Artigo da ‘Gênero’ Categoria

* Falando às mulheres…

sábado, janeiro 30th, 2010

A feminilidade e a sensualidade.

Manuela Melo- Canção Nova

Parece-me que os conceitos sobre “feminilidade” e “sensualidade” estão se misturando de tal forma em nossa sociedade, que as pessoas encontram dificuldades para diferenciá-las. Fui pesquisar em primeiro lugar como estão definidos no dicionário Aurélio e encontrei o seguinte:

Feminilidade = s.f. Qualidade, caráter, modo de ser, de viver, de pensar, próprio da mulher.

Sensualidade = s.f. Propriedade do que é sensual. / Inclinação pelos prazeres dos sentidos; amor das coisas ou qualidades sensíveis.

Sensual = adj. Relativo aos sentidos. / Que satisfaz os sentidos: prazeres sensuais.

A partir dessas definições, convido você para refletir comigo.

Gosto muito da definição dada pela Igreja sobre a sexualidade humana de acordo com o Conselho Pontifício para a Família: “Sexualidade humana: verdade e significado”. Peço que leia com bastante atenção como a instituição criada por Cristo a vê: Há que salientar a importância e o sentido da diferença dos sexos como realidade profundamente inscrita no homem e na mulher: «a sexualidade caracteriza o homem e a mulher, não apenas no plano físico, mas também no psicológico e espiritual, marcando todas as suas expressões». Isto é, não se pode reduzir a sexualidade a um puro e insignificante dado biológico, mas, como nos diz a Igreja é «uma componente fundamental da personalidade, na sua maneira de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, exprimir e viver o amor humano».

É importante entender que a resposta sexual não se limita ao comportamento sexual, mas a toda forma de sentir, pensar e desejar. Sexualidade envolve o homem total. Faz parte da constituição essencial da pessoa humana e é algo determinante, porque é a partir da sexualidade que nos relacionamos com o mundo.

Homens e mulheres pensam de forma diferente, agem de forma diferente, sentem de forma diferente. E como diz diácono Nelsinho Corrêa: “Diferenças não são barreiras, são riquezas”. E isso é plena verdade. Homens e mulheres são diferentes porque são complementares, um não é melhor do que o outro. Homens e mulheres devem ser iguais no direito à oportunidade de desenvolver plenamente sua potencialidade, mas, definitivamente, não são idênticos na sua capacidade inata.

Ao mesmo tempo que a sexualidade é parte constitutiva da nossa essência, não se trata de algo pronto, mas que, como tudo em nós, precisa ser desenvolvido até o último dia de nossas vidas.

Quero falar especialmente para as mulheres e fazer-lhes um convite: não tenhamos medo de assumir a nossa essência, sendo cada dia mais femininas. Não gastem energia querendo e buscando ser melhores do que os homens, querendo e buscando provar o seu valor. Somos diferentes e cada um de nós tem valor e dignidade própria pelo simples fato de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus. Ser mulher é dom, é graça.

Uma coisa, no entanto, temos que entender: ser feminina e ser sensual são coisas distintas. Na sensualidade existe um contexto biológico.

Especialmente no período fértil, nos sentimos mais bonitas, sentimos vontade de nos vestir e de nos arrumar melhor, e assim por diante. São reações hormonais que têm como objetivo a procriação, então, o corpo se prepara para conquistar o homem por estar pronto para gerar uma vida. Muitas vezes, agimos assim sem nos dar conta disso. Além disso, a nossa sociedade, que tanto banaliza a sexualidade humana, incentiva por todos os meios possíveis a sensualidade, e nisso há uma imensa indústria que visa apenas o lucro.

Posso citar também o fato de que todo ser humano traz dentro de si um impulso natural para o prazer, e a sensualidade gera na mulher uma elevação na autoestima, a faz sentir-se mais bonita, mais “poderosa”.

Por isso apresentei no início a visão da Igreja, para que possamos refletir sobre esse aspecto. Sexualidade não é algo apenas biológico, é bem mais do que isso. Quando nos deixamos levar por uma sexualidade sem sentido, como algo apenas biológico, o resultado quase sempre é o vazio. E a pessoa, geralmente, se torna prisioneira da sensualidade por uma necessidade de afirmação pessoal e, assim, o vazio tende a só aumentar.

É próprio da mulher o querer andar bem vestida, bem arrumada. Ser cristã não significa vestir-se de forma desleixada, por exemplo. Mas é ter consciência de que a verdadeira beleza vem do nosso interior. É ter consciência do nosso valor e dignidade de filhas de Deus e não nos deixar levar unicamente pelos sentidos, por nosso instinto sexual. Somos bem mais do que isso. Ser feminina não significa andar com roupas extremamente curtas, justas ou coisas semelhantes. Quanto mais o nosso exterior for um extravasamento do nosso interior, tanto mais bonitas e femininas seremos.

Com isso não estou negando a sexualidade nem a colocando como algo negativo, proibido. A nossa sexualidade faz parte do nosso ser, mas não somos apenas sexo. Nossa sexualidade, quando é vivida com dignidade, nos faz sentir plenos, completos, realizados.

O se deixar guiar e conduzir pela sensualidade, reflete, na maioria das vezes, a necessidade de afirmação pessoal, por um desconhecimento da beleza interior e até mesmo exterior que se tem. Muitas vezes, nos deixamos impregnar por uma imagem ideal: a transmitida pela mídia, mas que é uma beleza estereotipada, vazia.

Concluo reforçando o convite para todas as mulheres: não tenham medo de assumir a sua essência, e assim, ser cada dia mais femininas. Valorizem o dom que é ser mulher. Deixem fluir a beleza interior que vocês têm.

***

Como homem,garanto: As mulheres femininas são naturalmente atraentes para o olhar masculino.

Sei que na sociedade moderna o sensualismo parece ser quase uma obrigação para as mulheres,mas os homens -no fundo- sabem perceber e distinguir as verdadeiras mulheres das “fêmeas” (desculpem a crueza da palavra…mas existem algumas que passam apenas esse dado meramente biológico).

Mesmo entre mulheres cristãs se encontram -infelizmente- quem queria ser apenas objeto de desejo e não de atração natural de um homem de Deus por uma  mulher de Deus.

No fundo,todos nós, homens e mulheres, sabemos onde está a verdade!

* Você é Mulher ? Veja esse vídeo.

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

Conselhos de um HOMEM às mulheres. Clique aqui

* Defesa da família une católicos, ortodoxos e protestantes no México.

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Agradecimento do cardeal Norberto Rivera Carrera

O cardeal Norberto Rivera Carrera, arcebispo primaz do México, enviou uma mensagem de agradecimento e incentivo aos representantes das confissões cristãs ortodoxas e evangélicas, assim como aos fiéis católicos, pelo apoio recebido contra a recente lei aprovada pela Assembeia Legislativa do Distrito Federal a favor dos “casamentos” de pessoas do mesmo sexo e da adoção de menores.
O porta-voz da arquidiocese do México, Pe. Hugo Valdemar, foi o encarregado de ler a mensagem que começava citando a famosa passagem das Escrituras: “Não podemos obedecer ao homem antes de Deus”.

O sacerdote deixou claro também que hoje querem proibir a Igreja falar em nome de Jesus, pregando sua doutrina e cumprindo o mandado do Senhor de anunciar a Boa Nova.

“Hoje em dia não se pode obedecer ao homem antes de Deus, pois a lei suprema e perene é de Deus, e toda lei humana que o contradiga será imoral e perversa, pois ao ir contra sua vontade terminará por levar a sociedade à degradação moral e se ruirá”, afirmou o porta-voz arquidiocesano.

O representante do cardeal Rivera afirmou que “o México é cristão e ama a família, sendo sua célula fundamental e centro de coesão social; e vemos com preocupação como se é atacada a família, como são burlados os valores cristãos e de nossas crenças mais sagradas”.

Mesmo assim, agradeceu às demonstrações de solidariedade e pediu que não se deixe vencer e que se mantenha firme a fé porque é o que vence o mundo.

Convidou a manter presente a promessa do Senhor de que os poderes do Inferno não prevalecerão sobre ela, e recordou as palavras de Jesus Cristo: “Felizes sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus.”

“Não, não podemos silenciar, pois podemos escapar dos tribunais dos inimigos de Cristo, mas não fugir do Tribunal Supremo de Deus, que nos pedirá contas de nossas covardias por envergonharmos em seu nome, e por não defender o rebanho do lobo que mata e dispersa as ovelhas”, afirmou o representante de comunicação da arquidiocese do México.

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A Propósito deste assunto..Veja notícia abaixo.

O Bispo de Cádiz e Ceuta,Espanha, Dom Antonio Ceballos Atienza, expressou sua satisfação pelo avanço em quarenta anos de diálogo ecumênico e afirmou que a ansiada unidade dos cristãos é responsabilidade da Igreja inteira, tanto dos fiéis como dos pastores “e afeta a cada um segundo sua própria capacidade”.


Em uma carta pastoral, o Prelado se referiu à semana de oração pela unidade dos cristãos, que se celebra de 18 a 25 de janeiro, e que “converteu-se já em uma preciosa oportunidade de reflexão sobre a unidade interna da Igreja, ao tempo que a pedimos confidencialmente ao Senhor”.

Dom Ceballos afirmou que a unidade é o “desejo mais vivo de Jesus para os seus”, porque dela depende de que “a evangelização alcance a todos os homens”.

“Hoje, depois de mais de quatro décadas de diálogo e colaboração da clausura do Concílio Vaticano II, o ecumenismo conta em seu haver com uma aproximação cada vez maior das Igrejas ao mistério da Igreja como Sacramento de Salvação para o mundo. Seus alcances são um dom do Senhor que nos anima e impulsiona a superar novos obstáculos”, assinalou.

Por outro lado, o Prelado também abordou o caso dos Ordinariatos Pessoais criados pelo Papa Bento XVI para acolher os “nossos irmãos anglicanos”. “É este, um caso particular que não responde a nenhuma ação de caráter proselitista por parte da Igreja Católica”, esclareceu o Bispo.

Dom Ceballos indicou que a Igreja, “em palavras do Papa, segue empenhada no prosseguimento do diálogo ecumênico doutrinal e do diálogo da caridade com as Igrejas e comunidades eclesiásticas. Ao abrir esta porta de entrada na Igreja Católica, a Santa Sé não toma uma iniciativa contrária ao diálogo ecumênico”.

Finalmente, depois de afirmar que os católicos anseiam a união dos cristãos, convidou os fiéis a participar do “Octavario do 2010 para elevar nossa prece em comum, certamente pelo movimento ecumênico, mas sem esquecer a unidade interna da mesma Igreja”.

