Artigo da ‘Perseguição Religiosa’ Categoria

* Policiais prendem 23 cristãos que celebravam em uma igreja na Coreia do Norte.

quarta-feira, agosto 11th, 2010

Gaudium Press

O regime norte-coreano prendeu 23 cristãos que celebravam em uma igreja estabelecida dentro de uma casa na província de Pyongan. Três dos presos foram julgados e condenados à pena de morte, que já teria sido cumprida, informa a agência Asia News.

De acordo com as fontes ouvidas pela agência, as prisões e execuções ocorreram em meados de maio. “Na ocasião, a polícia descobriu os 23 cristãos em Kuwal-dong, no condado de Pyungsung, localizado na província de Pyongan, que se encontravam em uma igreja “clandestina”", relata um das fontes.

Após a prisão, eles teriam sido exaustivamente interrogados. Os três supostos “líderes” do grupo segundo as forças de segurança foram condenados à morte e já teria sido mortos. Ainda de acordo com as fontes ouvidas pela agência, o restante teria sido enviado para uma colônia penal.

O regime norte-coreano, um dos mais fechados do mundo, não reconhece a liberdade de religião de forma plena. Oficialmente, o país tem três lugares cristãos de veneração (uma igreja católica e duas protestantes) e quatro templos budistas, mas somente na capital Pyongyang.

O único culto permitido no país é o chamado “Eterno Presidente”, a Kim Il-sung e ao seu filho, o ‘Querido Líder’ e atual presidente Kim Jong-il. Após a Guerra da Coreia em 1953, o regime passou a perseguir os então estimados 200 mil católicos do país e destruir igrejas e abadias. Estima-se que não passe de 200 o número de católicos remanescentes na Coreia do Norte.

* Cristãos são os mais perseguidos do mundo, afirma autoridade vaticana.

quinta-feira, agosto 5th, 2010

ACI

O secretário do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz, Dom Mario Toso, denunciou que os cristãos se converteram no grupo religioso mais perseguido no mundo na ocasião de um encontro ante a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

Segundo a informação divulgada pela agência católica AICA, Dom Toso presidiu a delegação da Santa Sé que nos dias 29 e 30 de junho participou da Conferência sobre a tolerância e a não discriminação, organizada pela OSCE, uma organização conformada por 56 Estados participantes, da Europa, Ásia Central e América do Norte (Canadá e Estados Unidos). No encontro prestaram particular atenção à discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões.

“Com o crescimento da intolerância religiosa no mundo, está amplamente documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado”, alertou o representante pontifício.
E acrescentou: “mais de 200 milhões deles, pertencentes a confissões diferentes, encontram-se em situações de dificuldade por causa de instituições e contextos legais e culturais que os discriminam”.

Acima de tudo deixou claro que os cristãos não só são discriminados onde são minoria, mas também além se comprovou que em ocasiões seus direitos fundamentais são cerceados mesmo quando são maioria.

Inclusive na OSCE, afirmou monsenhor Toso, em alguns países existem ainda “leis intolerantes e discriminantes” contra os fiéis.
“Sucedem episódios repetidos de violência inclusive assassinatos de cristãos”, advertiu o prelado.

“Com freqüência, a educação cívica tem lugar sem o devido respeito da identidade e a fé dos cristãos. registram-se, além disso, sinais claros de oposição ao reconhecimento do papel público da religião”, constatou o arcebispo.

Por este motivo, sublinhou Dom Toso, “a Santa Sé está convencida de que a comunidade internacional deveria lutar contra a intolerância e a discriminação dos cristãos com a mesma determinação com a que luta ou lutaria contra o ódio contra todas as comunidades religiosas”.

Por outra parte, assinalou, “os meios de comunicação tampouco ficam isentos de atitudes de intolerância e, em alguns casos, de denigrar os cristãos e os fiéis crentes em geral”.

“Um autêntico pluralismo nos meios de comunicação exige uma correta informação sobre as diferentes realidades religiosas, assim como a liberdade de acesso aos meios para as mesmas comunidades religiosas”.

No respeito da liberdade de pensamento e de expressão, o secretário pediu adotar “mecanismos e instrumentos contra a manipulação dos conteúdos e símbolos religiosos, assim como contra as manifestações de intolerância e de odeio contra os cristãos e todos os crentes”.

* Muçulmanos Indonésios tentam deter o ‘Cristianismo’ evangélico.

quarta-feira, julho 28th, 2010

Em uma assembléia na grande mesquita Al Azhar, os líderes das nove organizações muçulmanas anunciaram os resultados do Congresso Islâmico de Bekasi que aconteceu em 20 de Junho de 2010, onde eles concordaram em estabelecer um centro de missões para a paralisação do “Cristianismo”; formar um exército jovem Laskar Pemuda e pressionar a aplicação da Sharia (lei muçulmana) na região, reportou o jornal Jakarta Post.

Observando um aumento no número de Igrejas em casas, organizações muçulmanas acusaram cristãos de Bekasi de proselitismo agressivo.

O Reverendo Simon Timorason do Fórum de Comunicação Cristão de Java Ocidental (FKKB), no entanto, relatou a CDN que os cristãos naquela área não evangelizam e se encontram em pequenas reuniões caseiras devido à falta de um local oficialmente reconhecido para devoção.

Muitos seminaristas cristãos formados preferem ficar em Java a mudar-se para ilhas distantes, Timorason adicionou, fazendo Java Ocidental o lugar ideal para lançar novas reuniões caseiras de denominações diferentes. Mas a vizinhança somente vê a multiplicação de Igrejas, ele diz, e por isso suspeitam que os muçulmanos estejam se convertendo ao cristianismo.

Cerca de 200 pessoas participaram do Congresso que aconteceu no dia 20 de Julho, representando organizações locais assim como o Fórum de Discussão Inter-religioso de Bekasi (Bekasi Interfaith Dialogue Forum), Movimento contra Apostasia (muçulmana) de Bekasi ( Bekasi Movement Against Apostasy), Assembléia Muçulmana Local e o Conselho Indonésio de Ulema (Muhammadiyah and the Indonesian Ulema Council - MUI) – duas das maiores organizações Muçulmanas da Indonésia – e a Frente Defensora Islâmica (Islamic Defenders Front - FPI), conhecida por sua oposição agressiva contra Cristãos e outros grupos não-muçulmanos

* Aumenta a violência contra os cristãos: novo “Relatório sobre Minorias Religiosas” dos Bispos paquistaneses.

sexta-feira, julho 2nd, 2010
Novo “Relatório sobre Minorias Religiosas” dos Bispos paquistaneses

A onda de violência contra as minorias religiosas “aumentou em 2009-2010” e a lei sobre a blasfêmia é uma “uma espada de Damocle sobre as minorias”; a liberdade religiosa “foi reduzida a um mito”, e “diante da apatia do governo, emergem ações a fim de proteger os direitos humanos no Paquistão”: é o que afirma o novo Relatório Anual sobre as Minorias Religiosas no Paquistão 2009-2010, apresentado e difundido pela Comissão “Justiça e Paz” da Conferência Episcopal do Paquistão.

O Relatório enviado à Agência Fides examina o fenômeno da discriminação social e da intolerância religiosa que assolam o país. “É um trabalho de documentação que recolhe todas as informações sobre as difíceis condições das minorias religiosas, sobretudo dos cristãos. Os problemas principais estão ligados à lei sobre a blasfêmia, às conversões forçadas, discriminações, violências, ameaças à liberdade religiosa.

O quadro que emerge é crítico e merece uma grande atenção do Paquistão e outros países” – explica á Agência Fides Pe. Emmanuel Yousaf Mani, Diretor da Comissão “Justiça e Paz”.

