Artigo da ‘Sem categoria’ Categoria

* Esclarecimentos oficiais do Bispo de Regensburg, Alemanha, sobre abusos sexuais e difamação anticatólica.

terça-feira, março 16th, 2010

O tema atual: O “abuso sexual” e a sua instrumentalização anticatólica – Infâmia do abuso sexual

1. A violência sexual contra crianças e adolescentes é uma vergonhosa violação de sua dignidade pessoal. Em perspectiva teológica, trata-se de uma culpa grave, “um pecado que exclui do Reino de Deus” (1 Cor 6, 10). Pela lei do Estado [alemão], o abuso sexual é um crime punível com reclusão de até dez anos.

2. No que diz respeito ao tratamento do réu e de suas vítimas, a competência do Estado e a da Igreja são claramente distintas.

3. Como cidadão de um Estado, o réu está sujeito às normas do direito civil e penal. Por isto, para a averiguação do crime, a fixação e a execução da pena e o controle das medidas condicionais, são responsáveis exclusivamente as respectivas instituições estatais.

4. Se os réus são pessoas que operam a serviço da Igreja (clérigos, religiosos ou leigos), conforme as disposições e imposições judiciais e levando em consideração uma avaliação científico-terapêutica, seja estabelecida a pena eclesiástica. As punições vão de uma severa limitação da atividade pastoral até o afastamento definitivo do serviço eclesiástico.

5. O réu deve à vítima uma manifestação de profundo arrependimento pelas feridas físicas e espirituais que lhe foram infligidas. A isto se acrescenta o cumprimento das imposições judiciais e das penas, bem como o ressarcimento dos danos morais ou os custos de uma terapia.

6. Se o réu estava a serviço da Igreja, as Dioceses ou instituições eclesiásticas competentes ofereçam apoio pastoral e terapêutico mediante comissões criadas especificamente para este fim, mas também em geral através de iniciativas da Caritas e do organismo católico de assistência à juventude que se empenhem ativamente em favor das vítimas de abusos sexuais de todo gênero e procedência.

Campanhas anticatólicas

7. A manchete do SPIEGEL [revista semanal alemã], “Os hipócritas. A Igreja Católica e o sexo”, provocou, como de costume, uma avalanche midiática anticatólica. Lidamos aqui com a instrumentalização de comportamentos sexuais erráticos de indivíduos específicos com propósitos políticos e ideológicos sectários. O único e exclusivo objetivo é apresentar a Igreja e a moral sexual católica no seu conjunto como um “biótopo”, onde o abuso sexual de crianças “deve” necessariamente prosperar. O SPIEGEL se torna culpado pela violação da dignidade humana (cf. Art. 1º da Constituição) [alemã] de todos os sacerdotes e religiosos católicos. Querer atribuir, de maneira absolutamente ilógica e em contraste com os dados estatísticos, a culpa pelo abuso sexual contra menores por parte de indivíduos específicos à moral sexual da Igreja e ao empenho livremente assumido de renunciar ao matrimônio, colocando a própria vida ao serviço do Reino de Deus (cf. Mt 19; 1 Cor 7) através do celibato sacerdotal ou dos votos monásticos, é uma ofensa ao intelecto e à boa fé de qualquer pessoa.

8. Alimentando incessantemente ideias preconceituosas de sabor anticatólico e revelando velhos ressentimentos, deseja-se camuflar a contradição entre a realidade virtual da propaganda midiática e a realidade concreta, que sempre uma mistura de luzes e de sombras (legenda negra). Há o perigo de, entre as pessoas inclinadas a dar crédito às propagandas midiáticas, se consolidar a ideia de que, no fundo, não pode ser de todo falso aquilo que “se lê nos jornais”. O abuso da liberdade de imprensa já não se distingue mais de uma licença à difamação, com a qual, de maneira aparentemente legal, se destroem a honra e a dignidade de todas as pessoas e comunidades religiosas que não se submetem às pretensões totalitárias do neo-ateísmo imperante e à ditadura do relativismo.

9. O próprio “Süddeutsche Zeitung” [jornal alemão] menciona, no contexto das periódicas campanhas midiáticas contra o celibato e a moral sexual católica, o infame discurso proferido em 1937 em Berlim pelo mestre da sedição [Hitler]. Na “Deutschlandhalle” [estádio construído para as Olimpíadas de 1936], diante de 20.000 fanáticos membros do partido [nazista], milhares de sacerdotes e religiosos católicos foram sistematicamente vilipendiados e criminalizados como sujeitos deformados pelo celibato e sexualmente pervertidos. O objetivo era expor o clero católico ao desprezo público. O instrumento usado era o conceito de “responsabilidade coletiva”. Culpado não é o autor (verdadeira ou injustamente acusado) do crime, de nome X, mas todo o clero católico, do qual ele faz parte, ou de fato o “sistema” Igreja Católica.

Background teológico e histórico-espiritual

10.Em tempos de batalhas religiosas e culturais, os cristãos se confiam ao Espírito Santo como “seu advogado e consolador” (Jo 14,26). Ele ajuda a discernir entre os espíritos se eles, de fato, vêm de Deus. Mas o ódio contra a Igreja, entretanto, manifesta a diferença entre os verdadeiros e falsos profetas na Igreja. Porque o Espírito Divino ensinará todas as coisas e recordará aos discípulos tudo aquilo que Jesus lhes dissera: “Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem, insultarem e proscreverem vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. (…) Pois do mesmo modo seus pais tratavam os profetas. (…) Ai de vós, quando todos vos bendisserem, pois do mesmo modo seus pais tratavam os falsos profetas” (Lc 6, 22-26).

11. O agnosticismo dogmático, relativo ao reconhecimento da auto-revelação divina, invoca constantemente (traindo-se de alguma forma) a razão “fraca”, ou seja, limitada em relação à transcendência. Assim se constitui uma visão do homem confinada a um horizonte imanente e materialista. Nesta conclusão naturalista falaciosa não há lugar para o livre arbítrio, a responsabilidade moral e a consciência pessoal. O homem seria apenas um fantoche entregue às próprias paixões e instintos, que de algum modo são canalizados para torná-los socialmente toleráveis, na tentativa de reduzir ao mínimo os danos. Este postulado cínico exclui uma visão positiva e otimista da corporeidade e sexualidade humanas.

12. Assim é desprezada a grandeza da razão humana, a qual sabe já reconhecer, nas obras da Sua criação, o poder eterno e a divindade de Deus (cf. Rm 1, 20), o qual inscreveu a exigência fundamental de seus magnânimos preceitos na consciência de cada homem (cf. Rm 2, 26). Uma ética radicada na razão é possível e universal. A despeito da argumentação de fraqueza da razão, devemos permanecer otimistas: “Do mesmo modo, também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza” (Rm 8, 26), e também da razão fraca do neo-ateísmo e da vontade dos hedonistas. Também para eles vale: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

A sexualidade humana na visão global da antropologia cristã

13. Uma redução do instinto sexual a um processo meramente material e mecânico está em contradição com a visão global do homem como unidade pessoal de espírito, alma e corpo, inserido na comunidade pela qual ele tem responsabilidade. Cada homem pode, com a ajuda do Espírito Divino, conforme sua consciência e em liberdade, destinar-se a si mesmo ao amor pessoal.

14. A moral sexual católica é caracterizada por uma visão global do homem. O ser humano foi criado por Deus como homem e mulher. Por isto o amor pessoal é o momento essencialmente determinante da comunhão corporal e existencial dos cônjuges. O matrimônio do homem com a mulher, fundado na ordem da criação, enquanto matrimônio entre cristãos, participa da união sacramental de Cristo e da Igreja e a representa. Ele é a origem da família, como comunidade de pai e mãe com a sua prole.

15. Uma renúncia ao matrimônio e uma vida de abstinência sexual são possíveis e sustentáveis, se baseada numa livre decisão e se esta forma de vida celibatária a serviço do reino de Deus é assumida como uma vocação carismática. O próprio Jesus dá sua explicação: “Nem todos podem compreendê-lo, mas apenas aqueles aos quais foi concedido. (…) Quem puder compreender, compreenda” (Mt 9, 11ss).

Prof. Dr. Gerhard Ludwig Müller

Bispo de Regensburg

* Papa aos sacerdotes: “Não reduzir-se às “categorias culturais dominantes”.

sexta-feira, março 12th, 2010

Ao receber hoje os participantes no Congresso teológico promovido pela Congregação para o Clero, que se celebra entre os dias 11 e 12 de março na Pontifícia Universidade Lateranense, e cujo tema é: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”, o Papa animou os presbíteros a viverem em total adesão a Cristo e à Igreja  para poder responder à sua missão.

O Santo Padre assinalou que em uma época como a nossaé importante ter bem clara a peculiaridade teológica do ministério ordenado para não ceder à tentação de reduzi-lo às categorias culturais dominantes. Em um contexto de secularização difundida, que exclui progressivamente a Deus da esfera pública, e que tende a fazê-lo também da consciência social compartilhada, freqüentemente se recebe o sacerdote como uma pessoa ‘distante’”.

