Artigo da ‘Castidade’ Categoria

* Uganda: Exemplo bem sucedido de luta contra a Aids.

sexta-feira, agosto 20th, 2010

Uganda é um país que se tornou um exemplo raro de sucesso na luta contra a Aids na África, ao reduzir significativamente a incidência que já foi das mais altas do continente.

“Se outros países tivessem seguido o exemplo de Uganda, milhões de vidas teriam sido poupadas.”, afirma Rand Stoneburner, ex-epidemiologista da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Enquanto alguns outros países baseiam suas políticas de combate à Aids unicamente em custosas campanhas de distribuição de preservativos, com eficácia duvidosa, Uganda apresenta uma fórmula de sucesso que tem despertado a atenção de especialistas de todo o mundo.

A revista Seleções Reader’s Digest, por exemplo, em sua edição de Janeiro de 2004, publicou a reportagem “Contra a Aids” mostrando que enquanto a epidemia devasta o sul da África, matando milhões, Uganda está mudando esse panorama. E que é possível, sim, mudar a mentalidade de toda uma nação.

Seguem alguns trechos dessa reportagem, com alguns trechos sublinados:

Julius Lukwago e Fiona Kyomugisha têm 24 anos e formam um jovem casal moderno – com uma diferença: são e pretendem continuar virgens até o casamento. É assim que o amor funciona na Uganda de hoje: prudentemente. Motivo? A Aids.

O vírus HIV está devastando os países vizinhos, no sul da África, onde se estima que 2,4 milhões de pessoas tenham morrido no ano passado e quase 30 milhões estejam infectados. O vírus compromete a produção de alimentos, superlota hospitais, reduz a expectativa de vida e gera milhões de órfãos.

Em Uganda, no entanto, o índice de mortes e de infecção vem decrescendo. Agindo com cautela, mantendo-se fiéis e recusando-se a lidar com a Aids como uma vergonha pessoal, os ugandenses estão se tratando com uma poderosa e eficiente “vacina social”, segundo Rand Stoneburner, ex-epidemiologista da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Ela provavelmente é mais potente do que as vacinas biomédicas que os cientistas esperam desenvolver no futuro”, acredita Stoneburner. “Se outros países tivessem seguido o exemplo de Uganda, milhões de vidas teriam sido poupadas.”

É interessante notar como foi possível mudar o comportamento de grande parte da sociedade ugandense. Com os atuais níveis assustadores de pornografia na sociedade, em geral as pessoas tendem a achar que trata-se de um quadro irreversível.

A reviravolta é conseqüência de mudanças de comportamento. “O trunfo da abordagem ugandense foi não ter se concentrado apenas nos remédios ocidentais e no uso de preservativos”, diz Edward Green, pesquisador sênior de Harvard e membro do conselho presidencial para a Aids. “Custa muito pouco. E mostra que, com medidas firmes e inteligentes, a Aids pode ser evitada.”

Quando o presidente Yoweri Museveni subiu ao poder à frente de um exército rebelde, em 1986, herdou um país entorpecido por 15 anos de ditaduras, terror e guerrilha, onde mais de meio milhão de pessoas havia morrido. Os serviços de estradas, energia, água e saúde estavam arruinados.

Enquanto isso, todo mês, milhares morriam de doenças relacionadas à Aids, como tuberculose e pneumonia. Ainda criança, Fiona Kyomugisha foi ao enterro de cinco parentes vítimas da doença. Embora soubessem que algo estava terrivelmente errado, as pessoas tinham medo de falar.

“Os médicos me disseram que a doença não tinha cura, mas fiquei aliviado”, lembra Museveni. “A Aids não é tão contagiosa quanto a Sars ou o Ebola. Não se pega no ônibus ou num aperto de mão. A Aids é uma doença de estilo de vida, disseminada principalmente pelo sexo desprotegido. Se as pessoas soubessem disso, poderiam evitá-la. Então batemos os tambores e demos o alarme.”

O rufar dos tambores – o tradicional sinal de alarme das aldeias – anunciava boletins informativos do rádio e da televisão sobre a Aids várias vezes ao dia, sempre martelando a mensagem: A Aids é transmitida por relações sexuais… Você precisa se proteger… Não vale a pena morrer por sexo.

O programa de prevenção se resumia a um trinômio: Abstinência, Fidelidade ou Camisinha. Museveni tirou o problema das mãos dos profissionais de saúde e montou uma unidade especial no seu gabinete. Agora batizada de Comissão de Aids de Uganda, a unidade foi a primeira do tipo em todo o mundo. Seus veículos tinham o lema “Voltinhas Zero” pintado na lateral. Criado pelo presidente, significa “fique com seu parceiro”.

Todos os segmentos da sociedade se envolveram, de equipes esportivas a grupos musicais e curandeiros tradicionais. Ensinavam-se fatos sobre Aids em quase todas as salas de aula. As igrejas lançaram campanhas para convencer os jovens a adiar a experiência sexual.

“Eu sabia de tudo aos 11 ou 12 anos”, recorda Julius Lukwago. “Aprendi a usar camisinha em seminários de conscientização sobre a Aids na própria aldeia, mas não parecia certo fazer sexo porque nosso medo da doença era muito grande.”

O resultado dessa franqueza foi extraordinário. “As pessoas acordaram e pararam de se arriscar”, diz Lawrence Marum, dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que trabalhou em Uganda durante a década de 90. “Isso provocou mudanças radicais num lugar fundamental: o quarto.”

Estudos realizados por diversos especialistas em saúde pública mostraram mudanças dramáticas. Numa escola, o número de meninos com idade entre 13 e 16 anos que faziam sexo despencou de 61% em 1994 para 5% em 2001, enquanto o número de meninas sexualmente ativas caiu de 24% para 2%. “A abstinência é difícil”, admite Fiona Kyomugisha. “Tive várias oportunidades de ter relações sexuais, mas não cedi. Os riscos eram grandes demais.”

Fidelidade virou norma – A “vacina social” usada por Uganda, além de não ter contra-indicações, produz um efeito benéfico em toda a sociedade, como por exemplo a maior estabilidade do matrimônio. Ao passo que as campanhas de difusão do chamado “sexo seguro” produzem o efeito contrário: erotização da sociedade, aumento das doenças sexualmente transmissíveis, dos casos de gravidez indesejada e dos casos de separação entre os casais por infidelidade. Por essa razão, o exemplo de Uganda desperta sobressaltos naqueles que lucram com o mercado da pornografia.

Em 1995, pouco mais da metade dos adultos era fiel a seus parceiros, segundo a Pesquisa Demográfica e de Saúde de Uganda. Em 2000/2001, eram fiéis 97% dos homens casados e 88% das mulheres casadas, um pouco menos entre os solteiros. “Dos estudantes que conheço, cerca de três quartos se abstêm ou são fiéis aos parceiros”, garante Julius.

O número de homens que admitiam ter relações sexuais casuais entre 1989 e 1995 caiu em mais de 50%, segundo o Programa Global de Aids em Genebra. Mesmo grupos sexualmente ativos como jovens soldados ficaram mais cautelosos.

No começo, como não eram muito acessíveis, os preservativos não tiveram papel fundamental no programa de prevenção ugandense, exceto entre grupos de alto risco, como as prostitutas. “Ouvimos que há apenas uma borracha fina entre nós e a morte de nosso continente”, disse Museveni numa conferência da OMS em 1991. “No entanto, em países como o nosso, a mãe às vezes precisa andar 30 quilômetros para conseguir uma aspirina e dez para encontrar água. Então os problemas práticos de obter e usar camisinhas talvez jamais se resolvam. Os preservativos desempenham um papel importante, mas por si só não bastam.” Com efeito, os países africanos que ofereciam maior acesso aos preservativos, como Botsuana e Zimbábue, têm hoje os índices mais altos de Aids.

Com o número cada vez maior de pessoas querendo saber se estavam infectadas, um grupo de profissionais de saúde e assistentes sociais criou um serviço de exames na sala de um hospital, em 1990. O Centro de Informações sobre Aids, como foi batizado, logo se tornou uma rede com mais de 80 unidades.

Nos arredores de Entebe, acompanhei William e Patience [nomes fictícios] quando foram fazer o exame, pelo qual pagaram dois dólares cada um. Durante a meia hora de espera pelo resultado, eles contaram sua história a uma conselheira.

Eles haviam se conhecido e se apaixonado na igreja, mas se abstiveram de ter relações sexuais porque ambos tinham segredos. William, 23 anos, jardineiro, mantivera relações com algumas mulheres anos antes. Patience,19 anos, empregada doméstica, fora estuprada pelo patrão. Eles mal conseguiam olhar quando o envelope pardo chegou do laboratório. A conselheira leu os documentos. “Os exames dos dois deram negativo”, disse ela. O casal riu de alívio. “Agora podemos ser fiéis com segurança!”, alegrou-se Patience.

