Artigo da ‘Cinema’ Categoria

* Ator despedido por negar-se a fazer cenas de sexo agora produz série sobre sacerdote.

quinta-feira, agosto 19th, 2010

O ator católico Neal McDonough, que perdeu um papel na série Scoundrels da rede ABC, nos Estados Unidos, por negar-se a protagonizar cenas de sexo explícito, é agora o produtor e protagonista de uma nova série sobre a história de um policial que deixa o uniforme para converter-se em sacerdote.

O ator Neal McDonough, conhecido por suas atuações em filmes como Minority Report, séries como Desperate Housewives (Mulheres Desesperadas) e Band of Brothers, foi despedido pela cadeia ABC da produção televisiva Scoundrels por negar-se a filmar cenas de sexo explícito, algo que vai contra seus princípios católicos.

Embora a cadeia ABC dissesse que sua separação se deveu a “mudanças no elenco inicial”, diversos meios como LifeSiteNews.com informaram que a verdadeira razão foi sua negativa a realizar as polêmicas cenas.

A postura de McDonough não é nova. Casado e pai de três filhos, o ator já tinha rechaçado rodar cenas de sexo quando interpretava o marido da atriz Nicolette Sheridan na quinta temporada da série Mulheres se Desesperadas, também da ABC, assim como na série Boombtown da NBC.

Conforme se informou à imprensa, o ator decidiu renunciar ao milhão de dólares que ia receber por seu papel em Scoundrels, por manter seus princípios.

Nikki Finke do Deadline Hollywood informa que agora McDonough será o produtor executivo e protagonista da nova série do Starz titulada “Vigilante Priest” (Sacerdote vigilante) que narra a vida de um ex-policial de Los Angeles que “limpa as ruas da cidade de um pecador a cada vez”.

Para este projeto conta com a ajuda do produtor de “Law & Order” Walon Green e conta com a colaboração de John Avnet quem dirigirá o piloto e será o co-produtor da série.

Sobre Mc Donough, Nikki Finke escreveu que aplaude a fidelidade aos seus princípios “ainda quando isto lhe custe o trabalho”.

Atualmente McDonough participa do filme do Marvel sobre o gibi Capitão

* Cinema e Aborto.

segunda-feira, julho 26th, 2010

Por Franco Baccarini*

Nos últimos anos assiste-se a uma multiplicação de filmes sobre o tema do aborto; um fenômeno paralelo à também crescente atenção dada ao assunto nos âmbitos político e social, de forma que não se trata de uma mera coincidência. Dado o pouco espaço à disposição, tratarei de apenas dois filmes.

O primeiro título que submeto à atenção do leitor é “L’amore imperfetto” (“O amor imperfeito”), Itália-Espanha, 2000, dirigido por Giovanni Davide Maderna, com Enrico Lo Verso e Marta Belaustegui.

A palavra “imperfeito” do título remete à questão que está na base do ótimo filme de Maderna, que passou quase despercebido pelo público. A questão é a seguinte: seria imperfeito o amor que estabelece por uma criança destinada à morte antes mesmo de nascer?

A questão suscita imediatamente outra: seria imperfeito o amor por uma vida que nasce, apenas pelo fato desta ser imperfeita? E podemos encontrar uma terceira questão, chave para o filme de Maderna: quão longe podem ir a fé e a esperança se o filho que Angela – a protagonista – porta em seu ventre está destinado a não viver?

Também neste caso, é oportuno apresentar uma breve sinopse para melhor compreender o assunto de que tratamos. Sergio e Angela são dois jovens recém-casados que esperam pelo primeiro filho, tão desejado; já sabem que a criança nascerá com uma gravíssima má formação cerebral que deve condená-lo à morte, mas esperam por um milagre. Quando a gravidez chega ao fim, o menino nasce com a doença diagnosticada; os dois jovens ficam de tal forma abalados pelo drama que qualquer diálogo se torna impossível, e a vida do casal é destruída.

Na verdade, e este detalhe é de fundamental importância, a posição da mulher é claramente distinta daquela do homem: ela tem fé, enquanto ele em nada crê. Angela, a esposa espanhola de Sergio, sofre profundamente, como é compreensível, e após o nascimento da criança, apóia-se em uma profunda fé em Deus, que irá ampará-la também na quase imediata separação da criança, à diferença de seu marido, que, desprovido de fé, se entregará ao mais absoluto desespero. A jovem mãe, tão corajosa e tão duramente provada pela dor, deverá então enfrentar também o distanciamento afetivo e espiritual do próprio marido.

O filme, segundo admite o próprio diretor, é inspirado numa história real, e se move entre fé, esperança e incomunicabilidade, despertando intensas e profundas reflexões, também à luz de experiências verídicas vividas por associações como “La Quercia Millenaria ONLUS”, dedicada precisamente ao acompanhamento de casais que enfrentam o drama de uma gravidez problemática.

Gostaria de tratar ainda de outro filme: “Bella” (México, 2006), dirigido por Alejandro Monteverde e interpretado por Eduardo Verástegui, Tammy Blanchard, Ali Landry e Manual Pérez.

Cabe ressaltar que o filme, transcorridos cinco anos desde sua estréia, ainda luta para encontrar distribuidores dispostos a exibi-lo nas telas dos cinco continentes, muito embora seu valor tenha sido confirmado com a vitória do People’s Choice Award 2006 no Festival de Cinema de Toronto.

O arcebispo da Filadélfia, cardeal Justin Rigali, pediu a todos os que tiverem a oportunidade que assistam ao filme – o protagonista é um modelo de católico.

“Este filme está destinado a exercer um impacto extraordinário na vida das pessoas”, disse o presidente do comitê da Conferência Episcopal norte-americana.

“Bella” conta a história de uma jovem grávida que perde o emprego, e de um homem que não consegue superar o trauma causado por um incidente no passado. A amizade muda a vida dos dois e abre caminho para novas esperanças.

O protagonista, Verástegui, é considerado um católico exemplar, após ter vivido uma vida bem diferente. A conversão o transformou num decidido defensor do direito à vida. O produtor executivo do filme é Steve McEveety, o mesmo de “A Paixão de Cristo”.

“Romântico, por vezes dramático, introspectivo, para muitos é o filme cristão do ano e um hino à vida de rara eficácia (…) Nina é uma garçonete que acaba de descobrir que está grávida, e por essa razão é demitida. Pensa em abortar (…). Nina, com a ajuda de um rapaz, José, compreende o valor da criança que está em seu ventre (…).

O ator principal, Eduardo Verástegui, nas fases iniciais de preparação do filme, visitou um clínica de aborto a fim de melhor entender os sentimentos das pessoas que estão para realizar um gesto tão fatal. Lá, fez amizade com um jovem casal mexicano; meses mais tarde, recebeu um telefonema do casal pedindo-lhe a permissão de chamar seu filho de Eduardo [1]”.

