Artigo da ‘Estado Laico’ Categoria

* Atenção Jovens Católicos: Sejam reflexos da verdade!

terça-feira, junho 8th, 2010

George Weigel

George Weigel

O teólogo e escritor católico George Weigel convidou os universitários a apoiarem-se firmemente na lei natural com a finalidade realizar uma boa defesa da liberdade religiosa na sociedade atual.

O autor da biografia de João Paulo II fez este chamado na cerimônia de graduação, dia 16 de maio, da faculdade Thomas More de Artes Liberais, na qual foi condecorado com um doutorado honorário e pronunciou o discurso inaugural.

“Um dos grandes desafios da geração jovem de católicos será responder bem à defesa da liberdade religiosa plena”, disse Weigel.

“Esta defesa deve ser por sua vez cultural, com argumentos colocados de modo atraente e persuasivo, e política, em que os jovens católicos devem apresentar a verdade no por vezes difícil terreno da política pública”, assegurou.

“A convicção religiosa forma a comunidade e as comunidades formadas pela convicção religiosa devem ser livres, como comunidades e simplesmente como indivíduos, para criar argumentos e oferecer uma influência à vida pública.”

“Se o argumento moral religiosamente informado é excluído da praça pública norte-americana, a praça pública fica não apenas nua, mas se converte em antidemocrática e intolerante”, acrescentou.

Weigel afirmou que a liberdade religiosa no Estados Unidos foi ameaçada por ações tais como quando o Supremo Tribunal “erigiu um ‘direito ao aborto’ espúrio, como o direito que triunfa sobre todos os outros direitos”, e quando os legisladores “decidiram que estava entre as competências do Estado redefinir o matrimônio e obrigar outros a aceitar a redefinição mediante o uso do poder coercitivo do Estado”.

Ele acrescentou que “os direitos da consciência dos médicos, enfermeiras e outros profissionais da saúde católicos não são direitos de segunda classe, que podem ser superados por outras demandas de direitos; e qualquer Estado que deixa de reconhecer estes direitos de consciência inflige um grave prejuízo à liberdade religiosa corretamente entendida”.

“O mesmo pode e deve-se dizer sobre qualquer Estado que expulsa a Igreja Católica de certas modalidades de serviço social, porque a Igreja recusa aceitar que o Estado tenha competência para declarar como relações de ‘matrimônio’ aquelas que evidentemente não são matrimônios”, afirmou Weigel.

Ele urgiu aos jovens que defendam a liberdade religiosa usando uma “linguagem comum”, daqueles que estão fora da Igreja, ou da lei natural e das verdades da razão.

Para estas verdades, referiu-se a Thomas Jefferson quando escreveu sobre “direitos inalienáveis” na Declaração de Independência. Da mesma forma, acrescentou, Martin Luther King Jr., líder do movimento de direitos civis, apelou às mesmas verdades quando combatia a segregação racial.

O presidente da faculdade, William Fahey, também se dirigiu aos graduandos, recordando-lhes: “sejam conscientes do sinal da verdadeira cidadania: que não estejam dominados pelo orgulho, mas esquivem sempre da grandeza deste mundo e sejam reflexo da luz encarnada e, logo, da própria Luz”.

Zenit

* Vão demolir o Cristo Redentor ? Este ano é ano de eleições…

terça-feira, janeiro 19th, 2010

Dom Anuar Battisti – Arcebispo de Maringá

O Presidente Lula, publicou um Decreto no dia 21 de dezembro de 2009, com o titulo: “Programa Nacional dos Direitos Humanos”.

Uma das mudanças é a retirada de símbolos religiosos das repartições públicas, como por exemplo, os crucifixos. Isto não fere os direitos humanos, mas a liberdade religiosa de um país que nasceu sob o signo da cruz; lembrando que o Brasil foi chamado em primeiro lugar de  “Terra de Santa Cruz”. O símbolo será sempre símbolo;  os que acreditam, respeitam; para os que não acreditam, não é necessário se incomodar.

Se essa moda pega, corremos o risco de ver o Cristo Redentor,  sinal visível do Salvador, marca registrada do Rio, monumento patrimônio da humanidade, sendo demolido.

Outra mudança com a qual  não podemos concordar é a despenalização do aborto. Dada a pressão, o Presidente já concordou em retirar do programa. Esta cláusula foi colocada certamente pelas mulheres que defendem o direito de decidir sobre seus corpos, considerado unicamente como objeto de prazer. Onde está a dignidade da mulher quando se deixa levar pela  mentalidade do “carpe diem”; aproveite agora, não existe outro mundo melhor a não ser o do prazer?  O liberalismo sexual é a causa principal do uso de drogas, da proliferação do vírus HIV etc. Queremos e defendemos a vida desde a concepção até a morte natural. A vida é sagrada, como é sagrada a Palavra de Deus, a Bíblia.

Outro objetivo do Programa é a legalização do casamento entre homossexuais. Não condenamos os homossexuais; respeitamos e acolhemos como pessoas humanas que precisam alcançar a perfeição como qualquer outro ser humano. Agora, legalizar a união entre dois seres humanos do mesmo sexo e dar-lhes direitos iguais, significa institucionalizar o pecado, deixando de lado todo e qualquer norma do evangelho. A norma das normas é a Palavra de Deus. Condenamos o pecado, mas amamos o pecador. Se enveredarmos por este lado, não existirá mais referencial nenhum para a educação e a formação da consciência. Os valores da ética e da moral nunca poderão ceder aos caprichos do ser humano.

Outro ponto que discordamos é dar aos homossexuais o direito de adoção. Por que tantas  dificuldades e normas absurdas quando um casal quer adotar um filho? Por que não facilitar o direito  dos casais que não podem gerar ou mesmo tendo seus filhos, queiram adotar sem passar pela interminável burocracia? O católico país “Portugal” legaliza o casamento gay e nega a adoção. O argumento para a legalização, é o fato de que se torna cada vez mais difundido a prática homossexual. Certas práticas não podem ser o único critério para legitimar as mudanças.  Será que não vamos chegar a legalizar a corrupção, a droga e outras práticas tão comuns no mundo de hoje?

Este ano, teremos a oportunidade de escolher os líderes políticos para dirigir o país. Fiquemos de olho para saber quem está com quem, o que pensam e fazem hoje os homens que amanhã merecerão a nossa confiança nas urnas.

* Arcebispo do Rio de Janeiro comenta Plano Nacional de Direitos Humanos: “O Plano da Intolerância”.

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Apresentamos artigo do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, intitulado “O Plano da Intolerância”, em que o prelado comenta sobre o “Plano Nacional de Direitos Humanos” do governo brasileiro.

* * *

O Plano da Intolerância

Iniciamos o novo século com muitas esperanças e sonhos. Pensávamos que o mundo tivesse chegado a um amadurecimento tal que pudéssemos conviver com o diferente e no respeito mútuo. Entre tantos acontecimentos intolerantes em todos os cantos do mundo, um deles foi simbólico: no início deste milênio, em março de 2001, foi destruída uma das maiores estátuas de Buda em pé já esculpidas pelo homem. Ficava no vale do Bamiyan, a 240 km de Cabul, no Afeganistão, e era do século V da era Cristã. Era também declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO. Havia duas e tinham 55 e 37 metros de altura. Os “donos do poder” da época acharam que não poderiam tolerar tal “idolatria” e não faziam parte da “cultura” do momento. Os governantes passaram e os responsáveis de hoje estão procurando reconstruir o que um dia foi destruído.

