Artigo da ‘Brasil’ Categoria

* Censo no Brasil: banco de dados tem 2.079 “religiões” diferentes”.

sexta-feira, agosto 13th, 2010

Jornal Zero Hora- Porto Alegre

O quesito religião, no Censo 2010, vem provocando confusões e manifestações pelo país.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) garante que não induz e nem restringe as respostas sobre credos. O coordenador técnico nacional do levantamento, Marco Antonio Alexandre, explica que todas as declarações serão registradas conforme anunciadas pelos entrevistados.

As religiões listadas no computador de mão do recenseador foram escolhidas como?

Essa lista nada mais é do que uma reprodução de tudo o que as pessoas declararam no Censo de 2000. Colocamos esses dados no que chamamos de banco descritor do PDA (computador de mão), facilitando a vida do recenseador. Quando ele vai a campo, pergunta a religião do recenseado. Ao digitar a resposta, o sistema busca a descrição semelhante no banco descritor e a apresenta ao recenseador. Ele pode clicar no nome correspondente à resposta ou continuar digitando até o final. O banco de dados de religiões tem 2.079 declarações diferentes.

A Igreja evangélica da confissão Luteran no Brasil(IECLB)  diz que não aparece neste banco de dados. O que ocorreu?

No banco de dados há somente a expressão Confissão Luterana do Brasil. Em 2000, o que nós recebemos de resposta foi Confissão Luterana do Brasil. Se alguém tivesse dito o nome completo, apareceria no banco de dados. Como a questão é autodeclaratória, as pessoas, às vezes, falam uma denominação que não corresponde ao termo correto da religião. É como elas conhecem e se referem a sua religião. Esse é nome que vai para o arquivo, que depois é classificado. Existem dezenas de denominação de umbanda, por exemplo. Tem umbanda do Brasil, de Iemanjá e assim por diante. O sistema irá agrupar essas denominações numa lógica e os identificará por meio de um código.

Algumas religiões estão fazendo campanha para que as pessoas falem corretamente o que são. Se as religiões serão agrupadas, como será possível identificá-las individualmente depois?

Para a divulgação, não há necessidade de desagregar todos os grupos. Não é usual para nós chegar a esse nível de detalhe. Quando precisar um estudo específico, o IBGE poderá fornecer um microdado daquele assunto. Se uma igreja quiser e se constituir um código específico, poderá saber a estimativa de fiéis.

* Felicidade agora é “dever do Estado”, segundo Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Leia e entenda.

quinta-feira, julho 8th, 2010

O Jornal- Mato Grosso do Sul

Na tarde da última quarta-feira (7 de julho), o Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) protocolou no Plenário do Senado Federal a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a inclusão do “direito à busca da felicidade” na Constituição.

Durante o ato, ainda estavam presentes o presidente do Movimento Mais Feliz, responsável pela iniciativa, Mauro Motoryn; o presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciano Borges; e a Deputada Federal Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), que apóia o projeto na Câmara dos Deputados.

A PEC da Felicidade foi assinada por 34 senadores, são eles: Jarbas Vasconcelos; Antônio Carlos Valadares, Roberto Cavalcanti, Sérgio Zambiasi, Marcelo Crivela, Jorge Yanai, Hélio Costa, Cícero Lucena, Flecha Ribeiro, Acir Gurcarz, Flávio Arns, Inácio Arruda, Marisa Serrano, Mozarildo Cavalcanti, Geraldo Mesquita, José Agripino Maia, Eduardo Azeredo, José Nery, Pedro Simon, Efraim Morais, Arthur Virgílio, Romero Jucá, Valdir Raupp, Serys Slhessarenko, Jaime Campos, Jefferson Praia, Marconi Perillo, Tasso Jereissati, Antônio Carlos Júnior, Eduardo Suplicy, Romeu Tuma, Renato Casa Grande, Paulo Paim.

No momento do protocolo, Cristovam Buarque defendeu a aprovação da PEC reforçando que uma sociedade mais feliz é uma sociedade mais bem desenvolvida, em que todos têm acesso aos básicos serviços públicos de saúde, educação, previdência social, cultura, lazer, dentre outros.

“A proposta é a inclusão da felicidade como objetivo do Estado e direito de todos”, afirmou. Ainda no Plenário, José Sarney, atual presidente do Senado Federal, lembrou a Declaração de Direitos da Virgínia (EUA, 1976), que outorga aos homens o direito de buscar e conquistar a felicidade.

A ideia também já é realidade em outros países, como nas constituições da Coréia do Sul e do Japão, além da França, onde surge como termo em documentos de consolidação da democracia. Já o Reino do Butão enfrenta a questão de maneira mais direta, pois estabelece, como indicador social, um Índice Nacional de Felicidade Bruta (INFB), mensurado de acordo com indicadores que envolvem bem-estar, cultura, educação, ecologia, padrão de vida e qualidade de governo. Uma medida que prevê, como dever do Estado, a promoção das condições necessárias para o fomento do INFB.

Agora protocolada, a PEC da Felicidade segue para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), que irá avaliar a constitucionalidade da proposta.

O “Mais Feliz” é um movimento apartidário, não-governamental e não-assistencialista que reúne cinco pilares: conscientizar a população, mobilizar a sociedade, estimular a participação, capacitar multiplicadores e motivar as pessoas a se doarem.

A defesa da inclusão da busca da felicidade no artigo 6º traz em sua íntegra o seguinte texto: “São direitos sociais, essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.

***

E aí, o que você  acha?

* Brasil: existe “vida” depois da Copa?

quarta-feira, julho 7th, 2010

Zuenir Ventura

Não diria que assim foi melhor porque o país voltou ao normal e o povo caiu na real, como acham alguns. Para mim, foi uma pena termos perdido a Copa, mas não porque, se ganhássemos, o país ficaria melhor e se perdêssemos, como perdemos, estaria pior. É preciso deixar de misturar futebol com nação, religião e política.

A seleção era a “pátria de chuteiras” no tempo de Nelson Rodrigues, quando não havia globalização e ninguém ficava milionário jogando bola. A noção de pátria era outra.

Hoje, segundo o humor do Agamenon, nem o Schweinsteiger consegue se comunicar com os colegas porque é o único do time a falar alemão. Quanto às chuteiras, a pátria agora é de Nikes e Adidas.

Um dos ingredientes mais perniciosos da fase de preparação foi aquele clima ufanista de patriotismo bélico criado por campanhas publicitárias tentando transformar um torneio esportivo em guerra. O importante não era ser competente, talentoso, mas guerreiro, como o Luís Fabiano do anúncio: “Vai encarar?” Guerreiro e brahmeiro passaram a ser uma rima edificante para brasileiro. Deu no que deu. A seleção teve guerreiros (um, mais aguerrido, chegou a pisar no inimigo no chão), e esqueceu os craques.

