Artigo da ‘Protestantismo’ Categoria

* De Lutero a Roma: Testemunho de conversão de um Protestante que descobre-se filho da Igreja Católica.

terça-feira, março 9th, 2010

Depois de 3-4 anos a cruzar por Genebra, parece-me adequado que proclame a vitória de Roma sobre a minha alma.

Sei que há quem fique escandalizado com esta conclusão, quem duvide se não é odisseia a trajetória da minha peregrinação de fé. Porém, Chesterton, que contribuiu no ano passado para a minha conversão, defendia-se perante os seus críticos alegando que, na aventura que é a Ortodoxia, se vê como um velejador inglês que, num erro de cálculo, parte do Tamisa, dá toda uma volta ao mundo, e chega ao estuário londrino a pensar que descobriu as índias orientais. Para este, chegar à plenitude e pureza do Cristianismo durou toda a sua vida adulta.

Fico feliz por, aos 25 anos, me ver chegado a Casa. Fico também aliviado que, ao contrário das milhenas de pastores e presidentes de seminário e teólogos da fina flor do Evangelicalismo (em especial, Calvinistas como Scott Hahn, Peter Kreeft, Francis Beckwith, etc), não me vi vestido com a toga de Westminster quando me lancei ao meu nado rio Tibre adentro.

A questão, pois, fica: como foi possível? Sinto que devo explicações Ape. Primeiro que tudo, não mudei de fé.Apenas progredi no Caminho que Cristo palmeou para os Seus; um que não se fica pela epifania de Martinho Lutero no séc XVI. Não; ele inclui os 1500 anos anteriores, e inclui os S. Tomás de Aquinos, os Sto Agostinhos, os Sto Ireneus, os S. Clementes, Sto. Atanásios, os Sto Inácios e S. Policarpos que criam na Eucaristia, na Sucessão Apostólica, na Primazia Petrina, no Magistério romano, no Papado, no Dogma, etc.

Homens que amavam a Escritura e tinham-na como infalível e inspirada: a própria Palavra de Deus. Estudei insistentemente estes velhos santos. Uns, foram discípulos directos dos Apóstolos, outros discípulos dos discípulos; mas todos – herdeiros da sua Tradição (II Tes 3:5-6). Tradição que nunca incluiu a Sola Scriptura: essa coisa tão antibíblica. O devoto papista, Agostinho de Hiponas, presidiu a esse Concílio Ecuménico em Cartago, no séc IV, e o Novo Testamento foi anexado ao Velho. O da Septuaginta; o dos deuteroncanónicos. Agostinho cria na Escritura; e a Escritura cria na autoridade da Igreja sobre a Verdade (I Ti 3:15-16); a Escritura cria, segundo a mesma, em Concílios humanos e a sua infalibilidade, como relata no Livro de Atos, sobre a assembleia reunida em Jerusalém: toma-os como infalíveis e autoritários sobre as consciências de todos os cristãos em todo o lado.

E a Sola Scriptura? Ao fim de muita martelada, II Ti 3:16-17, parece falar da suficiência e adequação da Escritura para todo o ministério de Timóteo: não duma autoridade exclusiva da Escritura ou dum monopólio epistémico da Palavra preservada. Além do mais, o rapaz, segundo S. Paulo, conhecia aquelas Escrituras desde Jovem. Ora, pois, nem quando S. Paulo lhe escrevia isto havia epístolas paulinas, nem petrinas, nem universais; nem o Apocalipse ou o Evangelho e S. João – quanto mais na sua meninice. A Escritura perfeita e suficiente era, afinal, um Velho Testamento. A julgar pelas citações ad verbatim e exemplos históricos do Apóstolo (Gál 5) era pior: um desses com os textos deuterocanónicos que os Protestantes retiraram do Cânone – a Septuaginta.

A dada altura, pois, não fui mais capaz da ginástica intelectual de crer que sacerdotes romanistas perservaram, copiaram, e escolheram perfeitamente o Cânone da minha Escritura Protestante – a mesma da qual, em pleno séc XXI – fazia eu uso para mostrar as suas idolatrias. Se todos criam no que criam e como eu próprio verifiquei que criam, o que me faria crer que tais papistas, marianos, eucarísticos não corromperam o Texto? Ou omitiram mais livros apostólicos? Ou acrescentaram até apócrifos, como a Epístola a S. Tiago (que nega a Sola Fide no seu segundo capítulo), essa que Lutero quis, por palavras suas, ‘atirar para a fornalha’? Além do mais, este silêncio de 15 séculos em que as 5 Solas da Reforma nem em princípio existiram parecia contrariar, se é que a Ortodoxia é mesmo a Protestante, a promessa que Cristo fez a S. Pedro quando fundou nele a Sua Igreja: ou seja, afinal os portões do Hades sempre prevaleceram sobre ela.

Até à Dieta de Worms, pelo menos. E mesmo após esta, concedamos que, para o Evangélico do séc XXI, Lutero ainda sofria de resquícios hereges, ao assumir que Maria merecia toda a reverência e veneração, e ao não negar o Purgatório. O próprio Calvino não via motivos para contrariar a crença na virgindade eterna da Virgem e acreditava na Eucaristia e na Presença Real de Cristo nela. Mais ainda, ao olhar para as 33000 igrejas evangélicas e suas várias denominações, choraria com o triunfo dos Anabaptistas radicais – gente que separou o Estado da Igreja, que nega a regeneração baptismal e recusa-se a aspergir os ‘filhos da Aliança’, os bebés da promessa abraâmica. Mas sobre a anarquia eclesiástica Protestante falarei mais tarde.

Importante é que ainda como bom escrituralista, e sem dar por isso, comecei a crer no que não sabia eu ser Dogma. João 6, de repente, parecia a estar ensinar a Eucaristia (afinal, se Jesus falava apenas simbolicamente do Pão e do Vinho, porque confirmou Ele aos canafurnanitas que o acusavam de promover canibalismo que era o Seu Corpo ‘verdadeiramente’ Pão, e o Seu Sangue ‘verdadeiramente’ Vinho?); Mateus 16, subitamente, parecia conferir uma primazia apostólica sobre S. Pedro; I Coríntios 3, num momento, ensinava claramente o Purgatório; os capítulos iniciais de Lucas pareciam agora exaltar a Virgem para lá do mero ‘respeito’ Protestante, etc.

Porém, como haveria eu evangelizar os meus irmãos Evangélicos sobre estas e outras realidades? No fim, era apenas a ‘minha interpretação’. Que importa a suposta clareza e autoridade da Escritura, se a maioria dos Evangélicos consegue perfeitamente ler sobre ‘arrebatamentos secretos’ e helicópteros no Livro de Revelação, mas não vê a Transubstanciação em João 6, e fica impune se confrontado biblicamente?; se não vê qualquer Purgatório em I Coríntios 3, mas discerne o ambientalismo de Al Gore em Génesis 1?; se não compreende a veneração mariana presente nos capítulos iniciais de Lucas, mas entende a importância da apoiar o Estado de Israel até que o Templo seja restaurado e Jesus possa voltar, lendo [as notas de rodapé] do livro apocalíptico joanino? – Onde está, pois, a Sola Scriptura? Onde está a autoridade bíblica exclusiva? Nasceu e morreu na Dieta de Worms:

‘A menos que eu seja convencido pelas Escrituras e a simples lógica, não aceito a autoridade do Papa e dos Concílios, pois estes se contradisseram, e eu fico, pois, sem escolha. A minha consciência está sob o cativeiro da Palavra de Deus. Não poderei nem irei eu retractar-me, pois ir contra a consciência não é correcto nem seguro. Deus me ajude. Ámen.’

Porém, ao estabelecer a Igreja reformada, tendo já instituído o produto da sua consciência, a Concórdia, Lutero, argui assim:

‘A minha doutrina não pode ser julgada por ninguém, nem pelos anjos. Quem não crer na minha doutrina, não poderá ser salvo.’ [sic]

Quando se relativiza tanto a Palavra de Deus e se dilui a autoridade pastoral ao ponto da opinião; quando se vota a eclesiologia à anarquia, retirando à Igreja a legitimidade para ‘ligar’ e ‘desligar’; quando se auto-ordenam bispos e presbíteros sem que sejam estes enviados por um sucessor apostólico; que Sola Scriptura resta, se nisto e em tanto mais a Escritura não é obedecida, nem fonte autoritativa existe para que se estabeleça e institutua objectivamente o que ela ensina, para todos os cristãos em todo o lado? Mas mais sobre o relativismo doutrinal Protestante mais tarde.

Porém, foi assim, pois, que caí do meu cavalo de Saulo. Não pude mais pontapear os aguilhões. Há anos, li sobre Henri Nouwen, e como este adormecia em oração, pedindo a Deus que Ele lhe desse uma razão para permanecer Protestante. Mas Deus deu-lhe, em vez, milhenas razões para se tornar Católico. Assim foi comigo. Sinto, hoje, intimidade com os cristãos de todos os séculos e de todo o mundo, do dia de hoje até aos Apóstolos e os seus discípulos, que rodeavam a Eucaristia, e em redor dela viviam, cristocentricamente e cruciformemente. Sinto, como Chesterton, que não sou já apenas um filho dos meus pais e um filho da minha era, mas um filho de Deus e da Sua Igreja, fundada no ano 33 em Jerusalém. E isto salva um pós-moderno, acreditem.

Pro Christo et Humanitate,
Nuno Fonseca

* Anglicanos australianos anunciam sua entrada na Igreja Católica.

quinta-feira, março 4th, 2010

Primeiro caso depois da publicação da “Anglicanorum coetibus”

A comunidade de anglicanos Foward in Faith, que tem sua sede principal na Austrália, poderia ser o primeiro caso de adesão coletiva à plena comunhão com a Igreja Católica depois da publicação da constituição Anglicanorum Coetibus, no último dia 4 de novembro.

