Artigo da ‘Catolicismo’ Categoria

* Comunidades contemplativas da terra santa recebem pedidos de oração pela internet.

terça-feira, agosto 31st, 2010

Comunidades contemplativas da Terra Santa ofereceram sua disponibilidade para rezar pelas pessoas que queiram comunicar-lhes suas intenções por meio do correio eletrônico.

Trata-se de uma iniciativa que acaba de ser proposta pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, neste momento de preparação do primeiro sínodo da história do Oriente Médio, que será realizado em Roma no próximo mês de outubro.

O patriarcado ofereceu uma lista de 9 destinatários de correio eletrônico, cada um pertencente a uma comunidade religiosa presente na terra do Senhor.

“Podeis confiar-lhes vossas intenções, indicando os detalhes que desejais comunicar-lhes. Tudo isso ficará entre vós e a comunidade!”, garante o Patriarcado.

As comunidades e seus e-mails são:

Clarissas de Nazaré: clairemarie1884@bezeqint.net

Carmelitas do Monte Carmelo, Haifa: zanotiel@netvision.net.il

Mosteiro de Emanuel, Belém: community@emmanuelmonastery.org

Irmãs Brigidinas de Belém (em inglês e italiano): brigida@p-ol.com

Silenciosas Operárias da CruzMater Misericordiae, Jerusalém: betaniasilenziosi@yahoo.com

Beneditinas, Monte das Oliveiras, Jerusalém (francês, inglês, italiano): benetur@netvision.net.il

Clarissas de Jerusalém: mi.yesh@gmail.com

Carmelo de Pater, Jerusalém: edcarmelpn@live.com

Irmãzinhas de Belém, Bet Gemal, Bet Shemesh: midbar@gmail.com

Pequena Família da Ressurreição, Jerusalém: pfrjer@alqudsnet.com

* Corpo incorrupto de Santa Bernadette Soubirous, Nevers, França.

terça-feira, agosto 24th, 2010

Um dos casos mais impressionantes de corpo incorrupto é o da vidente de Lourdes, Santa Bernadette Soubirous.

Seu corpo encontra-se exposto na capela do convento de Saint-Gildard, na cidade de Nevers, França, nas condições que podem ser vistas no vídeo abaixo, registrado em julho de 2010.

Junto ao túmulo de Santa Bernadette, um cartaz esclarece:

“O corpo de Santa Bernadette repousa nesta capela desde o dia 3 de agosto de 1925. Ele está intacto e “como petrificado” segundo foi reconhecido pelos médicos juramentados e pelas autoridades civis e religiosas por ocasião das exumações de 1909, 1919 e 1925.

“O rosto e as mãos enegreceram em contato com o ar e foram recobertos com ligeiras máscaras de cera, moldadas diretamente do corpo.

“A posição da cabeça inclinada à esquerda foi tomada pelo corpo dentro do caixão.”

Nas referidas exumações constatou-se:

Na primeira, em 22 de setembro de 1909: na presença do bispo, da Madre superiora, de dois médicos e quatro operários que fizeram juramento de declarar a verdade, o corpo apareceu totalmente preservado, sem odor, a pele tinha cor pálida, os músculos e os ossos estavam unidos pelos ligamentos naturais, dentes e unhas também no seu lugar.

Verificou-se que o hábito estava ensopado pela umidade do túmulo e o terço estava completamente enferrujado. As freiras lavaram o corpo, o vestiram e o puseram num ataúde forrado de seda.

Na segunda, em 31 de abril de 1919, o corpo estava no mesmo estado. Apenas que por causa da lavagem feita pelas freiras tinha-se criado mofo no corpo. Foi observado que as veias ainda estavam proeminentes como se estivessem cheias de sangue.

Na terceira, em 18 de abril de 1925, o corpo estava no mesmo estado, com a pele mais escura. Os músculos mostravam-se tonificados, a pele estava elástica e inteira salvo em algumas partes mínimas. O fígado estava elástico, quase normal, quando deveria estar reduzido a pó ou petrificado.

Veja Vídeo abaixo.

* Três significativas pesquisas sobre a Igreja na Itália e EUA.

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Foram publicados três novos estudos empíricos sobre a situação da Igreja Católica na Itália e Estados Unidos que oferecem dados importantes com relação a vários aspectos da vida e da missão da Igreja.

Comecemos pelo  raio-X da religião na Itália.

A análise é de John L. Allen Jr., publicada no National Catholic Reporter, 13-08-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A título de prefácio, vou admitir que não há razão, em princípio, pela qual as vicissitudes da Igreja na Itália devam importar para, digamos, a República Democrática do Congo, ou as Filipinas, ou para os Estados Unidos – todos países cujas populações católicas ultrapassam a do “bel paese”.

No entanto, a Itália desponta como um país desproporcionalmente grande por pelo menos duas razões. A primeira é o papel histórico da Igreja e do papado na Itália, de forma que praticamente tudo o que acontece ou deixa de acontecer lá é visto como um referendo sobre a influência da Igreja. Em segundo lugar, a Itália é como um segundo lar para uma grande faixa dos legisladores, intelectuais e ativistas da Igreja.

Como resultado disso, quando a Igreja italiana espirra, o mundo católico tende a pegar gripe.

A edição atual da revista Il Regno, uma popular publicação católica italiana dos padres dehonianos, apresenta os resultados de um pesquisa abrangente sobre o comportamento e a fé religiosa italiana liderada pelo sociólogo Paolo Segatti, da Universidade de Milão.

A preocupante conclusão de Segatti é que, em uma geração, os católicos podem ser uma minoria na Itália. O estudo traz um título provocativo: “Sobre a Itália religiosa: De católica a genericamente cristã”.

Na verdade, os resultados não são tão ruins para a igreja:

  • 81,3% dos italianos se identificam como católicos (oficialmente falando, 96% foram batizados como católicos).
  • Quase 28% dos católicos italianos vão à missa pelo menos uma vez por semana, uma taxa comparável à dos Estados Unidos e extraordinariamente alta para os padrões europeus.
  • Quase 60% dos italianos dizem se sentir pessoalmente ofendidos quando ouvem alguém falar mal da Igreja ou do Papa.
  • Quase metade dos italianos dizem que é importante ser católico para ser um “verdadeiro italiano”.
  • Mais de dois terços dos italianos, 67,8%, dizem confiar na Igreja, um resultado significativamente mais alto do que qualquer parlamento nacional ou partido político.

Esses resultados parecem ser basicamente impressionantes para um país no coração da Europa ocidental contemporânea, onde o secularismo faz parte do pacote cultural básico. Pode-se entender por que alguns especialistas falaram que a secularização está realmente sendo “freada” ou até “revertida” na Itália.

O aspecto mais marcante dos dados de Segatti, porém, é a grande brecha geracional entre os nascidos depois de 1981 – ou seja, qualquer pessoa com menos de 30 anos – e os italianos mais velhos, especialmente aqueles com 65 anos ou mais:

  • Embora 27% dos italianos em geral vão à missa pelo menos uma vez por semana, a taxa é de 44% para o grupo com 65 anos ou mais, e de apenas 13% para a multidão com menos de 30 anos.
  • Embora 72% dos italianos dizem que “sempre” acreditam em Deus, a taxa é de 80% para os que têm mais de 65 anos, e um pouco mais de 50% para os menores de 30 anos.
  • Apenas 14% dos italianos com menos de 30 anos dizem que “frequentemente” se consideram católicos, e apenas 28% pensam que há alguma conexão entre ser católico e ser italiano.
  • Embora 77% dos italianos com mais de 65 dizem confiar na Igreja, esse número cai para menos da metade, 44%, entre os menores de 30 anos.

