Artigo da ‘homossexualidade’ Categoria

* Belo Horizonte ganha igreja evangélica com pastores e frequentadores homossexuais.

sexta-feira, março 12th, 2010

A cidade de Belo Horizonte recebeu no último dia 06 o culto de estréia da Igreja Cristã Contemporânea, uma iniciativa do casal de pastores cariocas Marcos Gladstones (34) e Fábio Inácio (29).

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A cerimônia de união dos pastores Marcos Gladstone e Fabio Inácio  no final de 2009Cerimônia de união dos pastores Marcos Gladstone e Fabio Inácio no final de 2009

Com o objetivo de oferecer a oportunidade de homossexuais conhecerem os ensinamentos bíblicos sem sofrerem discriminação, o casal de pastores tomou a decisão de abrir o espaço na cidade e pelo menos 30 pessoas marcaram presença no primeiro dia.

Os cultos são realizados provisoriamente no salão do hotel Amazonas e essa é a terceira unidade da Igreja Cristã Contemporânea que já conta com 500 membros nas demais unidades, ambas localizadas no Rio de Janeiro.

Em entrevista para o portal O Tempo, Marcos revela que a igreja é a realização de um sonho.

“Durante anos convivemos com os preconceitos contra os homossexuais. Enfrentamos conflitos pessoais, mas hoje sabemos que Deus nos aceita como somos.”

PASTORES  “CASADOS”

Marcos e Fábio já foram notícia no final de 2009 quando realizaram um cerimônia religiosa simbólica para oficializar a união de três anos. Eles escolheram o dia 20 de Novembro em comemoração ao Dia de Zumbi, por ser uma data representativa na luta contra o preconceito.

Fonte: Portal ” O Tempo”

* Argentina: Juiz anula união civil entre pessoas do mesmo sexo.

quinta-feira, março 11th, 2010

O juiz argentino Félix Igarzábal decretou hoje a anulação e inexistência da união civil entre dois homens realizada na última quarta-feira, 3, na capital argentina, Buenos Aires. O magistrado acatou a representação do advogado Ernesto Ricardo Lamiedra que pediu a nulidade do casamento entre Damián Bernath, de 39 anos, e Jorge Salazar Capón, de 43, por considerá-lo uma violação do Código Civil.

Segundo a Agência Informativa Católica Argentina (Aica), o juiz declarou a inexistência do matrimônio por causa da “ausência de elementos estruturais da instituição”, que seria a heterogeneidade dos sexos. Diante da inexistência desses elementos, o magistrado decretou então a nulidade absoluta do casamento.

O magistrado ordenou também ao casal que devolvesse ao cartório, em um prazo de 72 horas, o livro, a certidão e a documentação da união civil, sob pena de multa de mil pesos por cada dia de atraso. A decisão do juiz Feliz Igarzábal foi tomada em primeira instância, o que significa que ainda há possibilidade de o casal recorrer do pedido de anulação.

* Reino Unido autoriza união civil entre gays na Igreja.

sexta-feira, março 5th, 2010

A Câmara dos Lordes aprovou quarta-feira uma emenda ao projeto de lei que suspende a proibição da realização de cerimónias de união civil entre homossexuais em igrejas. A vitória foi comemorada por ativistas dos direitos dos homossexuais.

A lei anteriormente discutida não obrigava as igrejas a celebrar tais uniões. A nova emenda não conta com o apoio expresso do Governo e carece da aprovação pela Câmara, onde não se prevê que o texto sofra alterações significativas.

A aprovação foi já comemorada por ativistas dos direitos dos homossexuais. Waheed Alli, autor da emenda, afirmou que «existem muitos casais de gays e lésbicas que querem celebrar as suas uniões civis com as congregações que eles participam e são devotos».

Segundo o parlamentar trata-se de uma questão de «liberdade religiosa», sendo que a mesma requer que deixemos os outros fazerem coisas que nós não faríamos.

«Essa liberdade não pode começar ou terminar com o desejo de apenas uma religião», afirmou.

Vários membros da Câmara dos Lordes manifestaram-se contra a emenda e decidiram não votar a proposta.

O bispo de Bradford, David James, referiu que a medida tem «consequências despropositadas».

As uniões civis entre pessoas do mesmo sexo foram aprovadas no Reino Unidoem 2004 e entraram em vigor no ano seguinte.

Fonte: Sol.sapo.pt

* Jesus ‘era gay superinteligente’, diz Elton John em entrevista.

sexta-feira, fevereiro 19th, 2010

O cantor e compositor britânico Elton John afirmou em uma entrevista publicada nesta sexta-feira que Jesus era um “homem gay superinteligente”.

Na entrevista, publicada na revista americana Parade, Elton John também afirmou que Jesus era “piedoso”, magnânimo e “compreendia os problemas humanos”.

“Na cruz, ele perdoou as pessoas que o crucificaram. Jesus queria que fôssemos amorosos e magnânimos”, afirmou o cantor.

“Não sei o que faz com que as pessoas sejam tão cruéis. Tente ser uma mulher gay no Oriente Médio – é como se você morresse”, acrescentou.

Críticas

Em resposta às afirmações publicadas na entrevista, um porta-voz da Igreja Anglicana afirmou que algumas declarações feitas pelo artista deveriam “ficar restritas aos acadêmicos”.

