Artigo da ‘Crianças’ Categoria

* Santa Sé: a Igreja não descansa em sua luta contra o abuso de menores.

sexta-feira, março 12th, 2010
Dom Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé perante a ONU em Genebra

O Observador Permanente da Santa Sé ante a ONU em Genebra, Dom Silvano Tomasi, ressaltou ontem que a Igreja Católica não descansa em sua luta contra os abusos sexuais de menores em todo mundo e que este tema é de vital importância na agenda eclesiástica.

Em sua intervenção titulada “a luta contra a violência sexual contra as crianças”, pronunciada ontem na 13° sessão do Conselho de Direitos humanos que trata o tema dos direitos das crianças, o Núncio recordou que “o abuso sexual de menores sempre é um crime execrável”.

“A esta inequívoca condenação da violência sexual contra crianças e jovens, o Santo Padre  acrescentou a dimensão religiosa, precisando que isto também é ‘um grave pecado’ que ofende a Deus e a dignidade humana. A integridade física e psicológica é violada com conseqüências destrutivas” que com freqüência “estigmatizam os pequeninos pelo resta da vida”.

Depois de afirmar que alguns membros do clero também cometeram estes crimes, o Arcebispo recordou que “não existe desculpa para esta conduta, que é uma grave traição à confiança”. Deste modo explicou que “o amparo das agressões sexuais segue sendo uma prioridade na agenda de todas as instituições da Igreja enquanto lutam com este delicado problema” assegurando às vítimas e às suas famílias a assistência devida.

Seguidamente explicou que a Igreja é inflexível com quem comete este tipo de abusos e ressaltou que “a prevenção é o melhor remédio, e este começa com a educação e a promoção de uma cultura de respeito dos direitos humanos e da dignidade de todo menino, especialmente através da implementação de métodos eficientes para o recrutamento do pessoal das escolas”.

* Suíça: Diante do aumento de DST´s entre crianças, estado responde- não com educação- mas com preservativos “para crianças”.

segunda-feira, março 8th, 2010

- Um estudo que demonstra o alarmante incremento entre crianças de entre 10 e 14 anos levou o governo suíço a responder… com o lançamento de preservativos “extra small”.

Um estudo levado a cabo pela Comissão Federal para a Infância e a Juventude do governo suíço tem descoberto um crescimento significativo na percentagem de menores de entre a um total de 1 480 pessoas de 10 a 20 anos e comprovou que uma maior porcentagem de menores de entre 10 e 14 anos mantém relações sexuais “com freqüência”, em comparação com as estatísticas dos anos noventa.

Como “resposta”, o governo decidiu não só lançar os preservativos de menor longitude e diâmetro, mas sim decidiu dar-lhes o nome apelante de Hotshot.

Frente aos críticos que assinalam que deveria empreender uma campanha para acautelar a iniciação sexual precoce, o governo suíço se defendeu citando um estudo da Universidade de Basiléia (Basel) que assinala que os menores estão mais expostos às enfermidades de transmissão sexual porque utilizam mal o preservativo

Os críticos, entretanto, insistem que a reportagem da Universidade também diagnostica que “os menores não têm uma informação sexual adequada e não compreendem as conseqüências do que estão fazendo”; e que este problema não se solucionará com preservativos de menor tamanho e sim com uma mudança de conduta.

ACI

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Cadê os pais ?

* As razões da insustentabilidade do divórcio e as vantagens do casamento em uma perspectiva sociológica.

quarta-feira, março 3rd, 2010
Por Pe. John Flynn, L.C.
A organização Relationships Foundation publicou dois relatórios sobre o matrimônio.

A 9 de fevereiro foi publicado Counting the Cost of Family Failure (Avaliando os custos dos rompimentos familiares) e, no dia seguinte, Why Does Marriage Matter? (Por que o matrimônio é importante?).

No primeiro documento, a fundação coloca em 41,7 milhões de libras (64,5 milhões de dólares) o custo anual dos relacionamentos rompidos. Isso equivale a 1.350 libras (2.088 dólares) por cada contribuinte do Reino Unido. É necessário que os responsáveis políticos levem em conta essa pesada carga econômica e adotem as medidas apropriadas para assegurar que as relações sejam mais estáveis, pedia o relatório.

“É uma verdade impopular que as decisões têm consequências e custos, e esses nem sempre são suportados por quem toma as decisões”, comentava o relatório.

A fundação afirmava também que o progresso das famílias é a chave para a vida social e a transmissão de conhecimentos e habilidades. O relatório assinalava em 73 milhões de libras (112 milhões de dólares) por ano o montante pago pelas famílias através de seu apoio aos membros familiares e os cuidados sociais que proporcionam.

O relatório observava que os gastos familiares implicam custos que não são simplesmente econômicos. Fazia referência a estudos que mostram uma maior incidência de problemas de saúde entre os adultos divorciados e seus filhos.

Além disso, os traumas emocionais, a solidão e a ruptura das relações têm um impacto significativo. A educação dos filhos também sofre danos, posto que pais divorciados têm menos tempo para ajudá-los em seus deveres e incentivá-los a aprender.

“Os representantes da Conferência Anual da Associação de Professores de 2008 afirmaram que as vidas caóticas no lar e a pobreza tornam as crianças incapazes de aprender”, observava o relatório.

A fundação admitia que não há solução fácil ou de curto prazo para o problema da instabilidade na vida familiar, mas a carga da desintegração familiar é insustentável para a sociedade, concluía.

Vantagens

O segundo relatório de Relationships Foundation considerava o outro lado da moeda e examinava as vantagens do matrimônio. Em Why Does Marriage Matter? é explicado que, ainda que quase toda relação tenha seus benefícios, as vantagens são maiores para os casais casados.

O relatório observava que alguns argumentam que esses assuntos deveriam ser decisão privada entre duas pessoas e, portanto, não convêm às autoridades públicas.

“Mas o matrimônio não afeta só dois adultos que dão seu consentimento, mas também qualquer criança envolvida, as famílias em amplo sentido e a sociedade como conjunto”, afirmava o documento.

“Ao apoiar o matrimônio, a política está reconhecendo que é benéfico ver as relações como instituições públicas, não só como eleições privadas”, continuava a fundação.

Daí a necessidade de julgar algo que não é um mito, que as relações privadas deveriam gozar das mesmas proteções legais e sociais que apoiam o matrimônio, assegurou o documento.

O relatório reunia a investigação de numerosos estudos para respaldar a afirmação de que o matrimônio é benéfico para as famílias e a sociedade em geral.

Entre os benefícios para o casal estão os seguintes:

–Os homens casados investem de 10% a 40% mais que os solteiros em educação;

–Os casais casados geram maiores finanças que outros casais similares, solteiros ou que moram juntos, inclusive aqueles com rendas similares;

–O matrimônio está associado a uma redução significativa da depressão;

–O estado matrimonial contém o avanço do Alzheimer na terceira idade;

–É mais provável que as pessoas casadas sobrevivam ao câncer;

–As pessoas casadas têm um menor risco de suicídio que as pessoas não casadas, um efeito protetor que se mantém nos últimos 25 anos;

–O matrimônio faz das pessoas mais sadias e felizes, e as pessoas casadas vivem mais.

