Artigo da ‘Cultura’ Categoria

* Avatar. Qual a “teologia” do filme que bateu o mega sucesso Titanic?

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

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O sucesso de “Avatar” foi bilionário. Os efeitos visuais do filme de J. Cameron são mesmo incríveis — assisti em 3D. A mensagem central é alinhada ao que tem sido considerado politicamente correto pelo paradigma socialoide, tanto antropológica como ecologicamente. Milhares de povos têm sido de fato destruídos ao longo da história por causa da ganância império-colonialista, que passa como um rolo compressor por cima de terras, casas, referências culturais, corpos e o que mais for preciso em nome do lucro.

Tangencialmente somos informados que a Terra já teria seu habitat destruído — e agora vemos os homens (machos brancos) exportando para os limites da galáxia a cultura de exploração destrutiva, garantida por tropas militares (mercenários sem bandeira, mas que se comunicam no idioma do mercado…), enquanto os frágeis (mulher e deficiente físico) salvam o mundo imaginado no espaço. Uma projeção na telona das angústias e anseios da humanidade.

Então, a mensagem de preservação de povos, culturas e o meio ambiente é bacana e necessária.

Porém chamo a atenção para a teologia (o discurso sobre o deus, o divino, a deidade) que é sedimentada na mente dos expectadores “almiabertos” (boquiabertos). Não é questão de demonizar a produção e não assistir ao filme, mas de saber os corantes e conservantes que o compõem e aos quais somos expostos (e que não são informados na embalagem) e que, em alguns casos, colateralmente, poderão redundar nalgum câncer espiritual.

Cito a Wikipédia, por ser uma referência popular: “Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal, segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito ‘Avatāra’, que significa ‘descida’, normalmente denotando uma (religião), encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade… Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra…”

Quando essa forma impersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, ele — ou ela — é conhecido então como a encarnação ou Avatara… Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos materiais de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, seu corpo e sua alma transcendem a matéria e, embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a sua essência espiritual…

Essa palavra “Avatar” se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua “impersonalização” no interior das máquinas e telas de computador… Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez em um jogo de computador… Mas a primeira concepção de avatar vem primariamente dos textos hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar — ou encarnação — de Vishnu, a quem muitos hindus adoravam como um Deus”.

Não há como ignorar o componente teológico envolvido no filme.

Primeiro, pelo nome do filme em si (a orientalização do Ocidente é uma tendência que vem crescendo desde meados do século 20), assim como por um linguajar que faz referência e remete ao hinduísmo.

Segundo, pela ideia de espírito / mente de um ser “transmigrar” para outro corpo (em “Avatar”, paralelamente, num mesmo tempo e espaço; no hinduísmo, sucessivamente, noutro tempo e forma de vida).

Terceiro, e principalmente, pela noção panteísta de divindade, ou seja, um poder divino embutido na natureza, visualizado e adorado em forma de árvore especial, com a qual é possível estabelecer contato e comunicação (é pessoal), que elege seres para tarefas salvíficas, que mantém aquele mundo em equilíbrio, que move os elementos (animais, por exemplo) que compõem aquele cosmos, que toma a vida (decide quem continua a viver), que realiza o milagre de transferir efetivamente uma alma de um corpo para outro.

Quarto, pela semelhança sonora entre o nome da divindade (Eiwa) com Jeová. Seria a tentativa de alguma redefinição do Deus revelado por Jesus, segundo a Escritura? (A tendência atual não é ateísmo, mas uma forma religiosa natural, mais palatável que o Deus bíblico.) Ainda há outros aspectos, mas esses bastam para mostrar o ponto: “Avatar” está cheio de elementos teológicos, no caso, panteístas.

O contraste com o Deus da Bíblia é enorme, pois ele é o Deus Eterno, Criador, o Deus Soberano no universo (não limitado a uma lua do cosmos), o Deus que é espírito puro, o Deus Pai de Jesus Cristo (chamado por alguns hindus modernos de um avatar…), o Deus que ama e salva a sua criação entrando na história e assumindo a cruz para resgatá-la.

Sem paranoia, mas vigiando (levando em conta que J. Cameron patrocinou um documentário que questiona a ressurreição de Jesus), o que a cultura contemporânea vem sedimentando em nossa alma? Quais serão os efeitos espirituais reais que tal cosmovisão terá sobre a mente de milhões de consumidores desse tipo de cultura?

Pessoalmente, não gostaria de viver em sociedades como as que a teologia hindu pariu (idealizada pela novela “Caminho das Índias”). É claro, portanto, que há uma relação direta entre a teologia e o modo de vida, entre uma teologia idólatra e um modo de vida igualmente reduzido, entre uma concepção panteísta da divindade e uma espiritualidade esvaziada da cruz.

Não vivemos sem cultura. Alimentamo-nos constantemente dela.

Esse artigo tem por objetivo despertar a atenção para as expressões culturais que ingerimos. A ideia é provocar reflexão e reação ,ainda mais que o diretor já anunciou a continuação de “Avatar” em mais um ou dois filmes.

Autor : Christian Gillis

* Deus como auto ajuda. Qual deus?

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

Carlos André Moreira

De uns tempos pra cá, o mercado editorial brasileiro descobriu que Deus é o caminho… das vendas.

Em um filão editorial como a autoajuda, conhecida pela capacidade de se subdividir com facilidade em outros nichos, Deus já pode ser apontado como o mais recente. Dezenas de livros de autoajuda apostam na figura religiosa de Deus como a chave da felicidade, como já o foram o pensamento positivo, as técnicas de programação da neurolinguística e o próprio estudo da filosofia, moda ainda em voga.

Ainda que o cristão argumente que para ele Deus sempre foi a salvação, agora ele também parece ser a chave para o sucesso nos negócios, na vida, nos relacionamentos. Como uma grife ou um símbolo de status.

Deus não foi parar nas prateleiras só agora. A editora Sextante, a mesma de O Código da Vinci e com uma linha editorial dedicada às obras de autoajuda, lançou nos últimos anos uma leva de publicações tais como Deus Cura a Dor e Jesus, o Maior Psicólogo que já Existiu, de Mark Baker; A Semente de Deus, de César Romão e Jesus, o Maior Líder que já Existiu, de Laurie Beth Jones. O filão gera até disputas de passe. A série Conversando com Deus, de Neale Donald Walsch, que era destaque do catálogo da Sextante, passou no ano passado para a Agir Equilíbrio/Agir Negócios, selo exclusivamente voltado para a literatura da autoajuda espiritual e financeira lançados pela Agir, do Grupo Ediouro, que aposta no crescimento do mercado para esse gênero.

Obras lançadas por outras editoras apresentam Deus como a chave e o caminho para qualquer coisa, em títulos que provocam de estranheza a riso, como E Deus Criou a Empresa Familiar (Integrare), Como os Pinguins Me Ajudaram a Encontrar Deus (Thomas Nelson Brasil) e A Lista de Tarefas de Deus (Via Lettera). Deus é o tema da moda até mesmo em obras de ficção best-seller que pegam carona na fórmula de O Código Da Vinci, como os recentes A Fórmula de Deus, do português José Rodrigues Santos (Record), O Mapa do Criador, do espanhol Emílio Calderón (Companhia das Letras), e o mais bem-sucedido comercialmente dos três: A Cabana, de William P. Young (Sextante), todos tornando o mistério da existência ou não de Deus elemento fundamental de uma trama de suspense.

Não que livros sobre Deus não tenham sido a constante na história humana: boa parte do melhores esforços do pensamento humano foi dedicada à interrogação sobre ele. O que é novo é essa tentativa de mesclar à sua figura os elementos característicos da literatura de autoajuda. Embora Deus e Cristo sejam as variantes mais presentes – o que até seria de se esperar em um país declaradamente cristão como o Brasil -, não faltam obras que, em vez do pensamento positivo, apresentam como o grande segredo da vida palavras e ensinamentos de uma figura que representa sabedoria e/ou poderes superiores – Confúcio ou Buda também entram na mistura, cujos antecedentes podem ser encontrados já nas obras do guru indiano Deepak Chopra, nos anos 1990. É como se marcassem um encontro nas gôndolas de livrarias e supermercados duas gerações de confortos para tempos de crise e insegurança: a fé, antiga como o homem, e a autoajuda, produto acabado da sociedade capitalista moderna. Ambos com a mesma função: suprir a natural necessidade do ser humano de ter algo em que acreditar.

A autoajuda é um produto do capitalismo – e, em sua origem, traz em si as forças fundamentais do sistema, conforme preconizado por Max Weber: a ética protestante do trabalho e o impulso humano de melhorar de vida. Não é à toa, portanto, que esse tipo de literatura tenha surgido e ganhado força no maior país capitalista do mundo, os Estados Unidos. Os principais percursores já apontados para o gênero, como Autoconfiança, de Ralph Waldo Emerson, no século 19, ou a biografia de Benjamin Franklin, no século 18, surgiram nos Estados Unidos, bem como as duas obras que definiram o gênero, nos anos 1930: Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie, e Pense e Enriqueça, de Napoleon Hill, ambas surgidas, não por acaso, na década de pobreza e dificuldades que se seguiu ao desastre financeiro da bolsa de Nova York, em 1929.

A autoajuda, portanto, sempre se apresentou como resposta aos desafios de seu tempo, usando as ferramentas à disposição. Numa época em que o capitalismo estava em dificuldades, após 1929, com desemprego recorde e filas de miseráveis, a ideia era ensinar a chave de se “vender” melhor do que qualquer outro. Nos anos 50, começam a pulular cursos e livros voltados para o sucesso profissional, o que influenciaria positivamente a vida pessoal. É nessa época que surge um dos precursores da atual literatura de autoajuda religiosa que hoje é presença desde a livraria até o supermercado, do aeroporto à revistaria da rodoviárias. Escrito por um pastor metodista em 1952, O Poder do Pensamento Positivo, de Norman Vincent Peale, usava as escrituras sagradas como mote para a apresentação de uma receita de recompensa à fé de quem trabalhava em busca da prosperidade – algo arraigado até hoje na cultura americana.

Nos anos 1980, 1990, a autoajuda se apropriou das descobertas recentes da neurolinguística para vender a ideia de que era possível programar a mente e a vida em busca do sucesso – como nas obras do brasileiro Lair Ribeiro e do (acredite) norte-americano, apesar do nome, Jose Silva. A moda atual é a física quântica, tema da salada delirante de O Segredo.

A literatura de autoajuda é escrita dentro de um padrão bem definido, apesar das subdivisões temáticas que comporta (livros sobre sucesso no emprego, relacionamento interpessoal e por aí vai). O texto é simples, sem dubiedades, os conselhos são edificantes, a postura é sempre positiva, alto-astral e de alguma forma oferece consolo ao leitor, a esperança bastante ingênua de que há um roteiro de passos, atitudes, disposições mentais que, se executados, trarão o sucesso, a felicidade, a ausência de dor e a sabedoria como resultado quase matemático. Com essa estrutura, é óbvio que, apesar de dialogar com a ciência e a mentalidade de seu tempo, toda literatura de autoajuda oferece uma visão simplificadora de seu tema – mesmo se esse tema for Deus.

O Deus apresentado nesses livros, amparado em trechos criteriosamente selecionados, seria irreconhecível se comparado com o Deus bíblico, que, principalmente no Velho Testamento, é também uma divindade irascível e destruidora: “O grande motivo de orgulho do monoteísmo é que a realidade definitiva vive em sua casa e em nenhum outro lugar. A tristeza do monoteísmo é que tudo tenha de ser acomodado nessa casa única (…).Na antiga Mesopotâmia havia dois deuses, um deus criador e um deus destruidor, que lutavam um contra o outro. No antigo  Israel, ao contrário, só havia um deus, que tanto criava como destruía“, escreve o crítico Jack Miles no estudo Deus: uma Biografia.

A autoajuda religiosa recente, por comodidade, varre um desses aspectos , o destruidor, para centrar foco no ensino de como se conectar com a outra faceta da divindade, a de amor e bondade a que se pode ter acesso a qualquer hora.

A crença nesse Deus de sentido prático, que responde imediatamente às necessidades de quem tem objetivos claros — defendida em muitos desses livros — é eco de uma necessidade humana de acreditar no poder do pensamento — algo que Freud já havia analisado em um ensaio clássico de 1922, Totem e Tabu, considerado por ele próprio um de seus melhores trabalhos. O fenômeno do “pensamento mágico”, dissecado por ele como característica da mentalidade da infância e dos povos primitivos, nasce de uma necessidade de afastar ideias que amedrontam, como a da finitude, e cria a noção de que o pensamento teria o poder para obter aquilo que se deseja. É a tentativa de enfrentar o que há de assustador no humano, algo para o que a própria ideia de Deus sempre foi por si só um consolo.

* Vivemos como se as verdades e os valores universais não existissem, afirma psicanalista Francês em livro.

domingo, janeiro 17th, 2010

“Vivemos em uma sociedade depressiva”,é  a tese que defende o psicanalista Tony Anatrella no seu livro “Non à la societé dépresive” (“Não à sociedade depressiva”), publicado pelas edições Flammarion.

Para ele, uma sociedade em que o aborto, o divórcio, a homossexualidade, a promiscuidade sexual, a toxicomania, o suicídio dos jovens, são aceitáveis como fenômenos inquestionáveis é uma sociedade doente, à beira da implosão.

E se a ausência de Deus fosse a principal causa desse desastre? Tony Anatrella discute este tema com a revista Francesa Paris Match.

A Revista não é um revista religiosa e as perguntas,bem formuladas,nos trazem respostas preciosas que expressam a realidade Francesa e também Brasileira.

Não se assuste com o tamanho. Leia devagar e veja que  percepção lúcida da sociedade!

Imperdível!

***

Tony Anatrella
Psicanalista, sacerdote de uma diocese de Paris, especialista em psiquiatria social, professor de psicologia clínica, consultor do Conselho Pontifício para a Família .

No seu livro “Não à sociedade depressiva”, o senhor faz uma exposição muito pessimista da sociedade francesa de hoje. Você diz que os homens e as mulheres estão fazendo a greve dos ideais; um desastre, em resumo.

Sim, um desastre. Assistimos nos últimos anos a uma grave degradação do sentido de ideal comum a todos. Só buscamos a nós próprios e acabamos metendo-nos numa rua sem saída. Recusando-nos a buscar qualquer outro ideal que não seja nós mesmos, fechamo-nos num impasse. O uso da fórmula própria dos adolescentes: “Mudar a vida”, prefigura muito bem a recusa da realidade, que leva à impotência.