“As reflexões de Elton John, de que Jesus nos convoca a amar e perdoar, são compartilhadas por todos os cristãos”, disse. “Mas as reflexões a respeito de aspectos de Jesus como personagem histórico talvez devam ficar restritas aos acadêmicos”, finalizou.

Na entrevista, Elton John também falou que não gosta mais de ser uma celebridade, pois a “fama atrai loucos”.

“Princesa Diana, Gianni Versace, John Lennon, Michael Jackson, todos mortos. Dois deles, mortos a tiros em frente de suas casas.

Nada disso teria acontecido se eles não fossem famosos. Nunca tive um guarda-costas, nunca, até a morte de Gianni (Versace)”, disse.

BBC Brasil

***

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Imagem de Jesus fumando e com cerveja causa indignação na Índia

O porta-voz da Arquidiocese de Mumbai, Anthony Charanghat, protestou hoje pela inclusão de uma imagem de Jesus Cristo fumando e segurando uma lata de cerveja em um livro-texto usado nas salas de aula do primário no nordeste da Índia.

“Deveriam proibir o livro, porque fere os sentimentos dos católicos e representa uma falta de respeito”, disse à Agência Efe por telefone Charanghat.

A fonte disse não ter visto o desenho em questão, mas assegurou estar sabendo da polêmica.

O porta-voz da Conferência Episcopal da Índia (CBCI), o irmão Babu Joseph, pediu nesta semana ao Governo que tome medidas contra a editora que publicou o livro, Skyline Publication.

Joseph informou que a CBCI ordenou aos colégios católicos da Conferência Episcopal da Índia que proíbam os livros desta editora nas salas de aula.

“Jesus Cristo, como uma divindade, é central na fé e na vida cristã. É errada a tentativa de macular a imagem de Jesus Cristo é um ato censurável e inclusive condenável”, disse em declarações à agência de notícias “Ians”.

Segundo o porta-voz, Jesus Cristo aparece “caricaturizado” em um livro-texto para os alunos do primário do estado indiano de Meghalaya, onde a fé cristã é majoritária, ao aparecer “com um cigarro em uma mão e uma lata de cerveja na outra”.

Curiosamente, em 2007 um jornal tâmil – grupo étnico de fé hindu – gerou uma polêmica religiosa na Malásia ao publicar um desenho de Jesus Cristo na mesma posição.

EFE

* Peça com Jesus transexual provoca protestos na Escócia.

quinta-feira, fevereiro 18th, 2010
Jesus, Queen of Heaven

Cerca de 300 manifestantes realizaram um protesto portanto velas do lado de fora de um teatro em Glasgow, na Escócia, no dia da estreia de uma peça que retrata Jesus como um transexual.

O protesto foi realizado na terça-feira à noite em frente ao Tron Theatre, onde a peça Jesus Queen of Heaven (Jesus, a Rainha do Paraíso, em tradução livre) está em cartaz, como parte do festival de artes Glasgay! Que celebra a cultura gay, bissexual e transexual da Escócia.

Os organizadores do festival afirmaram que não têm a intenção de incitar reações ou ofender ninguém.

A peça Jesus, Queen of Heaven, foi escrita e é encenada pelo autor transexual Jo Clifford.

Os manifestantes cantaram hinos religiosos e levantaram cartazes. Um deles dizia: “Jesus, Rei dos Reis, Não Rainha do Paraíso”.

Outro dizia: “Deus: Meu Filho Não É Um Pervertido”.

Os organizadores do festival classificaram os cartazes de “provocativos” e disseram que eles podem ser vistos como incitação à homofobia.

O produtor do Glasgay! Steven Thomson disse que “Jesus, Queen of Heaven é um trabalho de ficção literária explorando a viagem pessoal de fé do artista como um transgênero”.

“O Glasgay! Apoia o direito de liberdade de expressão das artes e oferece ao público uma visão diversa da vida GLBT (gays, lésbicas, transexuais e bissexuais).”

“Este trabalho não tem a intenção de incitar ou ofender ninguém de nenhuma crença, mas respeitamos o direito dos outros de discordar desta opinião.”

“Nós vamos dar as boas vindas a membros do público genuinamente interessados que queiram entender a intenção artística por trás deste trabalho”, acrescentou.

O Glasgay! É descrito como “a comemoração anual da cultura gay da escócia” e é financiado pelo Conselho das Artes da Escócia, Event Scotland, pelo Bureau de Marketing da cidade de Glasgow e pelo Conselho da Cidade de Glasgow.

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Inaceitável!

Essa de que ” não tem a intenção de incitar ou ofender ninguém de nenhuma crença” é velha e supõe que sejamos ingênuos…

Vive-se como se quer, mas não se pode agredir nem desrespeitar desta forma Jesus e a todos nós que o amamos.

Lamentável  e inaceitável.

* Pseudo-casamento gay pode “comprometer a civilização”, afirma Professor de direito Constitucional.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

O professor de Direito Constitucional em Portugal, Jónatas Machado defendeu  que a aprovação do casamento entre homossexuais pode «comprometer toda a civilização».

«A alteração de um pilar fundamental da civilização pode comprometer toda a civilização. Não acontece de imediato, claro. Se se legalizar o casamento homossexual ninguém morre, assim como ninguém morre quando começa a fumar ou quando começa a beber. Mas há certas coisas que podem fazer mal aos indivíduos e às sociedades», disse.
Jónatas Machado, da Plataforma Cidadania e Casamento, foi ouvido esta quarta-feira no Parlamento na comissão de Assuntos Constitucionais, e afirmou ainda que «quando se altera o núcleo da família, é óbvio que tem consequências como o decaimento da sociedade».

