Artigo da ‘Fé’ Categoria

* Chile: Mineiros recebem bíblias de sete centímetros e lupas.

terça-feira, agosto 31st, 2010

Veja. com

Quando conversou com seu filho Renan no último domingo, por vinte segundos, Alfonso Avalos ouviu um pedido: “Agradeça a quem nos mandou as bíblias. Me deu tanta força, tanta fé de que vou sair daqui”. Renan é um dos 33 mineiros que estão soterrados desde o dia 5 de agosto em uma mina, ao norte do Chile.

Quando os mineiros foram encontrados com vida, um  pastor procurou logo o ministro de Minas, Laurence Golborne, e lhe pediu que dessem um jeito de mandar uma bíblia a cada mineiro soterrado. A condição do ministro é que tivessem 7 centímetros de largura, tamanho máximo para o duto.

Depois de procurar pela cidade de Copiapó, o pastor acionou a Igreja de Santiago, que revirou a cidade e as encontrou. Nelas, foi escrito o nome de cada um e uma dedicatória: “Estamos orando por seu resgate”. Junto com as 33 bíblias de 7 centímentos de largura, foram enviadas dez lupas e o marcador no salmo 40, que diz: “Com paciência, esperei a Deus. Ele se inclinou a mim, ouviu meu clamor e me fez sair do poço do desespero e da lama. Pôs logo na minha boca um canto novo. (…) Muitos irão ver, irão se surpreender, e confiarão em Deus”.

Milagres – A pedido do presidente Sebastián Piñera, um santuário será construído no local onde fica a mina San José quando os mineiros forem resgatados “para marcar os milagres que aconteceram aqui”, conta o padre. Ele lista alguns. “Primeiro, eles sobreviveram. Depois, o recado que mandaram chegou até nós. E agora encontramos essas bíblias no tamanho exato que tinham que ter.”

Sobre o desfecho que ninguém espera, não tem dúvidas: “Se Deus os manteve vivos, não fará isso agora. Antes, a oração nacional era para os encontrarmos com vida. Agora, rezamos para que saiam muito antes do que prevêem. Pedimos outro milagre, só mais um.”

* “Pensar em Deus” diminui a ansiedade quando se comete erros, afirma estudo.

sábado, agosto 7th, 2010

Estudo publicado na revista ”Psychological Science” mostra que pensar em Deus reduz o estresse que as pessoas vivenciam ao cometer erros. As informações são do ”EurekAlert!”.

Os pesquisadores mediram as ondas cerebrais em uma situação específica – a reação das pessoas ao saber que cometeram erros em um teste. Aqueles que foram preparados com pensamentos religiosos tiveram uma resposta menos proeminente do que aqueles que os que não receberam.

“Cerca de 85% da humanidade têm algum tipo de crença religiosa”, afirma Michael Inzlicht, que conduziu o estudo ao lado de Alexa Tullett. Ambos são da Universidade de Toronto Scarborough.

Os pesquisadores mostraram que, quando as pessoas pensam em religião e em Deus, o cérebro delas responde de uma forma diferente – elas reagem com menos sofrimento e ansiedade após cometerem erros.

Antes de passar por um teste de computador com alto índice de erros, parte dos participantes tinha escrito sobre religião, ou completado um jogo de palavras-cruzadas com termos relacionados a Deus. Os exames mostraram que a atividade cerebral desses voluntários era reduzida no córtex cingulado anterior, área associada à excitação e que gera um alerta quando as coisas dão errado.

Ateus

O curioso é que ateus reagiram de forma diferente: quando eram estimulados a pensar em assuntos relacionados a Deus, a atividade do córtex cingulado anterior deles aumentava. Os pesquisadores sugerem que, para pessoas religiosas, pensar em Deus pode fornecer uma maneira de ordenar o mundo e explicar eventos aparentemente aleatórios, o que reduz a angústia. Em contrapartida, para os ateus, os pensamentos sobre Deus podem contradizer o sistema de significados abraçado por eles e, assim, causar-lhes ainda mais sofrimento.

“Pensar em religião traz calma quando se está em um incêndio e torna as pessoas menos angustiadas ao cometerem um erro”, diz Inzlicht. Segundo ele, há evidência de que pessoas religiosas vivem mais tempo e tendem a ser mais felize e saudáveis, mas ainda faltam conclusões mais precisas.

Os ateus, no entanto, não devem se desesperar. Os pesquisadores acreditam que a redução do sofrimento pode ocorrer não apenas quando se pensa na religão, mas quando se fornece qualquer tipo de estrutura para compreender o mundo. Portanto, os ateus poderiam ter se saído melhor no estudo se tivessem sido estimulados a pensar em suas próprias crenças antes de fazer o teste

Fonte: UOL

* A Psicologia é contra a fé católica?

quinta-feira, junho 24th, 2010

Uma psicologia enraizada na visão católica da pessoa humana está em coerência tanto com a ciência como com Deus, afirma Gladys Sweeney, decana do “Institute for the Psychological Sciences”.

Em seu campo, este centro universitário americano orienta-se a estender pontes entre ciência e fé.

Que soluções a senhora proporia aos católicos que sofrem depressão ou outros transtornos mentais?

— Gladys Sweeney: Freqüentemente, a depressão, ou outras formas de transtorno mental, constitui um obstáculo ao livre arbítrio. Um tratamento psicológico eficaz é muito útil, porque busca essencialmente libertar a pessoa não só para que veja o “bem de forma mais realista, mas também para que seja capaz de eleger o “bem”.

Tradicionalmente, houve uma desconfiança mútua entre as ciências psicológicas e os católicos. A psicologia tende a ver a fé como comportamento supersticioso, enquanto que as pessoas de fé tendem a ver a psicologia como uma ciência desnecessária para elas. Uma fé suficiente deveria bastar para se ocupar de todos os problemas, quaisquer que sejam.

Nenhuma das duas posturas reflete a verdade. Uma psicologia enraizada na compreensão católica da pessoa humana não é só verdadeira para a ciência, mas verdadeira com respeito a Deus. As ciências psicológicas têm muito a oferecer a pessoas cujo livre arbítrio está afetado.

Tomemos por exemplo o caso de uma pessoa excessivamente escrupulosa. Tal pessoa poderia de fato sofrer “neurose obssessivo-compulsiva”. Esta desordem psicológica pode chegar a ser tão grave, se não tratada adequadamente, que impede a pessoa de funcionar normalmente.

Pessoas católicas, boas e fiéis, poderiam de fato deixar a confissão para não sentir que fizeram uma confissão inválida por terem esquecido de confessar “todos” os pecados. Poderiam deixar de comungar por medo de estar recebendo indignamente o Senhor. Esta desordem é facilmente diagnosticada e tratada.

As ciências psicológicas estão ao serviço da Igreja. Ajudando esta pessoa a recuperar um funcionamento normal, estará liberta da neurose. Mas a liberdade não é só uma “liberdade desde”, é também uma “liberdade para”: uma liberdade para chegar a ser cristãos melhores e para poder-se beneficiar de uma vida sacramental.

Proposta a questão em termos adequados, então não existe nenhum conflito entre uma psicologia fundada em uma sã antropologia e os ensinamentos da Igreja. O desafio é encontrar psicólogos adequadamente formados nesta perspectiva, que respeitem os valores religiosos de seus pacientes sem miná-los de nenhum modo.

Quais são os erros mais comuns hoje no tratamento da depressão?