Já em 2002, escrevi num artigo para a revista “Silarus” [2] em que digo que, além de serem expectadores conscientes, é necessário que os católicos estejam empenhados em promover autores, produtores e artistas, a fim fazer frente às produções com temáticas contrárias à vida, que banalizam questões como o aborto, a eutanásia, a sexualidade e promovem modos de vida egoístas e consumistas.

A esta necessidade respondeu perfeitamente a Metanoia Films, a partir de uma intuição de Verástegui, com a ajuda do produtor Steve McEveety e a direção competente de Monteverde.

Se os longas costumam ser trabalhosos e custosos (“Bella” foi rodado em três semanas e com poucos recursos), exigindo uma máquina de produção e distribuição de grande escala, seria desejável que ao menos se apoiasse o desenvolvimento de grupos dedicados à produção de curtas-metragens, com o duplo objetivo de formar novos autores, atores e técnicos e de responder ao monopólio niilista que domina as grandes telas.

* Franco Baccarini é especialista em bioética e crítico de cinema.

[1] Bricchi Lee L., Bella. Dagli Usa il film cristiano del 2007, in “Avvenire”, 11 novembre 2007, p. 7.

[2] Baccarini F., L’evangelizzazione e i media, in “Silarus”, n. 220/2002; e “Cinema e spiritualità (Il sacro nella civiltà delle immagini)”, su “Silarus”, n. 223/2002.

* Jornal vaticano elogia Toy Story 3 e sua lição de amizade verdadeira.

segunda-feira, julho 12th, 2010

O jornal vaticano L’Osservatore Romano elogiou a nova produção de Disney-Pixar Toy Story 3, por oferecer aos espectadores uma profunda reflexão sobre temas humanos transcendentais e dar uma lição sobre a amizade verdadeira, através da experiência dos brinquedos protagonistas.

Nesta terceira entrega, os íntimos Woody o vaqueiro e Buzz Lightyear junto com seus amigos devem enfrentar seu destino. Andy, seu dono, deixou de brincar com eles, já tem 17 anos, irá à universidade e deve decidir entre enviá-los como doação a uma creche ou desprezá-los.

No artigo titulado “Como se faz um belo filme”, o autor Gaetano Vallini considera que Toy Story 3 é “um filme com F maiúscula” e lamenta as críticas de certas feministas americanas que “teriam visto em alguns personagens tendências sexistas e homofóbicas”.

“Provavelmente se esqueceram que quando eram meninas os brinquedos eram apenas objetos através dos quais alguém podia divertir-se e sonhar, duas coisas que esta produção também propõe e se é que não chegar a ser considerada uma obra mestra, pois pouco lhe falta”, acrescenta Vallini.

O autor elogia a técnica e a qualidade da produção que superou “o severo juízo das crianças e agrada inclusive os adultos”, colocando-se ao nível de outros filmes da Pixar que nos últimos anos ressaltaram os valores humanos como “Wall-E”, que promove a defesa da vida, e “Up”, que em seus primeiros minutos mostra o valor do Matimônio.

Segundo Vallini, Toy Story 3 revela que “a amizade é o verdadeiro vínculo deste improvável mas afiançado grupo de brinquedos” e permite que o espectador reflita sobre “temas importantes, como o valor da amizade e a solidariedade, o medo a sentir-se só ou rechaçado, o iniludível de fazer-se grande e a força que surge ao sentir-se parte de uma familia..

Trata-se, acrescenta de “outro belíssimo filme: uma aventura de grande intensidade emotiva, em que as vivências dos brinquedos, graças à sua capacidade de atuar e pensar como humanos ao puro estilo Disney, convertem-se em uma metáfora útil para falar de sentimentos verdadeiros” sob a famosa frase “Há um amigo em mim”, da canção que acompanha Toy Story desde seu primeiro episódio.

* Filme desperta vocações sacerdotais e comove audiências na Espanha.

quinta-feira, junho 17th, 2010
Uma imagem da produção “O Último Cume” ou “La Ultima Cima”, seu nome original em espanhol.

O  jornal espanhol La Razón destacou o surpreendente êxito do filme “O Último Cume’, um documentário sobre a vida de um jovem sacerdote espanhol que faleceu recentemente em um acidente nas montanhas no ano passado.

Em duas semanas de exibição, a produção figura nos primeiros lugares de bilheteria e começou a despertar vocações sacerdotais entre seus espectadores.

La Razón explica que “o filme ‘que fala bem dos sacerdotes’ se converteu em um dos documentários espanhóis mais vistos na história”, com 30 mil espectadores; “penetrou-se entre as 15 mais vistas do anúncio e se projetava em 60 salas de toda a Espanha”.

“O último Cume”, filme dirigido por Juan Manuel Cotelo e produzido por Infinito+1, fala da vida do sacerdote Pablo Domínguez, que faleceu em ao descender de uma montanha há um ano e meio.

Em Infinito+1 não deixam de receber mensagens e cartas de apoio pelo filme e provocou inclusive que alguns se decidam pelo sacerdócio. “Graças ao seu filme, dois jovens da paróquia encontraram por fim o momento para propor-se seriamente (a seguir) sua vocação”, escreveu à produtora um sacerdote de Madrid.

“E não são os únicos. Numerosos jovens se puseram em contato com Infinito+1 para manifestar-lhes que, depois de ver o filme, decidiram entrar no seminário”, sustenta La Razón.

ACI

* Filme que fala bem dos sacerdotes já é êxito de bilheteria na Espanha.

sexta-feira, junho 11th, 2010

O filme “O último cume” sobre a vida do sacerdote Pablo Dominguez, no fim de semana de sua estréia e com tão somente quatro cópias converteu-se no filme número 1 em espectadores de cinema na Espanha. A demanda popular permitirá que agora se projete em 50 salas de todo o país.

Conforme informou a produtora Infinito Más Uno, “o único filme em cinemas que fala bem dos padres vendeu (nas salas onde foi exibido) o dobro de entradas vendidas para o filme Sexo em Nova Iorque 2 e o triplo das entradas vendidas para O Príncipe da Pérsia ou Robin Hood” .

“Perto de 6000 mil pessoas já viram este filme de Juan Manuel Cotelo apesar de estar em tão somente em quatro cinemas de toda a Espanha e de competir diretamente com as grandes”, acrescentou a produtora em uma nota de imprensa.

Os produtores agradeceram pela maciça resposta do público. “O último cume passará por petição popular e em apenas uma semana sendo projetada em quatro cinemas a nada menos que mais de 50 salas de toda a geografia espanhola, e é apesar da estréia no meio do feriado longo do Corpus, situou-se como o primeiro filme do país em arrecadamento por cópia em cinema. Um tanto surpreendente se tivermos em conta que é um documentário cujo protagonista é nada mais e nada menos que um sacerdote”, indicaram.

Do mesmo modo, informaram que “são dezenas os cinemas que decidiram tirar de seus anúncios dos exitosos filmes em 3D para fazer um espaço para O último cume”.