Por isso, disse, “é importante superar os perigosos reducionismos do passado, que apresentaram o sacerdote como um ‘agente social’, com o risco de trair o mesmo sacerdócio de Cristo”.

“Igualmente é cada vez mais urgente a hermenêutica da continuidade para compreender adequadamente os textos do Concílio Vaticano II, é necessária uma hermenêutica que poderíamos definir ‘da continuidade sacerdotal’, que partindo de Jesus de Nazaré, Senhor e Cristo, e passando através dos dois mil anos da história de grandeza e de santidade, de cultura e de piedade, que o sacerdócio tem escrito no mundo, chegue aos nossos dias”.

Bento XVI  afirmou que “é particularmente importante que a chamada a participar do único sacerdócio de Cristo no ministério ordenado floresça no ‘carisma da profecia’: há uma grande necessidade de sacerdotes que falem de Deus ao mundo e que pressentem a Deus ao mundo; homens não sujeitos a modas culturais efêmeras, mas que sejam capazes de viver autenticamente aquela liberdade que só a certeza da pertença a Deus é capaz de doar. Hoje a profecia mais necessária é a da fidelidade, que leve a viver o próprio sacerdócio em total adesão a Cristo e à Igreja”.

Depois de ressaltar que o presbítero “deve estar atento para não deixar-se arrastar pela mentalidade dominante, que tende a associar o valor do ministro à sua função e não ao seu ser”, o Papa assinalou que “o horizonte da pertença ontológica a Deus é o justo marco para compreender e reafirmar, também hoje, o valor do celibato sagrado, que na Igreja latina é um carisma exigido pela ordem sagrada, e as Igrejas orientais o estimam muito; é expressão do dom de si a Deus e a outros”.

“A vocação do sacerdote é muito grande e é sempre um grande mistério. Nossos limites e nossas debilidades devem nos impulsionar a viver e a custodiar com profunda fé este dom precioso, com o qual Cristo nos configurou a si, fazendo-nos partícipes de sua missão salvífica. De fato, a compreensão do sacerdócio ministerial está unida à fé e exige, com cada vez maior força, uma continuidade total entre a formação no seminário e a formação permanente”.

Finalmente o Papa assegurou que “os homens e mulheres de nosso tempo nos pedem unicamente que sejamos sacerdotes cem por cento e nada mais. Os fiéis leigos encontrarão em tantas outras pessoas o que humanamente necessitam, mas só no sacerdote poderão achar aquela Palavra de Deus que deve estar sempre em seus lábios: a misericórdia do Padre, abundante e de modo gratuito que se transmite por meio do sacramento da Reconciliação; o Pão de vida  nova”.

* O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso? Responde Psicopatologista.

quinta-feira, março 11th, 2010

Entrevista com Aquilino Polaino-Lorente, professor de Psicopatologia

Por Carmen Elena Villa

Na última sexta-feira terminou, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, o congresso “O celibato sacerdotal: teologia e vida”, organizado pela faculdade de teologia da instituição e patrocinado pela Congregação para o Clero, a propósito do Ano Sacerdotal.

Uma das conferências mais aplaudidas pelos participantes, compostos em sua maioria por diáconos e sacerdotes, foi a denominada “A realização da pessoa no celibato sacerdotal”, do professor espanhol Aquilino Polaino-Lorente.

Polaino é médico pela Universidade de Granada. Posteriormente, estudou Psicologia clínica na Complutense de Madri. É doutor em Medicina pela Universidade de Sevilha. Também se formou em Filosofia na Universidade de Navara. Ampliou seus estudos em diversas instituições de educação superior europeias e americanas. De 1978 a 2004, foi catedrático de Psicopatologia na Universidade Complutense e atualmente é docente da mesma disciplina na Universidade San Pablo, na capital espanhola.

Escreveu numerosos artigos e livros, especialmente sobre os problemas psicológicos infantis e juvenis, assim como familiares. É membro de academias de Medicina de várias cidades espanholas, colaborador de diversos organismos e, pelo seu trabalho e sua bagagem intelectual, já recebeu várias distinções.

O professor Polaino explicou como uma correta visão da sexualidade, na qual devem integrar-se o amor, a abertura à vida e o prazer, pode levar a entender também o sentido do celibato sacerdotal, ao qual são chamadas algumas pessoas para estarem mais disponíveis para o apostolado e para viver o amor universal.

“Deus não pede coisas impossíveis a quem chama para o seu serviço”, disse em sua intervenção, referindo-se ao tema central do congresso.

-O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso?

Aquilino Polaino: Não é nada perigoso, porque talvez entenda muito bem como é a estrutura antropológica realista da condição humana. Tem suas dificuldades, como é lógico, já que a natureza humana está um pouco deteriorada e é preciso integrar todas as dimensões. Eu acho mais perigoso o comportamento sexual aberto, não normativo, no qual vale tudo; acho que isso tem consequências mais desestruturadores da personalidade do que o celibato bem vivido em sua plenitude, sem rupturas ou fragmentações.

-Que meios o sacerdote deve por para ser fiel ao voto do celibato durante todos os dias da sua vida?

Aquilino Polaino: A tradição da Igreja oferece muitíssimos conselhos que podem ser aplicados e que são eficazes: por exemplo, a guarda do coração e da vista. O que os olhos não veem o coração não se sente. Tampouco se trata de andar olhando para o chão, mas é possível ver sem enxergar. Isso garante a limpeza do coração e, além disso, a vivência do primeiro mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas. Em uma panela de pressão não entram mosquitos. Um coração satisfeito não anda com mesquinhez nem com fragmentações.

-Você acha que a cultura hedonista deste novo século, tão difundida na mídia, influencia no fato de que alguns sacerdotes não sejam fiéis ao voto do celibato?

Aquilino Polaino: É possível, porque a fragilidade da condição humana também é vivida pelos sacerdotes. Penso que é preciso prestar mais atenção ao imenso número de sacerdotes fiéis à sua vocação. A exceção também se dá na vida sacerdotal, mas é exceção. Ainda que no jornalismo seja muito correto focar a exceção, não podemos ser cegos aos muitíssimos sacerdotes que são leais, que vivem sua vocação plenamente, que são felizes e aos quais o mundo deve sua felicidade. Isso é que precisa ser enfatizado.

-Uma reta visão da sexualidade pode proporcionar uma reta visão da vida celibatária?

Aquilino Polaino: Sim. Penso que a sexualidade hoje é uma função muito confusa, é uma faculdade sobre a qual há mais erros que pontos de acordo sobre o que é a natureza humana e talvez seja um programa para ensinar em todas as idades, porque, como é um dos eixos fundamentais da vida humana, se não for bem atendido, se as pessoas não estiverem bem formadas, o que viverão é a confusão reinante. Isso afeta tanto seminaristas como pessoas jovens, noivos. Esta educação hoje é uma educação para a vida. É uma matéria que às vezes se ensina mal, porque são ensinados os erros e isso é confundir ainda mais, ao invés de explicar esta matéria com rigor científico que tenha fundamento na natureza humana.

-O que significa o sacerdote ser chamado a ser pai espiritual?

Aquilino Polaino: Penso que este é um dos temas pouco aprofundados. A paternidade espiritual também deve ser vivida pelos pais biológicos e muitos deles jamais ouviram falar disso. A paternidade espiritual é, de certa forma, viver todas as obras de misericórdia: consolar o triste, redimir o cativo, ser hospitaleiro, afirmar o outro no que vale, evitar-lhe problemas, estimulá-lo e motivá-lo para que cresça pessoalmente, incentivar o aparecimento de valores que ele já tem, porque vieram com sua natureza, mas talvez não tenha sabido encontrá-los nem fazê-los crescer. Penso que este mundo está órfão dessa paternidade e dessa maternidade espiritual; e acho que é uma dimensão que o sacerdote, quase sem perceber o que faz, já vive.

-A vida celibatária pode tornar esta paternidade espiritual mais fecunda?

Aquilino Polaino: Necessariamente sim, porque há mais tempo e disponibilidade. Se o objetivo final é a união com Deus, a paternidade espiritual adquire mais sentido, porque é a melhor imagem da paternidade divina no mundo contemporâneo; portanto, está como mediador e, na medida em que viver a filiação divina, também viverá muito bem a paternidade espiritual.

Zenit

* Jejum. Você o compreende bem?

terça-feira, março 9th, 2010

Nuno Serras Pereira

Na atual disciplina canónica da Igreja o preceito de jejum só obriga na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa e somente às pessoas, se a memória não me atraiçoa, entre os 14 e os 59 anos. Normalmente considera-se que cumpre este exercício quem ao pequeno-almoço come um simples papo-seco, toma um almoço completo, ingere duas bolachas ao lanche, para enganar o estômago, e janta uma sopa com uma fruta ou meia carcaça.

