Artigo da ‘sexualidade’ Categoria

* Famosos e afirmadores da castidade.

domingo, julho 25th, 2010

Jonas Brothers
Ídolos teen da Disney, os meninos dos Jonas Brothers se declararam virgens em 2008 ao mostrarem que usavam anéis de castidade: “O anel é uma promessa a nós mesmos e a Deus de que nós seremos puros até o dia em que casarmos”, declarou Joe. O mais velho do trio, Kevin, se casou em dezembro de 2009 e agora usa no lugar do anel sua aliança.

Justin Bieber
O ídolo teen do momento não usa anel de castidade, mas garantiu à sua mãe que ainda é virgem. Aos 16 anos, Justin disse que pretende esperar a menina perfeita: “Ele expressou seu desejo de permanecer puro, honrado para as mulheres e tratá-las com respeito. Assim esperamos que ele permaneça”, disse a mãe do cantor.

Adriana Lima
A modelo brasileira e angel da Victoria’s Secret resolveu esperar até o dia de seu casamento para perder a virgindade: “Sexo é para depois do casamento. Os homens precisam respeitar minha escolha. Se não têm respeito, significa que não me querem”, declarou à revista “FHM”. Adriana se casou com o jogador de basquete Marko Jaric em 2009 e é mãe de Valentina.

Demi Lovato

Assim como os outros companheiros de Disney, a cantora também usa um anel de castidade. Demi, que já namorou Joe Jonas, declarou que acredita que vale esperar até o casamento para ter sua primeira noite de sexo.

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Embora as declarações destes “famosos” apresentem uma visão da castidade reduzida a sua dimensão física e focada na virgindade, não se pode deixar de  alegrar-se pela coragem e personalidadade que demonstram ao defenderem esse valor, tão esquecido pelos formadores de opinião, que preferem ” Curtir a vida adoidado” (com todas as aspas necessárias) do que respeitar a si e aos outros nessa questão.

* Viver a beleza significa arrancar da sexualidade o dualismo entre espírito e corpo, afirma cardeal Angelo Scola.

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Eu sou a mãe do lindo amor…”. O cardeal Angelo Scola, patriarca de Veneza, está recebendo as notas do discurso da Festa do Redentor. Partindo dos trechos das Escrituras sobre o “lindo amor”, ele irá abordar temas delicados como a sexualidade, pedofilia, virgindade e celibato.

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Jornal Corriere della sera

Por que essa escolha?

Pela dificuldade que nós cristãos temos de divulgar que o estilo de vida afetivo e sexual indicado pela Igreja é bom e conveniente para o homem de hoje. Do contrário, parece quase que esta proposta não somente seja ultrapassada, incapaz de satisfazer o desejo humano de alegria plena, mas também que seja de fato contrária a liberdade e irreal, incapaz de levar em consideração aquilo que o homem aprendeu a respeito de si mesmo e a respeito do mundo das emoções, dos afetos, das relações com o outro, graças a uma longa história e as recentes descobertas científicas. Ouvi tudo isso como uma provocação dizendo que os homens e as mulheres de hoje, talvez involuntariamente, arriscam a perder algo profundo, perdem uma grande chance de realização, se colocam a parte da proposta cristã ligada a vida afetiva e sexual.

Mas em que se baseia essa proposta?

Me parece que a idéia bíblica do ‘lindo amor’, que a tradição cristã aprofundou, seja particularmente adequada, exatamente pela sua capacidade de conjugar o amor e a beleza, de vê-lo surgir desta e percebê-lo como ‘difusor’ de beleza, capaz de fazê-la brilhar no rosto dos outros. Os pais da Igreja referem-se ao tema bíblico do ‘lindo amor’ não somente à Nossa Senhora mas também a Jesus. Tomás fala da beleza como do ‘esplendor da verdade’; para Boaventura aquele que contempla Deus, ou seja, que o ama, se torna completamente belo. Mas esta capacidade muitas vezes falta a experiência sexual dos homens e das mulheres de hoje. Viver a beleza significa arrancar da sexualidade o dualismo entre espírito e corpo; como se segurássemos a sexualidade no animalesco e depois em partes tivéssemos ímpetos espirituais de intenção de lindo amor.

Pascal dizia que o homem está no meio do caminho entre o animal e o anjo, mas deve ficar bem atento em não cuidar somente de um ou outro; cada um de nós, inseparável da alma e do corpo, deve considerar a dimensão sexual do próprio eu por toda a vida, do nascimento a morte.

Patriarca, o senhor conhece a crítica feita aos homens da Igreja: falam de coisas que não vivem, por vezes de maneira anormal, e não lhe dizem respeito.

Acabei de dizer que ‘cada homem e cada mulher’ devem considerar a dimensão sexual por toda a vida! Certo, quem é chamado a virgindade ou ao celibato o faz de forma única mas, fique bem claro, sem mutilações psicológicas e espirituais. A mensagem cristã vem levada em vasos de argila, e portanto, que homens da Igreja possam cair em contradições trágicas e graves nos níveis afetivos e sexuais, não invalida por si a proposta como tal. Obviamente não o digo para encobrir escândalos.

Como sair do escândalo da pedofilia?

O Santo Padre, a partir da ‘ Carta aos Católicos da Irlanda’, soube encarar a situação de modo claro e decidido: uma condenação sem meios termos pela gravidade extrema deste pecado e deste crime. As palavras-chave – misericórdia, justiça em leal colaboração com as autoridades civis, e penitência – fazem com que se possa confrontar qualquer caso. O Papa não subestima a responsabilidade de cada membro do único corpo eclesiástico e, principalmente, do colégio episcopal. É um escândalo que diz respeito a toda a Igreja, chamada a uma profunda penitência e a uma reforma que não poderá deixar nenhum nível da sua missão de fora. Uma coisa, porém, me tocou neste caso: aqueles que deveriam falar, para ajudar-nos a entender as raízes deste mal e tentar eliminá-lo, estão quietos.

A quem se refere?

Aos psicólogos, aos educadores, aos pedagogos, aos homens chamados a aprofundar estes lados obscuros do eu. A imprensa denunciou o fenômeno com ênfase compreensível, em termos até justificáveis, mas indiscutivelmente de maneira excessiva.

O senhor fala da necessidade de reforma na Igreja.

Como o Santo Padre nos indicou, os casos terríveis de pedofilia e as comprovadas responsabilidades de cobertura ingênua ou negligência por parte das autoridades clamam fortemente a condição de realidade sempre em reforma da Igreja. Bento XVI exige penitência, chegar as raízes da misericórdia, ou seja, ir de encontro pessoalmente ao Tu de Cristo, e relembra que os inimigos mais perigosos da Igreja vem do meio dela e não de fora.