* Casais do mesmo sexo têm direito a filhos?

sábado, janeiro 9th, 2010

Jorge Enrique Mújica

“O que me causa a maior preocupação é saber que estão ignorando as crianças no debate atual sobre matrimônios entre pessoas do mesmo sexo”. Esta declaração é de Dawn Stefanowicz, uma mulher que, nos seus quarenta anos, continua carregando o peso da recordação de uma infância marcada pela homossexualidade ativa de seu pai.No livro Out From Under: The Impact of Homosexual Parenting (Annotation Press, 2007), Stefanowicz reconhece, entre outras coisas, a necessidade que teve de afeto e segurança, por parte de seu pai. É clara a constatação da autora: as vítimas reais, que saem perdendo com a legalização do assim chamado matrimônio homossexual, são as crianças. Diante deste fato, ela considera: “que esperança se pode oferecer a crianças inocentes, sem voz?” Sua pergunta clama as autoridades para que defendam o verdadeiro matrimônio entre homem e mulher, e excluam, para o bem das crianças, qualquer outra forma de equiparação.

O reconhecimento jurídico de casais do mesmo sexo, em vários países do mundo, inclina-se, cada vez mais, à exigência de adoção, ante a impossibilidade natural de tais casais conceberem. Em não poucos lugares, suas pretensões têm sido ouvidas, e hoje se acham amparadas por lei, culminando com a obrigação de que as instituições lhes deixem crianças sob tutela.

Mas além de um juízo multidisciplinar sobre a homossexualidade, impõe-se a pergunta sobre a base em que se apóia o tal “direito” de adoção. Mais ainda: há efetivamente um direito, para que estes tipos de casais o exerçam, e, se existe, onde fica o direito das crianças de nascerem e crescerem em uma família segundo as leis da natureza?

Os homossexuais costumam apelar para um pretenso direito de constituírem descendência, o que justificaria a busca dos meios necessários para terem um filho: desde a adoção até a contratação de doadores de esperma, no caso de mulheres, ou de óvulos e de ventre, no caso de homens. Uma proposição desta ordem apresenta várias objeções:

1. Em primeiro lugar, tal demanda corresponde à lógica da produção e do domínio, e não à do amor e da doação. Considera-se a criança, antes, como um objeto que não nasce como dom de amor, senão como exigência de um desejo. Ora, a vida humana tem por origem natural o amor, que se expressa sexualmente entre dois cônjuges unidos em matrimônio; somente a união afetiva e espiritual entre o homem e a mulher implica na possibilidade da vida.

2. Desejar um filho não implica em nenhum direito a tê-lo. Uma criança não pode ser obtida como objeto de direito, pois ela traz em si a dignidade de sujeito; e como sujeito, sim, goza do direito de ser concebida em pleno respeito à sua dignidade de ser humano.

3. Mesmo com relação aos casais heterossexuais, que experimentem um forte desejo psicológico para procriar, não existe nenhuma necessidade vital para fazê-lo. Ninguém morre nem põe em perigo sua saúde física ou psíquica pelo fato de não ter filhos.

4. Não há um direito de ter filho, pois nenhuma pessoa é devida à outra como se fosse um bem instrumental. Portanto, não existe direito de se ‘ter’ um filho a qualquer preço. Isto significaria agir contra a dignidade da criança.

Os países cujas leis são a favor da adoção por parte de pessoas do mesmo sexo, estão se esquecendo dos legítimos direitos que as crianças têm, o de crescerem e se desenvolverem em ambientes adequados à sua condição de seres humanos, por serem dotadas de uma natureza que precisa da figura e do papel de uma mãe e de um pai.

Se há, de fato, tão grande sensibilidade pela proteção da infância, em todo o mundo, por que não perguntam diretamente aos que estão para ser adotados, se eles desejam ter uma mulher a quem chamar de mamãe e papai, ou se preferem mesmo ter duas mamães ou dois papais?


* Igreja também critica “plano de direitos humanos”, de Lula.

sexta-feira, janeiro 8th, 2010


Bispos reagem a propostas de descriminalização do aborto e união civil homossexual“Vemos nessas iniciativas uma atitude arbitrária e antidemocrática do governo Lula”, afirma o bispo d. José Simão: “A igreja é contra”

O 3º Programa Nacional dos Direitos Humanos, qualificado por comandantes militares como “insultuoso, agressivo e revanchista” em relação às Forças Armadas, tem provocado também reações de descontentamento e críticas ao governo do presidente Lula em setores da Igreja Católica.

Bispos, padres e católicos ligados a movimentos pró-vida reagem a quatro artigos do documento tornado público no mês passado.

Os itens propõem ações coordenadas de governo para apoiar “a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto”, “mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos”, “a união civil entre pessoas do mesmo sexo” e “o direito de adoção por casais homoafetivos”.

A defesa desses valores é tão ofensiva a setores da Igreja Católica quanto foi, para os militares, a proposta de se criar uma “comissão nacional da verdade”, também contida no programa, com o objetivo de examinar as violações de direitos humanos praticadas durante a ditadura (1964-1985).Atitude arbitrária

“Vemos nessas iniciativas uma atitude arbitrária e antidemocrática do governo Lula”, afirma d. José Simão, bispo de Assis (SP) e responsável pelo Comitê de Defesa da Vida do Regional Sul-1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que congrega as dioceses do Estado de São Paulo.

D. José declara que essa insatisfação é compartilhada por outros bispos brasileiros: “A igreja é contra. É claro que os arcebispos, os bispos são contrários [ao documento]“.

Ele afirma que tem entrado em contato com outros religiosos e que trabalha para articular um manifesto da igreja no Brasil em repúdio às medidas defendidas pelo programa de direitos humanos: “Pretendemos reunir, na primeira oportunidade, alguns bispos para discutir essa questão”.

O objetivo de d. José é conseguir uma declaração da CNBB sobre o tema, mas há bispos, mesmo entre aqueles que compartilham de sua indignação, que preferem não bater de frente com o Planalto.

Grupos contrários ao aborto também têm se articulado para tentar fazer frente ao programa de direitos humanos. Maria Dolly Guimarães, presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida, afirma que leigos têm escrito aos bispos pedindo que a igreja se manifeste sobre o tema.

“Matar uma pessoa não pode ser visto como direito humano”, ela diz. “Esse texto pretende fazer o bem virar mal, e o que é mal virar bem. Na minha opinião, que não é ainda a opinião da igreja, deveríamos fazer uma campanha para conscientizar o povo brasileiro.”

“Creio que o ambão [púlpito de onde se fazem as leituras da Bíblia e de onde o padre pode fazer o seu sermão aos fieis] vai começar a agir mais”, declara.
Contatada, a Secretaria Especial de Direitos Humanos não se manifestou.

Fonte: Folha de São Paulo

* Homossexualidade e ESPERANÇA!

terça-feira, janeiro 5th, 2010

A PALAVRA DOS MÉDICOS CRISTÃOS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE

Preocupados com a questão da homossexualidade, os médicos católicos da “Associação de Médicos Católicos” (ACM) dos Estados Unidos e Canadá – publicaram uma importante Declaração “Homossexuality and Hope” (Homossexualidade e Esperança”), após terem estudado a questão com base na medicina, nas pesquisas e na lei de Deus.

Nessa profunda Declaração os médicos católicos, com rigor científico, mostram que ninguém nasce homossexual, indicam como deve ser a prevenção para evitar a atração por pessoa do mesmo sexo, mostram o caminho a seguir para se deixar a prática homossexual, e fazem uma série de recomendações aos que possuem a tendência homossexual.

Falam também aos padres, bispos, médicos católicos e às famílias católicas.

Trata-se de um estudo,bem documentado e com muitas referências.Não é um artigo.

Excelente!

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“HOMOSEXUALIDADE  E ESPERANÇA”

“A Associação Médica Católica (AMC) se dedica a sustentar os princípios da fé católica, no que se refere à prática da medicina e à promoção da ética médica católica para a profissão médica, inclusive os profissionais de saúde mental, o clero e o público em geral.

Nenhuma questão provocou mais preocupação na década passada do que a homossexualidade. Portanto, a AMC oferece o seguinte resumo e análise da situação da questão. Esse resumo se apóia intensamente nas conclusões de vários estudos e aponta para a coerência dos ensinos da Igreja com esses estudos. Espera-se que essa análise também sirva como uma ferramenta de educação e referência para todos os católicos: o clero, os médicos, os profissionais de saúde, os educadores, os pais e o público em geral.

A AMC apóia os ensinos da Igreja Católica conforme aparecem na versão revista do Catecismo da Igreja Católica, principalmente os ensinos sobre a sexualidade. “Todas as pessoas batizadas são chamadas para a castidade”( §2348). “Os casados são chamados a viverem a castidade conjugal, outros praticam a castidade em continência” (§2349). “…a tradição sempre declarou que os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados… Sob nenhuma circunstância eles podem ser aprovados”. (§2357)

É possível, com a graça de Deus, todas as pessoas viverem uma vida casta, inclusive as pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo, conforme declarou de modo tão corajoso o Cardeal George, Arcebispo de Chicago, em seu discurso na Associação Nacional de Ministérios Diocesanos Católicos para Gays e Lésbicas: “Negar que o poder da graça de Deus capacita aqueles que têm atração pelo mesmo sexo a viver de maneira casta é negar, em realidade, que Jesus ressuscitou dos mortos”. (George 1999)

Com certeza, há circunstâncias tais como desordens psicológicas e experiências traumáticas que podem, às vezes, tornar essa castidade mais difícil e há situações que podem seriamente diminuir a responsabilidade de um indivíduo por deslizes na castidade.

Essas circunstâncias e condições, porém, não neutralizam a livre vontade nem eliminam o poder da graça. Embora muitos homens e mulheres que experimentam atrações pelo mesmo sexo digam que seu desejo sexual é uma inclinação “natural” (Chapman 1987), isso de forma alguma indica uma predeterminação genética ou uma condição imutável. Alguns se entregaram a atrações pelo mesmo sexo porque lhes disseram que eles já nasceram homossexuais e que é impossível mudar o estilo sexual de alguém. Tais pessoas podem sentir que é inútil e perda de tempo resistir aos desejos pelo mesmo sexo, e acabam adotando uma “identidade gay”. Essas mesmas pessoas podem então se sentir oprimidas com o fato de que a sociedade e as religiões, de modo particular a Igreja Católica, não aceitam a expressão desses desejos nos atos homossexuais. (Schreier, 1998)

A pesquisa mencionada neste relatório se opõe ao mito de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente predeterminada e imutável, e oferece esperança para a prevenção e o tratamento.