Assim deu a conhecer o bispo anglicano David Robarts OAM, em declarações ao jornal australiano The Daily Telegraph.

“Amo minha herança anglicana, mas não a perderei ao dar este passo”, assegurou o bispo.

Respeitar a tradição

A comunidade Foward in Faith, presente também na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, buscou permanecer fiel à tradição anglicana e rejeitou algumas modificações, entre elas o exercício do ministério sacerdotal e episcopal por parte das mulheres e a aprovação de alguns sacerdotes, bispos e líderes anglicanos abertamente homossexuais.

E, neste caminho – afirma o bispo –, “procuramos, durante 25 anos, ter algum tipo de supervisão episcopal, mas não conseguimos (…). Já não somos realmente queridos, nossa consciência não foi respeitada”.

Por isso, Robarts afirmou que ele e seus fiéis “vamos seguir este caminho, porque as portas nos foram fechadas na igreja anglicana da Austrália durante um longo tempo”.

E foi assim como, durante uma reunião realizada no último final de semana, cerca de 200 membros votaram unanimemente por voltar à plena e visível comunhão com a Igreja Católica.

Voltar a Roma

Com a publicação da Anglicanorum Coetibus, o Papa Bento XVI introduziu uma nova estrutura canônica que permite aos fiéis ex-anglicanos que entrem em plena comunhão com a Igreja Católica, conservando ao mesmo tempo elementos do patrimônio espiritual e litúrgico anglicano.

A figura dos ordinariatos pessoais, figura canônica de governo não restrita a um território, recorda a figura da prelazia pessoal (a única que existe é o Opus Dei), ou os vicariatos castrenses (diocese sem território na qual um bispo representa a autoridade eclesiástica para os militares ou forças da ordem católicas e suas famílias, independentemente de onde se encontrem).

Segundo o bispo Robarts, os membros desta comunidade, com a supervisão de Dom Peter Elliot, bispo auxiliar de Melbourne, e com a direção da Santa Sé, já começaram com os grupos de trabalho para estabelecer o primeiro ordinariato anglicano que poderia servir de protótipo para os que surgirão posteriormente em outros lugares do mundo.

O bispo David Robarts esclareceu, na entrevista com o The Daily Telegraph, que o passo que a comunidade Foward in Faith pretende dar não é como “quem troca de móveis”.

“Simplesmente estamos dizendo que fomos fiéis ao que os anglicanos acreditaram sempre e que não queremos mudar nada disso, mas nos marginalizaram devido àqueles que querem introduzir algumas ‘inovações’.”

“Precisamos ter bispos que acreditem naquilo que nós acreditamos”, concluiu Robarts.

Zenit

* Bispo anglicano inglês se converte ao catolicismo e é recebido pela Igreja.

segunda-feira, março 1st, 2010

Paul Richardson, “bispo” auxiliar da diocese anglicana de Newcastle, na Inglaterra, foi recebido na plena comunhão da Igreja Católica, em cerimônia realizada na capela da Universidade de Durham, no mês passado.

Richardson não planeja pedir ordenação sacerdotal ou episcopal, nem, por enquanto, unir-se a um dos ordinariatos para ex-anglicanos criados pelo Papa Bento XVI. Por ora, quer ser apenas um fiel católico comum.

Mais detalhes no link acima ou em uma nota em espanhol que pode ser lida aqui.

* O preço do relativismo religioso: Igreja nos EUA faz cultos para nudistas.

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

Uma ” igreja”  no  Estado  americano da Virginia (nordeste dos Estados Unidos) está causando polêmica ao receber fiéis nus.Até o pastor celebra o culto como veio ao mundo.

Na  capela  de  Whitetail  –  uma  comunidade  nudista  fundada em 1984, na cidade de Ivor, roupas são um item opcional.

“Eu  não acredito que Deus se importe com a maneira como você se veste quando você faz suas orações. O negócio  é fazer as orações”, diz Richard Foley, um dos frequentadores.

Mas,  entre  os  que  não  fazem  parte da congregação, a ideia de uma igreja nudista não agrada muito. Várias pessoas  ouvidas  nas  ruas  de  Ivor  se  surpreenderam  e  disseram  achar  o conceito de uma igreja nudista
desrespeitoso.

O  pastor  Allen  Parker  discorda:  “Jesus  estava nu em momentos fundamentais de sua vida. Quando ele nasceu estava  nu,  quando  foi  crucificado  estava nu e quando ressuscitou, ele deixou suas roupas sobre o túmulo e estava nu. Se Deus nos fez deste jeito, como isso pode ser errado?”

Lucro

A  comunidade nudista de Whitetail vai de vento em popa apesar dos tempos de crise. Segundo a administração do resort, mais de dez mil pessoas visitaram o local no último ano e os lucros subiram 12% no período.

Os  visitantes  dizem que ser nudista é algo libertador. Para eles, em um ambiente como este não há julgamento de classe social e todos ficam livres para ser quem realmente são.

Além  disso,  o  clima seria de igualdade. Um frequentador exemplificou isso dizendo que, na comunidade, não é possível dizer quem está desempregado, quem é alto-executivo e quem é encanador.

“Aqui, todos participam, todos são compreensivos e preocupados com a comunidade e com a família. Temos uma das congregações  mais  ativas  da  região. Eu considero isso um presente de Deus e um privilégio”, disse o pastor

G1

***

Se cada pessoa interpreta a Biblia segundo sua cabeça, que diferança faz essa louca interpretação de outras mais ortodoxas?

O problema maior reside no relativismo do principio de que cada crente – sempre “assistido pelo Espirito Santo”- pode interpretar as sagradas escrituras como lhe aprouver, mesmo que as 100 mil denominações protestantes espalhadas pelo mundo não consigam se unir nem entre elas e não consigam chegar a um consenso do que é de Deus e o que não é.

O magistério protestante é fragmentado e contraditório porque não acredita na Igreja fundada por Jesus Cristo que subsiste na Igreja Católica.

Isso não é arrogância ou pretensão, é a verdade histórica que tantas vezes é usada contra a Igreja mas que acaba por referendar sua origem Divina.Isso não nos orgulha,mas nos enche de espanto e de grave responsabilidade !

Se fosse só humana já teria acabado.

Os homens bem que tentaram, mas..” As portas do inferno não prevalecerão contra ela” ( MT 16, 18).

Para ilustrar, veja abaixo os nomes de algumas comunidades protestantes no Brasil:

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Igreja da Água Abençoada;

Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina;

Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder;

Congregação Anti-Blasfêmias;

Igreja Chave do Éden.. e mais:

Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta
Igreja Batista Incêndio de Bênçãos
Igreja Batista Ô Glória!
Congregação Passo para o Futuro
Igreja Explosão da Fé
Igreja Pedra Viva
Comunidade do Coração Reciclado
Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal
Cruzada de Emoções
Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)
Congregação Plena Paz Amando a Todos
Igreja A Fé de Gideão
Igreja Aceita a Jesus
Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém
Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo
Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)
Igreja Barco da Salvação
Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo
Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação
Comunidade Arqueiros de Cristo
Igreja Automotiva do Fogo Sagrado
Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo
Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Igreja Palma da Mão de Cristo
Igreja Menina dos Olhos de Deus
Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos
Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água
Igreja Batista Ponte para o Céu
Igreja Pentecostal do Fogo Azul
Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!
Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas
Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade
Igreja Filho do Varão
Igreja da Oração Eficiente
Igreja da Pomba Branca
Igreja Socorista Evangélica
Igreja ‘A’ de Amor
Cruzada do Poder Pleno e Misterioso
Igreja do Amor Maior que Outra Força
Igreja Dekanthalabassi
Igreja dos Bons Artifícios
Igreja Cristo é Show
Igreja dos Habitantes de Dabir
Igreja ‘Eu Sou a Porta’
Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
Igreja da Bênção Mundial
Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
Igreja Pentecostal do Pastor Sassá
Igreja Sinais e Prodígios
Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul
Igreja do Manto Branco
Igreja Caverna de Adulão
Igreja Este Brasil é Adventista
Igreja E.T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)
Igreja Evangélica Florzinha de Jesus
Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
Ministério Eis-me Aqui
Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia
Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará
Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos
Igreja Evangélica Facho de Luz
Igreja Batista Renovada Lugar Forte
Igreja Atual dos Últimos Dias
Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te
Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas
Igreja Evangélica Bola de Neve
Igreja Evangélica Adão é o Homem
Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado
Ministério Maravilhas de Deus
Igreja Evangélica Fonte de Milagres
Comunidade Porta das Ovelhas
Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica
Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo
Igreja Evangélica Luz no Escuro
Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim
Igreja Pentecostal Planeta Cristo
Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos
Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta

* Líder protestante alemã que dirigiu bêbada entrega o cargo.

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010
Margot Kaessmann (AP)
Margot Kaessmann decidiu renunciar quatro dias após ter sido detida.

A líder da Igreja Protestante alemã, bispa Margot Kaessmann, renunciou nesta quarta-feira, quatro dias após ter sido flagrada dirigindo embriagada.

“Sábado passado, eu cometi um grande erro”, disse Kaessmann a repórteres.

“Meu coração me diz que não posso continuar no cargo… Eu aqui renuncio de todas as minhas responsabilidades na Igreja”, completou.

Margot Kaessmann foi detida no fim de semana em Hannover, na Alemanha, após cruzar um sinal vermelho.

A líder religiosa de 51 anos sobreviveu a um câncer de mama e foi nomeada no ano passado líder da Igreja Protestante alemã, que diz ter 25 milhões de seguidores.

Divorciada e mãe de quatro filhos, Kaessmann tornou-se a mais jovem bispa alemã em 1999.