O casamento também beneficia os filhos:

–Os bebês nascidos de pais casados têm um índice menor de mortalidade infantil. Em média, o risco de mortalidade infantil aumenta entre 25-30% se a mãe forma parte de um casal de fato, e de 45%-68% se a mãe for solteira;

–Os pais casados passam mais tempo com seus filhos, proporcionam-lhes mais recursos materiais, trabalham mais próximos da mãe de seus filhos e estão mais comprometidos, emocional e moralmente, em contribuir com o futuro de seus filhos;

–70% das crianças nascidas em 1997, de pais casados, podem esperar passar toda sua infância com ambos pais naturais, em comparação com 35% dos filhos de casais de fato.

–Levando em conta fatores como raça, educação da mãe, qualidade do bairro e habilidades cognitivas, as crianças criadas com somente um progenitor correm maior risco de acabar na prisão até os 30 anos;

–As crianças que vivem com mães solteiras, padrastos, ou namorados de sua mãe são mais propícias a serem vítimas de abusos, e as crianças que vivem somente com sua mãe tem um índice mais alto de mortes por lesões intencionadas;

–Crianças cujos pais se casam e permanecem casados têm mais probabilidade de ter no futuro um casamento estável e tendem a esperar o matrimônio para terem filhos.

Os casais de fato, que hoje se costumam apresentar como uma alternativa aceitável ao casamento, simplesmente não possuem os mesmos benefícios do casamento, conclui o relatório.

Viver Juntos

O relatório explicava que os casais não casados, em média, têm um nível inferior de satisfação em sua relação, mais conflitos, mais violência e um menor nível de compromisso. No geral, a falta de benefícios para os casais de fato em comparação com os matrimônios vem do fato de que as pessoas que escolhem viver juntas e tendem a se comprometer menos em um relacionamento para a vida.

O relatório comentava ainda que alguns opinam que a relação entre famílias sólidas e as vantagens que derivam delas é devido a um efeito de seleção, o que significa que apenas pessoas “casáveis” se comprometem com o matrimônio e todos os benefícios se devem ao tipo de pessoa que o escolhe.

O documento respondia que esse argumento não é válido. Em primeiro lugar, ignora o resultado positivo de tomar uma decisão clara e um compromisso, que tem lugar quando nós nos casamos.

Em segundo lugar, o aumento de nascimentos fora do matrimônio é resultado de uma dramática mudança nas últimas décadas, que tem natureza social e não é o resultado de uma espécie de alteração genética que faz com que as pessoas sejam menos “casáveis”.

Casais

Estes dois relatórios não são mais que a última amostra de uma “inundação” de documentação que comprova o quanto o matrimônio é importante para a sociedade. Em outubro de 2009, outra organização do Reino Unido especializada em relacionamentos, One Plus One, publicou um estudo com o nome de When Couples Part: Understanding the Consequences for Adults and Children (Quando os casais rompem: Entendendo as Consequências para Adultos e Crianças).

Após a leitura dos dados da pesquisa, o relatório concluiu que, embora as evidências do impacto das separações matrimoniais sejam muito complexas, “a conclusão predominante é sua associação com as desvantagens de adultos e crianças”.

Essa ligação ainda é forte, apesar do fato de que o divórcio e a separação são difundidos na sociedade de hoje. A pesquisa mostra que os impactos negativos não diminuiram com o passar do tempo , acrescentou o relatório.

“Daí a urgente necessidade de reconhecimento político para que promovam o desenvolvimento familiar e a estabilidade”, concluía.

Crianças

Bento XVI falava recentemente dos benefícios do matrimônio, no dia 8 de fevereiro, aos participantes da assembleia plenária do Pontíficio Conselho para a Família. Fazendo referência à necessidade de proteger as crianças, o Papa comentava: “precisamente a família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é a maior ajuda que se pode dar às crianças”.

“Elas querem ser amadas por uma mãe e um pai que se amam, e necessitam crescer e viver junto com ambos pais, porque as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção da sua personalidade e de sua identidade”, acrescentou.

“Portanto, é importante fazer todo o possível para ajudá-las a crescer em uma família unida e estável”, recomendava o Papa.

Seja uma perspectiva sociológica ou religiosa, parece ter sentido apoiar e proteger o casamento.

Zenit

* Tendências suicidas e estresse: Mais comuns em crianças adotadas por homossexuais.

sábado, fevereiro 20th, 2010

Um estudo apresentado no Simpósio “Adoção Homossexual. O que a Ciência Descobriu” realizado no México, revelou que a maioria das crianças

O Simpósio foi organizado pelo Instituto Mexicano de Orientação Sexual, “Renascer”, com o fim de prover informação científica sobre a homossexualidade, as adoções homoparentais e seus impactos no desenvolvimento infantil.

Neste sentido se apresentou o estudo “Investigação Relativa à Paternidade e Adoção Homossexual” do professor da Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento na Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Sul (EE.UU), George A. Rekers, que expõe que “as meninas e meninos adotados por casais de lésbicas e homossexuais registram um maior nível de estresse ao qual já de por si gera neles sua condição de órfãos ou abandonados por seus pais biológicos” e que tal situação “provoca nos menores diversos traumas e transtornos do comportamento que chegam inclusive a tendências e tentativas suicidas”.

“De acordo com diversos estudos que contêm testemunhos de filhos de pais homossexuais, a maioria destes reconheceu ter padecido fortes emoções, tais como medos, ansiedade, apreensão, vergonha e irritação ao tratar de esconder, ante seus companheiros e familiares, a homossexualidade de seu pai ou mãe”, adiciona.

Sistemas de Adoção

Do mesmo modo, ao referir-se aos “matrimônios” homossexuais, o estudo assinala que “são significativa e substancialmente menos estáveis e mais curtos em média, comparados ao matrimônio entre homem e uma mulher” por isso “os lares com um adulto homossexual contribuem indevidamente a um índice substancialmente maior de mudanças nos lares de adoção”.

“Devido à alta incidência de transtornos psicológicos das crianças que entram em sistema de cuidados adotivos estas crianças são especialmente vulneráveis a um dano psicológico e a uma crescente desadaptação quando se impõe a elas um estresse significativamente maior pela presença de um adulto com práticas homossexuais no lar adotivo”, acrescenta.

Por sua parte, Oscar Rivas, presidente de Renascer, sublinhou que “de acordo à experiência internacional e apoiados com diversos estudos e investigações, conclui-se que em matéria de adoções o que deve prevalecer é o direito dos meninos ou meninas com possibilidade de ser adotado, não o dos pais”.

O Simpósio se realizou logo depois de que os Deputados da Assembléia Legislativa do Distrito Federal aprovaram reformas sobre a adoção homossexual, sem considerar a posição de diversos setores envoltos no tema. O estudo do professor George A. Rekers serve de apoio para proibir a adoção de casais do mesmo sexo na Florida, logo depois de um litígio na Corte desse Estado. adotadas por casais formados por pessoas do mesmo sexo registram “um maior nível de estresse”, chegam a “tendências e tentativas suicidas” e além disso mostram “vergonha e raiva ao tratar de esconder, dos seus companheiros e familiares, a homossexualidade do seu pai ou sua mãe”.

ACI

* Gerar um filho é um fato não só profundamente humano mas também profundamente religioso.