1) Ninguém nasce homossexual

Muitos pesquisadores têm tentado descobrir uma causa biológica para a atração pelo mesmo sexo. Os meios de comunicação promovem a idéia de que já foi descoberto o “gene gay” (Burr, 1996). Mas, apesar de várias tentativas, não se testou cientificamente nenhum dos estudos bem divulgados (Hamer, 1993; LeVay 1991). Muitos escritores analisaram esses estudos cuidadosamente e descobriram que eles não só não provam uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, mas também nem chegam a afirmar possuir provas científicas para tal alegação. (Byrne 1963; Crewdson 1995; Goldberg 1992; Horgan 1995; McGuire 1995; Porter 1996; Rice 1999)

Se a atração pelo mesmo sexo fosse geneticamente predeterminada, então deveríamos supor que gêmeos idênticos teriam de ser idênticos em sua atração sexual. Há, porém, muitos registros de gêmeos idênticos que não são idênticos em sua atração sexual. (Bailey 1991; Eckert 1986; Friedman 1976; Green 1974; Heston 1968; McConaghy 1980; Rainer 1960; Zuger 1976).

As situações individuais registradas revelam fatores ambientais que explicam a causa do desenvolvimento de diferentes estilos de atração sexual em crianças geneticamente idênticas, apoiando a teoria de que a atração pelo mesmo sexo é um produto da ação e efeito recíproco de uma variedade de fatores ambientais. (Parker 1964)

Há, porém, tentativas de convencer o público de que a atração pelo mesmo sexo tem base genética. (Marmor 1975). Tais tentativas podem ter como causa motivações políticas porque as pessoas se sentem mais inclinadas a aceitar sem dificuldades reivindicações pedindo mudanças nas leis e nos ensinos religiosos quando crêem que a atração sexual é geneticamente determinada e imutável. (Emulf 1989; Piskur 1992).

Outros têm procurado provar uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, a fim de poderem apelar para os tribunais em busca de direitos baseados na teoria da “imutabilidade”. (Green 1988)

Os católicos crêem que a sexualidade foi projetada por Deus como um sinal do amor de Cristo, o noivo, por sua noiva, a Igreja. Portanto, a atividade sexual só é apropriada no casamento. O desenvolvimento psicosexual saudável conduz naturalmente, nas pessoas de cada sexo, à atração pelo outro sexo. O trauma, uma educação errada e o pecado podem causar um desvio desse modelo normal.

Não se deve identificar as pessoas com base em seus conflitos emocionais ou dificuldades de desenvolvimento, como se isso fosse a essência de sua identidade. No debate entre essencialismo e o construcionismo social, os que crêem na lei natural sustentariam que os seres humanos têm uma natureza essencial – macho ou fêmea – e que inclinações ao pecado – tais como o desejo de se envolver em atos homossexuais – são formados nas pessoas e podem, pois, ser removidos.

Portanto, provavelmente seria prudente termos a atitude de evitar, sempre que possível, usar as palavras “homossexual” e “heterossexual” como normas, pois a utilização desses termos sugere um estado fixo e equivalência entre o estado natural do homem e mulher criados por Deus e indivíduos que experimentam atração ou conduta pelo mesmo sexo.

2) A atração pelo mesmo sexo como sintoma

As pessoas experimentam a atração pelo mesmo sexo por razões diferentes. Embora haja semelhanças nos tipos de desenvolvimento, cada pessoa tem uma história de vida diferente e pessoal. Na história de vida de indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo, freqüentemente encontramos um ou mais dos seguintes elementos:

Distanciamento do pai na infância, porque a criança o via como hostil ou distante, violento ou alcoólatra. (Apperson 1968; Bene 1965; Bieber 1962; Fisher 1996; Pillard 1988; Sipova 1983). Mãe superprotetora (meninos). (Bieber, T. 1971; Bieber 1962; Snortum 1969). Mãe emocionalmente distante (meninas). (Bradley 1997; Eisenbud 1982)

Pais não conseguiram incentivar identificação do mesmo sexo. (Zucker 1995). Falta de brincadeiras mais duras (meninos). (Friedman 1980; Hadden 1967a)
Incapacidade de se identificar com colegas do mesmo sexo. (Hockenberry 1987; Whitman 1977)

Antipatia por esportes de equipe (meninos). (Thompson 1973). Falta de coordenação manual e visual e resultante provocação dos colegas (meninos). (Bailey 1993; Fitzgibbons 1999; Newman 1976)

Abuso sexual ou estupro. (Beitchman 1991; Bradley 1997; Engel 1981; Finkelhor 1984; Gundlach 1967).

Fobia social ou acanhamento extremo. (Golwyn 1993)
Perda dos pais através de morte ou divórcio. (Zucker 1995)

Separação dos pais durante decisivas fases de desenvolvimento. (Zucker 1995)
Em alguns casos, a atividade ou atração pelo mesmo sexo ocorre num paciente com outros diagnósticos psicológicos, tais como depressão profunda (Fergusson 1999), idéias de suicídio (Herrell 1999) desordens generalizadas de ansiedade, abuso de drogas, conduta anormal na adolescência, desordens de personalidade (Parris 1993; Zubenko 1987); esquizofrenia (Gonsiorek 1982); narcisismo patológico (Bychowski 1954; Kaplan 1967).
Em poucos casos, a conduta homossexual aparece mais tarde na vida como reação a um trauma tal como aborto (Berger 1994; de Beauvoir 1953) ou profunda solidão (Fitzgibbons 1999).

3) Há prevenção para a atração pelo mesmo sexo

Se as necessidades emocionais e de desenvolvimento de cada criança forem supridas corretamente pela família e pelos amigos, é bem improvável que a criança desenvolva a atração pelo mesmo sexo. As crianças precisam de afeição, elogios e aceitação do pai e da mãe, dos irmãos e dos colegas. Nem sempre, porém, é fácil estabelecer tais situações sociais e familiares, e nem sempre dá para identificar logo as necessidades das crianças. Alguns pais podem estar em luta com os próprios problemas e assim sem condições de dar a atenção e o apoio que a criança precisa.

Às vezes os pais se esforçam muito, mas a personalidade particular da criança torna esse apoio e cuidado mais difíceis. Alguns pais viram os primeiros sinais do problema, buscaram assistência e aconselhamento profissional, mas receberam conselhos inadequados e em alguns casos até errados.

O Manual Estatístico e Diagnóstico IV (APA 1994) da Associação Americana de Psiquiatria define “Desordem de Identidade de Gênero” (DIG) nas crianças como uma persistente e forte identificação transsexual, um desconforto com o próprio sexo e preferência por papéis transsexuais nas fantasias.
Alguns pesquisadores (Friedman 1988, Phillips, 1992) têm identificado outro sintoma menos evidente nos meninos – sentimentos crônicos de falta de masculinidade. Embora não se envolvam em nenhuma atividade ou fantasia transsexual, esses meninos se sentem profundamente deficientes em sua masculinidade e têm uma reação quase de fobia a brincadeiras mais duras na infância e muita antipatia por esportes de equipe.

Vários estudos têm mostrado que crianças com a “Desordem de Identidade de Gênero” e meninos com problemas crônicos de falta de masculinidade correm o risco de adquirir atração pelo mesmo sexo na adolescência. (Newman 1976; Zucker 1995; Harry 1989)

A desordem de identidade de gênero pode muitas vezes ser vencida quando, com o apoio dos pais, o problema é identificado cedo e recebe intervenção profissional adequada (Rekers 1974; Newman 1976).

Infelizmente, muitos pais que relatam essas preocupações para seus pediatras são orientados a não se preocuparem. Em alguns casos, os sintomas e as preocupações dos pais podem parecer diminuir quando a criança entra na segunda ou quarta série. Mas, a menos que sejam tratados de forma adequada, os sintomas poderão reaparecer na puberdade como intensa atração pelo mesmo sexo. Essa atração parece ser a conseqüência da incapacidade de se identificar bem com outras pessoas do mesmo sexo.

É importante que aqueles que estão envolvidos na educação e cuidados de crianças se conscientizem dos sinais da desordem de identidade de gênero e dos problemas de falta de masculinidade nos meninos, e busquem acesso aos recursos disponíveis a fim de encontrarem a ajuda adequada para essas crianças (Bradley 1998; Brown 1963; Acosta 1975). Quando são convencidas de que a atração pelo mesmo sexo não é uma desordem geneticamente determinada, as pessoas conseguem ter esperança na prevenção e também conseguem ter esperança num modelo de terapia para suavizar, ou até mesmo eliminar, a atração pelo mesmo sexo.

4) Em perigo, não predestinados.

Embora muitos estudos tenham mostrado que as crianças que foram abusadas sexualmente, que exibem os sintomas da DIG e meninos com problemas de falta de masculinidade correm perigo de desenvolver a atração pelo mesmo sexo na adolescência e na vida adulta, é importante notar que uma percentagem significativa dessas crianças não se tornam homossexualmente ativas quando se tornam adultas (Green 1985; Bradley 1998).

Para alguns, os relacionamentos positivos mais tarde na vida vencem as experiências negativas da infância. Alguns fazem a decisão consciente de evitar a tentação. A presença e o poder da graça de Deus, embora nem sempre possam ser medidos, não podem ser desconsiderados como um fator que ajuda as pessoas em risco a se afastar da atração pelo mesmo sexo. O ato de rotular um adolescente ou, pior, uma criança como imutavelmente “homossexual” prejudica gravemente a pessoa. Tais adolescentes ou crianças podem, com intervenção positiva e adequada, receber orientação apropriada para lidar com traumas emocionais logo no começo.

5) Terapia

Aqueles que promovem a idéia de que a orientação sexual é imutável freqüentemente citam um debate publicado entre o Dr. C.C. Tripp e o Dr. Lawrence Hatterer. Nesse debate o Dr. Tripp declarou: “…não há um único exemplo registrado de mudança na orientação sexual que tenha sido confirmado por especialistas ou testes externos. Kinsey não conseguiu achar um. O Dr. Pomeroy também não conseguiu achar tal paciente. Ficaríamos felizes de ter um do Dr. Hatterer” (Tripp & Hatterer 1971). Eles não mencionaram a resposta do Dr. Hatterer:

“Tenho curado muitos homossexuais, Dr. Tripp. O Dr. Pomeroy ou qualquer outro pesquisador pode examinar meu trabalho, pois está todo documentado em 10 anos de fitas gravadas. Muitos desses pacientes ‘curados’ (prefiro usar a palavra ‘mudados’) se casaram, tiveram famílias e vivem uma vida feliz.

