Posts Tagged ‘educação’

* Espanha: Foro da Família acusa o Governo de promover promiscuidade entre alunos.

quinta-feira, setembro 2nd, 2010

O presidente do Foro Espanhol da Família (FEF), Benigno Blanco, acusou o Governo de “animar à promiscuidade” nos colégios com o manual ‘Ganhar saúde na escola’ que apresentaram os ministério de Educação e Sanidade e que incorpora um capítulo sobre educação sexual.

Assim, em declarações à agência Europa Press, Blanco denunciou que o Poder Executivo “engana os jovens com propaganda sobre o preservativo“. O governo “anuncia a eles um sexo seguro que não existe, anima à promiscuidade sexual e aumentam o número de gravidezes e abortos. É um engano desde o ponto de vista sanitário”, sentenciou.

O presidente do FEF também acusou o governo espanhol de “violar o direitos dos pais de educar os seus filhos segundo suas convicções” e criticou-o por não perceber que na sociedade “existem distintas concepções morais e ideológicas sobre a sexualidade e que este não tem direito a impor nem a sugerir nenhuma delas na escola”.

Em sua opinião, a educação sexual compete ao direito dos pais à educação e, por isso, as administrações públicas não devem optar por uma opção em concreto, nem a visão cristã deste assunto.

Contudo, acrescentou que a postura do Governo é “totalitária, violadora do pluralismo ideológico e religioso e violadora do direito dos pais a educar os seus filhos segundo suas convicções”.

ACI

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* Juíza alerta para a crise de autoridade na família.” Os pais buscam a Justiça, para suprir a autoridade perdida sobre os filhos.”

quarta-feira, setembro 1st, 2010

A educação encontra-se numa encruzilhada: como educar filhos, com os limites e as restrições próprios do processo civilizatório, sem o exercício da autoridade?”

O alerta vem da juíza da 1ª Vara de Família de Petrópolis (RJ), Andréa Pachá, que registra a gravidade da crise de autoridade no interior das famílias brasileiras, em artigo reproduzido na imprensa carioca (O Globo, 22-8-10).

No seu artigo, a magistrada constata: “Um fenômeno recente tem se repetindo com freqüência cada vez maior nas Varas de Família: a busca da Justiça pelos pais, como forma de suprir sua incapacidade de estabelecer limites aos filhos.

Espera-se que um juiz decida em que escola deve a criança estudar, quais ambientes que deve freqüentar, que tipo de música pode ouvir ou a que horas deve voltar para a casa”.

Para a juíza, a confusão de papéis e a falência da família tradicional é evidente. “Verdadeiro paradoxo, pois a mesma sociedade que brada por menos Estado espera que o Estado interfira justamente naquelas relações que deveriam ser exclusivamente privadas. Não é com pesar que se constata a falência da antiga família patriarcal”.

Depois de perguntar “como representar o papel de pai ou mãe sem ônus?” e de afirmar que “não existe geração espontânea de adolescentes bem educados” Andréa Pachá argumenta: ”Valores éticos, morais e comportamentais não são inatos e devem ser transmitidos desde a infância pelos pais, que também devem demonstrar que não se vive em grupo sem ceder à busca desenfreada pelo consumo e pelos prazeres individuais.

A dor e o limite fazem parte. A transferência desta tarefa, primeiro para a escola, depois para os terapeutas e agora para os juízes não parece o melhor caminho. O exercício da autoridade não deve ser visto como ameaça ou retrocesso”.

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* Playstation, videogames e a educação dos filhos.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Benefícios e limites são discutidos no Fiuggi Family Festival

No debate sobre os possíveis benefícios e eventuais danos que tais tecnologias podem provocar, vai-se de um extremo a outro.

As novas gerações fazem amplo uso de tecnologias como o computador, celulares e os consoles de videogame, mas as implicações destas tecnologias no que se refere ao processo educativo e ainda poço compreendido tantos pelos pais como pelos professores.Desde a primeira edição do Fiuggi Family Festival – evento anual direcionado à família, realizado no parque das Termas de Bonifácio VIII, em Fiuggi, na Itália – têm sido organizados encontros e discussões sobre o tema, e foi proposto até mesmo um concurso e uma lista de jogos recomendados.

Considerando o impacto social destas tecnologias, especialmente sobre os jovens, entrevistamos Giuseppe Romano, considerado um dos maiores especialistas italianos sobre o tema.

Giuseppe Romano, jornalista e professor de literatura junto à Universidade Católica de Milão, é vice-diretor artístico do Fiuggi Family Festival.

Dedica-se há anos ao estudo de mídias interativas e dos videogames, com a convicção de que as potencialidades, se bem desenvolvidas, são muito superiores aos riscos. É autor de diversos livros, entre os quais destaca-se L’internet, frontiera di uomini (”A Internet, fronteira dos homens”, Edizioni Lavoro, 2004). É ainda o idealizador da versão interativa em CD-ROM do livro de João Paulo II, Varcare la soglia della speranza (Mondadori 1997).

Os videogames, especialmente os consoles como o Playstation, são muito populares entre os adolescentes da nova geração, já no final da infância. Quais são os possíveis danos provocados por estas tecnologias e quais seriam os benefícios eventualmente proporcionados?

Romano: Danos e benefícios devem ser primeiramente avaliados no contexto do equilíbrio pessoal e familiar: se que está a jogar é uma criança ou adolescente, os familiares devem ajudá-lo a ater-se aos limites adequados de tempo e de temas – como se dá em qualquer atividade no seio da família.

Dito isto, penso que os jogos de videogame devem ser julgados com base na qualidade de seus conteúdos, como livros e filmes. Sem dúvida, há jogos violentos e nada educativos; mas não são todos, e não exaurem as potencialidades de um meio de comunicação e entretenimento que é, afinal, justamente um meio: são os homens a se comunicarem, não as máquinas, e estes devem assumir suas responsabilidades.

