Artigo da ‘Sacerdotes’ Categoria

* Sacerdote culpado de abusos no Chile foi expulso do estado clerical.

quarta-feira, maio 15th, 2013

ACI

A Arquidiocese de Santiago do Chile informou que depois do devido processo penal feito ao Padre Héctor Valdés Valdés, acusado de abusos sexuais contra dois menores de idade, o presbítero foi culpado e foi condenado à pena perpétua de demissão do estado clerical e foi, além disso, expulso do instituto religioso ao que pertencia.

Em um comunicado de imprensa divulgado pelo Departamento de Comunicações da Arquidiocese de Santiago, informa-se que em maio de 2012 a Congregação para a Doutrina da Fé encarregou ao Arcebispo de Santiago, Dom Ricardo Ezzati, instruir um processo administrativo penitenciário contra o Padre Valdés.

Logo depois de concluído o processo penal e conforme o Direito Canônico e as normas da Santa Sé sobre os delitos mais graves, o “sacerdote Valdés foi declarado culpado do delito de abusos sexuais de menores de idade contra duas vítimas, e de abuso de ministério”.

O texto precisa ademais que “com a autorização da Congregação para a Doutrina da Fé, condenou-se o Padre Valdés à pena perpétua de demissão do estado clerical e de demissão do Instituto religioso ao que pertence. Em consequência, fica retirado por toda a vida do exercício do ministério sacerdotal e da vida religiosa”.

Finalmente o texto assinala que o decreto com esta condenação tem data de 19 de abril de 2013 e se indica que o sacerdote poderá apelar da sentença no lapso de 60 dias hábeis contados a partir de 24 de abril, quando se notificou a Valdés.

A decisão da Arquidiocese de Santiago, como em outros casos similares, é consequente com a política de “tolerância zero” alentada pelo Bispo Emérito de Roma, Bento XVI, quem estabeleceu uma série de normas e procedimentos para sancionar os sacerdotes culpados de abusos sexuais.

Esta política foi reafirmada e alentada pelo Papa Francisco. No último dia 5 de abril, a Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano divulgou um comunicado no que se informou que “o Santo Padre recomendou em particular modo que a Congregação, continuando na linha querida por Bento XVI, atue com decisão no que diz respeito aos casos de abusos sexuais”.

Além de alentar as conferências episcopais a seguir o devido processo com os culpados de abusos, o Papa assegurou “que em sua atenção e em sua oração pelos que sofrem, as vítimas de abusos estão presentes de modo particular”.

* Reino Unido: Aumenta o número de ordenações sacerdotais.

sexta-feira, abril 26th, 2013

Zenit
Cresce o número de homens e mulheres nas congregações religiosas, bem como as ordenações sacerdotais nas dioceses da Inglaterra e Gales.

A estatística foi citada pelo jornal vaticano L’Osservatore Romano, de 24 de abril, que regularmente publica diversos estudos, enfatizando que a informação compensa algumas fases de diminuição das vocações que marcaram o passado.

O aumento de religiosos, religiosas e presbíteros, foi registrado nos últimos três anos. Em 2010, foram admitidos vinte e nove homens e mulheres nas diversas congregações, número que cresceu para trinta e seis em 2011, e cinquenta e três no ano de 2012.

Em relação as ordenações sacerdotais diocesanas (excluindo dos religiosos e ex anglicanos), foram vinte em 2011, trinta em 2012 e estão previstas quarenta para o decorrer deste ano. O crescimento das ordenações sacerdotais aumenta, sobretudo, em relação aos cinquenta anos do século passado; após um período de declínio nas ordenações registrado entre o final dos anos noventa e o inicio do século XXI.

Novas vocações

Em 2012, a Conferencia Episcopal da Inglaterra e Gales colocou em ação um plano para promover vocações entre os jovens. O Plano Nacional de Vocações, conforme explicado, tem como objetivo dar aos jovens que desejam, a oportunidade de participar de um grupo de discernimento e ter na paróquia, um diretor espiritual que os ajudem a encontrar a vocação.

As vocações presbiterais na Inglaterra e Gales crescem. Em setembro de 2012, por exemplo, houve o maior número de ingresso nos seminários católicos desde a década passada. Cinquenta e seis jovens começaram um caminho para presbiterato.

A fim de despertar vocações são distribuídos nas escolas, diversos materiais com informações sobre o trabalho na Igreja; enquanto isso, os agentes pastorais continuam desenvolvendo novos métodos e instrumentos para levar o evangelho, de modo concreto, à vida das pessoas.

* Sobre Igreja, celibato e pedofilia.

sexta-feira, abril 19th, 2013

O art. 295, parágrafo único, inciso II, do Código de Processo Civil diz: “Considera-se inepta a petição inicial quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão”.

Embora o texto acima transcrito seja oriundo de uma norma legal, do específico mundo do Direito, a ideia nele contida é perfeitamente aplicável à ideológica correlação que se faz entre o celibato dos padres e os crimes de pedofilia praticados por alguns deles.

Há alguns dias, Carlos Alberto Di Franco publicou no “Estado de São Paulo” um excepcional artigo intitulado “Igreja, uma megacobertura”. Do seu texto, extraem-se essas valiosas informações:

“O conhecido sociólogo italiano Massimo Introvigne mostrou que, num período de várias décadas, apenas 100 sacerdotes foram denunciados e condenados na Itália, enquanto 6 mil professores de educação física sofriam condenação pelo mesmo delito.

