Artigo da ‘Valores’ Categoria

* Sociedade está clamando por pessoas de “envergadura humanística” capaz de fazer diferença.

quarta-feira, agosto 25th, 2010

Momento atual clama por pessoas com essa têmpera, afirma arcebispo

“Só o substrato humanístico alavanca exercícios profissionais e a condução de processos, nas responsabilidades governamentais e institucionais, com fecundidade.”É o que afirma o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, em que fala sobre as competências necessárias para se conquistar os avanços de que a sociedade necessita.Segundo o arcebispo, os avanços na sociedade contemporânea “são medidos, quase exclusivamente, considerando os aspectos envolvendo a tecnologia e a economia”.

Nesse sentido, Dom Walmor considera que o contexto atual “está refém de um déficit humanístico, fator que causa uma incompetência generalizada para a adequada condução de processos, a efetivação de projetos e a fecundidade de ações”.

Diante disso, o arcebispo de Belo Horizonte enfatiza a importância da formação integral, “que traz em sua essência os aspectos humanísticos, cujas raízes têm nascedouro também na opção religiosa e no que é próprio de uma prática confessional – o amálgama que rejunta e tempera o que se aprende em qualquer campo do saber e da ciência”.

“É inquestionável a situação deficitária desse substrato humanístico advindo de referências, com força de princípio e de fonte como o cristianismo.”

“É uma lástima e um prejuízo enorme para a sociedade e toda instituição, civil ou religiosa, a distância de um substrato humanístico indispensável e sua substituição pela pretensão ingênua e néscia de ocupar lugares, garantir benesses e dignificar-se pela ocupação de uma cadeira na instituição religiosa, governamental, civil”, afirma.

“Há um déficit humanístico que assola o mundo contemporâneo e está precipitando as pessoas à inversão de um entendimento importante e necessário para a saúde da sociedade. Pensa-se mais na ocupação de cadeiras e de cargos para se tornar importante.”

O substrato humanístico – prossegue Dom Walmor –, “alargado e fecundado, gera pessoas de referência que, assentadas na cadeira e ocupando cargos, os dignificam e fazem destes uma alavanca importante nos avanços desse tempo”.

“Confunde-se liderança com domínio autoritário de súditos, ou com artimanhas de conchavos que escondem a verdade e não prezam a transparência e o respeito aos direitos e à justiça; com barganhas que acobertam as mediocridades.”

O substrato humanístico não é “uma maquiagem externa para impressionar com a mudança de visual”, trata-se “de um tratamento da interioridade, aquela que sustenta a capacidade do diálogo, evita os destemperos, equilibra com sabedoria a insubstituível capacidade de interpretação adequada da realidade e dos fatos”.

“É muito difícil porque a interioridade é uma realidade não palpável. Sua revelação se dá na leveza das condutas e na inteireza dos atos entrelaçados com a clareza nobre das ideias e argumentações expostas na inteligência do que se diz, se compreende e se vive na prática.”

Segundo Dom Walmor, o momento atual “está clamando por pessoas de uma considerável envergadura humanística, entendida como a mais importante competência, emoldurando o que se aprendeu a fazer profissionalmente”.

“A sociedade precisa ser governada por homens e mulheres com essa têmpera. As instituições precisam alargar seus horizontes e construir suas identidades e missões fundamentadas na competência humanística e, assim, escrever outra história”, afirma.

* Ator despedido por negar-se a fazer cenas de sexo agora produz série sobre sacerdote.

quinta-feira, agosto 19th, 2010

O ator católico Neal McDonough, que perdeu um papel na série Scoundrels da rede ABC, nos Estados Unidos, por negar-se a protagonizar cenas de sexo explícito, é agora o produtor e protagonista de uma nova série sobre a história de um policial que deixa o uniforme para converter-se em sacerdote.

O ator Neal McDonough, conhecido por suas atuações em filmes como Minority Report, séries como Desperate Housewives (Mulheres Desesperadas) e Band of Brothers, foi despedido pela cadeia ABC da produção televisiva Scoundrels por negar-se a filmar cenas de sexo explícito, algo que vai contra seus princípios católicos.

