Artigo da ‘Evangelização’ Categoria

* Padre Loring, AOS 89 ANOS. Incansável!… A propósito, qual a sua idade?

terça-feira, março 2nd, 2010
O padre Jorge Loring S.J. é incansável. Aos seus quase 89 anos, tem feito da internet seu púlpito. Trabalha 12 horas por dia. Nesse último ano esteve seis meses na América dando palestras e conferências pela metade do continente, além de participar de programas de rádio e televisão.

Acaba de publicar “Mais de 200 respostas de perguntas que você tem feito sobre a fé, a moral e a Doutrina católica” (Vozdepapel), onde aborda as principais e repetidas preocupações e dúvidas, e suas adequadas respostas às mais de 50 mil perguntas que lhe fizeram através da internet nos últimos anos. E continua a responder a todas as perguntas em jorgeloring@gmail.com.

–Quando e por que o senhor viu a necessidade de utilizar as novas tecnologias para a evangelização?

–Padre Loring: Porque penso que devemos aproveitar os avanços da tecnologia para evangelizar. Por isso comecei a utilizar a internet assim que começou, faz uns 10 anos. Quando, nos jogos Olímpicos de Atlanta (EUA), um terrorista colocou uma bomba, eu descobri que ele aprendeu a fazer bombas pela internet, e eu disse: “A internet serve para fazer terroristas, por que não serviria para fazer católicos?”. E assim foi. Tenho recebido e-mails de ateus e protestantes que abraçaram a fé católica depois de ler meu livro. Com a ajuda de Deus!

–Então, poder-se-ia dizer que o senhor foi um dos primeiros sacerdotes a utilizar a internet?

–Padre Loring: Possivelmente. Mas não me consta ser o primeiro.

Quantas perguntas e preocupações foram respondidas nesses anos?

–Padre Loring: Mais de cinquenta mil.

Quantas horas dedica ao dia para respondê-las?

–Padre Loring: Quando não estou viajando, umas dez horas ao dia. Muitas perguntas eu respondo assim que chego. Outras tenho de pensar quando me dirijo à missa, pois em meu escritório não paro de escrever. Não sei tudo. Às vezes consulto os companheiros jesuítas de minha comunidade ou mesmo pergunto para algum especialista do tema. Muitas vezes já tenho escritas: copio, colo e mando. Pois muitas perguntas se repetem.

Quais são as dúvidas mais comuns: fé, moral ou doutrina?

–Padre Loring: As de moral. Muita gente têm preocupações de consciência. Precisam de orientação. Talvez o anonimato da internet as ajude. Também são frequentes as perguntas sobre textos bíblicos. Por isso publiquei um livro chamado “Os Evangelhos com 2.000 dúvidas resolvidas” (Planeta+Testimonio).

Qual é a preocupação comum e mais “universal” que já perguntaram?

–Padre Loring: As relacionadas com acusações de protestantes sobre a Igreja Católica. Muitos internautas são da América Latina, e ali estão invadidos por seitas que os enganam com mentiras.

Qual a resposta mais difícil de responder?

–Padre Loring: As dos casados na Igreja, divorciados, e que voltaram a se casar que desejam comungar. Nem sempre se pode dizer o que eles gostariam de ouvir.

Outra questão é o controle da natalidade. Existem muitos matrimônios nos quais não querem mais ter filhos, e quando é dito a eles que a solução é o método de Billings, não confiam. Contudo, está provado que o método de Billings é o mais seguro, saúdavel, barato, simples e mais moral.

–O senhor tem 88 anos, e em breve completa 89. Na sua idade não gostaria de estar felizmente aposentado?

–Padre Loring: De forma alguma. O que peço a Deus é ser útil até a última hora.

–O que mantém o senhor com essa vitalidade?

–Padre Loring: Creio que o sacerdote deve evangelizar enquanto não está impossibilitado. Agora tenho vários projetos apostólicos que acredito ser de muita glória para Deus. Peço a Deus que me mantenha vivo até que os realize.

Entre outros estou gerenciando a tradução para o chinês de “Para Salvar-te”, por um professor de Xangai. Quando estiver pronta, penso em colocá-la na internet para que todos os chineses possam ler gratuitamente. Certamente que alguns, ao se informar sobre a religião católica, abraçarão nossa fé.

Quando viu que em sua vocação sacerdotal estava também sua vocação de divulgador?

–Padre Loring: Desde quando eu era um jovem estudante jesuíta comecei a falar em quartéis e prisões. Como jesuíta, me mandaram falar para quinze soldados de um quartel. Minhas pernas tremiam debaixo da batina. Hoje, se eu estiver diante de três mil homens ou de câmeras de televisão fico tão tranquilo como quando eu escrevo.

–Quantos livros foram vendidos de seu famoso “Para Salvar-te”?

–Padre Loring: Mais de 1,3 milhão na Espanha. Além de ter edições no México, Equador, Peru e Chile. E foi traduzido para o inglês em Los Angeles (Califórnia), para o árabe no Cairo e para o hebreu em Jerusalém, hoje está sendo traduzido para o russo em Moscou e para o chinês em Xangai.

Continuam convidando o senhor para conferências na América?

–Padre Loring: Há muito tempo vou todos os anos. Em 2009 dediquei à América seis meses, e dentro de dois meses voltarei. Será minha 77ª travessia do Atlântico. O ano passado dei conferências em Miami, San Diego, doze cidades do México, Bogotá, Medellín e Lima. Agora volto a repetir algumas e participarei em novas cidades.

Quantas pessoas o senhor calcula que já falou diretamente ao longo de sua vida?

–Padre Loring: Creio que centenas de milhares, pois fiz milhares de palestras e em muitas delas foi superado o número de mil espectadores. Tenho fotos de enormes auditórios e teatros, universidades, fábricas, etc. Durante vinte e cinco anos fiz palestras mensais em três grandes fábricas navais da Baia de Cadiz, de 3 a 4 mil trabalhadores em cada uma, com participação de 90% dos trabalhadores.

–Qual é para o senhor a atividade apostólica mais importante que já teve?

–Padre Loring: Minhas intervenções na televisão norte-americana EWTN, da Madre Angélica, onde gravei quarenta episódios de meia hora, que se repetem faz anos, são transmitidos semanalmente e, segundo me disseram, 80 milhões de pessoas assistem em toda a Hispanoamérica.

Zenit

* Renascer foi notícia na Rádio Vaticana.

domingo, fevereiro 21st, 2010

Um carnaval inesquecível para milhões de brasileiros. Foi a experiência de muitos fiéis católicos que, durante o período da folia, optaram por um retiro espiritual. Em diferentes cidades do Brasil, foram organizadas iniciativas de espiritualidade e reflexão, ao embalo de música, pregações e propostas de solidariedade.

Um elemento comum às diferentes opções de retiro foi o encerramento com um convite a viver uma Quaresma diferente em busca da “alegria que não passa”.

Os números revelam o sucesso das iniciativas, seja pela quantidade de público presente, lotando auditórios e ginásios pelo país afora, que pelos frutos de serviço e solidariedade que já se podem contabilizar.

Em Brasília, 25 mil pessoas estiveram reunidas no ginásio Nilson Nelson, no chamado “Rebanhão”, retiro espiritual, em sua 24ª edição, organizado pela Renovação Carismática local. A celebração eucarística conclusiva contou com a presença do Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz.

No Rio de Janeiro, terra por excelência do carnaval, também inúmeras opções de retiros foram oferecidas aos fiéis em diferentes recantos da cidade com milhares de participantes. Algumas iniciativas tiveram a presença do Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, que destacou, por onde passou, a necessidade de viver a Quaresma experimentando e testemunhando o amor de Deus, fonte da verdadeira felicidade.

Em Fortaleza, conhecida como a “cidade dos retiros de carnaval”, o ginásio Paulo Sarasate recebeu 40 mil pessoas, entre as quais 800 crianças, durante três dias de “Renascer”, retiro espiritual organizado há 24 anos pela Comunidade Católica Shalom.

Alguns frutos concretos, além das “vidas transformadas”, também já se podem ver, como no caso do “Renascer” de Fortaleza. A solidariedade foi um ponto forte da iniciativa cearense, já que mais de 140 bolsas de sangue foram arrecadadas pelo Hemoce (Centro de Hematologia do Ceará), além do cadastramento de vários potenciais doadores de medula óssea.

As vítimas do Haiti também tiveram a atenção dos organizadores e participantes: mais de uma tonelada de alimentos foi recolhida para socorrer a população haitiana.

“A população acolheu o evento como uma opção para viver um carnaval diferente – afirma Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom, que organiza o Renascer. Esta é a grande experiência do retiro: a alegria que vem do coração de Deus. Não é uma alegria passageira, mas uma alegria que não passa. Tudo passa, mas Deus fica para sempre”.

Fonte : Rádio Vaticana

* Igreja tenta alcançar a juventude no mundo digital para evangelizá-la !

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010
Por Padre John Flynn, L.C.

Quem disse que a Igreja não está caminhando para o mundo moderno? Em sua recente mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, Bento XVI anima os sacerdotes a se comunicarem através dos meios digitais.

“Na verdade, o mundo digital oferecendo meios que permitam uma capacidade da expressão quase ilimitada, abre importantes perspectivas e atualiza a exortação paulina: Ai de mim se não pregar o Evangelho!’”, comentava o Papa.