O mito “uma vez homossexual, sempre homossexual” é destrutivo. Além disso, não só eu, mas também outros renomados psiquiatras (Dr. Samuel B. Hadden, Dr. Lionel Ovesey, Dr. Charles Socarides, Dr. Harold Lief, Dr. Irving Bieber, e outros) têm registrado seus tratamentos bem sucedidos dos homossexuais tratáveis” (Tripp & Hatterer 1971).

Muitos terapeutas têm escrito extensivamente sobre os resultados positivos da terapia para a atração pelo mesmo sexo. Tripp escolheu ignorar a grande quantidade de literatura sobre o tratamento e pesquisas de terapeutas. As análises do tratamento para a atração indesejada pelo mesmo sexo mostram que esse tratamento tem tanto êxito quanto o tratamento para problemas psicológicos semelhantes: quase 30% experimentam libertação dos sintomas e outros 30% experimentam melhora. (Bieber 1962; Clippinger 1974; Fine 1987; Kaye 1967; MacIntosh 1994; Marmor 1965; Nicolosi 1998; Rogers 1976; Satinover 1996; Throckmorton; West ).

Os relatos de terapeutas individuais têm sido igualmente positivos. (Barnhouse 1977; Bergler 1962; Bieber 1979; Cappon 1960; Caprio 1954; Ellis 1956; Hadden 1958; Hadden 1967b; Hadfield 1958; Hatterer 1970; Kronemeyer 1989). Isso é só uma amostra representativa dos terapeutas que relatam resultados bem sucedidos no tratamento de pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo.

Há também muitos relatos autobiográficos de homens e mulheres que uma vez criam estar irremediavelmente destinados à conduta e atração pelo mesmo sexo. Muitos desses homens e mulheres (Exodus 1990-2000) agora se descrevem como livres da conduta, fantasias e atração pelo mesmo sexo. A maioria dessas pessoas se libertou participando de grupos de apoio de natureza religiosa, embora alguns também tivessem recorrido a terapeutas.
Infelizmente, muitos indivíduos influentes e grupos profissionais ignoram essa evidência (APA 1997; Herek 1991) e parece haver uma campanha unida por parte dos “apologistas homossexuais” para negar a eficácia do tratamento da atração pelo mesmo sexo ou afirmar que tal tratamento é prejudicial.
Barnhouse expressou estar surpreso com essas campanhas: “A distorção da realidade inerente no fato de que os apologistas homossexuais negam que a atração pelo mesmo sexo seja curável é tão imensa que ficamos pensando qual é a motivação por trás disso” (Barnhouse 1977).

O Dr. Robert Spitzer, renomado pesquisador psiquiátrico da Universidade de Columbia, esteve diretamente envolvido na decisão de 1973 de remover o homossexualismo da lista de desordens mentais da Associação Psiquiátrica Americana (APA). Recentemente, ele se envolveu em pesquisa sobre a possibilidade de mudança. O Dr. Spitzer declarou numa entrevista: “Estou convencido de que muitas pessoas fizeram mudanças substanciais para se tornarem heterossexuais… Acho que isso é notícia… Cheguei cético a esse estudo. Mas agora afirmo que há evidências que podem sustentar essas mudanças”. (NARTH 2000)

6) As metas

Aqueles que afirmam que a mudança da orientação sexual é impossível, geralmente definem a mudança como libertação total e permanente de toda conduta, fantasias ou atração homossexual numa pessoa que anteriormente tinha sido homossexual em conduta e atração (Tripp 1971). Até mesmo quando se define mudança de acordo com esse método extremo, a afirmação não é verdadeira. Numerosos estudos relatam casos de total mudança. (Goetz 1997).
Aqueles que negam a possibilidade de total mudança confessam que a mudança de conduta é possível (Coleman 1978; Herron 1982) e que os indivíduos que estiveram sexualmente envolvidos com ambos os sexos parecem mais propensos a mudar (Acosta 1975). Uma leitura cuidadosa dos artigos que se opõem à terapia de mudança revela que os autores que vêem a terapia de mudança como não ética (Davison 1982; Gittings 1973) têm essa opinião porque eles vêem tal terapia como opressiva para aqueles que não querem mudar (Begelman 1975; 1977; Murphy 1992; Sleek 1997; Smith 1988) e vêem aqueles indivíduos com atração pelo mesmo sexo que expressam desejo de mudar como vítimas da sociedade ou opressão religiosa (Begelman 1977; Silverstein 1972).

Deve-se observar que quase sem exceção aqueles que consideram tal terapia como não ética também rejeitam a abstinência da atividade sexual fora do casamento como meta mínima (Barrett 1996). Entre os terapeutas que aceitam os atos homossexuais como normais, muitos não vêem nada de errado com a infidelidade nos relacionamentos selados por compromisso (Nelson 1982), encontros sexuais anônimos, promiscuidade sexual geral, auto-erotismo (Saghir 1973), sadomasoquismo e várias parafilias. Alguns até apóiam uma diminuição das restrições no sexo entre adultos e menores (Mirkin 1999) ou negam o impacto psicológico negativo do abuso sexual contra as crianças (Rind 1998; Smith 1988).

Alguns dos que consideram a terapia como não ética também contestam as teorias há muito aceitas de desenvolvimento infantil (Davison 1982; Menvielle 1998). Esses tendem a culpar a opressão da sociedade pelos problemas inegáveis que os adolescentes e os adultos homossexualmente ativos sofrem. Deve-se avaliar todas as conclusões de pesquisas à luz dos preconceitos que os pesquisadores trazem para seus projetos. Quando a pesquisa se inspira em agendas políticas confessas, seu valor é seriamente reduzido.

Deve-se indicar que os católicos não podem apoiar formas de terapia que incentivam os clientes a substituir uma forma de pecado sexual por outra (Schwartz 1984). Alguns terapeutas, por exemplo, não consideram um cliente “curado” até que ele consiga se envolver bem em atividade sexual com o sexo oposto, ainda que o cliente seja solteiro (Masters 1979). Outros incentivavam os clientes a se masturbar usando imagens do sexo oposto (Blitch 1972; Conrad 1976).

Para o católico que sente atração pelo mesmo sexo, a meta da terapia deve ser libertação para viver de modo casto de acordo com o próprio estilo de vida pessoal. Alguns daqueles que enfrentam lutas com a atração pelo mesmo sexo crêem que eles são chamados para uma vida de celibato. Mas não se deve fazê-los sentir que eles não conseguiram alcançar a libertação, só porque eles não experimentam desejos pelo sexo oposto. Outros desejam casar e ter filhos. Há todo motivo para esperar que muitos, com o tempo, poderão alcançar essa meta. Eles não devem, porém, ser incentivados a entrar apressadamente no casamento, pois há ampla evidência de que o casamento não é cura para a atração pelo mesmo sexo.

Com o poder da graça, os sacramentos, o apoio da comunidade e terapeutas experientes, a pessoa determinada terá condições de alcançar a libertação interior que Cristo promete.

Os terapeutas experientes poderão ajudar as pessoas a descobrirem e entenderem as causas do trauma emocional que deram origem à sua atração pelo mesmo sexo e então trabalharem em terapia para solucionarem seu sofrimento.

Os homens que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes descobrem o modo como sua identidade masculina foi afetada negativamente por sentimentos de rejeição por parte dos pais ou colegas ou uma imagem negativa do próprio corpo físico que resultam em tristeza, revolta e insegurança. À medida que esse sofrimento é curado através da terapia, a identidade masculina é fortalecida e a atração pelo mesmo sexo diminui.

As mulheres que sentem atração pelo mesmo sexo poderão descobrir como os conflitos com os pais ou outros homens importantes as levaram a não confiar no amor masculino ou como a falta de afeição maternal as levou a ansiar profundamente o amor feminino.

Espera-se que a descoberta das causas da revolta e tristeza as conduza ao perdão e à libertação. Tudo isso leva tempo. Nesse aspecto, as pessoas que sofrem de atração pelo mesmo sexo não são diferentes dos muitos outros homens e mulheres que sofrem emocionalmente e precisam aprender a perdoar.

Os terapeutas católicos que trabalham com pessoas católicas devem ser livres para usar a riqueza da espiritualidade católica nesse processo de cura. Aqueles que sofrem feridas emocionais causadas pelo pai podem ser incentivados a desenvolver seu relacionamento com Deus como um pai amoroso. Aqueles que foram rejeitados ou ridicularizados pelos colegas na infância podem meditar em Jesus como irmão, amigo e protetor.

Há toda razão para se ter esperança que com o tempo aqueles que buscam libertação a encontrarão, mas devemos reconhecer quando incentivamos as pessoas a ter esperança, que há algumas que não alcançarão suas metas.

Poderemos nos encontrar na mesma posição de um oncologista pediátrico que contou como era no começo do seu trabalho. Ele disse que não havia esperança para as crianças atingidas pelo câncer e que era o dever do médico ajudar os pais a aceitarem o inevitável e não desperdiçarem seus recursos atrás de uma “cura”. Hoje quase 70% dessas crianças se recuperam, mas cada morte deixa a equipe médica com um terrível sentimento de fracasso. À medida que melhorar a prevenção e o tratamento da atração pelo mesmo sexo, as pessoas que ainda enfrentam lutas, mais do que nunca, precisarão de apoio compassivo e sensível.

RECOMENDAÇÕES

1) Ministrando para pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo.

É muito importante, para todo católico que experimenta atração pelo mesmo sexo, saber que há esperança, e que há ajuda. Infelizmente, essa ajuda não é prontamente disponível em todos os lugares. Os grupos de apoio, os terapeutas e os conselheiros espirituais que inequivocamente apóiam o ensino da Igreja são componentes essenciais da ajuda necessária. Já que as noções da sexualidade em nosso país são tão variadas, os clientes que buscam ajuda devem ser cautelosos e verificar se o grupo ou conselheiro apóia os imperativos morais católicos.

Uma das melhores e mais conhecidas agências católicas de apoio é uma organização conhecida como Courage e sua organização filial Encourage.

Embora qualquer tentativa de ensinar a pecaminosidade da conduta homossexual ilícita possa ser saudada com acusações de homofobia, a realidade é que Cristo chama todos para a castidade conforme a situação específica de vida de cada pessoa.

O desejo de a Igreja ajudar todos a viverem de modo casto não é uma forma de condenar os que acham a castidade difícil. Pelo contrário, é a resposta compassiva de uma Igreja que busca imitar Cristo, o Bom Pastor.

