* A queda no número de católicos: ameaça ou chance? IMPERDÍVEL !

Dom Henrique

A situação da Igreja: uma ameaça, uma chance.

Caro Internatua, saiu o resultado do último censo no tocante à religião no Brasil. Diminuiu o número de católicos, como já era de se esperar. Por todos os lados aparecem análises desse resultado. Em maio de 2006 escrevi sobre este tema. Não mudo uma vírgula do que escrevi naquela época. Cada vez que sai uma nova pesquisa, republico o meu texto, porque é o que penso e me apraz compartilhar com outros esta análise… Aqui vai ela mais uma vez, toda inteira, tal como escrevi em maio de 2006, sem tirar nem pôr!

***

Recente estudo, apresentado na PUC de São Paulo, dá conta que a cada ano, no Brasil, a Igreja católica perde 1% de seus fiéis. Há gente muitíssimo preocupada com isso. É bom mesmo! Gostaria de partilhar com você, caro Visitante, alguns pensamentos sobre esta realidade.

(1) É necessário, antes de tudo, compreender que parte deste fenômeno é típico de nossa época e, neste sentido, não podemos fazer nada para detê-lo. Pela primeira vez na história humana a população mundial é preponderantemente urbana, vivendo num intenso processo de massificação, desenraizamento cultural e despersonalização e pressionada por uma gama desumanizante de informação. Os meios de comunicação, com sua incrível força de penetração, e o excesso de ideias em circulação desestabilizam os valores das pessoas e das sociedades de modo nunca antes imaginado. Esse fenômeno faz com que se perca o sentido e o valor da tradição.

Não faz muito tempo, cada pessoa era situada em relação à sua família à sua comunidade. O indivíduo sabia quem era, de onde vinha, quais seus valores, qual seu universo existencial… Agora, isso acabou: cada um se sente só, numa corrida louca para ser feliz a qualquer custo, iludido, pensando que os valores dos antepassados e do seu grupo só são valores se interessarem a si próprio, individualmente: é verdade o que é verdade para mim; é bom o que realiza meus desejos e expectativas; cada um é a medida do bem e do mal. É triste, mas cada pessoa acha que tem o direito e o dever de começar do zero e “redescobrir a roda”, de fabricar sua receita de felicidade, determinando de modo autônomo o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que não é. Isto é pura loucura, mas é assim! E lá vamos nós, gritando: “Eu tenho o direito de ser feliz; a vida é minha e faço como eu quero. Eu decido o que é certo e o que é errado…”

(2) No tocante à religião, o homem da sociedade consumista e hedonista do Ocidente não está à procura da verdade, mas sim do bem-estar. A sociedade ocidental já não crê que se possa atingir a Verdade e viver na Verdade. Agora há somente a verdadezinha de cada um, feita sob medida: é “verdade para mim” o que me faz sentir bem, o que resolve minhas necessidades imediatas. Religião não é mais questão de aderir à Verdade que dá sentido à existência, mas sim de entrar num grupo que resolva meus problemas afetivos, emocionais, de saúde e até materiais… Religião não é um modo de servir a Deus e nele me encontrar, mas um modo de me servir de Deus para resolver minhas coisas... Como diz o Edir Macedo, a Bíblia é uma ferramenta para se conseguir aquilo que se quer! Vivam RR Soares, Edir Macedo e companhia…

(3) A urbanização violenta e massificante faz com que as pessoas busquem refúgio em pequenos grupos que lhes proporcionem aconchego e segurança. Por isso as seitas atraem tanto: elas criam um diferencial entre mim e o mundo cão; dão-me a sensação de estar livre do monstro da desumanização, do anonimato, da nadificação…

Veja bem, meu Leitor, que contra esta realidade a Igreja não pode fazer muito. A multidão continuará presa das ideias desvairadas dos meios de comunicação; a busca do bem-estar egoístico continuará fazendo as pessoas buscarem a religião como um refúgio e um pronto socorro e, finalmente, a busca de se sentir alguém, fará as pessoas procurarem pequenos grupos nos quais se sintam acolhidas e valorizadas.