Em nosso país, infelizmente, há certa confusão com relação ao “Plano Nacional de Direitos Humanos”. Conheço e respeito as pessoas que o defendem e sei de suas boas intenções, mas não posso aceitar a idéia que passam com relação a o que significa a justa laicidade do Estado. Um dos objetivos do plano é o de “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, além de outras ideias que mereceriam ser ainda mais discutidas. A humanidade vai amadurecendo em suas convicções e passa a enxergar com mais clareza certas situações melhor que no passado. Não podemos viver com situações e realidades que já passaram. Necessitamos agora, neste momento da história da humanidade, de olhar para o futuro. Em relação a tantos questionamentos desse plano, fiquemos com esta única questão: sobre os símbolos religiosos.

Sei que devido às reações aos vários temas que foram desenvolvidos e colocados nesse “Plano” foram contestados por tantos setores de nosso país e a publicação provavelmente não sairá como decreto e sim como comunicação de sugestões. É bem provável também que esse assunto nem mesmo saia quando o próximo decreto for assinado. Porém, como sempre retornamos a esse assunto e, inclusive, é discutido e polemizado em muitas partes do mundo, creio que sempre é interessante lembrarmos algumas questões inerentes a isso. Teríamos muitas idéias e fatos a serem colocados – fatos com grande repercussão mundial – porém iniciaremos com algumas idéias que acredito que nos ajudem a perceber a importância do momento.

Um país laico é aquele que respeita todas as religiões e sabe também acolher a cultura de seu povo. Ditaduras intolerantes são aquelas que impõem ou uma única religião ou mesmo apenas o ateísmo. Na democracia todos podem se manifestar e são chamados a respeitar as ideias dos outros. Em nosso país existem situações de exclusões mesmo com os que se dedicam a múltiplos trabalhos sociais, que não podem exercer sua cidadania justamente porque professam uma fé: deve-se criar outra instituição. Existem países, como a Alemanha, onde o estado não se alinha com nenhuma religião, mas promove e ajuda as mesmas enquanto fatores de promoção humana e social. Mesmo no estado nascido da revolução francesa, as declarações feitas em dezembro de 2007 pelo presidente Sarkozy foram históricas: “considero que uma nação que ignora a herança ética, espiritual, religiosa de sua história comete um crime contra a sua cultura, contra o conjunto de sua história, de patrimônio, de arte e de tradições populares que impregnam a tão profunda maneira de viver e pensar”, e acrescentou também: “a laicidade não deveria ser a negação do passado. Não tem o poder de tirar a França de suas raízes cristãs. Tentou fazê-lo. Não deveria.”

Porém, infelizmente, o que ora ocorre entre nós não é um início de um processo, e sim um passo a mais dentro de um plano muito mais amplo de destruição de nossas raízes históricas. Hoje, os mesmos que foram beneficiados pela cultura cristã do respeito à vida e à liberdade se insurgem contra a mesma tentando retirar seus sinais. Não poderão com decretos retirar do coração do nosso povo suas raízes, suas devoções, sua cultura e seus sentimentos.

Ora, a laicidade do Estado não pode ser sinônimo de intolerância para com a cultura em que se formou e se desenvolveu o Brasil e para com os símbolos que fazem parte de nossa história. Negar a nossa história e querer elaborar outra, ou mesmo dar-lhe outro significado, significa impor à população uma ideia concebida em laboratório com fins filosóficos claros.

A cultura cristã e católica integra a história de nosso país. Não tem como se negar a história, embora em muitos ambientes queira reinterpretá-la esvaziando-a dos verdadeiros valores nos quais se baseia nossa identidade. Em nosso atestado de batismo está uma Missa celebrada no alvorecer do Brasil, Terra de Santa Cruz! Temos nomes de cidades, ruas, locais e até mesmo em nossa bandeira ideias e símbolos ligados a diversos grupos que fazem parte de nossa história nacional. Há pouco tempo eu estava no Pará e uma das situações que me chamou a atenção foi justamente a história de um povo que conseguiu, mesmo com a globalização, preservar sua cultura, suas músicas, danças, sotaques, tradições e festejos religiosos que estão inseridos em sua alma e sua gente.

Trata-se, antes de tudo, de uma questão de preservação da memória de nossa história e das raízes culturais da nossa identidade brasileira. Querer coibir a ostentação dos símbolos da cultura que berçou e construiu a nossa história é, isto sim, um verdadeiro sinal de intolerância, que provoca o desenraizamento e promove uma ideologia que não ousa dizer o próprio nome. Não se vê, desse modo, necessidade alguma de “impedir a manifestação de símbolos religiosos nos estabelecimentos da União”.

Em alguns lugares do mundo é proibido até mesmo manifestar sua fé dentro de suas próprias residências. Os caminhos escolhidos para arrancar as nossas raízes e deixar nosso povo sem história são muito sérios e podem levar ainda mais a um tipo de sociedade não só mais intolerante, mas muito mais desenraizado e violento. Será que isso levaria também à destruição de muitas de nossas praças e monumentos que ostentam símbolos religiosos? Será que um dia, para vivenciarmos a fé em nosso país, teremos de nos esconder da vida pública?

O papel do Estado laico não é, de modo algum, o de promover uma ideologia laicista, como se o laicismo não fosse também uma forma de religião. É um grande engano achar que o laicismo, projeto de uma minoria que se mostra intolerante, é uma ideologia neutra. E não nos devemos esquecer jamais de que se o Estado é laico a sociedade brasileira não o é. Além de sua história profundamente ligada à fé cristã e católica, o povo brasileiro, em sua grande maioria, professa a fé que recebeu dos seus antepassados e se identifica com os símbolos que a expressam. A função do Estado laico, longe de ser a de provocar o desenraizamento cultural e religioso ou coibir a manifestação pública de símbolos religiosos, é a de garantir a liberdade religiosa à sociedade e a seus membros, em suas múltiplas manifestações, preservada a justa ordem pública e o respeito devido à diversidade.

Os símbolos demonstram também a formação do caráter de nosso povo que, se procurarmos em suas decisões diárias, encontraremos muitos textos do Evangelho que marcam o tipo de vida e nacionalidade, mesmo daqueles que não creem. É como se fosse o DNA de nossa civilização: 99% dos genes são comuns a todos nós. As diferenças são mínimas e quase nem se notam. Se é verdade que a natureza não dá saltos como comentam os cientistas, necessitamos de tomar muito cuidado com os “saltos” laboratoriais que podem ocasionar a nossa perda de identidade e cultura.

Qualquer pessoa ao chegar a um país e ver os seus monumentos e seus símbolos logo se depara com a sua realidade cultural, humana e religiosa. A Igreja sempre procurou e procura estar em defesa dos direitos e valores humanos, porém, apesar desse plano ter muitas teses importantes e interessantes, a dúbia direção ora escolhida é complexa e não ajudará em nada a continuar caminhando na direção de uma nação mais justa e solidária, que é o sonho comum de todos nós. E neste sentido os conhecidos atuais elaboradores deste “plano” sabem muito bem como a Igreja esteve ao seu lado e enfrentou perseguições sérias durante os históricos e duros momentos vividos com a falta de respeito à vida e à liberdade de pensamento.

Nestes dias estamos vivenciando a preparação para a festa de São Sebastião, devoção trazida há 445 anos por Estácio de Sá para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Teríamos como contar a história da cidade maravilhosa sem esses dados? Aliás, é só pesquisar a história da maioria de nossas cidades para ver onde estão as fontes e as inspirações.