Porém, é de notar algumas coisas:

a) O fato de o jejum só ser obrigatório naqueles dois dias não significa que só se pode fazer naqueles dias. Por isso, há um número significativo de cristãos, de todas as vocações, que jejuam o ano inteiro – por exemplo, todas as sextas-feiras, ou todas as quartas e sextas, ou ainda às segundas, quartas e sextas; ou então ao sábados em honra de nossa Senhora, e nas suas festas.

b) Há pessoas que não se contentam com aquelas condições mínimas que referimos acima e, por isso, jejuam a pão e água, admitindo muitas delas o café, chá ou algum refresco açucarado. Há ainda o caso mais radical de algumas pessoas que não ingerem alimento algum, mas somente água, chá ou café, durante 24h ou mesmo 48h ou 72h.

c) Não se pode ainda esquecer o caso das pessoas que por questões de saúde poderão estar impedidas de jejuar de qualquer maneira ou pelo menos nas formas mais exigentes. Conheço, por exemplo, uma pessoa que na sua juventude fez grandes jejuns e que agora em virtude de uns medicamentos que tem de tomar, que lhe abrem de tal modo o apetite vê-se em grandes dificuldades de o fazer.

d) É ainda de grande importância atender ao estado e condição concreta de cada um. Por exemplo, não se pode pedir a um pai de família que jejue com o mesmo rigor de uma Carmelita Descalça. Por outro lado, seria também absurdo pedir o mesmo jejum a um estivador ou a uma digitadora.

e) Acresce que como o jejum é um meio e não um fim (o fim é sempre o maior amor a Deus e ao próximo) importa muito discernir se no modo como está a ser feito ajuda ou se pelo contrário estorva o caminho de santidade. Se, por exemplo, o jejum está tornando a pessoa soberba em vez de humilde, brutal em vez de mansa é sinal de que não é agradável a Deus. Por todas estas razões acima enumeradas cada um deverá estudar-se bem para saber como comportar-se. E uma vez que, como diz a sentença, ninguém é bom juiz de si próprio é de toda a conveniência que se consulte com o seu confessor habitual, com o seu assistente espiritual e, se for caso disso, com o seu médico.

f) De qualquer modo, uma pessoa que não possa prescindir do alimento em quantidade normal poderá sempre renunciar a comer coisas de que mais gosta: bolos, doces, chocolates, vinho, bebidas brancas, etc., o que também é uma forma de jejum.

g) Para além do jejum de comida pode a pessoa treinar-se com outro tipo de jejuns, renunciando a coisas legítimas para se fortalecer na capacidade de repudiar as ilícitas ou pecaminosas. Deste modo pode fazer jejum da boca, guardando silêncio – pode assim aprender a não contar os defeitos e pecados do seu semelhante; pode jejuar dos ouvidos, abstendo-se de participar em conversas ociosas ou de ouvir música – e assim aprender a não dar ouvidos a boatos e intrigas, e a dar maior atenção aos sentidos espirituais interiores em detrimento das melodias exteriores; pode jejuar dos olhos, renunciando ao cinema ou a programas televisivos para se dedicar à leitura e meditação da Palavra de Deus.

* HPV, Doença Sexualmente Transmissível, está presente em 56% dos jovens canadenses, afirma Universidade.

sábado, março 6th, 2010

Mais uma razão  para os pais avisarem seus filhos adolescentes a evitar encontros sexuais antes do casamento.

O estudo pioneiro de casais revelou que mais da metade (56 por cento) dos jovens num novo relacionamento sexual estavam infectados com a doença sexualmente transmissível HPV — o vírus do papiloma humano.

O HPV, um vírus contra o qual a camisinha não dá proteção, é a principal causa de câncer do colo do útero. Dos que estão infectados com o HPV, aproximadamente metade (44 por cento) estavam infectados com um tipo de HPV que provoca câncer.
O estudo, dirigido pelo Professor Eduardo Franco, diretor da Unidade de Epidemiologia e Câncer da Universidade de McGill, em colaboração com uma equipe de colegas da Universidade de McGill e do Centro Hospitalar da Universidade de Montreal, é o primeiro estudo de grande escala de infecção do HPV entre casais no começo de seus relacionamentos sexuais, quando a transmissão é mais provável.
Os resultados, publicados nas edições de janeiro de 2010 da revista de Epidemiologia e Doenças Sexualmente Transmissíveis, também indicam que há elevada probabilidade de transmissão do HPV entre parceiros. Quando um parceiro tinha o HPV, os pesquisadores observaram que em 42 por cento dos casais, o outro parceiro também tinha a infecção.
Além disso, os pesquisadores descobriram que a presença do HPV num parceiro é o fator que mais prognostica a descoberta do mesmo tipo de HPV no outro parceiro. Se um parceiro estava infectado com o HPV, a chance de o outro também estar infectado com o mesmo tipo de HPV aumentava para mais de 50 vezes.
Além do câncer de colo de útero, o HPV provoca outros cânceres, inclusive o de vulva, vagina, ânus e pênis. Embora os vírus do HPV sejam muito comuns — mais de 70 por cento das mulheres e dos homens terão esse tipo de infecção em algum ponto — a vasta maioria das infecções são assintomáticas e duram não mais que um ou dois anos. Muito embora menos de 1 por cento das mulheres que têm o HPV contrairão câncer do colo do útero, os números permanecem alarmantes.
Embora a abstinência antes do casamento seja o único modo realmente seguro de evitar infecções, as empresas farmacêuticas desenvolveram uma polêmica vacina contra o HPV que vem sendo fortemente promovida pelos governos. A vacina — Gardasil — foi desenvolvida apressadamente e está cheia de relatórios de riscos de saúde.

Uma organização defensora dos direitos dos cidadãos chamada Judicial Watch obteve informações sobre a Gardasil a partir de pedidos de Liberdade de Informação em 2007 e 2008, descobrindo um total de 47 mortes e milhares de efeitos colaterais graves ligados à vacina.

* Black Metal: Paganismo musical ou culto ao demônio?

quinta-feira, março 4th, 2010

Veja como os devotos do Rock satânico explicam a escolha da temática ocultista por parte de algumas bandas de Black Metal.

Segundo eles, tudo não passa de uma forma de agredir os cristãos e que, na verdade , não existe “esse tal culto ao demônio” já que eles não creem no diabo “criado pelo cristianismo”.

Mesmo que digam não crer no demônio, isso faz pouca diferença se suas músicas defendem contra valores identificados com o demônio como o culto a morte, o suicidio, as drogas , a revolta e o ódio ao Cristianismo, dentre outros…

Embora no final do texto até adimitam que existam algumas “poucas” bandas realmente Satânicas…

Será ?

***

” Desde sempre, o Black Metal é o estilo musical pelo qual as massas “satânicas” e blasfêmicas têm preferência; e é também alvo do cristianismo e de pessoas devotas que, em oposição ao Black Metal, criaram o estilo denominado “White Metal” e ainda mais, o “Black Metal Cristão” (?).

O estilo foi fortemente influenciado por duas bandas que passaram a representar duas correntes: Burzum, que representa a corrente mais filosófica, pró-paganista, anti-cristã e foi grandemente influenciada por Nietzsche; e a corrente representada pela banda Mayhem que é totalmente anticristã e fortemente blasfêmica.

Porquê o Black Metal usa de letras “demoníacas”?

Na verdade, o Black Metal nasceu como um movimento meramente artístico, e foi movido pelo inicial descontentamento com a mídia, e com o rumo que o metal estava tomando para fora do
underground… Assim, ele foi se espalhando pela europa.

A chegada do Black Metal na Noruega fez com que ele tomasse rumos diferentes. Os maiores expoentes do Black Metal Norueguês eram (e são) as bandas Burzum, Mayhem, Darkthrone, Emperor, Immortal, Gorgoroth e Satyricon, sendo Burzum a principal percursora.

Aquele descontentamento inicial (que era com a mídia) foi transferido para as religiões cristãs que tomavam conta da Noruega. Varg Vikernes, vocalista da banda Burzum estava totalmente revoltado com a onda cristã Norueguesa, e suas letras e atos foram totalmente influenciados por isso, chegando até mesmo a queimar igrejas.

“Muitos dizem que as igrejas representam nossa cultura. Deveria estar bem claro que
elas não representam nada; isto deveria estar claro para todos!

Igrejas fazem parte da cultura judaico-cristã e não da cultura norueguesa! Eu concordo que muitas das igrejas foram construídas com excelente arte e arquitetura pagã, mas isso não significa que as igrejas não sejam judaico-cristãs.