As pessoas infectadas são encaminhadas à Organização de Apoio à Aids, também criada por voluntários, que luta contra o estigma da doença e ajuda os pacientes a viver de forma positiva. Anne Kaddumukasa – funcionária da Organização cujo marido morreu de Aids – afirma: “Quando as pessoas infectadas com o HIV cuidam de outras vítimas da doença, elas vivem mais, permanecem no trabalho, cuidam da família durante mais tempo e ainda ajudam os outros dizendo: < Por favor, aprendam com o nosso infortúnio.>”

Turmas escolares recebem tablóides mensais gratuitos com títulos como “Papo direto” e “Papo jovem”, que discutem a saúde sexual. Eles se vinculam a programas de rádio transmitidos em cinco línguas. A abordagem é franca.

Reconhecimento internacional:

“Nós enfatizamos as opções do trinômio, mas nunca nos esquivamos às perguntas”, garante Betty. “O mais importante é estar aberto e deixar os jovens falar. Tentamos convencê-los de que ter desejo sexual não significa que precisam se apressar em ter relações sexuais.”

Embora aclamada pelas Nações Unidas como o maior sucesso da África, Uganda ainda tem muitos problemas. Um milhão de pessoas morreram, deixando um milhão de órfãos. O índice de Aids foi reduzido em dois terços, para 5%, mas ainda contrasta com o de 0,3% da Europa Ocidental. Mais de 250 ugandenses são infectados todos os dias.

Entretanto, a situação é muito pior em outros países do sul da África. Segundo números do Programa de Aids da ONU, 20,1% das pessoas com idade entre 15 anos e 49 anos na África do Sul, 33,7% no Zimbábue e 38,8% em Botsuana estão infectadas.

O presidente Museveni não entende por que o exemplo de Uganda foi ignorado por tanto tempo pelos outros países. “Como a Aids é um problema sexual, as pessoas têm vergonha de enfrentá-lo”, diz ele. “Mas o que é pior: ficar constrangido ou morrer?”

Um exemplo que passa a ser seguido por outros países:

Outros países, como Quênia e Zâmbia, passaram a seguir o modelo ugandense e a mesma medicina moral está começando a dar resultados entre as gerações mais novas.

No começo, Uganda ganhou poucos admiradores entre as agências humanitárias ocidentais que promoviam a expedição de preservativos para combater a Aids. Isso, porém, está mudando agora, quando se vê que os programas que preconizam mudanças de comportamento, como fidelidade e abstinência, podem de fato funcionar.

Como diz Peter Piot, diretor-executivo do Programa de Aids da ONU: “Conquistas como a de Uganda mantêm viva a esperança de que o mundo não está impotente diante da epidemia.”

Durante a 15ª Conferência Internacional de Aids, realizada em Bangcoc, na Tailândia, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, reafirmou que a abstinência sexual, não o uso de preservativos, era a melhor maneira de impedir a disseminação do vírus da Aids. E ele tem um exemplo concreto para provar isso.

* Famosos e afirmadores da castidade.

domingo, julho 25th, 2010

Jonas Brothers
Ídolos teen da Disney, os meninos dos Jonas Brothers se declararam virgens em 2008 ao mostrarem que usavam anéis de castidade: “O anel é uma promessa a nós mesmos e a Deus de que nós seremos puros até o dia em que casarmos”, declarou Joe. O mais velho do trio, Kevin, se casou em dezembro de 2009 e agora usa no lugar do anel sua aliança.

Justin Bieber
O ídolo teen do momento não usa anel de castidade, mas garantiu à sua mãe que ainda é virgem. Aos 16 anos, Justin disse que pretende esperar a menina perfeita: “Ele expressou seu desejo de permanecer puro, honrado para as mulheres e tratá-las com respeito. Assim esperamos que ele permaneça”, disse a mãe do cantor.

Adriana Lima
A modelo brasileira e angel da Victoria’s Secret resolveu esperar até o dia de seu casamento para perder a virgindade: “Sexo é para depois do casamento. Os homens precisam respeitar minha escolha. Se não têm respeito, significa que não me querem”, declarou à revista “FHM”. Adriana se casou com o jogador de basquete Marko Jaric em 2009 e é mãe de Valentina.

Demi Lovato

Assim como os outros companheiros de Disney, a cantora também usa um anel de castidade. Demi, que já namorou Joe Jonas, declarou que acredita que vale esperar até o casamento para ter sua primeira noite de sexo.

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Embora as declarações destes “famosos” apresentem uma visão da castidade reduzida a sua dimensão física e focada na virgindade, não se pode deixar de  alegrar-se pela coragem e personalidadade que demonstram ao defenderem esse valor, tão esquecido pelos formadores de opinião, que preferem ” Curtir a vida adoidado” (com todas as aspas necessárias) do que respeitar a si e aos outros nessa questão.

* Viver a beleza significa arrancar da sexualidade o dualismo entre espírito e corpo, afirma cardeal Angelo Scola.

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Eu sou a mãe do lindo amor…”. O cardeal Angelo Scola, patriarca de Veneza, está recebendo as notas do discurso da Festa do Redentor. Partindo dos trechos das Escrituras sobre o “lindo amor”, ele irá abordar temas delicados como a sexualidade, pedofilia, virgindade e celibato.

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Jornal Corriere della sera

Por que essa escolha?

Pela dificuldade que nós cristãos temos de divulgar que o estilo de vida afetivo e sexual indicado pela Igreja é bom e conveniente para o homem de hoje. Do contrário, parece quase que esta proposta não somente seja ultrapassada, incapaz de satisfazer o desejo humano de alegria plena, mas também que seja de fato contrária a liberdade e irreal, incapaz de levar em consideração aquilo que o homem aprendeu a respeito de si mesmo e a respeito do mundo das emoções, dos afetos, das relações com o outro, graças a uma longa história e as recentes descobertas científicas. Ouvi tudo isso como uma provocação dizendo que os homens e as mulheres de hoje, talvez involuntariamente, arriscam a perder algo profundo, perdem uma grande chance de realização, se colocam a parte da proposta cristã ligada a vida afetiva e sexual.

Mas em que se baseia essa proposta?

Me parece que a idéia bíblica do ‘lindo amor’, que a tradição cristã aprofundou, seja particularmente adequada, exatamente pela sua capacidade de conjugar o amor e a beleza, de vê-lo surgir desta e percebê-lo como ‘difusor’ de beleza, capaz de fazê-la brilhar no rosto dos outros. Os pais da Igreja referem-se ao tema bíblico do ‘lindo amor’ não somente à Nossa Senhora mas também a Jesus. Tomás fala da beleza como do ‘esplendor da verdade’; para Boaventura aquele que contempla Deus, ou seja, que o ama, se torna completamente belo. Mas esta capacidade muitas vezes falta a experiência sexual dos homens e das mulheres de hoje. Viver a beleza significa arrancar da sexualidade o dualismo entre espírito e corpo; como se segurássemos a sexualidade no animalesco e depois em partes tivéssemos ímpetos espirituais de intenção de lindo amor.

Pascal dizia que o homem está no meio do caminho entre o animal e o anjo, mas deve ficar bem atento em não cuidar somente de um ou outro; cada um de nós, inseparável da alma e do corpo, deve considerar a dimensão sexual do próprio eu por toda a vida, do nascimento a morte.

Patriarca, o senhor conhece a crítica feita aos homens da Igreja: falam de coisas que não vivem, por vezes de maneira anormal, e não lhe dizem respeito.

Acabei de dizer que ‘cada homem e cada mulher’ devem considerar a dimensão sexual por toda a vida! Certo, quem é chamado a virgindade ou ao celibato o faz de forma única mas, fique bem claro, sem mutilações psicológicas e espirituais. A mensagem cristã vem levada em vasos de argila, e portanto, que homens da Igreja possam cair em contradições trágicas e graves nos níveis afetivos e sexuais, não invalida por si a proposta como tal. Obviamente não o digo para encobrir escândalos.

Como sair do escândalo da pedofilia?

O Santo Padre, a partir da ‘ Carta aos Católicos da Irlanda’, soube encarar a situação de modo claro e decidido: uma condenação sem meios termos pela gravidade extrema deste pecado e deste crime. As palavras-chave – misericórdia, justiça em leal colaboração com as autoridades civis, e penitência – fazem com que se possa confrontar qualquer caso. O Papa não subestima a responsabilidade de cada membro do único corpo eclesiástico e, principalmente, do colégio episcopal. É um escândalo que diz respeito a toda a Igreja, chamada a uma profunda penitência e a uma reforma que não poderá deixar nenhum nível da sua missão de fora. Uma coisa, porém, me tocou neste caso: aqueles que deveriam falar, para ajudar-nos a entender as raízes deste mal e tentar eliminá-lo, estão quietos.