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010


João Paulo II, Evangelium Vitae,43b

“Ao falar de « uma participação especial » do homem e da mulher na « obra criadora » de Deus, o Concílio pretende pôr em relevo como a geração do filho é um fato não só profundamente humano mas também altamente religioso, enquanto implica os cônjuges, que formam « uma só carne » (Gn 2, 24), e simultaneamente o próprio Deus que Se faz presente.

Como escrevi na Carta às Famílias, « quando da união conjugal dos dois nasce um novo homem, este traz consigo ao mundo uma particular imagem e semelhança do próprio Deus: na biologia da geração está inscrita a genealogia da pessoa.

Ao afirmarmos que os cônjuges, enquanto pais, são colaboradores de Deus Criador na concepção e geração de um novo ser humano, não nos referimos apenas às leis da biologia; pretendemos sobretudo sublinhar que, na paternidade e maternidade humana, o próprio Deus está presente de um modo diverso do que se verifica em qualquer outra geração “sobre a terra”.

Efetivamente, só de Deus pode provir aquela “imagem e semelhança” que é própria do ser humano, tal como aconteceu na criação. A geração é a continuação da criação ».”

* Papa: A Igreja “não deixa e não deixará de deplorar e condenar o comportamento de alguns sacerdotes que violaram os direitos das crianças”

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010


Na abertura da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, o Pontífice lembrou que a Igreja, “ao longo dos séculos”, trabalhou para preservar “a dignidade dos direitos dos menores e, de muitas maneiras, tomou conta deles”.

“Infelizmente, alguns dos seus membros, agindo em contraste com este empenho, violaram tais direitos”, lamentou o líder católico, que anunciou também a divulgação nas próximas semanas de uma carta pastoral a respeito do escândalo sexual em que a Igreja Católica se envolveu na Irlanda.

O caso veio à tona com a publicação de um relatório elaborado pela juíza Yvonne Murphy. O documento contém provas da existência de um esquema por meio do qual sacerdotes e autoridades policiais teriam encoberto casos de pedofilia por mais de 40 anos. Ao todo, 46 padres estão sendo investigados.

No discurso de hoje, o Papa também ressaltou que “sustentar a família e promover o seu verdadeiro bem” é “a melhor maneira de proteger os direitos e as autênticas exigências dos menores”.

“Um ambiente familiar não sereno, a divisão dos pais e, em particular, a separação com o divórcio não deixam de trazer consequências para as crianças”, alertou Bento XVI em seu discurso. Por esse motivo, segundo ele, é preciso preservar a família “fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher”.

O Pontífice enfatizou a necessidade de as crianças “morarem, crescerem e viverem” junto com os pais, uma vez que “as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção da sua personalidade e da sua identidade”.

Bento XVI lembrou ainda a Convenção sobre os Direitos da Criança elaborada pela ONU e “acolhida com favor pela Santa Sé”. O texto “contém enunciados positivos sobre a adoção, os cuidados sanitários, a educação, a violência, o abandono e abusos sexual e do trabalho”, observou.

(ANSA)

* Onde estão as Crianças? População mundial: do auge ao fracasso

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Por Pe. John Flynn, L.C.

As Nações Unidas acabaram de publicar um relatório chamando atenção sobre o rápido envelhecimento da população mundial. Pouco depois do começo do ano, o Departamento de Assuntos Econômicos publicava seu relatório “Envelhecimento da População Mundial 2009”.

Entre os principais resultados do relatório estavam os seguintes pontos:

-   O envelhecimento atual não tem comparativos com a história. É esperado que, para o ano de 2045, o número de pessoas com mais de 60 anos supere o número de menores de 15. Nas regiões mais desenvolvidas, onde se tem avançado o envelhecimento, essa situação já aconteceu em 1998.

-   A idade média atual do mundo é de 28 anos, com a metade da população mundial acima dessa idade e outra metade abaixo. Na metade do século a idade média chegará provavelmente aos 38 anos.

-   O envelhecimento está afetando quase todos os países do mundo, devido à diminuição de fertilidade que tem se tornado quase universal.

-   O envelhecimento terá uma forte impacto no desenvolvimento econômico, investimentos, mercados trabalhistas e fiscais.

-   Dado que a taxa de fertilidade é pouco provável que suba novamente para os níveis elevados do passado, o envelhecimento é irreversível e as populações jovens, algo até recentemente comum, serão mais raras no século XXI.

- No âmbito mundial, existe atualmente cerca de 9 pessoas na idade de trabalho que sustentam cada pessoa idosa. Em 2050, cairá para 4, com consequências graves para o sistema de pensões. Além disso, a atual crise econômica trará um grave declínio do valor dos fundos de pensão.

Mais relatórios

Outros relatórios recentes da ONU examinam em maior profundidade os problemas demográficos de cada país. Um estudo do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), nomeado “Rússia frente aos Desafios Demográficos”, previu que a população vai continuar a diminuir, informou em 4 de outubro Associated Press.

Segundo a UNDP, a população da Rússia baixou 6,6 milhões desde 1993, apesar do afluxo de milhões de imigrantes. O relatório advertiu que em 2025 o país poderia perder outros 11 milhões de pessoas.

As consequências de tal redução serão, segundo a UNDP, o corte de mão de obra, o envelhecimento da população e o menor crescimento econômico. Em 2007 a Russía era o nono país do mundo em população. Em 2050, as Nações Unidas estimam que a Rússia irá ocupar o posto de décimo quinto na lista, com uma população menor do que o Vietnã.

A Rússia necessita reduzir seu alto índice de abortos para contrapor a tendência de diminuição da população, advertia a ministra da Saúde do país, Tatyana Golikova, informou em 18 de janeiro France Presse.

Golikova declarou que em 2008 houve 1.714.000 nascimentos na Rússia e 1.234.000 abortos.

Em sua análise de 20 de janeiro às declarações de Golikova, o centro de geopolítica Strarfor observava que, ainda que a ministra anuncie que em 2009 houve um ligeiro aumento da população da Rússia entre 15 a 25 mil habitantes, isso se deve a causas extraordinárias.

O aumento se deve, em parte, aos incentivos do governo para que os russos voltem a seu país desde as antigas repúblicas soviéticas. Depois de vários anos desse fluxo migratório, o número de russos que querem voltar diminuiu com rapidez.

Outra causa do ligeiro aumento da população é que o grupo de idade entre 20 e 29 anos soma cerca de 17% da população e se demonstra bastante fértil. A geração nascida antes dessa, no entanto, foi muito menos.

Falta de meninas

Ainda que o Vietnã esteja a ponto de superar a Rússia, o excesso de abortos naquele país está causando graves problemas, segundo o relatório de agosto de 2009 publicado pelo Fundo de População das Nações Unidas.

O estudo “Mudanças recentes na proporção entre os sexos nos nascimentos no Vietnã. Uma Revisão de Evidências”, examinava o problema dos abortos seletivos por sexo.

Normalmente a proporção dos sexos ao nascer (definida como o número de meninos nascidos por cada cem meninas), está entre 104-106/100.

Essa proporção, explicava o informe, é, em circunstâncias normais, bastante estável ao longo do tempo, em regiões geográficas, continentes, países e raças.