A estátua do Cristo Redentor, que, do cume do Corcovado, a 710 metros de altura, ergue-se como uma maravilha do mundo moderno e um símbolo de identificação do Rio de Janeiro e do Brasil, é o nosso Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor do Corcovado, local de peregrinações, orações, celebrações e manifestação da fé do povo brasileiro. Iniciamos uma campanha para a restauração desse monumento, preparando-o para os grandes eventos que ocorrerão futuramente em nossa Cidade Maravilhosa. É um símbolo não só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.

Que a fé cristã, simbolizada nesse sinal, que nada ofende as pessoas, seja para todos nós um anúncio de alegre acolhimento na construção da paz e da fraternidade e que acolhe e dá a todos as boas vindas de um povo feliz, livre e que quer viver e construir a paz!

+ Orani João Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

* Igrejas históricas na França em risco de demolição.

sábado, janeiro 9th, 2010

O elevado campanário, o teto anguloso e arcobotante gracioso da igreja construída no século XIX que domina a paisagem de Gesté, uma cidade no oeste da França, estão a caminho da demolição – um problema que também aflige outras igrejas francesas, que estão caindo vítimas de seu tamanho, de sua condição precária de manutenção e, em última análise, do aperto nas finanças municipais.

Ainda que a igreja, dedicada a São Pedro, seja possivelmente a única joia arquitetônica nesta cidadezinha de 2,4 mil habitantes, a prefeitura decidiu demoli-la e substitui-la por uma capela de manutenção bem mais simples.

Construída em etapas e com capacidade para 900 fieis, a formidável igreja de pedra está fechada e vazia desde 2006. Para agravar o quadro de abandono e tristeza, ela está isolada por uma cerca de arame, cujo objetivo é proteger os visitantes contra as pedras que caem da fachada, uma ameaça muito real.

“Devido ao seu tamanho e complexidade, a manutenção da igreja sempre será difícil”, disse Jean-Pierre Leger, 61 anos, engenheiro aposentado que trabalha em tempo parcial como prefeito de Gesté. “Ela foi vítima de seu tamanho considerável. É grande demais”.

O prefeito e o legislativo municipal votaram por 17 a 16, dois anos atrás, demolir a igreja, alegando que uma reforma custaria US$ 4,4 milhões e que demolir a edificação atual e construir uma nova custaria US$ 1,9 milhão.

Mas muitos dos munícipes de Gesté discordam ferozmente, e argumentam que a prefeitura superestimou o custo das obras de restauração.

“Rejeitamos suas estimativas de custo”, disse Alain Durand, 50 anos, pedreiro e metalúrgico que serve como tesoureiro de um movimento pela preservação da igreja. “Trata-se de algo muito político; se eles demolirem e reconstruírem, poderão fazer alguma coisa que reduza o desemprego”.

Não é uma luta exclusiva de Gesté. Em toda França, aldeias estão se vendo forçadas a responder perguntas difíceis sobre suas igrejas, muitas das quais deterioradas, em meio a uma queda no número de fieis e de padres, e a uma alta nos custos de manutenção.

Beatrice de Andia, fundadora e presidente do Observatório da Herança Religiosa, em Paris, estima que existam cerca de 90 mil edificações religiosas na França, cerca de 17 mil das quais protegidas pelo governo por seu valor histórico ou arquitetônico, o que dá à França a maior densidade de edificações religiosas na Europa. Cerca de 10% das igrejas protegidas pelo governo estão em condição perigosa, ela diz, devido à falta de verbas públicas para preservação; o mesmo se aplica a boa proporção das demais igrejas.

“A Igreja pode ser eterna, mas não as igrejas”, diz Andia, funcionária aposentada da ala cultural do governo que decidiu fundar o observatório, em 2006, para conscientizar os franceses quanto ao estado lastimável da herança religiosa de seu país. “No passado, eram edificações sacras, mas hoje em dia não existe esse senso do sagrado”.

Em St. Georges des Gardes, não muito longe de Gesté, a igreja de São José, construída no século XIX, foi demolida em 2006; em Le Fief-Sauvin, outra cidadezinha da região, a igreja também foi demolida e substituída, ainda mais cedo.

Ocasionalmente, os moradores locais que se opõem às demolições conseguiram triunfar: em Arc sur Tille, perto de Dijon, no leste da França, a igreja do século XIX escapou à demolição depois de protestos ferozes.

A luta quanto ao futuro das igrejas de aldeia coincide com um debate nacional sobre a questão da identidade francesa, que está sendo travado diante de um cenário de forte imigração muçulmana. O assunto também é complicado por uma lei de 1907, um período em que um governo francês laico lutava por conter a forte influência da Igreja Católica na França, sob a qual a propriedade das igrejas e catedrais do país cabe aos governos dos municípios que as abrigam.

Em outros países, especialmente Inglaterra e Itália, edificações religiosas abandonadas foram convertidas em casas, lojas ou museus. Na França, porém, existe resistência emocional a essa prática, ainda que em Dijon uma igreja abandonada tenha sido transformada em teatro e na Alsácia, no leste, antigas sinagogas hoje sirvam como museus.

A igreja neogótica de Gesté foi concluída em 1870, sobre as ruínas de uma igreja do século 16 que havia sido destruída durante a Revolução Francesa. A região de Anjou, onde fica Gesté, é profundamente católica e havia resistido à revolução, o que levou à destruição de muitas edificações religiosas quando essa resistência foi derrotada.

À medida que a identidade francesa se torna mais laica, muita gente considera que a decadências das igrejas de aldeia simboliza a decadência da fé.

O reverendo Pierre Pouplard, 69 anos, titular da paróquia de Gesté, discorda. “Não vejo a conexão”, afirma. “As pessoas continuam leais à sua igreja, aqui. O comparecimento vem sendo forte”.

Mas ele estava falando na sacristia de uma cidade vizinha, que também é parte de sua paróquia. Já há 12 anos, ele responde por quatro igrejas de aldeia, além de Gesté, devido à queda no número de padres. A França conta com apenas nove mil padres hoje, ante 40 mil em 1940. Pouplard apoia a demolição e substituição da igreja de Gesté.

“Existe um apego emocional; todos os moradores de Gesté sentem apego à sua igreja”, disse. “A maioria teria preferido mantê-la”. Mas ele aceita a aritmética orçamentária do prefeito e menciona o exemplo de Fief-Sauvin, que 15 anos atrás substituiu sua decadente igreja do século XIX por uma construção moderna.

O debate sobre o futuro da igreja dividiu a cidade. Se Pouplard tivesse apoiado a restauração, afirma Durand, a maioria o teria acompanhado. “É questão de gosto”, diz. Mas nas mais recentes eleições locais, em 2008, quando o futuro da igreja foi o tema principal, uma pequena maioria dos eleitores apoiou Leger e seus aliados no Legislativo municipal.

Durand me mostrou a planta de uma igreja contemporânea construída perto de Gesté – uma estrutura circular que segundo ele será reproduzido na nova igreja de Gesté. “Isso é para entretenimento; é um teatro musical”, afirmou, com desdém. “Se você colocar uma placa dizendo ‘armazém’, ninguém estranharia”.

Fonte :Terra

***

França: “Estima que existam cerca de 90 mil edificações religiosas na França, cerca de 17 mil das quais protegidas pelo governo por seu valor histórico ou arquitetônico, o que dá à França a maior densidade de edificações religiosas na Europa.”

França: da Revolução Francesa,do laicismo feroz,das Igrejas demolidas e sem jovens dentro delas,França..Que fizeram com tua alma?

* Divórcio “express”. E os filhos ??

quarta-feira, dezembro 30th, 2009

Pe. Leonel Franca S. J.