Na Alemanha, desde 1995, existiram 210 mil denúncias de abusos. Dessas 210 mil, 300 estavam ligadas ao clero, menos de 0,2%. Por que só nos ocupamos das 300 denúncias contra a Igreja? E as outras 209 mil denúncias? Trata-se, como já afirmei, de um escândalo seletivo.”

Linhas acima do seu trabalho, Di Franco havia afirmado:

“O exame sereno, tecnicamente responsável, mostraria, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que o número de delitos ocorridos é muitíssimo menor entre padres católicos do que em qualquer outra comunidade.”

Em um sentido diametralmente oposto ao de Di Franco, mas também no “Estadão”, li no dia último dia 26 o curioso artigo de Arnaldo Jabor: “Teologia da libertação sexual”. Embora eu me condoa e lamente profundamente o episódio por ele narrado e no qual figura como vítima (a Igreja realmente tem de ter tolerância zero com a pedofilia, cortando na própria carne), o texto de Jabor abusa dos lugares comuns, revela leitura ligeira e compreensão superficial da teologia católica e evidencia a inépcia com que a imprensa tantas vezes tem tratado do assunto. Da narração dos fatos não decorre logicamente a conclusão. Jabor acusa a Igreja de medievalismos, só que não se deu ao cuidado de ler Santo Agostinho. Santo Agostinho é mais moderno do que a ideia que Jabor tem da Igreja. Os estudos teológicos de Arnaldo Jabor não chegaram ao século IV!

Por que o Arnaldo não propõe acabar com o celibato dos professores de educação física? Seria mais lógico. Ou, se os professores de educação física da Itália não são celibatários, por que razão vincular o celibato com a pedofilia? E na Alemanha: qual é o grupo que responde pela maior parte dos casos de denúncias de pedofilia?

Façamos um exercício de raciocínio. Dentre os padres católicos, a maior parte vive o celibato, que por sinal atravessou séculos isento dessa avalanche denuncista. Uma mínima parcela cometeu crimes de pedofilia. Esta parcela vivia o celibato? Era homossexual ou heterossexual? Pelo que se tem notícia, a maior parte dos casos de pedofilia no interior da Igreja deu-se entre pessoas do mesmo sexo.

Do nada, nada surge. Da abstinência sexual não pode surgir uma prática sexual. A prática sexual depravada só pode surgir entre os que têm vida sexual ativa, seja ela evidente ou oculta. É preciso distinguir o celibato real, verdadeiro, exercitado, do celibato aparente, simulado, fictício, irreal. Deve-se separar o celibato autêntico do falso. E a seleção dos candidatos ao sacerdócio deve ser capaz de distinguir os celibatários autênticos dos dissimulados.

O celibato mete medo, causa pavor. A castidade e a pureza dos padres e das freiras humilham-nos, desconcertam-nos. Não nos sentimos capazes de imitá-los. Estas acusam a nossa sociedade encharcada de sexo. A mesma TV que promove a impureza, hipocritamente, condena a pedofilia. O celibato é um incômodo feixe de luz atirado aos olhos de quem está no breu, cambaleando, trôpego, embriagado pelo prazer dos sentidos (gostaria de perguntar a Arnaldo Jabor se prazer e alegria são a mesma coisa). A luz em si é boa, mas incomoda a quem está nas trevas. A continência sexual em si é um bem, mas agride quem quer comer o alimento dos porcos. Quem deplora o celibato é porque se sente incapaz de vivê-lo. Julga impossível aos outros o que é impossível para si. O inepto julga os demais ineptos.

Texto de Paul Medeiros Krause, Procurador do Banco Central em Belo Horizonte.

Artigo completo na Fonte: http://revistavilanova.com/sobre-igreja-celibato-e-pedofilia/

* Mil padres católicos britânicos denunciam retorno às perseguições religiosas pelo “casamento” homossexual.

terça-feira, março 5th, 2013

Nossa Senhora de Walsingham, padroeira da Inglaterra. A imagem original foi queimada durante a perseguição mencionada pelos 1.000 sacerdotes

Nossa Senhora de Walsingham, padroeira da Inglaterra. A imagem original foi queimada durante a perseguição mencionada pelos 1.000 sacerdotes

Em uma das maiores cartas conjuntas do gênero, mil sacerdotes católicos britânicos denunciaram que a liberdade de praticar e falar sobre a sua fé será “severamente” limitada, caso seja aprovado o “casamento” homossexual no país.

O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Comuns (deputados) e deverá ser votado pela Câmara dos Lordes (senadores). Os sacerdotes repudiam como “sem sentido” as garantias oferecidas pelo governo do político conservador David Cameron.

Eles comparam a tentativa de redefinir o casamento com o golpe dado pelo rei Henrique VIII, que tirou a Inglaterra do seio da Igreja para poder divorciar-se da rainha Catarina de Aragão.

Henrique VIII deu assim origem à igreja anglicana atual, hoje em fase de desfazimento moral e de organização.

Como muitos católicos não aceitaram o cisma, o mau rei começou repressões que duraram séculos, trouxeram a guerra civil, arruinaram o país e o separaram de Roma.

Para os mil sacerdotes, os planos favorecedores dos homossexuais da coligação que governa a Grã-Bretanha impedirão os católicos e outros cristãos que trabalham em escolas, instituições de caridade e organismos públicos, de falar livremente sobre suas crenças e o significado do casamento.

Até a liberdade de falar no púlpito pode estar sob ameaça, dizem.

