Artigo da ‘Israel’ Categoria

* Cristãos diminuem a cada ano no norte da Cisjordânia.

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

Os cristãos palestinos são descendentes daqueles que estiveram com Jesus e formaram as primeiras comunidades de judeus e gentis, somando-se depois a elas os cananeus e os sírio-fenícios. Após o Concílio Ecumênico de Calcedônia (451) os cristãos palestinos foram conhecidos como melquitas, isto é, “imperiais”, por seguirem a fé do imperador de Bizâncio.

No início do século passado, cristãos de diferentes famílias confessionais  — antigas igrejas orientais, ortodoxas, católicas de rito oriental e ocidental, anglicanos e protestantes — representavam 20% da população na Palestina.

Embora os dados não tenham respaldo em censos recentes, hoje eles constituem apenas 4% da população palestina. Há provavelmente mais cristãos palestinos no Chile do que na Cisjordânia ocupada. Muitos chilenos de ascendência palestina remontam suas origens a quatro povos majoritariamente cristãos: BelémBeit JalaBeit Sahour Beit Safafa.

Quais foram as razões que forçaram tantos cristãos a abandonarem a Terra Santa?

Conquanto uma primeira onda de palestinos emigrou nas primeiras três décadas do século XX, a imensa maioria dos que hoje vive na diáspora foram expulsos durante a guerra de 1948, travada entre o nascente Estado de Israel com vários países árabes. O conflito provocou o que os palestinos chamam Nakba (“catástrofe”): cerca de 711 mil palestinos marcharam ao exílio para se estabelecerem em países vizinhos, a maioria no Líbano, na Jordânia e na Síria.

Por causa do conflito armado de 1967, a denominada Guerra dos Seis Dias, 250 mil palestinos fugiram de seus lares e terras em procura de refúgio. Outros eventos, como a expulsão da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) da Jordânia em 1970, a invasão israelense no Líbano em 1982 e a primeira guerra do Golfo em 1990-1991, provocaram novas ondas de refugiados palestinos em todo o mundo.

Estudo realizado em fevereiro de 2007 pela Universidade A-Najah, em Nablus, e uma enquete conduzida pelo centro de investigação Nabil Kukali, mostraram que 38% dos palestinos desejavam emigrar. Outro estudo da Universidade Bir Zeit, de setembro de 2006, apontou que 44% das pessoas na faixa etária dos 20 aos 30 anos, e 32% da população em geral queria emigrar.

O estrangulamento econômico dos territórios ocupados por parte de Israel favorece o aumento do desemprego (que cresceu de 14,3% em 2000 para 26% em 2008), de modo especial aos que têm um nível educacional mais elevado. O impasse nas negociações de paz, as humilhantes condições de vida sob a ocupação e as cada vez mais remotas possibilidades de estabelecer um Estado palestino independente e viável são outros fatores que motivam a emigração.

“Não posso ser cego, quando as ações de Israel parecem ir além do âmbito das preocupações legítimas de segurança e têm consequências negativas sobre as comunidades e as terras sob sua ocupação,” escreveu ao presidente George W. Bush em maio de 2006 o representante republicano Henry Hyde, presidente do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos. 

“A comunidade cristã está sendo triturada no moinho do amargo conflito palestino-israelense”, e o muro de segurança israelense e a ampliação dos assentamentos judeus na Cisjordânia “provocam danos irreversíveis na minguante comunidade cristã,” afirmou Hyde, tradicionalmente um fiel aliado do Estado de Israel.

O êxodo dos cristãos

Existem diferentes explicações para o fenômeno migratório, mas todas parecem relacionar-se com o prolongamento do conflito palestino-israelense e não com supostas hostilidades e agressões de parte de extremistas islâmicos, que são casos isolados, especialmente na Faixa de Gaza, onde vivem cerca de 3 mil cristãos e 1,7 milhão de muçulmanos.

As famílias cristãs de classe média são especialmente sensíveis às privações, discriminação, instabilidade e incerteza vinculadas com a prolongada ocupação militar de suas terras por Israel. Ademais, essas famílias têm contatos no exterior, um nível educacional mais elevado e recursos necessários para emigrar, ao contrário da maioria das famílias muçulmanas.

O desproporcional declive da população cristã teve um efeito particular naquelas populações e cidades onde ela já era uma pequena minoria, e está dissolvendo os ancestrais limites da endogamia religiosa e provocando conversões ao Islã.

Assim ocorre em certas áreas ao norte de Cisjordânia, onde um relatório recente mostra um decréscimo de 4,5% na população cristã nos últimos cinco anos.

Em Tulkarem, uma cidade palestina ao norte das montanhas da Samaria, com uma população próxima dos 60 mil habitantes, só ficaram duas famílias cristãs, os Khar’oob e os Ghattas, informa o padre Yousef J. Sa’adeh, um carismático sacerdote grego ortodoxo.