“No próximo dia 11 de junho, O último topo será estreado em mais de 50 cidades espanholas graças ao apoio massivo que está recebendo há semanas através da rede. Um êxito que se deve à enorme acolhida obtida por este filme dos começos de sua caminhada, tanto pela figura do (padre) Pablo Domínguez como pelo apoio a todos os sacerdotes”, acrescentaram.

* Depois dos vampiros e lobisomens, serão os anjos a” criatura sobrenatural da vez”, na ficção?

sexta-feira, maio 14th, 2010

“Hollywood declara guerra contra Deus”

Essas foram as palavras dos críticos da 7ª arte em relação ao novo filme Legião.

O filme já estreou nos cinemas americanos e em sua trama, mostra um mundo no qual Deus perdeu a fé nos homens, e os anjos são enviados para nos destruir.

Serão os anjos a criatura sobrenatural da vez na ficção?

Misto de terror e ação, Legião tem um ponto de partida: decepcionado com a raça humana, o enredo conta que Deus decide exterminar os homens. Para isso, manda seus anjos à Terra. Um deles, Miguel (Paul Bettany), se nega a obedecer às ordens do Senhor. Resultado: vira um anjo caído.

Depois de cortar as próprias asas, segue para um restaurante de beira de estrada (O Paradise Falls “Paraiso Decaído”). A missão que ele próprio se impôs consiste em proteger Charlie (Adrianne Palicki), a garçonete “solteira”, desbocada e prestes a dar à luz. Segundo Miguel, a única esperança de sobrevivência para a humanidade reside no nascimento desse bebê (Um novo Messias ou será o Anticristo).

Mesmo sem botar fé na história, o dono do restaurante (Dennis Quaid), seu filho (Lucas Black) e alguns fregueses obedecem às ordens do forasteiro para defender a grávida. A história rapidamente se deteriora num festival de tiros, explosões e… zumbis! Sim, pessoas comuns – pais de família, velhinhas simpáticas e até um sorveteiro – se transformam em seres possuídos por anjos para matar outros humanos.

Quando tentam invadir o restaurante, são abatidos por rajadas de balas. Nem a ação contínua ou os efeitos especiais salvam o filme de seu roteiro constrangedor. O pastiche perde o rumo por completo no confronto final entre Miguel e seu anjo-irmão Gabriel (Kevin Durand).

O filme traz em todo o seu contexto mensagens satanistas onde o próprio produtor afirmou ter-se inspirado no livro do Apocalipse e mudando capítulos da historia bíblica para deixar o filme mais interessante e polêmica, a proposta é inverter os papéis em que Deus e seus anjos são assassinos enviados por Deus para esterminar os homens, estes mesmos anjos agem em estado de possessão para aniquilar a humanidade e o Mal salvaria a humanidade, agora com Arcanjo Miguel, que será o novo anjo decaído e protegerá o Novo Messias.

Estes tipos de heresias não são novidades para a arte de hollywood, outros filmes já estão sendo produzidos, seriados e até mesmos os famosos mangás (quadrinhos japoneses) antigos que tratavam de assuntos parecidos  já estão sendo ressuscitados para o público jovem, principal alvo.

Estão previsto outros filmes para os próximos anos, a idéia é tirar os vampiros fora de moda e colocar os anjos decaídos (ou demônios) num tom de protetores da humanidade.

Fonte: Isto É

* Lembra do “mestre”Jedi? Pois é, ele lia Santa Tereza!

sexta-feira, maio 14th, 2010

A biografia oficial do ator britânico Alec Guinness, que faleceu em 2000, destacou o papel de Deus em sua vida e no processo de conversão.

Guinness foi o ídolo de uma geração em seu papel como o Mestre Jedi Obi Wan Kenobi (Star Wars), mas antes já tinha conseguido enorme prestígio no mundo do cinema, com um Oscar em 1957 por seu papel em The Bridge rio Kwai.

O biógrafo de Guinness, Piers Paul Read, prevê, em seu livro (Alec Guinness: A biografia autorizada), uma atenção especial à fé católica do ator, onde sempre encontrou consolo e crescimento.

A infância de Guinness não foi fácil: nascido em Londres em 1914, não conheceu o pai.

Depois dos estudos, trabalhou um ano numa empresa de publicidade e, em seguida, começou a trabalhar como ator.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Guinness se tornou anglicano e mesmo depois do casamento, cogitou a possibilidade de se tornar padre. Mas então, durante anos na guerra, como oficial da Marinha Real, sentiu que o catolicismo era o verdadeiro “regimento de elite”.

Guinness escreve em seu diário: “Minha alma, meu corpo, meu cérebro precisam de religião. O mundo é muito triste e inexpressivo, sem um sentimento de adoração”.

Quando seu filho, Matthew, teve poliomielite, Guinness fez uma promessa para que Deus o curasse. Matthew se restabeleceu completamente. A partir desse fato, Guinness começa a ler os trabalhos espirituais do Cardeal Newman, Chesterton, Hilaire Belloc, Knox, Charles de Foucauld e Santa Teresa de Ávila.

Merula, sua esposa, declara: “Com todas as suas contradições, sempre havia um núcleo de verdade lá no meio que me fazia lembrar quando nos apaixonamos pela primeira vez. Eu sabia que podia sempre confiar nele “.

* Padre ajuda Mark Wahlberg a escolher papeis em filmes.

quinta-feira, abril 29th, 2010

O ator Mark Wahlberg não decide nada sobre sua carreira sem antes consultar um padre. Além de o ajudar a escolher seus papéis para um filme, o reverendo James Flavin é seu confidente.

“Mark é um católico praticante. E ele nunca toma uma decisão final sobre uma filmagem até Flavin dar o ok”, disse um amigo do ator ao tablóide americano National Enquirer.

De acordo com a fonte, Wahlberg “deve sua carreira ao padre”, já que foi Flavin quem o aconselhou a fazer Os Infiltrados, filme que lhe valeu uma indicação ao Oscar. Da mesma maneira, ele recusou o convite para atuar em O Segredo de Brokeback Mountain, por tratar de relacionamentos homossexuais, que vai contra a doutrina católica e seus valores pessoais.

“Padre Flavin foi uma influência enorme na minha vida”, confirmou Mark. “Ele estava sempre tentando me levar para a direção certa. Sem ele, as coisas poderiam ter sido muito ruins para mim.”

* Pais: Seus filhos também curtem Crepúsculo?

sábado, março 13th, 2010

César Moisés

Você é pai de uma adolescente e sabe o quanto são curiosos. Como você lida com essa questão em casa?