Ao lado do aspecto jurídico e social, o divórcio apresenta inquestionavelmente um aspecto religioso. Jurídica e socialmente, a possibilidade de ruptura do matrimônio é um mal, um grande mal. É o princípio de instabilidade e dissolução progressiva da família, que, de dia para dia, se vai tornando menos idônea ao exercício de sua elevada missão criadora e educadora da sociedade. A lei que sanciona a fixidez definitiva da vida conjugal não faz senão declarar um dos artigos da constituição natural da família e proteger contra a força corrosiva das paixões, a integridade perfeita da célula social.

É o que parecem esquecer os divorcistas que reclamam a reforma do nosso direito de família como corolário da separação entre a Igreja e o Estado. Como se a indissolubilidade fosse uma simples prescrição de direito positivo eclesiástico, sem nenhuma relação com as finalidades imanentes, naturais da sociedade conjugal e com as exigências superiores do bem comum! Cristo, proscrevendo o divórcio, não deu um preceito novo; reintegrou a família na sua dignidade primitiva.

É, portanto, a própria natureza das instituições conjugais, são os interesses superiores da sociedade, a verdadeira e comum base jurídica das leis que impõem a monogamia indissolúvel, indiscriminadamente, a todos os cidadãos.

Para os católicos, respeitá-las é um duplo dever: de consciência religiosa e de consciência civil. Os católicos não terão nas próprias idéias religiosas um estímulo e uma força para os ajudar no desempenho deste dever social. Mas, nem por isso, deixa o dever de subsistir. Também o furto, o homicídio, o adultério, são, para a consciência cristã, proibições de ordem religiosa.

Seguir-se-á, porventura, que um Estado leigo não os possa e deva interdizer, em nome do bem coletivo, a todos os cidadãos, ainda aos que já não vêem no Decálogo a expressão dos mandamentos divinos? Se ainda uma vez, aqui como lá, a doutrina e a moral católica coincidem com os verdadeiros e mais elevados interesses da sociedade, saudemos nesta coincidência mais um penhor de sua verdade inexaurivelmente fecunda.

Foi sob este aspecto puramente jurídico e social que até aqui viemos considerando o divórcio. Ao combatê-lo, não nos socorremos senão de provas racionais, tiradas à moral, à psicologia, à sociologia e ao direito. Para admiti-las não é mister crer, basta raciocinar; elas não se dirigem ao cristão, falam a todo homem. Não lançamos mão, uma só vez, de argumentos teológicos e exegéticos. A Escritura, a voz dos Padres da Igreja, a autoridade dos concílios, muito de caso pensado, não os invocamos no debate. Discutimos, sempre, em nome da razão e dos fatos, a fim de que as nossas conclusões se impusessem à universalidade dos leitores. Mas o divorcio apresenta outrossim um aspecto religioso. Para toda a humanidade a constituição de um novo lar foi sempre um ato sagrado. Para a grande maioria da cristandade constitui um sacramento. É tão nobre a missão da família, são tão íntimos os deveres domésticos que só na religião se podem atingir as energias profundas, indispensáveis à fidelidade do seu desempenho.

A santidade da família, só a inteligências superficiais, poderá soar como uma frase feita e vazia. As famílias na medida que se vão laicizando vão cessando de ser famílias. Lar sem Deus é frágil construção de que a primeira rajada de paixões violentas fará um montão de ruínas.

Nos países católicos, mais ainda que nos outros, é funesta a legalização do divórcio. Entre protestantes e cismáticos a deformação da moral foi precedida por uma alteração da doutrina. A cisão do vínculo não contrasta com a consciência religiosa do povo. Os divorciados poderão ainda beneficiar dos auxílios espirituais que lhes pode subministrar um cristianismo diluído pela heresia ou pela cisma. A família não será uma vítima infeliz da irreligião.

O catolicismo conserva, em toda a sua integridade, o tesouro divino dos ensinamentos morais do Evangelho. Com a sua consciência é incompatível o divórcio.

Sancioná-lo por lei num país de maioria católica é introduzir um antagonismo, denso de males incalculáveis, entre a consciência religiosa e a consciência jurídica e civil da nação. Para os cidadãos fiéis ao seu credo, a lei, que permite um ato imoral, é uma lei sem prestígio e a desconsideração da lei é princípio de desorganização social. Para os outros, de convicções religiosas menos esclarecidas ou de vida espiritual remissa, a lei civil transforma-se num fermente ativo de irreligião. O divórcio pedido e aceito por um filho da Igreja segrega-o da participação aos sacramentos que nutrem a sua atividade religiosa e moral. Casal de divorciados católicos é casal para o qual estancaram as fontes de energias espirituais, indispensáveis à paz de consciência e à prática do bem (Se um católico num momento de paixão (os católicos não são impecáveis) dissolve a família para constituir outra, a lei sancionaria a segunda união como legítima e lhe imporia todos os deveres respectivos. Amanhã, serenados os estos apaixonados, a voz de Deus no fundo d’alma entra a falar-lhe mais alto que os gritos do amor humano; a consciência cristã acaba por triunfar no desejo sincero de voltar à paz interior. Os deveres que, nesta emergência, se lhe impõem em nome da religião estão em antagonismo com as obrigações civis. Ele não poderá ser católico sem menosprezar as leis do seu país; não poderá ser fiel aos empenhos civis sem sacrificar as exigências superiores de sua consciência religiosa. Situação infinitamente angustiosa, fonte de amarguras internas indescritíveis, que, num país católico, multiplicaria uma lei insensata em contraste com a liberdade de consciência da maioria dos cidadãos).

Destarte a lei do divórcio, num país tradicionalmente católico, tende a difundir a indiferença religiosa e a subtrair à família estes fundamentos espirituais que, em todos os tempos e entre todos os povos, condicionaram a sua estabilidade e conservação. Com o mecanismo frio dos códigos, o Estado é incapaz de gerar as grandes energias da vida moral, mas ai dele, se pela imprudência de leis corruptoras, vai secar os mananciais misteriosos onde se alimenta o espírito de sacrifício, dedicação, fidelidade e desinteresse, que conservam a vitalidade do organismo social!

Eis porque, na realidade, o divórcio é um instrumento de propaganda irreligiosa nas mãos da impiedade. A lei que dissolve os lares é um dos pontos do programa do sectarismo anti-católico. Para combater a Igreja e popularizar a irreligião, o anti-clericalismo atira-se à família.

***

Veja abaixo exemplo da Espanha que aprovou nefasta lei.

O Instituto de Política Familiar (IPF) denunciou que a lei do divórcio Express incrementou grandemente as separações na Espanha; e que seus nefastos efeitos vão alcançando mais de 500 mil divórcios nos quatro anos de vigor, que se cumprem hoje 8 de julho.

O presidente do IPF, Eduardo Hertfelder, assinalou que “nunca uma lei demonstrou em tão pouco tempo seu fracasso como a lei do divórcio Express”; e precisou que a lei foi “totalmente desacertada de uma perspectiva jurídica, psicológica, psiquiátrica, sociológica e familiar, que provocou efeitos muito negativos tanto para os cônjuges, como para os filhos, e a sociedade em geral”.

A lei do divórcio Express incrementou os divórcios em 121.900 anuais e representam o 93% das rupturas; eliminou o período de reflexão; incrementou a conflitividade das rupturas familiares (as rupturas conflitivas representam já mais de 40% das rupturas), provocou o aumento da população divorciada/separada; e o incremento de filhos com famílias desestruturadas (mais de 2 milhões de filhos de pais divorciados/separados)”, indicou.

Por tal razão, assinalou que o governo “não pode seguir potencializando uma lei que demonstrado seu fracasso. É urgente e necessária uma retificação da atual legislação”.