Mas em que consiste a reforma?

Especificamente, redescobrir o nexo entre o lindo amor e a sexualidade. Mostrar que a satisfação plena do desejo é encontrar o verdadeiro rosto do outro, sobretudo na relação homem-mulher. E aprender, de novo, como a esfera da sexualidade exija ser integrada no eu através de uma grande virtude, infelizmente em desuso: a castidade. Para redescobri-la precisamos de coragem para falar sobre a maneira na qual vivemos hoje a esfera sexual.

A que maneira se refere?

Cito o exemplo mais sofisticado. Os mais recentes estudos da neurociência, como os de Helen Fisher, remetem a todas as dimensões do amor, inclusive ‘o amor romântico’, a simples modificações neuronais do nosso cérebro. Fim da liberdade e da criatividade também neste âmbito? É verdade que temos necessidade de comer e beber, como os animais; mas não comemos e bebemos como animais, pelo contrário, a cozinha se tornou uma arte, um aspecto de civilização; e isto vale muito mais para a dimensão sexual. Uma presunção reducionista como aquela de Fisher é uma variante da tentação de conceber o homem como simples experimento de si mesmo. Assim se cria uma mentalidade, um clima no qual o desejo, a energia da liberdade que encontra a realidade, se torna livre de sentido, e a dimensão sexual assume uma fisionomia quase animalesca. Mas, este um homem e uma mulher, quando estão em si, não podem aceitá-lo.

Castidade e sexualidade são sentidas como antíteses.

A castidade mantém o “Eu” em ordem. Eliminá-la significa reduzir o amor a mera habilidade sexual, veiculada por uma sub-estrutura de relações humanas que se fundamenta em um grave equívoco e isto está na idéia de que no homem exista um ‘instinto sexual’ como ocorre com os animais.

A psicanálise demonstra que não é verdade: também no nosso inconsciente mais profundo nada se joga sem envolvimento do eu. O sacrifício e o distanciamento requeridos pela castidade mantêm o eu pessoal unido, abrindo caminho para uma possessão mais autêntica. O sacrifício não anula a posse, é a condição que o expõe. Os doutores da Igreja falavam de propósito de ‘ gaudium’ (gozo). O puro prazer, que por sua natureza acaba logo, pede para ser inserido no gozo, pois se ficar fechado em si mesmo anula lentamente a posse, o enfraquece, o deprime. Me impressiona o fato de que quando digo estas coisas aos jovens, encontro mais surpresa do que crítica.

Gozo e sexualidade parecem conceitos incompatíveis com a doutrina católica.

Não é assim. A mensagem bíblica foi a primeira, historicamente falando, a fazer ver a diferença sexual de uma ótica absolutamente positiva e criativa, como dom de Deus. Mas como em todas as coisas humanas, o positivo, o bem, o verdadeiro nunca são baratos. Mas sem o belo, o bom, o verdadeiro, a vida se enfraquece, não há em si energia para conduzir ao marasmo do real.

No livro dos Provérbios, entre as coisas muito árduas para compreender, o autor considera ‘a estrada do homem em uma jovem mulher’. A mulher é a figura daquela que está no início: eu saio dela ao nascer. Então quando o homem e a mulher se encontram fazem ao mesmo tempo a experiência de recomeçar aquilo que de qualquer forma já conheciam e de dar vida a uma novidade. Aqui existe a inextirpável raiz da fecundidade. O amor objetivo nunca é uma relação a dois. O aprendemos através da Trindade.

Mas o que a reforma da Igreja tem a ver com isso?

Tem tudo a ver! Fundamental para a reforma da Igreja é reencontrar testemunhas confiáveis do lindo amor, que Cristo, com uma infinidade de santos na sua grande maioria anônimos, introduziu na história. Penso em tantas gerações vividas na lógica do lindo amor. Penso nos meus pais, nos olhos com os quais meu pai aos noventa anos olhava minha mãe também com noventa, doente, debilitada por um câncer violento nos rins. Penso nos casais antigos que quase todos os domingos, no final da missa, vem me dizer: ‘Esta semana são cinqüenta’, ou ‘esta semana são sessenta anos de casados’. Que amor teria sobrevivido melhor ao eu do que esta ligação indissolúvel? Objetivamente não há comparação entre a densidade de uma experiência assim definitiva e o passar indefinido de uma sequência de relações precárias. No fim, seja a necessidade de amar definitivamente, seja a fragilidade sexual serão marcadas pelo terror da morte. Para amar verdadeiramente devo ser amado definitivamente, ou seja, além da morte; e é isto que Jesus veio fazer. Se há um delito que nós cristãos cometemos, é não mostrar o dom estupendo de Jesus: dar a vida para nos fazer entender a beleza do amor objetivo e efetivo. Isso sempre tem um caráter nupcial, inseparável conexão de diferença, dom de si e fecundidade. O outro não está fora do meu eu, o outro me permeia todos os dias; a minha própria concepção está ligada a este permear-me. Por isso humanizar a sexualidade através da castidade é um recurso capital para vencer a aposta do pós-moderno, para o homem do terceiro milênio que queira salvar o caminho do lindo amor, o qual nos faz gozar verdadeiramente a vida.

* Educação sexual nas escolas é terrorismo

sexta-feira, julho 23rd, 2010

Luiz Felipe Pondé, Filósofo.

Quem é a favor do ensino religioso? Mesmo quem concorda com o ensino religioso discorda do conteúdo: ensinar o quê? Deus, orixás, gnomos, homens-bomba? Outros são contra: religião não é assunto do Estado e da escola, é assunto da vida privada e familiar -guardem esse argumento na memória porque voltarei a ele.

Não vou discutir o ensino religioso, mas sim outra questão que me chama a atenção: a educação sexual nas escolas. Digo logo: sou contra. E mais: acho que sexo é assunto da vida privada e familiar e nenhuma escola ou pedagoga maníaca por sexo deveria entrar nas cabeças das crianças com suas fantasias travestidas de teorias.

Aliás, quem são os teóricos de confiança? Quem descobriu o sexo correto? Normalmente, o sexo correto é aquele que a pedagoga maníaca por sexo acha que seja correto, e nada mais. Tapinha pode?

Claro, no futuro, talvez revoguem a lei contra pedofilia em nome dos “avanços contra os preconceitos”, e a pedofilia também venha a ser correta. Uma “última lei qualquer” decidirá que as crianças serão obrigadas a fazer prova sobre como é bonita a pedofilia?