Mas, por que este fenômeno atinge sobretudo os católicos?

Por vários motivos:

a) Somos a massa da população brasileira e não temos como dar assistência pastoral personalizada a todos os fiéis. Isso seria praticamente impossível, mesmo que tivéssemos o triplo do número de padres e agentes de pastoral…

b) Historicamente, nossa catequese deixou muito a desejar e nas últimas décadas piorou muito: é uma catequese de ideias vagas, mais ideológica que propositiva, ambígua, que não tem coragem de apresentar a fé com todas as letras… Ao invés, apresenta a opinião desse ou daquele teólogo… Assim, troca-se a clareza e simplicidade da fé católica (como o Catecismo a apresenta) por complicadas e inseguras explicações, fazendo a fé parecer uma questão de opinião e não uma certeza que vem de Deus; algo acessível a especialistas letrados e não aos simples mortais. Céu, inferno, anjos, diabo, purgatório, valor da missa, doutrina moral – cada padre diz uma coisa, cada um acha que pode construir sua verdade… Tudo tende a ser relativizado… Uma religião assim não segura ninguém e não atrai ninguém.Religião é lugar de experimentar a certeza que vem de Deus, não as dúvicas e vacilações dos tateamentos das opiniões humanas. É preciso que as opiniões cedam lugar à certeza da fé da Igreja!

c) No Brasil há, desde os anos setenta, uma verdadeiraanarquia litúrgica, ferindo de morte o núcleo da fé da Igreja. Bagunçou-se de tal modo a liturgia, inventou-se tanta moda, fez-se tanta arbitrariedade, que as pessoas saem da missa mais vazias que o que entraram. A missa virou o show do padre ou o show “criativo e maravilhoso” da comunidade. A missa tornou-se autocelebração… Mas, as pessoas não querem show, criatividade nem bom-mocismo: as pessoas querem encontrar Deus nos ritos sagrados! Hoje, infelizmente, celebra-se com mais respeito e seriedade um culto protestante ou um toque da umbanda que uma missa católica!

No culto não se inventa, na umbanda não se inventa; na liturgia da Igreja do Brasil, o clero se sente no direito absurdo de inventar! Isso é um gravíssimo abuso e uma tirania sobre a fé do povo de Deus! É muita invenção, é muita criatividade fajuta. Bastaria abrir o missal e celebrar com devoção e unção, cumprindo as normas litúrgicas…

d) A Igreja no Brasil, em nome de uma preocupação com o social (que em si é necessária e legítima) descuidou-se dos valores propriamente religiosos e muitas vezes fez pouco da religiosidade popular (quantas vezes se negou uma bênção, uma oração de cura, a administração de um sacramento, uma procissão com a presença do padre, o valor de uma novena e de uma romaria…). Ora, hoje o “mercado” de religião é diversificado: se o padre não sabe falar de Deus, o pastor sabe; se na homilia não se prega a palavra, mas se a instrumentaliza política e ideologicamente, o pastor prega a palavra; se o padre não dá uma bênção, o pastor dá… Infelizmente, às vezes, tem-se a impressão que a Igreja é uma grande ONG, preocupada com um monte de coisas e não muito atenta a pregar Jesus Cristo e a sua salvação… Não se vê muito nossos padres e freiras apaixonados por Cristo e pelo Evangelho. Fala-se muito em valores do Reino, compromisso cristão, etc… Isso não encanta! Quem encanta, atrai, comove, converte e dá sentido a vida é uma Pessoa: Jesus Cristo!

