Artigo da ‘Familia’ Categoria

* A Força explosiva do amor em imagens que emocionam e encantam. Imperdível!

terça-feira, agosto 31st, 2010

Imagens do retorno de soldados norte americanos às suas familias.

As faces dos filhos, especialmente os pequenos, são fortes e comoventes.

Não tem como não pensar nos próprios filhos, pais e, principalmente, na fonte de todo amor humano: Deus, que nos ama de forma tão poderosa e que está sempre pronto a nos acolher em seus braços e a nos perdoar, nos dando sempre a possibilidade de retorno e de um NOVO recomeço.

A ele, fonte de todo o amor, a glória e a honra para sempre!

* Fast food agrava crise de civilidade entre americanos.

terça-feira, agosto 31st, 2010

Folha de S. Paulo

Há uma “crise de civilidade” nos Estados Unidos que afeta principalmente a política, e uma das razões para isso é o fato de as pessoas dedicarem cada vez menos tempo às refeições em grupo.

A tese está no livro “The Taste for Civilization – Food, Politics and Civil Society” , da cientista política Janet Flammang, 62.

Professora da Universidade Santa Clara, na Califórnia, Flammang diz que a “arte da conversação” é aprendida à mesa, onde “há um incentivo para discordar sem dar aos outros uma indigestão”.

Em entrevista à Folha, Flammang diz ver esse problema refletido no Congresso, onde os “políticos de partidos diferentes não socializam”. Em outubro, ela participa de painel promovido pelo governo para discutir o assunto, parte do “tour da civilidade por 50 Estados”.

A iniciativa é de Jim Leach, ex-congressista que foi nomeado pelo presidente Barack Obama como titular do National Endowment for the Humanities, agência do governo dedicada a apoiar pesquisa, educação e programas públicos em humanidades.

Leach viaja pelo país, desde o fim de 2009, dando palestras sobre “o discurso do ódio e os seus perigos”.

Eis a entrevista.

A sra. diz, em seu livro, que a democracia se beneficiaria de refeições mais longas. Como relaciona as duas coisas?

Desenvolver a arte da conversação é extremamente importante para aprender a discordar de forma civilizada. E aprendemos essa arte à mesa.

Quanto menos tempo dedicamos às refeições, mais colocamos essa habilidade em perigo.

À mesa, há um incentivo para discordar sem dar aos outros uma indigestão.

Muito da política atual nos EUA é uma política de ataque, na qual se quer marcar pontos e derrubar o oponente, e não ouvir.

O foco do livro é a conversação. A conversa não é uma discussão, há regras sobre como ouvir, esperar a vez e guardar o que tem a dizer. A coisa mais próxima de uma conversa é a diplomacia, que todos nós achamos ser extremamente importante.

O que me intriga é: por que não estudamos como fazer as pessoas se comportarem com diplomacia?

Isso está piorando? A conversa está morrendo?

Sim. Há muitos estudos que indicam que gastamos, em média, 20 minutos no jantar, à mesa, e mais e mais pessoas já nem se sentam para dividir uma refeição, pegam algo e saem correndo.

Meu livro é sobre a situação americana, mas há evidências de que outras culturas estão se tornando mais como os EUA, onde o trabalho é a coisa mais importante e você é consumido por atividades.

As pessoas não param para pensar no custo de não se sentar e ter conversas, e cara a cara, porque é claro que muita coisa hoje é eletrônica.

Quais são os sinais de falta de civilidade nos EUA?

Podemos começar pelo Congresso. Tem havido forças-tarefa pela civilidade promovidas por congressistas, que dizem que perdemos a civilidade na Casa, a habilidade de socializar com pessoas de outro partido e de discordar.

Muito disso se relaciona à chamada revolução republicana de 1994, quando Newt Gingrich tomou conta [da Câmara dos Representantes].

Muitos veem isso como um ponto-chave, porque ele disse aos republicanos que voltassem aos seus distritos todos os finais de semana e não mudassem suas famílias para Washington.

Isso significou que havia muito pouca socialização entre congressistas. Hoje, as salas de jantar estão vazias, eles não socializam.

As iniciativas de Michelle Obama [pela alimentação orgânica e contra a obesidade infantil] tiveram resultado?

Qualquer coisa que a Casa Branca faça tem grande importância simbólica. E as pessoas que trabalham na Casa Branca estão muito mais sensíveis a essas questões do que antes.

Não só o Departamento da Agricultura, mas outros departamentos estão mais preocupados com produtos de qualidade e com a crise da obesidade. Michelle não tem poder oficial, mas, nos EUA, o comportamento da “primeira família” tem grande importância simbólica.

Repito uma pergunta que a sra. faz: como é possível encontrar tempo para rituais alimentares em uma cultura acelerada e workaholic?

Depende de cada lar, não há uma resposta única.

Sei que em lares em que os salários são baixos é muito difícil, mas a primeira medida a tomar é encontrar uma maneira para que haja pelo menos um jantar comum [por semana].

Questiono também o número de horas que os americanos dedicam ao trabalho. Devemos ter cargas horárias mais humanas, para que os pais possam voltar para casa antes de os filhos dormirem.

A Europa tem dias mais curtos e igual produtividade. Falo no livro sobre o modelo europeu de menos horas, mais tempo para a vida.

* Estar casado, formar um casal estável mitiga o estresse, afirma pesquisa.

domingo, agosto 22nd, 2010

ACI

Estar casado ou formar um casal estável reduz a produção de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, segundo os resultados de um estudo realizado pelas universidades americanas de Chicago e Northwestern entre mais de 500 estudantes do mestrado e publicado na revista Stress.

Dos quinhentos estudantes escolhidos da Escola de Negócios de Chicago, em torno de 40 por cento dos homens e 53 por cento das mulheres estavam casados ou em relações estáveis e a média de idade entre eles é de 29 anos para os 348 homens e de 27 anos para as 153 mulheres pesquisadas.

Durante o estudo, os alunos participaram de um teste que media suas capacidades econômicas, entregando amostras de saliva antes e depois da dinâmica para medir seus níveis de hormônios. Para fazer mais “estressante” a prova, a cada estudante foi dito que esta prova “teria um impacto muito importante em seu futuro profissional”, explicam os autores.