É essencial que todo católico que experimenta a atração pelo mesmo sexo tenha acesso fácil aos grupos de apoio, terapeutas e conselheiros espirituais que apóiam inequivocamente o ensino da Igreja e estão preparados para oferecer ajuda da mais elevada qualidade. Em muitos lugares os únicos grupos de apoio disponíveis são dirigidos por cristãos evangélicos ou por pessoas que rejeitam o ensino da Igreja. O fato de que a comunidade católica não está conseguindo suprir as necessidades desse segmento da população é uma omissão séria que não se deve deixar continuar.

É particularmente trágico que Courage que sob a liderança do Pe. John Harvey tem desenvolvido uma excelente e autenticamente católica rede de grupos de apoio, não esteja presente em toda diocese e grande cidade.

Nota: Courage é um apostolado da Igreja Católica Romana para pessoas que tem atração por pessoas do mesmo sexo. É apoiada pelo Pontifico Conselho da  Família,  do Vaticano. Disse o Papa João Paulo II que “Courage está fazendo o trabalho de Deus”. Courage tem uma filial chamada Encourage que trabalha com pais, parentes e amigos de pessoas com tendência homossexual. (http://www.couragerc.net – Email: NYCourage@aol.com)
Pode ser acessado em espanhol: http://www.courage-latino.org/

É bem doloroso ouvir piadas sobre organizações individuais, sob autoridade católica ou diretamente associadas com a Igreja Católica, aconselhando pessoas com a atração pelo mesmo sexo a praticar a fidelidade no relacionamento com o mesmo sexo em vez de incentivá-las a praticar a castidade conforme seu estado de vida.

É muitíssimo importante que os conselheiros ou grupos de apoio ligados à Igreja sejam bem claros sobre a natureza e a formação da atração pelo mesmo sexo. Essa condição não é genética ou biologicamente determinada. Essa condição não é imutável. É enganoso aconselhar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo que é aceitável se envolver em atos sexuais contanto que estes ocorram dentro do contexto de um relacionamento fiel.

Os ensinos da Igreja Católica sobre a moralidade sexual são explicitamente claros e não permitem exceções. Os católicos têm o direito de saber a verdade e aqueles que trabalham com ou para as instituições católicas têm a obrigação de expor essa verdade claramente.

Alguns clérigos, talvez pelo fato de erroneamente crerem que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, têm encorajado as pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo a se identificar com a comunidade gay, publicamente proclamando-se como gays ou lésbicas, mas a viverem de modo casto em sua vida pessoal. Há várias razões por que esse modo de agir é errado:

1) É baseado na idéia incorreta de que a atração pelo mesmo sexo é um aspecto imutável da pessoa e desanima os indivíduos de buscar ajuda;
2) A comunidade gay promove uma ética de conduta sexual que é totalmente antiética aos ensinos católicos sobre a sexualidade e não esconde seu desejo de eliminar a “erotofobia” e o “heterossexismo”. Não há realmente nenhuma maneira de se poder reconciliar a posição que os porta-vozes do movimento gay declaram e a Igreja Católica;
3) Esse modo de agir coloca indivíduos facilmente tentados em lugares que se deve considerar quase ocasiões para o pecado;
4) Cria uma falsa esperança de que a Igreja acabará mudando seu ensino sobre a moralidade sexual.
Os católicos devem, é claro, alcançar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que estão ativamente envolvidos em atos homossexuais e de modo particular os que estão sofrendo de doenças sexualmente transmissíveis.

Devem alcançá-los com amor, esperança e a autentica e inalterável mensagem de libertação do pecado através de Jesus Cristo.

2) O Papel do Padre

É de suprema importância que os padres, quando enfrentarem paroquianos perturbados com a atração pelo mesmo sexo, tenham acesso a informações sólidas e recursos genuinamente benéficos. O padre, porém, deve fazer mais do que simplesmente encaminhar as pessoas a outras agências (Courage e Encourage). Ele está numa posição única de dar assistência espiritual específica para aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo. Ele deve, é claro, ser bem sensível aos intensos sentimentos de insegurança, culpa, vergonha, ira, frustração, tristeza e até mesmo medo nesses indivíduos. Isso não o impede de falar bem claramente sobre os ensinos da Igreja (veja Cat. §2357-2359), a necessidade de perdão e cura na Confissão, a necessidade de evitar ocasiões para o pecado e a necessidade de uma forte vida de oração.

Muitos terapeutas crêem que a fé religiosa desempenha uma parte crucial na recuperação da atração pelo mesmo sexo e de vícios sexuais. Quando uma pessoa confessa fantasias ou atos homossexuais ou atração pelo mesmo sexo, o padre deve estar consciente de que essas manifestações são muitas vezes sintomas de traumas na infância e adolescência, abuso sexual na infância ou necessidades que a criança tem de amor e afirmação do pai do mesmo sexo, necessidades que não foram supridas. A menos que esses problemas secretos sejam tratados diretamente, a pessoa poderá sentir as tentações voltando e cair assim em desespero.

Aqueles que rejeitam os ensinos da Igreja e incentivam os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo a entrar nas chamadas “uniões homossexuais estáveis e amorosas” não conseguem entender que tal arranjo não resolverá esses problemas secretos. Embora deva incentivar esses indivíduos a procurar terapia e a se tornarem membros de um grupo de apoio, o padre deve se lembrar que através do sacramento, ele poderá ajudar penitentes individuais a lidarem não só com o pecado, mas também com as causas da atração pelo mesmo sexo.

A lista seguinte, embora não seja completa, ilustra algumas das maneiras pelas quais o padre poderá ajudar as pessoas com esses problemas que vêm até o Sacramento da Reconciliação:

a) Os indivíduos, com atração pelo mesmo sexo ou que confessaram pecados nessa área, quase sempre carregam um peso de profundo sofrimento emocional, tristeza e ressentimento para com os que os rejeitaram, negligenciaram ou magoaram, inclusive os pais, amigos e estupradores. O primeiro passo para a cura pode ser ajudá-los a perdoar. (Fitzgibbons 1999)

b) As pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes relatam uma longa história de experiências sexuais precoces e trauma sexual (Doll 1992). Os indivíduos que estiveram envolvidos em atividade sexual com outro indivíduo na infância são mais propensos a se tornarem homossexualmente ativos (Stephan 1973; Bell 1981). Muitos jamais contaram a alguém sobre essas experiências (Johnson 1985) e carregam tremenda culpa e vergonha. Em alguns casos, aqueles que foram abusados sexualmente se sentem culpados porque reagiram ao trauma vivenciando sexualmente esses incidentes. O padre poderá delicadamente perguntar sobre experiências na infância, garantindo a esses indivíduos que seus pecados foram perdoados, e ajudá-los a encontrar libertação através do perdão aos outros.

c) As pessoas envolvidas em atividade homossexual poderão também sofrer de vício sexual (Saghir 1973; Beitchman 1991; Goode 1977). Aqueles que se engajaram em formas extremas de conduta sexual ou trocaram sexo por dinheiro têm mais probabilidade de se envolver em atividade homossexual (Saghir 1973). Não é fácil vencer os vícios, assim recorrer à Confissão pode ser um primeiro passo para a libertação. O padre deve lembrar aos penitentes que até os pecados mais extremos nessas áreas podem ser perdoados, incentivando-os a resistir ao desespero e a perseverar, e ao mesmo tempo recomendar grupos de apoio criados para lidar com o vício.

d) Os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo muitas vezes abusam do álcool, drogas de prescrição e drogas ilegais (Fifield 1977; Saghir 1973). Tal abuso poderá enfraquecer a resistência à tentação sexual. O padre poderá recomendar que essas pessoas se tornem membros de um grupo de apoio que trata desses problemas.

e) O desespero e pensamentos de suicídio são também freqüentemente parte da vida de uma pessoa perturbada com a atração pelo mesmo sexo. (Beitchman 1991; Herrell 1999; Fergusson 1999) O padre poderá assegurar ao penitente que há toda razão para se ter esperança de que a situação mudará e que Deus os ama e quer que eles vivam uma vida plena e feliz. Repetimos o que já dissemos antes: perdoar os outros pode ser extremamente útil.

f) Os indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo poderão sofrer de problemas espirituais tais como inveja (Hurst 1980) ou autopiedade (Van den Aardweg, 1969). É importante que a pessoa que experimenta a atração pelo mesmo sexo não seja tratada como se as tentações sexuais fossem seu único problema.

g) A maioria esmagadora dos homens e mulheres que experimentam a atração pelo mesmo sexo relatam um relacionamento bem insatisfatório com o pai ( notas 17 a 23). O padre, como uma figura paterna amorosa e acolhedora, poderá mediante o sacramento começar o trabalho de consertar os danos e facilitar um relacionamento de cura com Deus Pai.

O padre precisa estar consciente da profundidade da cura que precisam essas pessoas que sofrem de sérios conflitos internos. Ele precisa ser fonte de esperança para os desesperados, perdão para os que erram, força para os fracos, ânimo para os corações desanimados e às vezes uma figura paterna amorosa para os emocionalmente feridos. Em resumo, ele deve ser Jesus para esses amados filhos de Deus que se acham nas situações mais difíceis. Ele deve ser pastoralmente sensível, mas deve também ser pastoralmente firme, imitando, como sempre, o Jesus compassivo que curava e perdoava setenta vezes sete, mas sempre lembrava: “Vá e não cometa mais esse pecado”.

3) Os Profissionais Médicos Católicos

Os pediatras precisam conhecer os sintomas da Desordem de Identidade de Gênero (DIG) e o problema crônico da falta de masculinidade na infância. Quando é identificado e tratado logo no começo, há toda razão para se ter a esperança de que se possa resolver o problema com sucesso (Zucker 1995; Newman 1976).

Embora o motivo principal para tratar crianças seja aliviar sua infelicidade do momento (Newman 1976; Bradley 1998; Bates 1974), o tratamento da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade na infância podem impedir o desenvolvimento da atração pelo mesmo sexo e os problemas ligados à atividade homossexual na adolescência e vida adulta.

