Artigo da ‘Catolicismo’ Categoria

* Exorcismo: Doença psíquica ou ação do maligno?

domingo, fevereiro 28th, 2010

Jesus Cristo veio para anunciar e inaugurar o Reino de Deus no mundo e nos homens. Os homens têm uma capacidade de acolher a Deus em seus corações (Rm 5,5). Esta capacidade de acolher a Deus está, entretanto, ofuscada pelo pecado; e às vezes no homem o mal ocupa o lugar onde Deus quer viver.

Por isto Jesus Cristo veio libertar o ser humano do domínio do mal e do pecado, e assim também de todas as formas de domínio do maligno, isto é, do diabo e de seus espíritos malignos chamados demônios, que querem desviar o sentido da vida do homem.

Por esta razão, Jesus Cristo expulsava os demônios e livrava os homens da possessão dos espíritos malignos, para abrir espaço no homem, de maneira que, este último, tenha a liberdade para Deus. Ele quer dar seu Espírito Santo ao homem que é chamado a converter-0se em templo (cf. 1Cor 6,19; 1Pe 2,5) para dirigir seus passos (cf. Rm 8,1-17; 1Cor 12,1-11; Gl 5,16-26) para a paz e a salvação.

O ministério da Igreja

- É aqui que entra a Igreja e seu ministério.

A Igreja está chamada a seguir a Jesus Cristo e recebeu o poder, da parte de Cristo, de continuar sua missão em seu nome. Assim a ação de Cristo para libertar o homem do mal será exercida através do serviço da Igreja e de seus ministros ordenados, delegados do Bispo para cumprir os sagrados ritos dirigidos a libertar os homens da possessão do maligno.

O exorcismo é, pois, uma antiga e particular forma de oração que a Igreja utiliza contra o poder do diabo.

Eis aqui como o Catecismo da Igreja Católica explica o que é o exorcismo e como se exerce:

“Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra as armadilhas do maligno e subtraída de seu domínio, fala-se de exorcismo.

Jesus o praticou (Mc 1,25s), dEle tem a Igreja o poder e o ofício de exorcizar (cf. Mc 3,15; 6,7.13; 16,17). De forma simples, o exorcismo tem lugar na celebração do Batismo.

O exorcismo solene só pode ser praticado por um sacerdote e com permissão do bispo. Nesses casos é preciso proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja.

O exorcismo tenta expulsar os demônios ou libertar do domínio demoníaco graças à autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, principalmente psíquicas, cujo cuidado pertence à ciência médica. Portanto, é importante assegurar-se, antes de celebrar o exorcismo, de que se trata de uma presença do Maligno e não de uma doença (cf. Código de Direito Canônico, cân. 1172)”. (Catecismo da Igreja Católica, n. 1673).

A obsessão e suas características

A Sagrada Escritura nos ensina que os espíritos malignos, inimigos de Deus e do homem, desenvolvem sua ação de diversas maneiras; entre elas está a obsessão diabólica chamada também possessão diabólica. Entretanto, a obsessão diabólica não é o modo mais freqüente como o espírito das trevas exerce sua influência.

A obsessão tem características de espetacularidade e nela o demônio se apodera, de um certo modo, das forças e das atividades físicas da pessoa que padece a possessão. Não pode, entretanto, apoderar-se da livre vontade do sujeito, e por isso o demônio não pode comprometer a vontade livre da pessoa possuída até o ponto de faze-la pecar.Esta violência física que o diabo exerce no obsesso é uma incitação ao pecado, que é o que o diabo busca lograr.

O ritual do exorcismo indica diversos critério e indícios que permitem chegar, com prudente certeza, à convicção de quando se tem diante de si uma possessão diabólica. Então o exorcista autorizado poderá realizar o solene rito do exorcismo.

Entre estes critérios encontram-se: falar ou entender muitas palavras em línguas desconhecidas, evidenciar coisas distantes ou inclusive escondidas, demonstrar forças além da própria condição, e isto junto com a aversão veemente a Deus, à Virgem, aos Santos, à Cruz e às imagens santas.

Vale a pena destacar que para poder realizar o exorcismo é necessária autorização do Bispo diocesano, autorização que pode ser concedida para um caso específico ou também de modo geral e permanente ao Sacerdote que exerce na diocese o ministério de exorcista.

O Ritual do Exorcismo

O Ritual Romano continha, em um capítulo específico, as indicações e o texto litúrgico dos exorcismos. Este capítulo era o último e ficou sem ser revisado depois do Concílio Vaticano II. a redação final deste Rito dos Exorcismos exigiu muitos estudos, revisões, atualizações e modificações com várias consultas das Conferências Episcopais, depois de uma análise de parte de uma Assembléia Ordinária da Congregação para o Culto Divino. O trabalho exigiu 10 anos e deu como resultado o texto atual, aprovado pelo Sumo Pontífice, que está publicado e à disposição dos Pastores e dos fieis da Igreja.

Ficará ainda pendente um trabalho que compete às respectivas Conferências Episcopais: e é o da tradução deste Ritual às línguas faladas nos respectivos territórios; estas traduções deverão ser exatas e fiéis ao original em latim e deverão ser postas, segundo a norma canônica, à “recognitio” (ao reconhecimento) da Congregação para o Culto Divino.

O exorcismo

No ritual que hoje apresentamos encontra-se, antes de tudo, o rito do exorcismo propriamente dito, a ser exercitado sobre uma pessoa possessa. Seguem as orações a recitar-se publicamente por um sacerdote, com a permissão do Bispo, quando se julga prudentemente que existe uma influência de Satanás sobre lugares, objetos ou pessoas, sem chegar ao estado de uma possessão própria e verdadeira.

Há, além disso, uma coleção de orações para recitar de forma privada por parte dos fiéis, quando estes suspeitam com fundamento de estarem sujeitos ou sob influência diabólica.

O exorcismo tem como ponto de partida a fé da Igreja, segundo a qual existem Satanás e os outros espíritos malignos, e que sua atividade consiste em afastar os homens do caminho da salvação. A doutrina católica nos ensina que os demônios são anjos caídos por causa do pecado, que são espíritos de grande inteligência e poder: “Entretanto, o poder de Satanás não é infinito. Não é mais do que uma criatura, poderosa pelo fato de ser puramente espírito, mas sempre criatura: não pode impedir a edificação do Reino de Deus.

Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora sua ação cause graves danos -de natureza espiritual e indiretamente inclusive de natureza física – em cada homem e na sociedade, esta ação é permitida pela divina providência que com força e doçura dirige a história do homem e do mundo. Porque Deus permite a atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que em todas as coisas Deus intervém para bem dos que o amam” (Rm 8, 28)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 395).

Luta, graça e vitória

A presença do diabo e de sua ação, explica a advertência do Catecismo da Igreja Católica : “Esta situação dramática do mundo que “jaz inteiramente sob o poder do maligno” (1 Jo 5, 19), faz da vida do homem um combate: “Através de toda a história do homem estende-se na dura batalha contra os poderes das trevas que, iniciada já na origem do mundo, durará até o último dia segundo diz o Senhor.

Nesta luta, o homem deve combater continuamente para aderir-se ao bem, e não sem grandes trabalhos, com a ajuda da graça de Deus, é capaz de alcançar a unidade em si mesmo” (Concilio Ecumênico Vaticano II, Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Atual, Gaudium et spes, n. 37,2)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 409).

A Igreja está segura da vitória final de Cristo e portanto, não se deixa levar pelo medo ou pelo pessimismo, mas ao mesmo tempo é consciente da ação do maligno que busca nos desanimar e semear a confusão.

“Tenham fé -diz o Senhor- Eu venci o mundo!” (Jo. 16,33). Nesse marco encontram seu lugar os exorcismos, expressão importante, embora não única, da luta contra o maligno.

