* Retirada de crucifixo de tribunal gaúcho causa perplexidade e indignação!


Não sou gaúcho. Modestamente, apenas brasileiro. Fosse, estaria ainda mais envergonhado do que estou com a decisão tomada pelo Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que acatou um pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de algumas outras entidades para que sejam retirados todos os crucifixos e outros símbolos religiosos das repartições da Justiça do Estado. Justificativa: o estado é laico.
Publiquei uma pequena nota na noite de ontem, e muito gente apoiou a decisão. Publiquei, diga-se, as opiniões que não vieram acompanhadas de boçalidades anti-religiosas. Vamos lá.
O estado brasileiro é laico, sim, mas não é oficialmente ateu ou anti-religioso. E vai uma grande diferença entre uma coisa e outra. A República brasileira não professa um credo, mas não persegue crenças e crentes. Que dias estes que estamos vivendo! O cristianismo está profundamente enraizado na história e na cultura do Brasil. Os crucifixos não estão em tribunais e outras repartições para excluir, humilhar, discriminar, impor um valor ou qualquer coisa do gênero.
Ao contrário até: basta ater-se aos fundamentos dessa fé, mesmo quem não tem fé, para constatar que os valores éticos que ela reúne constituem o fundamento — eis a verdade — da moderna democracia. Sim, meus queridos, foi o cristianismo que inventou a igualdade entre os homens. E não, isso não quer dizer que sua história tenha sido sempre meritória.
Por que a Liga Brasileira das Lésbicas — E ME FAÇAM O FAVOR DE NÃO CONFUNDIR ESSE GRUPO MILITANTE COM MULHERES LÉSBICAS, TOMADAS NA SUA INDIVIDUALIDADE — não pede a demolição da Catedral de Brasília, plantada na Esplanada dos Ministérios? Por que não pede que o Rio ponha abaixo o Cristo Redentor? Urge mudar o nome de São Paulo, de Santa Catarina, do Espírito Santo, de São Luís, de centenas de cidades brasileiras que refletem a óbvia importância que o cristianismo, especialmente o catolicismo, teve entre nós.
Os que entraram com essa ação ridícula, acatada pelo Conselho da Magistratura, agem à moda do Taliban, que destruiu, em 2001, os Budas de Bamiyan,(foto acima) no Afeganistão, que datavam, no mínimo, do século 7 porque consideraram que eles ofendiam a fé islâmica. No Brasil, cuida-se agora de outro fundamentalismo.
Notem bem: se alguém propusesse uma lei que obrigasse repartições públicas a exibir o crucifixo, eu estaria entre os primeiros a protestar. Retirar, no entanto, os que foram herdados de uma tradição cultural, religiosa e civilizacional, bem, isso é um crime contra a nossa história, cometido para satisfazer vocações fundamentalistas. Os doutores e a tal liga das lésbicas que me perdoem, mas estão jogando no lixo ou mandando para o armário valores como igualdade entre os homens, caridade e… justiça! O cristianismo, prova-o a história, é também umas das primeiras correntes de pensamento realmente influentes a proteger a vida e os direitos das mulheres — à diferença do que pretende essa militância boçal.
Isso nada tem a ver com laicismo do estado. O que se caracteriza, aí sim, é perseguição religiosa. Não tenho dúvida de que muitos dos defensores dessa medida não hesitariam um segundo em defender também o “direito” de tribos indígenas brasileiras que praticam o infanticídio. E o fariam sob a justificativa de que se trata de uma tradição cultural…
O que mata e o que dá vida
A tal liga tem agora de avançar contra a Constituição Brasileira. Afinal, Deus está lá.
Vejam que sociedade de iniqüidades se construiu nos Estados Unidos, onde as pessoas ainda juram com a mão posta sobre a Bíblia. Que país ridículo é aquele capaz de cantar em seu hino: “In God is our trust”, discriminando ateus e agnósticos? O paraíso da liga é a Coréia do Norte, de onde a religião foi banida. Ou a China. Boa era a antiga União Soviética. Igualitários e sem preconceitos eram os países da Cortina de Ferro. Bacana é Cuba, sem essas frescuras com o Altíssimo… Como dizem alguns ateus do miolo mole, as religiões matam demais! Os regimes laicos, especialmente os comunistas, é que souberam proteger os homens, não é mesmo?