Os estudos sobre a porcentagem de sexos revelaram uma mudança inesperada, que começou nos anos oitenta em alguns países asiáticos, comentava a agência das Nações Unidas. “Junto ao declínio de fertilidade, essa tendência está se estendendo por países com grandes populações da Ásia, ameaçando assim a estabilidade demográfica mundial”, continuava o relatório.

No Vietnã, a proporção entre os sexos ao nascer para o ano de 2006 foi de 110/100 crianças do sexo masculino. Segundo o relatório, a mudança na proporção começou faz cerca de uma década e atualmente está aumentando em quase um ponto por ano. Nesse ritmo atual de mudança, a proporção pode superar a marca de 115 em alguns anos, estabelecia o relatório.

Se essa tendência não se inverter, o Fundo de População adverte que em 2025 o Vietnã terá um excesso significativo de população masculina. Isso terá muitas consequências negativas para o país e afetará especialmente a população adulta jovem no momento de se casar.

O fenômeno de “falta de meninas” é bem conhecido na China. Um relatório recente confirmava a prática de abortos seletivos por sexo. A Academia Chinesa de Ciências Sociais afirmou que haverá mais de 24 milhões de homens que não poderão encontrar uma esposa no final dessa década, informou em 12 de janeiro o jornal Times.

A reportagem culpava por esse desequilíbrio a política da chinesa de ter somente um filho.

“O problema é mais grave nas zonas rurais, devido à falta de um sistema de segurança social”, indicava a reportagem. “Os camponeses idosos têm de se confiar na sua descendência”, observava.

Segundo o artigo do Times, um especialista chinês afirma que em 2006 a proporção de sexo havia aumentado para 120/100.

Declínio

No país vizinho, Japão, a população segue diminuindo. Um editorial publicado em 15 de janeiro no jornal Japan Times indicava que as estimativas do ministério de Saúde, Trabalho e Bem Estar da nação calculam que em 2009 a população diminuirá em 75 mil pessoas, que é 1,46 vezes o declínio de 2008.

Segundo o editorial, o Instituto Nacional de Investigação de População e Segurança Social estima que a população do Japão cairá dos 100 milhões em 2046 para 90 milhões em 2055. A população atual se estima em cerca de 128 milhões.

Enquanto surgem cada vez mais elementos de preocupação por envelhecimento de população do mundo e a diminuição dos índices de fertilidade, o governo dos Estados Unidos está no meio de uma dramático aumento de seu apoio à anticoncepção e ao aborto por todo o mundo.

A 8 de janeiro, a secretária de Estado, Hillary Clinton, discursou com ocasião do décimo quinto aniversário da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento que teve lugar em 1994 no Cairo, Egito.

Em sua intervenção, celebrava uma das primeiras atuações do presidente Barack Obama em seu cargo, que foi suspender as restrições de financiamento do governo federal às organizações que financiam o aborto nos países em desenvolvimento.

Também observava que os Estados Unidos renovaram seu financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas e que o Congresso destinou 648 milhões de dólares em ajuda ao exterior para programas de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Prometeu ainda mais ajudas no futuro para levar ofertas de anticoncepcionais a todas as mulheres de cada nação. E também destacou o trabalho que o governo dos Estados Unidos está conduzindo junto à International Planned Parenthood Federation, conhecida por realizar milhões de abortos por ano.

O entusiasmo atual por fazer todo o possível para baixar a fertilidade está movido claramente por motivos ideológicos que não param para considerar as consequências econômicas de políticas que conduzem a um rápido declínio de fertilidade em um curto período de tempo.

* Estudo confirma: Exposição a pornografia afeta as crianças.

quinta-feira, fevereiro 4th, 2010

A organização Moralidade na Mídia (MM) publicou um documento de 10 páginas relatando evidência de que a exposição à pornografia adulta explícita na internet pode afetar negativamente a conduta e atitudes sexuais das crianças acerca do sexo. A evidência inclui observações publicadas de psicólogos clínicos, polícia e promotores, educadores, profissionais de trauma de estupro, funcionários sociais e outros, bem como pesquisas de ciência social.

O documento é a segunda publicação do MM em meses recentes expondo a conexão entre a pornografia adulta e os malefícios para as crianças. O documento é um complemento de “Como a Pornografia Adulta Contribui para a Exploração Sexual das Crianças”, um relatório de 215 páginas publicado em setembro de 2009.

Tanto o documento quanto o relatório estão postados em www.obscenitycrimes.org (nas páginas “Porn Problem & Solutions” e “Help for Parents”).

O documento de janeiro “Malefícios para as Crianças Devido à Exposição Online de Pornografia Adulta Explícita” afirma que no que se refere à internet nos Estados Unidos não há “atualmente NENHUMA medida preventiva para proteger as crianças de exposição à pornografia, e em grande parte podemos agradecer ao próprio Supremo Tribunal por essa situação trágica”.

O documento aponta para o fato de que “em 1997, o Supremo Tribunal invalidou uma lei que tinha como objetivo restringir o acesso online das crianças a conteúdo ‘indecente’. Em 2009, o Tribunal também se recusou a analisar a decisão de um tribunal de primeira instância que havia invalidado uma lei que tinha como objetivo restringir o acesso online das crianças a conteúdo sexual ‘prejudicial a menores’”.

O relatório do MM frisa a ironia de que embora a criança seja solicitada a se retirar de uma ‘livraria pornográfica’, “se essa mesma criança ‘clicar’ na maioria dos sites comerciais que distribuem pornografia adulta, ela poderia ver pornografia adulta explícita gratuitamente e sem restrição, pois no que se refere ao ciberespaço, os tribunais pensam que o uso de filtros por parte dos pais é uma solução adequada para o problema”.

Moralidade na Mídia não culpa, porém, somente os tribunais. “O Congresso, o Ministério da Justiça e o FBI também têm responsabilidade”, escrevem eles. “Durante o governo Bush, houve vitoriosas ações legais contra os distribuidores comerciais de pornografia adulta explícita online, provando que as leis de obscenidade podem ser cumpridas. Mas essas ações legais eram muito raras para efetivamente inibir a distribuição online da pornografia adulta explícita”.

De acordo com o relatório, “Desde a eleição presidencial de 2008, o Ministério da Justiça (inclusive o FBI) não iniciou nenhum novo caso contra a obscenidade adulta. Além do mais, o Congresso não deu nenhuma olhada mínima para a falta de cumprimento da lei”.

“Quais são então as conseqüências da negligência de nosso país para proteger as crianças da exposição online da pornografia adulta explícita?” pergunta o relatório do MM. “O bom senso deveria nos informar que quando as crianças são expostas a imagens explícitas de adultério, sexo com animais, sadomasoquismo, atividades excretórias, sexo grupal, incesto, prostituição, pornografia pseudo-infantil, estupro, assassinatos sexuais, sexo com adolescentes, tortura, e sexo inseguro em abundância, as atitudes delas para com o sexo, seus desejos sexuais e sua conduta sexual podem ser influenciados para pior. A evidência compilada neste documento apóia essa avaliação”.

O documento de janeiro conclui:

“Já disseram que expor crianças à pornografia adulta explícita é uma forma de abuso infantil. Há verdade nisso… Os responsáveis por esse abuso incluem os pornografos da internet que permitem que as crianças vejam pornografia adulta gratuitamente e sem prova da idade.