“Do IPF o anúncio da derrogação desta lei fracassada e regressiva assim como o anúncio da criação imediatamente de uma mesa de peritos que analise a problemática da ruptura e proponha soluções e alternativas”, adicionou.

Finalmente assinalou que “a cultura de um país se mede pela capacidade de estratégias de prevenção em diferentes áreas, mas especialmente naquelas que fazem referência à projeção do bem-estar das famílias. E a ruptura familiar é a disciplina pendente da sociedade e administrações espanholas”.

***

Meu Deus, porque nossos politicos não conseguem perceber?

Sinceramente..É muita cegueira.

* “Divórcio instantâneo” preocupa Igreja no Brasil.

sexta-feira, dezembro 25th, 2009

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) enviou uma mensagem aos parlamentares em que manifesta sua preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 28/2009) que criaria o divórcio instantâneo no país.

A PEC pretende suprimir o artigo da Constituição que diz que ‘o casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos’.

Segundo a nota da CNBB –divulgada hoje–, “se o divórcio instantâneo ocorrer significa que o legislador ordinário poderá, se quiser, instituí-lo sem quaisquer condições: sem prévia separação judicial, sem prazo de convivência, sem prévia separação de fato. Isto pode ser chamado de ‘promoção ao divórcio’”.

“É fundamental que se considere que o divórcio que demora entre quatro e vinte minutos banaliza a família, fomenta a irresponsabilidade, promove a facilidade e não deixa espaço à ponderação”, diz a CNBB.

Segundo o organismo episcopal, cabe ao Estado “proteger a família estável fundada no matrimônio, não por razões religiosas, mas porque ela gera relações decisivas de amor gratuito, cooperação, solidariedade, serviço recíproco e é fonte de virtudes para uma convivência honesta e justa”.

A CNBB reafirma sua “inabalável posição a favor da indissolubilidade do matrimônio e da família e a necessidade incondicional da proteção à família”.

* Entra em vigor acordo diplomático entre Brasil e a Santa Sé

quinta-feira, dezembro 10th, 2009
A Santa Sé e o Brasil ratificaram acordo que regula suas relações, firmado no dia 13 de novembro de 2008, e que entra em vigor de imediato, informou a assessoria de imprensa do Vaticano – durante ato que contou com a participação do arcebispo Dominique Mamberti e o embaixador do Brasil na Santa Sé, Luiz Felipe de Seixas Correa.

O acordo, que regulamenta o “Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil”, consolida “os tradicionais vínculos de amizade e colaboração entre os dois países”, diz o comunicado.

O documento contém 20 artigos que abordam “vários setores, entre eles o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, o reconhecimento dos títulos de estudo, o ensino religioso nas escolas públicas, o matrimônio canônico, o regime fiscal”, precisa a nota.

Segundo o embaixador Seixas Correa, o “Brasil é o país com o maior número de católicos no mundo. Um país, um povo e um governo que reconhecem e valorizam a importante contribuição da Igreja Católica à nossa história”, declarou o embaixador.

O acordo regulamenta as relações com o país mais católico do mundo, com 125 milhões de fiéis num total de 186 milhões de habitantes.

E garante o ensino da religião nas escolas públicas, assim como dos demais credos, e havia sido assinado ano passado no Vaticano durante visita do presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva ao Papa Bento VI.

Fonte: Último Segundo

* Caminhamos para uma sociedade pós cristã… Qual a nossa posição?

domingo, dezembro 6th, 2009

Enquanto grande parte do mundo se move em direção ao laicismo, alguns comentaristas começam a falar de uma “sociedade pós-cristã”.

É verdade que os dias de proximidade entre o cristianismo e a sociedade é coisa do passado. Mas isso não significa – nem deveria significar – que o cristianismo é direcionado para uma existência marginal de “gueto”.

Foi, de fato, o cardeal Joseph Ratzinger (agora Bento XVI), quem escreveu na década de oitenta: “no longo prazo, nem a proximidade nem o gueto, para os cristãos, poderão resolver o problema do mundo moderno.”

Tendo em vista que a Igreja enfrenta uma cultura cada vez mais secularizada, e na qual tem a cada dia menos lugar para o cristianismo na vida pública, será a tarefa dos cristãos valorizar a consciência de criar as “minorias criativas”, que Bento XVI pediu que tragam a incidência moral ao discurso público.

E se assumirá uma voz contínua e clara da Igreja para ajudar na orientação destas discussões – não para a proximidade aberta do poder do Estado, mas para o pensamento ético na tomada de decisões cívicas.

A direção necessária da Igreja, em ajuda aos estadistas que podem melhorar o futuro com uma minoria criativa, em relação à moralidade, foi destaque no convite para um encontro de políticos católicos, que será realizado no Vaticano, no início de 2010.

Deixa-se claro com esta forma de atuar que agora é o momento para que os líderes católicos tomem uma posição, e o momento para que aqueles que são líderes católicos mostrem a importância de agir com consciência.

Formar consciências

O projeto não é novo para Bento XVI. De fato, em 2003, enquanto dirigia a Congregação para a Doutrina da Fé, publicou um documento sobre os católicos na vida política, que afirma: “o Magistério da Igreja não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos sobre questões contingentes”.

“Busca, no entanto – em cumprimento de seu dever – instruir e iluminar as consciências dos fiéis, especialmente aqueles envolvidos na vida política, de modo que suas ações possam sempre servir à promoção integral da pessoa e do bem comum “(III, 6).

Vimos recentemente a Igreja “instruir e iluminar” a consciência dos políticos, com o resultado de que uma minoria criativa – dentro do próprio partido que governa os EUA –, tem sido capaz de realizar uma verdadeira mudança.

Se considerarmos a Emenda Stupak sobre a legislação da saúde, na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, podemos ver o efeito que um homem de consciência pode ter em um tema de relevância nacional.

Esta emenda tem ajudado a moldar os fundamentos morais de uma lei, e tem conseguido uma vitória clara. Contudo, não seria possível colocá-la em vigor sem que houvesse a conscientização do homem que escreveu tal emenda, sem a presença da minoria criativa e sem o forte apoio dos bispos católicos.

A forte liderança de nossos bispos e o trabalho incansável de muitos leigos católicos certamente começam a valer a pena, como evidenciam as pesquisas.

Todavia ainda há trabalho a se fazer. Infelizmente, na primeira votação crítica sobre a saúde, no Senado, cada senador católico democrata votou para que a lei de saúde avançasse a um ponto além do que a conferência episcopal considerava moralmente aceitável.

A votação não só ignorou a orientação dos bispos, como também a vontade dos norte-americanos que, de acordo com uma pesquisa recente de Pew, se opõem ao aborto, como parte da reforma na saúde, em uma margem de 2 para 1 (55% contra 28% ). Em 1994, apenas 44% se opunham.

Término do prazo

O Senado ainda pode fazer a coisa certa, e a votação realizada há poucas semanas não deveria desanimar, mas sim motivar o ímpeto que vimos na Câmara e nos norte-americanos em geral.

Pode-se persuadir às pessoas para que façam o correto, e os anos de ensinamento católico constante sobre questões da vida devem valer para algo. Nenhuma votação no Senado pode apagar estas vitórias.

A visita de Bento XVI aos Estados Unidos pode ser outro excelente exemplo de apelo à consciência. Depois de um ano de sua visita, de acordo com nossa pesquisa, cerca de 1 a cada 2 americanos queriam escutar o que ele tinha a dizer sobre aborto.