Deste modo, os investigadores americanos comprovaram que os níveis de cortisol estavam elevados em toda a mostra após realizarem o teste, embora as mulheres tenham apresentado incrementos mais altos que os homens. A experiência também fez descender o índice de testosterona nos homens, mas não nas mulheres.

Não obstante, o que mais surpreendeu aos cientistas foi que, com independência do sexo, as pessoas “solteiras” apresentaram incrementos ainda mais altos que a média. Ao contrário, os homens solteiros mostraram maiores níveis basais de testosterona que seus companheiros casados.

“Pode ser que o matrimônio por si mesmo seja estressante, mas parece ser que também torna mais fácil enfrentar as situações estressantes da vida diária”, aponta o diretor do estudo, o professor Dario Maestripieri. De fato, “demonstramos que a estabilidade no casal reduz o efeito do cortisol como resposta ao estresse psicológico”, assinala.

* Defender matrimônio e família ante as tentativas de equiparação com outras realidades, pedem Bispos.

segunda-feira, agosto 16th, 2010

Ao concluir sua 100ª assembléia plenária e no marco do Ano Jubilar pelo 375º aniversário do achado da imagem de Nossa Senhora dos Anjos, a Conferência Episcopal da Costa Rica alentou a defender e promover o matrimõnio e a familia alicerces da sociedade, e insistiu a não equipará-las com outras realidades que não têm sua mesma identidade.

Depois de fazer um chamado à conversão sincera, os prelados assinalam que “a família está no coração da missão da Igreja.Por isso, este mês de agosto, sob o lema: ‘Família, presente de Deus para a sociedade’, a Igreja quer ajudar a reafirmar a identidade da família e fazê-la consciente de seu protagonismo na configuração da sociedade costa-riquenha”.

“Como nos recordava o Papa João Paulo II ‘A família é uma comunidade de pessoas, a menor célula social, e como tal é uma instituição fundamental para a vida de toda sociedade. A família como instituição, que espera da sociedade? Acima de tudo que seja reconhecida em sua identidade e aceita em sua natureza de sujeito social’”.

Por isso, explicam, “se o matrimônio e a família demandam ser o que são, não se deve equipará-los com outras realidades que não têm a mesma identidade”.

Os bispos apelam também “à criação de uma autêntica ‘política familiar’ que proteja a família, em sua unidade e integridade cuja instituição configuradora é o matrimônio entre um homem e uma mulher” e exortam a “que se promova, realmente, o papel da família como o sujeito social, possuidor de direitos inalienáveis”.

Na mensagem os bispos também se referem ao desafio da violência em meio dos jovens e pedem ao Estado tomar responsabilidade no assunto para poder enfrentá-lo.

ACI

* Divórcio relâmpago fragiliza ainda mais a família.

sábado, agosto 7th, 2010

Ives Gandra da Silva Martins

A emenda constitucional, que aprovada pelo Congresso, objetiva facilitar a obtenção do divórcio, suprimindo requisito relativo ao lapso temporal — de um ano contado da separação judicial e dois anos da separação de fato —, denominada de a “PEC do divórcio relâmpago”, a meu ver, fragiliza ainda mais a família, alicerce da sociedade, nos termos do artigo 226 “caput” da Constituição Federal.Na medida em que os mais fúteis motivos puderem ser utilizados para que a dissolução conjugal chegue a termo, sem qualquer entrave burocrático, possivelmente, não possibilitando nem o aconselhamento de magistrados e nem o de terceiros para a tentativa de salvar o casamento, o divórcio realmente será relâmpago.Não poucas vezes, casais que estão dispostos a separar-se, não percebendo o impacto que a separação pode causar nos filhos gerados, quando aconselhados e depois de uma reflexão mais tranquila e não emocional, terminam por se conciliar.Conheço inúmeros exemplos nos quais o ímpeto inicial foi contido por uma meditação mais abrangente sobre a família, os filhos e a vida conjugal, não chegando às vias do divórcio pela prudência do legislador ao impor prazos para concedê-lo e pela tramitação que permite, inclusive, a magistrados aconselharem o casal em conflito.

A Emenda mencionada autoriza que, no auge de uma crise conjugal, a dissolução do casamento se dê, sem prazos ou entraves cautelares burocráticos. Facilita, assim, a tomada de decisões emotivas e impensadas, dificultando, portanto, uma solução de preservação da família, que foi o objetivo maior do constituinte ao colocar no artigo 226, que o Estado prestará especial proteção à família.Entendo que a “PEC do divórcio relâmpago” gera insegurança familiar, em que os maiores prejudicados serão sempre, em qualquer separação, os filhos, que não contribuíram para as desavenças matrimoniais, mas que viverão a turbulência da divisão dos lares de seus pais, não podendo mais ter o aconchego e o carinho, a que teriam direito — por terem sido por eles gerados ou adotados — de com eles viverem sob o mesmo teto.Como educador há mais de 50 anos, tenho convivido com os impactos negativos que qualquer separação causa nos filhos, que levam este trauma, muitas vezes, por toda a vida.

Por isto, sou favorável à maior prudência, como determinou o constituinte de 88, no § 6º do artigo 226 da Lei Maior. Tenho para mim, inclusive, que o capítulo da Família na Carta Magna de 88, por ser a família a espinha dorsal da sociedade, deveria ser considerado cláusula pétrea.

Ives Gandra da Silva Martins: Advogado. Doutor em Direito. Professor Emérito das Universidades Mackenzie, UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo e do Centro de Extensão Universitária.

Fonte: MemesJurídico

* “Invasao” digital danifica mentes e cérebros, afirma pesquisa.

sexta-feira, julho 23rd, 2010
Danos mentais e sociais da vida virtual, iPads no café da manhã

Amigos sentados face a face no restaurante preferido, o casal tomando café, rapazes e moças na sorveteria, crianças no jardim ou no pátio e entretanto entre eles reina o silêncio e a incomunicaçao. O que estão fazendo? Se comunicando com o planeta por via digital!