Analisando as crenças e as práticas dos italianos mais jovens, Segatti escreve: “Tem-se a sensação de observar um mundo diferente”, um mundo que “oferece um lampejo de um futuro em que os crentes em Deus são uma minoria”.

Há ainda um conjunto de resultados preocupantes para os líderes católicos: ou seja, o fraco papel da Igreja no debate público.

Diante de uma longa lista de questões sociais ardentes – incluindo os tratamentos para o fim da vida, o aborto, a homossexualidade, o desemprego, a imigração e o comportamento moral pessoal dos políticos, a maioria dos italianos em praticamente todos os casos disseram que o fato de se pronunciar sobre esses assuntos não deveria fazer parte da missão da Igreja. A única exceção foi o desemprego, em que 51% disseram que a Igreja deve fazer com que sua posição seja conhecida – talvez refletindo a tradição da doutrina social católica, assim como o importante papel do trabalho organizado na Itália.

Segatti tira a seguinte conclusão: “A religiosidade dos italianos tem assumido características que forçam as instituições eclesiásticas, se elas querem desempenhar um papel na esfera pública, a competir com as forças seculares. Mais frequentemente do que parece, elas sucumbem a essas forças seculares na formação das opiniões de seus próprios fiéis sobre questões públicas”.

O futuro da religião na Itália, conclui Segatti, será “mais diversificado e evanescente”, já que “um país que uma vez foi católico torna-se genericamente cristão”.

* * *

Falando de pesquisas que devem provocar uma pausa de reflexão nos líderes da Igreja, houve também uma pesquisa da Associated Press-Univision, divulgada nesta semana, que revelou que os latinos mais jovens dos Estados Unidos, e aqueles que falam mais inglês do que espanhol, são menos propensos a se identificar com a Igreja Católica.

No total, 62% dos hispânicos dos Estados Unidos se identificam como católicos. Assim como na Itália, no entanto, há uma clara divisão geracional: apenas 55% dos que têm entre 18 e 29 anos se identificam como católicos, comparados com os 80% daqueles que têm 65 anos ou mais.

A pesquisa também descobriu que a crença e a prática religiosas tendem a ser mais fortes entre os latinos protestantes, especialmente aqueles que pertencem a uma Igreja evangélica ou pentecostal. Esses hispânicos são duas vezes mais propensos a participar de serviços religiosos uma vez por semana, a ver a Bíblia como Palavra de Deus e a ter opiniões tradicionais sobre questões como o casamento homossexual e o aborto.

Pelo menos três questões surgem:

  • Há algo no catolicismo dos EUA que ofereça aos hispânicos menos isolamento das pressões da cultura secular do que nas Igrejas evangélicas e pentecostais?
  • Há algo na transição do espanhol para o inglês que esteja associado a um declínio da fé e da prática católicas? (Por exemplo, o tipo de catolicismo que se desenvolveu na cultura anglo-saxônica, com sua ênfase no individualismo, no congregacionalismo etc, é às vezes desagradável para os hispânicos?)
  • Quais programas de extensão ou evangelização entre os jovens latinos católicos parecem mais promissores?

Por razões óbvias, tudo isso deveria ser motivo de preocupação para os líderes pastorais do catolicismo norte-americano.

Um recente estudo do Pew Forum sobre a paisagem religiosa norte-americana projetou que, em 2030, a Igreja Católica dos Estados Unidos irá alcançar um marco demográfico: pela primeira vez, os brancos não serão uma maioria estatística da população católica. Eles ainda vão ser uma pluralidade, com 48%, mas os hispânicos representarão 41%. Até a metade do século, os hispânicos provavelmente vão se tornar a maioria católica.

Dada essa realidade demográfica – que Luis Lugo, diretor do Pew Forum, chama de “morenização” do catolicismo norte-americano –, o destino da fé entre os hispânicos mais jovens terá muito a dizer sobre o futuro do catolicismo norte-americano.

* * *

Finalmente, houve também um estudo nesta semana que oferece algumas claras boas notícias para a Igreja Católica.

Thomson Reuters, que é uma fonte de dados empresariais e profissionais laica e com fins lucrativos, divulgou um estudo de 255 sistemas de saúde dos Estados Unidos, agrupando-os em quatro categorias: católico, de propriedade de outra Igreja, secular sem fins lucrativos, e de propriedade de investidores com fins lucrativos. A linha de fundo é que os sistemas de saúde católicos tiveram a maior pontuação na qualidade em geral, bem como na qualidade dos serviços oferecidos às comunidades que atendem.

Os fatores levados em consideração incluem:

  • Taxas globais de mortalidade;
  • Taxas de complicação;
  • Índice de segurança do paciente;
  • Taxa de mortalidade ajustada de 30 dias por ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e pneumonia;
  • Taxa de readmissão ajustada de 30 dias por ataque cardíaco, insuficiência cardíaca e pneumonia;
  • Tempo médio de permanência;
  • Avaliação do paciente pelo desempenho hospitalar em geral.

Os sistemas católicos, juntamente com os sistemas de propriedade de Igrejas em geral, superaram significativamente tanto os sistemas de saúde com fins lucrativos quanto os sem fins lucrativos.

“Nossos dados sugerem que as equipes de liderança (conselhos, executivos e chefes dos médicos e da enfermagem) dos sistemas de saúde pertencentes às Igrejas podem ser os mais ativos no alinhamento das metas de qualidade e no monitoramento das conquistas do sistema”, concluiu o estudo.

O ano passado, na verdade, foi um período turbulento para o sistema de saúde católico dos Estados Unidos. A dura batalha política sobre a reforma da saúde abriu uma ruptura com os bispos dos EUA que ainda não está completamente fechada, e há questões difíceis com relação à viabilidade econômica de hospitais e sistemas católicos em algumas partes do país.

Neste momento, a venda proposta do Caritas Christi Health Care de Boston para um grupo de capital de risco, que suscitou a indignação de alguns círculos católicos, serve como exemplo.

Especialmente nesse contexto, é consolador ver um claro reconhecimento público, e de uma fonte secular objetiva, da extraordinária qualidade do sistema de saúde católico dos Estados Unidos. “Complimenti!”

* Corpos incorruptos: diferença entre milagrosos e naturais

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Roma (igreja de São Crisógono, no bairro de Trastevere).

Urna com os restos mortais da Beata Ana Maria Taigi (* 29-5-1769 + 9-6-1837), da Ordem terceira dos Trinitários, mãe de família exemplar, de condição social modesta, favorecida com dons sobrenaturais, inclusive com previsões sobre o futuro da Cristandade.

Era consultada por Cardeais e Príncipes, ao mesmo tempo que cuidava de seus afazeres domésticos e ajudava os pobres e doentes.fenômenos que mais chamam a atenção é a preservação até a incorruptibilidade do corpo de certos santos.

É fato que em condições excepcionais pode acontecer que um corpo não se desfaça inteiramente por razões meramente naturais.

Porém, o fenômeno dá-se com os santos em proporções muito acima do normal, sendo que na quase totalidade das vezes foram sepultados em condições comuns e que, portanto, deveriam se pulverizar como os outros.

No processo de canonização, a Igreja estabelece a apertura dos sarcófagos para conferir que o corpo ali enterrado pertence verdadeiramente ao Servo de Deus e constatar seu estado.

A conservação inusitada desse corpo é um sinal que, entre outros, contribui a definição da santidade do Servo de Deus.

Há, portanto, três tipos de preservação:

1 ‒ milagrosa (incorruptíveis strictu sensu),

2 ‒ deliberada por meios científicos (quando o corpo foi embalsamado, como foi o caso de B. Juan XXIII),

3 ‒ natural e acidental.