* 200 mil pessoas visitam corpo de Santo Antônio de Pádua em cinco dias.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010

Cerca de 200 mil pessoas foram à Basílica de Santo Antônio de Pádua de 15 a 20 de fevereiro para acompanhar a ostensão excepcional do corpo do santo.“O surpreendente é que todas essas pessoas – era uma procissão interminável – tinham a percepção clara, não de encontrar-se diante de um morto, um esqueleto ou alguns ossos, mas perante uma pessoa que está viva”, explicou à Rádio Vaticano o vigário geral da diocese de Pádua, Dom Paulo Doni.

As oitenta horas de exposição dos restos mortais de Santo Antônio provocaram “um movimento espontâneo por parte de muitas pessoas, e não só da cidade e da diocese, mas de muitos outros lugares da Itália e também do exterior”, disse.

Para o bispo, a resposta à ostensão excepcional mostra que “as pessoas têm uma grande necessidade de ter um ponto de referência espiritual, de uma pessoa”.

E se deve “à presença de uma pessoa – neste caso Antônio – que não é do passado, mas do presente”, segundo “a grande verdade que é a comunhão dos santos”, que “supera o tempo e o espaço”.

Segundo o vigário geral de Pádua, Santo Antônio de Pádua representou, em seu tempo e ainda hoje, o amor aos pobres, à justiça e à lei.

Os restos mortais de Santo Antônio foram expostos na Capela das Relíquias da Basílica Pontifícia do santo em Pádua.

O Corpo de Santo Antônio esteve visível em uma urna de vidro, depois de 29 anos de seu último reconhecimento canônico e médico-científico, em 1981, 750 anos depois da morte do santo.

A ostensão da semana passada coincidiu com a festa litúrgica do traslado de Santo Antônio, que se celebra a 15 de fevereiro. A festa recorda o primeiro traslado do corpo do santo, que teve lugar a 8 de abril de 1263, por obra de São Boaventura (que encontrou naquela ocasião a língua incorrupta), e a de 15 de fevereiro de 1350, quando a tumba do santo ocupou seu lugar definitivo na atual Capela da Arca.

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A força da fé e da fé católica !

* Total de católicos no mundo: 1,166 bilhões !

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010
O Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, e o Arcebispo Fernando Filoni, Substituto para os Assuntos Gerais, apresentaram no fim de semana ao Papa Bento XVI a edição do Anuário Pontifício de 2010. Neste documento se indica, entre outros importantes dados, que os católicos no mundo aumentaram em 19 milhões.

Entre 2007 e 2008, assinala o anuário, os católicos no mundo passaram de 1,147 bilhões para 1,166 bilhões, com um aumento de 19 milhões de fiéis, quer dizer, 1,7 por cento.

Destaca-se ademais que em 2009, o Papa erigiu 8 sedes episcopais e uma prelatura territorial; foi elevada a diocese uma prelatura territorial e 3 prefeituras a vicariatos apostólicos. Do mesmo modo, nomearam-se 169 novos bispos.

Entre 2007 e 2008 os bispos passaram de 4 946 a 5 002. Por isso concerne ao número de presbíteros, tanto diocesanos como religiosos, aumentaram nos nove últimos anos, passando de 405 178 em 2000 a 409 166 em 2008.

A dinâmica desta cifra, entretanto, é distinta em cada continente: enquanto na África, Ásia e América crescem as vocações sacerdotais, na Europa diminuíram, passando de 51,5 por cento aos 47,1 por cento, e na Oceania se mantêm estáveis.

Entre o pessoal que colabora na atividade pastoral dos bispos e sacerdotes, as religiosas constituem o grupo mais numeroso. Se em 2000 eram 801 185, em 2008 passaram a ser 739 067. Na Europa e América se concentra a maior porcentagem de religiosas: 40,9 por cento e 27,5 por cento, respectivamente.

As maiores diminuições se percebem nestes continentes e na Oceania, enquanto que na África e na Ásia aumentaram 21,2 por cento e 16,4 por cento, respectivamente. Embora estes números rebatam o decréscimo, não chegam a anulá-lo totalmente.

Em relação aos candidatos ao sacerdócio, houve um aumento, passando de 115 919 em 2007 a 117 024 em 2008, com uma evolução diferente em cada continente. Enquanto na África, Ásia e Oceania cresceram respectivamente 3,6 por cento, 4,4 por cento e 6,5 por cento, na Europa diminuíram 4,3 por cento e América se mantém invariável.

* Veja dados estatisticos da Igreja no mundo – atualizados – pelo Anuário Pontifício.

domingo, fevereiro 21st, 2010

Entre 2007 e 2008, o número de fiéis batizados no mundo aumentou consideravelmente, passando dos 1,147 bilhões para 1,166 bilhões, um aumento total de 19 milhões de fiéis e percentual de 1,7%. Comparando estes dados com a evolução da população mundial no mesmo período, que passou de 6,62 para 6,70 bilhões de pessoas, se observa que a incidência de católicos a nível mundial teve um ligeiro aumento, entre 17,33 e 17,40 por cento.

Este é apenas um dos dados apresentados pelo Anuário Pontifício 2010.
As estatísticas referentes ao ano de 2008 fornecem uma análise sintética das principais tendências relativas à Igreja Católica nas 2.945 circunscrições eclesiásticas do planeta.A partir de 2009, foram erigidas pelo Santo Padre oito novas sedes episcopais e uma Prelazia; uma Prelazia foi elevada a Diocese e três Prefeituras a Vicariatos Apóstolos. No total, foram nomeados 169 novos bispos.

Entre 2007 e 2008, o número de bispos aumentou globalmente em 1,13%, passando dos 4.946 para 5.002. O aumento foi significativo na África (+ 1,83%) e nas Américas (1,57%), enquanto na Ásia (1,09%) e na Europa (0,70%) os valores estão bem abaixo da média global. A Oceania registrou, no mesmo período, uma taxa de variação de -3%. No entanto, tal diferença não causou alterações significativas na distribuição dos bispos por continente.

A situação numérica dos sacerdotes, seja diocesanos ou religiosos, continua a mostrar, globalmente, uma evolução positiva, mas ainda moderada e em torno de 1% no período entre 2000 e 2008.

Os sacerdotes, diocesanos e religiosos, de fato, aumentaram nos últimos nove anos, passando de 405.178 em 2000 para 408.024 em 2007 e 409.166 em 2008. A distribuição do clero entre os continentes, em 2008, é caracterizada por uma elevada prevalência de padres europeus (47,1%), enquanto os americanos são 30%; o clero asiático responde por 13,2%, o africano por 8,7% e o da Oceania por 1,2%.Entre 2000 e 2008, não se alterou a incidência relativa aos sacerdotes na Oceania; ao contrário, cresceu o número do clero africano, asiático e americano, enquanto o clero europeu visivelmente diminuiu de 51,5 para 47,1%.

No rol dos trabalhadores religiosos que auxiliam a atividade pastoral dos bispos e padres, os religiosos professos constituem o grupo de maior peso numérico. Tais religiosos, que eram 801.185 no mundo todo em 2000, diminuíram gradualmente, de tal modo que, em 2008, havia 739.067 (com uma diminuição relativa no período de 7,8%). Destaca-se que o grupo mais numero de religiosos professos encontra-se na Europa (40,9%) e na América (27,5%), e que as diminuições mais significativas ocorreram igualmente na Europa (- 17,6%) e na América (-12,9%), assim como na Oceania (-14,9%), enquanto na África e na Ásia houve um aumento significativo (+21,2% e 16,4%, respectivamente), que contrabalançaram a redução antes apresentada, mas não ao ponto de anulá-la.

