Artigo da ‘França’ Categoria

* Na França, histórica fusão da Igreja Reformada e da Igreja Luterana.

sexta-feira, maio 17th, 2013

Jornal Le Monde

Discursando diante dos representantes da nova Igreja Protestante Unida da França (EPUDF), durante o seu sínodo inaugural em Lyon no sábado, 11 de maio, o ministro do Interior, Manuel Valls, encarregado pelas relações com os cultos, não hesitou em definir esse encontro como “um momento importante na história do nosso país”.

Depois de um processo de aproximação de vários anos, as Igrejas nascidas da Reforma do século XVI, a Igreja Reformada e a Igreja Evangélica Luterana da França, separadas por razões teológicas, durante o fim de semana da Ascensão, celebraram a sua fusão.

Além da mudança de estrutura, essa aproximação indica uma vontade de manifestar mais claramente na sociedade a identidade das Igrejas protestantes “históricas”, levando em conta as fortes evoluções do protestantismo francês nos últimos 30 anos.

O ministro elogiou com insistência os valores dessa confissão, à qual aderem cerca de 3% da população francesa. “A mensagem histórica do protestantismo é a da tolerância, da abertura, da libertação do indivíduo, do seu acesso ao conhecimento de maneira pessoal. Como não ver tantos pontos em comum com os valores da República?”, perguntou Manuel Valls.

Dirigindo-se aos fiéis protestantes, eles os tranquilizou sobre o fato de “poder viver plenamente, intensamente a sua fé (…), fé que a República reconhece como profundamente legítima”. O ministro também elogiou a decisão de reconhecer, através dessa união, “que o que lhes une é mais importante do que o que lhes distingue”.

A reunificação das duas correntes da Reforma, que fracassou várias vezes no passado, se impôs nos últimos anos por causa do dinamismo das Igrejas evangélicas. Agora, os protestantes históricos, que tendiam a ser pouco visíveis, também querem “testemunhar” a sua fé na sociedade, mas “recusando toda atitude identitária”, como destaca o novo presidente da EPUDF, pastor Laurent Schlumberger.

“Por cinco séculos, defendemos um protestantismo de minoria frente à poderosa Igreja Católica, os protestantes estavam em uma abordagem identitária, fundada em redes, nas relações internas. Hoje, os nossos contemporâneos esperam por pessoas que ousem dizer o que pensam”, assegura o pastor, cuja nova Igreja agrupa cerca de 400 mil pessoas. “Para nós, é uma revolução compartilhar as nossas convicções além dos nossos próprios círculos”.

Para o pesquisador Jean-Paul Willaime, especialista em protestantismo, “o desenvolvimento do protestantismo evangélico representa um desafio que talvez incite o protestantismo lutero-reformado a ousar mais, sem negar a sua sobriedade, a sair da sua lendária discrição para se manifestar mais explicitamente na sociedade e com relação a outros grupos religiosos”.

Diante dessa aspiração, Manuel Valls, proferindo um discurso sobre a laicidade globalmente apreciado pelos fiéis, recordou, por sua vez, que esse conceito não era “a negação do fato religioso, mas simplesmente uma separação clara entre o que tem a ver com o espiritual e com o temporal”.

Mas, acrescentou, “o temporal e o espiritual são necessariamente chamados a coabitar, a viver na concórdia e a dialogar”. “A laicidade é a nossa defesa contra todos aqueles que querem pôr na cena pública a intolerância, a exclusão, a recusa ao debate, o obscurantismo”, respondeu diante de uma assembleia bastante aberta ao diálogo.

Caracterizados pelo pluralismo e por uma diversidade de pontos de vista, os protestantes – exceto os evangélicos – até hoje evitaram tomar posição sobre o casamento para todos, ao contrário dos católicos. Ao invés, é provável que tornem pública a sua reflexão sobre o tema do fim da vida. E que expressem reservas sobre qualquer nova legislação sobre o assunto.

* França: Cresce ainda mais rejeição no país a adoção de crianças por gays.

sábado, maio 4th, 2013
O francês está cada vez mais contra a adoção de crianças por pares homossexuais. Uma pesquisa cujos resultados foram publicados pela “La Croix”, 56% dos franceses são contra.
Em dezembro de 2012, aqueles que eram contra representaram 48%. agora, o percentual daqueles que apoiam esta lei diminuiu até 41%.

A pesquisa foi realizada on-line de 2 a 03 de abril, com base em uma amostra nacionalmente representativa de 993 pessoas, na faixa etária de 18 anos em diante.

Quanto ao casamento entre casais do mesmo sexo, 53% dos franceses são a favor (especialmente entre as pessoas que se consideram “esquerda”, 70%, em comparação com pessoas de “direito”, 59%) .

Os homens são divididos exatamente a metade (50% vs 50%), enquanto entre as mulheres, 56% é a favor. Os jovens com idades entre 18 e 24 anos estão em conformidade com a lei (67%).

* Franceses continuam a protestar contra aprovação do “matrimônio” Gay.

quarta-feira, maio 1st, 2013

Gregorio Vivanco Lopes

Prosseguem as multitudinárias manifestações – Manif pour touspor toda a França contra a determinação do governo socialista de François Hollande de aprovar o “casamento” entre homossexuais, inclusive com adoção de crianças. Os protestos não só continuam mas prometem crescer de intensidade após a aprovação dessa lei pela Assembléia de maioria socialista.

Fato novo e muito significativo: em épocas passadas, eram os revolucionários que saiam às ruas para exigir medidas de índole comunista, igualitária e imoral; desta vez são famílias bem constituídas, pais e mães com seus filhos, jovens estudantes e operários, que vão protestar contra as imposições de um governo que, embora dizendo-se democrático, porta-se como uma ditadura comunista.

Sem se incomodar em ouvir o que a população tem a ponderar, a tática de Hollande tem sido reforçar o contingente policial, utilizando meios drásticos e truculentos para limitar o quanto possível o alcance e a intensidade do desacordo dos manifestantes.

Vítimas dessa truculência têm sido inclusive as crianças, atingidas brutalmente por jatos de gás e outras atitudes violentas.

Por essa razão, na cidade de Lyon, por volta de cinqüenta mães reuniram-se diante das grades da Prefeitura, para protestar contra as agressões sofridas por seus filhos e filhas. Dizendo-se encolerizadas, elas entregaram ao Prefeito uma carta, cujos principais tópicos aqui transcrevemos:

“Sr. Prefeito:

Charlotte, 11 meses, Paul, 2 anos e meio, Cécile, 4 anos, Jade, 8 anos, Maxime, 18 meses, Antoine, 6 anos, Louis, 10 anos, Vadim, 5 anos, Camille, 7 anos, Augustine, 7 anos, Roch, 4 anos e meio, Lea, 11 anos, Arthur, 4 anos, Calixte, 8 anos, Thaïs, 5 anos e meio, Marion, 21 meses, Samuel 6 anos e meio, Jules, 3 anos, Louise, 9 anos, Estelle, 10 anos, Ethan, 4 anos, etc.