Embora a cadeia ABC dissesse que sua separação se deveu a “mudanças no elenco inicial”, diversos meios como LifeSiteNews.com informaram que a verdadeira razão foi sua negativa a realizar as polêmicas cenas.

A postura de McDonough não é nova. Casado e pai de três filhos, o ator já tinha rechaçado rodar cenas de sexo quando interpretava o marido da atriz Nicolette Sheridan na quinta temporada da série Mulheres se Desesperadas, também da ABC, assim como na série Boombtown da NBC.

Conforme se informou à imprensa, o ator decidiu renunciar ao milhão de dólares que ia receber por seu papel em Scoundrels, por manter seus princípios.

Nikki Finke do Deadline Hollywood informa que agora McDonough será o produtor executivo e protagonista da nova série do Starz titulada “Vigilante Priest” (Sacerdote vigilante) que narra a vida de um ex-policial de Los Angeles que “limpa as ruas da cidade de um pecador a cada vez”.

Para este projeto conta com a ajuda do produtor de “Law & Order” Walon Green e conta com a colaboração de John Avnet quem dirigirá o piloto e será o co-produtor da série.

Sobre Mc Donough, Nikki Finke escreveu que aplaude a fidelidade aos seus princípios “ainda quando isto lhe custe o trabalho”.

Atualmente McDonough participa do filme do Marvel sobre o gibi Capitão

* Metáfora do esporte e o caso Bruno: a inteireza é determinante!

quarta-feira, julho 14th, 2010

A citação do caso Bruno foi usado para ilustrar de forma concreta e atual essa reflexão.

Aqui não se entra no mérito da culpa pessoal do jogador,que pertence a Justiça, nem o caso foi citado originalmente no artigo que se mantem em sua “inteireza” abaixo, sem citar o jogador.

Porém,ao ler o artigo não tem como não lembrar-se deste lastimável caso ainda em análise pela justiça.

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Dom Walmor Oliveira de Azevedo
“É muito pouco, e não raramente desastroso, associar talentos ao dinheiro”, diz arcebispo
No contexto do recente torneio Mundial de Futebol, em que o esporte, usado como metáfora, “contribui para explicar os desafios de viver adequadamente este dom que é a vida”, fica evidente que a construção de um talento vitorioso depende de muitos fatores, “de um conjunto de articulações e investimentos para dar frutos”.“Quando não se pode contar com a conjugação de vários fatores, o talento, por mais especial que seja, corre sempre o risco de perder força e de não alcançar metas possíveis da sua inerente constituição.

“O sucesso que se almeja para a vida, em cada uma das suas etapas e, em função de metas definidas, exige âncoras para fazer florescer os talentos”, destaca o arcebispo.

Segundo Dom Walmor, a cultura tem uma grande responsabilidade nesse contexto. “O substrato cultural, considerado nas suas diversidades, é determinante para que o florescimento de talentos e as responsabilidades assumidas possam chegar a bom termo”.

Ele cita também a importância do equilíbrio emocional, “capaz de sustentar um indivíduo em condições necessárias para se manter o ritmo e recuperar-se das perdas reavendo, em tempo hábil, a capacidade de retomar metas na direção da vitória proposta”.

“O equilíbrio emocional tem tudo a ver com a configuração afetiva de cada um, que, por sua vez, remete ao substrato familiar e cultural que ampara o modo de viver”, explica.

De acordo com o arcebispo, o talento “precisa dessa ambientação, que inclui investimentos de toda ordem, emoldurados por uma cultura consistente”. “Essa consistência, envolvendo variados aspectos emocionais, comportamentais e morais, é o substrato que mantém um indivíduo na condição de alcançar metas.”

O prelado considera que “é muito pouco, e não raramente desastroso, associar talentos ao dinheiro. Isto se verifica de modo muito prejudicial quando, pela força do talento, se é projetado para uma condição em que o volume de dinheiro e de benesses conquistados não tem sustentação humanística, espiritual e moral”.