A maioria dos pais não quer que seu filho se envolva na conduta homossexual, mas os pais de filhos em risco muitas vezes hesitam buscar tratamento (Zucker 1995; Newman 1976). Mas há algo que pode ajudar a vencer sua oposição à terapia: informá-los de que 75% das crianças que exibem os sintomas da DIG e do problema crônico de falta de masculinidade na infância experimentarão a atração pelo mesmo sexo, se não houver nenhuma intervenção (Bradley 1998). É preciso informá-los também dos riscos ligados à atividade homossexual. (Garafalo 1998; Osmond1994; Stall 1988b; Rotello 1997; Signorille 1997).
A cooperação dos pais é extremamente importante para que a intervenção na infância tenha sucesso. Os pediatras devem se familiarizar com a literatura sobre tratamento. George Rekers escreveu vários livros sobre o assunto (Rekers 1988). Zucker e Bradley fazem uma análise abrangente da literatura em seu livro “Gender Identity Disorder and Psychosexual Problems in Children and Adolescents” (1995), bem como de muitos casos individuais registrados e recomendações de tratamento.

Ao encontrarem pacientes com doenças sexualmente transmissíveis adquiridas através da atividade homossexual, os médicos poderão informar aos pacientes da disponibilidade de terapia psicológica e grupos de apoio, e de que aproximadamente 30% dos clientes motivados conseguem alcançar uma mudança em sua orientação sexual. Em termos de prevenção de doenças, outros 30% conseguem permanecer celibatários ou eliminar as condutas de alto risco. Eles devem também questionar esses pacientes sobre o abuso de álcool e drogas, e recomendar tratamento quando for conveniente, já que muitos estudos associam ao abuso de drogas a infecção de doenças sexualmente transmissíveis (Mulry 1994).

Até mesmo antes da epidemia da AIDS, um estudo de homens que tinham relações sexuais com homens revelou que 63% haviam contraído doenças sexualmente transmissíveis através da atividade homossexual (Bell 1978).
Apesar de todas as campanhas educativas sobre a AIDS, os epidemiologistas prevêem que para o futuro próximo 50% dos homens que têm relações sexuais com homens terão o HIV. (Hoover 1991; Morris 1994; Rotello 1997). Eles também correm o risco de pegar sífilis, gonorréia, hepatite A, B, C, HPV e muitas outras doenças.

Os profissionais de saúde mental devem se familiarizar com as obras de terapeutas que tiveram sucesso no tratamento de indivíduos que experimentavam a atração pelo mesmo sexo. Pelo fato de que essa atração não tem origem numa única causa, pessoas diferentes poderão precisar de diferentes tipos de tratamento. Uma opção que se deveria considerar também é combinar a terapia incentivando o paciente a se tornar membro de um grupo de apoio.

4) Os Professores nas Instituições Católicas

Os professores nas instituições católicas têm o dever de defender os ensinos da Igreja sobre a moralidade sexual, de se opor a informações falsas sobre a atração pelo mesmo sexo e de informar os adolescentes em risco ou já homossexualmente envolvidos da disponibilidade de ajuda. Eles devem continuar a resistir à pressão de incluir informações sobre a camisinha no currículo para favorecer os adolescentes homossexualmente ativos.
Numerosos estudos têm revelado que informações sobre a camisinha são ineficazes na prevenção da transmissão de doenças na população de risco (Stall 1988a; Calabrese 1987; Hoover 1991).

Os ativistas dos direitos dos gays têm insistido em que os adolescentes em risco sejam entregues a grupos de apoio que os ajudarão a assumir sua homossexualidade. Não há evidência de que a participação nesses grupos impeça as conseqüências negativas de longo prazo ligadas à atividade homossexual. Tais grupos com certeza não incentivarão os adolescentes a evitar o pecado nem os animarão a viver de modo casto de acordo com seu estado de vida.

Deve-se levar a sério os sintomas da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade nos meninos. As crianças em risco, porém, precisam de ajuda especial, de modo particular as que foram vítimas de abuso sexual na infância. Os educadores também têm o dever de parar de provocar e ridicularizar as crianças que não vivem conforme as normas sexuais. É necessário criar e suprir recursos para professores em instituições católicas, programas CCD e outras instituições. Esses recursos devem educar os professores, suprir planos de lições e estratégias para lidar com a questão da ridicularização das crianças em risco..

5) As Famílias Católicas

Quando pais católicos descobrem que seu filho ou filha está experimentando a atração pelo mesmo sexo ou está envolvido em atividade homossexual, eles muitas vezes se sentem devastados. Temendo pela saúde, felicidade e salvação da criança, os pais geralmente ficam aliviados quando são informados de que é possível tratar e prevenir a atração pelo mesmo sexo. Eles poderão procurar o apoio de outros pais na organização Encourage. Eles também precisarão compartilhar seus problemas com amigos e famílias amorosas.

Os pais devem ser informados dos sintomas da Desordem de Identidade de Gênero e da prevenção dos problemas de identidade de gênero. Eles também devem ser incentivados a levar esses sintomas a sério e encaminhar os filhos com problemas de identidade de gênero a profissionais de saúde mental qualificados e moralmente preparados.

6) A Comunidade Católica

Havia uma época no passado não muito distante em que a gravidez fora do casamento recebia críticas e duras. A legalização do aborto [nos EUA] forçou a Igreja a confrontar essa questão e suprir um ministério ativo para as mulheres que estavam passando por uma gravidez “indesejada” e para as mulheres com experiências de trauma pós-aborto. Em poucos anos, a abordagem das dioceses, paróquias individuais e os fiéis católicos foi transformada e hoje a verdadeira caridade cristã é a norma, em vez de exceção. Do mesmo modo, as atitudes para com a atração pelo mesmo sexo poderão ser transformadas, contanto que cada instituição católica faça sua parte.

Aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que se engajam em conduta homossexual e suas famílias muitas vezes se sentem excluídos da preocupação amorosa da comunidade católica. Uma das maneiras de mostrar para essas famílias que a comunidade se importa com elas é oferecer, como parte das intenções durante a missa, orações pelos indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo e por suas famílias.
Os membros dos meios de comunicação católicos precisam ser informados sobre a atração pelo mesmo sexo, sobre os ensinos da Igreja e sobre os recursos para a prevenção e o tratamento. Deve-se desenvolver e distribuir, a partir das próprias igrejas, panfletos e outros materiais que expressam claramente o ensino da Igreja e dão informações sobre recursos para aqueles que estão em necessidade imediata nessa área.

Quando um membro dos meios de comunicação católicos, um professor numa instituição católica ou um padre faz declarações inexatas sobre o ensino da Igreja ou dá a impressão de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, os leigos poderão oferecer informações com o objetivo de corrigir esses mal entendidos.

7) Os Bispos

A Associação Médica Católica reconhece a responsabilidade que o bispo diocesano tem de fiscalizar a ortodoxia do ensino dentro de sua diocese. Com certeza isso inclui instrução clara sobre a natureza e propósito das relações sexuais íntimas entre os indivíduos e a pecaminosidade das relações impróprias. A AMC espera trabalhar com bispos e padres para auxiliar a estabelecer adequados grupos de apoio e modelos terapêuticos para aqueles que lutam com a atração pelo mesmo sexo. Embora vejamos os programas Courage e Encourage como bem úteis e valiosos e os promovamos ativamente, estamos certos de que há outros tipos de apoio e estamos dispostos a trabalhar com qualquer programa psicológica, espiritual e moralmente bom.

8) Esperança

O Dr. Jeffrey Satinover escreveu de sua vasta experiência com clientes que experimentam a atração pelo mesmo sexo:
“Tenho tido a felicidade extraordinária de encontrar muitas pessoas que saíram do estilo de vida gay. Quando vejo as dificuldades pessoais, a clara coragem que eles mostram não só para enfrentar essas dificuldades, mas também para confrontar uma cultura que usa todos os meios possíveis para negar a validade de seus valores, metas e experiências, fico verdadeiramente admirado… São essas pessoas – ex-homossexuais e aqueles que ainda estão lutando, em todos os lugares dos EUA e em outros países – que permanecem para mim como um modelo de tudo o que é bom e possível num mundo que leva a sério o coração humano, e o Deus desse coração. Em minhas várias pesquisas no mundo da psicanálise, psicoterapia e psiquiatria, realmente nunca antes vi tal profunda cura”. (Satinover 1996)

Aqueles que desejam se libertar da atração pelo mesmo sexo freqüentemente recorrem primeiro à Igreja. A AMC quer se certificar de que eles encontrem a ajuda e esperança que estão buscando. Há toda razão para se ter esperança de que todo indivíduo que experimenta a atração pelo mesmo sexo, que busca a ajuda da Igreja, poderá encontrar a libertação da conduta homossexual e muitos encontrarão muito mais, mas eles virão só se virem amor em nossas palavras e atitudes.

Se os profissionais médicos católicos no passado não conseguiram suprir as necessidades dessa população cliente, se eles não conseguiram trabalhar diligentemente para desenvolver terapias eficientes de prevenção e tratamento ou se eles não conseguiram tratar clientes que experimentavam esses problemas com o respeito devido a cada pessoa, pedimos perdão.
A Associação Médica Católica reconhece que os profissionais da área da saúde têm o dever especial nessa área e espera que essa declaração os ajude a cumprir esse dever conforme os princípios da fé católica.

A pesquisa mencionada neste relatório foi obtida de uma ampla variedade de fontes. Na maioria dos casos, poderia-se citar numerosas outras fontes. Para os que desejam fazer um estudo profundo das questões levantadas, pode-se obter uma bibliografia abrangente pela Internet junto com análises da literatura que vem ao caso.

Deve-se indicar que muitos dos autores citados não aceitam o ensino da Igreja sobre a natureza intrinsecamente anormal dos atos homossexuais.

Não fizemos nenhum esforço para distinguir entre os que aceitam e os que não aceitam, já que os que favorecem a prevenção e o tratamento e os que apóiam a terapia de aceitação do estilo de vida gay apresentam relatórios de casos e evidência estatística essencialmente coerentes, diferindo só na interpretação e relevância da evidência”.

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* Afirmar a Heterossexualidade não é preconceito, é afirmar a natureza humana criada por Deus.

terça-feira, dezembro 15th, 2009

O recente  debate no Parlamento da Argentina sobre a possibilidade de modificar o Código Civil para que pares do mesmo sexo possam contrair casamento moveu a Comissão Executiva do Episcopado reafirmar a postura eclesial sobre o matrimônio.

Diante do debate legislativo, os bispos manifestam, em primeiro lugar, que “o matrimônio, como união estável entre o homem e a mulher, que em sua diversidade se complementam para a transmissão e cuidado da vida, é um bem ao desenvolvimento humano e da sociedade”.

Portanto, afirmam, “não estamos diante de um fato privado ou uma opção religiosa, mas ante uma realidade que tem sua raiz na própria natureza do ser humano, que é varão e mulher”.

Este fato, acrescentam, “em sua diversidade e reciprocidade, converte-se inclusive no fundamento de uma sadia e necessária educação sexual”.