O académico afirmou ainda que a legalização do casamento é «uma minoria a impor a sua vontade a uma maioria». «Mas porquê esta minoria?», questionou. «Há mais de vinte orientações sexuais, entre as quais a bissexualidade, a zoofilia. Porque é que só a homossexualidade é que é digna de redefinir o casamento», perguntou ainda.

Jónatas Machado considera ainda que legalizar o casamento homossexual significa retirar desta «instituição multimilenar» a importância do género. «Se o género não importa daqui a pouco vamos também dizer que o número também não importa», afirmou ainda.

O jurista disse ainda que a lei «vai semear o caos no ordenamento jurídico e gerar grandes conflitos sociais». «Noutros países tem havido litígios porque, por exemplo, pessoas que têm restaurantes não quererem servir banquetes para casamentos homossexuais», disse.

A Plataforma Cidadania e Casamento em Portugal apresentou uma petição a pedir que fosse realizado um referendo sobre o casamento homossexual, mas acabou por ser chumbado na comissão por os deputados considerarem que já não tem «cabimento», visto a Assembleia da República já ter votado a questão do referendo, apresentado inclusive pela mesma plataforma.

* “CBS”- tv americana – se nega a transmitir anúncio de site gay durante Superbowl.

terça-feira, fevereiro 16th, 2010

Logo da Tv CBS

Logo da Tv CBS

A rede de televisão americana “CBS” se negou a transmitir um anúncio de um site de encontros gay durante a transmissão do próximo Superbowl, a grande final da liga de futebol americano, que acontecerá no próximo dia 7.

O anúncio mostra dois homens vendo o jogo e que se beijam depois de tentar pegar, ao mesmo tempo, batatas dentro de uma tigela (”bowl”, em inglês), informou hoje o jornal “The New York Post” em sua edição digital.

O porta-voz do site Mancrunch.com, Dominic Friesen, disse ao jornal que a “CBS” disse não ter mais espaço publicitário, mas ainda haveria “uma grande faixa para anunciantes disponível”.

Segundo Friesen, a “CBS” explicou que muitas empresas que tradicionalmente anunciavam durante o Superbowl “não o farão neste ano”, diz o diário.

De acordo com o “Post”, Friesen demonstrou surpresa com a resposta da “CBS” e considerou que a reação era “uma clara forma de discriminação”.

A polêmica pela rejeição ao anúncio do Mancrunch.com não é a única enfrentada pela emissora, que aceitou exibir um filme publicitário do grupo Focus on the Family, uma organização contra o aborto.

De acordo com o “Post”, o Mancrunch.com considerou “vergonhoso” que a “CBS” tenha aceitado uma mensagem publicitária que apoia um tema “controvertido” como o do aborto, mas que censure o de um serviço de encontros consentidos entre adultos.

A emissora também rejeitou um comercial da empresa GoDaddy.com, um site que vende domínios na internet. Intitulado “Lola”, o anúncio mostrava um jogador de futebol americano que vira um estilista e fica milionário com seu negócio on-line.

“Não achamos que ‘Lola’ seja ofensivo e não esperávamos isto”, afirmou o executivo-chefe da companhia, Bob Parsons.

* Secretária de Educação de Brasilia assina portaria que garante uso de nome social. Leia e entenda.

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

Portaria assinada nesta terça-feira (9/2) e que deve ser publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (10/2), pela secretária de Educação, Eunice Santos, garante a travestis e transexuais o uso do nome social nas escolas públicas do Distrito Federal.

Segundo a secretária, esta é uma forma de transmitir aos estudantes, em processo de formação, o senso de aceitação e respeito à diversidade. “A Secretaria de Educação tem o dever de colaborar para combater o preconceito e a discriminação nas escolas”, garante Eunice.

Um estudo entitulado Revelando tramas, descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas, realizado pela Rede de Informação Tecnologia Latino Americana (Ritla), mostrou que a discriminação está presente entre os jovens, na rede pública de ensino do DF. Do total, 16,3% dos alunos com mais de 18 anos, não gostariam de ter homosexuais como colegas de classe. Entre estudantes que têm entre 17 e 18 anos, o índice sobe para 20,5%. Entre os mais novos, com menos de 11 anos, o índice fica em 48,7%. A pesquisa foi realizada com 9.937 estudantes, que foram ouvidos no ano de 2008 em 84 escolas das 14 Diretorias Regionais de Ensino.

“Permitir que travestis e transexuais possam ser chamados pelos nomes que efetivamente escolheram é uma demonstração concreta de respeito à individualidade de cada um e também é uma maneira de enfrentar esta violência”, avalia o professor Edilson Rodrigues, gerente de Educação de Jovens e Adultos da SEDF, um dos principais defensores da medida que prevê a inclusão do nome social no Diário de Classe.

De acordo com a portaria, o nome social do aluno deve acompanhar o nome civil em todos os reguistros internos da escola, como histórico escolar, declarações e certificados.

Quem tiver mais de 18 anos deve manifestar por escrito o desejo de ter o nome social incluido. Aos menores, a autorização dos pais ou responsáveis será necessária.