Aqui se considera “o desafio permanente de saber perder – com elegância e sem perder a cabeça – além da capacidade exigente de administrar a vitória, na parcialidade de sua duração”.

“Se o talento permite antecipar condições favoráveis de vitória, esta pode se esvair facilmente quando não há um lastro de humanidade e de formação integral, escolar, familiar e social que mantenha os indivíduos talentosos equilibrados nos embates próprios da proposta de vitória.”

Segundo Dom Walmor, essa leitura aplica-se “no âmbito do esporte, que se joga e se projeta em todas as condições da vida, sobretudo, no exercício de responsabilidades cidadãs e nas tarefas de importância social e política no conjunto do funcionamento de uma sociedade”.

“A perda do equilíbrio emocional e a falta de substrato humanístico e moral são constatáveis, trazendo enormes prejuízos, nos mais diversificados âmbitos da vida. A consequência aponta para o comprometimento da qualidade dos resultados das atividades e responsabilidades assumidas”, afirma.

Dom Walmor assinala ainda que “a estatura humanística, com a qual se precisa contar para exercer a cidadania e cumprir os cargos e encargos assumidos, é resultado e fruto de um investimento grande e empenhado, com alcance social e político de importância decisiva”.

“Do contrário, projetado pelo talento e ajudado pela oportunidade, na hora crucial em que o equilíbrio e a elegância humanística são imprescindíveis, o medo pode colocar as chances de conquistas em risco. Não se vence apenas pelos talentos. A inteireza é sustentáculo e é determinante”, afirma.

(Alexandre Ribeiro)

* Jornal vaticano elogia Toy Story 3 e sua lição de amizade verdadeira.

segunda-feira, julho 12th, 2010

O jornal vaticano L’Osservatore Romano elogiou a nova produção de Disney-Pixar Toy Story 3, por oferecer aos espectadores uma profunda reflexão sobre temas humanos transcendentais e dar uma lição sobre a amizade verdadeira, através da experiência dos brinquedos protagonistas.

Nesta terceira entrega, os íntimos Woody o vaqueiro e Buzz Lightyear junto com seus amigos devem enfrentar seu destino. Andy, seu dono, deixou de brincar com eles, já tem 17 anos, irá à universidade e deve decidir entre enviá-los como doação a uma creche ou desprezá-los.

No artigo titulado “Como se faz um belo filme”, o autor Gaetano Vallini considera que Toy Story 3 é “um filme com F maiúscula” e lamenta as críticas de certas feministas americanas que “teriam visto em alguns personagens tendências sexistas e homofóbicas”.

“Provavelmente se esqueceram que quando eram meninas os brinquedos eram apenas objetos através dos quais alguém podia divertir-se e sonhar, duas coisas que esta produção também propõe e se é que não chegar a ser considerada uma obra mestra, pois pouco lhe falta”, acrescenta Vallini.

O autor elogia a técnica e a qualidade da produção que superou “o severo juízo das crianças e agrada inclusive os adultos”, colocando-se ao nível de outros filmes da Pixar que nos últimos anos ressaltaram os valores humanos como “Wall-E”, que promove a defesa da vida, e “Up”, que em seus primeiros minutos mostra o valor do Matimônio.

Segundo Vallini, Toy Story 3 revela que “a amizade é o verdadeiro vínculo deste improvável mas afiançado grupo de brinquedos” e permite que o espectador reflita sobre “temas importantes, como o valor da amizade e a solidariedade, o medo a sentir-se só ou rechaçado, o iniludível de fazer-se grande e a força que surge ao sentir-se parte de uma familia..

Trata-se, acrescenta de “outro belíssimo filme: uma aventura de grande intensidade emotiva, em que as vivências dos brinquedos, graças à sua capacidade de atuar e pensar como humanos ao puro estilo Disney, convertem-se em uma metáfora útil para falar de sentimentos verdadeiros” sob a famosa frase “Há um amigo em mim”, da canção que acompanha Toy Story desde seu primeiro episódio.