Os fiéis que acreditam no sentido tradicional do casamento seriam efetivamente excluídos de alguns postos de trabalho, do mesmo modo como até o século XIX os católicos foram alijados de muitas profissões pela Reforma protestante.

Até 1829, os católicos na Grã-Bretanha e Irlanda foram impedidos de exercer diversas profissões, ou mesmo de se reunirem para rezar quando da vigência de um corpo de restrições conhecidas coletivamente como as leis penais.

Os professores poderão enfrentar medidas disciplinares caso se recusarem a promover o casamento homossexual, uma vez implementada a alteração.

Capelães de hospitais, de prisões e do Exército também poderiam ser perseguidos se pregarem que o casamento somente entre um homem e uma mulher.

Os sacerdotes escrevem:

“Depois de séculos de perseguição, os católicos foram capazes nos últimos tempos de exercer profissões e participar plenamente na vida deste país.

“Se promulgada, a legislação sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo terá muitas consequências legais, restringindo a capacidade dos católicos de ensinar a verdade sobre o casamento em suas escolas, instituições de caridade ou locais de culto.

“Não tem sentido argumentar que os católicos e outros ainda podem ensinar suas crenças sobre o casamento em escolas e outras esferas, se ao mesmo tempo se espera que também defendam o ponto de vista oposto”.


Argumentando que o casamento tradicional é “o fundamento e o alicerce fundamental da nossa sociedade”, acrescentam: “Exortamos os membros do Parlamento a não terem medo de rejeitar esta legislação, agora que suas consequências são mais claras”.

O bispo de Portsmouth, Dom Philip Egan, um dos signatários, insistiu em que a comparação com as leis penais não foi um exagero. “É muito orwelliano tentar redefinir o casamento”, acrescentou.

O Reverendíssimo Dr. Andrew Pinsent, proeminente teólogo da Universidade de Oxford, que também assinou a carta, disse:

“Nós somos muito sensíveis a isto historicamente, porque naturalmente a reforma começou na Inglaterra como uma questão de casamento. Henrique VIII poderia ter sido perdoado por seu adultério, mas ele não o quis, ele quis controlar o casamento e redefinir o que era e o que não era um casamento.

“Estou muito ansioso de que, quando estivermos pregando na igreja ou ensinando em nossas escolas católicas ou testemunhando a fé cristã sobre qual seja o casamento que não seremos capazes de fazer, possamos ser presos por fanáticos ou homofóbicos.

“Porque a Igreja não iria admitir aquele ponto que lançou três séculos de grande agitação na sociedade inglesa, e da perspectiva católica a vida era muito difícil.

“Tememos que o que está acontecendo agora seja a colocação em prática de uma rede de leis, o que violaria a liberdade de consciência”. E acrescentou: “Eu acho que as pessoas na bolha Westminster subestimaram o nível de preocupação no país ¬– há em nível local uma grande preocupação sobre essas coisas”.


Um porta-voz do Departamento de Educação tentou dissipar os temores, mas o fez naqueles termos que soem usar os políticos para ludibriar a oposição e que depois não são cumpridos.

A carta foi uma iniciativa de sacerdotes locais.

Nas últimas semanas, o arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols, e outros líderes católicos da Grã-Bretanha fizeram críticas dialéticas aos planos de David Cameron. Na opinião de muitos, os termos intermediários e as concessões ao “casamento”  abrem espaços para a avançada da agenda homossexual.

* “Depois de ser abusada, minha mãe não me abortou, perdoei e confessei o meu pai”, hoje sou sacerdote!

terça-feira, fevereiro 19th, 2013

ACI

Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram a vida”, afirma o sacerdote Luis Alfredo León Armijos,(foto) de Loja (Equador) quem aos seus 41 anos compartilha sua história. O seu nascimento foi fruto de um estupro quando sua mãe tinha apenas 13 anos. O presbítero também conta como conheceu e perdoou o seu pai a quem confessou e que agora leva uma vida de fé.

Em diálogo telefônico com o grupo ACI em 6 de fevereiro, o sacerdote diocesano e pároco da Paróquia São José em Loja, relatou que sua mãe, María Eugenia Armijos Romero, quando ainda era menor, cuidava e limpava uma casa em Loja para ajudar os seus pais e seus sete irmãos: “o dono da casa aproveitando que estava sozinho, abusou dela deixando-a grávida”.

Apesar do rechaço de sua família que “não queria que o bebê nascesse e por isso batiam na sua barriga e davam-lhe algumas bebidas para que abortasse”, María sempre defendeu a vida de seu filho e ao ver-se sozinha e sem apoio “orou e sentiu em seu coração que o Senhor lhe dizia: defende essa criança que está em ti”, contou o Pe. León.

María fugiu de Loja para a cidade de Cuenca onde sobreviveu por seus próprios meios. No domingo 10 de outubro de 1961 às 10:00 a.m., em um parto cheio de complicações por sua pequena idade e fraca contextura, nasceu Luis Alfredo com alguns problemas respiratórios que o amor de mãe também ajudou a sanar.

Depois de um tempo e com a ajuda paterna, María voltou para Loja para começar “uma vida como mãe solteira. Meu pai aceitou reconhecer-me e encarregar-se de mim, mas isso não quer dizer que as coisas estavam bem entre eles”, relatou o Pe. León.

O presbítero recorda que seu “pai visitava sempre a casa e cumpria suas obrigações para conosco. Eles (seus pais) tiveram mais 3 filhos, e minha relação com ele era distante, mas boa. Eu tinha muito respeito por ele, infundia autoridade, foi muito forte comigo, me levava para trabalhar”.

