à esterilidade; penetração dolorosa do DIU na parede do útero; perfuração da parede uterina, colo do útero ou bexiga; lesões no coração; toxicidade de cobre (doença de Wilson) ou envenenamento dos órgãos; anemia; o prosseguimento da gravidez, que pode levar a um nascimento prematuro, aborto espontâneo, endometriose, gravidez ectópica (onde o embrião humano se implanta nas trompas, podendo ser fatal) ou aborto séptico (morte da [criança em gestação] causada por infecção que pode, como conseqüência, terminar em febre alta e outras complicações); nenhuma proteção contra as DSTs [doenças sexualmente transmissíveis] ou AIDS.
Norplant
O Norplant consiste num grupo de seis varas finas de plástico, cada uma medindo 3.5 cm de comprimento, cheias de 36 mg de levonorgestrel (uma droga do tipo da progesterona). Essas varas são implantadas, na forma de leque, no braço da mulher e duram aproximadamente cinco anos.
Como funciona: O Norplant tem três funções. Primeira, suprime a ovulação em pelo menos metade dos ciclos menstruais das mulheres. Mas a ovulação ainda ocorre em até 41 por cento das mulheres. Segunda, engrossa o muco do colo do útero, impedindo o espermatozóide de chegar a qualquer óvulo que for produzido. Terceira, se as primeiras duas ações falham, o Norplantâ impede o desenvolvimento do endométrio ou camada do útero. De acordo com o Centro para a Criação de Leis e Políticas Reprodutivas (Center for Reproductive Law & Policy, que é uma organização a favor do aborto legal), nessa terceira ação, o Norplant cria um ambiente hostil para a [criança em gestação]; portanto, a criança é abortada. Para resumir, nos primeiros anos, a supressão da ovulação é o efeito principal. Do terceiro ao quinto ano, o efeito principal é provocar aborto.
Efeitos colaterais e fatores de risco: Desconforto no local do implante; dificuldade na remoção; sangramento menstrual irregular, inclusive aumento de sangramento; mudanças na pressão arterial; risco de ataque do coração; coágulo sangüíneo; cistos no ovário; dores de cabeça; aumento de peso; mudanças repentinas de temperamento, perda do desejo sexual e depressão; cegueira;aumento de tamanho dos ovários e/ou trompas; nervosismo; náusea; acne; vertigens; dermatite; seios doloridos; crescimento excessivo de pelo; inflamação do colo do útero;dores no peito; espasmos uterinos, e excessivos sintomas de Tensão Pré-Menstrual; nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.
Implanon
Implanonä é um abortivo que é implantado debaixo da pele, similar ao Norplant,â mas que consiste em uma única vara, de 2 mm x 4 cm, que contém etonogestrel e é envolvida num tipo de plástico Está sendo testado pela empresa Organon de Nova Jersey.
Como funciona: O Implanonä é comparável ao Norplantâ em sua ação. É eficaz nos primeiros três anos.
Efeitos colaterais e fatores de risco: “Potencialmente, [quando se quer removê-la] pode ser difícil localizar essa única vara por causa do seu tamanho pequeno, migração do local da inserção inicial, desenvolvimento de densas fibras ao redor da vara, implante profundo debaixo da pele, grande quantidade de gordura subcutânea ou inexperiência clínica na inserção.”Pelo fato de que seus testes estão em andamento, nada se sabe acerca dos efeitos colaterais, fatores de risco e efeitos de longo prazo do Implanon.
Depo-Provera (depot medroxyprogesterone acetate, ou DMPA)
Depo-Provera é uma progestina de longa ação (hormônio fabricado), administrada por uma injeção de 150 mg de acetato de medroxyprogesterona num músculo a cada três meses.
Como funciona: Semelhante ao Norplant, a Depo-Proveraâ funciona de três maneiras. Primeira, impede a ovulação. Segunda, pode fazer com que o muco do colo do útero mude, impedindo que o espermatozóide entre no colo do útero. Terceira, pode irritar a camada do útero de tal modo que o embrião humano, ou [criança em gestação], não consiga se implantar na parede do útero, sendo assim abortado.
Efeitos colaterais e fatores de risco: Sangramento excessivo; esterilidade temporária ou permanente; danos potenciais aos futuros filhos; aumento no risco de câncer do colo do útero; risco de câncer de mama; dores de cabeça; desconforto abdominal; ansiedade; nervosismo; supressão da glândula supra-renal (diminui a produção de alguns hormônios naturais do corpo); ganho de peso; perda de cabelo; diminuição do desejo sexual; mudanças repentinas de temperamento; vertigens; fadiga; reações alérgicas que causam coceiras ou inflamações avermelhadas na pele; forte depressão mental; gravidez ectópica; aumento na perda mineral dos ossos nos primeiros anos de uso, que traz o risco de fraturas ósseas; aumento no risco de coágulos sangüíneos ou derrame; espasmos nas pernas; vazamento ou irritação vaginal; inchação dos seios ou seios doloridos;mãos ou pés inchados; dores nas costas; insônia; acne; ondas de calor; nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.