Isto ainda é apresentado como um progresso e uma “libertaçao” das limitações humanas.

Porém, segundo cientistas consultados pelo “ New York Times”, o malabarismo entre e-mail, telefonemas e outras fontes de dados está mudando a forma como as pessoas pensam e se comportam. E não num sentido positivo.

Os cientistas afirmam que nossa capacidade de concentração está sendo sabotada pelo excesso de informação.

Essa estimulação provoca excitação — uma dose de dopamina — que os pesquisadores dizem que pode virar vício. O sinal de quem virou vítima é ficar colado no gadget, e se setir entediado sem ele.

As distrações resultantes podem ter consequências fatais, escreve o jornal, como acidentes causados por motoristas e engenheiros ferroviários que falam no celular.

Porém, numericamente, são os menos graves. Para milhões de pessoas, esse vício pode causar danos à criatividade e à capacidade de reflexão, levando a problemas profissionais e familiares.

Desaparecem relações familiares e sociais

A propaganda diz que as multitarefas tornam as pessoas mais produtivas. Muitos usuários influenciados repetem isso, mas os estudos científicos mostram o contrário.

Os viciados digitais têm mais problemas em se concentrar, de ignorar informações irrelevantes e experimentam níveis de estresse maiores.

E os cientistas descobriram que, mesmo depois que as tarefas acabam, o pensamento entrecortado e a falta de concentração persistem.

“A tecnologia está mudando as fiações de nossos cérebros” diz Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional de Abusos de Drogas. Usuários de computadores no trabalho mudam janelas e checam e-mails quase 37 vezes por hora. Esta interatividade sem tréguas é uma das maiores mudanças da história do meio ambiente humano, explica Adam Gazzaley, neurocientista da Universidade da Califórnia.

“Estamos expondo nossos cérebros a um ambiente e pedindo a eles que façam coisas que não necessariamente evoluíram para fazer. Já sabemos que isso traz conseqüências”, acrescentou ele.

A tecnologia digital parece dar o que promete, porém de um modo monstruoso, como na lenda satânica da mágica “mão do macaco”, segundo explicara Norbert Wiener, o pai e “profeta” da cibernética, nos albores desta revolução.

* Espanha: aumentam divórcios e sua conflitividade.

sexta-feira, julho 16th, 2010

A recente lei aprovada aqui no Brasil que ” apressa” o divórcio teve como inspiração essa lei Espanhola.

Vejam os frutos por lá.

Vivemos uma verdadeira desconstrução, inspirada por ideologias pagãs e socialistas, que não tem em seu bojo preocupação moral cristã quase nenhuma e partem de uma visão equivocada do homem para defender leis que agridem o mesmo homem em sua dignidade.

Em nome da “liberdade” escravizam o homem em seus interesses pessoais, elevados ao absoluto, onde outras partes do processo, como os filhos nesse caso, são as maiores vítimas..

É um tiro no pé, cujos frutos não tardarão a vir. Lamentável sob todos os pontos de vista.

***

As rupturas conjugais continuam aumentando na Espanha, apesar da crise econômica e da diminuição do número de casamentos, constatou o Instituto de Política Familiar (IPF), a partir de dados do Conselho Geral do Poder Judicial.

Concretamente, 33.103 casamentos se romperam na Espanha entre janeiro e março de 2010, cerca de 4,8% a mais que no mesmo período do ano passado.

Este número significa que, no primeiro trimestre de 2010, houve 368 rupturas conjugais por dia, isto é, uma ruptura a cada 3,9 minutos.

Destas rupturas, 93,1% foram divórcios (30.820), enquanto 6,9% foram separações (2.245); e se registraram unicamente 38 nulidades matrimoniais.

Além disso, as rupturas conflitivas supuseram 40,4% do total, tendo aumentado a conflitividade das rupturas conjugais de 37,6% a 40,4% desde a entrada em vigor da lei do divórcio express, em 2005.

“Mais rupturas, mais conflitivas e definidas (unicamente divórcios) são os elementos comuns da ruptura familiar na Espanha desde a implantação, em 2005, da lei do divórcio express“, constatou a entidade de investigação privada.

Por comunidades autônomas, Andalucía foi a região com mais rupturas (6.1010), seguida da Cataluña (6.082), Madri (4.441) e Valência (4.093).

As comunidades com o menor número absoluto de rupturas foram La Rioja, Navarra e Cantabria.

“A crise econômica atual e a diminuição do número de casamentos não foram suficientes para evitar o incremento no número de rupturas conjugais”, destacou o presidente do IPF, Eduardo Hertfelder.

O número de casamentos na Espanha passou de 216 mil anuais, em 2004, a 175 mil, em 2009. Somente neste ano, a taxa de nupcialidade decresceu 10% no país.

Além disso, dos quase 37 mil casamentos realizados no ano passado, em 21,3% do total, um dos cônjuges era estrangeiro; e em 21,1% dos casos, ambos os cônjuges eram estrangeiros.

* Plenário do Senado aprova projeto que acelera o divórcio.

quinta-feira, julho 8th, 2010
O plenário desta quarta-feira (7)

Eduardo Bresciani Do G1

O plenário do Senado aprovou em segundo turno nesta quarta-feira (7) uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a burocracia e permite acelerar o processo de divórcio. O projeto está agora pronto para ser promulgado pelo Congresso Nacional. Por ser uma PEC, a proposta não necessita passar pela sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A PEC acaba com a figura da separação judicial. Atualmente, para se divorciar o casal precisa ter pelo menos um ano de separação judicial – decretada por um juiz – ou dois anos na separação de fato, em que marido e mulher já vivem separados mas são considerados casados perante a Justiça. Com o projeto, o divórcio acontecerá de imediato, assim que o casal decidir.

A proposta deve facilitar o trâmite de processos de guarda de filhos, além de permitir aos divorciados se casar com outras pessoas sem nenhum problema judicial.

O relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), argumenta que nenhuma norma legal pode obrigar as pessoas a continuarem casadas. “Não há sentido manter por um tempo pessoas que não querem ficar junto”.