* Felicidade agora é “dever do Estado”, segundo Proposta de Emenda Constitucional (PEC). Leia e entenda.

quinta-feira, julho 8th, 2010

O Jornal- Mato Grosso do Sul

Na tarde da última quarta-feira (7 de julho), o Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) protocolou no Plenário do Senado Federal a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a inclusão do “direito à busca da felicidade” na Constituição.

Durante o ato, ainda estavam presentes o presidente do Movimento Mais Feliz, responsável pela iniciativa, Mauro Motoryn; o presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciano Borges; e a Deputada Federal Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), que apóia o projeto na Câmara dos Deputados.

A PEC da Felicidade foi assinada por 34 senadores, são eles: Jarbas Vasconcelos; Antônio Carlos Valadares, Roberto Cavalcanti, Sérgio Zambiasi, Marcelo Crivela, Jorge Yanai, Hélio Costa, Cícero Lucena, Flecha Ribeiro, Acir Gurcarz, Flávio Arns, Inácio Arruda, Marisa Serrano, Mozarildo Cavalcanti, Geraldo Mesquita, José Agripino Maia, Eduardo Azeredo, José Nery, Pedro Simon, Efraim Morais, Arthur Virgílio, Romero Jucá, Valdir Raupp, Serys Slhessarenko, Jaime Campos, Jefferson Praia, Marconi Perillo, Tasso Jereissati, Antônio Carlos Júnior, Eduardo Suplicy, Romeu Tuma, Renato Casa Grande, Paulo Paim.

No momento do protocolo, Cristovam Buarque defendeu a aprovação da PEC reforçando que uma sociedade mais feliz é uma sociedade mais bem desenvolvida, em que todos têm acesso aos básicos serviços públicos de saúde, educação, previdência social, cultura, lazer, dentre outros.

“A proposta é a inclusão da felicidade como objetivo do Estado e direito de todos”, afirmou. Ainda no Plenário, José Sarney, atual presidente do Senado Federal, lembrou a Declaração de Direitos da Virgínia (EUA, 1976), que outorga aos homens o direito de buscar e conquistar a felicidade.

A ideia também já é realidade em outros países, como nas constituições da Coréia do Sul e do Japão, além da França, onde surge como termo em documentos de consolidação da democracia. Já o Reino do Butão enfrenta a questão de maneira mais direta, pois estabelece, como indicador social, um Índice Nacional de Felicidade Bruta (INFB), mensurado de acordo com indicadores que envolvem bem-estar, cultura, educação, ecologia, padrão de vida e qualidade de governo. Uma medida que prevê, como dever do Estado, a promoção das condições necessárias para o fomento do INFB.

Agora protocolada, a PEC da Felicidade segue para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), que irá avaliar a constitucionalidade da proposta.

O “Mais Feliz” é um movimento apartidário, não-governamental e não-assistencialista que reúne cinco pilares: conscientizar a população, mobilizar a sociedade, estimular a participação, capacitar multiplicadores e motivar as pessoas a se doarem.

A defesa da inclusão da busca da felicidade no artigo 6º traz em sua íntegra o seguinte texto: “São direitos sociais, essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.

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E aí, o que você  acha?

* Educação sexual deve responder a valores familiares e não a ideologias.

domingo, junho 20th, 2010

O presidente de Profissionais pela Ética (PPE) da Região da Catalunha na Espanha, Ramón Novella, assinalou que a educação sexual dos menores deve ser dada pela família, e que a escola pode ser uma colaboradora se responde aos valores dos pais e não aos interesses ideológicos do Governo.

Em referência à nova lei do aborto, que entrará em vigência neste país europeu no dia 5 de julho, Novella indicou que “a educação sexual (que promove esta norma) está ligada a uma proposta ideológica que muitos pais não compartilham”.

“Estão impondo um modelo em um âmbito no qual deveria haver liberdade. À parte de que esta proposta de educação sexual não favorece o desenvolvimento positivo das pessoas e as converte em seres infelizes, isso sim completamente manipuláveis”, acrescentou.