Como ninguém faz uma daquelas campanhas diárias de repúdio à educação sexual nas escolas? Claro que hoje é mais normal num jantar inteligente você contar sua vida sexual do que confessar em lágrimas que acredita em Deus, mas, mesmo assim, como não ver que a educação sexual nas escolas é ridícula? Ensina-se o quê?

Neste caso (nos EUA), a intenção da professora seria não fazer distinção de “gênero”? Daríamos Barbies aos meninos para desenvolver neles o “gênero feminino”? Espadas para as meninas? E, se você “gosta” de plantas, tudo bem, porque tudo é natural?

Quem atesta a sanidade mental dessa professora? Gente “infeliz” na vida sexual pode dar aula sobre sexo? Quem seria a “consultora” desta “infelicidade”?

Aulas de biologia são bem-vindas, é claro. Mas e daí? O que ensinar para uma menina de dez anos sobre sexo? Usaremos fotos? Espero que as fotos sejam legais… E os meninos? Vendo revista “Playboy” (ou similares) escondido. E deixemos a vida correr, como corre há milênios. Digamos a verdade: quem dá aula de matemática é bom em matemática, quem dá aula de educação sexual é bom no quê?

Todo mundo é mal resolvido em sexo (quem diz o contrário mente). Há algo no sexo que mistura a obviedade do animal com o inefável do ser humano (romantismo, taras e traumas) que não pode ser reduzido a lição de casa.

Educação sexual é uma armadilha a serviço de todo tipo de lobby. Vou dar dois exemplos “opostos” para ficar claro. Primeiro: se os pedagogos maníacos por sexo fossem tomados de assalto por católicos? Seria matéria de aula a virgindade até o casamento? E você pai e mãe, que acham esse negócio de casar virgem muito repressor, concordariam?

Segundo: se o bando da educação sexual fosse de “homoafetivos” e obrigassem as crianças lerem histórias em quadrinhos onde meninos beijam meninos? Você, pai e mãe, “heteroafetivos”, aceitariam somente porque o bando em questão acusaria vocês de maioria esmagadora preconceituosa?

O bando da educação sexual, que insiste em assaltar as crianças com sua pedagogia grosseira, define sexo como algo tão “natural quanto ter sede”. Mas, se assim for, sua pedagogia é como obrigar crianças a beber litros de água sem que tenham sede.

* Página Web do Governo catalão, Espanha, promove permissividade sexual entre jovens.

quinta-feira, junho 24th, 2010

A Delegação Diocesana de Pastoral Familiar do Arcebispado de Barcelona criticou o lançamento de uma Página Web oficial da ‘Generalitat’ (governo local) da Catalunha que promove a permissividade sexual entre os jovens.

A Delegação denunciou que a página Web “Sexo jovens” no domínio “gencat”, elaborada pelo Departamento de Saúde da ‘Generalitat’ da Catalunha e o Instituto Catalão da Saúde, “aplica, virtualmente sem nenhuma limitação, o critério da permissividade total no âmbito da sexualidade e do casal, erigindo-se em direito que qualquer um pode exigir aos educadores ou à sociedade”.

Segundo o grupo, a página em questão “para evitar uma visão negativa da sexualidade acaba permitindo e inclusive promovendo todo tipo de experiências, como se a permissividade total fosse a garantia de validez ética, de saúde psíquica e de realização pessoal”.

A Delegação adverte que “os tabus e as repressões não se superam aceitando qualquer tipo de experiências, porque estas terminam danificando o outro ou a nós mesmos. Só a busca sincera de ser fiel aos valores morais pode ajudar a fazer crescer a pessoa e oferecer-lhe uma verdadeira realização pessoal.

A verdadeira vida ética consiste em submeter e orientar as próprias tendências biológicas, também as sexuais, ao amor autêntico, amadurecido e sincero, à pessoa do outro, ao serviço respeitoso da nova vida que pode aparecer na relação sexual”.

“O corpo não é um brinquedo, não tem como finalidade ser uma caixa de ressonância para conseguir o máximo prazer. Outros não são objetos para conseguir relações efêmeras e sem valor em função de interesses primários pessoais, como apresenta a página ‘sexo jovens’”.

“Desde nossa posição cristã podemos contribuir uma nova visão: as relações sexuais têm maior valor quando se reconhece que deve ser fruto de uma doação pessoal, doação de amor total, e que significam um compromisso fiel, responsável e definitivo, como pertence a dignidade do ser humano. Afirmamos também que a vida é sagrada e inviolável e que merece todo o respeito e amparo desde o primeiro momento até o último”, acrescenta.

ACI

* Bispos filipinos rechaçam programa de “educação sexual” do governo.

quarta-feira, junho 23rd, 2010

A Conferência Episcopal de Filipinas (CBNP) rechaçou um novo programa de “educação sexual” que a Secretária de Educação, Mona Valisno, pretende impor nas escolas para reduzir “a taxa de crescimento da população, considerada como um elemento de pobreza de massa em um país que conta com quase 92 milhões de habitantes”.

Conforme assinala a agência vaticana Fides, o projeto “suporia a introdução de um programa de saúde reprodutiva entre adolescentes em 80 escolas públicas primárias e em 79 escolas secundárias, com a intenção de estendê-lo a todo o país”.

“A CBNP, que no passado conseguiu bloquear uma proposta de lei que pretendia destinar recursos públicos para a informação e o acesso ao controle artificial de nascimentos, se opôs afirmando que a educação sexual deveria e poderia ser melhor compreendida se for conversada dentro do âmbito familiar, não publicamente”, acrescenta.

“Estes não são argumentos para crianças. É melhor que se ocupem disto os próprios pais. O sexo deveria ser considerado como um dom de Deus e não só um aspecto físico”, assinalou Dom Pedro Quitorio, responsável por comunicações da CBCP.

* Educação sexual deve responder a valores familiares e não a ideologias.

domingo, junho 20th, 2010

O presidente de Profissionais pela Ética (PPE) da Região da Catalunha na Espanha, Ramón Novella, assinalou que a educação sexual dos menores deve ser dada pela família, e que a escola pode ser uma colaboradora se responde aos valores dos pais e não aos interesses ideológicos do Governo.

Em referência à nova lei do aborto, que entrará em vigência neste país europeu no dia 5 de julho, Novella indicou que “a educação sexual (que promove esta norma) está ligada a uma proposta ideológica que muitos pais não compartilham”.

“Estão impondo um modelo em um âmbito no qual deveria haver liberdade. À parte de que esta proposta de educação sexual não favorece o desenvolvimento positivo das pessoas e as converte em seres infelizes, isso sim completamente manipuláveis”, acrescentou.