Junte isso às suas declarações do ano passado nos Estados Unidos e à herança norte-americana dos direitos concedidos pelo Criador, e adicione o forte desejo de possuir uma guia moral adequada e, de repente, vemos que os americanos querem uma sólida liderança moral.

Todos nós também somos chamados a trazer nossa consciência para o público, para conseguir, por nosso exemplo moral, por nossa atuação moral, por nossa exigência, que os nossos líderes políticos façam o mesmo.

Formar a moral católica dos líderes políticos de hoje e de amanhã, para que sigam os ditames de uma consciência bem formada, é tudo que a educação católica deseja fazer.

Se conseguirmos isso, criaremos líderes políticos católicos que tenham um verdadeiro compromisso com a doutrina social católica – que não selecionarão nem escolherão quais elementos da tal doutrina querem seguir. Isso transformaria verdadeiramente a política, e os princípios poderiam ser entendidos como algo necessário na prática política, em vez de apenas nos programas políticos.

* * *

Carl Anderson.

Cavaleiro Supremo dos Cavaleiros de Colombo e autor best-seller do New York Times.

* 12 razões pelas quais crucifixo não viola liberdade.

sábado, novembro 21st, 2009

A verdadeira liberdade religiosa não é a liberdade da religião, afirma o historiador Martin Kugler, em resposta à decisão do Tribunal Europeu para os Direitos Humanos de eliminar os crucifixos das salas de aula das escolas italianas.

Kugler, diretor da rede de defesa dos direitos humanos Christianophobia.eu, com sede em Viena, ofereceu 12 teses que mostram o pensamento equivocado do tribunal que decidiu a favor de uma mãe ateia que protestou pelos crucifixos pendurados na escola dos seus filhos.

“O direito à liberdade religiosa pode significar somente seu exercício, não a liberdade de confrontar; o significado de ‘liberdade de religião’ não tem nada a ver com a criação de uma sociedade ‘livre da religião’”, explica.

“Eliminar à força o símbolo da cruz é uma violação, como seria obrigar os ateus a pendurarem este símbolo.”

“A parede branca também é uma declaração ideológica, especialmente se nos primeiros séculos não podia estar vazia”, afirma.

“Um Estado neutro com relação aos valores é uma ficção frequentemente utilizada com um objetivo de propaganda.”

Para Kugler, decisões como a do tribunal europeu atacam realmente a religião, ao invés de lutar contra a intolerância religiosa.

“Não se pode combater os problemas políticos lutando contra a religião – indica. O fundamentalismo antirreligioso se torna cúmplice do fundamentalismo religioso quando provoca com a intolerância.”

“A maior parte das pessoas afetadas gostaria de manter a cruz – declara. É também um problema de política democrática, dando descaradamente prioridade aos interesses individuais.”

Retomando os argumentos propostos pelo governo italiano em defesa dos crucifixos nas salas de aula, Kugler indica que “a cruz é o Logos da Europa; é um símbolo religioso, mas também muito mais que isso”.

Uma miragem

Em um debate com Die Presse, Kugler destaca outros dois elementos do debate Igreja-Estado.

Falar de um “Estado neutro na confrontação dos valores” é “simplesmente ingênuo, e o resultado é uma miragem. É como uma brincadeira”.

Um Estado neutro quanto aos valores? Contra a fraude e a corrupção? Contra a xenofobia e a discriminação? Diante dos pecados contra o meio ambiente e as conquistas sexuais no trabalho?” – pergunta-se.

E continua: “Um Estado que abençoa os neonazistas, permite a pornografia, favorece certas formas de ajuda ao desenvolvimento e outras não… tudo por valores neutros? Alguém está tentando nos enganar”.

O especialista também destaca um segundo ponto que merece mais atenção: a ideia segundo a qual uma esfera pública sem presença alguma da vida religiosa ou dos símbolos religiosos seria mais “tolerante” ou mais apropriada para a liberdade de consciência que uma que permite ou inclusive fomenta declarações de crença religiosa.

“Obviamente, os pais ateus podem sentir que seu filho é molestado pela cruz na sala de aula, mas é inevitável”, explica.

“Pode me incomodar também, ao entrar em uma agência dos correios, ver uma fotografia do presidente federal no qual não votei – continua. A influência, os sinais ideológicos, as presenças visuais – inclusive sexistas – existirão sempre e em todos os lugares.”

“A única pergunta é como e o que contêm.”

Neste sentido, Kugler afirma que o Estado “deve intervir somente de maneira muito moderada e, se o faz, não deve ser somente com proibições que reduzam a religião a um gueto”.

* Reação Italiana à proibição de crucifixos em salas de aula.

quinta-feira, novembro 5th, 2009

A Itália reagiu indignada a uma sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos segundo a qual a presença de crucifixos nas salas de aula constitui “violação da liberdade dos pais a educar seus filhos segundo suas convicções” e uma “violação da liberdade religiosas dos alunos”, escreveu “La Nación” de Buenos Aires.

A decisão é inteiramente acorde com o espírito e as finalidades escritas da União Européia (UE).

Porém, até agora, a UE vinha escondendo seu verdadeiro rosto anti-cristão e anti-europeu com artifícios verbais, textos legais obscuros e agindo de costas aos povos europeus. Desta vez, foi a católica Itália que percebeu a arapuca em que caiu.

Montando a reação popular o governo italiano apelou logo à subversiva sentença. “A presença do crucifixo na sala de aula não significa aderir ao catolicismo, mas é um símbolo de nossa tradição”, exclamou a ministra de Educação, Mariastella Gelmini. “Ninguém, nem sequer uma corte européia ideologizada conseguirá apagar nossa identidade”, advertiu, em aberta refutação ao tribunal europeu.

No ponto de partida do caso, em 2002, Soile Lautsi Albertin, cidadã nascida finlandesa processou a escola Vittorino da Feltre, de Albano Terme, pelo fato de não tirar os crucifixos. Ela alegou a laicidade do Estado.

Após sentenças e apelos, o tribunal administrativo regional do Veneto julgou que a escola estava no seu direito porque a Cruz é “o símbolo da história e da cultura italiana”. A decisão foi confirmada pelo Conselho de Estado em 2006.

Agora sete juízes da Corte Europeia cassaram as decisões da justiça italiana e deram ganho de causa à mulher, além de punir o Estado italiano com multa de 5000 euros. Foi a primeira sentença do Tribunal de Estrasburgo em matéria de símbolos religiosos.

Itália começa a abrir os olhos


“Estou desconcertado” disse o ministro de Justiça, Angelino Alfano. Roberto Calderoli, ministro para a Simplificação achou que “a corte européia acalcou nossos direitos, nossa cultura e nossos valores”, acrescentando que “os crucifixos permanecerão nas paredes de nossas salas de aula”.

“Sentença abstrata e falsamente democrática”, disse o ministro da Agricultura, Luca Zaia.

Até a oposição de centro-esquerda pronunciou-se contra o delirante acórdão. O novo líder do Partido Democrático, Pier Luigi Bersani, defendeu que “uma tradição antiga como o crucifixo não pode ser ofensiva a ninguém”. Pier Ferdinando Casini, da União do Centro Democrático, foi além: “o acórdão é conseqüência da timidez dos governantes europeus que se recusaram a mencionar as raízes cristãs na Constituição européia: o crucifixo é um símbolo da identidade cristã da Itália e da Europa”.

De fato, aderindo a dita Constituição – contida no Tratado de Lisboa – decisões como esta que crispa Itália são inevitáveis.