“Um dos capítulos é dedicado aos problemas provocados pela lei sobre a blasfêmia, lei que se tornou a nossa grande preocupação porque é injusta e errada e causa o sofrimento de muitas pessoas por causa de acusações totalmente falsas” – afirma Pe. Mani.

O caso do católico Rehmat Masih, 73 anos, de Faisalabad, é um exemplo a propósito. “Infelizmente, os abusos são cotidianos: por isso lançamos uma forte campanha abolicionista”. “A sociedade civil do Paquistão apoio esta campanha. 95% da comunidade muçulmana nos apoia. Somente uma minoria extremista é contrária. Essa minoria tem o poder de condicionar e determinar as políticas nacionais porque os políticos no Governo e no Parlamento, estão envolvidos e são influenciados.

Os grupos fundamentalistas usam também meios para amedrontar as pessoas. Não existe vontade política para abolir tal lei”.

Segundo o Relatório, os abusos na lei sobre a blasfêmia continuam a ser registrados em todo o país. Em 2009, houve 112 casos, que tiveram como alvo 57 ‘ahmadi’, 47 muçulmanos e 8 cristãos. No total, entre 1987 (quando entrou em vigor) e 2009, 1.032 pessoas foram injustamente acusadas.

Também estão aumentando os episódios indiretos de intolerância religiosa: 9 ataques a igrejas e bairros cristãos, alguns muito graves (em Gojra, Sialkot e Kasur) que causaram mortos e feridos.

O Relatório se concentra nas propriedades injustamente subtraídas a minorias não-muçulmanas (contra igrejas, templos, cemitérios e institutos pertencentes a cristãos ou outras comunidades religiosas).

Um capítulo é dedicado à erosão da liberdade religiosa, o que se verifica em meio à desinformação da opinião pública: às minorias, são negadas licenças para construir locais de culto; muçulmanos que querem se converter a outras crenças são ameaçados. Enfim, em 2008, houve 414 casos de conversões forçadas de cristãos e outros fiéis ao islamismo, e no total, entre 2005 e 2009, os casos recenseados – os mais visíveis – foram 622.

Agência Fides

* Arquidiocese ANGLICANA de Jos publica fotos do massacre de março de 2010. Chocante.

terça-feira, junho 15th, 2010
O que restou do templo, após ataques

O que restou do templo, após ataques

A Arquidiocesde Anglicana da cidade nigeriana de Jos (Nigéria) publicou em seu website as fotos de algumas das vítimas dos ataques muçulmanos na cidade de Jos, no estado de Plateau naquele país africano.

As fotos são chocantes, não clique no link de acesso se for sensível a esse tipo de fotos nem mostre para crianças.

A seguir  a declaração da Arquidiocese Anglicana de Jos.

Eles eram na maioria crianças e mulheres. Eles eram indefesos. Eles estavam desprotegidos.

Eles morerram sem saber o porque ou como. Alguns foram masscrados em suas camas, enquanto muitos mais foram mortos enquanto tentavam fugir de seus atacantes: muçulmanos que pensam que essas pessoas (cristãs) não merecem viver e não merecem a vida que tinham.

Mulheres foram esfaqueadas enquanto tentavam esconder e proteger suas crianças com seus próprios corpos. Pequenos bebês foram arrancados de suas mães e atirados em fogueiras acesas pelos atacantes.

Os cristãos em três aldeias de uma comunidade perto de Jos foram mortos a tiros e facadas a sangue frio, nas primeiras horas do domingo 7 de março de 2010.

Simplesmente por que eram cristãos.

Nós clamamos às pessoas de Deus em todo omundo para se juntarem a nós em nossas orações pelo estado de Plateau e as famílias dessas pessoas que morreram sem motivo.

Nós oramos por um milagre de Deus para que pare a violência, a destruição e o derramamento de sangue e para a bênção do perdão dentro e fora da Igreja (cristã) na região de Plateau. Amém.”

Esse é mais um das centenas de massacres promovidos pelos muçulmanos contra os cristãos, durante os 1.400 anos de existência dessa religião “da Paz”.

Link para as fotos que foram tiradas na aldeia de Dogo Nahawa. As Fotos são fortes

Segundo informações da imprensa, cerca de 528 cristãos foram massacrados por muçulmanos no dia 7 de março de 2010. Os muçulmanos alegam que teriam sido atacados por cristãos em fevereiro de 2010, mas essas informações não têm confirmação até o momento.

Peter Gyang, morador da aldeia de Dogo Nahawa, a mais afetada pelos ataques, perdeu a mulher e dois filhos. Ele disse que os pastores “dispararam para assustar as pessoas e, em seguida, mataram todos com golpes de facão”.

Segundo ele, o ataque começou às 3 horas (horário local) e durou até as 6 horas. Durante todo o período, “não foi visto nenhum policial nigeriano” embora o massacre tenha ocorrido a menos de dois quilômetros da casa do governador do estado nigeriano de Plateau, sr. Jonah Jang.

O Fórum dos Cristãos do Estado de Plateau publicou um comunicado no domingo no qual acusa o Exército nigeriano de passividade diante dos ataques. “Por que os soldados não intervieram?”, perguntou a ONG.

Os malefícios da implantapão da lei muçulmana sharia

Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a sharia (lei islâmica) em 12 Estados do norte do país.

* Católicos no Irã à beira da extinção?

segunda-feira, junho 14th, 2010

Visto que os cristãos fogem em grande número do Irã, tanto por razões políticas como religiosas, a comunidade cristã corre verdadeiro perigo de extinção, afirma o jornalista e observador das Igrejas do Oriente Médio Camille Eid.

Nesta entrevista, o especialista explica como é a vida para um cristão que vive no Irã.

-O Irã tem 99% de muçulmanos e o islã é a religião do Estado. As raízes da Igreja no Irã são muito antigas e remontam ao século II. O cristianismo é a religião mais antiga do Irã?

-Eid: Não, temos duas comunidades mais antigas que o cristianismo. Em primeiro lugar, temos a comunidade zoroástrica, que remonta a vários séculos antes da chegada do cristianismo e do islã. Em segundo lugar, temos a comunidade judaica. A comunidade zoroástrica soma cerca de 20 mil pessoas, e a judaica, entre 20 e 35 mil. Estas duas comunidades são mais antigas que a cristã.

-Hoje, o Irã é mais de 99% muçulmano. Como o islã permeia a vida cotidiana?

-Eid: Se você estiver nas ruas de Teerã, ou em qualquer parte do país, verá o retrato dos mártires, do Aiatolá. Se você usar o telefone de uma cabine pública, escutará a voz do imame Hussein lhe dizendo o que fazer.

-Assim que você tira o telefone do gancho, ouvirá imediatamente uma voz (gravada) do imame?

-Eid: Sim. E nas escolas são permitidas diversas disciplinas, mas por meio da perspectiva que se baseia no Alcorão e no Hadit e outras ciências islâmicas.

-A imagem do Aiatolá está estampada na capa dos livros de catecismo?

-Eid: Exatamente. E pode ser uma forma de mostrar que os cristãos estão sob a proteção do regime e são considerados dhimmis (pessoas protegidas) na shariah islâmica. É uma forma de dizer que vocês (os cristãos) estão sob nosso regime (islâmico).

-Eu ia lhe perguntar sobre as patrulhas que fiscalizam se as mulheres se vestem de modo adequado.

-Eid: É assim. Algumas vezes utilizam a linha dura e outras, não, dependendo do regime. Sob Khatami, por exemplo, foram um pouco mais liberais porque as crianças podiam mostrar um pouco de sua cabeça. Sob Ahmadinejad é mais restrito.

-Atualmente a restrição é maior com a vestimenta completa?

-Eid: Sim. Só se deve mostrar o rosto. Há mulheres que cobrem as mãos e o rosto.

-O número de cristãos é de cerca de 100 mil em uma população de 71 milhões. Como são vistos os cristãos no Irã?