Quando o Pe. León tinha 16 anos o convidaram à Renovação Carismática onde “tive meu primeiro encontro com Cristo, aprendi de seu amor maravilhoso”, e começou a pregar e dar catequese “em todo lugar que Deus me colocava” como nos ônibus e nas casas de recuperação de menores.

Aos 18 anos sentiu o chamado à vocação sacerdotal e ingressou no Seminário de Loja sobrepondo-se à oposição do seu pai. “Ele me dizia: você não pode ser sacerdote porque você deve saber bem quem você é”.

Com uma permissão especial do Bispo por sua pouca idade, foi ordenado aos 23 anos: “foi toda uma bênção para minha vida”, recorda.

Dois anos depois ingressou no Caminho Neocatecumenal e sua mãe lhe contou, depois de terminar a relação com seu pai, como foi que veio ao mundo. Isso marcou o ponto de início para um caminho de reconciliação de ambos. O sacerdote ajudou a sua mãe a entender que não podia odiar o seu pai e que Deus a convidava a amar sua própria história.

O sacerdote relatou ao grupo ACI que com esta experiência ele compreendeu que sempre tinha pregado aos outros sobre o amor de Cristo em suas vidas e agora entendia que “Deus me permitia ser sacerdote não para julgar, mas para perdoar, para ser instrumento de sua misericórdia, e eu tinha julgado muito o meu pai por tudo”.

Anos mais tarde recebeu uma ligação do seu pai “ia fazer uma operação e estava com medo, e me disse: quero que me confesse”. Depois de 30 anos sem comungar, “meu pai retornou à comunhão, à Eucaristia”.

“Eu lhe dizia: pai, você merece o céu, uma vida eterna, assim como a Igreja também está me fazendo ver o céu, e nesse momento os olhos do meu pai se encheram de lágrimas”.

Quando o Pe. León prega para mães gestantes que passam por dificuldades lhes recorda que assim como Jeremias, Deus forma no ventre a vida de um filho, e que não o vejam como “um filho que traz sofrimento, que traz dor, eu lhes digo que um filho traz a salvação, traz bênçãos”.

“Como Jesus Cristo que foi insultado, açoitado, já desde menino foi causa de cruz e de dor, em seus filhos recebam a bênção de Jesus” adicionou.

O presbítero aconselha aos filhos que conheçam bem “a própria história. Aprendam a ver as coisas desde o amor de Deus. Podemos inteirar-nos de nossa história e odiar a própria vida, julgar a Deus como aconteceu comigo, mas descobri que o amor de Deus tinha estado aí me cuidando em toda a vida”.

“Jovem, se o pai da terra errou e te falhou, Deus Pai nunca nos falhou. Se for filho e mãe solteira deve ver em sua vida como Deus Pai te cuidou”, exorta.

“Eu poderia estar em uma lata de lixo, mas me deram à vida, eu digo é uma gratuidade, tudo o que tenho, a vida em si mesmo é um dom delicioso que Deus dá”, concluiu.

* Soldados se convertem ao catolicismo em linha de combate graças a sacerdote.

quinta-feira, janeiro 10th, 2013

ACI

O Pe. Francisco Muñoz, capelão da Brigada Paraquedista espanhola destacada no Afeganistão, vai celebrar 35 batismos, comunhões e crismas nos próximos meses entre os militares espanhóis. Ao ser perguntado sobre este ato respondeu com humildade: “Sou um sacerdote muito normal. Isto também faz qualquer padre de povoado”.

Oriundo de Ribera del Fresno, na Extremadura, e capelão desde 1983, o Pe. Francisco se tornou capelão militar faz doze anos. “Eu sempre quis ser missionário, monge ou mártir, e fiquei em militar, que também começa por ‘m’ e tenho algo dos três”, relata desde a província afegã de Badghis.

Conforme informou o jornal espanhol El Mundo, o sacerdote é conhecido entre os militares por seu grande carisma e capacidade para chegar ao próximo. “Deus me deu o dom da simpatia”, limita-se a responder.

Esta capacidade de “ser simpático” lhe ajudou a conseguir faz quatro anos, que 37 soldados, também no Afeganistão, se batizassem e recebessem a Comunhão. E faz dois anos, quando esteve no Líbano, foram cinquenta e cinco os que mostraram sua fé.

Nesse sentido, o capelão rechaça que na Espanha haja uma crise de fé. Indicou que o problema está na forma de chegar às pessoas, pois “o espanhol normal é discretamente religioso (…), e aqui, no Afeganistão, há mais tempo para refletir”.

Uma anedota lhe ocorreu no ano passado devido ao seu afã de converter mais pessoas. Aos seus 54 anos o Pe. Francisco fez o curso de paraquedista porque um militar lhe prometeu batizar-se se ele fizesse o curso. “Foi uma experiência religiosa porque se reza muito”, recorda com humor ao referir-se às aulas nas quais inclusive terminou machucado.

“Tem que ser um “descerebrado” para fazer o curso com essa idade”, afirmou, e recordou que ao terminar o curso, disse ao militar: “Se você já tem fé ou não, não me importa, mas agora você vai se batizar!”.