Fonte: Correio Brasiliense

* Igreja protesta diante de campanha que defende a “legitimação” de atos homossexuais em escolas chilenas.

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Respondendo a um chamado do Dom Cristián Caro, Arcebispo de Porto Montt (Chile), numerosas organizações de defesa da familia no país convocaram a uma campanha para deter a distribuição de material favorável aos atos homossexuais nas escolas de administração municipal.

Recentemente, o auto-denominado “Movimento de Integração e Liberação Homossexual” (MOVILH), que impulsiona uma das retóricas mais anti-católicas do Chile, iniciou uma campanha financiada por organizações homossexuais espanholas e o governo socialista holandês, para introduzir “manuais” encaminhados a apresentar as condutas homossexuais como normais nas escolas de administração municipal.

O manual, apresentado como um texto “anti-discriminação”, propõe os atos homossexuais como totalmente aceitáveis a menores de idade; e já foi aceito em alguns municípios do país, ultimamente em Porto Montt.

Entretanto, o Arcebispo Cristián Caro, assinalou recentemente que os manuais do MOVILH propõem “uma visão ideologizada da sexualidade, completamente afastada da concepção humanista e cristã, que se fundamenta na revelação divina, contida na Escritura e no ensinamento da Igreja”

O manual, portanto, “não deve ser distribuído no ensino de crianças e jovens”, porque “trará mais males neste aspecto, já tão deficitário da educação afetiva e sexual” explicou o Bispo.

Em resposta, diversas organizações solicitaram ao prefeito de Porto Montt, Rabindranath Sitiantes, assim como aos vereadores dessa comuna, reverter a “Regulamento contra a Discriminação”, que permitiu que os manuais do MOVILH, que inclui material moralmente inaceitável para menores, siga sendo distribuídos nos colégios municipais.

***

O tema é recorrente. Infelizmente a defesa dos valores humanos e cristãos precisa ser defendida com “unhas e dentes”.

Não é questão de impor a fé católica a todos, mas a defesa de valores humanos essenciais como o devido respeito à lei natural na vivência da sexualidade humana, que independe da fé.

No fundo é uma questão antropologica mais do que de fé, pois não se sabendo profundamente quem é o homem tudo é aceito como “normal” e relativo.

A perca do sentido de Deus imediatamente repercute na perca do sentido do homem, Que fica assim comprometido e vai “para um lado a outro”, de acordo com os tempos, modas, ideologias, lobbys politicos, conveniências e decisões politicas como essas no Chile.

* Palavras do Papa Bento XVI sobre Homossexualidade não foram compreendidas adequadamente.

terça-feira, fevereiro 9th, 2010
Esclarecimento do porta-voz vaticano
O discurso que Bento XVI pronunciou no dia 1º de fevereiro aos bispos da Inglaterra e Gales despertou muitas críticas em jornais e blogs, que acusam o Papa de ingerência, por falar de um projeto de lei britânico sobre igualdade dos homossexuais.

O porta-voz da Santa Sé considera que as palavras do pontífice não foram compreendidas adequadamente, pois “assegurar que a igualdade de oportunidades para todos é um objetivo nobre. No entanto, em certos casos, tenta-se alcançar isso com leis que impõem limites injustos à liberdade das comunidades religiosas para atuar segundo suas próprias convicções”.

“Se estas leis contradizem a lei natural, compromete-se o fundamento que garante a igualdade e, portanto, o direito de desfrutar da igualdade de oportunidades”, esclarece o padre Federico Lombardi, S.J., no último editorial de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano.

O Papa explicou aos bispos britânicos que o país deles “é bem conhecido por seu firme compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade. No entanto, o efeito de algumas das leis destinadas a alcançar esse objetivo tem imposto limitações injustas à liberdade das comunidades religiosas para atuar de acordo com suas crenças”.

Quando o pontífice pronunciou suas palavras, os parlamentares britânicos estavam analisando uma lei radical de igualdade que provocou críticas de vários setores.

Algumas instituições, não só católicas, denunciaram que esta lei, por exemplo, busca que as paróquias os escolas contratem professores de religião que promovam abertamente os comportamentos homossexuais.

As palavras do Papa, segundo o padre Lombardi, “tocam um ponto crítico dos debates sobre a igualdade dos direitos, sumamente atuais em muitos países do mundo; debates que envolvem aspectos fundamentais da visão de homem: o direito à vida, sexualidade, família…”

O sacerdote jesuíta considera que o magistério do Papa “não é uma intromissão da Igreja na dinâmica social e política, mas uma devida – e portanto valente – manifestação de suas posições a serviço do bem comum”.

O porta-voz vaticano cita o rabino chefe das Congregações Judaicas Unidas de Commonwealth, Lord Jonathan Sacks, que, alertando do uso ideológico do tema da igualdade dos direitos, denuncia que pode ser utilizado para atacar as religiões.

No The Times, o rabino escreveu que, “em vez de ver as palavras do Papa como uma intervenção inadequada, deveríamos utilizá-las como estímulo para empreender um debate honesto sobre onde há que situar a linha que separa nossa liberdade como indivíduos de nossa liberdade como membros de comunidades de fé. Uma não se pode alcançar sacrificando a outra”.

Por esse motivo, o padre Lombardi conclui: “não só os católicos veem o problema; é um problema para todos, que se deve enfrentar com honestidade, se quisermos construir juntos uma sociedade melhor”.