Nós deveríamos reviver a arquitetura pagã na forma de edifícios melhores e mais culturais e não em igrejas. A razão principal pelo incêndio das igrejas é o fato delas terem sido construídas em cima de lugares sagrados do paganismo. Como eles podem esperar que nós respeitemos suas igrejas quando elas são construídas em cima de nossos milenares lugares sagrados?”
Afirma Vikernes

Dai para a frente, o Black Metal daquelas bandas norueguesas foi ganhando repercussão, se espalhando, e as bandas seguintes se basearam nesse descontentamento contra o cristianismo.

Porquê então o Black Metal é ‘demoníaco’, se as religiões pagãs não acreditam no diabo da bíblia?

O que temos que focar é que o Black metal não existe para divulgar o paganismo, e sim para desmoralizar o cristianismo. Logo, o Black Metal mostra com a própria crença cristã (como a crença no inferno e no diabo, por exemplo) que há pessoas que não têm medo do que a bíblia prega, e não têm medo do “Todo Poderoso” deus cristão; tanto que as letras blasfêmicas de Black Metal brincam com isso sem a menor culpa que poderia haver.

“Eu poderia argumentar que nunca fui um adorador do diabo, eu acho que é melhor do que simplesmente provar que a adoração ao Diabo é um produto da imaginação dos judaico-cristãos. Quando você sabe que nunca houve culto ao diabo, sob qualquer forma na Europa, então você deve também compreender que nunca houve qualquer adorador
do Diabo.”
Diz Vikernes em seu site pessoal.

Também há muitas letras que tratam de temas que são mesmo pagãos ou ocultistas, mas nunca falta aquela pitada de descaso com os ritos cristãos.
Óbvio que também encontramos por ai bandas que realmente acreditam no diabo pregado pela bíblia (o conceito de Black Metal Cristão faz todo o sentido, nesse caso) mas são poucas.

* Depois da Austrália, Provincia norte americana de Anglicanos pede formalmente adesão à Igreja Católica.

quinta-feira, março 4th, 2010

A “Câmara dos Bispos” da Anglican Church in America (ACA), província norte-americana da Traditional Anglican Communion – não-filiada a Canterbury – levou a teoria da Anglicanorum Coetibus à prática e acabou de anunciar ontem, 3 de março, seu pedido de adesão a Roma e de ereção de um Ordinariato Pessoal para ex-anglicanos.

É o que diz o comunicado que se pode encontrar no site cujo link está acima indicado.

A comunicação foi dada por padres católicos ex-anglicanos, e pelo Primaz da ACA/TAC, Rev. Dr. Louis Falk.

Ao que tudo indica, esse Ordinariato será formado não só pelos ex-anglicanos da ACA/TAC, como por ex-anglicanos ligados a Canterbury (anglicanos oficialistas, da Igreja Episcopal Americana), e pelas já erigidas, nos anos 80 e 90, paróquias pessoais de “uso anglicano”, que estavam reguladas pela Pastoral Provision de João Paulo II.

Fonte: VS Splendor

* Missionários Shalom no Chile e o terremoto.

sábado, fevereiro 27th, 2010

O terremoto que atingiu o Chile  foi 30 por cento mais forte do que o terremoto do Haiti.: 8.8 na escala Richter

As repercussões foram menores por causa da boa estrutura do pais já acostumado a terremoto.

Aliás, o maior terremoto da História, não em números de mortos, mas em potência na escala richter, foi no Chile, na década de 60

Nossos missionários, segundo infomação passada pela Assessoria Missonária e pela Familia de Jorge e Ana Cecilia, (missionários da comunidade de aliança de Fortaleza – que chegaram ontem meia noite ao Chile e que estavam em sua primeira noite no pais ) estão bem, apesar do imenso susto.

Jorge, Ana e os filhos desceram o apartamento durante onde estavam “corrrendo” e Jorge cortou o pé, sem maiores consequências.Eles estão bem

Os missionários da Comunidade de Vida também estão bem.Graças a Deus!

Vamos orar agora pela reconstrução do pais e pela familia dos mortos desta tragédia.

* Diálogo de Bento XVI com o mundo é uma «lição» para a Igreja

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

O presidente do Centro Nacional de Cultura de Portugal, Guilherme d’Oliveira Martins, considera que o Papa “tem manifestado uma preocupação extraordinariamente persistente e positiva de não fugir ao diálogo fundamental que se tem de estabelecer no mundo moderno”.

“Julgo que esta é uma lição para os cristãos e para a Igreja. Não devemos deixar de dialogar com as diversas perspectivas culturais”, afirmou o presidente do Tribunal de Contas na Jornada de Estudos Teológicos intitulada “As razões de Bento XVI – Atualidade do pensamento de Joseph Ratzinger”, que se realizou em Lisboa.

“Iniciativas como estas são muito importantes”, sublinhou Guilherme d’Oliveira Martins. “Há uma grande ignorância teológica nos cristãos e uma grande fragilidade no diálogo e na argumentação.

O desafio fundamental que o Papa lança é o da exigência e do estudo, refletido no triângulo “ser, conhecer e amar”, explicou.

O Pe. Peter Stilwell, diretor da Faculdade de Teologia, entende que a voz de Bento XVI tem impacto sobretudo “em meios intelectuais, que gostam de refletir acerca da razão que se debruça sobre a sociedade contemporânea. Isso não vende jornais porque exige tempo e esforço”.

“Acho que Bento XVI presta um serviço importante à comunidade cristã e à comunidade humana em geral ao utilizar os seus talentos. Não será um concorrente de João Paulo II, nem pretende sê-lo; não irá atrair multidões, como o anterior Papa, mas tocará as pessoas pela honestidade das suas palavras e pela exigência do seu pensamento”, afirmou à Agência ECCLESIA o vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

«Humilde persistência» de um pensador

Francisco Sarsfield Cabral sublinhou que a primeira encíclica de Bento XVI citou muitos autores não cristãos, o que constituiu uma novidade. “Isto significa que ele dá importância à cultura, venha ela de onde vier”, referiu o comentador da Rádio Renascença.

O especialista em assuntos econômicos assinalou que o Papa se distingue por uma “consciência aguda da razão”. O seu “humanismo integral”, que liga todas as dimensões da vida, concilia “a metafísica com o desenvolvimento”, sintetizou.

“Bento XVI é um intelectual de grande craveira e é respeitado como tal. Consegue ter diálogos substanciais com toda a gente, cristãos e não cristãos, agnósticos e ateus. Ele sente-se bem no mundo da cultura”, garantiu Francisco Sarsfield Cabral.

O início do pontificado de Bento XVI ficou marcado por algumas reservas, devido ao cargo de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé que ocupou entre 1981 e 2005. “Essas desconfianças também eu as tive. A imagem dele era um pouco a de censor teológico. Mas lendo o que escreveu antes de ser Papa e depois da sua eleição, fica-se com uma ideia diferente. Ele é uma pessoa aberta, capaz de falar com todos mas sem fingir que não há diferenças quando elas existem”, assinalou o jornalista.

Durante a mesa redonda dedicada à “interpelação cultural” suscitada pelo pensamento de Bento XVI, Guilherme d’Oliveira Martins destacou a “humilde persistência” do teólogo alemão. Os seus textos, caracterizados pela “clareza”, conferem à relação entre fé e razão uma “grande limpidez”.

Na análise do presidente do Centro Nacional de Cultura, a preocupação do Papa com o “risco do relativismo ético” é a consequência do “vazio de valores que está subjacente ao relativismo pós-moderno”. “Sem uma hierarquia de valores deixamos de ter fundamento para tudo o que é essencial à vida”, resumiu.

“Ser, conhecer e amar: esta tríade, que conhecemos desde Santo Agostinho, tem uma importância particular no pensamento de Bento XVI”, referiu o professor catedrático.

Guilherme d’Oliveira Martins notou que a encíclica “Caritas in veritate” “tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que à primeira vez foi referenciado”, na medida em que aponta “as razões profundas da crise que hoje vivemos”.

Miguel Morgado, por seu lado, falou sobre os avisos deixados pelo Papa em relação ao perigo do “desequilíbrio entre possibilidades técnicas e energia moral”. “O que é que a política sem espiritualidade nos deu? Esta é uma questão que Bento XVI não esquece”, declarou o investigador do Instituto de Estudos Políticos da UCP.

O docente universitário recordou que o Papa tem vindo a inspirar a participação dos católicos no espaço político, procurando contrariar a tendência para a “apatia” que eles têm manifestado nessa área.

Seguindo o pensamento de Santo Agostinho, Bento XVI defende que as cidades celeste e terrestre estão intrinsecamente ordenadas uma para a outra, embora seja necessário definir limites no que diz respeito às relações entre a fé e as actividades partidárias e governativas. Neste sentido, o Papa condena a “politização da religião” e não quer que a Igreja se “imiscua nas questões do Estado”.

Razão é insuficiente para explicar o ser humano

Na perspectiva do Pe. Peter Stilwell, o Papa defende que “a fé dá acesso a um conhecimento que resulta da Revelação”. O saber proporcionado por esta origem conduz a um entendimento que se diferencia dos resultados alcançados através do método científico.

