* Mulher e Trabalho no “mundo”: Carreira ou Filhos?
Favorecer a missão da mulher na família é remédio para a sociedade e lucro para o Estado.
Vivemos hoje em uma sociedade onde uma determinada cultura procura destacar-se de Deus, cancelar todos os valores que são a vida, o compromisso, a fidelidade, a atenção ao outro e que a mulher sempre transmitiu para a família porque é intrínseca na sua feminilidade.Fazendo acreditar que a própria realização da mulher esteja fora do âmbito familiar, em outros campos, propondo tudo como uma conquista, uma libertação, uma meta de felicidade garantida.
Segunda esta ‘visão’ a ‘vocação para a família’, o ocupar-se principalmente do marido e dos filhos, parece ser coisa de outros tempos, quase impensável e considerada até frustrante por muitas mulheres.
Sendo a família a célula da sociedade, é nela que nascem os futuros cidadãos e então não é possível delegar a tarefa de crescer e educar os filhos somente às escolas, instituições, à paróquia.
Isto foi evidenciado também pela Igreja: a mulher deve ser presente ativamente e com firmeza na família (…) pois é ali, sobretudo, que se forma a face de um povo, é ali que seus membros adquirem os ensinamentos fundamentais. Estes aprendem a amar enquanto são amados gratuitamente, aprendem a respeitar qualquer pessoa enquanto são respeitadas, aprendem a conhecer a face de Deus enquanto recebem a primeira revelação pelo pai ou pela mãe cheios de atenção (Carta dos bispos sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo).
A importância e o peso do trabalho da mulher dentro do núcleo familiar devem ser reconhecidos e valorizados. João Paulo II escrevia que o “cansaço” da mulher que dá a luz a um filho e depois o alimenta, cuida, trata do seu crescimento e educação – particularmente nos primeiros anos de vida – é tão grande que não deve causar medo no confronto com nenhum trabalho profissional (cfr Carta às famílias).
Este pensamento, infelizmente é muito distante daquele que prevalece hoje. Um certo feminismo, procura tornar a mulher sempre mais parecida com o homem, colocando-a em competição nas fábricas, escritórios, na política, nas instituições, “distorcendo-a” e levando-a a negligenciar os filhos.
Presumem que as crianças existam, pois muitas vezes a mulher em carreira “escolhe” não ter filhos, porque são vistos como um impedimento para o melhor desempenho do seu trabalho ou como um ônus a mais. Ou em um determinado momento, na altura em que a juventude deixou caminho a uma idade mais madura, se deseja um filho a qualquer custo. Sim, aquele filho que por muitos anos tentou evitar, agora o deseja, quase “por encomenda”, sem perceber que é na verdade um grande dom de Deus, para pedir e proteger. E para acolher quando Deus quiser conceder-lhe.
É bom que a mulher trabalhe, contribuindo para o sustento famíliar e para o desenvolvimento da sociedade. A Igreja aprecia que esta tenha acesso a posições de responsabilidade, a fim de promover o bem comum e encontrar soluções inovadoras para os diversos problemas sócio-económicos.
O problema é que a atividade externa absorve muito do seu tempo e energia, tanto física quanto mental, tornando a mulher quase incapaz de responder plenamente à vocação de esposa, de mãe e de desempenhar adequadamente todas as tarefas a ela relacionadas.
Edith Stein, também conhecida também como Santa Teresa Benedita da Cruz, escreveu que muitas mulheres são quase esmagadas sob o duplo fardo das obrigações do trabalho e da família. Sempre em ação, com pressa, sempre nervosa e irritada. De onde se pode tirar a serenidade e a alegria interior para oferecer a todos o sustento, o apoio, a direção?
E as conseqüências de tudo isso são as pequenas brigas diárias, as discussões com o marido e os filhos, que muitas vezes quebram a tranquilidade, a paz e a harmonia que deveria reinar entre as quatro paredes domésticas. É um erro pensar que podemos realizar melhorias na sociedade sem primeiro amar, sem ser atento e saber como sacrificar-se por aqueles que vivem ao nosso lado. Neste caso, a mulher não pode sentir-se realizada ou feliz, mesmo havendo um ótimo trabalho.
É por isso que a Igreja insiste em que a legislação e as organizações de trabalho não penalizem as exigências relativas à missão da mulher na família. E este é um problema não apenas e não tanto jurídico ou econômico, mas acima de tudo, é uma maneira errada de pensar, é um problema cultural.
Deve, assim, explorar adequadamente, primeiramente a nível de mentalidade, o trabalho das mulheres na família. Se não for assim, a mulher que dedica seu tempo em casa sempre será sempre penalizada do ponto de vista econômico e considerada, de certo modo, inferior àquela que em vez disso tem um emprego externo.
É necessário uma “mudança de pensamento” para ajudar as mulheres que querem desenvolver outros trabalhos, se a legislação proporcionasse horários mais acessíveis e compatíveis com a vida familiar. Seriam reduzidas as situações estressantes e fomentada a possibilidade de desempenhar o papel principal de esposa e mãe. Papel que é realmente insubstituível. Não se pode acreditar que é possível realizar essa tarefa dando às crianças dinheiro, presentes e tudo que for pedido, pois vai chegar o dia em que eles vão dizer que para eles não foi feito nada.