Sim, sinto-me bastante envergonhado por aquela gente toda — as que pediram o fim dos crucifixos e as que aceitaram o pleito. O cristianismo é hoje a religião mais perseguida do mundo. Um iraniano foi condenado à morte por se converter. Começamos a assistir a uma variante da perseguição religiosa em nosso próprio país.
Não duvidem! Se as confissões cristãs aderissem à pauta da Liga Brasileira de Lésbicas — seja ela qual for —, o pedido não teria sido encaminhado. Como isso não aconteceu nem vai acontecer, elas resolveram que um símbolo, que tem valor para mais de 90% dos brasileiros (entre católicos, protestante tradicionais e evangélicos), tem de desaparecer. A desculpa? O laicismo do estado.
Eis aí mais um exemplo do fascismo de minorias. Uma leitora relatou aqui a sua participação num fórum que debateu a legalização do aborto. Um grupo de feministas defendeu de modo muito enfático que o combate ao aborto seja considerado um crime. Afinal, argumentaram, é uma questão de direitos humanos e de direitos da mulher… Em breve, será crime simplesmente não concordar com “eles”.
Os doutores do Rio Grande do Sul confundiram laicismo do estado com o ateísmo militante do estado. Mandaram para o lixo mais de 2 mil anos de cultura ocidental e mais de 500 da história do Brasil. Afinal, a Liga das Lésbicas ficava muito ofendida ao ver na parede aquele signo. O signo que está na raiz das idéias de igualdade no Ocidente.
Para encerrar: lembrem-se que essa era uma das propostas do “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos”. Não vingou porque a sociedade reagiu. Os militantes não se conformaram e foram à luta. Encontraram os doutores que lhes deram guarida.
O crucifixo está sendo expulso dos tribunais do Rio Grande do Sul. Como isso afronta os valores da esmagadora maioria do povo gaúcho SEM QUE SE GANHE UMA VÍRGULA NA ESFERA DO DIREITO, uma parte da justiça está necessariamente sendo expulsa com ele.
A esmagadora maioria do povo acredita em Deus, mas as elites militantes não acreditam no povo. Tampouco exercem o poder em seu nome. Ponto!
Por Reinaldo Azevedo
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Agora eu pergunto, quando foram para fazer chacota com as imagens dos santos em parada gay, não existia o laicismo deles!
Shalom
Estou perplexa diante de tanta falta de cultura das pessoas que se dizem a frente dos tempos, vazias, sem valores, sem história, sem Deus, seres humanos criados por Deus renegam ao seu próprio criador por falta de conhecimento, por ignorância e falta de amor; porém é revoltante, que a falta de religiosidade, destas pessoas que em minoria venham sobrepor a toda uma população que em 2012 anos faz a história Cristã, elas pretendem também mudar o nosso calendário? Ou não sabem também que Jesus Cristo esteve aqui a 2012 anos? Irmãos em Cristo, rezemos por todos que não conhecem a verdade. Shalom.
O estado é laico eu me sinto constrangido sim quando entro numa escola ou qualquer repartição onde vejo símbolos religiosos.
O problema não é a igreja na esplanada ou o cristo na praia é sim dentro da esfera do direito com todo o simbolismo que ela traz, por isso o juiz usa toga e não calça jeans, ter um crucifixo acima de sua cabeça indica que ele tem a religião acima do estado, portanto deve ser retirado qualquer simbolo religioso dos tribunais e repartições publicas.
Pois se vale um simbolo religioso devemos colocar todos os símbolos religiosos nos tribunais e repartições publicas, pois o estado pertence a todos os que dele fazem parte, e sendo assim eu quero um pentagrama e um bode, um martelo, um raio, um Exu, um Krishna, um alcorão, um buda, uma vassoura, um gato preto.
“Resguardar o espaço público do Judiciário para o uso somente de símbolos oficiais do estado é o único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um estado laico, devendo ser vedada a manutenção dos crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios”
” Resguardar” de que? de Deus! Pois tenha a certeza querido Alexandre vai chegar um tempo em que você vai implorar a presença de Deus e vai ver que você e a sociedade laica O excluíram das suas vidas. O preço a ser pago por esta atitude vai ser alto, e sinto por todos vocês. Eu nunca vi um cristão fazendo descer um crucifixo guela abaixo de ninguém para aceitar Jesus, mas chacota com a cara dos cristãos vcs podem fazer ,então tem que tirar de circulação qualquer símbolo que lembre qualquer seita porque se Deus incomoda , me sinto mais incomodada ainda quando é símbolo demoníaco. E lembre-se de que você nasceu num país cristão, consagrado a Nossa Senhora e onde foi rezada Graças a Deus uma Missa antes de qualquer coisa!