— Gladys Sweeney: Um dos maiores erros no tratamento da depressão é a noção de que a depressão se alivia “unicamente” através de medicação.

Ainda que é certo que o uso de antidepressivos ofereceu um tremendo alívio a pacientes que padecem este transtorno, recorrer exclusivamente ao tratamento farmacológico, excluindo formas mais tradicionais de psicoterapia, não é o tratamento melhor.

Um dos tratamentos mais eficazes contra a depressão é o que os psicólogos chamam “reestruturação cognitiva”. Esta modalidade de tratamento tende a reordenar as emoções de acordo com a razão.

Com freqüência, nos casos de depressão, a sensação de desespero e impotência toma controle de toda a pessoa, e o paciente não é capaz de ver a realidade objetivamente. É como se visse o mundo através de um cristal escuro. Uma pessoa deprimida pode “interpretar” um acontecimento neutro como algo negativo ou pessoalmente ofensivo, quando na realidade não é assim.

O tratamento consiste em ajudar a pessoa deprimida a reestruturar seu pensamento, orientando-a a reestruturar seus esquemas distorcidos e negativos. É treinada a ordenar as emoções de acordo com a razão e a ver as situações de forma mais objetiva. Demonstrou-se extremamente eficaz para ajudar as pessoas com este diagnóstico.

É importante observar que às vezes as pessoas deprimidas inicialmente não respondem bem a esta terapia. Sobretudo quando a depressão é severa.

Nestes casos, o melhor tratamento é uma combinação de medicação e terapia cognitiva. Em qualquer caso, a medicação só raramente é boa solução em longo prazo para o problema.

De que forma uma vida em Cristo — participando nos sacramentos, tendo oração e procurando direção espiritual — ajuda a curar as patologias mentais?

— Gladys Sweeney: A participação na vida sacramental, na oração e na direção espiritual constitui meios para receber a graça divina.

A espiritualidade cristã é viver em Cristo pela graça do Espírito Santo que nos faz crescer na fé; significa ter uma esperança fundada na fé e sobretudo no amor como plenitude da fé no caminho reto para a comunidade da Santíssima Trindade.

Como a graça aperfeiçoa a natureza, esta espiritualidade é totalmente coerente com a saúde psicologia. Mas a saúde espiritual e a saúde psicológica não são idênticas, nem sempre proporcionadas.

Uma pessoa que sofre neurose obsessivo-compussiva, que não é capaz de confessar e talvez nem sequer de comungar, necessita de tratamento a fim de poder se valer dos meios com os quais se recebe a graça santificante. Em qualquer caso, a saúde mental, como a saúde física, não é uma condição necessária para a santidade.

Uma pessoa que sofre ansiedade não necessita de ser tratada primeiro desta desordem para desenvolver as virtudes do valor e da fortaleza ou crescer em sua confiança em Deus. Certamente ajuda, mas não é uma condição sine qua non para o crescimento nas virtudes humanas. As dificuldades que se encontram ao lutar com condições psicológicas podem de fato servir para favorecer determinadas virtudes, ou ser motivo de momentos de maior graça e de aprofundamento da vida espiritual.

Portanto, a menos que os problemas psicológicos da pessoa dificultem sua participação na vida sacramental, é de suma importância que a pessoa participe ativamente nela, ainda que esteja em terapia. É por isto que é tão importante que o terapeuta se dê conta desta necessidade e alente a pessoa a realizá-la.

Os efeitos da ação da graça combinados com um são tratamento psicológico são muito eficazes para conseguir a cura. Qualquer católico que sofra enfermidades mentais deverá seguir recebendo os sacramentos com freqüência e respeito, além de manter uma vida de oração habitual e equilibrada.

Um bom diretor espiritual pode ser muito útil a esse respeito, proporcionando guia no caminho do crescimento espiritual. Seja através da terapia ou da espiritualidade, é sempre Cristo quem cura.

Por que é importante que os católicos com problemas de saúde mental recorram a terapeutas também católicos?

— Gladys Sweeney: Toda teoria psicológica contém determinados postulados relativos à natureza e ao destino da pessoa humana. Há teorias seculares por natureza e às vezes abertamente anti-religiosas. Às vezes negam a existência da liberdade humana, das verdades morais, e portanto a realidade do pecado.

É pelo que o Santo padre diz em “Reconciliatio et Paenitentia”: “Dilui-se este sentido do pecado na sociedade contemporânea também por causa dos equívocos nos que se cai ao aceitar certos resultados da ciência humana. Assim, em base a determinadas afirmações da psicologia, a preocupação por não culpar ou por não pôr freios à liberdade leva a não conhecer jamais uma falta”.

Assim que os católicos devem estar muito atentos ao receber a assistência psicológica ou ao permitir às modas psicológicas influir na própria vida.

Também os psicólogos em geral tendem a ver a religião de forma mais negativa, coisa que cria ulteriores dificuldades aos católicos. Durante uma psicoterapia é possível que o terapeuta influa no paciente de maneiras sutis que lentamente minem suas convicções religiosas.

Com um bom terapeuta católico, em qualquer caso, a fé e a prática religiosa dos pacientes seria alentada e até poderiam falar de questões religiosas durante as sessões. Tal terapia trabalha desde uma compreensão autêntica da pessoa humana baseada nos ensinamentos da Igreja e reforçada por elementos psicológicos sãos.

Este tipo de aproximação é absolutamente essencial para qualquer católico que busque ajuda por um problema de saúde mental.

Que recursos a Igreja oferece aos membros de seu rebanho que tenham a ver com questões de saúde mental?

— Gladys Sweeney: A Igreja nos oferece Cristo, que é a revelação do amor do Pai e é a revelação do homem ao homem.

Cristo nos revela o sentido de nossa existência e a resposta ao anseio de nosso coração. A Igreja, ao dar-nos Cristo, dá-nos o que mais desejamos e em última instância o único capaz de satisfazer-nos.

Neste “vale de lágrimas” haverá inevitavelmente desilusões, tragédias e sofrimentos, e todo o tempo a Igreja nos orienta mais além deste horizonte, para o seio da trindade, onde Cristo está preparando uma morada para nós. Cristo nos mostra, portanto, o sentido redentor do sofrimento. Através dos sacramentos da Igreja, encontramos Cristo e nos renovamos e transformamos continuamente, na medida em que cresce nossa união com Ele.

Em todo caso, a Igreja precisa ter em conta a específica função que a ciência psicológica pode desempenhar, especialmente se está nas mãos de terapeutas bem formados e equilibrados que compreendam o ensinamento da Igreja sobre a liberdade e a dignidade humana.

A colaboração mútua da ciência humana e do trabalho pastoral é de uma importância, e se se realiza em harmonia, pode levar almas a Cristo e promover o estabelecimento do Reino de Deus nesta terra.

* Milagre, pela intercessão de Maria, reconhecido pela Igreja e pela Ciência.

domingo, junho 20th, 2010

A descrição de um dos mais recentes milagres de Lourdes oficialmente reconhecido pela Igreja chega até nós com detalhes que arrepiam, comovem e inspiram uma reflexão.

Em 1987, Jean-Pierre Bély era um paraplégico em fase terminal. Hoje esbanja saúde. Ele descreveu sua miraculosa cura nos mínimos detalhes, com uma singeleza tocante.

Bély mora em La Couronne, perto de Angoulême, no interior da França. Na entrada da sua casa, uma gruta de Lourdes em miniatura recebe o visitante.