* Australianos são os primeiros anglicanos a manifestarem adesão ao catolicismo.

sábado, fevereiro 20th, 2010
Um grupo de religiosos anglicanos australianos poderá se tornar o primeiro caso de adesão coletiva à comunhão plena com a Igreja Católica após a publicação da constituição apostólica Anglicanorum Coetibus pelo Papa Bento XVI.
A constituição, que estabelece as regras e facilita o reingresso de anglicanos que desejam voltar à comunhão com a Igreja Católica, foi publicada no dia 4 de novembro.

Trata-se da comunidade anglicana Foward in Faith. “Amo minha herança anglicana, mas não a perderei ao dar este passo”, assegurou o bispo anglicano David Robarts OAM, em entrevista ao jornal australiano The Daily Telegraph.

Segundo os anglicanos, a comunidade buscou permanecer fiel à tradição anglicana e rejeitou algumas modificações na doutrina da religião, dentre as quais o exercício do ministério sacerdotal e o bispado por parte das mulheres e a aprovação de alguns sacerdotes, bispos e líderes anglicanos abertamente homossexuais.

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Bispo David Robarts

“Procuramos, durante 25 anos, ter algum tipo de supervisão episcopal, mas não conseguimos (…). Já não somos realmente queridos, nossa consciência não foi respeitada”, desabafa o bispo.

Robarts afirmou que ele, seus fiéis e 200 membros decidiram aceitar a oportunidade de voltar à Igreja Católica através da Anglicanorum Coetibus porque as portas na igreja anglicana da Austrália lhes foram fechadas durante um longo tempo.

O bispo explica que os integrantes da comunidade, com a supervisão do bispo auxiliar de Melbourne, Dom Peter Elliot, e com a direção da Santa Sé, já começaram com os grupos de trabalho para estabelecer o primeiro ordinariato anglicano.

“Simplesmente estamos dizendo que fomos fiéis ao que os anglicanos acreditaram sempre e que não queremos mudar nada disso, mas nos marginalizaram devido àqueles que querem introduzir algumas ‘inovações’.”, disse o bispo David Robarts. “Precisamos ter bispos que acreditem naquilo que nós acreditamos”, concluiu.

* A Crise da Igreja Protestante e a autofagia.

quarta-feira, fevereiro 10th, 2010

Tudo começou com ele... Lutero.

Tudo começou com ele... Lutero.

Leia até o fim. O artigo é excelente!!
***
Daniel Solano de Oliviera

A Igreja Está Deixando de Ser Sal “Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (Palavras de Jesus, em Mateus 5.13.)

George Barna é um dos principais pesquisadores cristãos que analisam as tendências da sociedade e da igreja. Ele faz um alerta muito preocupante para todos nós: Estamos enfrentando uma crise que se agrava cada vez mais, e se a igreja não se posicionar com firmeza contra as atuais tendências do mundo, que estão presentes também dentro da própria igreja, acabaremos sucumbindo.

“Quando a maioria dos cristãos adultos [...] e também três em cada quatro adolescentes ou jovens convertidos têm orgulho de se declarar adeptos do relativismo moral, então é sinal de que a igreja se encontra em sérias dificuldades”, afirma ele.

Numa pesquisa realizada em janeiro de 2000, portanto, antes do ataque terrorista contra os Estados Unidos, fizeram esta pergunta aos entrevistados: “Você crê que existem valores morais absolutos, isto é, que nunca mudam, não importando as circunstâncias, ou você acha que os valores morais sempre dependem da situação, ou seja, que as decisões de natureza moral e ética de alguém irão depender das circunstâncias?” Nessa época, início de 2000, quatro entre dez adultos (38%) responderam que existem verdades morais absolutas. Numa pesquisa recente, porém, apenas dois em cada dez adultos (22%) afirmaram que crêem na existência de valores morais absolutos.

O relatório de George Barna, elaborado pelo Barna Research Group (Grupo Barna de Pesquisas), demonstrou que, entre todos os adultos entrevistados, apenas 22% criam que há valores morais absolutos, ao passo que 64% acreditavam que esses valores são sempre relativos, podendo variar conforme o indivíduo e a situação em que ele se encontrar.

Entre os que se declararam convertidos, apenas 32% afirmaram crer que haja valores morais absolutos. Entre os adultos hispânicos, 15% disseram crer na existência desses valores absolutos; entre os adultos afro-americanos, 10%. Na faixa dos adolescentes e jovens, as estatísticas são igualmente desanimadoras: 83% de todos os jovens entrevistados criam que os valores morais podem variar conforme as circunstâncias, contra apenas 6% que acreditavam que esses valores são absolutos.

George Barna observa que “o fato de essa pedra angular da fé cristã – isto é, uma série de princípios morais que Deus nos transmitiu por meio da Bíblia e que devem ser o alicerce do nosso modo de pensar e agir, independentemente de preferências, sentimentos ou situações pessoais – ter quase desaparecido é, provavelmente, o maior indício do enfraquecimento da fé cristã na igreja da América do Norte nos dias de hoje”.

Analisando bem a situação, vemos que a igreja não tem se alicerçado na Palavra, e, portanto, quase não se nota diferença entre a igreja como um todo e a sociedade secular.

Desse modo, torna-se inviável para a igreja difundir o evangelho nos Estados Unidos, a fim de que venha a ser uma nação cristã, e mais difícil ainda será para ela fazê-lo em outros países.

Segundo o relatório do Grupo Barna, se há algum avivamento ocorrendo neste instante, está muito bem escondido: “Parece-nos que em nenhum lugar dos Estados Unidos está havendo algum avivamento. Sejam quais forem os critérios de verificação disso – freqüência aos cultos, a condição de convertido ou a exatidão teológica –, as estatísticas não indicam absolutamente nenhum movimento de avivamento digno de nota”. (“Estudos anuais mostram que os Estados Unidos se encontram estagnados espiritualmente” – Grupo Barna). Isso comprova o que muitos vêm afirmando há tempos: só o que há são grupos de crentes que vão migrando de igreja em igreja, em busca do “novo mover” espiritual que vai surgindo nesta ou naquela congregação. Isso demonstra também que muitos desses crentes estão sempre “se convertendo” de novo, sucessivas vezes, o que mostra que ainda não entenderam de fato a mensagem do evangelho.

Certamente o cristianismo que hoje se pratica nos Estados Unidos não tem sido muito edificante para outras nações. O que temos “exportado” para elas é a nossa suposta fé e um “evangelho da prosperidade”. Contudo, essa distorção que tem marcado o nosso modo de ser como igreja está causando danos internos também, advindos da abertura e da importância que temos dado a cultos “experimentais”, ou seja, cultos de operação de milagres e curas, cultos de libertação, etc. Ao reagir contra a rigidez da ortodoxia, muitos acabaram substituindo-a, na maior parte, por verdadeiros shows carismáticos, carregados de emocionalismo, que atraem as pessoas com sinais e prodígios pré-programados. Porém, não lhes oferecem nenhum alimento espiritual consistente de fato, o que só pode ocorrer por meio do ensino da Palavra de Deus. E esse problema tem nos atingido gravemente.

Hoje em dia, já não se sabe mais o que realmente é a fé nem a teologia; já não se conhecem as doutrinas básicas do cristianismo. As pesquisas nesse âmbito mostram isso com clareza, abordando também a questão do crescimento da igreja (falaremos disso no final deste artigo). Vemos que Satanás tem sido bem-sucedido na tarefa de substituir ou enfraquecer as antigas doutrinas fundamentais da Palavra de Deus, que antes mantinham a igreja na prática da verdade. Esse é um dos motivos pelos quais as igrejas de hoje não conseguem preservar a verdade da Palavra de Deus, pois trocaram a verdade por várias atividades de entretenimento que têm pouca ou nenhuma consistência.

Os programas evangélicos veiculados na televisão são responsáveis pela propagação de ensinamentos efêmeros, tão ineficazes quanto um curativo num dente gravemente infeccionado. Quanto aos livros, a maioria apresenta o mesmo conteúdo. Os pregadores da TV que foram influenciados por conferencistas tornaram-se modelo para muitos pastores, que simplesmente reproduzem o que ouvem deles. Vemos, então, que a história bíblica revela uma certa ironia: repetimos a história porque não a conhecemos. O profeta Jeremias diz: “Voltaram as costas para mim e não o rosto; embora eu os tenha ensinado vez após vez, não quiseram ouvir-me nem aceitaram a correção” (Jr 32.33 – NVI). Isso que Deus disse a Israel certamente se aplica também à igreja atual. Estamos reproduzindo, hoje, a conduta de Israel no passado.

O apologista cristão Josh McDowell trabalha com jovens e adolescentes em diversos países. Para ele, “os jovens de hoje fazem um enorme esforço para encontrar uma verdade duradoura” (trecho de artigo publicado no Hawaii Pacific Baptist). Ele afirma ainda o seguinte: “Setenta e cinco por cento dos jovens que vêm a Cristo atualmente não o fazem por estarem convictos de que Jesus é ‘o caminho, a verdade e a vida’. Na realidade, têm se aproximado de Cristo porque, até o momento, considerando tudo que têm vivido e experimentado, não encontraram nenhuma alternativa melhor. Porém, quando depararem com algo que acharem mais atraente, deixarão Jesus”.

McDowell diz que o maior desafio que a igreja evangélica do século XXI enfrenta é transmitir a verdade do evangelho em meio a uma cultura em que se alega que todos os conceitos relativos à verdade são igualmente válidos.

Mencionando uma pesquisa feita em 1999, segundo a qual 65% dos jovens disseram que não há como determinar qual é a religião verdadeira, McDowell diz que, para a mentalidade vigente na cultura de hoje, a definição de verdade depende do “ponto de vista pessoal” e da “experiência individual”.

Um dos exemplos que ele cita é este: “Muitos jovens evangélicos de hoje dizem que a Bíblia é verdadeira e tem exatidão histórica, afirmando que crêem nisso. Contudo, tal ‘crença’ é inconsistente, pois se baseia na opinião pessoal, e não na percepção de que existe uma verdade-padrão objetiva que transcende a toda opinião pessoal”.