Mas a gente não se emenda. Para manter o clima e alimentar a fantasia, já no dia seguinte ao nosso fracasso estava no ar uma nova mensagem comercial garantindo a redenção em 2014 — “Aqui não vai ter pra ninguém” — como se a simples mudança de lugar fosse suprir nossas deficiências.

Nem o exemplo do desastre de 1950 em casa abala o nosso ufanismo. Felipão (ou outro qualquer) virá para dar jeito no time, como em 2006 Dunga foi chamado para corrigir os defeitos deixados por Parreira.

Há sempre um salvador para enterrar nossos sonhos.

A derrota para a França despertou na época uma série de reflexões que ainda são atuais. O tema da mobilização passageira foi uma delas. Por que os mesmos moradores que se cotizaram para enfeitar suas ruas, encomendar chope, organizar festas, são incapazes de algo parecido no dia a dia? Sequer se unem para cobrar das autoridades mais limpeza ou mais segurança, por exemplo. É um mistério. Mesmo perdendo a Copa, “é melhor ser alegre que ser triste”, já ensinava Vinicius. Também acho que a alegria faz bem às pessoas e aos países. Mas é preciso fazer com ela algo mais do que gritar e pular a cada quatro anos.

* Arquidiocese do Rio e diocese de Fátima, Portugal, esclarecem caso de sacerdote preso no Rio de Janeiro.

segunda-feira, maio 31st, 2010

Em notas de imprensa recentemente divulgadas as dioceses do Rio de Janeiro e a diocese de Leiria-Fátima em Portugal esclarecem o caso do sacerdote acusado de atos de pedofilia e recentemente encarcerado no Rio.

Ambas circunscrições eclesiásticas tomam distância do deplorável comportamento deste sacerdote cujas funções eclesiásticas foram suspensas pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e do qual a diocese de Fátima jamais teve conhecimento como assinalam os comunicados reproduzidos na íntegra abaixo. Ambos os textos estão assinados pelos assessores de imprensa das mencionadas dioceses.

Diocese de Leiria-Fátima
Gabinete do Bispo Diocesano

Foi com grande surpresa e profunda consternação que a Diocese de Leiria- -Fátima tomou conhecimento, pelos meios de comunicação social, dos factos de que é acusado o P. Marcin Strachanowski, ocorridos no Brasil, na região de Rio de Janeiro. Marcin Strachanowski esteve ao
serviço desta Diocese desde 21 de Junho de 2007 até 1 de Junho de 2008. Por nomeação do Bispo diocesano exerceu funções de capelão no Santuário de Fátima, prestando assistência religiosa aos peregrinos de língua polaca e portuguesa. Durante o tempo da sua permanência nesta Diocese não houve queixas relativamente ao seu comportamento, suspeitas ou indícios relacionados com a situação agora vinda a público. Também não era do conhecimento dos responsáveis diocesanos que no seu passado tivesse havido situações do género das que tomamos agora conhecimento.

O primeiro pensamento do Bispo de LeiriaFátima e dos responsáveis pelos sectores em que o P.  Marcin prestou serviço dirige-se antes de mais para aqueles que tenham sido vítimas deste seu comportamento absolutamente inaceitável e sem qualquer desculpa,  e para todos os que se sentem desiludidos pela sua conduta.

Esperamos que tanto no foro civil como eclesiástico se possa conhecer a verdade dos factos,
devendo o próprio ser responsabilizado pelos actos de que for considerado culpado.

Desejamos

ainda que Marcin Strachanowski tenha uma oportunidade para recompor a sua vida pessoal,  encontre

o necessário equilíbrio psíquico e a coerência com os valores cristãos. Marcin Strachanowski é um presbítero da diocese de Cracóvia (Polónia), que desde 1997 presta serviço pastoral na arquidiocese
do Rio de Janeiro (no Brasil). Em carta datada de 7 de Março de 2007,  solicitou ao Bispo de
Leiria-Fátima autorização para trabalhar pastoralmente nesta diocese, de preferência no Santuário de
Fátima.

Depois de recolhidas as devidas informações dos Arcebispos de Rio de Janeiro e de Cracóvia,  perante diversos atestados de idoneidade e recomendações favoráveis, o Bispo diocesano admitiu- -o para
o trabalho pastoral em Fátima.

Em Maio de 2008, o próprio comunica ao bispo desta diocese que, com autorização do seu bispo de
origem, regressaria no mês seguinte ao Brasil,  para aí exercer novamente o ministério sacerdotal.

Nota da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Ao tomar conhecimento da decretação da prisão preventiva de um sacerdote polonês nesta cidade, a Arquidiocese do Rio de Janeiro lamenta o ocorrido, principalmente com as pessoas envolvidas, especialmente as possíveis vítimas, e esclarece que o referido sacerdote já se encontra suspenso de suas funções paroquiais e, além do processo criminal, existe o processo canônico que foi instruído pelo Tribunal Eclesiástico que, a seu tempo, tomou as devidas providências.

A Assessoria de Imprensa esclarece que as atitudes já tomadas serão mantidas e os advogados constituídos pelo próprio padre estarão acompanhando a questão enquanto se aguarda o desenvolvimento desse atual processo.

* Pedofilia: “Para o pecado, o perdão; para o crime, a punição; para a patologia, o tratamento. CNBB lançará guia de combate à pedofilia.

quarta-feira, maio 12th, 2010

O Estado de S.Paulo

Após debater em duas sessões os casos de abusos sexuais contra menores praticados por padres em dioceses brasileiras, o plenário da 48.ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) decidiu ontem publicar uma cartilha que servirá de guia para o episcopado combater os crimes de pedofilia.

A cartilha será redigida, em uma primeira versão, pela comissão de bispos, padres e assessores, alguns deles psicólogos, que encaminhou a discussão no plenário. O manual será distribuído nos próximos meses, após aprovação do Conselho Permanente, órgão de cúpula da conferência.

O plenário decidiu ainda que, em vez de a Assembleia Geral publicar um texto sobre a pedofilia, a presidência da CNBB divulgará uma declaração no encerramento da reunião de Brasília, nesta quinta-feira.

“Em minha opinião, uma tomada de posição oficial da assembleia teria mais força”, reagiu o arcebispo da Paraíba, d. Aldo Pagotto, com o argumento de que a sociedade espera atitudes mais contundentes da Igreja. O arcebispo acredita, no entanto, que o presidente da CNBB, d. Geraldo Lyrio Rocha, vai refletir em seu texto a preocupação e o clima das discussões do plenário.