Isto é perseguição religiosa disfarçada de laicismo, vão mudar agora os nomes de São Paulo, de todos os lugares que tem nomes de Santos, vão ter que mudar os nomes de quase todo o Brasil. E as imagens do Cristo Rendentor e de outros Santos vão ter que vir abaixo..Vão estudar história do Brasil e mundial e vão ver que foi a Igreja Católica que lutou pelo direito das pessoas serem tratadas com direitos iguais e respeitadas nas suas diferenças.
Devem retirar também a estátua da deusa da mitologia grega ,simbolo da justiça,
porque o estado é laico e não pode ter nenhum simbolo religioso por perto,
senão vai agredir os olhos dos que estão olhando para a estátua.
Mitologia grega pode?
Pax tecum!!!
Causa-me perplexidade perceber que muitos, imbuídos por um discurso de senso comum, defendem teses tão bárbaras como essa de que o Estado Laico deve retirar os símbolos religiosos de seus espaços públicos. Segundo Comte Sponville,conhecido ateu francês, essa tese é muito mais parecida com os atos do Bárbaros. Esses quando invadiam novos territórios destruíam tudo o que viam pela frente. É um retrocesso esquecer anos de história, cultura e fé de um povo, por conta de ideias tão falaciosas.
Que decisão tola.
Senhor Alexandre, interessante o seu comentário, eivado de subjetivismo.
Então o senhor se sente constrangido quando entra numa escola ou repartição e vê símbolos religiosos? E daí?
Subjetivo por subjetivo, eu e, tenho certeza, a maioria do povo brasileiro não sente esse constrangimento.
E como se não bastasse, ainda vem com a falácia de que “ou todos ou nenhum”. As religiões cinicamente evocadas no seu comentário têm pouquíssima associação com a justiça, ao contrário do Cristianismo, como bem mostra o Reinaldo Azevedo.
Quanto ao outro “pomposo argumento” ateísta, também podemos perfeitamente concluir que a ausência de um símbolo religioso DEVIDO À SUA RETIRADA ESTÚPIDA IMPOSTA POR DEMANDA DE MINORIAS implica em que o magistrado tem o ateísmo acima do Estado e veste – como veste – a “calça jeans” da perseguição religiosa.
Por fim, durma-se com seu conceito chinfrim de laicidade de Estado , bem adequado a um ateu com chiliques anti-religiosos. Estado laico é – aprenda, se quiser (o que duvido) – NEUTRO em relação às religiões, a qualquer uma delas. Calha, então, uma perguntinha: retirar os crucifixos dos órgãos da Justiça é uma atitude NEUTRA em relação a uma religião?
Querem é um Estado ateu. A mim não me enganam.
“Pois se vale um simbolo religioso devemos colocar todos os símbolos religiosos nos tribunais e repartições publicas, pois o estado pertence a todos os que dele fazem parte, e sendo assim eu quero um pentagrama e um bode, um martelo, um raio, um Exu, um Krishna, um alcorão, um buda, uma vassoura, um gato preto.”
Se as religiões do pentagrama, do bode, krishna e do gato preto tivessem feito pelo país o que o catolicismo fez e faz, era justo que estivessem suas representações dentro das repartições públicas. Mas a verdade, pura e simples, é que não fizeram, e portanto não podem ser niveladas como no comentário acima.
É Alexandre, o seu argumento é ótimo, percebe-se que você não é uma pessoa desinformada nem sem cultura. Fiquei sem saber o que dizer embora permaneça com um sentimento forte de quem viu um grande amigo sendo escurrasado de um lugar que lhe pertence. Só o que tenho a dizer é que espero que quando você chegar no Céu, Deus também “não se sinta constrangido” em ter que deixar você entar e pedir que tirem você de lá. Aqui são só alguns dias, mas lá é a E T E R N I D A D E. Além do mais, me consola saber que Deus não precisa de advogados.
