* Austrália quer que muçulmanas removam véu do rosto.

As mulheres muçulmanas terão que remover seus véus e mostrar seus rostos para a polícia se forem requisitadas ou poderão ir para a prisão, de acordo com proposta de nova lei do estado mais populoso da Austrália, Nova Gales do Sul.
Um intenso debate cultural iniciado pelo projeto de lei reflete o crescente fluxo de migrantes muçulmanos e o desconforto que os sinais visíveis do Islã estão provocando nos habitantes predominantemente católicos da Austrália.
O novo projeto de lei de Nova Gales do Sul, onde está localizada a capital Sydney, prevê que se uma mulher se recusar a remover o véu facial poderá receber uma sentença de um ano na prisão e multa de US$ 5.900. A lei – que deve ser votada pelo parlamento estadual em agosto – foi vista por civis libertários e por muitos muçulmanos como uma reação exacerbada para um caso de trânsito envolvendo uma mulher muçulmana que estava dirigindo o veículo usando o véu que deixa apenas os olhos à mostra.
O governo diz que a lei requer que motoristas e suspeitos criminais removam qualquer cobertura de suas cabeças para que a polícia possa identificá-los. Críticos afirmam que a lei tem uma tendência antimuçulmana à medida que poucas mulheres na Austrália usam burcas, a vestimenta feminina muçulmana que cobre a mulher dos pés à cabeça. Em uma população de 23 milhões de habitantes, apenas cerca de 400 mil australianos são muçulmanos, dos quais estima-se que menos de 2 mil mulheres usam véus faciais e é provável que uma fatia ainda menor dirija.
Associated Press.
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No entanto os “civis libertários” do mundo parecem estar um tanto indiferentes ao que está acontecendo com os cristãos do Iraque.
Aquilo sim é que é sentir “desconforto” com a presença do outro.
Isso me fez lembrar o discurso do ex-Primeiro Ministro da Austrália Kevin Rudd, que caberia muito bem aos ditos “civis libertários”:
“Estou farto de que esta Nação tenha que preocupar-se estamos ofendendo a outras culturas ou a outros indivíduos. Desde os ataques terroristas em Bali, estamos experimentando um aumento do patriotismo da maioria do povo australiano.
Nossa cultura vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, através de lutas, atribulações e vitórias por parte de milhões de homens e mulheres que buscaram a liberdade quando aqui chegaram.
Falamos principalmente a língua inglêsa, não o espanhol, nem o árabe, nem o chinês, nem o japonês, o russo ou qualquer outro idioma. De modo que se vocês querem formar parte de nossa sociedade, tratem de aprender nosso idioma.
A maioria dos australianos acredita em DEUS. Este não é um posicionamento católico, político ou de extrema direita. Este é nosso direito, porque homens e mulheres cristãs, de princípios cristãos, fundaram esta Nação. E esse fato é histórico. E é certamente apropriado que esse fato possa se refletir nas paredes de nossas escolas. Se a imagem de DEUS ofende a vocês, sugiro que considerem viver em outra parte do mundo, porque DEUS é parte de nossa cultura.
Aceitamos suas crenças sem perguntar o por que. Tudo o que pedimos é que vocês aceitem as nossas, e vivam em harmonia e desfrutem da vida em paz conosco.
Este é NOSSO PAÍS, NOSSA PÁTRIA, E ESSES SÃO NOSSOS COSTUMES E ESTILO DE VIDA E PERMITIREMOS QUE DELE DESFRUTEM, mas quando desejarem se queixar e protestar contra nossa Bandeira, nossa língua, nosso compromisso nacionalista, nossas crenças cristãs e nosso modo de vida, nós vos estimulamos a que aproveitem outra de nossas liberdades australianas: O DIREITO DE IREM EMBORA.
Se vocês não estão contentes neste País, então VÃO EMBORA. Não os obrigamos a vir para cá. Vocês pediram para emigrar para cá. Assim, já é hora de aceitarem este País que lhes acolheu.”
Apesar de não concordar em 100% com o mesmo (talvez uns 90%), acredito que a liberdade religiosa não deve ser utilizada como pretexto para injustiças ou obstrução da justiça. Verdadeiramente existe uma distinção do que é legal e do que é justo, sendo que o primeiro nem sempre concorda com o conceito de justiça em determinado Credo, mas não me parece ser o caso no referido artigo.
O que me faz pensar, aqui no Brasil também já se cogita a remoção de simbolos e ideologia cristãos das funções públicas, enquanto que sob o pretexto de “justiça à minorias”, pode-se encontrar bastante propaganda de quem por exemplo alega conseguir separar um casal, ou que alguém perca o emprego em benefício (e por desejo) de outrem. Vá entender o que seja “liberdade” em algumas cabeças…
Vinde Senhor Jesus!