* Governo da Inglaterra recua diante da “lei de igualdade”, recentemente criticada pelo Papa.

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

O governo da Inglaterra deu marcha atrás em uma cláusula da chamada “lei de igualdade” que o Papa Bento XVI qualificou como uma “injusta” aplicação que atenta contra a liberdade religiosa, há alguns dias em seu discurso aos Bispos este país europeu, que poderia ter obrigado os católicos a admitirem homossexuais como professores de suas escolas, entre outras medidas.

O Papa  disse na segunda-feira passada que a Inglaterra é conhecida “pelo seu firme compromisso na igualdade e oportunidade de todos os membros da sociedade”, entretanto, “o efeito de alguma das leis cujo fim era alcançar este objetivo foi impor limitações injustas à liberdade das comunidades religiosas para atuar segundo suas crenças”.

Deste modo animava os bispos a “assegurarem, como pastores, que o ensinamento moral da Igreja se apresente sempre em sua integridade e se defenda com convicção. A fidelidade ao Evangelho não limita em modo algum a liberdade de outros; pelo contrário, serve a sua liberdade, oferecendo aos fiéis a verdade”.

O Partido Trabalhista, que atualmente está no poder, decidiu não prosseguir com a mencionada cláusula e fontes da Downing Street (a Casa de Governo) indicaram sua disposição a “continuar em cordiais relações. “Fica claro que estas partes da Lei de Igualdade não podem seguir adiante. A intervenção do Papa foi sentida”, indicaram ao Daily Telegraph.

A respeito, o Arcebispo de Canterbury e Presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, assinalou à BBC que o Santo Padre certamente “não se estava misturando na política partidária” mas sim estava assegurando-se de que se ouvisse “sua razoável voz” no debate público.

“Acredito que as palavras (do Papa) encontrarão um eco em muitos de nosso país que não consideram que talvez uma das conseqüências da recente legislação seja fazer que as crenças religiosas e a prática se limitem apenas à esfera do privado”.

ACI

* A Igreja Católica é Homofóbica?

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Quantcast

Lê-se no G1:

Papa critica projeto de lei britânico contra a discriminação de homossexuais.

Igreja homofóbica? Não é bem assim. A mídia, claro, conta a parte da história que lhe é favorável, distorce a notícia da maneira que lhe apraz. Gostaria, inclusive, de fazer uma analogia para mostrar o quanto é reducionista a notícia da maneira que foi publicada pelo jornalismo da Globo.

Há alguns dias notícia foi publicada na Internet falando dos projetos que andam tentando legalizar na Inglaterra de se ensinar obrigatoriamente educação homossexual. A medida é, sem sombra de dúvida, intolerante.

Veja: não estamos falando aqui duma tentativa sadia de pedir respeito aos homossexuais. Estamos falando de uma medida autoritária que visa impor – atesta esta outra notícia – valores homossexuais. Não é mais um combate à homofobia, é uma tentativa clara e objetiva de se ensinar o homossexualismo em nossas escolas, como se fosse perfeitamente natural e aceitável! Em suma, o combate aqui não é ao preconceito, como expôs o G1, mas à heteronormatividade, ou seja, à idéia de que as relações sexuais moralmente corretas são as que são praticadas entre homem e mulher. aos alunos de todas as escolas – inclusive as religiosas.

É autoritário? Sem dúvida. E são essas medidas que o Papa Bento XVI condena. Do jeito que o G1 publicou, ficou implícita a idéia de homofobia quando, na verdade, o Papa é contra a iniciativa de ensinar e propagar a homossexualidade deliberadamente, não contra os homossexuais.

A Igreja mesmo não é homofóbica. Qualquer um pode atestar essa informação lendo o Catecismo da Santa Sé, que diz:

“[Os homossexuais] devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar devido à sua condição” (n. 2358).

Então, imprensa, deixe de repetir aquilo que não é verdade! Deixe de insistir numa mentira. O que o Papa condenou, ao se dirigir à Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, foi a medida de se impor o homossexualismo como relacionamento sexual correto e moralmente aceitável que, em si, não combate a homofobia, mas os valores cristãos de educação. As palavras do Papa aos bispos do Reino Unido são, nesse sentido, importantes:

http://www.dolado.com.br/wp-content/uploads/2009/09/papa-bento.jpg

” Vosso país é conhecido pelo firme compromisso com a igualdade de oportunidades para todos os membros da sociedade. No entanto, como vós observastes com razão, o efeito de algumas das legislações destinadas a alcançar este objetivo tem sido impor limitações injustas à liberdade de comunidades religiosas para agir de acordo com suas crenças. Em alguns aspectos, isso realmente viola a lei natural, sobre a qual a igualdade de todos os seres humanos está alicerçada e pela qual é garantida. Exorto-vos, como Pastores, a garantir que o ensino moral da Igreja seja sempre apresentado em sua totalidade e defendido de modo convincente. A fidelidade ao Evangelho em nada restringe a liberdade dos outros – pelo contrário, ela serve à liberdade oferecendo-lhe a verdade. Continueis a insistir no vosso direito de participar no debate nacional, através de um diálogo respeitoso com os outros setores da sociedade. Ao fazer isso, vós não estais apenas mantendo uma longa tradição britânica de liberdade de expressão e intercâmbio honesto de opiniões, mas dando voz às convicções de muitas pessoas que não dispõem dos meios necessários para se expressar: quando muitos da população se declaram cristãos, como alguém poderia contestar o direito de o Evangelho ser ouvido?”

