Artigo da ‘filhos’ Categoria

* Atenção pais: novos argumentos a favor das escolas católicas.

quarta-feira, março 3rd, 2010

Gilbert K. Chesterton

Ser moderno?

Um homem que seriamente descreve seu credo como modernismo poderia, da mesma forma, inventar um credo chamado “segunda-feirismo”, querendo dizer que ele tem uma fé especial a tudo que lhe acontece nas segundas-feiras; ou um credo chamado “manhanismo”, querendo dizer que ele acredita nas idéias que lhe ocorrem nas manhãs, mas não nas tardes.

A modernidade é apenas o momento em que por acaso nos encontramos, e ninguém que pensa considerará isso superior tanto em relação ao tempo posterior quanto ao antecedente. Mas, num sentindo relativo e racional, podemos nos congratular por sabermos das novidades do momento, por termos percebido os fatos e descobertas recentes que algumas pessoas ainda ignoram.

E é neste sentido que podemos verdadeiramente chamar de um fato científico, e especialmente psicológico, o conceito fundamental da educação católica.

Nossa demanda por uma cultura completa, baseada em sua própria filosofia e religião, é uma demanda que não encontra resposta à luz da mais vital, e mais moderna, psicologia. Quanto a isso, para aqueles que se preocupam com tais coisas, dificilmente haverá uma palavra mais moderna que atmosfera.

Ora, contanto que estejam engajados em algo diferente de uma discussão conosco, nossos amigos modernos e científicos nunca se cansam de nos dizer que a educação deve ser tratada como um todo; que todas as partes da mente se afetam mutuamente; que nada é trivial demais para não ser significante ou mesmo simbólico; que todos os pensamentos podem ser “coloridos” por emoções conscientes ou inconscientes; que o conhecimento nunca pode ser colocado em compartimentos estanques; que o que parece um detalhe desprezível pode ser o símbolo de um desejo profundo; que nada é negativo, nada está a descoberto, que nada permanece separado, isolado.

Eles usam esses argumentos para todo o tipo de propósitos, alguns deles lógicos, alguns quase insanamente tolos; mas é assim, em geral, como eles agem. E uma coisa que eles não sabem é que estão argumentando a favor da educação católica, e especialmente a favor da atmosfera católica nas escolas católicas. Se soubessem, talvez desistissem de seus argumentos.

De fato, aqueles que recusam a entender que uma criança católica deve ter uma escola completamente católica vivem naqueles velhos tempos, velhos e maus tempos, em que ninguém queria educação, mas somente instrução.

Eles são relíquias de um tempo morto quando se pensava que era suficiente treinar, de forma supostamente mecânica, os alunos em duas ou três lições maçantes e inúteis.

Eles descendem do filisteu original que primeiro falou sobre “Os Três R’s”e a piada sobre ele é muito simbólica de seu tipo e de seu tempo. Pois ele era um tipo de homem que insistia muito literariamente sobre o letramento, e, ainda assim, se mostrava iletrado.

Eles eram homens ricos muito iletrados que exigiam ruidosamente educação. E dentre as marcas de sua ignorância e estupidez estava uma marca particular que consistia em considerar letras e figuras como coisas mortas, muito separadas entre si e da visão geral da vida. Eles pensavam que um menino que aprendia suas primeiras letras estava muito separado de um homem de letras. Eles pensavam que um menino envolvido em seus cálculos poderia se tornar uma máquina calculadora.

Quando alguém lhes disse, portanto, “Essas coisas devem ser ensinadas numa atmosfera espiritual”, eles consideraram isso um contra-senso; tiveram uma vaga idéia de que uma criança só pudesse fazer uma simples adição se tivesse envolvida pelo aroma do incenso. Mas eles consideravam uma simples adição muito mais simples do que realmente era. Quando um polemista católico lhes disse, “Mesmo o alfabeto pode ser aprendido de uma maneira católica”, eles o consideraram um fanático delirante, pensaram que ele afirmava que ninguém nunca poderia ler algo que não fosse um missal em latim.

Mas ele acreditava no que dizia, e o que ele dizia era razoável psicologia. Há uma perspectiva católica do aprendizado do alfabeto; por exemplo, ela evita que você pense que a única coisa que importa é aprender o alfabeto; ou que você despreze pessoas melhores que você, se elas acaso não aprenderam o alfabeto.

A antiga e não-psicológica escola de instrutores costumava dizer: “Que sentido pode ter em misturar aritmética com religião?” Mas aritmética está misturada com religião ou, na pior das hipóteses, com filosofia.

Faz uma enorme diferença se o professor afirma que a verdade é real, ou relativa, ou mutável, ou uma ilusão. O homem que dizia, “Dois e dois é cinco nas estrelas fixas”, estava ensinando aritmética de uma maneira anti-racional e, portanto, de uma maneira anti-católica. O católico é muito mais assertivo a respeito de verdades fixas do que de estrelas fixas.

Mas não estou agora discutindo qual filosofia é melhor; estou apenas alertando sobre o fato de que toda educação ensina uma filosofia; se não por meio de dogmas, então será por meio de sugestão, de implicação, de atmosfera. Cada parte da educação tem uma conexão como todas as outras partes. Se todas não combinam para transmitir uma visão geral da vida, não é educação em absoluto. E os modernos educadores, os modernos psicólogos, os modernos homens de ciência, todos concordam em assegurar e reassegurar isto, até que começam a discutir com os católicos sobre as escolas católicas.

Em resumo, se há uma verdade psicológica possível de ser descoberta pela razão humana, ela é esta: que, a menos que os católicos possuam e gerenciem escolas católicas, eles não terão ensino católico. Pois há um argumento contrário a que famílias católicas cresçam sendo católicas, por meio de qualquer sistema que possa ser chamado de educacional no sentido atual do termo. Há um argumento contrário a qualquer concessão aos católicos, ignorando suas idiossincrasias como se elas fossem uma insanidade. Há um argumento para isso, porque há e sempre houve um argumento a favor da perseguição; pois o estado age segundo o princípio de que certas filosofias são falsas e perigosas e devem ser esmagadas mesmo se são sinceramente seguidas; de fato, devem ser esmagadas especialmente porque são sinceramente seguidas.

Mas se os católicos forem ensinar o catolicismo todo o tempo, eles não podem meramente ensinar teologia católica parte do tempo. São nossos oponentes, não nós, que têm um ponto de vista supersticioso e escandaloso sobre a teologia dogmática. São eles que supõe que um “assunto” especial chamado teologia pode ser colocado na cabeça das pessoas por um experimento que dure meia hora; e que essa inoculação mágica durará uma semana num mundo que está inundado de uma concepção de vida contrária.

A teologia é apenas religião articulada; mas, por estranho que pareça aos verdadeiros cristãos que nos criticam, é necessário tanto ter uma religião quanto uma teologia. E religião, como estão sempre muito gentilmente a nos lembrar quando este problema particular não está em foco, é uma coisa para todos os dias da semana e não meramente para o domingo ou para as missas.

A verdade é que o mundo moderno está comprometido com duas concepções totalmente diferentes e inconsistentes de educação. Ele está sempre tentando expandir o escopo da educação; e sempre tentando excluir dela toda a religião e filosofia. Mas isso é absoluto contra-senso. Você pode ter uma educação que ensine ateísmo porque o ateísmo é verdadeiro, e esta pode ser, de seu próprio ponto de vista, uma educação completa. Mas você não pode ter uma educação alegando ensinar toda a verdade, e então recusando discutir se o ateísmo é verdadeiro.

Desde o advento de uma psicologia da educação mais ambiciosa, nossas escolas têm alegado desenvolver todos os aspectos da natureza humana; isto é, produzir um ser humano completo. Você não pode fazer isso e ignorar totalmente uma grande tradição viva, que ensina que o ser humano completo deve ser um ser humano católico ou cristão. Ou você persegue essa tradição até a sua extinção ou permite a ela construir sua própria e completa educação.