Para o bispo de Franca (SP), d. Pedro Luiz Stringhini, que enfrenta um caso de pedofilia em sua diocese, a questão foi debatida com seriedade e com transparência, sem nenhuma preocupação de esconder o crime ou de proteger os criminosos. O bispo de Penedo (AL), d. Valério Breda, fez uma exposição sobre os casos registrados em Arapiraca, em sua diocese.

Diferentes caminhos. Citando uma intervenção de d. Joaquim Mol, bispo auxiliar de Belo Horizonte, d. Pedro Luiz traçou o caminho que a Igreja deve seguir:Para o pecado, o perdão; para o crime, a punição; para a patologia, o tratamento.” O roteiro não exclui a denúncia dos criminosos às autoridades civis, prevista recentemente pelo Vaticano.

D. Sinésio Bohn, bispo de Santa Cruz do Sul (RS), afirmou que a questão da pedofilia entrou nos debates dos grupos que estudam novas diretrizes para a formação de padres. “Nós temos de adotar métodos científicos, com a ajuda de psicólogos, por exemplo, para evitar que eventuais futuros pedófilos sejam ordenados sacerdotes”, declarou.

* Estudo confirma que catolicismo é a religião mais difundida no Brasil.

quarta-feira, maio 12th, 2010

As relações entre envolvimento religioso e saúde.

De acordo com levantamento publicado na Revista de Psiquiatria Clínica, no Brasil 83% da população considerara a religião muito importante para sua vida, enquanto 37% da mesma freqüenta serviços religiosos pelo menos uma vez por semana.

O trabalho é da autoria de Alexander Moreira-Almeida, professor adjunto de Psiquiatria e Semiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora e colegas, e foi disponibilizado na edição de janeiro de 2010.

Segundo os autores, para colheita de dados, foram incluídos no estudo 3.007 indivíduos (2,346 adultos com 18 anos ou mais e 661 adolescentes de 14 a 17 anos) de 143 cidades. Foram contemplados por eles critérios religiosos como: filiação, religiosidade organizacional e subjetiva. A filiação religiosa foi avaliada usando questões como ‘qual é sua religião?’ – com respostas possíveis ‘Afro-brasileira (umbanda e candomblé)’, ‘Espiritismo Kardecista’, ‘Catolicismo’, ‘Protestantismo’, ‘outra’ e ‘nenhuma religião’.

Nos resultados da pesquisa, os especialistas destacam que “cinco por cento dos envolvidos declararam não ter religião, 83% consideraram religião muito importante para sua vida e 37% frequentavam um serviço religioso pelo menos uma vez por semana.

As filiações religiosas mais frequentes foram Catolicismo (68%), Protestante/Evangélica (23%) e Espiritismo Kardecista (2,5%). Dez por cento referiram frequentar mais de uma religião. De modo semelhante a estudos em outros países, maior idade e sexo feminino se associaram a maiores níveis de religiosidade subjetiva e organizacional, mesmo após o controle para outras variáveis sociodemográficas”

Para Alexander e colegas, “posto que religiosidade possui várias conexões com saúde, incluindo níveis globais de saúde, mortalidade e uso de serviços de saúde, é muito importante compreender a distribuição da religiosidade na população como um todo e em relação com variáveis sociodemográficas. Nossos achados mostram que a religiosidade se mantém importante para a maioria dos seres humanos, inclusive os brasileiros. Essa importância é ainda maior entre mulheres e idosos, dois grupos com necessidades específicas de cuidados em saúde e para quem a religiosidade é frequentemente um importante modo de lidar com situações estressantes como o adoecimento”.

Para ler o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832010000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

* Veja resumo dos trabalhos da primeira semana da Assembleia da CNBB.

segunda-feira, maio 10th, 2010

A primeira semana da 48ª Assembleia Geral da CNBB em Brasília foi intensa. Além das atividades próprias do encontro, os bispos participaram das festividades dos 50 anos de Brasília, com a missa celebrada na segunda feira, 3, pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, no local onde aconteceu a primeira Santa Missa na capital federal.

Mas as atividades da assembleia começaram mesmo na terça-feira, 4, logo cedo, com a Missa presidida, também, por Dom Lorenzo, no Santuário Dom Bosco. E no decorrer deste primeiro dia, foram apresentadas aos bispos as comissões de trabalho e a votação dos assuntos a serem tratados no encontro.

Após muitos anos se encontrando em Itaici, município de Indaiatuba (SP), os bispos viveram uma nova adaptação ao local escolhido este ano, no Centro de Treinamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) e, por causa dessa nova infraestrutura, a assembleia não teve atividades no período da noite.

Na quarta-feira os bispos se dividiram em grupos e começaram o estudo do texto do tema central da assembleia: “Discípulos e servidores da Palavra de Deus e a missão da Igreja no mundo”. Cada grupo analisou o texto e entregaram suas observações à comissão responsável, presidida pelo Arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Dadeus Grings.

E no terceiro dia da assembleia os bispos refletiram sobre as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e as Diretrizes da Formação Presbiteral. O tema central também voltou ao debate. Até o final da assembleia, na próxima quinta-feira, 13, os bispos devem continuar o estudo sobre a Palavra de Deus.

A formação presbiteral continuou no debate dos bispos na sexta-feira, 7, juntamente com o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) e o ecumenismo.

Diferentemente do que é costume das outras assembleias, os bispos trabalharão normalmente neste sábado, já que o tradicional retiro será o próprio Congresso Eucarístico que começa na próxima quinta-feira, 13. Portanto, neste domingo, os bispos terão o dia livre, e participarão apenas, em um momento do dia, da leitura orante da Palavra de Deus, conduzida pelo Bispo de Pelotas (RS), Dom Jacinto Bergmann.

:: Veja fotos no Flickr

Fonte: Canção Nova

* Entrevista com Arcebispo do Rio de janeiro: Dom Orani.

sexta-feira, abril 2nd, 2010

Cardeal completa um ano à frente da arquidiocese da cidade, avalia a fé dos cariocas e comenta os casos de pedofilia envolvendo padres católicos

Claudia Dantas

Dom Orani está completando um ano à frente da arquidiocese do Rio

Em sua ampla sala, na sede da Arquidiocese do Rio, na zona sul da cidade, Dom Orani fala ao iG de seus hábitos. Não faz dieta, prefere as caminhadas como atividade física, acorda por volta das 5h da manhã e tem orkut. A cada momento, dá uma olhada em seus emails, pelo Iphone. A mesa é abarrotada de livros. Quadros e esculturas com temática religiosa enfeitam o ambiente.