Querendo libertar-se de Deus, nossas sociedades têm produzido ideologias alienantes e desesperadoras para o homem; ideologias que depois acabam sendo implodidas umas após outras.

É por isso que a depressão é uma doença do sentido de ideal, em que não se sabe mais como encontrar as realidades da vida.

O problema existencial vai evoluindo. As pessoas estão atualmente num estado de tristeza pela perda do ideal a partir do qual a vida é possível.

Os depressivos têm a impressão de estarem despojados da sua vida e incapazes de antecipar o seu futuro.

O senhor afirmaria que nós estamos em vias de suicidar-nos coletivamente e que se trata de um problema de saúde pública?

Nós corremos o risco de destruir-nos progressivamente se vivermos dessa herança. É o “destroy” de Duras. O instinto de morte toma lugar vez por outra nas nossas sociedades. O individuo encontra-se só em face de si mesmo e sem o suporte de uma sociedade que se vê sem futuro.

Vivemos no império do efêmero, numa sociedade que só vê o presente, incapaz de arriscar-se na construção do futuro. O presente acaba sendo apenas como um intervalo até a morte. Mas, como viver o presente se o futuro não tem mais sentido?

Não se diz, num impulso depressivo, que “é preciso matar o tempo”?

Sim. Além disso, certos cantores e comediantes são um reflexo da sociedade. É isso que explica em primeiro lugar o seu sucesso: Gainsbourg (1), brincando de forma suicida com a morte, Coluche (2), destemido diante dela, e Jim Morrison (3), que praticamente suicidou-se. As suas existências estavam voltadas para a procura fascinante da morte e não para a procura do amor pela vida.


(1) Serge GAINSBOURG, (1928-1991), muito popular na França, de pais judeus emigrados da Rússia foi pintor, pianista de bar, diretor de filmes, compositor, cantor. Viciado em às drogas, teve uma vida cheia de escândalos.

(2) Michel Gerard Joseph COLUCCI (COLUCHE, 1944-1985), Ator, humorista debochado e grosseiro, que ridicularizava os valores morais, familiares e religiosos. Realizador de espetáculos para TVs, Rádios e music-halls, morre pouco depois aos 41 anos ao entrar na traseira de um caminhão com a moto que usava em suas exibições. A desorientação da sua vida se pode resumir nesta declaração dele “Rendre l´âme, d´accord, mais à qui? (“Entregar a alma, de acordo, mas a quem?”).

(3) Jim MORRISON (1943-1971), compositor americano, vocalista do conjunto The Doors. Viciado em drogas, suas letras refletem as tensões do seu tempo – a cultura da droga, o movimento contra a guerra, a arte de vanguarda. Com a sua morte prematura Morrison foi uma vitima voluntária das forças destrutivas da cultura pop. Sua angústia perante a vida se vislumbra numa das suas declarações : We´re more interested in the dark side of life, the evil thing, the night time (“Estamos mais interessados no lado negro da vida, no mal, na noite”). Morreu afogado numa banheira de um hotel em Paris após ter desmaiado sob efeito do álcool e da heroína.


E muitos jovens querem identificar-se com esses “modelos”, adotando o seu tipo de pensamento. Eles têm-se deixado entusiasmar pela tentativa de morrer, própria da psicologia depressiva observada em numerosas canções e “sketches” que exprimem o sofrimento pela perda dos sonhos aos que o indivíduo não quer renunciar e luta para conseguir.

A necessidade de viver o instante presente e não pensar no futuro é uma atitude corrente da adolescência, mas que se encontra ainda em muitos adultos que vivem sem ter consciência da História. O drama da sociedade de hoje é querer privar-se de referências e não admitir que elas existem.

Olhemos para os apresentadores do tempo da TV francesa. Eles anunciam diariamente o nome de quem será a festa religiosa do dia seguinte sem fazer referência ao seu titulo de santo, abolindo desse modo a referência inicial e o sentido da festa. Ou ainda o caso de um jovem animador de rádio que conta uma história mirabolante envolvendo homens das cavernas para explicar a origem da terça-feira de Carnaval, que é simplesmente um dia de grande festividade que precede a abertura da Quaresma. Estamos em vias de fabricar todo tipo de colagens culturais.

Também se diz que nós vivemos atualmente como se não tivéssemos raízes e, sem referências, a sociedade está condenada a morrer.

Sem ideal, uma sociedade não tem futuro. Na nossa sociedade depressiva, vivemos sob uma mentira social, como se não tivéssemos raízes. Assim, acreditemos ou não, chegamos a ter vergonha de reconhecer que os nossos valores procedem do cristianismo, vergonha dos nossos pais, em resumo das nossas origens.

Uma sociedade incapaz de assumir o seu passado dentro do seu presente é uma sociedade condenada a morrer. Não há futuro para quem não tem em conta o seu passado. Mesmo os pensadores iluministas do século XVIII não sonharam jamais em negar as suas raízes, ou seja, o cristianismo.

Se muitas crianças não freqüentam mais a catequese hoje, não é somente por razões religiosas, mas porque os adultos não sabem mais que esperança devem transmitir, eles próprios não acreditam mais no seu papel educativo e abdicaram da formação da inteligência e da vida interior dos filhos.

O senhor disse em algum lugar que antigamente se batizava em vistas ao futuro...

Hoje, plantamos, cultivamos e construímos para o instante presente. Não fazemos nada para as gerações que virão. Construímos edifícios com materiais que envelhecem rapidamente e que não preservam a intimidade, como é o caso do o vidro.

Como é que chegamos a esta situação?

A sociedade depressiva não é uma fatalidade. Foi gerada por nós mesmos que nos tornamos cada dia mais e mais individualistas, desvalorizando as ligações simbólicas em que se refletem o sentido da existência, como a moral e a religião, acreditando que cada um pode ser auto-suficiente, fabricando a sua própria lei e seus valores. Numa palavra, regredimos.

Vivemos como se as verdades e os valores universais não existissem. Desse modo, não há mais comunicação possível na sociedade. Estamos pulverizando-nos e perdendo progressivamente o domínio da realidade.

O senhor emprega a palavra “moral”; eis um termo muito desprezado hoje em dia.

Tem-se acreditado ingenuamente que se poderia viver sem apelar para uma dimensão moral. Se falamos mais desse tema ultimamente, é porque buscamos restabelecer uma ligação quebrada que traz o risco de desumanizar-nos. A moral é a arte de escolher atitudes ou comportamentos aceitando sermos esclarecidos por referências que nos ultrapassam e que não dependem de nós.

Confrontar a nossa experiência com as realidades morais favorece o aprofundamento na nossa vida interior e desenvolve em nós a arte de escolher o comportamento que melhor nos convém.

A moral é o que faz a vida possível. Somente aqueles que não resolveram os seus complexos enxergam-na como um impedimento, um limite.

Eis porque alguns consideram ruim aceitar as instituições quando essas representam uma dimensão moral da existência. Durante muito tempo, as idéias do século XVIII e XIX regulam a vida dos indivíduos, às vezes com efeitos negativos. O século XX, libertou-nos de muitas imposições, mas também nos levou a rejeitar as instituições e todas as demais referências, como adolescentes invadidos por um sentimento de poder fazer de tudo.

Como explicar a debilidade interior, a astenia e a fadiga de que todos têm se queixado, tanto as crianças como os adultos?

Se as nossas sociedades são depressivas, é porque perderam a confiança em si mesmas: já não sabem mais nada para além do cotidiano do individuo, o porquê se deve viver, amar, trabalhar, procriar e morrer.

Estamos no impasse de não ter mais o sentido de um destino comum a não ser o de cada um cuidar do seu bem-estar pessoal.

As pessoas instalam-se na tristeza de não mais encontrar objetivos de interesse nem sentido em saírem de si mesmas. O problema do deprimido resume-se no sentimento de não poder existir nem pelos outros nem através de um ideal.

Falta-nos espiritualidade para enfrentar a vida e o resultado é que sempre estaremos diante de situações de tensão permanente.

Atualmente, as crianças não são mais convidadas a refletir sobre o sentido da existência. É o reino de uma falsa espontaneidade, onde os instintos se exprimem num estado primitivo.

É também o reino da mediocridade. Vejamos os rabiscos nas paredes, os grafites, que exprimem um defeito de comunicação, de interioridade. Estamos vivendo bem no meio de uma crise de ideais.

O senhor fala de dificuldades, de melancolia; o senhor disse também que jamais foi dada tanta importância à sexualidade como hoje, que o único lugar onde as pessoas têm a impressão de atuar e existir é precisamente no campo da sexualidade, na afetividade.

Passamos de um excesso a outro. No século XIX, sob a influencia de Rousseau, a sexualidade era vista com desconfiança, e era então supercontrolada. A proibição tomava o lugar do desejo, favorecendo este último. No teatro de bulevar, as pecas de Feydeau (4) são o exemplo disso. O século XX liberou-se desses hábitos hipócritas, mas acabamos caindo no extremo oposto.


(4) Georges Feydeau (1862-1921), procedente duma velha família nobre francesa, autor e ator de teatro popular, atinge pleno êxito em 1892, aos 30 anos. De caráter taciturno, dedica-se a uma intensa vida noturna, vicia-se no jogo, perde fortunas e o seu casamento começa a ruir. Divorcia-se em 1916, pela pressão da esposa, que quer evitar a perda de seu patrimônio e a educação adequada dos filhos. Suas peças são indiferentes a qualquer moralidade e profundidade psicológica do se humano. Morre de sífilis com 58 anos.


O que o senhor diz do espantoso desenvolvimento de condutas perversas, notadamente das incestuosas, ou dos abusos com crianças, que não cessam de aumentar?

Atualmente, também tem sido estimulada a sexualidade das crianças e dos adolescentes, erotizando-os. A revolução sexual, se é que aconteceu, contribuiu principalmente para liberar a sexualidade infantil e, conseqüentemente, para infantilizar a vida sexual em busca de uma comunicação melhor entre os homens e as mulheres. Dentro de tal confusão, que desvia a criança para o mundo adulto, encaminhamo-nos para uma sociedade infantil que nega a maturidade e fica deprimida por acreditar que o impulso sexual é um fim em si mesmo. Ficar prisioneiro da sexualidade pueril, em vez de entusiasmar-se para construir algo mais elaborado, conduz à miséria sexual e ao proletariado afetivo.

O senhor é muito crítico com relação a educação sexual, quando a acusa de erotizar.

A educação sexual é necessária. Mas ela deve informar, educar os filhos, dando-lhes as respostas para as suas perguntas sem as ultrapassar; deve começar em casa, pelo exemplo de amor conjugal oferecido pelos pais. Entretanto, quando assistimos à série de TV “Le bonheur de la vie” (“A felicidade da vida”), exibida pela rede France 3, ficamos preocupados por ver reunidas todas as banalidades e aberrações psicológicas que têm sido cometidas nesta matéria. A educação sexual que tem sido imposta nas escolas está manipulando a sexualidade juvenil, pois através da desinformação, os adultos acabam exibindo a sua própria sexualidade e buscando desfrutá-la com as crianças, numa conduta totalmente pederástica. Expor tudo indiscriminadamente é tão nefasto como silenciar. Como ficar insensível, por exemplo, diante da profusão de obras com caráter pornográfico oferecida às crianças? Trata-se mais de uma provocação que de uma educação real. Tal atitude não ajuda nem a tarefa de pensar a sexualidade com responsabilidade nem o desenvolvimento de um imaginário erótico.

Deveremos sofrer em breve as conseqüências dessa prática, que sequer está fundamentada teoricamente.

Segundo a sua opinião, a liberação do aborto contribui a deprimir a sociedade por trazer como conseqüência graves problemas psicológicos.

Jamais vi uma mulher abortar com prazer. O aborto é na maior parte das vezes visto como um gesto extremo. Ele insere a morte no ato de dar a vida, e não é porque tecnicamente seja algo perfeitamente realizável que não apresenta problemas psicológicos e morais. As pessoas recusam-se a refletir sobre as conseqüências do aborto, e suas repercussões sobre a moral na sociedade.

Daqui a alguns séculos, certamente as gerações futuras nos verão como uns bárbaros, à semelhança dos antigos, que abandonavam os recém-nascidos nas praças públicas ou nos bosques, sem que isso fosse considerado um comportamento inumano. Foi sob a influência da Igreja que começamos a pensar o recém nascido como uma pessoa, basta lembrar-se da atuação de São Vicente de Paulo.

Quanto mais uma sociedade respeita a vida da criança, mais respeita a vida humana.

Nossa sociedade vive com um sentimento de culpa frente à procriação, do qual procede a subvalorização afetiva da criança, como se, agindo assim, se pudesse fazer perdoar.

Temos, efetivamente, uma relação deprimente com respeito à fecundidade. Ter filhos não é meramente um direito, como se quer fazer crer, mas um dever a assumir, e em face do qual muitos os pais e a sociedade devem estar engajados.

A maior parte das religiões, especialmente a judaica, a cristã e a muçulmana, recusa o aborto em nome do respeito à vida. Mesmo ainda que nem todas reconheçam o embrião como um ser humano, todas reconhecem que ele é um ser humano em potência.

Somente a Federação Protestante da França tem uma posição ambivalente quando se pergunta: “Não se pode ser ao mesmo tempo contra o aborto e militar a favor de uma lei do mal menor?”.

A lei Viel de 1975 esclarece no seu preâmbulo sobre o caráter excepcional do aborto, que não pode ser nem banalizado nem utilizado como meio contraceptivo. Percebemos que restam somente uns fiapos da lei quando olhamos para o que se pratica por aí: cerca de 200.000 abortos anuais.

Quais são os problemas psicológicos causados pelo aborto?

O filho é verdadeiramente o sinal do sentido do outro, mas ao mesmo tempo está hoje carregado de um sentimento de desconfiança nas nossas representações coletivas. A insegurança que existe na nossa sociedade origina-se em parte da incerteza que preside o nascimento dos filhos, mas também de um sentimento de culpabilidade do qual as pessoas não conseguem libertar-se.

De maneira geral, três problemas podem surgir: O eugenismo, que consiste, dentro de um movimento narcisista, em selecionar as características e os atributos do filho à imagem do próprio ideal, ou seja, de si mesmo; a seguir o infanticídio, ou o fato de impedir que as gerações se sucedam umas às outras; e finalmente o poder de Demiurgo (5) do pai, o poder decidir a vida ou a morte da sua progenitura.