Alguns dias antes de se divulgar a mensagem ao público, em 21 de janeiro, um estudo da Kaiser Family Foundation mostrava a importância da Igreja estar presente nesses meios de tão rápido desenvolvimento.

Generation M2: Media in the Lives of 8 to 18 Years Old (Geração M2: Os media nas Vidas dos de 8 aos 18 anos) foi a terceira de uma série de enquetes em grande escala da fundação sobre o uso dos meios de comunicação pelos jovens.

Foi revelado que hoje as pessoas de 8 aos 18 anos dedicam, em um dia normal, uma média de 7 horas e 38 minutos utilizando meios de comunicação, o que soma mais de 53 horas por semana. Mas esse número não é nem sequer completo, posto que muitos deles usam mais de um meio de comunicação ao mesmo tempo. Se o consumo conjunto de meios de comunicação for contado de forma separada, dedicam um total de 10 horas e 45 minutos por dia.

O relatório se baseava em uma pesquisa realizada com uma amostra representativa nacional, nos EUA, de 2.002 estudantes do terceiro ao décimo ano, de 8 até 18 anos. Além disso, um subgrupo selecionado de 702 entrevistados fez um diário de 7 dias sobre o uso dos meios de comunicação, que foi usado para calcular a cifra de consumo.

Fazendo uma comparação com a última enquete realizada em 2004 pela Kaiser Family Foundation, o volume de tempo dedicado aos meios aumentou nos últimos cinco anos em 1 hora e 17 minutos por dia.

A pesquisa identificava ainda a revolução nos meios móveis e online como uma das principais causas do aumento da utilização dos meios de comunicação. Nos últimos cinco anos o tempo dedicado à leitura diminuiu ligeiramente em comparação com o tempo crescente dedicado aos meios digitais.

Meios móveis

A pesquisa observa que o adolescente intermediário nessa faixa etária de 8 a 18 anos utiliza seu telefone celular todo dia. Agora, programas de TV podem-se ver através de um celular ou um computador portátil.

Segundo a pesquisa, 20% do consumo de mídia no grupo estudado teve lugar através de dispositivos móveis, e quase uma hora é dedicada ao conteúdo “visual” como programas de TV, que agora são vistos através do computador e outras formas de transmissão.

O consumo de meios de comunicação pelos jovens foi facilitado ao se ter acesso aos mesmos em seus dormitórios. Não menos de 71% dos pesquisados de 8 a 18 anos tinham uma televisão em seus quartos. Além disso, a metade tem videogame (50%) ou televisão a cabo (49%), e um terço, computador (36%) e acesso à internet (33%) em seus quartos.

Além disso, nesses 5 anos, a porcentagem dos jovens entre 8 e 18 anos que possuíam computador portátil subiu de 12% para 29%, enquanto que os proprietários de um telefone celular passaram de 39% para 66%. Os que tinham um Ipod ou outro reprodutor de MP3 passaram de 18% para 76%.

Uma outra característica do uso dos meios de comunicação por parte dos jovens foi o enorme salto que teve no grupo de idade entre 11 e 14 anos. Os jovens dessa faixa etária aumentaram em mais de três horas ao dia no tempo dedicado aos meios de comunicação – um aumento de quatro horas ao dia no total, se contar o uso múltiplo.

Essa mudança significa que, no total, o grupo de idade entre 11 e 14 anos dedica 8 horas e 40 minutos ao dia utilizando os meios de comunicação. Em relação à atividade física, a pesquisa afirmou que, ao contrário da crença popular, o jovem que utiliza os meios de comunicação não significa ser sedentário em relação aos exercícios físicos.

Já em matéria de resultados acadêmicos, as notícias não são das melhores. As crianças que mais usam os meios de comunicação tendem a tirar notas mínimas ou ruins em relação às outras crianças.

Segundo os resultados da entrevista, 47% dos que mais tempo dedicavam à mídia diziam que normalmente tiravam notas mínimas ou ruins, comparados com 23% dos que usam pouco os meios.

Além disso, essa correlação entre o uso da mídia e as notas é constante quando se leva em conta fatores como idade, sexo, a baixa escolaridade dos pais. Ao mesmo tempo, os autores do estudo afirmam que sua pesquisa não pode estabelecer se há uma relação de causa e efeito entre o uso da mídia e as notas.

Ao tratar da questão da felicidade e do uso dos meios de comunicação, a pesquisa revela que a grande maioria dos jovens tende a afirmar um alto indíce de contentamento. No entanto, aqueles que são menos felizes dedicam mais tempo à mídia que aqueles que estão mais acima na tabela que mede a felicidade. Tal como os resultados acadêmicos, a pesquisa indicava que não foi determinante se existe uma relação de causa e efeito entre o uso dos meios e a felicidade pessoal.

Regras

Outra dimensão do uso da mídia por parte dos jovens examinada pela pesquisa era o tema do controle dos pais. Para começar, a entrevista revelou que muitos jovens vivem em casas onde a televisão fica ligada durante as refeições e muitas vezes fica ligada mesmo independente de se estar assistindo ou não.

Foi pedido aos estudantes que informassem se seus pais fixavam regras para as diversas formas de meios de comunicação. A maioria afirmou que não tinha nenhuma regra sobre o tipo de conteúdo dos meios e que podia utilizá-los o quanto quisesse. Uma exceção foi que 52% afirmaram que tinham normas sobre o que podiam fazer com o computador.

Menos da metade, 46%, afirmou que tinha regras sobre o que é permitido ver na televisão. Para os videogames e a música, a porcentagem era de 30% e 26% respectivamente.

No geral, é mais provável que os pais restrinjam o tipo de conteúdo que seus filhos podem consumir do que a quantia de tempo que podem utilizá-los. Assim, 46% dos meninos responderam que tinham regras sobre o que podiam ver na televisão, em comparação com 28% que tinham regras sobre quanto tempo poderiam assisti-la.

Entretanto, os pais fazem cumprir as normas de modo mais restrito às crianças menores.

Quanto aos maiores, a aplicação das normas cai consideravelmente. Nos grupos dos maiores, somente 12% informaram que tinham normais sobre os jogos de videogame ou a música. E 26% tinham regras sobre o que podiam ou não ver na TV.

Em sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa expressava seu desejo de que os sacerdotes, os homens e mulheres consagrados usassem aos meios de comunicação para permitir que a mensagem de Deus caminhe pelo mundo digital, de modo que Nosso Senhor possa bater à porta de nossas casas e de nossos corações e entrar em nossas vidas.

Uma nova forma de responder ao mandado de Cristo de pregar o Evangelho até os confins da Terra, seja física ou virtualmente.

* Coréia do Sul: Testemunho de um missionário Católico.

sábado, fevereiro 6th, 2010

 Pe. Álvaro, pároco e fiéis da paroquia de Wasudong

A Igreja Católica da Coreia do Sul é tipicamente diocesana, caracterizada pela abundância de vocações e o crescente número de novas paróquias.

Quanto à percentagem de católicos, está já nos 10%, ou seja, um entre 5 coreanos é católico. Em várias dioceses, incluindo a nossa de Incheon, são muitas as paróquias com dois sacerdotes para um número de fiéis que não ultrapassa os 3 mil. Em Seul há paróquias com 3 sacerdotes para cerca de 8 mil fiéis.

No passado dia 12 de Janeiro deste ano, o bispo de Incheon ordenou 29 novos sacerdotes, dos quais só cindo são religiosos, e 19 diáconos (dois deles religiosos).

A vida religiosa e missionária é ainda muito desconhecida pela maior parte dos fiéis coreanos; ao mesmo tempo, restam poucos dos muitos missionários que há 50 e 60 anos atrás trabalharam arduamente nesta nação. Ao mesmo tempo, apesar do número de missionários que trabalham no estrangeiro ter aumentado nestes últimos anos, a vertente missionária da Igreja sul-coreana é ainda muito “pobre”.

Basta notar que os missionários protestantes são mais de 11 mil, contra os cerca de 680 católicos.

É neste contexto que a nossa presença missionária se insere e justifica. Os Missionários da Consolata chegaram aqui a 29 de Janeiro de 1988. São três as áreas da nossa actividade: animação missionária e vocacional, diálogo inter-religioso e trabalho com os mais pobres (actualmente, temos uma comunidade dedicada à assistência dos emigrantes ilegais).

Um dos elementos fundamentais da nossa actividade missionária é a revista “Consolata”, da qual sou editor. Nasceu em Abril de 1995, com o objectivo de trazer a missão universal da Igreja e do nosso Instituto ao coração e interesse dos sul-coreanos. No verão de 1998, um ano e meio após a minha chegada à Coreia, foi-me atribuída a direcção da revista. Como tal, contamos com a colaboração de tradutores, sem os quais seria impossível elaborá-la.

A revista apresenta um leque variado de temas, que vão desde a apresentação de países onde a Igreja está presente até várias experiências de missionários, passando por assuntos de carácter ético e sociocultural à apresentação do nosso carisma. Temos também um boletim, dado que a revista é bimensal; do trabalho editorial fazem também parte o calendário missionário e o livro de meditações para a Quaresma.

A partir deste ano temos também a colaboração dos nossos primeiros missionários da Consolata coreanos, ordenados a 8 de Outubro de 2009. O Pe. Martinho está em Espanha, enquanto que o Pe. Pedro foi destinado ao Brasil.