Jogar é uma atividade importante, que não é exercitada somente ao vídeo. Entre o computador, a TV e o celular, talvez passem tempo demais diante da tela; mas simplesmente aboli-la não seria possível nem benéfico. Pode-se, ao contrário, praticar e fazer praticar a higiene mental de modo positivo: por vezes, em família, assistir à televisão ou jogar videogame passa a ser a única diversão possível, na falta de uma proposta melhor – situação triste, entre pessoas que se querem bem.

Muitos pais lamentam o fato de que o uso do videogame aumenta a reatividade das crianças e dos jovens, mas de maneira compulsiva, e que reduz sua capacidade de reflexão. Isto é, diante dos estímulos adrenalínicos dos jogos, os usuários reagem com os dedos aos botões antes de pensar. Qual sua opinião a respeito?

Romano: A meu ver, em situações normais, o PC ou o videogame não induzem a deformações cognitivas, ainda que alguns estudiosos considerem que sim. Ou, ao menos, não contribuem mais do que o contexto frenético no qual estamos todos inseridos. Hoje, na Itália, seis em cada onze crianças têm celular, equipamento que hoje se tornou um microcomputador, com recursos de acesso à web e capazes de receber todo tipo de conteúdo – algo que muitos dos pais ignoram.

É preciso dar um passo atrás. Meu parecer a respeito das problemáticas associadas ao uso do videogame, e o eventual aumento nos casos de distúrbios e comportamento violento a ele associados, com frequência remetem a situações de abandono, real ou virtual, de jovens ainda em formação.

Neste contexto, sustenta-se que a maior capacidade de crianças do sexo feminino para a reflexão não dependa apenas dos caracteres ligados ao gênero, mas também do fato de que estas fazem uso menos frequente dos videogames? Concorda com esta asserção?

Romano: As meninas inteligentes sempre foram mais propensas à reflexão que suas contrapartes do sexo masculino. Alguns dos consoles são bastante populares entre o público feminino, como ocorre com o portátil Nintendo DS, que conta com jogos especificamente concebidos para meninas.

Há também a questão referente ao conteúdo dos jogos. Os mais inócuos parecem ser os jogos esportivos – futebol, automobilismo, motociclismo; muitos outros, porém, têm temáticas violentas, como lutas, pugilismo e artes marciais, ou mesmo matanças intermináveis com armas de fogo. Este jogos parecem hipnotizar os usuários, os quais, imersos num estado frenesi, têm dificuldade em interromper o jogo. O que pensa a respeito?

Romano: Para começar, é bom lembrar que os jogos são classificados em faixas etárias. A idade aconselhada é estampada na capa, e segue o sistema da classificação pan-europeu PEGI. As indicações são respeitadas e bem controladas. Entretanto, a classificação não exime os pais ou responsáveis de verificar pessoalmente o conteúdo dos jogos.

O envolvimento com o jogo não representa, em si, algo negativo, visto que o exercício da interatividade é certamente melhor que a postura passiva de assistir TV, por exemplo. Para evitar excessos, atualmente todos os consoles já contam com o recurso conhecido por parental control, um filtro que permite aos pais bloquearem o aparelho para conteúdos que considerem inadequados, ou determinar limites de tempo de jogo diário.

Menciona-se também com frequência que jogar videogames poderia provocar uma produção acentuada de endorfinas, substâncias produzidas pelo cérebro que poderiam ter os efeitos de uma droga de abuso; mas é preciso lembrar que nosso cérebro produz adrenalina e endorfinas em qualquer situação emocionante ou que envolva esforço.

Mas nem tudo parece negativo. Na edição deste ano do Fiuggi Family Festival, será premiado o jogo “Brain training” da Nintendo. Poderia explicar como funciona e quais as razões desta escolha para premiação?

Romano: O Fiuggi Family Festival se propõe a colocar os videogames a serviço da família. Valorizando o componente “family”, introduz no mercado um critério de classificação até então inédito. “Brain training” é um jogo classificado nesta categoria; trata-se de um “treina-mente” que solicita, por meio de perguntas e testes, a agilidade mental dos jogadores, sua capacidade de reflexão e intuição. Destina-se tanto aos adultos como às crianças, e, tomadas as precauções já citadas, não tem nenhuma contra-indicação.

Em segundo e terceiro lugar serão premiados respectivamente o “Wii sports” e “FIFA 2010″. Quais são os aspectos benéficos destes jogos e quais as motivações para sua premiação?

Romano: Com o “Wii sports”, e com a nova edição “Wii Sport Resort”, a Nintendo introduziu uma nova modalidade de jogo até então inédita, na qual o jogador se move fisicamente para acionar um controle sensível ao movimento, e assim atuar sobre as imagens na tela. É possível jogar tênis, golfe, boliche e outros esportes. Dadas as características deste console, jogar em grupo é não apenas possível, como também fácil. “FIFA 2010″, por sua vez, é um simulador de futebol que conta com versões para vários consoles; oferece um grau de realismo e versatilidade impressionantes. Também neste caso é possível jogar em grupo ou em modo multiplayer pela internet.

Poderia dar sugestões aos pais em sua tarefa de selecionar jogos e programas adequados para seus filhos?

Romano: A lista de 15 jogos que classificamos como “family”, disponível no site www.fiuggifamilyfestival.org pode ser um bom começo.

Em todo caso, sugiro não proibir o uso do console, mas de escolher ao lado dos filhos os jogos mais adequados, explorando e avaliando com eles. Considero que a família deva assumir a tarefa de selecionar os conteúdos de modo a orientar o mercado de forma positiva. É difícil, mas é o único meio possível. Considerar os jogos de videogame não como simples brinquedos ou produtos comerciais, mas como trabalhos criativos e propositivos, tanto para o bem como para o mal, pode ajudar a promover uma tendência que torne os jogos não apenas cada vez mais bonitos, mas também mais adequados em termos de proposta e conteúdo.

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* Só as universidades católicas que conservam sua identidade têm futuro, diz autoridade vaticana.

quinta-feira, agosto 19th, 2010
Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica

No contexto do 20° aniversário da exortação apostólica Ex-Corde Ecclesiae sobre as universidades católicas, o Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski, assinalou que só “a universidade católica que conserve sua identidade terá um futuro e contribuirá com o bem da sociedade”. Se a identidade católica se perde na universidade, esta se converterá em uma casa de estudos como qualquer outra.