A incorruptibilidade propriamente dita é a preservação milagrosa que não se explica por nenhuma lei ou fator natural e é independente das circunstâncias (umidade, temperatura, tempo, cal ou outros elementos que poderiam acelerar a decomposição).

Só pode se ter certeza da incorruptibilidade quando o corpo admiravelmente conservado jamais foi embalsamado ou tratado com qualquer tipo de procedimento visando uma preservação.

Em alguns casos acresce que os corpos de santos também exsudam aromas ou perfumes, sobre tudo no momento da exumação.

A incorruptibilidade não é a mumificação (nem natural, nem por obra humana). Os corpos mumificados apresentam características facilmente reconhecíveis pela ciência.

Veja abaixo vídeo de seu corpo incorrupto.

* Assunção de Nossa Senhora: verdade de Fé que vem desde o início da Igreja.

domingo, agosto 15th, 2010
Assunção, detalhe iluminura s. XV.
Columbia University, UTS MS 049

“A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso de sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”

Com essas imorredouras palavras, o Santo Padre Pio XII definiu o dogma da Assunção da Santíssima Virgem ao Céu em corpo e alma, solenemente proclamado no dia 1º de novembro de 1950, pela Constituição dogmática “Munificentissimus Deus”.

A solene proclamação desse augusto dogma veio coroar séculos de devoção a Nossa Senhora enquanto tendo sido levada aos Céus em corpo ressurreto e alma.

Na difusão desta verdade e desta devoção a Idade Média deu um contributo fundamental.

Assumpta est Maria, col. De Ricci, MS 090, f. 1.

A fé na Assunção vem dos tempos apostólicos. As primeiras referências escritas se encontram na liturgia oriental que no século IV já comemorava a subida ao Céu de Nossa Senhora na festa da “Lembrança de Maria”.

A festa passou a ser denominada “Dormição de Maria” no século VI e o imperador bizantino Maurício fixou a data de 15 de agosto, apenas confirmando um costume pré-existente.

Diversos Padres e Doutores da Igreja forneceram a justificação teológica. Mas, a doutrina da Assunção de Nossa Senhora foi verdadeiramente aprofundada nos tempos medievais.

No século XII o tratado Ad Interrogata, atribuído incorretamente a Santo Agostinho defendeu a assunção corporal da Mãe de Deus.

Santo Tomás de Aquino e outros grandes teólogos medievais declararam-se decisivamente em favor desta verdade.

Coroando estas aspirações, no século XVI, o Papa São Pio V reformou o Breviário e incluiu orações que defendiam essa verdade largamente espalhada nos séculos medievais precedentes


In festo Assumptionis B M Virginis,
Columbia University, UTS MS 15.

Não espanta pois que quando o Papa Pio XII consultou o episcopado do mundo em 1946 na carta Deiparae Virginis Mariae, a resposta quase unanime é que deveria ser proclamada dogma.

“O dogma da Assunção de Nossa Senhora foi ardentemente desejado pelas almas católicas do mundo inteiro, porque é mais uma das afirmações a respeito da Mãe de Deus que A coloca completamente fora de paralelo com qualquer outra mera criatura e justifica o culto de hiperdulia que a Igreja lhe tributa.

“Nossa Senhora teve uma morte suavíssima, tão suave que é qualificada pelos autores, com uma propriedade de linguagem muito bonita, a “Dormição da Bem-Aventurada Virgem Maria” (Dormitio Beatae Mariae Virgine), indicando que Ela teve uma morte tão suave, tão próxima da ressurreição que, apesar de constituir verdadeira morte, entretanto é mais parecida a um simples sono.

Nossa Senhora, depois da morte, ressuscitou como Nosso Senhor Jesus Cristo, foi chamada à vida por Deus e subiu aos Céus na presença de todos os Apóstolos ali reunidos, e de muitos fiéis.

“Essa Assunção representa para a Virgem Santíssima uma verdadeira glorificação aos olhos dos homens e de toda a humanidade até o fim do mundo, bem como proêmio da glorificação que Ela deveria receber no Céu.

Assunção de Nossa Senhora, iluminura s. XV.
Columbia University, UTS MS 049

“A Igreja triunfante inteira vai recebê-la, com todos os coros de anjos; Nosso Senhor Jesus Cristo a acolhe; São José assiste à cena; depois Ela é coroada pela Santíssima Trindade.

“É a glorificação de Nossa Senhora aos olhos de toda a Igreja triunfante e aos olhos de toda a Igreja militante.

“Com certeza, nesse dia, a Igreja padecente também recebeu uma efusão de graças extraordinárias.

“E não é temerário pensar que quase todas as almas que estavam no Purgatório foram então libertadas por Nossa Senhora nesse dia, de maneira que ali houve igualmente uma alegria enorme. Assim podemos imaginar como foi a glória de nossa Rainha.

“Algo disso repetir-se-á, creio, quando for instaurado o Reino de Maria, quando virmos o mundo todo transformado e a glória de Nossa Senhora brilhar sobre a Terra”.

Fonte: Catolicismo

* Cópia mais antiga da Biblia, de 400 DC, disponível na Internet.

sexta-feira, agosto 13th, 2010

O Vídeo está em espanhol mas é totalmente compreensível.

Ao ver, me perguntei: Os protestantes não teriam a Biblia se não fosse a Igreja Católica, o contraditório é que depois a usam para negar a doutrina Católica e fundamentar suas doutrinas  mais anti católicas do que de evangelização.

Qual igreja protestante, em qualquer lugar do mundo, em qualquer tempo, teve essa preocupação com a história e com a fidelidade à  palavra de Deus divinamente inspirada?

Quem, senão a Igreja de Cristo para custodiar o Cristianismo e a verdade revelada?

É impossível continuar a ser protestante depois de um mergulho honesto na História ( Pode incluir aí também as páginas difíceis dessa história como as inquisições portuguesa, Espanhola,etc..)

Algum protestante se habilita?

Para ver a Bíblia : www.codexsinaiticus.org

* Capela Sistina em 3D. Imperdível!

domingo, agosto 8th, 2010

Veja essa beleza em 3D acessando o link abaixo.

Sistine Chapel

* Autora de ‘Entrevista com o vampiro’ anuncia que deixa Igreja Católica.

quinta-feira, agosto 5th, 2010
A escritora de 'Entrevista com o vampiro' Anne Rice.
A escritora de ‘Entrevista com o vampiro’ Anne Rice.
(Foto: AP)

A escritora Anne Rice, de 68 anos, anunciou em sua conta no Facebook que abandonou o cristianismo. Ela diz que se recusa a ser “antigay (…) e antifeminista” e ainda “anticontrole artificial de natalidade”.

“Em nome de (…) Cristo, eu deixo o cristianismo e de ser cristã. Amém”, completou.

O agente dela, Alfred A. Knopf, confirmou que o post foi feito por Rice.

A escritora ficou famosa como autora de “Entrevista com o vampiro” e por outros romances sobrenaturais.

Criada em uma família católica, Rice rejeitou a igreja quando era jovem, mas voltou ao catolicismo na década passada e publicou livros como “Cristo senhor – A saída para o Egito”, lançado no Brasil em 2007.

Em uma entrevista à agência Associated Press em 2008, Rice contou que sua volta à fé foi precedida de uma série de epifanias, muitas delas durante viagens pelas catedrais da Europa, Israel e Brasil.

Certa vez, quando visitou a estátua gigante de Cristo Redentor no Rio de Janeiro, ela relata que sentiu “delírio” e que as nuvens se abriram para revelar a estátua.

Na época, declarou que rompeu completamente com o ateísmo em 2002, após a morte do marido Stan Rice por um tumor cerebral e após se tornar diabética.