Essa é uma pergunta bastante pessoal e, por isso, talvez não se aplique a outros casos. Em relação à minha filha, por mais que alguém ache que seja retrógrado pensar assim, ela conhece limites. Não tenho nenhum receio em dizer “não” para ela. Afinal, ela só tem 11 anos e não pode decidir (inclusive legalmente) por sua vida. Agora, é lógico, entendo que não basta simplesmente dizer “não” sem que a situação sirva de experiência, ou seja, não a deixo sem razões. A ideia de limite, disciplina ou coisa parecida, precisa ter uma função pedagógica. Assim, o “não”, geralmente é seguido de “para que”. Algo que quero deixar claro é que não educo minha filha como se estivesse em uma redoma ou bolha, pois tal empreendimento é uma fuga temporária que fragiliza, imediatamente, a vida espiritual e, posteriormente, a vida adulta. Eu e a minha esposa sempre trabalhamos bem o fato de que se Deus nos criou, Ele é quem determina como devemos viver e não as convenções sociais ou os modismos. Por isso, não temos grandes problemas com esses assuntos, pois com pouco diálogo, a Céfora logo conclui que aquilo não é para alguém que conhece a Deus, logo, não é para ela! Sinceramente, existem coisas que, a priori, ela mesma não quer nem saber. Pode estar todo o mundo inclinado para o negócio que ela faz questão de ir na contramão. Alguém poderia alegar que ela assim procede apenas para agradar aos pais, entretanto, existem aqui também duas coisas importantes: caráter e sensibilidade espiritual. São coisas que ela precisa ter, pois não dá para forjar por tanto tempo.

Qual conselho daria para os pais?

É difícil, mas procurem fazer o mesmo. Conversem com os seus filhos, tenham diálogo. Não há receita de bolo (algo que funcione exatamente da mesma forma para todos os casos). Sejam os primeiros e maiores amigos de seus filhos, sem necessariamente serem cúmplices aceitando tudo que eles fazem ou querem. Agora é claro, tudo vai depender do tipo de criação que esse adolescente teve. Entre a repressão despropositada e a restrição consciente há uma grande distância. Outro cuidado extremamente necessário de se ter é não criar o filho em uma redoma, pois quando ele se deparar com o “mundo real” (sem o protecionismo ou a blindagem moral dos pais), não saberá como se comportar.

Qual conselho daria para os adolescentes?

Ele não é cristão porque é diferente, mas exatamente o contrário. É preciso que entenda que não é ele que está errado, mas os outros é que não estão sendo o que foram criados para serem! É por isso que, desde muito cedo, entendi que não adianta ensinar um monte de regras de “pode” ou “não pode”, pois elas se desgastam. O ideal é ensinar princípios e discutir o propósito da nossa existência: “Por que existimos?” “Para que fomos criados?” Essa é a metodologia adotada na educação de nossa filha e é altamente eficaz, esclarecedora e oferece a possibilidade de o adolescente decidir, por si mesmo, o que deve ou não fazer.

Convêm ao adolescente assistir esse tipo de filme?

Depende. Minha filha, por exemplo, assistiu o Crepúsculo juntamente comigo (Afinal de contas como é que eu iria criticar o filme ou o livro sem ter ao menos algum contato com o material?). Ela não gostou da mensagem do filme e eu fiz questão de apenas observar alguma coisa depois que ela fazia a crítica. Várias vezes ela parou o filme, e fez comentários extremamente maduros. Isso me alegra. Lamentavelmente, sei que essa não é a realidade da maioria dos lares cristãos. Assim, se os pais não possuem o costume de fazer um exercício crítico das programações televisivas e, de toda a cultura popular, é aconselhável aprofundar-se com literatura séria e, quem sabe, iniciar essa atividade a partir desses filmes. Por último, é importante observar a motivação com a qual o adolescente cristão quer assistir. Se caso a sua postura for de encanto, admiração ou mesmo simpatia, é preciso que, com o exercício crítico realizado juntamente com os pais, o adolescente cristão passe a, definitivamente, não gostar desse tipo de filme, ou seja, é preciso que ele tenha uma mudança de atitude.

Como o adolescente deve se portar com os amigos da escola, se ele não viu o filme e os amigos assistiram? Deve agradar os amigos para ser aceito naquele grupo?

Definitivamente não. Primeiro porque ele não é obrigado a ser como os demais, massificado. Para isso, volto a destacar, é importante que ele tenha tido uma boa formação familiar. Por outro lado, não recomendo que ele tenha uma postura antagonista ou legalista. Acredito que se o adolescente cristão estiver realmente preparado, pode até evangelizar  a partir do assunto do filme. Ele pode questionar alguém que não acredita em Deus, mas que, paradoxalmente, acredita nas ficções que envolvem ocultismo, superstições crenças e religiosidade. Tudo, repito, vai depender da capacidade e do conhecimento do adolescente cristão.

No filme existem vários pontos que vão contra nossa fé, por exemplo, a traição. Como mostrar para o adolescente que isso é errado, pois os filmes mostram que isso é comum?

Permita-me uma correção: a traição não é apenas contra a nossa crença, mas contrária aos bons princípios que até mesmo as pessoas não-crentes possuem. Esse é outro cuidado que precisamos ter ao tratar com os adolescentes cristãos. A traição não é errada somente para quem serve a Deus, mas para qualquer pessoa! E talvez seja exatamente nesse ponto que a gente mais erra. É preciso reconhecer uma coisa: o filme e os livros sabem passar sua ideologia de forma muito criativa e sutil. O nosso problema é que achamos que as coisas certas, ou seja, os bons valores e princípios devem ser ensinados com a testa franzida, a voz grave e em tom ameaçador. Em outras palavras, significa que eu não posso ser simplista e ensinar aos adolescentes cristãos que a traição é um pecado.
É preciso acrescentar que ser íntegro é obrigação do ser humano, independentemente de sua crença.
Por isso, não canso de insistir, tudo passa pela formação familiar do adolescente. Se ele tem essa boa formação, com certeza ela se refletirá em todos os momentos de sua vida, ou seja, ela servirá como um “filtro moral”, fazendo com que o adolescente rejeite tudo aquilo que não condiz com a ética, a boa moral, os bons costumes e valores e, acima de tudo, com a Palavra de Deus.

Qual o prejuízo para nossos jovens e adolescentes assistir filmes que trazem vampiros como mocinhos?

A ideologia que a trama consegue passar. Esse aspecto para mim é o mais pernicioso. O existencialismo (com sua indiferença e irresponsabilidade quanto às consequências das más ações), ou mesmo o ceticismo, aparecem em diversos momentos.

Só um exemplo, tem uma cena em que Bella (a atriz Kristen Stewart) e Edward chegam ao colégio onde ambos estudam. Devido ao fato de o Edward nunca ter sido visto com garota alguma, todo mundo fica olhando para eles. Ela então diz: “― Estamos quebrando todas as regras”, ao que ele responde: “― Não tem importância, eu vou para o inferno mesmo”. O momento é supervalorizado e não a eternidade.

Se as pessoas que assistem soubessem da realidade do inferno, aí sim sentiriam arrepios.