Quase todos os integrantes da família dos Ghattas converteram-se ao Islã, principalmente para que seus filhos varões pudessem encontrar esposas, explicou Yousef. Só dois membros da família, a mãe e uma de suas filhas, seguem sendo cristãs. Um dos filhos é líder religioso na mesquita local e está pressionando para que elas se convertam.

A família Khar’oob permanece fiel à fé cristã, mas a igreja local continua fechada e não aparece nenhum clérigo para assisti-la, só ocasionalmente recebem a visita de um sacerdote residente em Naplusa. Em conseqüência, seus filhos carecem de educação e conhecimento sobre o cristianismo, lamenta Sa’adeh.

Em Jalamah, um povo de 2,5 mil habitantes localizado a 5 Km ao norte da cidade de Jenin, o número de cristãos caiu de 50, em 2007,  para apenas 18 na atualidade. Em sua maioria são homens jovens que não encontram mulheres cristãs para se casarem, porque as famílias cristãs do centro e do sul da Cisjordânia são resistentes a que suas filhas se casem com jovens provenientes de comunidades tão isoladas geográfica e demograficamente, comentaSa’adeh.

Em Sebastia, um povoado de 4,5 mil habitantes situado 12 Km ao noroeste de Naplusa, ficaram somente cinco cristãos, entre eles um bebê de poucos meses. Em Nisf Jebel, uma aldeia de 400 habitantes que se encontra a 2 Km ao este de Sebastia, vivem três cristãs de idade avançada. E em Beit Imriin, um povoado agrícola de 3 mil habitantes que produz azeitonas, uvas e figos, residem dois cristãos, irmã e irmão, ambos atados a cadeiras de rodas e em condições de extrema pobreza.

Esses cristãos se sentem cada vez mais isolados e como estrangeiros em sua própria terra, afirma o padre ortodoxo, que tenta apoio local e internacional para os remanescentes do cristianismo original, as pedras vivas (1 de Pedro 2, 5) da Terra Santa.

* Cresce interesse dos israelenses pela religião, sobretudo por Jesus.

quarta-feira, maio 30th, 2012

Para muitos, Israel tem se tornado um país cada vez mais liberal. Especialmente quando Tel Aviv foi escolhida, ano passado, como um dos melhores destinos de viagem para gays. Ao mesmo tempo o país está se tornando cada vez mais religioso.

Uma pesquisa realizada pela Foundação Guttman-Avi Chai, cujos resultados foram publicados semana passada, revela, após mais de dois anos de análise, que mais de 80% dos judeus israelenses acreditam em Deus.

A Fundação faz esse estudo periodicamente há mais de duas décadas e a mais recente revelou o maior nível histórico de pessoas que dizem crer em Deus.

Além disso, mais de 70% dos judeus israelenses aceitam na promessa bíblica que seu povo foi “escolhido” por Deus para um destino profético. Entre os entrevistados, 71% defendem o aumento de estudos bíblicos nas escolas israelenses.

Porém, isso não significa que os judeus em geral estão se tornando mais religiosos, ao menos não segundo a forma judaica ortodoxa. Apenas 37% dos judeus israelenses disseram que viam como “um problema” os judeus não seguirem os mandamentos bíblicos, e quase 70% defendem que mais espaços de entretenimento devem ser abertos durante o sábado – dia santo em que tudo fecha no país.

Os números coincidem com outros estudos e confirmam que os israelenses estão cada vez mais ávidos por uma vida espiritual profunda. Isso é visto com surpresa em uma nação onde parece haver uma disputa crescente entre os religiosos que buscam a Deus e os que defendem firmemente o humanismo liberal.

Segundo outra pesquisa recente, as estatísticas do Google mostram que os israelenses procuram o termo “Yeshua” (Jesus, em hebraico), mais de 25.000 vezes por mês. Enquanto a frase “Brit Hadasha” (Novo Testamento) é procurada mensalmente mais de 5.000 vezes.

O Israeli Messianic ministry One for Israel [Ministério messiânico israelense unidos por Israel] publicou em seu relatório anual que os israelenses são muito mais ativos na Internet do que a média dos ocidentais. Os dados do comScore mostram que os israelenses passam 11,1 horas por mês no Facebook, mais que o dobro da média global de 5,7 horas. Além disso, 94% dos internautas israelenses são ativos nas redes sociais.

O ministério “One for Israel” aproveitou isso para fazer uma campanha publicitária no Facebook, no Google e em outros sites de alto tráfego. Criaram anúncios para uma série evangelística postadas em sites na língua hebraica (como iGod.co.il) que tentam explicar aos não-crentes de Israel quem é Jesus, segundo as profecias.