Quando o ensino consistia de soletrar, contar e construir porta-panelas e cabides, você poderia até ter razão em dizer que este ensino podia ser conduzido por um batista ou um budista. Mas que sentido tem uma educação que inclui lições de “cidadania”, por exemplo; e então fingir não incluir algo como uma teoria moral, e ignorar todos os que afirmam que uma teoria moral depende de uma teologia moral.

Os instrutores professam revelar todas as dimensões do aluno; a dimensão estética, a atlética, a política etc.; e mesmo assim eles ainda vêm com o rançoso jargão do século XIX sobre o ensino público não ter nada a ver com a dimensão religiosa.

A verdade é que, nessa questão, são nossos inimigos que são antiquados e ainda permanecem na asfixiante atmosfera de uma educação não-científica e subdesenvolvida; enquanto nós estamos ao lado de todos os modernos e sérios psicólogos e educadores no reconhecimento da idéia de atmosfera.

* As razões da insustentabilidade do divórcio e as vantagens do casamento em uma perspectiva sociológica.

quarta-feira, março 3rd, 2010
Por Pe. John Flynn, L.C.
A organização Relationships Foundation publicou dois relatórios sobre o matrimônio.

A 9 de fevereiro foi publicado Counting the Cost of Family Failure (Avaliando os custos dos rompimentos familiares) e, no dia seguinte, Why Does Marriage Matter? (Por que o matrimônio é importante?).

No primeiro documento, a fundação coloca em 41,7 milhões de libras (64,5 milhões de dólares) o custo anual dos relacionamentos rompidos. Isso equivale a 1.350 libras (2.088 dólares) por cada contribuinte do Reino Unido. É necessário que os responsáveis políticos levem em conta essa pesada carga econômica e adotem as medidas apropriadas para assegurar que as relações sejam mais estáveis, pedia o relatório.

“É uma verdade impopular que as decisões têm consequências e custos, e esses nem sempre são suportados por quem toma as decisões”, comentava o relatório.

A fundação afirmava também que o progresso das famílias é a chave para a vida social e a transmissão de conhecimentos e habilidades. O relatório assinalava em 73 milhões de libras (112 milhões de dólares) por ano o montante pago pelas famílias através de seu apoio aos membros familiares e os cuidados sociais que proporcionam.

O relatório observava que os gastos familiares implicam custos que não são simplesmente econômicos. Fazia referência a estudos que mostram uma maior incidência de problemas de saúde entre os adultos divorciados e seus filhos.

Além disso, os traumas emocionais, a solidão e a ruptura das relações têm um impacto significativo. A educação dos filhos também sofre danos, posto que pais divorciados têm menos tempo para ajudá-los em seus deveres e incentivá-los a aprender.

“Os representantes da Conferência Anual da Associação de Professores de 2008 afirmaram que as vidas caóticas no lar e a pobreza tornam as crianças incapazes de aprender”, observava o relatório.

A fundação admitia que não há solução fácil ou de curto prazo para o problema da instabilidade na vida familiar, mas a carga da desintegração familiar é insustentável para a sociedade, concluía.

Vantagens

O segundo relatório de Relationships Foundation considerava o outro lado da moeda e examinava as vantagens do matrimônio. Em Why Does Marriage Matter? é explicado que, ainda que quase toda relação tenha seus benefícios, as vantagens são maiores para os casais casados.

O relatório observava que alguns argumentam que esses assuntos deveriam ser decisão privada entre duas pessoas e, portanto, não convêm às autoridades públicas.

“Mas o matrimônio não afeta só dois adultos que dão seu consentimento, mas também qualquer criança envolvida, as famílias em amplo sentido e a sociedade como conjunto”, afirmava o documento.

“Ao apoiar o matrimônio, a política está reconhecendo que é benéfico ver as relações como instituições públicas, não só como eleições privadas”, continuava a fundação.

Daí a necessidade de julgar algo que não é um mito, que as relações privadas deveriam gozar das mesmas proteções legais e sociais que apoiam o matrimônio, assegurou o documento.

O relatório reunia a investigação de numerosos estudos para respaldar a afirmação de que o matrimônio é benéfico para as famílias e a sociedade em geral.

Entre os benefícios para o casal estão os seguintes:

–Os homens casados investem de 10% a 40% mais que os solteiros em educação;

–Os casais casados geram maiores finanças que outros casais similares, solteiros ou que moram juntos, inclusive aqueles com rendas similares;

–O matrimônio está associado a uma redução significativa da depressão;

–O estado matrimonial contém o avanço do Alzheimer na terceira idade;

–É mais provável que as pessoas casadas sobrevivam ao câncer;

–As pessoas casadas têm um menor risco de suicídio que as pessoas não casadas, um efeito protetor que se mantém nos últimos 25 anos;

–O matrimônio faz das pessoas mais sadias e felizes, e as pessoas casadas vivem mais.

O casamento também beneficia os filhos:

–Os bebês nascidos de pais casados têm um índice menor de mortalidade infantil. Em média, o risco de mortalidade infantil aumenta entre 25-30% se a mãe forma parte de um casal de fato, e de 45%-68% se a mãe for solteira;

–Os pais casados passam mais tempo com seus filhos, proporcionam-lhes mais recursos materiais, trabalham mais próximos da mãe de seus filhos e estão mais comprometidos, emocional e moralmente, em contribuir com o futuro de seus filhos;

–70% das crianças nascidas em 1997, de pais casados, podem esperar passar toda sua infância com ambos pais naturais, em comparação com 35% dos filhos de casais de fato.

–Levando em conta fatores como raça, educação da mãe, qualidade do bairro e habilidades cognitivas, as crianças criadas com somente um progenitor correm maior risco de acabar na prisão até os 30 anos;

–As crianças que vivem com mães solteiras, padrastos, ou namorados de sua mãe são mais propícias a serem vítimas de abusos, e as crianças que vivem somente com sua mãe tem um índice mais alto de mortes por lesões intencionadas;

–Crianças cujos pais se casam e permanecem casados têm mais probabilidade de ter no futuro um casamento estável e tendem a esperar o matrimônio para terem filhos.

Os casais de fato, que hoje se costumam apresentar como uma alternativa aceitável ao casamento, simplesmente não possuem os mesmos benefícios do casamento, conclui o relatório.

Viver Juntos

O relatório explicava que os casais não casados, em média, têm um nível inferior de satisfação em sua relação, mais conflitos, mais violência e um menor nível de compromisso. No geral, a falta de benefícios para os casais de fato em comparação com os matrimônios vem do fato de que as pessoas que escolhem viver juntas e tendem a se comprometer menos em um relacionamento para a vida.

O relatório comentava ainda que alguns opinam que a relação entre famílias sólidas e as vantagens que derivam delas é devido a um efeito de seleção, o que significa que apenas pessoas “casáveis” se comprometem com o matrimônio e todos os benefícios se devem ao tipo de pessoa que o escolhe.

O documento respondia que esse argumento não é válido. Em primeiro lugar, ignora o resultado positivo de tomar uma decisão clara e um compromisso, que tem lugar quando nós nos casamos.

Em segundo lugar, o aumento de nascimentos fora do matrimônio é resultado de uma dramática mudança nas últimas décadas, que tem natureza social e não é o resultado de uma espécie de alteração genética que faz com que as pessoas sejam menos “casáveis”.

Casais

Estes dois relatórios não são mais que a última amostra de uma “inundação” de documentação que comprova o quanto o matrimônio é importante para a sociedade. Em outubro de 2009, outra organização do Reino Unido especializada em relacionamentos, One Plus One, publicou um estudo com o nome de When Couples Part: Understanding the Consequences for Adults and Children (Quando os casais rompem: Entendendo as Consequências para Adultos e Crianças).

Após a leitura dos dados da pesquisa, o relatório concluiu que, embora as evidências do impacto das separações matrimoniais sejam muito complexas, “a conclusão predominante é sua associação com as desvantagens de adultos e crianças”.

