* Atriz “deixa” fé católica em apoio ao irmão gay.

Reuters

Atriz diz que ainda não se achou em nenhuma religião

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A Atriz é uma das apresentadoras do maior prêmio do cinema, o Oscar

Assim que seu irmão se revelou gay, a atriz Anne Hathaway e toda sua família abandonaram a igreja católica para apoiá-lo em sua decisão.

A estrela de O Diabo Veste Prada admitiu em entrevista a revista britânica GQ que ainda está tentando descobrir suas crenças e alfineta as leis estipuladas pelo catolicismo.

- Por que eu deveria apoiar uma organização que tem uma visão limitada do meu amado irmão?

Hathaway está no elenco de Alice no País das Maravilhas ao lado de Johnny Depp.

Fonte R7

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Noticias como essas referendam a percepção de que muitos “católicos”,de fato não conhecem sua fé.

Não é imcompatível o amor ao irmão – gay ou não – com a  desaprovação de eventual conduta moralmente questionável.

Pode-se amar, mesmo discordando.

A Igreja tem seus principios e seus fiéis não são obrigados a permanecerem caso não concordem. Neste caso o mais sensato é rever a visão pessoal de fé em seus fundamentos básicos,e, se for o caso, sair.

Não se pode é esperar que a Igreja vá se adaptando às demandas da modernidade, muitas delas absurdas, para não perder fiéis.

Uma fé bem alicerçada e fundamentada entende e CONCORDA com os principios da doutrina católica, a defende porque é condizente com a verdade objetiva e fidelidade a seu fundador, que é DEUS e não apenas um mestre de moral antigo e superável com o tempo.

Respeita-se decisões como essas, mas fica sempre a pergunta:  A  fé é algo adaptável às circunstâncias e ao momento? é descartável , onde escolho o deus ou a igreja que mais gosto ou que” me faz mais feliz” e não discordo de sua doutrina?

Existe algo de consistente em uma fé personalizada, onde cada um pega o que concorda e, como em um  supermercado, escolhe o que gosta e rejeita o que não concorda?

Afinal, que fé é essa?

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6 comentários para “* Atriz “deixa” fé católica em apoio ao irmão gay.”

  1. Benjamin Bee disse:

    Não se trata de adaptar a doutrina às exigências da modernidade. Isto seria uma redução.

    Aprofundar, ir além dos limites que se conhece não é uma adaptação, mas sim um avançar no Caminho.

    Jesus ao indicar que se deve dar a outra face, ao invés de se aplicar a lei do Talião, não adaptou nada… avançou. Foi além.

    Do mesmo modo a Igreja avançou quando deixou de condenar os homossexuais para condenar a homossexualidade. E não se pode negar essa afirmação. Basta olhar o passado e lembrar quantos homossexuais católicos desistiram de viver porque foram pessoalmente condenados em vida. Ainda hoje, tantos desistem de viver no mundo e recolhem-se em apriscos especiais apenas para não escandalizar.

    É como o mergulho em águas mais profundas. Tendo-se que avançar às pressões cada vez maiores, os organismos vivos são obrigados a dispor de estruturas latentes, nunca antes utilizadas.

    É claro que o Papa não pode APROFUNDAR …ainda…, de um só tiro…, a verdadeira natureza da sexualidade e dos gêneros. Conceitos milenares vigentes até hoje, os que formam a Tradição Católica, não podem ser alterados senão gradual e continuamente, de modo que os que entregaram sua existência para seguir a tradição não se sintam enganados.

    Quando mencionei a enorme responsabilidade papal, referia-me principalmente a isso. O Papa segura as rédeas da tradição e da modernidade, cada qual em uma de suas mãos. É como conduzir dois vigorosos corcéis que divergem quanto à direção a ser tomada.

    O que não pode acontecer é puxar demais ambas as rédeas senão a parelha breca e a biga pára. Nem tampouco frear um e relaxar o outro sem o risco de desviar do Caminho.

  2. Carmadelio disse:

    ” Aprofundar e ir além dos limites”…

    No caso específico aqui do post, a homossexualidade, não é possivel ir além – no sentido de que, com o tempo,a Igreja acabe mudando de opinião sobre esse tema pela pressão da sociedade..; Ou seja, a lei natural de onde a Igreja parte para fundamentar sua posição não muda com o tempo e é um parâmetro de segurança que solidifica e confirma a revelação biblica que também referenda essa posição- aparentemente intransigente, mas na verdade absolutamente fiel a Deus e a sua vontade e ao ser humano querido por Deus no seu mistério de masculinidade e feminilidade.