Essa pesquisa de 1999 mostrou que 52% dos “jovens evangélicos membros de igrejas acreditam que a única maneira racional de viver consiste em tomar decisões da melhor forma que pudermos com base naquilo que estivermos sentindo no momento”. O relatório do Grupo Barna diz o mesmo: “As pessoas estão mais propensas a tomar decisões de natureza moral e ética com base naquilo que sentirem que é correto ou adequado – seja o que for – numa situação específica” (fevereiro de 2002).

Se a igreja não é capaz de orientar e ensinar seus jovens, então está numa situação dramática. E esse é o ponto inicial do problema todo. Uma edição passada do Pulpit Helps publicou os resultados de uma pesquisa de opinião em que se entrevistaram 7.441 pastores protestantes. Destes, 51% dos metodistas, 35% dos presbiterianos, 30% dos episcopais e 33% dos batistas afirmaram que não criam na ressurreição corpórea de Jesus. Isso é aterrador! Como é possível que estejam pastoreando igrejas? Esse tipo de resposta revela que, no fundo, eles não crêem na Bíblia nem dirigem a própria vida conforme os preceitos dela. Assim, ela não passa de um livro de bons conselhos, um manual de auto-aperfeiçoamento, ou, para alguns, um guia para alcançar o sucesso nesta vida.

Perguntou-se também a esses 7.441 pastores se criam na inerrância e na inspiração divina da Palavra de Deus, e o resultado foi este: 87% dos metodistas, 95% dos episcopais, 82% dos presbiterianos e 67% dos batistas disseram que “Não” (Pulpit Helps, dezembro de 1987).

O leitor acha que a situação melhorou desde essa época?

Mesmo não crendo nas doutrinas cristãs essenciais, pastores como esses continuam ministrando e pregando sua incredulidade. E a igreja segue os passos dos líderes. Tais ensinos saem da boca dos liberais que falam do púlpito e influenciam os membros das congregações. Hoje os ataques às doutrinas da divindade de Cristo, da Trindade, da concepção virginal e da inspiração divina da Bíblia nem sempre provêm de fora da igreja, mas de dentro. E nós, como igreja, precisamos saber responder com convicção a esses questionamentos. Como se diz, “ou somos um povo missionário ou somos um campo missionário”. Quem não crê que a Bíblia é, objetivamente, a expressão da verdade absoluta, não se converteu de fato e não é seguidor de Cristo. E se essa pessoa for um ministro, certamente o melhor a fazer é deixar de ensinar, abandonar o púlpito e dedicar-se a outra atividade, pois assim poupará a congregação e a si mesmo do juízo de Deus.

Sempre que ouvimos supostos eruditos dizerem que o Antigo Testamento é apenas um misto de mitos, lendas e história real que foi sendo criado no decurso de um longo tempo, podemos ter certeza de que se trata de liberais falando. Quando algum erudito nos diz que não devemos considerar a Bíblia um registro histórico, negando que o jardim do Éden tenha realmente existido e sido habitado por um casal que deu origem a toda a humanidade, e chamando isso de “alegoria”, então sabemos que estamos diante do liberalismo. Quando dizem que o livro de Jó é apenas um antigo relato folclórico; que o livro de Isaías foi escrito por dois ou três autores; que a época em que se escreveu o livro de Daniel é incompatível com os fatos narrados nele; que a história de Jonas é apenas uma lenda, pois é impossível que um ser humano que tenha sido engolido por uma baleia (ou um “grande peixe”) seja expelido vivo depois de três dias – todas essas afirmações provêm do liberalismo. O mesmo podemos dizer das alegações de que os Evangelhos foram escritos somente depois da morte dos apóstolos e que o cristianismo atual é, portanto, algo que Paulo inventou.

E qual é o objetivo de todas essas asseverações liberalistas? Bom, primeiro, os liberais procuram desqualificar a Bíblia, tentando desacreditá-la, pois, se a história de Adão e Eva não é verdadeira, então, tanto Moisés como Jesus são mentirosos. Com base nisso, poderão construir argumentos para um ataque direto ao evangelho. Dirão que, como a história sobre o jardim do Éden e a queda do homem não é verdadeira, então não temos pecado, e o evangelho não é o único caminho que leva a Deus. Em seguida, o próprio Jesus será alvo de ataque: Por que deveríamos acreditar que ele é o Filho unigênito de Deus se ele reafirmou como verdadeiros os relatos de Gênesis, que seriam apenas lendas?

O mundo já aceita a idéia de que Jesus foi um bom homem e um grande mestre, mas rejeita a sua afirmação de que era o próprio Deus encarnado, e, portanto, o nosso único Salvador. Se o que ele afirmou sobre si mesmo não era verdade, então ele caíra no auto-engano e mentia intencionalmente; e, por isso, não estaríamos sendo honestos se ainda o considerássemos um bom homem! Mas, será que Jesus de fato se enganou ao dizer “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6)? Isso foi algum tipo de discurso separatista, de ódio? Quando falamos dessa verdade aos outros, e ela contraria a religião ou o ateísmo deles, dizem que essa afirmação carrega ódio, e não amor. Porém, e se Jesus tiver dito a verdade, e os milhões de indivíduos que testemunham isso, através da transformação que experimentaram na própria vida, estiverem vivendo mesmo em comunhão com Deus? Nesse caso, agir com ódio seria deixar de contar aos outros essa verdade!

Se esse processo continuar, em pouco tempo a igreja deixará de acreditar na divindade de Jesus, à medida que formos nos afastando cada vez mais das doutrinas cristãs fundamentais. Então o evangelho cairá em descrédito, pois, se Jesus não era divino, perde o status de Filho unigênito de Deus. Na seqüência, a doutrina do pecado da humanidade cairá por terra, e então já se poderá ver aonde toda essa argumentação liberalista pretende chegar: afirmarão que a Bíblia não é a Palavra de Deus.

Se o leitor achar que é impossível que isso aconteça, analise com atenção este relatório de George Gallup. Em 1963, de cada três pessoas, duas acreditavam que a Bíblia é a verdadeira Palavra de Deus. Ligada a essa convicção, estava a de que os relatos bíblicos são inerrantes e infalíveis. Contudo, até 1999, os números haviam se invertido: de cada três pessoas, duas consideravam a Bíblia um livro composto de textos “divinamente inspirados” ou fábulas antigas, lendas humanas e códigos morais registrados pelo homem (George Gallup e D. Lindsay. Surveying the American Religious Landscape: Trends in U.S. Beliefs [Pesquisando o panorama religioso norte-americano: as tendências da fé nos Estados Unidos], Morehouse Publishing, 1999). A convicção quanto à inerrância da Bíblia também caiu de 58% para 41% nesse período.

Assim, lê-se a Bíblia como se fosse um livro de bons conselhos, que apresenta um padrão ético e moral mais elevado, que pode ser útil para melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

O número de adultos norte-americanos que se identificam com o cristianismo e podem ser considerados cristãos caiu de 86% em 1990 para 77% em 2001. (Conforme dados do estudo ARIS – American Religious Identification Survey [pesquisa de identificação religiosa nos Estados Unidos], realizado entre fevereiro e abril de 2001.)

Segundo o relato de Diana Eck, professora de Religião Comparada, da Universidade de Harvard, 76,5% (159 milhões) da população norte-americana se declara cristã (fonte: http://www.religioustolerance.org/christ.htm). Isso representa uma grande queda percentual, considerando-se os 86,2% em 1990. A identificação com o cristianismo perdeu 9,7 pontos percentuais em 11 anos, o equivalente a 0,9% ao ano. Se essa tendência se mantiver, por volta de 2042 haverá mais não-cristãos do que cristãos nos Estados Unidos. (Diana Eck, A New Religious America: How a “Christian Country” Has Become the World’s Most Religiously Diverse Nation [A nova América religiosa: como um “país cristão” se tornou o país de maior diversidade religiosa do mundo], 2001).

Se o cristianismo se encontra em declínio, é claro que algo está preenchendo o espaço deixado por ele.

Alguns vêem os Estados Unidos como um país que está se diversificando mais no aspecto religioso; outros crêem que está se voltando para o paganismo. Ambos os grupos têm boas razões para seu modo de pensar. A religião que apresenta o maior crescimento percentual é a Wicca [nome moderno que foi dado à bruxaria]. De 8.000 adeptos em 1990, saltou para 134.000 em 2001, e tem dobrado numericamente a cada dois anos e meio, em média. (Fonte: American Religious Identification Survey – levantamento realizado pelo Centro de Pós-Graduação da Universidade da Cidade de Nova York.) Sem dúvida, livros  e filmes como Harry Potter têm prestado ótimos serviços de publicidade para a Wicca, ajudando-a a dar esse salto quantitativo de mais de 1.500%.

Conforme relatos dos pesquisadores do Seminário Hartford, o número de locais de culto dos muçulmanos aumentou em 42% entre 1990 e 2000, ao passo que a quantidade de igrejas evangélicas teve um aumento de apenas 12%, em média.

O crescimento maior ocorreu apenas nas “megaigrejas”: 83% registrou um aumento de pelo menos 10% na freqüência aos cultos, seguidas pelas mesquitas, das quais 60% apresentou aumento semelhante de freqüência. Somente 39% das congregações evangélicas teve aumento semelhante. (Fonte: Pesquisa do Hartford’s Faith Communities Today sobre as congregações norte-americanas.) Isso deve nos fazer considerar o fato de que, nos últimos 8 anos, têm surgido mais mesquitas do que igrejas cristãs na Inglaterra, e o mesmo deverá acontecer a seguir na América do Norte.