Em nível global, o número de candidatos ao sacerdócio aumentou, passando de 115.919 em 2007 para 117.024 em 2008. No biênio, houve uma taxa de crescimento de cerca de 1%. Esta mudança foi positiva na África (3,6%), na Ásia (4,4%) e na Oceania (6,5%), enquanto a Europa registrou uma diminuição de 4,3%. A América apresenta uma situação de estabilidade.

Apresentação ao Papa

Os dados foram apresentados ao Santo Padre na manhã deste sábado, 20, pelo secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, e pelo substituto do secretário de Estado para Assuntos Gerais, Dom Fernando Filoni.

A redação do novo anuário esteve aos cuidados do responsável do Escritório Central de Estatísticas da Igreja, monsenhor Vittorio Formenti, do professor Enrico Nenna e de outros colaboradores.

O complexo trabalho de impressão esteve aos cuidados de Dom Pedro Migliasso, S.D.B., Antonio Maggiotto e Giuseppe Canesso, respectivamente Diretor Geral, Diretor Comercial e Diretor Técnico da Tipografia Vaticana.

O Santo Padre expressou sua gratidão, mostrando grande interesse pelos dados apresentados e expressando sua grande gratidão a todos os que contribuíram para a nova edição do Anuário.

* Católicos do Brasil: O que Deus espera de nós diante dos desafios de nossa sociedade?

domingo, fevereiro 21st, 2010

Pe. Demétrio Gomes da Silva

A cada dia intensifica- se um laicismo anti-católico no Ocidente, uma afronta a nossas raízes cristãs. No entanto, não percebemos uma reação forte por parte dos católicos. Podemos notar que também no Brasil o mesmo é crescente.

A Igreja é colocada cada vez mais como a vilã da história e da sociedade, contrária ao progresso, etc. Tudo isso, porque tem a coragem de denunciar seu comportamento pecaminoso no que fere a lei de Deus, inscrita no coração de cada homem: aprovação ao aborto, a união legal de pessoas de mesmo sexo – com adoção de crianças -, manipulação genética de embriões – como se fossem seres descartáveis -, inseminação artificial, eutanásia, suicídio assistido, controle egoísta da natalidade, distribuição de camisinhas e de pílulas do dia seguinte aos jovens etc.

A Igreja Católica, que é a Lumem gentium (Luz dos povos) faz a Luz de Cristo brilhar nas trevas deste mundo, missão que o Senhor lhe confiou, mas as trevas gritam contra ela. “… a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam. .. Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu” (Jo 1, 4-10).

Em nosso Brasil, a maioria do povo diz ser católica, nossas raízes são católicas, nossa cultura e nossa tradição são católicas, mas esse povo infelizmente é quase analfabeto em doutrina, e muitas vezes alienado da realidade política e social; isso o deixa a mercê das seitas e de minorias que desejam implantar ideologias contrárias à fé da maioria. Esse povo bom, mas inculto, que na sua maioria não lê um jornal ou revista, e só se informa pela televisão, facilmente se deixa enganar até mesmo por um governo que propõe medidas ofensivas a moral católica, como acontece agora com o Plano Nacional de Direitos Humanos – 3, que é desumano.

Este Plano, por exemplo, propõe a aprovação do aborto, do casamento de pessoas do mesmo sexo com adoção de filhos, a retirada dos símbolos religiosos católicos das repartições públicas, restringe a livre expressão das idéias, incentiva as invasões de propriedades alheias, limita a ação da justiça nas reintegrações de posse a seus legítimos donos, sugere a revisão da Lei da Anistia, ameaçando agitar a sociedade etc.

No entanto, em que pese toda manifestação dos bispos, a maioria da população católica parece ainda inerte, imóvel, omissa, como se nada estivesse acontecendo. Ou não toma conhecimento dos fatos ou o ignora de maneira alienante. Também grande parte do povo católico se satisfaz com o pão e o circo oferecidos pelo governo que age de maneira imoral.

Esse povo não reage nem mesmo quando a fé católica é ofendida, a Igreja atacada, os sacramentos profanados, os santos ridicularizados e muitas vezes caricaturados, etc.

Estamos sofrendo uma guerra declarada. Já vivemos um martírio incruento, e não será surpresa se em breve se tornar cruento, também em nosso país, como acontece hoje na Índia, no Iraque, na Arábia Saudita etc., onde milhares de cristãos são mortos pelo simples crime de seguirem a Jesus Cristo.

Como unir e acordar esse povo católico, para que de maneira organizada e ordeira enfrente essa onda anti-católica que atravessa o mundo e também o Brasil?

Em nossa Igreja no Brasil, (…) acabamos abandonando os postos chaves na sociedade que outrora ocupávamos: as universidades, os laboratórios científicos, o mundo da cultura etc. Deixamos, assim, espaço aberto para que os marxistas pudessem fazer a cabeça daqueles que são hoje a cabeça da sociedade.

É preciso levar o povo católico a conhecer a verdade, ser informado, e deixar de ser manipulado; este é o grande desafio atual. Pensamos que a Igreja é capaz de furar essa crosta que impede esse povo bom e desinformado de tomar conhecimento e participar da luta contra, por exemplo, esse PNDH, porque a mídia jamais vai fazer isso. Como diz Pe. Paulo Ricardo “há uma espiral de silêncio” que precisa ser quebrada.

Temos que unir forças. Voltar a conquistar estes meios. Construir uma rede com as pessoas boas – não só na intenção, mas com qualidade espiritual, humana, profissional – e organizar com inteligência nosso apostolado. Temos a firme esperança aí que não contamos somente com meios humanos, e, por isso, devemos ser audazes. Nesse sentido, não podemos esquecer que, antes de qualquer técnica de ação, devemos estar inteiramente unidos a Deus através de nossas armas sobrenaturais. Daí deve derivar, diante de tudo, um profundo otimismo, não ingênuo, mas espiritual, fruto da convicção de que com Ele nos tornamos onipotentes.

Os filhos das trevas são os que deveriam tremer diante de nós, pois nossas armas são muitíssimo mais eficazes. Além de todo auxílio sobrenatural – que nos torna infinitamente superiores nesta guerra -, temos nossos púlpitos – quantos brasileiros vão a Santa Missa dominical! -, temos vários meios de comunicação – TV, jornais, internet -, e contamos – apesar de tudo – com grande credibilidade por parte de nosso povo brasileiro: eles confiam na Igreja!

O que fazer de concreto? Além da luta pela santidade – que é o que mais conta - já que é o Senhor o protagonista dessa luta -, devemos estreitar nossa rede de contato. Tentar entrar mais nesses meios que possuímos. Mais encontros de formação, retiros para os intelectuais, universitários, cientistas, jornalistas para atingir o povo.

É urgente levar esse povo católico, em massa, a participar, escrever às autoridades, aos políticos, fazer manifestações organizadas e ordeiras; sim, esse povo que vai à Missa, a grupos de oração, que participa dos novos Movimentos e das novas Comunidades, que prega o Evangelho da salvação pelo Rádio, pela TV, pela internet, etc. Aqui entra, sem dúvida, o papel importante das televisões católicas. Enfim, é preciso uma ação unida, coordenada, de todos os católicos frente a tudo que estamos vendo de errado sobre bioética, corrupção, PNDH, etc.

É preciso envolver  as realidades que querem ser fiéis à Igreja (Opus Dei, Regnum Christi, Comunhão e Libertação, Caminho Neocatecumenal, Cursilhos de Cristandade, Renovação Carismática, Equipes de Nossa Senhora, Serra Clube etc.) e Comunidades de Vida (Canção Nova, Shalom, Obra de Maria etc.), incluindo também as paróquias e dioceses; além dos políticos católicos. Revelar ao mundo a unidade transcendental da Igreja, que nos une por cima de toda diferença. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos…” (Jo 13,35).