Decisão que me entristece e me renovar a evangelizar no poder do Espírito Santo estas pessoas.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará(Jo 8,32)”.
Parece que esquecemos o Deus que nos deu a vida.
Parece que queremos ser melhores que outras pessoas.
No fundo somos os mesmos egoístas, preconceituosos, arrogantes e a indiferença tomando cada vez mais espaço em nossos corações. Mesmo assim, abrimos a boca e dizemos que somos adultos! Até onde? Maturidade? Prepotência? Nosso orgulho nos cega a cada momento. Precisamos acordar do sono profundo que gelou nosso coração e nos desativou como vulcão. Aí poderemos ser livres de verdade! Fazermos um mundo melhor. Podemos mudar realmente quando mudarmos nosso interior respeitando o próximo e, acolhendo-o em sua diferença. Quando te deres uma bofetada ofereça a outra…(Acho que assim o Grande Mestre ensinou!)E nos dizemos cultos e conhecedores!
Sem me estender, estou de acordo com todas as pessoas que se manifestaram contra a retirada dos crucifixos dos tribunais.
Interessante todos os comentários.
Cada um tem direito a argumentar o seu ponto de vista, isso é Estado Democrático de Direito.
Por outro lado, enfatizando o que alguns disseram, tenho meu ponto de vista e tenho direito de me manifestar:
- Se quem nos criou se chamasse “X”, não poderia ser chamado de “Y” ou “Z” em outros países…
Tantas guerras foram travadas em nome de alguém, dependendo do lugar onde ocorria.
Caiamos na real!!!
Nosso povo é muito crédulo e de boa-fé, por isso fomos enganados por milhares de anos, e ainda somos.
Como já disse um grande filósofo visionário: “Há mais mistérios entre o Céu e a Terra que possa compreender a nossa vã filosofia”.
Tudo faz parte da evolução do nosso povo, inclusive a retirada de crucifixos dos Tribunais, pois se manter o crucifixo nos seus recintos tivesse adiantado alguma coisa não tínhamos tanta Injustiça neste mundo e, principalmente, em nosso país onde há tanta miséria e corrupção, apesar da essência do nosso povo a honestidade, há muito ainda o que se aprender e ser feito aqui na Terra.
Um povo livre é um povo que pensa, que questiona quando não sente a verdade tocar a sua alma ou o seu coração.
E um povo civilizado é aquele que luta pela ordem e pela paz, respeita a opinião dos outros, e não agride a natureza nem os seus semelhantes, nem usa o Poder(Liderança ou Conhecimento), apenas para se aproveitar dos humildes e dos ignorantes!!!
Há muitas coisas que ainda precisam ser desmistificadas, para que o mundo melhore ainda mais, mas o “povo” tem que ajudar e aprender a se desprender de conceitos e pré-conceitos que não serviram para nada, mas apenas para enganação.
Muita sabedoria a todos nós.
Fiquemos atentos aos novos tempos, pois muitas coisas que nos diziam que era Verdade não passava de uma Farsa.
Abramos nossas mentes e corações para recebermos do “alto” as informações necessárias a cada momento da nossa vida.
“Fiquemos atentos aos novos tempos, pois muitas coisas que nos diziam que era Verdade não passava de uma Farsa.”
Isso é expressão de relativismo, e o que nos garante que o que estão nos dizendo agora também não passa de uma farsa?
A Verdade que nossa Fé defende provém de Deus, não é passível de “degradação” pelo tempo, ela permanece através dos tempos, nós homens é que somos dados à inconstância.
Vinde Senhor Jesus!
Uma coisa não se deve esquecer: os cultos; os julgadores; os analfabetos, que todos somos filhos amados de Deus.Como não podem questionar o Dono de Tudo e de Todos, seus filhos rebeldes, feridos, por não compreenderem que esse Deus mandou o filho para redimir os nossos pecados e o símbolo da Cruz onde mostra Jesus é para que nós humanos, ignorantes vejamos e sintamos o seu amor por todos nós. Ele sendo Deus obedeceu ao Pai. Como somos desobedientes com a Palavra, conforme diz 1 Pedro ( 18-26), nos portamos como filhos ingratos não reconhecendo nesse ato o amor de Deus por nós.Judas traiu Jesus, assim também os julgadores que admitiu a retirada da Cruz dos órgãos públicos.“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos;” 2Tm 4:3