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) criticou a proposta. Para ele, o fim do período de separação judicial “banalizar o casamento”. “Vai ser uma coisa de casa e descasa e eu não sei de que maneira isso vai contribuir para a nossa sociedade”, afirmou Crivella. Ele afirmou que vai recorrer da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado porque o painel mostrou 48 votos a favor, quando são necessários 49. A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), no entanto, disse ter tido problemas para votar e declarou seu voto oralmente, o que permitiu atingir os 49 votos necessários para a aprovação.

* Estudo confirma: Estrutura de família na infância ligada a índice de lesbianismo.

quinta-feira, junho 17th, 2010

O Conselho de Pesquisa da Família (CPF) divulgou um novo relatório analítico na quinta-feira que indica que as mulheres que não cresceram com sua mãe e pai biológicos têm muito mais probabilidade de se envolverem em conduta de lesbianismo como adultas do que as mulheres que cresceram numa família intacta.“Essa pesquisa mina ainda mais a alegação de que a homossexualidade tem em grande parte origem genética ou biológica”, declarou o Dr. Patrick F. Fagan, diretor do Instituto de Pesquisa do Casamento e Religião (IPCR) do CPF, e co-autor do estudo.

“É evidente que fatores sociais têm um impacto importante na possibilidade de uma mulher escolher se envolver em relacionamentos lésbicos”.O estudo foi baseado em dados de 2002 com relação a 7.643 mulheres entre as idades de 14 e 44, extraídos da Pesquisa Nacional de Crescimento da Família conduzida pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

A avaliação dos dados foi conduzida por Fagan e pelo Dr. Paul Sullins, do Departamento de Sociologia da Universidade Católica da América.

Mulheres que cresceram em lares em que seu pai biológico estava ausente tinham probabilidade três vezes maior de terem tido parceiras lésbicas no ano anterior à pesquisa do que mulheres que cresceram com seu pai biológico.“A teoria clássica e as pesquisas iniciais focalizavam no papel importante que a ligação à mãe desempenha no desenvolvimento sexual das crianças”, disse Fagan. “Entretanto, estes dados parecem indicar que o pai também desempenha um papel crucial no desenvolvimento sexual de sua filha. Com a contínua desestruturação da família, é razoável predizer um aumento em conduta lésbica entre as mulheres.

Dificuldades no desenvolvimento da identificação sexual com a mãe aumentarão onde há uma desestruturação de ligação entre pai e mãe”, concluiu Fagan.

O relatório também examinou a correlação entre a atual participação religiosa e conduta homossexual. Mulheres que nunca freqüentam cultos tinham semelhantemente probabilidade três vezes maior de terem relacionamentos lésbicos do que mulheres que freqüentam cultos semanalmente.Quando ambos fatores (estrutura de família na infância e atual participação religiosa) eram combinados, o estudo revelou que só 2,1 por cento das mulheres de uma família intacta que adora a Deus semanalmente tinham tido uma parceira lésbica no ano passado, enquanto mulheres de uma família não intacta que nunca adora a Deus tinham uma probabilidade quatro e meia maior de terem tido uma parceira (9,5 por cento).Clique aqui para fazer o download do relatório em inglês.

* Igreja Católica anuncia “lento suicídio demográfico” na Itália.

terça-feira, maio 25th, 2010

O presidente da Conferência Episcopal Italiana, o cardeal Angelo Bagnasco, denunciou “o lento suicídio demográfico” da Itália, que registra há diversos anos baixos índices de nascimento.

“A Itália está rumando para um lento suicídio demográfico. Mais da metade das famílias não tem filhos e, entre aqueles que os têm, cerca da metade só tem um”, lamentou o cardeal ao abrir a assembleia anual de bispos.

“Apenas 5,1% das famílias têm três ou mais filhos”, afirmou o religioso.

Bagnasco fez um alerta para que o governo italiano avalie a edição de políticas públicas estimulando a natalidade. “Necessitamos urgentemente de políticas a favor dos filhos (…). Por isso, não deixamos de insistir com os dirigentes nacionais para que tomem medidas mais fortes”, completou.

A partir dos anos 1960, a população italiana, de cerca de 60 milhões, registrou uma mudança em seu ritmo de crescimento, que caiu para 0% de média anual entre 1985-1990.

A queda da taxa de mortalidade foi acompanhada por uma baixa considerável na taxa de natalidade.

Em 2005, o número de filhos com um ou dois pais estrangeiros representou 13% dos nascimentos, um fenômeno que gerou o aumento da taxa geral de nascimentos na Itália, passando de 1,9 filhos em 1995 para 1,32 este ano, segundo as estatísticas oficiais.

A taxa de nascimento negativa ou zero é agora positiva graças aos filhos dos imigrantes.

O cardeal citou também os escândalos de pedofilia que afetam a Igreja na Europa e nos Estados Unidos, e assegurou que “será feito todo o possível para ganhar novamente a confiança dos fiéis”.

“Não pouparemos esforços, verificaremos, tomaremos medidas, não seremos negligentes diante de nenhum sinal”, afirmou o religioso, que voltou a pedir “perdão” às vítimas por ter padecido do que qualificou de “pecado grave e crime odioso”.

* Chile promete prêmio a casais que chegarem aos 50 anos de matrimônio.

domingo, maio 23rd, 2010

Sebastian Piñera

Sebastian Piñera

Os casais chilenos que completarem 50 anos de matrimônio ganharão um prêmio do governo por fortalecerem a instituição familiar.

A reportagem é de Gustavo Hennemann e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 22-05-2010.

O anúncio foi feito  pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, católico , que integra o partido de centro-direita Renovação Nacional.

O plano foi divulgado durante a primeira prestação de contas ao Congresso do mandatário, que tomou posse no último mês de março.

Em seu discurso, ele citou Deus cinco vezes e disse que o Chile está em dívida com as famílias, o que exige medidas urgentes para “proteger e fortalecer” os lares do país.

“Estudamos a chance de dar incentivos tributários e prêmios educativos às famílias com mais de dois filhos e premiaremos com um bônus de bodas de ouro os casais que completarem 50 anos de casamento”, disse o presidente.