Além de fazer um balanço sobre a atuação da Igreja na cidade, Dom Orani comenta os casos de pedofilia envolvendo padres católicos pelo mundo. “A Igreja é a única que tem coragem de tentar resolver esta questão, ninguém mais tem. Nenhum outro grupo social ou igreja tem essa coragem. Nunca se disse que todo mundo é santo, todo mundo erra. Vamos ver onde está o erro e tentar consertar”, afirma.

Claudia Dantas

Sobre pedofilia: “A Igreja é a única que tem coragem de resolver a questão”

iG: Pesam sobre o Papa Bento 16 acusações de que, quando cardeal, em 1980, teria acobertado casos de padres pedófilos. Como o senhor tem acompanhado esta repercussão?

Dom Orani: Nós dependemos de algumas poucas agências de notícias no mundo. Todos os veículos repercutem o que diz apenas uma fonte, sem se importar em checar os fatos. A Igreja tem posição que contradiz muita gente e instituições poderosas, seja em relação a aspectos da vida ou a situações econômicas. Como não se deixa levar pelas pressões, ela precisa ser desacreditada e combatida, para não ser ouvida no que é falado.

iG: Mas há, pelo mundo, casos de pedofilia confessados pelos próprios padres.

Dom Orani: Não se nega que haja problemas de cá e de lá. Mas o número de pessoas erradas em sacerdócio nas igrejas é bem menor do que em casos de pais, padrastos, professores, educadores, pessoas do dia a dia… Há um número muito maior de pessoas assim do lado de fora do que dentro da Igreja.

iG: O senhor há de convir que não deveria haver nenhum caso de pedófilo.

Dom Orani: Mas o desejo é esse. Que não haja nenhum caso no mundo! Mas encontramos. A Igreja está fazendo suas punições, desde que haja provas. Não podemos cair no erro de queimar em praça pública sem escutar suas razões. Não se pode fazer uma pré-inquisição, sair queimando para depois perguntar ao pó.

Claudia Dantas

“Quando virem a foto da minha mesa, vão ver o quanto sou ocupado”, brinca

iG: Demorou para o Vaticano se pronunciar a respeito dessas denúncias. Houve conivência com o problema?

Dom Orani: A Igreja nao é conivente. Mas não há dúvidas de que há interesses por trás disso tudo, de pessoas que não estão interessadas em resolver os casos, e sim desacreditar o Papa e suas posições. Há uma libertinagem por tudo que é lado. Crianças de 13 anos já podem fazer suas opções sexuais na Holanda. Há um partido de pedófilos e tudo… Com filmes na televisão. A Igreja não concorda com a situação e chama atenção para isso.

iG: Qual é o sentimento que o senhor tem ao acompanhar estes casos?

Dom Orani: A Igreja é a única que tem coragem de tentar resolver esta questão, ninguém mais tem. Nenhum outro grupo social ou igreja tem essa coragem. Nunca se disse que todo mundo é santo, todo mundo erra. Vamos ver onde está o erro e tentar consertar.

iG: Qual é a melhor punição para estes padres?

Dom Orani: A orientação dada nos últimos tempos é a expulsão, ou melhor, a redução do padre ao estado leigo. Ele deixa de ser padre dali para frente. Ele sempre vai ser julgado como cidadão. Nunca vai perder o pré-nome ‘padre’, ou no caso, citado como ‘ex-padre’. Isso não isenta a pessoa de sua responsabilidade.

iG: Quando assumiu a Arquidiocese, o senhor disse que “o primeiro desafio seria conhecer a Igreja e o povo do Rio. Qual é o balanço que faz desse período de quase um ano à frente da Igreja no Rio?

Dom Orani: São mais de mil capelas na cidade. Mesmo que visitasse duas por dia, não teria dado tempo de conhecer tudo. Digamos que já conheço em torno de 60%. Uma das coisas que eu noto, é que o Brasil não conhece as belezas do povo carioca. Conhece o Cristo, as músicas, as praias, as paisagens, o carnaval… Mas não sabe o quanto este povo é acolhedor.

Claudia Dantas

“A ideia de que o carioca não é religioso é estereotipada”, diz o cardeal

iG: Segundo dados do IBGE, a capital do Estado tem, proporcionalmente, o maior número de ateus do país – 15,5% da população, o dobro da média do Brasil. Saberia explicar o porquê?

Dom Orani: É uma questão de interpretação de estatística. A ideia de que carioca não é religioso é uma visão estereotipada. Só na Jornada Mundial da Juventude, no dia 28, tivemos mais de 15 mil jovens reunidos. Tenho visto exemplos bonitos de jovens estudantes cristãos, trabalhando para necessitados, tendo uma vida correta. Só se divulga o outro lado, mas a cidade não é só tiro e violência.

iG: A violência na cidade afeta a fé do carioca e sua rotina junto às igrejas?

Dom Orani: Creio que este aspecto não afeta a ida à igreja. Acaba o tiroteio e as pessoas saem de casa para irem à missa. Fiz uma missa no Complexo do Alemão e percebi o quanto havia de participação popular.

iG: Pode-se dizer que o profano e o sagrado convivem pacificamente no Rio de Janeiro?

Dom Orani: Essa é uma linguagem que surgiu nos anos 60. A igreja faz parte da história e, por isso, está em todo lugar. Deve dialogar com todas as realidades culturais e sociais. Tem gente da igreja que trabalha de forma social em áreas de prostituição, em escolas de samba, em vários setores. A igreja precisa dialogar com todos.

iG: Neste ano, pela primeira vez, a Arquidiocese liberou o uso de imagens sacras nos desfiles das escolas de samba. Por que tomou esta decisão, que sempre foi alvo de polêmicas?

Dom Orani: Escola de samba é uma ópera popular. Há um tema, roupas de acordo com o enredo escolhido, música composta para a ocasião. O que se divulga é o lado do nu, que é uma minoria. Cada vez as pessoas estão até mais vestidas, apesar do calorzão. O samba é parte da cultura carioca. E a igreja precisa valorizar o que o povo vive, precisamos conhecer melhor isso tudo.

iG: De que forma a Igreja deve se posicionar quanto à próxima eleição presidencial?

Dom Orani: A Igreja não é partidária. É, sim, preocupada com o povo para eleger pessoas honestas. Trabalhamos na campanha “Ficha Limpa”, para que votem com base e conhecimento. Pedimos que examinem a vida dos candidatos, se informando de que forma eles já usaram os cargos públicos anteriormente.

Claudia Dantas

Detalhe do manto da Ns. Sra. de Nazaré, com o rosto de Orani criança

iG: O senhor se preocupa com a possibilidade de candidatos à presidência terem visão favorável ao aborto?

Dom Orani: O mundo de hoje é muito plural. Não sei se tem um candidato que não tenha esta visão, devido à pressão que existe em torno do assunto. Se alguém falar que é contra o aborto, vai perder muitos votos. Isso porque há uma pressão mundial pela legalização.

iG: Os católicos são então minoria condenando o aborto?