Vacinas Antifertilidade
Essas vacinas tornam as mulheres imunes a seus próprios bebês na barriga.
Como funcionam: A Organização Mundial de Saúde (OMS) está testando dois tipos. A vacina anti-hCG age contra os efeitos naturais de um hormônio chamado gonadotropina coriônica humana, ou hCG, que [a criança em gestação] produz. A vacina faz com que o sistema imunológico da mãe trate [a criança em gestação] como um corpo estranho e a aborta. O segundo tipo de vacina se chama Antígeno Trofoblástico (TBA) e faz com que o corpo da mãe identifique como estranha a camada protetora externa [da criança em gestação]. O sistema imunológico dela destrói a camada externa, abortando assim [a criança em gestação].
Efeitos colaterais e fatores de risco: Pelo fato de que essas vacinas ainda estão na fase de teste, não se sabe suficientemente acerca dos riscos. Nas pesquisas preliminares observaram-se danos potenciais ao sistema imunológico da mulher, com um efeito potencial de longo prazo que poderia tornar ineficaz o sistema imunológico feminino
Methotrexate e Misoprostol (Cytotec)
A agência federal americana Administração de Alimentos e Drogas (FDA) aprovou a Methotrexate para o tratamento de câncer. A FDA aprovou o Misoprostol (Cytotec) para impedir úlceras estomacais e é, sem aprovação oficial, usado como droga adicional para completar um aborto realizado com a RU-486 ou Methotrexate. A FDA não aprovou oficialmente o Cytotecâ como droga suplementar para uso com a RU-486 ou Methotrexate.
Como funciona: No consultório do médico, uma injeção intramuscular de Methotrexate, ou MTX, é administrada. Utilizada também no tratamento de câncer, a MTX pode destruir a camada protetora externa da [criança em gestação]. Uma segunda substância química, Cytotecâ, é inserida, na forma de um supositório, na vagina da mulher quatro ou sete dias mais tarde para provocar contrações que empurrarão a [criança] morta para fora do útero. Depois de receber a dosagem de Cytotecâ, a mulher poderá expelir a [criança] morta em questão de horas. Contudo, uma segunda dose pode ser necessária e pode levar dias ou semanas para que o aborto se realize de modo completo. A mulher poderá sangrar durante semanas, até mesmo necessitando do procedimento de dilatação e curetagem (D&C)ou uma transfusão de sangue. A [criança] morta poderá ser expelida em qualquer lugar fora do consultório do médico. Se durante os exames posteriores no consultório médico se constatar que o aborto não se realizou de modo completo, efetua-se o aborto cirúrgico.
Efeitos colaterais e fatores de risco: Do Cytotec: problemas nos rins; infertilidade (esterilidade); espasmos e sangramento. Da injeção de MTX: potencialmente tóxica para o corpo da mulher; danos no fígado; destruição dos rins; lesões no músculo do coração; insuficiência pulmonar; problemas gastrintestinais; derrame; convulsões;náusea; diarréia; problemas na medula óssea; anemia profunda. Da Methotrexate: provoca o enfraquecimento dos pulmões; possível morte.
RU-486 (mifepristona) e Cytotec (misoprostol)- Pilula do dia seguinte.
A RU-486 é um esteróide, criado pelo homem, na forma de uma pílula que age contra o progresso natural de uma gravidez. A FDA a aprovou para uso geral em 28 de setembro de 2000.
Como funciona: Um aborto realizado com a RU-486 ocorre em quatro visitas ao médico. Na primeira visita, a mulher passa por um teste de gravidez, um teste de sangue, um exame pélvico e muitas vezes um exame de ultra-som. A RU-486 só é eficaz nos primeiros quarenta e nove dias após a concepção. Na segunda visita, a mulher toma três pílulas de RU-486. Essa droga antiprogesterona impede que o endométrio (a camada do útero) forneça progesterona à [criança em gestação]. (A progesterona é necessária para a nutrição [da criança].) Portanto, [a criança em gestação] acaba morrendo de fome. Na terceira visita, a mulher recebe Cytotecâ, que provoca espasmos a fim de fazer com que o corpo dela expulse [a criança] morta. A quarta visita ocorre uma semana depois para garantir que o aborto tenha se efetuado completamente e para monitorar o sangramento da mulher. Se o aborto não se efetuou com êxito (o que acontece em 5-10 por cento de todos os casos),a mulher passa por um aborto cirúrgico.
Efeitos colaterais e fatores de risco: Náusea; dores abdominais; vômitos; sangramento forte e de longa duração; ataque do coração; hemorragia; perda da fertilidade no futuro; problemas para os futuros filhos; perdas de sangue consideráveis; possível morte (uma mulher na França morreu de RU-486). Não se sabe os feitos de longo prazo para a mulher e para seu sistema imunológico.
A Pílula Anticoncepcional
Há dois tipos básicos de pílulas anticoncepcionais. Uma é a pílula que combina estrógeno e progestina. A outra é a “mini-pílula”, que contém somente progestina.