Os responsáveis também podem incluir promotores e agentes do cumprimento da lei que fazem vista grossa à proliferação de materiais obscenos na internet, e o Congresso por falhar em sua responsabilidade de fazer com que o Ministério da Justiça e o FBI prestem contas por não implementarem vigorosamente as leis federais contra a obscenidade na internet”.

Notícias Pro família

* Nunca nasceram tão poucas crianças em Portugal!

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

Comunicado da APFN (Associação Portuguesa de Famílias Numerosas)

Foi  revelado que, em 2009, nasceram pouco mais de 100.000 bebês em Portugal (mais precisamente 100.026), novo mínimo absoluto, o que tem acontecido, com uma frequência surpreendente, nos últimos 6 anos. Com efeito, nestes últimos 6 anos, apenas em 2008 isso não aconteceu, embora o número fosse inferior ao obtido em 2006.

Para que o índice sintético de natalidade tivesse o desejado valor de 2,1, seria necessário nascerem mais 60.000 bebés, ou seja, o défice de natalidade em 2009 foi “apenas” de 60%!

Como se não bastasse,

O INE continua a fazer projecções surrealistas, assumindo que a taxa de natalidade vai aumentar(!);

O Governo, nos últimos anos, anunciou pomposamente várias medidas rotuladas como “incentivos à natalidade”, prontamente denunciadas pela APFN como totalmente descabidas, como se veio a comprovar;

“Especialistas” (a APFN não consegue perceber de quê) continuam a prestar declarações falsas de que isto está em linha com o resto da Europa, uma afirmação sem qualquer fundamento, como qualquer cidadão poderá comprovar por simples consulta ao site da Eurostat – Portugal é dos raros países europeus com taxa decrescente, razão pela qual a taxa está a aumentar na Europa (apesar de Portugal).

Há, ainda, a acrescentar que, conforme estudo revelado em Maio de 2009, a média das mulheres portuguesas em idade fértil deseja ter 3 filhos (http://www.apfn.com.pt/Relatorio_APFN_Numero_de_filhos.pdf)!

Isto tudo mostra bem que a baixa taxa de natalidade se deve apenas à desastrosa e suicida “política de família” (?) praticada pelo poder central (Governo e Parlamento), que se têm entretido com ”causas fracturantes” na esperança de distrair os portugueses dos verdadeiros problemas que enfrentam no seu dia-a-dia e que comprometem seriamente a sustentabilidade do país.

Daí o apelo da APFN ao Governo e Parlamento para, à semelhança do que tem vindo a acontecer num cada vez mais elevado número de autarquias, de todas as “cores partidárias”, irem ao encontro do pretendido pela maioria do povo português, o que se faz ouvindo-o, em vez de fazerem de conta que o ouvem uma vez de quatro em quatro anos, por altura das campanhas eleitorais.

A APFN apela ainda, de novo, a quem de direito, para ser verificado o que se passa com as projecções de população residente elaboradas pelo INE, sistematicamente erradas!

Se/quando fizerem uma projecção verosímil, fácil será concluir-se da total falta de necessidade das gigantescas obras que se anunciam, simplesmente porque não existirá quem as venha utilizar e, muito menos, pagar.

No ano em que a República faz 100 anos, parece que, em vez de se celebrar, dever-se-á aproveitar a oportunidade para se reflectir sobre o negro futuro que se abate sobre nós  e os nossos descendentes (a “morte lenta”, conforme qualificação por organismos internacionais) e a forma de o (ainda) evitar.

* Humane Vitae..O mundo rejeitou, mas se confirma profecia do Papa Paulo VI.

terça-feira, janeiro 19th, 2010
As profecias do Papa Paulo VI  na Encíclica Humanae Vitae, sobre os métodos contraceptivos e a regulação da natalidade, foram ignoradas por católicos e governantes; hoje pagamos por esta negligência.

Quem o ressalta é o Pe. Thomas Euteneuer, Presidente do Human Life International.

O primeiro ponto que nota Pe. Euteneuer é que a contracepção leva à infidelidade conjugal.

“Não é difícil de perceber, certo? Quando você separa os filhos do ato conjugal não há nada naquele ato que o caracterize, realmente, como conjugal. Fornicação (pré-matrimonial) e adultério (extra-matrimonial) tiveram sua explosão com a massiva prática da contracepção”. E, com efeito, foi justamente isso que Paulo VI, em sua Encíclica, no número 9, traçou: o amor dos esposos é fiel e exclusivo na medida em que é também fecundo, ensina o Papa; isso ocorre pelo fato notório de que o filho é o dom mais excelente do matrimônio e também aquilo que mais une os esposos, dado que o filho os faz realmente uma só carne: é no filho, carne una originidade da união dos esposos, que se cumpre o que é dito em Gênesis 2,24, sobre homem e mulher formarem uma só carne.

A profecia de Paulo VI sobre a infidelidade que decorreria da contracepção é clara:

Considerem, antes de mais, o caminho amplo e fácil que tais métodos abririam à infïdelidade conjugal e à degradação da moralidade. Não é preciso ter muita experiência para conhecer a fraqueza humana e para compreender que os homens – os jovens especialmente, tão vulneráveis neste ponto – precisam de estímulo para serem féis à lei moral e não se lhes deve proporcionar qualquer meio fácil para eles eludirem a sua observância” (n.17).

Ora, e não é justamente isso que acontece hoje? Quantos divórcios, quantos adultérios! Quanta traição entre esposos (e namorados que fornicam diariamente também)! Retirar o filho do ato conjugal é retirar seu sentido mais profundo e, com isso, destruir a fidelidade que uniria os esposos.

Mas, prossegue o Pe. Euteneuer, Paulo VI previu ainda, como visto acima, a “degradação da moralidade”. Profetizou o sábio Pontífice:

É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada” (idem).

Alguém duvida que isto aconteça? Não é exatamente o que vemos hoje: a mulher transformada num mero instrumento de prazer egoísta por um cafajeste? A mulher desrespeitada, mal-amada e não mais vista como companheira? E eu diria mais: a recíproca é verdadeira! As mulheres também vão transformando os homens nisso. A degradação moral hodierna é dos dois lados. E que grande responsabilidade tem sobre isso o uso de contracpetivos: retirando do ato sexual seu sentido mais profundo, o filho, os corpos dos esposos perdem sua união e se tornam, um para o outro, objetos de prazer para uso egoístico. E o Papa Paulo VI previu isso! Alguém duvida que aconteça? Alguém não vê que é exatamente o que acontece? Nós não demos atenção ao Papa, e hoje pagamos justamente o preço que ele previu que pagaríamos: uma degradação moral generalizada, semelhante (ou pior) àquela que toda civilização experimentou antes de sua queda completa.

Paulo VI disse que a contracepção levaria os homens a cessarem seu respeito pelas mulheres em sua totalidade e os provocaria a tratá-las mais como ‘meros instrumentos de prazer egoísta’ do que como esposas amadas. Esta profecia vingou de forma mais clara tempos depois na pornografia, o mais lucrativo negócio no mundo moderno. Toda a indústria pornográfica é especialmente dedicada ao ‘divertimento egoísta’ do homem“, comenta o Pe. Euteneuer.