(Papa Bento XVI, Discurso à Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, § 2; 1º de fevereiro de 2010)

O Papa se manifesta aos bispos deixando bem claro que não concorda de modo algum com as medidas laicistas totalitárias queo governo civil anda tentando implantar no país, e que também não pode concordar com a invasão que o Estado inglês tenta fazer na Igreja, quebrando a idéia de laicidade (Estado, corpo totalmente independente da Igreja; e vice-versa).

Se o povo é tão desinformado quanto à Igreja e quanto aos valores por ela promovidos, certamente parte dessa culpa é da mídia, que distorce aquilo que é verdadeiro para poder divulgar suas idéias mesquinhas.

Rezemos pelo Santo Papa e por sua autoridade de apóstolo da mensagem do Evangelho.

Fonte: Ecclesia Una

* Ingleses se mobilizam na internet CONTRA visita do papa.

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010

Um abaixo-assinado na internet em protesto contra a visita neste ano do papa Bento XVI ao Reino Unido já conta com 4 mil assinaturas, segundo seus organizadores.

A campanha foi organizada pela Sociedade Secular Nacional (NSS) em protesto contra declarações feitas pelo papa nesta semana nas quais pedia aos bispos a combater com “zelo missionário” o projeto de lei de igualdade do Governo britânico.

Em sua carta aos 35 bispos católicos da Inglaterra e do País de Gales, Bento XVI criticou publicamente pela primeira vez as novas leis britânicas contra a discriminação por motivos sexuais ao destacar que elas “impõem restrições injustas à liberdade das comunidades religiosas de proceder de acordo com suas crenças”.

O presidente da NSS, Terry Sanderson, citado hoje por “The Times”, disse que custará aos contribuintes 24 milhões de euros a visita de um papa que “já indicou que vai atacar a igualdade de direitos e promoverá a discriminação” dos homossexuais.

Nesta semana, esse grupo lançará uma coalizão denominada “Protesto contra o papa”, integrada por grupos de homossexuais, vítimas da pedofilia de padres, organizações de planejamento familiar e grupos pró-aborto, que pretendem realizar manifestações durante a visita do pontífice.

O ativista de defesa dos direitos humanos e dos homossexuais Peter Tatchell, qualificou as palavras do papa de ataque aos direitos legais outorgados à comunidade gay.

“Sua desinformada acusação de que nossas leis de igualdade atentam contra a liberdade religiosa indica que apoia o direito das igrejas a discriminar segundo sua moral religiosa e exige que estejam acima das leis”, disse Tatchell.

Enquanto isso, a ministra da Igualdade e vice-presidente do Partido Trabalhista, Harriet Harman, desistiu, segundo “The Times”, de levar adiante um confronto direto com os líderes das duas igrejas, católica e anglicana, para não prejudicar a visita do papa.

Harman tinha protagonizado uma longa disputa com as igrejas e organizações religiosas, que querem se eximir das leis contra a discriminação no trabalho de pessoas por sua orientação sexual.

EFE

***

O Papa vai a Inglaterra com chefe de Estado e,como tal, tem todo o direito de expressar sua opinião em um assunto que diz respeito a todos e não só aos católicos.

Sua opinião, aqui criticada pelos ingleses, foi emitida para os Bispos da Igreja e foi ampliada pelos meios de comunicação, sempre de forma  estereotipada, como sempre.

Mas tem um lado positivo: Todos precisam saber o que a Igreja pensa. É uma voz que chama as consciências à reflexão e fundamenta mais a posição católica sobre o tema.

Concorda  quem quer. Quem não concorda, protesta ,respeitando os limites normais das sociedades democraticas. Por sinal, pelo número, se percebe que o desconforto com a visita é setorial e não expressa nem de longe o que pensa a maioria dos Ingleses de maioria Anglicana.

Força  Santidade ! oramos por sua visita e por sua voz profética !

Portugal: Católicos exigem referendo sobre “casamento” gay.”

sábado, janeiro 30th, 2010

Em Portugal, os defensores do referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo vão sair às ruas no dia 20 de fevereiro, numa manifestação em favor da família. A ação é promovida pela Plataforma Cidadania e Casamento, um grupo de cidadãos formado por numerosos católicos, que entregou no Parlamento uma petição com mais de 90 mil assinaturas, solicitando a realização de uma consulta popular. A Igreja apoia a iniciativa e lança um apelo a todos os católicos, para que compareçam maciçamente à manifestação.

“Acreditamos que esta ação possa mudar o rumo das coisas, porque se trata de pessoas concretas, de famílias inteiras e de jovens indignados que saem às ruas para mostrar que esta lei proposta pelo Governo é errada, foi feita às escondidas e nunca se falou sobre suas reais consequências” – explicou um membro da Plataforma Cidadania e Casamento, Sofia Guedes.

Os manifestantes descerão a Avenida da Liberdade, em Lisboa, e concluirão seu protesto com uma pequena festa na Praça dos Restauradores. A Plataforma Cidadania e Casamento acredita que milhares de pessoas vão aderir a esta ação pública, mesmo porque mais de 90 mil subscreveram a petição, exigindo a realização do referendo.