-Eid: Os cristãos são vistos como minorias étinicas porque são predominantemente armênios, e siro-caldeus. Temos 80 mil armênios ortodoxos que também são chamados de armenios gregorianos ou apostólicos, 5 mil católicos armênios, e cerca de 20 mil siro-cadeus, e mais outras comunidades como igrejas latinas, protestantes, que, todas juntas, somam entre 100 e 110 mil cristãos. São vistos como minorias étinicas e, como tais, não é permitido que celebrem seus ritos em parsi, mas sim em armênio ou caldeu.

-Para distingui-los como estrangeiros?

-Eid: Não só por isso, mas para evitar que sejam atrativos e compreendidos pelos iranianos locais.

-Para evitar que os iranianos se sintam atraídos pela fé?

-Eid: Sim, para evitar que os iranianos compreendam o que os cristãos dizem. Só houve um caso; foi em Teerã poucos dias depois da morte do Papa João Paulo II, e o sacerdote leu as Escrituras em parsi na presença das autoridades. Este foi um caso excepcional.

-Mas ainda assim o Parlamento reserva três assentos para os cristãos. Portanto, os cristãos têm voz dentro da estrutura parlamentarista?

-Eid: De fato, a República Islâmica conservou a Constituição de 1906, que reserva cinco assentos para as minorias – três para os cristãos, um para os zoroástricos, e outro para os judeus.

-Os direitos cristãos estão garantidos pela Constituição?
-Eid: Não. No artigo 13, é mencionado que todos os iranianos são iguais pela raça e pela língua, mas não se mencionada nada pela religião. No artigo 14, se me permite lê-lo: “todas as comunidades não-muçulmanas se absterão de tomar parte em conspirações contra o islã e contra a República islâmica do Irã”. E por último, o artigo 19 estabelece: “todos iranianos de qualquer grupo étnico devem gozar dos mesmos direitos e a cor, raça ou língua não oferecem privilégio algum”. Aqui também não há nenhuma referência à religião.

-Mas não diz, dentro do artigo 13 da Constituição, que os cristãos são permitidos de expressar seus desejos e praticar sua fé?

-Eid: Sempre que não formem parte de conspirações contra a República do Irã. O que significa isso? Significa protestar contra o regime? O problema do Irã é ser um regime teocrático. Assim a oposição ao regime como uma ação política pode ser interpretada como agir contra a República Islâmica.

Dentro da comunidade islâmica, estão os liberais e os conservadores. Ao protestar contra o Aiatolá Khamenei estão protestando contra o corpo político do regime ou contra o religioso? Quando têm a mesma formação o regime político e religioso, um ataque contra o corpo político é considerado um ataque a um aspecto religioso do regime teocrático.

-Quais as restrições que os cristãos enfrentam em sua vida diária?

-Eid: Bem, para os cristãos é difícil encontrar trabalhos na administração pública. Mesmo diretores de colégios cristãos são muçulmanos, mas com uma exceção. Em Ispahan, há três ou quatro anos, quando o governo nomeou um armênio para o Colégio Armeno. Mas na maioria dos casos os diretores das escolas cristãs são muçulmanos. Isso para os poucos colégios cristãos que ficaram após os confiscos de 1979 e 1980.

Outro exemplo no Exército. Há alguns anos descobriram que um oficial, o coronel Hamid Pourmand, havia se convertido ao cristianismo. Foi processado e foi levado à corte marcial, mas graças à pressão internacional pôde abandonar o Irã. É muito difícil que os cristãos estejam em cargos altos do governo no Irã.

-Que vida tem um muçulmano convertido?

-Eid: Nada pode confessar sua fé dentro do Irã. Só é possível se for ao estrangeiro. Conheço duas famílias iranianas na Itália que são convertidas. Uma das famílias cruzou a fronteira entre Irã e Turquia no inverno. Foi difícil, mas conseguiram asilo. Dentro do Irã não podiam expressar ou mostrar sua fé porque enfrentariam a morte. Não é Fácil.

-Queria tocar na questão da fuga de cristãos do Irã após a revolução islâmica de 1979. Cerca da metade da população cristã abandonou o país e existe, até onde pude ler e entender, cerca de 10 mil famílias que abandonam o Irã a cada ano. O que significa isso para a comunidade cristã no Irã?
-Eid: Tanto os muçulmanos quanto os não-muçulmanos sofrem com a pressão política, mas os cristãos sofrem o dobro, porque é o aspecto político do regime que é questionado pela maioria dos iranianos e, sobre este fato, há a pressão religiosa para os não-muçulmanos. Essa é a razão desta fuga massiva e, de fato, há um verdadeiro perigo de desaparecimento, de uma extinção do cristianismo no Irã.

* * *

Esta entrevista foi realizada por Mark Riedemann para “Deus chora na Terra”, um programa semanal produzido por Catholic Radio and Television Network (CRTN), em parceria com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre.

Mais informação em www.aisbrasil.org.brwww.fundacao-ais.pt

* Extremismo muçulmano ameaça cristãos e os expulsa do Oriente.

quinta-feira, junho 10th, 2010

A cada dia, mais cristãos vêm me pedir certificados de casamento e outros documentos para serem utilizados em seu exílio”, lamenta-se Georges Casmoussa, arcebispo siríaco-católico de Mosul, a grande cidade do norte do Iraque.

Casmoussa foi sequestrado em 2005, e o medo da chantagem e da violência religiosa a cada mês leva centenas de cristãos a fugir do Iraque. Desde o dia 20 de fevereiro, 4.000 fugiram de Mosul, segundo a agência da ONU para os direitos humanos.

A reportagem é de Ignacio Cembrero, publicada no jornal El País, 09-06-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No Iraque, os cristãos já são menos de 600.000 (3% da população). “Infelizmente, os cristãos iraquianos escrevem agora uma história semelhante à de seus correligionários turcos após a I Guerra Mundial”, assegura o arcebispo.

O exílio não é só um fenômeno iraquiano. Em maior ou menor medida, ele afeta a todos os cristãos do Oriente Próximo. Há algumas décadas, eram 20% da população, mas agora já são menos de 5%.

Para refletir sobre essa queda demográfica, o Papa Bento XVI convocou um Sínodo dos Bispos do OrientePróximo para os dias 10 a 24 de outubro, em Roma.

O debate será inspirado em um documento ( “Instrumentum Laboris” – A Igreja Católica no Oriente Médio: comunhão e testemunho), que o Papa distribuiu aos bispos no domingo passado no final de sua viagem ao Chipre.

Suas 50 páginas foram redigidas a partir das respostas a um questionário enviados aos bispos e às conferências episcopais das Igrejas orientais, assim como a grupos eclesiásticos da região.

Por um lado, o documento reforça que as “correntes extremistas” muçulmanas são uma “ameaça” para os cristãos e, por outro, denuncia “a injustiça política imposta aos palestinos” por Israel,  que dificulta inclusive a vida religiosa.

No Iraque e no Líbano, os cristãos foram “as principais vítimas” da guerra. No Egito, o país em que eles são mais numerosos, “o auge do Islã político” e a “retirada” dos coptos da sociedade civil “fazem com que sua existência passe por sérias dificuldades”. Na Turquia, “o conceito de laicidade representa um problema para a plena liberdade religiosa”. Em outros países, que não são nomeados, prevalece o “autoritarismo”, quando não são meras “ditaduras”.

“A relação entre cristãos e muçulmanos é, às vezes ou frequentemente, difícil porque os muçulmanos não distinguem entre religião e política, o que coloca os cristãos na situação delicada da perda de direitos civis”, assinala o texto. “O êxito da coexistência entre cristãos e muçulmanos passa pelo reconhecimento da liberdade religiosa e dos direitos humanos”.

Após constatar que a emigração não cessa, adverte-se: “O desaparecimento dos cristãos significaria a perda desse pluralismo que caracterizou desde sempre os países do Oriente Próximo”.

