Artigo da ‘educação’ Categoria

* Playstation, videogames e a educação dos filhos.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Benefícios e limites são discutidos no Fiuggi Family Festival

No debate sobre os possíveis benefícios e eventuais danos que tais tecnologias podem provocar, vai-se de um extremo a outro.

As novas gerações fazem amplo uso de tecnologias como o computador, celulares e os consoles de videogame, mas as implicações destas tecnologias no que se refere ao processo educativo e ainda poço compreendido tantos pelos pais como pelos professores.Desde a primeira edição do Fiuggi Family Festival – evento anual direcionado à família, realizado no parque das Termas de Bonifácio VIII, em Fiuggi, na Itália – têm sido organizados encontros e discussões sobre o tema, e foi proposto até mesmo um concurso e uma lista de jogos recomendados.

Considerando o impacto social destas tecnologias, especialmente sobre os jovens, entrevistamos Giuseppe Romano, considerado um dos maiores especialistas italianos sobre o tema.

Giuseppe Romano, jornalista e professor de literatura junto à Universidade Católica de Milão, é vice-diretor artístico do Fiuggi Family Festival.

Dedica-se há anos ao estudo de mídias interativas e dos videogames, com a convicção de que as potencialidades, se bem desenvolvidas, são muito superiores aos riscos. É autor de diversos livros, entre os quais destaca-se L’internet, frontiera di uomini (”A Internet, fronteira dos homens”, Edizioni Lavoro, 2004). É ainda o idealizador da versão interativa em CD-ROM do livro de João Paulo II, Varcare la soglia della speranza (Mondadori 1997).

Os videogames, especialmente os consoles como o Playstation, são muito populares entre os adolescentes da nova geração, já no final da infância. Quais são os possíveis danos provocados por estas tecnologias e quais seriam os benefícios eventualmente proporcionados?

Romano: Danos e benefícios devem ser primeiramente avaliados no contexto do equilíbrio pessoal e familiar: se que está a jogar é uma criança ou adolescente, os familiares devem ajudá-lo a ater-se aos limites adequados de tempo e de temas – como se dá em qualquer atividade no seio da família.

Dito isto, penso que os jogos de videogame devem ser julgados com base na qualidade de seus conteúdos, como livros e filmes. Sem dúvida, há jogos violentos e nada educativos; mas não são todos, e não exaurem as potencialidades de um meio de comunicação e entretenimento que é, afinal, justamente um meio: são os homens a se comunicarem, não as máquinas, e estes devem assumir suas responsabilidades.

Jogar é uma atividade importante, que não é exercitada somente ao vídeo. Entre o computador, a TV e o celular, talvez passem tempo demais diante da tela; mas simplesmente aboli-la não seria possível nem benéfico. Pode-se, ao contrário, praticar e fazer praticar a higiene mental de modo positivo: por vezes, em família, assistir à televisão ou jogar videogame passa a ser a única diversão possível, na falta de uma proposta melhor – situação triste, entre pessoas que se querem bem.

Muitos pais lamentam o fato de que o uso do videogame aumenta a reatividade das crianças e dos jovens, mas de maneira compulsiva, e que reduz sua capacidade de reflexão. Isto é, diante dos estímulos adrenalínicos dos jogos, os usuários reagem com os dedos aos botões antes de pensar. Qual sua opinião a respeito?

Romano: A meu ver, em situações normais, o PC ou o videogame não induzem a deformações cognitivas, ainda que alguns estudiosos considerem que sim. Ou, ao menos, não contribuem mais do que o contexto frenético no qual estamos todos inseridos. Hoje, na Itália, seis em cada onze crianças têm celular, equipamento que hoje se tornou um microcomputador, com recursos de acesso à web e capazes de receber todo tipo de conteúdo – algo que muitos dos pais ignoram.

É preciso dar um passo atrás. Meu parecer a respeito das problemáticas associadas ao uso do videogame, e o eventual aumento nos casos de distúrbios e comportamento violento a ele associados, com frequência remetem a situações de abandono, real ou virtual, de jovens ainda em formação.

Neste contexto, sustenta-se que a maior capacidade de crianças do sexo feminino para a reflexão não dependa apenas dos caracteres ligados ao gênero, mas também do fato de que estas fazem uso menos frequente dos videogames? Concorda com esta asserção?

Romano: As meninas inteligentes sempre foram mais propensas à reflexão que suas contrapartes do sexo masculino. Alguns dos consoles são bastante populares entre o público feminino, como ocorre com o portátil Nintendo DS, que conta com jogos especificamente concebidos para meninas.

Há também a questão referente ao conteúdo dos jogos. Os mais inócuos parecem ser os jogos esportivos – futebol, automobilismo, motociclismo; muitos outros, porém, têm temáticas violentas, como lutas, pugilismo e artes marciais, ou mesmo matanças intermináveis com armas de fogo. Este jogos parecem hipnotizar os usuários, os quais, imersos num estado frenesi, têm dificuldade em interromper o jogo. O que pensa a respeito?

Romano: Para começar, é bom lembrar que os jogos são classificados em faixas etárias. A idade aconselhada é estampada na capa, e segue o sistema da classificação pan-europeu PEGI. As indicações são respeitadas e bem controladas. Entretanto, a classificação não exime os pais ou responsáveis de verificar pessoalmente o conteúdo dos jogos.

O envolvimento com o jogo não representa, em si, algo negativo, visto que o exercício da interatividade é certamente melhor que a postura passiva de assistir TV, por exemplo. Para evitar excessos, atualmente todos os consoles já contam com o recurso conhecido por parental control, um filtro que permite aos pais bloquearem o aparelho para conteúdos que considerem inadequados, ou determinar limites de tempo de jogo diário.

Menciona-se também com frequência que jogar videogames poderia provocar uma produção acentuada de endorfinas, substâncias produzidas pelo cérebro que poderiam ter os efeitos de uma droga de abuso; mas é preciso lembrar que nosso cérebro produz adrenalina e endorfinas em qualquer situação emocionante ou que envolva esforço.

Mas nem tudo parece negativo. Na edição deste ano do Fiuggi Family Festival, será premiado o jogo “Brain training” da Nintendo. Poderia explicar como funciona e quais as razões desta escolha para premiação?

Romano: O Fiuggi Family Festival se propõe a colocar os videogames a serviço da família. Valorizando o componente “family”, introduz no mercado um critério de classificação até então inédito. “Brain training” é um jogo classificado nesta categoria; trata-se de um “treina-mente” que solicita, por meio de perguntas e testes, a agilidade mental dos jogadores, sua capacidade de reflexão e intuição. Destina-se tanto aos adultos como às crianças, e, tomadas as precauções já citadas, não tem nenhuma contra-indicação.

Em segundo e terceiro lugar serão premiados respectivamente o “Wii sports” e “FIFA 2010″. Quais são os aspectos benéficos destes jogos e quais as motivações para sua premiação?

Romano: Com o “Wii sports”, e com a nova edição “Wii Sport Resort”, a Nintendo introduziu uma nova modalidade de jogo até então inédita, na qual o jogador se move fisicamente para acionar um controle sensível ao movimento, e assim atuar sobre as imagens na tela. É possível jogar tênis, golfe, boliche e outros esportes. Dadas as características deste console, jogar em grupo é não apenas possível, como também fácil. “FIFA 2010″, por sua vez, é um simulador de futebol que conta com versões para vários consoles; oferece um grau de realismo e versatilidade impressionantes. Também neste caso é possível jogar em grupo ou em modo multiplayer pela internet.