Ela começou a escrever livros sobre a vida de Cristo, e declarou que se objetivo era “simples”. “Quero escrever livros sobre nosso Senhor vivendo na Terra e fazê-lo real para as pessoas que não acreditem nele; ou pessoas que nunca tentaram acreditar”, explica. E reforça: “Eu tornei os vampiros em algo crível para mulheres adultas. Agora, se eu pude fazer isso, eu posso fazer nosso Senhor Jesus Cristo crível para as pessoas que nunca acreditaram. Espero e rezo [para isso].”

***

Cara Senhora, seja feliz!

Parabéns pela honestidade e coerência. É melhor não ser nada do que se dizer, sem ser.

Esperamos que a senhora possa voltar, desta vez aceitando a integridade da fé sem querer amoldá-la a seus próprios valores.

A Fé que é apenas reflexo da vontade dos homens e das mudanças culturais são vazias e deixam de fazer diferença no mundo.


* Soldados no Iraque e Afeganistão receberão Mp3 players com material católico.

quarta-feira, agosto 4th, 2010
Nova Imagem.bmp

Após quase um ano trabalhando na gravação de todo o material, a apresentadora de uma emissora de rádio católica nos Estados Unidos, Cheri Lomonte, finalmente concluiu a produção de mil Mp3 players com conteúdo católico. O material, primeira parte de um grande lote, será enviado a soldados americanos no Iraque e Afeganistão, especialmente para os feridos.

A iniciativa, batizada de Frontline Faith Project (”Fé na Linha de Frente”, ou “Fé no Fronte”, em tradução livre) é feita em parceria com a arquidiocese militar americana. O material vem gravado com sete horas de conteúdo católico. Com ele os soldados podem ouvir o rosário, uma missa do Memorial Day, orações e homilias.

A intenção com a distribuição do programa é levar mensagens católicas de inspiração e alento para soldados católicos que ficam, às vezes, até oito meses sem a vista de um religioso às zonas mais críticas.

O material inclui ainda cartas de crianças para soldados lidas pelas próprias crianças, duas horas e meia de histórias sobre a fé na vida militar, incluindo o conto “O Padre Grunt”, sobre um padre que pregava a soldados de infantaria, e um conto de um soldado que carregava a Eucaristia para a batalha.

Os aparelhos estão sendo distribuídos através dos capelães militares, o que pode levar algum tempo, uma vez que há escassez de capelães entre os militares. Segundo a arquidiocese militar, custa 24 dólares para comprar e enviar os MP3 players. Até agora, foi levantado dinheiro suficiente para mil aparelhos.

Há 330 mil católicos no exército e o objetivo a longo prazo é que cada um deles receba um Mp3 player.

Gaudium Press

* Porque sou católico!

segunda-feira, agosto 2nd, 2010

Soberbo!

Chesterton é irrefutável em seus argumentos.

Leia esse artigo e procure na Internet tudo que for escrito por ele e “devore”. Após lê-lo, saimos todos mais Católicos e mais amantes da verdade.

***

G. K. Chesterton

A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro.

Eu poderia preencher todo o meu espaço com sentenças separadas, todas começando com as palavras, “É a única coisa que …” Como, por exemplo, (1) É a única coisa que previne um pecado de se tornar um segredo. (2) É a única coisa em que o superior não pode ser superior; no sentido da arrogância e do desdém. (3) É a única coisa que liberta o homem da escravidão degradante de ser sempre criança. (4) É a única coisa que fala como se fosse a verdade; como se fosse um mensageiro real se recusando a alterar a verdadeira mensagem. (5) É o único tipo de cristianismo que realmente contém todo tipo de homem; mesmo o respeitável. (6) É a única grande tentativa de mudar o mundo desde dentro; usando a vontade e não as leis; etc.

Ou posso tratar o assunto de forma pessoal e descrever minha própria conversão; acontece que tenho uma forte impressão de que esse método faz a coisa parecer muito menor do que realmente é. Homens muito melhores, em muito maior número, se converteram a religiões muito piores. Preferiria tentar dizer, aqui, coisas a respeito da Igreja Católica que não se podem dizer mesmo sobre suas mais respeitáveis rivais. Em resumo, diria apenas que a Igreja Católica é católica. Preferiria tentar sugerir que ela não é somente maior que eu, mas maior que qualquer coisa no mundo; que ela é realmente maior que o mundo. Mas, como neste pequeno espaço, disponho apenas de uma pequena seção, abordarei sua função como guardiã da verdade.

Outro dia, um conhecido escritor, muito bem informado em outros assuntos, disse que a Igreja Católica é uma eterna inimiga das novas idéias. Provavelmente não ocorreu a ele que sua própria observação não é exatamente uma nova idéia. É uma daquelas noções que os católicos têm de refutar continuamente, porque é uma idéia muito antiga. Na realidade, aqueles que reclamam que o catolicismo não diz nada novo, raramente pensam que seja necessário dizer alguma coisa nova sobre o catolicismo. De fato, o estudo real da História mostrará que isso é curiosamente contrário aos fatos.

Na medida em que as idéias são realmente idéias, e na medida em que tais idéias são novas, os católicos têm sofrido continuamente por apoiarem-nas quando elas são realmente novas; quando elas eram muito novas para encontrar alguém que as apoiasse. O católico foi não só o pioneiro na área, mas o único; e até hoje não houve ninguém que compreendesse o que se tinha descoberto lá.

Assim, por exemplo, quase duzentos anos antes da Declaração de Independência e da Revolução Francesa, numa era devotada ao orgulho e ao louvor aos príncipes, o Cardeal Bellarmine e Suarez, o Espanhol, formularam lucidamente toda a teoria da democracia real. Mas naquela era do Direito Divino, eles somente produziram a impressão de serem jesuítas sofisticados e sanguinários, se insinuando com adagas para assassinarem os reis. Então, novamente, os casuístas das escolas católicas disseram tudo o que pode ser dito e que constam de nossas peças e romances atuais, duzentos anos antes de eles serem escritos. Eles disseram que há sim problemas de conduta moral, mas eles tiveram a infelicidade de dizê-lo muito cedo, cedo de dois séculos. Num tempo de extraordinário fanatismo e de uma vituperação livre e fácil, eles foram simplesmente chamados de mentirosos e trapaceiros por terem sido psicólogos antes da psicologia se tornar moda. Seria fácil dar inúmeros outros exemplos, e citar o caso de idéias que são ainda muito novas para serem compreendidas.

Há passagens da Encíclica do Papa Leão sobre o trabalho [conhecida como Rerum Novarum, publicada em 1891] que somente agora estão começando a ser usadas como sugestões para movimentos sociais muito mais novos do que o socialismo. E quando o Sr. Belloc escreveu a respeito do Estado Servil, ele estava apresentando uma teoria econômica tão original que quase ninguém ainda percebeu do que se trata. E então, quando os católicos apresentam objeções, seu protesto será facilmente explicado pelo conhecido fato de que católicos nunca se preocupam com idéias novas.

Contudo, o homem que fez essa observação sobre os católicos quis dizer algo; e é justo fazê-lo compreender muito mais claramente o que ele próprio disse. O que ele quis dizer é que, no mundo moderno, a Igreja Católica é, de fato, uma inimiga de muitas modas influentes; muitas delas ainda se dizem novas, apesar de algumas delas começarem a se tornar um pouco decadentes. Em outras palavras, na medida em que diz que a Igreja freqüentemente ataca o que o mundo, em cada era, apóia, ele está perfeitamente certo. A Igreja sempre se coloca contra a moda passageira do mundo; e ela tem experiência suficiente para saber quão rapidamente as modas passam. Mas para entender exatamente o que está envolvido, é necessário tomarmos um ponto de vista mais amplo e considerar a natureza última das idéias em questão, considerar, por assim dizer, a idéia da idéia.