Percebendo que o israelense médio não conhece bem a Bíblia, e portanto ignora a maioria das profecias, criou-se um novo site, TheOne.co.il (em Inglês), que usa uma abordagem muito simples para correlacionar a mensagem profética com Jesus ( o Messias) e os problemas que Israel sempre enfrentou.

Em um ano, o site em hebraico dedicado a evangelizar os judeus foi visitado mais de 150.000 vezes. Além disso, os israelenses fizeram milhares de downloads de uma versão digital do Novo Testamento em hebraico. Em média, houve um pedido de cópia física do Novo Testamento por dia, distribuídos gratuitamente pelo site. Esses índices significativos revelam que muitos judeus estão curiosos para saber mais sobre o cristianismo.

Traduzido e adaptado de Israel Today e Notícia Cristiana

* Israel pode ter domingo como dia de descanso.

segunda-feira, julho 11th, 2011

Israel pode passar a ter um final de semana mais longo ao declarar os dias de domingo como feriado. A proposta está sendo estudada a pedido do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e se for aprovada terá grande impacto tanto na economia como também entre os religiosos.

Segundo o jornal Haaretz , o plano é para que sábado e domingo sejam feriados, e a sexta-feira seja um dia de trabalho até meio-dia. A medida foi proposta primeiramente pelo vice-primeiro-ministro Silvan Shalom, que argumentou que se deve “passar a um longo fim de semana o mais rapidamente possível, de acordo com todos os países do mundo desenvolvido”.

O estudo está sendo feito pelo assessor econômico e presidente do Conselho Econômico Nacional, Eugene Kandel,  ele vai avaliar os impactos que essa mudança trará à população em termos sociais, econômicos e religiosos.

O final de semana em Israel é celebrado da sexta-feira ao sábado,  e as lojas e escritórios funcionam até a manhã de sexta-feira. Os feriados no país começam ao anoitecer da sexta-feira, como uma marca do judaísmo, até o anoitecer do sábado, sendo esse intervalo santo e de descanso.

Shalom sugeriu que o fim de semana seja sábado e domingo, enquanto a semana de trabalho seria de segunda a sexta ao meio-dia. “Em troca do fim de semana prolongado, vamos trabalhar meia hora a mais por dia”, disse ele.

A proposta gera um impasse, pois pretende igualar o estado de Israel com o final de semana do mundo ocidental que não tem nenhuma ligação religiosa.

Fonte: Notícias Gospel

* Jerusalém. Conheça os judeus desta cidade santa.

sábado, janeiro 29th, 2011


Uma cidade que, mesmo depois de 2.011 anos, continua sendo o ponto de partida para milhões de pessoas em todo o mundo. Foi em Jerusalém que a história dos cristãos começou a ser contada. Foi lá que a morte de Jesus marcou definitivamente a vida deles.

O que mais angustia é saber como olhar e definir um lugar tão significativo, com suas riquezas e mazelas, perpassado por lutas e guerras, há séculos. Jerusalém é a união do novo e do velho, da paz e das disputas. Uma cidade histórica que hoje acolhe palestinos, judeus de todos os cantos, marroquinos, etíopes e europeus que se encontram para trabalhar e coexistir.

A jornalista Rosiane Rodrigues mostra que na região não se encontra só o estereótipo do conflito. Há, sim, experiências de convivência pacífica entre culturas, costumes e religiões tão diferentes. Impressões registradas por um olhar brasileiro, durante dez dias de viagem.

Forte identidade religiosa

Afinal, quem são os muçulmanos, judeus e cristãos que dividem a Terra Santa? A questão que pode passar despercebida é entender que os moradores desta cidade, seus códigos, fronteiras e locais comuns são determinados pela identidade religiosa. Logo que cheguei, entendi que o que eu sabia sobre os conflitos que estão presentes na pauta internacional não podia ser levado em conta. Conhecer o que é diferente é o primeiro passo para que possamos entender que nem tudo é simples e que a intolerância religiosa é o combustível que tem movido o ódio em Jerusalém.

Em Jerusalém Ocidental estão as comunidades judaicas e alguns cristãos. Nela, temos a sensação de estar na Europa. Veem-se shoppings com lojas de grifes, restaurantes, pubs, danceterias. E muitas sinagogas!

O lado ocidental está fora das Muralhas: é a chamada Nova Jerusalém. Resistência cultural é o que melhor define as diversas comunidades que habitam essa cidade dividida, na qual não existe “uma” população.

Quem são os judeus de Israel?