É preciso refletir sobre a nossa realidade. Hoje, não podemos sequer pronunciar o nome de Jesus nas escolas públicas, mas, enquanto isso, na Califórnia, estão ensinando o Islã aos alunos; nas escolas de lá, os estudantes aprendem a orar a Alá. Em Byron, Califórnia, os alunos têm de freqüentar um curso intensivo de três semanas sobre o Islã. Nesse curso, são obrigados a aprender as doutrinas islâmicas, a estudar os grandes nomes do islamismo e a usar as vestimentas dessa religião. Têm também de adotar um nome islâmico e encenar as suas próprias jihads (guerras santas).

Eu, pessoalmente, não vou permitir que nenhum resultado de pesquisas determine o que acontecerá; não deixarei me convencer de que não há esperança para o futuro. Entretanto, temos de levar a sério o fato de que as conclusões das pesquisas são um sinal de alerta com relação ao momento que estamos vivenciando. Se mergulharmos de cabeça, ainda há tempo de nos recuperarmos das perdas, pois, apesar do risco de quebrarmos o pescoço, ainda não nos chocamos contra o fundo das águas.

E o que podemos fazer? Bem, vamos desligar a TV na hora desses programas “evangélicos”. Vamos parar de perder tempo com toda essa tolice e começar a ensinar nossas crianças, adolescentes e jovens a ler a Bíblia como se deve; a estudá-la garimpando os tesouros contidos em suas páginas. “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Tm 4.16). Vamos começar a obedecer à grande comissão, discipulando os amigos e a família na Palavra de Deus.

Os jovens precisam ver o nosso exemplo para segui-lo. Precisamos levá-los a pensar nas coisas espirituais, afastando-os dos absurdos que se dizem, sobretudo nos programas televisivos “cristãos”, e levando-os ao verdadeiro sentido das Escrituras e à prática da fé genuína. Isso é muito sério. Se não agirmos logo, “remindo o tempo” que nos resta, aqueles que não crêem que a Bíblia é a verdade absoluta acabarão influenciando a nossa juventude para o mal. Precisamos nos preparar para conhecer e rebater os argumentos dessa gente. Se não o fizermos, a geração que virá estará perdida. E, quando nos despertarmos, para nossa tristeza como igreja, teremos nos distanciado totalmente da verdadeira fé, constatando que a trocaram por alguma outra religião, ou, talvez, pela total ausência de religião.

Enfim, é como a Bíblia nos alerta: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.5,6). Portanto, vamos nos preparar para pregar o evangelho e fazer discípulos, de tal forma que demonstremos que o cristianismo é, para todos, o verdadeiro caminho racional para a fé.

***
Percebe-se nessa excelente análise, que a igreja protestante
norte americana (e aqui no Brasil, seria diferente? ) vive um processo de autofagia e paga o preço de ter sua base de sustenção eminentemente subjetiva.

Mesmo as sagradas escrituras-referência objetiva e primeira dos protestantes- paga o preço da manipulação interpretativa  de cada crente,  que os leva pra lá e pra cá, como  constata o próprio artigo quando afirma:65% dos jovens disseram que não há como determinar qual é a religião verdadeira,(..) para a mentalidade vigente na cultura de hoje, a definição de verdade depende do “ponto de vista pessoal” e da “experiência individual”.

À medida que ia lendo esse artigo ia me lembrando de nossa Igreja e lamentando o fato do preconceito e a desonestidade intelectual- infelizmente- impedir que muitos irmãos evangélicos encontrem na Igreja  historicamente fundada por Jesus Cristo a resposta do que procuram com comovente sinceridade.

O  artigo, citando o apologista cristão Josh McDowell, referenda isso ao afirmar: “os jovens de hoje fazem um enorme esforço para encontrar uma verdade duradoura”.

Tomara que na busca sincera da verdade duradoura eles encontrem logo a resposta que nós  – por pura misericordia-já  encontramos.

* Igreja Anglicana mantém plano de “ordenar bispas.”

segunda-feira, fevereiro 8th, 2010

A Igreja Anglicana continua com seu plano de promover mulheres ao bispado, apesar das fortes objeções dos tradicionalistas, informa hoje o jornal britânico “The Times”.

Os opositores da proposta advertiram que uma medida dessa, esperada para hoje mesmo na assembleia geral da Igreja, vai provocar um êxodo em massa de fieis em direção ao Vaticano.

Segundo ressalta “The Times”, o bispo de Manchester, Nigel McCulloch, anunciará aos participantes da assembleia anglicana, realizada em Londres, que fracassaram os esforços de impedir a ordenação de mulheres.

No entanto, será pedido às futuras bispas que deleguem sua autoridade a outros bispos para atender àquelas paróquias que se neguem a aceitá-las, mas não se criará uma estrutura paralela de bispos e arcebispos tradicionalistas.

Os tradicionalistas argumentam que Jesus Cristo não teve discípulas e que a sucessão apostólica deve ficar em mãos masculinas.

A decisão que será anunciada hoje pelo bispo de Manchester e que ratificará a assembleia em julho abre caminho para a consagração de mulheres como bispas dentro de apenas dois anos.

Entre as primeiras mulheres que poderiam obter tal distinção estão a cônega Jane Hedges, da Abadia de Westminster, e sua colega Lucy Winkett, da Catedral de São Paulo, em Londres.

Um possível efeito dessa decisão será aumentar o número de anglicanos que aceitarão a oferta do papa Bento XVI de se converterem ao catolicismo.

Os católicos romanos do Reino Unido criticaram o arcebispo anglicano de York, John Sentamu, por ter dito na semana passada que os anglicanos que aceitarem o convite do papa não seriam “católicos como Deus manda”.

EFE

* Desabafo de um protestante quase arrependido …

domingo, fevereiro 7th, 2010


Nilton de Freitas

A cada dia me envergonho mais de ser um evangélico, e creio que grande parte seja causada pelo sentimento de vergonha alheia. Que fique bem claro que eu não me envergonho de ser um Cristão, de seguir o estilo de vida proposto pelo maior revolucionário de todos os tempos.

Que se saiba também que eu não estou apostatando da fé, mas estou é desistindo, aos poucos de ser um evangélico, de seguir modelos ultrapassados, de receber continuamente um convite à alienação, e ver que a última coisa que se faz na maioria das igrejas evangélicas é cultuar o nome de Deus por intermédio do exemplo do Cristo.

Cito abaixo algumas rasões pelas quais, caso eu já não fosse um destes, eu não me tornaria um evangélico.

1. Porque não nos cansamos de pregar o mesmo evangelho da bênção, o mesmo evangelho da prosperidade, nos esquecemos do evangelho da compaixão, da caridade, nos esquecemos que a maior mensagem é a do amor. Aliás, até nos lembramos do amor, do insano amor ao dinheiro, e vamos enchendo nossos templos, inflando nossos egos e comprando mais e mais horários na tv e no rádio para anunciar ao mundo o nosso deturpado evangelho.

2. Porque os santos evangélicos abdicamos do exercício de nossa suposta santidade quando a coisa diz respeito a conviver com o diferente. Por que nós pregamos sobre a passagem do bom samaritano mas sempre nos comportamos como levita e o sacerdote omisso. Achamos linda a maneira com a qual Jesus realizava milagres entre prostitutas e leprosos, mas não conseguimos fazer o mesmo com os excluídos desse tempo.

3. Porque os evangélicos sabemos que para Deus não importa o lugar da adoração, se é em Samaria ou em Jerusalém, mas continuamos a ensinar que para adorar de verdade tem que ser na igreja, com fundo musical com bastante glória e aleluia e ainda chamamos isso de verdadeira adoração.

4. Porque fazemos de nossos cultos verdadeiros shows, um espetáculorecheado de histerias, com direito a saltos, gritos,  e ainda olhamos para quem não o faz como se ele fosse um estranho.

5. Porque sempre pregamos dizendo “Essa é uma verdade que a bíblia nos revela” quando queremos que deem atenção ao que estamos falando, mas no fim das contas quase nunca damos a devida atenção a Cristo que é a verdade revelada.

6. Porque usamos para símbolos de nossas igrejas sempre uma pomba, um foguinho, uma espada, uma sarça e coisas parecidas e esquecemos que o símbolo maior é a cruz, onde foi consumada uma história de dedicação pelo outro em amor, protagonizada por Jesus.

7. Porque somos sectaristas, não aceitamos o cristianismo dos católicos, não aceitamos o cristianismo das outras denominações e muitas vezes não aceitamos o cristianismo do irmão sentado ao lado de nós no templo.

8. Porque criticamos a idolatria aos santos, não conseguimos muitas vezes enxergar a arte nas esculturas e pinturas da ICAR. Mas além disso, nós mesmos somos muitas vezes os maiores idólatras, pois quando não exaltamos a Paipóstolos e bispos a torto e a direito, criamos modelos infalíveis de contato com Deus e a esses modelos adoramos.

9. Porque teimamos, em nossa ilusão religiosa, em achar que há duas classes de pessoas, os bons e os maus, e que os bons são os que são parecidos conosco, e os maus todo o restante.

10. Porque cremos numa conversão que é expressa em abandonar memórias, acontecimentos prazerosos do passado, e mais ainda, transformamos toda e qualquer forma de prazer em pecado, e a cada dia vamos inventando pecados novos, vivendo na graça mas se deleitando na lei por detrás da moita. E nesse modelo de conversão nem mesmo nós sabemos ao certo do que estamos nos libertando.

* Pastores Protestantes buscavam a verdade… e encontraram a Igreja Católica.

sexta-feira, fevereiro 5th, 2010

Janaina Quintal

Foi algo que os protestantes menos esperavam.

Era quase impossível pensar que em nosso tempo iam acontecer tais coisas, principalmente nos Estados Unidos, berço do Protestantismo atual.Estas conversões aumentam a cada dia, e estão sendo irreversíveis com a passagem do tempo. São conversões de pastores, ministros e leigos, para a Igreja Católica.

