* Redes sociais, um “oásis” para os pedófilos.
Denuncia a associação ” Onlus” em seu relatório de 2009
O documento, apresentado em 2 de fevereiro, indica uma situação de “verdadeira emergência”: 51.290 sites identificados nos últimos seis anos, e 824 casos de exploração de menores apenas em 2009.
Um fenômeno de dimensões globais exige uma resposta global. Por isso, a organização realiza, em colaboração com a polícia postal italiana (Polpost) e diversas polícias do mundo, uma monitoração contínua 24 horas por dia do ambiente web, mediante um convênio, assinado em 2008, pelo qual está autorizada a rastrear a rede em busca de material pedo-pornográfico – cerca de 30% dos casos registrados pela polícia foram levantados pela associação.
Em 2009, a associação Onlus registrou um boom nas identificações: foram enviadas 1.560 notificações à Polpost e polícias estrangeiras, contemplando um total de 7.240 endereços na internet.
De acordo com o relatório, trata-se de uma “verdadeira explosão”, visto que em 2008 foram identificados um total de 2.850 sites.
A maior parte das ocorrências provém dos EUA (23% do total), seguido da Rússia (22%). A Europa é responsável por 15 % dos casos. Os dados desmentem o mito propagado de que alguns países, geralmente do sudeste asiático, seriam alvo preferencial do “turismo pedófilo on-line” – também na Europa “civilizada” é possível produzir e distribuir filmes que exibem o estupro de crianças, desde recém-nascidos a pré-adolescentes.
Por hora, os pedófilos parecem ter encontrado um espaço privilegiado para agir: as redes sociais virtuais. Ao longo de 2009, a associação denunciou 851 comunidades de pedófilos, em ambientes como Youtube, Facebook, Ning, Orkut e Netlog.
São frequentes também as ocorrências entre os ambientes de file sharing, que atendem por 60% das detenções realizadas pela polícia.
Infelizmente, diz o relatório, 2009 foi o ano da pedofilia – uma tendência também acompanhada pela contínua diminuição da faixa etária das crianças abusadas em fotos e vídeos. Esta praga emergente também se transforma num negócio muito lucrativo: estima-se que o mercado de pornografia infantil movimente até 13 milhões de euros ao ano, explorando um total de 200.000 crianças.
“Os números são por demais assépticos para expressar todo o sofrimento que está por trás dos fatos”, diz o padre Fortunato Di Noto. “Foi um ano terrível, mas a esperança nunca morre. Porque, quando se salva uma criança, se salva um mundo inteiro – e nós já salvamos muitas”, diz.