A quem se refere?

Aos psicólogos, aos educadores, aos pedagogos, aos homens chamados a aprofundar estes lados obscuros do eu. A imprensa denunciou o fenômeno com ênfase compreensível, em termos até justificáveis, mas indiscutivelmente de maneira excessiva.

O senhor fala da necessidade de reforma na Igreja.

Como o Santo Padre nos indicou, os casos terríveis de pedofilia e as comprovadas responsabilidades de cobertura ingênua ou negligência por parte das autoridades clamam fortemente a condição de realidade sempre em reforma da Igreja. Bento XVI exige penitência, chegar as raízes da misericórdia, ou seja, ir de encontro pessoalmente ao Tu de Cristo, e relembra que os inimigos mais perigosos da Igreja vem do meio dela e não de fora.

Mas em que consiste a reforma?

Especificamente, redescobrir o nexo entre o lindo amor e a sexualidade. Mostrar que a satisfação plena do desejo é encontrar o verdadeiro rosto do outro, sobretudo na relação homem-mulher. E aprender, de novo, como a esfera da sexualidade exija ser integrada no eu através de uma grande virtude, infelizmente em desuso: a castidade. Para redescobri-la precisamos de coragem para falar sobre a maneira na qual vivemos hoje a esfera sexual.

A que maneira se refere?

Cito o exemplo mais sofisticado. Os mais recentes estudos da neurociência, como os de Helen Fisher, remetem a todas as dimensões do amor, inclusive ‘o amor romântico’, a simples modificações neuronais do nosso cérebro. Fim da liberdade e da criatividade também neste âmbito? É verdade que temos necessidade de comer e beber, como os animais; mas não comemos e bebemos como animais, pelo contrário, a cozinha se tornou uma arte, um aspecto de civilização; e isto vale muito mais para a dimensão sexual. Uma presunção reducionista como aquela de Fisher é uma variante da tentação de conceber o homem como simples experimento de si mesmo. Assim se cria uma mentalidade, um clima no qual o desejo, a energia da liberdade que encontra a realidade, se torna livre de sentido, e a dimensão sexual assume uma fisionomia quase animalesca. Mas, este um homem e uma mulher, quando estão em si, não podem aceitá-lo.

Castidade e sexualidade são sentidas como antíteses.

A castidade mantém o “Eu” em ordem. Eliminá-la significa reduzir o amor a mera habilidade sexual, veiculada por uma sub-estrutura de relações humanas que se fundamenta em um grave equívoco e isto está na idéia de que no homem exista um ‘instinto sexual’ como ocorre com os animais.

A psicanálise demonstra que não é verdade: também no nosso inconsciente mais profundo nada se joga sem envolvimento do eu. O sacrifício e o distanciamento requeridos pela castidade mantêm o eu pessoal unido, abrindo caminho para uma possessão mais autêntica. O sacrifício não anula a posse, é a condição que o expõe. Os doutores da Igreja falavam de propósito de ‘ gaudium’ (gozo). O puro prazer, que por sua natureza acaba logo, pede para ser inserido no gozo, pois se ficar fechado em si mesmo anula lentamente a posse, o enfraquece, o deprime. Me impressiona o fato de que quando digo estas coisas aos jovens, encontro mais surpresa do que crítica.

Gozo e sexualidade parecem conceitos incompatíveis com a doutrina católica.

Não é assim. A mensagem bíblica foi a primeira, historicamente falando, a fazer ver a diferença sexual de uma ótica absolutamente positiva e criativa, como dom de Deus. Mas como em todas as coisas humanas, o positivo, o bem, o verdadeiro nunca são baratos. Mas sem o belo, o bom, o verdadeiro, a vida se enfraquece, não há em si energia para conduzir ao marasmo do real.

No livro dos Provérbios, entre as coisas muito árduas para compreender, o autor considera ‘a estrada do homem em uma jovem mulher’. A mulher é a figura daquela que está no início: eu saio dela ao nascer. Então quando o homem e a mulher se encontram fazem ao mesmo tempo a experiência de recomeçar aquilo que de qualquer forma já conheciam e de dar vida a uma novidade. Aqui existe a inextirpável raiz da fecundidade. O amor objetivo nunca é uma relação a dois. O aprendemos através da Trindade.

Mas o que a reforma da Igreja tem a ver com isso?

Tem tudo a ver! Fundamental para a reforma da Igreja é reencontrar testemunhas confiáveis do lindo amor, que Cristo, com uma infinidade de santos na sua grande maioria anônimos, introduziu na história. Penso em tantas gerações vividas na lógica do lindo amor. Penso nos meus pais, nos olhos com os quais meu pai aos noventa anos olhava minha mãe também com noventa, doente, debilitada por um câncer violento nos rins. Penso nos casais antigos que quase todos os domingos, no final da missa, vem me dizer: ‘Esta semana são cinqüenta’, ou ‘esta semana são sessenta anos de casados’. Que amor teria sobrevivido melhor ao eu do que esta ligação indissolúvel? Objetivamente não há comparação entre a densidade de uma experiência assim definitiva e o passar indefinido de uma sequência de relações precárias. No fim, seja a necessidade de amar definitivamente, seja a fragilidade sexual serão marcadas pelo terror da morte. Para amar verdadeiramente devo ser amado definitivamente, ou seja, além da morte; e é isto que Jesus veio fazer. Se há um delito que nós cristãos cometemos, é não mostrar o dom estupendo de Jesus: dar a vida para nos fazer entender a beleza do amor objetivo e efetivo. Isso sempre tem um caráter nupcial, inseparável conexão de diferença, dom de si e fecundidade. O outro não está fora do meu eu, o outro me permeia todos os dias; a minha própria concepção está ligada a este permear-me. Por isso humanizar a sexualidade através da castidade é um recurso capital para vencer a aposta do pós-moderno, para o homem do terceiro milênio que queira salvar o caminho do lindo amor, o qual nos faz gozar verdadeiramente a vida.

* Dez mil jovens equatorianos prometem castidade e fidelidade no casamento.

terça-feira, julho 6th, 2010
Jovens católicos equatorianos prometem castidade e fidelidade

Dez mil jovens equatorianos das cidades de Quito e Cuenca engajaram-se publicamente a ficarem castos até o casamento e, este uma vez realizado, a serem fiéis até a morte, informou a Agência da Igreja Católica Argentina ‒ AICA.

Amparo Medina, membro de Ação Provida, instituição organizadora do ato, os milhares de jovens ouviram “testemunhos sobre a indústria da morte, dos anticonceptivos, o aborto, a mentira do preservativo, as conseqüências da anticoncepção”.

Falaram mulheres que “nas portas de uma clínica de aborto com a ajuda de voluntárias de Provida, puderam ver o que é em verdade um aborto, receberam ajuda e disseram Sim à vida.

Os gritos de emoção dos jovens vendo as criancinhas salvas e sua felizes mães, foram um grande Sim à vida”, acrescentou.

“Voltaremos a repetir atos como este, pela vida de nossos filhos e de nossas famílias. Por um Equador livre do imperio da morte, da anticoncepção e do aborto”, concluiu Amparo Medina.

* Celibato não nega a sexualidade nem a liberdade de sacerdotes, diz superior de seminário na França.

terça-feira, junho 1st, 2010

Em entrevista concedida ao jornal La Croix, o Pe. Luc Crepy, Superior do Seminário de Orleans na França, ressaltou que a opção pelo celibato nos sacerdotes não nega a reta vivencia de sua sexualidade, que não se reduz à genitalidade, e contribui a viver intensamente a liberdade no serviço a Deus e aos fiéis

Na entrevista publicada pelo L’Osservatore Romano, o Pe. Crepy fez uma primeira distinção: “Crepy fez uma primeira distinção: “antes de qualquer coisa é necessário precisar que a sexualidade não se limita à sua dimensão genital, e assim a vida afetiva é bastante mais vasta que a vida sexual, embora ademais este âmbito seja de evidente importância”.

Além disso, afirma o sacerdote europeu, “no seminário não nos interessa apenas esta dimensão particular do futuro sacerdote, por mais importante que seja, mas se busca promover um desenvolvimento integral do futuro sacerdote, tendo em conta o conjunto da formação humana”.