* Líder dos padres austríacos do grupo “Apelo à desobediência”, é disciplinado pela Igreja.

sexta-feira, dezembro 7th, 2012

Religión Digital

O Vaticano informou  que retirou do padre Helmut Schüller (foto) o direito de usar o título de monsenhor. Schüller, que continuará exercendo o sacerdócio, havia liderado uma campanha de desobediência para desafiar abertamente a Igreja católica a respeito do celibato e do “sacerdócio” feminino

Schüller, o antigo braço direito do arcebispo de Viena, o cardeal Christoph Schönborn, tinha recebido o título honorífico por seu trabalho como responsável máximo da Cáritas, a organização caritativa da Igreja, na Áustria.

Schüller é o líder do grupo Apelo à desobediência”.


O grupo quer que sejam mudadas as leis da Igreja, para que os sacerdotes possam casar e as mulheres possam ser ordenadas sacerdotisas. Seus partidários dizem que romperão com as leis da Igreja, dando comunhão para protestantes e católicos divorciados que voltaram a contrair matrimônio.

Schüller declarou à imprensa austríaca que a decisão do Vaticano não atingiu seus princípios.

Durante décadas, os católicos “reformistas” austríacos vêm desafiando as políticas de Bento XVI e de seu predecessor João Paulo II, criando movimentos de protesto.

Schüller vem se encontrado com clérigos afins na Áustria e no exterior, desde que fundou o grupo de “Apelo à desobediência”.

A Igreja católica não permite que os sacerdotes contraiam matrimônio e ensina que não existe autoridade para permitir que mulheres se tornem sacerdotisas, pois Jesus só escolheu homens como seus apóstolos, por vontade própria, quando instituiu o sacerdócio na Última Ceia.

Na semana passada, o Vaticano realizou ações disciplinares contra outro sacerdote que defendia a ordenação de mulheres. O padre Ray Bourgeois, um estadunidense da ordem religiosa de MaryKnoll, foi expulso do sacerdócio e da ordem pela Congregação para a Doutrina da Fé.

No ano passado, Bourgeois, que foi sacerdote durante 40 anos, participou do grupo de ativistas católicos, que foi detido pela polícia italiana após tentar entregar um requerimento, no Vaticano, para que o sacerdócio feminino fosse autorizado.

Bento XVI
, que antes de ser eleito Papa, em 2005, foi por décadas o responsável doutrinal do Vaticano, em abril, denunciou diretamente os sacerdotes dissidentes, acenando que esse não era o caminho correto para a renovação da Igreja.

* Padre é punido canonicamente por apoio e presença em “ordenação” inválida de mulher.

terça-feira, novembro 20th, 2012

A reportagem, com informações fornecidas pela Sociedade Maryknoll, é do sítio Christian Newswire.

A Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, no dia 4 de outubro passado, removeu canonicamente Roy Bourgeois da Catholic Foreign Mission Society of America, também conhecida como Sociedade dos Padres e Irmãos de Maryknoll.

A decisão dispensa o padre maryknoll dos seus vínculos sagrados.

Como sacerdote, em 2008, Bourgeois participou da ordenação inválida de uma mulher e de uma missa simulada em Lexington, Kentucky.(foto). Com paciência, a Santa Sé e a Sociedade Maryknoll encorajaram a sua reconciliação com a Igreja Católica.
No entanto, Bourgeois preferiu fazer campanha contra os ensinamentos da Igreja Católica em ambientes seculares e não católicos. Isso foi feito sem a permissão dos bispos dos EUA e ignorando as sensibilidades dos fiéis em todo o país.

A desobediência e a pregação contra o ensino da Igreja Católica sobre a ordenação de mulheres levou à sua excomunhão, demissão e laicização.

Bourgeois optou livremente pelos seus pontos de vista e ações, e todos os membros da Sociedade Maryknoll estão entristecidos com o fracasso da reconciliação. Com essa despedida, a Sociedade Maryknoll agradece calorosamente a Roy Bourgeois pelo seu serviço à missão, e todos os membros desejam a ele todo o bem em sua vida pessoal. No espírito de equidade e de caridade, a Sociedade Maryknoll irá ajudar Bourgeois nessa transição.

* Vaticano: Sacerdotes e religiosos devem se apresentar ao trabalho com o hábito próprio.

segunda-feira, novembro 19th, 2012

Andrea Tornielli, publicada no jornal La Stampa

Secretário de Estado do vaticano assinou uma circular enviada a todos os escritórios da Cúria Romana para reiterar que sacerdotes e religiosos devem se apresentar ao trabalho com o hábito próprio, isto é, o clergyman ou a batina preta.

O Código de Direito Canônico estabelece que “os clérigos devem portar um hábito eclesiástico decoroso”, segundo as normas estabelecidas pelas várias conferências episcopais. A CEI [Conferência Episcopal Italiana] estabeleceu que “o clero em público deve vestir o hábito talar ou o clergyman”, isto é, o vestido preto ou cinza com o colarinho branco. O nome inglês revela a sua origem na área protestante anglo-saxônica: entrou em uso também para os eclesiásticos católicos, no início como concessão para aqueles que deviam viajar.

A Congregação vaticana para o Clero
, em 1994, explicava as motivações até mesmo sociológicas do hábito dos sacerdotes: “Em uma sociedade secularizada e tendencialmente materialista” é “particularmente sentida a necessidade de que o presbítero – homem de Deus, dispensador dos seus mistérios – seja reconhecível aos olhos da comunidade”.

A circular de Bertone pede que os monsenhores vistam “o hábito plano”, isto é, a veste com os botões vermelhos, nos “atos onde esteja presente o Santo Padre”, assim como nas outras ocasiões oficiais. Um convite dirigido também aos bispos recebidos em audiência pelo papa.