A mobília é discreta e tradicional, típica da pequena burguesia provinciana. Há uma imagem de Nossa Senhora e duas fotos: uma de Santa Bernadette e outra de Santa Teresinha. Tudo está arranjado despretensiosamente.

O ambiente nada tem de comum com o de místicos, visionários, ou alumbrados, os quais, infelizmente, não são poucos nestes conturbados dias de falsas aparições, pretensos prodígios e pseudo-revelações.

Ele nasceu em 1936. É casado e pai de dois filhos. Trabalhava como enfermeiro no hospital de Angoulême quando, em 1972, a doença manifestou nele seus primeiros sintomas. Começou a sentir fadiga, formigamentos nas mãos e nos pés. Numa manhã de 1984, acordou com todo o lado direito do corpo paralisado.

Era a esclerose em placa, enfermidade degenerativa do sistema nervoso que conduz a uma dolorosa morte. “É uma doença desmoralizadora — narra ele —, que avança aos pulos. A pessoa acredita sentir-se melhor, e depois, subitamente, o estado de saúde piora. Por fim eu tinha os punhos tão deformados, que já não podia mexer mais as mãos”. ( )

Em 1987, seu quadro clínico era desesperador. O sistema de saúde público o tinha declarado 100% inepto a título definitivo, e pagava um assistente para suas necessidades básicas como alimentação, higiene, etc. Ele era transportado em maca.

Em 5 de outubro daquele ano, Bély peregrinou a Lourdes. Quatro dias depois, tudo ia mudar.

A unção dos enfermos e a paz interior

Bély estava no fim da peregrinação, e só piorava. Seus acompanhantes temiam que morresse antes de voltar. Deixemos o miraculado descrever o que sentiu.

“Eu estava sobre a esplanada diante da Basílica, deitado numa maca. Era a cerimônia da unção dos doentes. O ambiente era extraordinário. Eu tinha a impressão de viver intensamente o momento. Após receber a extrema-unção, senti uma paz, uma alegria, uma serenidade extraordinárias. Como se tudo o que havia de mau na minha vida me tivesse sido tirado: meu esgotamento, minha ansiedade, meus escrúpulos…

“Eu estava exultante, desligado do mundo. Tinha a impressão de flutuar. Sentia-me alheio ao mundo. Meu corpo não interessava. Posso dizer que recebi a cura do coração antes que a do corpo. Essa paz, essa serenidade não me deixaram mais. E todos os dias tenho a impressão de reviver esse momento.

“Os maqueiros me levaram para o quarto. Quando me deitaram na cama, voltei a prestar atenção no meu corpo. [...] Senti frio. Não era um frio que vinha de fora, mas a impressão de afundar num buraco frio. Parecia-me que ia morrer. [...]

“Mas depois, de uma só vez, senti um calor nos artelhos, como uma luz longínqua que cresce, aquece e devolve a vida. Esse calor subiu progressivamente pelos meus pés, pelas minhas pernas, pelos meus músculos, por todo o meu corpo. À medida que ele ia subindo, era como se a vida voltasse. Eu tive a impressão de que era puxado pela pele das costas e tirado fora daquele buraco frio.

“Tudo isso deve ter sido muito rápido, mas eu não tinha noção do tempo. Num instante senti-me como que puxado para cima, e vi-me sentado à borda da cama, perguntando-me o que é que eu fazia lá.”

“À tarde, conduziram-me de maca à cerimônia de encerramento da peregrinação. Lá, fui dominado por uma vontade irrefreável de me levantar e de caminhar. Mas, vendo em torno de mim todos os outros doentes de maca, tive medo de chocá-los. Desde aquele momento, decidi agir discretamente”.

“Naquela noite fui acordado delicadamente. Senti que alguém me tocava. Julguei que era a enfermeira da noite, que queria colocar-me o cobertor. Então acordei e não vi ninguém. Ouvi o sino da Basílica tocar três vezes. Mais tarde, interroguei a enfermeira sobre o fato, mas ela disse não se lembrar de me ter coberto durante a noite…

“Comecei então a relembrar todos os acontecimentos da peregrinação, quando me veio uma idéia inesperada, e que se apresentou a meu espírito como uma ordem, um convite: ‘Levanta-te e caminha!’ Eu julgava estar imaginando coisas; além disso, levantar-me em plena noite, quando eu não tinha nenhuma necessidade! Eu estava bem aconchegado e não sentia nenhum incômodo… Virava-me na cama, tentando afastar essa idéia de meu espírito. Fechei os olhos, tentando voltar a dormir. Mas era impossível. O apelo voltava, mais insistente, mais premente que a primeira vez. Tudo isso me deixava mal à vontade… Virava-me e revirava-me no leito… O apelo tornou-se firme. O que eu ouvia não eram palavras, mas era como se alguém me falasse sem dizer palavras. É difícil explicar. ‘Vamos, levanta-te, é a hora, caminha!’” ( )

“Vendo que eu me movia no leito, a enfermeira da noite perguntou-me o que eu tinha. Disse-lhe que desejava levantar-me para ir à toalete. E caminhei pela primeira vez. Ela simplesmente segurava-me pelo braço. Dei os meus primeiros passos na noite, como um bebê que aprende a caminhar”.

Grande surpresa na cidade do miraculado

Bély narra em seguida: “Eu não quis ir ao Bureau Médico de Lourdes. Minimizei voluntariamente as coisas. Na estação de trem de Angoulême, aguardei minha esposa numa cadeira de rodas. No carro que me conduzia à casa, expliquei-lhe que meu estado de saúde tinha melhorado. Quando me viu subir os degraus da escada, ela entendeu”.

O Dr. Patrick Fontanaud, que cuidava de Bély, passou mal quando o viu sentado na sala de espera. Fontanaud é agnóstico, mas confessa que a cura é inexplicável. Na paróquia, as pessoas choraram quando o viram voltar com suas próprias forças. Raymond, o carteiro, declarou à imprensa local: “Agora eu serei obrigado a acreditar no Bom Deus!”

Pormenorizado e indispensável inquérito médico

O bispo de Angoulême insistiu para que Bély voltasse ao Bureau Médico de Lourdes um ano após a cura. O inquérito durou 11 anos e consistiu numa longa série de exames médicos e psiquiátricos. “Queriam ver se meu juízo era normal, se eu não era um iluminado ou um místico”.

Cada ano, ele comparecia diante de um auditório composto de 60 a 80 membros do Comitê Médico Internacional e respondia a um pinga-fogo de perguntas. “Alguns tentavam colocar cascas de banana” — conta Bély. “Certa vez, um deles me disse: ‘Então o Sr., desse jeito, viu a Santíssima Virgem’. Respondi-lhe: ‘É o Sr. que o diz, não eu’”.

Em 14-11-1998, o Comitê Médico Internacional de Lourdes concluiu tratar-se de “cura inesperada” e “fato inabitual e inexplicável em função dos dados da ciência”. ( ) Em 9-2-1999, o bispo de Angoulême, D. Claude Dagens, reconheceu publicamente em nome da Igreja o caráter autêntico do milagre.( )

Singular paradoxo: o Estado francês, herdeiro da Revolução de 1789, é ostensivamente agnóstico e laicista. Essa posição face à Religião explica que mantenha a pensão e benefícios em favor de Bély, pois prefere pagar qualquer preço a ter de reconhecer a ocorrência de uma cura inexplicável…

* Milagre eucarístico “permanente” em Siena, Itália.

terça-feira, junho 15th, 2010

Na basílica de São Francisco na cidade de Siena, na Toscana, norte da Itália, venera-se um dos mais impressionantes milagres eucarísticos já acontecidos e que perdura até hoje.