A propósito:

Em Chipre, o Papa viu de perto o drama dos cristãos do Oriente. O ecumenismo floresce, mas onde reina o Islã não há liberdade de consciência nem de religião. A última vítima é o bispo Luige Padovese, decapitado como São João.

Da primeira visita já feita por um Papa  à ilha de Chipre – evangelizada desde os tempos apostólicos e depois terra de limites e conflitos entre o cristianismo e o Islã – a mídia evidenciou os motivos geopolíticos, por outro lado modestos e em grande medida não originados como iniciativa papal: em particular, os de texto de trabalho sobre o qual discutirão no próximo mês de outubro, em Roma, os patriarcas e bispos das Igrejas do Oriente Médio, texto tornado público no domingo, 06 de junho, em Nicósia.

Mas, para compreender o sentido desta viagem na mente de seu autor, o caminho mais direto é a voz sonora de Bento XVI.

O Papa Joseph Ratzinger adora exteriorizar seu pensamento em cada uma de suas viagens em dois momentos fixados de antemão. Nas respostas aos jornalistas durante a viagem aérea ao seu destino. No caso do Chipre, na manhã da sexta-feira, 04 de junho: Entrevista do Santo Padre [em italiano]. E na Audiência Geral no Vaticano, na terça-feira seguinte ao retorno de sua viagem. No caso de Chipre, hoje: Audiência Geral, [em espanhol] 9 de junho de 2010. E depois, naturalmente, o expressou nos discursos pronunciados pelo Papa no lugar, especialmente as passagens em que a sua marca pessoal é mais evidente.

De tudo isto emerge que, para Bento XVI, os pontos focais da viagem ao Chipre foram o ecumenismo e o Islã. Mas não exclusivamente.

O ecumenismo

A população do Chipre é em sua grande maioria ortodoxa, e sua Igreja é uma das menores e mais nobres do cristianismo bizantino. Entre Bento XVI e o arcebispo Crisóstomo II se desenvolveu um vínculo inclusive pessoal de amizade e de estima, que se expressou em sua forma simbólica mais elevada no abraço entre os dois, durante a Missa celebrada pelo Papa em Nicósia, no domingo, 06 de junho, com a pequena comunidade católica da ilha presente em sua quase totalidade.

No discurso de despedida de Chipre, o Papa Raztinger associou este abraço ao “abraço profético” de 1964 entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras de Constantinopla. Com efeito, o caminho ecumênico levado a cabo desde então registrou com o atual Papa progressos sem precedentes, na vertente da Ortodoxia.

No voo para o Chipre, Bento XVI explicou que são três os elementos que “fazem cada vez mais vizinhas” a Igreja de Roma e as Igrejas do Oriente.

O primeiro é a Sagrada Escritura, lida não como um texto que cada um interpreta à sua maneira, mas como um livro “surgido e desenvolvido no interior do povo de Deus, um livro que vive neste sujeito comum e que somente aqui se mantém sempre presente e real”.

O segundo é a tradição da qual a Igreja Católica e as Igrejas ortodoxas são portadoras, uma tradição que não apenas interpreta a Escritura, mas que tem nos bispos seus guias e seus testemunhos sacramentalmente instituídos.

E o terceiro elemento é a “regra da fé”, ou seja, a doutrina fixada pelos antigos Concílios e que “é a suma de quanto está na Escritura e abre a porta à sua interpretação”.

É evidente que estes três elementos aproximam a Igreja Católica das Igrejas ortodoxas, mas distanciam ambas do protestantismo. Mas é esta e não outra a contribuição que dá ao caminho ecumênico um Papa como Bento XVI.

A proximidade entre o catolicismo e a ortodoxia é agora tão forte que se chegou a discutir entre as duas partes a questão central que as divide, isto é, o primado do Bispo de Roma.

Justamente em Chipre, em Paphos, patrocinada por Crisóstomo II, teve lugar no passado mês de outubro uma sessão de estudos do mais alto nível entre católicos e ortodoxos, em que se examinou como se viveu no primeiro milênio o primado de Roma, quando as Igrejas do Ocidente e do Oriente estavam ainda unidas. Entre os dias 20 e 27 de setembro próximo, em Viena, as duas delegações voltarão a se encontrar para continuar o trabalho.

O arcebispo de Chipre, Crisóstomo II, é no campo ortodoxo um dos maiores artífices da atual primavera ecumênica, junto com o patriarca de Constantinopla Bartolomeu I, o metropolita de Pérgamo (Turquia),Joannis Zizioulas, e – pela grande Igreja russa – o patriarca de Moscou, Kiril I, e o metropolita de Volokolamsk, Hilarion.

O Islã

Quanto ao segundo centro focal da visita de Bento XVI ao Chipre.

Encaminhando-se, no sábado, 5 de junho, para a Missa na igreja católica da Santa Cruz –, que em Nicósia está exatamente no limite com a zona da ilha ocupada pelos turcos – Bento XVI se encontrou com um velho chefe sufi, Mohammed Nazim Abil Al-Haqqani. Se saudaram, e ambos prometeram rezar um pelo outro. Trocaram entre si pequenos presentes: um rosário muçulmano, uma tabuinha com palavras de paz em árabe e uma medalha pontifícia.

Ao contrário do esperado encontro com o mufti de Chipre, Yusuf Suicmez, a máxima autoridade muçulmana da ilha, se produziu o encontro do Papa com um mestre sufi, isto é, com um expoente de um Islã místico, um Islã que “presumivelmente por influências cristãs coloca o acento no amor de Deus pelo homem e do homem por Deus”, ao contrário de um Deus inacessível “entre cujos 99 nomes falta o de Pai”.

As palavras agora entre aspas são do bispo Luigi Padovese, vigário apostólico para a Anatólia e presidente da Conferência Episcopal católica da Turquia, assassinado em Iskenderun no dia 03 de junho, às vésperas da viagem do Papa ao Chipre, da qual também ele teria participado.

Bento XVI evitou cuidadosamente circunscrever sua viagem a este fato trágico. A diplomacia vaticana, muito ocupada em evitar qualquer rusga com a Turquia e o Islã em geral, fez a sua parte para convencer o Papa que excluísse rápida e taxativamente que se tenha tratado de um assassinato “político ou religioso”.

Mas esta versão submissa e contraproducente – desmentida cada dia pelos fatos ,como trouxeram imediatamente à luz o jornal dos bispos italianos, o Avvenire, e a agência do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras, a Asia News – não impediu que o Papa Ratzinger desse os passos de verdade que se havia prometido dar em direção ao mundo muçulmano.

O primeiro passo foi a denúncia da “triste” situação real, que para o Chipre significa a ocupação por parte da Turquia da parte setentrional da ilha, a expulsão dos cristãos que ali moram e a destruição sistemática das igrejas.

Ao receber o Papa como hóspede, o arcebispo Crisóstomo II ressaltou tudo isto com palavras cortantes. E BentoXVI lhe fez eco deste modo, ao final da viagem: “Estas noites passadas, alojando-me na nunciatura apostólica, que se encontra na zona de amortecimento da ONU, vi algo da triste divisão da ilha, assim como da perda de uma parte significativa do legado cultural que pertence a toda a humanidade. Escutei também os cipriotas do norte que desejam voltar em paz para as suas casas e lugares de culto, e fiquei profundamente comovido com seus lamentos”.

A este reconhecido estado de coisas o Papa não respondeu com o oferecimento de conselhos políticos ou estratégicos, mas sobretudo exortando a uma “paciência” ativa, também a propósito das incessantes explosões de violência que devastam todo o Oriente Médio. Disse durante o voo para Chipre:

“Devemos quase imitar Deus, sua paciência. Após todos os casos de violência, não perder a paciência, não perder a coragem, não perder a longanimidade de recomeçar; criar as disposições do coração para começar sempre de novo, com a certeza de que podemos avançar, de que podemos alcançar a paz, de que a solução não é a violência, mas a paciência do bem”.