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, que encabeça o grupo ACI do qual ACI Digital faz parte, para falar sobre este “documento estupendo que proporciona o espírito à universidade católica” e que regula estes centros de estudos em todo mundo, o Cardeal se referiu às duas importantes razões que levaram João  paulo IIa escrevê-la e apresentá-la em 15 de agosto de 1990: A primeira, disse, era a importância que dava à universidade católica à qual o Papa peregrino dedica um parágrafo especial ao final do texto sobre o testemunho católico.

A segunda, comentou, era que João Paulo II considerava necessário gerar uma legislação que estabelecesse a missão das universidades católicas, assim como o contorno jurídico para sua criação.

Depois de assinalar que desde que a Ex-Corde Ecclesiae saiu à luz, 250 universidades foram criadas em todo o mundo com a determinação de permanecer nesta identidade, o Cardeal recordou que um teólogo que ensina em uma casa de estudos católica deve ter as coisas claras.

“Para ser teólogo a pessoa deve acreditar nas Sagradas Escrituras e na Tradição, e deve estar unido ao Magistério da Igreja. É arriscado que uma pessoa queira ser mais importante que este Magistério da Igreja”, precisou.

Logo depois de recordar a exortação apostólica “segue vigente atualmente em todo lugar”, o Cardeal alertou que “se uma universidade católica perde sua identidade, se converte em algo similar a outras universidades, ela se faz então virtualmente menos significativa e isso é um grande desafio, ou um grande problema”.

Ao comentar que ele recebeu distintas queixas e reclamações de pessoas que estudam em universidades católicas por receber conteúdos e ensinamentos que não estão de acordo com os ensinamentos da Igreja qualificando este tipo de centros de estudos de “hipócritas e mentirosos”, o Cardeal vaticano indicou que elas “têm razão e o mesmo se aplica para as escolas católicas”.

“A Ex-Corde Ecclesiae não exige uma ‘grande reforma’, o documento é atual, é uma aproximação muito realista e em si mesmo tem um grande dinamismo para fazer da universidade católica algo muito importante hoje em dia… quando se vive um relativismo cultural e moral que gera muito dano”, disse.

“O que se necessita no contexto moderno de permissivismo e relativismo é que a universidade católica defenda a verdade, a verdade objetiva”, acrescentou.

Seguidamente explicou que as universidades católicas não se devem comparar umas às outras, mas procurar no documento o contexto para seu desenvolvimento porque “ali se ressalta o ideal da universidade católica, e acredito que estudar o texto é muito mais produtivo” que olhar para as “distintas realidades” ou outras universidades para ter uma guia.

Ao ser perguntado sobre a perspectiva do Papa sobre a educação católica atual, o Cardeal Grocholewski disse que ele é “um grande entusiasta da universidade católica. Ele praticamente se alegra quando a universidade católica progride e preserva sua identidade” e destacou que o Pontífice sempre o alenta a “lutar pelo futuro das universidades católicas”.

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* Super-heróis de hoje têm influência negativa em meninos, diz estudo.

quarta-feira, agosto 18th, 2010

Para pesquisadora, heróis atuais promovem estereótipo violento e de “machão”

Um estudo apresentado em uma conferência de psicologia nos Estados Unidos afirma que os super-heróis de filmes da atualidade influenciam negativamente os meninos. Segundo a pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana de Psicologia, esses super-heróis promovem um estereótipo violento e de “machão”.

Eles seriam diferentes dos de antigamente, pois não apresentariam um lado mais vulnerável e humano. O estudo afirma que a única figura masculina alternativa de super-herói da atualidade é a do “preguiçoso”, que evita assumir responsabilidades.

Super-homem e Homem de Ferro

A pesquisadora Sharon Lamb, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, fez um estudo com 674 meninos de quatro a 18 anos de idade para descobrir o que eles veem na TV e no cinema. Com sua equipe, ela analisou o impacto que os principais modelos de comportamento masculinos têm nos garotos. “Há uma grande diferença entre os super-heróis de hoje e os heróis de gibis do passado”, afirma Lamb.

A pesquisadora diz que, nos personagens do passado, os meninos podiam perceber que – sem roupa de super-herói – eles eram “pessoas normais com problemas normais e muitas fraquezas”. Seria o caso do Super-Homem e o Lanterna Verde, que têm identidades secretas, com carreiras e que, segundo a pesquisadora, foram criados como reação ao fascismo e para lutar por justiça social.

“O super-herói de hoje é como um herói de ação que pratica violência sem parar. Ele é agressivo, sarcástico e raramente fala sobre as virtudes de se fazer o bem para a humanidade”, disse Lamb, segundo artigo no jornal britânico The Guardian.

“Esses homens, como é o caso do Homem de Ferro, exploram as mulheres, exibem joias e demonstram sua masculinidade com armas poderosas”, afirmou, se referindo a um herói que foi sucesso de bilheteria com um filme neste ano. Apesar de ter surgido nos quadrinhos em 1963, o Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr. no cinema corresponderia ao perfil descrito pela cientista.

Preguiçoso

A alternativa a esse super-herói agressivo da atualidade seria o preguiçoso. “Preguiçosos são engraçados, mas preguiçosos não são o que os meninos deveriam querer ser. Eles não gostam da escola e evitam responsabilidades”, afirma Lamb. Um outro estudo, da Universidade do Arizona, também apresentado na conferência, afirma que a capacidade dos meninos de evitarem estereótipos masculinos diminui quando eles entram na adolescência.

Segundo o professor Carlos Santos, que fez a pesquisa com 426 meninos, “ajudar os meninos a resistir a esse tipo de comportamento o mais cedo possível parece ser um passo vital para se melhorar a saúde e qualidade das suas relações sociais.”

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* Você pede a “bênção” a seus pais?

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Felipe de Aquino.