Ele não disse qual será o valor do prêmio nem como pagará a recompensa.

Piñera também prometeu aumentar os valores repassados a famílias pobres por meio de programas sociais, com o objetivo de estimular os casais a terem mais filhos.

“Não podemos seguir indiferentes ante à diminuição da natalidade e dos casamentos, nem ao fato de nascerem mais crianças fora do que dentro do matrimônio.”

Ele disse ainda que a família, além de formar cidadãos, é o melhor caminho para fortalecer valores, evitar a droga, a delinquência e o alcoolismo.

Durante a prestação de contas, realizada no Congresso chileno, em Valparaíso, o presidente também fez um balanço parcial do plano de reconstrução do Chile, atingido por um forte terremoto no dia 27 de fevereiro.

Segundo o presidente, os prejuízos alcançaram US$ 30 bilhões, o equivalente a 18% do PIB chileno. No entanto, todas as escolas e hospitais danificados já estão em funcionamento novamente.

***

Quando teremos no Brasil um presidente assim?

Vamos aproveitar essas eleições para escolher ” o menos ruim”.

Ele venceu o candidato favorito do governo socialista anterior que possuia altissima aprovação popular.

Mesmo assim, Venceu!

Parabéns ao bravo povo chileno!

* Modern family’ faz “divertida” crítica dos estereótipos da sociedade atual. Seria divertida se não fosse trágica.

quarta-feira, maio 5th, 2010

Gustavo Miller Do G1, em São Paulo

Claire (Julie Bowen) e Jay (Ty Burrell) vivem um dos três  núcleos de 'Modern family'

Claire (Julie Bowen) e Jay (Ty Burrell) vivem um dos três núcleos de ‘Modern family’ (Foto: Divulgação)

O marido e pai infantil, o filho lesado, a filha adolescente bonitona e fútil, a mulher que é exemplo de esposa e mãe… Durante décadas, essa é a fórmula de sucesso das sitcoms americanas que abordam questões familiares.

Com “Modern family”, nova comédia de meia-hora da Fox que estreou nesta segunda-feira (3), às 22h, todos esses elementos estão presentes. Mas com um olhar, como o título já sugere, mais contemporâneo.

A série foi desenvolvida pelos mesmos criadores da premiada “Frasier”, e assim que estreou no 2º semestre do ano passado foi apontada como a nova comédia do ano pela crítica americana. Ao assistir aos dois episódios que serão exibidos nesta noite dá para entender o motivo.

O patriarca Jay (Ed O'Neill), com a nova esposa Gloria e o  enteado MannyO patriarca Jay (Ed O’Neill), com a nova esposa
Gloria e o enteado Manny (Foto: Divulgação)

O programa segue o cotidiano da família Pritchett e suas ramificações. Jay (Ed O’Neill, de volta as comédias pela primeira vez desde o eterno Al Bundy, de ‘Married with children’) é o patriarca, pai de Claire (Julie Bowen) e Mitchell (Jesse Tyler Fergunson).

Sua filha é uma dona de casa insegura, mãe de duas crianças e uma pré-adolescente, mas cujo marido (Phil, vivido por Ty Burrell), na crise da meia-idade, é o verdadeiro bebê da família. Já Mitchell é um advogado careta e gay, que viaja até o Vietnã para adotar um bebê ao lado parceiro, o afetado Cameron (o ótimo Eric Stonestreet).

Fecha a turma a nova esposa de Jay, Gloria (Sofía Vergara), uma bela colombiana mãe de Manny (Rico Rodriguez), um simpático gordinho de 11 anos que se acha adulto.

O que amarra esses três núcleos familiares é a educação dos filhos. Jay não quer repetir com o enteado os erros do casamento anterior. Julie e Mitchell não querem dar aos seus rebentos os maus-exemplos que tiveram com os pais, e por aí vai.

Falso documentário

Uma das (boas) sacadas de “Modern family” é o formato: a série é um falso documentário (“mockumentary”), igual “The office”. Uma câmera acompanha os atores em cena, mas não chega a interagir com eles.

O casal gay, Mitchell e CameronO casal gay, Mitchell e Cameron, e a bebê
recém-adotada (Foto: Divulgação)

Em alguns momentos, os personagens fazem relatórios para as lentes, igual àqueles comerciais antigos da Brastemp. Nessas horas os personagens, como se estivessem em um grande paredão, tiram suas máscaras e confidenciam aquilo que não mostram nas cenas. Afinal, de perto ninguém é normal.

Para esses momentos serem engraçados em um programa que não é gravado em frente a um público ao vivo, geralmente responsável por aquelas risadas forçadas, dignas de “Chaves” ao fundo, “Modern family” tem dois trunfos. Primeiramente, o elenco, talentoso e de excelente timing cômico. Depois, o roteiro.

Em um momento em que o “humor do bem” está na moda, o programa é uma ótima válvula de escape para os fãs do politicamente incorreto. Os personagens são estereotipados e a série brinca com os diversos tipos de situações que existem no mundo globalizado de hoje – sem medo de, às vezes, de até soar preconceituosa.

Todo tipo de piada clichê envolvendo imigrantes ilegais, homossexuais e pobreza de países subdesenvolvidos são expostos logo no episódio desta noite. Mas de maneira sutil, distribuída em pequenas situações do cotidiano que costumam passar despercerbidas.

“Modern family” já foi renovada para uma 2ª temporada nos EUA. Seu poder de fogo, dizem, será realmente testado durante o próximo Emmy, em agosto. Até o momento, a série foi um pouco ofuscada pelo fenômeno pop “Glee”. Na primeira disputa entre os dois, no Globo de Ouro deste ano, o seriado musical se saiu vencedor.

* Uma curiosidade em relação à trama: apesar de se julgarem parte de uma família moderna, nenhuma das mulheres trabalha, de fato, na atração.

***

Fica a pergunta:  Família, o que fizeram contigo e qual o teu futuro?