Em segundo lugar, ao falar aos diplomatas e através deles aos governos da região, o Papa voltou a propor a sabedoria política de Platão, de Aristóteles, dos estóicos, porque “para eles, assim como para os grandes filósofos árabes e cristãos que seguiram suas pegadas, a prática da virtude consiste em agir conforme a reta razão, na busca de tudo o que é verdadeiro, bom e belo”, começando por essa “lei natural que pertence à nossa comum condição humana”.

Bem sabe Bento XVI que os “grandes filósofos islâmicos” abertos à cultura grega pertencem a séculos muito distantes e que depois de Averróis tudo isto se interrompeu. Mas ao recordar este antecedente histórico o Papabispo Padovese, com raciocínios muito ratzingerianos. mostrou que também para o Islã é possível e necessária uma revolução iluminista, análoga à vivida pelo cristianismo. Em Regensburg explicou por que a empresa é extremamente árdua, mas desde então segue lançando uma e outra vez ao mundo muçulmano a proposta de soldar a fé ao “logos” e, em consequência, à liberdade de consciência e de religião, até agora inexistentes nos países islâmicos, como também o sabia e explicava o

Sobre este pano de fundo, o encontro do Papa com o mestre sufi – figura à margem das correntes islâmicas dominantes – simbolizou o encontro com “outro” Islã, com muçulmanos que não são inimigos, mas “irmãos apesar das diferenças”.

A cruz

Mas, não apenas o ecumenismo e o Islã estiveram presentes na agenda da viagem do Papa. Surpreendentemente, Bento XVI dedicou à  cruz, a cruz de Jesus, sua meditação mais intensa, pregando em uma igreja dedicada justamente ao santo madeiro.

A todos os que sofrem – disse – a cruz “oferece a esperança de que Deus pode converter sua dor em alegria, sua morte em vida”. A cruz faz isto a partir do lugar em que nenhum poder terreno é capaz. “E se, em consonância com os nossos merecimentos, nós teremos parte no sofrimento de Cristo, alegremo-nos porque teremos uma felicidade muito maior quando sua glória se revelar”.

Requer-se de coragem para se dirigir deste modo a pessoas que sofrem a ocupação injusta de suas casas e terras, o exílio forçado, a destruição dos sinais de sua própria fé, num quadrante no qual o único Estado em que os cristãos gozam de liberdade é o de Israel.

Mas, a cruz é o feliz escândalo da fé cristã. É o estandarte triunfal que o Papa Bento eleva e oferece ao mundo.

* Liberdade religiosa perde terreno no mundo.

domingo, maio 23rd, 2010

Pe. John Flynn, L.C.

Em 29 de abril, a Comissão para a Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF) publicou seu relatório anual. Junto com uma revisão da violação dos direitos humanos em muitos países, ao tratar a liberdade de culto, o relatório também continha as recomendações do ano 2010 sobre as nações que a comissão considera que deveriam ser qualificadas como “países de preocupação especial” ou CPCs.

A USCIRF, que é uma comissão independente do governo, pressionava de forma que 13 nações – Birmânia, China, Coreia do Norte, Eritreia, Irã, Iraque, Nigéria, Paquistão, Arábia Saudita, Sudão, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã – fossem designadas como CPCs.

Além disso, a USCIRF anunciou que os seguintes países estão na Lista de Observação da USCIRF de 2010: Afeganistão, Belarus, Cuba, Egito, Índia, Indonésia, Laos, Rússia, Somália, Tadjiquistão, Turquia e Venezuela. Trata-se de Estados que requerem uma supervisão de perto devido às violações da liberdade religiosa.

O relatório também expressava seu descontentamento com o governo dos Estados Unidos. Na apresentação do relatório, o membro da comissão Leonard Leo afirmava que “a conclusão do relatório está clara: nosso governo deve fazer mais”.

De acordo com Leo, “a política externa dos Estados Unidos sobre liberdade religiosa não está à altura”. Apontou como criticável o fato de que até agora não foi nomeado qualquer embaixador para a Liberdade Religiosa, depois de um ano que a nova administração chegou ao poder.

Entrando mais adiante em suas críticas, Leo comentava que, após algumas palavras duras sobre a liberdade religiosa do presidente Obama em seu discurso na cidade do Cairo, “as referências presidenciais à liberdade religiosa ficaram estranhas”.

Somava, ainda, que “o mesmo vale para muitos dos discursos do secretário de Estado, Clinton”.

Leo reconhecia que tratar do tema da liberdade religiosa não é fácil. Observava que, durante as missões realizadas pela comissão a países como a Nigéria e o Egito, há uma falta de assunção de responsabilidades, a qual permite que os indivíduos ataquem e até mesmo assassinem quem divergir dos pontos de vista religiosos deles.

Mas é justamente devido às graves violações da liberdade religiosa que se torna vital que a política externa dos Estados Unidos melhore na hora expor e castigar tais situações, insistia Leo.

Responsabilidade

O mesmo relatório detalhava mais amplamente os problemas de muitos países. Com relação ao ponto mostrado por Leo sobre a falta de assunção de responsabilidades, a comissão visitou a Nigéria 3 vezes no ano passado.

Tem havido, como mostrava o relatório, ondas selvagens de violência sectária. Desde 1999, nada menos que 12 mil nigerianos foram assassinados em 12 incidentes, de acordo com a USCIRF.

Tanto cristãos como muçulmanos têm sido vítimas e agressores, mas o relatório apontava que até agora ninguém tem sido detido, nem condenado, em uma década de violência religiosa.

Outro país assinalado no relatório, por seu histórico, foi a Birmânia, com um dos piores arquivos em direitos humanos do mundo. A situação da liberdade religiosa se deteriorou durante o ano passado, de acordo com a comissão, e o regime militar restringe seriamente a prática religiosa, além de controlar a atividade de todas as organizações religiosas.

Assim mesmo, o governo tem proibido a atividade protestante não registrada e continua destruindo lugares religiosos e promovendo a conversão forçada ao Budismo nas áreas de minorias étnicas.

Na China, o relatório indicava que o governo continua se envolvendo em violações sistemáticas da liberdade de religião ou crença. Além disso, no ano passado ocorreu uma clara deterioração nas áreas budista tibetana e uigur muçulmana.

As autoridades chinesas continuam com sua campanha contra os grupos cristãos não registrados, com milhares de protestantes detidos nos últimos dois anos. E mais de 40 bispos católicos continuam na prisão ou estão desaparecidos.

Todas as atividades religiosas estão sujeitas a uma marca política e legal rígida que bloqueia muitas atividades protegidas pelos direitos humanos internacionais, inclusive tratados que a China assinou ou ratificou, observava o relatório.

Países islâmicos

Certo número de países incluídos no grupo CPC ou na Lista de Observação são nações de maioria muçulmana. Nestes países, a atenção do Ocidente é normalmente centrada na perseguição dos cristãos, mas algo interessante expressado pela comissão é que na maioria desses países muçulmanos normalmente o caso é que os governos reprimem muito mais a prática livre do próprio Islã.

No caso do Irã, o governo não só continua oprimindo os wahabies e os cristãos, como também os fiéis muçulmanos. O relatório dizia que os muçulmanos dissidentes estão cada vez mais sujeitos a abusos e, em ocasiões, condenados à morte e até mesmo executados pela pena capital de moharabeh, ou “empreender a guerra contra Deus”.

De igual forma, no Iraque, junto à permanente tolerância do governo aos sérios abusos contra a liberdade de religião, continua havendo ataques e uma relação tensa entre xiitas e sunitas. Também há violência, motivada pela religião, contra as mulheres e contra os muçulmanos que rejeitam certas interpretações rígidas do Islã.