Sim, antes eles eram fortes pilares do Protestantismo e promotores do anti-catolicismo, que agora, voltam à Igreja de Cristo! E com os seus testemunhos atraem como uma avalanche, muitos outros protestantes de todos os continentes.

Só para lembrar alguns deles: Scott Hann, Paul Thigpen, Marcus Grodi, Steve Wood, Bop Sungenis, Julie Swenson, Dave Amstrong, David B. Currie, Tom Howard, Peter Kreeft, Douglas Bogart. Cada um deles em tempos diferentes e com os meios diferentes, mas todos em comum, unidos agora na Igreja Católica. (Efésios 4, 4-5).Estudaram teologia protestante; livros de exegese bíblica; escritos dos Pais da Igreja e Cristianismo primitivo… E eles ficaram “surpreendidos com a Verdade”. Vários deles eram professores de teologia, escritores, pastores e estudiosos… Começaram a estudar os alicerces da fé católica e foram pegos de surpresa pela verdade.

Eles andaram em várias estradas chegando a Roma. Agora estão em comunhão com o Papa dando testemunho em rádios, revistas e televisão no mundo inteiro. Escreveram livros, gravaram cassetes, páginas na Internet… E por meio deles há um forte movimento de protestantes voltando à Igreja.


Vejam o perfil de alguns deles:

1) Scott Hann. ex-pastor presbiteriano e ex-professor de teologia protestante.Era um anti-católico dos mais radicais de sua época. O seu excelente conhecimento como pastor e teólogo protestante e o testemunho de conversão para a Igreja católica faz deste servo de Deus um fascinante defensor da verdade. Milhares de protestantes e centenas de pastores voltaram ao Catolicismo vendo o testemunho deste ex-pastor.

2) Paul Thigpen. ex- editor e escritor de várias revistas protestantes.Foi educado em uma Igreja presbiteriana do sul. Levou a sério, os estudos religiosos na Universidade de Yale. Foi Pastor e missionário na Europa, depois passou para a Igreja Batista, Metodista, Igreja Anglicana e depois para uma Igreja Pentecostal. Finalmente fez estudos para obter doutorado em História da Teologia que o facilitou ao caminho para a Igreja Católica.

3) Marcus Grodi ex-ministro protestante formado em Teologia e Bíblia.Fez os estudos de teologia no seminário protestante Gordon-Conwell em Boston, Massachussetts.Marcus afirma: “Eu só quis ser um bom pastor”, mas um dia perguntou-se a si mesmo: “Eu estou ensinando a verdade ou o erro? Como eu posso estar seguro se em outras igrejas a mesma leitura Bíblica tem várias interpretações diferentes?”.

Estudou história da Igreja e soube através da Bíblia que não poderia continuar a ser um protestante. Concluiu que a verdade absoluta só se encontrava na Igreja católica. “Sou mais completo na Igreja dos Apóstolos”, disse ele.

4) Steve Wood. ex-diretor de um Instituto Bíblico na Flórida,Ex-pastor da Igreja evangélica “O Calvário”. Fazia os estudos em um Instituto das Igrejas Assembléias de Deus trabalhando em projetos de evangelismo juvenil; era líder de ministérios evangélicos na prisão; organizou um Instituto de estudos bíblicos para adultos e depois fez pós-graduação estudando no famoso seminário evangélico de teologia Gordon-Conwell em Massachusetts.Um dia quando orava, Deus lhe falou: “Agora ou nunca”. Com a sua conversão ao Catolicismo ele perderia tudo. Perderia o trabalho como pastor e não poderia sustentar a família. “Eu tinha estudado 20 anos para ser um ministro protestante e Deus me falou: Faça, agora!… E eu fiz isto”.5) Bop Sungenis. ex-professor de Bíblia em uma Rádio evangélica.

Escreveu um livro contra a Igreja católica: “Recompensas no Céu?” Onde criticou os Católicos por acreditar na importância das obras. Ele quis demonstrar que os ensinamentos Católicos eram falsos e que para salvar-se, bastaria somente a fé. Estudou no “Collegue Bíblico de Washington” e depois se especializou no “George Washington University”.Bop diz: Agora como Católico eu tenho a paz. Isso vem como consolação de viver na verdade. Agora eu entrei no exército de Cristo nesta grande batalha para a salvação das almas. Ajudarei meus irmãos protestantes a aprender que a Igreja católica não só é a verdadeira Igreja, mas a casa onde todos nós pertencemos.

6) Duglas Bogart. Ex-missionário evangélico na Guatemala”.Meu sonho era ser missionário em minha Igreja evangélica de Phoenix. Porém com o tempo, sem perceber, Deus estava me guiando para sua Igreja. Com muita tranqüilidade” afirma Douglas: “Eu li muitos livros de teologia, de história, e de testemunhos”. Estudei o Catecismo da Igreja Católica comparando-o com a Bíblia.

Eu li os primeiros escritos dos Pais da Igreja e descobri que a igreja primitiva era Católica e não protestante. Terminei de aceitar a verdade e agora eu sou Católico.

7) David B. Currie. Ex-ministro evangélico do qual muitos o chamavam de “O Mestre em Divindade”.Ele nasceu e cresceu como um protestante fundamentalista, seu pai era um pastor.

David fez curso de teologia no “Trindade Universidade Internacional” em Deerfield, Illinois. Depois obteve seu “Mestrado em teologia Bíblica” no “Trindade Escola de Divindade Evangélica”.O que o levou a ser Católico? Sua resposta se baseia em duas coisas: O estudo da Bíblia o fez descobrir que a Palavra de Deus o guiou para o Catolicismo e o segundo é que a mesma Bíblia mostrou para ele que a Igreja católica é a única Igreja fundada por Cristo.

Todos eles são agora verdadeiros Católicos e 100% Cristãos. Eles acharam a abundância da vida Cristã na única Igreja fundada por Cristo.

* Igrejas evangélicas promovem “lutas” para conquistar jovens.

quarta-feira, fevereiro 3rd, 2010
MEMPHIS, Tennessee – Na sala dos fundos de um teatro na Rua Beale, o pastor John Renken, 42, recentemente liderou um grupo de jovens em sua oração.

“Pai, nós o agradecemos por esta noite”, ele disse. “Nós rezamos para que sejamos uma representação do senhor”.

Uma hora depois, um membro de sua paróquia baixou a guarda e foi atingido por uma série de socos do adversário e Renken lhe deu conselhos que não soavam sacrossantos.

“Socos diretos!” ele gritou da lateral do ringue do evento de artes marciais conhecido como Cage Assault. “Acabe com essa luta! Na cabeça! Na cabeça!”

O jovem era um membro do grupo de luta da Xtreme Ministries, uma pequena igreja da região de Nashville que também serve como academia. Renken, seu fundador, é o treinador da equipe. O lema da escola é “Onde pés, punhos e fé se combinam”.

O ministério de Renken apenas um de um número cada vez maior de igrejas evangélicas que adotaram as artes marciais mistas (ou Mixed Martial Arts) – um esporte conhecido pela violência e sangue, que combina kickboxing, luta livre e outros estilos de combate – para atrair jovens cuja participação na igreja têm sido baixa. Eventos de Mixed Martial Arts atraem milhões de telespectadores e um chegou a ser o maior evento televisionado pago em 2009.

O recrutamento nas igrejas, que são frequentadas predominantemente por brancos, envolve acompanhar lutas pela televisão em festas e sermões que usam os embates para explicar como Cristo lutou pelo que acreditava. Outros ministérios vão ainda mais longe, sediando ou participando dos eventos.

O objetivo, segundo os pastores, é injetar masculinidade em suas igrejas – e na imagem de Jesus – na esperança de tonar o cristianismo mais atraente. “Compaixão e amor – nós também concordamos com tudo isso”, disse Brandon Beals, 37, pastor da Igreja Canyon Creek em Seattle. “Mas o que me levou a encontrar Cristo foi o fato de Jesus ser um lutador”.

A medida é parte de um esforço mais amplo por parte de algumas ministérios que temem que as igrejas se tornaram femininas demais, promovendo a ternura e compaixão às custas da força e responsabilidade.

“O homem deve ser o líder do lar”, disse Ryan Dobson, 39, pastor e fã de Mixed Martial Arts que é filho de James C. Dobson, fundador do Focus on the Family, um grupo evangélico proeminente. “Nós criamos uma geração de menininhos”.

Esses pastores dizem que o casamento de fé e luta busca promover valores cristãos, citando versos como “lute a boa luta da fé”, de Tiago 6:12. Há quem coloque o número de igrejas que adotaram as artes marciais mistas em cerca de 700 de um total de 115,000 congregações evangélicas brancas nos Estados Unidos. O esporte parece uma ferramente legítima para buscar o envolvimento de jovens no ministério juvenil da Associação Nacional de Evangélicos, que tem mais de 45,000 igrejas.

“Há muitos jovens problemáticos que cresceram sem pai e andam por aí sem fé e se tornam pais ruins porque estão simplesmente perdidos”, disse Paul Robie, 54, pastor da Igreja South Mountain Community em Draper, Utah.

A luta como uma metáfora funciona para muitos jovens.

“Eu estou lutando para oferecer uma melhor qualidade de vida para minha família e dar a eles coisas que eu não tive quando crescia”, disse Mike Thompson, 32, ex-membro de gangue e pupilo de Renken que até recentemente lutava contra o desemprego e adotou o nome de guerra “A Fúria” no ringue.

“Depois que eu aceitei Cristo na minha vida”, disse Thompson, “Eu percebi que é possível lutar pelo bem”.

Há muito tempo as igrejas evangélicas usam a cultura popular – rock, skate e até mesmo yôga – em busca de novos seguidores. Mas mesmo nos setores mais experimentais, a Mixed Martial Arts tem seus críticos.