Poderia dar sugestões aos pais em sua tarefa de selecionar jogos e programas adequados para seus filhos?

Romano: A lista de 15 jogos que classificamos como “family”, disponível no site www.fiuggifamilyfestival.org pode ser um bom começo.

Em todo caso, sugiro não proibir o uso do console, mas de escolher ao lado dos filhos os jogos mais adequados, explorando e avaliando com eles. Considero que a família deva assumir a tarefa de selecionar os conteúdos de modo a orientar o mercado de forma positiva. É difícil, mas é o único meio possível. Considerar os jogos de videogame não como simples brinquedos ou produtos comerciais, mas como trabalhos criativos e propositivos, tanto para o bem como para o mal, pode ajudar a promover uma tendência que torne os jogos não apenas cada vez mais bonitos, mas também mais adequados em termos de proposta e conteúdo.

* Só as universidades católicas que conservam sua identidade têm futuro, diz autoridade vaticana.

quinta-feira, agosto 19th, 2010
Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica

No contexto do 20° aniversário da exortação apostólica Ex-Corde Ecclesiae sobre as universidades católicas, o Prefeito da Congregação para a Educação Católica, Cardeal Zenon Grocholewski, assinalou que só “a universidade católica que conserve sua identidade terá um futuro e contribuirá com o bem da sociedade”. Se a identidade católica se perde na universidade, esta se converterá em uma casa de estudos como qualquer outra.

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, que encabeça o grupo ACI do qual ACI Digital faz parte, para falar sobre este “documento estupendo que proporciona o espírito à universidade católica” e que regula estes centros de estudos em todo mundo, o Cardeal se referiu às duas importantes razões que levaram João  paulo IIa escrevê-la e apresentá-la em 15 de agosto de 1990: A primeira, disse, era a importância que dava à universidade católica à qual o Papa peregrino dedica um parágrafo especial ao final do texto sobre o testemunho católico.

A segunda, comentou, era que João Paulo II considerava necessário gerar uma legislação que estabelecesse a missão das universidades católicas, assim como o contorno jurídico para sua criação.

Depois de assinalar que desde que a Ex-Corde Ecclesiae saiu à luz, 250 universidades foram criadas em todo o mundo com a determinação de permanecer nesta identidade, o Cardeal recordou que um teólogo que ensina em uma casa de estudos católica deve ter as coisas claras.

“Para ser teólogo a pessoa deve acreditar nas Sagradas Escrituras e na Tradição, e deve estar unido ao Magistério da Igreja. É arriscado que uma pessoa queira ser mais importante que este Magistério da Igreja”, precisou.

Logo depois de recordar a exortação apostólica “segue vigente atualmente em todo lugar”, o Cardeal alertou que “se uma universidade católica perde sua identidade, se converte em algo similar a outras universidades, ela se faz então virtualmente menos significativa e isso é um grande desafio, ou um grande problema”.

Ao comentar que ele recebeu distintas queixas e reclamações de pessoas que estudam em universidades católicas por receber conteúdos e ensinamentos que não estão de acordo com os ensinamentos da Igreja qualificando este tipo de centros de estudos de “hipócritas e mentirosos”, o Cardeal vaticano indicou que elas “têm razão e o mesmo se aplica para as escolas católicas”.

“A Ex-Corde Ecclesiae não exige uma ‘grande reforma’, o documento é atual, é uma aproximação muito realista e em si mesmo tem um grande dinamismo para fazer da universidade católica algo muito importante hoje em dia… quando se vive um relativismo cultural e moral que gera muito dano”, disse.

“O que se necessita no contexto moderno de permissivismo e relativismo é que a universidade católica defenda a verdade, a verdade objetiva”, acrescentou.

Seguidamente explicou que as universidades católicas não se devem comparar umas às outras, mas procurar no documento o contexto para seu desenvolvimento porque “ali se ressalta o ideal da universidade católica, e acredito que estudar o texto é muito mais produtivo” que olhar para as “distintas realidades” ou outras universidades para ter uma guia.

Ao ser perguntado sobre a perspectiva do Papa sobre a educação católica atual, o Cardeal Grocholewski disse que ele é “um grande entusiasta da universidade católica. Ele praticamente se alegra quando a universidade católica progride e preserva sua identidade” e destacou que o Pontífice sempre o alenta a “lutar pelo futuro das universidades católicas”.

* Super-heróis de hoje têm influência negativa em meninos, diz estudo.

quarta-feira, agosto 18th, 2010

Para pesquisadora, heróis atuais promovem estereótipo violento e de “machão”

Um estudo apresentado em uma conferência de psicologia nos Estados Unidos afirma que os super-heróis de filmes da atualidade influenciam negativamente os meninos. Segundo a pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana de Psicologia, esses super-heróis promovem um estereótipo violento e de “machão”.

Eles seriam diferentes dos de antigamente, pois não apresentariam um lado mais vulnerável e humano. O estudo afirma que a única figura masculina alternativa de super-herói da atualidade é a do “preguiçoso”, que evita assumir responsabilidades.

Super-homem e Homem de Ferro

A pesquisadora Sharon Lamb, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, fez um estudo com 674 meninos de quatro a 18 anos de idade para descobrir o que eles veem na TV e no cinema. Com sua equipe, ela analisou o impacto que os principais modelos de comportamento masculinos têm nos garotos. “Há uma grande diferença entre os super-heróis de hoje e os heróis de gibis do passado”, afirma Lamb.

A pesquisadora diz que, nos personagens do passado, os meninos podiam perceber que – sem roupa de super-herói – eles eram “pessoas normais com problemas normais e muitas fraquezas”. Seria o caso do Super-Homem e o Lanterna Verde, que têm identidades secretas, com carreiras e que, segundo a pesquisadora, foram criados como reação ao fascismo e para lutar por justiça social.

“O super-herói de hoje é como um herói de ação que pratica violência sem parar. Ele é agressivo, sarcástico e raramente fala sobre as virtudes de se fazer o bem para a humanidade”, disse Lamb, segundo artigo no jornal britânico The Guardian.

“Esses homens, como é o caso do Homem de Ferro, exploram as mulheres, exibem joias e demonstram sua masculinidade com armas poderosas”, afirmou, se referindo a um herói que foi sucesso de bilheteria com um filme neste ano. Apesar de ter surgido nos quadrinhos em 1963, o Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr. no cinema corresponderia ao perfil descrito pela cientista.

Preguiçoso

A alternativa a esse super-herói agressivo da atualidade seria o preguiçoso. “Preguiçosos são engraçados, mas preguiçosos não são o que os meninos deveriam querer ser. Eles não gostam da escola e evitam responsabilidades”, afirma Lamb. Um outro estudo, da Universidade do Arizona, também apresentado na conferência, afirma que a capacidade dos meninos de evitarem estereótipos masculinos diminui quando eles entram na adolescência.

Segundo o professor Carlos Santos, que fez a pesquisa com 426 meninos, “ajudar os meninos a resistir a esse tipo de comportamento o mais cedo possível parece ser um passo vital para se melhorar a saúde e qualidade das suas relações sociais.”

* Você pede a “bênção” a seus pais?

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Felipe de Aquino.