Sou também o responsável pela angariação de novos benfeitores e assinantes da revista. Exerço também o meu sacerdócio através da colaboração numa paróquia aos domingos, na paróquia internacional com a missa em português para a comunidade brasileira, numa outra paróquia com a missa em inglês e em três comunidades religiosas. Mas é com a revista que ocupo a maior parte do meu tempo. Esta oferece-me, por um lado, a possibilidade de comunicar e partilhar a missão com os nossos benfeitores e, por outro, o de aprender mais sobre a missão, através do exemplo de outros missionários e do contacto com os amigos coreanos que ao longo destes 13 anos Deus me foi oferecendo. É de salientar o interesse e amor com que os nossos benfeitores sempre nos apoiaram.

Destaco a “campanha missionária” que lhes apresentamos uma ou duas vezes por ano na revista: com eles apoiamos projectos vários do nosso Instituto, desde a África à América Latina, passando pela Mongólia.

Não me canso de agradecer a Deus pelo dom da missão na Coreia, um desafio mais fascinante que difícil.

Pe. Álvaro Pacheco, IMC

* Será verdade a afirmação de que os missionários destruiram as culturas locais?

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010
Por Pe. Piero Gheddo*

Em 1970, visitei, no México e na Guatemala, os lugares em que floresceu a civilização dos maias, um dos povos que a conquista colonial de 1500 submeteu à Coroa da Espanha e depois converteu ao cristianismo.

Com o supervisor dos combonianos mexicanos, que estava procurando uma missão entre os indígenas, visitamos algumas dioceses dos Estados de Yucatán e Chiapas, e as ruínas e pirâmides maias em Chicen-Itza, Uxmal, Palenque e Tikal, na selva tropical; admirei os restos da arte maia nos museus de Mérida e de Campeche. Fiquei positivamente impressionado com esta grande civilização, já desaparecida.

Não sei se já viram o filme “Apocalypto”, produzido pelo famoso ator Mel Gibson (o do filme “A Paixão de Cristo”), que explica como era a civilização dos maias antes do encontro com os conquistadores espanhóis.

Acho que ele dá uma ideia muito precisa de como era a vida cotidiana na civilização maia, considerada a mais refinada das culturas americanas pré-hispânicas.

Os críticos coincidem ao dizer que o filme é exagerado na descrição de corpos estripados, cadáveres rodando pelas escadarias das pirâmides ou dos templos, corações extraídos dos corpos recém-assassinados e devorados ou oferecidos às divindades, cenas de violência e de crueldade cotidiana, comumente aceita como costume tradicional.

No entanto, esta era a realidade de uma civilização ainda não suavizada pelo encontro com a mensagem do Evangelho e do exemplo de Cristo.

Nestes dias, chegou às minhas mãos o fascículo de uma revista que explica brevemente a evangelização dos povos latino-americanos e condena os missionários que destruíram as culturas locais, citando e quase sentindo saudade das culturas inca, maia e asteca.

A cultura moderna idealizou as “culturas” tradicionais dos povos, imaginando um mundo paradisíaco, antes que a conquista europeia levasse a guerra, a violência, a escravidão e o massacre de populações indefesas.

A realidade é bem diferente desse clichê comum do “politicamente correto”.

Como documentam numerosas investigações históricas recentes (nas quais se baseia o filme “Apocalypto”), estas culturas pré-hispânicas da América Latina praticavam religiões que prescreviam sacrifícios humanos aos deuses do seu Olimpo e em suas sociedades a vida cotidiana se expressava em numerosas formas de violência inumana contra o homem e a mulher. Por outro lado, os sacrifícios humanos estavam muito difundidos na civilização pré-cristã em qualquer continente.

Civilizações que alcançaram altos níveis de arte, filosofia, poesia, arquitetura, pintura, artesanato, engenharia, mas nas quais a pessoa humana individual não tinha em si valor algum, era simplesmente um entre tantos elementos do mundo criado.

Na civilização pré-cristã, existiam várias formas de solidariedade familiar, tribal, nacional, mas a solidariedade como próximo, com todo o próximo, não era jamais universal.

Na própria grande civilização romana, reconhecia-se a dignidade do civis romanus (cidadão romano), mas não era a mesma que a da mulher, dos escravos e dos inimigos de Roma.

No Coliseu, para divertir a plebe romana, os gladiadores combatiam e se matavam, os cristãos eram devorados pelas feras e as crianças deficientes eram lançadas ao precipício.

Estes conceitos, isto é, o valor absoluto de toda pessoa humana (do qual se derivam os direitos do homem e da mulher) e a igualdade de todas as pessoas, dos quais nasceu a civilização moderna e a “Carta dos Direitos Humanos” da ONU, na história da humanidade nos foram trazidos somente por Cristo.

O cristianismo conferiu dignidade e valor absoluto a toda pessoa humana e foi o grande motor do verdadeiro “humanismo”.

E se o cristianismo retrocede em nossa sociedade “pós-cristã”, como desejam nossos laicistas, isso nos leva a um estado de barbárie, que acreditávamos ter superado.

Em resumo, nossa história, depois de dois mil anos de cristianismo, parece estar dando marcha a ré!

— — —

* O Pe. Pierro Gheddo, ex-diretor de Mondo e Missione e da Itália Missionária, é o fundador de AsiaNews. Como missionário, viajou a todos os continentes para evangelizar. Desde 1994, é diretor do Escritório Histórico do PIME e postulador de várias causas de canonização. Leciona no seminário pré-teológico do PIME em Roma. É autor de mais de 70 livros.

* Igreja conclama a todos para ” Evangelização no espaço cibernético”.

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

É possível encontrar Deus, sua Palavra, nas trilhas do espaço cibernético ?” A esta pergunta, o porta-voz vaticano reponde: “certamente que sim, mas depende também de nós”.

O padre Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisou no último editorial de “Octava Dies”, semanário do Centro Televisivo Vaticano, as condições de possibilidade da evangelização nas novas redes digitais, apresentando “a comunicação como missão”.

Sua análise baseia-se na mensagem que Bento XVI enviou com motivo do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2010. Neste texto, o Papa constata: “também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e atual”.

A mensagem do Papa, segundo Lombardi, “é clara e alentadora”. “O crente que se aventura com entusiasmo e com valor no mundo das comunicações sociais, sempre em ebulição de novidades tecnológicas surpreendentes, do Ipod ao Iphone ou ao Ipad, deve saber bem qual é o fim que o guia, para não ser capturado pelo fascínio pelos media e perder assim seu caminho”.

“O fim – esclarece – é o encontro com Deus, o sentido último das relações de diálogo, amizade e intercâmbio que a rede faz possível hoje”.

“Os acessos que se oferecem nos caminhos do espaço cibernético são inumeráveis, desde a superficialidade à falsidade, passando pela perversão, mas existem também muitos viajantes em busca da amizade, da verdade e do bem”.

O porta-voz vaticano recorre à imagem utilizada por Bento XVI, que em várias ocasiões pediu à Igreja que volte a criar um “pátio dos gentios”, como o que existia no templo de Jerusalém, aberto também àqueles para quem Deus ainda é desconhecido, mas que cultivam o desejo de absoluto e de verdades não caducas.

“Adentremo-nos com entusiasmo e criatividade, valor e prudência, no enorme continente digital, para descobrir e saber indicar também aqui os sinais da presença de Deus, de seu amor por todos”, exorta o padre Lombardi.

Zenit

* Jornal Francês noticía Comunidade Shalom em Toulon.

sexta-feira, janeiro 29th, 2010

Actualité Toulon

« Tudo bem Brasil » : une sandwicherie divine

 Au snack Tudo Bem Brasil, vous trouverez des sandwichs aux noms bibliques, des spécialités culinaires brésiliennes et une ambiance musicale chaleureuse  :  Photo Magali Rufato Au snack Tudo Bem Brasil, vous trouverez des sandwichs aux noms bibliques, des spécialités culinaires brésiliennes et une ambiance musicale chaleureuse : Photo Magali Rufato

Du kebab à l’américain-frites : jusque-là, on voyait plutôt la restauration rapide comme une façon laïque de se remplir le ventre. C’était sans compter sur Tudo Bem Brasil (1), au Port-Marchand. En plus de l’estomac, ce snack propose de nourrir notre âme à grand renfort de spécialités brésiliennes et de sandwichs… catholiques.

Ici, le jambon-beurre s’appelle l’Emmanuel. Littéralement, « Dieu est avec nous ». Le saucisse-tomate a pour doux nom l’Agapé : « amour ». Et ainsi de suite sur la carte de la maison, où l’on trouve pêle-mêle le Shekina (« la gloire de Dieu »), le Berit (« l’alliance avec Dieu ») ou encore le mont Sinaï (où Moïse reçoit les dix commandements dans l’Ancien Testament). Seuls les plats sud-américains, jus de fruits frais et autres délicieuses pâtisseries ont gardé leur nom d’origine.

Ambiance musicale tous les mardis midi

Évidemment, le menu n’a pas pour seule vocation de nous faire réviser notre hébreu ou notre grec ancien. Qu’importe le flacon… Et tout le monde ici semble le bienvenu pour combler un petit creux, surtout à des prix défiants toute concurrence.