“Não seria possível educar a sexualidade de um menino ou de uma menina –sublinham– sem uma ideia clara do significado ou linguagem sexual de seu corpo. Estes aspectos que se referem à diversidade sexual, como o nascimento da vida, sempre foram tidos em conta como fonte legislativa na hora de definir a essência e finalidade do matrimônio.

No matrimônio encontram-se e realizam-se tanto as pessoas em sua liberdade, como a origem e o cuidado da vida”.

Para os bispos, as afirmações anteriores não devem ser consideradas “como um limite que desqualifica, mas como a exigência de uma realidade que, por sua própria índole natural e significado social, deve ser tutelada juridicamente. Estamos diante de uma realidade que antecede o direito positivo e, portanto, é para ele fonte normativa no substancial”.

“Afirmar a heterossexualidade como requisito para o matrimônio –insistem os bispos– não é discriminar, mas partir de uma nota objetiva que é seu pressuposto. O contrário seria desconhecer sua essência, quer dizer, aquilo que é.”

E recordam, citando o Catecismo da Igreja Católica, que “o matrimônio não e uma instituição puramente humana, apesar das numerosas variações que têm sofrido ao longo dos séculos nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Estas diversidades não devem fazer esquecer seus traços comuns e permanentes”.

“O matrimônio se funda na união complementar do varão e da mulher –afirmam– , cujas naturezas se enriquecem com a contribuição dessa diversidade radical. A realidade nos mostra que toda consideração física, psicológica e afetiva dos sexos é expressão dessa diversidade, que, ademais, não se explica em um sentido antagônico, mas de complemento mútuo”.

E recordam que a nova realidade formada pelo varão e a mulher, a família, “‘desde os inícios da humanidade foi protegida pelas sociedades civilizadas, com a instituição do matrimônio”.

Confirma essa realidade, indicam os bispos, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que exige “reconhecer o direito do homem e da mulher a contrair matrimônio e a formar uma família”.

Os bispos recordam que é “responsabilidade de todos proteger este bem da humanidade”.

* Estado de Nova York rejeita casamento gay

quarta-feira, dezembro 2nd, 2009

Senadores do Estado de Nova York rejeitaram nesta quarta-feira (2) um projeto de lei que estenderia aos homossexuais os mesmos direitos de matrimônio atualmente reservados pela lei aos heterossexuais.

Sem um único voto republicano, os democratas não conseguiram votos suficientes e o projeto foi derrubado por 24 contra 38.

Logo após a votação, defensores de direitos iguais para os gays começaram a protestar. Muitos deles afirmaram que a derrota não foi uma surpresa, mas não esperavam uma margem de diferença tão expressiva.

“É muito decepcionante”, afirmou à agência AP Richard Socarides, 55, advogado e antigo assessor do ex-presidente Bill Clinton em temas de igualdade de gênero. “Eu me surpreendi que a votação não passou nem perto [de ser aprovada]. Teremos que ver seriamente o que deu errado”.

Antes da votação, o senador Eric Adams desafiou os parlamentares a colocar de lado suas crenças religiosas ao analisar o tema. “Quando eu entro por essa porta, minha bíblia fica lá fora”, disse.

“Você deveria levar sua bíblia com você o tempo todo”, respondeu o conservador Ruben Diaz, o único entre os 38 senadores contrários à lei a discursar antes da votação.

Outros 18 senadores tomaram a palavra para realizar discursos apaixonados a favor da igualdade das leis – uma posição que não repercutiu na votação.

Nos Estados Unidos, cada unidade federativa tem autonomia para decidir sobre o tema. O casamento entre homossexuais é atualmente permitido nos Estados de Connecticut, Iowa, Massachussets e Vermont, e a partir de 1º de janeiro também será em New Hampshire.

Fonte: UOL

* Homem e mulher: Diferentes e complementares.

segunda-feira, novembro 23rd, 2009


No princípio criou Deus o ser humano, “Homem e Mulher os criou” (Cf. Gn 1, 27). Criou-os na unidade e na diferença: “esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2, 23), sendo precisamente a mulher diferente do homem, mas criada por Deus para ser a sua companheira na vida. Isto significa que a unidade fundamental entre o homem e a mulher inclui em si mesma a diferença. Sendo esta irredutível e insuperável, a diferença existe como princípio de qualquer relação, tornando assim possível a comunhão que, por sua vez, é fruto da liberdade: o homem deixa os seus pais e a sua casa “para se unir à sua mulher, sendo os dois uma só carne” (Gn 2, 24).A Revelação cristã interroga, assim, - e rejeita – uma concepção (platónica) da natureza humana que interpreta a diferença e a complementaridade como estando ambas destinadas a desaparecer, a perder-se na unidade de um amor que, pela fusão do homem e da mulher, faria surgir um ser humano completo. Ao mesmo tempo, rejeita [a revelação cristã] aquela atitude contemporânea que procura deixar para trás toda a diferença real, toda a interdependência e complementaridade entre ambos, situando na vontade soberana de cada indivíduo, o princípio de toda a unidade pessoal e livre, negando inclusivamente o significado fundamental da vinculação homem-mulher.

A reciprocidade homem-mulher, inscrita pelo próprio Deus na Criação, manifesta, assim, desde o início, a natureza esponsal do ser humano. Evidencia, ao mesmo tempo, a insuficiência do indivíduo, considerado isoladamente; demonstra que o ser humano, muito pelo contrário, só tende à perfeição se andar pelo caminho da amizade e do amor; faz-nos também ver, portanto, a falsidade – de raiz – de certas teorias modernas baseadas numa suposta auto-suficiência do indivíduo, que seria soberano e livre de todo e qualquer vínculo ou compromisso.

Tudo no outro põe em evidência a total impossibilidade de ser reduzido à vontade de um, de perder-se numa unidade que, de qualquer maneira, visasse superar, à força, toda a diferença legítima entre ambos: a liberdade do ser espiritual; mas igualmente a sua realidade corporal.

Se a liberdade fala iniludivelmente da profundidade insondável do coração do outro, o rosto, o corpo, na sua alteridade evidente, na sua fragilidade, na sua beleza, fala também sempre de algo mais; de um destino que interpela o olhar do outro, pedindo-lhe e oferecendo-lhe, com modéstia, respeito e companhia.

A diferença insuperável entre homem e mulher transforma-os, a ambos, reciprocamente, no sinal maior da vivência um para o outro, vivência esta que se consubstancia, precisamente, na diferença, vista já não como ameaça mas como dom, gratuidade e promessa de vida.

E isto é assim porque Deus inscreveu na natureza de cada um o Seu próprio chamamento; chama-os, a ambos, a uma sublime vocação: na origem do amor, está sempre uma interpelação do outro, não uma simples manifestação da vontade possessiva de um.

Esta interpelação faz surgir – introduz – uma relação de amor na liberdade que há-de permanecer sempre. Um ser interpelado; um desejo do bem do amado; precisamente em tudo o que o outro é, e não segundo as medidas da própria vontade.

Deste modo, cada um, mesmo com as diferenças entre ambos, converte-se, para o outro, em ajuda para procurar em tudo discernir a vontade de Deus. Porque é a vontade de Deus o horizonte verdadeiro do amor puro.

Esta reciprocidade, por outro lado, chama-os a uma relação indestrutível, segundo as qualidades e atributos próprios de ambos – homem e mulher -, pela qual cada um recebe do outro a realização de uma fecundidade, impossível ao indivíduo considerado isoladamente.

A entrega mútua, no amor verdadeiro, que é possível através desta reciprocidade, permite a ambos uma expressão nova e pessoal do próprio ser, uma realização de si mesmo neste amor “obediente” ao verdadeiro bem do outro, na experiência profunda da comunhão.

E todavia, a fecundidade que ambos tornam mutuamente possível, a presença dos filhos, vai muito mais além da obra realizada e dos meios postos no amor mútuo, transformando-se novamente em sinal claro e inequívoco do mistério de amor, da acção directa de Deus, o Pai, amigo e origem da vida.

Poderia dizer-se então, com propriedade, que a experiência da paternidade – e da maternidade -, que um torna possível ao outro e Deus aos dois, leva à sua plenitude o que foi inscrito na reciprocidade própria da natureza humana que, respeitada na sua verdade, conduz o homem ao mistério do Outro [Deus], que é o mistério do Amor e da comunhão entre as três Pessoas divinas da Santa Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mistério este, revelado historicamente no amor esponsal de Jesus Cristo e da Sua Igreja (cf. Ef 5, 31-32).

Alfonso Carrasco Rouco

* Mudança na lei da “Homofobia” que previa prisão a quem falasse contra a homossexualidade.

sexta-feira, novembro 6th, 2009

A relatora da proposta que torna crime a discriminação contra homossexuais, senadora Fátima Cleide (PT-RO), apresentou esta semana na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) uma versão em que ameniza o teor do chamado PL da Homofobia.

Na tentativa de demover a resistência de parlamentares ligados aos segmentos religiosos, Fátima enxugou substancialmente o texto anterior e excluiu qualquer menção direta a homossexuais, bissexuais, lésbicas ou transgêneros, termos substituídos pela expressão “orientação sexual”.

Os 12 artigos previstos no texto original foram reduzidos a quatro. O artigo oitavo, que previa a livre manifestação da afetividade ao universo LGBT (sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) foi simplificado com a retirada do detalhamento da escolha sexual. Além de encurtar a proposta, o novo texto também veda a discriminação de idosos e deficientes físicos, práticas já passíveis de punições em outras leis.

As alterações feitas pela relatora dividem entidades do campo LGBT, mas foram recebidas com simpatia pelo principal opositor ao projeto no Senado, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Ele sinaliza a possibilidade de um acordo, mas pede mais tempo para discutir o assunto. A relatora, entretanto, defende que o texto seja votado pela comissão ainda este ano.

O novo texto tira o caráter específico do projeto, que havia sido concebido exatamente para defender os direitos do público LGBT, que não conta com uma lei exclusiva para assegurar sua liberdade. A nova versão também reduz as punições previstas. Os acusados de discriminação ou preconceito estarão sujeitos a reclusão de um a três anos em caso de impedir acesso a bares restaurantes ou locais semelhantes e abertos. O projeto original, o PL 122/06, previa reclusão de um a cinco anos.

O substitutivo apresentado amplia as leis que já proíbem a discriminação – mas que hoje se restringem a raça, cor, etnia, religião e procedência nacional. Ele passa a tipificar também como crime o preconceito por “gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.