No entanto, da forma como a ficção mostra, o inferno pode se tornar interessante em virtude da criatividade com que toda a trama se desenrola (nos livros ou nos filmes). Não saber distinguir a realidade da ficção, no sentido de aferir as consequências de determinados atos, é algo extremamente perigoso. Se em minha época de adolescência (final dos anos 80 e início dos anos 90), o conde Drácula era assistido ― e temido! ―, no enredo da autora Stephenie Meyer, os vampiros são “legais” e atraentes, além de cavalheiros.

* “Lourdes” e ” Bella”, Filmes premiados e que exprimem valores Cristãos.

sábado, março 6th, 2010
Em geral, os murmúrios despertados por um filme de tema católico suscitam maus presságios a respeito de seu conteúdo sacro.Exceção feita ao filme de Mel Gibson “Paixão de Cristo”, de 2004, quanto maior a atenção dada a um filme que trate de religião, maiores são as chances de que este seja hostil aos católicos.

Por tudo isso, quando “Lourdes”, filme da diretora austríaca Jessica Hausner, foi exibido no Festival de Cinema de Veneza, e venceu um prêmio da União dos Ateus (ainda que, para mim, o prêmio ateu de cinema por excelência seja mesmo a Palma de Ouro), eu esperava pelo pior.

Hausner, entretanto, me pegou completamente de surpresa com seu filme caloroso e muito humano; não piedoso, mas respeitoso; que não evangeliza, mas também não rejeita.

A trama gira em torno de uma menina francesa, Christine, presa a uma cadeira de rodas por uma enfermidade que poderia ser esclerose múltipla. Seus braços paralisados parecem condená-la definitavamente à cadeira. Etérea e com olhos grandes, não é uma imagem que desperta piedade; é a imagem de um outro mundo, a de um contexto desconhecido.

Christine não é particularmente devota, e dirige-se a Lourdes, principalmente, pela companhia, e para trocar de ambiente, mais do que por uma esperança de uma cura milagrosa. É a primeira a dizer que prefere os “lugares culturais, como Roma, aos religiosos” (ganhando assim imediatamente minha simpatia). Movida por simples espírito de camaradagem, junta-se à multidão de pessoas de todas as cores, línguas e doenças – sejam espirituais ou físicas – que se encontram reunidas em Lourdes.

Hausner não esconde a exploração comercial dos santuários. O enorme comércio de souvenirs e a massiva infra-estrutura turística mostram bem como são os negócios em Lordes. Tendo vivido em Roma e estado recentemente na Terra Santa, o filme me tocou por sua justaposição entre o sagrado e o profano. Quando Hausner permite, porém, que a Basílica de Lourdes entre em cena, os enfeites de plástico dão lugar à imponente majestade da igreja.

A impressionante construção se opõe às colinas e ao céu, como um símbolo de algo muito superior às atividades comerciais que se dão ao seu redor.

O filme leva o espectador a Lourdes através do olhar de Christine, que, como os outros, entra na fila para tocar as paredes da Gruta, banhar-se nas águas e receber a unção dos enfermos. Em nenhum momento Hausner ridiculariza a fé dos fiéis ou suas orações para obter saúde; mas leva o espectador a um mundo no qual os doentes constituem um grupo privilegiado, e no qual os que têm saúde são os curiosos.

O som desempenha um papel importante na obra, com o ruído das vozes substituindo a trilha sonora e o som de cadeiras e pés arrastados fornecendo a percussão. Os sons ásperos da vida cotidiana se suavizam apenas nas cenas que retratam as cerimônias sacras, nas quais o público é aliviado pelos cantos, o som de um órgão ou pela “Ave Maria”.

O pacífico sacerdote de feições redondas que acompanha o grupo é apresentado de maneira positiva, distante das caricaturas de sacerdotes tão comuns no cinema contemporâneo. Acentua o verdadeiro propósito de Lourdes: não curar o corpo, mas ajudar as pessoas a aceitar a vontade divina como fez a Mãe de Deus. Apresenta a questão chave: um corpo paralisado pela doença traz mais dor do que uma alma paralisada pela dúvida e pelo medo? Sua fé tem raízes sólidas, mas nem mesmo ele está imune à tentação de degustar a luz de um milagre.

Neste filme, os católicos apreciarão a figura de uma senhora idosa que reza pela cura de Christine e está sempre preocupada com ela. Sua fé simples, sua intercessão constante e, finalmente, a confissão Christine, terão como fruto o fato de que a jovem paraplégica voltará a andar.

A “cura” é apenas um ponto no meio do filme. As verdadeiras indagações serão colocadas a partir de então. É uma regressão da doença? É uma intervenção divina? É definitiva? O que fará Christine a partir dela? Onde termina o trabalho daquele que intercede, e qual será o preço desta cura?

Se Christine estava presa à cadeira de rodas como uma criança, logo se tornará uma adolescente. Agora que sua doença física desapareceu, estará à mercê de sua fraqueza espiritual. Como os voluntários da Ordem de Malta, apresentados flertando, bebendo e fazendo piadas de teor cético, tenta participar dos divertimentos a que não tivera acesso por sua doença.

Ainda que esta cena possa ser entendida como uma referência à hipocrisia ou a uma falta de sentido da religião, estas questões me atingiram profundamente e as considero muito humanas. Deixam um senso de esperança para todos nós.

Embora não se trate de um filme fácil, a ausência de blasfêmias, nudez ou profanações em “Lourdes” é muito reconfortante, e a narrativa é capaz de atingir com sucesso o público moderno, que tende a ver os santuários como um mero negócio lucrativo, abrindo espaço para um debate pacífico e equilibrado sobre a fé.

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* Elizabeth Lev leciona Arte e Arquitetura Cristãs no campus italiano da Duquesne University e no programa de Estudos Católicos da Universidade San Tommaso. Pode ser contatada no e-mail: lizlev@zenit.org

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” Bella “

Carlo Casini, presidente da Comissão para Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu, entregou no Parlamento Italiano, o prêmio Madre Teresa de Calcutá ao ator mexicano Eduardo Verastegui, protagonista e co-produtor do filme “Bella”.

Casini, que também é presidente do Movimento para a Vida na Itália, explicou que o Parlamento Europeu outorga prêmios que no geral não levam em conta as pessoas que lutam pela defesa da vida e da família. Por esse motivo, explicou que os Movimentos para a Vida no velho continente decidiram instituir esse prêmio, remetendo à religiosa albanesa, para homenagear aqueles que apoiam a vida e a família natural.

Este ano, o homenagiado foi o filme “Bella”, uma história de amor cujos protagonistas superam suas dificuldades graças ao nascimento de uma menina. Situada em Nova York, o filme ganhou o prêmio People’s Choice Award no Festival Internacional de Cinema de Toronto.

Na entrega do prêmio participou Pierferdinando Casini, ex-presidente da Câmara dos Deputados da Itália, que observou: “temos de divulgar este filme, porque nenhuma pessoa inteligente se prejudica com a sua mensagem, que não é ideológica, mas comovedora”.