Quando eu era criança, estava acostumado a pedir a bênção aos meus pais – a qualquer hora que saísse ou chegasse em casa -, naquele apressado “Bença, pai!”, “Bença, mãe!”, tão apressado que quase não ouvia a resposta. Todos nós, quando crianças, estávamos tão acostumados a pedir a bênção dos pais que, quando saíamos sem ela, parecia-nos que faltava algo à nossa segurança ou ao sucesso de nossos planos… Ao menos quatro vezes por dia eu e meus oito irmãos pedíamos a bênção a nossos pais: ao acordar, ao irmos para a escola, ao voltar da escola, e ao se deitar.

Hoje, passados os anos, tenho profunda consciência da importância da bênção dos pais na vida dos filhos. É a Sagrada Escritura que nos alerta da necessidade dessa bênção. Toda a Bíblia está repleta de passagens indicando a importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos. Os pais são os cooperadores de Deus na criação dos filhos e, dessa forma, são também um canal aberto para que a bênção divina chegue aos filhos.

O livro do Deuteronômio registra o quarto mandamento: “Honra teu pai e tua mãe, como te mandou o Senhor, para que se prolonguem teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus” (Dt 5,16). Desta forma, Deus promete vida longa e prosperidade àqueles que honram os pais. São Paulo disse que esse é “o primeiro mandamento acompanhado de uma promessa de Deus” ( Ef 6,2).

Os livros dos Provérbios e do Eclesiástico estão cheios de versículos que trazem a marca da presença dos pais. Eis um deles: “A bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (Eclo 3,11). Esse versículo mostra que a bênção dos pais (e também a maldição!) não é simplesmente uma tradição do passado ou mera formalidade social. Muito mais do que isso, a Escritura nos assegura que a bênção dos pais é algo eficaz e real, isto é, um meio que Deus escolheu para agraciar os filhos. Deus quis outorgar aos pais o direito e o poder de fazer a Sua bênção chegar aos filhos. É a forma que Deus usou para deixar clara a importância dos pais. Analisemos estas passagens marcantes:

“Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos. Pois Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles.
Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração. Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência, a fim de que ele te dê sua bênção, e que esta permaneça em ti até o teu último dia. Pois um homem adquire glória com a honra de seu pai, e um pai sem honra é a vergonha do filho. Como é infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe!” (Eclo 3, 2-3.5-6.9-10.13.18)

Todos esses versículos do capítulo 3 do Eclesiástico mostram claramente a grande importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos e, de modo especial, à bênção paterna e materna. Infelizmente, muitos pais parece que já não sentem a prerrogativa que Deus lhes deu para educar, formar e abençoar os filhos. Muito já não acreditam no poder da bênção paterna e nem mesmo ensinam os filhos a pedi-la.

Os pais têm uma missão sagrada na terra, pois deles dependem a geração e a educação dos filhos de Deus. Eles são os primeiros mensageiros de Deus na vida dos filhos, sobre os quais têm o poder de atrair as dádivas de Deus. Não importa qual seja a idade do filho, ele sempre deve pedir a bênção de seus pais. E também não importa se o velho pai é um doutor ou um analfabeto, o filho não deve perder a oportunidade de ser abençoado por ele, se possível todos os dias, mesmo já adulto.

Se você ainda tem seus pais (ou apenas um deles) não perca a oportunidade que Deus lhe dá de beijar-lhes as mãos e pedir-lhes a bênção, para que Deus abençoe você, guiando seus passos e protegendo sua vida. Importa jamais nos esquecermos de que enquanto “a bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (Eclo 3,11).

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* Abençoados sejam nossos pais.

segunda-feira, agosto 9th, 2010

+ Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Neste segundo domingo de agosto comemoramos o Dia dos Pais, mesmo sabendo que todos os dias devem ser dedicados aos pais e à valorização do ingente papel paterno na família, constituída pelo casamento do homem com a mulher, dentro da convocação da Igreja, para terem filhos e os educarem na fé. Na comunidade família, o pai é chamado a viver o seu dom. Por isso mesmo recordamos que nesse mesmo domingo rezamos pela vocação matrimonial e iniciamos a Semana Nacional da Família.


A paternidade começa no compromisso de vida do marido para com sua esposa, baseando-se no amor desinteressado e generoso. Descobrir a beleza de colaborar no plano da criação e se responsabilizar pelo futuro é por demais belo para que não contemplemos essa bonita missão recebida de Deus!

Os filhos e filhas devem ter a oportunidade de reconhecer no pai a presença do amor, da escuta e do apoio oportuno para o seu crescimento, para se tornarem pessoas que experimentem o amor e vivam com equilíbrio a vida humana e com conhecimento dos seus direitos e responsabilidades. Também receberão o apoio para alcançar a auto-estima, a autêntica autonomia e independência para compartilhar e celebrar os seus sucessos, e dar conforto quando confrontado com o fracasso.

Os pais não serão julgados pelo valor dos bens materiais que eles possam ou devam proporcionar a seus filhos: o que realmente importa é a forma como o Pai orienta seus filhos para Jesus Cristo e qual o papel de modelo de fidelidade de valores ele realmente apresenta no seio de sua família. Neste sentido, o pai é chamado a assegurar o desenvolvimento harmonioso e de união entre todos os membros da sua família e partilha com a esposa a formação dos filhos.

Porém compartilhamos também as angústias de muitos pais, que hoje, frente às frustrações da procura por emprego, ou de desejo de dar o melhor pela sua família, sem poder fazê-lo olham com preocupação a vida de sua família e o futuro de seus filhos. Aqui temos a necessidade de uma sociedade mais justa e solidária que devemos construir com a nossa participação.

Deus é a fonte da vida e do amor em que a família vive no mundo de hoje. O Papa Paulo VI já nos recordava na Encíclica Humanae Vitae que o casamento “não é efeito do acaso ou do produto da evolução de forças naturais inconscientes: é uma instituição sapiente do Criador para realizar na humanidade o seu desígnio de amor” (HV 8).