Com estas precisões, o presbítero indicou algumas das medidas concretas que se põem em prática com os sacerdotes, explicitadas pelo Papa João Paulo II na carta pastoral Pastor Dabo Vobis: atenção à vida comunitária, reflexão sobre a sexualidade e desenvolvimento para a futura vida pastoral. “trata-se de unificar a própria vida, de integrar todas suas dimensões”, explicou.

Depois de comentar que o sacerdote renuncia livremente a ter relações sexuais íntimas, assim como o faz um marido ao renunciar a outras mulheres e amar somente a sua, o Pe. Crepy ressaltou que “para que tudo tenha sentido é necessário aprender a renunciar”.

Logo depois de precisar que “não se entra no seminário apenas para permanecer celibatários!”, o sacerdote assinalou que “o celibato tem sentido em uma perspectiva mais ampla, o serviço à Igreja, o amor por Cristo. Como se inscreve este celibato em um projeto de vida global? Se for considerado como um grilhão nos pés, então não funcionará. A pergunta que é preciso fazer é esta: No desejo de querer ser sacerdote, como se integram e assumem um sentido no projeto do sacerdócio o celibato e a renúncia que este implica?”

Seguidamente reiterou: “não porque se é sacerdote não se tem uma sexualidade! É uma opção de vida e um modo para dar sentido à própria sexualidade em um projeto que a transcende sem negá-la. Em jogo está o fato de viver a própria sexualidade em modo liberador: na opção do celibato há uma dimensão de liberdade. Mas, cuidado, a sexualidade, já seja para um celibatário ou para um casal, é um equilíbrio que sempre deve construir-se, no curso de toda a vida”.

Entre as provocações para viver uma adequada sexualidade nos sacerdotes, o Superior do Seminário de Orleans assinalou que “cada época refaz o assunto da sexualidade. Não é uma questão puramente íntima e pessoal, como com freqüência se acredita. É induzida pela cultura. É certo que em uma sociedade muito erotizada, que valoriza a genitalidade em detrimento de uma sexualidade mais ampla, isto não é evidente. Busca-se sobre tudo uma imediatez que vai contra a harmonia sexual em longo prazo. Acredito que a sexualidade é um dos ambientes mais interessantes mas dos mais difíceis nos que se deve exercitar a própria liberdade”.

O Pe. Crepy explicou logo diversos modos nos que se acompanham os sacerdotes como os grupos de presbíteros que se reúnem regularmente, a guia espiritual de outro padre mais experiente, assim como os encontros com os bispos, para evitar a solidão de alguns que pode ser uma experiência difícil.

“Um encontro entre o bispo e todo jovem sacerdote ao término do primeiro ano de ordenação pode ser oportuno, como também a atenção constante da parte do vigário episcopal. Tudo isto é indubitavelmente necessário para que os jovens sacerdotes, ante as dificuldades inerentes aos primeiros anos do sacerdócio, não fiquem sozinhos”, concluiu.

ACI

* Castidade. Você precisa vê esse vídeo !!

sexta-feira, abril 30th, 2010

* Como lidar com o desejo sexual de forma humana e madura?

terça-feira, abril 13th, 2010

João Paulo II escreveu que, para se experimentar a vitória sobre a luxúria, devemos nos dedicar a “uma educação progressiva do auto-controle da vontade, dos sentimentos, das emoções, que deve ser desenvolvida desde os mais simples gestos, nos quais é relativamente fácil colocar a decisão interior em prática” (TC 24/10/1984)*.

Por exemplo, podemos analisar os nossos hábitos alimentares. Se uma pessoa não consegue dizer não a um pedaço de bolo, como poderá dizer não para um e-mail pedindo para olhar pornografia na Internet? O jejum é uma forma maravilhosa de crescer no domínio de nossas paixões. Se isso ainda não é parte da vida de uma pessoa, ela deve começar com um simples sacrifício que seja relativamente fácil de pôr em prática. À medida que se continua exercitando esse “músculo”, ela continuará vendo sua força aumentar.

O que antes era “impossível” gradualmente se torna possível.A analogia do músculo, porém, é apenas parcialmente correta. Crescer na pureza certamente exige esforço humano, mas também somos ajudados pela graça sobrenatural. É fundamental distinguir entre a repressão e a entrada na redenção. Quando o desejo “se acende”, em vez de reprimi-lo, empurrando-o para o subconsciente, tentando ignorá-lo, ou ainda procurando aniquilá-lo, podemos ao invés entregar as nossas paixões a Cristo e permitir que ele as “crucifique” (cf. Gal 5, 24). Ao fazermos isso, “o Espírito do Senhor dá forma nova aos nossos desejos” (Catecismo da Igreja Católica, 2764).Em outras palavras, ao permitir que a luxúria seja “crucificada”, chegamos também a experimentar a “ressurreição” do desejo sexual como Deus o quer.

Não imediatamente, não facilmente, mas gradualmente, progressivamente, à medida que tomamos a nossa cruz de cada dia. Só assim poderemos vir a experimentar o desejo sexual como o poder de amar à imagem de Deus.Quando as tentações sexuais nos assaltam, como normalmente acontece, podemos dizer uma oração como esta: “Senhor, eu vos agradeço pelo dom de meus desejos sexuais. Eu entrego meus desejos desordenados ao Senhor, e peço, por favor, pelo poder de vossa morte e ressurreição, que corrijais em mim as distorções que o pecado produziu, para que eu possa vir a sentir desejo sexual do modo como desejais – como o desejo de amar como vós amais, à vossa imagem”.

Como João Paulo II escreveu na sua Teologia do Corpo, “perseverança e coerência” são necessárias para aprender “o que é o significado do corpo, o significado da feminilidade e da masculinidade… Isso é uma ciência que não pode realmente ser aprendida apenas de livros, porque consiste primariamente em um profundo conhecimento ‘da interioridade humana’”, isto é, do coração humano.

No fundo do coração aprendemos a distinguir os tesouros místicos da sexualidade daquilo que traz apenas a marca da luxúria. “Deve-se acrescentar,” diz João Paulo, “que essa tarefa pode ser realizada e que é verdadeiramente digna do homem” (TC 12/11/1980).Certamente é verdade que às vezes o amor e a luxúria são difíceis de distinguir. Um homem, por exemplo, ao reconhecer a beleza de uma mulher, deve estar se perguntando onde está o limite entre vê-la como um objeto para sua própria gratificação e admirar ternamente sua beleza.

Como escreve João Paulo II, a luxúria ou concupiscência “nem sempre é sempre simples e óbvia; às vezes está escondida, de modo que se faz passar por ‘amor’… Isso significa que devemos desconfiar do coração humano? Não!”, o Papa insiste. “É só para dizer que temos de permanecer no controle dele” (TC 23/07/1980).”

Controle” aqui não significa apenas dominar os desejos desordenados a fim de mantê-los “sob vigilância”. À medida que amadurecemos no auto-controle, passamos a experimentá-lo como “a capacidade de orientar as reações [sexuais], tanto com relação ao seu conteúdo quanto ao seu caráter” (TC 31/10/1984).

A pessoa que é verdadeiramente senhora de si mesmo é capaz de dirigir o desejo erótico “para o que é verdadeiro, bom e belo” (TC 12/11/1980). Quando isso acontece passamos a compreender e experimentar o mistério da sexualidade “em uma profundidade, simplicidade e beleza até então completamente desconhecidas” (TC 04/07/1984). Por sua vez, passamos a perceber que a versão da sexualidade promovida pela cultura é como “lixo” em comparação com o banquete do amor revelado no plano divino*


A sigla TC refere-se à “Teologia do Corpo”, e a data ao lado da sigla diz respeito ao dia da audiência em que o trecho foi retirado. A Teologia do Corpo constitui-se na coletânea de 129 catequeses proferidas por João Paulo II durante as audiências gerais de quarta-feira no Vaticano.

* Luxuria: Quem ama o perigo, nele perece.

terça-feira, março 23rd, 2010

Padre Eliano

Deus quis dar um prazer sensível ao alimento, para que o homem, se alimentando daquilo que lhe parecia saboroso, mantivesse a vida. Da mesma maneira, o Senhor concedeu à humanidade a realização do prazer sexual, por meio do qual também a espécie humana se multiplica. É o prazer íntimo, permitido ao casal, unido pelo matrimônio, o qual se abre também à graça da procriação.

O pecado da luxúria vem desvirtuar aquilo que é belo, estabelecendo uma desordem, provocando a degradação de algo bom no que toca a dimensão sexual, fragilizando o indíviduo e levando-o ao vício.

A luxúria impossibilita o homem de viver a castidade no corpo, nos pensamentos e nas atitudes. É uma desordem que toma conta da pessoa na sua totalidade. Mas isso acontece de maneira lenta. A pessoa se mantém consumindo demoradamente produtos como vídeos, revistas, entre outros, os quais a levarão à realização de desejos perniciosos, provocados pelas fantasias.