Profetizou, ainda, o Papa Paulo VI que os contraceptivos seriam poderosos instrumentos nas mãos de governos totalitários:

Pense-se ainda seriamente na arma perigosa que se viria a pôr nas mãos de autoridades públicas, pouco preocupadas com exigências morais. Quem poderia reprovar a um governo o fato de ele aplicar à solução dos problemas da coletividade aquilo que viesse a ser reconhecido como lícito aos cônjuges para a solução de um problema familiar? Quem impediria os governantes de favorecerem e até mesmo de imporem às suas populações, se o julgassem necessário, o método de contracepção que eles reputassem mais eficaz? Deste modo, os homens, querendo evitar dificuldades individuais, familiares, ou sociais, que se verificam na observância da lei divina, acabariam por deixar à mercê da intervenção das autoridades públicas o setor mais pessoal e mais reservado da intimidade conjugal“.

Que visão teve Paulo VI! Alguém pensou na China e sua política do filho único – e morte aos outros – durante a leitura desse trecho? Alguém pensou nas constantes ingerências dos Governos deste mundo em prol da legalização do aborto – esse crime hediondo – como meio de regulação da natalidade? Ou o “aborto como questão de saúde pública”, segundo o Governo Lula?

O Santo Padre afirmou que a aceitação massiva da contracepção pelos casais levaria a sua imposição por governos inescrupulosos. Ele predisse, em outras palavras, que a contracpeção passaria de ‘uma escolha pessoal’ para arma de destruição em massa, e como tragicamente esta profecia se cumpriu nos controles populacionais e nos programas de esterilização forçada, nas cotas de redução da fertilidade e na promoção do aborto literalmente em todo o mundo!“, comenta o Pe. Euteneuer.
Paulo VI previu tudo! E nós o ignoramos.

Que penas caem sobre o mundo hoje? Degradação moral total, infidelidade conjugal, totalitarismo e ingerência de governos maldosos sobre as famílias, aborto. E a crise econômica, que, como Bento XVI muito bem salientou em sua Encíclica Caritas in Veritate, tem parcela de sua origem na redução da natalidade.

E aí? Continuaremos do mesmo jeito?
Sinceramente, lendo a Humanae Vitae e observando a situação atual, eu acho que precisamos mudar. E já.

Fonte: http://stjohnsvaldosta.blogspot.com/2008/06/prophecies-we-ignored.html

* “Pai” que colocou filhos em site de pedofilia é condenado na Espanha.

segunda-feira, janeiro 18th, 2010

O Tribunal de Justiça do País Basco, no norte da Espanha, condenou a 18 anos de prisão um homem que colocou mais de 2 mil arquivos de imagens de seus próprios filhos de 11 e 13 anos em um site de pedofilia.

O pai dos menores, cujo nome não foi divulgado, filmou e fotografou os filhos durante cinco anos na praia e em casa e até postou imagens dos amigos das crianças que iam brincar na residência da família.

Segundo a polícia, o homem fazia parte de uma rede internacional de pedofilia que reunia cerca de 14 mil associados.

A organização, desmantelada pela polícia em 2009, tinha até mesmo um sistema de hierarquia.

Para subir de status no grupo e acessar o material considerado mais exclusivo em pornografia infantil, era preciso cumprir a norma de colocar imagens dos próprios filhos.

De acordo com a nota do Tribunal de Justiça, o homem entrou no setor mais alto da escala da organização, chamado “Nobres do Reino”, onde compartilhou arquivos com outros 144 supostos pais pedófilos.

Condenação

Nos arquivos registrados pela polícia foram encontradas imagens das crianças com roupas, mas “com a clara intenção de captar os menores seminus centrando os focos em peitos, glúteos e genitais”, diz a nota.

Segundo o tribunal, “o site de pornografia infantil permitia adicionar, baixar e observar imagens de sexo explícito de adultos com menores de idade inferiores aos 13 anos”.

Os filhos do espanhol condenado teriam começado a ser gravados pelo pai quando tinham seis e oito anos, respectivamente, até maio de 2009, quando a polícia detectou a rede e prendeu o pedófilo.

A sentença do Tribunal de Justiça do País Basco ordena ainda uma indenização equivalente a R$ 8 mil para cada um dos menores por danos morais, a retirada definitiva da custódia e a proibição de aproximação entre o pai e os filhos durante seis anos.

BBC Brasil

* Dar “selinhos” nos filhos é correto ?

domingo, janeiro 10th, 2010

Especialistas ressaltam importância de limites para não confundir crianças.

Um hábito comum em muitas famílias brasileiras, o selinho entre pais e mães e seus filhos pode ser uma armadilha na educação das crianças, mais do que uma demonstração de carinho. Para entender a importância de alguns limites, sem deixar de lado o contato próximo com as crianças, o G1 conversou com psicólogas que comentaram a influência dessa relação no comportamento dos filhos.

“É fundamental não transformar o selinho em um hábito, uma forma frequente de carinho, mas uma bitoquinha em um momento de brincadeira não tem nenhum problema”, diz a psicóloga Ana Cássia Maturano. A especialista ressalta ainda a importância de deixar claro o limite e a diferença entre um carinho entre namorados e o carinho com os pais.

Para a psicóloga Patrícia Gugliotta, mestre em saúde mental pela Universidade de Campinas (Unicamp), o afeto entre pais e filhos pode ser demonstrado de outras formas. “Eu não sou a favor desse contato. Não que haja sexualidade, mas a criança nem sempre consegue entender até onde ela pode ir. Além disso, não acho saudável o beijo na boca entre pais e filhos porque os pais são referência, e como explicar então que com os colegas esse comportamento não é aceito”, diz.

Carinho ou dependência

De acordo com a doutora em psicologia Elisa Marina Bourroul Villela, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é preciso analisar o papel do selinho na relação entre pais e filhos. “É claro que existe um aspecto cultural e de costumes entre cada família, mas é importante que o selinho seja dado simplesmente como forma de carinho, e não para representar, mesmo que inconscientemente, a necessidade dos pais de manter o filho em uma fase de dependência”, diz.

Elisa explica que outros carinhos, como o colo ou o toque no seio da mãe, por exemplo, são adequados durante um período da vida da criança, mas merecem cuidado e uma atenção especial quando a criança começa a crescer. “Em famílias em que o contato próximo é um costume, não há nenhum problema ou limite de idade para esse carinho, mas o espaço da criança deve ser respeitado, não pode ser invasivo.”

Já Patrícia defende que o contato físico nem sempre é sinônimo de cuidado. “Não é necessário dar selinho para mostrar ao filho cuidado e o quanto ele é amado, existem outros meios de mostrar o mesmo carinho”, diz.

Reflexos fora de casa

O selinho frequente pode levar a criança a considerar natural esse tipo de manifestação entre amigos na escola, por exemplo, o que pode trazer problemas. Para evitar essa situação, Ana Cássia sugere a constante conversa com a criança. “Os pais devem explicar que há algumas formas de carinho que fazemos apenas com quem temos intimidade, em família. Ainda assim ressalto que estou falando de um selinho simples, e de vez em quando.”