e) Outra triste realidade é o processo de dessacralização. Parece que o clero e os religiosos perderam o sentido do sagrado. Adeus ao hábito religioso, adeus à batina, adeus ao clergyman, adeus à oração fiel e obediente da Liturgia das Horas, adeus ao terço diário (”para que terço?”), adeus ao ethos, isto é, àquele conjunto de realidades, de modo de ser e de viver que fazia com que o povo reconhecesse o padre como padre, o religioso como religioso, a freira como freira.Parece que se faz questão de transgredir, de chocar, de desnortear a expectativa do povo, de negar a identidade… Hoje tudo é ideologizado: a pobreza é “espiritual” e não real, material, concreta; assim também a obediência, a vida mística, a penitência e a mortificação e, muitas vezes, os votos e compromissos… Tem-se, portanto,uma religião cerebral e não encarnada na carne da vida, da existência concreta material… E nada mais anticristão que um cristianismo cerebral…

f) Nossas comunidades são meio frias; nossos padres não têm muito tempo. Não temos leigos capacitados para  da acolhida, que faça com que nossas igrejas estejam abertas e tenham pessoas para ouvir, aconselhar, consolar… Infelizmente, ainda que não queiramos, às vezes a Igreja parece uma grande repartição pública e impessoal… A paróquia somente terá futuro como cadeia de comunidades vivas e aconchegantes, nas quais se façam efetivamente a experiência da proximidade de Deus e dos irmãos…

g) As homilias em nossas missas são chatas e moralizantes: só dizem que devemos ser bonzinhos, justos, honestos… A homilia deveria ser anúncio alegre da Palavra que comunica Jesus e sua salvação, tal como a Igreja sempre creu, celebrou e anunciou. A homilia deve ainda ser fruto de uma experiência de Deus; somente assim reflete um testemunho e não um exercício de propaganda. A fé que devemos anunciar é a fé da Igreja, não nossas teorias e nossas idéias estapafúrdias… Isso desnorteia e destrói a fé do povo de Deus. Por que alguém seria católico se nem os ministros da Igreja acreditam realmente na sua doutrina e na sua moral? Os padres nisso têm uma imensa responsabilidade e uma imensa parcela de culpa!

Sinceramente, penso que o número de católicos diminuirá mais e drasticamente. Mas, não devemos nos assustar. Veja, caro Visitante, e pense:

1. O cristianismo nunca deveria ser uma religião de massa. A fé cristã deve nascer de um encontro pessoal e envolvente com Cristo Jesus. Somente aí é que eu posso abraçar o ser cristão com todas as suas exigências de fé e moral. Nós estamos vendo o fim do cristianismo de massa, que começou com o Edito de Milão, em 313, e com o batismo de Clóvis, rei dos francos, e de todo o seu povo, em 496, na Alta Idade Média. No Brasil, esse cristianismo de massa começou com a colonização e o sistema do padroado. Aí, ser brasileiro e ser católico eram a mesma coisa. Ora, será que no cristianismo pode mesmo haver conversão de massa?

2. A Igreja voltará a ser um pequeno rebanho, presente em todo o mundo, mas com cristãos de tal modo comprometidos com o Evangelho, de tal modo empolgados com Cristo, de tal modo formando comunidades de vida, oração, fé e amor fraterno, que serão um sinal, uma luz, uma opção de vidapara todos os povos da terra. Era isso que os Padres da Igreja desejavam: não que todos fossem cristãos a qualquer custo, mas que os cristãos fossem, a qualquer custo, cristãos de verdade, sal da terra e luz do mundo, entusiasmados por Cristo e por sua Igreja católica.

3. O fato de sermos minoria e mais coerentes com o Evangelho, nos fará diferentes do mundo e redescobriremos a novidade e singularidade do ser cristão. Isso nos fará atraentes para aqueles que buscam com sinceridade a Luz e a Verdade. Por isso mesmo, a Igreja não deve cair em falsas soluções de um cristianismo frouxo e agradável ao mundo, de uma moral ao sabor da moda, de um ecumenismo compreendido de modo torto e de um diálogo interreligioso que coloque Cristo no mesmo nível das outras tradições religiosas.