Essa ligação ainda é forte, apesar do fato de que o divórcio e a separação são difundidos na sociedade de hoje. A pesquisa mostra que os impactos negativos não diminuiram com o passar do tempo , acrescentou o relatório.

“Daí a urgente necessidade de reconhecimento político para que promovam o desenvolvimento familiar e a estabilidade”, concluía.

Crianças

Bento XVI falava recentemente dos benefícios do matrimônio, no dia 8 de fevereiro, aos participantes da assembleia plenária do Pontíficio Conselho para a Família. Fazendo referência à necessidade de proteger as crianças, o Papa comentava: “precisamente a família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é a maior ajuda que se pode dar às crianças”.

“Elas querem ser amadas por uma mãe e um pai que se amam, e necessitam crescer e viver junto com ambos pais, porque as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção da sua personalidade e de sua identidade”, acrescentou.

“Portanto, é importante fazer todo o possível para ajudá-las a crescer em uma família unida e estável”, recomendava o Papa.

Seja uma perspectiva sociológica ou religiosa, parece ter sentido apoiar e proteger o casamento.

Zenit

* Tendências suicidas e estresse: Mais comuns em crianças adotadas por homossexuais.

sábado, fevereiro 20th, 2010

Um estudo apresentado no Simpósio “Adoção Homossexual. O que a Ciência Descobriu” realizado no México, revelou que a maioria das crianças

O Simpósio foi organizado pelo Instituto Mexicano de Orientação Sexual, “Renascer”, com o fim de prover informação científica sobre a homossexualidade, as adoções homoparentais e seus impactos no desenvolvimento infantil.

Neste sentido se apresentou o estudo “Investigação Relativa à Paternidade e Adoção Homossexual” do professor da Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento na Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Sul (EE.UU), George A. Rekers, que expõe que “as meninas e meninos adotados por casais de lésbicas e homossexuais registram um maior nível de estresse ao qual já de por si gera neles sua condição de órfãos ou abandonados por seus pais biológicos” e que tal situação “provoca nos menores diversos traumas e transtornos do comportamento que chegam inclusive a tendências e tentativas suicidas”.

“De acordo com diversos estudos que contêm testemunhos de filhos de pais homossexuais, a maioria destes reconheceu ter padecido fortes emoções, tais como medos, ansiedade, apreensão, vergonha e irritação ao tratar de esconder, ante seus companheiros e familiares, a homossexualidade de seu pai ou mãe”, adiciona.

Sistemas de Adoção

Do mesmo modo, ao referir-se aos “matrimônios” homossexuais, o estudo assinala que “são significativa e substancialmente menos estáveis e mais curtos em média, comparados ao matrimônio entre homem e uma mulher” por isso “os lares com um adulto homossexual contribuem indevidamente a um índice substancialmente maior de mudanças nos lares de adoção”.

“Devido à alta incidência de transtornos psicológicos das crianças que entram em sistema de cuidados adotivos estas crianças são especialmente vulneráveis a um dano psicológico e a uma crescente desadaptação quando se impõe a elas um estresse significativamente maior pela presença de um adulto com práticas homossexuais no lar adotivo”, acrescenta.

Por sua parte, Oscar Rivas, presidente de Renascer, sublinhou que “de acordo à experiência internacional e apoiados com diversos estudos e investigações, conclui-se que em matéria de adoções o que deve prevalecer é o direito dos meninos ou meninas com possibilidade de ser adotado, não o dos pais”.

O Simpósio se realizou logo depois de que os Deputados da Assembléia Legislativa do Distrito Federal aprovaram reformas sobre a adoção homossexual, sem considerar a posição de diversos setores envoltos no tema. O estudo do professor George A. Rekers serve de apoio para proibir a adoção de casais do mesmo sexo na Florida, logo depois de um litígio na Corte desse Estado. adotadas por casais formados por pessoas do mesmo sexo registram “um maior nível de estresse”, chegam a “tendências e tentativas suicidas” e além disso mostram “vergonha e raiva ao tratar de esconder, dos seus companheiros e familiares, a homossexualidade do seu pai ou sua mãe”.

ACI

* Indiano de 80 anos casado com 4 mulheres espera 31º filho.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Um agricultor indiano de 80 anos vai comemorar nos próximos meses a chegada de 31º filho, já que a terceira de seus quatro esposas está grávida de novo, informou hoje a agência indiana “Ians”.

“Eu ter uma grande família com quatro mulheres e 30 filhos é tudo presente e desejo de Deus”, disse o orgulhoso pai, Hussain Ali, sentado à porta de sua casa, um complexo de cabanas no estado indiano de Assam (nordeste).

O octogenário Ali, que balança no berço seu último rebento, uma criança de dois meses nascida da união com sua quarta esposa, vai ser pai de novo nos próximos meses.

E, apesar de dizer que sua memória continua intacta, a verdade é que ele só lembra os nomes de 15 filhos.

“Às vezes me esqueço dos nomes deles, mas os reconheço por suas caras”, afirma Ali, segundo quem a velhice não o fez perder a força. “Não julgue alguém por seu peso ou sua estatura. Tenho o coração jovem, mas não me casarei mais. Sou feliz com meus 30 filhos e o que uma das minhas esposas está esperando”, acrescentou.

O agricultor, que não se arrepende de ter formado uma família tão numerosa, considera suas quatro esposas “muito boas e carinhosas”.

O clã vive em cabanas separadas em um mesmo lugar no município de Mohkhuli, no distrito de Lakhimpur, onde Ali tem de se virar para conviver por turnos com todas elas.

“Minhas esposas e minhas crianças não reclamam”, destacou o agricultor.

As quatro mulheres asseguram que Ali é um marido e um pai responsável, que oferece o mesmo trato a cada membro da família.

“É um bom homem e muito responsável”, disse Mohirun Nessa, a primeira das esposas de Ali, com quem teve 11 filhos.

EFE

***

Quanta falta faz o evangelho na vida de pessoas boas e generosas, porém conduzidas por principios que ferem a dignidade das “esposas”, do matrimônio e dos filhos, cujo nome não consegue guardar.

Talvez possa se achar que o ” crescei “ biblico seja uma ordem de seguir – sem critério – a natureza.

Na verdade a Igreja fala da paternidade responsável, que exige uma generosa abertura à vida,com RESPONSABILIDADE.

Porém responsabilidade não pode ser usada como desculpa para – em nome dela- esconder razões egoistas e motivações mesquinhas de ter menos filhos do que se deveria e do que exige uma VERDADEIRA abertura à vida!

Muitas vezes nossas razões não passam pelo crivo do amor e da obediência ao Senhor .

A Paternidade responsável exige abertura a vida ou mesmo o não ter mais filhos, segundo critérios basedos no responsável amor e não no egoismo.

* Gerar um filho é um fato não só profundamente humano mas também profundamente religioso.

sexta-feira, fevereiro 12th, 2010


João Paulo II, Evangelium Vitae,43b

“Ao falar de « uma participação especial » do homem e da mulher na « obra criadora » de Deus, o Concílio pretende pôr em relevo como a geração do filho é um fato não só profundamente humano mas também altamente religioso, enquanto implica os cônjuges, que formam « uma só carne » (Gn 2, 24), e simultaneamente o próprio Deus que Se faz presente.

Como escrevi na Carta às Famílias, « quando da união conjugal dos dois nasce um novo homem, este traz consigo ao mundo uma particular imagem e semelhança do próprio Deus: na biologia da geração está inscrita a genealogia da pessoa.

Ao afirmarmos que os cônjuges, enquanto pais, são colaboradores de Deus Criador na concepção e geração de um novo ser humano, não nos referimos apenas às leis da biologia; pretendemos sobretudo sublinhar que, na paternidade e maternidade humana, o próprio Deus está presente de um modo diverso do que se verifica em qualquer outra geração “sobre a terra”.

Efetivamente, só de Deus pode provir aquela “imagem e semelhança” que é própria do ser humano, tal como aconteceu na criação. A geração é a continuação da criação ».”