O director da Faculdade de Teologia apontou outra fonte de compreensão da realidade mencionada pelo Papa. “Na altura da sua eleição pontifícia, Bento XVI sublinhou a importância da consciência como referência última da acção do crente, ainda que ela seja contra a autoridade, mesmo eclesiástica.”

Esta posição, explicou o director da Faculdade de Teologia, “não pretende contrapor a subjectividade das opções e desejos pessoais à objectividade da norma geral”. “A consciência é aquele lugar que espelha o mandato que recebemos do Criador de amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos”, pelo que “tem o mesmo alcance da norma que é proposta pela Igreja”.

As insuficiências da razão são igualmente evidentes no evolucionismo, classificado de reducionista por pretender “explicar as coisas mais complexas através das mais simples”.

Há diferenças qualitativas quando a realidade inanimada se torna animada e quando esta, por sua vez, assume aspectos mais intrincados. O Pe. Peter Stilwell dá como exemplo a comparação entre o rato e a pessoa, ambos seres animados e mamíferos mas com grandes disparidade no que diz respeito, por exemplo, à capacidade de reflexão. As desigualdades não resultam apenas de uma simples progressão no reino animal: com o Homem entra-se “noutro nível de ser, que não se explica pelos seres anteriores”, observou o sacerdote.

O estudo desta realidade precisa de instrumentos novos, já que os processos utilizados para explicar grande parte dos elementos do universo são insuficientes para analisar o ser humano. Por isso o director da Faculdade de Teologia advoga que a tentativa de compreensão de todas as coisas a partir das suas origens dá lugar à chamada “falácia genética”.

Neste sentido, Bento XVI considera que “no meio universitário tem de haver espaço para uma razão mais ampla, que aborde a realidade em todas as suas dimensões, e não exclusivamente a partir de uma ciência instrumental”.

Para o Pe. Peter Stilwell, o tema desta Jornada de Estudos Teológicos é um exercício que a Faculdade faz para reflectir sobre os textos de um “grande pensador”. Ao mesmo tempo, acrescenta, “é um serviço que prestamos à comunidade, na medida em que há muita gente que gostaria de saber mais sobre as reflexões inovadoras e criativas de Bento XVI”.

A iniciativa juntou cerca de uma centena de interessados. As aulas foram suspensas durante a Jornada para permitir a participação dos estudantes.

Além da publicação das intervenções do encontro, não estão previstas mais actividades relacionadas com a vinda do Papa a Portugal. O que não impede que durante este ano não se proponham iniciativas similares. “Estamos à disposição da Igreja para o que nos pedirem”, assegurou o vice-reitor da UCP.

* Cresce tendência a “humanização” dos animais.

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010

Por padre John Flynn, LC

No período que precede o dia de São Valentino – dia dos namorados em boa parte do  mundo- foi divulgada uma pesquisa surpreendente, segundo a qual um quinto dos adultos entrevistados afirmava preferir comemorar a data ao lado de seu animal de estimação ao invés de comemorá-la com seu parceiro.

Participaram da pesquisa 24.000 pessoas de 23 países, conforme referiu a reuteres.

O estudo evidenciou diferenças mais pronunciadas entre as diferentes faixas etárias do que entre diferentes nacionalidades ou gêneros. Cerca de 25% dos entrevistados com menos de 35 anos afirmaram preferir seu animalzinho a seu par. Entre os adultos na faixa de 35 a 54 anos, apenas 18% sustentaram esta posição; 14% dos entrevistados com mais de 55 anos responderam da mesma forma.

Aqueles que disseram preferir um animal de estimação a uma pessoa pertenciam, de maneira geral, à categoria de menor renda.

Os resultados da pesquisa confirmam a crescente tendência à humanização dos animais. Em 23 de janeiro, um artigo do jornal britânico TelegraphLincolnshire, o último de uma série de cemitérios unificados para animais e seres humanos. tratava da retomada de uma antiga prática pagã – de sepultar pessoas junto aos seu animais de estimação.

O artigo cita Penny Lally, administrador do “Woodland Burial Place” em Penwith. Lally declamou ao Telegraph ter sepultado mais de 30 pessoas juntamente aos seus animais de estimação, e que outros 120 sepultamentos já estariam agendados.

“Para muitas pessoas, o luto por seu animal de estimação não difere daquele vivenciado com a perda de um familiar, especialmente se considerarmos que os animais proporcionam uma vida mais estruturada para muitas pessoas que vivem sós”, observou Elaine Pendlebury, veterinária que atua na instituição de caridade PDSA.

A ideia de cemitérios conjuntos deriva do uso já difundido de cemitérios destinados a animais. Em 26 de outubro do ano passado, o Chicago TribuneHindsdale Animal Cemetery, de Willowbrook, no Illinois, já contava com mais de 15.000 animais sepultados. pubicou um artigo no qual comentava que um dos cemitérios para animais mais antigo dos EUA, o

Como familiares

Segundo Micheal Schaffer, autor do livro “One Nation Under Dog”, as inscrições nas lápides têm mudado ao longo do tempo, refletindo a elevação, concedida aos animais, à condição de “plenos membros da família”.

“Ao se visitar os antigos cemitérios para animais, as inscrições que se encontram dirão coisas como ‘Aqui jaz Fido, servo fiel’, ou ainda ‘Aqui jaz Fido, o melhor amigo do homem’”, diz Schaffer. “Hoje, ao contrário, se lê: ‘Minha pequena menina’, ou “Sentimos sua falta, Mamãe e Papai’. As pessoas desenvolveram uma concepção a respeito dos próprios animais como se estes fossem seus filhos – um desenvolvimento um tanto dramático”.

Não se trata apenas de sentimentos. As pessoas estão dispostas a gastar somas cada vez maiores de dinheiro com os próprios animais. O artigo do Chicago Tribune conta o caso de um homem que gastou mais de 2.000 dólares no funeral de seu cachorro, após ter gasto mais de 7.000 dólares em tratamentos médicos na esperança de salvar sua vida.

De fato, as despesas com animais têm aumentado notavelmente nos últimos anos. Em 8 de fevereiro deste ano, o American Pet Products Manufacturers Association (APPA) divulgou seu último relatório anual, citando que as despesas com animais domésticos nos EUA aumentaram 5,4% no último ano, passando de  43,2 bilhões de dólares ao ano para mais de 45,5 bilhões de dólares em 2009. A indústria prevê que estas despesas ultrapassem os 47 bilhões de dólares em 2010.

A maior parte desta tendência deve-se ao aumento com despesas médico-veterinárias, que registraram um incremento de 8,5% ao longo do último ano. O relatório observa que os serviços médicos aplicados a animais domésticos incluem hoje tomografias computadorizadas, tratamentos de canal, remoção de tumores e antidepressivos.

O presidente da APPA, Bob Vetere, observou que com esta tendência de humanização dos animais, os padrões de qualidade de vida de homens e animais estão cada vez mais próximos, não apenas no campo da saúde, mas também da alimentação e do vestuário.

Um outro recente informe, publicado pelo Global Industry Analysts em 8 de fevereiro, examina o mercado de acessórios para animais de estimação. Calcula-se que este mercado movimentará, em nível mundial, algo em torno dos 17,2 bilhões de dólares em 2015.

“A humanização dos animais é o principal fator responsável pelo crescimento do mercado de acessórios para animais de ‘pets’, afirma o comunicado do Global Industry Analysts. “Os donos veem seus animais como seus mais fiéis companheiros, e demonstram a intenção de lhes dar tanto afeto quanto aos seus cônjuges e filhos”, acrescenta.

Pessoas?

Margaret Somerville, diretora do Center for Medicine, Ethics and LawMcGill University, no Canadá, abordou a questão da humanização dos animais domésticos em um artigo publicado na internet em 27 de janeiro.

Ela observa que alguns especialistas em ética defendem conferir aos animais o status de pessoa. Isto, entretanto, não seria desejável, uma vez que significaria abolir a ideia de que os seres humanos teriam algum valor especial, representando uma ameaça a seus direitos fundamentais.

“Em outras palava, se os animais se tornassem pessoas, as pessoas se tornariam animais”, observou Somerville – devemos, ao contrário, sustentar que a condição de pessoa é exclusiva dos seres humanos.

Esquecer Deus

A aparente contradição, evidenciada por Somerville, entre a perda do respeito pela vida humana e elevação dos animais a uma condição quase humana, apresenta um aspecto teológico de fundo.

Bento XVI fez uma breve referência ao tema numa audiência geral em 11 de janeiro de 2006. O contexto era o de um comentário ao Salmo 144.

No texto, lê-se: “Senhor, o que é o homem para que se manifeste a ele?… Grande felicidade para o homem, conhecer o próprio Criador. Nisto nos diferenciamos das feras e outros animais, porque sabemos que temos um Criador, enquanto eles não sabem”.