Casini, líder do partido da União Democrática de Centro, fez referência à lei do aborto, confirmando que “o valor da vida e a maternidade é um denominador comum que une todos”, pois “temos de ajudar as mulheres que estão sozinhas e em dificuldades durante a gravidez.”

O diretor do jornal “Avvenire”, Marco Tarquinio, constatou que o filme “Bella” exalta a harmonia da família. “Na solidão há morte e na relação entre as pessoas está a vida”.

A produtora italiana Lux Vide comprou os direitos do filme “Bella” na Itália e anunciou que, após a distribuição nos cinemas, será transmitido pela rede pública italiana RAI, este ano.

Eduardo Verastegui, ao agradecer a concessão do prêmio, explicou que esse filme mudou sua vida e de muitas pessoas: calcula-se que ao menos 300 crianças que deviam ser abordatas puderam nascer depois que suas mães assistiram a “Bella”.

O ator também fez referência ao debate que aconteceu no México sobre o aborto e constatou que, nessa República, 18 Estados reconheceram em sua Constituição o direito à vida desde sua concepção.

* Existe alguma relação entre ficção cientifica e religião?

segunda-feira, março 1st, 2010

Entrevista com o professor Antonio Scacco, fundador da revista “Future Shock”

Desde suas origens, uma das características do gênero literário e cinematográfico da ficção científica foram as posições anti-humanistas e cientificistas.Tais concepções mistificadas do futuro da ciência e da tecnologia retratam um mundo no qual a humanidade se vê a mercê do niilismo e dos caprichos de poderes ditatoriais.

Por outro lado, existe também uma corrente de ficção científica que define a si própria como “humanista”, e que nutre aspirações educativas.

Sobre o assunto, o livro do professor Antonio Scacco, “Fantascienza umanistica” (“Ficção científica humanista”, editora Boopen), é muito elucidador.

Neste livro, o autor, que é fundador e editor da revista “Future Shock” (www.futureshock-online.info/index.html), propõe que a ficção científica pode desempenhar um papel educativo ao conscientizar os leitores dos grandes dilemas da ciência.

–A seu ver, qual é o objetivo primordial da ficção científica?

–Scacco: Para compreendermos melhor a natureza e o propósito da ficção científica, ou como se diz em inglês, “Sci-fi” (science-fiction), precisamos voltar às suas raízes, que remontam ao nascimento da própria ciência moderna. O advento da ciência provocou, como se sabe, um choque cultural de proporções jamais antes experimentadas pela humanidade, dividindo-a em dois grupos antagônicos: o dos defensores e o dos opositores. É fácil perceber, assim, que o propósito primordial de uma obra de ficção científica é o de discutir os impactos da ciência em nossa sociedade. Não por acaso, a ficção científica tem sido definida como uma literatura de idéias. Nela são tratadas questões muito importantes: o sonho de um mundo melhor, a abertura ao horizonte utópico, e nos melhores exemplos, a indicação de um destino transcendente, que o homem moderno tenta remover da própria consciência.

–O que significa falar em uma obra de ficção científica humanista? O que a distingue das demais? Poderia indicar um autor?

–Scacco: Como já disse anteriormente, nem sempre o homem tem uma atitude positiva com relação à ciência. Esta é também a opinião de alguns autores de ficção científica, entres os quais citaria Edward M.Foster, por seu romance “The Machine Stops”, de 1909, na qual acusa a ciência de anular a capacidade de iniciativa dos homens.

Felizmente, para além destas duas posições – uma que exalta as “magníficas realizações do progresso científico”, e outra que levanta a bandeira do “vade retro” tecnológico, há uma terceira: a de uma ciência vista como fator de humanização, conforme defendida por Enrico Cantore em seu ensaio “O homem científico. O significado humanístico da ciência” (”Scientific Man: The Humanistic Significance of Science”, 1977).

Um exemplo de ficção científica de cunho humanístico é a de Isaac Asimov e seu romance “Lucky Starr e os oceanos de Vênus” (”Lucky Starr and the Oceans of Venus”, 1954), no qual o protagonista David Lucky Starr, uma espécie de cientista-filósofo, rico em coragem, espírito de aventura, retidão moral, humanidade e amor pela razão, representa o influxo humanizante da ciência, a ponto de sugerir uma recuperação do vilão Lyman Turner, um cientista criminoso, ao invés de eliminá-lo da sociedade.

Qual é a relação entre ciência, ficção científica e religião?

–Scacco: A ciência, hoje, parece seduzir o homem com o sonho de um poder ilimitado. É uma espécie de embriaguez, que turva a visão de outros horizontes. Aí reside a origem da crise religiosa que atinge, em nível global, o Homo tecnologicus.

A ficção científica, por sua íntima ligação com a ciência e por sua proposta de explorar todas as possibilidades reservadas ao futuro humano, não poderia se eximir de tratar dos problemas de natureza ética, espiritual e religiosa suscitados pelo desenvolvimento científico. Um tema frequentemente abordado pela ficção científica é o da presença do mal no mundo, como por exemplo nos romances “Guerra ao Nada” (A Case of Conscience, 1963), de James Blish e Os Endemoniados (A Plague of Pythons, 1965), de Frederick Pohl.

–Em um dos capítulos de seu livro, o senhor aborda a presença da Igreja Católica nas obras de ficção científica. Como é apresentada a Igreja?

–Scacco: A Igreja está presente nas narrativas de ficção científica por dois motivos. O primeiro é que esta, desde a Idade Média, não apenas promoveu o estudo da filosofia natural de Aristóteles, da qual derivam os trabalhos de Santo Alberto Magno e São Tomás de Aquino, como também estimulou e sustentou o nascimento e crescimento das primeiras universidades. Sem estes passos fundamentais, conforme demonstrou Edward Grant em seu livro brilhante “As origens medievais da ciência moderna”, não teria ocorrido a revolução científica galileiana, não teria nascido o que hoje chamamos de ciência nem nossa moderna civilização ocidental. O segundo motivo é que a Igreja Católica tem sido uma referência de humanismo, especialmente neste momento histórico em que uma escalada desumanizante parece submeter o gênero humano.

–Em outro capítulo, o senhor sustenta que a ficção científico serviu a um projeto de “descatolicização”. Poderia explicar como isso ocorreu?

–Scacco: O comportamento irreverente do homem diante de Deus, da criatura diante do criador, é tão antigo quanto o próprio mundo. Lembremos de um personagem da mitologia grega, Capaneu, um dos sete reis que participaram do cerco a Tebas, o qual, ao transpor os muros da cidade, desafiou a Zeus com injúrias, e este então o fulminou imediatamente com um raio. Nos dias de hoje, esta postura de soberba se desenvolveu excessivamente, graças ao desenvolvimento científico e tecnológico que conferiram ao homem um poder sobre a natureza e sobre seus semelhantes nunca antes imaginado.

