Artigo da ‘Fé’ Categoria

* Mais de 70% dos alunos espanhóis optam por curso de religião católica nas escolas.

quinta-feira, março 11th, 2010

Segundo pesquisa feita pela Comissão Episcopal de Ensinamento e Catequese da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), mais de 70% dos alunos de colégios e instituições de toda a Espanha optam por cursar aulas de religião e moral católica em suas escolas.

Nas escolas públicas, esse número é de 64% e nas escolas particulares, de 71%.

A análise estatística, que se refere ao período de 2009 e 2010, entrevistou mais de 4,5 milhões de alunos e aponta aumento de 99,5% na escolha do Catolicismo com relação ao biênio anterior.

De acordo com a CEE, os dados apurados são especialmente significativos diante das dificuldades enfrentadas pela Igreja para se ensinar religião católica nas instituições de ensino da Espanha. Isto porque, conforme a Conferência, a Lei Orgânica de Educação (LOE) do governo espanhol vem introduzindo travas para que os estudantes escolham em igualdade de condições pelo ensinamento da religião católica nos distintos setores de educação do país. Entre estes obstáculos, a CEE destaca a configuração da disciplina religiosa como se fosse uma matéria optativa.

Em fevereito de 2007 os bispos já haviam portestado, por meio da Declaração da Comissão Permanente (”A Lei Orgânica de Educação (LOE), os decretos reais que a fomentam e os direitos fundamentais de pais e escolas”), os bispos ressaltaram que a nova legislação “não regula o ensino da religião de modo que fiquem a salvo os direitos de todos”.

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O Governo Socialista tenta, mas Deus é MAIS!

* Através de E-mail, milhares de fiéis detêm exposição fotográfica blasfema na Espanha.

segunda-feira, março 1st, 2010

Perto de 18 mil fiéis detiveram através do correio eletrônico uma exposição fotográfica que ia se realizar no Centro de Cultura Contemporânea da Universidade de Granada (UGR), e que mostrava um Cristo homossexual, uma Virgem prostituta, São José como um camelo e situava o Nascimento de Cristo em um bordel.

A protesta cívica se deu logo que a plataforma cidadã Hazteoir.org (HO, em português “Faça-se ouvir”), alertara sobre a exposição “Circus Cristi”, promovida pela UGR.

HO informou que em apenas quatro horas a UGR recebeu 18 mil correios eletrônicos exigindo a retirada do seu apoio à amostra.

Nesse mesmo dia o reitorado anunciou sua suspensão.

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A impressão pessoal que tenho é que  nós Católicos não sabemos a força que temos.

Para ser sincero, acho que de maneira geral somos medrosos e omissos e não assumimos nossa fé diante da sociedade, caindo na tentação – tão combatida pelo Papa- de reduzir a fé é algo “intimo e privado” e de que  não deve se manifestar diante da sociedade e do mundo.

A fé precisa se expressar em nossos valores pessoais mas também nos valores socias já que somos um pais de 90%  de cristãos, sendo 70% de católicos.

NÃO DÁ PRA FICAR VENDO “A BANDA PASSAR” E A GENTE APENAS LAMENTAR..

* Atriz “deixa” fé católica em apoio ao irmão gay.

domingo, fevereiro 7th, 2010
Reuters

Atriz diz que ainda não se achou em nenhuma religião

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A Atriz é uma das apresentadoras do maior prêmio do cinema, o Oscar

Assim que seu irmão se revelou gay, a atriz Anne Hathaway e toda sua família abandonaram a igreja católica para apoiá-lo em sua decisão.

A estrela de O Diabo Veste Prada admitiu em entrevista a revista britânica GQ que ainda está tentando descobrir suas crenças e alfineta as leis estipuladas pelo catolicismo.

- Por que eu deveria apoiar uma organização que tem uma visão limitada do meu amado irmão?

Hathaway está no elenco de Alice no País das Maravilhas ao lado de Johnny Depp.

Fonte R7

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Noticias como essas referendam a percepção de que muitos “católicos”,de fato não conhecem sua fé.

Não é imcompatível o amor ao irmão – gay ou não – com a  desaprovação de eventual conduta moralmente questionável.

Pode-se amar, mesmo discordando.

A Igreja tem seus principios e seus fiéis não são obrigados a permanecerem caso não concordem. Neste caso o mais sensato é rever a visão pessoal de fé em seus fundamentos básicos,e, se for o caso, sair.

Não se pode é esperar que a Igreja vá se adaptando às demandas da modernidade, muitas delas absurdas, para não perder fiéis.