Ecumenismo e diálogo religioso sim, mas de acordo com a fé católica! O remédio para a crise atual e o único verdadeiro futuro da Igreja é a fidelidade total e radical a Cristo, expressa na adesão total à fé católica.

4. É imprescindível também melhorar e muito a formação dos nossos padres e religiosos. Como está, está ruim. Precisamos de padres com modos de padres e religiosos com modos de religiosos; precisamos de padres e religiosos bem formados humana, afetiva, teológica e moralmente. O padre e o religioso são pessoas públicas e devem honrar a imagem da Igreja e o nome de cristãos; devem saber portar-se ante o mundo, as autoridades e a sociedade. Nisso tem havido grave deficiência no clero e nos religiosos do Brasil…

É importante perceber que, apesar de diminuir o número de católicos, nunca as comunidades católicas foram tão vivas, nunca os leigos participaram tanto, nunca se sentiram tão Igreja, nunca houve tantas vocações. Muitas vezes, os leigos são até mais fervorosos e radicais (no bom sentido) que padres e religiosos. A Igreja está viva, a Igreja é jovem, a Igreja continua encantada por Cristo! O clero e os religiosos deveriam deixar de lado as ideologias, as teorias pouco cristãs e nada católicas defendidas em tantos cursos de teologia e livros muito doutos e pouco fiéis, e serem mais atentos ao clamor do povo de Deus e aos sinais dos tempos – sinais de verdade, que estão aí para quem quiser ver, e não os inventados por uma teologia ideologizada de esquerda!Além disso, é necessário considerar que a Igreja não é nossa: é de Cristo. Ele a está conduzindo, está purificando-a, está levando-a onde ele sabe ser o melhor para que seu testemunho seja mais límpido, coerente e puro. Nós temos os nossos caminhos, Deus tem os dele; temos os nossos planos e modos que, nem sempre, coincidem com os do Senhor. Pois bem, façamos a nossa parte. Deus fará o resto!

Isso é o que eu penso, sinceramente, e com todo o meu coração.

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14 comentários para “* A queda no número de católicos: ameaça ou chance? IMPERDÍVEL !”

  1. Ely Maria disse:

    Não acho que a queda dos católicos ruim porque o verdadeiro católico não sai da única Igreja criada por Jesus.Isso acontece com àqueles pais que não ensinaram e implantaram no coração da criança, jovem, adultos ( catecumenato) e foram batizados para cumprir preceitos. Ora, Deus dá liberdade para todos e Ele não obriga ninguém a acompanhar a verdade. Nós é que saímos de sua proteção pelos nossos pecados mortais e veniais porque somos desobedientes ( I Pedro 2 (18-26) e não obedecemos a Ordem Sacerdotal ( Hebreus 5 ( 1-5).Hoje, qualquer um pode abrir uma empresa chamada Igreja de tal; mas a única criada por Jesus é àquela onde entregou a chave e disse: Jesus disse a Pedro: Edificar aqui a minha Igreja, o inferno não prevalecerá sobre ela e soprou sobre os Apóstolos o Espírito Santo e disse: A quem vós perdoardes serão perdoados, a quem não perdoardes, os pecados serão remidos ( Ordem da Reconciliação e Comunhão).Quero que coloque e prove quais foram as contribuições da Igreja Protestante antes de 1517, a partir de Lutero com as coisas que beneficiaram o mundo; as obras de artes; da ciência e tudo o mais.Dê uma olhada no texto escrito por Martinho Lutero sobre os judeus e suas mentiras onde o nazista Adolf Hitler, quatro seculos após esses escritos adotou todos os ensinamentos de Lutero na matança dos judeus. Sobre os Judeus e suas mentiras
    1543
    Martinho Luthero (1483 – 1546)
    Traduzido do ingles por Martin H. BertramParte 1- Procure no site e também ficarás decepcionado com o implantador do protestantismo.Pergunte aos entendidos e verás que é verdade. Transcrevo o texto do livro Why The Jews? ( Porque os Judeus?-Dennis Prager e Joseph Telushkin: (…) os escritos posteriores de lutero, atacando os judeus, eram tão virulentos que os nazistas os citavam frequentemente. De fato Julius Strecher ( nazista) argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martin Lutero não tivesse dito 400 anos antes.” (Dennis Prager e Joseph Telushkim-The reason for anti-semitism ( Nova York:Simon Shuter, 1983, pág. 107).Olhem, estudem e reflitam dentro de seus corações, voltem para os braços do Pai. Não faça divisão porque somente o Malígno sabe fazer muito bem essa má virtude.Deixem de gritar por secularismo, quem assim o faz não se sentem amados.Deus ama vocês do jeito que é.Convertam-se e crede no Evangelho, diz João, o precursor de Jesus que anunciou o Homem de Nazaré.Abraços fraternos e digo eu os amo porque vocês são meus irmãos em Cristo Jesus.