É claro que isso é algo difícil, muito difícil, mas se todos nos mobilizarmos no sentido de buscar essa união podemos fazer algo. Será preciso “grandeza de alma” para se colocar as exigências do Reino de Deus acima das nossas. Não adianta permanecermos entre nós com choros e lágrimas, como se fossemos uma “equipe de consolo mútuo”. Muita gente silenciosa está descontente com tudo isso; é preciso envolvê-los. Há muitos sites na internet que mostram isso. E esse é um instrumento poderoso de articulação hoje.

Os inimigos da Igreja estão articulados e as forças da Igreja estão esparsas; esse é o problema. Receamos que se não fizermos algo hoje, amanhã talvez seja tarde, e quem sabe as leis não nos permitam amanhã pregar contra a homossexualidade, o aborto, o sexo livre, … e tudo o que é contrário à lei de Deus.

Sabemos que a audácia dos maus se alimenta da omissão dos bons. Não podemos fugir deste mundo, e muito menos simplesmente condena-lo. Jesus disse que não veio para condenar o mundo, mas para salva-lo; a nós cabe fazer o mesmo.

Ao vislumbrar o terceiro milênio da cristandade, o Papa João Paulo II convocou os cristãos para “pescar em águas mais profundas”, onde se encontram peixes mais numerosos e maiores.  João Paulo II e Bento XVI nos enviam para alto mar (“duc in altum”). E para isso é preciso estarmos preparados; o mar é bravio, podem surgir as tempestades a qualquer momento, ondas altas, vento forte, ameaçando virar a barca.

Não podemos mais ficar pescando na praia, com varinha de bambu, linha fina e anzol pequeno. A evangelização, a conversão de almas para Deus, não é um passa-tempo; mas uma missão árdua, que precisa ser cumprida com esmero: preparo e oração. Não é fácil arrancar as presas dos dentes do lobo cruel e assassino. “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Mas, é preciso também o preparo. Paulo VI disse que a mediocridade ofende o Espírito Santo. Deus está pronto para mover os céus para realizar o que está além da nossa natureza, mas não moverá uma palha para fazer o que depende de nós. Ele faz o grão germinar, mas jamais virá preparar o solo e nele lançar a semente: “O Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti” (Santo Agostinho, Sermo 15,1).

O Papa João Paulo II na memorável vigília da Solenidade de Pentecostes no ano de 1998, mostrou a grande responsabilidade que têm, neste sentido, os novos Movimentos e as novas Comunidades:

“No atual mundo, frequentemente dominado por uma cultura secularizada que fomenta e propaga modelos de vida sem Deus, a fé de tantos é colocada à dura prova e frequentemente sufocada e apagada. Adverte-se, portanto, com urgência a necessidade de um anúncio forte e de uma sólida e profunda formação cristã. Como existe hoje a necessidade de personalidades cristãs maduras, conscientes da própria identidade batismal, da própria vocação e missão na Igreja e no mundo! E eis, portanto, os movimentos e as novas comunidades eclesiais: eles são a resposta, suscitada pelo Espírito Santo, a este dramático desafio no final do milênio. Vós sois esta providencial resposta”.

O mundo expulsa Deus cada vez mais; o secularismo toma conta da cultura, da mídia, da moda etc., a chama da fé é cada vez mais apagada nos lares, nas escolas e nas oficinas. O Papa pede “uma sólida e profunda formação cristã”. Sem isso não será possível pescar em águas profundas. Sem um bom conhecimento da doutrina, do Catecismo da Igreja especialmente, não poderemos dar ao mundo “a razão da nossa fé” (cf. 1Pe 3,15).

O Papa pede também “personalidades cristãs maduras”, certamente não só sacerdotes e bispos, mas leigos preparados, capazes de adentrar aos muros às vezes adversos das universidades, cinema, teatro, música, artes, meios de comunicação, política etc.

Ao lançar a Igreja em direção ao novo milênio, o Papa João Paulo II fez mais um forte apelo: “Uma nova evangelização!” . Se ele pediu uma “nova” é porque a anterior envelheceu; não certamente no seu conteúdo, mas na sua forma. Ele pediu: “com novo ardor, novos métodos e nova expressão”. O que significa isso?

Novo ardor, certamente no fogo do Espírito Santo que tem suscitado os movimentos e as Comunidades que brotam a cada dia. Sem esse “fogo” do céu, não haverá nova evangelização. Façamos sim planos e reuniões, projetos e programas, mas sob o fogo do Espírito, sem o qual tudo não passará de letra morta. Quanto tempo e energia já se perdeu por falta desse ardor do Espírito!

Novos métodos é certamente o que temos visto nas Comunidades e Movimentos: uma evangelização com um jeito novo: nas casas, nos rincões, pelas rádios, TVs, jornais, revistas, encontros, seminários, adorações, acampamentos de oração e estudo… É a “Primavera da Igreja” como dizia João Paulo II.

Nova expressão, uma nova maneira de viver o Evangelho, não mais individualista, mas em grupo, em comunidade, comprometidos conjuntamente com o trabalho do Reino do céu, na fraternidade, na correção fraterna, no amor mútuo, no compromisso com Deus e com a Igreja, “cum Petro e sub Petro”.

Vemos assim que a Igreja acredita profundamente nas Comunidades e Movimentos novos, que precisam se preparar, como verdadeiras “Companhias de Pesca”, e se lançarem sem medo, em nome do Senhor, em águas mais profundas, e buscar os grandes peixes.

* STJ condena pai por batizar filho sem consentimento da mãe.

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

A Terceira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou um pai a pagar R$ 5 mil por ter batizado o filho na Igreja Católica sem o consentimento da mãe da criança, no Rio de Janeiro.

Os ministros do STJ entenderam que ao tirar o direito da mãe de presenciar a celebração, o pai cometeu ato ilícito e ocasionou danos morais, de acordo com os termos do artigo 186 do Código Civil, de 2002. O julgamento foi realizado na semana passada, mas só foi divulgado nesta quarta-feira.

O pai, que é separado da mulher, batizou a criança aos dois anos de idade, no dia 24 de abril de 2004. De acordo com o site do STJ, a mãe só tomou conhecimento da cerimônia sete meses depois.

A mãe recorreu ao STJ contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que anulou a sentença que havia condenado o pai da criança ao pagamento de R$ 3 mil, a título de compensação por danos morais.

Segundo a relatora no STJ, ministra Nancy Andrighi, mesmo considerando que os pais são separados judicialmente e que não possuem relacionamento amistoso entre si, as responsabilidades sobre os filhos menores devem ser igualmente repartidas.

* Sul da África: O papel da Igreja na Assistência aos doentes de AIDS.

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

África e os números de infectados pela Aids

África e os números de infectados pela Aids

Na África do Sul, o programa ‘Alívio à AIDS’ (AidsRelief), foi oficialmente assumido pela Conferência Episcopal do Sul da África, que engloba os bispos da África do Sul, Botsuana e Suazilândia.

O evento premia o esforço e os resultados da Igreja Católica na assistência à maior população do mundo contagiada pelo vírus HIV” – comentou Ruth Stark, representante do CRS (Catholic Relief Services, a Caritas dos EUA), em uma cerimônia em Johanesburgo.

‘AidsRelief’ fornece cuidados e assistência a mais de 60 mil doentes nos três países que detêm os mais elevados índices de infecção pelo hiv.

O programa é financiado pelo Plano Presidencial de Emergência para a AIDS, cujas verbas são enviadas à África do Sul pelo CRS.

Irmã Alison Munro é a responsável por este setor, na Conferência. Em Johanesburgo, ela se disse muito orgulhosa e grata às pessoas que trabalham no território dedicando seu tempo e assistência às crianças, nas aldeias. “A seriedade e o compromisso de nosso pessoal estão à altura de desafios incríveis, em meio a situações muito difíceis. É o seu trabalho que nos mantém” – disse, agradecendo-as.