Isto, Sr. Prefeito, é a lista, muito longa mas não exaustiva, das crianças lyonesas gaseadas em 24 de março, em Paris, por ocasião da “Manifestação para todos”, às vezes à queima-roupa … Quase 10 dias transcorreram e estamos aqui porque, passada a sideração, o estado de choque permanece!

Deixai-nos dizer-lhe quem somos, sr. prefeito. Nós somos os chamados “cidadãos honestos”: nós pagamos os nossos impostos, não temos antecedentes criminais. Aos nossos filhos, nós ensinamos o respeito às pessoas e às regras, a importância da palavra dada, o amor ao trabalho bem feito. Nós nos esforçamos para fazer deles os homens e as mulheres de amanhã, cidadãos conscientes das responsabilidades que eles terão na sociedade, cumpridores de seus deveres antes de reivindicar seus direitos. Entenda, Sr. Prefeito, nós educamos nossos filhos a respeitar a autoridade e a ordem que fundamentam o bem comum. Esta ordem e esta autoridade que Vós representais … ou que se supõe que representais. (…)

No dia 24 de março, Vós desacreditastes aos nossos olhos e aos de nossos filhos a legitimidade de vosso poder, porque abusastes dele.

Nós estamos encolerizadas, Sr. Prefeito! E como poderíamos não estar, pois nossos filhos foram tratados com extrema violência, (…) e Vós pisoteastes num instante todos os valores nos quais nós os educamos?

Sr. Prefeito, teremos que ensinar aos nossos filhos que a lei não protege sempre, que a força pública é às vezes é abusiva e que a resistência pode tornar-se a condição da liberdade? Esperamos de Vós uma palavra, um gesto que restaure a confiança: nossos filhos foram gaseados enquanto participavam da “Manifestação para todos”, evento pacífico e inofensivo pela retirada de uma lei prejudicial para nossa sociedade e o futuro das crianças. Manifestai-lhes o vosso pesar, apresentai-lhes o vosso pedido de desculpas e prometei-lhes fazer subir sua incompreensão ao grau mais alto desse Estado que Vós representais.

Sr. Prefeito, ao atingir nossos pequenos, Vós nos transformastes em leoas, prontas a tudo para defendê-los. Fazei saber a quem de direito, que não se atiça impunemente a cólera de mães! ” (Le Salon Beige,2-4-13)

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Durante as manifestações, numerosos participantes foram levados à delegacia para prestar declarações e registrar um boletim de ocorrência, pelo simples fato de estarem revestidos de um blusão com a inscrição “Manif pour tous” (Manifestação para todos). Tal é a liberdade socialista!

* Crise e menos fiéis colocam algumas Igrejas da França à venda.

terça-feira, abril 23rd, 2013

Antigo mosteiro à venda em Gacé, Orne, França

A constante redução do número de católicos na França está acelerando a venda de igrejas e outras propriedades religiosas no país.

Além do menor número de fiéis, a crise econômica também provoca queda nas doações. Em muitos casos, faltam recursos para fazer obras de manutenção. Em outros, falta dinheiro para custear simples despesas regulares de funcionamento.

“As dioceses estão em uma situação financeira crítica, com cada vez menos fiéis”, afirma Maxime Cumunel, do Observatório do Patrimônio Religioso, uma entidade civil que busca preservar o patrimônio histórico religioso.

O corretor imobiliário Patrice Besse, especializado na venda de propriedades religiosas, explica que “antes as dioceses se sentiam incomodadas em vender suas igrejas. Afinal, elas foram construídas com o dinheiro de doações. Agora é uma necessidade econômica. É preciso vender algumas para salvar outras.”

“Há cada vez menos fiéis e menos doações. O fenômeno de venda de igrejas está aumentando”, estima Besse.

MANUTENÇÃO

A corretora de Patrice Besse dispõe atualmente de seis igrejas à venda, com preços entre € 50 mil e € 500 mil euros (aproximadamente entre R$ 130 mil e R$ 1,3 milhão). Ele acaba de vender uma igreja na cidade de Soissons, no norte da França, por € 125 mil, que foi comprada por um pianista anglo-taiwanês de 21 anos, internacionalmente famoso.

Besse também negocia a venda de outra igreja em Soissons, com estilo Art Déco, estimada em € 350 mil e que pertence à paróquia local. “A manutenção custa caro, e muitas paróquias preferem vender seus bens para não ter de arcar com despesas de obras”, afirma o corretor.

É o caso de uma capela na região de Bordeaux, no sudoeste da França. A diocese de Bordeaux explica em seu site que a capela está fechada desde julho de 2011 por razões de segurança. As obras necessárias são estimadas em € 400 mil.

“Nem o episcopado nem a paróquia de Talence têm os recursos financeiros para realizar as obras. O dinheiro obtido com a venda da capela será bem-vindo para atender às necessidades das missas da paróquia”, afirma a diocese.

Uma igreja na pequena cidade de Vandoeuvre-les-Nancy, no leste da França, foi vendida no ano passado em razão da falta de fiéis. Ela se tornará um centro comercial. “Só uma centena frequentava a igreja, que tem capacidade para mais de 700 pessoas”, justificou a diocese de Nancy, que obteve € 1,3 milhão com a venda.

REDUÇÃO

O número de católicos na França vem caindo regularmente nas últimas décadas, segundo diferentes estudos. Paralelamente, o número de agnósticos (sem religião) e ateus vem aumentando no país e já atinge, respectivamente, quase 19% e 4,2%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.

Outra pesquisa, do Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França, publicada em 2009, revela que 45% dos franceses entre 18 e 50 anos se dizem sem religião.

A população católica na França era de 60,4% em 2010 (último dado disponível), segundo o instituto americano Pew Research Center e outros estudos realizados no país. Nos anos 70, o número de católicos na França era de quase 88%, de acordo com a Enciclopédia Cristã Universal.

Mas entre os que se dizem católicos e os efetivamente praticantes há uma grande diferença. De acordo com uma pesquisa do instituto Ifop, apenas 4,5% dos franceses afirmam ir à igreja todos os domingos e somente 15% dizem frequentá-la “regularmente”, ou seja, pelo menos uma vez por mês.

Uma lei de 1905, que garante a separação entre a Igreja e o Estado, determina que os bens imobiliários religiosos construídos antes de 1905 pertencem às prefeituras, que têm a obrigação de mantê-los em bom estado.