Trata-se de 223 hóstias consagradas há 280 anos e que até agora estão intactas em uma das capelas laterais da basílica.

Os peregrinos “vêm de todo o mundo, onde há católicos. Vêm para ver o milagre. Quando chegam, cantam, comovem-se e choram de alegria”, explica o sacerdote franciscano Frei Paolo Spring, responsável da custódia das hóstias consagradas.

O fato sobrenatural aconteceu 14 de agosto de 1730. Mais precisamente, na véspera da festa da assunção de Nossa Senhora.

Na previsão da festa em todas as igrejas de Siena, os sacerdotes consagraram hóstias adicionais para quem quisesse receber o Corpo de Cristo no dia seguinte.

Na noite daquele dia, todos os sacerdotes de Siena se reuniram na catedral para fazer uma vigília e deixaram suas respectivas igrejas sozinhas. Alguns ladrões aproveitaram e entraram na basílica de São Francisco para roubar o copo de ouro com as hóstias consagradas.

Na manhã seguinte se deram conta do sacrilégio: as hóstias não estavam e, no meio da rua, um paroquiano encontrou a parte de cima do copo confirmando que a Sagrada Eucaristia havia sido roubada.

Siena, basilica de São Francisco

Os habitantes de Siena começaram então a rezar para que aparecessem as partículas que do Corpo, Sangue, alma e divindade de Jesus Cristo.

Três dias depois, um homem que rezava na igreja de Santa Maria em Provenzano, bem perto da Basílica de São Francisco, viu algo de cor branca numa caixa destinada para doação dos pobres.

Quando abriram a caixa, encontraram as 351 hóstias consagradas ‒ o número exato de hóstias roubadas.

Elas estavam cheias de poeira e teia de aranha e os sacerdotes as limparam cuidadosamente.

Milhares de fiéis foram até a basílica em espírito de adoração e reparação para agradecer a descoberta. Essas não foram distribuídas, ao que parece, porque os franciscanos queriam que os peregrinos as adorassem até o momento em que se deteriorassem (porque ao se deteriorar, desaparece a presença real de Cristo).

Mas as hóstias permaneciam intactas e com um odor muito agradável. O povo começou a considerá-las milagrosas e cada vez iam mais peregrinos para adorá-las. Algumas poucas foram distribuídas em ocasiões especiais.

Milagre eucarístico de Siena

Hoje, 280 anos depois, ainda permanecem 223 hóstias exatamente no mesmo estado que tinham no dia em que foram consagradas.

“Em diversas etapas foram examinadas e fisicamente conservam todas as características de uma hóstia recém-feita”, explica o padre Paolo.

Em 1914, foi feito um exame mais rigoroso desse milagre, por disposição do Papa São Pio X. “As Sagradas Partículas resultaram em perfeito estado de consistência, lúcidas, brancas, perfumadas e intactas”, disse padre Spring.

Na mesma ocasião os exames constataram que as hóstias roubadas estavam conservadas sem precauções científicas e guardadas em condições normais, e que, por isso mesmo, a deterioração deveria ter sido rápida.

Numerosos Papas e Santos ‒ como Don Bosco ‒ foram adorar o Corpo de Cristo miraculosamente preservado até hoje.

“Aqui existem duas coisas milagrosas”, diz o padre Spring, apontando as hóstias consagradas há quase três séculos. “O tempo não existe, se deteve”. E o sacerdote explica o segundo milagre: “os corpos compostos e as substâncias orgânicas estão sujeitos a murchar”. É um milagre vivo, contínuo, não sabemos até quando o Senhor o permitirá”, concluiu.

Fonte: Zenit

* Intercessão de São Miguel Arcanjo em soldado na guerra do Iraque: ” Eu não preciso de sorte”.

terça-feira, maio 25th, 2010


Cabo Andrew Koenig mostra bala taleban em seu casco

Em Mariaj, Afeganistão, o jornalista Michael M. Phillips do “The Wall Street Journalolhava pasmo o capacete do cabo Andrew Koenig perfurado por um tiro de um fanático islâmico. Mas, o cabo passava bem. Tim Coderre, detetive que trabalha para os Marines, interrogava-se: “ele está vivo por alguma razão, isto não acontece por azar”.

Perto dele, o cabo Christopher Ahrens contou ter sido alvejado por duas balas no capacete no Afeganistão e três no Iraque. Ele mostrou orifícios de entrada e saída dos projéteis.

Virando-o, mostrou o interior forrado com uma grande imagem de São Miguel Arcanjo esmagando a cabeça de Lúcifer. Com um sorriso, acrescentou: “eu não preciso de sorte”.

* Existem evidências da existência de Jesus fora da biblia?.

sábado, abril 3rd, 2010

Jesus Cristo é, sem dúvida, o personagem mais glorioso da História humana e nisto concordam todos os cristãos

Todavia, há quem diga que Jesus não é mais do que uma referência necessária à humanidade, dado que apela a sentimentos nobres, à moral e mesmo à fraternidade entre os povos. E há quem pense que a Sua existência se limita à Bíblia e à tradição religiosa, estando ausente da literatura não cristã.

Mas se quisermos ser imparciais e analisar com cuidado e perseverança os manuscritos antigos, de pressa chegaremos à conclusão de que as referências à pessoa de Jesus são abundantes e rigorosamente honestas, mesmo quando O contestam, ou por isso mesmo.

1- Jesus e a Pax Romana.

Jesus Cristo veio ao mundo durante o período conhecido como “Pax Romana”, um histórico período de paz, em que o mundo inteiro era controlado por um único e inexorável poder: Roma.

Polibo, na sua História, que abrange este período, faz o seguinte comentário: “Os romanos, em menos de cinquenta e três anos, conseguiram submeter a quase totalidade do mundo à sua autoridade, coisa nunca antes igualada.” Quando Jesus nasceu, a nação de Israel era dominada e governada pelo Império romano.

O evangelho segundo S. Lucas dá pormenores acerca dessa época, explicitando as razões políticas que levaram os Seus pais a Belém:

“Aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse … E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. E subiu também José da Galileia, da cidade de Nazaré, na Judeia, à cidade de David, chamada Belém (porque era da casa e família de David), a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida” (S. Lucas 2:1-4).

Para os romanos, Israel era apenas uma “província do império”, isto é, uma nação colonizada, e os cristãos não passavam de mais uma seita, como tantas outras que, naquela época, existiam em Israel, tal como os fariseus, os publicanos, os herodianos e os hesseniamos.

O único ponto de realce é que a situação geográfica de Israel o tornava de algum modo um país estratégico. Por isso, os historiadores romanos de então não dedicam muita atenção a Jesus e aos Seus seguidores, tanto mais que o Seu discurso não era político e nas Suas palavras não havia qualquer incitação à sublevação.

Uma outra razão que pode explicar esse silêncio é que o período de vida pública de Jesus se limitou a pouco mais de três anos.

É também sabido que grande parte da literatura contemporânea relativa ao Império Romano desapareceu, devido a incêndios ou a comportamentos vandalistas, ou ainda pela erosão do tempo. Por essa razão é extraordinário o facto de ainda encontrarmos documentos que são autênticos tesouros e que fazem referencia específica a Jesus de Nazaré.