Uma fé bem alicerçada e fundamentada entende e CONCORDA com os principios da doutrina católica, a defende porque é condizente com a verdade objetiva e fidelidade a seu fundador, que é DEUS e não apenas um mestre de moral antigo e superável com o tempo.

Respeita-se decisões como essas, mas fica sempre a pergunta:  A  fé é algo adaptável às circunstâncias e ao momento? é descartável , onde escolho o deus ou a igreja que mais gosto ou que” me faz mais feliz” e não discordo de sua doutrina?

Existe algo de consistente em uma fé personalizada, onde cada um pega o que concorda e, como em um  supermercado, escolhe o que gosta e rejeita o que não concorda?

Afinal, que fé é essa?

* Pessoas extraordinárias: Você conhece alguma pessoa “capaz de lhe esconder”?

sábado, janeiro 30th, 2010

Se viver o suficiente, você provavelmente descobrirá que a vida nos leva a estágios determinados para produzir a maturidade a que precisamos chegar como cristãos. No centro desse processo estão as pessoas que encontramos pelo caminho. Algumas se tornam exemplos de encorajamento, deixando-nos a permanente admiração que aumenta com o tempo e a experiência.

Há aquelas que devem ser classificadas como amigos, conhecidos ou pessoas que você preferiria esquecer. Sim, até mesmo alguns dos nossos irmãos e irmãs em Cristo contribuem para o nosso crescimento com suas disputas e controvérsias; e aí se aprende que o crescimento espiritual ocorre com a descoberta de que ninguém é perfeito. Assim é a vida.

No entanto, algumas vezes somos tocados por alguns santos cuja amizade estimamos. Eles exemplificam no melhor sentido o que é ser um cristão. Eles podem ser poucos em número, mas existem.

Olhando para o passado, vi que fui privilegiado ao encontrar algumas pessoas sumamente extraordinárias que enriqueceram minha vida e influenciaram imensuravelmente o sentido do meu ministério pessoal. A maioria delas não esteve sob os holofotes da popularidade ou da fama. De fato, você provavelmente nunca ouviu os nomes de muitos deles. Mas eles existem, apesar de tudo.

O primeiro que quero lembrar é Zvi . Muitos de vocês certamente já leram os artigos em que Zvi relata suas experiências.Sua biografia, Zvi: The Miraculous Story of Triumph Over the Holocaust (Zvi: A História Miraculosa do Triunfo Sobre o Holocausto), está disponível em língua inglesa.

Desde a infância durante a guerra na Europa de Hitler a um procedimento exemplar nas ruas de Jerusalém, a vida dele foi tão extraordinária que alguns questionam a veracidade da sua história.

Entretanto, a realidade é freqüentemente mais estranha que a ficção. Eu acompanhei a vida de Zvi e confirmei os fatos através dos testemunhos de indivíduos, passando pelo Knesset (Parlamento) e pelo exército israelense, até voltar às ruas de Jerusalém. A conseqüência é que um homem desprovido de status e credenciais acadêmicas realmente exerceu grande influência, por sua vida e seu exemplo, sobre milhares de pessoas. E, felizmente, sua história ainda não foi completamente escrita.

Marek Edelman, o último líder sobrevivente do levante do Gueto de Varsóvia.

Outras pessoas extraordinárias foram Victor e Lydia Buksbazen, que me apresentaram a história de Zvi e de sua família. Por 33 anos, os Buksbazen dirigiram The Friends of Israel (FOI) – Os Amigos de Israel, um ministério bíblico que manifesta compaixão e ajuda, estendendo a mão igualmente a judeus e a gentios. Através do sacrifício pessoal altruísta desse casal, hoje The Friends of Israel alcança milhões de pessoas pelo mundo.

Toda vez que eu caminho pela Alameda dos Justos Dentre as Nações no Yad Vashem (Instituto do Holocausto) em Jerusalém, estou bem ciente de estar passando por um verdadeiro memorial de pessoas incomuns e extraordinárias. Os nomes nas placas abaixo da sombra das alfarrobeiras são todos praticamente desconhecidos para mim – nomes estranhos com um ajuntamento de consoantes confusas. Porém, dois são familiares, e nunca deixei de parar um pouco diante deles e pensar em tudo o que representam.

Buquês de flores frescas sempre adornam a pequena placa em memória a Oscar Schindler. O industrial alemão foi popularizado em filme e livro, porque ele literalmente comprou dos nazistas 1.200 homens, mulheres e crianças judeus durante o Holocausto. Mais distante está o tributo gravado a Corrie ten Boom que, juntamente com sua família, de bom grado arriscou tudo o que tinha para resgatar judeus de serem perseguidos pelos agentes do megalomaníaco Adolf Hitler.