(5) Segundo Platão, o Deus que cria o Universo, organizando a matéria preexistente


Cada um à sua maneira exprime uma incapacidade de acolher um filho que seja diferente de si mesmo. Pode ser útil lembrarmos do filme “E. T.” (1982), o grande sucesso de Steven Spielberg. Não seria o ”E. T.” o símbolo da criança do futuro, esse estrangeiro que provem da nossa sexualidade, que as nossas sociedades não podem mais acolher sem que seja programado ou selecionado?

Uma sociedade que inscreve a morte no imaginário dos nascimentos futuros é uma sociedade com incertezas e sem esperança.

E a AIDS, esse drama da nossa sociedade moderna? Há hoje um debate em torno dos preservativos e muitos criticaram a Igreja e o Papa  por suas posições com relação a eles.

A AIDS é efetivamente um drama e devemos arregaçar as mangas e meter mãos à obra para sermos solidários com os doentes.

Resta o problema da prevenção. A Igreja não estigmatiza os preservativos na África, mas fala do sentido do amor humano; ela está exercendo a sua função e abordando o tema a partir do plano moral. É ridículo condenar o Papa e Igreja por nos convidarem ao amor verdadeiro.

Esta atitude revela a recusa por parte da sociedade em refletir verdadeiramente sobre a sexualidade, mantendo-se somente nas propostas técnicas ou sanitárias, tomando o meio pelo fim.

A sexualidade responde a diversas motivações da personalidade: silenciar uma angústia, compensar uma atitude depressiva, exprimir uma tendência parcial ou a sua ligação com a pessoa amada.

Não se fala nunca da profilaxia. Certamente a AIDS não é uma fatalidade; pode ser evitada se são tomadas todas as medidas realmente eficazes para evitar a contaminação.

Mas distribuição de preservativos nas escolas é um sinal de que os adultos desistiram, de que não tem nada a dizer aos adolescentes sobre o amor humano.

Sem excluir outros aspectos, é importante refletir com os jovens sobre o que cada um procura através da sexualidade.

Contudo, os jovens terão relações sexuais cada vez mais precoces…

A adolescência tem sido sempre o período do despertar dos sentimentos e das inquietações sexuais. O fato de o ambiente incitar os adolescentes a viver suas experiências sentimentais não quer dizer que os jovens de 15 a 19 anos sejam sexualmente ativos na sua grande maioria. É importante saber o que se passa na psicologia juvenil, que nem sempre reúne todas as condições psicológicas do amor humano.

O adolescente tem a tendência a buscar a si próprio, a ressentir-se e a valorizar-se através do outro, mas sem poder reconhecê-lo por ele mesmo. O apegamento a qualquer um é uma etapa, mas ainda não é o amor; é por isso que essas relações não se sustentam, e os adultos em vez de guardar distâncias, valorizam essas uniões efêmeras. O ambiente atual não favorece de nenhuma maneira a maturidade afetiva.

O divórcio tem aumentado de forma impressionante. Ele participa também da sociedade depressiva?

Em primeiro lugar, é preciso dizer que não há divórcio bem sucedido. O divórcio é um fracasso afetivo a partir do qual cada um experimenta a dor por uma confiança atraiçoada, por um projeto inacabado ou por um erro de escolha. Não é um negócio privado, mas um problema da sociedade com custos humanos, sociais, econômicos, morais e espirituais, sem falar do sofrimento psíquico que provoca.

Motivos confusos, problemas de identidade, desenvolvimentos pessoais divergentes, dificuldade de franquear certas etapas, carência de uma concepção moral e filosófica que permitam orientar os projetos de vida e de resolver os conflitos: são estas algumas das razões do divórcio. Depois de vários anos, o divórcio está em aumento sem que por outro lado à instituição do matrimônio tenha sido questionada.

Para o filho, o divórcio é uma rachadura que corre o risco de colocar em perigo a unidade e a construção da sua personalidade, mesmo se alguns cheguem a recuperar-se. É então que começam a nascer todas as angústias e as incertezas futuras da vida.

A homossexualidade não seria um reflexo de uma sociedade permissiva?

É uma das traduções da nossa sociedade depressiva. Quando o imperativo da reprodução da espécie curva-se ao ideal social, a homossexualidade fortifica-se. Mas é uma minoria.

Cada vez que a sociedade entra em crise, homossexualidade é valorizada. Tenta-se fazer dela um direito e inscrevê-la dentro da lei, ou então a homossexualidade não teria o mesmo valor que a heterossexualidade.

Seria um contra-senso que um contrato unindo dois homossexuais tenha o mesmo direito que o matrimônio. A sociedade depressiva põe tudo no mesmo saco.

A homossexualidade é uma anomalia ? Está ganhando terreno…

As causas da homossexualidade devem ser procuradas sobretudo no desenvolvimento psíquico do indivíduo. São numerosas e podem ser resumidas ao relativo fracasso de colocar a bissexualidade psíquica em seu devido lugar. A bissexualidade psíquica não significa que tenhamos dois sexos ao mesmo tempo (o andrógino), mas que adquirimos a possibilidade de comunicar-nos com o outro sexo na nossa vida psicológica.

Nos anos 70, a homossexualidade era utilizada para liberar-se de um compromisso social, desenvolver uma sensibilidade, exprimir a própria liberdade. A homossexualidade desempenhava um papel sintomático, a homossexualidade, tal como a religião, era um espaço disponível para exprimir a própria liberdade no plano privado (sexo) e social (convivência).

Parece-me que hoje as relações homossexuais são mais temidas do que procuradas, porque elas evocam a castração, ou seja, a incapacidade de aceder ao outro sexo. O declínio que notamos nas novas gerações é o declínio que se manifesta numa homossexualidade que certamente não aparecerá como uma forma original de afirmação.

E a toxicomania? O senhor a coloca também na conta da sociedade depressiva?

Sim, é uma doença que nasce do estado depressivo ou da curiosidade, e traz consigo a inibição e a neutralização progressiva das funções essenciais à vida psíquica.

O toxicômano duvida de si mesmo e dos outros, e , nessa ausência de confiança, desconfia até daqueles que o aconselham a tratar-se.

É preciso tratar a toxicomania tendo em conta a profunda angústia que revela. É o toxicômano que cria a toxicomania, e não a sociedade, senão todos seriamos drogados.

Isso não quer dizer que a sociedade não tenha a responsabilidade de combater esse flagelo. O toxicômano é também conseqüência da deficiência em que vivem os adolescentes que estão nessa situação por se recusarem a enfrentar os esforços psíquicos próprios da sua idade.

O silêncio, a permissividade e a passividade dos pais favorecem a prática da toxicomania, assim como o absenteísmo escolar, o roubo do dinheiro familiar e a exclusão social progressiva.

Uma desmoralização patogênica é o terreno predileto para o desenvolvimento da toxicomania. Os jovens comportam-se desde muito cedo como se não pudessem contar mais com os seus pais.

Vive-se cada vez menos na família a prática de estar juntos. Cada um exerce as atividades que quer, sendo raros os momentos de compartilhar o convívio.

Em resumo, a toxicomania é uma modalidade de fuga do interior de si mesmo, como era , há alguns anos atrás o engajamento na política.

É essa a doença do adolescente intimista que não acha bom esclarecer o que se passa verdadeiramente dentro dele.

O uso da droga não perdeu já um pouco da sua motivação “mística” dos anos 60, quando se erigia como a religião do “além” e como uma viagem de iniciação em direção aos “longínquos interiores”?

Hoje o uso da droga apóia-se mais sobre a curiosidade e a transgressão. Quando se proíbe proibir e quando se nega o espírito das leis, o adolescente fica entregue à sua solidão sem os meios de encontrar a realidade.

Fumar um “baseado” entre amigos não é jamais a escolha da liberdade, mas a da satisfação das paixões. Não esqueçamos que adolescência é um período de maturação das novas competências do indivíduo, da procura das suas possibilidades e dos seus limites.


O senhor disse certa vez que a prevenção é um falso problema…

As verdadeiras causas da toxicomania são a desordem do adolescente em face às suas mutações psíquicas, os fracassos escolares, etc…

O objeto do debate não deveria ser a droga, mas o aprendizado da vida, da qualidade da existência conjugal dos pais, a real preocupação por adquirir uma formação, a transmissão de uma moral e de uma fé.

Perdemos o nosso tempo para dar prazer – e que prazer!… – a um toxicômano, tolerando que use heroína e conduza-se progressivamente à morte. A droga estigmatiza uma sociedade depressiva que aceita deixar os indivíduos se entrincheirarem em si e esconderem-se para morrer no prazer do sofrimento.

Como o senhor explica o crescimento do suicídio?

A taxa de suicídios revela a saúde mental de uma sociedade. É a primeira causa de mortalidade na Europa.

O suicídio tornou-se nestes últimos anos um problema de saúde publica. O ambiente atual favorece o desenvolvimento de personalidades de caráter psicótico, sádico, irracional, depressivo e narcisista que chocam com a realidade, não podendo fazer outra coisa senão implodir em movimentos depressivos ou suicidas.

Tem-se insistido muito sobre a forte elevação dos suicídios entre jovens, esquecendo que 55% dos que se suicidam tem mais de 55 anos. A Hungria e a França são os paises que registram o maior número de suicídios em pessoas idosas.

Entre 1950 e 1976, na França, o suicídio tinha uma taxa de 15 pessoas por cada 100.000 habitantes ano.

A taxa de suicídio entre os 15 e 24 anos triplicou depois de 1960. Outras condutas suicidas preenchem o relatório: é o caso da anorexia, das depressões, das vítimas de certos acidentes. Em matéria de tentativas de suicídio, estima-se em 40.000 por ano entre os 15 e 24 anos, sendo o total de 135.000 de todas as idades.

Como explicar esse fenômeno?

Não é raro que um suicida tenha se preparado por um longo tempo e o tente por ocasião de um acontecimento “favorável”.

Um complexo de decepção, de frustração, de angústia podem ser o gatilho do suicídio. Suicidando-se o individuo não tem forçosamente o desejo de matar-se, mas sim de quebrar um ambiente insuportável, de dormir e poder acordar sendo diferente.

O suicídio pode ser resumido a partir de várias tendências:

– A fuga para escapar de uma situação de mágoa que é intolerável, uma maneira de romper com o mundo que o rodeia;

– A tristeza profunda: a melancolia do sujeito que se culpa de tudo e mostra pela sua atitude que o sentimento de auto-estima está gravemente atingido.

– A nostalgia: a pessoa sente o mundo como vazio, identifica-se com a sua infância, e tendo a perdido, parece que perdeu a vida.

– O castigo: para expiar uma culpa real ou imaginária.

– A auto-desvalorização: o indivíduo acha que não vale mais nada e sente-se desprezível aos seus próprios olhos e aos dos outros.

– O crime: atentar contra a própria vida arrastando o outro para a morte.

– A vingança: o sujeito quer simplesmente infligir uma ferida, o mais profundamente possível, naqueles que se encontram implicados em acontecimentos do passado, com a finalidade de criar neles remorsos.

– A chantagem: uma forma de fazer pressão no próximo para obter um bem, ameaçando-o, por exemplo, de privá-lo de amor.

– O suicídio-sacrifício: fuga disfarçada para evitar uma situação intolerável “glorificando esta fuga, fazendo-a passar por um sacrifício com a finalidade de valorizar a própria imagem que se anela deixar”.

– Finalmente existe também a condenação divina e o jogo. Por exemplo, a roleta russa, ou entrar numa auto-estrada na contramão, à noite, com as luzes do carro apagadas, ou queimar uma placa de “Pare”. É a morte-desafio, como uma prova dada a si mesmo e aos outros de que se tem o poder de triunfar sobre ela.

É por esta razão que esse tipo de herói está condenado à morte prematura, tal como o já mencionado Coluche, e Balavoine e Sabine (6) no rali Paris-Dakar. O seu ideal não se acomoda de jeito nenhum com o fato de envelhecer, de amadurecer, de suportar a fadiga; querem ser imortais, o seu combate não tem outro sentido a não ser o de sentirem-se vencedores, e eles serão vencedores graças à morte que lhes dará a imortalidade, enquanto que, se continuam vivendo, correrão o risco de serem esquecidos; pensam que serão mais presentes mortos do que vivos.


(6) Daniel BALAVOINE (1952-1986), cantor, ativista das manifestações estudantis de 1968 na França e mais tarde em causas sociais e políticas. Amante do perigo e da velocidade, participa do rali Paris-Dakar em 1983, 1985 e em 1986. Thierry SABINE (1969-1986), esportista de motocross, aventureiro, idealizador, organizador e diretor durante 10 anos do rali Paris-Dakar. Balavoine e Sabine morreram juntos quando o helicóptero que pilotavam foi atingido por uma tempestade de areia no deserto.



Como o senhor vê o futuro? Estamos condenados? Não há nenhuma solução para sair desta sociedade depressiva?

Não estamos vivendo algo inédito na História. O drama da sociedade depressiva aparece ao longo dos séculos, e consiste em querer desligar-se do passado, imaginando “mudar a vida” nos pontos que temos dificuldade de assumir.

A concepção moderna do sentido da vida está marcada pela sedução do desespero, mas a atitude depressiva remonta ao século XVIII. Será de espantar que estas idéias tenham tido eco nas nossas mentalidades modernas?

A crise atual é moral. Liberar-se do masoquismo moral é a aposta da sociedade depressiva. Para sair dessa situação temos somente uma solução: redescobrir o sentido de um ideal. Alguns querem fazer crer que hoje estamos desligados de uma moral do dever, enquanto celebramos o triunfo dos direitos individuais, estamos entrando numa sociedade pós-moralista.

Alguns prevêem o fim da religião, mais precisamente o fim do cristianismo, como se os valores que nasceram graças a ele e estão na fonte da nossa civilização pudessem ser arrancados.

A nossa laicidade repousa sobre uma contradição: a religião cristã desenvolveu sua reflexão sobre o homem a partir da imagem de Deus.

É olhando para essa transcendência que o homem pôde tomar consciência de si mesmo. Hoje, tudo dá a entender que queremos esquecer essa dimensão.

Mas sem esse Deus que é o fundamento do sentido do outro, é ainda possível pensar o ser e a moral? A resposta está longe de ser evidente.

Precisamente essa dimensão de Deus da qual o senhor está falando, está cada vez mais e mais ausente. Faz anos que se anuncia à morte de Deus. Além do mais, suprimiu-se do ensino toda referência religiosa e os jovens não conhecem mais nada sobre o tema, nem sequer num plano cultural. Isso não é grave?