Daí que na missão de pai este é convidado a frutificar e ter a vida ao máximo, exercendo sua função específica biológica e psicológica no contexto da família. Mais do que nunca hoje notamos a necessidade desse equilíbrio familiar e o papel do Pai na formação humana de seus filhos. Não se pode abdicar dessa obrigação fundamental da célula da sociedade que é a família e a missão que esta tem no presente e futuro da sociedade. Para os cristãos isso se reveste de uma vocação e conta com a graça de Deus para que possa corresponder ao chamado de Deus para bem desempenhá-la.

Em resumo poderíamos dizer que a missão do Pai é uma vocação, em última instância, do próprio matrimônio. Este significa uma união de pessoa com todos os seus valores, e tudo o que deve representar a medida de sua própria dignidade. Todo homem e toda mulher devem doar-se mutuamente em dom sincero de si, através das expressões de sua masculinidade e de feminilidade, o que transpassará certamente para o seu relacionamento com os filhos que virão de sua união.

A família é desafiada com variados problemas urgentes e inúmeros ataques e crises que são, na verdade, provocados pelas tendências de uma sociedade em mudança. Portanto, é importante lembrar que os cônjuges têm uma importante missão na educação dos seus filhos, passando-lhes valores e nobres ideais.

Neste contexto, surge o conceito de Pai como serviço no amor, conforme nos recorda o Papa Paulo VI: “na tarefa de transmitir a vida, os pais não são livres para procederem à vontade, como se pudessem determinar de forma totalmente autônoma as vias honestas a seguir, mas devem conformar a sua atividade de acordo com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e de seus atos”.

A criança não pode exercer certas fases de sua maturidade psicológica sem a ajuda paterna, que a ajuda a ousar e a enfrentar as adversidades da vida. O pai educa principalmente pela sua conduta pessoal, que consigo também carrega os variados aspectos da sua própria identidade. Os filhos e também filhas olham para a figura paterna muito mais do que apenas uma extensão de seus conhecimentos limitados. Olham para seus gestos, suas expressões e para o seu testemunho. Procuram neste um valor e um sentido de suas vidas, que encontrarão, certamente, na realidade das coisas, na vida que se apresentará diante deles, um dia.

Em suma, a paternidade é um “link” para as consciências dos filhos, que os orienta na condução moral e nos princípios éticos de suas existências.

Rogamos hoje a São José, como modelo de pai, que abraçou por inteiro as suas responsabilidades e que ressalta sempre em nós a sua firmeza e sua perseverança, confiando sempre em Deus. Imagens de São José com frequência o retratam segurando uma régua de carpinteiro, mas que podem muito bem simbolizar não só o seu ofício, mas também a sua capacidade de governar e medir as suas posições como homem de família e como pessoa de fé.

São Bento, grande mestre da espiritualidade, diz que o abade de um mosteiro tem que mostrar a atitude dura de um mestre e a ternura de um pai. O mesmo deveria se aplicar aos pais de família. Devem ser tanto carinhosos com seus filhos, enquanto agem com firmeza em sua educação.

Auguro que os pais de nossa Arquidiocese e do Brasil possam transmitir as verdades da nossa fé católica aos seus filhos e dar um bonito testemunho de discipulado e missionariedade, para que a sua família, rezando e celebrando unidos a sua fé, seja a autêntica Igreja doméstica, parcela da Igreja de Cristo.

Que Deus abençoe todos os pais!

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* CNBB contesta ação que pede a revisão do ensino religioso em escolas.

segunda-feira, agosto 9th, 2010

Folha de S. Paulo

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) defendeu o ensino religioso nas escolas públicas de forma “confessional plural” -ou seja, ligado a uma crença religiosa, mas abordando outras religiões- e disse que ele é constitucional.

Para d. Filippo Santoro, coordenador da Pastoral do Ensino da CNBB no Rio de Janeiro, o método confessional plural “admite todos os credos reconhecidos”.

O tema voltou à pauta depois que a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, entrou com uma ação direta de Inconstitucionalide pedindo que o ensino religioso confessional e os professores representantes de qualquer religião sejam proibidos em escolas públicas.

A ação ainda não tem data para ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal.

Na ação, a vice-procuradora alega que, como o Estado brasileiro é laico, as aulas deveriam expor doutrinas, práticas, história e dimensões sociais das diferentes religiões – e do ateísmo.

Cada Estado tem autonomia para definir seus currículos, mas o ensino religioso é necessariamente facultativo. Rio de Janeiro e Bahia são os únicos a adotar em suas leis posição igual à da CNBB.

Para a doutora em psicologia escolar Luciana Valore, quando se mantém a neutralidade diante de todas as posições religiosas, a aula é positiva para o aluno.

Já a doutora em educação Iraíde Barreiro acha que a escola não deve ensinar religião. “A escola acaba enfatizando a questão religiosa ou moral”, afirma.

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* Educação sexual nas escolas é terrorismo

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Luiz Felipe Pondé, Filósofo.

Quem é a favor do ensino religioso? Mesmo quem concorda com o ensino religioso discorda do conteúdo: ensinar o quê? Deus, orixás, gnomos, homens-bomba? Outros são contra: religião não é assunto do Estado e da escola, é assunto da vida privada e familiar -guardem esse argumento na memória porque voltarei a ele.

Não vou discutir o ensino religioso, mas sim outra questão que me chama a atenção: a educação sexual nas escolas. Digo logo: sou contra. E mais: acho que sexo é assunto da vida privada e familiar e nenhuma escola ou pedagoga maníaca por sexo deveria entrar nas cabeças das crianças com suas fantasias travestidas de teorias.

Aliás, quem são os teóricos de confiança? Quem descobriu o sexo correto? Normalmente, o sexo correto é aquele que a pedagoga maníaca por sexo acha que seja correto, e nada mais. Tapinha pode?

Claro, no futuro, talvez revoguem a lei contra pedofilia em nome dos “avanços contra os preconceitos”, e a pedofilia também venha a ser correta. Uma “última lei qualquer” decidirá que as crianças serão obrigadas a fazer prova sobre como é bonita a pedofilia?