2- Jesus nos escritos romanos não cristãos.

Plnínio, governador da Bitínia, numa carta dirigida ao imperador Trajano, dizia que “os cristãos adoram a Cristo como Deus e vivem uma moral estrita” Epitolas, X, 96. não é este um testemunho extraordinário da fé e vivência cristã desses primeiros crentes?

Tácito, cônsul no ano 97 d.C., diz que Cristo foi crucificado à ordem de Pôncio Pilatos e faz ainda referência à expansão do Cristianismo, bem como à perseguição que lhes era movida com o intuito de os destruir e para desmotivar outros a juntarem-se-lhes. Annales, XV, 44.

Suetónio, na sua célebre biografia do imperador Cláudio , faz também uma breve referência a Cristo e aos cristãos. Vita Caude, C. 23.

Celso, que viveu no século II, sob o reinado de Marco Aurélio, escreveu muito sobre o cristianismo e sobre a pessoa de Cristo. Os seus escritos são de grande valor pelo facto do seu objectivo ser denegrir e refutar o cristianismo, para o que diz possuir documentos que mais ninguém tem (Origne, c. II, 13). É um historiador que assume claramente a sua posição de inimigo, mas, por isso mesmo, ao fazer referência ao cristianismo e a Cristo, apresenta uma prova irrefutável da existência histórica de Jesus.

Flégon, nos seus escritos, menciona um eclipse do sol durante a morte de Jesus (Oriegene, Contra Celsum, II, 13, 33, 59). Ora, nós sabemos que as Escrituras dizem explicitamente que no momento em que Jesus morreu, “o sol se escureceu” (S. Lucas 23:45). É importante saber que todas estas fontes, com referências directas e abundantes a Jesus, são dignas de crédito.

3- Jesus nos escritos judaicos, não cristãos.

Se, durante o ministério de Jesus, os judeus O trataram dura e severamente, depois da Sua ressurreição e ascensão não deixaram de multiplicar lendas a Seu respeito, com o objectivo de O ridicularizar como Messias, isto é, como Ungido de Deus.

Uma boa parte dessas histórias encontram-se no Talmude, livro dos ensinamentos rabínicos posteriores a Jesus. Do século IV d. C., em diante, as lendas, orais e escritas, tem manifestamente o objectivo de criar uma imagem negativa do Salvador. Muitas delas encontram-se compiladas num livro intitulado: Vida de Jesus (Samuel Krauss, Das Leben Jesu Judischen Quelle, Berlim, 1902, 22.)

Flávio Josefo, patriota judeu e autor das famosas obras tais como; Antiguidades Judaicas e Guerra dos Judeus, escritas entre os anos 93 e 94 da nossa era, diz o seguinte: “Nesse tempo viveu Jesus, homem sábio, se é que se lhe pode chamar homem. Porque ele foi autor de coisas impressionantes, mestre daqueles que recebe a verdade com alegria. Ele conduziu muitos judeus e outros vindos do helenismo. Ele era o Cristo. E quando Pilatos ordenou a sua crucifixão, por denúncia dos principais do nosso povo, aqueles que o amavam não o abandonaram. De facto, ao terceiro dia, ele apareceu-lhes como lhes tinha prometido. Até hoje ainda subsiste o grupo chamado pelo seu nome, os cristãos.” (Flabio Josepho , Antiquitates XVIII, 3.3,3d. B. Niese IV. Berolini, Weidmann 1890, 151 ss).

Devemos precisar que esta obra também não foi escrita em favor do cristianismo, mas como celebração da glória do povo de Israel. Todas as seitas judaicas, bem como todos os movimentos de libertação e feitos históricos que ocorreram entre os reina do imperador Augusto e a destruição de Jerusalém, no ano 70 d. C., estão aí mencionados. Mas, para os cristãos, a maneira como Jesus é referido nesta obra tem grande importância histórica.

Na verdade, só a incredulidade pode constatar a existência de Jesus, porque, de fato, a Sua vida, morte e ressurreição, embora historicamente provados, são, aos olhos humanos, “inacreditáveis”. Esta foi a atitude de um dos próprios discípulos de Jesus, de nome Tomé. Ele teve dificuldade em acreditar que Jesus ressuscitara e estava vivo, vivo para sempre, e declarou aos seus companheiros: “Se eu não vir o sinal dos cravos nas Suas mãos, e não meter o dedo no lugar dos cravos, e não meter a minha mão no Seu lado, de maneira nenhuma o crerei.” Então, oito dias depois, o Divino Ressuscitado apareceu outra vez aos Seus discípulos e disse a Tomé: “ Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu e Deus meu” (João 20:27,28).

Também eu, em certo período da minha vida, disse: “Não acredito que Jesus tenha existido e seja real.” Mas um dia Ele iluminou esta parte da minha alma que estava obscurecida e isso permitiu-me alcançar dimensões de paz e equilíbrio interior que antes não tinha.

Jesus ainda tem todo o poder que manifestou quando apareceu aos discípulos e em particular a Tomé. Ele continua a ir ao encontro de muitas pessoas incrédulas, mas que no fundo da alma sentem um vazio e são sinceras. Esta – confesso – foi a minha experiência e creio que pode ser a sua também.

José Carlos Costa

* Milionário britânico doa fortuna para pagar promessa.

terça-feira, março 23rd, 2010

Um milionário britânico anunciou a doação de quase toda sua fortuna, estimada em 480 milhões de libras (cerca de R$ 1,3 bilhão), para pagar uma promessa feita quando era jovem e pobre.

Albert Gubay, de 82 anos, diz ter feito um “acordo com Deus” quando trabalhava como vendedor de rua na juventude, para torná-lo milionário.

Em troca, segundo declarações feitas há alguns anos a um programa de TV, ele prometeu dividir “meio a meio” sua fortuna, acumulada com a venda da cadeia de supermercados Kwik Saver, fundada por ele, e por investimentos em imóveis e em uma rede de academias de ginástica.

“Faça-me um milionário, e você poderá ter metade de meu dinheiro”, prometeu ele, segundo contou no programa.

Agora, porém, ele decidiu doar quase tudo, ficando com pouco menos de 10 milhões de libras (R$ 27 milhões) para si.

Doações

Gubay passou sua fortuna para o nome de uma fundação que ficará encarregada de distribuir suas doações para caridade. Metade do dinheiro irá para a Igreja Católica, para cumprir com seu acordo.

Mesmo após a doação de sua fortuna, o milionário deverá continuar à frente de suas empresas e disse esperar conseguir elevar o montante de suas doações para mais de 1 bilhão de libras até morrer.

Em 2009, Gubay havia sido listado pela revista Forbes como a 647ª pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna estimada então em US$ 1,1 bilhão, mas ficou fora da lista de bilionários da revista neste ano, por causa da desvalorização da libra, que derrubou o valor nominal de sua fortuna em dólares.

BBC

* Mais de 70% dos alunos espanhóis optam por curso de religião católica nas escolas.

quinta-feira, março 11th, 2010

Segundo pesquisa feita pela Comissão Episcopal de Ensinamento e Catequese da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), mais de 70% dos alunos de colégios e instituições de toda a Espanha optam por cursar aulas de religião e moral católica em suas escolas.

Nas escolas públicas, esse número é de 64% e nas escolas particulares, de 71%.

A análise estatística, que se refere ao período de 2009 e 2010, entrevistou mais de 4,5 milhões de alunos e aponta aumento de 99,5% na escolha do Catolicismo com relação ao biênio anterior.