Tal como a gestação, essas desordens acabam levando ao nascimento do pecado. A pessoa se concentra apenas no prazer impuro e se fecha inteiramente em função de realizar o prazer desmedido.

Esse mal também afeta muitos casados que, em consequência de um desvio provocado por esse prazer desmedido, faz do cônjuge um objeto. Dessa forma, conduzida pelo desejo, a pessoa presa aos prazeres grosseiros pouco se interessa por aquilo que a faz crescer.

Toda vez que se procura esse tipo de prazer maléfico se pratica o pecado mortal da lúxuria, que levará a pessoa cada vez mais por caminhos mais e mais promíscuos, destruindo aquilo que lhe foi reservado de belo, saudável e bom.

Um jovem que tem como hábito ficar com várias meninas ao mesmo tempo, certamente terá dificuldade em manter a fidelidade a apenas uma mulher.

Os vícios impuros paralisam os gostos para tudo aquilo que é nobre. A amizade pura quase desaparece, pois quem vive o desequilíbrio se torna escravo das paixões.

Deus nos fez para o equilíbrio e para o bem, de modo que as desordens provocadas pelo pecado nos afastam do Senhor.

Jamais será possível conquistar a vitória sobre tais paixões se não nos empenharmos na fuga das ocasiões de pecado e buscarmos a convicção profunda para uma mudança de atitude. Se aspiramos alcançar o céu precisamos ter convicção para a superação de nossos pecados.

O prazer impuro nos leva aos níveis mais animalescos e irracionais. Se a justificativa de alguém para o pecado é dizer que “a carne é fraca”, então, não se pode colocar à prova a fraqueza da carne.

Nada é impossível para o coração orante, por isso, apoiados na graça, precisamos reconhecer que o prazer maléfico nos atrai; mas precisamos nos abrir também àquilo que Deus quer para nós.

Quem é consciente da própria fraqueza não se expõe ao perigo, pois quem ama o perigo nele perece.

Para vencer o pecado é preciso romper com as paixões provocadas pela ilusão, pela fantasia.

* Mais de 7 mil jovens prometem castidade junto com ator Eduardo Verástegui na Guatemala.

sexta-feira, março 19th, 2010

No marco do 1º Congresso de Jovens Católicos da Guatemala, mais de 7 mil jovens entre 12 e 25 anos prometeram, acompanhados do conhecido ator mexicano, Eduardo Verástegui, “trabalhar pela virtude da pureza, levando uma vida de castidade e permanecendo virgens, até aceitar sua vocação seja ao matrimônio ou à vida religiosa, segundo o Plano de Deus”.

Conforme assinala a nota de imprensa, o evento se realizou “no Domo, um moderno coliseu esportivo na cidade da Guatemala que se encheu em sua totalidade” e foi inaugurado “com uma procissão da imagem de Nossa Senhora da Fátima, seguido pela consagração Mariana”

Seguidamente, os milhares de jovens participaram de uma procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento, presidida pelo Pe. Axel Sánchez, Capelão do Congresso, quem “abençoou os escapulários da Virgem do Carmo e os Terços que foram distribuídos ao íntegro de participantes” depois do qual “Eduardo Verástegui, ajoelhado diante do Santíssimo, pronunciou com os jovens a oração da Promessa de Castidade”.

O ator mexicano compartilhou com os jovens a história de sua conversão, seu compromisso pessoal de viver a virtude da pureza, desafiou-os a “seguir os mandamentos de Deus e ser os Santos do terceiro milênio” e lhes recordou as palavras da Madre Teresa de Calcutá, quem dizia: “Deus não nos pediu que fossemos um sucesso, mas que fossemos fiéis”.

De igual maneira, a atriz mexicana de telenovelas, Karyme Lozano, compartilhou sua experiência de conversão e como “abandonou sua bem-sucedida carreira para viver uma vida cristã coerente, segundo os ensinamentos da Igreja”.

Finalmente, os jovens participaram de uma Eucaristia presidida por Dom Paul Richard Gallagher, Núncio Apostólico na Guatemala, concelebrada pelos bispos encarregados das comissões de Familia e Juventude da Conferência Episcopal da Guatemala.

Quem é Eduardo Verástegui?

Como modelo Eduardo desfilou para algumas das mais importantes grifes do mundo como Giorgio Armani e Versage. Ingressou em uma banda chamada “Kairo” em 1994, que durou 4 anos, gravou 2 discos e foram assistidos por milhares de pessoas. Em 2001 assinou um contrato com um gravadora “Universal Music Latino” para lançar seu álbum solo.

Fez participações em séries, novelas e filmes como Bella(2006) vencedor do “Toronto Film Festival”. Gravou um video clip com  Jennifer Lopez o hit “Ain’t it Funny” de 2001, em que dança com a cantora pop.

Eduardo reafirmou seu catolicismo após realizar em Hollywood o filme “Chasing Papi”, onde uma professora de Inglês fez ele refletir sobre o vazio de sua vida e perceber que, segundo nas suas palavras era “um vazio por dentro”.

O padre mexicano Juan Rivas, lhe ofereceu ajudar e ofereceu-lhe alguns livros que em que aos pouco Eduardo foi descobrindo a beleza da vida cristã.

Começou a freqüentar diariamente a missa e de outro padre, o Padre Francisco, propôs uma confissão geral. Após uma longa preparação, Eduardo Verástegui fez uma confissão de três horas de duração com Padre Justin. Isso é o que o ator considera o seu segundo período de conversão. “Eu percebi que não nasceu para ser um ator ou qualquer outra coisa, mas para conhecer, amar e servir Jesus Cristo” disse ele.

Então, com a audácia de sua decisão ele vendeu todos os seus bens, e decidiu ir para o Brasil como um missionário, mas o padre Juan Rivas, fez ele ver que onde deveria estar era  em hollywood, por que Cristo era ainda mais necessário do que na selva. Assim, Eduardo Verastegui criou com Leo Severino, a produtora Metanoia Filmes para fazer filmes a serviço da esperança e da dignidade humana.

O filme Bella é a primeira obra desta empresa, que ofereceram a Nossa Senhora de Guadalupe e que venceu o “Toronto Film Festival” contra todas as probabilidades. Ele também criou um estudo bíblico para atores e diretores, um encontro em Hollywood para aqueles que procuram algo mais do que fama.

Por cinco anos, o mulherengo “latin lover” viveu feliz e radiante em castidade, se sente livre, reza o rosário e vai à missa diariamente, e apesar disso se tornou uma referência contra cultural no círculo de Hollywood.

Eduardo Verástegui foi muito ativo na luta contra o aborto, ele defende que é crime contra a humanidade e contra as mulheres. Tem participado em inúmeras campanhas de sensibilização e divulgação sobre a realidade do aborto.

Nos últimos tempos ele tem sido declarado contrário à prorrogação da lei do aborto, promovida pela ministra espanhola para a igualdade Bibiana Aído. Ele se uniu a plataforma direito de viver, baseada na parceria com associação espanhola Hazteoir.org espanhol.

* O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso? Responde Psicopatologista.

quinta-feira, março 11th, 2010

Entrevista com Aquilino Polaino-Lorente, professor de Psicopatologia

Por Carmen Elena Villa

Na última sexta-feira terminou, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, o congresso “O celibato sacerdotal: teologia e vida”, organizado pela faculdade de teologia da instituição e patrocinado pela Congregação para o Clero, a propósito do Ano Sacerdotal.

Uma das conferências mais aplaudidas pelos participantes, compostos em sua maioria por diáconos e sacerdotes, foi a denominada “A realização da pessoa no celibato sacerdotal”, do professor espanhol Aquilino Polaino-Lorente.

Polaino é médico pela Universidade de Granada. Posteriormente, estudou Psicologia clínica na Complutense de Madri. É doutor em Medicina pela Universidade de Sevilha. Também se formou em Filosofia na Universidade de Navara. Ampliou seus estudos em diversas instituições de educação superior europeias e americanas. De 1978 a 2004, foi catedrático de Psicopatologia na Universidade Complutense e atualmente é docente da mesma disciplina na Universidade San Pablo, na capital espanhola.

Escreveu numerosos artigos e livros, especialmente sobre os problemas psicológicos infantis e juvenis, assim como familiares. É membro de academias de Medicina de várias cidades espanholas, colaborador de diversos organismos e, pelo seu trabalho e sua bagagem intelectual, já recebeu várias distinções.

O professor Polaino explicou como uma correta visão da sexualidade, na qual devem integrar-se o amor, a abertura à vida e o prazer, pode levar a entender também o sentido do celibato sacerdotal, ao qual são chamadas algumas pessoas para estarem mais disponíveis para o apostolado e para viver o amor universal.