Segundo Elisa, a criança é capaz de distinguir os tipos de contato que são familiares e o que é uma cultura compartilhada. “A criança deve estar ciente de que nem tudo que ela faz em casa, com os pais e irmãos, pode ser feito entre outras pessoas. As culturas de outras famílias também precisam ser respeitadas. E a melhor forma de fazer a criança compreender isso é com uma boa conversa”, afirma a especialista.

Outro cuidado importante, segundo as psicólogas, é deixar claro que a relação de namoro se dá entre a mãe e o pai. “É comum que a menina se enamore pelo pai e o menino pela mãe, e muitas vezes esse tipo de comportamento estimula essa ‘paixão’, por isso os pais devem deixar claros os limites entre as brincadeiras e carinhos”, afirma.

Fonte:  G1

* Bebês com síndrome de Down vão simplesmente desaparecer?

sábado, janeiro 9th, 2010

Albert Mohler

O desenvolvimento de tecnologias de diagnóstico pré-natal apresenta inúmeras questões morais — com o diagnóstico da síndrome de Down na frente e centro. Durante os vários anos passados, vem se observando e amplamente se noticiando uma redução nítida no número de bebês que nascem com a síndrome de Down. Dá para se atribuir essa redução diretamente à decisão de abortar depois de um diagnóstico pré-natal.

Conforme informa o jornal Science Daily, um novo artigo de peso que será publicado na revistaArchives of Disease in Childhood aponta para novas tecnologias para futuro próximo que provavelmente aumentarão o diagnóstico da síndrome de Down (SD) durante a gravidez. “Os novos testes que serão introduzidos no próximo ano oferecerão um simples teste de sangue que não representa risco algum para o feto e dá um diagnóstico preciso de uma ou mais das variantes genéticas da síndrome de Down — a trissomia 21, a translocação ou o mosaicismo”, declarou a revista.

O desenvolvimento desses novos testes quase que certamente tornará mais freqüente a prática do diagnóstico pré-natal para se detectar a síndrome de Down. Atualmente, os testes disponíveis representam algum risco para o feto e são invasivos. Os novos testes para o próximo ano são baseados em simples testes de sangue.

A nova pesquisa é baseada no trabalho do Dr. Brian Skotko, um médico de genética clínica no Hospital Infantil de Boston. Skotko, que tem uma irmã com a síndrome de Down, faz a comovente pergunta: “Quando os novos testes estiverem disponíveis, os bebês com síndrome de Down aos poucos desaparecerão?”

A pesquisa dele revela tendências profundamente preocupantes. Entre 1989 e 2005, nascimentos de bebês com a síndrome de Down diminuíram em 15 por cento. Conforme explica Science Daily: “Na ausência de testes pré-natal, os pesquisadores teriam esperado o oposto — um aumento de 34 por cento em nascimentos — devido à tendência de mulheres aguardando mais tempo para ter filhos. Sabe-se que ter filhos mais tarde aumenta as chances de ter um bebê com a síndrome de Down”.

Num artigo, Skotko argumentou que os médicos estão muitas vezes mal preparados para conversar sobre o diagnóstico da síndrome de Down com suas pacientes grávidas. De modo frio, ele também revelou que uma percentagem significativa dos médicos “relatou que eles ‘frisam’ os aspectos negativos da SD, de modo que as pacientes vejam com bons olhos um aborto intencional”.

Com as novas tecnologias de diagnóstico pré-natal tão perto no horizonte, Skotko agora vê uma “verdadeira colisão” em seu caminho. “Mais mulheres vão passar pelo processo de testes, que poderiam levar a muitas conversas difíceis e desagradáveis entre médicos e pacientes que estão esperando bebê”.

A razão para a redução no número de bebês que nascem com a síndrome de Down fica mais nítida quando o jornal The Washington Post cita a pesquisa de Skotko indicando que 92 por cento das mulheres que são informadas de que estão esperando um bebê com a síndrome de Down escolhem abortar a gravidez. Isto é: de cada dez bebês, nove são abortados.

As dimensões da “colisão” que o Dr. Skotko vê chegando agora se tornam visíveis. Se essas percentagens continuarem, o desenvolvimento desses novos testes quase que certamente levará a um vasto aumento no número de bebês abortados depois do diagnóstico da síndrome de Down.

Isso apresenta um sério desafio moral para a classe médica — e para a sociedade em geral. A assistência médica é um bem social pelo qual a sociedade inteira é responsável. O desenvolvimento de tecnologias de diagnóstico e procedimentos pré-natais traz uma crise moral bem diante de nós — bem em nossos corações. Veremos os bebês com síndrome de Down simplesmente desaparecerem?

Em seu artigo, publicado na revistaAmerican Journal of Obstetrics and Gynecology, o Dr. Skotko explicou que os testes pré-natais para se detectar a síndrome de Down colocam diante das mães que estão esperando bebê uma simples escolha — prosseguir com a gravidez ou abortar. Ele continuou:

“Sabendo disso, os fornecedores de serviços médicos historicamente agem supondo que se uma mulher dá consentimento para um exame ou diagnóstico pré-natal, ela tem de crer que ter um filho com a SD seria um resultado indesejado e quereria abortar sua gravidez se tal diagnóstico pré-natal fosse feito”.

As mães que estão esperando bebê têm de ler essa sentença várias vezes. Os que as aconselham também deveriam fazer isso.

Como o Dr. Skotko compreende muito bem, essa crise moral não se limita a bebês com a síndrome de Down. Ele pergunta: “As mães que estão esperando bebê deveriam ter à disposição os exames para selecionar e abortar fetos com um sexo indesejado? Os exames pré-natais deveriam identificar os fetos com genes que os predispõem ao câncer de mama na vida adulta? Os casais que desejam abortar fetos com genes combinados com preferências sexuais deverão ter apoio no futuro?”

O fato de que 92 por cento das mulheres que são informadas de que seu bebê em gestação apresenta elevado risco de síndrome de Down escolhem abortar o bebê deveria nos deixar chocados. O que isso fala sobre a nossa desvalorização da vida humana e da dignidade humana? Isso só pode significar que essas mulheres vêem um bebê com a síndrome de Down como um ser humano indigno de se ter — e o bebê como uma vida que não vale a pena se viver.

O Dr. Skotko aponta para os novos testes que já estão para entrar em funcionamento e vê uma colisão chegando. Considerando sua importante pesquisa, seria melhor vermos uma crise moral surgindo no horizonte. A Cultura da Morte está ganhando impulso diante de nossos olhos. Quem será o próximo na fila para ser considerado indigno de viver?

* Casais do mesmo sexo têm direito a filhos?

sábado, janeiro 9th, 2010

Jorge Enrique Mújica

“O que me causa a maior preocupação é saber que estão ignorando as crianças no debate atual sobre matrimônios entre pessoas do mesmo sexo”. Esta declaração é de Dawn Stefanowicz, uma mulher que, nos seus quarenta anos, continua carregando o peso da recordação de uma infância marcada pela homossexualidade ativa de seu pai.No livro Out From Under: The Impact of Homosexual Parenting (Annotation Press, 2007), Stefanowicz reconhece, entre outras coisas, a necessidade que teve de afeto e segurança, por parte de seu pai. É clara a constatação da autora: as vítimas reais, que saem perdendo com a legalização do assim chamado matrimônio homossexual, são as crianças. Diante deste fato, ela considera: “que esperança se pode oferecer a crianças inocentes, sem voz?” Sua pergunta clama as autoridades para que defendam o verdadeiro matrimônio entre homem e mulher, e excluam, para o bem das crianças, qualquer outra forma de equiparação.