Como ninguém faz uma daquelas campanhas diárias de repúdio à educação sexual nas escolas? Claro que hoje é mais normal num jantar inteligente você contar sua vida sexual do que confessar em lágrimas que acredita em Deus, mas, mesmo assim, como não ver que a educação sexual nas escolas é ridícula? Ensina-se o quê?

Neste caso (nos EUA), a intenção da professora seria não fazer distinção de “gênero”? Daríamos Barbies aos meninos para desenvolver neles o “gênero feminino”? Espadas para as meninas? E, se você “gosta” de plantas, tudo bem, porque tudo é natural?

Quem atesta a sanidade mental dessa professora? Gente “infeliz” na vida sexual pode dar aula sobre sexo? Quem seria a “consultora” desta “infelicidade”?

Aulas de biologia são bem-vindas, é claro. Mas e daí? O que ensinar para uma menina de dez anos sobre sexo? Usaremos fotos? Espero que as fotos sejam legais… E os meninos? Vendo revista “Playboy” (ou similares) escondido. E deixemos a vida correr, como corre há milênios. Digamos a verdade: quem dá aula de matemática é bom em matemática, quem dá aula de educação sexual é bom no quê?

Todo mundo é mal resolvido em sexo (quem diz o contrário mente). Há algo no sexo que mistura a obviedade do animal com o inefável do ser humano (romantismo, taras e traumas) que não pode ser reduzido a lição de casa.

Educação sexual é uma armadilha a serviço de todo tipo de lobby. Vou dar dois exemplos “opostos” para ficar claro. Primeiro: se os pedagogos maníacos por sexo fossem tomados de assalto por católicos? Seria matéria de aula a virgindade até o casamento? E você pai e mãe, que acham esse negócio de casar virgem muito repressor, concordariam?

Segundo: se o bando da educação sexual fosse de “homoafetivos” e obrigassem as crianças lerem histórias em quadrinhos onde meninos beijam meninos? Você, pai e mãe, “heteroafetivos”, aceitariam somente porque o bando em questão acusaria vocês de maioria esmagadora preconceituosa?

O bando da educação sexual, que insiste em assaltar as crianças com sua pedagogia grosseira, define sexo como algo tão “natural quanto ter sede”. Mas, se assim for, sua pedagogia é como obrigar crianças a beber litros de água sem que tenham sede.

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* Uma imagem significativa da paternidade aplicada à vida.

quinta-feira, julho 8th, 2010
Todos os pais de filhos menores passaram por isso? Eu Passei.

Todos os pais de filhos menores passaram por isso? Eu Passei.

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* Educação sexual deve responder a valores familiares e não a ideologias.

domingo, junho 20th, 2010

O presidente de Profissionais pela Ética (PPE) da Região da Catalunha na Espanha, Ramón Novella, assinalou que a educação sexual dos menores deve ser dada pela família, e que a escola pode ser uma colaboradora se responde aos valores dos pais e não aos interesses ideológicos do Governo.

Em referência à nova lei do aborto, que entrará em vigência neste país europeu no dia 5 de julho, Novella indicou que “a educação sexual (que promove esta norma) está ligada a uma proposta ideológica que muitos pais não compartilham”.

“Estão impondo um modelo em um âmbito no qual deveria haver liberdade. À parte de que esta proposta de educação sexual não favorece o desenvolvimento positivo das pessoas e as converte em seres infelizes, isso sim completamente manipuláveis”, acrescentou.

Por isso, criticou as propostas marcadas pela ideologia de gênero e o relativismo, que querem que os menores acreditem que existe uma “diversidade sexual” como a homossexualidade ou a bissexualidade.

“Parece-me intolerável que na etapa final da infância e na adolescência se fomente este tipo de educação onde o menino ou garota devem expor sua tendência sexual, é aberrante provocar estas situações no âmbito escolar e só é possível entendê-lo se atrás disto existem uns interesses em promover a homossexualidade”, expressou.

Novella animou os pais a que se informem bem “e saibam o quê supõe esta educação sexual obrigatória”, porque não podem aceitar que do Estado imponha a eles uma concepção que vai contra seus próprios valores.

“Aos pais diria que assumam com maior responsabilidade seu trabalho educativo (…). Encontramo-nos ante uma realidade de urgência educativa onde ninguém pode dizer que isto não me afeta, justamente o contrário, isto nos afeta a todos e devemos nos pronunciar para não deixar-nos impor aquilo que não contribui à felicidade”, indicou.

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* Concepção equivocada de autonomia do homem explica atual crise na educação.

quarta-feira, junho 2nd, 2010

A chave para compreender a crise atual na educação está em constatar que suas raízes residem numa concepção equivocada de autonomia do homem. Assim explicou o Papa Bento XVI aos bispos italianos, aos quais recebeu em audiência, por ocasião de sua 65ª Assembléia Plenária.

O Papa dedicou um extenso discurso ao aprofundamento do tema – quem tem recebido grande atenção em seu pontificado.

Neste sentido, elogiou a o fato da Conferência Episcopal Italiana ter escolhido este tema para seu plano pastoral para os próximos dez anos.

Bento XVI convidou os prelados a irem “até que as raízes dessa emergência, para assim encontrar respostas adequadas a este desafio.”

O Papa apontou para as duas “causas profundas” da crise: em primeiro lugar, “uma falsa noção de autonomia do homem”; em segundo, o ceticismo e o relativismo.

Falsa autonomia

Para a pedagogia moderna, explicou o Papa, “o homem deveria se desenvolver por si mesmo, sem imposições por parte dos demais, aos quais competiria apenas dar suporte a seu auto-desenvolvimento, sem, no entanto, se envolver no processo.”

Esta noção, no entanto, é errônea, pois para a pessoa humana “é essencial o fato de que só logra ser ela própria a partir do outro, o ‘eu’ se converte em si próprio apenas mediante o ‘tu’ e o ‘vós’; é criado para o diálogo, para a comunhão sincrônica e diacrônica”, disse o Papa.