“Deus não pede coisas impossíveis a quem chama para o seu serviço”, disse em sua intervenção, referindo-se ao tema central do congresso.

-O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso?

Aquilino Polaino: Não é nada perigoso, porque talvez entenda muito bem como é a estrutura antropológica realista da condição humana. Tem suas dificuldades, como é lógico, já que a natureza humana está um pouco deteriorada e é preciso integrar todas as dimensões. Eu acho mais perigoso o comportamento sexual aberto, não normativo, no qual vale tudo; acho que isso tem consequências mais desestruturadores da personalidade do que o celibato bem vivido em sua plenitude, sem rupturas ou fragmentações.

-Que meios o sacerdote deve por para ser fiel ao voto do celibato durante todos os dias da sua vida?

Aquilino Polaino: A tradição da Igreja oferece muitíssimos conselhos que podem ser aplicados e que são eficazes: por exemplo, a guarda do coração e da vista. O que os olhos não veem o coração não se sente. Tampouco se trata de andar olhando para o chão, mas é possível ver sem enxergar. Isso garante a limpeza do coração e, além disso, a vivência do primeiro mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas. Em uma panela de pressão não entram mosquitos. Um coração satisfeito não anda com mesquinhez nem com fragmentações.

-Você acha que a cultura hedonista deste novo século, tão difundida na mídia, influencia no fato de que alguns sacerdotes não sejam fiéis ao voto do celibato?

Aquilino Polaino: É possível, porque a fragilidade da condição humana também é vivida pelos sacerdotes. Penso que é preciso prestar mais atenção ao imenso número de sacerdotes fiéis à sua vocação. A exceção também se dá na vida sacerdotal, mas é exceção. Ainda que no jornalismo seja muito correto focar a exceção, não podemos ser cegos aos muitíssimos sacerdotes que são leais, que vivem sua vocação plenamente, que são felizes e aos quais o mundo deve sua felicidade. Isso é que precisa ser enfatizado.

-Uma reta visão da sexualidade pode proporcionar uma reta visão da vida celibatária?

Aquilino Polaino: Sim. Penso que a sexualidade hoje é uma função muito confusa, é uma faculdade sobre a qual há mais erros que pontos de acordo sobre o que é a natureza humana e talvez seja um programa para ensinar em todas as idades, porque, como é um dos eixos fundamentais da vida humana, se não for bem atendido, se as pessoas não estiverem bem formadas, o que viverão é a confusão reinante. Isso afeta tanto seminaristas como pessoas jovens, noivos. Esta educação hoje é uma educação para a vida. É uma matéria que às vezes se ensina mal, porque são ensinados os erros e isso é confundir ainda mais, ao invés de explicar esta matéria com rigor científico que tenha fundamento na natureza humana.

-O que significa o sacerdote ser chamado a ser pai espiritual?

Aquilino Polaino: Penso que este é um dos temas pouco aprofundados. A paternidade espiritual também deve ser vivida pelos pais biológicos e muitos deles jamais ouviram falar disso. A paternidade espiritual é, de certa forma, viver todas as obras de misericórdia: consolar o triste, redimir o cativo, ser hospitaleiro, afirmar o outro no que vale, evitar-lhe problemas, estimulá-lo e motivá-lo para que cresça pessoalmente, incentivar o aparecimento de valores que ele já tem, porque vieram com sua natureza, mas talvez não tenha sabido encontrá-los nem fazê-los crescer. Penso que este mundo está órfão dessa paternidade e dessa maternidade espiritual; e acho que é uma dimensão que o sacerdote, quase sem perceber o que faz, já vive.

-A vida celibatária pode tornar esta paternidade espiritual mais fecunda?

Aquilino Polaino: Necessariamente sim, porque há mais tempo e disponibilidade. Se o objetivo final é a união com Deus, a paternidade espiritual adquire mais sentido, porque é a melhor imagem da paternidade divina no mundo contemporâneo; portanto, está como mediador e, na medida em que viver a filiação divina, também viverá muito bem a paternidade espiritual.

Zenit

* Estudo prova que educação em abstinência reduz atividade sexual em jovens.

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

Um novo estudo revela que a educação na abstinência resulta altamente efetivo ao reduzir a atividade sexual entre os jovens, e mostra ademais que os programas focalizados em anticoncepcionais como o preservativo resultam ser ineficazes.

O estudo foi publicado pela Associação Médica Americana (AMA, por suas siglas em inglês) e está nos arquivos de Medicina Pediátrica e Adolescente. Foi compilado pelos Doutores John e Loretta Jemmott da University of Pennsylvania e o Dr. Geoffrey Fong da University of Waterloo e o Ontario Institute for Cancer Research em Waterloo, Ontario.

Esta investigação de dois anos logo depois de receber educação em abstinência mostra que um terço dos estudantes mostraram uma menor atividade sexual, comparados àqueles que não participaram das classes. Também revela que os programas que promovem o preservativo não afetaram em nada a conduta sexual juvenil.

A respeito, a presidenta e fundadora da National Abstinence Clearinghouse, Leslee Unruh, comentou que “finalmente aparece um estudo que prova o que aqueles que têm ensinado a abstinência por anos já sabíamos. Estes programas ajudam a desenvolver o auto-controle e a auto-estima, e permite lhe mostrar aos jovens que não precisam cair na pressão da roleta russa das camisinhas”.

“Os programas de abstinência mostram que os moços e moças têm muitas coisas do que preocupar-se com respeito a seu futuro para arriscarem a contrair enfermidades de transmissão sexual (ETS), ficar grávidas e terminar com o coração quebrado.

A abstinência é uma mensagem a nossos filhos que eles querem ouvir. Este estudo demonstra que os jovens estão fazendo opções mais saudáveis e mudando a sua conduta como resposta a esta mensagem renovadora”, acrescentou.

Mais informação (em inglês): http://www.abstinence.net/pdf/contentmgmt/abstinence.pdf

* Castidade ! Porque o verdadeiro amor espera..

quinta-feira, janeiro 21st, 2010

Clique aqui e entenda porque a castidade é uma das mais belas expressões do verdadeiro amor.

* Você é Mulher ? Veja esse vídeo.

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

Conselhos de um HOMEM às mulheres. Clique aqui

* Sexo entre adolescentes: Quais os riscos?

segunda-feira, janeiro 11th, 2010

Bradley Hayton

O sexo entre adolescentes, especialmente aos 15 anos ou antes, é especialmente perigoso para a saúde física e psicológica. Vários investigadores encontraram altas correlações entre as experiências sexuais precoces e o consumo de álcool e drogas. Relacionou-se a experiência sexual precoce com o consumo de tabaco, com delitos menores e com as dificuldades de aprendizagem. As garotas que já perderam a virgindade são seis vezes mais propensas a tentativas de suicídio, e correm maior risco de se sentirem sós, sentirem-se tristes, ter dificuldades para adormecer e experimentam também uma baixa auto-estima.

1. As mulheres que iniciam a atividade sexual antes dos vinte anos e que tiveram relações com três ou mais parceiros, ou que tiveram relações com um homem que teve três ou mais parceiras, correm um alto risco de desenvolver cancer do  colo do útero por volta dos trinta anos (9).

Quanto mais jovem é a mulher que tem relações, maior é o risco de desenvolver cancer do colo do útero. Especialmente perigosas são as relações antes dos vinte e um anos. Demonstrou-se também que o risco de anormalidades do colo do útero aumenta com o número de parceiros sexuais (10).

Segundo um estudo da Universidade de Oxford, se a jovem, para além das relações sexuais, estiver também a tomar a pílula, o risco de desenvolver cancer do colo do útero é ainda maior (11).

2. Os adolescentes estão mais sujeitos aos danos das doenças sexualmente transmissíveis porque têm menos anti-corpos que os adultos. E a única forma de estar livre destas doenças é a relação monogâmica fiel, própria do casamento. Nenhuma namorada pode saber, antes de casar, que está numa relação monogâmica fiel… porque ignora se dentro de um mês ainda estará com o atual namorado.

3. Há uma ligação estreita entre as relações pré-matrimoniais e o aborto. A garota e o rapaz que têm bem claro o horror do aborto, são muito mais firmes na rejeição das relações. Há que dizer que muitos rapazes, quando postos perante a possibilidade, dizem que, se ocorrer a gravidez, então casarão. Como é evidente, cabe-lhes esclarecer porque não casam já. Se podem casar, porque o não fazem? E se não podem, porque prometem o que não poderão cumprir? Os grupos pró-vida têm milhares de testemunhos de garotas grávidas abandonadas pelos namorados, um dia depois destes terem prometido “amor eterno”.