* Onde estão as Crianças? População mundial: do auge ao fracasso

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

Por Pe. John Flynn, L.C.

As Nações Unidas acabaram de publicar um relatório chamando atenção sobre o rápido envelhecimento da população mundial. Pouco depois do começo do ano, o Departamento de Assuntos Econômicos publicava seu relatório “Envelhecimento da População Mundial 2009”.

Entre os principais resultados do relatório estavam os seguintes pontos:

-   O envelhecimento atual não tem comparativos com a história. É esperado que, para o ano de 2045, o número de pessoas com mais de 60 anos supere o número de menores de 15. Nas regiões mais desenvolvidas, onde se tem avançado o envelhecimento, essa situação já aconteceu em 1998.

-   A idade média atual do mundo é de 28 anos, com a metade da população mundial acima dessa idade e outra metade abaixo. Na metade do século a idade média chegará provavelmente aos 38 anos.

-   O envelhecimento está afetando quase todos os países do mundo, devido à diminuição de fertilidade que tem se tornado quase universal.

-   O envelhecimento terá uma forte impacto no desenvolvimento econômico, investimentos, mercados trabalhistas e fiscais.

-   Dado que a taxa de fertilidade é pouco provável que suba novamente para os níveis elevados do passado, o envelhecimento é irreversível e as populações jovens, algo até recentemente comum, serão mais raras no século XXI.

- No âmbito mundial, existe atualmente cerca de 9 pessoas na idade de trabalho que sustentam cada pessoa idosa. Em 2050, cairá para 4, com consequências graves para o sistema de pensões. Além disso, a atual crise econômica trará um grave declínio do valor dos fundos de pensão.

Mais relatórios

Outros relatórios recentes da ONU examinam em maior profundidade os problemas demográficos de cada país. Um estudo do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), nomeado “Rússia frente aos Desafios Demográficos”, previu que a população vai continuar a diminuir, informou em 4 de outubro Associated Press.

Segundo a UNDP, a população da Rússia baixou 6,6 milhões desde 1993, apesar do afluxo de milhões de imigrantes. O relatório advertiu que em 2025 o país poderia perder outros 11 milhões de pessoas.

As consequências de tal redução serão, segundo a UNDP, o corte de mão de obra, o envelhecimento da população e o menor crescimento econômico. Em 2007 a Russía era o nono país do mundo em população. Em 2050, as Nações Unidas estimam que a Rússia irá ocupar o posto de décimo quinto na lista, com uma população menor do que o Vietnã.

A Rússia necessita reduzir seu alto índice de abortos para contrapor a tendência de diminuição da população, advertia a ministra da Saúde do país, Tatyana Golikova, informou em 18 de janeiro France Presse.

Golikova declarou que em 2008 houve 1.714.000 nascimentos na Rússia e 1.234.000 abortos.

Em sua análise de 20 de janeiro às declarações de Golikova, o centro de geopolítica Strarfor observava que, ainda que a ministra anuncie que em 2009 houve um ligeiro aumento da população da Rússia entre 15 a 25 mil habitantes, isso se deve a causas extraordinárias.

O aumento se deve, em parte, aos incentivos do governo para que os russos voltem a seu país desde as antigas repúblicas soviéticas. Depois de vários anos desse fluxo migratório, o número de russos que querem voltar diminuiu com rapidez.

Outra causa do ligeiro aumento da população é que o grupo de idade entre 20 e 29 anos soma cerca de 17% da população e se demonstra bastante fértil. A geração nascida antes dessa, no entanto, foi muito menos.

Falta de meninas

Ainda que o Vietnã esteja a ponto de superar a Rússia, o excesso de abortos naquele país está causando graves problemas, segundo o relatório de agosto de 2009 publicado pelo Fundo de População das Nações Unidas.

O estudo “Mudanças recentes na proporção entre os sexos nos nascimentos no Vietnã. Uma Revisão de Evidências”, examinava o problema dos abortos seletivos por sexo.

Normalmente a proporção dos sexos ao nascer (definida como o número de meninos nascidos por cada cem meninas), está entre 104-106/100.

Essa proporção, explicava o informe, é, em circunstâncias normais, bastante estável ao longo do tempo, em regiões geográficas, continentes, países e raças.

Os estudos sobre a porcentagem de sexos revelaram uma mudança inesperada, que começou nos anos oitenta em alguns países asiáticos, comentava a agência das Nações Unidas. “Junto ao declínio de fertilidade, essa tendência está se estendendo por países com grandes populações da Ásia, ameaçando assim a estabilidade demográfica mundial”, continuava o relatório.

No Vietnã, a proporção entre os sexos ao nascer para o ano de 2006 foi de 110/100 crianças do sexo masculino. Segundo o relatório, a mudança na proporção começou faz cerca de uma década e atualmente está aumentando em quase um ponto por ano. Nesse ritmo atual de mudança, a proporção pode superar a marca de 115 em alguns anos, estabelecia o relatório.

Se essa tendência não se inverter, o Fundo de População adverte que em 2025 o Vietnã terá um excesso significativo de população masculina. Isso terá muitas consequências negativas para o país e afetará especialmente a população adulta jovem no momento de se casar.

O fenômeno de “falta de meninas” é bem conhecido na China. Um relatório recente confirmava a prática de abortos seletivos por sexo. A Academia Chinesa de Ciências Sociais afirmou que haverá mais de 24 milhões de homens que não poderão encontrar uma esposa no final dessa década, informou em 12 de janeiro o jornal Times.

A reportagem culpava por esse desequilíbrio a política da chinesa de ter somente um filho.

“O problema é mais grave nas zonas rurais, devido à falta de um sistema de segurança social”, indicava a reportagem. “Os camponeses idosos têm de se confiar na sua descendência”, observava.

Segundo o artigo do Times, um especialista chinês afirma que em 2006 a proporção de sexo havia aumentado para 120/100.

Declínio

No país vizinho, Japão, a população segue diminuindo. Um editorial publicado em 15 de janeiro no jornal Japan Times indicava que as estimativas do ministério de Saúde, Trabalho e Bem Estar da nação calculam que em 2009 a população diminuirá em 75 mil pessoas, que é 1,46 vezes o declínio de 2008.

Segundo o editorial, o Instituto Nacional de Investigação de População e Segurança Social estima que a população do Japão cairá dos 100 milhões em 2046 para 90 milhões em 2055. A população atual se estima em cerca de 128 milhões.

Enquanto surgem cada vez mais elementos de preocupação por envelhecimento de população do mundo e a diminuição dos índices de fertilidade, o governo dos Estados Unidos está no meio de uma dramático aumento de seu apoio à anticoncepção e ao aborto por todo o mundo.

A 8 de janeiro, a secretária de Estado, Hillary Clinton, discursou com ocasião do décimo quinto aniversário da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento que teve lugar em 1994 no Cairo, Egito.

Em sua intervenção, celebrava uma das primeiras atuações do presidente Barack Obama em seu cargo, que foi suspender as restrições de financiamento do governo federal às organizações que financiam o aborto nos países em desenvolvimento.

Também observava que os Estados Unidos renovaram seu financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas e que o Congresso destinou 648 milhões de dólares em ajuda ao exterior para programas de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Prometeu ainda mais ajudas no futuro para levar ofertas de anticoncepcionais a todas as mulheres de cada nação. E também destacou o trabalho que o governo dos Estados Unidos está conduzindo junto à International Planned Parenthood Federation, conhecida por realizar milhões de abortos por ano.

O entusiasmo atual por fazer todo o possível para baixar a fertilidade está movido claramente por motivos ideológicos que não param para considerar as consequências econômicas de políticas que conduzem a um rápido declínio de fertilidade em um curto período de tempo.

* Coreia do Sul libera funcionários mais cedo para incentivar procriação.

quarta-feira, janeiro 20th, 2010
Criança sul-coreana
A Coreia do Sul tem uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo

Os funcionários do ministério da Saúde da Coreia do Sul têm a partir desta quarta-feira uma ordem incomum: ir para casa mais cedo e procriar.