De acordo com a CEE, os dados apurados são especialmente significativos diante das dificuldades enfrentadas pela Igreja para se ensinar religião católica nas instituições de ensino da Espanha. Isto porque, conforme a Conferência, a Lei Orgânica de Educação (LOE) do governo espanhol vem introduzindo travas para que os estudantes escolham em igualdade de condições pelo ensinamento da religião católica nos distintos setores de educação do país. Entre estes obstáculos, a CEE destaca a configuração da disciplina religiosa como se fosse uma matéria optativa.

Em fevereito de 2007 os bispos já haviam portestado, por meio da Declaração da Comissão Permanente (”A Lei Orgânica de Educação (LOE), os decretos reais que a fomentam e os direitos fundamentais de pais e escolas”), os bispos ressaltaram que a nova legislação “não regula o ensino da religião de modo que fiquem a salvo os direitos de todos”.

***

O Governo Socialista tenta, mas Deus é MAIS!

* Através de E-mail, milhares de fiéis detêm exposição fotográfica blasfema na Espanha.

segunda-feira, março 1st, 2010

Perto de 18 mil fiéis detiveram através do correio eletrônico uma exposição fotográfica que ia se realizar no Centro de Cultura Contemporânea da Universidade de Granada (UGR), e que mostrava um Cristo homossexual, uma Virgem prostituta, São José como um camelo e situava o Nascimento de Cristo em um bordel.

A protesta cívica se deu logo que a plataforma cidadã Hazteoir.org (HO, em português “Faça-se ouvir”), alertara sobre a exposição “Circus Cristi”, promovida pela UGR.

HO informou que em apenas quatro horas a UGR recebeu 18 mil correios eletrônicos exigindo a retirada do seu apoio à amostra.

Nesse mesmo dia o reitorado anunciou sua suspensão.

***

A impressão pessoal que tenho é que  nós Católicos não sabemos a força que temos.

Para ser sincero, acho que de maneira geral somos medrosos e omissos e não assumimos nossa fé diante da sociedade, caindo na tentação – tão combatida pelo Papa- de reduzir a fé é algo “intimo e privado” e de que  não deve se manifestar diante da sociedade e do mundo.

A fé precisa se expressar em nossos valores pessoais mas também nos valores socias já que somos um pais de 90%  de cristãos, sendo 70% de católicos.

NÃO DÁ PRA FICAR VENDO “A BANDA PASSAR” E A GENTE APENAS LAMENTAR..

* Atriz “deixa” fé católica em apoio ao irmão gay.

domingo, fevereiro 7th, 2010
Reuters

Atriz diz que ainda não se achou em nenhuma religião

***
A Atriz é uma das apresentadoras do maior prêmio do cinema, o Oscar

Assim que seu irmão se revelou gay, a atriz Anne Hathaway e toda sua família abandonaram a igreja católica para apoiá-lo em sua decisão.

A estrela de O Diabo Veste Prada admitiu em entrevista a revista britânica GQ que ainda está tentando descobrir suas crenças e alfineta as leis estipuladas pelo catolicismo.

- Por que eu deveria apoiar uma organização que tem uma visão limitada do meu amado irmão?

Hathaway está no elenco de Alice no País das Maravilhas ao lado de Johnny Depp.

Fonte R7

***

Noticias como essas referendam a percepção de que muitos “católicos”,de fato não conhecem sua fé.

Não é imcompatível o amor ao irmão – gay ou não – com a  desaprovação de eventual conduta moralmente questionável.

Pode-se amar, mesmo discordando.

A Igreja tem seus principios e seus fiéis não são obrigados a permanecerem caso não concordem. Neste caso o mais sensato é rever a visão pessoal de fé em seus fundamentos básicos,e, se for o caso, sair.

Não se pode é esperar que a Igreja vá se adaptando às demandas da modernidade, muitas delas absurdas, para não perder fiéis.

Uma fé bem alicerçada e fundamentada entende e CONCORDA com os principios da doutrina católica, a defende porque é condizente com a verdade objetiva e fidelidade a seu fundador, que é DEUS e não apenas um mestre de moral antigo e superável com o tempo.

Respeita-se decisões como essas, mas fica sempre a pergunta:  A  fé é algo adaptável às circunstâncias e ao momento? é descartável , onde escolho o deus ou a igreja que mais gosto ou que” me faz mais feliz” e não discordo de sua doutrina?

Existe algo de consistente em uma fé personalizada, onde cada um pega o que concorda e, como em um  supermercado, escolhe o que gosta e rejeita o que não concorda?

Afinal, que fé é essa?

* Pessoas extraordinárias: Você conhece alguma pessoa “capaz de lhe esconder”?

sábado, janeiro 30th, 2010

Se viver o suficiente, você provavelmente descobrirá que a vida nos leva a estágios determinados para produzir a maturidade a que precisamos chegar como cristãos. No centro desse processo estão as pessoas que encontramos pelo caminho. Algumas se tornam exemplos de encorajamento, deixando-nos a permanente admiração que aumenta com o tempo e a experiência.

Há aquelas que devem ser classificadas como amigos, conhecidos ou pessoas que você preferiria esquecer. Sim, até mesmo alguns dos nossos irmãos e irmãs em Cristo contribuem para o nosso crescimento com suas disputas e controvérsias; e aí se aprende que o crescimento espiritual ocorre com a descoberta de que ninguém é perfeito. Assim é a vida.

No entanto, algumas vezes somos tocados por alguns santos cuja amizade estimamos. Eles exemplificam no melhor sentido o que é ser um cristão. Eles podem ser poucos em número, mas existem.

Olhando para o passado, vi que fui privilegiado ao encontrar algumas pessoas sumamente extraordinárias que enriqueceram minha vida e influenciaram imensuravelmente o sentido do meu ministério pessoal. A maioria delas não esteve sob os holofotes da popularidade ou da fama. De fato, você provavelmente nunca ouviu os nomes de muitos deles. Mas eles existem, apesar de tudo.

O primeiro que quero lembrar é Zvi . Muitos de vocês certamente já leram os artigos em que Zvi relata suas experiências.Sua biografia, Zvi: The Miraculous Story of Triumph Over the Holocaust (Zvi: A História Miraculosa do Triunfo Sobre o Holocausto), está disponível em língua inglesa.

Desde a infância durante a guerra na Europa de Hitler a um procedimento exemplar nas ruas de Jerusalém, a vida dele foi tão extraordinária que alguns questionam a veracidade da sua história.

Entretanto, a realidade é freqüentemente mais estranha que a ficção. Eu acompanhei a vida de Zvi e confirmei os fatos através dos testemunhos de indivíduos, passando pelo Knesset (Parlamento) e pelo exército israelense, até voltar às ruas de Jerusalém. A conseqüência é que um homem desprovido de status e credenciais acadêmicas realmente exerceu grande influência, por sua vida e seu exemplo, sobre milhares de pessoas. E, felizmente, sua história ainda não foi completamente escrita.

Marek Edelman, o último líder sobrevivente do levante do Gueto de Varsóvia.

Outras pessoas extraordinárias foram Victor e Lydia Buksbazen, que me apresentaram a história de Zvi e de sua família. Por 33 anos, os Buksbazen dirigiram The Friends of Israel (FOI) – Os Amigos de Israel, um ministério bíblico que manifesta compaixão e ajuda, estendendo a mão igualmente a judeus e a gentios. Através do sacrifício pessoal altruísta desse casal, hoje The Friends of Israel alcança milhões de pessoas pelo mundo.