Constata-se de um ponto de vista antropológico que a dimensão religiosa faz parte da estrutura do homem. Contudo, uma corrente de pensamento anunciou, durante os anos 60, a morte de Deus.

Os homens e as sociedades, sobretudo na Europa Ocidental, habituaram-se a viver sem Deus, mas celebrando todas as festas religiosas e apoiando-se sobre um sistema de valores originados no cristianismo. Diante dessa negação, assistimos ao ressurgimento do esoterismo, dos médiuns e clarividentes, da bruxaria, da feitiçaria e a aparição de curandeiros e chefes de seitas que criam o seu poder sobre os outros a partir de uma empresa financeira, sexual e mágica, como uma noticia recente dos Estados Unidos nos mostra com respeito a um dissidente de uma igreja adventista que se acha o próprio Cristo!

As ciências parapsicológicas (transmissão de pensamento, predições, horóscopos) e as crenças mais irracionais tomaram o lugar de uma vida religiosa abandonada e sem cultivo. Os pais igualmente abriram mão deste tipo de educação para seus filhos e não os inscrevem mais nas aulas de catecismo.

Atualmente, assistimos a um movimento inverso, em que os filhos reprocham seus pais por não os terem batizado nem os ter iniciado no conhecimento de Deus. Esses jovens sem formação religiosa e sem firmeza na sua crença estão prontos para acreditar em não importa o quê.

Quanto mais a realidade for bizarra, estranha e insólita, mais será digna de crédito. É o retorno do paganismo.

Por não terem uma concepção coerente do mundo, os jovens, e também os adultos, serão permeáveis à primeira crendice que apareça, sobretudo quando favorece o imaginário. É por isso que a formação religiosa é indispensável para os filhos, para lhes permitir exercer a sua razão sobre os objetos da crença, e em particular sobre a forma como os homens descobriram o Deus do qual nos fala a Bíblia e de que maneira, a partir desta experiência, concretizaram-se as verdades para construir um patrimônio espiritual.

O senhor não teme que alguns o acusem de clericalismo?

A religião, o cristianismo em particular, tem uma dimensão social, e não unicamente privada, que não pode ser substituída pela cultura ou pela política.

O judeu-cristianismo não faz mais parte do patrimônio cultural da nossa sociedade: não se pode ir visitá-lo como se faz com as ruínas de certos lugares dos nossos antepassados gauleses, para compreender melhor a nossa história, a arte e os simbolismos que nos rodeiam. Mas o judeu-cristianismo é o fundamento da nossa sociedade. Todos os nossos valores são herança do passado, mesmo que alguns deles tenham conquistado autonomia.

Esquecer essas raízes é correr o risco de desvitalizá-los e de os tornar uma loucura. Como continuar a justificá-los e valorizá-los sem saber donde procedem?

Na maior parte das sociedades, e em particular na nossa, a religião foi sempre um fator de integração social. É totalmente absurdo fazer disso uma questão privada.

Se a Igreja reivindica, e com razão, o caráter intrinsecamente social da sua missão, ela não tem a pretensão de contrariar as liberdades. É preciso pelo menos admitir essa evidência sem fazer um amálgama com as seitas e as tendências integristas, que têm uma tradição mais de alienação mórbida que de humanismo e de progresso. Esse não é o caso das tradições judaica e cristã.

É uma redução falar da “revanche de Deus” ou dos “políticos do Céu”, que se abaterão sobre o mundo. É preciso reconhecer o lugar da religião na nossa sociedade e salvaguardar o “espírito”, e não regredir fiando-nos de uma elucubração sociológica que não tem em conta a dimensão religiosa.

No fundo o laicismo, pela sua rejeição do religioso, tem a sua parte de responsabilidade na depressão atual.

O laicismo desenvolve-se em grande parte pela negação do cristianismo: age como se a Igreja não devesse existir, como se não se devesse ser ouvida nunca. Há uma agressividade doentia em relação à Igreja, que é – será necessário dizer? – constituída por vários milhões pessoas na França.

Fazem a Igreja falar de todos os temas possíveis para, ao mesmo tempo, ridicularizar o seu discurso.

Ela foi a primeira a denunciar os riscos do eugenismo com a utilização das técnicas relacionadas com a fecundidade, mas os meios de comunicação deformam ou ignoram as suas propostas.

Essa injustiça flagrante não anima os bispos e padres a falarem através desses meios, porque sabem que seu discurso será pinçado pelos conformistas intelectuais da moda.

A maior parte das festas religiosas são também silenciadas. Considera-se positivo informar o publico quando inicia do Ramadã e explicar o seu significado para os muçulmanos. Mas por que o silencio quase total na Quarta-feira de Cinzas, que abre o período da Quaresma para os cristãos?

Resumindo, ainda que estas festas existam, os meios de comunicação acreditam na idéia de que a sua existência não deve ser salientada.

Estará havendo por tanto não somente a rejeição do religioso, mas também escárnio das convicções religiosas?

Escárnio, que expressa decepção, medo e agressividade.

Os cristãos vêem não somente as suas convicções serem transformadas com escárnio, mas também negadas, sobretudo no momento das festas religiosas, que são a maioria dos dias de descanso.

O dia de Todos os Santos não é nem de longe a festa dos crisântemos; o Natal não é a festa dos brinquedos; a Terça-feira de Carnaval não é a festa dos crepes e das lantejoulas; também o feriado de Páscoa, não é o das auto-estradas, dos ovos e coelhos de chocolate. Esse desvio de sentido é uma mentira cultural. Como você quer que os mestres não se queixem dos seus alunos porque não saberem se localizar cultural e religiosamente?

Ao desprezar Deus, a Igreja, seus valores e seus ritos, é de si mesmo que o homem contemporâneo fala, sem respeito, sem nenhuma valoração positiva, e dessa maneira ele mesmo se desvaloriza.

Negar as referências cristãs e a dimensão social do religioso que presidiu a fundação da nossa cultura é o suicídio.

A sociedade acelera a sua destruição quando esquece os três lugares em que se reflete sobre a vida: a política, a moral e a religião.

* Rádios e Televisões Católicas, graça divina para a Igreja.

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Além de nossa Rádio Shalom, que você acessa em nosso Portal,veja estas outras emissoras Católicas.

Clique sobre o nome para acessar
(eventualmente alguma TV ou rádio pode estar fora do ar)

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TELEVISÕES

TV 3º Milênio
A emissora está sob a direção da Arquidiocese de Maringá-PR desde maio de 2003. Transmite pelos canais 31 UHF e 23 NET na cidade de Maringá.

TV Aparecida
Televisão do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, criada em setembro de 2005 e dirigida pelos missionários redentoristas. (Aparecida-SP). Vídeos: TV Aparecida no Youtube.

TV Canção Nova
Televisão da Comunidade Canção Nova, ligada à Renovação Carismática Católica, com sede em Cachoeira Paulista-SP. Transmite desde dezembro de 1989. Vídeos: WebTVCN, TVCN no Youtube.

TV Imaculada Conceição (Central de Vídeos)
Televisão do movimento mariano Milícia da Imaculada, inaugurada em dezembro de 2004, com sede em Campo Grande-MS, onde ocupa o canal 15 UHF. TV Imaculada Conceição no Justin.tv (vídeos).

TV Nazaré
Televisão da Fundação Nazaré de Comunicação, de Belém-PA, inaugurada em maio de 2002.

TV Século 21
TV Século 21 (em alta resolução)
Televisão da Associação do Senhor Jesus (ASJ), inaugurada em julho de 1999, com sede em Valinhos-SP. Vídeos: TV Século 21.

Rede Vida de Televisão
“O Canal da Família” foi fundado pelo jornalista João Monteiro de Barros Filho. A emissora tem sede em São José do Rio Preto-SP e a primeira transmissão ocorreu em 1º de maio de 1995.

UCG TV
Emissora vinculada à Universidade Católica de Goiás (UCG), transmitida pelos canais 20 da NET e 24 UHF em TV Aberta na cidade de Goiânia. A UCG TV é afiliada da Rede Aparecida. Alguns programas possuem transmissão online, geralmente as produções locais.

WEBTVs

TV Arautos
(Arautos do Evangelho)

TV Web Encontro com Cristo
(Padre Alberto Gambarini)

Webcatólica.tv
(Sociedade Exército de Santo Expedito)

WebTV Ajuda à Igreja que Sofre
(AIS / Organização Pública de Direito Pontifício)

WebTV Católica
(Arquidiocese de Cuiabá – MT)

WebTVCN
(Canção Nova)

WebTV Divino Oleiro
(Com. Divino Oleiro – Florianopólis)

WebTV Misericórdia Online
(Comunidade Aliança de Misericórdia)

WebTV Padre Marcelo Rossi
(Pe. Marcelo Rossi e Dom Fernando Figueiredo)

WebTV RCC Brasil

(Renovação Carismática Católica)

WebTV São Judas Tadeu
(Grupo de Oração São Judas Tadeu – Joinville – SC)

WebTV Toca de Assis
(Fraternidade Toca de Assis)

Canais no YouTube

Comunidade Católica Shalom

RÁDIOS

AM

Rádio Alvorada AM 970 Khz (Londrina-PR)
A emissora foi inaugurada solenemente em 18 de abril de 1964, mas assumiu o dia 1º de maio como “a jornada comemorativa de seu nascimento”. A rádio foi idealizada e construída pelo primeiro bispo de Londrina, Dom Geraldo Fernandes. Conforme informações do site da emissora, “A Rádio Alvorada de Londrina vem sendo dirigida dentro de uma filosofia cristã, buscando comunicar e evangelizar, entreter e servir”.

Rádio América AM 750 Khz (Belo Horizonte-MG)
Fundada em 31 de maio de 1955, possui 50 KW de potência. Pertence à Rede Catedral de Comunicação Católica, da Arquidiocese de Belo Horizonte. Tem como slogan “A Voz da Comunidade”. Parte da programação é destinada à evangelização.

Rádio Aparecida AM 820 Khz (Aparecida-SP)
Emissora do Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Rádio Canção Nova AM 1020 Khz (Cachoeira Paulista-SP)
Emissora da Comunidade Canção Nova.

Rádio Colméia AM 1170 Khz
(Mandaguaçu-PR)
No dia 1º de março de 1999, a Fundação Cultural N. Sra. da Glória de Maringá assumiu a Direção da Rádio Colméia de Mandaguaçu. Já no dia 17 de maio do mesmo ano a emissora se filiou à Rede Católica de Rádio. A maior atuação da rádio é na cidade de Maringá.

Rádio Coração Fiel AM 1250 (Rialma-GO)
Emissora pertencente à Comunidade Coração Fiel, cujo fundador é Pe. Delton Alves de Oliveira Filho. Atinge atualmente 15 cidades do vale do São Patrício pelo sinal físico, abrangendo as seguintes dioceses: Uruaçu, Anápolis, Goiás e Rubiataba, e através da Internet ouvintes em diversos países. A rádio tem três anos.

Rádio Cultura AM 670 Khz Aracaju – SE
A emissora foi fundada em 1959 por Dom José Vicente Távora, então Bispo de Aracaju. A partir de agosto de 1991 a Cultura passou a ser administrada pela Comunidade Católica Shalom.

Rádio Cultura AM 1110 Khz (Florianópolis-SC)
Emissora da Associação Fraterna Divino Oleiro.

Rádio Difusora AM 1480 Khz (Joinville-SC)
A emissora atua há 65 anos e atualmente é administrada pela Comunidade Católica Arca da Aliança.

Rádio Difusora Bom Jesus de Cuiabá AM 630 Khz (Cuiabá-MT)
Emissora pertencente à Fundação Bom Jesus de Cuiabá. Foi ao ar oficialmente pela primeira vez em 23 de agosto de 1959. Desde 1992, é administrada pela Comunidade Canção Nova.

Rádio Evangelizar AM 1060 Khz (Curitiba-PR)
Emissora do movimento católico Projeto Evangelizar é Preciso, criado e dirigido pelo padre Reginaldo Manzotti.

Rádio Imaculada Conceição AM 1490 Khz (Grande São Paulo-SP)
Rádio da Milícia da Imaculada e cabeça de rede da Rede Milícia SAT.

Rádio Nova Aliança AM 710 Khz – FM 103,3 Mhz (Brasília – DF)
Emissora da Fundação Rainha da Paz. A Rádio AM entrou no ar oficialmente em 25 de março de 1992.

Rádio Rural AM 1090 Khz (Natal-RN)
A emissora pertence à Arquidiocese de Natal, possui 51 anos e opera em Ondas Médias Regional com a potência de 10KW. Desde 1º de junho de 2000 é administrada pela Comunidade Canção Nova.

FM

Rádio Canção Nova 96.3 FM (Cachoeira Paulista-SP)
Emissora da Comunidade Canção Nova.

Rádio Catedral 106.7 FM (Rio de Janeiro-RJ)
A rádio foi criada em 8 de dezembro de 1992, pelo então, Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, hoje, Bispo Emérito.

Rádio Conceição FM 105.9 (Itajaí-SC)
Rádio comunitária, existente há nove anos, fundada pelo padre Alvino Broering (in memoriam). A emissora possui uma programação diversificada, com informação, entretenimento e religiosidade.

Rádio Dom Bosco 96.1 FM (Fortaleza-CE)
A emissora surgiu em 24 de agosto de 1997. A rádio pertence à Fundação Educacional Salesiana Dom Bosco.

Rádio Gospa Mira FM 105,7 FM (Belo Horizonte-MG)
Emissora da Associação Gospa Mira. A Comunidade Gospa Mira, fundada pelo Padre Oscar Pilloni, é um grupo de leigos inseridos na Paróquia Imaculada Conceição, do bairro Santa Maria, de Belo Horizonte-MG, onde o fundador é Pároco.

Rádio Maria FM 94,5 Mhz (Brasília-DF)
Emissora da Fundação Calmerinda Lanzillotti. A Rádio Maria do Brasil faz parte da “World Family of Radio Maria”, que é uma organização não-governamental criada em 1998 composta por quarenta associações nacionais. Existem rádios Marias em todos os continentes.

Rádio Nazaré (Belém-PA)
Emissora da Fundação Nazaré de Comunicação, de Belém-PA.

WEBRÁDIOS

Rádio Web Lírio do Vale
Webrádio de Vitória da Conquista-BA. Tem como slogan “A sua Rádio 100% Católica”.