O uso das roupas civis para o clero foi relacionado, no passado, com situações particulares, como no caso da Turquia, nos anos 1940, ou do México até anos muito mais recentes, com os bispos habituados a sair de casa vestidos como empresários.

Mas foi sobretudo depois do Vaticano II que a veste talar acabou no sótão, e o padre tentou se distinguir cada vez menos. Há anos já, especialmente entre os jovens sacerdotes, registra-se, no entanto, uma forte tendência contrária. Uma reviravolta “clerical” posta agora preto no branco também na circular do secretário de Estado.

* Pe. Zezinho está internado após sofrer isquemia cerebral.

sexta-feira, setembro 21st, 2012

Está internado desde a noite desta quarta-feira, 19 de setembro, o padre José Fernandes de Oliveira, conhecido Pe. Zezinho, cantor, compositor e professor de comunicação. Ele sofreu um isquemia cerebral e está hospitalizado em São José dos Campos (SP).

A informação é do Boletim da CNBB, 20-09-2012.

Em um comunicado divulgado por Paulinas Editora na tarde desta quinta-feira, o Pe. Zezinho está se recuperando bem, mas seguirá internado, para observação, sem previsão de alta.

Aos 71 anos, Pe. Zezinho atua como professor, apresentador de programas para televisão e rádio, além de intensa agenda de shows. Eventos que estavam marcados para o próximo final de semana, em Mossoró e em Natal (RN), foram cancelados.

No dia de ontem foi emitido o seguinte boletim médico divulgado pelo Conventinho SCJ:

BOLETIM MÉDICO
ESTADO DE SAÚDE DO PE ZEZINHO,SCJ

Hospital Pio XII – São José dos Campos

Padre Zezinho
São José dos Campos, 20 de setembro de 2012, 17h00

O paciente José Fernandes de Oliveira (Padre Zezinho, SCJ) apresentou episódio súbito de leve disfunção neurológica, já estando em tratamento e evoluindo com melhora progressiva, apresentando quadro clínico muito bom e estável. Encontra-se internado neste Hospital para realização de exames complementares.

Dr. Elisio Barros Avidago
Médico responsável

* Vocações sacerdotais na Ásia e África estão crescendo “consideravelmente”!

segunda-feira, agosto 27th, 2012

Vatican Insider

Alguns dados referentes as vocações sacerdotais foram oferecidos recentemente durante uma Conferência organizada pela Congregação para a Educação Católica e a Pontifícia obra para as vocações sacerdotais na sala de imprensa vaticana.

Na maioria dos continentes o número das vocações sacerdotais está crescendo. Na Ásia e na África elas aumentaram consideravelmente. Na América nota-se um certo equilíbrio, com alguns pontos altos, como é o caso da Diocese de Boston, cujo seminário está “completamente cheio”. Já na Europa, os dados são bons na Holanda e na Romênia.

O prefeito da Congregação, Cardeal Zenon Grocholewski, afirmou que no caso da Romênia, o seminário acolhe 140 seminaristas, isso em uma diocese na qual os católicos representam 7% da povoação. “Vocações muito saudáveis, fortes e conscientes, aos poucos crescem em ambientes de hostilidade”, declarou o purpurado.

A diminuição demográfica e a crise da família foram apontadas como algumas das causas da queda das vocações no Ocidente. Além delas também estão: a difusão da mentalidade secularizada; as difíceis condições de vida e do ministério do sacerdote. (EPC)

* Cuba: Apesar da perseguição comunista, dois cubanos são ordenados sacerdotes católicos.

sábado, agosto 18th, 2012

A Diocese da Santa Clara (Cuba), desde o dia 11 de agosto conta com dois novos sacerdotes, os convertidos Neldo José Hernández Alonso e Maykel Águila Moya,(Foto, ainda diáconos) que acolheram a fé católica na adolescência a pesar do processo de descristianização iniciado pelo regime comunista em 1959.

Conforme informou a página da Conferência de Bispos Católicos de Cuba (COCC) no Facebook, a cerimônia foi presidida pelo Bispo de Santa Clara, Dom Marcelo González Amador, que agradeceu a Deus pelos novos sacerdotes e às famílias e comunidades cristãs por tê-los acompanhado na sua vocação.

Do mesmo modo, o Prelado recordou aos novos presbíteros que o sacerdócio é um grande presente que exige vocação e fidelidade a Cristo, ao Bispo e à comunidade que servirão. Dom González indicou que seu caminho não estará isento de tentações, mas os animou a não ter medo e confiar no Senhor.

É difícil ser católico

Os novos sacerdotes, ambos de 33 anos de idade, cresceram em famílias que pouco a pouco foram deixando de lado a prática religiosa devido à pressão social e ao perigo que implicava ser católico em Cuba.

“Nasci em uma família de grandes valores humanos, mas não fundamentados nos valores e na fé cristã que realmente são os mais importantes. A prática religiosa na minha família desgraçadamente foi sendo deixada de lado por falta de prática, por pressão social ou medo”, relatou o agora Pe. Maykel Águila Moya.

Em uma nota publicada em 2009 pelo blog Creerencuba.org, o então seminarista relatou que ele não foi batizado quando era pequeno, pois “manifestar certas crenças religiosas poderia prejudicar-nos na sociedade”.
“Minha mãe quando era pequena ia à igreja e recebeu os sacramentos de iniciação cristã, mas quando as coisas foram mudando a fé foi ficando só na lembrança. Eu sempre me perguntava quando pequeno, por que na escola apontavam e olhavam diferente para os que iam à Igreja; porém, para mim eles eram os melhores alunos e os mais educados”.