* Falece marido da Santa Gianna Beretta Molla.

quarta-feira, abril 7th, 2010
Pietro Molla e sua esposa, Santa Gianna Beretta Molla

O marido de Santa Gianna Beretta Molla, Pietro, faleceu à idade de 97 anos no sábado santo, um dia de especial importância para esta Família. “Pietro Molla foi um pilar e uma rocha, um homem de extraordinária fé, simplicidade e santidade”, escreve o Pe. Thomas Rosica, Diretor da Salt and Light TV ao saber da notícia.

Para o sacerdote, Pietro viveu “uma Vidade santidade e como sua amada esposa, Gianna, fez da santidade algo que nós também podemos alcançar”.

Pietro passou muito tempo de sua vida como viúvo logo depois da morte de sua esposa em 1962, quem preferiu dar à luz a sua filha rechaçando o aborto que alguns médicos lhe sugeriam, rechaçando também o tratamento que poderia ter salvado a vida dela.

Gianna, também doutora, faleceu apenas uma semana depois de que nascesse seu bebê. Seu marido ficou com seus quatro filhos e nunca voltou a casar-se. Para o Pe. Rosica “esta história de santidade não terminou com Santa Gianna.

“Tenho a certeza de que a causa de beatificação e canonização será aberta logo. Que poderoso testemunho será isto para a dignidade do matrimônio e a vida familiar!”, manifestou.

A relação dos Molla com o sábado santo está em que foi precisamente esse dia, em 1962, quando Gianna deu à luz a Gianna Emanuela. Uma semana depois, já na Páscoa, Santa Gianna faleceu. “Santa Gianna deu sua vida para que o bebê em seu ventre pudesse viver. Agora Pietro volta para a Casa do Pai na manhã do Sábado Santo de 2010″, explica.

Os funerais do Pietro se celebrarão em Mesero, Itália. Será enterrado no cemitério da cidade junto à sua esposa.

* Você é casado ou vai casar? Visite este site.

quinta-feira, março 25th, 2010

Fabricio lombardi

Navegando despropositadamente pelo site da USCCBUnited States Conference of Catholic Bishops (Conferência dos Biscos Católicos dos Estados Unidos), acabei encontrando um site, mantido pela prória Conferência Episcopal, que visa incentivar, apoiar e promover o matrimônio como instituição e como laço de amor.

Trata-se do site “For Your Marriage” (www.foryourmarriage.org), que traduzindo quer dizer: “Pelo Seu Matrimônio”. O site é riquíssimo em conteúdo, e já na página inicial traz a seguinte frase: “Resources for living happily ever after” (algo como ‘apoio para viverem felizes para sempre’).

O site é dividido em quatro grandes seções:

- For Every Couple (Para Todos os Casais), com dicas sobre vários aspectos (saúde, relacionamento, filhos, sexualidade…) para casais em todas as condições, desde namorados ou noivos até casais unidos em matrimônio, para tornar a vida a dois mais fácil, e preenchê-la de sentido e de alegria;

- Preparing for Your Marriage (Preparação para o Seu Matrimônio), com rico conteúdo para formação de casais de namorados e noivos com vistas ao Matrimônio;

- Caring for Your Marriage (Cuidando do Seu Matrimônio), esta é a seção do site de que mais gostei, pois aborda questões relativas à vida a dois após o casamento, e dá dicas para o homem, para a mulher e para o casal de atitudes pró-ativas para tornar a vida matrimonial mais saudável e feliz em todos os aspectos. A frase de abertura é interessante: “Os matrimônios bem-sucedidos não trabalham em piloto automático – ao menos não por muito tempo.”;

- About Catholic Marriage (Sobre o Matrimônio Católico), com a catequese e a doutrina da Igreja Católica sobre o Sacramento do Matrimônio, documentos da Igreja, informações sobre a cerimônia, etc.

O que o site tem de tão original, pra merecer destaque ?

Como eu disse, além de ser rico em conteúdo, com artigos escritos por bispos e especialistas como terapeutas e psicólogos, o site também tem um design muito convidativo, que facilita a navegação.

Além disso, o site ainda conta com diversos recursos de multimídia, incluindo vídeos com depoimentos de casais.

O site também aborda temas polêmicos de forma bem natural e segura (do ponto de vista doutrinal), e torna-se, por isso, fonte confiável e adequada para buscar essas informações. Refiro-me a questões complexas como, por exemplo, sexualidade, segunda união, e casamento inter-religioso (os chamados casamentos de religião “mista”, quando apenas um dos cônjuges é católico).

O site contém artigos dando valiosas dicas para superar os possíveis traumas causados por situações como essas, ou para que o casal aprenda a conviver com suas diverenças.

Não é só isso. A originalidade do site também fica por conta da promoção da instituição matrimonial abordando ao mesmo tempo questões doutrinais e questões cotidianas da vida do casal. Tudo isso, tendo como foco principal os casais já unidos em matrimônio. Isso é difícil, e quem trabalha ou conhece alguém que trabalhe na Pastoral Familiar deve saber disso.

Como se não bastasse, o site parece ser apenas parte de um projeto muito maior, pois conta com material de divulgação, logotipo, pulseiras promocionais em forma de aliança (muito criativas, ver figura ao lado), e cartazes com a pergunta: “O que você já fez pelo seu matrimônio hoje?”; além de inserções publicitárias na TV para divulgação!

E finalmente, o que mais chama atenção no site é o fato de que ele faz parte de uma Iniciativa Pastoral da Conferência dos Bispos norte-americanos, na forma de um projeto plurianual destinado a comunicar o sentido e o valor da vida matrimonial para a Igreja e para a Sociedade.

***

O Site é em inglês. Porém hoje com as ferramentas de tradução instantâneas que são encontradas gratuitamente na Internet, NINGUÉM tem mais a desculpa de que não sabe ler em Inglês.

Vale a pena dar uma conferida.

* Casar é para sempre! Você crê nisso?

quarta-feira, março 24th, 2010

Hoje em dia, muitos jovens asseguram que não vêem nenhuma razão para contrair matrimônio. Amam-se e nisso encontram justificação de sobra para viverem juntos. Penso que estão enganados…

LEIS E COSTUMES

É verdade que as leis e os costumes sociais retiraram ao matrimônio todo o seu sentido. Em primeiro lugar, a admissão do divórcio elimina a segurança na luta por manter o vínculo; em segundo lugar, a aceitação social de “devaneios” extramatrimoniais suprime a exigência da fidelidade; por último, a difusão dos anticoncepcionais despoja os filhos de relevância e valor.