Dom Orani: Não, somos maioria. Basta ver as pesquisas, a maioria dos brasileiros condena. A minoria grita forte e faz pressão, mas não é a vontade da maioria. É como a questão das pesquisas com células-tronco. A Igreja não tem conflito com a ciência, é a favor do progresso humano.

iG: Impedir pesquisas com células-tronco não é ir contra o “progresso humano”?

Dom Orani: O que se tem de resultado concreto são as pesquisas com células adultas e não as que são tiradas de embriões. Você destrói embriões e não capta resultados positivos. Não dá para utilizar um ser vivo como cobaia ou pedaço de experimento.

iG: De que forma a Semana Santa deve ser comemorada?

Dom Orani: A Semana Santa é sempre nova, sempre renova a Igreja. Não precisa de novidades para ser celebrada. Cada ano temos a Quaresma, o período de 40 dias, como tempo de renovação interior. A Páscoa é para celebrar esta nova vida. Precisamos celebrar que Cristo ressuscitou, é uma experiência que cada cristão precisa viver. Cristo deu a vida a nós na cruz. Cada ano é novo, porque é um recomeço de vida.

Portal IG

* PT manteve apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos.

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

Delegados reunidos no congresso nacional da legenda decidiram:

Os petistas  mantiveram na resolução apoio do partido ao Programa Nacional de Direitos Humanos editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de 2009. Depois da polêmica em torno do programa, os delegados do PT entenderam que o partido deve manifestar “apoio incondicional ao programa” por considerar que ele é “fruto de intenso processo de participação social”.

O impasse sobre o programa teve início depois que a área militar reagiu ao artigo que criava a Comissão da Verdade para investigar crimes cometidos pela repressão política durante o período da ditadura militar (1964-1985). O ministro Nelson Jobim (Defesa) pressionou o presidente Lula por mudanças, o que levou o petista a editar um novo decreto.

Na nova versão, Lula estabeleceu que a Comissão da Verdade vai investigar crimes contra os direitos humanos praticados no período –sejam eles por militares ou militantes de esquerda.

Além dos militares, a Igreja Católica e setores do agronegócio também reagiram à criação do programa. A igreja critica pontos como a descriminalização do aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) também classificou de intolerante a sugestão do programa de “impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”.

***

Quero ver como será possível Católicos votarem em candidatos do PT com essa resolução oficial do partido nas próximas eleições deste ano..

Quero ver como será possível conciliar aborto, retirada dos símbolos religiosos,”casamento ” gay, censura à imprensa,dentre outras bizarrices, com a fé em Jesus Cristo e com a fé em nossa Igreja e sua doutrina – que já se posicionou CLARAMENTE através de seus Bispos contra esse Plano em muitas de suas propostas.

Quero ver como alguém pode votar no PT e ao mesmo tempo dizer-se Católico ou até mesmo cristão..Sabendo de forma clara e oficial – que estará apoiando a morte de inocentes.

Quero saber agora o que os “católicos” ideologizados pelo marxismo vão escolher.

A questão não é mais de “práxis” mas de coerência com a fé em sua essência e de comunhão com a verdade.

Chegou a hora da verdade!

* Para quem acha que o problema é só com a Igreja Católica.

domingo, fevereiro 21st, 2010

Joelmir Beting: “Lula, ato anti-social com o povo Brasileiro”

O que está em jogo é muito mais do que a defesa de posições de nossa fé, mas  a defesa do Estado Democrático de direito.

Chavez ,na Venezuela, tem conseguido pelo amordaçamento da liberdade impor -de forma ditatorial- sua ideologia.

Nossa “sorte” é que temos -ainda -liberdade- para criticar.

Até quando?  Não sei..

clique aqui e veja

* Católicos do Brasil: O que Deus espera de nós diante dos desafios de nossa sociedade?

domingo, fevereiro 21st, 2010

Pe. Demétrio Gomes da Silva

A cada dia intensifica- se um laicismo anti-católico no Ocidente, uma afronta a nossas raízes cristãs. No entanto, não percebemos uma reação forte por parte dos católicos. Podemos notar que também no Brasil o mesmo é crescente.

A Igreja é colocada cada vez mais como a vilã da história e da sociedade, contrária ao progresso, etc. Tudo isso, porque tem a coragem de denunciar seu comportamento pecaminoso no que fere a lei de Deus, inscrita no coração de cada homem: aprovação ao aborto, a união legal de pessoas de mesmo sexo – com adoção de crianças -, manipulação genética de embriões – como se fossem seres descartáveis -, inseminação artificial, eutanásia, suicídio assistido, controle egoísta da natalidade, distribuição de camisinhas e de pílulas do dia seguinte aos jovens etc.

A Igreja Católica, que é a Lumem gentium (Luz dos povos) faz a Luz de Cristo brilhar nas trevas deste mundo, missão que o Senhor lhe confiou, mas as trevas gritam contra ela. “… a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam. .. Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu” (Jo 1, 4-10).

Em nosso Brasil, a maioria do povo diz ser católica, nossas raízes são católicas, nossa cultura e nossa tradição são católicas, mas esse povo infelizmente é quase analfabeto em doutrina, e muitas vezes alienado da realidade política e social; isso o deixa a mercê das seitas e de minorias que desejam implantar ideologias contrárias à fé da maioria. Esse povo bom, mas inculto, que na sua maioria não lê um jornal ou revista, e só se informa pela televisão, facilmente se deixa enganar até mesmo por um governo que propõe medidas ofensivas a moral católica, como acontece agora com o Plano Nacional de Direitos Humanos – 3, que é desumano.

Este Plano, por exemplo, propõe a aprovação do aborto, do casamento de pessoas do mesmo sexo com adoção de filhos, a retirada dos símbolos religiosos católicos das repartições públicas, restringe a livre expressão das idéias, incentiva as invasões de propriedades alheias, limita a ação da justiça nas reintegrações de posse a seus legítimos donos, sugere a revisão da Lei da Anistia, ameaçando agitar a sociedade etc.

No entanto, em que pese toda manifestação dos bispos, a maioria da população católica parece ainda inerte, imóvel, omissa, como se nada estivesse acontecendo. Ou não toma conhecimento dos fatos ou o ignora de maneira alienante. Também grande parte do povo católico se satisfaz com o pão e o circo oferecidos pelo governo que age de maneira imoral.

Esse povo não reage nem mesmo quando a fé católica é ofendida, a Igreja atacada, os sacramentos profanados, os santos ridicularizados e muitas vezes caricaturados, etc.