“O que você usa para atrair as pessoas a Cristo é o que precisa manter para que fiquem”, disse Eugene Cho, 39, pastor da Igreja Quest, uma congregação evangélica de Seattle. “Eu não vivo pelo Jesus que come carne vermelha, bebe cerveja e espanca outros homens”.

Fonte: Último Segundo

* Testemunho de uma conversão, através de Maria, à Igreja Católica.

terça-feira, janeiro 26th, 2010

Em síntese: Susan, filha do ex-pastor Francisco Almeida Araújo, narra como se converteu ao Catolicismo após um sinal portentoso atribuído à Virgem Santíssima. Desejava um “Marron glacê”, … e este lhe foi obtido pela Mãe do céu, que ela invocara. Daí o nome de “Menina do Marron Glacê”.

“Se é bom conservar escondido o segredo do rei, é coisa louvável revelar e publicar as obras de Deus”. Tobias 12,7 –

***

Oi, tudo bem? Meu nome é Susan e muitos me conhecem como A Menina do “Marron Glacê”.

Sou a Sexta filha do Diácono Francisco. Vou falar um pouco de mim, das experiências por que passei, saindo da Igreja Protestante e indo para a Igreja Católica, e também dos milagres que aconteceram comigo e minha família.

Naquela época eu tinha 8 para 9 anos. Tive uma infância muito boa e feliz. Ia todos os domingos para a igreja; morávamos em Atibaia, interior de São Paulo. Em certa ocasião meu pai e minha mãe estavam se afastando da igreja e o pastor me perguntou por que meus pais não estavam freqüentando o culto aos domingos. Eu, assustada, não soube responder.

Quando cheguei em casa, disse aos meus pais que o pastor havia perguntado por eles. Interroguei: – “Pai, por que o senhor não está indo mais à igreja?” Ele, na mesma hora, mudou de assunto. Eu, menina quer era muito esperta, fiquei quieta. A semana passou … Chegou o Domingo! Quando acordei, vi que estava atrasada para o culto e achei muito estranho, porque meu pai sempre acordava os filhos para irem à igreja. Naquele Domingo meu pai não havia chamado ninguém para se levantar. Eu, como gostava de ir ao culto, corri depressa para me aprontar. Meus pais estavam na casa, lendo a Bíblia e eu disse: “Bênção, pai! Bênção, mãe! Vou correndo para o culto. Quando voltar, quero saber por que o senhor fica inventando desculpas para não ir ao culto, e também agora nem me acorda mais, nem a meus irmãos!?”

Quando cheguei à porta da igreja, lá estava o pastor cumprimentando a todos. Eu pensei assim: “Que mais vou inventar para dizer ao pastor por que meus pais e meus irmãos não vem mais à igreja? Lá vou eu”. O pastor falou: “Oi, minha filha, o que aconteceu com seu pai, que não veio desta vez?” Respondi: – “Pastor, o senhor não sabe da maior: meu pai está doente, está de cama”. Ele respondeu: – “Vou pedir oração para o pastor Francisco e à tarde vou fazer uma visita a seu pai”. Na mesma hora fiquei assustada porque sabia que meu pai não estava doente. Mas eu não entendia por que meus pais não estavam indo mais ao culto. Quando terminou o culto, voltei para casa e disse a meus pais que o pastor novamente perguntou por eles e que eu havia respondido que o pai estava doente, sendo que o pastor disse que viria fazer-lhe uma visita.

Meu pai tranqüilizou-me, dizendo que eu não havia mentido, pois ele estava com a garganta inflamada. Olhou para minha mãe e falou: – Não é, Didi?” Minha mãe respondeu: – “É verdade, Susan”. Naquele momento fiquei muito aliviada, minha cabecinha não estava mais confusa.

O pastor veio visitá-lo, orou e disse que no próximo domingo o culto seria celebrado por ele. Meu pai respondeu: – “Tudo bem!” A semana passou, chegou o Domingo e meu pai mandou uma carta para o pastor. Eu não sabia o que estava escrito, mas meus irmãos, sim. Um mês se passou, 3 meses, 6 meses e assim por diante.

Certa ocasião ouvi meus pais rezando a Ave-Maria, na sala. Eu ouvi e comecei a chorar porque eu tive sempre na minha cabeça, e a igreja falava, que a Virgem Maria não ouvia orações, que teve vários filhos e que era pecado rezar a sua oração. Entrei na sala. Meu pai falou: – “Meus filhos, faz dois anos que estou estudando a Bíblia e livros de outras religiões com sua mãe e descobrimos que a Igreja verdadeira é a Igreja Católica”.

Na mesma hora meus irmãos concordaram em ir para a Igreja Católica. Eu não. E falei: – “Pai, o senhor vai para o inferno e vai levar os meus irmãos e minha mãe juntos. Sempre o senhor disse que a Igreja Católica é coisa do inimigo”. Daí meu pai explicou por que estava mudando de religião. Falou sobre a Eucaristia e também sobre a Assunção de Nossa Senhora ao Céu.

Ficou mais de quatro horas conversando e explicando que a Igreja Católica é a Igreja verdadeira. Quando ele terminou, eu disse que não ia sair da igreja protestante. O pastor despediu meu pai. Enfim, o dinheiro estava acabando e começamos a passar fome, comendo apenas mandioca no café, no almoço e no jantar .. A família estava parecendo cara de mandioca. Era todo santo dia.

Uns dias depois eu disse a meu pai que queria tanto comer doce de “marron glacê”. Meu pai olhou para mim, segurou minha mão e respondeu: – “Vá para seu quarto, ajoelhe-se e peça à Virgem Maria, ela vai lhe dar”. Olhei com os olhos cheios de lágrimas para meu pai e disse: – “Papai, vou pedir; se ela me der amanhã, às 9 horas da manhã, eu vou acreditar que a Virgem Maria ouve realmente as orações”.

Então fui para meu quarto e comecei a orar: senti uma sensação diferente, parecia que havia uma pessoa do meu lado. E esta sensação era muito gostosa, tão gostosa que não consigo explicar. Só quem já passou por esse momento entende. Hoje eu entendo: aquela sensação que eu senti era minha querida Mãezinha do Céu que estava perto daquela menininha que tinha apenas 8 anos de idade. Realmente nossa Mãezinha do Céu trouxe a lata de “marron glacê”, através de uma senhora da Igreja Católica e por sinal essa senhora é muito católica e amada pela Virgem Maria. Trouxe exatamente às 9 horas da manhã e me disse: – “Esta lata de doce, menininha, Nossa Senhora mandou para você. Ela a ama muito”. Eu comecei a chorar e agradecer à Virgem Maria. Na mesma hora o relógio tocou. Fui para meu quarto e pedi perdão à Mãezinha do Céu. Daí então fui para a Igreja Católica e fiz minha Primeira Comunhão.

Fonte: Repórter de Cristo.

* Inglaterra precisa de igreja Anglicana “mais dura”: ex-arcebispo de Canterbury.

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

Thaddeus M. Baklinski

Lord Carey, que foi sucedido como Arcebispo de Canterbury por Rowan Williams, declarou que a menos que a igreja estabelecida fale alto para preservar a herança cristã do país, a futura “harmonia social” da Inglaterra está em risco.

Lord Carey disse: “Penso que precisamos de uma igreja mais dura. Nós cristãos somos muitas vezes tão suaves que permitimos que outras pessoas passem por cima de nós e não somos tão duros no que queremos, em expressar nossas convicções, pois não queremos perturbar outras pessoas”.

“Precisamos ser falar de modo mais direto”.

Os comentários foram feitos depois de uma reunião do grupo parlamentar interpartidário sobre migração equilibrada, que pediu que o governo examinasse as políticas de imigração ora em vigor a fim de manter a população da Inglaterra abaixo dos 70 milhões.

Lord Carey disse que os imigrantes que querem ir para a Inglaterra precisam mostrar apreço pela herança cristã inglesa e avisou que o país poderá enfrentar “problemas profundos” se os índices de imigração continuarem a subir. Atualmente, a Inglaterra tem um índice extremamente elevado de imigração islâmica. Em setembro passado, noticiou-se que Maomé é hoje o terceiro nome mais popular na Inglaterra, e na época havia mais de dois milhões de muçulmanos vivendo no país.

Lord Carey disse: “As estatísticas indicam que, se continuarmos no índice em que estamos, nosso país vai enfrentar profundos problemas e isso vai fomentar agitações sociais”.

“Preocupo-me com meus netos. Quero que este país continue a ser uma nação que valoriza a herança cristã, mas acima de tudo valorize os padrões democráticos e tudo pelo qual este país lutou”.

“Tem sido uma batalha — quando você pensa, somente nos últimos 100 anos que o homem ou mulher comum recebeu o voto, de modo que tem sido uma batalha dura. Portanto, nossos valores são muito importantes para nós. Queremos que as pessoas reconheçam isso e tenham compromisso com isso também”.

Alguns comentaristas viram as declarações de Lord Carey como crítica ao atual líder da Igreja Anglicana, Rowan Williams, que em 2008 fez um anúncio polêmico de que ele cria que era “inevitável” que algumas partes da xaria (lei islâmica) fossem incorporadas na lei britânica.

Notícias pro familia

* Ministério protestante de Louvor “Hillsong”, está na mira da lei na Austrália.

sexta-feira, janeiro 22nd, 2010

Referência no louvor contemporâneo para os evangélicos, com repercussão inclusive no meio musical carismático católico,o Ministério de Louvor Hillsong, a mais poderosa da Associação Australiana das Assembléias de Deus, famosa por canções como Shout to the Lord (Aclame ao Senhor), é acusada de ter se transformado em um dos maiores impérios financeiro-religiosos do mundo.