Por isso, criticou as propostas marcadas pela ideologia de gênero e o relativismo, que querem que os menores acreditem que existe uma “diversidade sexual” como a homossexualidade ou a bissexualidade.

“Parece-me intolerável que na etapa final da infância e na adolescência se fomente este tipo de educação onde o menino ou garota devem expor sua tendência sexual, é aberrante provocar estas situações no âmbito escolar e só é possível entendê-lo se atrás disto existem uns interesses em promover a homossexualidade”, expressou.

Novella animou os pais a que se informem bem “e saibam o quê supõe esta educação sexual obrigatória”, porque não podem aceitar que do Estado imponha a eles uma concepção que vai contra seus próprios valores.

“Aos pais diria que assumam com maior responsabilidade seu trabalho educativo (…). Encontramo-nos ante uma realidade de urgência educativa onde ninguém pode dizer que isto não me afeta, justamente o contrário, isto nos afeta a todos e devemos nos pronunciar para não deixar-nos impor aquilo que não contribui à felicidade”, indicou.

* Jovem latina deu a vida pelo seu bebê na Flórida.

terça-feira, junho 15th, 2010
Martha Motley / Jovan pai e Jovan filho / Esmeralda Abreu, mãe de Benny Abreu (foto: La Prensa)

A jovem de origem dominicano Benny Abreu comoveu os habitantes da Flórida por seu testemunho de amor maternal. Ela padecia sérios problemas cardíacos e preferiu morrer antes que abortar o filho que esperava.

Benny, de 25 anos de idade, graduou-se na Universidade da Flórida Central em princípios de maio, decidiu prosseguir com sua gravidez, sabendo que padecia uma severa condição cardíaca que poderia causar sérias complicações.

Conforme informou o jornal La Prensa da Flórida, a jovem nunca considerou a possibilidade de um aborto e assegurava que sua gravidez era uma bênção.

“O doutor disse a ela que devia abortar se queria viver, mas ela disse que não, que ela não podia matar o seu filho e que ia seguir com a gravidez”, relatou sua mãe à imprensa local.

Em 17 de maio ela deu à luz o seu filho mas sua condição piorou, transladaram-na ao Shands Hospital de Gainsville, um centro especializado em cardiologia, onde faleceu no dia 30 de maio.

“Eu sabia que ela tinha uma condição médica com seu coração, inclusive a levei ao médico várias vezes, mas nunca em minha mente imaginei que ia morrer, eles (os médicos) disseram que o bebê devia vir cedo e que poderia sofrer um pouco, mas nunca esperei que isto acontecesse”, explicou Jovan Toliver, pai do bebê.

Toliver assinalou sentir que “perdi um pedaço de mim mesmo, mas o único que me mantém é saber que ela nunca vai querer que eu deixe sozinho o seu bebê e por isso devo ser forte”.

“Ela foi muito valente e nunca duvidou em ter o seu bebê, embora para isso tivesse que pagar o preço mais alto. Eu sei que agora ela está nas mãos de Deus e quando olhar para baixo verá a melhor parte dela conosco e saberá que sempre o cuidaremos”, acrescentou a mãe de Jovan, Martha Motley.

* “Jovens leem mitologia porque buscam valores”

quarta-feira, maio 26th, 2010

Zenit

Entrevista com o autor da saga “Iván de Aldénuri”

Com 25 mil cópias vendidas, dentro e fora da Espanha, foi traduzido ao inglês e ao croata, e está a ponto de virar roteiro de um filme. Trata-se da saga Iván de Aldénuri, composto por três volumes: A floresta de Thaurroks, A herança de Bérehor e O assédio de Muihl-Athern (Ed. LibrosLibres).

Com um sabor tolkieniano inquestionável, a saga tem particularidades que a tornam muito apropriada para o público juvenil e um interessante fundo de valores cristãos.

Seu autor, Juan Antonio Pérez Foncea, cada vez mais é convidado por escolas e institutos de toda a Espanha a falar de seu personagem. Atualmente prepara uma segunda saga, do estilo da anterior, Thúval de Invérnnia, cujo primeiro volume será publicado ainda neste ano.