A ligação entre aborto e relações pré-matrimoniais também funciona ao contrário: 80% dos bebés abortados no Ocidente são gerados fora do matrimônio. Portanto, e voltando ao início, se as pessoas tivessem consciência de que o aborto mata um bebê, um filho, ser-lhe-iam mais avessas e consequentemente fugiriam das situações de risco.

4. Convém ainda assinalar que por trás das relações pré-matrimoniais está já uma desordem. Segundo Viktor Frankl,

“O problema do nosso tempo é que as pessoas estão cativas de um sentimento de falta de sentido, acompanhado por um sentimento de vazio. A sociedade industrial está preparada para satisfazer todas as nossas necessidades e a sociedade de consumo cria necessidades que depois satisfaz. Contudo, a mais humana das necessidades, a necessidade de encontrar o sentido da vida, permanece insatisfeita. As pessoas podem ter muito com que viver mas frequentemente não têm nada por que viver.” (12)

O resultado desta ausência de sentido para a vida são um número trágico de suicídios (13), consumo de drogas, doenças venéreas, etc.

Segundo o Instituto Alan Guttmacher, todos os anos se produzem 12 milhões de novos contágios de doenças venéreas, sendo que dois terços destes afectam jovens com menos de 25 anos (14).

5. Convém ainda assinalar que quando os jovens carecem do amor incondicional dos seus pais, normalmente vão procurá-lo na primeira pessoa que lhes presta um pouco de atenção. A muitos adolescentes falta uma atitude positiva relativamente ao futuro porque carecem da experiência de um amor incondicional, o que por vezes é agravado pelo fato de viverem em famílias mono-parentais ou com famílias de segundos casamentos, etc. Nestas circunstâncias, o carinho e a atenção que sentem no namoro ultrapassa qualquer experiência anterior e nada parece demais para oferecer a quem lhes revelou uma realidade tão nova quanto deliciosa. Mas esta realidade nova, e sobretudo o medo de a perder, tornam a posição negocial da pessoa muito frágil pelo que, com as pressões do ambiente, facilmente cai nas relações sexuais.

Armand Nicholi, professor de Harvard, traça o seguinte quadro:
“Muitos dos que têm trabalhado com adolescentes durante a última década deram-se conta de que a nova liberdade  sexual não leva de nenhuma maneira a um maior prazer, liberdade e abertura, ou a relações mais profundas entre os sexos. A experiência clínica mostra que a nova permissividade leva com frequência a relações vazias, a sentimentos de autodesprezo e de não valer nada, a uma epidemia de doenças venéreas e a um grande aumento de gravidezes indesejadas.

Tem-se visto que os estudantes acham que a liberdade sexual é insatisfatória e sem sentido. Ainda que o seu comportamento sexual pareça ser uma tentativa desesperada para superar uma solidão profunda, estes adolescentes descrevem as suas relações sexuais como pouco satisfatórias e afirmam que não lhes proporcionam o calor emocional que esperavam. Descrevem um intenso sentimento de culpa e uma preocupação permanente por estarem a ser utilizados como objetos sexuais. (15)”

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(9). The New York Times, 15 de Março de 1984.
(10). Jane and Julian Chomet, Cervical Cancer, Wellingbourgh UK, Thorsons Publishing Group, 1989.
(11). The Lancet, nº8356, 22 Outubro 1983, pp 930-934.
(12). Viktor Frankl, The meaning of love, Ninth International Congress for the Family (Paris, Fayard, 1987), p. 39.
(13). O suicídio é a segunda causa de morte nos jovens entre os 15 e os 19 anos nos EUA.
(14). Facts in Brief, Alan Guttmacher Istitute, Spt 1993.
(15). Armand Nicholi, The Adolescent, Family of the Americas Foundation, 1984, pp.4-5. Também, The Harvard Guide to Modern Psychiatry (Cambridge, 1980), p.530.

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“… A necessidade de encontrar o sentido da vida, permanece insatisfeita. As pessoas podem ter muito com que viver mas frequentemente não têm nada por que viver.”

Sexo é um dom maravilhoso de Deus, no entanto tem sido cada vez mais banalizado e desprovido de seu sentido humano e afetivo, separado do amor comprometido que lhe dá sustento e sentido!

Os valores morais cristãos e familiares são referência segura para a vivência sexual no tempo certo e nas condições queridas e exigidas pelo verdadeiro amor: o matrimônio.

Dentro da aventura sexual que os jovens hoje vivem, onde a virgindade é um valor esquecido e ridicularizado, quem mais sofre são os próprios jovens – sedentos de sentido de vida e de encontrar um verdadeiro amor.

Em busca da paz e felicidade, encontram a desilusão e a constatação de que “só sexo” não é capaz de  responder a sede de sentido que todos tem e buscam nos lugares, no tempo e nas pessoas erradas,sem encontrar.

Alguns pagam um alto preço para descobrir isso.

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Veja essa noticia dada na Folha de São Paulo.

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” Sexo precoce aumenta risco de câncer do colo do útero, diz estudo

Um estudo com 20 mil mulheres revelou uma associação entre a iniciação sexual precoce e índices mais elevados de câncer do colo do útero.

O objetivo da pesquisa era entender por que mulheres mais pobres correm maior risco de desenvolver esse tipo de câncer.

Os especialistas constataram que essas mulheres tendem a iniciar sua vida sexual em média quatro anos antes do que mulheres de classes sociais mais elevadas.

Por conta disso, elas entrariam em contato mais cedo com o vírus que leva ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, dando ao vírus mais tempo para produzir a longa cadeia de eventos que, anos mais tarde, levaria ao câncer.

Acreditava-se anteriormente que a disparidade era resultado de baixos índices de controle preventivo em regiões mais pobres.

O estudo, feito pela International Agency for Research on Cancer, parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi publicado na revista científica British Journal of Cancer.

Sem explicação

Embora a diferença na incidência do câncer do colo do útero entre ricos e pobres –verificada em todo o mundo– tenha sido constatada há muitos anos, os cientistas não sabiam explicá-la.

Especialmente porque os índices de infecção pelo vírus HPV (sigla inglesa para papiloma vírus humano) –uma infecção por transmissão sexual que é responsável por boa parte dos casos de câncer do colo do útero– pareciam ser semelhantes em todos os grupos.

O estudo confirmou que os índices mais altos de câncer do colo do útero não estavam associados à maior incidência de infecção pelo HPV.

O que a pesquisa revelou foi que o risco, duas vezes mais alto, é explicado pelo fato de que mulheres mais pobres iniciam sua vida sexual mais cedo.

A idade em que uma mulher tem seu primeiro filho também pareceu ser um fator importante.

O estudo revelou que exames preventivos, como o papanicolau, exercem um certo efeito sobre o nível de risco.

Mas o número de parceiros sexuais que uma mulher tem, e o hábito de fumar, não pareceram interferir nos resultados.

Tempo

A responsável pelo estudo, Silvia Franceschi, disse que os resultados não se aplicam apenas a jovens adolescentes. Por exemplo, o risco de desenvolver câncer do colo do útero também é maior em mulheres que tiveram sua primeira relação sexual aos 20 em vez dos 25 anos.

“No nosso estudo, mulheres mais pobres se tornaram sexualmente ativas em média quatro anos antes.”

“Então, elas também podem ter sido infectadas pelo HPV mais cedo, dando ao vírus mais tempo para realizar a longa sequência de eventos que são necessários para o desenvolvimento do câncer.”

A representante da entidade britânica de pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK, Lesley Walker, disse que o estudo levanta questões importantes.

“Embora mulheres possam ser infectadas pelo HPV a qualquer idade, a infecção em idade menor pode ser especialmente perigosa, já que (o vírus) tem mais tempo para causar os danos que levam ao câncer.”

“Os resultados parecem reforçar a necessidade de vacinação contra o HPV em escolas, antes que (as meninas) comecem a ter relações sexuais, especialmente entre meninas de áreas mais pobres.”

* Você se veste com modéstia?

terça-feira, junho 30th, 2009


Jason Evert

Perguntam as mulheres…

” Eu não entendo a questão da modéstia. Se um cara tem uma imaginação má, isso é problema dele e não meu. Porque é que tenho de me vestir de uma certa forma por causa dele? “

Se você for uma mulher jovem que tenha se cansado do modo como os caras muitas vezes tratam as mulheres, e perguntou o que poderia ser feito para restaurar um sentimento de respeito, saiba que sua arma número um para reformar o mundo é a modéstia.