Entretanto, foi a morte de seu pai –quando tinha 13 anos-, o que fez que questionasse “sobre a existência humana e sobre a vida depois da morte”.

“Alguns amigos me convidaram para ir à Igreja (…) desde esse momento tudo mudou na minha vida, fui conhecendo quem é Jesus de Nazaré”, afirmou.

“Vivi minha juventude como um jovem comum, com ilusões, esperanças, trabalhos, carências como outros cubanos, mas com a diferença de que sei que tenho um Deus em quem confiar, e com Ele não devo temer a nada nem a ninguém, pois Ele sempre está ao meu lado”, expressou.

Uma experiência similar viveu Neldo Hernández. Também em uma nota publicada no blog Creerencuba.org, o então seminarista recordou que quando era pequeno era levado pela sua avó à igreja Sancti Spíritus. Entretanto, as “inconveniências” que isto podia trazer, fez que ela parasse de leva-lo.

Entretanto, aos 14 anos pediu para ser batizado e retornou à Igreja “como o filho pródigo, golpeado pela vida, maltratado por eleições próprias e outras alheias”.

A partir daí afirmou que “tenho descoberto que Deus se aproveita inclusive dos muros que os outros levantam para sair ao nosso encontro. Que quem está caído e afastado encontrará os braços abertos de um Pai e estendidos de um Filho, do mesmo modo que eu experimentei”.

* Famoso exorcista Pe. Fortea: Sacerdotes devem vestir-se como tal.

quarta-feira, junho 13th, 2012

ACI

O famoso sacerdote exorcista espanhol José Antonio Fortea remarcou a importância de que os sacerdotes vistam a batina, como um sinal de consagração a Deus e de serviço aos fiéis.

Numa entrevista concedida ao grupo ACI, durante sua visita ao Peru, onde participou da solenidade de Corpus Christi na cidade de Trujillo, na costa norte do país, o Pe. Fortea indicou que “os clérigos devem vestir-se da mesma forma que os sacerdotes mais exemplares se vestem nessas terras, porque ir identificado é um serviço”.

Depois de destacar que é obrigação da Conferência Episcopal de cada país determinar qual é o melhor sinal sacerdotal, o Pe. Fortea indicou que “a minha recomendação a respeito deste tema é que o sacerdote se identifique como tal”.

Em efeito, o Código de Direito Canônico, no artigo 284 indica que “os clérigos têm que vestir um traje eclesiástico digno, segundo as normas dadas pela Conferência Episcopal e segundo os costumes legítimos do lugar”.

Por outra parte, a Congregação para o Clero, no seu “Diretório para o ministério e a vida dos presbíteros”, expressou “que o clérigo não use o traje eclesiástico pode manifestar um escasso sentido da própria identidade de pastor, inteiramente dedicado ao serviço da Igreja”.

“Numa sociedade secularizada e tendencialmente materialista, onde tendem a desaparecer inclusive os sinais externos das realidades sagradas e sobrenaturais, sente-se particularmente a necessidade de que o presbítero, homem de Deus, dispensador de Seus mistérios, seja reconhecível aos olhos da comunidade, também pela roupa que leva, como sinal inequívoco da sua dedicação e da identidade de quem desempenha um ministério público”, assinala o documento vaticano.

O Pe. Fortea destacou que “não vamos identificados porque gostamos. Pode ser que gostemos ou não. Vamos (identificados) porque é um serviço para os fiéis, é um sinal de consagração, ajuda a nós mesmos”.

O presbítero reconheceu a dificuldade de que a um sacerdote a quem desde o seminário não lhe ensinou sobre o valor do hábito de usar a batina, mude depois, entretanto precisou que nos últimos isto anos “foi mudando para melhor”.

“É fácil mantê-lo (o hábito), é difícil começá-lo. Mas o sacerdote deve ir identificado”, assinalou.

Ao ser consultado se o costume de não usar a batina guarda alguma relação com a Teologia Marxista da Libertação, o Pe. Fortea assinalou que “agora as coisas já mudaram”.

“Foi nos anos 70, 80, onde todos estes sacerdotes se viam a si mesmos mais como pessoas que ajudavam à justiça social. Ali não tinha sentido o hábito sacerdotal, o hábito sacerdotal tem sentido como sinal de consagração”.

Para o famoso exorcista, “agora já passou isso, mas ficou o costume de não vestir-se como tal e claro, é difícil, eu entendo que é difícil. Mas estas coisas estão mudando pouco a pouco”.

* “La Voz del Desierto”, banda católica formada por padres e seminaristas.

sábado, junho 2nd, 2012

La Voz del Desierto é um grupo de rock espanhol diferente.

Ele conta com sete elementos, sendo quatro padres e três seminaristas, e sua carreira começou em de outubro de 2003, na diocese de Alcalá de Henares. Inicialmente, era apenas uma tentativa de encerrar os Encontros Diocesanos de Jovens com uma apresentação musical. Porém, o resultado foi tão bom que eles decidiram continuar após receberem um convite para a criação de um reportório próprio e se apresentarem no Encontro Diocesano do ano seguinte.