Estamos sofrendo uma guerra declarada. Já vivemos um martírio incruento, e não será surpresa se em breve se tornar cruento, também em nosso país, como acontece hoje na Índia, no Iraque, na Arábia Saudita etc., onde milhares de cristãos são mortos pelo simples crime de seguirem a Jesus Cristo.

Como unir e acordar esse povo católico, para que de maneira organizada e ordeira enfrente essa onda anti-católica que atravessa o mundo e também o Brasil?

Em nossa Igreja no Brasil, (…) acabamos abandonando os postos chaves na sociedade que outrora ocupávamos: as universidades, os laboratórios científicos, o mundo da cultura etc. Deixamos, assim, espaço aberto para que os marxistas pudessem fazer a cabeça daqueles que são hoje a cabeça da sociedade.

É preciso levar o povo católico a conhecer a verdade, ser informado, e deixar de ser manipulado; este é o grande desafio atual. Pensamos que a Igreja é capaz de furar essa crosta que impede esse povo bom e desinformado de tomar conhecimento e participar da luta contra, por exemplo, esse PNDH, porque a mídia jamais vai fazer isso. Como diz Pe. Paulo Ricardo “há uma espiral de silêncio” que precisa ser quebrada.

Temos que unir forças. Voltar a conquistar estes meios. Construir uma rede com as pessoas boas – não só na intenção, mas com qualidade espiritual, humana, profissional – e organizar com inteligência nosso apostolado. Temos a firme esperança aí que não contamos somente com meios humanos, e, por isso, devemos ser audazes. Nesse sentido, não podemos esquecer que, antes de qualquer técnica de ação, devemos estar inteiramente unidos a Deus através de nossas armas sobrenaturais. Daí deve derivar, diante de tudo, um profundo otimismo, não ingênuo, mas espiritual, fruto da convicção de que com Ele nos tornamos onipotentes.

Os filhos das trevas são os que deveriam tremer diante de nós, pois nossas armas são muitíssimo mais eficazes. Além de todo auxílio sobrenatural – que nos torna infinitamente superiores nesta guerra -, temos nossos púlpitos – quantos brasileiros vão a Santa Missa dominical! -, temos vários meios de comunicação – TV, jornais, internet -, e contamos – apesar de tudo – com grande credibilidade por parte de nosso povo brasileiro: eles confiam na Igreja!

O que fazer de concreto? Além da luta pela santidade – que é o que mais conta - já que é o Senhor o protagonista dessa luta -, devemos estreitar nossa rede de contato. Tentar entrar mais nesses meios que possuímos. Mais encontros de formação, retiros para os intelectuais, universitários, cientistas, jornalistas para atingir o povo.

É urgente levar esse povo católico, em massa, a participar, escrever às autoridades, aos políticos, fazer manifestações organizadas e ordeiras; sim, esse povo que vai à Missa, a grupos de oração, que participa dos novos Movimentos e das novas Comunidades, que prega o Evangelho da salvação pelo Rádio, pela TV, pela internet, etc. Aqui entra, sem dúvida, o papel importante das televisões católicas. Enfim, é preciso uma ação unida, coordenada, de todos os católicos frente a tudo que estamos vendo de errado sobre bioética, corrupção, PNDH, etc.

É preciso envolver  as realidades que querem ser fiéis à Igreja (Opus Dei, Regnum Christi, Comunhão e Libertação, Caminho Neocatecumenal, Cursilhos de Cristandade, Renovação Carismática, Equipes de Nossa Senhora, Serra Clube etc.) e Comunidades de Vida (Canção Nova, Shalom, Obra de Maria etc.), incluindo também as paróquias e dioceses; além dos políticos católicos. Revelar ao mundo a unidade transcendental da Igreja, que nos une por cima de toda diferença. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos…” (Jo 13,35).

É claro que isso é algo difícil, muito difícil, mas se todos nos mobilizarmos no sentido de buscar essa união podemos fazer algo. Será preciso “grandeza de alma” para se colocar as exigências do Reino de Deus acima das nossas. Não adianta permanecermos entre nós com choros e lágrimas, como se fossemos uma “equipe de consolo mútuo”. Muita gente silenciosa está descontente com tudo isso; é preciso envolvê-los. Há muitos sites na internet que mostram isso. E esse é um instrumento poderoso de articulação hoje.

Os inimigos da Igreja estão articulados e as forças da Igreja estão esparsas; esse é o problema. Receamos que se não fizermos algo hoje, amanhã talvez seja tarde, e quem sabe as leis não nos permitam amanhã pregar contra a homossexualidade, o aborto, o sexo livre, … e tudo o que é contrário à lei de Deus.

Sabemos que a audácia dos maus se alimenta da omissão dos bons. Não podemos fugir deste mundo, e muito menos simplesmente condena-lo. Jesus disse que não veio para condenar o mundo, mas para salva-lo; a nós cabe fazer o mesmo.

Ao vislumbrar o terceiro milênio da cristandade, o Papa João Paulo II convocou os cristãos para “pescar em águas mais profundas”, onde se encontram peixes mais numerosos e maiores.  João Paulo II e Bento XVI nos enviam para alto mar (“duc in altum”). E para isso é preciso estarmos preparados; o mar é bravio, podem surgir as tempestades a qualquer momento, ondas altas, vento forte, ameaçando virar a barca.

Não podemos mais ficar pescando na praia, com varinha de bambu, linha fina e anzol pequeno. A evangelização, a conversão de almas para Deus, não é um passa-tempo; mas uma missão árdua, que precisa ser cumprida com esmero: preparo e oração. Não é fácil arrancar as presas dos dentes do lobo cruel e assassino. “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Mas, é preciso também o preparo. Paulo VI disse que a mediocridade ofende o Espírito Santo. Deus está pronto para mover os céus para realizar o que está além da nossa natureza, mas não moverá uma palha para fazer o que depende de nós. Ele faz o grão germinar, mas jamais virá preparar o solo e nele lançar a semente: “O Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (Santo Agostinho, Sermo 15,1).

O Papa João Paulo II na memorável vigília da Solenidade de Pentecostes no ano de 1998, mostrou a grande responsabilidade que têm, neste sentido, os novos Movimentos e as novas Comunidades:

“No atual mundo, frequentemente dominado por uma cultura secularizada que fomenta e propaga modelos de vida sem Deus, a fé de tantos é colocada à dura prova e frequentemente sufocada e apagada. Adverte-se, portanto, com urgência a necessidade de um anúncio forte e de uma sólida e profunda formação cristã. Como existe hoje a necessidade de personalidades cristãs maduras, conscientes da própria identidade batismal, da própria vocação e missão na Igreja e no mundo! E eis, portanto, os movimentos e as novas comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada pelo Espírito Santo, a este dramático desafio no final do milênio. Vós sois esta providencial resposta”.