Na Arábia Saudita, o governo prossegue negando toda a forma pública de expressão religiosa que não seja da própria interpretação do governo, de uma escola sunita. Esta restrição não só é imposta aos não-muçulmanos, como também aos muçulmanos. O relatório dizia que os muçulmanos ismailis continuam sofrendo discriminações sérias e abusos devido à sua identidade religiosa.

Além disso, o governo continua atuando duramente contra os dissidentes muçulmanos xiitas, com numerosas apreensões e detenções. A Arábia Saudita continua, também, apoiando uma estratégia mundial de promoção de “uma ideologia extremista e, em alguns casos, a violência com os não-muçulmanos e com os muçulmanos não aprovados”.

Alguns muçulmanos também enfrentam problemas semelhantes no Afeganistão, observava o relatório. Por exemplo, um ministério do governo recolheu e destruiu uma remessa de livros religiosos xiitas provenientes do Irã, porque continham interpretações do Islã consideradas ofensivas para a maioria da comunidade sunita.

Deterioração

Na seção do relatório dedicada à Rússia, mais evidências sobre a deterioração da liberdade religiosa no mundo. A comissão afirmava que a situação na Rússia está piorando, como resultado de novas políticas e tendências. Uma delas é o uso, por parte do governo, da legislação antiextremista contra grupos religiosos que não são conhecidos pelo uso ou defesa de violência.

O relatório também comentava que os funcionários dos governos nacional e local violam cada vez mais a liberdade religiosa dos muçulmanos e dos grupos que consideram como não-tradicionais, fazendo cumprir outras leis, como as de organizações religiosas e organizações não-governamentais.

“Os funcionários russos continuam descrevendo certos grupos religiosos como alheios à cultura e à sociedade russa, de modo que contribuem para um clima de intolerância”, comentava o relatório.

O relatório também chamava à atenção a situação da Turquia, onde “continuam tendo lugar graves limitações à liberdade de religião ou credo”. Não só há restrições à maioria da comunidade muçulmana sunita, mas também muitas minorias sofrem, como o cristianismo.

Para as comunidades não-muçulmanas, é negado o direito de possuir e manter propriedades; são proibidas de preparar o clero e não lhes permitem oferecer educação religiosa.

De acordo com o relatório, prolongam-se no Egito graves problemas de discriminação, intolerância e outras violações dos direitos humanos contra membros de minorias religiosas.

A comissão comentava que, durante os últimos anos, houve um aumento da violência contra os cristãos ortodoxos cópticos. Acusava o governo de não dar os passos suficientes para acabar com a repressão e a discriminação contra os cristãos e os crentes de outras religiões.

Outro país com problemas sérios é o Sudão. O relatório indicava que o governo da nação comete violações sistemáticas à liberdade de religião. Tanto os cristãos como os muçulmanos que não seguem a interpretação governamental do Islã sãos objetivos das autoridades.

Infelizmente, para a maioria dos políticos, tanto na América do Norte como em outros lugares, a liberdade religiosa não está em um bom lugar em sua lista de prioridades. Cabe aos crentes fazer que sua voz seja ouvida para curar esta negligência.

* Qual religião predomina nos países que mais perseguem os cristãos no mundo?

sábado, maio 22nd, 2010

A presente Classificação de países por perseguição foi produzida com base em eventos decorridos entre 1º de novembro de 2008 e 31 de outubro de 2009. Portanto, os meses de novembro e dezembro de 2009 não foram considerados para esta edição.

A Classificação de países por perseguição é compilada a partir de um questionário de 50 perguntas que cobrem vários aspectos da liberdade religiosa. Às respostas são atribuídos pontos, dependendo da resposta obtida. O total de pontos por país determina sua posição na Classificação.

O critério de seleção é resultado de um questionário específico desenvolvido com perguntas padronizadas sobre: a situação legal dos cristãos no país; a atitude do regime político em relação à comunidade cristã; a liberdade da Igreja para organizar eventos; o papel da Igreja na sociedade; o tratamento de cristãos considerados individualmente; e outros fatores limitadores da vida de igrejas e cristãos.

Fonte: Portas abertas

* Tribunal Indonésio viola liberdade religiosa mas comunidade cristã triplica.

sexta-feira, maio 21st, 2010

Culto de Natal na IndonésiaCelebração de Natal na Indonésia

Com o presidente Obama decidido a visitar a Indonésia no mês que vem, o país muçulmano mais populoso do mundo enfrenta uma crise de relações públicas de seu próprio feitio.  A Indonésia é tida como um centro influente e tolerante do islã mundial. Agora ela deve decidir se quer dar carta branca aos extremistas religiosos entre eles, ou se ela viverá dentro das expectativas ideais a protegerá a liberdade religiosa para todos em sua população de 240 milhões.  Cerca de 88% da população indonésia é islâmica.  Cristãos protestantes são cerca de 5,9% e católicos 3,1%.

No mês passado, o mais alto tribunal do país mostrou que direção o país toma.  O tribunal manteve uma lei de blasfêmia de 1965 que pune os cidadãos por abandonarem qualquer uma das seis religiões aprovadas.  A medida criminaliza qualquer tentativa de “fazer propaganda ou demonstração” de qualquer religião diferente das versões ortodoxas das seis religiões sancionadas: O islã, o budismo, o hinduísmo, o catolicismo, o protestantismo e o confucianismo.  Aqueles que desrespeitarem a lei podem enfrentar sentenças de até cinco anos de cadeia.

Como em outros países muçulmanos: Código Penal viola a própria Constituição

Ativistas de direitos humanos foram rápidos em condenação à decisão.  “Estamos profundamente desapontados pela decisão do Tribunal Constitucional, que é um grande retrocesso para a liberdade religiosa”, disse Mervyn Thomas, da Solidariedade Cristã Mundial. A Indonésia tem ampla tradição de pluralismo e tolerância religiosa, e sua constituição garante isso, mas a lei de blasfêmia no artigo 156A do Código Penal Indonésio viola sua própria Constituição e danifica a reputação da Indonésia como sociedade tolerante e pluralística.”

Os juízes disseram que a decisão de 8-1 era necessária para manter a ordem civil.  Onde está a imparcialidade legal?!

A lei pode ser necessária para proteger os próprios juízes.  Quase 500 policiais foram posicionados ao redor do tribunal devido ao receio de que militantes da Frente de Defensores Islâmicos, um grupo de justiceiros e milicianos, atacariam se eles repelissem a lei.

Decisão favorece extremistas muçulmanos

A decisão sem dúvida favoreceu o número crescente de extremistas na Indonésia.  Minorias religiosas há muito dizem que a lei de blasfêmia encoraja a discriminação e a intimidação contra eles.  Muçulmanos moderados, minorias religiosas, ativistas democráticos e de direitos que acreditam que o país deve fazer mais para garantir a liberdade religiosa tentaram sem sucesso dirigir petições para que o tribunal repelisse a lei.

Observadores estrangeiros concordam. “A decisão do Tribunal Constitucional pode garantir aos extremistas apoio legal para impor uma versão de conformidade religiosa que não é adotada pela maioria dos indonésios,” disse Leonard Leo, representante da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional, sediada nos EUA.

Há, infelizmente, várias razões para acreditar que essa reputação é injustificável.  O Instituto Wahid, um grupo muçulmano moderado, recentemente emitiu um relatório contando 35 casos de violações de liberdade religiosa advindas do governo (28 delas contra cristãos) e 93 incidentes de intolerância contra igrejas na Indonésia no ano passado.  O maior número de violações e incidentes ocorreu em Java Ocidental.

Grande crescimento da comunidade cristã na Indonésia e triplica na Ásia em geral

Mais que triplica na verdade, um aumento de 247% na comunidade cristã na Ásia em geral em 40 anos.