Quando eu era criança, estava acostumado a pedir a bênção aos meus pais – a qualquer hora que saísse ou chegasse em casa -, naquele apressado “Bença, pai!”, “Bença, mãe!”, tão apressado que quase não ouvia a resposta. Todos nós, quando crianças, estávamos tão acostumados a pedir a bênção dos pais que, quando saíamos sem ela, parecia-nos que faltava algo à nossa segurança ou ao sucesso de nossos planos… Ao menos quatro vezes por dia eu e meus oito irmãos pedíamos a bênção a nossos pais: ao acordar, ao irmos para a escola, ao voltar da escola, e ao se deitar.

Hoje, passados os anos, tenho profunda consciência da importância da bênção dos pais na vida dos filhos. É a Sagrada Escritura que nos alerta da necessidade dessa bênção. Toda a Bíblia está repleta de passagens indicando a importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos. Os pais são os cooperadores de Deus na criação dos filhos e, dessa forma, são também um canal aberto para que a bênção divina chegue aos filhos.

O livro do Deuteronômio registra o quarto mandamento: “Honra teu pai e tua mãe, como te mandou o Senhor, para que se prolonguem teus dias e prosperes na terra que te deu o Senhor teu Deus” (Dt 5,16). Desta forma, Deus promete vida longa e prosperidade àqueles que honram os pais. São Paulo disse que esse é “o primeiro mandamento acompanhado de uma promessa de Deus” ( Ef 6,2).

Os livros dos Provérbios e do Eclesiástico estão cheios de versículos que trazem a marca da presença dos pais. Eis um deles: “A bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (Eclo 3,11). Esse versículo mostra que a bênção dos pais (e também a maldição!) não é simplesmente uma tradição do passado ou mera formalidade social. Muito mais do que isso, a Escritura nos assegura que a bênção dos pais é algo eficaz e real, isto é, um meio que Deus escolheu para agraciar os filhos. Deus quis outorgar aos pais o direito e o poder de fazer a Sua bênção chegar aos filhos. É a forma que Deus usou para deixar clara a importância dos pais. Analisemos estas passagens marcantes:

“Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos. Pois Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles.
Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro. Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração. Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua paciência, a fim de que ele te dê sua bênção, e que esta permaneça em ti até o teu último dia. Pois um homem adquire glória com a honra de seu pai, e um pai sem honra é a vergonha do filho. Como é infame aquele que abandona seu pai, como é amaldiçoado por Deus aquele que irrita sua mãe!” (Eclo 3, 2-3.5-6.9-10.13.18)

Todos esses versículos do capítulo 3 do Eclesiástico mostram claramente a grande importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos e, de modo especial, à bênção paterna e materna. Infelizmente, muitos pais parece que já não sentem a prerrogativa que Deus lhes deu para educar, formar e abençoar os filhos. Muito já não acreditam no poder da bênção paterna e nem mesmo ensinam os filhos a pedi-la.

Os pais têm uma missão sagrada na terra, pois deles dependem a geração e a educação dos filhos de Deus. Eles são os primeiros mensageiros de Deus na vida dos filhos, sobre os quais têm o poder de atrair as dádivas de Deus. Não importa qual seja a idade do filho, ele sempre deve pedir a bênção de seus pais. E também não importa se o velho pai é um doutor ou um analfabeto, o filho não deve perder a oportunidade de ser abençoado por ele, se possível todos os dias, mesmo já adulto.

Se você ainda tem seus pais (ou apenas um deles) não perca a oportunidade que Deus lhe dá de beijar-lhes as mãos e pedir-lhes a bênção, para que Deus abençoe você, guiando seus passos e protegendo sua vida. Importa jamais nos esquecermos de que enquanto “a bênção paterna fortalece a casa de seus filhos, a maldição de uma mãe a arrasa até os alicerces” (Eclo 3,11).

* Abençoados sejam nossos pais.

segunda-feira, agosto 9th, 2010

+ Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Neste segundo domingo de agosto comemoramos o Dia dos Pais, mesmo sabendo que todos os dias devem ser dedicados aos pais e à valorização do ingente papel paterno na família, constituída pelo casamento do homem com a mulher, dentro da convocação da Igreja, para terem filhos e os educarem na fé. Na comunidade família, o pai é chamado a viver o seu dom. Por isso mesmo recordamos que nesse mesmo domingo rezamos pela vocação matrimonial e iniciamos a Semana Nacional da Família.


A paternidade começa no compromisso de vida do marido para com sua esposa, baseando-se no amor desinteressado e generoso. Descobrir a beleza de colaborar no plano da criação e se responsabilizar pelo futuro é por demais belo para que não contemplemos essa bonita missão recebida de Deus!

Os filhos e filhas devem ter a oportunidade de reconhecer no pai a presença do amor, da escuta e do apoio oportuno para o seu crescimento, para se tornarem pessoas que experimentem o amor e vivam com equilíbrio a vida humana e com conhecimento dos seus direitos e responsabilidades. Também receberão o apoio para alcançar a auto-estima, a autêntica autonomia e independência para compartilhar e celebrar os seus sucessos, e dar conforto quando confrontado com o fracasso.

Os pais não serão julgados pelo valor dos bens materiais que eles possam ou devam proporcionar a seus filhos: o que realmente importa é a forma como o Pai orienta seus filhos para Jesus Cristo e qual o papel de modelo de fidelidade de valores ele realmente apresenta no seio de sua família. Neste sentido, o pai é chamado a assegurar o desenvolvimento harmonioso e de união entre todos os membros da sua família e partilha com a esposa a formação dos filhos.

Porém compartilhamos também as angústias de muitos pais, que hoje, frente às frustrações da procura por emprego, ou de desejo de dar o melhor pela sua família, sem poder fazê-lo olham com preocupação a vida de sua família e o futuro de seus filhos. Aqui temos a necessidade de uma sociedade mais justa e solidária que devemos construir com a nossa participação.

Deus é a fonte da vida e do amor em que a família vive no mundo de hoje. O Papa Paulo VI já nos recordava na Encíclica Humanae Vitae que o casamento “não é efeito do acaso ou do produto da evolução de forças naturais inconscientes: é uma instituição sapiente do Criador para realizar na humanidade o seu desígnio de amor” (HV 8).

Daí que na missão de pai este é convidado a frutificar e ter a vida ao máximo, exercendo sua função específica biológica e psicológica no contexto da família. Mais do que nunca hoje notamos a necessidade desse equilíbrio familiar e o papel do Pai na formação humana de seus filhos. Não se pode abdicar dessa obrigação fundamental da célula da sociedade que é a família e a missão que esta tem no presente e futuro da sociedade. Para os cristãos isso se reveste de uma vocação e conta com a graça de Deus para que possa corresponder ao chamado de Deus para bem desempenhá-la.

Em resumo poderíamos dizer que a missão do Pai é uma vocação, em última instância, do próprio matrimônio. Este significa uma união de pessoa com todos os seus valores, e tudo o que deve representar a medida de sua própria dignidade. Todo homem e toda mulher devem doar-se mutuamente em dom sincero de si, através das expressões de sua masculinidade e de feminilidade, o que transpassará certamente para o seu relacionamento com os filhos que virão de sua união.

A família é desafiada com variados problemas urgentes e inúmeros ataques e crises que são, na verdade, provocados pelas tendências de uma sociedade em mudança. Portanto, é importante lembrar que os cônjuges têm uma importante missão na educação dos seus filhos, passando-lhes valores e nobres ideais.

Neste contexto, surge o conceito de Pai como serviço no amor, conforme nos recorda o Papa Paulo VI: “na tarefa de transmitir a vida, os pais não são livres para procederem à vontade, como se pudessem determinar de forma totalmente autônoma as vias honestas a seguir, mas devem conformar a sua atividade de acordo com a intenção criadora de Deus, expressa na própria natureza do matrimônio e de seus atos”.