Por isso, criticou as propostas marcadas pela ideologia de gênero e o relativismo, que querem que os menores acreditem que existe uma “diversidade sexual” como a homossexualidade ou a bissexualidade.

“Parece-me intolerável que na etapa final da infância e na adolescência se fomente este tipo de educação onde o menino ou garota devem expor sua tendência sexual, é aberrante provocar estas situações no âmbito escolar e só é possível entendê-lo se atrás disto existem uns interesses em promover a homossexualidade”, expressou.

Novella animou os pais a que se informem bem “e saibam o quê supõe esta educação sexual obrigatória”, porque não podem aceitar que do Estado imponha a eles uma concepção que vai contra seus próprios valores.

“Aos pais diria que assumam com maior responsabilidade seu trabalho educativo (…). Encontramo-nos ante uma realidade de urgência educativa onde ninguém pode dizer que isto não me afeta, justamente o contrário, isto nos afeta a todos e devemos nos pronunciar para não deixar-nos impor aquilo que não contribui à felicidade”, indicou.

* Católicos reclamam de preconceito em concurso.

quinta-feira, maio 27th, 2010

O preconceito supõe um conceito fechado e anterior.É Injusto.

O preconceito supõe um conceito fechado e anterior.É Injusto.

Gazeta do Povo

Profissionais de saúde no Rio precisaram responder a questão que ligava catolicismo à possibilidade de contrair doenças venéreas

Um concurso público está no centro de uma polêmica envolvendo acusações de preconceito religioso no Rio de Janeiro.

No dia 16, cerca de 6,8 mil profissionais da saúde – médicos, dentistas, enfermeiros e farmacêuticos – disputaram 330 vagas no Programa Saúde da Família pela Organização Social Viva Comunidade, em uma seleção organizada pela Fundação Ceperj.

Segundo grupos católicos, a prova associa o catolicismo à vulnerabilidade a doenças sexualmente transmissíveis. O protesto contra o concurso inclui abaixo-assinados realizados em várias paróquias do Rio.

A estudante de Enfermagem Marcela Chagas chegou a se inscrever no concurso, mas não conseguiu fazer a prova. No dia seguinte, buscou o teste na internet. “A letra c) foi a primeira que descartei, achei que a resposta certa era a letra e). Fiquei revoltada, isso é uma falta de respeito com as mulheres católicas”, diz.

“Estado laico não significa ditadura da minoria, e nem tomada de posição contra denominações religiosas”, acrescenta Mário Dias de Oliveira, coordenador do Instituto Juventude pela Vida e um dos responsáveis pela mobilização contra o concurso.

Preservativo

A Ceperj, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que, como o gabarito ainda é provisório, não pode esclarecer os motivos pelos quais a alternativa c) foi considerada correta. “Essa questão não passa de uma crítica à posição da Igreja Católica a respeito do preservativo”, afirma Oliveira. Como a Igreja condena o uso do preservativo, a transmissão de DSTs seria, então, facilitada. Mas, segundo o padre De­­métrio Gomes, diretor do Instituto Filosófico e Teológico do Seminá­rio São José, de Niterói, pensar assim é simplificar a moral sexual católica. “Nenhu­ma mu­­lher é obrigada a ter relações sexuais com o marido se ele estiver fora de si ou recorrer à vio­­lência. Nem quando há a possibilidade real de transmissão de doenças como aids e sífilis”, explica.

A reportagem da Gazeta do Povo mostrou a questão ao presidente da Associação de Gine­­cologia e Obstetrícia do Paraná (Sogipa), Hamil­ton Jú­­lio, que na ocasião es­­tava com outros cinco colegas. “Ne­­nhum de nós teria optado pela alternativa c), teríamos marcado uma das duas úl­­timas opções”, diz. Júlio explica que o exame colpocitológico, mais conhecido como papanicolau, serve para detectar o câncer de colo do útero. “No en­­tanto, por meio do recolhimento de material também é possível encontrar fungos ou bactérias característicos das DSTs”, acrescenta.

A Ceperj informou ainda que os recursos solicitando revisões do gabarito do concurso fo­­ram enviados ontem a uma banca, mas não é possível dizer se houve recursos contra a questão 14. Outra possibilidade é a anulação da questão, com todos os candidatos recebendo a pontuação. O gabarito definitivo será divulgado nesta semana.

Veja essa entrevista com Olavo de Oliveira sobre esse assunto:

O senhor já dis­se que “o único preconceito aceito pelos ‘inteligentes’ é o preconceito contra o catolicis­mo”. Como isso se dá na prática?

Quem fez essa pergunta do concur­so é um tipo desses “inteligentes”: pessoas de repertório médio, que confundem estereótipos da esquer­da com história (por culpa dos inte­lectuais que submetem o ensino à militância), que atuam em suas áreas (psicologia social, ciên­cias sociais, pedagogia) como pro­fetas de um mundo melhor, e mui­tas vezes alçam postos na determi­nação de políticas públicas. Neste quadro, é fácil haver preconceito contra a Igreja Católica porque ela é identificada, por ignorantes que são, como a “grande malvada” da histó­ria. A própria ideia de que exista uma “malvada” já revela a infan­ti­lidade da visão de mundo. É a influência marxista totali­tá­ria em ação.

Como foi que minorias conse­guiram se impor a ponto de qualquer um pensar duas vezes antes de falar ou pu­bli­car algo contra esses grupos?

Filosoficamente, foi graças a Rous­seau e sua tese de que os pobres são mais próximos do estado de natu­reza, menos corruptos, daí a ideia de excluídos como representantes da pureza. Esse traço marca a raiz jaco­bina da democracia moderna as­sociada ao próprio fracasso do mar­xismo clássico em questionar o ca­pi­tal – por exemplo, tudo que os gays querem é passear de mãos dadas no shopping, comprar juntos e desfilar roupas “chique cabeça” em reunião de pais e mestres; logo, “uma revolução conservadora”. Quanto ao medo de enfrentá-los, trata-se da raiz totalitária que habi­ta a demo­cracia porque é humana: quando tenho o poder, quero na verdade calar todo mundo. É uma farsa.

Por que os católicos, sendo maioria, não têm tanto poder de mobilização ou não conseguem ser tão ouvidos?

Toda maioria, católica ou não, tende a ser desorgani­zada e ignorante, ten­de à inércia de quem confunde nú­mero com qualidade. No caso cató­lico, além disso, a Igreja é, no imagi­nário da multidão (e, como toda mul­­tidão, infantil), a “malvada da história”.