Nove dentre dez do que chamamos novas idéias são simplesmente erros antigos. A Igreja Católica tem como uma de suas principais funções prevenir que os indivíduos comentam esses velhos erros; de cometê-los repetidamente, como eles fariam se deixados livres. A verdade sobre a atitude católica frente à heresia, ou como alguns diriam, frente à liberdade, pode ser mais bem expressa utilizando-se a metáfora de um mapa. A Igreja Católica possui uma espécie de mapa da mente que parece um labirinto, mas que é, de fato, um guia para o labirinto. Ele foi compilado a partir de um conhecimento que, mesmo se considerado humano, não tem nenhum paralelo humano.

Não há nenhum outro caso de uma instituição inteligente e contínua que tenha pensado sobre o pensamento por dois mil anos. Sua experiência cobre naturalmente quase todas as experiências; e especialmente quase todos os erros. O resultado é um mapa no qual todas as ruas sem saída e as estradas ruins estão claramente marcadas, todos os caminhos que se mostraram sem valor pela melhor de todas as evidências: a evidência daqueles que os percorreram.

Nesse mapa da mente, os erros são marcados como exceções. A maior parte dele consiste de playgrounds e alegres campos de caça, onde a mente pode ter tanta liberdade quanto queira; sem se esquecer de inúmeros campos de batalha intelectual em que a batalha está eternamente aberta e indefinida. Mas o mapa definitivamente se responsabiliza por fazer certas estradas se dirigirem ao nada ou à destruição, a um muro ou ao precipício. Assim, ele evita que os homens percam repetidamente seu tempo ou suas vidas em caminhos sabidamente fúteis ou desastrosos, e que podem atrair viajantes novamente no futuro. A Igreja se faz responsável por alertar seu povo contra eles; e disso a questão real depende.

Ela dogmaticamente defende a humanidade de seus piores inimigos, daqueles grisalhos, horríveis e devoradores monstros dos velhos erros. Agora, todas essas falsas questões têm uma maneira de parecer novas em folha, especialmente para uma geração nova em folha. Suas primeiras afirmações soam inofensivas e plausíveis. Darei apenas dois exemplos. Soa inofensivo dizer, como muitos dos modernos dizem: “As ações só são erradas se são más para a sociedade.” Siga essa sugestão e, cedo ou tarde, você terá a desumanidade de uma colméia ou de uma cidade pagã, o estabelecimento da escravidão como o meio mais barato ou mais direto de produção, a tortura dos escravos pois, afinal, o indivíduo não é nada para o Estado, a declaração de que um homem inocente deve morrer pelo povo, como fizeram os assassinos de Cristo. Então, talvez, voltaremos às definições da Igreja Católica e descobriremos que a Igreja, ao mesmo tempo que diz que é nossa tarefa trabalhar para a sociedade, também diz outras coisas que proíbem a injustiça individual. Ou novamente, soa muito piedoso dizer, “Nosso conflito moral deve terminar com a vitória do espiritual sobre o material.” Siga essa sugestão e você terminará com a loucura dos maniqueus, dizendo que um suicídio é bom porque é um sacrifício, que a perversão sexual é boa porque não produz vida, que o demônio fez o sol e a lua porque eles são materiais. Então, você pode começar a adivinhar a razão de o cristianismo insistir que há espíritos maus e bons; e que a matéria também pode ser sagrada, como na Encarnação ou na Missa, no sacramento do casamento e na ressurreição da carne.

Não há nenhuma outra mente institucional no mundo que está pronta a evitar que as mentes errem. O policial chega tarde, quando ele tentar evitar que os homens cometam erros. O médico chega tarde, pois ele apenas chega para examinar o louco, não para aconselhar o homem são a como não enlouquecer. E todas as outras seitas e escolas são inadequadas a esse propósito. E isso não é porque elas possam não conter uma verdade, mas precisamente porque cada uma delas contém uma verdade; e estão contentes por conter uma verdade. Nenhuma delas pretende conter a verdade.

A Igreja não está simplesmente armada contra as heresias do passado ou mesmo do presente, mas igualmente contra aquelas do futuro, que podem estar em exata oposição com as do presente. O catolicismo não é ritualismo; ele poderá estar lutando, no futuro, contra algum tipo de exagero ritualístico supersticioso e idólatra. O catolicismo não é ascetismo; ele, repetidamente no passado, reprimiu os exageros fanáticos e cruéis do ascetismo. O catolicismo não é mero misticismo; ele está agora mesmo defendendo a razão humana contra o mero misticismo dos pragmatistas. Assim, quando o mundo era puritano, no século XVII, a Igreja era acusada de exagerar a caridade a ponto da sofisticação, por fazer tudo fácil pela negligência confessional. Agora que o mundo não é puritano mas pagão, é a Igreja que está protestando contra a negligência da vestimenta e das maneiras pagãs. Ela está fazendo o que os puritanos desejariam fazer, quando isso fosse realmente desejável. Com toda a probabilidade, o melhor do protestantismo somente sobreviverá no catolicismo; e, nesse sentido, todos os católicos serão ainda puritanos quando todos os puritanos forem pagãos.

Assim, por exemplo, o catolicismo, num sentido pouco compreendido, fica fora de uma briga como aquela do darwinismo em Dayton. Ele fica fora porque permanece, em tudo, em torno dela, como uma casa que abarca duas peças de mobília que não combinam. Não é nada sectário dizer que ele está antes, depois e além de todas as coisas, em todas as direções. Ele é imparcial na briga entre fundamentalistas e a teoria da Origem das Espécies, porque ele se funda numa origem anterior àquela Origem; porque ele é mais fundamental que o Fundamentalismo. Ele sabe de onde veio a Bíblia. Ele também sabe aonde vão as teorias da Evolução. Ele sabe que houve muitos outros evangelhos além dos Quatro Evangelhos e que eles foram eliminados somente pela autoridade da Igreja Católica. Ele sabe que há muitas outras teorias da evolução além da de Darwin; e que a última será muito provavelmente eliminada pela ciência mais recente. Ele não aceita, convencionalmente, as conclusões da ciência, pela simples razão de que a ciência ainda não chegou a uma conclusão. Concluir é se calar; e o homem de ciência dificilmente se calará. Ele não acredita, convencionalmente, no que a Bíblia diz, pela simples razão de que a Bíblia não diz nada. Você não pode colocar um livro no banco das testemunhas e perguntar o que ele quer dizer. A própria controvérsia fundamentalista se destrói a si mesma. A Bíblia por si mesma não pode ser a base do acordo quando ela é a causa do desacordo; não pode ser a base comum dos cristãos quando alguns a tomam alegoricamente e outros literalmente. O católico se refere a algo que pode dizer alguma coisa, para a mente viva, consistente e contínua da qual tenho falado; a mais alta consciência do homem guiado por Deus.

Cresce a cada momento, para nós, a necessidade moral por tal mente imortal. Devemos ter alguma coisa que suportará os quatro cantos do mundo, enquanto fazemos nossos experimentos sociais ou construímos nossas Utopias. Por exemplo, devemos ter um acordo final, pelo menos em nome do truísmo da irmandade dos homens, que resista a alguma reação da brutalidade humana. Nada é mais provável, no momento presente, que a corrupção do governo representativo solte os ricos de todas as amarras e que eles pisoteiem todas as tradições com o mero orgulho pagão. Devemos ter todos os truísmos, em todos os lugares, reconhecidos como verdadeiros. Devemos evitar a mera reação e a temerosa repetição de velhos erros. Devemos fazer o mundo intelectual seguro para a democracia. Mas na condição da moderna anarquia mental, nem um nem outro ideal está seguro. Tal como os protestantes recorreram à Bíblia contra os padres e não perceberam que a Bíblia também podia ser questionada, assim também os republicanos recorreram ao povo contra os reis e não perceberam que o povo também podia ser desafiado. Não há fim para a dissolução das idéias, para a destruição de todos os testes da verdade, situação tornada possível desde que os homens abandonaram a tentativa de manter uma Verdade central e civilizada, de conter todas as verdades e identificar e refutar todos os erros. Desde então, cada grupo tem tomado uma verdade por vez e gastado tempo em torná-la uma mentira. Não temos tido nada, exceto movimentos; ou em outras palavras, monomanias. Mas a Igreja não é um movimento e sim um lugar de encontro, um lugar de encontro para todas as verdades do mundo.