O que resta então da grandeza da união conjugal? 0 que é feito da arriscada aventura que sempre foi? Para quê passar pela Igreja ou pelo juiz-de-paz? Assim vistas as coisas, teríamos de começar por dar razão àqueles que sustentam a absoluta primazia do “amor”, para depois fazer-lhes ver uma coisa de capital importância: é impossível homem e mulher amarem-se profundamente sem estarem casados.

TORNAR-SE CAPAZ DE AMAR

Ainda que possa causar um certo espanto, o que acabo de dizer não é nada estranho. Em todos os âmbitos da vida humana é preciso aprender e adquirir competências. Por que teria de ser diferente no amor, que é simultaneamente a mais gratificante, a mais decisiva e a mais difícil das nossas atividades? Jacinto Benavente afirmava que “o amor tem de ir à escola”, e é verdade. Para poder amar verdadeiramente, é preciso exercitar-se, tal como, por exemplo, é preciso temperar os músculos para ser um bom atleta.

Ora bem, o casamento capacita para amar de uma maneira real e efetiva. A nossa cultura não acaba de entender o matrimônio: contempla-o como uma simples cerimônia, um contrato, um compromisso… Tudo isso é, sem chegar a ser falso, demasiado pobre.

Na sua essência mais íntima, o ato de casar-se constitui uma expressão delicada de liberdade e de amor. O sim é um ato profundíssimo, inigualável, mediante o qual duas pessoas se entregam plenamente e decidem amar-se mutuamente por toda a vida. É amor de amores: amor sublime que me permite “amar bem”, como diziam os nossos clássicos: fortalece a minha vontade e habilita-a para amar em outro nível; situa o amor recíproco numa esfera mais elevada. Por isso, se não me casar, se excluir esse ato de amor total, ficarei impossibilitado de amar de verdade o meu cônjuge, tal como alguém que não treina ou não aprende uma língua se torna incapaz de falá-la.

À sua jovem esposa, que lhe tinha escrito: “Esquecer-te-ás de mim, que sou uma provinciana, entre as tuas princesas e embaixadoras?”, Bismark respondeu: “Esqueceste que me casei contigo para te amar?” Estas palavras encerram uma intuição profunda: o “para te amar” não indica uma simples decisão para o futuro, inclusive inamovível, mas equivale, afinal de contas, a um “para te poder amar” com um amor autêntico, supremo, definitivo… impossível sem a mútua entrega do matrimônio.

CASAR-SE OU “VIVER JUNTOS”

Não se trata de teorias. O que acabo de expor tem claras manifestações no âmbito psicológico. O ser humano só é feliz quando se empenha em qualquer coisa de grande que efetivamente compense o esforço. O mais impressionante que um homem e uma mulher podem fazer é amar. Vale a pena dedicar toda a vida a amar cada vez melhor e mais intensamente. É, na realidade, a única coisa que merece a nossa dedicação: tudo o mais, tudo mesmo, deveria ser apenas um meio para o conseguir. “No entardecer da nossa existência – dizia um clássico castelhano – seremos examinados sobre o amor” (e sobre nada mais, acrescento eu).

Ora bem, quando me caso, estabeleço as condições para me dedicar sem reservas à tarefa de amar. Pelo contrário, se simplesmente vivemos juntos, e ainda que eu não tenha consciência disso, terei de dirigir todo o esforço à “defesa das posições alcançadas”, a “não perder o que foi ganho”.

Tudo, então, se torna inseguro: a relação pode romper-se a qualquer momento. Se não tenho a certeza de que o outro se vai esforçar seriamente por amar-me e superar as fricções e conflitos do convívio quotidiano, por que terei de fazê-lo eu? Não posso “baixar a guarda”, mostrar-me de verdade como sou…, não vá acontecer que o meu parceiro descubra defeitos “insuportáveis” em mim e decida acabar com tudo.

Perante as dificuldades que forçosamente têm de surgir, a tentação de abandonar a relação conjugal está sempre muito próxima, pois nada impede essa deserção…

Em resumo, a simples convivência sem entrega definitiva cria um clima em que a razão fundamental e entusiasmadora do matrimônio – fazer crescer e amadurecer o amor e, com ele, a felicidade – se vê muito comprometida.

AMOR OU “PAPÉIS”?

Tudo o que acabamos de ver parece reforçar a afirmação de que “o importante” é amar. Parece-me correto. O amor é efetivamente importante e não se deve ter medo desta ideia. No entanto, como já expliquei, não pode haver amor total sem doação mútua e exclusiva, sem o casamento. Os “papéis”, o reconhecimento social, não são, de modo nenhum, “o importante”, mas por serem uma confirmação externa da entrega mútua, tornam-se imprescindíveis.

E por quê?

Do ponto de vista social, porque o meu casamento tem claras repercussões civis: a família é – deveria ser! – a chave do ordenamento jurídico e o fundamento da saúde de uma sociedade. É indispensável, por isso, que se saiba que eu e outra pessoa decidimos mudar de estado e constituir uma família.

No entanto, a dimensão pública do matrimônio – cerimônia religiosa e civil, festa com familiares e amigos, participações do evento, anúncio nos meios de comunicação social (se for caso disso), etc.– deriva sobretudo da enorme relevância que tem para os cônjuges aquilo que estão levando a cabo. Se isso vai mudar radicalmente a minha vida para melhor, se me vai permitir algo que é uma autêntica e maravilhosa aventura, terei imenso gosto em que se saiba, tal como anuncio com tambores e flautas outras boas notícias. Tal como, não. Muito mais, porque não há nada que se compare a casar-se: põe-me numa situação inigualável para crescer interiormente, para ser melhor pessoa e alcançar assim a felicidade. Como não apregoar, então, a minha alegria?

ANTECIPAR O FUTURO?