Em meio a essa repressão praticada pelos muçulmanos radicais enquanto os moderados se calam, a comunidade cristã indonésia continua seu tremendo crescimento.  Alguns creêm que o crescimento anual de cristãos é de cerca de 4% ao ano (por volta de 504.000 pessoas).

De acordo com um relatório recente e destacado na revista Times, “Crescimento Explosivo do Cristianismo na Indonésia,” a igreja está chegando a grandes números de indonésios, que estão dando novos ouvidos ao Evangelho:

“Assim como em vários países em desenvolvimento, cheios de problemas, onde uma pessoa pode se sentir perdida em meio à miséria, o conceito de salvação individual é muito poderoso. Ao mesmo tempo, o sequestro da teologia muçulmana por um pequeno bando de terroristas nativos que mataram centenas de indonésios nos anos recentes levou alguns a questionarem a fé majoritária de sua nação.

Vinculação com terrorismo e silêncio cúmplice dos moderados afasta os amantes da paz

A crescente identificação da fé muçulmana com atos terroristas e a falta de reação e protestos da comunidade muçulmana moderada contra esses atos terroristas que assassinam gente inocente está causando o afastamento das pessoas pacíficas dessa religião, em busca de paz interior e a prática da não violência.

Jihad é a única solução? Paz e amor são a solução.Jihad e ódio são a única solução? Paz e amor são a solução.

A revista Times também estima que o número total de cristãos na Ásia explodiu de 101  milhões em 1970 para 351 milhões em 2010.

A revista nota que esse crescimento do cristianismo gerou alarme e ressentimento entre grupos muçulmanos, que várias vezes recorrem à violência em vez de tentar debater pacificamente como seria o correto.

Infelizmente, a devoção da Indonésia à igualdade de direitos religiosos é frágil.  “O governo não tem coragem de admitir as violações de liberdade religiosa,” disse o diretor do Wahid Institute Yenny Zanuba, “mas elas são reais e feitas diretamente por organizações governamentais ou indiretamente, como resultado de decisões do governo.”

Por Carl Moeller, Open Doors USA

* Dhimmi. Você sabe o que é isso?

sexta-feira, maio 21st, 2010

David Borensztajn

Não há, ainda, uma palavra em português para designar ou traduzir o que significa dhimmi, mas em breve você poderá começar a ouvir mais e mais essa palavra em árabe, assim como já ouve a palavra jihad.

Aliás, o conceito de dhimmi vem após o de jihad, guerra que divide os povos do mundo em dois campos irreconciliáveis, um, o dar al-Harbdar al-Islam (território do Islã), onde impera a lei Islâmica, a sharia. A jihad, como lemos diariamente nos jornais, é realmente uma guerra santa movida pelos muçulmanos contra os infiéis e que só terminará no dia em que houver a absoluta supremacia do Islã no mundo inteiro.

A dhimmitude (mais uma palavra que não tem tradução, por enquanto), historicamente, então, é a subjugação dos judeus e cristãos que devem pagar a jizyah, uma taxa ou imposto pela “proteção” religiosa, na verdade significando submissão e obediência ou mesmo humilhação.

O Corão, na Sura 9:29, diz expressamente que “dentre aqueles, aos quais fora concedido o Livro, combatei os que não crêem em Allah nem no Derradeiro Dia, e não proíbem o que Allah e Seu Mensageiro proibiram, e não professam a verdadeira religião; combatei-os até que paguem al-jizyah, com as próprias mãos, enquanto humilhados”. Povos do livro aí são cristãos e judeus, pois são os povos que aceitam a Bíblia.

Historicamente a dhimma foi um tratado firmado por Maomé com judeus quando de sua vitória em 628 no oásis de Khaibar, na Península Arábica e daí para frente serviu de modelo para qualquer acordo  regulamentando as relações entre conquistadores muçulmanos e populações vencidas, onde os vencedores sempre levam vantagem.

A taxa, segundo a lei islâmica, não era para ser cobrada de crianças e mulheres, mas isso era ignorado na prática, e a jizyah tornou-se uma ferramenta de opressão onerosa e odiosa na mão dos mandatários islâmicos. No Império Otomano, por exemplo, de acordo com a maior especialista no assunto, Bat Ye’Or, crianças, viúvas e até enfermos eram constrangidas a pagar.

Como que para mostrar a superioridade da civilização e da religião muçulmana a taxa era paga numa humilhante cerimônia pública onde o pagador levava uma pancada na cabeça ou na base do pescoço.

Recordo que nos nossos bancos escolares aprendemos que sob a dominação moura (ou árabe) da Península Ibérica, os judeus viviam bem e com muita liberdade, tendo exercido profissões de prestígio como médicos da corte, banqueiros e outras. Isso não é bem verdade, embora ainda haja divergência entre alguns historiadores. Judeus, cristãos e zoroastrianos eram apenas tolerados como cidadãos de segunda classe, desde que pagassem impostos

Claro que um ou outro gozou de favores especialíssimos dos califas muçulmanos, mas a imensa maioria era sujeita ao status de dhimmi e não podia se reunir na rua, os dhimmis não podiam construir sinagogas (só podiam reconstruir as antigas, pré-islâmicas), deveriam usar roupas determinadas pelas autoridades muçulmanas e mais uma série de imposições das autoridades, coisas, aliás, copiadas séculos depois, pelos nazistas (que inventaram muito pouco, e copiaram quase tudo de outros, inclusive a cor amarela da braçadeira com a estrela de David, coisa que poucos sabem e que foi criada pelo Califa Harun al-Rashid) e a própria suástica dos indianos (que voltada para a esquerda é um símbolo do bem).

E se você acha que tudo isso pertence a um passado remoto, coisa da Idade Média ou da Reconquista espanhola, veja o que o Sheikh Marzouq Salem Al-Ghamdi numa mesquita em Meca, Arábia Saudita, disse há apenas uns anos atrás: se os infiéis vivem entre os muçulmanos dentre as condições estabelecidas pelo Profeta, não há nada de errado em que se cobre deles a jizyah em favor do tesouro islâmico. Outras condições são… que não remodelem igrejas ou monastérios, que não consertem aquelas que foram destruídas, que alimentem por 3 dias qualquer muçulmano que passe por sua casa… que se levante quando um muçulmano queira se sentar, que não imite um muçulmano na maneira de se vestir ou falar”, e mais algumas coisas.

Outro fato marcante é que depois de quase 3 mil anos os judeus estão deixando de existir nos países muçulmanos e as comunidades foram reduzidas a uns poucos indivíduos. Onde outrora havia cultura pujante, comércio abundante hoje praticamente não há mais. E não só com os judeus. Os cristãos coptas no Egito também sofrem. E muito. Há notícias de perseguições e morte praticamente todos os dias, apesar do governo egípcio, através dos guias turísticos, mostrar as antiqüíssimas igrejas e sinagogas como prova da liberdade religiosa.

Com o crescimento da religião muçulmana, movida antes de tudo pela explosão demográfica (e não se engane o leitor, pois essa é a principal causa, já que o fiel pode ter até quatro esposas) não será de estranhar se amanhã ou depois começarmos a ouvir cada vez mais termos como dhimmi, dhimmitude, jizyah, sharia, umma, como já ouvimos jihad, jihadismo, mujahedin e outras.

Dhimmi, portanto, é o cidadão de segunda classe, tolerado pelo senhor muçulmano, dentro da sociedade islâmica, desde que, é claro, pague a taxa devida pela proteção.

É isso que nos espera num futuro não muito distante?

* Irmãos paquistaneses ameaçam família do católico que desposou uma muçulmana.

sábado, maio 1st, 2010
Antes da tentativa de rapto da mãe do noivo, mulçumanos acusaram os cristãos de seqüestro. Os membros da família de uma mulher muçulmana, desposada por um católico, ameaçaram sequestrar a mãe e a irmã do noivo, além de matar os recém-casados e outros parentes. Os muçulmanos subornaram os policiais para permitir os crimes, disseram os testemunhos da família cristã.