“Congresso homofóbico”

Fátima Cleide ( foto)admite ter cedido às manifestações dos parlamentares contrários para fazer as mudanças no novo texto, mas diz que não havia outra saída. Segundo ela, as alterações demonstram sua boa vontade para retomar o assunto.

“Não é possível que essa proposta continue parada com o novo texto. Se isso ocorrer, a sociedade pode falar com tranquilidade que o Congresso é homofóbico”, diz a senadora. “O projeto foi encurtado, mas não perde em nada na aplicabilidade e garantia dos direitos de quem sofre preconceito”, defende a petista.

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado deverá realizar uma última audiência pública, a pedido de Marcelo Crivella, antes de apreciar o novo texto da relatora. “Estamos articulando o debate com as entidades religiosas. As mudanças poderão ajudar. Mas ainda é preciso construir um consenso”, argumenta o senador. Devem participar do encontro, que ainda não tem data marcada, representantes de segmentos religiosos, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Resistência religiosa

Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho do fundador da entidade, Edir Macedo, Crivella é taxativo ao dizer que os debates sobre o novo texto na comissão ainda devem se prolongar.

“Estamos empenhados em coibir a discriminação contra o homem. Agora, não vamos deixar de manifestar a posição da igreja. Da forma como o texto inicial foi apresentado, não dava para votar”, avalia. “O projeto só passou na Câmara porque era uma sessão de quinta-feira com plenário esvaziado”, completa.

O principal argumento apresentado pelos segmentos religiosos é que o projeto vai contra as liberdades individuais. Crivella alega que a proposta fere o direito de liberdade de culto, expressão, fé e opinião, uma vez que o assunto é tema recorrente em cultos religiosos. Com a aprovação da lei, pastores e padres ficam impedidos de fazer qualquer observação discriminatória contra o público LGBT, por exemplo.

De acordo com a relatora na CAS, o texto ainda tem um longo caminho de tramitação no Congresso até virar lei. Caso seja aprovado pelo colegiado, será enviado para a Comissão de Direitos Humanos antes de seguir para o plenário. Como tende a ser modificado pelos senadores, o projeto deve retornar à Câmara, onde foi aprovado em 2006. A proposta original é de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP).

Fonte: Último minuto

***

A Igreja não é, e nunca será, a favor do preconceito contra pessoas que tem essa “opção” sexual,porém como a lei estava sendo formulada desrespeitando outros direitos, como a livre expressão e a pregação da palavra de Deus.

Em hipótese nenhuma a perseguição, o assassinato e outras manifestações intransigentes de “combate” a homossexualidade são aceitáveis,mesmo na defesa da verdade, que seria assim mortalmente atingida pelos meios intoleráveis que comprometeriam o seu licito fim de afirmação da verdade de Deus sobre o homem.

Afirma-se,com muita segurança, a heterossexualidade como sendo o designio original de Deus,confirmado de forma inquestionável pela lei natural;àqueles que não se sentem felizes com essa “opção” a Igreja apresenta a boa nova de Jesus Cristo capaz de oferecer um novo sentido para suas vidas.

O suposto preconceito propalado pela midia por parte da Igreja em relação a esse tema,na verdade é apenas o conceito que – em comunhão com outras expressões religiosas e com inúmeros setores da sociedade- é acreditado e defendido pela fé cristã,sem significar o desrespeito a outras opiniões sobre o assunto nem o direito que as pessoas tem de conduzir suas vidas segundo seus valores,sejam eles quais forem.

Apenas pensamos diferente,defendemos nossa opinião e anunciamos a todos a esperança de uma vida nova diante da inevitabilidade como o tema,pleno de ideologia e,sim, de preconceito contra os que não querem essa vivência para suas vidas, é apresentado.

***

- À proposito do tema, veja essa notícia vinda da Argentina:

Advogados católicos se pronunciam contrários à lei que legalizaria “matrimônio” homossexual

A Corporação de Advogados Católicos (Argentina), denunciou os projetos de lei que pretendem legalizar o” matrimônio “homossexual no país e explicou que “o requisito que exige nossa lei civil de acordo ao qual o matrimônio deve ser celebrado entre um homem e uma mulher, não pode ser modificado por legislador algum”.

No comunicado que responde aos dois projetos de lei que se debate na Câmara de Deputados, os advogados recordam que “o matrimônio é uma instituição da ordem natural, que existe gravada na mente e no coração dos homens; ou seja, que é própria da natureza humana, apoiada na natureza sexuada do homem, que está orientada à fecundação e a diferenciação sexual a complementaridade, encontrando a mesma orientada ao serviço da intercomunicação inter-pessoal, e dessa maneira, à perfeição dos integrantes do casal”.

“A mesma natureza impele a que se estabeleça certa sociedade entre o homem e a mulher, e nisso consiste o matrimônio, existindo uma abismal diferencia com a união de duas pessoas do mesmo sexo, na qual fica excluída a geração em forma natural”, adicionam.

Do mesmo modo, afirmam que “resulta sem dúvida errôneo qualificar de injusta discriminação o fato de não admitir a celebração do matrimônio entre duas pessoas de igual sexo, pois em tal caso a discriminação tem fundamento e se justifica, dada a essencial disparidade existente entre esse suposto e o do casal heterossexual”.

“Por outra parte –indicam– neste caso tampouco se violou a garantia de igualdade ante a lei, que implica gozar de iguais direitos nas mesmas circunstâncias, já que não se pode afirmar que sejam iguais as circunstâncias dos casais heterossexuais unidos em matrimônio, um de cujos fins naturais é a procriação, e quem, por ser do mesmo sexo, não podem procriar”.

“Outorgar a estas últimas o direito a contrair matrimônio constituiria em boa parte um contra-sentido básico, além de uma perda do perfil da instituição matrimonial, que não interessa à sociedade promover”, concluem.

Fonte : ACI

* Feminina ou Feminista?

sábado, julho 11th, 2009

Muito interessante a noticia dada abaixo falando da realidade Norte Americana das mulheres e das “conquistas” do feminismo.Se vê pela vida o preço que se paga quando se quer passar por cima da natureza e do conceito natural da familia e da mulher.

Claro que não se quer afirmar aqui que tudo que o feminismo  não radical prega seja errado(existem ,na verdade,” feminismos”,alguns com matizes marxistas terríveis..) mas chama a atenção aquela “agenda” de exigências  anti naturais,de gênero e de rivalidade entre os sexos,que fazem  mal a própria mulher  e a sociedade como um todo.

***

As “conquistas feministas” de há 30 anos hoje são uma realidade na vida americana. Mas, as americanas são mais infelizes do que antes desse “presente de grego”.

O problema foi abordado no livro The Paradox of Declining Female Happiness, dos economistas Betsey Stevenson e Justin Wolfers, noticiou “The New York Times” (clique no link ao lado,em Inglês)

O declínio da família tradicional é um dos maiores fatores de depressão e insatisfação entre as mulheres, dizem os autores. Todas as classes e raças de americanas são atingidas pelo mal.

O livro não descarta que a mulher posta numa sociedade igualitária agressiva sofra especiais danos.

A falta de proporcionado respeito pela maternidade é outro fator de desdita. Segundo o figurino igualitário, observou o colunista Ross Douthat, as mulheres “liberadas” da “era patriarcal” vivem num mundo mais “atencioso, gentil e concessivo”. Mas, para elas, é um mundo mais desventurado.

O igualitarismo prometeu uma miragem e trouxe a infelicidade. A família segundo a Igreja não deixa de lembrar a Cruz, mas faz do lar um refúgio de doçuras e consolos inefáveis.

***

Não se pode negar que culturalmente a mulher foi e ainda é muito discriminada, reconhecer isso não significa  apoiar a agenda feminista que nega diferenças naturais entre homem e mulher e tenta afirmar a mulher usando as mesmas armas que combatia no machismo.

Claro que a Igreja não apoia nem o feminismo nem muito menos o machismo já que ambos representam uma visão deformada de afirmação sexista,negando a complementação desejada por Deus expressa na sexualidade masculina e feminina.

Veja o que nos diz a Igreja sobre isso:

” Nestes últimos anos têm-se delineado novas tendências na abordagem do tema da mulher.

Uma primeira tendência sublinha fortemente a condição de subordinação da mulher, procurando criar uma atitude de contestação. A mulher, para ser ela mesma, apresenta-se como antagônica do homem. Aos abusos de poder, responde com uma estratégia de busca do poder. Um tal processo leva a uma rivalidade entre os sexos, onde a identidade e o papel de um são assumidos em prejuízo do outro, com a consequência de introduzir na antropologia uma perniciosa confusão, que tem o seu revés mais imediato e nefasto na estrutura da família.

Uma segunda tendência emerge no sulco da primeira. Para evitar qualquer supremacia de um ou de outro sexo, tende-se a eliminar as suas diferenças, considerando-as simples efeitos de um condicionamento histórico-cultural. Neste nivelamento, a diferença corpórea, chamada sexo, é minimizada, ao passo que a dimensão estritamente cultural, chamada género, é sublinhada ao máximo e considerada primária. O obscurecimento da diferença ou dualidade dos sexos é grávido de enormes consequências a diversos níveis.

Uma tal antropologia, que entendia favorecer perspectivas igualitárias para a mulher, libertando-a de todo o determinismo biológico, acabou de facto por inspirar ideologias que promovem, por exemplo, o questionamento da família, por sua índole natural bi-parental, ou seja, composta de pai e de mãe, a equiparação da homossexualidade à heterossexualidade, um novo modelo de sexualidade polimórfica.

A raiz imediata da sobredita tendência coloca-se no contexto da questão da mulher, mas a sua motivação mais profunda deve procurar-se na tentativa da pessoa humana de libertar-se dos próprios condicionamentos biológicos.

De acordo com tal perspectiva antropológica, a natureza humana não teria em si mesma características que se imporiam de forma absoluta: cada pessoa poderia e deveria modelar-se a seu gosto, uma vez que estaria livre de toda a predeterminação ligada à sua constituição essencial.

Muitas são as consequências de uma tal perspectiva. Antes de mais, consolida-se a ideia de que a libertação da mulher comporta uma crítica à Sagrada Escritura, que transmitiria uma concepção patriarcal de Deus, alimentada por uma cultura essencialmente machista. Em segundo lugar, semelhante tendência consideraria sem importância e sem influência o fato de o Filho de Deus ter assumido a natureza humana na sua forma masculina.

Perante tais correntes de pensamento, a Igreja, iluminada pela fé em Jesus Cristo, fala ao invés de colaboração activa, precisamente no reconhecimento da própria diferença entre homem e mulher.”

Fonte:” Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do homem e da mulher na Igreja e no Mundo”

Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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