Webrádio Beatitudes
A webrádio Beatitudes é um instrumento de evangelização da comunidade Beatitudes do Coração de Jesus. A emissora tem três anos no ar.

Webrádio Estação da Graça
A Webrádio Estação da Graça é um projeto de evangelização da Comunidade Vida Missão. A emissora foi criada em 2005 pelo jovem Washington Lima, em Ituiutaba-MG. Depois de algum tempo, o jovem entregou este projeto para a Comunidade Católica Vida Missão, cujo fundador é Alex Soares.

Webrádio Hosana FM
Emissora idealizada por Roberto Martins da Silva, educador e pregador da RCC, Comarca de Itajaí-SC, Arquidiocese de Florianópolis.

Webrádio Padre Marcelo Rossi
Neste espaço, você vai poder ouvir online o programa Momento de Fé, apresentado pelo Padre Marcelo Rossi e equipe, de segunda a sabádo, das 09h05 às 10h, pela Rádio Globo e retransmissoras.

Webrádio Trindade Santa
A emissora foi criada por alguns jovens do estado do Rio Grande do Sul, especificamente, da Diocese de Rio Grande. Posteriormente, mais pessoas, de outros estados, passaram a integrar a equipe da rádio.

Fonte:Mídia Católica

* Veja lista de alguns jornais católicos, com link de acesso.

quarta-feira, janeiro 13th, 2010
Clique no link.

A Mensagem Católica (Olinda e Recife-PE)

A Ordem (Natal-RN)

Arquidiocese em Notícias (Manaus-AM)

Brasil Central (Goiânia-GO)

Diocese Informa (Joinville-SC)

Jornal da Arquidiocese (Florianópolis-SC)

Jornal de Opinião (Belo Horizonte-MG)

Jornal São Salvador (Salvador-BA)

L’osservatore Romano (Vaticano)

Missão Jovem (Florianópolis-SC)

Mundo Jovem (Porto Alegre-RS)

O Diocesano (Volta Redonda e Barra do Piraí-RJ)

O São Paulo (São Paulo-SP)

Santuário de Aparecida (Aparecida-SP)

Voz de Nazaré (Belém-PA)

* Você conhece nossa cultura Católica?

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

Hilton Valeriano

É difícil recomendar obras quando se trata do Cristianismo Católico.Digo difícil, porque para mim o Cristianismo é sinônimo de cultura, e quando digo Cristianismo, quero dizer Catolicismo.

Quando consegui superar minha fase agnóstica e cética, converti-me ao Catolicismo por perceber que o mesmo era sinônimo de fé, mas também razão e cultura.

A evidência de um fato: quando São Paulo prega na Ágora para os gregos, inicia-se a grande síntese entre as duas maiores revoluções culturais da humanidade: a cultura grega e a cristã. Essa síntese denomina-se catolicismo. A Igreja Católica (para o horror de seus detratores) nunca destruiu culturas, mas as assimilou elevando-as à perfeição.

Uma instituição inimiga da cultura e da razão não seria responsável por salvar o saber clássico da catástrofe das invasões bárbaras na queda do Império Romano.

Sim, se podemos ler Platão, Homero, Hesíodo, os grandes trágicos Ésquilo, Eurípides, Sófocles, Epicteto, Marco Aurélio, Sêneca, Virgílio, Horácio, Ovídio… devemos ser gratos aos mosteiros, aos bizantinos, ou seja, a Igreja Católica!

Se não fosse essa instituição “inimiga” da razão não teríamos as Universidades: Oxford, Cambridge, Salamanca, Lisboa, Coimbra, Pádua, Bolonha, Sorbonne…

Pensemos na grandiosidade da arquitetura gótica: somente a razão iluminada pela fé poderia ter criado esse esplendor. Vide Reims, Notre Dame e Chartres. Sim, a verdadeira França não é a aberração nascida do iluminismo e da revolução francesa, mas sim a França cristã Católica. O espírito da França não está em Descartes, e sim em Pascal!

Pensemos na beleza dos mosaicos bizantinos, nos afrescos de Giotto, Fra. Angélico. Em Caravaggio, El greco. Na capela Sistina. No barroco. Em tantos monumentos da arte criados pelo espírito Católico. O canto gregoriano… A estética Católica é o reflexo da eternidade! Ser Católico é amar a cultura. A lista de citações seria interminável.

O que seria da Europa sem a regra de São Bento? Da mística de São João da Cruz, de Santa Teresa d’Ávila? Se dedicar ao estudo do Catolicismo é se dedicar ao estudo dos mestres da patrística, da escolástica, da teologia monástica. Mas cito alguns livros que tenho de cabeceira: A prática do amor a Jesus Cristo, de Santo Afonso de Ligório. Um belo livro de moral Católica. As epístolas de Santa Catarina de Sena. História de uma alma, de Santa Teresa do menino Jesus. Essa obra maravilhosa mostra a importância de uma família repleta do espírito do evangelho, da doutrina da Santa Igreja Católica: seu fruto só pode ser a santidade.

Tudo em Santo Agostinho é essencial. Mas Santo Agostinho é um universo. Recomendo Confissões e A verdadeira religião. Um clássico: A imitação de Cristo, de Tomás Kempis. Ortodoxia de Chesterton. Revolução e contra-revolução de Plínio Corrêa de Oliveira.

O espírito do Catolicismo sempre inspirou grandes manifestações em termos de cultura. Pensemos em sua Santidade o Papa Bento XVI: como a mídia mostra-se hipócrita e odiosa em relação à sua pessoa. Sua cegueira é evidente: não enxergar o grande homem de cultura que está à frente da Igreja Católica. Eu desafio: leiam suas audiências. Leiam o discurso que seria proferido na Universidade La “Sapienza”! A mesma que fechou suas portas em nome da “razão”. Leiam Memória e identidade, do Papa João Paulo II: mostra de verdadeira consciência histórica de acontecimentos que marcaram o século XX.

No Brasil, enquanto o flagelo do marxismo e progressismo não tornaram a inteligência católica bestial, houve grandes romancistas e poetas como Cornélio Penna, Lúcio Cardoso, Octávio de Faria, Gustavo Corção, Murilo Mendes, Jorge de Lima… Muitos esquecidos, mas graças a Deus sendo redescobertos.

Pensemos em nomes como George Bernanos, François Mauriac, Paul Claudel, Julien Green.. Como a França anda mal… (…)

Por isso recomendo o estudo da verdadeira cultura, a cultura presente na Tradição Católica!

* Os dez livros mais pirateados em 2009 na Net revela alguma coisa?

sábado, janeiro 9th, 2010

Entre os dez livros mais descarregados ilegalmente no BitTorrent, três são sobre sexo e erotismo.

“  O “clássico” sobre o comportamento sexual, “Kamasutra”, foi o livro electrónico mais pirateado em 2009 através do sistema de partilha de ficheiros BitTorrent, avança o site Freakbits .

Três dos seis ebooks mais descarregados pelos internautas – qualquer um deles entre 100.000 e 250.000 vezes ao longo do ano passado – são sobre sexo e erotismo. Com efeito, na terceira posição surge “The Complete Idiot’s Guide to Amazing Sex” e na sexta “Before Pornography – Erotic Writing In Early Modern England”.

Depois de comparar o seu ranking (ver caixa) com o dos livros mais vendidos divulgado pelo ” The New York Times “, é com alguma ironia que os responsáveis pelo site Freakbits concluem que “os downloads ilegais não ameaçam os autores mais vendidos”.

DEZ MAIS PIRATEADOS EM 2009

1. Kamasutra, por Vatsyayana

2. .Adobe Photoshop Secrets
Manual sobre o popular programa de edição de fotografia

3. The Complete Idiot’s Guide to Amazing Sex, de Sari Locker
Guia prático para uma vida sexual bem sucedida

4. The Lost Notebooks of Leonardo da Vinci

5. Solar House – A Guide for the Solar Designer
Tudo, ou quase, sobre como instalar energia solar lá em casa

6. Before Pornography – Erotic Writing In Early Modern England, de Ian Frederick Moulton
Estudo sobre literatura erótica em Inglaterra

7. Twilight – Complete Series, de Stephenie Meyer
Contos sobre vampiros

8. How To Get Anyone To Say YES – The Science Of Influence, de Kevin Hogan
Manual sobre técnicas de persuasão

9. Nude Photography – The Art And The Craft, de Pascal Baetens
Manual sobre este tipo específico de fotografia

10. Fix It – How To Do All Those Little Repair Jobs Around The Home
Manual sobre bricolage

* “A internet nos suga como uma esponja”.

sexta-feira, janeiro 8th, 2010
O tema não é de natureza religiosa, mas toca em um aspecto importantíssimo :a perca da capacidade de pensar e refletir, fundamental para nossa vivência de fé em um mundo em permanente transformação, mundo esse que somos chamados a evangelizar com redobrado fervor, unção e parresia.

Como ele bem disse: “estamos perdendo a capacidade de nos concentrarmos, lermos atentamente e pensarmos com profundidade”.
A fonte é a Revista ” Época”.

***
Um dos maiores palestrantes do mundo empresarial diz que viver conectado é prejudicial a nosso cérebro

Para Nicholas Carr, um dos palestrantes mais valorizados do mundo dos negócios, a dependência da troca de informações pela internet está empobrecendo nossa cultura.

Mais ainda: nosso intelecto, ao se acostumar aos múltiplos estímulos das redes sociais, aos e-mails e aos comunicadores instantâneos, perde a capacidade de raciocínios elaborados.

Autor de um famoso artigo cujo título resume o conteúdo – “O Google está nos tornando mais estúpidos?” – , Carr está preparando um livro de nome igualmente provocativo – numa tradução literal, O raso: o que a internet está fazendo com nosso cérebro.

Ele falou a ÉPOCA durante uma visita ao Brasil para uma palestra a 4.500 líderes empresariais, num dos maiores eventos para executivos do país.

Sascha Pflaeging

ÉPOCA – A internet afeta a inteligência?

Nicholas Carr – Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. É chamado pelo Twitter, pelo Facebook ou pelo Messenger. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas que está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade. Isso é um resultado da dependência crescente em relação à internet. Essa forma de pensar vai reduzir nossa habilidade para pensar contemplativamente. Ela prejudica nossa cabeça.

ÉPOCA
– Quais seriam as consequências?

Carr – A riqueza de nossa cultura não é apenas quanta informação você consegue juntar. Ela tem a ver com os indivíduos pensando profundamente sobre a informação, refletindo sobre ela, avaliando pessoalmente os dados que recebe e não se deixando passivamente bombardear por vários estímulos. Estamos perdendo isso agora. Toda a cultura fica mais rasa. Temos acesso democrático à informação, mas o resultado é mais pobre. Temos menos condições de compreender as grandes obras da arte, da ciência ou da literatura, que exigem uma concentração mais profunda.

ÉPOCA – As pessoas deveriam ficar desconectadas de vez em quando?

Carr – Sim. Deveríamos desconfiar da internet. É claro que conseguir bastante informação útil é parte de nossa vida moderna. Mas precisamos encorajar continuamente o outro lado, que é a aquisição calma e contemplativa do conhecimento. Isso exige ficar fora do fluxo contínuo de informação. Só não sei se isso será possível porque nossa vida social está cada vez mais dependente de quão conectados estamos. Seu grupo de amigos está embrulhado em redes sociais na internet. Você precisa da internet para executar seu trabalho. Não para de olhar para seu BlackBerry. Não é mole se desligar disso tudo.

ÉPOCA – A filosofia grega foi construída em cima de debates. O pensamento de Platão são conversas com seus discípulos. Por que não daria para erigir conhecimento a partir da interação com os outros?

Carr – Nos Diálogos de Platão, temos duas pessoas dedicadas a uma conversa atenta sobre determinado tema. Se você entra on-line, encontra dezenas de pessoas trocando mensagens de texto, vendo e-mails, escrevendo no Twitter e pulando de uma página para outra. A troca de informação ocorre com interrupções o tempo todo. Sócrates sentava-se embaixo de uma árvore e pensava longamente enquanto conversava com seus discípulos. É muito diferente do que fazemos agora.

ÉPOCA – Uma das maiores lojas on-line, a Amazon, vende livros. As pessoas baixam livros no Kindle. Até o senhor vende livros. Isso não significa que as pessoas ainda leem textos extensos?

Carr –
É verdade que as pessoas ainda lerão livros por muito
tempo. Mas o porcentual de tempo dedicado à mídia impressa vem caindo. A média americana é de um livro por dia, o que ainda é muito bom. Só que o ato de ler uma página após a outra fica cada vez mais difícil à medida que você se adapta à comunicação da internet. Eu mesmo sinto isso. Antes eu me sentava e lia por horas. Agora, fico pensando se devia conferir meu e-mail ou acho ruim não encontrar hiperlinks no texto.

ÉPOCA – Essa habilidade para múltiplas tarefas e para administrar várias informações simultâneas não nos dá, em compensação, maior capacidade para criar novas ideias?

Carr – Certamente temos maior capacidade para encontrar informação ou relacionar uma com a outra. Mas dependemos cada vez mais de conexões externas. Você estabelece uma relação porque clicou em um hiperlink que alguém deixou lá. Já construir as próprias relações entre um fato e outro exige um tempo de reflexão própria, que não estamos tendo.

ÉPOCA – Essa visão negativa da internet não é apenas o medo da mudança?

Carr
– Não há dúvida que, toda vez que uma tecnologia nova aparece, algumas pessoas imaginam que tudo vai desmoronar. Sim. É preciso ter essa visão cética. Por outro lado, também devemos desconfiar quando ouvimos alguém glorificando as novas tecnologias e prometendo uma nova utopia. Recomendo que as pessoas não sigam o que eu digo cegamente. Mas que examinem o próprio comportamento. Testem em si mesmos o que estou dizendo.

ÉPOCA Os cursos on-line vão revolucionar a educação?

Carr
– Existe empolgação em torno dos cursos on-line porque parecem cortar os custos. Um professor poderia dar aula para milhares de alunos, em vez de apenas uma turma de algumas dezenas. Mas não acho que a educação on-line vá substituir a tradicional. Ela pode funcionar como complemento para o professor ter um material de apoio na sala de aula ou para o aluno reforçar em casa o que aprendeu na escola. Outra utilidade dos cursos on- -line é a formação técnica profissional em casos específicos. Existe um aspecto importante na educação, que é juntar os alunos fisicamente para conviver e trocar experiências. Isso vai além de apenas assistir a uma aula. Tem a ver com o lado comunitário da educação, que se perderia se passarmos tudo para o computador.