É verdade que, tendo em conta o exposto, muitos se interrogam: como posso assumir um compromisso para toda a vida, se não sei o que esta me vai trazer? Como posso estar certo de que escolho bem a minha mulher ou o meu marido?

A todos eles eu diria, antes de mais, que para isso existe o noivado: um período imprescindível que oferece a duas pessoas a oportunidade de se conhecerem mutuamente e começarem a entrever como se desenvolverá a sua vida em comum.

Além disso, se sou uma pessoa como deve ser, já sei o que acontecerá quando contrair matrimônio: sei, concretamente, que farei tudo o que estiver ao meu alcance para amar a pessoa com quem me vou casar e procurarei que ela seja muito feliz. E se esse propósito for sério, será partilhado pelo futuro cônjuge, porque o amor chama o amor. Podemos ter, portanto, a certeza de que vamos esforçar-nos com todos os meios por consegui-lo. E nesse caso será muito difícil, quase impossível, que o matrimônio fracasse.

OBSERVAR E REFLETIR

Não há dúvida de que essa decisão radical de entrega não é suficiente para dar um passo tão importante. É preciso que eu considere também alguns traços do futuro cônjuge. Por exemplo, se “me vejo” vivendo durante o resto dos meus dias com essa pessoa. E igualmente, e antes, como é que ela se comporta no seu trabalho; como trata a família, os amigos. Se sabe controlar os seus impulsos sexuais (porque, caso contrário, ninguém me garante que será capaz de o fazer quando estivermos casados e não se deixará seduzir pelos encantos de outro ou outra). Gostaria que os meus filhos se parecessem com ele – com ela? (porque de fato, quer eu queira ou não, vão parecer-se). Sabe estar mais atenta ao meu bem do que aos seus caprichos?

Em resumo, é importante considerar mais o que a pessoa é; depois, o que efetivamente faz, como se comporta; e em terceiro lugar o que diz ou promete, coisa que só terá valor se a sua conduta o confirmar.

RELAÇÕES ANTIMATRIMONIAIS

Eis uma das questões mais decisivas e sobre a qual reina maior confusão. A necessidade de os noivos se conhecerem, de saber se um e outro combinam entre si, não aconselhará a que vivam um tempo juntos, com tudo o que isso implica?

É um assunto que tem sido muito estudado e sobre o qual se vai lançando uma luz mais clara. Um bom resumo do estado da questão seria o seguinte: está estatisticamente comprovado que a convivência a que acabo de aludir nunca – nunca! – produz efeitos benéficos. Por exemplo:

a) os divórcios são muito mais freqüentes entre aqueles que viveram juntos antes de contrair matrimônio;

b) as atitudes dos jovens que começam a ter um relacionamento íntimo pioram notavelmente e a olhos vistos a partir desse mesmo momento: tornam-se mais possessivos, mais ciumentos e controladores, mais desconfiados e irritáveis…

Não é difícil de intuir a causa. O corpo humano é, no sentido mais profundo da palavra, pessoal; muito particularmente na sua dimensão sexual. Por conseguinte, a sexualidade só sabe falar uma linguagem: a da entrega plena e definitiva.

No entanto, nas circunstâncias que estamos considerando, essa entrega total é desmentida pelo coração e pela cabeça que, com maior ou menor consciência, a rejeitam, na medida em que evitam um compromisso para toda a vida. Surge assim, em cada um dos noivos, uma ruptura interior que se manifesta, psiquicamente, por uma obsessiva e angustiante ânsia de segurança, acompanhada de receios, temores, suspeitas, que acabam por envenenar a vida em comum. Daí que, a este tipo de relações, e contrariamente ao que é habitual, eu prefira chamar “anti-matrimoniais”.

PARA SE CONHECEREM A SÉRIO

É pelo menos ingênua a pretensão de avaliar a viabilidade de um casamento pela “capacidade sexual” dos que coabitam: como se toda uma vida em comum dependesse ou pudesse basear-se em atos que, em condições normais, não somam muitos minutos por semana!

Aliás, a melhor maneira de conhecer o futuro cônjuge nesse campo neste campo consiste, como sugeria anteriormente, em observá-lo nos outros aspectos da sua vida, naqueles que não se relacionam diretamente conosco: observar e refletir sobre o modo como a pessoa se comporta com a sua família, no trabalho ou no estudo, com os amigos e conhecidos. Se, nessas circunstâncias, é generoso, afável, paciente, serviçal, terno, desprendido, podemos estar seguros – sem medo de errar – de que a longo prazo será essa a sua atitude nas relações mais íntimas.

Por isso, pode-se afirmar que “viver (e dormir) juntos” é a melhor maneira de não saber absolutamente nada de como vai comportar-se a outra pessoa durante a vida matrimonial.

Repito que não se trata de uma ficção nem de uma espécie de “invenção piedosa” para desaconselhar essa convivência: como acabo de mencionar, é bastante fácil cair na conta de que a situação que se cria em tais circunstâncias é totalmente artificial… e muito diferente do que será a vida em comum no dia a dia, quando ambos estiverem casados.

EXPERIMENTAR AS PESSOAS?

Pode-se aprofundar ainda mais: não é sério nem honesto “experimentar” as pessoas como se se tratasse de cavalos, carros ou computadores. As pessoas devem ser respeitadas, veneradas, amadas; por elas se arrisca a vida, “joga-se – como dizia Marañón – cara ou coroa, o porvir do próprio coração”.

Além disso, a desconfiança que implica o pôr as pessoas à prova não só cria um permanente estado de tensão, difícil de suportar, como se opõe frontalmente ao amor incondicional, que está na base de qualquer bom casamento.

E deve-se acrescentar outro motivo ainda mais determinante: não se podetransforma-os em esposos, permite-lhes amar de verdade: coisa que antes de casarem não podiam fazer! (é materialmente impossível, ainda que pareça o contrário) fazer essa experiência, porque o casamento muda muito profundamente os noivos, não só do ponto de vista psicológico – a que já me referi – mas no seu próprio ser; modifica-os profundamente.

Tomás Melendo Granados
Catedrático de Filosofía (Metafísica), Diretor do Departamento de Estudos Universitários sobre a Família da Universidade de Málaga, Espanha.

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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