Disponível em inglês em Why I am a Catholic?

* Continua diálogo com anglicanos apesar dos obstáculos.

quinta-feira, julho 22nd, 2010

A Igreja da Inglaterra decidiu, no dia 12 de julho, depois de uma votação apertada, que as mulheres podem ser consagradas como bispos, como já ocorre em outras Igrejas anglicanas.

Ainda que a decisão deva ser referendada dentro de um ano por outro Sínodo similar, trata-se de uma vitória que marca um ponto de inflexão importante dentro da história da Igreja da Inglaterra. O Sínodo rejeitou as “soluções” conciliadoras entre ambas tendências propostas pelos arcebispos de Canterbury e York, Rowan Williams e John Sentamu.

Esta decisão levanta obstáculos ulteriores ao diálogo ecumênico, como reconheceu Dom Brian Farrell, secretário do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.

Outra consequência, que Dom Farrell matiza prudentemente, poderia ser a aproximação à Igreja católica de alguns grupos contrários à ordenação de mulheres, como já ocorreu nos estados Unidos e na Austrália.

De fato, o reverendo  David Houlding, importante membro do Grupo Católico do Sínodo, afirmou, como informa ICN, que os chamados “tradicionalistas” estão ficando “sem opções”, e que logo deverão tomar “decisões duras” sobre seu futuro.

“Eu fico na Igreja da Inglaterra até o momento em que me expulsem. Não sairei voluntariamente, irei se for obrigado. Quanto mais isso procede da maneira atual, maior é a sensação de que a porta está se fechando”, afirmava Houlding.

Dom Farrell afirma que é difícil prever movimentos nesse sentido, já que todos os “tradicionalistas” são próximos da Igreja católica. Em todo caso, reiterou, a Santa Sé “seguirá adiante” com o diálogo ecumênico.

O Sínodo anglicano de York aprovou a ordenação de mulheres bispo, decisão que está se impondo paulatinamente em toda a Comunhão Anglicana, contra o parecer das comunidades chamadas tradicionalistas. Esta decisão pode ser considerada firme, ainda que a votação definitiva será somente em 2012. Pode haver alguma mudança ou essa decisão é definitiva?

Dom Brian Farrell: o Sínodo que acaba de ser celebrado em York é o Sínodo da Igreja da Inglaterra e não possui autoridade fora daquele país, nem sequer no País de Gales ou na Escócia. A Comunhão Anglicana está composta por 38 províncias independentes, das quais a Inglaterra é uma. Várias províncias já têm bispos mulheres. Tratava-se no Sínodo de introduzir a legislação que permita isso na Inglaterra e certamente o processo continuará, porque a maioria quer isso.

Uma das grandes “derrotas” deste Sínodo foi a da solução de compromisso proposta pelos arcebispos de Canterbury e de York. Muitos analistas, depois da votação, acreditaram que a comunhão entre anglicanos estava rompida. É assim?

Dom Brian Farrell: A situação é muito complexa e até paradoxal. Se se tivesse aceitado o compromisso, se estaria diante de uma situação na que, por exemplo, uma paróquia ou um grupo poderia rejeitar a autoridade de seu bispo diocesano mulher e colocar-se sob a autoridade de outro bispo homem. Assim, essa paróquia não estaria em comunhão com as outras paróquias da mesma diocese. De certa forma isso seria m cisma estrutural, ainda que não se chame assim..

Agora, neste momento, esse modo de proceder não é possível, e a paróquia tem somente a opção de ficar em comunhão com seu próprio bispo ou sair da Igreja da Inglaterra. Falando com precisão, isso ocasionaria a perda de membros, mas não um cisma dentro da igreja da Inglaterra.

O Vaticano, em encontros anteriores, tinha advertido que a decisão de consagrar bispos mulheres comprometia o diálogo ecumênico com a Igreja católica. Qual é a situação atual do diálogo, depois da decisão do Sínodo?

Dom Brian Farrell: Todas as Igrejas do primeiro milênio, católica, orientais e ortodoxas afirmaram que somente homens podem ser ordenados. Essas Igrejas vêem a ordenação da mulher como um abandono ilegítimo da Tradição autêntica.

Pelo que se refere ao diálogo ecumênico, como se disse anteriormente, algumas províncias anglicanas possuem há algum tempo mulheres bispos e o diálogo continuou.

Naturalmente, o diálogo deve tratar dessa situação e reconhecer que se criou um obstáculo enorme para a consecução da finalidade do diálogo em si, que seria a comunhão eclesial total e visível. O diálogo católico-anglicano continuará dentro destes parâmetros.

Várias informações manifestam a possibilidade de que grupos tradicionalistas se acolham  Anglicanorum Coetibus e entrem em comunhão com a Igreja Católica. Inclusive existem informações sobre um grupo de sacerdotes anglicanos que já teria se colocado em contato com um bispo católico. É previsível um movimento nesse sentido?

Dom Brian Farrell: O que será a realização concreta do previsto na  Anglicanorum Coetibus ainda está por ver-se. Qualquer pessoa que professe a fé católica e não tenha impedimentos pode pedir para entrar na comunhão católica. Anglicanos ou ex-anglicanos podem entrar nesta comunhão através da jurisdição que permite a preservação de alguns elementos da tradição anglicana. Como podem também pedir, simplesmente, ser recebidos na paróquia católica local.

Um particular problema de discernimento apresenta-se quando se trata de grupos. Não todos os grupos têm a mesma “consistência eclesial”. Definitivamente corresponde à Conferência Episcopal de um país ou região estudar bem o que se pode e se deve fazer. Não posso prever se serão muitos ou poucos.

O que é conveniente relembrar é que os que alguns chamam “anglicanos tradicionais” costumam ser da parte evangélica da Comunhão Anglicana e, portanto, afastados da Igreja católica por suas convicções eclesiológicas.

Por último, com que sentimento recebe a Santa Sé e, em particular, o dicastério para a Unidade dos Cristãos, a decisão do Sínodo de York?

Dom Brian Farrell: Não há que exagerar-se o efeito. Lamentamos que a Comunhão Anglicana tenha deixado neste ponto o que consideramos a Tradição essencial da Igreja desde a origem. Mas o processo começou há bastante tempo. Continuaremos o diálogo ecumênico com o realismo que acolhe a realidade como é e tem a consciência de que o cominho por diante será longo e árduo. Sabendo, entretanto, que o diálogo é uma tarefa imposta pelo próprio Cristo e sustentada pela graça do Espírito Santo, alma da Igreja de Cristo.

* Síria. O desafio de uma igreja antiga no Oriente Médio.

quinta-feira, julho 22nd, 2010
Ainda que o cristianismo em Damasco tenha suas raízes nos tempos anteriores a São Paulo, a pequena comunidade atual luta por sobreviver.Precisamente porque a Igreja é uma minoria em terra muçulmana, cada cristão sai da pauta cultural, explica o arcebispo Samir Nassar, de Damasco.O prelado, que cumpriu 60 anos em 5 de julho, serve a Igreja local desde 2006.