ÉPOCA – Como a tecnologia pode beneficiar a educação?

Carr
– Por um lado, o que estamos vendo é que muitas escolas, especialmente universidades, começam a oferecer material on-line de seus cursos, inclusive algumas aulas. Isso é bom. Permite que gente de fora da universidade tenha acesso à informação de ponta e aulas de grandes pensadores. O perigo para as grandes universidades é que os alunos possam ter a ilusão de que terão acesso ao conhecimento apenas sentados diante de um computador. Aí o que acontece é que a eficiência de fornecer material on-line começa a capturar os investimentos financeiros, que deveriam ir para as universidades e escolas. Se um professor dá aula para milhões de alunos, quem vai pagar o salário dos outros?

ÉPOCA – Como atrair a atenção dos jovens que estão ligados nas redes de relacionamento e nos jogos da internet para a educação “formal”?
Carr – Naturalmente, não há como fazer isso. Nossa dependência dos serviços de internet não está mudando apenas nossos relacionamentos e nosso acesso ao conhecimento, mas também a forma como nossa mente funciona. Não é só entre os jovens, mas gente de todas as idades usa cada vez mais a internet. Nas escolas e em casa, os pais e os educadores têm sido excessivamente entusiastas do poder dos computadores. Temo que, como o cérebro constrói a maior parte das ligações entre os neurônios na juventude, o modo de pensar promovido pelo convívio com a internet predomine sobre a capacidade de análise. Os pais devem manter seus filhos o máximo longe das telas. Na verdade, acredito que as crianças não devem mexer em computadores de jeito nenhum. Mais tarde, quando entrarem na adolescência, terão de aprender a lidar com a internet para sua vida adulta, social e profissional. Mas antes disso não.

ÉPOCA Como o senhor fez com seus filhos?

Carr
– Minha filha tem 24 anos, meu filho 19. Então, quando eram crianças não havia tanto acesso à internet e a computadores. Nem as redes sociais existiam. Mas mesmo naquela época eu já sabia que as mídias usadas pelas crianças teriam influência em sua capacidade cognitiva futura. Não quero dizer que a internet seja ruim. Ela é essencial para encontrarmos pessoas e informações úteis. Mas ela é como uma esponja. Vai sugando todos os aspectos da vida. E nos obriga a se adaptar a ela. É o futuro da humanidade. Só que perderemos alguma coisa no meio do caminho.

* Os 10 melhores filmes atuais do ponto de vista espiritual

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

Segundo o diretor do Departamento de Cinema do arcebispado de Barcelona

Como todos os anos, o Prof. Peio Sánchez, diretor do Departamento de Cinema do arcebispado de Barcelona (Espanha), oferece sua avaliação sobre os 10 melhores filmes do ponto de vista espiritual.

Sánchez afirma que, ao fazer este elenco, ele o apresenta “como um material válido para a recuperação educativa e pastoral através do DVD. (…) Parece-nos hoje imprescindível escolher bem o que vemos para sermos pessoas melhores. E acreditamos que esse tipo de cinema convida a aprofundar nos grandes interrogantes, propõe um olhar aberto ao mistério de Deus”.

1. Gran Torino (2008), Clint Eastwood

“Em Gran Torino, Clint Eastwood  soube contar uma história simples com uma enorme força dramática, apresentando temas espirituais de fundo, como o sentido do perdão, a redenção como sacrifício e o caminho da conversão. E do ponto de vista cristão, não somente apresenta uma imagem positiva da Igreja, representada no Pe. Janovich, mas também oferece uma poderosa imagem crítica nas decisões finais do protagonista.”

2. Jornada pela liberdade (2006), Michael Apted

“Esta homenagem a William Wiberforce – um parlamentar da Câmara dos Comuns, que dedicou, desde a sua juventude, sua atividade política à luta contra a escravidão e as injustiças sociais – apresenta-se com uma magnífica produção e uma série de atuações excepcionais. Marcada profundamente pela perspectiva social cristã, é um filme imprescindível para conhecer a força ética do Evangelho e sua herança em nossa cultura.”

3. Katyn (2007), Andrzej Wajda

“Surpreendente filme do mestre polonês Andrezej Wajda. Este testamento fílmico do genocídio de Katyn, perpetrado pelo comunismo soviético em 1940, afetou pessoalmente o diretor, já que seu pai era um dos 20 mil oficiais e cidadãos poloneses assassinados. Narrada a partir da perspectiva dos sobreviventes, especialmente mulheres, é um hino à reconciliação, da memória que busca a verdade. A fé católica é mostrada com intensidade em diversos momentos, mas de forma mais contundente nos últimos minutos.”

4. Quem quer ser um milionário? (2008), Danny Boyle

“O diretor Danny Boyle, de formação e convicções cristãs, soube contar uma dura história sobre a superação da miséria à vitória. Narrado como um conto de fadas, acompanha a história de três garotos que nascem nas barracas de Calcutá e como, a partir do protagonista Jamal, verão o triunfo da bondade e do amor, muito além da injustiça e da violência. A história nos apresenta uma intriga que move o espectador à esperança e que convida a reconhecer a presença da Providência, que acompanha os acontecimentos respeitando a liberdade, mas estimulando a bondade.”

5. O visitante (2007), Thomas McCarthy

“É a história de uma visita gratuita na qual se vê envolvido um obscuro professor universitário, genialmente interpretado por Richard Jenkins, que, após ficar viúvo, vive sem sentido e cuja vida se transformará em seu encontro com Tarek. Este sírio, que carrega a perseguição em seu coração, representa a alegria e a vontade de viver que faltam ao protagonista. Neste itinerário de transformação, veremos como cresce nele a sensibilidade e o compromisso, a capacidade de amar e o exercício responsável da liberdade. Um filme que, além do mais, é um grito contra a injustiça das leis migratórias.”

6. A caixa de Pandora (2008), Yesim Ustaoglu.

“O mal de Alzheimer da avó abrirá a caixa de Pandora da uma família que vive às margens da infelicidade, como se uma maldição caísse sobre eles quando a anciã, uma genial Tsilla Chelton de 89 anos, desaparece de casa. Com esta fuga, começa uma viagem rumo à verdade que envolverá todos eles, quando vão a uma aldeia de montanha na costa do Mar Negro. A lucidez da demência não conseguirá dobrar o desvario dos instalados na comodidade ou no fracasso; mas conseguirá mover os que sentem que a vida vai muito além e que sempre estão dispostos a subir uma montanha, ainda que as forças já sejam escassas. Uma aliança na qual os mais velhos transmitem a esperança aos mais jovens.”

7. A partida (2008), Yojiro Takita

“Daigo, um violoncelista desempregado, descobre sua vocação quando abandona Tóquio com Mika, sua mulher, e vai à cidade e à casa em que viveu sua infância. Um processo lento e surpreendente o converterá em um especialista em nôkan, ritual mortuário japonês que supõe uma recordação do defunto desde o ato de embalsamento. Em sua aprendizagem, vão se cruzando várias histórias de reconciliação dos vivos com os mortos e ele irá, pouco a pouco, abrindo sua própria história a um caminho de pacificação. O filme nos permite contemplar a morte com uma perspectiva diferente.”

8. O curioso caso de Benjamin Button (2008), de David Fincher

“Baseada em uma novela de F. Scott Fitzgerald, conta a vida singular de Benjamin: um estranho bebê que nasce sendo idoso e que, com o passar do tempo, acabará transformando-se em um bebê. Este estranho personagem, que terá um corpo que cresce ao contrário do seu espírito, oferece-nos um personagem que amadurece de uma forma diferente e que também terá que amar Daisy – seu fiel e verdadeiro único amor – de uma forma diferente, ainda que não por isso impossível.”

9. Le Hérisson (2009), Mona Achache

“Adaptação do famoso livro de Muriel Barbery, ‘A elegância do ouriço’, e que supõe o primeiro longa-metragem da diretora francesa Mona Achache. Baseia-se no contraste de dois personagens: por um lado, uma menina com um rico a inteligente mundo interior; por outro, a porteira do número 7 da rua Grenelle, uma mulher descuidada e um pouco antipática. Mas ambas terão um segredo que virá à tona com a chegada de Kakuro Ozu, um elegante viúvo japonês. Esta revelação servirá de desculpa para compreender o segredo profundo das pessoas e como às vezes o essencial não está nas aparências.”

10. Rio congelado (2008), de Courtney Hunt

“História sobre a resistência e a amizade de duas mulheres que começam em conflito, mas que criarão um profundo laço de solidariedade que tem como origem comum uma maternidade transcendida e o desejo de amar inclusive acima de suas forças. Dirigido por Courtney Hunt, apresenta os personagens com grande veracidade. A dureza e a desolação nas imagens nos permitem encontrar na alma das protagonistas uma generosidade desmedida, que devolve a confiança no ser humano, inclusive nas situações de solidão e limite que enfrentam.”

Zenit

***

Aproveitando a deixa..o filme “O caçador de pipas” é imperdível.

Se alguém tiver mais sugestões  de filmes bons, em uma perspectiva cristã,com valores e com conteúdo capaz de nos fazer melhores e mais cristãos,podem indicar..

Talvez devessemos divulgar mais filmes bons,para reforçar a cultura verdadeiramente humana,embasada nos valores cristãos.


* Avatar, o filme. A fé cristã tem algo a dizer ?

terça-feira, janeiro 5th, 2010

Com muita frequência recebemos e-mail s de irmãos nos fazendo perguntas sobre determinados filmes lançados pelo cinema.

Avatar, claro, não poderia ficar de fora.

A análise abaixo é uma reflexão interessante sobre o filme, em uma ótica Cristã, não se trata de uma palavra oficial da igreja mas a opinião de um irmão que assistiu o filme e partilha conosco suas impressões.

Muito do que ele colocou tem sentido.

Pretendo assistir o filme para  fechar minha opinião, como já fiz com o “2012″ que, de fato, procura deixar claro em um eventual fim do mundo, que Deus não poderá nos ajudar, pois ele “não existe”.

A queda do Cristo Redentor, o papa, a queda drámatica da Igreja de São Pedro, caindo em cima dos orantes na praça, o rompimento pela rachadura do dedo de Deus e do dedo do homem na famosa obra de michelangelo transmite a mesma mensagem; “Não há salvação em Deus, em nenhum deus, nem allah, nem buda..é o fim.”

Claro que não comungo com essa visão. De qualquer forma, pelos efeitos especias.. vá lá. é o que salva, o resto..

Avatar tem também das suas..  quem já assistiu pode lembrar o que viu na ótica dessa partilha, quem ainda vai ver, terá essa reflexão para enriquecer sua posição pessoal.

Uma outra questão: tem pessoas que imaginam que todo e qualquer  filme que passa no cinema a Igreja tem que estar dando opinião, liberando, “proibindo..”

Não é assim. Somente quando o filme tem repercussão e atinge nossa vivência e nossos valores ou a própria a igreja, sua história, o papa, o magistério, etc.. a igreja se pronuncia através de algum de seus membros, um bispo, ou o jornal vaticano (por uma questão de justiça com a verdade dos fatos, como foi com o herético “anjos e demônios”).

A mesma coisa a nivel nacional ou local.

A Igreja não proibe mas, quando é o caso, oferece informações e subsídios para orientar seu povo e iluminar nossa inteligência e fé.

Nós, como filhos da Igreja, é que precisamos conhecer bem a fé católica para filtrarmos de nossas diversões aquilo que é compativel, ou não, com nossa fé. Asssitir com senso critico, ir além dos efeitos, os diálogos, a intenção do diretor, etc. Eventualmente a Igreja fala sobre determinada obra de arte, que deve- claro! nos iluminar e nos fazer refletir com obediência de fé.

A responsabilidade e a conviniência de assistir ou não, é nossa, decisão livre iluminada pela fé no filho de Deus, cabeça da Igreja e pelo amor a verdade!

***

Marcos Soares

O escritor cristão Francis Scheaffer (1912 – 1984) já dizia no início dos anos 80 do século passado que o Século XXI seria marcado pelo misticismo, culto à natureza e hedonismo. Ele acertou em cheio! Nossa geração tem esses traços entremeados na linguagem, nos hábitos, na religiosidade, no comportamento social e, sobretudo, na cultura, dos livros publicados que mais vendem aos filmes de sucesso.

Veja-se o caso da literatura tão ovacionada em nosso tempo: os livros do místico brasileiro Paulo Coelho, um escritor cujo conteúdo não é nada cristão. Pelo contrário, tem uma proposta pautada nos conceitos e práticas das religiões orientais e, para seduzir, de vez em quando ele explora textos bíblicos em suas concepções místico-filosóficas.

Poderíamos discorrer aqui sobre os vários âmbitos da cultura e iríamos presenciar essa miscigenação de conceitos e valores que têm afastado o homem de uma relação pessoal com Deus e de obediência à Sua Palavra.

Eu assisti ao filme Avatar e pude perceber que ele simboliza de forma impressionante a filosofia de vida que vem sendo amplamente defendida e divulgada nos vários campos do conhecimento, da ciência, da cultura e na mídia de massa de nossa geração: a falsificação da verdade proposta na Palavra de Deus e a deusificação da Ciência e da Natureza.

A proposta não tem nada de novo em termos filosófico religiosos. Trata-se de uma concepção que mistura (veja-se aí o misticismo) religião hindu, práticas indígenas de adoração aos entes naturais e culto a extraterrestres.

O título do filme diz respeito ao conceito hindu de que todo ser humano é um avatar de que cada um seria uma centelha do Deus Único, manifestada no plano material. Ou seja, o hinduísmo defende que todos os seres humanos são Amsha Avatar (encarnações parciais do Divino).

Na verdade, Avatar apresenta conteúdos ultrapassados e alienantes. Em termos históricos (óbvios), é aquela “velha” temática do capitalismo destruindo os índios e a natureza em nome da posse da riqueza existente na floresta – o filme mostra que os humanos querem explorar o minério raro unobtanium existente em Pandora que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra.

No sentido teológico propõe o fim da adoração a Deus e o advento da “nova era” onde a ”mãe” natureza pode tudo e o ser humano não passa de uma peça nessa engrenagem alienante.

O que tem de novo é o aspecto tecnológico. Aliás, é isso que atrai, é isso que “salva” o filme. Para quem o assistiu em 3-D pode presenciar a nova tendência do cinema mundial cuja força da tecnologia, muitas vezes, dará emoção e qualidade a propostas pouco criativas e sem qualidade textual.