Vous ne trouverez pas, attablés dans ce lieu chaleureux, des hordes affamées de prêtres en soutane. Il n’est pas rare que des lycéens viennent « taper » un baby-foot de temps à autre. Et certains travailleurs du quartier voient tout simplement là une bonne adresse pour la pause déjeuner.

Mais pour ces Brésiliens de la petite communauté « Shalom » (2), il s’agit quand même de « susciter les questions » à partir de ces sandwichs bibliques. Eux se chargent des réponses. Une chapelle est installée au premier étage. Daniel, l’un des pionniers de la communauté, explique l’importance « de partager [sa] foi et [sa] joie de vivre avec Dieu ». Laquelle se manifeste, par exemple, à Tudo Bem Brasil, par une ambiance musicale tous les mardis midi et quelques soirées cariocas ouvertes à tous (3).

Sur l’invitation de Monseigneur Rey en 2002

Quant à l’histoire de la sandwicherie, ouverte depuis 2007, elle est directement liée à l’évêque de Fréjus-Toulon : « Les premiers missionnaires de “Shalom” sont arrivés en 2002, suite à une invitation de Monseigneur Rey. Et nous avons ouvert ce snack car c’est ainsi qu’est née “Shalom” au Brésil. (4) » Dans une démarche prosélyte, donc ? « Nous n’avons pas cette prétention : on a la certitude que Dieu seul peut convertir quelqu’un. » Et Flavio le gérant, d’ajouter dans un français d’école. « On aime être proche des gens, qu’ils soient croyants ou non, discuter avec eux et partager. »

Jusqu’à l’amour du football ! Daniel et Flavio, en bons Brésiliens qui se respectent, sont intarissables sur la question. « On pense retransmettre les matchs de la Coupe du Monde à Tudo Bem. » Voilà qui devrait, de sûr, convertir quelques habitants du quartier.

1. Littéralement « Tout va bien – Brésil » en portugais.

2. « Shalom » a été reconnue par le Vatican comme association de fidèles en 2007. Ils sont une quinzaine de membres « missionnaires » sur Toulon.

3. Samedi à partir de 19 h 30. Musique brésilienne et buffet. Participation libre.

4. C’est par l’ouverture d’une pizzeria-snack que la communauté « Shalom » est née au Brésil en 1982, pour « rencontrer les jeunes et leur porter l’évangile ».

Savoir +

Tudo Bem Brasil – 118 rue Fils-Blancard (Port Marchand) 04.94.24.11.43 – Du lundi au vendredi, de 11 h 30 à 17 h.

Matthieu Dalaine – mdalaine@varmatin.com
Var-Matin

* Papa Bento XVI sugere aos Padres e religiosos que criem Blogs.

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

VATICANO - Por Deus, tenham um blog!, disse o papa Bento XVI aos padres católicos neste sábado, afirmando que eles devem aprender a usar novas formas de comunicação para disseminar as mensagens do evangelho.

Em sua mensagem para a Igreja Católica no Dia Mundial da Comunicação, o papa, de 82 anos e conhecido por não amar computadores ou a internet, reconheceu que os padres devem aproveitar ao máximo o “rico menu de opções” oferecido pelas novas tecnologias.

“Os padres são assim desafiados a proclamar o evangelho empregando as últimas gerações de recursos audiovisuais – imagens, vídeos, atributos animados, blogs, sites – que, juntamente com os meios tradicionais, podem abrir novas visões para o diálogo, evangelização e catequização”, disse ele.

Os padres, disse ele, precisam responder aos desafios das “mudanças culturais de hoje” se quiserem chegar aos mais jovens.

Mas Bento XVI alertou os padres de que não tentem se tornar estrelas da nova mídia. “Os padres no mundo das comunicações digitais devem ser mais chamativos pelos seus corações religiosos do que por seus talentos comunicativos”, disse ele.

No ano passado, um novo site do Vaticano, www.pope2you.net, foi lançado, oferecendo um novo aplicativo chamado “O Papa se encontra com você no Facebook” e outro permitindo acesso aos discursos e mensagens do papa nos iPhones ou iPods dos fiéis.

Bento XVI também escreve a maior parte de seus discursos à mão, em alemão, e seus ajudantes mais jovens ficam encarregados de colocá-los em conteúdo digital.

Fonte: Reuters

* Em Deus, a Igreja existe para servir a todos.

quinta-feira, janeiro 21st, 2010
Por Giovanni Maria Vian, diretor do diário vaticano

Publicamos o artigo que Giovanni Maria Vian, diretor de “L’Osservatore Romano”, escreveu sobre o discurso realizado por Bento XVI ao corpo diplomático no dia 11 de janeiro.

* * *

O discurso de Bento XVI aos diplomatas acreditados na Santa Sé mira o futuro. Com uma amplitude de visão que não possuem, em geral, os líderes internacionais, e com um realismo que não esconde os problemas.

Em uma retrospectiva que, mesmo que tradicional na forma, mostra bem a atenção e a atitude da Sé romana a respeito do mundo, que o Papa descreveu no preâmbulo do texto: em Deus a Igreja existe para os demais, por isso, está aberta a todos.

Esta abertura se demonstrou nas últimas semanas com o estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre a Santa Sé e a Federação Russa – um fato que é motivo de “profunda satisfação”, destacou Bento XVI – e com a visita do presidente vietnamita, tal como, ao longo do ano recém-concluído, com os encontros do Pontífice com numerosas personalidades políticas, no Vaticano e durante as visitas e as viagens.

No panorama internacional, segue em primeiro plano a dramática crise econômica mundial e a instabilidade social que deriva dela. A raiz a crise, conforme lemos em Caritas in Veritate é a mentalidade egoísta e materialista, com efeitos que ameaçam também a criação: um exemplo é a degradação do meio ambiente que saiu à luz depois da queda do muro de Berlim, nos regimes ateus europeus. Por isso, hoje a Santa Sé compartilha a forte preocupação pelo fracasso substancial da Conferência de Copenhague e deseja que nos próximos encontros de Bonn e Cidade do México sejam superadas as resistências de ordem econômica e política a respeito da luta contra a mudança climática. Caso contrário, o destino de alguns países estará em perigo, disse o Papa sem rodeios.

A Igreja, com toda razão, atenta para a preservação do meio ambiente, insiste no respeito irrenunciável à pessoa humana, que significa a proteção da vida desde sua concepção e uma distribuição equitativa dos recursos alimentares, suficientes para toda a população mundial, como há decênios repete a Santa Sé, contra catastrofismos interessados.

Assim, aos lábios de Bento XVI voltou a preocupação exploração de enormes zonas da África, pela produção de drogas no Afeganistão e em alguns países latino-americanos, mas sobretudo pelo aumento constante de gastos militares e pelos arsenais nucleares, que serão tratados em maio pela Conferência de Nova York.

Muitas situações insustentáveis pela a difusão da violência, a pobreza e a fome estão na origem do imponente fenômeno migratório mundial, frente ao qual o Papa voltou a pedir às autoridades civis que atuem “com justiça, solidariedade e clarividência”, recordando em particular a fuga dos cristãos do Oriente Médio.

Precisamente devido a este dramático e preocupante fenômeno – que ameaça extinguir a presença cristã nas terras onde nasceu a Igreja – Bento XVI quis convocar para o próximo outono [europeu] uma Assembleia do Sínodo dos Bispos, a fim de reafirmar o pedido de reconhecimento dos direitos de israelenses e palestinos, assim como da identidade e do caráter sagrado de Jerusalém.

As crises do mundo e das diferentes sociedades se originam no coração dos homens – repetiu o Papa – e apenas podem ser superadas mudando a mentalidade e estilos de vida, por meio de um grande esforço educativo.

A Igreja deseja participar dele, mas para isso é necessário que seu papel público seja reconhecido, tanto na Europa, que não deve abandonar as fontes de sua própria identidade, como no mundo. A Igreja não pede privilégios, mas só pode viver para os demais, fiel ao único Senhor.

* Os dez livros mais pirateados em 2009 na Net revela alguma coisa?

sábado, janeiro 9th, 2010

Entre os dez livros mais descarregados ilegalmente no BitTorrent, três são sobre sexo e erotismo.

“  O “clássico” sobre o comportamento sexual, “Kamasutra”, foi o livro electrónico mais pirateado em 2009 através do sistema de partilha de ficheiros BitTorrent, avança o site Freakbits .

Três dos seis ebooks mais descarregados pelos internautas – qualquer um deles entre 100.000 e 250.000 vezes ao longo do ano passado – são sobre sexo e erotismo. Com efeito, na terceira posição surge “The Complete Idiot’s Guide to Amazing Sex” e na sexta “Before Pornography – Erotic Writing In Early Modern England”.

Depois de comparar o seu ranking (ver caixa) com o dos livros mais vendidos divulgado pelo ” The New York Times “, é com alguma ironia que os responsáveis pelo site Freakbits concluem que “os downloads ilegais não ameaçam os autores mais vendidos”.