Os prédios religiosos construídos após essa data são propriedade da Igreja. Somente as catedrais pertencem ao governo nacional. Na França, devido à lei, as igrejas não podem receber subvenções.

Nesse período de crise, muitas prefeituras que possuem igrejas (obrigatoriamente construídas antes de 1905) também não hesitam em vendê-las para não ter gastos com obras, como conserto de telhados ou de eletricidade.

Segundo um levantamento realizado por Benoît de Sagazan, que integra o Observatório do Patrimônio Religioso e possui um blog sobre o tema, há 43 igrejas e capelas à venda na França neste mês de fevereiro.

O fim da igreja de Saint-Jacques

* Islã alcançando o Catolicismo como religião dominante da França.

quinta-feira, janeiro 31st, 2013

Fonte: Soeren Kern

“Ao mesmo tempo, o governo socialista na França recentemente inaugurou uma mega-mesquita em Paris como um primeiro passo rumo a “progressivamente construir uma França Islâmica.”

A maioria do povo na França, de acordo com uma nova pesquisa, acredita que o Islã é influente demais na sociedade francesa, e quase metade vê os muçulmanos como uma ameaça à sua identidade nacional.

A pesquisa revela uma significante degradação da imagem do Islã na França.  Os resultados também demonstram que os eleitores franceses estão ficando crescentemente constrangidos com a imigração em massa proveniente dos países muçulmanos, que foi encorajada por uma geração de elites políticas e culturais na França, dedicadas a criar uma sociedade multicultural.

A pesquisa conduzida pelo Instituto Francês de Opinião Pública (ou Ifop, como é usualmente chamado) e publicada pelo jornal de centro-esquerda Le Figaro em 24 de outubro de 2012, demonstra que 60% dos franceses acreditam que o Islã se tornou “visível e influente demais” na França – mais do que os 55% em uma sondagem anterior dois anos atrás.

A pesquisa também revela que 43% dos franceses consideram a presença de imigrantes muçulmanos uma ameaça à identidade nacional francesa, comparados aos apenas 17% que disseram que ele enriquece a sociedade.

Em acréscimo, 68% dos franceses culpam os problemas associados com a integração muçulmana nos imigrantes que recusam a se integrar (mais do que os 61% de dois anos atrás), e 52% culpam as diferenças culturais (mais do que os 40% de dois anos atrás).

A pesquisa também demonstra uma crescente resistência aos símbolos do Islã. Aproximadamente dois terços (63%) dos franceses dizem que se opõem às muçulmanas vestirem-se com véus ou lenços de cabeça islâmicos em público, comparados aos 59% de dois anos atrás.

Além disto, a sondagem demonstra que somente 18% dos franceses disseram apoiarem a construção de novas mesquitas na França (comparados aos 33% em 1989, e 20% em 2010).

“Nossa pesquisa demonstra um endurecimento maior nas opiniões dos franceses”, contou Jerome Fourquet, presidente do departamento de opinião do Ifop. “Em anos recentes, houve uma semana que o Islã não tinha estado no coração das notícias por razões sociais: o véu, a comida halal, as notícias dramáticas como ataques terroristas ou razões geopolíticas”, disse ele.

A França, que é o lar de cerca de seis milhões de Muçulmanos e tem a maior população muçulmana na União Européia.  Eles são hoje na França, em verdade, Muçulmanos mais praticantes do que são os Católicos Romanos.

Embora 64% da população francesa (ou 41,6 milhões dos 65 milhões de habitantes na França) identifiquem-se como Católicos Romanos, somente 4,5% (ou 1,9 milhões) desses são realmente Católicos praticantes, de acordo com uma sondagem separada sobre o Catolicismo na França, publicada pelo em Julho de 2009.

Com o objetivo de comparação, 75% (ou 4,5 milhões), destes estimados seis milhões, geralmente Muçulmanos do Norte da África ou subsaarianos, identificam-se como “crentes”; e 41% (ou 2,5 milhões) dizem serem Muçulmanos “praticantes”, de acordo com uma reportagem de pesquisa aprofundada sobre o Islã na França, publicada pelo Ifop em Julho de 2011.

Tomada conjuntamente, os dados da pesquisa fornecem evidência empírica que o Islã está bem no caminho de alcançar o Catolicismo Romano como a religião dominante na França.

Essa tendência é também refletida no fato que as mesquitas estão sendo construídas mais freqüentemente na França do que as igrejas Católico-Romanas; aproximadamente 150 novas mesquitas estão sob construção na França.

O número total de mesquitas na França já duplicou para mais de 2.000 durante apenas os últimos dez anos, de acordo com uma reportagem de pesquisa: “Mesquitas em construção: O Controle do Islã na França e na Holanda.” O reitor da Grande Mesquita de Paris, Dalil Boubakeur, tem pedido para o número de mesquitas no país ser duplicado novamente – para 4.000 – para se adequar à demanda crescente.

Em contraposição, a Igreja Católica Romana construiu somente 20 novas igrejas na França durante a última década, e fechou formalmente mais de 60 igrejas, muitas das quais estão destinadas a se tornarem mesquitas, de acordo com pesquisa conduzida pelo La Croix, um diário Católico Romano baseado em Paris.

Em semanas recentes, as tensões se incendiaram sobre a proposta de conversão de uma igreja vazia em uma mesquita na cidade central francesa de Vierzon. A controvérsia envolve Saint-Eloi, uma pequena igreja situada em uma vizinhança operária que foi tomada por imigrantes do Marrocos e Turquia.

Com seis igrejas para serem mantidas e menos fiéis cada ano, as autoridades Católico-Romanas em Vierzon dizem que dificilmente possam manter Saint-Eloi. Eles agora querem vender a construção por €170,000 ($220,000) para uma organização muçulmana marroquina que quer converter a igreja em uma mesquita.

Em uma entrevista com o semanário Francês Le Nouvel Observateur, Alain Krauth, o padre da paróquia da maior igreja Católica em Vierzon disse: “A comunidade Cristã não é tão importante como costumava ser no passado.  Se muçulmanos moderados compram Saint-Eloi, nós somente podemos ficar felizes que os Muçulmanos de Vierzon são capazes de celebrar sua religião.” Seus comentários foram recebidos com horror pelos cidadãos locais que estão hoje tentando impedir a igreja de se tornar uma mesquita.

Cenas similares estão sendo exauridas de lado a lado na França.

Na cidade próxima de Poitiers, perto de 70 membros de um grupo de juvenil conservador conhecido como Geração Identidade recentemente ocupou uma mesquita (FOTO ACIMA) que está sendo construída no maciçamente Muçulmano distrito da cidade de Buxerolles. A incursão no dia 21 de Outubro de 2012 tinha a intenção de protestar contra o crescimento da influência islâmica na França.