A criança não pode exercer certas fases de sua maturidade psicológica sem a ajuda paterna, que a ajuda a ousar e a enfrentar as adversidades da vida. O pai educa principalmente pela sua conduta pessoal, que consigo também carrega os variados aspectos da sua própria identidade. Os filhos e também filhas olham para a figura paterna muito mais do que apenas uma extensão de seus conhecimentos limitados. Olham para seus gestos, suas expressões e para o seu testemunho. Procuram neste um valor e um sentido de suas vidas, que encontrarão, certamente, na realidade das coisas, na vida que se apresentará diante deles, um dia.

Em suma, a paternidade é um “link” para as consciências dos filhos, que os orienta na condução moral e nos princípios éticos de suas existências.

Rogamos hoje a São José, como modelo de pai, que abraçou por inteiro as suas responsabilidades e que ressalta sempre em nós a sua firmeza e sua perseverança, confiando sempre em Deus. Imagens de São José com frequência o retratam segurando uma régua de carpinteiro, mas que podem muito bem simbolizar não só o seu ofício, mas também a sua capacidade de governar e medir as suas posições como homem de família e como pessoa de fé.

São Bento, grande mestre da espiritualidade, diz que o abade de um mosteiro tem que mostrar a atitude dura de um mestre e a ternura de um pai. O mesmo deveria se aplicar aos pais de família. Devem ser tanto carinhosos com seus filhos, enquanto agem com firmeza em sua educação.

Auguro que os pais de nossa Arquidiocese e do Brasil possam transmitir as verdades da nossa fé católica aos seus filhos e dar um bonito testemunho de discipulado e missionariedade, para que a sua família, rezando e celebrando unidos a sua fé, seja a autêntica Igreja doméstica, parcela da Igreja de Cristo.

Que Deus abençoe todos os pais!

* CNBB contesta ação que pede a revisão do ensino religioso em escolas.

segunda-feira, agosto 9th, 2010

Folha de S. Paulo

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) defendeu o ensino religioso nas escolas públicas de forma “confessional plural” -ou seja, ligado a uma crença religiosa, mas abordando outras religiões- e disse que ele é constitucional.

Para d. Filippo Santoro, coordenador da Pastoral do Ensino da CNBB no Rio de Janeiro, o método confessional plural “admite todos os credos reconhecidos”.

O tema voltou à pauta depois que a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, entrou com uma ação direta de Inconstitucionalide pedindo que o ensino religioso confessional e os professores representantes de qualquer religião sejam proibidos em escolas públicas.

A ação ainda não tem data para ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal.

Na ação, a vice-procuradora alega que, como o Estado brasileiro é laico, as aulas deveriam expor doutrinas, práticas, história e dimensões sociais das diferentes religiões – e do ateísmo.

Cada Estado tem autonomia para definir seus currículos, mas o ensino religioso é necessariamente facultativo. Rio de Janeiro e Bahia são os únicos a adotar em suas leis posição igual à da CNBB.

Para a doutora em psicologia escolar Luciana Valore, quando se mantém a neutralidade diante de todas as posições religiosas, a aula é positiva para o aluno.

Já a doutora em educação Iraíde Barreiro acha que a escola não deve ensinar religião. “A escola acaba enfatizando a questão religiosa ou moral”, afirma.

* “Geração N”: estamos criando jovens despreparados para a vida?

terça-feira, julho 6th, 2010

Clarissa Passos, iG São Paulo

Geração N: jovens que acham que não precisam se esforçar para nada

Rob Asghar, ensaísta e articulista norte-americano, aponta em um artigo recente no  Huffington Post o surgimento do que ele chama de “geração N”, formada por jovens narcisistas. Para ele, os pais norte-americanos, atormentados pela culpa por trabalhar muito ou por optar pelo divórcio, estão criando filhos sem limite algum. Inseguros, eles temem que o filho não goste deles, cedem a qualquer pedido das crianças e celebram toda e qualquer “conquista” do filho – até uma formatura de pré-escola.

O resultado é uma geração que se sente no direito de tudo, sem precisar trabalhar duro por nada. Rob cita uma pesquisa desenvolvida em conjunto pela San Diego State University e pela University of South Alabama, que concluiu que o narcisismo dos jovens norte-americanos cresceu nos últimos 15 anos – e que os Estados Unidos podem passar por problemas sociais quando estes jovens chegarem à idade adulta e assumirem cargos de poder.

O estudo, que envolveu dezenas de milhares de jovens universitários, detectou traços de “auto-respeito exagerado” e de um “infundado senso de merecimento”. Alguns pesquisadores chegaram a afirmar que a crise econômica mundial recente, desengatilhada por decisões de alto risco, já seja um resultado do narcisismo da geração.

Para Maria Irene Maluf, especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial, esse cenário é comum aqui no Brasil também. Os pais que temem perder o amor dos filhos representam uma inversão absoluta de papéis. “Na minha época – eu tenho 57 anos e minha filha, 32 – eram os filhos que temiam perder o amor dos pais”, contrapõe. Hoje, este temor influencia até na transmissão de valores.

Oprimidos pela culpa ou afundados no próprio narcisismo, os pais temem colocar limites em seus filhos e criam crianças que serão eternamente dependentes deles. Sem parâmetros claros, as crianças crescem sem valores: não sabem respeitar os pais, pois nunca ouviram uma repreensão simples como “enquanto uma pessoa fala, a outra escuta”. Se alimentam mal e só comem quando querem, pois jamais os pais foram firmes e exigiram que ela se sentasse à mesa durante uma refeição. “Limite é a ética em ação”, explica Maria Irene. “Pais e mães narcísicos criam fracos”, resume.

Idade da influência

O psicólogo Caio Feijó, autor de “Pais Competentes, Filhos Brilhantes” (editora Novo Século), ressalta a importância do papel de pais e mães nas expectativas e na autoimagem da criança – e alerta que esse poder é limitado pelo tempo. “Os pais só têm uma influência grande sobre os filhos até antes da puberdade, por volta dos 10 ou 11 anos. Depois disso, vem o resultado”, diz.

“Dependendo de como os pais conduzem essa influência, eles criarão expectativas nos filhos sobre o que eles podem ou não alcançar”, continua. E o estímulo em excesso pode prejudicar tanto quanto chamar seu filho de “burro” ou de “inútil”, especialmente quando este estímulo indica uma projeção – por exemplo, aquele pai que é dentista e sempre comenta que o filho “vai ser um dentista genial, igual ao papai”, ou aquela mãe que sempre quis ser bailarina, mas não pôde estudar quando pequena, então matricula a filha em aulas diárias da dança, ainda que a menina não mostre o menor talento ou interesse pelas sapatilhas. “A superproteção traz consequências tão graves quanto o abandono”, finaliza.

Características da ”Geração N”:

- Não têm noção de limite
- Acham que são merecedores de tudo
- Não sabem se esforçar para conseguir algo
- Não sabem como agir em situações adversas
- São criados por pais narcisistas, que competem entre si
- Não respeitam os outros

* Página Web do Governo catalão, Espanha, promove permissividade sexual entre jovens.

quinta-feira, junho 24th, 2010

A Delegação Diocesana de Pastoral Familiar do Arcebispado de Barcelona criticou o lançamento de uma Página Web oficial da ‘Generalitat’ (governo local) da Catalunha que promove a permissividade sexual entre os jovens.