Nesta entrevista, ele fala das dificuldades enfrentadas pela Igreja, mas também das razões para a esperança.

Damasco, onde o senhor é arcebispo, é uma cidade que está no coração do cristianismo, onde São Paulo perdeu a vista e a recuperou novamente. Poderia nos falar da situação atual dos cristãos em Damasco?

Dom Nassar: A Síria é um país cristão muito antigo. Nela, há 33 mil igrejas. A Síria era predominantemente cristã e ainda temos muitos lugares cristãos famosos. Temos muitas igrejas cristãs que ainda estão vivas. Os cristãos no país não são convidados; têm suas raízes e viveram ao lado dos muçulmanos desde o século VII.

O cristianismo, no entanto, estava profundamente enraizado na Síria antes do Islã. Sim, antes de São Paulo, porque São Paulo foi batizado e foi capaz recobrar a vista em Damasco, o que significa que o cristianismo existia aqui antes de São Paulo.

Como são os cristãos na Síria hoje?

Dom Nassar: Temos três tipos de igrejas. Em primeiro lugar, temos as igrejas monofisitas, que são as ortodoxas sírias e as ortodoxas armênias; têm seu patriarca, que mora em Damasco.

Depois, temos a ortodoxa grega, a maior igreja da Síria; e finalmente, temos muitas igrejas católicas. Além disso, certamente, há algumas igrejas protestantes.

Todas essas igrejas são muito antigas, exceto as protestantes, que chegaram durante o último século; as demais igrejas se remontam aos apóstolos.

Eu pertenço à Igreja Maronita, que foi fundada no século V por São Maron, um monge que costumava morar em algum lugar entre Alepo e Antioquia. Nos primeiros mil anos, estivemos na Síria e, depois, mudamos para as montanhas libanesas; agora estamos em todos os lugares, na Austrália, na América. Mais da metade da população está fora do Oriente Médio.

Voltemos à Síria. Que porcentagem da população da Síria é cristã?

Dom Nassar: Oficialmente, somos cerca de 8%. Alguns dizem que não passamos de 5%. Somos uma minoria. Isso seria mais ou menos um milhão de pessoas, em uma população de 21 milhões.

Que outras tradições religiosas existem na Síria, além do cristianismo?

Dom Nassar: Temos o islã sunita – ou islã ortodoxo –, que representa quase 80%. Também existe o islã chamado alauíta, cerca de 10% [os alauítas são o grupo religioso minoritário mais importante da Síria e se consideram como uma seita do islã xiita. Os alauítas se distinguem da seita religiosa dos alevitas turcos, ainda que compartilhem uma origem comum, N. da R.]. Os demais são cristãos.

Como o senhor descreveria a relação atual entre cristãos e muçulmanos na Síria?

Dom Nassar: Vivemos juntos durante 1.400 anos. Algumas vezes, tivemos problemas, mas vivemos juntos. Compartilhamos e vivemos juntos e, no meu bispado em Damasco, tenho uma mesquita precisamente do lado do meu quarto, e por isso escuto suas orações e eles podem escutar a nossa oração também. Coexistimos no dia-a-dia.

O senhor tem um contato pessoal com os imames e os demais representantes?

Dom Nassar: Sim, claro, muitas vezes. Eles vêm até nós no Natal e na Páscoa, e nós os visitamos durante o Ashura, o Ramadã ou o Eid-ul-Fitr. Somos realmente uma família.

Como se preservou a tolerância com relação aos cristãos na Síria? Em todos os lugares ao redor, como no Iraque e em outros países, a relação entre muçulmanos e cristãos foi intensamente afetada…

Dom Nassar: A tolerância foi preservada devido ao governo, que cuida das minorias. Não deixam que surjam problemas entre muçulmanos e cristãos. O governo tem um papel muito importante nisso e teve êxito.

A Igreja na Síria enfrenta muitos desafios. O senhor poderia nos falar um pouco deles, já que se trata de uma minoria dentro de um ambiente de predomínio muçulmano?

Dom Nassar: Somos uma minoria muito pequena, entre 5% e 8%, e esse é o principal desafio; somos poucos em uma sociedade predominantemente muçulmana. Os muçulmanos não nos obrigam à conversão, mas se a família cristã vive, por exemplo, em um prédio com 12 famílias muçulmanas, os filhos brincam com seus filhos, vão à escola com seus filhos e, pouco a pouco, aprendem mais da fé muçulmana que da cristã. Estamos perdendo presença porque somos poucos em número e não temos bastante apoio local para permanecer juntos, reforçar nossa fé, ensinar nossos filhos e conservá-los em nossas igrejas locais.

Uma criança cristã frequenta uma escola local, que é de maioria muçulmana; lá, as crianças cristãs aprendem o Alcorão e o Islã. Elas se tornam muçulmanas?

Dom Nassar: Pouco a pouco, vão se familiarizando mais com o Alcorão e com Maomé que com Jesus Cristo. Nós lhe damos uma hora de catequese e, para isso, temos de enviar um ônibus ou um carro para trazer as crianças e depois levá-las de volta. Algumas vezes elas vêm, outras vezes não, e uma hora de catequese não é suficiente. Então, tentamos encontrar a forma de conservar a nossa Igreja viva nesta terra da Bíblia.

Se uma moça deseja se casar com um muçulmano, ela tem de se converter?

Dom Nassar: Sim, é um problema. E se um cristão quiser se casar com uma muçulmana, também tem de se converter. Esta é uma lei muito antiga e não pode ser mudada. Ninguém obriga esse homem a se casar com uma moça muçulmana, mas 95% das moças são muçulmanas, apenas 5% são cristãs; há mais opções do lado dos 95%, então, quando se casam, também perdemos nossa gente.

E quanto à questão da conversão? Há muçulmanos que vão às igrejas católicas maronitas, interessados em converter-se? Como o senhor responderia a este tema da conversão, sendo que no Islã a conversão é castigada com a morte?

Dom Nassar: Isso é fanatismo, mas muitos muçulmanos vêm à nossa igreja; aprendem o catecismo, acompanham nossos encontros, mas não podem ser batizados. Se quiserem, podem ser cristãos no seu coração, mas não podem mostrar isso.

Então são… cristãos escondidos?

Dom Nassar: Não podem mostrar, mas nós os recebemos de coração aberto e alguns vêm à Missa diariamente, aos estudos da Bíblia e à catequese, Vêm, mas para os de fora, eles têm de permanecer sendo muçulmanos.

Então, o senhor tem de ter muito cuidado; quando um jovem vem até o senhor e deseja se converter, como o senhor lida com a situação?

Dom Nassar: Posso recebê-lo, mas não posso batizá-lo, para não ter problemas com o governo… Mas é uma Igreja feliz. Não somos muitos, mas somos uma pequena Igreja muito ativa e dinâmica; temos uma vida ecumênica belíssima. Trabalhamos juntos. Em Damasco, somos 9 bispos: 5 ortodoxos e 4 católicos, e nos reunimos uma vez ao mês para compartilhar nosso trabalho pastoral, rezar juntos e organizar nosso trabalho. E tudo vai bem. Na Igreja, quando as pessoas vêm à Missa, não são somente católicos; alguns são ortodoxos e outros, cristãos. Minha gente também vai à Missa na igreja ortodoxa, e isso nos torna quase uma família.