Os manifestantes subiram no telhado da mesquita e estenderam uma faixa com a simbólica frase “732 Geração Identidade”, uma referência ano ano de 732, quando Carlos Martel barrou o avanço do exército muçulmano ao norte de Poitiers (também conhecido como a Batalha de Tours).

Ao mesmo tempo, o governo socialista na França recentemente inaugurou uma mega-mesquita em Paris como um primeiro passo rumo a “progressivamente construir uma França Islâmica.”A nova mesquita, localizada no norte do subúrbio de Paris de Cergy-Pontoise, não é somente vasto em dimensões, mas é também altamente visível e simbólica: seu minarete da torre, que foi intencionalmente desenhada para mudar o horizonte do subúrbio por ser mais alta do que qualquer campanário de igreja na vizinhança, é provável que se torne o “novo símbolo do Islã na França.”

Falando em nome do Presidente Francês François Hollande na cerimônia de inauguração da mesquita em Cergy, o Ministro do Interior da França, Manuel Valls, articulou a política do governo Socialista vis-à-vis à construção de novas mesquitas na França.  Ele declarou: “Uma mesquita, quando é erguida na cidade, significa uma coisa simples: o Islã tem seu lugar na França.”

* Forte reação católica à proposta de ministra do governo socialista francês.

terça-feira, dezembro 4th, 2012

RF1

A reação indignada da Igreja Católica diante da ameaça da ministra francesa da habitação de recorrer à justiça para garantir abrigo aos sem-teto durante o inverno ganhou as manchetes de vários jornais que circulam nesta terça-feira.

O pedido da ministra Cecile Duflot para as paróquias abrirem as portas para alojar os que não têm moradia fixa foi visto como uma provocação pelas autoridades religiosas e também por diversas associações de caridade.

A comunidade católica não esperou o governo para prestar solidariedade aos sem-teto, afirma o Le Figaro em sua primeira página. As autoridades religiosas e voluntários dizem estar mobilizados durante o ano todo para ajudar os que não têm moradia e acusam a ministra de criar um factoide, mais por sua “ignorância da realidade” do que pela “sua verdadeira vontade”.

Eles ainda aconselham o governo a usar todos os imóveis públicos vazios para acolher os sem teto.

Ilustrada com foto de um grupo de sem-teto alojado na paróquia São José das Nações, em Paris, o jornal católico La Croix afirma que a Igreja Católica já está mobilizada há muito tempo para prestar assistência aos que precisam de uma moradia e cita o exemplo da campanha Inverno Solidário, lançada em 2008.

Em sua manchete o Libé escreve que seus enviados especiais relatam o cotidiano de uma guerra lenta, com um fim ainda imprevisível, e que já deixou 40 mil mortos.

Em comunicado divulgado ontem, diversas entidades católicas sugerem à ministra da Habitação que pergunte também a outros órgãos do governo, a bancos e companhias de segurança se eles também dispõem de imóveis vazios para acolher os sem-teto do país.

O impacto da crise econômica no setor automobilístico francês é o assunto em destaque do diário Les Echos. A venda de carros novos este ano no país deve ser inferior a 1 milhão e 900 mil unidades, ou seja, um recuo de 14% em relação ao ano anterior.

É o pior desempenho dos últimos 15 anos. Os fabricantes franceses também registraram perdas e estão pessimistas para o ano que vem apesar de vários lançamentos previstos, escreve o Les Echos.

Libération traz uma reportagem especial sobre a situação dramática dos moradores de Alepo e Idlib, duas cidades que simbolizam uma Síria devastada.

* França celebra 2ª edição da “Noite das Igrejas”.

terça-feira, julho 10th, 2012

A Igreja na França celebrou no último sábado, 07, a 2ª edição da “Noite das Igrejas”, evento no qual 540 igrejas do país inteiro permaneceram abertas durante toda a noite, promovendo eventos artísticos e espirituais.

O evento foi realizado pelo Serviço Nacional da Pastoral Litúrgica e Sacramental (SNPLS), mas cada grupo pastoral teve liberdade de realizar sua própria iniciativa. A Província de La Rochelle, localizada na parte oeste do terrritório francês, por exemplo, nomeou o evento de “Noites Românicas”.

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Igreja de São Suplício, em Paris

Já na capital francesa, Paris, a igreja de São Sulpício ofereceu aos fiéis leituras de textos religiosos dos séculos XVII e XVIII e concertos de música sacra, que foram seguidos por uma vigília de oração à meia-noite.

Em entrevista ao periódico italiano, Avvenire, o porta-voz da Conferência Episcopal Francesa (CEF), Dom Bernard Podvin, comentou a respeito da importância da iniciativa. “A Igreja ocupa plenamente seu lugar quando se aproxima das pessoas, pois a nossa identidade católica se expressa neste acolhimento”, disse o prelado.

A edição deste ano da “Noite das Igrejas” foi patrocinada pelo renomado ator franco-bitânico Michael Lonsdale, que afirmou: “De noite, a experiência é surpreendente, incomum e rara, e, portanto, ainda mais propícia a uma atmosfera benéfica”. (BD)

Com informações da Rádio Vaticano.

* França proíbe muçulmanos de rezar em público.

segunda-feira, novembro 14th, 2011

O Estado de S. Paulo

A lei que proíbe fiéis muçulmanos de rezar em público entrou em vigor na França. A medida afeta cerca de 5 milhões de pessoas – a maior comunidade islâmica da Europa. Dois espaços de orações foram construídos na capital, Paris, e em Marselha, a segunda maior cidade francesa, para abrigar os fiéis, pois faltam mesquitas no país.

“É mais digno rezar na grama do que em uma falsa mesquita”, esbravejavam manifestantes, ontem, na Rua Mryha, que se tornou um ponto de encontro informal de muçulmanos em Paris.

Eles costumavam rezar ao ar livre no local. Agora, quem estender seu tapete e apontá-lo para Meca sofrerá represálias. Segundo o ministro do Interior, Claude Gueant, a polícia francesa está autorizada a usar a força contra os fiéis, se necessário. “Aparentemente, nós chocávamos as pessoas”, disse um dos fiéis no antigo quartel do Corpo de Bombeiros convertido em local de reza para 2,7 mil pessoas no norte de Paris. O espaço ficou lotado ontem de fiéis vindos de todas as partes da capital e arredores.

Para o xeque Mohammed Salah Hamza, que liderou as orações, “é o início de uma solução”. Os líderes religiosos de Goutte d”Or, onde vive grande parte dos muçulmanos, concordaram com a proposta da prefeitura de alugar o local por três anos, já que as duas mesquitas locais não têm espaço para o número crescente de fiéis.