Muçulmanos e ateus rejubilam


Por sua parte, Adel Smith, presidente da União dos Muçulmanos da Itália, regozijou-se: “Num Estado laico não se pode oprimir as outras religiões exibindo um símbolo de uma certa confissão”. Obviamente ele não explicou o que teria sido desses juízes se tomassem uma decisão análoga num país onde vigora a sharia. Talvez, já nem se contariam no número dos vivos.

Também reagiu com euforia Raffaele Carcano, da União de Ateus e Agnósticos, que comemorou “uma grande data para o laicismo italiano”.

Um atentado contra a essência do povo italiano


Para o grande diário “Il Giornale” de Milão, a unificação européia “começou astutamente pela economia e pela moeda”.

Assim escondeu que ela era feita contra a força que “criou os povos: seus sentimentos, sua fé, seu espírito, sua história, tradições, valores”.

Mas, agora chegou o momento mais difícil para a UE: tocar adiante sua utopia igualitária passando o trator nos símbolos visíveis da religião.

Na Itália, acrescentou, isso significa atacar a arquitetura, a pintura, os crucifixos, as imagens de Nossa Senhora que fazem parte de “tradições de um país que se alimentou, ao longo dos séculos, da beleza do Evangelho.

“Seria impossível imaginar um São Francisco de Assis sem a doce paisagem da Umbria, um São Bento sem a ordenada gravidade das terras romanas, um Rafael sem a apaixonada contemplação da Virgem Maria. Hoje quer se tirar o crucificado das escolas públicas… Mas também milhares de capelinhas de Nossa Senhora que protegem os viajantes nos cruzamentos das estradas estão em locais ‘públicos’; logo alguém quererá que sejam eliminadas”.

Se prevalecer o critério da UE então “nenhum povo seria um povo”. Mexer com os costumes religiosos significa mexer com a alma dos povos. É uma coisa perigosíssima”.

Eclesiásticos apóiam unificação anti-cristã


O jornal relembra que até eclesiásticos tiveram um papel de destaque impulsionando os fiéis a aprovar o processo de unificação européia.

Aliás, recentemente, o episcopado irlandês empurrou os católicos a aprovarem o Tratado de Lisboa, ou Constituição Européia, aduzindo que os direitos religiosos dos católicos estavam suficientemente garantidos.

Bispos irlandeses visitam Parlamento Europeu.


A decisão de Estrasburgo patenteia que essa promessa não foi mais do que uma fraude. De fraudes, aliás, está pavimentada a estrada de dita unificação.

O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé reagiu dizendo que “o crucifixo sempre foi um sinal de oferenda de amor de Deus e de união e acolhida para toda a humanidade. É uma pena que seja considerado como um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade.”

Infelizmente, nada indica que palavras como essas possam reverter o quadro presente, sobre tudo se comparadas a outras que habilidosa e continuadamente confortam o processo nivelador da UE.

Itália precisa sair da espiral infernal da UE

Na editorial do dia 4 de novembro, o mesmo jornal insistiu que a decisão põe Europa na estrada de abolir igrejas, conventos, catedrais, obras de arte e literatura que contenham uma Cruz. A “estupidez da sentença é agravada pelo desconhecimento dos valores do cristianismo”, diz o editorial. Os juízes, para serem coerentes vão ter que banir campanários, catedrais, monastérios, capelas e tudo aquilo que em locais públicos está exposto aos olhares das crianças.

O próprio ensino da língua, da história e da filosofia italiana é impossível sem a referência à Cruz cristã. São Francisco, Dante e Manzoni, para citar alguns dos maiores, deveriam ser censurados nos livros de texto.

Para “Il Giornale” estamos diante de um problema psiquiátrico mais do que político ou religioso. Como conclusão, o jornal pergunta se não seria o caso de “fechar o manicômio de Estrasburgo”, sede do tribunal.

A conclusão sem dúvida reflete a apaixonada oposição suscitada pelo acórdão. Mas, no resolve o problema.

Os países europeus foram ludibriados pela UE. Esta foi construída com base numa filosofia ‒ a da Revolução Francesa que gerou a “Declaração Universal dos Direitos Humanos” ‒ toda ela voltada contra o cristianismo e a Igreja Católica. Enquanto essa filosofia igualitária, liberal e anticristã continue em pé, de pouco adiantam os nobres e justos impropérios expressados, por exemplo, pelo “Il Giornale”.

***
Cegueira promovida pela ideologia laicista.

Se  a ” moda ” pega,vão ter que derrubar tudo que é símbolo artistico,cultural e religioso,geralmente católico,presente de forma tão intensa da Europa e em todo mundo ocidental.
Embora pareça distante,uma decisão desta magnitude repercute com força atômica no Brasil e dá ânimo para os laicistas desta terra da Santa Cruz.

Lembro da luta do Papa para que se fizesse referência`as raizes cristãs na constituição européia,posição rechaçada à epoca em nome “da laicidade” dos estados europeus.

Vê -se os frutos !

Pílula abortiva aprovada na Católica Itália

sexta-feira, julho 31st, 2009

A Agência Italiana dos Fármacos (Aifa) autorizou na noite de quinta-feira (30) o uso da pílula abortiva( conhecida aqui no Brasil como Pílula do dia seguinte) no país, apesar dos protestos da Igreja Católica.

Membros do governo centro-direitista de Silvio Berlusconi também pressionaram a Aifa a não autorizar o uso da pílula.

Desde 1978, o aborto é legal na Itália nos primeiros 90 dias de gestação, sem necessidade de justificativa, ou até a 24ª semana, caso haja malformação fetal ou risco à vida da mãe. Por lei, todos os abortos devem acontecer em um hospital.

Desenvolvida no começo da década de 1980 na França, a substância mifepristone, ou RU-486, já é comercializada livremente nos EUA e em quase toda a União Europeia, exceto em alguns países mais católicos, como Portugal, Irlanda e, até esta semana, a Itália.

Usada para interromper gestações de até 49 dias, a pílula é comercializada nos EUA pelo laboratório Danco sob a marca Mifeprex, e fora dos EUA pela francesa Exelgyn, sob a marca Mifegyne.

Simpatizantes da liberação dizem que ela não contraria a atual lei italiana. “Se uma mulher não pode ser convencida a evitar um aborto, devemos aceitar um método menos invasivo e doloroso”, disse a ministra da Saúde, Giorgia Meloni, de 32 anos, acrescentando que ela pessoalmente “jamais faria um aborto”.

A Aifa estipulou que a pílula só pode ser administrada em hospitais, mas críticos dizem que, com a liberação, algumas mulheres deverão abortar em casa, sem assistência médica.

“Intrinsecamente significa que as mulheres farão abortos em casa, porque o momento da expulsão (do feto) não é previsível”, disse Eugenia Roccella, dirigente do Ministério da Saúde, ao apresentar nesta semana um relatório anual sobre abortos, antes da decisão da Aifa.

Ela disse que a autorização estaria sendo “fortemente patrocinada por políticos”, e questionou a segurança do método.

Em 2005, cinco mulheres morrearam nos EUA e no Canadá por causa de uma rara infecção bacteriana, depois de usarem a pílula. Recentemente, pesquisadores dos EUA descobriram que a administração oral em conjunto com antibióticos, em vez da administração vaginal, reduz o risco de infecção.

O Vaticano, contrário a todas as formas de aborto, por considerar que a vida começa na concepção, diz não haver diferença entre a pílula e o aborto cirúrgico.

“Primeiro o aborto foi legalizado para que parasse de ser clandestino, mas agora os médicos estão lavando suas mãos e transferindo o ônus da consciência para as mulheres”.

A pílula abortiva já vinha sendo administrada experimentalmente em algumas regiões italianas. Com a decisão da Aifa, ela passa a ser legal em toda a Itália.