O problema é este: Muitos homens hoje não sabem como se relacionar com as mulheres. Mas, o remédio para esta doença está nas mãos das mulheres. “Em última análise, parece que só os homens podem ensinar outros homens como se comportar em torno de mulheres, mas os homens têm de ser inspirados pelas mulheres em primeiro lugar, inspirados o bastante para pensar que vale a pena serem corteses com as mulheres”. (1)

Como isso vai acontecer? Bem, as mulheres jovens tendem a estar conscientes de que têm o poder de seduzir um homem. Mas algumas meninas estão conscientes de que a sua feminilidade pode ser usada para educar um rapaz. Pela forma como se veste uma menina (para não falar do jeito que ela dança), ela tem uma extraordinária capacidade para moldar um homem em um cavalheiro ou em uma besta.

Eu tenho lido dezenas de milhares de páginas sobre teologia e sexo, mas eu nunca aprendi como tratar uma mulher até que eu tive um encontro com uma que se vestia modestamente. Foi cativante, e eu percebi pela primeira vez que a roupa imodesta impede de ver uma mulher por quem ela é. Trajes imodestos podem atrair um homem pelo corpo da garota, mas desviá-lo de vê-la como uma pessoa. Nas palavras de um homem, “Se você quer um homem para respeitar-te, e talvez até se apaixonar por você, então você deve mostrar a ele que você se respeita e que você reconhece a sua dignidade diante de Deus“. (2)

Quando uma mulher veste-se modestamente, inspira o homem de uma forma que eu não estou envergonhado de dizer que eu não consigo explicar. Eu suponho que é seguro dizer que isso transmite o seu valor para nós. Quando uma mulher veste-se modestamente, eu posso levá-la a sério como uma mulher porque ela não está preocupada com clamar por atenção. Tal humildade é radiante. Infelizmente, muitas mulheres estão tão preocupadas em virar a cabeça dos homens que elas ignoram o seu poder de transformar os nossos corações.

Às vezes feminilidade é confundida com fraqueza, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Uma mulher que é verdadeiramente feminina está bem ciente de que ela poderia se vestir como uma coleção de partes do corpo, e receber inúmeros olhares dos rapazes. Mas ela tem a força para deixar algum espaço para o mistério. Ela vale esperar para ver, e ela sabe disso. Ela confia no tempo de Deus, e ela sabe que não precisa embasbacar homens, a fim de capturar a atenção do homem que Deus tem planejado para ela.

O Papa João Paulo II disse na sua carta sobre a dignidade das mulheres, “Está chegando a hora em que a vocação da mulher será reconhecida em sua plenitude, a hora em que as mulheres adquirem no mundo uma influência, um efeito e um poder até então nunca alcançado. É por isso que, neste momento, quando a raça humana está sofrendo uma transformação tão profunda, as mulheres imbuídas de um espírito do Evangelho podem fazer muito para ajudar a humanidade a não cair.” (3)

Então, o que é modéstia? Para começar, não é sobre parecer tão feio quanto possível. Trata-se de tomar a beleza natural da mulher, e utilizá-la para irradiar uma mensagem mais profunda sobre a sua identidade. Ela é uma filha do rei do céu, e os seus trajes, posturas, maneirismos não devem distrair disso. Ela está consciente de que seu corpo é um templo do Espírito Santo, e que seu ventre (e seu corpo inteiro) é sagrado. Isto traz uma certa humildade do corpo, uma vez que humildade é a atitude correta perante a grandeza. Neste caso, é a grandeza de ser feita à imagem e semelhança de Deus.

Isso não é um “eu sou mulher, ouça-me rugir!”, mas um sentimento sereno de não necessitar buscar cegamente a atenção. Claro, a maioria dos caras vai ficar de boca aberta para a mulher que se veste de maneira provocante, mas no seu coração, você quer atrair olhares estúpidos ou quer ser amada? Você quer amor verdadeiro. Mas quando uma menina se veste imodestamente ela muitas vezes não percebe que está atirando no próprio pé, para encontrar a intimidade que ela anseia. Quando uma mulher usa roupas que não podem ser mais apertadas sem que cortem a circulação sanguínea, ela está enviando uma mensagem clara aos rapazes. Esta mensagem diz: “Ei rapazes, a melhor coisa sobre mim é o meu corpo.” Eles olham, e provavelmente irão concordar. Portanto, se o seu corpo é a melhor coisa sobre ela, toda sua essência está decaída. Se isso é o melhor que ela tem para oferecer, então por que ele deveria querer conhecer o seu coração, seus sonhos, seus medos, e sua família? Ele quer conhecer o seu corpo.

Vestir-se imodestamente também prejudica as chances de uma garota ser amada, devido ao tipo de pessoa que será atraída para ela, e como irá tratá-la. Pela maneira como a garota se veste, ela envia um convite silencioso para os homens para tratá-la do jeito que ela aparenta ser. Por exemplo, considere uma revista que eu vi recentemente em um quiosque no aeroporto: Na capa era uma mulher vestindo uma saia curta que poderia ser confundida com um cinto largo. Seu top hermeticamente apertado era apenas do tamanho de um guardanapo desdobrado, e em grandes letras em negrito em toda a superfície da blusinha estava escrito “Suzie (ou qualquer que seja o seu nome – Não me lembro) quer que os homens a respeitem!”. Eu desejei-lhe boa sorte e caminhei para o meu portão de embarque (depois de cobrir a revista com algumas edições da Quilty Digest. Considero isto uma obra de misericórdia – vestir os nus). Embora uma garota mereça respeito, não importa o que ela use, um rapaz pode dizer o quanto uma garota respeita a si mesma pelo modo como ela está vestida. Se ela não respeita a si própria, provavelmente os homens irão se guiar por sua conduta.

Eu realmente acredito que, no coração de uma mulher, não há desejo de parecer sexy. Existe um desejo de receber atenção, carinho e amor? Certamente. Mas, existe um desejo de ser reduzida a um objeto sexual? Nenhuma garota quer isso, mas muitas o fazem para receber gratificação emocional. Agora, quando uma garota coloca uma blusinha apertadíssima deixando a barriga de fora e mostrando o umbigo, ela não está pensando em como pretende levar os homens ao pecado. A garota pensa, “A mulher na capa da revista usou isso, e isso faz com que os homens virem-se para olhar. Então, se eu usar isso, vão olhar para mim, e eu poderia conhecer um cara legal”. De forma mais simples: “Eu quero ser amada.”

Então, vamos assumir que uma garota vestida provocadoramente atravesse o caminho de um homem realmente bom. O homem que ela anseia encontrar não é melhor por causa da sua roupa. Devido ao fato dos homens serem mais estimulados visualmente do que as mulheres, a falta de pudor pode facilmente acionar pensamentos concupiscentes. Quando um homem impuro abriga estas idéias que vêm à mente, a nossa sensualidade nos separa de Cristo, fonte de amor incondicional. Será que uma mulher realmente deseja separar os homens da fonte do amor incondicional que ela busca? Se não, então porque não optar pela roupa mais modesta? Não há nada de errado em usar coisas que fazem você parecer atraente, mas como uma mulher cristã, roupas sedutoras e sexy não devem ser parte do seu armário. Se o seu coração está dizendo, “Isso é muito curto?” ou “Isto parece muito apertado?” Ouça essa voz, porque ela já respondeu a sua pergunta.

Peço-vos para ouvir esta voz para seu bem e para o nosso. Para o seu bem, saiba que como um fosso rodeia um castelo, a modéstia guarda o tesouro da castidade. Para o nosso próprio bem, lembremos quando Caim matou Abel lá em Gênesis: quando Deus perguntou onde estava seu irmão, Caim respondeu, “Eu sou o guardião do meu irmão?” Da mesma maneira, é muito fácil para os rapazes e as moças eximirem-se da responsabilidade que temos de levar um ao outro para a pureza. Precisamos adotar a atitude de São Paulo Apóstolo, e viver de forma a não fazer nada que provoque o tropeço de seu irmão (Rom. 14,21).

Algumas garotas gastam mais energia tentando fazer com que os rapazes as notem (mesmo que elas não tenham interesse nos caras) do que tentando centrar a atenção de jovens homens em Deus. Como uma mulher de Deus, use a beleza de sua feminilidade para capturar almas para Deus. Não há nenhum problema com parecer atraente. Os problemas surgem, porém, quando o vestuário (ou a falta dele) é usado de uma forma desonesta, ou quando uma pessoa cai em vaidade e excesso de preocupação com parecer perfeita. Seu corpo é precioso aos olhos de Deus, e você não precisa parecer uma deusa para merecer amor.

(1.) Shalit, A Return to Modesty, p. 157.
(2.) Mike Mathews, “Sexy Fashions? What Do Men Think?” Lovematters.com, p. 10.
(3.) João Paulo II, Mulieris Dignitatem (Intro), op. cit., p. 44

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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