Sete meses antes das eleições presidenciais, a proibição foi recebida por parte da população como uma tentativa do presidente Nicolas Sarkozy de abarcar o apoio da extrema direita.

A proposta de banir as orações nas ruas foi apresentada no por Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Frente Nacional. Marine disse que as orações nas ruas francesas – que aumentaram nos últimos por causa da chegada de mais imigrantes muçulmanos ao país, são uma “invasão”. Ele chegou a comparar o “fenômeno” à invasão de Paris por nazistas alemães.

“Foi Marine Le Pen que começou tudo isso”, disse a muçulmana Assya, a caminho do antigo quartel. “Agora o governo proibiu a reza nas ruas e nos confinou aqui, assim poderá obter os votos da extrema direita. É disso que se trata essa lei.”

A França foi o primeiro país do mundo a banir, em abril, o uso do hijab (véu islâmico integral) em locais públicos. O presidente Sarkozy alegou, na ocasião, que o hijab contraria valores seculares da França. Em outra decisão polêmica, o governo francês baniu, ontem, os mendigos da famosa Champs-Elysées, entre 10 horas e 22 horas.

A partir desta sexta-feira (16), os fiéis da mesquita da Rue Myhra e da Rue Polonceau deixaram de ser obrigados a rezar sobre o asfalto, por falta de espaço em seus locais de culto. As associações muçulmanas chegaram a um acordo com a prefeitura para transferir a grande oração de sexta-feira para um antigo quartel desativado. Ele fica a três estações de metrô, na Porta de Clignancourt, mais exatamente no Boulevard Ney. Uma solução transitória, aguardando a abertura no bairro de um Instituto de Culturas do Islã, prevista para 2013.

Por enquanto, a informação não chegou manifestamente aos ouvidos de todo mundo da Rue Myhra. Uma hora antes da grande oração de 14 horas, chegam os primeiros fiéis, dando com a porta da mesquita fechada. Pregada nela, uma placa indicava o caminho.

Diante da oficina vizinha ao edifício, Samir se interroga: “Não compreendo por que eles a fecharam. O quartel deveria ser um complemento para os que não têm lugar. Eles vão ter o mesmo problema lá…” O que ocorreu na sequência deu-lhe razão.

A dois passos dali, na Rue Polonceau, os fiéis não parecem mais informados sobre a mudança de programa. O imame Moussa Niambélé fica até o último momento diante de sua mesquita, indicando o caminho do quartel para aqueles que vieram rezar e veem com surpresa seus hábitos alterados.

Os comentários continuam. “Por que fazer tanta história por essas orações, enquanto eu vejo habitualmente mulheres sendo agredidas neste bairro? Com isso ninguém se preocupa.” “Eles proibiram a oração aqui? Realmente, na França quase não ousamos dizer que somos muçulmanos”, responde outro homem. Alguns fiéis vêm da periferia para escutar a pregação nas Rues Myrha e Polonceau. Parece que gostam especialmente desses imames, que trabalham no bairro ou simplesmente passam para fazer compras.

Do metrô ou das duas mesquitas parisienses, uma fila de fiéis aflui para o quartel. O edifício pode conter em suas duas grandes salas 2.500 pessoas. Ainda não foi totalmente reformado, aberto um pouco na precipitação para pôr fim às orações de rua. Estão previstas obras para aumentar a segurança e organizar os locais de culto.

O reitor da mesquita da Rue Myrha, xeque Mohammed Salah Hamza, começa seu discurso. “O terreno pertence ao Estado. Meu desejo é que eles nos vendam para construirmos uma bela mesquita, inch’Allah”, ele diz, deixando perceber a preocupação para os muçulmanos do bairro de eternizar esse vasto local de culto parisiense.

Depois vem o imame. Sua oração fala sobre o estresse e os riscos de depressão causados pela “corrida encarniçada neste baixo mundo em direção de maior lucro, mais consumo, de seguir a moda…” Entrementes a sala se enche, e logo fica lotada. Os últimos tapetes são colocados sobre o menor espaço que resta.

É preciso constatar que esse novo local de culto também é estreito para acolher todos os fiéis. Grandes tapetes são desenrolados apressadamente no exterior do quartel. Para esse primeiro dia, a organização ainda não está bem treinada: por falta de alto-falantes os fiéis ouvem mais o ruído dos flashes dos fotógrafos do que a pregação do imame.

No fim, rezamos fora do mesmo modo. Com a diferença de que aqui ninguém nos vê”, ironiza Abdel-Aziz. Mas para o jovem, que faz eco a um discurso muito compartilhado entre os muçulmanos presentes, tudo é melhor que rezar na rua, bloqueando a circulação, no meio dos passantes, entre os pneus dos carros… “Três quartos das pessoas presentes aqui são a favor desse novo local de culto”, ele explica. “Não procuramos conforto, podemos rezar até a 20 graus negativos, se for preciso! Mas pedimos apenas um lugar apropriado.”

Alguns, em todo caso, não têm a mesma opinião. Uma dezena de jovens desembarcam rapidamente, antecedidos por seus gritos de “Allah Aqbar” (Deus é grande). E decididos a brigar. Eles dizem pertencer ao grupo radical “Forsane Alliza“, que já apelou à “resistência” em seu site na internet diante da proibição das orações de rua. Retidos pela segurança, cercados pelas câmeras de jornalistas, os membros do pequeno grupo estão prestes a entrar em choque.

Ao redor, fiéis muçulmanos se dizem chocados e tomam cuidado para se afastar dos agitadores. Zakaria, morador do bairro há 55 anos, nunca viu esses jovens. O que dizem eles? “Não importa. Eles não rezam na mesquita da Rue Myrha, mas pedem que nós fiquemos lá. É uma vergonha. Viemos aqui para a oração sagrada da sexta-feira, e não para lutar.”

O grupo é evacuado e a oração começa. É finalmente no convívio pacífico que partem mais tarde os milhares de muçulmanos que vieram rezar pela primeira vez neste local de culto atípico.

* Jornal secular “Le Monde”, da França, analisa reação das religiões no país às perseguições laicistas.

quarta-feira, novembro 9th, 2011

Jornal Le Monde

Por julgarem-na “blasfema”,  católicos perturbam há semanas a representação de um espetáculo teatral em Paris.

Por ter anunciado a publicação de um número com a imagem do profeta Maomé, o jornal Charlie Hebdo viu o seu site ser hackeado em nome de Alá, e as suas instalações serem incendiadas, na quarta-feira, 2 de novembro. A investigação vai esclarecer as motivações dos incendiários, mas a nova provocação da revista satírica foi a oportunidade para que os muçulmanos lembrassem que a representação do profeta do Islã é considerada pela maioria deles como uma ofensa a Deus, uma blasfêmia.