    No fundo,as pessoas acham que as leis Divinas são fruto de decisões humanas e que podem mudar para responder aos novos tempos.Porém não é assim naquilo que é essencial. Acontecem até mudanças, ou adaptações, naquilo que é incerto, cultural ou circunstancial a um tempo histórico determinado, porém não é o caso da homossexualidade.

    As novas descobertas das ciências podem ajudar a retirar o ranço “homofóbico” que existe em algumas pessoas que fecham a questão apenas na dimensão do pecado, porém essas descobertas em nada alteram a posição moral Católica de que não é legitima a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo ou uma vida homossexual com todas as implicações de opções e escolhas advindas.

    No caso, a Igreja acolhe a percepção das ciências modernas sobre a não culpa dos que possuem a inclinação mas isso não justifica, a seu olhar de fé , a vivência e a legitimação de tais vivências.

  3. Gloria disse:

    A Igreja Católica, fundada por Cristo Jesus e guiada pela moção do Espírito Santo de Deus, prega, fundamentalmente, o amor ao próximo,sem distinção de pessoa e amor é compaixão.Amar o próximo, entretanto, não significa concordar com condutas que não estejam de acordo com o que o seu fundador, Jesus Cristo, nos ensinou em seu Envangelho.

  4. Júnior disse:

    No caso da atriz em questão, torna-se claro o fato de que a Igreja NÃO é uma democracia, onde os rumos são definidos pela vontade da maioria. As questões de fé não estão sujeitas, dentro da Igreja de Cristo, ao consenso dos fiéis. Pelo contrário, são os fiéis que devem, às verdades da fé, o seu assentimento, a sua adesão. Se não dão ao Evangelho de Cristo e ao Magistério da Igreja a sua adesão de coração, alguns batizados devem, honestamente, reconhecer que, na verdade, nunca foram católicos e buscar os rumos que desejam, antes que sejam causa de escândalo para seus irmãos. Seria, até, uma ato de CARIDADE. A Igreja não está à procura de quantidade. Se é assim a Vontade de Deus, que permaneçam os fiéis.
    Para terminar, deixo as palavras de São Paulo ( o grande apóstolo) sobre a questão da homossexualidade. “Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza.Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario”. Um ótimo livro para nos ajudar a aprofundar o conhecimento sobre a homossexualidade é o do psiquiatra Gerard J. M. Van Den Aardweg, A Batalha pela Normalidade Sexual.

  5. Luciana (Obra Shalom Florianópolis) disse:

    Eu tenho amigos homossexuais. Todos católicos.
    São pessoas das quais eu gosto muito, e um deles admiro muito mesmo, pois é um homem notável. Eu faço questão de apresentá-lo a qualquer pessoa e a contar seus feitos como ser humano.
    O maior problema no catolicismo são os falsos católicos.
    Os falsos católicos podem não perder uma missa, comungar todos os dias, orar todos os dias, mas no momento em que precisam acolher aqueles que o procuram não o fazem, ou o fazem por dever, e não por amor.
    Ora, ser católico é muito mais que orar diariamente, muito mais do que comungar todos os dias, e muito mais do que ir a missa todos os dias. Ser católico é praticar a palavra e viver o amor do amado.
    Não posso aceitar, e não aceito, que se aponte o dedo para estas pessoas como se tivessem cometido um crime.
    Quantos católicos corruptos existem? Na verdade não são católicos, mas para estes ninguém aponta o dedo.
    Devemos nos lembrar que quando apontamos um dedo para alguém, que temos outros quatro dedos apontados em nossa direção.

  6. Júnior disse:

    O Catecismo da Igreja Católica é claro:As pessoas homossexuais “devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição”. A Igreja acolhe com compaixão esses irmãos; não é à toa que Ela fala constantemente sobre o assunto, sempre que necessário. Agora acolher não significa passar a mão na cabeça e vê-los como pobre coitados, vítimas de Deus e do mundo, de um acaso cruel, que é como muitos homossexuais procuram demonstrar sua situação e como outras pessoas procuram vê-los. Isso não os ajuda em nada.
    Não se trata de preferir os homossexuais católicos aos heterossexuais que são infiéis à Igreja, ou vice-versa. O que não se compreende, muitas vezes, é que a Igreja sabe separar a pessoa homossexual das práticas homossexuais; por isso, ela acolhe a PESSOA, mas não LEGITIMA a prática, pelo que se depreende, ainda, do Catecismo: “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”.

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