O mundo expulsa Deus cada vez mais; o secularismo toma conta da cultura, da mídia, da moda etc., a chama da fé é cada vez mais apagada nos lares, nas escolas e nas oficinas. O Papa pede “uma sólida e profunda formação cristã”. Sem isso não será possível pescar em águas profundas. Sem um bom conhecimento da doutrina, do Catecismo da Igreja especialmente, não poderemos dar ao mundo “a razão da nossa fé” (cf. 1Pe 3,15).

O Papa pede também “personalidades cristãs maduras”, certamente não só sacerdotes e bispos, mas leigos preparados, capazes de adentrar aos muros às vezes adversos das universidades, cinema, teatro, música, artes, meios de comunicação, política etc.

Ao lançar a Igreja em direção ao novo milênio, o Papa João Paulo II fez mais um forte apelo: “Uma nova evangelização!” . Se ele pediu uma “nova” é porque a anterior envelheceu; não certamente no seu conteúdo, mas na sua forma. Ele pediu: “com novo ardor, novos métodos e nova expressão”. O que significa isso?

Novo ardor, certamente no fogo do Espírito Santo que tem suscitado os movimentos e as Comunidades que brotam a cada dia. Sem esse “fogo” do céu, não haverá nova evangelização. Façamos sim planos e reuniões, projetos e programas, mas sob o fogo do Espírito, sem o qual tudo não passará de letra morta. Quanto tempo e energia já se perdeu por falta desse ardor do Espírito!

Novos métodos é certamente o que temos visto nas Comunidades e Movimentos: uma evangelização com um jeito novo: nas casas, nos rincões, pelas rádios, TVs, jornais, revistas, encontros, seminários, adorações, acampamentos de oração e estudo… É a “Primavera da Igreja” como dizia João Paulo II.

Nova expressão, uma nova maneira de viver o Evangelho, não mais individualista, mas em grupo, em comunidade, comprometidos conjuntamente com o trabalho do Reino do céu, na fraternidade, na correção fraterna, no amor mútuo, no compromisso com Deus e com a Igreja, “cum Petro e sub Petro”.

Vemos assim que a Igreja acredita profundamente nas Comunidades e Movimentos novos, que precisam se preparar, como verdadeiras “Companhias de Pesca”, e se lançarem sem medo, em nome do Senhor, em águas mais profundas, e buscar os grandes peixes.

* Brasil: cidade proíbe Carnaval por causa da religião.

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010


Uma pequena cidade no Nordeste brasileiro proibiu a celebração do Carnaval, no momento em que milhões de foliões se preparam para a festa mais popular do Brasil.


Brasil: cidade proíbe Carnaval por causa da religião
Igreja Matriz da cidade de Martins, em dia de nevoeiro

Uma lei aprovada pela Câmara Municipal de Martins, cidade com 8 300 habitantes a 380 quilómetros de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte, vetou “manifestações e eventos com a utilização de trios eléctricos, bandas de música, orquestras, carros de som”.

O objectivo da legislação é manter a vocação da cidade de promover retiros religiosos durante o Carnaval, actividade que deve “ser incentivada e protegida pelo poder público”, noticiou o jornal Folha de São Paulo.

A legislação local, proposta pela presidente da Câmara, Mazé Costa, incluiu multa de 20 000 reais (7 850 euros) e até “uso de força policial” para quem violar a lei.

Segundo a responsável, a cidade nunca teve eventos carnavalescos significativos e a nova legislação vai coibir o desejo dos moradores mais jovens de promover folias.

A legislação gerou protestos de empresários ligados ao sector turístico que temem a quebra da actividade económica local.

“É incoerente proibir alguma coisa que faz parte da cultura nacional”, disse o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes da região, João de Moura, citado pelo diário.

Jornal de Noticias

* Igreja Católica e ativistas querem vetar candidatos com ficha suja.

sábado, fevereiro 6th, 2010

Valorize seu voto !

Valorize seu voto !

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), liderado pela Igreja Católica e por ativistas sociais, pressionou hoje novamente o Congresso para não modificar o projeto de lei que pretende vetar a participação nas eleições de outubro dos candidatos que enfrentam processos judiciais.

A organização disse em comunicado que está aberta ao diálogo para discutir o projeto, também chamado de “Lei da ficha limpa” e que está na pauta de votação da Câmara dos Deputados. No entanto, se mostrou contrária a “mudanças radicais” da iniciativa, como propõem congressistas governistas e de oposição.

O projeto de lei foi entregue em setembro passado ao Congresso com o apoio de um milhão e meio de assinaturas colhidas pelo MCCE.

A votação está prevista para março. Para que esteja em vigor nas eleições presidenciais, legislativas e de governadores do mês de outubro, ele deve ser sancionado no máximo em junho.

“A sociedade brasileira espera que não ocorram novos adiamentos na discussão e aprovação desse assunto, que está em primeiro lugar na pauta de interesse de todos os cidadãos e cidadãs”, apontou em comunicado o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dimas Lara Barbosa.

O projeto contempla o veto para os candidatos condenados em primeira instância por corrupção eleitoral, captação ilícita de votos, atos eleitorais ilícitos ou desvio do dinheiro público e uma a cassação de oito anos dos direitos políticos.

Para os políticos de alto escalão protegidos por foro privilegiado, que não os permite serem julgados pela Justiça comum, a normativa proposta prevê o veto sem necessidade de uma condenação em primeira instância e só bastaria que um juiz aceitasse a denúncia.

EFE

* Eleição faz governo evitar pautas polêmicas, afirma Jornal.

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Congresso deve deixar fora de votação temas como descriminalização do aborto e união entre pessoas de mesmo sexo

Folha de São Paulo

Em ano de eleição, o governo pretende deixar de fora da pauta do Congresso assuntos polêmicos. Como na prática deputados e senadores contam com apenas seis meses de trabalho legislativo -depois de junho eles passam a se focar em suas campanhas nos Estados-, a prioridade é concentrar esforços na aprovação dos quatro projetos que definem a regulação e exploração do pré-sal.

A Câmara volta do recesso amanhã já debruçada na conclusão da votação do projeto de lei que estabelece o modelo de partilha do pré-sal. Depois, o texto ainda tem que seguir para o Senado.

Como há briga sobre o assunto entre os Estados produtores e não produtores de petróleo, a orientação do governo é que os líderes da base não pautem novas propostas que possam trazer grandes problemas.

“Se conseguirmos concluir a votação dos quatro projetos do pré-sal neste primeiro semestre nas duas Casas, já está ótimo”, disse o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), novo líder do governo na Câmara.