“Para a maior parte dos crentes, o profeta, mensageiro de Deus, se beneficia por derivação da sacralização outorgada a Deus. Mas não está escrito em nenhum lugar doAlcorão que a sua representação é proibida”, lembra Chebel, tradutor do Alcorão. Em sua opinião, o grito de blasfêmia também é “um grito de adesão das pessoas que se sentem minoritárias ou anatematizadas”. Mas ele aposta na “maturidade dos muçulmanos” franceses “para encontrar o justo equilíbrio entre o ridículo e a blasfêmia”.

“A reabilitação da noção de blasfêmia pode parecer anacrônica para os não crentes, cada vez mais numerosos, enquanto historicamente o blasfemo era necessariamente um fiel”, explica o sociólogo das religiões Olivier Bobineau. “Hoje, denunciar uma blasfêmia é um meio para que os crentes recordem, aos olhos, a importância do sagrado. Isso também pode ser interpretado como um sobressalto de fé em uma sociedade desconfessionalizada”.

As violências provocadas por obras ou por palavras julgadas blasfemas por crentes não são uma novidade.

Em 1988,  católicos tinham incendiado o cinema Saint-Michel, em Paris, que projetava A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese, ferindo 13 pessoas. Mas esses modos de ação violentos, executados por grupos ultraminoritários, são geralmente rejeitados pelos seus correligionários.

Em compensação, o que parece ser mais novo é que o sentimento de difamação da religião denunciado por esses militantes exaltados é amplamente compartilhado pelo resto dos crentes. “Tendo se tornado uma minoria na sociedade francesa, os católicos não aceitam mais sofrer diante de um denegrimento que era suportável quando eles eram uma maioria mais sólida”, analisa Herve-Pierre Grosjean. Este jovem padre provocou um debate na blogosfera católica, distanciando-se dos integristas que se manifestam contra a peça de Romeo Castellucci.

Diante da percepção de serem “os malvistos” de uma sociedade em grande parte indiferente, os católicos buscam novas formas para se fazerem ouvir. Sinal dessa preocupação é o colóquio previsto para o dia 9 de novembro em Paris, intitulado “O cristianismo ainda terá lugar na Europa?”. Organizado pelo movimento Aide à l’Eglise en Détresse (AED) [Ajuda à Igreja que Sofre, em português], reconhecido pelo Vaticanoe fundado para apoiar os cristãos perseguidos, especialmente nos países de maioria muçulmana, esse dia de reflexão pretende denunciar “as discriminações contra os cristãos e a rejeição do cristianismo na Europa, onde a fé cristã e a Igreja são regularmente ridicularizadas ou ostracizadas”.

“Trata-se de promover a liberdade religiosa”, afirma Marc Fromager, diretor nacional da AED, que constata “um movimento de fundo de renegação da nossa cultura”. “A cristianofobia também toca ao Ocidente”, considera, citando o exemplo da “cultura ou do ambiente da saúde em que as equipes encontram cada vez mais dificuldades para afirmar a objeção de consciência”.

Denunciado pelo papa, cujos colaboradores falam abertamente de “cristianofobia”, o risco de “marginalização do cristianismo” na Europa tem suscitado a criação de um Observatório Europeu da Intolerância e da Discriminação contra os Cristãos, apoiado pelo Vaticano. Ele pretende chamar a atenção para a “retirada dos símbolos religiosos do espaço público, os estereótipos negativos na mídia” ou as profanações de igrejas e de cemitérios, que os católicos consideram ser insuficientemente denunciados pelos poderes públicos e pela mídia com relação aos mesmos atos cometidos contra lugares judeus ou muçulmanos.

Empenhada na denúncia das discriminações que se presumem estar relacionadas à religião, a comunidade muçulmana também elevou o tom nos últimos anos. Organizado pelo Coletivo contra a Islamofobia na França (CCIF), um congresso também reuniu centenas de pessoas no dia 30 de outubro, com o objetivo de “decretar o estado de emergência perante atos islamofóbicos”.

O Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM) promete para dezembro um balanço desses atos e denuncia regularmente um “clima antimuçulmano”.

Por capilaridade, uma mesma evolução parece se delinear dentro dos grupos religiosos para defender a visibilidade das religiões no espaço público, revivificar a noção de “sagrado” e (re) estabelecer seus “valores inegociáveis”

* Em Paris, protestos contra peça teatral na qual crianças atiram objetos em imagem de Jesus Cristo.

terça-feira, novembro 1st, 2011

Foto acima: crianças atiram objetos em uma imagem de Jesus Cristo na peça teatral blasfema “Sobre o conceito do rosto do Filho de Deus”.

Com um megafone numa mão e um terço na outra, em Paris, jovens católicos protestaram contra uma peça teatral blasfema.

De acordo com a agência ACI (27/10/11), desde o dia da estréia da peça chamada Sobre o conceito do rosto do Filho de Deus, do italiano Romeo Castelluci, um grupo de católicos do movimento Renouveau français tem feito vários protestos denunciando a cristianofobia. A peça, como não podia deixar de ser, trata das piores baixarias. Em certo momento da representação, meninos atiram sujeiras contra uma grande figura de Nosso Senhor (O Cristo de Antonello di Messina).

Em uma das apresentações, alguns membros da Renouveau français compraram ingressos para protestar do próprio lado de dentro (Vídeo abaixo) do teatro. Eles subiram ao palco com um grande cartaz e nele se lia: Cristianophobie, ça Suffit!” (Cristianofobia, basta!).

Teatro Blasfemo, Protesto, Jovens Católicos, Paris,Sobre o conceito do rosto do Filho de Deus, Cristianofobia, cristofobia, Romeo Castelluci
Do lado de fora, as manifestações continuaram, embora com repressões violentas por parte da polícia. Castelluci declarou debochadamente que “Eu os perdôo porque eles não sabem o que fazem”.

Emmanuel Demarcy-Mota, diretor do Teatro de Ville, rechaçou o boicote argumentando que este “espetáculo” já se apresentou em mais de uma dezena de países europeus sem “suscitar a mais mínima reação análoga”. Curiosamente o jornal católico progressista “La Croix” publicou uma nota de aprovação à polêmica peça e condenando os protestos. Outros setores do clero têm sido mais ambíguos que claros entre tomar um partido e outro.

Muitos católicos parecem esquecer que Nosso Senhor disse: “Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os seus santos anjos” (São Marcos 8, 38).

Mais fotos:
http://www.leparisien.fr

Veja vídeo.