Nesta quarta-feira, às 19 horas, as luzes no prédio do ministério serão apagadas.

O governo quer incentivar seus funcionários a passar mais tempo com as suas famílias e, se possível, aumentá-la.

A Coreia do Sul tem uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo, inferior até mesmo à do seu vizinho Japão.

Seguindo o exemplo

Aumentar a taxa de natalidade é uma prioridade do governo sul-coreano, que enfrenta um envelhecimento da população e consequentes redução na força de trabalho e aumento nos gastos com saúde.

O ministro da Saúde, que passou a ser chamado em tom de brincadeira de “ministro do encontro de casais”, é o responsável pela tarefa de aumentar a natalidade e visivelmente acredita que os seus funcionários têm que dar o exemplo à população.

Generosos vale-presentes são oferecidos para os funcionários que têm mais de um filho, e a instituição organiza reuniões sociais na esperança que seus burocratas encontrem o amor.

No entanto, críticos apontam que o que é realmente necessário é uma ampla reforma para diminuir o custo de se ter uma criança no país.

Segundo jornais sul-coreanos, outras medidas são avaliadas para incentivar a população a ter filhos. Segundo o Korea Times, a diferença salarial entre homens e mulheres no país precisa ser reduzida para que as mulheres pensem menos em trabalhar e mais em se reproduzir.

De acordo com o diário Chosun Ilbo, as regras de imigração na Coreia do Sul podem ser flexibilizadas para atrair mão-de-obra qualificada

BBC Brasil

* A calamidade moral que devasta famílias.

domingo, janeiro 17th, 2010

Uma tragédia como a do Haiti desperta o melhor em nós. A compaixão, a solidariedade, o amor por desconhecidos. São sentimentos comuns em missionários como Zilda Arns. Ela morreu pregando “luz e esperança na conquista da paz nas famílias e nações”. Na igreja que desabou e a levou aos 75 anos, Zilda apontou a família como a estrutura maior dos valores éticos. O amor fraterno, disse Zilda, começa na gestação, “no ventre sagrado da mãe”.

“Não existe ser humano mais perfeito, mais solidário e sem preconceitos que as crianças”, disse em sua última palestra Zilda, viúva, mãe de cinco filhos, 12ª de 13 irmãos – três irmãs religiosas e dois sacerdotes franciscanos. Fundadora da Pastoral da Criança e a da Pessoa Idosa, essa catarinense do bem se empenhava em reduzir a mortalidade infantil e a violência doméstica. “A paz começa em casa” era um de seus lemas.

Não sou religiosa mas acredito na família como núcleo para a construção de melhores cidadãos, que saibam ao menos distinguir o certo do errado.

Por tudo isso, um drama familiar divulgado na semana passada é tão chocante. A protagonista é Lauren Mayá Portella, de 19 anos, filha de professora universitária, Mauren, e de procurador federal do Rio de Janeiro. Estudante de Direito, Lauren tramou de maneira fria e calculista um assalto à própria mãe com a cumplicidade do namorado office boy, Marcos Vinicius Almeida. O casal de bandidos estava foragido até a última sexta-feira.

O envolvimento de Lauren no assalto – ocorrido no ano passado – foi descoberto quase por acaso. A Polícia Civil investigava a participação de Marcos Vinicius em sequestros de gerentes de banco e roubos de carro. Gravou todos os seus telefonemas e, ao escutar os registros, encontrou essa conversa com a namorada. A universitária é procurada por roubo e formação de quadrilha.

O que mais revolta nas gravações é o descaso e o desamor que Lauren demonstra pela mãe. Morando numa casa confortável de classe média no Rio de Janeiro, nada parecia faltar a Lauren. O namorado, “Vinicinho”, era bem acolhido e dormia na casa da namorada nos fins de semana.

Lauren tramou de maneira fria e calculista um
assalto à própria mãe, com a cumplicidade do namorado

Nos telefonemas, Lauren comanda toda a ação e pergunta ao namorado se vão “pegar” a mãe na ida ou na volta da igreja: “Fica parado na porta da lan house; quando ela sair, você sai”. E grita simultaneamente: “Tchau, mãe. Traz um doce pra mim. Beijo”. A 300 metros da casa, os comparsas do namorado abordam a professora com uma arma, levam carro, celular e bolsa. “Vinicinho” liga para Lauren dizendo que tinha acompanhado tudo da esquina: “Ela tentou correr. Aí, o moleque jogou a moto em cima, botou uma arma para o alto e ela parou”.

Se a professora reagisse, poderia ter sido morta por um tiro. Quando o namorado aconselha Lauren a comprar um celular em feira de produtos roubados para dar à mãe, a moça responde com tédio: “Ela não quer nada roubado. Só quer encher meu saco”.

Separado da mãe de Lauren, o pai procurador, cujo nome não foi divulgado, primeiro não acreditou, mas depois atribuiu toda a culpa ao namorado. Um dos medos dos pais de meninas é o amor bandido, o envolvimento da filha com traficantes e assaltantes.

“Se alguém influenciou alguém, foi ela que influenciou o garoto”, diz o psiquiatra Luiz Alberto Py. “Ele é um office boy, de repente aparece uma patricinha, ele fica todo entusiasmado. Ela é de outro nível sociocultural e já tem maturidade para discernir. Não se interessa pela mãe nem teme consequências. São dois bandidos que se juntam para cometer um crime. Lauren pode ser uma psicopata, e os psicopatas não têm solidariedade, compaixão, amor.”

Há um perfil aparentemente falso de Lauren no Orkut, com 39 amigos, todos do Ceará. Nesse perfil, algumas de suas comunidades são “Sou Patricinha, e Daí?” e “Eu Odeio Minha Mãe”.

A comunidade “Eu Odeio Minha Mãe” tem 3.844 membros. Os depoimentos são terríveis, incluem xingamentos e desejos de que a mãe morra. Um dos motivos do ódio é: “Minha mãe só sabe dizer não” e “se julga dona da verdade”. Fora as drogas, pais e mães devem refletir sobre as causas dessa calamidade moral que devasta tantas famílias.

Ruth de Aquino – Revista Época

* Arquidiocese de Miami propõe promover adoção de órfãos haitianos.

sábado, janeiro 16th, 2010
Efe, em Miami

A arquidiocese de Miami propôs hoje que crianças haitianas que ficaram órfãs no terremoto de terça-feira (12) sejam adotadas por famílias americanas. A Igreja Católica utilizaria o mesmo sistema usado durante a operação Pedro Pan, que levou mais de 14 mil crianças de Cuba para os EUA entre 1960 e 1962.

Randolph McGrorty, diretor-executivo dos Serviços Legais Católicos (CLS, na sigla em inglês) da arquidiocese, informou que esta entrou em em contato com o governo americano para sugerir o programa de adoção, a partir do qual as crianças haitianas entrariam no país com vistos humanitários.

“Devido à magnitude do ocorrido no Haiti, é uma prioridade trazer estas crianças órfãs aos EUA”, disse McGrorty, em entrevista no escritório do congressista cubano-americano Mario Díaz-Balart.

O objetivo, disse McGrorty, é dar um futuro às crianças haitianas que perderam seus pais no terremoto, no qual podem ter morrido de 45 mil a 50 mil pessoas, conforme Víctor Jackson, um dos diretores da Cruz Vermelha no Haiti. Um dos primeiros passos para viabilizar este ambicioso projeto é localizar abrigos temporários para acolher as crianças. Um deles estaria no condado de Broward, no norte de Miami, segundo o religioso.

O terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 km de Porto Príncipe, a capital do país.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti, a Minustah, morreram em consequência do terremoto. A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

* Defesa da família une católicos, ortodoxos e protestantes no México.