No Brasil, suas músicas são conhecidas pelo estilo atraente, dinâmico e vibrante. Tanto cá como lá fora seus CDs e DVDs são o expoente máximo da adoração contemporânea, que introduziu no gospel dos anos 90 o conceito de “adoradores extravagantes”. Mas cada vez mais, o Ministério Hillsong provoca desconfiança em seu país, a Austrália, onde 60% da população se diz protestante, nos Estados Unidos e Europa.

Isso porque as denúncias de abusos e escândalos parecem não ter fim. A começar pela administração daquilo que o ministério fatura. Se por aqui há um tremendo clamor por causa de irregularidades com alguns milhares de dólares, imagine lá, onde o Hillsong declara ter faturado no ano passado mais de US$ 70 milhões, mas usado apenas 2 milhões para os trabalhos sociais, principal destinação de suas entradas.

Além de ministério de louvor, Hillsong (ou Som das Montanhas, em português) é a mais poderosa das igrejas da Associação Australiana das Assembléias de Deus. Apesar da beleza e da profundidade de algumas de suas canções, como Shout to the Lord (Aclame ao Senhor, em português). a denominação é acusada de promover a Teologia da Prosperidade e ter se transformado em um dos maiores impérios financeiro-religiosos do mundo.

As acusações começaram no final dos anos 1980, mas ganharam força em 2000, quando o pastor William Francis Houston – pai do líder da igreja, pastor Brian Houston – confessou ter abusado sexualmente de um menino. Apesar de ter perdido sua credenciaI, a igreja abafou a polêmica e não relatou nada às autoridades locais.

O estilo de vida promovido pela igreja é outra fonte de perturbação. Bobbie Houston, esposa de Brian e pastora líder das mulheres, por exemplo, lançou recentemente uma pregação com o título: “As mulheres do Reino de Deus amam sexo”. Gravada em mp3 num dos congressos femininos internacionais da denominação, o que permite que seja baixada pela internet, a mensagem traz pérolas como: “Façam exercícios. Se estou gorda, sinto-me como uma retardada” e “Meninas, também não esqueçam das cirurgias plásticas e dos exercícios pélvicos”.

Finalmente; no ano passado, o Hillsong convidou o pastor Michael Guglielmucci, pastor de jovens da Igreja Planet Shakers, para participar da gravação de seu mais novo álbum This is Our God (Este é o Nosso Deus). Guglielmucci dizia sofrer de câncer terminal desde 2006 e causou enorme comoção ao aparecer cantando a música The Healer (Aquele que Cura) com um tubo de oxigênio no nariz. Em seguida, porém, não agüentando uma crise de consciência, ele revelou a verdade: “Não tenho nenhum câncer. Forjei a história e enganei até minha esposa e família para encobrir minha verdadeira doença: sou viciado em pornografia. Esse problema, sim, abalou minha saúde e me debilitou emocionalmente”.

Fonte: Ação Gospel

***

Porque,como nos diz a santa palavra de Deus, todos pecaram e estão privados da glória de Deus.

Todos!

* Pastor americano atribui terremoto a ‘pacto com o Diabo’ e provoca protestos.

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

Um dia depois do terremoto que destruiu a já precária infraestrutura do Haiti e causou milhares de mortes, o pastor evangélico Pat Robertson afirmou que o fenômeno está ligado ao fato de o país da América Central ter sido “amaldiçoado” por ter feito um “pacto com o Diabo”.
“Houve uma coisa que aconteceu no Haiti muito tempo atrás, e as pessoas não querem falar sobre isso”, disse ele ontem em um programa da Christian Broadcasting Network’s (rede de teve comandada por Robertson). “Eles estavam sob o domínio francês. Você sabe, Napoleão 3º, ou o que for. Então eles se juntaram e selaram um pacto com o Diabo. Disseram: ‘Vamos servi-lo se você nos tornar livres dos franceses. É uma história verdadeira. Então, o Diabo disse: ok, negócio fechado.”

Robertson é um extremista conservador norte-americano, e sua fala provocou uma onda de protestos nos Estados Unidos. Ele tentou ser candidato a presidente do país, em 1988, mas foi derrotado nas prévias do Partido Republicano. Entre suas previsões não realizadas, está a de que em 1982 o mundo acabaria e que um tsunami atingiria a Costa Leste dos EUA.

“Esta não é uma atitude que expressa o espírito do presidente ou do povo americano, portanto eu acredito que é um comentário bastante estranho de ser feito”, disse hoje Valeria Jarrett , conselheira de Barack Obama, quando pediram que ela tratasse do assunto. Jarrett declarou-se sem ter o que dizer diante da afirmação.

Um comunicado oficial de um porta-voz Robertson tentou suavizar suas afirmações, afirmando que o pastor não quis dizer que a responsabilidade era dos haitianos, mas que ele estava apenar repetindo a lenda contada por “incontáveis estudiosos e figuras religiosas”, que por séculos acreditam que o país está amaldiçoado.

Tratando não apenas da fala do pastor, mas também de um artigo do “New York Times” que também usou a palavra “amaldiçoado” para referir-se à situação do país, dessa vez como figura de linguagem, a jornalista Farai Chideya escreveu um artigo que revela a origem da ideia e trata também que problemas históricos que, para ela, explicam muito melhor a fragilidade das instituições e das construções do Haiti.

“A palavra ‘amaldiçoado’ vem de uma imagem racializada do vodu (o fato de que o vodu é atualmente uma religião e não apenas uma zombaria é outra batalha que eu não posso enfrentar aqui) que pessoas com péssimas intenções estão ansiosas por explorar”, disse ela.

Robertson comparou o Haiti à Republica Dominicana, país que “divide” o território da ilha em que está o Haiti. “A República Dominicana é próspera, rica, cheia de recurso etc. O Haiti é extremamente pobre. A mesma ilha. Eles têm de orar e nós precisamos orar por eles por uma grande virada para Deus a partir desta tragédia. Eu estou otimista de que algo bom virá.” Robertson disse ainda que no momento está ajudando as pessoas que estão sofrendo de forma “inimaginável”.

O embaixador do Haiti nos Estados Unidos criticou Robertson e defendeu que o processo de libertação de toda a América – possibilitando, inclusive, a expansão territorial dos Estados Unidos.

Para a jornalista Chideya, no entanto, talvez fosse melhor o Haiti ter feito um pacto com o Diabo do que com a França. “Depois de ser derrotado militarmente pelo revolucionário Toussaint L’Ouverture, o poder colonial francês exigiu do Haiti uma reparação”, escreve ela, equivalente nos dias de hoje a aproximadamente US$ 20 bilhões. “O efeito cascata deste acordo não pode ser subestimado” – a dívida da “independência” foi quitada apenas em 1947.

A história do Haiti, São Domingos até a independência, em 1804, está ligada à história da Revolução Francesa e à luta pelo fim da escravidão nas Américas. Ela tem início em 1791, quando a notícia de que a escravidão havia sido abolida pelos revolucionários franceses chega à ilha. Toussaint ascenderia à liderança dos revoltosos a partir de 1794,

Ela é rica em detalhes, o que pode levar a alguns tropeços informativos que, no geral, não mudam a essência – uma luta pelo fim da escravidão e da dominação europeia empreendida por negros e mestiços.

O negro Toussaint L’Ouverture, filho de um chefe tribal africano, por exemplo, é uma das figuras mais importantes da história de libertação do Haiti, mas a derrota final das dezenas de milhares de soldados das tropas francesas de Napoleão 1º, o Bonaparte, foi concretizada por homens que haviam estado sob seu comando – ele, sem romper definitivamente com a França, morreu na prisão na metrópole no começo do século XIX – e não em meados, quando Luís Bonaparte, o 3º, referido por Robertson, subiu ao poder (1848).

Foi uma guerra racial sangrenta, com execuções de brancos e de negros, e grandes queimadas que destruíram o país. Ao final dela, a escravidão permaneceu abolida (contra os planos de Napoleão) e o Haiti deixou de ser uma colônia francesa. Uma conseqüência disto foi o fortalecimento das tradições econômicas (como a agricultura de subsistência) e religiosas de origem africana – praticadas pelos líderes da revolta, uma mitologia que parece ter influenciado diretamente a avaliação do pastor evangélico Pat Robertson.

No texto “O épico e o trágico na história do Haiti” (2004), uma resenha do clássico “Os Jacobinos Negros” (Boitempo), de C.L.R. James, o historiador brasileiro Jacob Gorender procura discutir por que o Haiti, que no início do século 19 era a colônia mais produtiva das Américas e a primeira a conquistar a Independência nacional, não teve “uma trajetória progressista, mas, ao contrário, se tornasse o país mais pobre do continente, talvez um dos mais pobres do mundo?”

Para Gorender, a ousadia dos cerca de meio milhão de negros e mestiços do país foi punida por uma espécie de “quarentena” após a independência, que o país sofreu mesmo das nações latino-americanas recém-emancipadas.

“Quando exilado, Simon Bolivar encontrou abrigo no Haiti”, onde recebeu proteção, ajuda financeira, dinheiro, armas e até uma prensa tipográfica, escreveu Gorender. “No entanto, Simon Bolivar excluiu o Haiti dos países latino-americanos convidados à Conferência do Panamá, em 1826. O isolamento internacional acentuou o atraso e agravou as dificuldades históricas, após uma das mais heróicas lutas emancipadoras do hemisfério ocidental.”

Do ponto de vista político, para Gorender, “Toussaint não conseguiu perceber que, da Convenção de 1789 ao consulado bonapartista, a Revolução Francesa infletiu para a direita, mudando as características do regime político no país, como também afastando-se da posição inicial com relação à escravidão nas colônias.”

Quando os escravos viram-se definitivamente livres do trabalho compulsório nas plantações de cana e nos engenhos de açúcar, o Haiti saiu do mercado mundial do açúcar. “De colônia mais produtiva das Américas passou a país independente pauperizado e fora de um intercâmbio favorável na economia internacional”, avalia Gorender.

UOL
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