Toda vez que eu caminho pela Alameda dos Justos Dentre as Nações no Yad Vashem (Instituto do Holocausto) em Jerusalém, estou bem ciente de estar passando por um verdadeiro memorial de pessoas incomuns e extraordinárias. Os nomes nas placas abaixo da sombra das alfarrobeiras são todos praticamente desconhecidos para mim – nomes estranhos com um ajuntamento de consoantes confusas. Porém, dois são familiares, e nunca deixei de parar um pouco diante deles e pensar em tudo o que representam.

Buquês de flores frescas sempre adornam a pequena placa em memória a Oscar Schindler. O industrial alemão foi popularizado em filme e livro, porque ele literalmente comprou dos nazistas 1.200 homens, mulheres e crianças judeus durante o Holocausto. Mais distante está o tributo gravado a Corrie ten Boom que, juntamente com sua família, de bom grado arriscou tudo o que tinha para resgatar judeus de serem perseguidos pelos agentes do megalomaníaco Adolf Hitler.

Um nome que, muito provavelmente, nunca será contado entre aqueles do Yad Vashem pertence a uma mulher que é, em todos os sentidos da palavra, extraordinária. Seu nome é Halina, conhecida por nós há anos como Alice, por causa da ameaça comunista aos cristãos na Polônia durante a ocupação russa após a Segunda Guerra Mundial. Ela ainda prefere que não usemos seu nome completo. Halina viveu durante o terror turbulento de Hitler, de 1939 a 1945, com duas missões em mente: (1) libertar sua Polônia amada dos alemães e (2) ajudar os judeus a sobreviver à campanha nazista de aniquilação.

Durante a guerra ela serviu como enfermeira, ajudou um grande número de judeus a escapar dos alemães, foi membro da resistência clandestina polonesa, serviu na insurreição polonesa contra os nazistas e foi detida como prisioneira de guerra depois do colapso da resistência. Em seu heroísmo, durante os fatigantes anos de fome, privações pessoais e perigo diário de morte, Halina permaneceu como um modelo de firmeza cristã e compromisso com a verdade, enquanto tudo à sua volta parecia ser dominado por Satanás. Ela nunca poderia ser acusada de esquecer o povo polonês (seu irmão foi morto pelos nazistas), seu país ou o sofrimento do povo judeu.

Halina relata sobre o contato com organizações judaicas de muitos países, que vieram à Polônia anos depois da guerra, para comemorar o levante do Gueto de Varsóvia em 1943. O famoso escultor judeu Nathan Rappaport esculpiu um monumento que foi exposto em 1948 no antigo gueto judeu. Ele foi feito das pedras originalmente lavradas para um monumento de vitória nazista. Cada bloco celebra um indivíduo ou um evento no gueto. Halina observa:

Oscar Schindler, o industrial alemão que literalmente comprou dos nazistas 1.200 homens, mulheres e crianças judeus durante o Holocausto, diante da sua árvore na Alameda dos Justos.

As pessoas que não conhecem a Bíblia olham para o monumento e não entendem o significado. Para mim, é muito claro. O monumento representa uma fornalha gigante. No meio da fornalha, podemos ver uma abertura. E na abertura podemos ver chamas da pedra, e dentro das chamas vemos uma jovem mulher com uma criança nos braços. Podemos ver também dois jovens, bravos guerreiros olhando para cima, sem medo, com coragem em seus semblantes.

Enquanto eu examinava seus rostos, vendo que eles olhavam para cima, lembrei do Salmo 121: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?”. A resposta é: “De cima”. E me pareceu que esses jovens guerreiros estavam olhando para o Deus de Israel. Somente dEle pode vir a ajuda para as nações. Esse monumento extraordinário mostra o espírito destemido do povo judeu e a sua esperança, que nada pode extinguir.

Para mim, esse memorial foi o mais significativo e bonito de todos que vi depois da guerra. Enquanto permaneci em frente à escultura, aguardando a celebração do levante judeu, um pensamento me veio à mente: Por que esse sangue do povo judeu foi derramado e as cinzas foram deixadas nos crematórios, onde milhões foram carbonizados em vão? E para que isso foi necessário? Por que Deus permitiria esse terrível massacre de pessoas inocentes?

Então, enquanto colocávamos nossa coroa de flores, como amigos gentios de Israel, ao lado de pessoas de organizações judaicas, vislumbrei a resposta: Porque a consciência do mundo é muito dura. E eu entendi. Não foi Deus, mas o mal inerente nos corações dos homens corruptos que ocasionou todo o massacre.

A mensagem de Halina é a lição para todos nós. O anti-semitismo maligno e persistente é uma manifestação da obsessão satânica em destruir o povo escolhido de Deus. As faces dos perpetradores são muitas, mas cada um deles é guiado pelo mesmo senhor e são devotos da mesma causa.

Deus, porém, levantou pessoas extraordinárias, algumas cujos nomes nunca conheceremos. Aqueles que testemunharam suas ações, entretanto, revelam um legado de coragem e determinação que parece não existir mais no pântano moral do atual Ocidente opulento, em sua ânsia de esquecer o que aconteceu.

Houve o homem de Praga que conseguiu um trabalho no gueto judeu de Varsóvia. Sua recompensa pelos esforços era o sustento através de uma tigela de sopa. Um dia, movido por um ato de compaixão irrefletido, ele ficou com um bebê recém-nascido de uma mãe cuja vida estava marcada para acabar na câmara de gás. Ele resolveu o problema de passar com a criança pelos guardas do gueto colocando-a em uma grande mala que carregava em seu trabalho. Felizmente, o bebê dormiu e foi levado à sua casa. O homem realizou sua perigosa missão repetidamente, e hoje os beneficiários da sua coragem reverenciam a sua memória.

Centenas de homens, muitos dos quais  cristãos, corajosamente enfrentaram a morte por salvar judeus. Na foto, bunker no Gueto de Varsóvia em 1943.

Outro caso é o de uma menina judia de 14 anos que ficou escondida em um curral de porcos enquanto seus pais conseguiram refúgio em outra cidade. Um dia, ela teve desejo tão grande de ver seus pais que se arriscou a encontrá-los. No seu caminho de volta, foi descoberta por um grupo de meninos poloneses que imediatamente começaram a gritar: “Jude, Jude!” (judeu, judeu!), o que significaria sua morte rápida e dolorosa caso as autoridades chegassem.

A garota horrorizada sabia que correr de volta até seus benfeitores poderia significar a descoberta e prisão deles. Felizmente, junto ao caminho fora da cidade havia uma grande cruz. Sem entender a importância total da sua atitude, a menina gritou: “Jesus, Jesus, me ajuda!”. Quando os meninos ouviram-na chamar pela ajuda de Jesus, deixaram-na em paz. Assim, ela retornou ao curral e viveu lá até o fim da guerra.

Em outro caso, um corajoso casal polonês cavou um espaço abaixo do piso da sua cozinha como um esconderijo para famílias de judeus. Quando a Gestapo estava na área, os judeus podiam escapar para dentro do abrigo e esperar até o perigo passar. Um dia, agentes entraram na casa acompanhados por um enorme pastor alemão. O animal era treinado para farejar lugares secretos em que poderia haver judeus escondidos. Felizmente, o casal tinha um pequeno cachorro que tirou a atenção do pastor alemão. Quando o cão da Gestapo aproximou-se do cachorrinho, este escapuliu e correu para fora da casa, perseguido pelo cão policial. Os agentes encerraram a busca, e tanto a família polonesa quanto os fugitivos judeus foram salvos.