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Agradecimento do cardeal Norberto Rivera Carrera

O cardeal Norberto Rivera Carrera, arcebispo primaz do México, enviou uma mensagem de agradecimento e incentivo aos representantes das confissões cristãs ortodoxas e evangélicas, assim como aos fiéis católicos, pelo apoio recebido contra a recente lei aprovada pela Assembeia Legislativa do Distrito Federal a favor dos “casamentos” de pessoas do mesmo sexo e da adoção de menores.
O porta-voz da arquidiocese do México, Pe. Hugo Valdemar, foi o encarregado de ler a mensagem que começava citando a famosa passagem das Escrituras: “Não podemos obedecer ao homem antes de Deus”.

O sacerdote deixou claro também que hoje querem proibir a Igreja falar em nome de Jesus, pregando sua doutrina e cumprindo o mandado do Senhor de anunciar a Boa Nova.

“Hoje em dia não se pode obedecer ao homem antes de Deus, pois a lei suprema e perene é de Deus, e toda lei humana que o contradiga será imoral e perversa, pois ao ir contra sua vontade terminará por levar a sociedade à degradação moral e se ruirá”, afirmou o porta-voz arquidiocesano.

O representante do cardeal Rivera afirmou que “o México é cristão e ama a família, sendo sua célula fundamental e centro de coesão social; e vemos com preocupação como se é atacada a família, como são burlados os valores cristãos e de nossas crenças mais sagradas”.

Mesmo assim, agradeceu às demonstrações de solidariedade e pediu que não se deixe vencer e que se mantenha firme a fé porque é o que vence o mundo.

Convidou a manter presente a promessa do Senhor de que os poderes do Inferno não prevalecerão sobre ela, e recordou as palavras de Jesus Cristo: “Felizes sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus.”

“Não, não podemos silenciar, pois podemos escapar dos tribunais dos inimigos de Cristo, mas não fugir do Tribunal Supremo de Deus, que nos pedirá contas de nossas covardias por envergonharmos em seu nome, e por não defender o rebanho do lobo que mata e dispersa as ovelhas”, afirmou o representante de comunicação da arquidiocese do México.

***

A Propósito deste assunto..Veja notícia abaixo.

O Bispo de Cádiz e Ceuta,Espanha, Dom Antonio Ceballos Atienza, expressou sua satisfação pelo avanço em quarenta anos de diálogo ecumênico e afirmou que a ansiada unidade dos cristãos é responsabilidade da Igreja inteira, tanto dos fiéis como dos pastores “e afeta a cada um segundo sua própria capacidade”.


Em uma carta pastoral, o Prelado se referiu à semana de oração pela unidade dos cristãos, que se celebra de 18 a 25 de janeiro, e que “converteu-se já em uma preciosa oportunidade de reflexão sobre a unidade interna da Igreja, ao tempo que a pedimos confidencialmente ao Senhor”.

Dom Ceballos afirmou que a unidade é o “desejo mais vivo de Jesus para os seus”, porque dela depende de que “a evangelização alcance a todos os homens”.

“Hoje, depois de mais de quatro décadas de diálogo e colaboração da clausura do Concílio Vaticano II, o ecumenismo conta em seu haver com uma aproximação cada vez maior das Igrejas ao mistério da Igreja como Sacramento de Salvação para o mundo. Seus alcances são um dom do Senhor que nos anima e impulsiona a superar novos obstáculos”, assinalou.

Por outro lado, o Prelado também abordou o caso dos Ordinariatos Pessoais criados pelo Papa Bento XVI para acolher os “nossos irmãos anglicanos”. “É este, um caso particular que não responde a nenhuma ação de caráter proselitista por parte da Igreja Católica”, esclareceu o Bispo.

Dom Ceballos indicou que a Igreja, “em palavras do Papa, segue empenhada no prosseguimento do diálogo ecumênico doutrinal e do diálogo da caridade com as Igrejas e comunidades eclesiásticas. Ao abrir esta porta de entrada na Igreja Católica, a Santa Sé não toma uma iniciativa contrária ao diálogo ecumênico”.

Finalmente, depois de afirmar que os católicos anseiam a união dos cristãos, convidou os fiéis a participar do “Octavario do 2010 para elevar nossa prece em comum, certamente pelo movimento ecumênico, mas sem esquecer a unidade interna da mesma Igreja”.

* Brigas familiares nas férias..

sexta-feira, janeiro 8th, 2010

O respeito, a paciência e a assistência são facetas do amor. As brigas indicam a falta de um amor efetivo, e se elas se tornaram freqüentes nas férias é preciso trabalhar para que a família se queira bem, cada vez mais e melhor.

Muita gente que saiu a veraneio, ao regressar desse pequeno descanso de férias, sentiu que voltava à baila uma série de diferenças e antagonismos que a vida diária tinha resolvido ocultar, pelo menos em parte. Mas, uma vez que os membros de uma familia, além de parentes e amigos, viram-se forçados à convivência em comum.

Aqueles dias programados para que as pessoas relaxassem, acabaram em uma série de tensões, mau humor, repreensões e ressentimentos.

Tudo isso por não terem aproveitado as férias como uma ocasião privilegiada para crescer.

Para crescer com relação aos demais. Não é possível nenhuma convivência sadia sem respeito às outras pessoas, às suas idades, gostos e debilidades.

Nem os anos vividos, nem as preferências, nem as minhas falhas devem ser convertidos em norma que os demais devam acatar como lei suprema e inapelável.

Eu é que devo estar ao serviço dos demais, não os demais ao meu serviço.

Se, disponho de mais experiência, mais força, mais dinheiro, é para colocar tudo isso em favor do crescimento dos outros e do meu próprio.

O respeito ao direito alheio significa não somente a paz, mas também a condição para que se vá amadurecendo e desfrutando da vida, como deve ser.

Quem ama de verdade, deve aprender a ser observador.

Intervir só quando for solicitado e/ou quando achar prudente fazê-lo, sempre mantendo o respeito pelo outro, vale dizer, o interesse pelo desenvolvimento da autonomia e da liberdade do outro.

Crescer em paciência, com os demais, outra coisa não é senão levar em conta que os outros estão crescendo, e que este processo habitualmente não pode nem deve ser acelerado.

Quase sempre nossas demonstrações de impaciência são a manifestação do desejo de que os outros cresçam de acordo com o nosso próprio ritmo. É um desejo improcedente e injustificado, além de inútil.

Freqüentemente a impaciência conduz à violência, podendo inspirar medo e sentimento de urgência, mas não colabora para o verdadeiro crescimento.

Meu ritmo de inteligência, de ação e de caráter não tem por que ser o mesmo dos demais. Preciso aprender a me coordenar com os que estão à minha volta.

O ritmo deles é diferente do meu, se estamos juntos é para nos ajudarmos a viver, não para forçar um ritmo alheio ao que nos é peculiar.

O nível de mau-humor em uma família deve-se geralmente à falta de respeito e de paciência para com a personalidade dos demais.

Crescer em assistência para com os demais

Se, vivemos juntos é para tornar mais leve o peso da vida: a carga do trabalho, da solidão, das limitações de cada um.

É lamentável que, em tantas ocasiões, a vida em comum sirva precisamente para o contrário: o trabalho se torna mais pesado, a solidão mais dolorosa, as limitações mais evidentes.

O inconformismo se generaliza, as repreensões se agravam, as feridas se multiplicam. Tudo por não aceitarmos que todos precisamos de todos, e o que não se ganha por bons modos,  acaba se perdendo.

Minha capacidade para viver se mede exatamente por minha capacidade para ajudar a viver. Pois isto significa que abandonei o horizonte estreito e egoísta de minhas preferências e de meus caprichos, para me abrir ao esplendor de poder descortinar mais vida no outro.

Nossa assistência aos demais se revela quando vemos mais sorrisos ao nosso redor, a alegria surgindo espontaneamente e se mantendo como que num clima habitual;  se aparecem divergências, é para que haja aceitação e sensatez, e se lágrimas afloram é para se ter o privilégio de enxugá-las e poder confortar quem chora.