A Delegação denunciou que a página Web “Sexo jovens” no domínio “gencat”, elaborada pelo Departamento de Saúde da ‘Generalitat’ da Catalunha e o Instituto Catalão da Saúde, “aplica, virtualmente sem nenhuma limitação, o critério da permissividade total no âmbito da sexualidade e do casal, erigindo-se em direito que qualquer um pode exigir aos educadores ou à sociedade”.

Segundo o grupo, a página em questão “para evitar uma visão negativa da sexualidade acaba permitindo e inclusive promovendo todo tipo de experiências, como se a permissividade total fosse a garantia de validez ética, de saúde psíquica e de realização pessoal”.

A Delegação adverte que “os tabus e as repressões não se superam aceitando qualquer tipo de experiências, porque estas terminam danificando o outro ou a nós mesmos. Só a busca sincera de ser fiel aos valores morais pode ajudar a fazer crescer a pessoa e oferecer-lhe uma verdadeira realização pessoal.

A verdadeira vida ética consiste em submeter e orientar as próprias tendências biológicas, também as sexuais, ao amor autêntico, amadurecido e sincero, à pessoa do outro, ao serviço respeitoso da nova vida que pode aparecer na relação sexual”.

“O corpo não é um brinquedo, não tem como finalidade ser uma caixa de ressonância para conseguir o máximo prazer. Outros não são objetos para conseguir relações efêmeras e sem valor em função de interesses primários pessoais, como apresenta a página ‘sexo jovens’”.

“Desde nossa posição cristã podemos contribuir uma nova visão: as relações sexuais têm maior valor quando se reconhece que deve ser fruto de uma doação pessoal, doação de amor total, e que significam um compromisso fiel, responsável e definitivo, como pertence a dignidade do ser humano. Afirmamos também que a vida é sagrada e inviolável e que merece todo o respeito e amparo desde o primeiro momento até o último”, acrescenta.

ACI

* A Escola Católica em um país rigidamente muçulmano.

quinta-feira, junho 24th, 2010
Entrevista com Dom Henri Teissier, arcebispo emérito de Argel

Há países em que a amizade entre cristãos e muçulmanos pode nascer já nas carteiras das escolas. Este é o caso da Argélia, narrado por Dom Henri Teissier, que exerceu o cargo de arcebispo de Argel de 1998 a 2008.

Apóstolo da amizade em terras muçulmanas, Dom Teissier é testemunha por excelência da história deste Estado do Magreb. Ordenado pela diocese de Argel em 1955, o prelado, originário de Lion, na França, viveu na própria pele o capítulo obscuro da Guerra de Independência Argelina bem como os de seus primeiros anos de república, transpassada por intrigas político-militares que levaram muitos a abraçar a causa fundamentalista, precipitando o jovem país em uma brutal guerra civil.

Presente no encontro anual do comitê científico da Fundação Oasis – criada em 2004 pelo Patriarca de Veneza, cardeal Angelo Scola -, que se desenvolveu nos dias 21 e 22 de junho, em Jounieh, próximo à capital libanesa, o prelado concedeu uma breve entrevista na qual dedicou algumas reflexões sobre o tema dos trabalhos desenvolvidos nestes dois dias: “A Educação entre fé e cultura. Experiências cristãs e muçulmanas em diálogo”.

Quais as reflexões suscitadas pelo tema deste encontro?

Dom Henri Teissier: Tivemos a oportunidade de visitar a escola mantida pelas irmãs de Baalbek, que conta com mil alunos, dos quais 100 são cristãos e 900, muçulmanos. Contam ainda com 70 professores, 5 deles cristãos e os demais muçulmanos. Este é um claro exemplo do nosso comprometimento, no âmbito educacional, na colaboração que envolve diferenças de fé e de cultura, pois há, entre estes estudantes, crianças cristãs, sunitas e xiitas. Cada um destes grupos tem suas próprias referências religiosas e tradições.

Qual é a situação das escolas católicas na Argélia?

Dom Henri Teissier: Tivemos escolas que desempenharam um papel importante nas relações entre cristãos e muçulmanos, especialmente as escolas dos Padres Brancos e das Irmãs Brancas. A partir da independência do país, em 1962, todas as nossas escolas foram nacionalizadas. Ao final dos anos 70, contávamos com 45 mil alunos, e muitos pais ainda se lembram com emoção do que ocorreu com nossas instituições de ensino; estas foram, de fato, nacionalizadas, mas hoje temos outros tipos de colaborações no âmbito educacional.

Há hoje na Argélia uma divisão entre muçulmanos abertos ao diálogo e aqueles que o rejeitam?

Dom Henri Teissier: Naturalmente, há diferentes correntes, mas, no que se refere à educação, darei um exemplo: temos um revista, dedicada ao público feminino, já com 22 anos de existência, criada em conjunto por mulheres cristãs e muçulmanas que trabalham juntas na redação, distribuída pela Cruz Vermelha da Argélia. Um fato como este demonstra que, nesta terra, há confiança suficiente para que seja possível articular ações de formação de meninas e mulheres em nível nacional.

Quais são suas reflexões a respeito do Instrumentum laboris para o próximo Sínodo especial para o Oriente Médio?

Dom Henri Teissier: No norte da África, acolhemos com grande alegria a notícia de que o Santo Padre havia decidido nos reunir. Já havíamos participado do Sínodo africano, em outubro passado. Tratava-se do segundo Sínodo para a África, e conhecíamos todos os temas comuns com as Igrejas da África Subsaariana. Pareceu-me apropriado que a Igreja buscasse também avaliar os problemas específicos vividos pelos cristãos no mundo árabe, a começar pelo Oriente Médio. E também nós, cristãos do Magreb, fomos convidados a participar.

* Aulas de Religião tem um “alto índice” de aceitação na Laicista Espanha.

terça-feira, maio 25th, 2010

As aulas de Religião (que não são obrigatórias neste país europeu) têm um “alto índice” de aceitação com 74 por cento do alunado na Espanha, que cada ano “escolhe voluntariamente” inscrever-se nas aulas, segundo o estudo ‘Protagonistas da aula de Religião’, que foi apresentado hoje na sede do Círculo de Belas artes.

Na apresentação participaram o autor do relatório e diretor da Revista ‘Religião e Escola’, Carlos Esteban; o diretor da Fundação SM, Leoncio Fernández e a coordenadora do relatório, Eva Pérez.

Assim, os dados recolhidos revelam que 74,1 por cento dos alunos pesquisados em centros públicos, 73 por cento de centros privados e 99,5 por cento dos centros religiosos, escolhem a classe de religião, enquanto que 47,9 por cento total dos alunos diz que está matriculado nas classes de Religião porque eles mesmos escolheram e a outra metade está porque sua familia os inscreveu sem consultá-los.

Os dados relativos aos professores de Religião revelam que a maioria são leigos e cristãos (97,6%). Com respeito à sua formação, o relatório assinala que todos os professores possuem títulos universitários e o 67,5% dos professores de Religião de Secundária contam ademais com uma segunda especialização.

Além disso 80,8 por cento tem a graduação da própria Igreja (Declaração Eclesiástica de Competência Acadêmica, DIGA), sendo esta porcentagem mais elevada no ensino médio e chegando quase à totalidade no ensino público.

Aborto, eutanásia e homossexualidade

Outro dos pontos abordados por Carlos Esteban foi a opinião dos alunos sobre temas como o aborto, a eutanásia e a homossexualidade. Nesse sentido se ressaltou que nestas perguntas não foram consultados os alunos do primário, só os do ensino médio.