DEZ MAIS PIRATEADOS EM 2009

1. Kamasutra, por Vatsyayana

2. .Adobe Photoshop Secrets
Manual sobre o popular programa de edição de fotografia

3. The Complete Idiot’s Guide to Amazing Sex, de Sari Locker
Guia prático para uma vida sexual bem sucedida

4. The Lost Notebooks of Leonardo da Vinci

5. Solar House – A Guide for the Solar Designer
Tudo, ou quase, sobre como instalar energia solar lá em casa

6. Before Pornography – Erotic Writing In Early Modern England, de Ian Frederick Moulton
Estudo sobre literatura erótica em Inglaterra

7. Twilight – Complete Series, de Stephenie Meyer
Contos sobre vampiros

8. How To Get Anyone To Say YES – The Science Of Influence, de Kevin Hogan
Manual sobre técnicas de persuasão

9. Nude Photography – The Art And The Craft, de Pascal Baetens
Manual sobre este tipo específico de fotografia

10. Fix It – How To Do All Those Little Repair Jobs Around The Home
Manual sobre bricolage

* “A internet nos suga como uma esponja”.

sexta-feira, janeiro 8th, 2010
O tema não é de natureza religiosa, mas toca em um aspecto importantíssimo :a perca da capacidade de pensar e refletir, fundamental para nossa vivência de fé em um mundo em permanente transformação, mundo esse que somos chamados a evangelizar com redobrado fervor, unção e parresia.

Como ele bem disse: “estamos perdendo a capacidade de nos concentrarmos, lermos atentamente e pensarmos com profundidade”.
A fonte é a Revista ” Época”.

***
Um dos maiores palestrantes do mundo empresarial diz que viver conectado é prejudicial a nosso cérebro

Para Nicholas Carr, um dos palestrantes mais valorizados do mundo dos negócios, a dependência da troca de informações pela internet está empobrecendo nossa cultura.

Mais ainda: nosso intelecto, ao se acostumar aos múltiplos estímulos das redes sociais, aos e-mails e aos comunicadores instantâneos, perde a capacidade de raciocínios elaborados.

Autor de um famoso artigo cujo título resume o conteúdo – “O Google está nos tornando mais estúpidos?” – , Carr está preparando um livro de nome igualmente provocativo – numa tradução literal, O raso: o que a internet está fazendo com nosso cérebro.

Ele falou a ÉPOCA durante uma visita ao Brasil para uma palestra a 4.500 líderes empresariais, num dos maiores eventos para executivos do país.

Sascha Pflaeging

ÉPOCA – A internet afeta a inteligência?

Nicholas Carr – Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. É chamado pelo Twitter, pelo Facebook ou pelo Messenger. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas que está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade. Isso é um resultado da dependência crescente em relação à internet. Essa forma de pensar vai reduzir nossa habilidade para pensar contemplativamente. Ela prejudica nossa cabeça.

ÉPOCA
– Quais seriam as consequências?

Carr – A riqueza de nossa cultura não é apenas quanta informação você consegue juntar. Ela tem a ver com os indivíduos pensando profundamente sobre a informação, refletindo sobre ela, avaliando pessoalmente os dados que recebe e não se deixando passivamente bombardear por vários estímulos. Estamos perdendo isso agora. Toda a cultura fica mais rasa. Temos acesso democrático à informação, mas o resultado é mais pobre. Temos menos condições de compreender as grandes obras da arte, da ciência ou da literatura, que exigem uma concentração mais profunda.

ÉPOCA – As pessoas deveriam ficar desconectadas de vez em quando?

Carr – Sim. Deveríamos desconfiar da internet. É claro que conseguir bastante informação útil é parte de nossa vida moderna. Mas precisamos encorajar continuamente o outro lado, que é a aquisição calma e contemplativa do conhecimento. Isso exige ficar fora do fluxo contínuo de informação. Só não sei se isso será possível porque nossa vida social está cada vez mais dependente de quão conectados estamos. Seu grupo de amigos está embrulhado em redes sociais na internet. Você precisa da internet para executar seu trabalho. Não para de olhar para seu BlackBerry. Não é mole se desligar disso tudo.

ÉPOCA – A filosofia grega foi construída em cima de debates. O pensamento de Platão são conversas com seus discípulos. Por que não daria para erigir conhecimento a partir da interação com os outros?

Carr – Nos Diálogos de Platão, temos duas pessoas dedicadas a uma conversa atenta sobre determinado tema. Se você entra on-line, encontra dezenas de pessoas trocando mensagens de texto, vendo e-mails, escrevendo no Twitter e pulando de uma página para outra. A troca de informação ocorre com interrupções o tempo todo. Sócrates sentava-se embaixo de uma árvore e pensava longamente enquanto conversava com seus discípulos. É muito diferente do que fazemos agora.

ÉPOCA – Uma das maiores lojas on-line, a Amazon, vende livros. As pessoas baixam livros no Kindle. Até o senhor vende livros. Isso não significa que as pessoas ainda leem textos extensos?

Carr –
É verdade que as pessoas ainda lerão livros por muito
tempo. Mas o porcentual de tempo dedicado à mídia impressa vem caindo. A média americana é de um livro por dia, o que ainda é muito bom. Só que o ato de ler uma página após a outra fica cada vez mais difícil à medida que você se adapta à comunicação da internet. Eu mesmo sinto isso. Antes eu me sentava e lia por horas. Agora, fico pensando se devia conferir meu e-mail ou acho ruim não encontrar hiperlinks no texto.

ÉPOCA – Essa habilidade para múltiplas tarefas e para administrar várias informações simultâneas não nos dá, em compensação, maior capacidade para criar novas ideias?

Carr – Certamente temos maior capacidade para encontrar informação ou relacionar uma com a outra. Mas dependemos cada vez mais de conexões externas. Você estabelece uma relação porque clicou em um hiperlink que alguém deixou lá. Já construir as próprias relações entre um fato e outro exige um tempo de reflexão própria, que não estamos tendo.

ÉPOCA – Essa visão negativa da internet não é apenas o medo da mudança?

Carr
– Não há dúvida que, toda vez que uma tecnologia nova aparece, algumas pessoas imaginam que tudo vai desmoronar. Sim. É preciso ter essa visão cética. Por outro lado, também devemos desconfiar quando ouvimos alguém glorificando as novas tecnologias e prometendo uma nova utopia. Recomendo que as pessoas não sigam o que eu digo cegamente. Mas que examinem o próprio comportamento. Testem em si mesmos o que estou dizendo.

ÉPOCA Os cursos on-line vão revolucionar a educação?

Carr
– Existe empolgação em torno dos cursos on-line porque parecem cortar os custos. Um professor poderia dar aula para milhares de alunos, em vez de apenas uma turma de algumas dezenas. Mas não acho que a educação on-line vá substituir a tradicional. Ela pode funcionar como complemento para o professor ter um material de apoio na sala de aula ou para o aluno reforçar em casa o que aprendeu na escola. Outra utilidade dos cursos on- -line é a formação técnica profissional em casos específicos. Existe um aspecto importante na educação, que é juntar os alunos fisicamente para conviver e trocar experiências. Isso vai além de apenas assistir a uma aula. Tem a ver com o lado comunitário da educação, que se perderia se passarmos tudo para o computador.

ÉPOCA – Como a tecnologia pode beneficiar a educação?

Carr
– Por um lado, o que estamos vendo é que muitas escolas, especialmente universidades, começam a oferecer material on-line de seus cursos, inclusive algumas aulas. Isso é bom. Permite que gente de fora da universidade tenha acesso à informação de ponta e aulas de grandes pensadores. O perigo para as grandes universidades é que os alunos possam ter a ilusão de que terão acesso ao conhecimento apenas sentados diante de um computador. Aí o que acontece é que a eficiência de fornecer material on-line começa a capturar os investimentos financeiros, que deveriam ir para as universidades e escolas. Se um professor dá aula para milhões de alunos, quem vai pagar o salário dos outros?

ÉPOCA – Como atrair a atenção dos jovens que estão ligados nas redes de relacionamento e nos jogos da internet para a educação “formal”?
Carr – Naturalmente, não há como fazer isso. Nossa dependência dos serviços de internet não está mudando apenas nossos relacionamentos e nosso acesso ao conhecimento, mas também a forma como nossa mente funciona. Não é só entre os jovens, mas gente de todas as idades usa cada vez mais a internet. Nas escolas e em casa, os pais e os educadores têm sido excessivamente entusiastas do poder dos computadores. Temo que, como o cérebro constrói a maior parte das ligações entre os neurônios na juventude, o modo de pensar promovido pelo convívio com a internet predomine sobre a capacidade de análise. Os pais devem manter seus filhos o máximo longe das telas. Na verdade, acredito que as crianças não devem mexer em computadores de jeito nenhum. Mais tarde, quando entrarem na adolescência, terão de aprender a lidar com a internet para sua vida adulta, social e profissional. Mas antes disso não.

ÉPOCA Como o senhor fez com seus filhos?

Carr
– Minha filha tem 24 anos, meu filho 19. Então, quando eram crianças não havia tanto acesso à internet e a computadores. Nem as redes sociais existiam. Mas mesmo naquela época eu já sabia que as mídias usadas pelas crianças teriam influência em sua capacidade cognitiva futura. Não quero dizer que a internet seja ruim. Ela é essencial para encontrarmos pessoas e informações úteis. Mas ela é como uma esponja. Vai sugando todos os aspectos da vida. E nos obriga a se adaptar a ela. É o futuro da humanidade. Só que perderemos alguma coisa no meio do caminho.

* Colégio Católico fecha suas portas, após 70 Anos de serviço evangelizador.

quinta-feira, janeiro 7th, 2010


Pátio interno da escola

Mais um colégio católico encerra as suas atividades letivas no Ceará.