O reconhecimento jurídico de casais do mesmo sexo, em vários países do mundo, inclina-se, cada vez mais, à exigência de adoção, ante a impossibilidade natural de tais casais conceberem. Em não poucos lugares, suas pretensões têm sido ouvidas, e hoje se acham amparadas por lei, culminando com a obrigação de que as instituições lhes deixem crianças sob tutela.

Mas além de um juízo multidisciplinar sobre a homossexualidade, impõe-se a pergunta sobre a base em que se apóia o tal “direito” de adoção. Mais ainda: há efetivamente um direito, para que estes tipos de casais o exerçam, e, se existe, onde fica o direito das crianças de nascerem e crescerem em uma família segundo as leis da natureza?

Os homossexuais costumam apelar para um pretenso direito de constituírem descendência, o que justificaria a busca dos meios necessários para terem um filho: desde a adoção até a contratação de doadores de esperma, no caso de mulheres, ou de óvulos e de ventre, no caso de homens. Uma proposição desta ordem apresenta várias objeções:

1. Em primeiro lugar, tal demanda corresponde à lógica da produção e do domínio, e não à do amor e da doação. Considera-se a criança, antes, como um objeto que não nasce como dom de amor, senão como exigência de um desejo. Ora, a vida humana tem por origem natural o amor, que se expressa sexualmente entre dois cônjuges unidos em matrimônio; somente a união afetiva e espiritual entre o homem e a mulher implica na possibilidade da vida.

2. Desejar um filho não implica em nenhum direito a tê-lo. Uma criança não pode ser obtida como objeto de direito, pois ela traz em si a dignidade de sujeito; e como sujeito, sim, goza do direito de ser concebida em pleno respeito à sua dignidade de ser humano.

3. Mesmo com relação aos casais heterossexuais, que experimentem um forte desejo psicológico para procriar, não existe nenhuma necessidade vital para fazê-lo. Ninguém morre nem põe em perigo sua saúde física ou psíquica pelo fato de não ter filhos.

4. Não há um direito de ter filho, pois nenhuma pessoa é devida à outra como se fosse um bem instrumental. Portanto, não existe direito de se ‘ter’ um filho a qualquer preço. Isto significaria agir contra a dignidade da criança.

Os países cujas leis são a favor da adoção por parte de pessoas do mesmo sexo, estão se esquecendo dos legítimos direitos que as crianças têm, o de crescerem e se desenvolverem em ambientes adequados à sua condição de seres humanos, por serem dotadas de uma natureza que precisa da figura e do papel de uma mãe e de um pai.

Se há, de fato, tão grande sensibilidade pela proteção da infância, em todo o mundo, por que não perguntam diretamente aos que estão para ser adotados, se eles desejam ter uma mulher a quem chamar de mamãe e papai, ou se preferem mesmo ter duas mamães ou dois papais?


* Brigas familiares nas férias..

sexta-feira, janeiro 8th, 2010

O respeito, a paciência e a assistência são facetas do amor. As brigas indicam a falta de um amor efetivo, e se elas se tornaram freqüentes nas férias é preciso trabalhar para que a família se queira bem, cada vez mais e melhor.

Muita gente que saiu a veraneio, ao regressar desse pequeno descanso de férias, sentiu que voltava à baila uma série de diferenças e antagonismos que a vida diária tinha resolvido ocultar, pelo menos em parte. Mas, uma vez que os membros de uma familia, além de parentes e amigos, viram-se forçados à convivência em comum.

Aqueles dias programados para que as pessoas relaxassem, acabaram em uma série de tensões, mau humor, repreensões e ressentimentos.

Tudo isso por não terem aproveitado as férias como uma ocasião privilegiada para crescer.

Para crescer com relação aos demais. Não é possível nenhuma convivência sadia sem respeito às outras pessoas, às suas idades, gostos e debilidades.

Nem os anos vividos, nem as preferências, nem as minhas falhas devem ser convertidos em norma que os demais devam acatar como lei suprema e inapelável.

Eu é que devo estar ao serviço dos demais, não os demais ao meu serviço.

Se, disponho de mais experiência, mais força, mais dinheiro, é para colocar tudo isso em favor do crescimento dos outros e do meu próprio.

O respeito ao direito alheio significa não somente a paz, mas também a condição para que se vá amadurecendo e desfrutando da vida, como deve ser.

Quem ama de verdade, deve aprender a ser observador.

Intervir só quando for solicitado e/ou quando achar prudente fazê-lo, sempre mantendo o respeito pelo outro, vale dizer, o interesse pelo desenvolvimento da autonomia e da liberdade do outro.

Crescer em paciência, com os demais, outra coisa não é senão levar em conta que os outros estão crescendo, e que este processo habitualmente não pode nem deve ser acelerado.

Quase sempre nossas demonstrações de impaciência são a manifestação do desejo de que os outros cresçam de acordo com o nosso próprio ritmo. É um desejo improcedente e injustificado, além de inútil.

Freqüentemente a impaciência conduz à violência, podendo inspirar medo e sentimento de urgência, mas não colabora para o verdadeiro crescimento.

Meu ritmo de inteligência, de ação e de caráter não tem por que ser o mesmo dos demais. Preciso aprender a me coordenar com os que estão à minha volta.

O ritmo deles é diferente do meu, se estamos juntos é para nos ajudarmos a viver, não para forçar um ritmo alheio ao que nos é peculiar.

O nível de mau-humor em uma família deve-se geralmente à falta de respeito e de paciência para com a personalidade dos demais.

Crescer em assistência para com os demais

Se, vivemos juntos é para tornar mais leve o peso da vida: a carga do trabalho, da solidão, das limitações de cada um.

É lamentável que, em tantas ocasiões, a vida em comum sirva precisamente para o contrário: o trabalho se torna mais pesado, a solidão mais dolorosa, as limitações mais evidentes.

O inconformismo se generaliza, as repreensões se agravam, as feridas se multiplicam. Tudo por não aceitarmos que todos precisamos de todos, e o que não se ganha por bons modos,  acaba se perdendo.

Minha capacidade para viver se mede exatamente por minha capacidade para ajudar a viver. Pois isto significa que abandonei o horizonte estreito e egoísta de minhas preferências e de meus caprichos, para me abrir ao esplendor de poder descortinar mais vida no outro.

Nossa assistência aos demais se revela quando vemos mais sorrisos ao nosso redor, a alegria surgindo espontaneamente e se mantendo como que num clima habitual;  se aparecem divergências, é para que haja aceitação e sensatez, e se lágrimas afloram é para se ter o privilégio de enxugá-las e poder confortar quem chora.

O respeito, a paciência e a assistência são facetas do amor. As brigas apontam para a falta de um amor efetivo, e se elas se tornaram freqüentes nas últimas férias é preciso trabalhar para que a família se queira bem, cada vez mais e melhor.

Esta é a condição para que os próximos passeios não virem brigas nas férias, mas Amor nas Férias.

Fonte: Catholic.net



Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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