  2. Bira disse:

    Virei fã de Dom Henrique depois que descobri o blog dele. Graças a Deus é muito presente na missão da comunidade em Aracaju.

    Artigo brilhante. Concordo plenamente:

    “Nosso Senhor silenciosamente assume toda a nossa dor, todas as mortes do mundo, todas as mortes da nossa vida, Ele não responde aos nossos por quês, Ele os toma os experimenta na carne e os transforma em amor e em vida! “(Dom Henrique – Bispo Auxiliar de Aracaju/SE)

  3. Denisson disse:

    perfeitas as colocações de Dom Henrique, duras, sinceras mas é a realidade do nosso povo e precisamos ouvir(ler) isso, e refletir sobre nossa importância e nossa Fé!

  4. marjorie disse:

    Que alegria saber que existem padres tão lúcidos e fiéis em seus apostolados. Neles podemos repousar confiantes, neste percurso ameaçador e incerto da verdadeira fé cristã. Dom Henrique! Lutemos juntos por esta UNIDADE santa e pura que Cristo nos deixou como legado de sua IGRAJA. Parabéns! Sua benção Marjorie

  5. Marjorie disse:

    Dom Henrique fiquei encantada com teu posicionamento claro e corajoso diante de uma Igreja (no Brasil) tão engessada e hermétia. Tenho sofrido duras derrotas ao desejar me aproximar dos responsáveis pela Nova Evangelização. Mas como ser Novo se o posicionamento continua a ser de bloqueio e desprezo a tudo que é inovação? Há doze anos o Altíssimo por intermédio de Maria me retirou do mundo para servi-Lo. O foco justamente era a modernização da linguagem Catequética com algo inédito, virtual e que surprendesse esta exigente geração. Pois bem. Adoraria partilhar o que o Espírito Santo tem suscitado de forma extraordinária! Cristo precisa ser conhecido e amado!!!.. Aguardo notícias…

  6. thiago disse:

    Padre e que texto maravilho, estou nesse caminhando viver por cristo para cristo e por cristo!!!

  7. saul disse:

    Concordo com tudo! òtimo artigo… parabéns.