Um nome que, muito provavelmente, nunca será contado entre aqueles do Yad Vashem pertence a uma mulher que é, em todos os sentidos da palavra, extraordinária. Seu nome é Halina, conhecida por nós há anos como Alice, por causa da ameaça comunista aos cristãos na Polônia durante a ocupação russa após a Segunda Guerra Mundial. Ela ainda prefere que não usemos seu nome completo. Halina viveu durante o terror turbulento de Hitler, de 1939 a 1945, com duas missões em mente: (1) libertar sua Polônia amada dos alemães e (2) ajudar os judeus a sobreviver à campanha nazista de aniquilação.

Durante a guerra ela serviu como enfermeira, ajudou um grande número de judeus a escapar dos alemães, foi membro da resistência clandestina polonesa, serviu na insurreição polonesa contra os nazistas e foi detida como prisioneira de guerra depois do colapso da resistência. Em seu heroísmo, durante os fatigantes anos de fome, privações pessoais e perigo diário de morte, Halina permaneceu como um modelo de firmeza cristã e compromisso com a verdade, enquanto tudo à sua volta parecia ser dominado por Satanás. Ela nunca poderia ser acusada de esquecer o povo polonês (seu irmão foi morto pelos nazistas), seu país ou o sofrimento do povo judeu.

Halina relata sobre o contato com organizações judaicas de muitos países, que vieram à Polônia anos depois da guerra, para comemorar o levante do Gueto de Varsóvia em 1943. O famoso escultor judeu Nathan Rappaport esculpiu um monumento que foi exposto em 1948 no antigo gueto judeu. Ele foi feito das pedras originalmente lavradas para um monumento de vitória nazista. Cada bloco celebra um indivíduo ou um evento no gueto. Halina observa:

Oscar Schindler, o industrial alemão que literalmente comprou dos nazistas 1.200 homens, mulheres e crianças judeus durante o Holocausto, diante da sua árvore na Alameda dos Justos.

As pessoas que não conhecem a Bíblia olham para o monumento e não entendem o significado. Para mim, é muito claro. O monumento representa uma fornalha gigante. No meio da fornalha, podemos ver uma abertura. E na abertura podemos ver chamas da pedra, e dentro das chamas vemos uma jovem mulher com uma criança nos braços. Podemos ver também dois jovens, bravos guerreiros olhando para cima, sem medo, com coragem em seus semblantes.

Enquanto eu examinava seus rostos, vendo que eles olhavam para cima, lembrei do Salmo 121: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?”. A resposta é: “De cima”. E me pareceu que esses jovens guerreiros estavam olhando para o Deus de Israel. Somente dEle pode vir a ajuda para as nações. Esse monumento extraordinário mostra o espírito destemido do povo judeu e a sua esperança, que nada pode extinguir.

Para mim, esse memorial foi o mais significativo e bonito de todos que vi depois da guerra. Enquanto permaneci em frente à escultura, aguardando a celebração do levante judeu, um pensamento me veio à mente: Por que esse sangue do povo judeu foi derramado e as cinzas foram deixadas nos crematórios, onde milhões foram carbonizados em vão? E para que isso foi necessário? Por que Deus permitiria esse terrível massacre de pessoas inocentes?

Então, enquanto colocávamos nossa coroa de flores, como amigos gentios de Israel, ao lado de pessoas de organizações judaicas, vislumbrei a resposta: Porque a consciência do mundo é muito dura. E eu entendi. Não foi Deus, mas o mal inerente nos corações dos homens corruptos que ocasionou todo o massacre.

A mensagem de Halina é a lição para todos nós. O anti-semitismo maligno e persistente é uma manifestação da obsessão satânica em destruir o povo escolhido de Deus. As faces dos perpetradores são muitas, mas cada um deles é guiado pelo mesmo senhor e são devotos da mesma causa.

Deus, porém, levantou pessoas extraordinárias, algumas cujos nomes nunca conheceremos. Aqueles que testemunharam suas ações, entretanto, revelam um legado de coragem e determinação que parece não existir mais no pântano moral do atual Ocidente opulento, em sua ânsia de esquecer o que aconteceu.

Houve o homem de Praga que conseguiu um trabalho no gueto judeu de Varsóvia. Sua recompensa pelos esforços era o sustento através de uma tigela de sopa. Um dia, movido por um ato de compaixão irrefletido, ele ficou com um bebê recém-nascido de uma mãe cuja vida estava marcada para acabar na câmara de gás. Ele resolveu o problema de passar com a criança pelos guardas do gueto colocando-a em uma grande mala que carregava em seu trabalho. Felizmente, o bebê dormiu e foi levado à sua casa. O homem realizou sua perigosa missão repetidamente, e hoje os beneficiários da sua coragem reverenciam a sua memória.