“Por isso, a assim chamada educação ‘antiautoritária’ não é educação, e sim renúncia a educar”, afirmou, destacando aí o ponto chave para abordar a questão: “esta idéia falsa de autonomia do homem como um ‘eu’ completo em si mesmo”.

A respeito da segunda causa – ceticismo e o relativismo – Bento XVI explicou que estas duas atitudes intelectuais estão fundamentadas “na exclusão das fontes que orientam o caminho humano”, a natureza e a Revelação.

A natureza é considerada hoje “como um sistema puramente mecânico”, da qual, enquanto ente, “não pode proceder orientação alguma”. A Revelação se considera como “um momento do processo histórico” e, portanto, relativo, algo “destituído de conteúdo.”

“Assim se calam as duas fontes, a natureza e a revelação, como também a terceira, a história, posto que também a história se converte em um aglomerado de decisões culturais, ocasionais e arbitrárias, que não valem para o presente nem o futuro”, prosseguiu.

Por isso, explicou o Pontífice, é fundamental “restabelecer uma concepção verdadeira da natureza como criação de Deus que nos fala”, e a Revelação, reconhecendo “que o livro da criação, no qual Deus nos dá orientações fundamentais, está decifrado na Revelação (…) aplicado na história cultural e religiosa, não sem erros, mas de maneira substancialmente válida, que continua a se desenvolver e purificar.”

“Em um tempo em que a grande tradição do passado corre o risco de se tornar letra morta, somos chamados a nos aproximar de cada um com disponibilidade sempre renovada, acompanhando no caminho de descoberta e assimilação pessoal da verdade”, destacou.

“Educar nunca foi tarefa fácil, mas não podemos nos resignar: estaríamos desvalorizando o mandato que o próprio Senhor nos confiou, chamando-nos a pastorear com amor seu rebanho”, afirmou o Papa.

Esta “paixão pela educação” deve ser uma “paixão do ‘eu’ pelo ‘tu’, pelo ‘nós’, por Deus, e que não se resume a uma didática, a um conjunto de técnicas nem tampouco na transmissão de princípios áridos”.

Neste sentido, concluiu exortando os bispos presentes a “não perderem a confiança nos jovens”, recorrendo a novos meios e novas linguagens, sem porém adulterar o anúncio cristão.

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* Aulas de Religião tem um “alto índice” de aceitação na Laicista Espanha.

terça-feira, maio 25th, 2010

As aulas de Religião (que não são obrigatórias neste país europeu) têm um “alto índice” de aceitação com 74 por cento do alunado na Espanha, que cada ano “escolhe voluntariamente” inscrever-se nas aulas, segundo o estudo ‘Protagonistas da aula de Religião’, que foi apresentado hoje na sede do Círculo de Belas artes.

Na apresentação participaram o autor do relatório e diretor da Revista ‘Religião e Escola’, Carlos Esteban; o diretor da Fundação SM, Leoncio Fernández e a coordenadora do relatório, Eva Pérez.

Assim, os dados recolhidos revelam que 74,1 por cento dos alunos pesquisados em centros públicos, 73 por cento de centros privados e 99,5 por cento dos centros religiosos, escolhem a classe de religião, enquanto que 47,9 por cento total dos alunos diz que está matriculado nas classes de Religião porque eles mesmos escolheram e a outra metade está porque sua familia os inscreveu sem consultá-los.

Os dados relativos aos professores de Religião revelam que a maioria são leigos e cristãos (97,6%). Com respeito à sua formação, o relatório assinala que todos os professores possuem títulos universitários e o 67,5% dos professores de Religião de Secundária contam ademais com uma segunda especialização.

Além disso 80,8 por cento tem a graduação da própria Igreja (Declaração Eclesiástica de Competência Acadêmica, DIGA), sendo esta porcentagem mais elevada no ensino médio e chegando quase à totalidade no ensino público.

Aborto, eutanásia e homossexualidade

Outro dos pontos abordados por Carlos Esteban foi a opinião dos alunos sobre temas como o aborto, a eutanásia e a homossexualidade. Nesse sentido se ressaltou que nestas perguntas não foram consultados os alunos do primário, só os do ensino médio.

Assim, 45,1 por cento declarou estar em desacordo com a afirmação, ‘o aborto não tem justificação’, partilhada por 27,87 por cento dos alunos. Outros 47 por cento dissente da idéia que ‘a eutanásia não pode ser justificada’, ante 21,4 por cento que a compartilha.

Em matéria da homossexualidade 59,7 por cento dos alunos considera que não é nenhum problema, frente a 20,3 por cento dos alunos que não compartilha essa idéia. “Se compararmos estes dados com os do estudo sociológico da Comissão Episcopal de Ensino de 1998, comprovaremos uma notável mudança no estado de opinião dos alunos, naquele então havia 58% por cento que pensava que nunca poderia justificar a homossexualidade enquanto 20,1 por cento a justificava. Virtualmente se inverteram as cifras”.

Finalmente, Esteban sublinhou que a educação religiosa não representa nenhum problema pedagógico para uma sociedade verdadeiramente democrática. “Os dados confirmam que os protagonistas têm um alto índice de satisfação, suficiente para poder desterrar dos meios de comunicação o conceito que relaciona a classe de Religião a um problema”.

ACI

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* Escolas Católicas podem acolher e matricular filhos de “casais” Gays?

sexta-feira, maio 14th, 2010

A Arquidiocese de Boston, nos Estados Unidos, não proíbe que os filhos de pais do mesmo sexo participem das escolas católicas, e suas autoridades ofereceram ajuda para que uma criança que teve sua matrícula recusada em uma escola elementar porque seus responsáveis eram lésbicas possa se matricular em outra escola arquidiocesana, afirmou uma declaração divulgada no final desta quinta-feira.

A reportagem é de Tom Roberts, publicada no sítio National Catholic Reporter, 23-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Acreditamos que os pais que desejam enviar seus filhos a uma escola católica devem ter a oportunidade de buscar esse sonho”, disse said Mary Grassa O’Neill, secretária para a edução e superintendente das escolas da arquidiocese. “Nossas escolas acolhem as crianças baseadas na compreensão de seus pais de que os ensinamentos da Igreja são um componente importante do currículo e fazem parte da experiência educacional dos estudantes”.