Julgando ser necessário acompanhar a modernidade e as novas tendências da sociedade, os religiosos decidiram usar o rock para evangelizar e tem feito sucesso desde então. Eles já se apresentaram em diversos lugares como Espanha, Portugal, Estados Unidos e mais recentemente Costa Rica e Guatemala. Em 2011 foram uma das principais atrações do Dia Mundial da Juventude, realizado em Madri.

Dani (voz), Julio (baixo), Rapo (guitarra), David (teclado), Jose (batería), Álex (guitarra) e Curry (vocal) lançaram em 2005 seu primeiro CD, chamado “Hágase en mí tu voluntad”. Em dezembro de 2007 saiu álbum intitulado “Hacia una Luz”. Eles estão em seu terceiro CD com composições originais, intitulado “La llamada” (O Chamado). Afirmam que “Deus não se esquece de ninguém e chama a todos. O álbum pretende ajudar os jovens na descoberta da vocação de cada um: seja no matrimônio e como leigos, ou no sacerdócio e na vida consagrada”.

De acordo com o grupo, um dos membros atuais da banda foi nomeado Delegado da Juventude pelo Vaticano e isso mostra que eles conseguem unir seu trabalho nos palcos com as atividades que desenvolvem nas suas igrejas.


v

* Papa aos novos sacerdotes por ele ordenados: “quando a cruz se tornar mais pesada, será a hora mais preciosa”

domingo, abril 29th, 2012

Bento XVI presidiu na manhã deste domingo à santa missa na Basílica de São Pedro, na qual ordenou nove sacerdotes para a Diocese de Roma.

“A tradição romana de celebrar ordenações sacerdotais neste IV Domingo de Páscoa, domingo “do Bom Pastor”, contém uma grande riqueza de significado, ligada à convergência entre a Palavra de Deus, o Rito litúrgico e o Tempo pascal em que se coloca” – explicou o Papa no início da homilia.

“Em particular – continuou –, a figura do pastor, tão relevante na Sagrada Escritura e naturalmente muito importante para a definição do sacerdote, adquire a sua plena verdade e clareza no rosto de Cristo, na luz do Mistério de sua morte e ressurreição” – com essas palavras, Bento XVI situou as ordenações sacerdotais por ele feitas durante a celebração explicando o seu significado no contexto da liturgia celebrada neste domingo.

“O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”, destacou o Papa, evidenciando a primeira característica fundamental do bom pastor. Bento XVI acrescentou que nessa passagem de Jo 10,11 somos imediatamente levados ao centro, ao cume da revelação de Deus como pastor de seu povo.

“Este centro e cume é Jesus, precisamente Jesus que morre na cruz e ressurge do sepulcro no terceiro dia, ressurge com toda a sua humanidade, e desse modo nos envolve, cada homem, em sua passagem da morte para a vida” – acrescentou.

“Esse evento – a Páscoa de Cristo – em que se realiza plenamente e definitivamente a obra pastoral de Deus, é um evento sacrifical: por isso o Bom Pastor e o Sumo Sacerdote coincidem na pessoa de Jesus que deu a vida por nós.

Dirigindo-se aos diáconos que logo em seguida seriam ordenados sacerdotes, o Pontífice ressaltou que “é lá que o Bom Pastor quer conduzir-nos! É lá que o sacerdote é chamado a levar os fiéis a ele confiado: à verdadeira vida, à vida “em abundância”.

“O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” Jesus insiste sobre essa característica essencial do verdadeiro pastor que é ele mesmo: “dar a própria vida”.

“Esse é claramente o traço qualificador do pastor assim como Jesus o interpreta em primeira pessoa, segundo a vontade do Pai que o enviou.”

E o sacerdote – explicou o Santo Padre – é “aquele que é inserido num modo singular no mistério de Cristo, com uma união pessoal a Ele, para prolongar a sua missão salvífica”. Essa união, que se dá graças ao Sacramento da Ordem, requer que se torne “sempre mais estreita” pela generosa correspondência do próprio sacerdote.

“Ressalta com força que, para o sacerdote, celebrar todos os dias a santa missa não significa realizar uma função ritual, mas cumprir uma missão que envolve inteiramente e profundamente a existência, em comunhão com Cristo que, na sua Igreja, continua realizando o Sacrifício redentor.”

Uma “dimensão eucarística-sacrifical” que “é inseparável da dimensão pastoral” da qual “constitui o núcleo de verdade e de força salvífica, da qual depende a eficácia de toda atividade”. Não somente – ressaltou o Pontífice – “em nível psicológico e social, mas na fecundidade vital da presença de Deus em nível humano profundo”.

“A própria pregação, as obras, os gestos de diferente natureza que a Igreja faz com as suas multíplices iniciativas, perderiam a sua fecundidade salvífica se deixasse de lado a celebração do Sacrifício de Cristo. E essa celebração é confiada aos sacerdotes ordenados.”

Todo “presbítero é chamado a viver em si mesmo aquilo que experimentou em Jesus em primeira pessoa, ou seja, dar-se plenamente à pregação e à cura do homem de todo mal do corpo e do espírito”, até dar a vida pelos homens, gesto que encontra “expressão sacramental na Eucaristia”, memória perpétua da Páscoa de Jesus.

“Caros Ordenandos, esta Palavra de Deus ilumine toda a vida de vocês. E quando o peso da cruz se fizer maior, saibam que essa é a hora mais preciosa, para vocês e para as pessoas a vocês confiadas.”

A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
  Assine o RSS
_______________________
Comentários
Categorias
Artigos – Dia a dia
maio 2013
D S T Q Q S S
« abr    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031