Grande parte dos cató­li­cos tem ver­gonha de sê-lo; os padres são, em sua maioria, mal formados e alvo de dúvidas e escândalos; os católicos viraram um gigante bobo e sem coragem de enfrentar uma socieda­de fincada no ódio ao que a Igreja supostamente representa: um mundo a ser superado. (MAC)

* Educação na abstinência sexual favorece aos adolescentes, afirma estudo.

terça-feira, maio 11th, 2010

Novo estudo publicado por “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine” aponta que encorajar os jovens a evitar o sexo antes do casamento é o método mais efetivo para evitar as calamitosas conseqüências da atividade sexual prematura, escreveu “Human Events”.

O estudo acompanhou o caso de 662 estudantes afro-americanos de escolas urbanas – um dos grupos que apresenta maiores problemas pelas desordens sexuais. Os jovens foram divididos em dois grupos.

O primeiro só recebeu educação visando a abstinência pre-matrimonial. O outro recebeu “educação sexual” com insistência no uso de preservativos e o “sexo-seguro”. Um terceiro grupo “de controle” não recebeu instrução especial alguma.

Após dois anos, o grupo instruído no “sexo seguro” tinha caído em maus costumes numa proporção maior dos que não receberam formação alguma.

O estudo caiu muito mal para a administração Obama que quer cortar mais de U$170 milhões de dólares de subsídios para programas de educação para a abstinência.

Para Linda Chávez, uma ex-esquerdista hoje conservadora, os adolescentes dizem que querem ser alertados pelos adultos sobre os perigos de se iniciarem sexualmente precocemente.

As doenças sexuais, a AIDS, a gravidez prematura são só uma parte do problema. Graves desequilíbrios emocionais com repercussões na saúde física ameaçam os jovens desprevenidos e enganosamente “liberados” pelo falso “sexo seguro”.

* Ex-amante de baixista do Rolling Stones diz que a idade de consentimento tem de ser aumentada.

sexta-feira, abril 30th, 2010

Peter J. Smith

Mandy Smith, que quando era menina se tornou amante e mais tarde esposa do baixista Bill Wyman, da banda Rolling Stones, crê que a idade de consentimento sexual precisa ser levantada para 18 a fim de proteger as meninas novas, que são emocionalmente vulneráveis no que se refere a relacionamentos sexuais nessa idade. Numa entrevista ao jornal Daily Mail, da Inglaterra, Smith disse que havia dormido com o muito mais velho Wyman quando ela tinha 14 anos, iniciando um relacionamento que roubou completamente uma infância que ela “jamais conseguiu recuperar”.

Smith, agora com 39 anos, revelou para o Mail que no cenário das celebridades na década de 1980 em Londres, ela era uma adolescente rebelde, mas agora está solteira, celibatária e vivendo uma fé católica renovada, aconselhando meninas novas e envolvendo-se com obras de caridade.

Mas a experiência de seu relacionamento com Wyman, que era 34 anos mais velho que ela, a ensinou que as adolescentes não são emocionalmente equipadas para o sexo com a idade de 16 anos.

“A questão não é sobre maturidade física. O que importa é a maturidade emocional”, Smith disse para Mail.

“Não acho que a maioria das meninas de 16 anos esteja pronta. Acho que a idade de consentimento sexual deveria ser elevada para 18 no mínimo, e mesmo então algumas jovens não estão prontas”, ela disse. “As pessoas acham isso estranho vindo de mim. Mas penso que realmente sei sobre o que estou conversando aqui. Você ainda é uma criança — até mesmo aos 16 anos”.

“Você nunca mais recuperará essa parte de sua vida, de sua infância. Eu nunca consegui”.

Smith revelou que seu pai era ausente na vida de sua família desde que ela tinha 3 anos, e sua mãe estava sempre doente quando ela conheceu Wyman. O roqueiro a havia conhecido num clube onde Smith e sua irmã Nicola, ambas adolescentes, costumavam participar das festas sociais e tentar se vestir e se conduzir como se tivessem o dobro de sua idade.

Smith disse que viu Wyman em parte como preenchendo o vazio de uma figura paterna em sua vida. Eles começaram a namorar quando ela tinha 13 anos, e revelou publicamente pela primeira vez para o Mail que Wyman teve relação sexual criminosa com ela quando ela tinha 14 anos. Quando Smith alcançou a idade de consentimento aos 16 anos, o relacionamento deles se tornou público; aos 18 ela e Wyman se casaram, e dois anos depois o relacionamento terminou em amargura e divórcio.

Olhando para seu passado, ela disse que cria que Wyman nunca “teria feito o que fez se meu pai estivesse por perto”.

Mas sua maior preocupação são as adolescentes que ela vê hoje sendo pegas numa cultura altamente sexualizada e suas expectativas.

“Minha preocupação é que tudo — roupas, filmes, conversas — é muito sexualizado. As adolescentes com quem converso estão sob pressão de serem de um jeito”, disse Smith. “Elas pensam que têm de ter sexo, viver certa vida. Tento lhes dizer: ‘Fiquem firmes. Vocês não têm de fazer isso’”.

Smith é mãe de um filho de nove anos, Max, de um breve relacionamento com o modelo Ian Mosby. Ela diz que redescobriu sua fé em 2005 e diz ao Mail que “Deus é o único homem na minha vida agora”.

“A grande coisa sobre a Igreja é que você pode voltar. Nunca é tarde demais”, ela disse, acrescentando que foi uma nota de uma das freiras que a ensinaram na escola que ajudou a trazê-la de volta.

“Ela disse que Jesus não olha para os erros que eu fiz, ou as vezes que eu o havia ignorado. Até então, eu sentia uma culpa terrível sobre a vida que eu havia levado”, acrescentou Smith. “Percebi que havia outro caminho”.

O Parlamento estabeleceu pela primeira vez a idade de consentimento sexual na Inglaterra em 13 anos em 1875 em resposta a preocupações de meninas novas sendo exploradas para a prostituição. A idade de consentimento recebeu uma emenda para 16 anos em 1885 sob a Lei de Emenda Criminal.

Mas na Inglaterra recentemente a tendência tem sido abaixar a idade de consentimento. Dois anos atrás houve revolta quando o Parlamento aprovou um projeto de lei que exigia que a Irlanda do Norte abaixasse sua idade de consentimento de 17 para 16 anos sob a Norma de Crimes Sexuais da Irlanda do Norte de 2008, para estar em conformidade com o resto do Reino Unido.