“A arquidiocese não proíbe que filhos de casais do mesmo sexo participem de escolas católicas”, continua sua declaração. “Vamos trabalhar nas próximas semanas para desenvolver uma política que elimine quaisquer mal entendidos no futuro”.

A declaração é uma resposta a uma controvérsia que surgiu quando a agência Associated Press divulgou que um menino de oito anos teve sua matrícula negada na St. Paul School, em Hingham, Massachusetts, depois que o pároco, Pe. James Rafferty, ficou sabendo que os responsáveis do menino eram lésbicas.

A superintendente disse ter se reunido com o pároco e o diretor “para saber mais a respeito da decisão” e ter “contatado os responsáveis do estudante e manifestado minha preocupação pelo bem estar da criança. Eu lhes ofereci ajuda para matricular seu filho em outra escola católica da arquidiocese”.

O’Neill disse que a mãe “era gentil e compreensiva” e que “indicou que avaliaria a oferta de outras escolas católicas que poderiam acolher seu filho no próximo ano acadêmico”.

O incidente é semelhante a um caso de Boulder, Colorado, onde um pároco se recusou a admitir uma criança à pré-escola depois de saber que seus responsáveis eram lésbicas, mas a resposta das autoridades de Boston foi um pouco diferente. Em Denver, não houve hesitação por parte do arcebispo Charles Chaput, que defendeu o pároco, dizendo que a Igreja define o casamento como uma união heterossexual e que os filhos de casais de mesmo sexo podem enfrentar dificuldades em um ambiente católico.

“Nossas escolas são ‘parceiras na fé’ junto aos pais”, disse o arcebispo em uma coluna publicada no dia 10 de março no jornal Denver Catholic Register, a publicação da arquidiocese. “Se os pais não respeitam as crenças da Igreja ou vivem de uma maneira que recusa abertamente essas crenças, então a parceria com esses pais se torna muito difícil, senão impossível”.

Isso também coloca uma preocupação injusta sobre a criança, que se vê no meio dessa questão, e sobre seus professores, que têm a obrigação de ensinar a autêntica fé da Igreja”, acrescentou.

Uma questão central nesses casos, porém, é se a Igreja está servindo às crianças ou aos pais. Críticos da decisão da arquidiocese de Denver disseram que a Igreja escolheu injustamente o casal de lésbicas, não tendo procurado em outros pais violações à lei da Igreja, como uma segunda união depois do divórcio sem a obtenção da anulação do primeiro casamento ou o uso de contracepção artificial.

A questão de se as escolas católicas deveriam admitir filhos de casais do mesmo sexo foi uma das áreas abordadas por Patricia Weitzel-O’Neill, superintendente das escolas da Arquidiocese de Washington, durante uma palestra em uma recente conferência em Washington, co-promovida pela Trinity Washington University e pelo National Catholic Reporter.

Falando sobre as “grandes questões” com relação à educação católica, Weitzel-O’Neill ela questionou: “Casais gays podem mandar seus filhos a escolas católicas? Porque em Denver, disseram-lhes que eles não podem”.

Weitzel-O’Neill, que coincidentemente está assumindo o cargo de diretora-executiva do Center for Catholic Education da Boston’s Lynch School of Education, perguntou: “Isso tem a ver com as crianças ou com os adultos?”.

Logo depois que o caso de Boston estourou, o Catholics United, grupo leigo com sede em Washington, iniciou um esforço para coletar 2.500 assinaturas para um abaixo-assinado que pedia a reversão da ação.

Chris Korzen , diretor-executivo do Catholics United, disse que o grupo coletou mais de 1.500 assinaturas até o meia-dia do dia 13 de maio e esperava reunir mais 2.500 para enviar para a arquidiocese até o final do dia. Ele disse que o grupo continuaria reunindo assinaturas ao longo dos próximos dias e esperava entregar uma cópia do abaixo-assinado e das assinaturas à arquidiocese.

O abaixo-assinado diz que o cardeal de Boston, Sean O’Malley, que está viajando com o Papa Bento XVI em Portugal, precisa ainda tomar uma posição sobre a decisão das escolas. “Se ele der ouvidos a muitos de nós, pensamos que ele pode ser convencido a fazer a coisa certa e reverter a decisão. Isso não tem nada a ver com o ensinamento da Igreja sobre casamento ou relacionamentos. Tem a ver com o fato de assegurar que todos tenham o direito à educação”, afirma a petição.

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* Educação na abstinência sexual favorece aos adolescentes, afirma estudo.

terça-feira, maio 11th, 2010

Novo estudo publicado por “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine” aponta que encorajar os jovens a evitar o sexo antes do casamento é o método mais efetivo para evitar as calamitosas conseqüências da atividade sexual prematura, escreveu “Human Events”.

O estudo acompanhou o caso de 662 estudantes afro-americanos de escolas urbanas – um dos grupos que apresenta maiores problemas pelas desordens sexuais. Os jovens foram divididos em dois grupos.

O primeiro só recebeu educação visando a abstinência pre-matrimonial. O outro recebeu “educação sexual” com insistência no uso de preservativos e o “sexo-seguro”. Um terceiro grupo “de controle” não recebeu instrução especial alguma.

Após dois anos, o grupo instruído no “sexo seguro” tinha caído em maus costumes numa proporção maior dos que não receberam formação alguma.

O estudo caiu muito mal para a administração Obama que quer cortar mais de U$170 milhões de dólares de subsídios para programas de educação para a abstinência.

Para Linda Chávez, uma ex-esquerdista hoje conservadora, os adolescentes dizem que querem ser alertados pelos adultos sobre os perigos de se iniciarem sexualmente precocemente.

As doenças sexuais, a AIDS, a gravidez prematura são só uma parte do problema. Graves desequilíbrios emocionais com repercussões na saúde física ameaçam os jovens desprevenidos e enganosamente “liberados” pelo falso “sexo seguro”.

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