Depois de 70 anos de história e tradição, o Colégio São José, em Iguatu, que pertence à Congregação das Filhas de Santa Tereza de Jesus, não vai mais funcionar no ano letivo de 2010. A direção da escola divulgou nota à comunidade da região Centro-Sul esclarecendo os motivos da decisão que foi recebida com surpresa e lamentações.

Nos últimos cinco anos, o Colégio São José apresentava reduzido número de matrículas e dava sinais de dificuldades para manter as despesas. A cada ano, o número de estudantes era reduzido. A direção fez esforços para reverter o quadro, mas não conseguiu êxito. Havia 240 alunos inscritos da Educação Infantil ao 3º ano do Ensino Médio.

Financeiro

A diretora do Colégio São José, irmã Vera Lúcia Alves de Andrade, explicou que a situação tornou-se insustentável financeiramente. “A receita não iria cobrir as despesas e tivemos medo de enfrentar mais dificuldades ao longo de 2010″, explicou ela. “Por esse motivo, fomos obrigados a tomar essa medida, depois de muita reflexão, mas que foi necessária”.

Na carta aberta à comunidade, a direção do colégio agradece a confiabilidade da comunidade da região Centro-Sul e anuncia um novo projeto. “Vamos procurar parceria para implantar cursos de nível superior para formação de uma juventude universitária”, disse a irmã Vera Lúcia Andrade. “Estamos confiantes nessa nova ideia e nos preparando com fé e coragem”, adiantou.

Fundação

O Colégio São José começou a funcionar em fevereiro de 1939, com a denominação de Escola Rural Senhora Sant´Ana. Oferecia curso externo e internato. Só estudavam mulheres, mas em 1977, passou a ser misto. A escola é integrante da rede educacional católica Irmãs Filhas de Santa Tereza de Jesus, com unidades nas cidades de Crato, Icó, Tauá, Souza, na Paraíba e duas conveniadas no Estado Piauí.

Ao longo deste ano, foi realizada uma programação ampla, alusiva aos 70 anos de fundação, com mostra histórica, homenagem a ex-alunos, apresentações artísticas e festa dançante no Clube Recreativo Iguatuense. “Comemoramos essa data histórica com muito orgulho porque temos consciência de que o nosso compromisso foi com uma educação de valores”, disse a irmã Vera Lúcia.

Ainda de acordo com ela, “enfrentamos dificuldades para competirmos com escolas modernas que têm uma estratégia de conquista de alunos arrojada, baseada em aprovação em vestibulares”.

O Colégio São José dispõe de quadra coberta e de dezenas de salas de aula.

Parceria

Há cinco anos, abriga os campus da Universidade Regional do Cariri (Urca). Essa parceria também tem tempo marcado, em torno de dois anos, porque em breve devem começar as obras da sede própria da Urca, na antiga usina Cidao.

A decisão de encerrar as atividades educacionais a partir deste ano, foi considerada difícil por parte dos administradores locais. Dezenas de professores e funcionários foram demitidos e os estudantes receberam transferência para outros estabelecimentos. Muitos pais mostraram-se surpresos e indignados.

Fonte : Diário do Nordeste

***

Se nossas Escolas Católicas não se modernizarem, acabarão fechando.

Modernização sem perder de vista sua identidade nem sua missão, sem perder o carisma original de seus fundadores.

Muitas delas morreram por terem perdido a capacidade de atualizar o carisma de seus fundadores para os dias de hoje ou até mesmo por terem “traido” o carisma fundante, com escolhas erradas e politicas pedagogicas “modernas” e, o pior, carentes de uma evangelização explicita, optando muitas por uma educação apenas humanizante – como se fosse contraditório ter uma escola católica e ao mesmo tempo humanizante- com professores católicos de nome, com posições dentro de sala incompatíveis com a identidade católica da Escola.

Também não existe contradição nenhuma em formar nos valores e “preparar para o vestibular “. Educar e formar! educação que é  MUITO MAIS do que apenas passar conhecimento.

A maior riqueza da escola Católica é ser Católia e não ser uma escola “envergonhada” de sua identidade. Ser apenas uma escola secularizada, com o nome  de Católica, é já começar perdendo pois elas são fortes nesta identidade secular.

Querendo ser igual a elas onde deveríamos ser diferentes nos tornamos apenas “mais uma” , e aí, com o tempo, fechamos.

Ter vergonha de ser Católica, é o começo do fim!

É a mesma realidade de muitas Universidades e Faculdades “católicas” espalhadas por este Brasil.

Temos asas e não sabemos voar..uma pena!

* Como os agnósticos percebem o Cristianismo?

quinta-feira, dezembro 24th, 2009


Na sociedade brasileira de hoje é cada vez mais comum encontrar pessoas que se dizem “agnósticas”.

Conhecer seus pontos de vista nos ajudam a perceber suas linhas de pensamento e nos dá subsidios para nossa evangelização.

Somos chamados a evangelizar a TODOS. Não podemos desistir de ninguém e nenhum tipo de ideologia é impermeável ao Cristianismo. O papa, Inclusive, tem falado desta abertura para atingirmos a todos, inclusive ateus,agnósticos, deístas, indiferentes, Satanistas.. (veja noticia ao final)

A propósito… Você sabe a diferença entre o agnóstico e o ateu?

Enquanto os ateus negam a existência de Deus, os agnósticos alegam a impossibilidade de provar a existência – ou não – de Deus.

O que está grifado no artigo remete ao Wilkipedia e amplia a compreensão dos termos usados pelo autor, que de certa forma parece mais convencido e consciente da contribuição da fé cristã para o mundo do que muitos cristãos por aí que frequentam igreja e tudo mais…

***

Evandro Venâncio

Poderíamos valer de qualquer religião para este artigo. Não obstante, a influência da crença em Cristo em nossos dias não pode ser ignorada. Mesmo hoje continuamos a ser criaturas influenciadas pelo cristianismo, seja por tradição de nossa família, seja por vestígios culturais, seja por maioria de votos. São tantas igrejas e tantas pessoas que demonstram a sua fé que eu sou tentado a escrever uma pequena dissertação sobre o meu olhar agnóstico frente à nossa sociedade cristã.

Temos dois objetos para conhecer melhor a religião de Jesus Cristo: um objeto de análise rico, grandioso e palpável – a história – e outro difícil, moralista e metafísico – a bíblia sagrada. O primeiro nos traz uma fonte extensa de informaçoes concretas, o segundo nos traz tantas informações abstratas que sem o uso da fé nos encontramos com um texto muito descontinuado e inconsistente.

Interpretar a história ao pé-da-letra é possível com clareza. Porém interpretar ditos de fé é uma tarefa árdua e necessita de muita contextualização. além de crença nas interpretações da palavra.

Como agnóstico confesso, não posso simplesmente mentir ou desmentir a inexistência dos fatos descritos neste livro, a não ser aqueles que a história desvela ao longo dos anos e que trás novas descobertas à respeito do tema, porém, por não conhecer profundamente este assunto, me baseio somente naquilo que li e conheço: Deus, ao meu ver, não fala com os homens. Isto não prova que ele não existe, porém como força não-material é impossível estabelecer um contato homem-divino ou divino-homem.

Portanto muitos acontecimentos bíblicos não poderiam ser verdadeiros, uma vez que Deus não é composto de matéria, como nós somos. Se ouvimos, falamos ou pensamos é consequência de um corpo material. Agora se você me perguntar de onde vem a consciência eu não saberei lhe responder, porém você também não saberá, pois não há nenhuma evidência à respeito disto. Se me disser que vem de Deus, eu voltarei ao assunto: Deus está além do nosso mundo e do nosso leque de conhecimento, portanto falar sobre isto seria apenas especular.

Porém a bíblia tem um papel fundamental para a humanidade: se trata de um manual precioso de como conviver bem em sociedade, através de muita harmonia, senso de justiça e senso de caridade. A bíblia não instiga a disputa, mas a eterna confraternização. A bíblia prega a doação e o perdão, além de ser um livro que estimula a agir em pró de um bem maior.

Enfim, a bíblia orienta o homem para fazer o bem. É um livro rico em ética e moral, que lhe ensina como agir em situações difíceis, muitas vezes com lições do próprio dia-a-dia. O livro sagrado insiste em fazer o bem mesmo quando nos vemos forçados a fazer o mal, além de unir pessoas em pró de uma mesma causa – que é uma causa de bem.

Através das palavras escritas ali, somos doutrinados a sobreviver em situações drásticas, a suportar um universo de dor – mediante a própria existência – e a nos organizar em uma sociedade do bem. Este livro tem um poder raro de tocar o coração de pessoas más – como criminosos e charlatões – e fazer com o que seus adeptos aceitem a conversão do mau em bom.

Em vias de fato a bíblia é um material de grande valia. Graças à influência do pensamento cristão, que perpetuaram durante séculos e chegaram até os nossos dias, temos um mundo culto com centenas de novas descobertas. Portanto, vamos discutir um pouco sobre a história do cristianismo – o outro objeto deste post.

O cristianismo, antes de tudo, é uma revolução no modo de pensar e agir. É uma revolução cultural e científica, moral e ética, sem a qual não poderíamos sequer nos pensar nos dias atuais. Se os homens que iniciaram a perpetuação e dissiminação da ideia de Javé não tivessem persistido em suas jornadas, talvez não estaríamos aqui neste momento – embora devido a perca de referêncial isto jamais poderá ser afirmado (ver conceito de hiper-realidade). Portanto temos nesta religião uma nova etapa na organização social da humanidade, responsável pela evolução do mundo.