Daí para a negação da transcendência é apenas um passo. O homem fez de si mesmo um deus, substituindo a esperança de um reino bíblico pela esperança de um reino do homem. Nesse contexto, a religião em geral, e em particular a Igreja Católica, são vistas como um obstáculo à plena felicidade do homem, que apenas a ciência e a tecnologia modernas podem proporcionar.

Muitos autores de ficção científica têm uma formação de caráter positivista, tornando-se, assim, promotores de uma ideologia antirreligiosa e anticristã, como é o caso por exemplo do romance de Norman Spinrad, “Deus X” (1992), no qual a Igreja do futuro é retratada como uma organização guiada por interesses puramente humanos, sob o comando da Papisa Maria I, “uma velha sagaz, que ascendeu numa das pirâmides mais falocráticas do mundo servindo-se de todos os meios disponíveis, lícitos ou ilícitos”.

–Quais são os méritos de uma ficção científica humanista e de que forma esta pode ser vinculada a um projeto cultural católico?

–Scacco: Apesar do sucesso de tantos filmes, como Star TrekBlade RunnerIndependence Day e o recente Avatar, a literatura de ficção científica está em crise. Qual seria a causa? A meu ver, isso se deve justamente ao fato de ter sido marcada como a literatura da transgressão, da dessacralização e do niilismo.

As obras de caráter anti-utopista, catastrofistas e pessimistas são interessantes ao gênero do “sci-fi” apenas até certo ponto. Por vezes, podem suscitar nos leitores um sentimento de impotência e frustração, que acaba por afastá-los da ficção científica. Com a ideia de uma ficção científica “humanista”, quis deixar a mensagem de que os autores do gênero devem procurar valorizar a função mais genuína da “sci-fi”: a de recosturar as culturas humanista e científica. Uma ficção científica comprometida com esse objetivo me parece atender a todos as exigências para fazer parte de um projeto cultural católico.

***

Nossa Igreja está em todas! O esplendor da verdade atinge a tudo e a todos.

Urge Evangelizar!

* Filme “Invictus” é elogiado pelo jornal do Vaticano.

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

O jornal L’Osservatore Romano dedicou um de seus habituais comentários cinematográficos a elogiar o tema da reconciliação e o perdão na produção Invictus, dirigida por Clint Eastwood, aonde através da luta pela obtenção do campeonato mundial de rugby de 1995, mostra Nelson Mandela lutando pela unidade e a pacificação da África do Sul.

O artigo do LOR assinala ao princípio que “às vezes acontece que um evento esportivo assume significados que vão além do aspecto competitivo. Assim se para a maior parte das pessoas a final da Taça do Mundo de rugby de 1995, disputada no Ellis Park Stadium de Johanesburgo, foi apenas uma vibrante partida com um resultado surpreendente, para a África do Sul representou um momento crucial da história nacional”.

Mandela, prossegue o texto, tinha ante si a “um povo dividido entre os brancos –poucos e donos do poder e da riqueza– e os negros, pobres e marginalizados. A impensável convergência dos torcedores ante uma equipe (de rugby), os Springboks, apoiados só pelos afrikaaners e odiada pelos nativos por causa das cores verde e ouro convertidas no símbolo da segregação, ajudou em parte a sanar as feridas do passado e a infundir esperança em um futuro cheio de incógnitas depois da vergonha do apartheid”.

LOR assinala que nesta produção Clint Eastwood segue em sua tarefa de “explorar o homem e a sociedade. Seguindo a rota do filme Gran Torino (hino à não-violência e convite à tolerância racial, contra todo preconceito) confronta os delicados tema do perdão e da reconciliação. ‘O perdão –faz dizer a seu Mandela– liberta a alma, cancela o medo. Por isso é uma arma tão potente’”.

Morgan Freeman e Matt Damon interpretam, respectivamente, Nelson Mandela e Françoise Pienaar, o líder dos Sprinboks, a equipe nacional de rugby que tem a missão de ganhar o campeonato mundial “que será disputado na mesma África do Sul. Mas o verdadeiro objetivo é a pacificação do país sintetizada no lema ‘uma equipe, um país’. A ocasião é única e irrepetível e, desportivamente, é uma empresa ao limite do possível”.

Para obtê-lo, continua o LOR, a equipe chega a ter o apoio das mais de 60 mil pessoas presentes na final no estádio de Johanesburgo e “mais de 42 milhões de sul africanos brancos e negros, unidos pela primeira vez, diante da televisão e do rádio”.

“Uma bela lição da história, levada inteligentemente ao cinema por um grande diretor para o benefício de um público mais vasto”, conclui o artigo.

* Arquidiocese do Rio pede indenização por imagem do Cristo no filme ‘2012’.

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

Distribuidora Columbia Pictures não foi autorizada a usar imagem.
Valor ainda não foi estipulado e negociação é amigável, diz arquidiocese.

Carolina Lauriano Do G1.

No filme “2012” (assista ao trailer), do cineasta alemão Roland Emmerich, o Cristo Redentor é destruído junto com outras construções famosas ao redor do mundo. O uso da imagem da célebre estátua carioca, no entanto, não foi autorizado pela Arquidiocese do Rio, que agora pede uma indenização à distribuidora Columbia Pictures pelo uso indevido.

De acordo com Claudine Dutra, responsável pelo departamento jurídico da arquidiocese, a negociação está sendo feita de forma amigável e ainda não há uma ação contra a Columbia e nem um valor estipulado da indenização.

“Eles nos procuraram na fase de pré-produção do filme, acho que em 2008, para pedir autorização e isso foi negado. Mesmo assim, eles usaram o Cristo no filme”, afirmou a advogada.

A direção-geral da Columbia informou que o caso está sendo tratado por advogados em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Segundo a assessoria de imprensa da arquidiocese, o Cristo Redentor é de propriedade da igreja e, por isso, o órgão teria o direito de negar o uso da imagem da estátua.


Pedido de desculpas

Ainda de acordo com Claudine, em dezembro de 2009, um mês após a estreia do filme, a Columbia recebeu uma notificação e os advogados da distribuidora se retrataram, em reunião com a equipe da arquidiocese.

Em documento, segundo a arquidiocese, eles se desculparam dizendo que “em nenhuma hipótese o uso da estátua na produção do filme ‘2012′ teve por intenção causar prejuízo ou de qualquer outra maneira atacou ou ofendeu a imagem da igreja ou a fé católica”.

“A gente entendeu, mas isso não é suficiente. Houve o uso indevido da imagem, fiéis nos procuraram indignados”, afirmou a advogada.

* Avatar. Qual a “teologia” do filme que bateu o mega sucesso Titanic?

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

Quantcast


O sucesso de “Avatar” foi bilionário. Os efeitos visuais do filme de J. Cameron são mesmo incríveis — assisti em 3D. A mensagem central é alinhada ao que tem sido considerado politicamente correto pelo paradigma socialoide, tanto antropológica como ecologicamente. Milhares de povos têm sido de fato destruídos ao longo da história por causa da ganância império-colonialista, que passa como um rolo compressor por cima de terras, casas, referências culturais, corpos e o que mais for preciso em nome do lucro.