Caso consigam liquidar o assunto, os congressistas devem trabalhar temas que já estavam sendo tratados no Congresso. A atualização da lei de licitações, por exemplo, é importante porque pode ajudar no andamento das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um dos pontos de sustentação da campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

As outras propostas listadas pelo gabinete de Relações Institucionais e por líderes da base aliada a Lula são o projeto que cria o cadastro positivo, o que dá nova estrutura para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o que define a competência dos entes federados em matéria ambiental e o que cria o “Fundo de Catástrofe” para a produção rural -constituído por consórcio privado e que poderá contar com subvenção do governo.

Chegando ao Congresso, a consolidação das leis sociais também será prioridade.

Algumas outras propostas, que já estão em votação na Câmara e no Senado, devem ser concluídas, como a emenda constitucional que inclui a alimentação como direito social e a emenda que agiliza o divórcio.
Se conseguir votar tudo isso no semestre, o governo já se considera satisfeito.

Ou seja, temas listados no Programa Nacional de Direitos Humanos, como a descriminalização do aborto e a união civil entre pessoas do mesmo sexo não devem avançar muito no Congresso.

A votação do projeto de lei que institui 40 horas semanais para os trabalhadores, por exemplo, não deve acontecer, principalmente para não criar um embate com os empresários em ano de eleição.

Já a política de reajuste dos aposentados, muito discutida no ano passado, foi tratada em uma medida provisória enviada no ano passado e não deve sofrer grandes alterações.
“Assuntos polêmicos que tenham grande complexidade não devem entrar [na pauta], não temos condições de antecipar [esses assuntos]“, afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Mesmo se quisesse, pelo menos no Senado, o governo começaria o ano já com dificuldades de votar temas polêmicos, principalmente devido ao alto número de medidas provisórias editadas. São três que estão na Casa, duas trancando a pauta -com prioridade de votação. A outra começa a trancar dia 17.

Como lá o presidente José Sarney (PMDB-AP) preferiu ainda não adotar a mesma regra do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP) -que liberou as votações mesmo com medidas provisórias em sessões extraordinárias-, a dificuldade para votar as matérias é maior.

Na Câmara, nove medidas provisórias já chegaram. Elas tratam de política do salário mínimo até a liberação de recursos para cidades afetadas pelas enchentes.

Folha de S. Paulo

* A obsessão totalitária.

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

Censurar a imprensa e impedir o fluxo de ideias no Brasil
é a única bandeira genuinamente comunista que sobrou aos petistas


Fábio Portela- Revista Veja


Um observador ingênuo pode não entender a obsessão de petistas, manifestada desde o momento zero do governo Lula, de abolir a liberdade de expressão no Brasil. Afinal, em sete anos de administração do país, alguns fizeram enormes avanços pessoais e coletivos. Aumentaram o patrimônio, passaram a beber bons vinhos e a vestir-se com apuro. A política econômica é modelo até para os países avançados e as conquistas sociais fazem inveja a reformadores de todos os matizes ideológicos. Destoam desse rol de avanços a diplomacia megalonanica e a inconformidade com o livre trânsito de ideias no país. O próximo ataque organizado à liberdade de expressão se dará em março, com a Segunda Conferência Nacional de Cultura (CNC). Apesar do nome pomposo, ninguém irá lá para discutir cultura. Os petistas vão, mais uma vez, tentar encontrar uma forma de ameaçar a liberdade de imprensa e obrigar revistas, jornais, sites e emissoras de rádio e TV a apenas veicular notícias, filmes e documentários domesticados, chancelados pelos soviets (conselhos) petistas e reverentes à ideologia de esquerda.

O evento é a continuação por outros meios da batalha pela implantação da censura à imprensa no Brasil. Isso começou em agosto de 2004, com a iniciativa, abortada, de criar um Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). Nos últimos meses foram feitas mais duas tentativas. Uma delas na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). A outra com o PNDH-3, o Programa Nacional de Direitos Humanos. O que o CFJ, a CNC e o PNDH-3 têm em comum? Todos embutem a criação de um tribunal para censurar, julgar e punir jornalistas e órgãos de comunicação que desobedeçam às normas governamentais. É um figurino de atraso.

Por que essa obsessão não se dissipa? Primeiro, porque ela é a única bandeira que sobrou às esquerdas cujas raízes podem ser traçadas ao seu berço comunista no século XIX. A censura à imprensa é uma relíquia esquerdista, um bicho da era stalinista guardado em cápsula de âmbar e cujo DNA os militantes sonham ainda retirar e com ele repovoar seu parque jurássico. Todas as outras bandeiras foram perdidas. A do humanismo foi dinamitada pela revelação, em 1956, dos crimes contra a humanidade perpetrados por Stalin. A da eficiência econômica e a da justiça social ruíram com a queda do Muro de Berlim, em 1989. Sobrou a bandeira da supressão da voz dos que discordam deles. Mesmo isso não pode ser feito com a dureza promulgada por Lenin (”Nosso governo não aceitaria uma oposição de armas letais. Mas ideias são mais letais que armas.”).

O maior ideólogo da censura à imprensa, cujo nome sai com a facilidade dos perdigotos da boca dos esquerdistas brasileiros, é o italiano Antonio Gramsci (1891-1937). Como a revolução pelas armas se tornou inviável, Gramsci sugeriu a via do lento envenenamento ideológico da cultura, do idioma e do pensamento de um país. É o que tentam fazer os conselhos, conferências e planos patrocinados pelo PT. É neles que se dá a alquimia gramsciana. Ela começa pela linguagem. A implantação da ditadura com o fechamento do Congresso é vendida como “democracia direta”; a censura aparece aveludada como “controle da qualidade jornalística”; a abolição da propriedade privada dilui-se na expressão “novos anteparos jurídicos para mediar os conflitos de terra”. Tudo lindo, pacífico, civilizado e modernizador. Na aparência. No fundo, é o atalho para a servidão. Thomas Jefferson neles, portanto: “…entre um governo sem imprensa e uma imprensa sem governo, fico com a segunda opção”.

Fotos Bettmann/Corbis/Latinstock

Um tema, duas visões

No século XVIII, o futuro presidente americano Thomas Jefferson já enxergava a liberdade de imprensa como um dos pilares da democracia. No século XX, o bolchevique Lenin inaugurou a doutrina esquerdista que vê no jornalismo independente uma ameaça a ser combatida

“Se eu tivesse de decidir entre ter um governo sem jornais e ter jornais sem um governo, eu não hesitaria nem por um momento antes de escolher a segunda opção.”
Thomas Jefferson, em 1787

“Dar à burguesia a arma da liberdade de imprensa é facilitar e ajudar a causa do inimigo. Nós não desejamos um fim suicida, então não a daremos.”
Vladimir Lenin, em 1912

A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
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