Indo na direção contrária ao discurso antirreligião, que diz que as crenças divinas são um atraso na evolução do universo, ouso dizer que o mundo só evoluiu enquanto os povos acreditaram em um deus. Antes do cristianismo, tivemos grandes civilizações construídas através de um discurso de fé, como o Antigo Egito, a Antiga Grécia e a Antiga Roma, três responsáveis por civilizar de forma atenuada uma grande parte do nosso planeta. Além do quê, a filosofia – mãe de todas as ciências – surgiu dentro do pensamento Grego, que ainda naquela época estava contaminado pelos deuses do Olimpo. Ou seja, a física, a lógica, o conceito de átomo, a aritmética e os números irracionais foram desenvolvidas por gregos que acreditavam em forças exteriores e ocultas, enquanto a geometria foi desenvolvida pelos antigos egípcios, com toda a tradição mística possível.

Quando falamos do cristianismo temos uma série de inventos tecnológicos em plena era medieval (aquela conhecida como idade das trevas, ou “a noite de mil anos”, a qual dizem que nada de positivo foi construído no período): o relógio mecânico, a máquina de novelo, o guindaste, a serra hidráulica, a pólvora negra, o moinho de água, o timão, o canal com reclusas e portas, o tear, a bússola magnética e os óculos. Foram os cristões que também desenvolveram a imprensa, o ferro fundido e a química dos ácidos e das bases.

Na filosofia temos ninguém menos que Blaise Pascal, cujo raciocínio lógico é parte integrante de seu pensamento. Temos também René Descartes e Galileu Galilei – um cristão fervoroso. Isto só para citar alguns. Portanto o cristianismo é sim responsável por grande parte da evolução do mundo como ele é hoje.

O professor belga Léo Moulin – que me inspirou em certas partes deste artigo – levanta uma questão interessante: por que o desenvolvimento da humanidade ocorreu substancialmente somente em território cristão (ao longo da Europa)? Por que as Américas, antes das descobertas, e a África não se desenvolveram? Diferente dos cristões, que ganhavam força num discurso uniforme, os outros povos tinham uma infinidade de estilos e culturas que não permitiam a construção de uma sociedade unida e fortificada.

Através da bandeira cristã, novos continentes e novos países foram descobertos. Por isto mesmo que disse anteriormente que seria impossível imaginar um mundo hoje se não houvesse o cristianismo para sustentar o desenvolvimento.

Portanto, mesmo acreditando que exista falhas no texto bíblico, que boa parte dos versículos tenham sido escritos para controlar o homem e reconstruir a ética e a moral – sem nenhuma inspiração divina – e mesmo não acreditando no Deus-escrito-a-mão, não posso ser negligente e ignorar o fato que o cristianismo é o grande responsável pela tamanha evolução a qual o nosso mundo encontra-se hoje quando comparado ao mundo de 2000 anos atrás.

Veja o que papa fala sobre isso.

Bento XVI assegurou que a Igreja precisa criar espaços de diálogo e de encontro com agnósticos e ateus, que em algumas sociedades representam um grande número de pessoas.

O Papa fez essa proposição ontem, em uma audiência que concedeu a seus colaboradores da Cúria Romana nas vésperas do Natal, um discurso no qual analisou suas três viagens internacionais deste ano: África, Terra Santa e República Checa.

Referindo-se ao último país, que conta com uma porcentagem notoriamente elevada de ateus e agnósticos, o bispo de Roma considerou importante que os cristãos levem em seus corações estas pessoas.

“Quando falamos de uma nova evangelização, talvez essas pessoas se assustam. Não querem se enxergar convertidas em um objeto de missão, nem renunciar a sua liberdade de pensamento e de vontade. Mas a questão sobre Deus segue desafiando-os, ainda que não possam crer no caráter concreto de sua atenção por nós”.

“A busca a Deus”, disse, é o “motivo fundamental pelo qual nasceu o monaquismo ocidental e, com ele, a cultura ocidental”.

“Como primeiro passo da evangelização, temos de manter viva esta busca; temos de nos preocupar de que o homem não abandone a questão de Deus, essencial para sua existência”.

“Temos de nos preocupar que aceite a questão e a nostalgia que nela se esconde”.

Recorrendo a uma imagem, o Papa recordou o pátio dos gentios, que se encontrava no Templo de Jerusalém, onde estes podiam “rezar ao Deus desconhecido” e “desde modo selar uma relação com o Deus verdadeiro, mesmo que em meio a obscuridades”.

“Penso que a Igreja também deveria abrir hoje uma espécie de ‘pátio dos gentios’, onde os homens possam, de alguma forma, manter contato com Deus, sem conhecê-lo, antes de encontrarem o acesso a seu mistério, a cujo serviço se encontra a vida interior da Igreja”.

“Ao diálogo com as religiões deve-se acrescentar hoje todo diálogo com aqueles que enxergam a religião como algo estranho, aqueles que desconhecem Deus e que, todavia, não gostariam de permanecer simplesmente sem Deus, mas aproximar-se dele, ao menos como Desconhecido”, concluiu.

Zenit

* Sangue,sexo e …vampiros.O cristão pode ir nessa onda??

sábado, dezembro 19th, 2009
Não há como negar que 2009 foi o “ano dos vampiros”, nas telas e nas prateleiras.
A febre das criaturas sedentas de sangue começou a ganhar contornos claros por aqui com a estreia da saga “Crepúsculo” nos cinemas brasileiros, há exatamente um ano.

O primeiro filme custou US$ 37 milhões e faturou US$ 385 milhões em todo o mundo, o suficiente para que a Summit Entertainment, estúdio responsável pela adaptação, produzisse a toque de caixa dois novos capítulos. O que se viu a partir daí foi uma overdose de reportagens, entrevistas e capas de revista que culminaram, no final de novembro, no segundo filme, “Lua Nova”. O resultado dessa superexposição só podia ser um: sucesso.

Divulgação

“Lua Nova” teve a terceira melhor estreia de todos os tempos nos Estados Unidos

Em menos de um mês, “Lua Nova” arrecadou US$ 628 milhões em bilheteria  e entrou para a história como a terceira melhor estreia de todos os tempos nos Estados Unidos. O evidente avanço nos efeitos especiais – fruto do orçamento vitaminado – e o início de um triângulo amoroso entre Bella (Kristen Stewart), o vampiro Edward (Robert Pattinson) e o lobisomem Jacob (Taylor Lautner) atiçou as mulheres a correrem para as salas e assistirem mais de uma vez o longa-metragem.

E aí reside parte do fascínio da série. A trama criada pela escritora Stephanie Meyer tem especial apelo para as adolescentes, que encontram uma variação romance clássico esquecido no dia-a-dia moderno. Gentil, misterioso, leal e conservador, Edward ama Bella sem limites, mas ao mesmo tempo procura nem beijá-la, receoso de que possa feri-la de alguma forma. Ele nem mostra os caninos. Sexo, então, está fora de questão. Um amor casto, idealizado, que arranca lágrimas das românticas de plantão – não por acaso, 75% do público do primeiro filme era feminino. Não é difícil prever que boa parte dessas garotas levou o namorado para ver a sequência e voilà, temos um campeão de bilheteria.

Mas não é só no cinema que “Crepúsculo” encontra seus fãs, muito pelo contrário. A quarta e última parte da série, “Amanhecer”, chegou em junho às livrarias brasileiras com uma tiragem de 400 mil exemplares e desde então segue firme no pódio dos livros mais vendidos no país, acompanhada pelos outros três episódios, todos no Top 10. No total, 85 milhões de cópias da saga foram comercializadas ao redor do planeta.

E não para por aí. Mesmo com a tetralogia oficialmente encerrada, Stephanie Meyer tem mais cartas na manga para manter a franquia viva: o guia oficial da série de livros, previsto para o final de 2010, e “Sol da Meia-Noite”, a primeira obra recontada do ponto de vista de Edward, embora o projeto tenha sido temporariamente interrompido porque os capítulos iniciais vazaram na internet. Sem contar a continuação nos cinemas – aguente firme que “Eclipse”, a terceira parte, estreia em junho.

Sangue, suor e sexo

Se a castidade é uma das características de “Crepúsculo”, o sexo ajudou a construir a fama de “True Blood”, o mais bem-sucedido programa do segmento na televisão norte-americana. Baseado na série de livros “The Southern Vampire Mysteries”, de Charlaine Harris, o seriado se passa no sul dos EUA, na fictícia cidade de Bons Temps, em Louisiana, e traz uma novidade: os vampiros saíram do armário e andam livremente pelas ruas.

Divulgação

O casal Anna Paquin e Stephen Moyer, garçonete e vampiro em “True Blood”

Tudo porque os japoneses criaram um sangue sintético chamado True Blood, vendido em garrafas estilosas disponíveis em qualquer posto de conveniência, que permite aos vampiros se alimentar sem sair por aí dilacerando gargantas. Na história, que já teve duas temporadas, a garçonete telepata Sookie Stackhouse (Anna Paquin, ganhadora do Globo de Ouro pelo papel) começa a se relacionar com o centenário vampiro Bill Compton (Stephen Moyer), de volta à casa de seus antepassados. O clima quente do Mississipi é cenário para muita nudez, suspense e política.