O que seria do Oriente Médio sem a Síria? No sentido de que a Igreja Católica no Iraque está desaparecendo rapidamente e assim está ocorrendo em todo o Oriente Médio, exceto no Líbano, mas inclusive lá os jovens estão indo embora…

Dom Nassar: Se você olha para o Oriente Médio, tem a guerra entre a Turquia e o Curdistão, tem a guerra no Iraque, a guerra entre os palestinos e Israel, a guerra do Líbano; e a Síria é o único país pacífico na região. É por isso que todo mundo vem para a Síria, porque é o único lugar pacífico para viver, para trabalhar, para rezar e aprender; é uma cidade universitária. Sem a Síria, a maioria das pessoas abandonaria o Oriente Médio. Iriam embora, emigrariam.

O senhor tem esperança na Igreja?

Dom Nassar: Tenho que ter. Somos a Igreja da esperança. Não podemos ser pessimistas; esta é a nossa fé para nos convertermos em mártires. Vi alguns iraquianos cristãos que são felizes, apesar da perseguição. Jesus Cristo, depois de tudo, foi um refugiado, um mártir, e me dá a força na minha fé neste mundo; e é belíssimo demonstrar quão importante é para nós permanecer aqui.

Esta entrevista foi realizada por Marie-Pauline Meyer para “Onde Deus Chora“, um programa rádio-televisivo semanal produzido por Catholic Radio and Television Network (CRTN), em colaboração com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre.

* Igrejas protestantes à venda, na Europa.

quarta-feira, julho 21st, 2010

Fernando Nascimento.

A revista norte-americana SURSUM CORDA Special edition, noticiou que nos últimos anos, cinqüenta pastores protestantes se converteram ao Catolicismo, sendo que outros mais estão a caminho da Igreja Católica.

O artigo respectivo, da autoria de Elizabeth Althau, tem por título Protestant Pastors on the Road to Roma, (pp. 2-13).

Alan Stephen Hopes, ex-pastor e bispo Anglicano, convertido ao Catolicismo, foi nomeado Bispo auxiliar de Westminster por João Paulo II, após ter sido padre por vários anos.

TV CATÓLICA ESTÁ CONVERTENDO OS NORTE AMERICANOS

Marcus Grodi ex-pastor presbiteriano convertido ao catolicismo, nos Estados Unidos, tem um programa às segundas-feiras, às 20h, na televisão EWTN (católica) com uma ótima audiência, no qual sempre entrevista um ex-protestante convertido.

Muitos ligam durante o programa para perguntar algo e terminam dizendo que já estão se convertendo. Saltou para 74 Milhões o número de católicos nos Estados Unidos, esse número é quase três vezes maior que o de evangélicos no Brasil.

NA EUROPA E ESTADOS UNIDOS  ESTÃO VENDENDO IGREJAS EVANGÉLICAS:

Já aflorou até uma liquidação de venda de igrejas protestantes, na páginahttp://www.property.org.uk/unique/ch…. é possível ver várias. Algumas já foram convertidas em residências particulares ou hotéis.

Na Suécia, Dinamarca, Grã-Bretanha, Alemanha e Holanda, dezenas de templos protestantes, foram convertidos em bancos, supermercados, museus e repúblicas estudantis em razão da perda de fiéis e dos escassos meios econômicos.

Já as confissões alemãs precisam de dinheiro para manter sua burocracia; no entanto, este dinheiro torna-se escasso em razão da diminuição de fiéis e paralisação econômica, fatores que repercutem no chamado imposto religioso, isto é, uma quantidade que o Estado retira dos cidadãos e repassa para a igreja a que pertence cada contribuinte. Por isso, os pastores têm optado pela venda dos templos. Na Alemanha, berço do protestantismo, 50% dos alemães já não crêem em Deus.

Fontes consultadas: La Razón – 21.01.2004, Instituto Emnid,

* Catolicidade: Turcomenistão. Igreja Católica é reconhecida oficialmente pelo governo.

sexta-feira, julho 16th, 2010

“Nós fomos oficialmente reconhecidos como Igreja Católica no Turcomenistão. É uma grande alegria e uma grande esperança”: é quanto comunicou à Agência Fides Pe. Andrzej Madej, Superior da Missio Sui iuris do Turcomenistão.

Para a pequena comunidade católica do estado centro-asiático (100 católicos) é “uma etapa decisiva para a história da Igreja no país”.

O superior recebeu em março passado uma comunicação do Ministério de Justiça turcomeno e do “Conselho para as religiões”, organismo governamental existente na república. De agora em diante a Igreja é autorizada a ter “uma presença pública oficial”, com todos os benefícios que isso implica, em nível jurídico e em nível pastoral.

Nos próximos dias, a partir de 17 de julho, será o Núncio Apostólico na Turquia e Turcomenistão, Dom Antonio Lucibello que visitará o país a fim de se encontrar com os representantes do Ministério do Exterior e do Ministério da Justiça, ratificando as etapas concluídas e expressando a satisfação de Santa Sé.

O núncio presidirá também uma cerimônia para saudar o Frei Tomasz Kostinski, OMI, missionário que parte para a Irlanda, que será substituído na Missio Sui iuri por um jovem missionário espanhol dos Oblatos de Maria Imaculada. Além disso, da Polônia se une à comunidade o diácono Pe. Raphael, que no próximo ano se tornará sacerdote.

Na república ex-soviética da Ásia Central, que conta 5 milhões de habitantes, com os 90% de muçulmanos, vivem 100 católicos batizados, cerca de 30 catecúmenos e um grupo de “simpatizantes da fé cristã”.

O Turcomenistão, como os outros países da Ásia central, é uma terra de “primeira evangelização”: no país não existem igrejas católicas, destruídas pelos revolucionários soviéticos a partir de 1920. As comunidades religiosas admitidas eram até agora a islâmica sunita e a Igreja Ortodoxa russa.

Há 13 anos a Igreja Católica apresentou o pedido de registro oficial, O Ministério da Justiça exigia que no comando da comunidade religiosa teria que ser um cidadão turcomeno. Este obstáculo foi superado. “Hoje nós pensamos também em pedir ao governo a construção da primeira igreja católica em nossa missão. Até agora construímos a igreja de “pedras vivas”, agora queremos edificar um templo” – ressalta Pe. P. Andrej.

A comunidade cristã pede para reaver a única igreja armênia que sobreviveu ao período soviético, que se encontra no Turcomenistão, no oeste do país, em estado de quase completa decadência, e outra igreja localizada em Serdar, hoje transformada num bar.

Os católicos turcomenos são a maioria de etnia polonesa e alemã. Os fiéis católicos até agora, celebram a Santa Missa no território diplomático da nunciatura de Ashgabat e se encontravam em suas casas.

No país trabalham dois sacerdotes católicos e um diácono (Missionários Oblatos de Maria Imaculada, como Pe. Madej) e não tem nenhuma religiosa. As esperanças é que de agora em diante voltem a florescer. (PA)

Agência Fides

* Irmãs Clarissas aderem à tecnologia para interceder pelas necessidades do mundo.

terça-feira, julho 6th, 2010

Do G1

Até então escondidas do mundo em sua reclusão, as nove Irmãs Clarissas de York, no Reino Unido, rezavam para ajudar nas tragédias do mundo apenas quando recebiam notícias por meio de cartas. Agora, as religiosas da Ordem de Santa Clara entraram no Século XXI, utilizando um computador para poder saber o que precisa de ajuda no mundo.

Chamado de Goldie, o computador, desenvolvido pelo estúdio de design interativo de Goldsmiths, da Universidade de Londres, apresenta às freiras todas as notícias do mundo exterior. Quando elas leem as mensagens, rezam para quem está precisando de ajuda. A máquina apresenta as principais manchetes do mundo de forma bastante clara e intuitiva para as religiosas.

Foram meses de negociação para que a Universidade convencesse as religiosas a testar a tecnologia. Tradicionalmente, elas só rezavam para ajudar o mundo exterior quando recebiam cartas, telefonemas e, recentemente, e-mails.

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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