Tangencialmente somos informados que a Terra já teria seu habitat destruído — e agora vemos os homens (machos brancos) exportando para os limites da galáxia a cultura de exploração destrutiva, garantida por tropas militares (mercenários sem bandeira, mas que se comunicam no idioma do mercado…), enquanto os frágeis (mulher e deficiente físico) salvam o mundo imaginado no espaço. Uma projeção na telona das angústias e anseios da humanidade.

Então, a mensagem de preservação de povos, culturas e o meio ambiente é bacana e necessária.

Porém chamo a atenção para a teologia (o discurso sobre o deus, o divino, a deidade) que é sedimentada na mente dos expectadores “almiabertos” (boquiabertos). Não é questão de demonizar a produção e não assistir ao filme, mas de saber os corantes e conservantes que o compõem e aos quais somos expostos (e que não são informados na embalagem) e que, em alguns casos, colateralmente, poderão redundar nalgum câncer espiritual.

Cito a Wikipédia, por ser uma referência popular: “Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal, segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito ‘Avatāra’, que significa ‘descida’, normalmente denotando uma (religião), encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade… Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra…”

Quando essa forma impersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, ele — ou ela — é conhecido então como a encarnação ou Avatara… Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos materiais de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, seu corpo e sua alma transcendem a matéria e, embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a sua essência espiritual…

Essa palavra “Avatar” se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua “impersonalização” no interior das máquinas e telas de computador… Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez em um jogo de computador… Mas a primeira concepção de avatar vem primariamente dos textos hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar — ou encarnação — de Vishnu, a quem muitos hindus adoravam como um Deus”.

Não há como ignorar o componente teológico envolvido no filme.

Primeiro, pelo nome do filme em si (a orientalização do Ocidente é uma tendência que vem crescendo desde meados do século 20), assim como por um linguajar que faz referência e remete ao hinduísmo.

Segundo, pela ideia de espírito / mente de um ser “transmigrar” para outro corpo (em “Avatar”, paralelamente, num mesmo tempo e espaço; no hinduísmo, sucessivamente, noutro tempo e forma de vida).

Terceiro, e principalmente, pela noção panteísta de divindade, ou seja, um poder divino embutido na natureza, visualizado e adorado em forma de árvore especial, com a qual é possível estabelecer contato e comunicação (é pessoal), que elege seres para tarefas salvíficas, que mantém aquele mundo em equilíbrio, que move os elementos (animais, por exemplo) que compõem aquele cosmos, que toma a vida (decide quem continua a viver), que realiza o milagre de transferir efetivamente uma alma de um corpo para outro.

Quarto, pela semelhança sonora entre o nome da divindade (Eiwa) com Jeová. Seria a tentativa de alguma redefinição do Deus revelado por Jesus, segundo a Escritura? (A tendência atual não é ateísmo, mas uma forma religiosa natural, mais palatável que o Deus bíblico.) Ainda há outros aspectos, mas esses bastam para mostrar o ponto: “Avatar” está cheio de elementos teológicos, no caso, panteístas.

O contraste com o Deus da Bíblia é enorme, pois ele é o Deus Eterno, Criador, o Deus Soberano no universo (não limitado a uma lua do cosmos), o Deus que é espírito puro, o Deus Pai de Jesus Cristo (chamado por alguns hindus modernos de um avatar…), o Deus que ama e salva a sua criação entrando na história e assumindo a cruz para resgatá-la.

Sem paranoia, mas vigiando (levando em conta que J. Cameron patrocinou um documentário que questiona a ressurreição de Jesus), o que a cultura contemporânea vem sedimentando em nossa alma? Quais serão os efeitos espirituais reais que tal cosmovisão terá sobre a mente de milhões de consumidores desse tipo de cultura?

Pessoalmente, não gostaria de viver em sociedades como as que a teologia hindu pariu (idealizada pela novela “Caminho das Índias”). É claro, portanto, que há uma relação direta entre a teologia e o modo de vida, entre uma teologia idólatra e um modo de vida igualmente reduzido, entre uma concepção panteísta da divindade e uma espiritualidade esvaziada da cruz.

Não vivemos sem cultura. Alimentamo-nos constantemente dela.

Esse artigo tem por objetivo despertar a atenção para as expressões culturais que ingerimos. A ideia é provocar reflexão e reação ,ainda mais que o diretor já anunciou a continuação de “Avatar” em mais um ou dois filmes.

Autor : Christian Gillis

* O rei morreu, viva o rei !: ‘Percy Jackson’, novo ‘Harry Potter’ ?

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Chris Columbus e “os Ladrões do Olimpo”ocupará o lugar do mega sucesso Harry Potter? Criticos dizem que sim.

Depois de conhecer a história de Hercules e dos seus 12 trabalhos, de Perseu e de como decapitou a Medusa, da vitória de Teseu sobre o Minotauro ou mesmo de Édipo, que com a sua inteligência superior conseguiu decifrar o enigma da Esfinge, chegou o momento de conhecer Percy Jackson, filho da união de Poseídon, deus dos oceanos e mares, com uma humana, um jovem herói que de bravura tem mais do que seria de esperar.

Com apenas 17 anos, Percy frequenta a escola como qualquer rapaz da sua idade.

Não se pode dizer que seja o mais popular da turma, nem mesmo o mais inteligente, mas em breve vai descobrir que as suas maiores fraquezas são, na verdade, os seus maiores trunfos.

Quando sabe da sua verdadeira identidade Percy inicia uma espectacular aventura para resgatar a sua mãe do Inferno, onde Hades a mantém prisioneira, e impedir uma guerra entre os deuses.
Para essa difícil tarefa, conta com a ajuda de Annabeth (Alexandra Daddario), filha de Atena, e Grover (Brandon T. Jackson) um sátiro, metade homem, metade cabra.

Chris Columbus, que realizou os dois primeiros filme de Harry Potter e produziu o terceiro, assina este filme baseado no best-seller de Rick Riordan, prometendo igual sucesso.

***

A notícia é só para lembrar como nossos “idolos” são efêmeros e que “morrem” quando deixam de gerar lucro ou caem no lugar comum..

Se aplica para permanentemente mantermos nossos olhos em Jesus Cristo, figura real,VIVA e que coloca todos os “deuses” no bolso, inclusive essa turma trazida dos calabouços da mitologia Grega.

Jesus, Ele sim é Deus!

Antes mesmo dos comentários sobre o filme -  aqui não entro no mérito do CONTEÚDO DO MESMO – mas aproveito a deixa apenas para uma despretensiosa reflexão com a Moçada.

Filme é apenas filme,é apenas entretenimento.. Mas podemos aproveitar  a saída e entrada destes ” novos heróis ” para falar DELE que tanto amamos e que nunca saí de cartaz..

Jesus, o filho de Deus!

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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