A religiosa recordou que a Igreja sul-africana é coadjuvada, nesta obra, por entidades católicas da Irlanda, Holanda, Inglaterra e Gales. O programa é destinado principalmente às crianças, e mesmo consciente de ser ‘uma gota no oceano’, Irmã Alison ressalva que “seu efeito-dominó é impossível de se definir”.

Graças à distribuição gratuita de medicamentos antiretrovirais, a maior parte das pessoas inseridas no programa consegue sobreviver à doença e viver sua existência com dignidade.

Na África do Sul, a poligamia é permitida e faz parte da cultura zulu: uma prática que tem sido criticada por ativistas que lutam pela prevenção do HIV/Aids. Ao menos 5,7 milhões de sul-africanos estão infectados com o vírus.

Fonte: Rádio Vaticana.

* Hospitais católicos representam 26 por cento de estruturas de saúde do mundo.

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

O Pontifico Conselho para a Pastoral da Saúde (PCPS), no marco de seu 25º aniversário de fundação, deu a conhecer que a Igreja católica administra e serve 26 por cento dos centros hospitalares e de ajuda na área da saúde que existem em todo mundo.

Conforme assinala a nota de imprensa, a Igreja tem “117 mil centros de saúde, incluindo hospitais, clínicas e casas de alojamento para órfãos”; assim como “18 mil dispensários e 512 centros” para a atenção de pessoas com lepra.

O presidente do PCPS, o Arcebispo Zygmunt Zimowski, assinalou que dentro das festividades pelo aniversário do dicastério, a ser realizada de 9 a 11 de fevereiro, oPapa Bento XVI  presidirá a Eucaristia de aniversário no dia 11 na Basílica de São Pedro, com ocasião da Festa de Nossa Senhora da Lourdes e no marco da 18º Jornada Mundial do Enfermo.

De igual maneira, explicou o Arcebispo, este Pontifício Conselho “promoveu um Simpósio Internacional (9 e 10 de fevereiro em Roma) no qual participam mais de 500 pessoas provenientes de 35 países.

O tema dos trabalhos será ‘A Igreja ao serviço do amor pelos que sofrem’”, titulo escolhido pelo Santo Padre em sua mensagem para a Jornada Mundial do Enfermo 2010.

***

De cabeça, que você lembre: quantos hospitais e serviços de saúde sua cidade tem ligados à Igreja?

Louvado seja Deus por essa informação.

O que ela revela?

A caridade de Cristo que se manifesta através do serviço da Igreja e a confirmação da palavra biblica de que a “fé sem obras é morta..”

Esse tipo de informação não sai na mídia, saem erros e fraquezas de alguns membros da igreja – que não devem ser escondidos se confirmados e se forem efetivamente crimes, como no caso da pedofilia – mas apresentados dentro de uma visão que contemple toda a verdade e não apenas aspectos dela.

Notícias  quase sempre apresentadas com o ranço do preconceito e da generalização injusta com a esmagadora maioria de irmãos fiéis a seu chamado, que demonstram pela doação de suas vidas no serviço dos doentes, por exemplo, que levam Deus e sua fé católica muito a sério, apesar de seus naturais limites.

Não queremos privilégios, queremos justiça e verdade.

A VERDADE!

* Atriz “deixa” fé católica em apoio ao irmão gay.

domingo, fevereiro 7th, 2010
Reuters

Atriz diz que ainda não se achou em nenhuma religião

***
A Atriz é uma das apresentadoras do maior prêmio do cinema, o Oscar

Assim que seu irmão se revelou gay, a atriz Anne Hathaway e toda sua família abandonaram a igreja católica para apoiá-lo em sua decisão.

A estrela de O Diabo Veste Prada admitiu em entrevista a revista britânica GQ que ainda está tentando descobrir suas crenças e alfineta as leis estipuladas pelo catolicismo.

- Por que eu deveria apoiar uma organização que tem uma visão limitada do meu amado irmão?

Hathaway está no elenco de Alice no País das Maravilhas ao lado de Johnny Depp.

Fonte R7

***

Noticias como essas referendam a percepção de que muitos “católicos”,de fato não conhecem sua fé.

Não é imcompatível o amor ao irmão – gay ou não – com a  desaprovação de eventual conduta moralmente questionável.

Pode-se amar, mesmo discordando.

A Igreja tem seus principios e seus fiéis não são obrigados a permanecerem caso não concordem. Neste caso o mais sensato é rever a visão pessoal de fé em seus fundamentos básicos,e, se for o caso, sair.

Não se pode é esperar que a Igreja vá se adaptando às demandas da modernidade, muitas delas absurdas, para não perder fiéis.

Uma fé bem alicerçada e fundamentada entende e CONCORDA com os principios da doutrina católica, a defende porque é condizente com a verdade objetiva e fidelidade a seu fundador, que é DEUS e não apenas um mestre de moral antigo e superável com o tempo.

Respeita-se decisões como essas, mas fica sempre a pergunta:  A  fé é algo adaptável às circunstâncias e ao momento? é descartável , onde escolho o deus ou a igreja que mais gosto ou que” me faz mais feliz” e não discordo de sua doutrina?

Existe algo de consistente em uma fé personalizada, onde cada um pega o que concorda e, como em um  supermercado, escolhe o que gosta e rejeita o que não concorda?

Afinal, que fé é essa?

* Católicas a favor do aborto? Católicas?

sábado, fevereiro 6th, 2010

Uma reflexão sobre a ONG “católicas pelo direito de decidir. que,como já afirmado pela Igreja, NÃO É UMA ASSOCIAÇÃO CATÓLICA.

***

Narlla Sales

Elas são católicas pelo direito de decidir…

Mas também são a favor do aborto, da utilização de métodos artificiais e abortivos para o planejamento familiar, o que elas chamam de “maternidade/paternidade responsável”.

Elas são católicas, ou melhor, se dizem católicas. Se partirmos do pressuposto de que homens e mulheres são iguais em dignidade, mas diferentes em suas necessidades, atribuições e identidade, a luta pela tão sonhada igualdade dos sexos é vã.

Reconheço a validade da luta de minhas irmãs pela garantia e efetivação de direitos particulares das mulheres. Isso faz toda diferença na vida das mães, das trabalhadoras, de mulheres que tem particularidades e, portanto, precisam de cuidados especiais.
Não por serem menores, incapazes, mas pela missão pessoal e identidade que cada uma traz em si.

Quando vejo pessoas se manifestarem, sejam católicos, protestantes ou de qualquer denominação cristã, faço um esforço para imaginar o próprio Jesus aconselhando uma mãe a abortar o seu filho ou incentivando um casal a valer-se da pílula – método abortivo, uma vez que bloqueia o processo de nidação – implantação do embrião no endométrio.

Não dá, não faz sentido. Jesus, por ser Caminho, Verdade e Vida, jamais se utilizaria de ironia para atribuir a morte dos santos inocentes a uma solução coerente para os problemas do mundo. Os problemas são claros, e, de fato, não devem ser ignorados. São sérios e precisam de atenção e trabalho. Precisam do meu sim e do seu sim. Entretanto, qual é a relação entre a solução destes com o aborto? Seriam as crianças, os bebês, causadores da desordem na humanidade?

O tal feminismo cria uma pseudo-imagem de mulher para ser copiada. E nós mulheres ficamos seduzidas e encantadas com essa desproporção de valores. Como se fosse saudável e belo ser o que não se é. O caminho de liberdade interior passa pela Verdade.
No caso das católicas pelo direito de decidir, percebo aí, nada mais do que a falta de Deus. Uma carência tão grande que as fazem especialistas em evidenciar os erros dos padres, da Igreja. Especialistas em discursos pró-aborto, sensíveis ao ponto de confundir. Sim, assim como elas, muitos outros sedentos de Verdade, especializam-se em denunciar, macular.