Centenas de homens, muitos dos quais  cristãos, corajosamente enfrentaram a morte por salvar judeus. Na foto, bunker no Gueto de Varsóvia em 1943.

Outro caso é o de uma menina judia de 14 anos que ficou escondida em um curral de porcos enquanto seus pais conseguiram refúgio em outra cidade. Um dia, ela teve desejo tão grande de ver seus pais que se arriscou a encontrá-los. No seu caminho de volta, foi descoberta por um grupo de meninos poloneses que imediatamente começaram a gritar: “Jude, Jude!” (judeu, judeu!), o que significaria sua morte rápida e dolorosa caso as autoridades chegassem.

A garota horrorizada sabia que correr de volta até seus benfeitores poderia significar a descoberta e prisão deles. Felizmente, junto ao caminho fora da cidade havia uma grande cruz. Sem entender a importância total da sua atitude, a menina gritou: “Jesus, Jesus, me ajuda!”. Quando os meninos ouviram-na chamar pela ajuda de Jesus, deixaram-na em paz. Assim, ela retornou ao curral e viveu lá até o fim da guerra.

Em outro caso, um corajoso casal polonês cavou um espaço abaixo do piso da sua cozinha como um esconderijo para famílias de judeus. Quando a Gestapo estava na área, os judeus podiam escapar para dentro do abrigo e esperar até o perigo passar. Um dia, agentes entraram na casa acompanhados por um enorme pastor alemão. O animal era treinado para farejar lugares secretos em que poderia haver judeus escondidos. Felizmente, o casal tinha um pequeno cachorro que tirou a atenção do pastor alemão. Quando o cão da Gestapo aproximou-se do cachorrinho, este escapuliu e correu para fora da casa, perseguido pelo cão policial. Os agentes encerraram a busca, e tanto a família polonesa quanto os fugitivos judeus foram salvos.

Há inúmeras histórias desse tipo. Pessoas foram escondidas em caixas construídas embaixo de depósitos de carvão, atrás de paredes falsas que encobriam refúgios e outros lugares engenhosamente projetados para servir de esconderijo. Centenas de gentios, muitos dos quais eram cristãos, corajosamente enfrentaram a morte por salvar judeus. Essa é a face do extraordinário, revelando-nos exemplos de bravura, fazendo a coisa certa no momento certo.

A holandesa Corrie ten Boom que, juntamente com sua família, de bom grado
arriscou tudo o que tinha para resgatar judeus de serem perseguidos pelos agentes do megalomaníaco Adolf Hitler. À direita, foto da falsa parede
em seu quarto onde escondia os judeus.

Por que eles o fizeram? Uma corajosa enfermeira foi assim questionada quando alguém observou que ela não havia sido premiada com uma medalha pelo Memorial Yad Vashem. “Nós não salvamos vidas por um prêmio”, ela respondeu. “Nós não queríamos nenhuma recompensa. Era muito perigoso fazê-lo por um prêmio. Queríamos salvar vidas, e Deus nos ajudou a fazê-lo”. Sua resposta foi tão “simples” assim.

Há alguns anos entrevistei um destacado senador judeu nos EUA. Quando lhe perguntei como ele se sentia sobre uma possível perseguição na América, este foi o seu comentário: “Elwood, eu creio que, de tempos em tempos, cada judeu olha para seu círculo de amigos e companheiros e pergunta a si mesmo: se um Adolf Hitler surgisse nos EUA, quem dentre essas pessoas me esconderia em algum lugar?”.

Agora, deixe-me apresentar-lhe uma questão: Como cristão em um mundo onde o surgimento da militância anti-cristã pode logo ameaçar a sua segurança, quem, em seu círculo de amigos, lhe daria um lugar para esconder-se?

E você,esconderia -mesmo sob risco-irmãos?

Fonte: Revista Noticas de Israel

* Fé e razão são conciliávies, sim!

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

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Everth Quiroz Oliveira

” Concordo que o mal e o sofrimento propõem um sério desafio intelectual e moral para os cristãos. (É interessante que, no Hinduísmo e no Budismo, não existe esse problema. Os hindus acreditam que seu sofrimento nesta vida é a conseqüência dos seus atos em uma vida passada. O Budismo acredita que o sofrimento é o produto do desejo egocêntrico e pode ser superado por meio de uma dissolução do “eu” que nutre esses desejos.)

Quando coisas terríveis acontecem, parece que elas são mais facilmente explicadas pela ausência de Deus do que por sua presença.