Com base nesse “pano de fundo”, proponho uma reflexão para nos protegermos dessa perigosa síndrome de Avatar que tem “dominado” parte de nossa geração.

Primeiro, o Deus cristão não está longe como o hinduísmo ensina. Nosso Deus é real e pessoal. Jesus Cristo veio ao mundo e viveu entre nós para demonstrar de forma inequívoca que Deus pode e se relaciona pessoalmente conosco. Não é uma relação alienante, nem subjetiva. Mas, um relacionamento com base no amor, na verdade e na obediência.

Segundo, o ser humano é superior à natureza. Veja o que o próprio Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança, e domine ele sobre os peixes do mar e as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todas as criaturas que se movem ao longo da terra.” (Gênesis 1,26). O filme Avatar tenta induzir o espectador a pensar que aqueles bichos e as árvores estão no mesmo plano do ser humano. Não é verdade. O homem é mais importante do que aves, animais, peixes e árvores. Devemos, sim, cuidar e proteger a natureza, mas não há nenhuma base cristã que justifique as relações entre os avatares e a natureza proposta no filme. A natureza não é Deus.

Terceiro, o verdadeiro poder de libertar o ser humano vem de Deus, não da ciência, da mentalização humana ou da energia cósmica. As “ligações” entre os avatares e os animais apontam tanto para a proposta de que essa “energia” cósmica coloca a todos no mesmo plano, quanto atribui à natureza poderes que ela não tem. O poder de mudar a nossa vida vem de Deus, o poder de libertar uma pessoa deprimida e angustiada vem de Deus. O apóstolo Paulo afirma que “o Evangelho é o Poder de Deus” (Romanos 1:16). Essa palavra divina é que liberta o ser humano de todas as amarras. Deus pode libertar você hoje de todas as amarras que o prendem. O verdadeiro poder que liberta vem de Deus, não da natureza.

A ciência também não pode resolver dos os mistérios da vida. O filme Avatar propõe esse poder que a ciência julga ter de resolver todos os problemas humanos, de fazer um paraplégico andar, correr, pular, voar sem limites. Isso está simbolizado na figura de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas que pode experimentar a cura não através do poder de Deus, mas do Programa Avatar onde os “condutores” humanos passam a ter uma consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver no ar letal de Pandora. Um milagre da ciência e da natureza.

Essa síndrome Avatar tem sido uma tentativa da cultura e da ciência de neutralizar a obra de Deus na vida humana. Escritores, pesquisadores, produtores culturas, professores, âncoras midiáticos, líderes do movimento Nova Era, todos têm procurado alternativas para falsificar a verdade sobre Deus, o homem e a natureza. O ser humano tem sido levado a pensar que pode tornar-se, com a força da natureza ou de entidades extraterrestres, um “super homem” quando, de fato, a verdadeira identidade humana restaurada, curada e feliz é aquela que se relaciona com o Deus cristão, autor e sustentador de todas as coisas.

* As revistas femininas publicam cada vez mais reportagens sobre sexo. Informação que forma ou deforma?

segunda-feira, janeiro 4th, 2010


Nos dias de hoje, cada vez mais, as pessoas são bombardeadas com informações recheadas de conteúdos insistentes e manchetes espetaculares que tentam, a qualquer preço, chamar a atenção dos leitores para consumir determinados produtos. Quem nunca parou numa banca de jornal atraído por uma notícia arrebatadora ?

Acontece que, atualmente, as revistas femininas são as campeãs em um tipo de manchete: segredos sexuais, como obter a atenção masculina, o que ele pensa sobre você…..

Recentemente, foi publicado um artigo na revista da Universidade de Jornalismo de Columbia (EUA), a Columbia Journalism Review, que aborda exatamente esse assunto. No texto, a jornalista Liza Featherstone comenta que muitos editores, colaboradores e jornalistas de revistas femininas famosas – como Elle, Cosmo, Marie Clair, Mademoiselle,entre outras – discutem que, apesar dos conteúdos de tais publicações que apresentarem matérias fracas, modelos magras e muita publicidade, o maior e, talvez, mais grave problema dessa discussão é o quanto tais revistas mentem sobre sexo.

De acordo com o artigo, as histórias sobre sexo são apresentadas como jornalismo investigativo, chocando muitos analistas e fazendo com que os leitores realmente acreditem que as histórias são verdadeiras. Liza comenta que antigos editores – que preferem não ter seus nomes revelados – garantem que a maioria das cartas que chegam às redações não é sequer verificada para saber se a informação é verdadeira. Na maioria das vezes, Liza afirma, as frases são reescritas para ficarem mais chamativas, as idades são mudadas para atingirem a faixa etária do público-alvo da revista e os redatores entrevistam seus amigos para dar opiniões.

Segundo um ex-editor da revista americana Mademoiselle, muitas histórias não existem, ou simplesmente, são inventadas. Ele diz que sempre que um artigo ou depoimento traz o lembrete “nomes trocados” visando preservar a identidade do leitor, significa que os personagens que compõe o assunto são fabricados. Para ele, os leitores nem percebem esse detalhe, pois, as anedotas criadas são coisas que poderiam de fato acontecer na vida de qualquer pessoa.

A questão é : por que, afinal, tais revistas fariam isso? Qual o objetivo dessas publicações? A resposta, como explica Liza, é atribuída à pressão do fechamento das revistas, sempre atrelada a uma necessidade de se produzir algo chamativo e bater recordes de vendas.

Porém, temos que levar em consideração que isso está sendo tratado como jornalismo. Apesar de tais revistas estarem mais preocupadas em entreter do que apresentar os mesmos temas abordados pelas revistas semanais, essas publicações também fazem parte do mundo jornalístico e informativo.

As revistas femininas têm um público amplo e diversificado, possuem alta credibilidade e podem publicar matérias com um conteúdo mais interessante.

Afinal de contas, será que as mulheres só querem ler sobre sexo? Será que isso é a única coisa relevante no universo feminino? Ou será que assuntos como cuidados com a saúde, política e cultura não interessam para as leitoras?

Muitos jornalistas afirmam que inventar histórias é algo extremamente antiético e os deixariam profundamente frustrados como profissionais, enquanto os editores garantem que não publicariam uma reportagem inautêntica.

Mas a pergunta que fica é: o sexo nas revistas femininas é verdade ou mentira?

Tarcila Campanella, estudante de jornalismo

***

A questão não é só de abordagem do tema, mas como se aborda o tema.

Se vc ler algum destes artigos ou reportagem perceberá a visão absolutamente distorcida da sexualidade feminina, reduzida a uma visão genitalista, dissociada do amor e de uma expressão verdadeiramente humana.

Fronteiriça a pornografia e apresenta uma visão da mulher “moderna” que, “sem culpas nem amarras morais” a reduz e a empobrece apenas às paixões e desejos.

Lamentável.

* A Cabana, o livro. Heresias “requentadas”.

domingo, dezembro 27th, 2009

Até mesmo os protestantes, que não valorizam “tanto assim” a instiuição, estão criticando o livro, que continua “bombando” como o mais vendido no Brasil.

Fazendo uma pesquisa rápida na Internet vc encontrará muitas criticas à obra.

Mesmo sabendo que é um livro de ficção, o autor realmente ultrapassou o limite do aceitável.

Depois descobri que o autor é “unitarista”.

O que é isso?

Veja como o Wilkipédia define :

O unitarismo (ou unitarianismo) é uma corrente de pensamento teológico que afirma a unidade absoluta de Deus. Há dois ramos principais do unitarismo, os Unitários Bíblicos que consideram a Bíblia como única regra de fé e prática, assemelhando as demais religiões cristãs evangélicas, exceto, claro, pela concepção unitária de Deus, e os Unitários Universalistas, surgido recentemente nos Estados Unidos, que pregam a liberdade de cada ser humano para buscar a sua própria verdade e a necessidade de cada um buscar o crescimento espiritual sem a necessidade de religiões, dogmas e doutrinas.

Alguém ainda tem dúvida  de que a história do livro é exatamente a expressão deste conceito absolutamente pretensioso de que ” só é verdade o que eu quero que seja verdade” ?

Se você quiser aprofundar mais, veja aqui no Blog a análise do livro na pespectiva católica. (busque no mecanismo de busca do próprio  Blog).

A análise abaixo foi escrita por um protestante.

***

O escritor canadense William Paul Young saiu do anonimato para a fama ao publicar um livro que se tornaria, em muito pouco tempo, um verdadeiro sucesso. Com mais de dois milhões de cópias vendidas e status de best-seller, “A Cabana” tem cativado a mente de muitas pessoas ao redor do mundo, especialmente/inclusive dos cristãos.

Em linhas gerais, o livro conta a história de Mackenzie Allen Phillips, o “Mack”, um pai de família que encontra a Deus depois de ter sua filha caçula, Missy, raptada e brutalmente assassinada por um maníaco assassino de crianças (um serial killer). Cerca de três anos e meio depois do ocorrido, Deus, ou melhor, “Papai”, manda uma carta para Mack marcando um encontro com ele exatamente na cabana onde a polícia havia encontrado o vestido usado por Missy todo encharcado de sangue. Mack, depois de lutas intensas consigo mesmo, resolve aceitar o “encontro”, mesmo desconfiando de uma possível cilada do assassino de sua filha. Ao chegar lá, Mack tem uma, ou melhor, três surpresas: Deus lhe aparece na pessoa de uma mulher “negra enorme e sorridente” (pág. 73). Logo depois aparecem o Espírito Santo, na pele de uma mulher asiática, chamada Sarayu, e Jesus, um homem médio-oriental (hebreu, pra ser mais preciso) vestido de calça jeans e camisa xadrez. A partir de então, Mack vai viver uma inesquecível aventura ao lado dessa ilustre “Trindade”.

Qualquer cristão que tenha um mínimo de conhecimento de História da Igreja saberá que A Cabana nada mais é do que o ressurgimento de algumas das antigas heresias que tumultuaram a vida e o andamento da Igreja Antiga, principalmente aquelas que envolviam questões sobre a Trindade. Do ponto de vista teológico, o livro oscila entre heresias implícitas e explícitas; do ponto de vista literário, entre frases de efeito medíocres (quase sempre) e alguns poucos insights interessantes. Seu enredo envolvente propõe-se a apanhar os desavisados.

Não sei qual foi a experiência eclesiástica do autor de A Cabana, mas posso presumir que não foi das melhores. Torna-se patente, em muitas partes do livro, o desprezo pela igreja e pela adoração corporativa, ressaltando-se e a valorização da experiência pessoal, como bem reza a cartilha pós-moderna.

[Mack] Percebeu que estava travado e que as orações e os hinos dos domingos não serviam mais, se é que já haviam servido [...] Mack estava farto de Deus e da religião, farto de todos os pequenos clubes sociais religiosos que não pareciam fazer nenhuma diferença expressiva nem provocar qualquer mudança real. Mack certamente desejava mais (pág. 54 – versão digital. Itálico meu).

Parece que a intenção inicial do livro não é a de levar os leitores a uma nova perspectiva sobre a Trindade, e sim, que eles desacreditem da Igreja como sendo a “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e sigam atrás de outras alternativas de encontrar Deus. Em minha opinião, esse é o maior perigo que o livro oferece.

Quando o assunto, finalmente, é a Trindade, A Cabana traz à tona várias heresias antigas (não pretendo fazer comentários exaustivos sobre todas elas). Como já disse anteriormente, Mack vai à cabana encontrar Deus, que lhe aparece no corpo de uma mulher de pele negra. Logo de cara, vemos a verdadeira alma do paganismo, a saber, materializar Deus dando-lhe alguma forma física. Entendo perfeitamente que se trata de um romance e, como tal, precisa de personagens para dar substância ao enredo. Mas, em se tratando do Senhor Deus Todo-Poderoso, essa regra não deve ser aplicada em hipótese alguma. É exatamente isso que Deus expressamente proíbe no Segundo Mandamento (Ex 20.4-5). Jesus mesmo declarou que “Deus é Espírito” (Jo 4.24). Não devemos emprestar a Deus as formas vãs e tolas que concebemos em nossas mentes pecaminosas (cf. Rm 1).

Uma das antigas heresias às quais me referi há pouco é o Patripassianismo, doutrina monarquianista[1] segundo a qual foi o próprio Deus quem morreu na cruz, em vez de Jesus. Tertuliano combateu esse ensino com bastante veemência. Quando, certa vez, ele disse que “o demônio tem lutado contra a verdade de muitas maneiras, inclusive defendendo-a para melhor destruí-la”, estava se referindo justamente a essa heresia, que estava sendo largamente difundida por Práxeas. Ele continua dizendo que “Ele [o demônio] defende a unidade de Deus, o onipotente criador do universo, com o fim exclusivo de torná-la herética[2]”. Em uma passagem de A Cabana essa heresia é claramente visível:

Papai não respondeu, apenas olhou para as mãos dos dois. O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele. Ela permitiu que ele tocasse com ternura as cicatrizes, marcas de furos fundos, e finalmente Mack ergueu os olhos para os dela (pág. 86. Itálico meu).

Embora Jesus seja Deus, sabemos que não foi Deus, o Pai, quem morreu na cruz. Deus não tem as marcas dos pregos em seus punhos, como A Cabana quer que acreditemos. Foi o Seu Filho quem foi crucificado. No afã de ressaltar a unidade da Trindade, o Monarquianismo acabou resumindo tudo a uma só pessoa. Em mais uma declaração claramente sabeliana[3], “Papai” diz a Mack que “quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos” (pág. 85). Mas não é esse o ensino bíblico. A Palavra de Deus é bastante clara quando se refere ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo como sendo Pessoas distintas que possuem uma mesma essência (ver Mt 28.29; 2 Co 13.13; 1 Jo 5.7; 2 Jo 3). E o pior de tudo é que, para confundir ainda mais o leitor, “Papai” desdiz tudo o que houvera dito antes, dizendo que

Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um (pág. 87).

Seria algo equivalente à “Metamorfose Ambulante” proposta por Raul Seixas (“eu vou lhes dizer agora o oposto do que eu disse antes”)? Será que dá pra confiar no “Deus” proposto por William P. Young?

Mas os problemas não param por aí. Como se não bastasse, o livro também nega a divindade de Jesus. Em uma conversa entre Mack e Papai, Mack pergunta:

— Mas… e todos os milagres? As curas? Ressuscitar os mortos? Isso não prova que Jesus era Deus… você sabe, mais do que humano?
— Não, isso prova que Jesus é realmente humano.
[Papai continua...]
— Fez isso como um ser humano dependente e limitado que confia na minha vida e no meu poder de trabalhar com ele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder para curar ninguém (pág. 90).