O respeito, a paciência e a assistência são facetas do amor. As brigas apontam para a falta de um amor efetivo, e se elas se tornaram freqüentes nas últimas férias é preciso trabalhar para que a família se queira bem, cada vez mais e melhor.

Esta é a condição para que os próximos passeios não virem brigas nas férias, mas Amor nas Férias.

Fonte: Catholic.net



* Psicóloga francesa defende infidelidade masculina para ajudar o casamento.

quarta-feira, dezembro 30th, 2009
Capa do livro de Vaillant
Livro de Vaillant diz que 39% dos homens franceses já foram infiéis

Uma das mais famosas psicólogas francesas causou polêmica ao defender, em um livro recém-lançado, que a infidelidade masculina é boa para o casamento.

No livro Les hommes, l’amour, la fidélité (”Os homens, o amor, a fidelidade”), Maryse Vaillant diz que a maioria dos homens precisa de “seu próprio espaço” e que para eles “a infidelidade é quase inevitável”.

Segundo a autora, as mulheres podem ter uma experiência “libertadora” ao aceitarem que “os pactos de fidelidade não são naturais, mas culturais” e que a infidelidade é “essencial para o funcionamento psíquico” de muitos homens que não deixam por isso de amar suas mulheres.

Para Vaillant, divorciada há 20 anos, seu livro tem o objetivo de “resgatar a infidelidade”. Segundo ela, 39% dos homens franceses foram infiéis às mulheres em algum momento de suas vidas.

Fraqueza de caráter

“A maioria dos homens não faz isso por não amar mais suas mulheres, Pelo contrário, eles simplesmente precisam de um espaço próprio”, diz a psicóloga.

“Para esses homens, que são na verdade profundamente monógamos, a infidelidade é quase inevitável”, afirma.

Para Vaillant, os homens que não têm casos extraconjugais podem ter “uma fraqueza de caráter”.

“Eles são normalmente homens cujo pai era fisicamente ou moralmente ausente. Esses homens têm uma visão completamente idealizada da figura do pai e da função paternal. Eles não têm flexibilidade e são prisioneiros de uma imagem idealizada das funções do homem”, afirma ela.

***

L a s t i m á v e l !

De onde surgiu essa idéia maluca?

Ela parte do principio de que o homem é condicionado pela cultura e escravo dela? dizer que a infidelidade é quase “inevitável” é passar por cima da liberdade humana e da capacidade que o homem tem de se superar e de abraçar o bem.

É reduzí-lo a um feixe de desejos.

Dizer que o “pacto matrimonial e suas exigências de fidelidade é cultural”  e que a infidelidade é natural..é inacreditável!

Fonte : BBC

Veja essa outra “pérola” de notícia..

Empresa que promove infidelidade lança ’serviço de traição’ pelo celular

Um dos slogans da empresa diz: “A vida é muito curta. Tenha um caso”

Uma empresa canadense que promove infidelidade entre casais está lançando um serviço que permite aos usuários enviarem mensagens pelo celular como maneira de praticar traição de “forma segura e em qualquer lugar”.

A agência Ashley Madison, criada em 2001 em Toronto, afirma ter criado o novo serviço para atender à crescente demanda do público por novos artifícios para “trair de forma discreta”.

“Antes da traição pelo celular, muitos dos nossos clientes usavam nossos serviços a partir de seus computadores do trabalho. Agora eles poderão enviar mensagens dentro do metrô a caminho do trabalho, enquanto esperam no aeroporto, ou então de casa, enquanto suas mulheres assistem à televisão”, afirmou o fundador da agência, Noel Biderman, casado e pai de dois filhos.

“Milhões de pessoas já disseram que teriam um caso extraconjugal se tivessem a oportunidade. Pois aqui está”, completou.

Mais clientes

Os interessados no serviço, que tem como slogan “Sexo na Palma das Mãos”, podem se registrar com a agência de graça, mas precisam comprar créditos para enviar mensagens por celular ou e-mails.

O site cobra US$ 49 (cerca de R$ 100) por cem créditos ou US$ 249 (aproximadamente R$ 524) por mil. Cinquenta créditos são suficientes para enviar 60 minutos de mensagens instantâneas ou dez e-mails para diferentes destinatários.

A agência, que vem investindo em campanhas publicitárias, vem ganhando destaque nos meios de comunicação. Nos últimos meses, Noel Biderman foi entrevistado em vários programas de auditório, inclusive pelas redes de TV CNN e Fox News, dos Estados Unidos.

A Ashley Madison viu seu número de clientes aumentar de um milhão para 3,6 milhões nos últimos 12 meses.

* “Divórcio instantâneo” preocupa Igreja no Brasil.

sexta-feira, dezembro 25th, 2009

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) enviou uma mensagem aos parlamentares em que manifesta sua preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 28/2009) que criaria o divórcio instantâneo no país.

A PEC pretende suprimir o artigo da Constituição que diz que ‘o casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos’.

Segundo a nota da CNBB –divulgada hoje–, “se o divórcio instantâneo ocorrer significa que o legislador ordinário poderá, se quiser, instituí-lo sem quaisquer condições: sem prévia separação judicial, sem prazo de convivência, sem prévia separação de fato. Isto pode ser chamado de ‘promoção ao divórcio’”.

“É fundamental que se considere que o divórcio que demora entre quatro e vinte minutos banaliza a família, fomenta a irresponsabilidade, promove a facilidade e não deixa espaço à ponderação”, diz a CNBB.

Segundo o organismo episcopal, cabe ao Estado “proteger a família estável fundada no matrimônio, não por razões religiosas, mas porque ela gera relações decisivas de amor gratuito, cooperação, solidariedade, serviço recíproco e é fonte de virtudes para uma convivência honesta e justa”.

A CNBB reafirma sua “inabalável posição a favor da indissolubilidade do matrimônio e da família e a necessidade incondicional da proteção à família”.

* É o controle populacional a resposta para os problemas do mundo, inclusive o aquecimento global ?

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

Por Pe. John Flynn, L.C.

A cúpula do clima de Copenhague trouxe uma enxurrada de opiniões sobre questões ambientais. Entre elas está um retorno inquietante da posição malthusiana de ver o controle da população humana como uma das soluções para os problemas do mundo.

De acordo com um artigo de opinião de Diane Francis, publicado no dia 8 de dezembro no jornal canadense National Post, é necessário que se instale mundialmente a política chinesa de um filho por casal.

Francis afirma que isso iria reduzir a população mundial atual de 6,5 bilhões para 3,43 bilhões, em 2075. Embora a ação seja mais extrema do que a maioria, ela não está sozinha na defesa do controle populacional.

Pouco antes da reunião de Copenhague, Optimum Population Trust, da Grã-Bretanha, lançou um esquema de compensação de carbono, de acordo com o jornal The Guardian, em notícia publicada no dia 3 de dezembro.

Segundo explicava John Vidal, redator de meio ambiente do jornal, isso permite aos consumidores ricos compensar seu estilo de vida de viagens em jatos privados financiando a anticoncepção nos países mais pobres.

Segundo Vidal, os cálculos de Trust mostram que as 10 toneladas de carbono emitidas por um voo de Londres a Sydney poderiam ser compensadas evitando o nascimento de uma criança em um país como o Quênia.

Parece que o neocolonialismo ainda está vivo nas atitudes de alguns ambientalistas que não veem qualquer problema em fazer que as nações em desenvolvimento contenham sua população para que as emissões de carbono dos países mais ricos sejam compensadas.

Ao lançamento do programa seguiu um relatório publicado em agosto por Trust: “Menos Emissores, Menos Emissões, Menos Custo: Reduzir as emissões futuras de carbono investindo em Planejamento Familiar”.

As conclusões do estudo afirmavam: “a análise de custo/benefício revelou que o planejamento familiar é consideravelmente mais barato do que muitas tecnologias que visam a diminuir a emissão de carbono”.