Especialistas em dizer que o grande problema do mundo é o fato dos padres não se casarem, as freiras não celebrarem missas ou um casal de pessoas do mesmo sexo não poderem ter sua união sacramentada diante de Deus, dentro da casa dEle. É… Esse deve ser o problema. O problema está todo na Igreja (?) – a tal doutrina voltada para o anteontem. Estão colocando palavras na boca de Deus. Será, mesmo?

Porventura Deus erra, é incoerente e tem Sua Verdade sendo adequada à nossa cegueira e falta de amor?Eu nunca ouvi dizer que o sacerdócio seja uma imposição para alguns homens. “Se você não se tornar padre, você morre”. Graças a Deus, o chamado ao sacerdócio, assim como para todos os estados de vida, é regido pelo amor e não pela lei. O celibato – que não se aplica somente aos padres – é um grande dom, uma graça. Para quem nunca ouviu dizer, o tal celibato é pelo Reino, pela minha e sua salvação. Uma adesão livre e decidida por entregar inteiramente a vida pelo serviço. Uma renúncia feita por amor, para o amor e no amor. Um matrimônio espiritual com o Esposo das Almas, que é muito mais concreto do que se pensa. Uma prefiguração do que todos nós viveremos na eternidade. Quem disse isso? Para quem se especializa em macular a Igreja, uma boa dica é ler a Bíblia.
Erros? Sim, e são muitos. Mas eu me pergunto… Será que todo mundo é perfeito? Se as senhoras católicas pelo direito de decidir são tão certas de que é legítimo abortar e partir para uma ação tão agressiva contra a doutrina católica, por que ainda se dizem católicas?

É outro detalhe importante. Ninguém é obrigado a pertencer a esta Videira, mas convidado, chamado. As pessoas incomodam-se de tal forma com a postura da Igreja, como se fosse uma imposição, uma ditadura. De certo, se incomoda tanto, é bom buscar as raízes e os motivos.

Como católicas, elas, naturalmente conhecem a Mãe de Jesus. Evidentemente, não há como imaginar a Mãe de Jesus num panelaço desses gritando que defender a vida é legalizar o aborto e torná-lo mais seguro nos hospitais.A raiz do problema precisa olhada, também. Matar as crianças antes mesmo de nascerem vai, simplesmente, animalizar ainda mais a humanidade. Não se trata, primariamente, de excomunhão, de pecados e leis. Embora todo esse processo tenha por conseqüência a infelicidade eterna, é preciso olhar para a essencia do cristianismo: A vida e a dignidade humana.Dar passos em direção a essa realidade, certamente nos fará olhar com mais ternura para os que sofrem.Toda a realidade que contemplamos hoje é difícil, dolorosa, talvez indizível quando realmente nos deparamos com a dor alheia. Deus não tem um selo em Si que diz: Seus problemas acabaram! Mas é o único que pode mudar, transformar e ordenar toda e qualquer dor para o amor.

Eu nem terminei meu curso superior, não escrevo para nenhuma revista importante, nenhum jornal de grande circulação, não estudei fora do país e meu nome não é influente para que o meu texto tenha grande repercussão. Eu sou a Narlla Bianne Santos de Sales e o que me confere autoridade para deixar aqui estas palavras é a minha identidade – sou mulher -, meu batismo, minha decisão por Deus, minha Vocação, o simples fato de ser ramo desta Videira.
Ainda bem que minha mãe não me abortou…

* Católicos Ingleses se mobilizam para receber o Papa.

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

E significativo o fato de que os católicos britanicos já estarem -desde já- a se organizarem  para que a viagem do Papa seja uma boa ocasião para apresentar ao grande público a realidade do catolicismo.

Nesse sentido se apresenta a iniciativa Catholic Voices: criar uma equipa de pessoas bem preparadas, capazes de participar com “moderadores” nos debates mdiáticos e públicos sobre temas candentes.

Os promotores de Catholic Voices afirmam que contam com o apoio dos bispos locais, mas apesar disso não é uma iniciativa institucional (é promovida por uma associação chamada The Catholic Union of Great Britain).

Informam de que a partir de março, uns 20 ou 25 católicos, procedentes de todo o espectro da Igreja, estaram disponiveis para ajudar os meios de comunicação social a tratar os temas que surgirem por causa da visita do Papa.

* A Igreja aceita a doação de órgãos?

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Fala-nos o Papa:

***

Venerados Irmãos no Episcopado
Ilustres Senhores e Senhoras!

A doação de órgãos é uma forma peculiar de testemunho da caridade. Numa época como a nossa, com frequência marcada por diversas formas de egoísmo, torna-se cada vez mais urgente compreender quanto é determinante para uma correcta concepção da vida entrar na lógica da gratuidade. De facto, existe uma responsabilidade do amor e da caridade que compromete a fazer da própria vida uma doação aos outros, se quisermos verdadeiramente realizar-nos a nós próprios. Como nos ensinou o Senhor Jesus, só aquele que doa a própria vida a poderá salvar (cf. Lc 9, 24)

Os transplantes de tecidos e de órgãos representam uma grande conquista da ciência médica e certamente são um sinal de esperança para tantas pessoas que se encontram em graves, e por vezes extremas, situações clínicas. Se alargarmos o nosso olhar ao mundo inteiro é fácil encontrar os numerosos e complexos casos nos quais, graças à técnica do transplante de órgãos, muitas pessoas superaram fases altamente críticas e foi-lhes restituída a alegria de viver. Isto nunca se poderia ter realizado se o compromisso dos médicos e a competência dos pesquisadores não tivessem podido contar com a generosidade e com o altruísmo de quantos doaram os seus órgãos. O problema da disponibilidade de órgãos vitais para transplante, infelizmente, não é teórico, mas dramaticamente prático; ele é verificável na longa lista de espera de tantos doentes cujas únicas possibilidades de sobrevivência estão ligadas às escassas ofertas que não correspondem às necessidades objectivas.

É útil, sobretudo neste contexto hodierno, voltar a reflectir sobre esta conquista da ciência, para que não se verifique que o multiplicar-se dos pedidos de transplante subverta os princípios éticos que estão na sua base. Como disse na minha primeira Encíclica, o corpo nunca poderá ser considerado um mero objecto (cf. Deus caritas est, 5); desta forma prevaleceria a lógica do mercado. O corpo de cada pessoa, juntamente com o espírito que é dado a cada indivíduo, constitui uma unidade inseparável na qual está impressa a imagem do próprio Deus. Prescindir desta dimensão leva a perspectivas incapazes de captar a totalidade do mistério presente em cada um. É portanto necessário que em primeiro lugar sejam postos o respeito pela dignidade da pessoa e a tutela da sua identidade pessoal. No que se refere à técnica do transplante de órgãos, isto significa que se pode doar unicamente se não se dá origem um sério perigo para a própria saúde e identidade e sempre por um motivo moralmente válido e proporcionado. Eventuais lógicas de compra-venda dos órgãos, assim como a adopção de critérios discriminatórios ou utilitaristas, estariam totalmente em contraste com o significado subentendido da doação que sozinhos se poriam fora de questão, qualificando-se como actos moralmente ilícitos. Os abusos nos transplantes e o seu tráfico, que com frequência atingem pessoas inocentes como as crianças, devem encontrar a comunidade científica e médica imediatamente unidas na sua rejeição como práticas inaceitáveis. Elas devem ser portanto condenadas como abomináveis. O mesmo princípio ético deve ser recordado quando se quer chegar à criação ou destruição de embriões humanos destinados a finalidades terapêuticas. A simples ideia de considerar o embrião como “material terapêutico” contrasta com as bases culturais, civis e éticas sobre as quais se baseia a dignidade da pessoa. Acontece com frequência que a técnica do transplante de órgãos é feita por um gesto de total gratuidade da parte de familiares de doentes dos quais foi certificada a morte. Nestes casos, o consenso informado é condição prévia de liberdade, para que o transplante tenha a característica de uma doação e não seja interpretado como um acto coercitivo ou de exploração. Contudo, é útil recordar que cada órgão vital não pode ser extirpado a não ser ex cadavere, o qual aliás também possui uma sua dignidade que deve ser respeitada. A ciência, nestes anos, fez ulteriores progressos na certificação da morte do doente. É bom, portanto, que os resultados alcançados recebam o consenso de toda a comunidade científica de modo a favorecer a pesquisa de soluções que dêem a certeza a todos. Com efeito, num âmbito como este, não pode haver a mínima suspeita de arbítrio e onde a certeza ainda não for clara deve prevalecer o princípio de precaução. É útil, portanto, incrementar a pesquisa e a reflexão interdisciplinar, de tal modo que a própria opinião pública seja posta diante da verdade mais transparente sobre as implicações antropológicas, sociais, éticas e jurídicas da prática do transplante. Nestes casos, contudo, deve prevalecer sempre como critério principal o respeito pela vida do doador, de modo que a extracção de órgãos só seja consentida no caso da sua morte real (cf. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 476). O acto de amor que é expresso com a doação dos próprios órgãos vitais permanece como um testemunho genuíno de caridade que sabe olhar além da morte para que vença sempre a vida. Do valor deste gesto deveria estar bem consciente quem o recebe; ele é destinatário de um dom que vai além do benefício terapêutico. O que recebe, de facto, ainda antes de ser um órgão é um testemunho de amor que deve suscitar uma resposta de igual modo generosa, a fim de incrementar a cultura da doação e da gratuidade.