Sofia Guedes sublinha que a manifestação é promovida por “cidadãos comuns” e garante que a Plataforma Cidadania e Casamento “não tem preferências por credos, raças ou condições sociais ou etárias”. Todavia, a Igreja Católica aplaudiu a iniciativa.

“A Igreja alegra-se com qualquer iniciativa que defenda os valores da família e do casamento, e que ultrapassam as fronteiras da Igreja. Os católicos devem participar porque, assim, estarão defendendo esses princípios que são fundamentais para a Igreja” – disse o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão.

Questionado sobre se – tal como ocorreu na Espanha – os membros da hierarquia da Igreja também sairão à rua em protesto, Pe. Morujão disse que é “impossível prever uma situação dessas”. Mas sublinhou que, mesmo não sendo uma organização da hierarquia da Igreja, as pessoas têm liberdade para se mobilizar em nível local, por exemplo, nas paróquias, “sem terem de pedir autorização à hierarquia”. No entanto, Pe. Morujão acredita que os bispos venham a tomar uma posição na reunião do próximo dia 9.

A Igreja tem criticado a proposta do Governo, considerando que ela vai contra os valores da família. Embora alguns bispos se tenham mostrado favoráveis à realização do referendo, o Episcopado, no seu conjunto, nunca assumiu uma posição aberta nesse sentido.

Rádio Vaticano

* Relações Homossexuais,bi,Trans e Heterossexuais são equivalentes sob o ponto de vista da natureza e da moral?

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

A sexualidade humana é uma atividade, não uma identidade.

Por Jesús Colina

Duas resoluções serão submetidas a exame e votação no Parlamento Europeu esta semana, explica o especialista em Direito Europeu Grégor Puppinck nesta entrevista.

Uma destas resoluções está dirigida a promover os direitos dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), entre eles o casamento, a adoção e a inseminação artificial; a outra estimula uma política de redução demográfica que inclui o aborto como meio para isso.

Grégor Puppinck é o diretor do European Centre for Law and Justice*, uma ONG com sede em Estrasburgo, especializada em Direito Europeu.

Ele participou dos trabalhos do “Comitê de especialistas sobre a discriminação por motivo da orientação sexual e da identidade de gênero” (DH-LGBT), do Conselho da Europa.

- Nossa atenção se dirige a dois textos problemáticos que serão submetidos a exame e votação durante a próxima sessão da Assembleia Parlamentar nesta semana. Diversos deputados e ONGs se manifestaram para corrigir ou contra-arrestar estes textos. Do que se trata?

G. Puppinck: Trata-se de dois informes parlamentares elaborados dentro do Conselho da Europa.

Têm como objetivo, por um lado, promover os direitos dos LGBT, entre eles o casamento, a adoção e a inseminação artificial. Por outro, fomentar uma política de redução demográfica, inclusive através – e aqui está o problema – do aborto.

Os informes serão debatidos e votados nesta quarta-feira, dia 27, e na sexta-feira, dia 29 de janeiro, respectivamente, em Estrasburgo.

- Que problemas concretos o informe sobre os direitos dos LGBT apresenta?

G. Puppinck: O informe de M. Andréas Gross, cujo título preciso é “Discriminação por motivo da orientação sexual e da identidade de gênero”, é problemático porque não se limita ao objetivo respeitável de querer proteger as pessoas LGBT da violência e das discriminações injustificadas.

Na realidade, muito além disso, a resolução tende a forçar a opinião e as consciências, impondo a ideia segundo a qual todo tipo de relações (heterossexuais, homossexuais, bissexuais ou transexuais) seriam equivalentes do ponto de vista da natureza e da moral.

Como resultado disso, não se permitiria nenhuma distinção moral, política ou jurídica, por exemplo, em relação ao casamento, à adoção ou à inseminação artificial.

E indo muito além da legítima proteção das pessoas LGBT contra a violência psíquica e as discriminações injustificadas, esta resolução viola vários direitos fundamentais.

Em primeiro lugar, as liberdades de opinião, de expressão e de religião são enfraquecidas, já que não se considerará admissível ter uma opinião moral ou religiosa sobre a homossexualidade.

É simplesmente o direito de não concordar que é retirado em benefício de um pensamento único, em nome da “erradicação da homofobia e da transfobia”.

A liberdade da Igreja e dos crentes está direta e atualmente ameaçada neste âmbito.

Depois, o interesse dos filhos e das famílias também se vê igualmente ameaçado. De fato, a família e os filhos já não são reconhecidos como realidades naturais em si, mas como desejos subjetivos.

Dado que os adultos LGBT têm o desejo, esta resolução conclui que existem “direitos” para eles de casar-se, adotar filhos e fundar uma “família”, como se as realidades naturais não existissem.

Quanto ao interesse superior do filho, faz-se silêncio. Por outro lado, seria conveniente educar os filhos desde a mais tenra idade contra os preconceitos.

- Qual é a filosofia subjacente nesta resolução?

G. Puppinck: A afirmação dos direitos das pessoas LGBT se realiza, por um lado, pela negação das diferenciações objetivas entre a realidade de um casal heterossexual e as relações LGBT.

E por outro lado, sobre o fundamento de uma neutralização moral da sexualidade, especialmente em sua variante LGBT.

Esta resolução se baseia no pressuposto de que a sexualidade é externa à esfera da ação moral.