“Com base nos resultados do estudo, propõe-se que os métodos de planejamento familiar sejam considerados uma ferramenta básica na estratégia de contenção das emissões de carbono”, defende o relatório.

Previsão de desastres

O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) juntou-se ao coro malthusiano com a publicação de seu Informe de Estado da População Mundial 2009.

O informe impulsionava um maior acesso à “saúde reprodutiva”. Este termo das Nações Unidas há de se entender incluindo o acesso a preservativos, contraceptivos e ao aborto.

“Alcançado um ponto onde a humanidade está beirando o desastre”, afirmou Thoraya Ahmed Obaid, diretora executiva do UNFPA, no lançamento do relatório, em Londres, no dia 18 de novembro.

O relatório foi apresentado pela imprensa com títulos como: “ONU: Lutar contra as mudanças climáticas com preservativos livres” (Associated Press, Nov. 18).

“Controle de Natalidade: A maneira mais eficaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, alardeou no dia 19 de novembro a manchete do jornal Times de Londres, em uma matéria sobre o relatório.

Junto a este chamado à saúde reprodutiva nas nações em desenvolvimento, e para confundir mais, havia outras declarações que contradiziam a tese de que menos gente nos países mais pobres distanciaria o mundo do precipício do desastre ambiental.

“A responsabilidade principal para o atual acúmulo de gases de efeito estufa é dos países desenvolvidos”, o relatório admitiu.

“A relação entre a população e a mudança climática é, na maioria dos casos, complexa e indireta”, de acordo com a análise feita pelo relatório.

O melhor guia para a questão da população e do meio ambiente veio em um relatório especial publicado através da revista The Economist na edição do dia 31, em outubro.

No editorial que acompanha o relatório, a revista apontou que a tendência da baixa fertilidade nos países em desenvolvimento já é avançada. “A queda atualmente da fertilidade é muito grande e muito rápida”, publicou.

Imoral

De acordo com o edital, nós podemos limitar o impacto humano sobre o meio ambiente de três formas: política demográfica, tecnologia e governança. Com respeito à população, não há muito mais a ser feito, argumentou a revista. Apenas uma “coação ao estilo chinês” poderia trazer uma mais rápida redução na fertilidade.

Notadamente, para uma publicação que não defende nenhuma forma de religião, o editorial também acrescentou que: “forçar os pobres a ter menos filhos do que eles desejam porque os ricos consomem demasiados recursos do mundo seria uma atitude imoral”.

O próprio relatório propõe que a forma de lidar com as emissões de carbono e as preocupações ambientais não é tentar reduzir a fertilidade e sim alterar o crescimento econômico de modo que seja menos poluente e com menos recursos.

O sociólogo britânico Fran Furedi explorou o retorno do malthusianismo em uma artigo escrito para o site Spiked. Seu comentário, no dia 7 de dezembro, atacou duramente as propostas da Optimum Population Trust por ser “um organização malthusiana quase zumbi dedicada à causa da redução humana”.

“Durante a maior parte da história, a vida humana tem sido valorizada e vista como possuidora de uma qualidade especial que não poderia ser reduzida”, observou Furedi.

Furedi baseava seus comentários em uma perspectiva humanista e não em uma perspectiva religiosa. “Não há uma única qualidade na perda da vida humana”, argumentou.

Ele também perguntou por que os outros humanistas não se demonstravam interessados em defender a vida humana e defender os ideais desenvolvidos no Renascimento e no Iluminismo.

Perdendo a fé

“Um mundo que pode colocar um sinal de igualdade entre um bebê e o carbono é um mundo que perdeu a fé na humanidade”, lamentou Furedi.

Outro comentário interessante foi publicado no dia 9 de dezembro pelo site australiano On Line Opinion, escrito por Farida Akhter, de Bangladesh. Segundo o artigo, ela é a diretora-executiva de uma organização que trabalha com comunidades em Bangladesh e também dirige uma editora feminista.

Akhter refletia sobre o Informe de Estado do UNFPA e dizia que é uma abordagem simplista considerar que as mulheres podem resolver os problemas ambientais simplesmente reduzindo sua fertilidade.

Lançar como objetivo as nações em desenvolvimento simplesmente não tem sentido, afirmou. Citando dados do relatório da UNFPA, indica que os 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo são os responsáveis por 50% das emissões mundiais de dióxido de carbono.

Então, continuou, mesmo que o crescimento populacional seja reduzido nos países mais pobres, a sua contribuição para a redução das emissões de carbono ou para o consumo de recursos não será significativa.

“Não vamos tornar as mulheres alvo de contraceptivos com o intuito de resolver a mudança climática”, concluiu.

Um sentimento partilhado por Jennie Bristow, editora da publicação britânica Abortion Review.

Ela também escreveu um artigo para Spiked sobre o tema  “população e ecologia”, no dia 6 de outubro.

Bristow defendia o aborto e a contracepção, mas também enfatizava que a história está cheia de exemplos onde estas práticas têm sido imposta às mulheres por parte de autoridades que queriam decidir quantos filhos deveriam nascer.

Respeito

Seu ensaio era crítico à posição pró-vida, mas também argumentava que “devem-se responder sérias questões sobre até que ponto é genuíno o compromisso pela livre eleição entre aqueles que gostariam que as mulheres elegessem em última instância não ter filhos, ou não mais que um certo número de filhos”.

É certo que temos uma responsabilidade com o meio, assinala Bento XVI em sua encíclica “Caritas in Veritate”.

O que está em jogo, porém, é algo mais do que apenas as questões ecológicas, diz o Papa. O respeito pela natureza também inclui o respeito pela vida humana. “Os deveres que temos para com o ambiente estão ligados com os deveres que temos para com a pessoa considerada em si mesma e em relação com os outros”, afirma (n º 51).

Se os dois se opõem, há “uma grave antinomia da mentalidade e do costume atual, que avilta a pessoa, transtorna o ambiente e prejudica a sociedade”, prossegue o pontífice. Uma contradição proposta por poucas vozes no debate sobre como enfrentar os atuais temas de meio ambiente.

* 71,4% dos adolescentes brasileiros entre 13 e 15 anos já bebeu álcool.

sexta-feira, dezembro 18th, 2009

Uma pesquisa divulgada pelo IBGE  aponta que sete em cada dez adolescentes entre 13 e 15 anos já experimentou pelo menos uma vez bebidas alcoólicas, sendo que 22,1% deles já havia se embriagado.

Os dados constam na Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar, que ouviu adolescentes que cursam o 9º ano do Ensino Fundamental (antiga oitava série) em todas as capitais e no Distrito Federal.

Segundo o estudo, Curitiba foi a capital onde maior percentual de adolescentes (80,7%) declarou ter experimentado bebidas alcoólicas, enquanto a capital onde menos estudantes tinham tomado bebidas foi Macapá (55,1%).

Entre os adolescentes entrevistados, a maior freqüência de consumo de álcool foi registrada entre meninas (73,1%), embora o consumo entre os adolescentes do sexo masculino tambémfosse quase tão elevado quanto (69,5%).

As festas foram os lugares onde a maioria (36,6%) destes jovens declarou ter consumido álcool. Outros 19,3% afirmaram ter adquirido bebidas em mercados, lojas ou bares e outros 15,8% disseram ter adquirido com amigos.

A pesquisa também aponta que 8,7% dos estudantes declararam já ter usado alguma droga ilícita, como maconha, cocaína, crack e cola.

O maior percentual de jovens que declararam ter usado drogas foi registrado em Curitiba (13,2%) e o menor em Macapá (5,3%).

***

A pesquisa é BASTANTE INTERESSANTE.

Não existem novidades nos dados. A pesquisa, porém, permite de forma muito concreta se tocar no comportamento do jovem nesta faixa etária e dentro do universo de abrangência da pesquisa.

São dados que correspondem a um estilo particular de vida jovem que nos interessam muito.

A informação sobre o álcool é apenas uma informação da pesquisa.Tem outras..

Clique no link acima, no texto, e leia!

Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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