O Papa em seguida retomou um comentário sobre o Salmo feito por um dos Padres da Igreja, Orígenes: “Vale a pena meditar sobre estas palavras de Orígenes, que vê a diferença fundamental entre o homem e os animais no fato de que o homem é capaz de conhecer a Deus, seu Criador, de que o homem é capaz da verdade, capaz de um conhecimento que se converte em amizade”, disse o Papa.

“É importante, em nosso tempo, que não nos esqueçamos de Deus, juntamente com todos os demais saberes que conquistamos, e que são tantos!”, observou. “Estes podem se tornar até perigosos, se nos falta o conhecimeto fundamental que confere significado e orientação a tudo: o conhecimento do Deus Criador”, concluiu.

Efetivamente, uma das tendências de nossa sociedade moderna é a de, tendo perdido Deus de vista, desenvolver uma mentalidade que também perde de vista a dignidade da pessoa humana.

Assim, há uma conexão entre a falta de respeito pela vida humana, cada vez mais considerada sob uma perspectiva utilitarista, e a humanização dos animais.

Um passo a mais em direção ao retorno à cultura pagã.

* Anglicanos refletem sobre seu futuro.

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

O bispo anglicano de Ebbsfleet e o grupo Forward in Faith convidaram os anglicanos  a celebrarem a festa da Cátedra de São Pedro, preferivelmente junto com os católicos romanos, para discernir a via a seguir, depois que Bento XVI lhes abriu o caminho rumo à plena comunhão com Roma.“Não é um dia para decidir”, escreveu o bispo Andrew Burnham nos materiais para a oração proporcionados por Forward in Faith.

“A constituição apostólica (Anglicanorum Coetibus) não é um ponto de crise, mas a abertura permanente de um novo caminho rumo à unidade com a Sé de Pedro”, indicou.

“Decisões sobre o como e sobre se isso deveria acontecer para cada um de nós serão tomadas de diferentes maneiras e em diferentes momentos”, destacou, acrescentando: “Agora é hora de rezar e discernir”.

Anglicanos do mundo inteiro estão discernindo sua resposta ao documento do Papa, que lhes oferece a possibilidade de estabelecer ordinariatos pessoais, expressando plena comunhão com Roma, ainda mantendo a tradição anglicana.

A constituição apostólica responde aos desejos expressados por muitos anglicanos descontentes com o movimento da Comunhão com relação à aceitação da conduta homossexual e a ordenação ministerial de mulheres.

Esse dia de oração, realizado ontem, foi qualificado pelo bispo Burnham como “uma oportunidade para refletir, rezar e discernir o caminho do futuro para cada um de nós, nossos sacerdotes e nossas paróquias”.

Anglocatólicos

No material oferecido para o dia de oração estava a carta pastoral do bispo, de fevereiro, dedicada à unidade.

Nela, Burnham reflete sobre o significado da palavra “anglocatólico”.

Indica que, no começo do século XIX, o uso inicial da palavra em inglês se centrou na “continuidade da Igreja da Inglaterra com a Igreja dos tempos apostólicos”.

Depois, o bispo considera o crescente impulso rumo à unidade em Cristo, especialmente entre anglocatólicos, ortodoxos e católicos.

Anglicanorum Coetibus é outro passo neste caminho, indica.

“Ainda que se dirija aos anglicanos em geral, a Anglicanorum Coetibus está focada particularmente, é claro, nos anglocatólicos”, indica o bispo Burnham.

“Nós somos os que desejaram a reunião da Igreja Católica – afirma. Somos nós que, com velas, orações, incenso, música, orações e vestimentas estivemos tão perto quanto pudemos da prática romana católica.”

E continuou: “E o que é mais importante: somos nós que, em questões de fé e moral – o que cremos sobre o Evangelho, os credos, o ministério e os sacramentos – e na maneira como vivemos, sempre afirmamos ser ‘católicos’”.

“Estamos falando sério? Então, se é assim, o que estamos fazendo a respeito disso? Individualmente e em grupo – concluiu. Isso é o que estamos dizendo sobre nossas orações.”

* A Seicho-no iê e a fé cristã. Existem compatibilidades?

terça-feira, fevereiro 23rd, 2010

O fundador da Seicho-No-Iê foi Masaharu Taniguchi, um japonês que iniciou o seu trabalho em 1930 com a publicação da revista Seicho-No-Iê, nome que significa “A Casa da Plenitude”, isto é, a casa onde se encontra a vida, amor, sabedoria, abundância e todos os demais bens em grau infinito. Em 1940, o movimento foi registrado como religião perante o governo japonês; tem seu culto e algo como a sua bíblia, que é chamada de “Seimei no Jisso” e sua mensagem doutrinária. É a mais eclética de todas a religiões. Mistura o budismo com cristianismo e crenças do Oriente, etc.

Os pontos principais da sua crença são:

- A matéria não tem existência real. Só existe a realidade espiritual. Para Taniguchi, tudo o que acontece no mundo material é mero reflexo da mente. Ora, isto é fantasia; o mundo é real, a matéria é real e pode ser submetida a experiências físicas e químicas.

- O mal não existe, é pura ilusão e produto da mente humana; portanto, a doença não existe, de forma que para quem cultiva o pensamento positivo todas as doenças desaparecem, e a felicidade é possível.

Ora, isto é outra fantasia. É claro que é importante o pensamento positivo, mas não se pode exagerar e achar que ele resolve todos os problemas e doenças. Se fosse assim, os hospitais estariam vazios e os médicos e psiquiatras não teriam tantos problemas.

- O pecado também não existe; é irreal, é pura ilusão. Taniguchi acha que um dos maiores males do homem é o fato de este se considerar pecador.

É aqui que esta “religião” bate de frente com o Cristianismo, já que Cristo veio para “tirar o pecado do mundo” (Jo 1, 29). Portanto, se o pecado não existe, para que Jesus Cristo? Desprezando-se o pecado, despreza-se Jesus Cristo, despreza-se o Cristianismo.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos mostra toda a gravidade do pecado:

“Aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave do que o pecado, e nada tem conseqüências piores para os próprios pecadores, para a Igreja e para o mundo inteiro” (CIC § 1488). São palavras fortíssimas que mostram que não há nada pior do que o pecado.

O parágrado 386 desta mesma obra diz: “O pecado está presente na história do homem: seria inútil tentar ignorá-lo ou dar a esta realidade obscura outros nomes. Para tentarmos compreender o que é o pecado, é preciso antes de tudo reconhecer a ligação profunda do homem com Deus, pois fora desta relação o mal do pecado não é desmascarado em sua verdadeira identidade de recusa e de oposição a Deus, embora continue a pesar sobre a vida do homem e sobre a história”.

São Paulo, numa frase lapidar, explica toda a hediondez do pecado e razão de todos os sofrimentos deste mundo: “O salário do pecado é a morte” (Rom 6,23).

Tudo o que há de mau na história do homem e do mundo é conseqüência do pecado, que começou com Adão. “Por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rom 5,12).

O Catecismo diz com toda a clareza: “A morte é conseqüência do pecado. Intérprete autêntico das Sagradas Escrituras e da Tradição, o Magistério da Igreja ensina que a morte entrou no mundo por causa do pecado do homem” (CIC §1008).

O Catecismo também ensina que: “A morte corporal, à qual o homem teria sido subtraído se não tivesse pecado (GS,18), é assim o último inimigo do homem a ser vencido” (1Cor 15, 26).

Santo Agostinho dizia que: “O homem se faz réu do pecado no mesmo momento em que se decide a cometê-lo”. Sintetizava tudo afirmando que “pecar é destruir o próprio ser e caminhar para o nada”. E revela, em muitas coisas, algo sobre si mesmo nas “Confissões”: “Eu pecava, porque em vez de procurar em Deus os prazeres, as grandezas e as verdades, procurava-os nas suas criaturas: em mim e nos outros. Por isso precipitava-me na dor, na confusão e no erro”.

Toda a razão de ser da Encarnação do Verbo foi para destruir, na sua carne, a escravidão do pecado.

“Como imperou o pecado na morte, assim também imperou a graça por meio da justiça, para a vida eterna, através de Jesus Cristo, nosso Senhor”. (Rom 5,21)

O demônio escraviza a humanidade com a corrente do pecado. Jesus veio exatamente para quebrar essa corrente. São João deixa bem claro na sua carta: “Sabeis que Ele se manifestou para tirar os pecados” (1Jo 3,5). “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou, para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3,8). Essa “obra do diabo” é exatamente o pecado, que nos separa da intimidade e da comunhão com Deus e nos rouba a vida bem-aventurada.

Jesus, significa, em hebraico, “Deus salva”. Salva dos pecados e da morte. Na Anunciação, o Anjo disse a Maria: “(…) lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31). A José, o mesmo Anjo revela: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1, 21).

A salvação se dá pelo perdão dos pecados; e já que “só Deus pode perdoar os pecados” (Mc 2, 7), Ele enviou o Filho d’Ele para salvar o seu povo dos seus pecados.