No entanto, a sexualidade humana, como toda atividade voluntária, possui uma dimensão moral: é uma atividade que põe em marcha a vontade individual ao serviço de uma finalidade; não é uma “identidade”.

Em outras palavras, depende do agir e não do ser, inclusive ainda que as tendências homossexuais pudessem estar profundamente arraigadas na personalidade.

Negar a dimensão moral da sexualidade equivale a negar a liberdade da pessoa na matéria e leva a atentar, em última instância, contra sua dignidade ontológica.

As consequências deste pressuposto aparecem ao longo do texto que é submetido ao exame e à votação da assembleia.

Assim, nele, por exemplo, compara-se o comportamento sexual com critérios como a etnia, a idade ou o sexo, apesar de que estes últimos critérios são comumente aceitos por sua objetividade; caem no “ser”, e não no agir.

Em um sentido mais geral, a principal consequência – e o objetivo, sem dúvida – da exteriorização da sexualidade da esfera da ação moral, é impedir a própria possibilidade de uma avaliação moral do comportamento.

Como resultado, a justificação moral de uma diferença de trato – de uma discriminação – torna-se possível: os diversos tipos de comportamento sexual são presentes in abstracto como neutros e equivalentes entre si.

Assim, torna-se impossível e inclusive se proíbe expressar uma opinião sobre esta questão.

Pelo contrário, a aproximação clássica e propriamente jurídica do conceito de discriminação se baseia na avaliação in concreto das circunstâncias que justificam – ou não – uma diferença de trato.

Atenta-se assim contra o direito de ter uma opinião pessoal sobre um tipo de comportamento determinado, e a agir em consequência na esfera própria.

Proíbe-se avaliar, do ponto de vista moral, a diferença entre as realidades diversas que são um casal heterossexual e as relações LGBT, condenados a adotar um enfoque indiferente, incapaz de responder às reivindicações idealistas de pretendidos “direitos”, como o direito ao casamento, à adoção e à procriação medicamente assistida.

E isso porque existe o imperativo de preservar as liberdades jurídicas de consciência e de religião, de pensamento e de palavra.

- Como trabalha o European Centre for Law and Justice (ECLJ), neste sentido?

G. Puppinck : Como ONG especializada em Direito Internacional e Europeu, o ECLJ escreveu uma memória muito profunda, que detalha, baseando-se em uma análise puramente jurídica, os elementos desta resolução de devem ser corrigidos.

Esta memória está disponível, em inglês, no site do ECLJ.

Preparamos a memória a pedido de um grupo de deputados ativos dirigido pelo dinâmico deputado italiano Luca Volontè.

Até agora, a Assembleia Parlamentar agiu com uma relativa indiferença sobre algumas questões, no entanto, muito sensíveis quando suas recomendações têm uma influência real, especialmente na jurisprudência do Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

É, portanto, importante acompanhar de perto seus trabalhos. Nos últimos anos, outras ONGs realizaram uma atividade de lobbying direto e clássico, por exemplo, convidando os deputados a escreverem.

Isso funciona muito bem. Os dados dos deputados se encontram no site da Assembleia Parlementar.

- E com relação ao outro texto, sobre a demografia, que será votado também nesta semana?

G. Puppinck: Trata-se de uma resolução intitulada “Quinze anos depois do Programa de Ação da conferência internacional sobre população e desenvolvimento”, em referência à Conferência do Cairo. Será debatida na sexta-feira, dia 29 de janeiro.

O ECLJ expressou sua preocupação pela promoção do aborto como meio de controle demográfico e de planejamento familiar.

Durante a negociação do Programa de Ação do Cairo, os Estados membros das Nações Unidas excluíram explicitamente o aborto dos meios de regulação dos nascimentos, assim como se excluiu a afirmação de um hipotético “direito” fundamental ao aborto.

Por último, o conjunto do informe se baseia em uma ideologia neomalthusiana na qual se insiste na necessidade concreta de limitar os nascimentos nos países pobres.

Também para esta resolução, o ECLJ realizou um estudo de fundo, disponível, em francêsinglês, na internet.

Esta intervenção provocou um primeiro adiamento do exame do texto, previsto inicialmente para a última sessão.

Nesta análise, insistimos muito no fato de que promover o aborto viola os valores fundamentais sobre os quais está construído o Conselho da Europa.

Esta promoção é contrária à proteção da vida humana e da dignidade, assim como ao respeito da soberania nacional.

O Programa de Ação do Cairo não criou o “direito” ao aborto, e deixou aos Estados membros o cargo de decidir o grau de proteção do qual se beneficia a criança por nascer em seus países.

O Programa de Ação indica que a realização das suas recomendações “é um direito soberano que cada país exerce de maneira compatível com suas leis nacionais e suas prioridades em matéria de desenvolvimento, respeitando plenamente as diversas religiões, os valores éticos e as origens culturais do seu povo, e em conformidade com os princípios dos direitos humanos reconhecidos universalmente”.

* O Centro Europeu para a Justiça e os Direitos Humanos (ECLJ) é uma organização não governamental internacional fundada em 1998 em Estrasburgo e tem como objetivo a proteção dos direitos humanos e da liberdade religiosa na Europa. Os juristas do ECLJ intervieram em numerosos casos levados inclusive diante do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. O ECLJ goza de um Estatuto Consultivo Especial nas Nações Unidas (ONU) e está acreditado no Parlamento Europeu.

Zenit

Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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