* França: Cresce número de muçulmanos “praticantes” no país.

quinta-feira, agosto 4th, 2011

Uma comunidade jovem – cerca de 62% têm menos de 35 anos – e dinâmica, ancorada no tecido social, culturamente madura e sempre mais caracterizada pelo respeito da prática religiosa: esta é, em síntese, a fotografia dos 3 milhões e meio de muçulmanos que vivem na França, segundo uma recente pesquisa sobre a presença e a evolução do Islã no país, publicada pelo jornal La Croix, do Instituto francês de opinião pública, Ifop.

A análise confronta dados de 2011 e de 1989 – quando foi feita a última sondagem sobre o tema – e mostra, sobretudo, o sensível aumento dos praticantes: 71% dos muçulmanos entrevistados disseram, por exemplo, de farão jejum durante o mês do Ramadã, que teve início em 1° de agosto, contra 60% registrado vinte e dois anos atrás.

O crescimento é confirmado pelo fato que, pela primeira vez, o número de muçulmanos que se consideram praticantes é maior em relação aqueles que se consideram apenas crentes – 41% contra 34%. A interpretação do termo ‘praticante’ é sempre muito subjetiva, contudo, na França, o percentual da população católica que frequenta a Igreja caiu aos 16%.

Segundo a pesquisa, publicada na última segunda-feira, o jejum durante o Ramadã é feito por 73% dos homens e 68% das mulheres. As duas faixas de idade que mais estão atentas aquele que é um dos cinco pilares do Islã são as que vão dos 18 aos 24 anos e aqueles que se encontram acima dos 50 anos.

Para Franck Frégosi, especialista na cultura do Islã e citado pelo jornal Francês, “o Ramadã é uma prática tanto cultural quanto relogiosa, respeitada pela comunidade, também por aqueles que não acreditam ou que não praticam mais”. Padre Christophe Roucou, diretor do Serviço Nacional para as Relações com o Islã da Conferência Episcopal francesa, afirma ainda que “a comunidade muçulmana transmite esta identidade”.

Quando as idas à Mesquita às sextas-feiras, o percentual, principalmente entre os homens, saltou de 16% em 1989 para 25% em 2011. A considerar ainda que o número de Mesquitas cresceu muito nas últimas duas décadas: hoje são cerca de 2 mil os lugares de culto na França, que abrangem praticamente toda a comunidade muçulmana, concentrada sobretudo nas grandes áreas urbanas e industriais. A última Mesquita, projetada pelo arquiteto italiano Paolo Portoghesi, foi inauguraad em Strasburgo, no início do Ramadã.

A pesquisa confirma que o uso dos véus – qualquer véu, não somente a burca, proibido na França em lugares públicos – é um costume da minoria das mulheres: cerca de 26% das mulheres praticantes usam, e somente 3% daquelas não-praticantes usam. É uma prática fortemente influenciada pela idade: 8% para as mulheres com menos de 35 anos e 30% para as mulheres com mais de 50 anos.

Diante de tantos números, continua incerta a quantidade de muçulmanos na França: pouco mais de 2 milhões para os institutos nacionais de estudos demográficos e estatísticas, três milhões e meio de acordo com o Ifop, seguramente entre 5 e 6 milhões para o Ministro das Relações Interiores, Claude Guéant. De qualquer maneira, a França é a casa da maior comunidade muçulmana da Europa. (RB)

* França promove a primeira “noite das igrejas”. Leia e entenda.

segunda-feira, junho 13th, 2011

A França celebra no próximo dia 2 de julho a primeira edição da “Noite das igrejas”, durante a qual, todas as igrejas que o quiserem manterão as portas abertas para “acolher a todos”. Existem no território francês cerca de 100 mil locais de culto, dos quais 45 mil são igrejas paroquiais.

Uma nota emitida pela Conferência Episcopal francesa explica que o evento se inspira na chamada “Noite da catedral”, cuja quinta edição se realizou em 14 de maio simultaneamente em Strasbourg, Reims, Meaux, Munique várias outras cidades do norte da Europa.

O objetivo da “Noite das igrejas” é divulgar e valorizar a dimensão cultural e o rico patrimônio dos edifícios religiosos. Dom Jean Legris, arcebispo de Albi e membro da Comissão episcopal para a liturgia e a pastoral sacramental, o evento é também missionário, porque ajudará a redescobrir a primeira dimensão cultural da Igreja, além de conscientizar sobre a riqueza de seu patrimônio artístico-cultural.

Para Emmanuel Bellanger, editor da revista Narthex, (que promove o evento), “para muitos, a arte se transformou em espaço de experiência religiosa e de descoberta da liturgia”.

Tours, conferências, concertos de órgão e exibições de corais de música sacra estão no programa, que pode ser visto em www.narthex.fr.
(CM)

* Marcha pela Vida em Bordeaux, França.

quarta-feira, junho 1st, 2011

Realizou-se no último dia 21 de maio, na cidade francesa Bordeaux, uma manifestação pública contra o aborto. A Marcha pela Vida, promovida pela associação Oui à la vie, mobilizou, neste ano, mais de 2.000 pessoas contrárias ao assassinato de crianças.

Esta terceira edição consecutiva da marcha contou com o importante apoio de três bispos franceses, Dom Ricard, bispo de Bordeaux, Dom Aillet, bispo de Bayonne e Dom Hubert Herbreteau, bispo de Agen.

Durante a marcha, uma contra manifestação foi organizada por abortistas, esquerdistas e homossexuais que ostentavam faixas com os dizeres “Nossos corpos nos pertencem”.

Para os organizadores da Marcha pela Vida, a presença dessas pessoas só serviu para mostrar ainda a diferença que existe entre aqueles que defendem a vida humana e os que querem destruí-la. Em comunicado de impressa, o site da associação destacou o “contraste entre o entusiasmo e a felicidade de todos os jovens e ódio e a tristeza dos contra-manifestantes.”

A imensa maioria dos participantes da Marcha pela Vida era constituída de jovens dispostos a combater pacificamente a lei que desde 1975 permite a prática do aborto na França.

Rezemos para que a Providência Divina aumente ainda mais o número daqueles que têm a ufania e a coragem de ostentar sua posição contra o aborto, ainda mais nos dias de hoje.

Fonte: http://www.ouialavie.fr/accueil/communiques-de-presse/succes-de-la-troisieme-marche-pour-la-vie-et-la-famille.html

* França: igreja é vendida para ser convertida em centro comercial.

quinta-feira, abril 14th, 2011

ACI

Em um país no qual se constrói cada vez mais mesquitas, a diocese de Nancy-Toul (França) vendeu uma igreja católica construída na década de 60, que será convertida em um centro comercial.