Mas o que poucos perceberam é que o mal e o sofrimento também propõem um terrível desafio para os ateus. A razão é que o sofrimento não é simplesmente um problema intelectual e moral; é também um problema emocional.

O sofrimento não destrói mentes; ele destrói corações. Quando adoeço, não quero uma teoria para explicar o fato, quero algo que me deixará melhor. O ateísmo talvez tenha uma explicação melhor para o mal e o sofrimento, mas não oferece consolo. Entretanto, o teísmo (…) oferece uma forma melhor para se lidar com as conseqüências do mal e do sofrimento.”( Dinesh D`Sousa)

O mistério do sofrimento é, de certo modo, atraente para a exploração dos ateus, quando sobrevêm ao crente alguma dificuldade ou algum mal. Se Deus é verdadeiramente onipotente e bondoso, por que permite que seus filhos sofram? O ideal seria começar a olhar para o sentido do sofrimento.

À luz do pensamento cristão, somos convidados a olhar para o mal como uma fonte da qual podemos, com a graça de Deus, extrair bens valiosos. Mas, essa mesma proposta – de olhar para o sentido do sofrimento – parece impossível de ser respondida pelos ateus militantes a menos que queiram deixar a visão de mundo darwinista de lado.

De acordo com essa, por exemplo, a dor pela morte de alguém ou o sofrimento por causa de uma tragédia seriam vãos, uma vez que a morte de pessoas é simplesmente a tragédia da extinção de alguns animais, e qualquer tentativa de confortar ou consolar o abatido seria descartada. Enfim, o ateísmo critica o Deus cristão, mas se vê obrigado, à medida que constata que o mal, de fato, “destrói corações”, a aceitar que conforto espiritual e consolação são, nesse momento de dificuldade, necessários.

Mas, alegarão os ateus, é bem melhor mostrar ao homem a verdade do que crer em fábulas e contos de fadas. O fato é que essa tentativa de comparar o Deus cristão com contos e fábulas é bem idiota: nunca ouvi nenhuma história em que era necessária uma fada para a criação do Universo ou onde as explicações filosóficas para se crer na existência do unicórnio fossem fortes o bastante para que qualquer pessoa sensata nisso acreditasse. Além disso, quem pode provar que a realidade não é verdadeiramente essa proposta pelo cristianismo? A ciência é laica. Não tem religião. Isso significa que ela também não professa o ateísmo. Fé e razão não são extremos opostos inconciliáveis, como propõem certos darwinistas. Fé e razão são bens vindos do mesmo Deus e, portanto, perfeitamente conciliáveis.

Atenhamo-nos, entretanto, ao problema do mal. É, sem nenhuma dúvida, complexo. A novidade do cristianismo é que, ao dar uma finalidade ao sofrimento humano, mostra um Deus que se compadece da situação do homem: Ele vem sofrer conosco. O símbolo dessa realidade é a Cruz. Lá está Cristo, no alto do Calvário. O homem se vê impossibilitado de alcançar a própria salvação. Ele, por si mesmo, não tem méritos. É, como diz a Escritura, . E, diante da situação espiritual em que se vê, não há nenhuma esperança de vida.

Se o homem não pode caminhar até Deus, então Deus caminha até o homem. O Filho do Homem se faz carne. Diante do problema do mal, a Escritura não o mostra debatendo com os doutores da Lei ou tentando mostrar ao homem que, de fato, o sofrimento é uma porta que abrimos para a plena realização da vontade de Deus em nossa vida. Ele aceita ser crucificado. É humilhado, ao máximo. Sofre, ao extremo. Sofre para nos remir e também para nos motivar na cruz das nossas dificuldades. Que sentido há em tudo isso? Um Deus que se faz homem? Um Deus que sofre por causa dos pecados do homem? Eis a misteriosa e magnânima Misericórdia de Deus, que o povo de Israel canta solenemente: “Louvai o Senhor, porque ele é bom. Porque eterna é a sua misericórdia.” (Sl 106, 1).

Cantamos a Misericórdia eterna de Deus ao mesmo tempo em que vivenciamos as finitas realidades da dor, do sofrimento e da morte. “Onde está, ó morte, a tua vitória?” (1 Cor 15, 55). A vitória de Cristo se dá na ressurreição. Assim, se com Ele sofremos, também com Ele triunfaremos. Se com Ele morremos, também com Ele teremos ressurreição. Demos graças, por fim, ao Senhor, “vós, que na hora da angústia me reconfortastes” (Sl 4, 2). Peçamos à Virgem Santíssima que nos dê a graça de contemplar a Misericórdia e a bondade do Altíssimo. Não sejamos indiferentes à Redenção.

Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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