Membros da Assembleia Legislativa da Irlanda do Norte acusaram Londres de agir com “desprezo à democracia” ao levar a cabo a medida apesar de sua oposição. Eles avisaram que a mudança incentivaria os predadores sexuais da República da Irlanda, onde a idade de consentimento sexual permanece nos 17 anos, a ir ao norte em busca de vítimas mais novas.

O Centro de Crise de Estupro de Belfast também objetou à mudança, dizendo que a nova lei tornaria difíceis seus esforços de proteger adolescentes vulneráveis de predadores sexuais.

Fonte: Noticias pro Família

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Para nós católicos, a relação íntima só é moralmente correta  dentro do matrimônio.

Na notícia acima, vê-se o mal quando se entende o sexo como apenas prazer, dissociado do amor COMPROMETIDO E FORMALIZADO.

A Critica é feita à lei da Grã Bretanha.

* Livro paradidático distribuido em Recife causa perplexidade e preocupa pais.

quarta-feira, abril 28th, 2010

Um livro paradidático distribuído pela rede municipal de educação do Recife promete gerar muita polêmica.

O vereador André Ferreira (PMDB), denunciou no plenário da Câmara a distribuição de uma obra cujo teor tem causando controvérsias entre os pernambucanos.

No material distribuído para alunos do primeiro e segundo ciclo dos colégios, crianças com idade entre 6 e 8 anos, há diálogos fortes e inadequados para as crianças.

As ilustrações que acompanham os textos mostram, por exemplo, meninas e meninos se masturbando.

“A verdade é que essa brincadeira não causa nenhum problema”, “Mas não se esqueça: essa brincadeira, que dá uma cosquinha muito boa, não é para ser feita em qualquer lugar. É bom que você esteja num canto, sem ninguém por perto”.

O vereador André Ferreira, que é evangélico, disse ter sido procurado em seu gabinete por cerca de dez pais revoltados com a distribuição da obra e resolveu levar ao conhecimento dos seus pares na segunda-feira (26).

“É um absurdo. Isso não pode ser feito pelo poder público sem ser discutido antes com os pais. Vamos convocar o secretário de Educação, Ministério Público, conselho tutelar, psicólogos e a associação de pais de alunos para saber como esse assunto pode ser abordado em sala de aula”, avaliou o parlamentar.

André Ferreira pediu a suspensão imediata da distribuição do livro que integra o kit escolar das escolas municipais. De acordo com o vereador de oposição, ele ganhou o respaldo até dos governistas que concordaram se tratar de uma obra muito “agressiva” para crianças desta idade.

“Não queremos que o assunto deixe de ser tratado, mas não achamos coerente ser desta maneira”, avaliou o peemedebista.

Diante da denúncia, a Secretária de Educação do Recife determinou o recolhimento dos 20 mil exemplares distribuídos pela rede escolar e orientou professores e diretores das escolas a pedir aos alunos a devolução dos livros.

Terra

***

No yuotube tem o livro.

Ví e as imagens são absolutamente inadequadas, especialmente se pensarmos no público alvo do mesmo.

Cito comentário feito sobre o livro em um blog católico:

Pais e mães não são obrigados a aceitar que agentes do Estado venham dizer a seus filhos o que é “a verdade” em matéria de moral. A Convenção Americana de Direitos Humanos — que, no Brasil, tem hierarquia superior à própria lei ordinária — prevê expressamente que “Os pais têm direito a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.”

O Estado brasileiro, em qualquer de suas esferas, não pode impedir ou inviabilizar o exercício desse direito.

* A sexualidade humana não é animal mas racional e moral.

sábado, março 27th, 2010
Cardeal Camillo Ruini

O Vigário Emérito do Papa para a Diocese de Roma e Ex-presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Camillo Ruini, explicou em uma recente entrevista que os graves casos de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero têm sua gênese na chamada “revolução sexual” dos anos 60 que fez que a sociedade estivesse “invadida pela exaltação da sexualidade”.

Em uma entrevista concedida ao jornal liberal Il Foglio, dirigido pelo agnóstico Giuliano Ferrara, o Cardeal assinalou que “em minha opinião a campanha difamatória contra a Igreja católica e o Papa executada pelos meios de comunicação é parte da estratégia que está sendo executada há séculos e que Friedrich Nietzsche já teorizava com o gosto dos detalhes”.

O Cardeal indica na entrevista comentada pelo vaticanista Sandro Magister que para “Nietzsche o ataque decisivo ao cristianismo não pode ser realizado no plano da verdade mas no da ética cristã, que seria inimizade da alegria de viver”.

Então, prossegue, “queria perguntar a quem lança os escândalos de pedofilia principalmente contra a Igreja Católica, possivelmente mencionando o celibato dos sacerdotes: não seria possivelmente mais honesto e realista reconhecer que certamente estas e outras separações ligadas à sensualidade acompanham toda a história do gênero humano, mas também que em nosso tempo estas separações são ulteriormente estimuladas pela tão aclamada ‘liberação sexual’?”

O Cardeal Ruini indica logo que “quando a exaltação da sexualidade invade todo espaço da vida e quando se reivindica a autonomia do instinto sexual de todo tipo de critério moral, torna-se difícil explicar que determinados abusos são absolutamente condenáveis”.

Em realidade, precisa, “a sexualidade humana desde seu início não é simplesmente instintiva, não é idêntica à dos animais. É, como todo o homem, uma sexualidade ‘impregnada’ com a razão e com a moral, que pode ser vivida humanamente, e fazer verdadeiramente feliz, somente se é vivida deste modo”.

Este extrato da entrevista é citado por Sandro Magister em seu comentário “Gênese de um delito. A revolução dos anos Sessenta”, sobre a carta pastoral do Papa aos católicos da Irlanda.

Nele, Magister assinala que “o escândalo da pedofilia existiu sempre, mas o giro cultural de meio século atrás o fez aumentar. Isso escreve Bento XVI

O vaticanista italiano explica a seriedade e rigorosidade com a que o Santo Padre tratou este tema: estabelecendo um ano completo de penitencia para a Igreja na Irlanda, adoração constante ao Santíssimo, visitas apostólicas a diversas dioceses e congregações, assim como um ano de missão para todos os sacerdotes e religiosos.

“Quanto aos acusadores de primeira fila, os mais armados de pedras contra a Igreja, nenhum deles está sem pecado. Para quem exalta a sensualidade como instinto puro, livre de todo vínculo, é difícil que logo possa condenar cada abuso que se desprenda disto”, assinala.

Para Magister, “a tragédia de alguns sacerdotes e religiosos, escreveu Bento XVI na carta, foi também a de acreditar em ‘modos de pensar’ similares, muito difundidos, que chegam a justificar o injustificável”.