A via-mestra que deve ser seguida, enquanto a ciência não descobrir eventuais novas formas e mais progredidas de terapia, deverá ser a formação e a difusão de uma cultura da solidariedade que se abra a todos e não exclua ninguém. Uma medicina dos transplantes que corresponda a uma ética da doação exige da parte de todos o compromisso para investir qualquer esforço possível na formação e na informação, de modo a sensibilizar cada vez mais as consciências para uma problemática que diz respeito directamente à vida de tantas pessoas. Será portanto necessário evitar preconceitos e incompreensões, afastar desconfianças e receios para os substituir com certezas e garantias a fim de permitir o incremento em todos de uma consciência cada vez mais difundida do grande dom da vida.

Com estes sentimentos, ao desejar que cada um prossiga o próprio compromisso com a devida competência e profissionalidade, invoco a ajuda de Deus sobre os trabalhos do Congresso e concedo a todos de coração a minha Bênção.

Papa Bento XVI

* Testemunho de uma católica na Luterana Suécia.

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010
Sandra Paulsen

A gente está tão acostumada, no Brasil, a pensar a vida em termos católicos, que nem pensa nas diferenças entre religiões. Mesmo aqueles que professam outras religiões, estão “acostumados” à vida em um país ainda de maioria católica.

Agora vire tudo de cabeça para baixo! Pois é, a Suécia é um país luterano, se é que se pode dizer isso de uma sociedade tão secularizada. Mas as tradições, os costumes, são protestantes. O que quer dizer que eu sou parte de uma minoria!

Somos cerca de 85.000 fiéis no país todo (compare com os 7 milhões de luteranos), freqüentando 42 paróquias. Temos um bispo. Isto mesmo, unzinho!

Imagino que, dado o pequeno número de fiéis, não deve haver razão para o Papa nomear mais bispos.
O fato é que toda a Suécia é uma só diocese, e isto a partir de 1953! Antes, a partir de 1783, estamos falando apenas de um Vicariato Apostólico, com um vigário, e não um bispo, como líder.

Nosso bispo, Anders Arborelius, é o primeiro bispo sueco na Suécia! Os onze anteriores vinham de outros países, e só os últimos cinco residiam em Estocolmo.
Outra das curiosidades do ser católico aqui é que a participação na igreja é oficial, ou seja, requer uma inscrição individual e formal.

Individual, porque a liberdade de culto na Suécia exige que cada um possa optar por ter ou não uma religião. Ou seja, em princípio, é ilegal “forçar” a adoção de uma religião pelas crianças. A educação religiosa é praticamente proibida nas escolas e, para muitos, batizar os filhos numa igreja é um desrespeito à liberdade da criança. Assim, não há famílias católicas, mas indivíduos católicos…

Formal, porque inscrever-se em uma paróquia implica aceitar o pagamento mensal do dízimo. A inscrição na Igreja Católica local significa que, mensalmente, 1% da sua renda bruta será automaticamente descontado pelas autoridades fiscais, da mesma forma que se coleta o imposto de renda, e destinado à Igreja. Funciona da mesma forma para os inscritos na Igreja Sueca. Só assim, em princípio, uma pessoa tem direito a receber os sacramentos.

Essa foi das coisas mais difíceis para mim. Acostumada à nossa informalidade e a participar da coleta nas missas, ou de contribuir voluntariamente para a Igreja de acordo com minha consciência, o desconto do dízimo no salário foi uma surpresa agora já digerida.

Ocorre que a solidariedade cristã exige a contribuição de todos. Custa caro realizar uma missa aqui, principalmente durante o inverno com a necessidade de aquecimento! E estes custos têm que ser cobertos de alguma forma. Assim, o princípio é que, em benefício dos serviços prestados e das obras da Igreja, todo mundo deve contribuir.

As missas são realizadas em várias línguas e muitos preferem as rezadas em polonês, espanhol, inglês, ou algum outro idioma de origem.

Recentemente, tem-se observado um crescente número de conversões entre os suecos. Muitos se convertem ao islamismo, mas a cada ano são 100 os que se convertem ao catolicismo. É interessante descobrir “novos católicos” entre autoridades e pessoas famosas. O atual Ministro do Meio Ambiente, por exemplo, é católico!

Segundo um recente artigo de jornal, o que leva os suecos a mudarem ou adotarem uma religião é, quase sempre, o amor, o encontro com uma pessoa que professa outra crença. Mas alguns reconhecem que a Igreja Sueca vem perdendo a força e que outras religiões atraem ao oferecer uma imagem mais forte da presença divina.

Parece que, modernos ou não, secularizados ou não, nós seres humanos buscamos sempre algo mais. E alguns, principalmente quando desprovidos da família e dos amigos, da cultura, do clima e das paisagens do país de origem, encontramos consolo no Pai Nosso, mesmo quando rezado em outro idioma…

***

Sandra Paulsen,casada, mãe de dois filhos, é baiana de Itabuna. Fez mestrado em Economia na UnB. Morou em Santiago do Chile nos anos 90. Vive há oito anos em Estocolmo, onde concluiu doutorado em Economia Ambiental.

* São necessários jornalistas cristãos nos meios de comunicação.

sábado, janeiro 30th, 2010

Entrevista com o cardeal Carlos Amigo Vallejo

Por Gilberto Hernández- El Observador

24 de janeiro foi dia de São Francisco de Sales, santo padroeiro dos jornalistas. Na mensagem do Papa que guia a reflexão da Jornada Mundial das Comunicações Sociais – divulgada nesse dia –, o Papa Bento XVI propôs refletir sobre “O sacerdote e a pastoral no mundo digital”.

Nesse contexto, o cardeal Carlos Amigo Vallejo, OFM, arcebispo emérito de Sevilla, conversou  sobre o tema dos meios de comunicação, particularmente sobre o jornalista católico e sua importância para a Igreja.

Falamos do jornalista sem adjetivos. Qual diagnóstico tem do que se faz hoje em dia?

–Cardeal Amigo: Não é fácil fazer um diagnóstico, e não só pela diversidade e variedade, sim pela mensagem heterogênea que se quer fazer chegar. No geral, pode-se dizer que o grande mérito do jornalismo atual é ter de se desenvolver com liberdade em meio de muitas condições ideológicas, empresariais, políticas, de grupos de pressão… No entanto, não deixa de se notar certa subserviência à ideologia, ao desejo de ganância e de controle político, às rivalidades e conflitos entre grupos. O que conduz que a verdade apareça de uma maneira parcial e o sensacionalismo distorça os fatos.