“Foi Ele que nos amou e enviou-nos seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados” (1Jo 4,10). “Este apareceu para tirar os pecados” (1Jo 3,5).

O Catecismo da Igreja Católica lembra que “foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos por que passou o divino Redentor” (CIC § 598).

Jesus é o Servo de Javé sofredor, que se deixa levar silencioso ao matadouro como se fosse uma ovelha muda (cf. Is 53,7; Jr 11,19), e carrega os pecados das multidões (cf. Is 53, 12) e toda sua vida se resumiu em “servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10,45). “Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos para a remissão dos pecados” (Mt 26,28).

A primeira coisa que Jesus fez, no dia da sua Ressurreição, foi enviar os Apóstolos para perdoar os pecados. “Como o Pai me enviou, eu vos envio a vós… Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 22-23).

Isto mostra que a grande missão de Jesus era, de fato, “tirar o pecado do mundo”, e Ele não teve dúvida de chegar até a morte trágica para isso. Agora, vivo e ressuscitado, vencedor do pecado e da morte, por meio do ministério da Igreja, dá o perdão a todos os homens.

Logo, a Seicho-No-Iê não se coaduna de forma alguma com a fé cristã e a nega naquilo que é mais essencial: a Redenção do mundo pela Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, não pode ser seguida por nenhum católico, mesmo que aparentemente tenha muitas coisas boas e bonitas.

Muitos católicos – que não conhecem bem a doutrina católica – às vezes são iludidos com a Seicho-No-Iê por conta de suas frases e pensamentos bonitos, quando, na verdade, esta doutrina desta nega radicalmente o Cristianismo

Fonte: Prof. Felipe Aquino

* Estudos mostram como a pornografia aprisiona o homem.

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

A pornografia aprisiona

Duas recentes pesquisas científicas mostram os efeitos negativos da pornografia.

William M. Struthers, psicólogo com formação em neurociência e especialista nas bases biológicas do comportamento humano, explica por quê os homens e meninos se sentem tão atraídos pela pornografia, quando o mesmo não acontece com mulheres.

Ele mostra também como a pornografia consegue “seqüestrar” o cérebro masculino, influenciando até mesmo em seu comportamento.

«Os homens parecem ter sido feitos de tal maneira que a pornografia seqüestra o funcionamento adequado de seus cérebros e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vidas.» William M. Struthers, psicólogo

Um segundo estudo mostra os impactos da pornografia na família, no matrimônio e até nos adolescentes. Os efeitos psicológicos da pornografia no matrimônio e na auto-estima das esposas, e as conseqüências, na vida adulta, do consumo de pornografia na adolescência. O estudo foi realizado por Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação Sobre o Matrimônio e a Religião, e publicado pela Family Research Council.

A ciência, mais uma vez, confirma o que a Igreja, Mãe e Mestra, sempre ensinou.

***

Outro estudo mostra o impacto da pornografia no matrimônio

Por Pe. John Flynn, L. C.

A pornografia é uma distorção visual da sexualidade que supõe uma grande ameaça ao matrimônio, afirma um estudo publicado em dezembro pela Family Research Council.

Patrick F. Fagan, membro e diretor do Centro de Investigação sobre o Matrimônio e a Religião, descrevia os efeitos sociais e piscológicos da pornografia em seu estudo The Effects of Pornography on Individuals, Marriage, Family and Community.

Contrário ao argumento de que a pornografia é um prazer inofensivo, Fagan fazia referência às evidências clínicas que mostram que a pornografia distorce de modo significativo as atitudes e percepções sobre a natureza da sexualidade.

Se os consumidores regulares de pornografia são homens, tendem a ter uma tolerância maior com o comportamento sexual anormal, observava o estudo. Também é um habito muito viciante, devido à produção de hormônios que estimulam as partes responsáveis pelo prazer no cérebro.

Fagan reconhecia que a energia sexual é uma poderosa força e, devido a isso, a sociedade necessita canalizar essa energia de uma forma que promova o bem comum. O casamento legitima a intimidade sexual, que protege as crianças que são resultado do ato sexual, e promove a estabilidade social.

Colocar limites à atividade sexual ajuda os adolescentes enquanto amadurecem para orientar de forma correta sua sexualidade. Infelizmente, comentava o estudo, o desenvolvimento dos modernos meios de comunicação está derrubando estas barreiras e aumenta as formas dos criadores de pornografia entrarem na vida familiar.

Consequências para a família

Ao tratar sobre as consequências para o matrimônio, Fagan faz referência a estudos que demonstram como as mulheres são afetadas pelo consumo de pornografia dos maridos.

Em muitos casos, as esposas desses consumidores de pornografia sofrem danos psicológicos profundos, observava. Entre eles, sensações de traição, perda e desconfiança.

Podem também se sentir pouco atrativas ou não aptas sexualmente, o que por sua vez pode levá-las à depressão.

Fagan acrescentou que os consumidores masculinos de pornografia tendem a diminuir sua implicação emocional em suas relações sexuais, o que acaba fazendo com que suas esposas sofram através da diminuição da intimidade de seus maridos. Em um estudo, os maridos afirmavam desejar menos suas esposas por causa do longo tempo dedicado à pornografia.

A pornografia também tem impacto no lado físico nos relacionamentos. A exposição prolongada promove a insatisfação com o outro e com seu comportamento sexual.

Fagan fazia referência a outros estudos que mostravam que os consumidores de pornografia veem cada vez mais o casamento como um confinamento sexual e isso os leva a duvidar do valor do matrimônio como instituição social.

Verdadeira infidelidade

O distanciamento emocional das esposas e o próprio casamento sofrem as consequências. Fagan dizia que o consumo da pornografia e de outras formas de contato sexual online é considerado por muitas esposas tão prejudicial para a relação como uma infidelidade na vida real.

De fato, os homens e as mulheres reagem à pornografia de modo diferente. Um estudo realizado por estudantes teve como resultado que os homens se transtornavam mais pela infidelidade sexual enquanto que as mulheres pela infidelidade emocional.

Outro estudo examinava os diversos tipos de degradação da pornografia. Tanto homens quanto mulheres qualificavam três temas principais como os mais destrutivos, mas com intensidades diferentes: as mulheres os consideravam mais degradantes que os homens.

O impacto nas mulheres aumenta quando seus maridos se tornam viciados em pornografia.

Fagan citava um estudo que revelou que 40% desses viciados em sexo perdem suas esposas. Não foi investigada a fundo a relação entre pornografia e divórcio, mas um estudo sobre relatos de advogados de divórcio indicava em 68% os casos de divórcios ocasionados por uma das partes que se envolveu em interesses amorosos na internet, e 56% os casos em que uma das partes tinha um interesse obsessivo nas páginas pornográficas da web.

As mulheres não são as únicas que sofrem quando a pornografia se converte em vício.

O estudo de Fagan observava ainda que o consumo frequente de pornografia trás como consequências uma menor auto-estima e uma menor capacidade entre homens de levar uma vida social significativa. Um estudo sobre viciados em pornografia revelou que eles se sentiam angustiados e percebiam que importantes aspectos de suas vidas estavam se deteriorando através de seus vícios.

Ilusão

A pornografia apresenta a atividade sexual como uma espécie de evento esportivo ou diversão inocente, comentava Fagan, sem nenhum impacto importante nas emoções e na saúde. Argumentava que isso simplesmente não corresponde à realidade.

De fato, a pornografia gera percepções distorcidas de realidade social: uma percepção exagerada do nível de atividade sexual da população geral e uma estimativa que aumenta a probabilidade da atividade sexual pré-matrimonial e extra-matrimonial. Também gera uma imaginação do predomínio de perversões como o sexo em grupo, a bestialidade e a atividade sadomasoquista.

“Desta forma, as crenças que se formam na mente do espectador de pornografia estão bastante distantes da realidade”, diz Fagan. “Um exemplo é que o uso repetido de pornografia induz a doença mental em matéria sexual”, conclui.

Entre as distorções criadas pela pornografia estão três crenças:

1. as relações sexuais na natureza são algo recreativo.

2. os homens são em geral sexualmente dominantes.

3. as mulheres são objetos ou bens sexuais.

Em consequência, Fagan descrevia como a pornografia promove a ideia de que a degradação das mulheres é algo aceitável. Além disso, posto que os homens utilizam a pornografia com muito mais frequência que as mulheres, seu predomínio conduz à ideia de que as mulheres são objetos para o sexo ou bens sexuais.

Fagan contava que uma grande quantidade de pornografia é de conteúdo violento. Um estudo dos diferentes meios pornográficos encontrou violência em quase 1/4 das cenas de revistas, e mais de 1/4 nas cenas de vídeos, além de mais de 40% na pornografia online.

Os estudos sugerem que há uma conexão entre a exposição da pornografia e as agressões sexuais, acrescentou. Inclusive o consumo de pornografia não-violenta aumenta a vontade nos homens de forçar suas parceiras sexuais quando estas não consentem.