  8. SÉRGIO LUIZ FREIRE DOS SANTOS disse:

    Caro Dom Henrique, li todo o texto e infelizmente concordo plenamente com o Senhor. Tenho 50 anos, sou Policial Militar da reserva, divorciado, tenho um filho de 27 anos do primeiro casamento e um de 13 da segunda união que já dura 20 anos. Fui batizado e fiz primeira comunhão, já a minha esposa, somente foi batizada na Igreja Católica. Vivi muitos anos de minha vida na mesa de um bar(viciado em baralho)de segunda a segunda. Contudo, Comecei a sentir um chamado de Deus e começamos a participar da Santa Missa de vez em quando, até que em janeiro de 2005, fizemos o curso nova vida e a partir daí nossa vida começou a tomar um rumo diferente. De início achávamos todos perfeitos, com palavras lindas, pregações maravilhosas. Realmente parecia tudo perfeito, até que começamos a caminhar juntos com eles e descobrimos que aqueles palavras que um dia nos fizeram mudar de vida, ou eram tiradas de apostilas ou eram mentiras para convencer as pessoas.
    Querido Dom Henrique, eu e minha esposa sonhávamos alto,de poder servir a Deus muito mais do que havíamos servido ao mundo,e mesmo depois de tudo o que sofremos por eu ser casado de 2ª união, começamos a evangelizar as pessoas de dentro e fora da Igreja. Começamos a mostrar um Deus misericordioso que nos amava independente do que eramos ou tínhamos feito. Digo que foi maravilhoso ver a nossa missão começar a dar frutos maravilhosos e que continuaram a semear de uma forma simples, sincera, honesta e com a verdade. Quando os líderes e coordenadores dos grupos que participávamos começaram a perceber que as pessoas nos procuravam ao invés de os procurar, não porque estávamos fazendo algo de extraordinário ou contra a Santa Igreja, mas porque as acolhíamos como nossos irmãos, chorávamos juntos com elas e rezávamos juntos num cenáculo pedindo, por intercessão da Santíssima Virgem, as graças de Deus sobre elas, ou, quando nos pediam que orássemos por elas, fazíamos no mesmo lugar em que nos pediam.
    Dom Henrique, a pequenina luz que se acendeu em nossas vidas, aqueles que um dia nos convenceram do amor de Deus, mesmo tendo nos mostrado isso através de apostilas, começaram, por inveja ou ciúmes a tentarem apagar essa pequenina luz. Devido a todos esses ataques que sofremos, e por falta de um direcionamento espiritual, mesmo porque parece que isso é coisa de filme ou livro que fala sobre a vida dos santos, começamos a nos afastar dos grupos e movimentos e hoje além de sermos fiéis a nossa Santa Igreja, vivemos tal qual num deserto.
    Dom Henrique, talvez o Senhor nem leia o que escrevi, mas, contudo, lhe agradeço por tudo que li e peço a Deus que nos dê forças para continuar a pregar a verdade e a testemunhar aquilo que realmente vivemos. Peço a sua benção!

  9. Afonsomsouza disse:

    Concordo plenamente com Dom Henrique. Este e o retrato fiel, que motiva tantos ataques a igreja Catolica. Muito do que foi dito eu tenho ouvido da boca de protestantes, que no intuito de tentar me convencer, diz que quando era catolico(a) , nao era acolhido(a) na igreja e muito memos fora, saia vazio, depois que comecei ler a biblia minha vida mudou. Como tenho um certo conhecimento da igreja e do que e ser catolico, eu dou o meu testemunho, mostrando assim que o catolico que busca conhecer sua religiao nao precisa mudar pra outra. A exemplo do Sergio Luiz Freire, ja fiz album trabalho, como leigo, reunindo na minha casa e nas casas para refletir sobre as leituras do proximo domingo e conhecer um pouco mais do calendario catolico. Tambem muitas oracoes, tercos, uma palavra de consolo… E tem dado muitos frutos, gracas a Deus! Que Deus nos de muita forca para continuar defendendo a Santa Igreja, com humildade, reconhecendo no nosso irmao a morada, o templo do Espirito Santo.