“Um abrandamento que não se pode imputar a Ratzinger, bispo e Papa, nem sequer pelo mais enfurecido de seus adversários, se é que é honesto”, conclui. em sua carta aos católicos da Irlanda”.

* O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso? Responde Psicopatologista.

quinta-feira, março 11th, 2010

Entrevista com Aquilino Polaino-Lorente, professor de Psicopatologia

Por Carmen Elena Villa

Na última sexta-feira terminou, na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma, o congresso “O celibato sacerdotal: teologia e vida”, organizado pela faculdade de teologia da instituição e patrocinado pela Congregação para o Clero, a propósito do Ano Sacerdotal.

Uma das conferências mais aplaudidas pelos participantes, compostos em sua maioria por diáconos e sacerdotes, foi a denominada “A realização da pessoa no celibato sacerdotal”, do professor espanhol Aquilino Polaino-Lorente.

Polaino é médico pela Universidade de Granada. Posteriormente, estudou Psicologia clínica na Complutense de Madri. É doutor em Medicina pela Universidade de Sevilha. Também se formou em Filosofia na Universidade de Navara. Ampliou seus estudos em diversas instituições de educação superior europeias e americanas. De 1978 a 2004, foi catedrático de Psicopatologia na Universidade Complutense e atualmente é docente da mesma disciplina na Universidade San Pablo, na capital espanhola.

Escreveu numerosos artigos e livros, especialmente sobre os problemas psicológicos infantis e juvenis, assim como familiares. É membro de academias de Medicina de várias cidades espanholas, colaborador de diversos organismos e, pelo seu trabalho e sua bagagem intelectual, já recebeu várias distinções.

O professor Polaino explicou como uma correta visão da sexualidade, na qual devem integrar-se o amor, a abertura à vida e o prazer, pode levar a entender também o sentido do celibato sacerdotal, ao qual são chamadas algumas pessoas para estarem mais disponíveis para o apostolado e para viver o amor universal.

“Deus não pede coisas impossíveis a quem chama para o seu serviço”, disse em sua intervenção, referindo-se ao tema central do congresso.

-O celibato sacerdotal é psicologicamente perigoso?

Aquilino Polaino: Não é nada perigoso, porque talvez entenda muito bem como é a estrutura antropológica realista da condição humana. Tem suas dificuldades, como é lógico, já que a natureza humana está um pouco deteriorada e é preciso integrar todas as dimensões. Eu acho mais perigoso o comportamento sexual aberto, não normativo, no qual vale tudo; acho que isso tem consequências mais desestruturadores da personalidade do que o celibato bem vivido em sua plenitude, sem rupturas ou fragmentações.

-Que meios o sacerdote deve por para ser fiel ao voto do celibato durante todos os dias da sua vida?

Aquilino Polaino: A tradição da Igreja oferece muitíssimos conselhos que podem ser aplicados e que são eficazes: por exemplo, a guarda do coração e da vista. O que os olhos não veem o coração não se sente. Tampouco se trata de andar olhando para o chão, mas é possível ver sem enxergar. Isso garante a limpeza do coração e, além disso, a vivência do primeiro mandamento, que é amar a Deus sobre todas as coisas. Em uma panela de pressão não entram mosquitos. Um coração satisfeito não anda com mesquinhez nem com fragmentações.

-Você acha que a cultura hedonista deste novo século, tão difundida na mídia, influencia no fato de que alguns sacerdotes não sejam fiéis ao voto do celibato?

Aquilino Polaino: É possível, porque a fragilidade da condição humana também é vivida pelos sacerdotes. Penso que é preciso prestar mais atenção ao imenso número de sacerdotes fiéis à sua vocação. A exceção também se dá na vida sacerdotal, mas é exceção. Ainda que no jornalismo seja muito correto focar a exceção, não podemos ser cegos aos muitíssimos sacerdotes que são leais, que vivem sua vocação plenamente, que são felizes e aos quais o mundo deve sua felicidade. Isso é que precisa ser enfatizado.

-Uma reta visão da sexualidade pode proporcionar uma reta visão da vida celibatária?

Aquilino Polaino: Sim. Penso que a sexualidade hoje é uma função muito confusa, é uma faculdade sobre a qual há mais erros que pontos de acordo sobre o que é a natureza humana e talvez seja um programa para ensinar em todas as idades, porque, como é um dos eixos fundamentais da vida humana, se não for bem atendido, se as pessoas não estiverem bem formadas, o que viverão é a confusão reinante. Isso afeta tanto seminaristas como pessoas jovens, noivos. Esta educação hoje é uma educação para a vida. É uma matéria que às vezes se ensina mal, porque são ensinados os erros e isso é confundir ainda mais, ao invés de explicar esta matéria com rigor científico que tenha fundamento na natureza humana.

-O que significa o sacerdote ser chamado a ser pai espiritual?

Aquilino Polaino: Penso que este é um dos temas pouco aprofundados. A paternidade espiritual também deve ser vivida pelos pais biológicos e muitos deles jamais ouviram falar disso. A paternidade espiritual é, de certa forma, viver todas as obras de misericórdia: consolar o triste, redimir o cativo, ser hospitaleiro, afirmar o outro no que vale, evitar-lhe problemas, estimulá-lo e motivá-lo para que cresça pessoalmente, incentivar o aparecimento de valores que ele já tem, porque vieram com sua natureza, mas talvez não tenha sabido encontrá-los nem fazê-los crescer. Penso que este mundo está órfão dessa paternidade e dessa maternidade espiritual; e acho que é uma dimensão que o sacerdote, quase sem perceber o que faz, já vive.

-A vida celibatária pode tornar esta paternidade espiritual mais fecunda?

Aquilino Polaino: Necessariamente sim, porque há mais tempo e disponibilidade. Se o objetivo final é a união com Deus, a paternidade espiritual adquire mais sentido, porque é a melhor imagem da paternidade divina no mundo contemporâneo; portanto, está como mediador e, na medida em que viver a filiação divina, também viverá muito bem a paternidade espiritual.

Zenit

* Suíça: Diante do aumento de DST´s entre crianças, estado responde- não com educação- mas com preservativos “para crianças”.

segunda-feira, março 8th, 2010

- Um estudo que demonstra o alarmante incremento entre crianças de entre 10 e 14 anos levou o governo suíço a responder… com o lançamento de preservativos “extra small”.