Ora, o que temos aqui não é o velho Ebionismo, que pregava que Jesus tornou-se Messias pelo Espírito Santo? Ou, ainda, o Arianismo, que dizia que Jesus era um simples homem elevado a uma categoria superior à dos demais seres humanos? O autor faz um divórcio entre a Humanidade e a Divindade de Jesus quando diz que “Jesus, como ser humano, não tinha poder para curar ninguém”, quando, na realidade, as duas naturezas de Cristo são inseparáveis.

Nas palavras de John Stott, “Jesus não é Deus disfarçado de homem e nem um homem disfarçado de Deus”. Ele é Deus-Homem, como bem foi definido em Calcedônia no ano de 451 d.C. E para dar mais ênfase ainda na humanidade de Cristo, a personagem Jesus “deixara cair uma grande tigela com algum tipo de massa ou molho no chão, e a coisa tinha se espalhado por toda parte” (pág. 95), o que rendeu boas gargalhadas a Mack e Papai. Era só o que faltava: um Jesus todo atrapalhado!

O livro prossegue no enredo seguindo a tônica do “o importante é relacionar-se”. Nada de imposições, de regras. Amor pressupõe liberdade. Baseado nesse pensamento o autor constrói, ou melhor, desconstrói a questão da hierarquia na Trindade. É assim que “Jesus” define a questão:

Esta é a beleza que você vê no meu relacionamento com Abba e Sarayu. Nós somos de fato submetidos uns aos outros, sempre fomos e sempre seremos. Papai é tão submetida a mim quanto eu a ela, ou Sarayu a mim, ou Papai a ela (pág. 129 – versão digital).

Sarayu, que personifica o Espírito Santo, diz que a hierarquia não faria sentido entre a Trindade (pág. 112). Como é que fica, então, frases como “Seja feita a vossa vontade”? Não havia uma submissão do Filho ao Pai? Jesus disse que desceu do céu para “fazer a vontade do Pai”(Jo 6.38). A Cabana não se coaduna com a Bíblia aqui.

Outro ponto que chama alguma atenção no livro é a questão da onisciência de Deus. Apesar de em alguns pontos ela ser ressaltada (págs. 81, 147, 148, 174, 192 e 206, e.g.), o livro parece bem confuso neste aspecto. Nas páginas 129-130, por exemplo, Jesus diz que “é impossível ter poder sobre o futuro, porque ele não é real, e jamais será”. Sophia, uma personagem que representa a Sabedoria de Deus (Teosofismo?) diz que Deus não pôde impedir a morte de Missy (pág. 151), e que tal tragédia “não foi nenhum plano de Papai” (pág. 152). Entretanto, mais uma vez ele se contradiz, ao afirmar que poderia ter impedido o que aconteceu a Missy (pág. 204). Os leitores mais familiarizados com as tendências teológicas pós-modernas saberão que isso se trata de Teísmo Aberto, uma doutrina que remonta ao Socinianismo do século XVI. Segundo essa ideia, o futuro não pode ser plenamente conhecido (nem mesmo por Deus!), pois depende das ações dos seres humanos (chamados de “agentes livres”). Isso inclui também as tragédias naturais (como o Tsunami, por exemplo). Se isso é verdade, como é que fica, então, a questão do Dilúvio? E de Sodoma e Gomorra? Não foi o próprio Deus quem orquestrou tudo? Não é justamente isso que Ele diz em Isaías 45.7 (“… faço a paz e crio o mal”)? William P. Young parece não acreditar muito nisso.

A verdade do Evangelho é outra questão que está em jogo em A Cabana. Como diria a máxima modernista, “tudo o que é sólido desmancha-se no ar”. Nada de certezas, convicções. Papai mesmo é quem diz a Mack que “a fé não cresce na casa da certeza” (pág. 176),Sarayu diz: “gosto demais da incerteza” (pág. 190). Em outra ocasião Papai diz a Mack: “Quem quer adorar um Deus que pode ser totalmente conhecido, hein? Não há muito mistério nisso” (págs. 85 e 86 – versão digital). E as farpas contra a igreja continuam. Jesus diz: “não crio instituições” (pág. 166). Logo em seguida, numa declaração hilariante, ele afirma categoricamente: “eu não sou cristão” (pág. 168). Aliás, para esse Jesus, o evangelho não é exclusividade. Diante do pluralismo religioso “Jesus” é bastante inclusivista. Ele mesmo diz que

Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa (pág. 168).

Realmente, para um Deus que disse que “a morte dele [de Cristo] e sua ressurreição foram a razão pela qual eu agora estou totalmente reconciliado com o mundo” (pág. 180 – itálico meu) isso não é problema. Universalismo? Imagina! “Não preciso castigar as pessoas pelos pecados” (pág. 109). “Em Jesus eu perdoei todos os humanos por seus pecados contra mim, mas só alguns escolheram relacionar-se comigo”, disse Papai (pág. 209). Que estranho, não? Todo mundo perdoado e alguns que se relacionam? Bom, se é ele quem está falando, quem sou eu para questionar? No meio de toda essa confusão Mack parecia mesmo estar totalmente perdido. Foi “barrado” inclusive de ter seu momento devocional, quando foi perguntar pelas orações, ouvindo da boca de Papai: “nada é um ritual” (pág. 194). Coitadinho do Mack! Não tinha razão em nada! Mesmo quando pensou em Jesus como referencial de vida, um exemplo a ser seguido, ouviu da boca do próprio: “minha vida não se destinava a tornar-se um exemplo a copiar” (pág. 136). E agora, José, ou melhor, Mack? Caía por terra diante de seus olhos toda a instrução apostólica para que sejamos “imitadores de Deus” (Ef 5.1; 1Pe 1.16).

Ainda não acabou. Falta o “filé mignon”. Que tal uma pitadinha de Espiritismo para temperar nossa estória? Pois é. Mack vê sua filha, Missy! Uau! Que emocionante, hein? Foi Sophia (uma médium?) quem proporcionou esse encontro (pág. 153). E tem mais. Mack reencontra o seu pai (pág. 200), que ele havia envenenado depois de ter levado uma surra que o deixou de cama por duas semanas quando ele tinha apenas 13 anos de idade. Abre parêntese. O pai de Mack era um alcoólatra que batia na esposa, e Mack contou isso a um irmão da igreja da qual seu pai era membro. Fecha parêntese. Esse era um segredo que Mack guardava a sete chaves. Realmente, ele tinha muitas feridas que precisavam ser curadas. Então, por que não fazê-lo com uma sessão espírita? Os dois se abraçaram e fizeram as pazes, com direito a beijinho na boca e tudo (pág. 201). Jesus gosta tanto dessa ideia de beijar na boca que resolve fazer o mesmo com Papai (pág. 205).

Perdoem-me aqueles que ainda não leram o livro, pois revelei muitos dos seus suspenses. Achei por bem não expor absolutamente tudo de errado que encontrei. Expus apenas aquilo que considerei necessário. É perfeitamente compreensível o fato de A Cabana encabeçar o ranking dos livros mais vendidos[4], afinal de contas as pessoas estão à procura de um “Deus” (deus!) que se ajuste às suas pretensões. O que nos preocupa, entretanto, é saber que dentre os que financiam esse tipo de heresia estão aqueles que se professam crentes em Cristo. Sei que se trata de uma ficção, mas infelizmente não é dessa forma ela tem sido encarada. Perguntado sobre o que ele quer que as pessoas concluam ao lerem A Cabana, numa entrevista, William P. Young declarou que deseja que as pessoas “saibam ou tenham a noção de que Deus é bem maior do que eles já imaginaram”[5]. Lembrando de trechos do livro, sinceramente ainda não consigo enxergar grandeza alguma no “Deus” apresentado por Young. O que vi foi uma divindade deficiente que se curva aos caprichos humanos. Continuo preferindo o Deus que se revelou nas Escrituras. Este sim é a minha Rocha!

Soli Deo Gloria!!!

Leonardo Galdino

* Artigo em jornal do Vaticano elogia ‘Os Simpsons’.

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

O “L’Osservatore Romano” desta terça-feira (22/12) parabenizou o programa pelo seu 20º aniversário, elogiando os questionamentos filosóficos do desenho e a sua visão irreverente da religião.

Sem Homer Simpson e os outros personagens de pele amarelada, “muitos hoje não saberiam rir”, diz o artigo, chamado “As virtudes de Aristóteles e o donut de Homer”.

O texto lembra que “Os Simpsons” – a animação há mais tempo no ar na TV norte-americana – abriram espaço para desenhos voltados a uma audiência adulta.

O programa é baseado em “textos inteligente e realistas”, continua o artigo, dizendo ainda que ele pode ser criticado pela “linguagem excessivamente rude, pela violência de certos episódios e por algumas escolhas radicais por parte dos roteiristas”.

Teologia

A religião, dos sermões soporíferos do Reverendo Lovejoy às conversas cara-a-cara de Homer com Deus, aparece com tanta frequência no desenho que seria possível criar uma “teologia simpsoniana”, segundo o texto.



A confusão religiosa de Homer seria “um espelho da indiferença e das necessidades que o homem moderno sente em relação à fé”, complementa o artigo.

O texto comenta também vários episódios do programa relacionados à religião, incluindo um em que Homer pede por intervenção divina gritando que “eu não sou normalmente um homem religioso, mas se você estiver aí em cima, me salve, Superman!”.

“Homer encontra Deus em seu último refúgio, apesar de às vezes errar o Seu nome sensacionalmente”, conclui o “L’Osservatore”. “Mas esses são apenas pequenos enganos, afinal, os dois conhecem muito bem um ao outro”.

***

O artigo não está dando uma aprovação irrestrita à série mas cita aspectos positivos do progama, sem deixar de fazer suas ressalvas.

Fica sempre a atitude permanente de atenção aos programas televisivos sob a ótica da fé.

* Mães inglesas combatem “ditadura do rosa” imposta às meninas.

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Duas mães inglesas declararam guerra ao que chamam de “rosificação” –a onipresença da cor rosa no universo das meninas–, um fenômeno relativamente recente que vai além da cor e que, segundo elas, limita as aspirações das pequenas

Emma e Abi Moore, duas irmãs gêmeas de 38 anos, lançaram a campanha no blog PinkStinks (Rosa é uma droga) em 2008 para desafiar a cultura do rosa baseada na beleza, em detrimento da inteligência, que é imposta às meninas praticamente desde o berço.

“Queremos abrir os olhos das pessoas para o que está se passando no marketing dirigido às crianças”, explica Emma Moore, que critica duramente a tendência rósea que vai da moda até os brinquedos. “Queremos que as meninas saibam que podem ser tudo que quiserem ser, independente dos que os fabricantes queiram vender para elas.”

As empresas investem 100 bilhões de libras (US$ 160 bilhões) anuais apenas no Reino Unido em publicidade para conquistar o lucrativo mercado das crianças, ávidos consumidores futuros, segundo um estudo governamental publicado na semana passada.

Basta entrar em qualquer loja de brinquedos para perceber a monocromia que reina nas seções para meninas. O rosa não é apenas a cor das bonecas e fantasias de princesa, mas também das bicicletas, telefones e até mesmo brinquedos até então unissex.

“Isso nem sempre foi assim. Nos anos 70, quando crescemos, o Lego era apenas o Lego, com todas as cores”, afirma Emma. “Agora o Lego para as meninas é rosa e tudo gira em torno de cavalos alados e fadas. Isso não é natural.”

Também existem versões cor de rosa do jogo de palavras Scrabble, com a palavra “fashion” (moda) formada na tampa da caixa, e do Monopoly (Banco Imobiliário), onde as casas e hotéis foram substituídos por lojas e shopping centers.

Segundo as militantes, até pelo menos a Primeira Guerra Mundial o rosa era a tonalidade dos meninos, enquanto o azul claro era considerado mais apropriado para as meninas. Para elas, a “rosificação” extrapola a cor.

Os brinquedos para as meninas reproduzem em sua maioria atividades consideradas femininas, como o cuidado de bebês, a limpeza da casa e cuidados com a beleza, o que incute nelas cada vez mais a atual “obsessão pela imagem”.

“Muitos desses produtos parecem bastante inofensivos, mas se somam a essa cultura de celebridade, fama e riqueza, que está danificando as aspirações das meninas sobre o que podem ser”, assinala Emma.

A campanha, que conta com milhares de seguidores no Facebook, gerou polêmica no Reino Unido, onde um jornal classificou as irmãs Moore de “feministas severas e sem senso de humor”.

* 71,4% dos adolescentes brasileiros entre 13 e 15 anos já bebeu álcool.

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE  aponta que sete em cada dez adolescentes entre 13 e 15 anos já experimentou pelo menos uma vez bebidas alcoólicas, sendo que 22,1% deles já havia se embriagado.

Os dados constam na Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar, que ouviu adolescentes que cursam o 9º ano do Ensino Fundamental (antiga oitava série) em todas as capitais e no Distrito Federal.

Segundo o estudo, Curitiba foi a capital onde maior percentual de adolescentes (80,7%) declarou ter experimentado bebidas alcoólicas, enquanto a capital onde menos estudantes tinham tomado bebidas foi Macapá (55,1%).

Entre os adolescentes entrevistados, a maior freqüência de consumo de álcool foi registrada entre meninas (73,1%), embora o consumo entre os adolescentes do sexo masculino tambémfosse quase tão elevado quanto (69,5%).

As festas foram os lugares onde a maioria (36,6%) destes jovens declarou ter consumido álcool. Outros 19,3% afirmaram ter adquirido bebidas em mercados, lojas ou bares e outros 15,8% disseram ter adquirido com amigos.

A pesquisa também aponta que 8,7% dos estudantes declararam já ter usado alguma droga ilícita, como maconha, cocaína, crack e cola.

O maior percentual de jovens que declararam ter usado drogas foi registrado em Curitiba (13,2%) e o menor em Macapá (5,3%).

***

A pesquisa é BASTANTE INTERESSANTE.

Não existem novidades nos dados. A pesquisa, porém, permite de forma muito concreta se tocar no comportamento do jovem nesta faixa etária e dentro do universo de abrangência da pesquisa.

São dados que correspondem a um estilo particular de vida jovem que nos interessam muito.

A informação sobre o álcool é apenas uma informação da pesquisa.Tem outras..

Clique no link acima, no texto, e leia!

Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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