Assim, 45,1 por cento declarou estar em desacordo com a afirmação, ‘o aborto não tem justificação’, partilhada por 27,87 por cento dos alunos. Outros 47 por cento dissente da idéia que ‘a eutanásia não pode ser justificada’, ante 21,4 por cento que a compartilha.

Em matéria da homossexualidade 59,7 por cento dos alunos considera que não é nenhum problema, frente a 20,3 por cento dos alunos que não compartilha essa idéia. “Se compararmos estes dados com os do estudo sociológico da Comissão Episcopal de Ensino de 1998, comprovaremos uma notável mudança no estado de opinião dos alunos, naquele então havia 58% por cento que pensava que nunca poderia justificar a homossexualidade enquanto 20,1 por cento a justificava. Virtualmente se inverteram as cifras”.

Finalmente, Esteban sublinhou que a educação religiosa não representa nenhum problema pedagógico para uma sociedade verdadeiramente democrática. “Os dados confirmam que os protagonistas têm um alto índice de satisfação, suficiente para poder desterrar dos meios de comunicação o conceito que relaciona a classe de Religião a um problema”.

ACI

* Escolas Católicas podem acolher e matricular filhos de “casais” Gays?

sexta-feira, maio 14th, 2010

A Arquidiocese de Boston, nos Estados Unidos, não proíbe que os filhos de pais do mesmo sexo participem das escolas católicas, e suas autoridades ofereceram ajuda para que uma criança que teve sua matrícula recusada em uma escola elementar porque seus responsáveis eram lésbicas possa se matricular em outra escola arquidiocesana, afirmou uma declaração divulgada no final desta quinta-feira.

A reportagem é de Tom Roberts, publicada no sítio National Catholic Reporter, 23-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Acreditamos que os pais que desejam enviar seus filhos a uma escola católica devem ter a oportunidade de buscar esse sonho”, disse said Mary Grassa O’Neill, secretária para a edução e superintendente das escolas da arquidiocese. “Nossas escolas acolhem as crianças baseadas na compreensão de seus pais de que os ensinamentos da Igreja são um componente importante do currículo e fazem parte da experiência educacional dos estudantes”.

“A arquidiocese não proíbe que filhos de casais do mesmo sexo participem de escolas católicas”, continua sua declaração. “Vamos trabalhar nas próximas semanas para desenvolver uma política que elimine quaisquer mal entendidos no futuro”.

A declaração é uma resposta a uma controvérsia que surgiu quando a agência Associated Press divulgou que um menino de oito anos teve sua matrícula negada na St. Paul School, em Hingham, Massachusetts, depois que o pároco, Pe. James Rafferty, ficou sabendo que os responsáveis do menino eram lésbicas.

A superintendente disse ter se reunido com o pároco e o diretor “para saber mais a respeito da decisão” e ter “contatado os responsáveis do estudante e manifestado minha preocupação pelo bem estar da criança. Eu lhes ofereci ajuda para matricular seu filho em outra escola católica da arquidiocese”.

O’Neill disse que a mãe “era gentil e compreensiva” e que “indicou que avaliaria a oferta de outras escolas católicas que poderiam acolher seu filho no próximo ano acadêmico”.

O incidente é semelhante a um caso de Boulder, Colorado, onde um pároco se recusou a admitir uma criança à pré-escola depois de saber que seus responsáveis eram lésbicas, mas a resposta das autoridades de Boston foi um pouco diferente. Em Denver, não houve hesitação por parte do arcebispo Charles Chaput, que defendeu o pároco, dizendo que a Igreja define o casamento como uma união heterossexual e que os filhos de casais de mesmo sexo podem enfrentar dificuldades em um ambiente católico.

“Nossas escolas são ‘parceiras na fé’ junto aos pais”, disse o arcebispo em uma coluna publicada no dia 10 de março no jornal Denver Catholic Register, a publicação da arquidiocese. “Se os pais não respeitam as crenças da Igreja ou vivem de uma maneira que recusa abertamente essas crenças, então a parceria com esses pais se torna muito difícil, senão impossível”.

Isso também coloca uma preocupação injusta sobre a criança, que se vê no meio dessa questão, e sobre seus professores, que têm a obrigação de ensinar a autêntica fé da Igreja”, acrescentou.

Uma questão central nesses casos, porém, é se a Igreja está servindo às crianças ou aos pais. Críticos da decisão da arquidiocese de Denver disseram que a Igreja escolheu injustamente o casal de lésbicas, não tendo procurado em outros pais violações à lei da Igreja, como uma segunda união depois do divórcio sem a obtenção da anulação do primeiro casamento ou o uso de contracepção artificial.

A questão de se as escolas católicas deveriam admitir filhos de casais do mesmo sexo foi uma das áreas abordadas por Patricia Weitzel-O’Neill, superintendente das escolas da Arquidiocese de Washington, durante uma palestra em uma recente conferência em Washington, co-promovida pela Trinity Washington University e pelo National Catholic Reporter.

Falando sobre as “grandes questões” com relação à educação católica, Weitzel-O’Neill ela questionou: “Casais gays podem mandar seus filhos a escolas católicas? Porque em Denver, disseram-lhes que eles não podem”.

Weitzel-O’Neill, que coincidentemente está assumindo o cargo de diretora-executiva do Center for Catholic Education da Boston’s Lynch School of Education, perguntou: “Isso tem a ver com as crianças ou com os adultos?”.

Logo depois que o caso de Boston estourou, o Catholics United, grupo leigo com sede em Washington, iniciou um esforço para coletar 2.500 assinaturas para um abaixo-assinado que pedia a reversão da ação.

Chris Korzen , diretor-executivo do Catholics United, disse que o grupo coletou mais de 1.500 assinaturas até o meia-dia do dia 13 de maio e esperava reunir mais 2.500 para enviar para a arquidiocese até o final do dia. Ele disse que o grupo continuaria reunindo assinaturas ao longo dos próximos dias e esperava entregar uma cópia do abaixo-assinado e das assinaturas à arquidiocese.

O abaixo-assinado diz que o cardeal de Boston, Sean O’Malley, que está viajando com o Papa Bento XVI em Portugal, precisa ainda tomar uma posição sobre a decisão das escolas. “Se ele der ouvidos a muitos de nós, pensamos que ele pode ser convencido a fazer a coisa certa e reverter a decisão. Isso não tem nada a ver com o ensinamento da Igreja sobre casamento ou relacionamentos. Tem a ver com o fato de assegurar que todos tenham o direito à educação”, afirma a petição.

* Educação na abstinência sexual favorece aos adolescentes, afirma estudo.

terça-feira, maio 11th, 2010

Novo estudo publicado por “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine” aponta que encorajar os jovens a evitar o sexo antes do casamento é o método mais efetivo para evitar as calamitosas conseqüências da atividade sexual prematura, escreveu “Human Events”.

O estudo acompanhou o caso de 662 estudantes afro-americanos de escolas urbanas – um dos grupos que apresenta maiores problemas pelas desordens sexuais. Os jovens foram divididos em dois grupos.

O primeiro só recebeu educação visando a abstinência pre-matrimonial. O outro recebeu “educação sexual” com insistência no uso de preservativos e o “sexo-seguro”. Um terceiro grupo “de controle” não recebeu instrução especial alguma.

Após dois anos, o grupo instruído no “sexo seguro” tinha caído em maus costumes numa proporção maior dos que não receberam formação alguma.