Sionistas - grande parte de Jerusalém Ocidental é dividia em bairros laicos, onde predomina o judaísmo nacional. O sionismo é um movimento político que defende o Estado de Israel. Criado no século XIX, propõe a dimensão de povo judeu do ponto de vista cultural e de pertencimento étnico. Os sionistas tradicionais são laicos e alguns não seguem os preceitos religiosos mais caros à comunidade, como jejuar no Dia do Perdão. Ainda assim, o relato do Antigo Testamento serve de base para a defesa da ideologia sionista.

Religiosos ultraortodoxos (ou Hassidim) - Movimento místico que se originou na Europa Oriental, no século XVIII. Suas várias correntes se caracterizam por ter um rabino carismático (sacerdote com poder especial e ligação direta com Deus), ao qual denominam “rei” . Endogâmicos (só casam entre eles), enxergam a comunidade religiosa como uma “corte”. As correntes podem ser identificadas pelas variações do uso de sobretudos pretos e pelo tamanho dos seus chapéus de pele (shtreimel). Chegaram à Jerusalém nos primeiros anos do século XX e dedicam-se quase que integralmente ao estudo da Torá. São fortes opositores do Estado israelense e não se alistam no Exército. Para eles, os judeus só poderiam ocupar a Terra Prometida após a volta do Messias.

Ultraortodoxos lituanos - Surgem na Lituânia como reação aos hassidins e, por isso, também são chamados de opositores. Mais modernos, vestem-se com terno e chápéu de abas retas, pretos. Muito eruditos, acreditam que só se pode chegar a Deus pela leitura da Torá e do Talmud. Também falam iídiche. Não fazem oposição declarada, mas também não defendem abertamente os sionistas. Estão em grande número em Jerusalém. Permitem casamentos apenas entre judeus. A média de filhos é de, no mínimo, sete por família.

Ultraortodoxos sefaradis ou orientais - Muitos vindos do Norte da África (Tunísia, Marrocos, Argélia) e Espanha. Moram quase que totalmente no bairro Mussrara, a dez metros dos hassidins e ao lado da moderna linha ferroviária que divide a cidade em duas. Antes da ocupação, havia um muro que separava este bairro do território da Jordânia. Falavam ladino – um idioma que mistura hebraico e espanhol e está praticamente desaparecido. Por terem formação tradicionalista, ao chegarem em Jerusalém, entre 1950 e 1960, acharam a cidade “pouco religiosa”. Por este motivo, uniram-se aos lituanos que ofereciam escolas religiosas para crianças. Em 1980, separam-se dos lituanos e fundam o partido político Shaes, com grande representação no parlamento.

Ortodoxos sionistas - essa é uma corrente relativamente nova em Jerusalém. Vestem-se no estilo europeu (jeans, tênis e camiseta) e só são reconhecidos por usarem quipás (pequenos chapéus que cobrem apenas o alto da cabeça) de lã colorida. Tradicionalistas e messiânicos, acreditam que o Messias não vai voltar para um lugar desabitado e, por isso, estão preparando a infra-estrutura. Essa preparação é o Estado de Israel. Entendem que a tradição religiosa deve ser conservada para o fortalecimento da identidade judia em todo mundo. O grupo presta serviço militar obrigatório, estuda e trabalha normalmente.

Fonte: Extra
*Rosiane Rodrigues, colunista do blog Religião & Fé, viajou como bolsista de um curso do Museu Yad Vashen.

* “Aprender hoje como mudar o amanhã”: uma escola “especial’ com alunos árabes e judeus.

quarta-feira, junho 30th, 2010

Os estudantes do “Hand in Hand” são árabes e judeus que falam e estudam nas duas línguas. Freqüentam uma escola realmente especial porque formada por alunos, judeus e árabes.

Realidade diferente em Israel e em Jerusalém em particular, onde as comunidades são acostumadas a viver em mundos distantes.

Na escola para cada função de responsabilidade existem duas pessoas que representam as duas comunidades: dois diretores, dois professores para cada classe. Além disso, o modelo de educação é bilíngüe que permite aprender contemporaneamente nas duas línguas.

Sendo assim, as crianças possuem um verdadeiro instrumento de contato entre as duas culturas, de conhecimento da história e das religiões de ambos os povos, como ressalta a nota de uma professora de cultura religiosa.

Existem outras três escolas como esta em Israel: uma em Alta Galilea a Misgav, em Bersheva, e outra no povoado árabe de Wadi Ara, num total de cerca de 900 estudantes. No próximo ano se concluirá, em Jerusalém, o primeiro ciclo de estudos na história de “Hand in Hand”. As escolas de Hand in Hand, reconhecidas pelo Ministério da Educação israelense, vivem também graças às doações e aos fundos para a instrução local e internacional.

Um esforço que tem como objetivo cultivar uma sensibilidade nova nas jovens gerações, que se resume num slogan “aprender hoje como mudar o amanhã”.

Agência Fides

A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
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