Como funciona: O funcionamento da pílula envolve três ações. A primeira ação é impedir a ovulação ou a liberação de um óvulo. No entanto, nem sempre se suprime a ovulação.Às vezes a ovulação ocorre até mesmo em mulheres que nunca deixam de usar a pílula, e estima-se que esse tipo de ovulação possa abranger até 20 por cento dos casos. A segunda ação que a progestina realiza é engrossar o muco do colo do útero a fim de impedir que o espermatozóide entre nas trompas. Se as duas primeiras ações falham, a progestina irrita a camada do útero, impedindo assim a implantação [do embrião humano]. A terceira ação é provocar quimicamente um aborto. A mini-pílula é uma pílula de só progestina que permite que a ovulação ocorra de 40 a 60 por cento do tempo.pílula do “dia seguinte” é na verdade uma dose mais elevada da pílula anticoncepcional (estrógeno e progestina), que deve ser tomada até 72 horas após uma relação sexual sem contracepção. A pílula do “dia seguinte” irrita a camada do útero e impede a implantação de um embrião humano de uma semana de vida, acabando com a possibilidade de gravidez.
Efeitos colaterais e fatores de risco: Enfraquecimento do sistema imunológico, que pode levar a infecções bacteriais e maior vulnerabilidade à AIDS; doença infamatória pélvica, que pode levar à esterilidade e à morte; infertilidade; câncer do colo do útero; gravidez ectópica; encolhimento do útero; mudanças súbitas de temperamento e depressão; câncer de mama; coágulos sangüíneos; defeitos congênitos em crianças concebidas enquanto a mãe está usando a pílula; seios doloridos; derrame; ganho de peso.Náusea e vômitos são riscos adicionais do uso da pílula do “dia seguinte”. A pílula anticoncepcional não oferece nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.
POR QUE ESSES ABORTIVOS SÃO CONSIDERADOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS?
Embora algumas dessas drogas permitam que a mulher à vezes ovule, porém na grande maioria das vezes não permitem que um ser humano recém-concebido consiga se implantar na mucosa do útero. Assim, a mulher não fica “grávida” durante esse tipo de ovulação porque a implantação é impedida. Isso pode corretamente ser qualificado como micro-aborto. Não há dúvida: essas drogas, de um modo ou de outro, têm como uma de suas funções impedir a implantação.
O motivo pelo qual esses dispositivos e drogas são considerados “anticoncepcionais” é porque anos atrás o Conselho Americano de Ginecologia e Obstetrícia mudou o significado da palavra concepção, redefinido-a com um novo sentido: implantação.
Em 1963, o Ministério da Saúde, Educação e Bem-estar dos EUA (U.S. Department of Health, Education and Welfare) definiu como aborto “todas as medidas que prejudicam a viabilidade do zigoto [ser humano recém-concebido], em qualquer momento desde a fertilização até a finalização do parto.” Até meados da década de 60, os cientistas em todo o mundo reconheciam que a concepção ocorre no momento em que, em algum lugar nas trompas, o espermatozóide fertiliza o óvulo. Mas os defensores do aborto já estavam se preparando para efetuar certas mudanças nas palavras anticoncepcional e abortivo.
Com o objetivo de tornar os abortivos aceitáveis para as mulheres e enganar as leis contrárias ao aborto, os defensores do aborto perceberam a necessidade de obscurecer o significado e a diferença entre anticoncepcional e abortivo. Eles só conseguiriam realizar tal distorção mudando a definição de concepção, não mais a classificando como fertilização (a união do espermatozóide com o óvulo), mas apenas como implantação. Com essa nova definição de concepção, se um dispositivo ou droga — tal como o DIU ou a Depo-Provera — impede a implantação, não há nenhuma necessidade de se preocupar com a questão do aborto. De acordo com essa nova definição, só ocorre um aborto quando um dispositivo ou droga mata uma criança que já conseguiu se implantar na parede do útero.
As constantes campanhas dos defensores do aborto para torcer tal terminologia acabaram produzindo resultados em 1965, quando o Conselho Americano de Ginecologia e Obstetrícia publicou seu primeiro Boletim de Terminologias. Esse boletim declara: “A concepção é a implantação de um óvulo fertilizado.”Assim, de acordo com essa definição, um ser humano é concebido não quando o espermatozóide se une ao óvulo, mas uma semana depois quando consegue se implantar na camada do útero.
Apesar dessas fraudes graves na classe médica, o Dr. Richard Sosnowski, presidente da Associação Sulista de Obstetras e Ginecologistas, declarou em 1984:
Não considero algo nobre brincar, numa profissão, de torcer o significado das palavras… Preocupa-me também o fato de que, embora não tivessem nenhuma evidência científica para tornar válida a mudança, tenham redefinido o termo concepção de penetração bem-sucedida do espermatozóide no óvulo para implantação de um óvulo fertilizado. Parece-me que o único motivo para isso foi o dilema criado pela possibilidade de que o dispositivo contraceptivo intra-uterino tinha função abortiva.
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