O estudo caiu muito mal para a administração Obama que quer cortar mais de U$170 milhões de dólares de subsídios para programas de educação para a abstinência.

Para Linda Chávez, uma ex-esquerdista hoje conservadora, os adolescentes dizem que querem ser alertados pelos adultos sobre os perigos de se iniciarem sexualmente precocemente.

As doenças sexuais, a AIDS, a gravidez prematura são só uma parte do problema. Graves desequilíbrios emocionais com repercussões na saúde física ameaçam os jovens desprevenidos e enganosamente “liberados” pelo falso “sexo seguro”.

* E quando o abuso não é físico mas intelectual ?

domingo, maio 9th, 2010

Abaixo a carta que um pai, cansado de ver a filha e suas colegas usadas como platéia dócil para a propaganda comunista num colégio (..), enviou ao responsável por esse abuso intelectual de menores. É um documento humano da maior relevância para a compreensão da atual loucura brasileira.

O professor ensinava às meninas que Che Guevara era um santo do mesmo estofo moral de Francisco de Assis. Mas o que pode haver de comum, perguntava o remetente, entre o místico que professava: “Onde houver ódio, que eu leve o amor”, e o revolucionário sangrento que ensinava seus seguidores a transformar-se, pelo cultivo sistemático do ódio, em “eficientes e frias máquinas de matar”?

A resposta, evidentemente, não se encontra nem nos escritos de São Francisco, nem nos de Che Guevara. Encontra-se nos “Cadernos do Cárcere” de Antonio Gramsci, onde se ensina que a Igreja não deve ser combatida, mas esvaziada de seu conteúdo espiritual e usada como caixa de ressonância da propaganda comunista. Suprimido o conteúdo do seu discurso, esvaziado da fé cristã, da caridade, da obediência a Deus, reduzido ao estereótipo banal do jovem rico que abandona a família para ir falar aos pobres, Francisco torna-se indiscernível de Guevara. Eis o ensinamento de Antonio Gramsci transformado em prática pedagógica.

Pode-se alegar que a conduta do professor … é um caso isolado. A mentira perversa que esse cidadão inocula em suas alunas é doutrina oficial ou pelo menos oficiosa do governo brasileiro, condensada na “teologia da libertação” e retransmitida diariamente a milhões de crianças brasileiras nas escolas públicas e particulares. Que uma delas tente objetar, mesmo timidamente, e saberá o que é ser alvo de discriminação, de intimidação psicológica, quando não da ameaça explícita de ver sua carreira escolar arruinada.

O método pedagógico implantado neste país é o do estupro intelectual, calculado por Antonio Gramci para alcançar suas vítimas numa idade em que seus cérebros não estejam prontos para reagir criticamente a um assédio publicitário incansável e brutal.

Mas os manipuladores não se contentam com a propaganda doutrinária. Passam à arregimentação ativa, usando seus alunos como exército de reserva para engrossar passeatas convocadas pelo partido governista ou pela rede internacional de ONGs esquerdistas milionárias, que, mui gramscianamente, se autodenomina muitas vezes como “a sociedade civil organizada”, ou seja, o Partido sob outro nome. Aí, também, a indocilidade custa caro ao aluno. Um de meus próprios filhos já foi vítima disso.

As escolas brasileiras, sustentadas com o dinheiro de nossos impostos ou de nossas mensalidades, transformaram-se em centros de adestramento da juventude comunista, ou fascista, já quase pronta para denunciar os pais à autoridade constituída quando ouvir em casa alguma conversa politicamente imprudente.

Olavo de Carvalho


Carta ao Professor ….


Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna !

Onde, Professor …, pôde o senhor encontrar alguma semelhança entre o Santo a quem são atribuídos esses versos e o monstro que pronunciou as seguintes palavras:

“O ódio como fator de luta. O ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm que ser assim. Um povo sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal.” ?

Que diabos o senhor tinha em mente ao comparar São Francisco de Assis a Ernesto “Che” Guevara? O senhor enxerga, realmente, uma afinidade entre esses dois personagens, ou a tentativa de associá-los visou apenas a reforçar, na imaginação dos seus alunos, o estereótipo romântico do guerrilheiro comunista?

Venho acompanhando há algum tempo o seu incansável esforço para doutrinar ideologicamente as crianças do colégio …., impingindo às suas frágeis consciências a visão que o senhor tem do mundo; e sei que para atingir esse objetivo – que o senhor certamente acredita ser necessário para a “construção de um mundo melhor” –, o senhor não hesita em aplicar à complexa disciplina que leciona o modelo de narrativa das histórias infantis, onde o Mal jamais se confunde com o Bem.

Assim, na história que o senhor ensina, a Idade Média é “do mal” e o Iluminismo é “do bem”; os capitalistas são “do mal” e os socialistas são “do bem”; os conservadores são “do mal” e os revolucionários são “do bem”; os Estados Unidos são “do mal”, a ONU e Cuba são “do bem”, e por aí vai.

Ora, direis, se as crianças gostam e aprendem, por que não? Além disso, não podemos esquecer que o senhor é um idealista e que o seu objetivo não é propriamente transmitir aos alunos um conhecimento objetivo sobre o passado, mas capacitá-los a “transformar o mundo”, não é verdade? Daí a necessidade de fornecer-lhes aquele conjuntinho básico de certezas que eles mais tarde vão poder usar numa mesa de botequim, num almoço em família, ou quem sabe até na vida pública. O senhor pensa longe, Professor.

Sei de tudo isso e se até hoje não procurei o senhor e a direção do colégio para discutir pessoalmente essa pedagogia de cabo eleitoral foi, primeiro, para não expor meus filhos a uma possível retaliação e, segundo, por estar ciente de que esse contato, afinal de contas, resultaria inútil, já que, na melhor das hipóteses, o senhor seria substituído por outro militante  e tudo ficaria na mesma, se é que não pioraria.

Mas com essa absurda comparação o senhor, francamente, passou dos limites. Afirmar a existência de uma semelhança entre um dos santos mais amados da Igreja e um assassino frio e calculista, um apologista do ódio, do qual os seus pobres alunos – e talvez o senhor mesmo – não conhecem mais do que a foto de Alberto Korda e o meloso “hay que endurecerse…”, é ir longe demais; é abusar do direito, que o senhor decerto acha que tem, de mentir para os alunos a pretexto de forjar neles uma “consciência crítica” – que é como vocês, militantes, se referem ao processo de envenenamento das almas desses jovens mediante a inoculação do marxismo mais grosseiro – e contribuir, desse modo, para a tal “construção de uma sociedade mais justa”.

É inevitável que haja escândalos”, advertia Jesus Cristo, “mas ai daquele que os causar! Melhor lhe fora ser lançado ao mar com uma pedra de moinho enfiada no pescoço do que escandalizar um só destes pequeninos. Acautelai-vos!

“Che” Guevara era tão parecido com Francisco de Assis quanto um discípulo de satanás se parece com um discípulo de Nosso Senhor.
De família rica, São Francisco de Assis abraçou a pobreza para levar amor onde houvesse ódio; “Che” Guevara largou tudo para levar o ódio a toda parte. São Francisco olhava para o Céu; “Che” Guevara não olhava senão para sua utopia materialista. O Santo dedicou sua vida ao Evangelho; o guerrilheiro, à mais assassina das ideologias. Amigo de Deus, São Francisco ajudou a edificar o Seu Reino; amigo de Fidel – que o traiu, enviando-o para a morte na selva boliviana .