O economista da diocese de Nancy-Toul, Michel Petitdemange, assinalou que a igrejaUma igreja católica foi vendida na França para ser convertida em centro comercial Saint François de Assisse (São Francisco de Assis) foi vendida no ano 2007 “pois a prática da religião evoluiu no bairro e hoje em dia só comparece uma centena de fiéis à igreja que pode receber até 700 pessoas”.

O templo, que foi vendido por 1,3 milhões de euros, foi adquirido por uma imobiliária que construirá ali um centro comercial, já a que as autoridades locais não quiseram comprá-lo nem encarregar-se do mesmo.

Fontes da diocese indicaram ademais que o projeto comercial não é “um bar, nem uma sala de jogos nem um comércio ilícito do corpo ou do espírito”.

Michel Petitdemange esclareceu que a venda de igrejas católicas é um fato “extremamente estranho e excepcional” na França e ressaltou que só pode ser feito no caso de construções posteriores a 1905, quando entrou em vigor a lei que separa Igreja e Estado.

“É claro que para alguns paroquianos esta decisão é muito amarga, pois aqui se casaram e aqui foram batizados seus filhos. Mas terão que adaptar-se e tampouco isto é algo que seja mortífero”, concluiu Petitdemange.

Ainda à espera da realização dos trabalhos, os fiéis poderão assistir às Missas na capela que está ao lado da igreja de São Francisco de Assis.

* Sarkozy: A França deve compartilhar sua magnífica herança cristã, “sem complexos nem falso pudor”

quarta-feira, março 9th, 2011

Notre Dame

Notre Dame

ACI

O Presidente da França, Nicolas Sarkozy, assinalou que a França tem o dever de compartilhar com todos, “sem complexos nem falso pudor” a “magnífica herança cristã” que se manifesta na civilização, na história e na cultura do país.

Em seu discurso na quinta-feira 2 de março em Le-Puy-en Velay, na localidade de Haute-Loire no centro da França, uma das etapas francesas onde se origina a peregrinação para o Caminho de Santiago de Compostela (Espanha), o mandatário visitou a Catedral, o batistério e algumas instalações próximas no marco do projeto de reconstrução do patrimônio nacional francês, que já foi iniciado.

Depois da visita e em seu discurso de meia hora, o mandatário falou primeiro sobre a alegria que experimentava ante a “majestade sorridente” e a beleza dos lugares no caminho para Puy-en Valey, marcados pela herança cristã de séculos de história aonde também se aprecia “um formidável caminho espiritual para o Céu”.

Para Sarkozy, cada uma das cidades da França “não seria hoje o que são aos olhos dos franceses e aos olhos do resto do mundo sem suas catedrais ao redor das quais convergem sempre fiéis e turistas”.

“Esta herança nos obriga. Esta herança é uma oportunidade, mas acima de tudo um dever. Estamos obrigados por esta herança. Obriga-nos porque não somente devemos transmiti-la às gerações que nos sucederão mas devemos assumir esta herança sem complexos e sem falso pudor”.

Ao falar do dever de proteger o patrimônio nacional, o presidente Sarkozy disse que esta tarefa procura “defender os sinais tangíveis de nossa identidade” já que em um país que carece dela “tampouco há diversidade”.

Proteger o patrimônio, disse logo, “é resistir, queridos compatriotas, à ditadura do presente, à ditadura do imediato e, diria, à ditadura do intercambiável onde tudo vale o mesmo e nada é mais valioso”.

“A partir deste ano terão início outros projetos, como o da abadia de Clairvaux (Claraval), outro lugar excepcional e testemunho vivo da contribuição da Cristandade à nossa civilização. Ao dizer isto não faço mais que recordar uma evidência: o aporte da cristandade à nossa civilização”.

Sarkozy assinalou logo que embora ninguém seja prisioneiro da história, “sempre é perigoso amputar a memória”.
“Se renunciarmos a transmitir a herança, se existir a tentação de não transmitir nada, não nos lamentemos pelos resultados, mas se a ambição é transmitir muito, o resultado nos surpreenderá”.

O presidente da França ressaltou logo que “a Cristandade nos deixou uma magnífica herança de civilização e de cultura: os presidentes de uma república laica. Posso dizer isto, porque é a verdade. Não faço proselitismo, mas simplesmente observo a história do nosso país”.


A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
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Comentários
  • •CARÍSSIMA MONALISA, As crianças dos abrigos seriam "penalizadas" pela segunda vez ao não terem direito a um pai e a uma mãe. Caso pudessem escolher, sem dúvida...
    em * Comunicado da “Federação
  • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
    em * Comunicado da “Federação
  • •Obrigada pela presteza,Carmadélio.Para quem entende de ciências é sempre bom analisar as pesquisas em si e o modo como os dados foram obtidos e estatisticamente tratados.Talvez...
    em * França e Nova Zelândia aprovam o
  • •Fui "little monster" por 4 anos, sempre amei ela, só que eu não posso ser morno, ela já fez a primeira comunhão, era católica, não sei o pq dela virar isto, como eu conheço...
    em * Você é cristão e curte Lady
  • •O que tem que ser feito é o seguinte: O casamento civil é um contrato que pode ser desfeito no outro dia enquanto o sacramento do matrimônio é eterno, pois o que Deus uniu o...
    em * Mais uma tentativa de impor o
  • •Neste artigo dá para entender bem a diferença: http://www.deuslovult.org/2013/05/02/pedofilos-nao-sao-excomungados-mas-eu-fui/...
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Qual é a diferença entre EXCOMUNHÃO, e expulsão do estado clerical???? Gostaria que alguem me explicasse isso....
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Como posso falar do meu direito enquanto mulher se não respeito o primeiro direito do outro que é o direito a vida, todos temos direito de nascer mesmo se não fomos concebido em...
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  • •Que essa "ministra" diga isso para a sua descendência porque o coração duro ainda continua nas pessoas, como disse na carta de divórcio admitida por Moisés.Que ela leia o...
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  • •esse livro so fala de heresias, e quem e catolico de verdade nao leria este livro horrivel...
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  • •eu ja tinha percebido que o livro nao prestava, pois antes de participar do shalom, eu participava de outra comunidade que apoiva totalmente o livro, mas depois do shalom mudei...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •Triste como essa 'ditadura do relativismo' tem acorrentado e cegado tantos. Se declarando livres e tolerantes não percebem que estão sendo enganados. Um dia, também já me achei...
    em * Por que o ateísmo é tão comum
  • •CARÍSSIMA ELOÁ http://www.washingtontimes.com/news/2012/jun/10/study-suggests-risks-from-same-sex-parenting/ Pesquisa revela os perigos de famílias com...
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    em * Corpo incorrupto de Santa
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