  10. toninho fernandes disse:

    muitos padres não acolheram seus fiéis ,,, pena… aqui em Machado – MG, fui testemunha disto durante muitos anos….. embora não saí da igreja por este motivo, mas tive muita vontade.
    abraços

  11. Ely Maria disse:

    Caríssimos irmãos Sergio Luiz e Afonso. O que tenho a dizer é o seguinte: Seja obediente assim como Jesus foi até o fim,segundo Pedro 2 (18-26), que diz: Seja obediente não só aos bons e moderados, mas também os de caráter difícil. Isso temos no nosso lar, na Igreja, na Comunidade. Nunca deixe a verdade, pois Cristo que entregou as chaves a Pedro e disse que o inferno não prevalecerá sobre a Igreja e deu autoridade para perdoar.Quanto a 2ª união, não se pertube, comungue espiritualmente e caso tiver motivos suficientes poderá pedir anulação perante a Igreja pois ela tem autoridade para tal de acordo com o Direito Canônico.Ame Jesus e sua Igreja, leia Atos dos Apóstolos e saberá que a verdade está com ela. Nunca separe dela e vá para outra que foi fundada por homens.Antes de 1517 não há nada registrado que o protestantismo fez alguma coisa em todas as áreas. Seja fiel, porque Deus é fiel sempre. A Palavra diz: Infeliz do homem que confia em outro homem, faça a sua parte, ame como Jesus nos pede para amar a todos.Olhe para o Alto e invoque o Espírito Santo para você, para a paz mundial porque o homem hoje está se sentido sozinho porque está buscando Jesus somente quando se encontra sofrendo. Ore sem cessar e verás que mesmo passando por tribulações, provações não se sentirá perdido. As condornizes pela manhã aparece e lhe dará uma nova forma de viver bem o dia. O Sacerdote é o único que tem o poder dado por Cristo.Leia Hebreus 5 ( 1-5). Seja firme, seja orante, seja um Moisés para os seus.

  12. SÉRGIO LUIZ FREIRE DOS SANTOS disse:

    Agradeço o carinho dos amigos em Cristo! Irmãos, antes de começar realmente minha caminhada na Igreja em 2005, tomei uma decisão que iria me dar, pela graça de Deus, a revelação da única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Querendo saber se faria alguma diferença eu caminhar na Santa Igreja Católica ou ir para uma dessas denominações protestantes, comecei a fazer aquilo que nunca havia feito antes:”LER A BÍBLIA” -Irmãos, digo que foi maravilhoso, pois Deus pela ação do Espírito Santo revelou-me aquilo que só com o coração aberto poderemos alcançar:”A VERDADE” – Fiquei madrugadas acordado lendo a Bíblia e quanto mais lia, mas o Senhor me dava a certeza de que não basta dizer:”Senhor, Senhor, Senhor…” é preciso fazer a vontade de Deus, e a vontade D’ele é que estejamos juntos, unidos em um só caminho. Hoje, vejo pessoas se gloriando pelo fato de que o número de protestantes está cada vez maior, pois bem, qual é o mal que não está em ascensão? Sendo que não se pode perder aquilo que você nunca teve, neste caso, percebe-se que as pessoas que se dizem ser ex-católicos, na verdade, nunca o foram. Paz e Bem!

  13. valdir Luis dos Santos disse:

    Dom Henrique.
    Paz e Bem, que sr. seja o homem abençoado por Deus, para pregar a palavra de Deus ao seu rebanho, Missa não é Show, temos que ouvir a palavra de Deus não ficar naquele aue, pregação de mais de uma hora, os fieis vão para ouvir o que Deus quer falar, muitos Padres fala da boca pra fora, nem tem unção para pregar, não prepara suas homilias, repete tudo o que já foi lido pelos os leitores na proclamação da palavra, MISSA NÃO É SHOW,estou com o senhor

  14. Reinaldo Guimaraes disse:

    Parabens Dom Henrique pelo texto corajoso e verdadeiro que o senhor escreveu. Concordo com essas verdades que infelizmente acontecem na Igreja. Creio em Deus que a verdade do Evangelho será sempre a luz que nos guiará. A mim não importa as estaísticas que a imprensa faz questão de alardear, o que conta é Jesus Cristo sendo amado e seus ensinamentos levados aos quatro cantos do mundo. Por fim creio no primado de Pedro feito por Jesus que disse “Tu és pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela”(Mt.16,18).

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