Professor …, a despeito de sua militância e de seus compromissos político-partidários, que eu respeito, o senhor ainda é um educador e talvez conserve em sua alma um resto de amor à Verdade. Pois bem. Em nome desse sentimento, gostaria de pedir-lhe para dizer aos seus alunos apenas isto: que Ernesto “Che” Guevara não tem nada a ver com Francisco de Assis.

Obrigado,

***

Resposta do Colégio a esse caso enviado a  pai de um aluno que estuda nessa instituição de ensino e que procurou esclarecimento da Escola, que deu  sua versão dos fatos que -  por justiça, também publicamos.

Como se vê é bem diferente do que foi publicado e reproduzido aqui no Blog, (copilado aqui de um site católico).

De fato, o fato é real mas a análise não condiz com a verdade que supõe-sempre- ouvir todos os lados envolvidos.

***

Prezado senhor ….

O texto que o senhor leu é fruto de uma ação infundada,irresponsável
e mentirosa. Como pode perceber, pois seu filho estuda aqui, esta
intituição não tem vínculo político nem religioso e nossos professores não praticam “ações doutrinadoras”.

Aos fatos:

O professor de História propôs uma atividade na qual os alunos iriam
apresentar a vida de algumas personalidades. Apresentou algumas
figuras e aceitou sugestões. Um grupo, e não o professor, sugeriu
“Che Guevara”. Esse grupo calcou o trabalho no material encontrado em
uma publicação do periódico “Superinteressante”, “aventuras na
História”, edição 2, de agosto de 2003, da editora Abril. NESSE
MATERIAL, um dos trechos fala que Che Guevara abriu mão de uma vida
tranquila em função de sua crença. O GRUPO DE ALUNOS citou, como
contraponto, São Francisco de Assis, uma pessoa que abriu mão de
conforto por seus ideais. O grupo apresentou outros nove pontos, tal
como O PERIÓDICO apresentou, entre eles “O PAREDÃO”, onde as ações de
Che Guevara foram comparadas com as de Hitler. Ao final da
apresentação, o professor comentou que abrir mão do conforto em prol
de um ideal não significa que o ideal é nobre, justo. No mais, não
fez juízo de valor, não enalteceu nem comparou. Tenho absoluta
confiança na retidão moral e ética desse professor, e afirmo que é
respeitado é admirado pelos alunos, entre outros motivos, por ser
muito ponderado.

Um pai que, obviamente, não estava presente na apresentação, escreveu
uma carta raivosa e recheada de mentiras. Esse pai não procurou a mim
para expor sua insatisfação, apenas fez publicidade dessa carta e de
um site. Um entidade escreveu um artigo sobre doutrinação em sala com
base nessa carta. O autor desse artigo jamais entrou em contato com a
escola, comigo ou com o professor para ouvir o que realmente
aconteceu. O blog que o senhor citou transcreveu esse artigo, e o
responsável pelo referido blog jamais entrou em contato com a escola,
comigo ou com o professor para ouvir o que realmente aconteceu. Em
tempo: a aluna expôs para nós que as conclusões do seu pai estavam
equivocadas, o professor avaliou que o grupo apresentou o trabalho de
forma a considerar que Che Guevara não é merecedor de admiração e O
PROFESSOR NÃO FEZ NENHUMA APRECIAÇÃO de Che Guevara.
Em síntese, o que o senhor leu foi uma reprodução, feita por alguém
que não presenciou o fato, de um artigo, escrito por uma pessoa que
não presenciou o fato, baseado em uma carta, escrita por uma pessoa
que não presenciou o fato.
Reafirmo que esta instituição e aqueles que aqui trabalham e a fazem
respeitada não praticam ações partidárias, religiosas ou ideológicas,
muito menos promovem qualquer ação doutrinadora, o que é de
conhecimento do senhor, já que está conosco há quase dois anos.
Cordialmente,
….
Diretor Pedagógico.


* Para refletir: 1969- 2009.

quinta-feira, maio 6th, 2010

* “Na escola católica, não soubemos apresentar uma alternativa”

sexta-feira, abril 30th, 2010
Cardeal Cañizares abre congresso sobre educação em Valência, Espanha
O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cardeal Antonio Cañizares, reconheceu que a escola católica não soube apresentar um alternativa, e sublinhou a necessidade de se promover uma nova visão do homem e da mulher. A declaração foi feita na conferência de abertura do III Congresso Internacional de Educação Católica para o século XXI, promovido pela Universidade Católica de Valência San Vicente Mártir. “Devemos reconhecer que na escola católica não soubemos apresentar uma alternativa e é necessário faze-lo, pois a escola católica tem uma concepção nova de homem e mulher a oferecer, voltada para o futuro e para a esperança”, declarou.

A este propósito, o purpurado convidou a fazer “um exame de consciência” diante do fato de que 30% da sociedade espanhola foi educada na escola católica “e não se verifica sua incidência em tudo o que vem ocorrendo em nossa sociedade”.

Este percentual “deveria contribuir para que nossa cultura não fosse uma cultura de morte ou uma cultura relativista, mas sim uma cultura do amor e da verdade que nos torna livres”.

Em “tempos de indigência” e de “crise de sentido e de verdade”, a escola católica “não pode assumir um papel de neutralidade”, mas deve “remar contra a corrente”, observou.

Para o prefeito da Congregação vaticana, a escola católica deve ser “uma escola revolucionária e livre, porque o mundo necessita de uma mudança decisiva, sem a qual não haverá futuro”.

Segundo o cardeal Cañizares, o “pior dos males” em nossa sociedade atual é “não se saber mais o que é moralmente bom e moralmente válido”.

Dificuldades

Analisando o atual momento educacional, o cardeal sublinhou que dificuldade em se “educar em uma sociedade que admite o aborto”, com “leis contrárias à família” e “uma televisão como a que dispomos atualmente, pela qual se difunde uma visão de homem de todo contrária à dignidade da pessoa humana”.

O purpurado referiu-se ainda ao “injusto sistema social”, com “ricos sempre cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres”.

O sistemas educacionais atuais, acrescentou, falharam porque “não foram capazes de responder adequadamente à questão e às exigências da educação”.

No que diz respeito à Espanha, o cardeal Cañizares referiu-se à lei espanhola da educação “como uma das maiores falhas da sociedade espanhola, pelo predomínio da razão instrumental em detrimento do exercício da razão na busca pela verdade, que enterra as questões mais fundamentais a respeito do ser humano”.

Jesus Cristo no centro

A escola católica “deve contribuir para uma nova humanidade na síntese entre fé e razão”, prosseguiu, destacando que “ao centro da concepção cristã da escola católica está Jesus Cristo, e sua mensagem de salvação”.

Segundo o purpurado, nas escolas católicas não deve tão somente se processar “um ensinamento de valores”, mas também “da arte de viver, que está na base da evangelização”.

“Não há porque temer a liberdade, pois a escola católica tem a vocação de transformar a sociedade”, disse ainda.

Dirigindo-se as professores, o cardeal Cañizares enfatizou a importância da “coerência” no exercício de sua função.

“Não se trata apenas de ensinar, mas principalmente de testemunhar aquilo que ofertamos: a arte de viver, a humanidade nova”, indicou.

O congresso, realizado em Valência entre os dias 26 e 28 de abril, abordou a questão da infância com fase fundamental na constituição da personalidade da pessoa e portanto, foco prioritário de atuação no contexto da atual “emergência educacional”.

Zenit

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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