Um estudo levado a cabo pela Comissão Federal para a Infância e a Juventude do governo suíço tem descoberto um crescimento significativo na percentagem de menores de entre a um total de 1 480 pessoas de 10 a 20 anos e comprovou que uma maior porcentagem de menores de entre 10 e 14 anos mantém relações sexuais “com freqüência”, em comparação com as estatísticas dos anos noventa.

Como “resposta”, o governo decidiu não só lançar os preservativos de menor longitude e diâmetro, mas sim decidiu dar-lhes o nome apelante de Hotshot.

Frente aos críticos que assinalam que deveria empreender uma campanha para acautelar a iniciação sexual precoce, o governo suíço se defendeu citando um estudo da Universidade de Basiléia (Basel) que assinala que os menores estão mais expostos às enfermidades de transmissão sexual porque utilizam mal o preservativo

Os críticos, entretanto, insistem que a reportagem da Universidade também diagnostica que “os menores não têm uma informação sexual adequada e não compreendem as conseqüências do que estão fazendo”; e que este problema não se solucionará com preservativos de menor tamanho e sim com uma mudança de conduta.

ACI

***

Cadê os pais ?

* Pulseiras do sexo provocam polêmica em escolas de Itajaí, Santa Catarina.

sexta-feira, março 5th, 2010

Pais e professores estão apreensivos com proliferação dos adereços entre jovens

Um jovem de 14 anos rompe a pulseira roxa de silicone da colega de classe, da mesma idade, e tenta beijá-la. A professora o repreende, mas eles estão apenas brincando. O fato, ocorrido no Centro Educacional Professor Cacildo Romagnani, maior colégio de Itajaí, deixou pais, professores e administração pública em alerta.

Nesta semana, a prefeitura emitiu nota com o significado das chamadas “pulseiras do sexo”. A brincadeira consiste em romper o adereço do outro e, conforme a cor, ganhar de um abraço a uma relação sexual.

— Tomamos um susto. No primeiro dia de aula, os alunos foram aparecendo com essas pulseiras. Imaginávamos que fosse uma moda inofensiva — disse o diretor do colégio, Vilmar Valdir Philipps.

A mania surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009. Agora, com o início do ano letivo, pedagogos e orientadores estão apreensivos com a sua proliferação entre jovens nas escolas. A oferta e o preço acessível, R$ 2 por 10 pulseiras sortidas, atraem os adolescentes.

Em Itajaí, é fácil encontrá-las. Elas estão em praticamente todas as lojas de R$ 1,99 ou nas barraquinhas do camelô, também no Centro. Lá, quase todas ofereciam os adereços.

— Assim que a professora nos comunicou, procuramos ajuda na internet e descobrimos os significados das cores. Depois, demos início a um trabalho de conscientização — explicou a diretora adjunta Izabela Terres Leães.

A reportagem conversou com meninos e meninas que usam as pulseiras. Todos sabem o significado das cores. Mesmo assim, acham o adereço bonito. Alguns confessaram que sofrem assédio fora do colégio.

— Eu não faço aquilo que não quero. Sei de todos os significados. Mas uso porque é moda — disse um aluno de 13 anos.

Conversa franca sobre sexo

Um dos braços de uma aluna de 14 anos está abarrotado de pulseiras coloridas. Amarela, roxa, azul, vermelha e rosa claro. Ela afirma que não dá bola para o que cada pulseira indica. Usa porque gosta do colorido e quer seguir a moda dos jovens da mesma idade que ela. Disse também que nunca praticou qualquer das modalidades sexuais implícitas nas pulseiras.

O importante, na visão do especialista em sexualidade José Claudio Diniz, é orientar os jovens que as pulseiras são apenas uma manifestação das relações de amizade.

— E a questão da sexualidade não deve ser tratada por meio de pulseiras coloridas. Pais e professores não devem associar o sexo a algo ruim. E, sim, explicar que o sexo é algo bom, mas não nessa idade — argumentou Diniz.

Marialva Spengler, professora de Psicologia da Educação da Univali, orienta que os pais boicotem a pulseira caso a brincadeira entre em um contexto malicioso.

— Eu também sou mãe. Hoje  eu comprei algumas dessas pulseiras e mostrei para o meu filho de 14 anos. Expliquei os significados a ele e nos entendemos. O importante é conversar e proibir em caso de excessos — apontou Marialva.

Os professores do Centro Educacional Professor Cacildo Romagnani levaram a polêmica para sala de aula e discutiram com os alunos os perigos escondidos no colorido das pulseiras.

JORNAL DE SANTA CATARINA

* Estudo mostra que crianças e jovens querem receber educação sexual dos seus pais.

quinta-feira, março 4th, 2010

Um recente estudo realizado no Canadá revelou que as crianças e adolescentes escutam e querem aprender de seus pais a tão necessária educação sexual para viver uma reta sexualidade.

Uma das conclusões do estudo realizado pelo Institute of Marriage and Family Canada (Instituto de Matrimônio e Família do Canadá-IMFC) assinala que “embora pareça desalentador ver algumas correlações entre as condutas da família há alguns anos e a atividade sexual de seus filhos, atualmente as notícias são positivas: os adolescentes escutam e querem escutar os seus pais, como indicam as pesquisas”.

Esta investigação, conduzida pelo Dr. Frank Jones, realizou-se em base às estatísticas do National Longitudinal Survey of Children and Youth (Pesquisa nacional entre crianças e jovens) explica que os dados da investigação se extraíram de um estudo realizado entre crianças de seis a onze anos, entrevistadas novamente oito anos depois, já como adolescentes, aonde se mostra que o estilo de vida dos pais influi diretamente na vida sexual de seus filhos.

Os dados mostram, entre outras coisas, que as filhas de pais alcoólatras tinham 38 por cento mais de probabilidades de ser sexualmente ativas, enquanto que 22 por cento mais dos filhos de fumantes se encontravam na mesma situação.

O estudo ressalta além que “um estilo de vida dos pais que é cálido, comunicativo, próximo e que se envolve com seus filhos estabelecendo limites, protege os adolescentes de situações de risco e os ajuda a desenvolver-se como adultos saudáveis e autônomos”, adiando sua iniciação sexual.

Depois de recordar que “as condutas dos pais e suas atitudes durante a infância de seus filhos moldam as opções sexuais em sua etapa de adolescentes”, o estudo revela que as crianças criadas em um ambiente de fé têm 40 por cento menos probabilidades, que a média nacional do Canadá, de serem sexualmente ativos

Por estas e outras razões, o estudo destaca que “a educação sexual deve envolver os pais reconhecendo seu papel como primeiros educadores neste campo” e que estes devem dedicar-se a “criar um lar saudável e estável caracterizado pela comunicação aberta e cálida”.

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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