Os irmãos de Sadia Bashir, mulher mulçumana com 22 anos de idade casada com o cristão Jibran Masih, fizeram as mesmas ameaças, em 12 de abril de 2010.

A Suprema Corte do Paquistão ordenou a família muçulmana a parar de emitir terríveis ameaças para a família cristã, mas as ameaças continuaram com o apoio da polícia, disse Bhatti. Em 18 de janeiro de 2010, disse Bahtti, o irmão de Bashir tentou seqüestrar sua esposa, mãe de Jibran Masih, já que ela voltava para casa depois de escoltar outra filha para a faculdade.

“Os criminosos que tentaram me sequestrar ainda estão foragidos, e os membros da família muçulmana, com a aprovação da polícia estão lançando ameaças para nos matar ou raptar a nossa filha”, disse Nargis Bibi.

No dia 1 de julho de 2009, o pai e mãe de Bashir Sadia, Mohammad Bashir e Khursheed Bibi, tinham acusado Nargis Bibi, Bhatti e Masih de tentar raptar sua filha. Documentos gravados do Tribunal comprovam que Sadia Bashir testemunhou diante de um juiz do Tribunal que ela tinha se casado com o cristão, de livre e espontânea vontade e por amor. Em seu depoimento, ela disse que não foi raptada por qualquer membro da família do acusado e livremente decidiu se casar com ele.

No entanto, os três cristãos permaneceram na cadeia até Bhatti ser capaz de levar o caso perante o Supremo Tribunal de Lahore. Em 4 de dezembro de 2009 o Chefe de Justiça Khwaja Muhammad Sharif absolveu os três e descartou o caso. O jovem casal mudou-se para fora da cidade para começar sua vida de novo, disse Nargis Bibi.

“Na primeira informação reportada pela família de Muhammad Bashir, acusando-nos falsamente com o seqüestro, a polícia nos prendeu imediatamente”, disse Bibi Nargis, no entanto, não prenderam nenhum dos culpados muçulmanos.

Negando as acusações de suborno, um porta-voz da polícia disse que os policiais tinham registrado um caso, uma investigação estava em andamento e que em breve os sequestradores estariam atrás das grades.

* Abaixo-assinado contra a visita do papa Bento XVI à Inglaterra.

segunda-feira, abril 5th, 2010

1. O direito de petição, reclamação, tem origem remota na Magna Carta de 1215. Esse direito é um dos mais sagrados no Reino Unido.

Um site oficial permite que reclamações (petições), por via eletrônica, sejam encaminhadas diretamente ao primeiro-ministro.

Trata-se do site oficial da Downing Street, residência oficial do premiê Gordon Brown.

2. Uma reclamação, até domingo de Páscoa com mais de 11 mil assinaturas, foi preparada para envio  a Gordon Brown e já agita a imprensa britânica.

A reclamação tem alto potencial explosivo. Ou seja, os peticionários não querem  que o governo desembolse 15 milhões de libras esterlinas (mais de 40 milhões de reais) para receber em visita o papa Ratzinger.

A visita está marcada para setembro próximo.

De quebra, os reclamantes querem que o governo reconsidere o convite de modo a “desassociar-se das intolerantes posições do papa Ratzinger”.

Um elenco de posturas dadas como incorretas estão no corpo da reclamação. Segundo os peticionários, o papa Ratzinger é (1) contra o igualdade de tratamento legal aos homossexuais, (2) não admite o uso de preservativos para prevenção da HIV-Aids, (3) não aceita pesquisas com células tronco, (4) não reconhece os direitos reprodutivos das mulheres.

Em destaque consta, também, que o papa Ratzinger  “engavetou” casos de pedofilia a envolver clérigos, reabilitou o bispo lefevriano Williamson (negacionista da Shoá e defensor das câmaras de gás nazistas) e deu via livre para se prosseguir no processo de beatificação do papa Pacelli (Pio XII), elevado à categoria de honorável.

A iniciativa é de Peter Tatchell do grupo OutRage, voltado ao reconhecimento de direitos igualitários aos gays, bissexuais, lésbicas e transexuais.

As assinaturas serão recolhidas até o próximo fim de semana. Até ontem, eram 11.417 assinaturas lançadas na reclamatória. Com esse número, a petição ocupa a 13ª posição entre as com mais firmas e encaminhadas ao premiê Gordon Brown.

Terra

***

Quanta gente !

O Papa vai como chefe de Estado, meus caros..

* Construção de igreja na Indonésia é interrompida por muçulmanos.

sábado, abril 3rd, 2010

Muçulmanos reunidos para protesto contra igreja Muçulmanos reunidos para protesto contra igreja

Um grupo de muçulmanos interrompeu a construção de uma igreja católica em Citra Garden, Java Ocidental no início deste mês.

Em 12 de março, mesmo dia em que a Igreja Cristã da Indonésia (GKI) enfrentou o fechamento ordenado por oficiais do governo, manifestantes liderados pelo Fórum Islâmico Unido (FUIB) bloquearam a entrada para Citra Garden, exigindo que a construção da igreja fosse interrompida. Eles basearam suas exigências na alegação de que a obra não tinha a permissão dos moradores locais, mas a igreja possuía a permissão oficial, e já estava em obras há várias semanas.

O documento que permite a construção foi apresentado para os muçulmanos, mas eles disseram que os cidadãos não concordavam com a construção do templo.

O Padre Peter Kumiawan Subagyo disse que a igreja pertencia ao distrito paroquial de Cengkareng, mas que ele cresceu tanto (20 mil pessoas) que foi necessário construir outra paróquia.

A permissão de construção foi alcançada normalmente, e todas as assinaturas dos moradores foram garantidas. O governo da província de Jacarta aprovou o documento, que foi publicada na imprensa oficial no dia 18 de janeiro.

Logo após a aprovação do documento, o comitê de construção da igreja começou a trabalhar. A obra já estava encaminhada quando os muçulmanos começaram a protestar em nome dos cidadãos.

O líder da igreja, Albertus Suriata, disse que a congregação nunca teve problemas com a população local.

“Nós temos um bom relacionamento. Não acho que alguém próximo à igreja tenha alguma objeção. Suspeitamos de pessoas de outros vilarejos.”

Ele afirma que a igreja tentou resolver o problema apresentado pelos manifestantes de diversas formas.

“Nós já começamos a obra. Teremos que interrompê-la por causa dessas manifestações? Além disso, possuímos a permissão do governo.”

Fonte: Missão Portas Abertas

* Revistas alemãs oferecem até 1 milhão de euros para quem caluniar o Santo Padre.

sábado, março 27th, 2010
Mídia laicista  alemã começa a incentivar calúnias contra o Santo Padre Bento XVI.

Segundo o Site alemão Kreuz.net a revista alemã
“Der Spiegel” está oferecendo 1 milhão de Euros para quem caluniar o Santo Padre de abusos sexuais. O objetivo é levantar uma onda de difamações contra o Sucessor de Pedro.

A revista Schmiermagazine está oferecendo os mesmos valores a ex-seminaristas que foram alunos do Santo Padre nas décadas de 60 e 70 que caluniarem o Romano Pontífice por abusos.

O intuito destas revistas é a calúnia e a difamação, eles querem que alguém acuse o Papa para levantar rumores e suspeitas, não lhes interessa a verdade, apenas atacar a moral do Pontífice.

Veja você mesmo.
Kreuz.Net
Glóra.Tv

***

Vocês percebem, irmãos, a motivação?

Dá para acredidar em tudo que é publicado com esse tipo de “incentivo” capaz de atrair inimigos da Igreja e supostas vítimas, ávidas por Euros?

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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