O consumo de pornografia se associa também a delitos sexuais, afirmava Fagan. Ele cita um estudo de delinquentes sexuais na internet, condenados, que informava que haviam passado mais de 11 horas por semana vendo imagens pornográficas de crianças na internet.

Outros estudos revelaram que uma grande porcentagem de estupradores e violentadores de forma geral viu pornografia durante sua adolescência.

Adolescentes

A pornografia portanto não só danifica matrimônios, mas também tem um forte impacto nos adolescentes. Um estudo sobre adolescentes mostrava que o consumo habitual de pornografia fazia com que não fossem leais com suas namoradas. De igual forma, o uso de pornografia aumentava depois sua infidelidade matrimonial em mais de 300%.

Fagan descrevia como os adolescentes que veem pornografia se desorientam durante a fase de desenvolvimento na qual estão aprendendo a lidar com sua sexualidade e também é quando são mais vulneráveis a incertezas sobre suas crenças sexuais e seus valores morais.

Um estudo sobre adolescentes revelou que o conteúdo explicitamente sexual na internet aumentava de modo significativo suas incertezas sobre sexualidade. Outro estudo falava que os adolescentes expostos a altos níveis de pornografia tinham um nível mais baixo de auto-estima sexual.

Existe também uma relação significativa entre ver com frequência pornografia, sentimentos e sensações de solidão, incluindo graves depressões. O alto consumo de pornografia na adolescência pode ser também um fator de importância nas gravidezes adolescentes.

Muito antes da chegada da internet, o Concílio Vaticano II comentava em seu decreto sobre a mídia que, se utilizada de modo apropriado, seria de grande utilidade para a humanidade.

A Igreja “sabe que estes meios, retamente utilizados, prestam ajuda valiosa ao género humano, enquanto contribuem eficazmente para recrear e cultivar os espíritos e para propagar e firmar o reino de Deus; sabe também que os homens podem utilizar tais meios contra o desígnio do Criador e convertê-los em meios da sua própria ruína; mais ainda, sente uma maternal angústia pelos danos que, com o seu mau uso, se têm infligido, com demasiada frequência, à sociedade humana” (n. 2), observava o decreto.

Um mau uso que hoje envenena famílias e casamentos.

* Para onde caminhamos?

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

João José Brandão Ferreira

A Demografia é das questões menos estudadas a nível da sociedade e aquela a que os poderes públicos e o comum dos mortais deixou de prestar a mínima atenção.

Preocupados todos com a crise económica; vinculados ao consumismo e à cultura do prazer; anestesiados pela segurança social; sobrevalorizados no nosso ego pelo primado do individualismo e inundados de muitos outros “ismos” com que a comunicação social nos inunda o coração e a cabeça, deixamo-nos possuir por perigosos mitos de fundamento néscio – mas apelativos – e somos postos à beira de precipícios cada vez mais perigosos.

Reduzida a mortalidade infantil, instituída a pílula e outros métodos contraceptivos; quebrados os laços familiares tradicionais; caídos aos pés dos arautos da libertação da mulher; instituída a quase obrigatoriedade social daquela trabalhar fora de casa; consolidada a ditadura dos direitos face aos deveres e mais uma quantidade de coisas que seria ocioso enumerar – e de que todos temos sido relapsos a reflectir nas consequências – veio a originar-se uma brutal redução no número de nascimentos. Esta redução teve especial incidência nos países da Europa Ocidental.

Ora a redução da natalidade que a nível europeu desceu para uma média de 1,4 nascimentos por mulher veio colocar a questão da sobrevivência destas sociedades no futuro.

De fato sabe-se através de estudos sérios, que uma população para se renovar, cada mulher precisa de conceber 2,1 filhos, em vida e que a mesma população deixa de se poder manter em termos culturais quando esse número chega aos 1,9. Já se sabe isto há muito tempo, mas ninguém liga coisa nenhuma, como se governos e pessoas tivessem sido atacados por um desejo de suicídio coletivo. Faltam braços para o trabalho, jovens para os Exércitos, fecham escolas e passou a existir assimetrias etárias cada vez mais assinaláveis.

O avanço da medicina tem aumentado a esperança de vida das pessoas o que faz com que a população idosa seja cada vez maior, com o aumento de custos para a Segurança Social. E tem sido por esta via – que não é a mais crítica, mas aparenta ser a mais sensível – que alguns governantes se começaram a preocupar: falta-lhes o dinheiro!

A tudo isto é necessário juntar os fluxos emigratórios e imigratórios. Isto é, por um lado os países ocidentais vêm chegar ao seu território milhões de seres de outros continentes  e vêm partir, por outro lado, os seus melhores cérebros, que procuram realizações pessoais em países mais avançados, ou de oportunidade.

A demografia tem sido escamoteada com os nascimentos de filhos de emigrantes o que não é propriamente a mesma coisa que nascerem nacionais. A propaganda que favorece e escamoteia tudo isto tomou o nome de “multiculturalismo”.

Não estamos a defender ideias racistas, mas a tentar preservar justas aspirações de individualidade cultural (e soberana) e a tentar evitar futuras convulsões sociais graves. Acresce a isto a vontade de organizações internacionalistas em quererem acabar com as Nações…

Face a este descalabro social e nacional, os poderes públicos eleitos justamente para cuidarem do governo da cidade, em vez de colocarem travões às quatro rodas a esta tragédia que fará o holocausto parecer uma coisa menor; restaurarem o cimento familiar e promoverem a fecundidade, optam justamente por fazer o contrário. Satanás não faria melhor…

Em vez de se promover a vida, aposta-se na cultura da morte, de que as leis abortivas e a eutanásia são exemplos maiores; em vez de se organizar a educação e a estrutura da sociedade para a harmonia familiar, tudo se faz para facilitar a dissolução do casal e o afastamento de ascendentes e descendentes; em vez de se apostar nos incentivos à natalidade, preocupam-se em dar subsídios a quem não trabalha, a dar a mão (e seringas) a drogados e em melhorarem as condições a quem se porta mal e está preso (por ex.).

Em vez de haver preocupação em educar para uma natalidade consciente e para o desenvolvimento de uma sexualidade madura, a única coisa em que se pensa é em impôr aulas de educação sexual nas escolas, de gosto mais do que duvidoso, distribuir preservativos a esmo, etc., e acham que o “vale tudo” é o que está bem, havendo apenas que limitar os estragos.

Os países “mais avançados” do que nós, que apostaram nestas modernices, andam agora a verificar que nenhuma destas avançadíssimas atitudes, melhorou a saúde pública; evitou as gravidezes indesejadas; o número de filhos sem pai; as adolescentes grávidas; o número de abortos feitos em condições clínicas ou outras e toda a parafernália de desarranjos e dramas sociais correlativos. A única coisa que se conseguiu foi a sofisticação da prostituição, o aumento da pedofilia e a prosperidade do negócio pornográfico.

Para onde caminhamos ?

* Estudo americano mostra que ter filhos potencializa o cérebro.

domingo, fevereiro 21st, 2010

Sou mãe, tenho mais neurônios!

Um estudo americano mostra que ter filhos pode dar uma força para o seu cérebro. Entenda e saiba quais são as outras habilidades que você ganha com a maternidade

Shutterstock

Já pensou no tanto de coisa que uma mãe precisa saber e fazer para cuidar de uma criança? E ainda dar conta do trabalho, da casa, do marido, dela mesma… O cérebro dá uma força nesse momento tão importante.

Um estudo da Universidade Tufts (EUA) indicou que o comportamento maternal estimula a criação de novos neurônios em fêmeas de ratos e ovelhas. “Os novos neurônios produzidos durante e após a gravidez podem estar envolvidos no reconhecimento dos filhos e nos cuidados maternos durante a lactação”, explica Robert Bridges, um dos responsáveis pela pesquisa.

O mesmo pode ocorrer em seres humanos. “Esses estudos abrem novas perspectivas para o desenvolvimento de habilidades”, afirma Luiz Celso Pereira Vilanova, chefe da neurologia pediátrica do Hospital São Paulo (SP).

Mas as vantagens não param por aí. Há outras habilidades que você ganha com a maternidade:

• Percepção: Amplia-se o poder sensorial, especialmente a audição e a visão.

• Eficiência: O desafio de aliar maternidade à vida profissional expande os recursos mentais.

• Resiliência: As mães lidam melhor com o estresse e uma das razões pode estar na ocitocina, hormônio que estimula as contrações e a produção do leite, e também funciona como antiestresse.

• Motivação: Ficam mais disciplinadas, destemidas e ambiciosas (no bom sentido).

• Inteligência emocional: Aumenta a habilidade de entender as próprias emoções e sentimentos, assim como as dos outros.

Revista Crescer.

Formando personalidades cristãs maduras à luz da Verdade,a serviço da Igreja e dos homens de boa vontade.
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