Divulgação

Versão em refrigerante, 0+, de Tru Blood

Sim, política, porque um dos panos de fundo da série é a luta pelos direitos constitucionais dos vampiros, discriminados por uma parcela da sociedade e perseguidos por grupos religiosos de extrema direita, paramilitares no caso mais extremo. Os diálogos pedindo igualdade são uma alegoria evidente da causa homossexual, e não por acaso o criador e roteirista de “True Blood”, Alan Ball (”A Sete Palmos”), é reconhecido como um ativista do movimento GLBT.Isso não ofusca, no entanto, a diversão e o sucesso do programa, que driblou o marketing convencional ao lançar no mercado uma versão da bebida que lhe dá nome – “Tru Blood” é um refrigerante sabor laranja, mas vermelho, espesso e com um esclarecedor “O Positivo” estampado no rótulo. No Brasil, até agora estão disponíveis apenas os dois primeiros volumes da série de livros (que está indo para o 11º lá fora): “Morto Até o Anoitecer”, da Record, e “Vampiros em Dallas”, pela Arx.

Enxurrada nas livrarias

A televisão também teve este ano a estreia de outra telessérie baseada na literatura, mais uma vez pelo viés adolescente. “The Vampire Diaries” chegou em setembro à progração do canal CW e de cara conquistou a melhor audiência da rede. Na trama, o vampiro Stefan Salvatore retorna à pequena cidade de seus ancestrais e tem de enfrentar seu malévolo irmão enquanto se relaciona com a jovem Elena, ainda no colégio, idêntica a um grande amor do passado.

O seriado está nas mãos de Kevin Williamson, um dos responsáveis pela retomada do terror na década de 1990, com a trilogia “Pânico” e “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado”, além do sucesso “Dawson’s Creek”.

Dos livros de “Vampire Diaries”, escritos por L.J. Smith, dois foram lançados no mercado nacional como “Diários do Vampiro” – “O Despertar” e “O Confronto”.

Divulgação

O trio protagonista da série “The Vampire Diaries”, série de livros que chegou ao país

Outro representante desse fenômeno editorial a respingar no Brasil é a “A Casa da Noite” (”House of Night”), que já vendeu 5,5 milhões de cópias. P.C. Cast e sua filha, Kristin Cast, a princípio pretendiam escrever nove capítulos da série, mas, graças à boa aceitação, aumentaram esse número para 12.

Os livros seguem uma garota de 16 anos que descobre ser uma vampira e passa a frequentar a Casa da Noite, escola para jovens sugadores de sangue, onde precisa se acostumar à nova realidade, seus poderes e se afastar dos antigos amigos, em um argumento que lembra bastante o Harry Potter de J.K. Rowling. “Marcada” e “Traída”, os dois primeiros volumes, estão disponíveis em português pela editora Novo Século.Por falar em Harry Potter, que conquistava fãs antes mesmo de ser traduzido, outras duas séries já vem garantindo seu nicho nos originais em inglês. Trata-se de “Vampire Kisses”, de Ellen Schreiber, cujo sexto volume, “Royal Blood”; e “The Morganville Vampires”, de Rachel Caine, que já tem sete livros, três deles lançados em 2009.

Nada de parar tão cedo

As prateleiras podem estar cheias, mas os cinemas ainda vão continuar recebendo em 2010 toda a influência deste momento fértil para os dentuços. O primeiro deles é o filme infanto-juvenil “Cirque du Freak: O Aprendiz de Vampiro”, que estreia em 15 de janeiro. A história é baseada na série de livros “Circo dos Horrores”, editada pela Rocco, e conta como um vampiro de circo (John C. Reilly) convence um garoto de 14 anos a ser seu assistente. Ainda no elenco, Salma Hayek, Ken Watanabe, Willem Dafoe e Patrick Fugit.

Outra novidade é a refilmagem do longa sueco Deixa Ela Entrar”, um dos melhores filmes do ano, que vai ganhar uma versão em Hollywood. No original, dirigido por Tomas Alfredson, um menino de 12 anos tem problemas em fazer amigos e acaba se aproximando de uma misteriosa vizinha do bairro, jovem como ele, mas uma vampira. Sem abrir mão do suspense, a produção revela, desprovida qualquer pieguice, como a relação dos dois evolui. O remake está a cargo de Matt Reeves (”Cloverfield”) e deve ficar pronto até o fim de 2010.

Seguindo o caminho dos tijolos amarelos, a produtora de “Crepúsculo” vai continuar investindo no filão e pretende realizar ao longo do ano um filme de ação baseado na vida do príncipe romeno Vlad Tepes, O Empalador, que viveu no século 15 e inspirou Bram Stoker a escrever “Drácula”. Segundo o autor do roteiro, Charlie Hunnam, a história deve ser mais realista, mostrando os fatos que deram origem à lenda do Conde Drácula.

O projeto mais animador, no entanto, está na oitava colaboração entre o diretor Tim Burton e o astro Johnny Depp. A dupla vai encabeçar uma adaptação do seriado “Dark Shadows”, famoso na televisão norte-americana na década de 1960 ao levar para as telas um universo similar a “Além da Imaginação”, mas privilegiando ambientes soturnos e criaturas como fantasmas, bruxas e lobisomens. Depp interpretará o vampiro Barnabas Collins, personagem recorrente e uma das figuras mais célebres do seriado. O início das filmagens está previsto para setembro  e pode se esperar o que sempre acontece quando os dois se juntam – apuro visual, grandes interpretações e muita originalidade.

Fonte : Último minuto

***

Essa enxurrada de literatura, filmes e séries endereçada aos jovens com temática ocultista revela que o assunto atrai a juventude  e revela a sede de transcendência que eles trazem dentro de sí.

As figuras miticas como lobisomens e vampiros são simbolicamente relacionadas com o terror e, mesmo em suas versões ligths, não deixam de fazer referência a uma abertura preocupante de nossos jovens e, em alguns casos até em conduzí-los a ultrapassarem a fronteira da ficção para a vida , na medida em que séries como essas podem referendar a perca do senso do Mal,identificado com o demônio e com o terror, cada vez mais visto como figura inexistente e inofensiva, ( afinal, será que ele existe?)

Os jovens não evangelizados não percebem desta forma e até acham  exagero esse tipo de preocupação nos dias de hoje pois, segundo dizem, sabem separar bem a ficção da vida.Talvez..

No entanto, quando a gente encontra jovens cristãos, de Igreja, igualmente encantados com a temática ocultista que essas obras reforçam ou despertam, aí o negócio complica.

Esse tema, a meu ver, abre para nós cristãos uma oportunidade de evangelização e de testemunho de uma transcendência saudável, de um amor verdadeiro, de um sangue – sagrado – derramado na cruz. Não se trata de sair por aí a criticar quem gosta, mas partindo do tema, abrir um canal de evangelização e testemunho.

Urge evangelizar!!  Nossos jovens se encantam com esses temas porque não lhes apresentaram – ainda !- temas mais consistentes e duradouros, ainda não lhes falaram do verdadeiro amor Divino e da beleza do amor humano.

No fundo,eles eles estão a procura de verdade e de um amor verdadeiro.

Nós sabemos onde esse amor está. Agora.. Será que teremos coragem de lhes apresentar?

Você tem?

* 71,4% dos adolescentes brasileiros entre 13 e 15 anos já bebeu álcool.

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE  aponta que sete em cada dez adolescentes entre 13 e 15 anos já experimentou pelo menos uma vez bebidas alcoólicas, sendo que 22,1% deles já havia se embriagado.

Os dados constam na Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar, que ouviu adolescentes que cursam o 9º ano do Ensino Fundamental (antiga oitava série) em todas as capitais e no Distrito Federal.

Segundo o estudo, Curitiba foi a capital onde maior percentual de adolescentes (80,7%) declarou ter experimentado bebidas alcoólicas, enquanto a capital onde menos estudantes tinham tomado bebidas foi Macapá (55,1%).

Entre os adolescentes entrevistados, a maior freqüência de consumo de álcool foi registrada entre meninas (73,1%), embora o consumo entre os adolescentes do sexo masculino tambémfosse quase tão elevado quanto (69,5%).

As festas foram os lugares onde a maioria (36,6%) destes jovens declarou ter consumido álcool. Outros 19,3% afirmaram ter adquirido bebidas em mercados, lojas ou bares e outros 15,8% disseram ter adquirido com amigos.

A pesquisa também aponta que 8,7% dos estudantes declararam já ter usado alguma droga ilícita, como maconha, cocaína, crack e cola.

O maior percentual de jovens que declararam ter usado drogas foi registrado em Curitiba (13,2%) e o menor em Macapá (5,3%).

***

A pesquisa é BASTANTE INTERESSANTE.

Não existem novidades nos dados. A pesquisa, porém, permite de forma muito concreta se tocar no comportamento do jovem nesta faixa etária e dentro do universo de abrangência da pesquisa.

São dados que correspondem a um estilo particular de vida jovem que nos interessam muito.

A informação sobre o álcool é apenas uma informação da pesquisa.Tem outras..

Clique no link acima, no texto, e leia!

Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
_______________________
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
março 2010
D S T Q Q S S
« fev    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031