Fonte: O Globo on line

***

Veja também a noticia abaixo,publicada pela Agência Zenit.

Vinte e nove mulheres morreram no mundo pelo consumo da pílula Ru486, mais conhecida como a “pílula do dia seguinte”.

Assim assegurou a subsecretária do Ministério da Saúde, Eugenia Roccella, no momento em que a Agência Italiana de Fármacos (AIFA)aprova a pílula.

As declarações foram publicadas na edição desta quinta-feira deL’Osservatore Romano. Roncella explicou que as mortes foram causadas pelos efeitos colaterais do fármaco, confirmando um dado que começou a circular há várias semanas, ainda que originalmente foi classificado pelo respeito à intimidade.

O dado está contido na relação que a fábrica produtora da pílula, Exelgyn, enviou ao Ministério, o qual, por sua vez, o remeteu ao comitê técnico-científico da AIFA.

Este último se expressa favoravelmente sobre a comercialização da RU486.

***

O Brasil é o pais de maior população Católica do Mundo,porém o país mais católico do mundo proporcionalmente falando é a Itália que ,infelizmente, falhou na tentativa de não aprovar essa pílula.

Lamentável!

Impressiona a letargia de nosso povo Católico que – de maneira geral- não se mobiliza e não vai à luta ( no bom sentido) para defender aquilo que acredita!

Os politicos nos representam!! ou deveriam..

Cristãos e Muçulmanos unidos pela liberdade religiosa

quinta-feira, julho 30th, 2009

Como cristãos e muçulmanos afirmamos que somos cidadãos ‘e’ crentes, não cidadãos ‘ou’ crentes.Estamos chamados a trabalhar lado a lado de forma adequada com os Estados aos quais pertencemos sem subordinar-nos a eles”: assim afirma o documento final do encontro entre cristãos e muçulmanos, com o lema “Ser cidadão da Europa e pessoa de fé”, que terminou hoje em Malinas (Bélgica), organizado pelo Comitê para as Relações com os Muçulmanos na Europa das Conferências de Bispos Europeus (CCEE) e pelo Conselho das Igrejas Européias (KEK).

A Europa, afirma o comunicado, “está submetida a um processo de profunda transformação, e está emergindo uma sociedade plural, inter-étnica, intercultural e inter-religiosa”.

Em alguns Estados, lamenta, “detecta-se um processo que está levando a relegar a religião cada vez mais à esfera privada”, inclusive chegando à marginalização do espaço público, chegando à erradicação de todo tipo de manifestação pública da fé.

Diante disso, o comunicado afirma a importância do princípio de integração, que “nunca deveria envolver a renúncia a nossas identidades religiosas, como mostrar símbolos religiosos em lugares públicos, ou neutralizando as festividades religiosas pretextando que poderiam ferir a sensibilidade de outros crentes”.

Por outro lado, afirma-se a importância do direito à liberdade de consciência, a mudar ou abandonar a própria religião, a mostrar e defender em público as próprias convicções religiosas sem ser ridicularizado ou intimidado por preconceitos ou estereótipos.

Outro dos pontos do comunicado se refere ao clima de entendimento desejável entre ambas comunidades, e se insiste no diálogo, que consiste mais em escutar que em falar, em aprender a curar as feridas das divisões causadas por conflitos passados, para ser “embaixadores de reconciliação”.

Para isso, é necessário conhecer-se mutuamente, para o qual os participantes do encontro propõem permitir a entrada de igrejas e mesquitas a visitantes de outras comunidades, assim como encontros acadêmicos que favoreçam o conhecimento mútuo.

Também propõem a condenação de qualquer uso da violência em nome da religião, assim como formas hostis e militantes de secularismo que criam discriminação entre os cidadãos e não dão espaço às crenças e práticas religiosas.

“Nosso desejo para as gerações futuras é que vivam em harmonia e paz com suas diferenças religiosas e que trabalhem para o progresso da sociedade. O diálogo inter-religioso tem de começar a ser o clima onde as crianças e jovens aceitam o outro e suas diferenças.”

Por Inma Álvarez

***

Se tenta de todas as formas enquadrar a religião ao fórum íntimo.

Na verdade a fé é intima porém sua vivência,suas expressões e seu campo de ação não se resume ao “crente”,mas a sociedade!

Os cidadãos que sutentam o Estado tem fé!,tem religião! O Estado é Laico,porém o Estado existe em função dos cidadãos.Ele não existe em função de si mesmo.

Não existe Estado sem pessoas mas existem pessoas sem Estado,que é fruto da evolução civilizatória.

A Espanha é no Piaui.Laicismo mostra sua cara.

domingo, junho 28th, 2009

Piauí pode ser o primeiro estado obrigado a tirar santos de repartições

O Piauí poderá ser o primeiro Estado do Brasil em que os gestores públicos podem ser obrigados a retirar das repartições públicas os símbolos religiosos lá existentes.

Tramita nesse sentido uma representação junto ao Ministério Público Estadual, assinada por 14 organizações da sociedade civil, dentre elas, Católicas pelo Direito de Decidir, Matizes, Liga Brasileira de Lésbicas. O Ministério Público Estadual marcou para a próxima terça-feira (30/06), uma audiência pública, para discutir o assunto. O evento acontecerá a partir das 9h, no Auditório do próprio MPE.

Foram convidados os chefes dos poderes públicos estadual e municipal (de Teresina) e representantes da sociedade civil. Segundo o Promotor de Justiça Edilsom Farias, o objetivo dessa Audiência é sensibilizar os gestores públicos a, espontaneamente, retirarem os símbolos religiosos, templos e capelas hoje existentes em órgãos como o DETRAN, a Assembléia, a PM/PI, a Secretaria da Educação, uma vez que o art. 19, I da Constituição Federal veda expressamente essa prática. Caso os gestores insistam em manter os simbolos, o Ministério Pùblico ajuizará uma ação civil pública, pleiteando que o Judiciário determine a retirada.

Para Lúcia Quitéria (da Ong Católicas pelo Direito de Decidir), a intenção das 14 entidades que protocolaram a representação junto ao MPE é tão somente fazer cumprir o texto da Constituição Federal que abraçou o princípio do Estado Laico. “Nossa luta é em defesa do fortalecimento da democracia, da liberdade de crença. Somos 14 entidades, das quais participam católicos, evangélicos, espíritcas, agnósticos e adeptos de religiões de matriz africana. Eu mesma sou católica, mas não acho correto que os órgãos públicos sejam ocupados por símbolos de minha religião, finaliza.

Fonte: http://www.portalaz.com.br/noticia/cidades/138749_piaui_pode_ser_o_primeiro_estado_obrigado_a_tirar_santos_de_reparticoes.html

***

Esta semana postamos sobre isso nos referindo à Espanha.

Basta vê quem estar por detrás desta iniciativa para se perceber onde se quer chegar.

Na verdade, em nome da defesa do “Estado laico” se postula o Estado Ateu,materialista.

A Igreja não quer ocupar o lugar do Estado,por isso defende a laicidade,a separação legitima e necessária do Estado e da Igreja,respeitando suas respectivas competências.

Hoje se defende a retirada dos símbolos religiosos (Católicos) na mesma linha de raciocínio em que se afirma a aprovação do aborto e tenta se impedir a participação dos católicos e cristãos na discussão afirmando que o assunto é de natureza “não religiosa”,já que o estado é leigo e que por isso os argumentos “religiosos”não são válidos.

A tendência é que a “moda” pegue.

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
setembro 2010
D S T Q Q S S
« ago    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930