A Igreja, com sua mensagem de novidade do Evangelho, suas ações a favor dos pobres, testemunho de amor e esperança, não parece atrativa para os meios de comunicação; maximizam-se as notas que acarretam o descrédito. O que o senhor tem a dizer sobre essa situação, o tratamento da Igreja pelos meios de comunicação?

–Cardeal Amigo: Estamos diante de dois extremos. Por um lado, a vida e a atividade da Igreja é desconhecida. Mas, por outro, surpreende que aqueles meios que se declaram abertamente defensores da desaparição do religioso na vida pública e social são aqueles que mais tempo dedicam às notícias referidas à Igreja, sempre, como era de se esperar, com uma versão interessadamente negativa.

O tratamento que estes meios dão, por exemplo, às intervenções do Santo Padre, são marcadas pelo preconceito e pelo desejo de desqualificação de Bento XVI. As palavras são tiradas do contexto e, certamente, ninguém leu o texto original dado pelo Santo Padre, nem teve nenhum cuidado em analisá-lo corretamente. Com ocasião ou sem ela, deve ser dito que o Papa está errado.

–Parece adequada a batalha travada pelos meios de comunicação católicos no esforço de levar o Evangelho, a voz do Papa e dos pastores?

–Cardeal Amigo: Não somente isso me parece adequado, mas sim necessário e até imprescindível. Em primeiro lugar, com um sentido de ajuda ao conhecimento da verdade, a formação de critérios objetivos, a difusão da mensagem de Cristo e a voz do Magistério da Igreja, sobre tudo a do Santo Padre.

O jornalismo católico pode ser uma verdadeira consciência crítica, o que é muito positivo e ajuda a conhecer a busca da verdade objetiva. Agora, não esperemos que uma atitude tão nobre vá passar desapercebida. Os obstáculos, a ridicularização e o interesse por silenciar a voz da Igreja e de seus meios aparecerá em seguida.

A quem deve se dirigir esse esforço de comunicação: ao interior da Igreja ou fora dela, ao mundo laico?

–Cardeal Amigo: Tem-se de levar a todos os ambientes. Os media são muito diferentes, desde as modestas folhas paroquiais até as grandes redes de comunicação. A Igreja tem de chegar a todos. Não é fácil. Mas são muitos os exemplos que podemos dizer, que está se tornando plausível uma tentativa de atingir os mais diversos ambientes públicos e sociais.

Podemos falar realmente de um jornalismo católico? Quais características deve ter?

–Cardeal Amigo: Dizia um famoso comunicador, que foi o cardeal Herrera Oria, que um jornal católico tinha de ser primeiro um bom jornal, ou seja, um meio de comunicação bom sob o ponto de vista técnico. Isso significa levar a notícia de forma objetiva e fiél à Doutrina Social da Igreja na argumentação.

As características da atuação do católico nos meios de comunicação seriam as que, em mais de uma ocasião, expressa o Magistério da Igreja: informação verdadeira, respeito às leis morais, ter em mente a que as pessoa e a comunidade são o fim e a medida do uso dos meios de comunicação social.

Na sua opinião qual deve ser o perfil de um autêntico comunicador católico?

–Cardeal Amigo: Se o jornalista se confessa católico, essa condição não deve limitar a liberdade de expressão e o direito à informação, e sim deve ser uma garantia de profissionalismo.

São necessários cristãos profissionais nos media, e também meios de comunicação própios para poder dizer nossa palavra em uma sociedade democrática, aberta e pluralista. Ao mesmo tempo que se pensa dessa forma, nem sempre existe um autêntico interesse por levar adiante essa missão. E mais, não é encontrado o apoio necessário para levar adiante esse trabalho apostólico. Os fiéis contribuem generosamente a manter as obras caritativas e assistenciais que realiza a Igreja. Mas não há consciência de que a Igreja também tem de pregar o Evangelho através dos diferentes meios de comunicação.

* Você conhece as redes sociais CATÓLICAS do Brasil?

sexta-feira, janeiro 29th, 2010


Redes Sociais

Ultimamente, a evangelização pelos meios de comunicação digitais tem sido uma das principais preocupações do Vaticano. São frequentes os pronunciamentos do Papa e de outros membros da cúria romana sobre a necessidade urgente de a igreja (clero e leigos) usar esses meios de forma consistente e criativa, sem obviamente se descuidar da evangelização e do testemunho cristão. Para o secretário do pontifício conselho para as comunicações sociais, D. Paul Tighe, os católicos “não anunciam uma mensagem qualquer” mas estão ali também para “anunciar, explicar, aprofundar a Palavra de Cristo, que pode tocar os corações de todos e que nos convida continuamente a um caminho comum de fé e serviço”[1].

Para atender a estes apelos, a maneira encontrada, aqui no Brasil, por movimentos e redes de comunicação ligados à Igreja foi dar uma versão católica à febre do momento entre os internautas: as redes sociais. Se sites como Orkut, MSN, Twitter e Facebook agregam milhões de jovens, por que não dirigir a mensagem de cristo também nessa linguagem?

Gente de Fé O primeiro empreendimento da Canção Nova, a maior rede de comunicação católica do mundo (com TV, rádio e vários serviços na internet), foi a Comunidade.cn, site criado em agosto de 2007 que em julho do ano passado transformou-se no Gentedefe.com, contando atualmente com mais de 18 mil membros, que podem inserir fotos, vídeos, gerenciar e participar de grupos e ainda escrever um blog.

Nação Católica A Tv século XXI e a Associação do Senhor Jesus, por sua vez, possui o Nação Católica (é algo como um Orkut católico), a maior comunidade de relacionamentos do país para o este público. Conta com mais de 22 mil membros e 2 mil e 500 comunidades. Para quem usa o Orkut, é fácil a adaptação: interface parecida, basicamente os mesmos serviços (álbum de Fotos, participar de comunidades) e mais: o membro pode editar um blog.

Click RA A Tv do Santuário Nacional de Aparecida também não ficou de fora. Lançou o Click RA, que, segundo o próprio site “é o clube online da Rede Aparecida, uma rede social, (…) para que pessoas possam conviver e ficar cada vez mais próximos da missão e visão da Rede Aparecida, estendendo assim a experiência com o ‘Clube dos Sócios e Devotos’”. É semelhante ao da Canção Nova, utilizando inclusive a mesma plataforma (WordPress MU). Conta ainda com poucos membros.

Blog Católico Há outras, não vinculadas às redes de tv. É o caso do Blog Católico, que compartilha com o Gente de fé e o Click RA a mesma plataforma do WordPress e tem as mesmas funcionalidades. No Segue-site e Apologética Católica (que como o nome diz é desenvolvida para os interessados no debate e defesa da fé católica) há a possibilidade de compartilhamento de músicas e até bate-papo entre os membros logados. O site Namoro Católico (o terceiro maior) é  especializado em relacionamento on-line,  para jovens solteiros que buscam uma companhia “com intenção de casamento”. E até a RCC já possui sua comunidade virtual: o Espaço Jovem, criado em março do ano passado, que está hospedado na página  do ministério jovem do movimento e ainda é bem limitado. Por fim, existe também o “Myspace  católico”: o Fé&Som, que “trata-se de um portal cristão católico que visa à divulgação da música católica de forma inovadora e interativa com os usuários.”Fé e Som

Juntas, estas redes sociais chegam a quase quarenta e cinco mil membros, compartilhando suas experiências de fé, ensinando e aprendendo, procurando seguir as palavras dos últimos papas, de nova evangelização.

Fonte: Locuta- Junior Andrade

Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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