Muitas vezes os jovens de hoje se sentem vazios, sozinhos, mesmo tendo “tudo”, falta a certeza de serem amados, a sensação de estarem realmente no centro da atenção dos pais, especialmente da mãe, porque ninguém pode tomar o lugar da mãe.
Crescerá madura e sem complexos aquela criança que tenha conhecido o calor dos braços de sua mãe. Nenhum psicólogo pode substituir o trabalho do coração de uma mãe que bate sobre o de seu filho.
Por Irmã M. Caterina Gatti ICMS
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Mto bom o post!! Gostei mto! Acho um dos principais problemas da sociedade actual! Gostaria de publica-lo tb no meu blog. Tenho a vossa autorização?
CARÍSSIMA TAIANA,
Claro!! Esse conteúdo precisa ser divulgado (Não sou o autor do mesmo)
Carmadélio. Vivemos em uma sociedade Capitalista que visa o lucro. Não tiro a razão de as mulheres buscarem emprego e melhores condições de vida. Estudo na Universidade Federal do Ceará e percebo que em três anos que estou lá cresceu muito o número de mulheres nas Universidades. Quando entro no Campus cerca de 70% dos estudantes são mulheres. Nos laboratórios elas estão mais presentes que os homens, no meu curso a maior parte dos Docentes são mulheres. Numa reportagem da Revista Galileu, enquanto em uma semana a mulher estuda, o homem em média já assistiu cerca de 21 filmes pornográficos.
Participo da Paróquia Menino Jesus no Conj. Industrial – Maracanaú, certa de 80% dos Fiéis são mulheres. IMPRESSIONANTE! E o Homem? No bar bebendo cachaça, jogando futebol, etc…
A Igreja que até hoje condena a Teologia da Libertação, que o Senhor conhece bem, mais que se uniu ao Capitalismo nada pode dizer contra a ascensão da mulher no mundo do trabalho. Se a sociedade não visasse tanto o lucro talvez as mulheres não tivessem que sair de casa para dar um melhor sustento aos filhos. E fala sério, buscar psicólogo por conta da ausência dos pais não é coisa do povo em geral. Ficar horas e horas na fila dos SUS para conseguir um atendimento psicológico, quando se consegue vai para o IPC (instituto de psiquiatria do Ceará) aonde só tem pessoas com Esquizofrenia e transtornos mentais graves.
Sempre trabalhei fora, e ao final do expediente chegava em casa exausta física e mentalmente, e como no texto, “incapaz de responder plenamente à vocação de esposa, de mãe e de desempenhar adequadamente todas as tarefas a ela relacionadas”.
Meu filho sempre cobrou a minha atenção e eu não acompanhei o seu crescimento: não presenciei os seus primeiros passos, não ouvi suas primeiras palavras, e muitas vezes tive que sair para o trabalho deixando-o doente, apesar de medicado.
Hoje ele está adulto, e já não depende de mim, mas eu sempre tive que conviver com a culpa.
Eu optei pelo trabalho, mas nunca consegui ser 100% mãe, infelizmente.
Deixei meu confortável emprego público há dezesseis anos e não me arrependo disso. Vi minhas filhas crescendo, alcamei-as nas aflições, percebi suas dores, encaminhai-as na fé, soube ouvi-las e orientá-las em seus conflitos. Hoje, sou a única mãe no rol de seus coleguinhas que leva e busca filho na escola. As outras crianças vão de van ou empregada ou avó… As mães de hoje perdem a oportunidade de ouvir segredos, dividir alegrias ou saber das frescas novidades de um fim de dia escolar. Isso pra quem assume e vive a maternidade como missão e vocação enche o coração de uma paz e de uma alegria tão grande que não se experimenta em mais nenhuma outra coisa no mundo…
Fatima, parabéns! Você fez a escolha mais certa a se fazer.O melhor para um filho é a presença da sua mãe.
Eu optei por trabalhar fora de casa, porque no momento eu precisava ajudar a complementar a renda familiar, e também por ser um emprego público, comquistado por concurso. Mas confesso que convivi com um conflito interno, a culpa por deixar o meu filho aos cuidados de uma outra pessoa, que certamente nunca lhe deu o mesmo carinho que eu lhe daria.
Não pude acompanhar o crescimento de meu filho, mas o acompanhei no período escolar, pois ele estudou na escola onde eu sempre trabalhei.
Dentre várias outras situações vividas na escola, um dia ele brincava de pega-pega no horário de recreio, caiu e quebrou o seu braço. E eu estava lá, para socorrê-lo.(Pelo menos, esse consolo eu tenho).
Atualmente a maioria das crianças passam por essa situação, basta verificar o número de mulheres no mercado de trabalho. E os filhos ficam em segundo plano, só lhes sobram as horas de folga de uma mãe cansada, que para compensar a sua ausência e diminuir a sua culpa, fica enchendo o filho de presentes, como se bens materiais comprassem o amor e o carinho materno…