Há inúmeras histórias desse tipo. Pessoas foram escondidas em caixas construídas embaixo de depósitos de carvão, atrás de paredes falsas que encobriam refúgios e outros lugares engenhosamente projetados para servir de esconderijo. Centenas de gentios, muitos dos quais eram cristãos, corajosamente enfrentaram a morte por salvar judeus. Essa é a face do extraordinário, revelando-nos exemplos de bravura, fazendo a coisa certa no momento certo.

A holandesa Corrie ten Boom que, juntamente com sua família, de bom grado
arriscou tudo o que tinha para resgatar judeus de serem perseguidos pelos agentes do megalomaníaco Adolf Hitler. À direita, foto da falsa parede
em seu quarto onde escondia os judeus.

Por que eles o fizeram? Uma corajosa enfermeira foi assim questionada quando alguém observou que ela não havia sido premiada com uma medalha pelo Memorial Yad Vashem. “Nós não salvamos vidas por um prêmio”, ela respondeu. “Nós não queríamos nenhuma recompensa. Era muito perigoso fazê-lo por um prêmio. Queríamos salvar vidas, e Deus nos ajudou a fazê-lo”. Sua resposta foi tão “simples” assim.

Há alguns anos entrevistei um destacado senador judeu nos EUA. Quando lhe perguntei como ele se sentia sobre uma possível perseguição na América, este foi o seu comentário: “Elwood, eu creio que, de tempos em tempos, cada judeu olha para seu círculo de amigos e companheiros e pergunta a si mesmo: se um Adolf Hitler surgisse nos EUA, quem dentre essas pessoas me esconderia em algum lugar?”.

Agora, deixe-me apresentar-lhe uma questão: Como cristão em um mundo onde o surgimento da militância anti-cristã pode logo ameaçar a sua segurança, quem, em seu círculo de amigos, lhe daria um lugar para esconder-se?

E você,esconderia -mesmo sob risco-irmãos?

Fonte: Revista Noticas de Israel

* Fé e razão são conciliávies, sim!

quinta-feira, janeiro 28th, 2010

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Everth Quiroz Oliveira

” Concordo que o mal e o sofrimento propõem um sério desafio intelectual e moral para os cristãos. (É interessante que, no Hinduísmo e no Budismo, não existe esse problema. Os hindus acreditam que seu sofrimento nesta vida é a conseqüência dos seus atos em uma vida passada. O Budismo acredita que o sofrimento é o produto do desejo egocêntrico e pode ser superado por meio de uma dissolução do “eu” que nutre esses desejos.)

Quando coisas terríveis acontecem, parece que elas são mais facilmente explicadas pela ausência de Deus do que por sua presença.

Mas o que poucos perceberam é que o mal e o sofrimento também propõem um terrível desafio para os ateus. A razão é que o sofrimento não é simplesmente um problema intelectual e moral; é também um problema emocional.

O sofrimento não destrói mentes; ele destrói corações. Quando adoeço, não quero uma teoria para explicar o fato, quero algo que me deixará melhor. O ateísmo talvez tenha uma explicação melhor para o mal e o sofrimento, mas não oferece consolo. Entretanto, o teísmo (…) oferece uma forma melhor para se lidar com as conseqüências do mal e do sofrimento.”( Dinesh D`Sousa)

O mistério do sofrimento é, de certo modo, atraente para a exploração dos ateus, quando sobrevêm ao crente alguma dificuldade ou algum mal. Se Deus é verdadeiramente onipotente e bondoso, por que permite que seus filhos sofram? O ideal seria começar a olhar para o sentido do sofrimento.

À luz do pensamento cristão, somos convidados a olhar para o mal como uma fonte da qual podemos, com a graça de Deus, extrair bens valiosos. Mas, essa mesma proposta – de olhar para o sentido do sofrimento – parece impossível de ser respondida pelos ateus militantes a menos que queiram deixar a visão de mundo darwinista de lado.

De acordo com essa, por exemplo, a dor pela morte de alguém ou o sofrimento por causa de uma tragédia seriam vãos, uma vez que a morte de pessoas é simplesmente a tragédia da extinção de alguns animais, e qualquer tentativa de confortar ou consolar o abatido seria descartada. Enfim, o ateísmo critica o Deus cristão, mas se vê obrigado, à medida que constata que o mal, de fato, “destrói corações”, a aceitar que conforto espiritual e consolação são, nesse momento de dificuldade, necessários.

Mas, alegarão os ateus, é bem melhor mostrar ao homem a verdade do que crer em fábulas e contos de fadas. O fato é que essa tentativa de comparar o Deus cristão com contos e fábulas é bem idiota: nunca ouvi nenhuma história em que era necessária uma fada para a criação do Universo ou onde as explicações filosóficas para se crer na existência do unicórnio fossem fortes o bastante para que qualquer pessoa sensata nisso acreditasse. Além disso, quem pode provar que a realidade não é verdadeiramente essa proposta pelo cristianismo? A ciência é laica. Não tem religião. Isso significa que ela também não professa o ateísmo. Fé e razão não são extremos opostos inconciliáveis, como propõem certos darwinistas. Fé e razão são bens vindos do mesmo Deus e, portanto, perfeitamente conciliáveis.

Atenhamo-nos, entretanto, ao problema do mal. É, sem nenhuma dúvida, complexo. A novidade do cristianismo é que, ao dar uma finalidade ao sofrimento humano, mostra um Deus que se compadece da situação do homem: Ele vem sofrer conosco. O símbolo dessa realidade é a Cruz. Lá está Cristo, no alto do Calvário. O homem se vê impossibilitado de alcançar a própria salvação. Ele, por si mesmo, não tem méritos. É, como diz a Escritura, . E, diante da situação espiritual em que se vê, não há nenhuma esperança de vida.

Se o homem não pode caminhar até Deus, então Deus caminha até o homem. O Filho do Homem se faz carne. Diante do problema do mal, a Escritura não o mostra debatendo com os doutores da Lei ou tentando mostrar ao homem que, de fato, o sofrimento é uma porta que abrimos para a plena realização da vontade de Deus em nossa vida. Ele aceita ser crucificado. É humilhado, ao máximo. Sofre, ao extremo. Sofre para nos remir e também para nos motivar na cruz das nossas dificuldades. Que sentido há em tudo isso? Um Deus que se faz homem? Um Deus que sofre por causa dos pecados do homem? Eis a misteriosa e magnânima Misericórdia de Deus, que o povo de Israel canta solenemente: “Louvai o Senhor, porque ele é bom. Porque eterna é a sua misericórdia.” (Sl 106, 1).

Cantamos a Misericórdia eterna de Deus ao mesmo tempo em que vivenciamos as finitas realidades da dor, do sofrimento e da morte. “Onde está, ó morte, a tua vitória?” (1 Cor 15, 55). A vitória de Cristo se dá na ressurreição. Assim, se com Ele sofremos, também com Ele triunfaremos. Se com Ele morremos, também com Ele teremos ressurreição. Demos graças, por fim, ao Senhor, “vós, que na hora da angústia me reconfortastes” (Sl 4, 2). Peçamos à Virgem Santíssima que nos dê a graça de contemplar a Misericórdia e a bondade do Altíssimo. Não sejamos indiferentes à Redenção.

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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