-Como surgiu a história de Iván de Aldénuri? Foi uma inspiração?

Juan Antonio Pérez Foncea: Eu digo sempre que foi de um amável milagre. Sou um advogado, eu nunca havia me ocorrido escrever qualquer coisa. Aconteceu em 3 de abril de 2002, eu comecei a escrever durante vinte minutos ou meia hora e então eu continuei com o tema que me preocupava.

Lembrava de Tolkien e O Senhor dos Anéis, pelo que continuei a escrever como passatempo. Terminei nove meses depois e enviei a editora LibrosLibres que em seguida me respondeu.

É sobre uma história épica e nela são refletidas minhas três paixões, que são a natureza, os povos primitivos europeus e o gosto pelas etimologias, pela linguagem. Acredito que as palavras têm conotações que vão além dos seus próprios significados. Gosto de jogar com a fonia das palavras, inventar termos que tenham haver com lugares em que tenha vivido, idealizado.

-Seus leitores jovens, o que mais apreciam na saga?

Juan Antonio Pérez Foncea: Lembro de um rapaz de uns 25 anos que me disse: “o que mais gosto é o que diz da esperança”.

Em geral, os leitores de mais idade notam os valores refletidos pelo livro, enquanto os mais jovens preferem a ação e a aventura.

-Iván de Aldénuri e muitos outros trabalhos inspiram-se em Tolkien. Em que contribuiu O Senhor dos Anéis para a literatura fantástica atual?

Juan Antonio Pérez Foncea: Poderiam ser dadas muitas respostas. Os livros de Tolkien estão cheios de valores cristãos, de valores perenes para a humanidade, valores imortais que “inspiram” as pessoas. À parte, acredito que é uma literatura que sempre existiu, dos livros de cavalaria. E que reflete muito bem a luta entre o bem e o mal que todos nós carregamos conosco.

-A mitologia é uma busca. O que você acha que os jovens procuram hoje, quando recorrem à literatura mitológica?

Juan Antonio Pérez Foncea:  Os jovens de hoje vivem muito alienados, tudo é apresentado como previsto, medido, avaliado, e ao mesmo tempo vazios de valores. Muitos vão para este tipo de literatura à procura de valores, de senso. E também é literatura de evasão, ajuda a se libertar do aborrecimento do dia a dia. Em contrário, a tentação de cair no esotérico é muito comum na literatura fantástica.

-Um detalhe não muito habitual nos livros mitológicos, e para qual você aposta claramente em seu trabalho, é que Iván de Aldénuri tem família! Pais que lhe querem bem, irmãos gêmeos, uma irmã e uma irmãzinha, um tio misterioso… Como lhe ocorreu isso?

Juan Antonio Pérez Foncea: A família é um dos grandes valores do ser humano, apesar dos ataques atuais. Com o passar dos anos, a pessoa percebe quão importante foi a família em sua vida, sua infância, seus irmãos, os livros que leu…

-Mas no contexto atual, em que muitos dos seus leitores provavelmente carecerão de referências como os irmãos, a estabilidade familiar, não foi um pouco arriscado de sua parte propor uma família, que hoje muitos diriam “tradicional”?

Juan Antonio Pérez Foncea: Pelo contrário, a experiência me demonstra que muitas pessoas, por qualquer razão que seja, não têm tido uma experiência familiar plena, rica, extensa, com laços fortes, se chega a conhecer algum caso, lhe surpreende e lhe fascina.

-Ultimamente, não é arriscado propor a existência de uma luta entre o bem e o mal, em uma sociedade que a nega?

Juan Antonio Pérez Foncea: Nem um pouco. Há uma citação antiga que diz que a verdade “só tem um caminho”. O relativismo de hoje busca negar uma coisa que é evidente, e é a existência do bem e do mal. E essa luta entre um todos nós temos, queiramos reconhecer ou não. A verdadeira batalha épica da vida não é sair para a rua com uma espada a matar ogros, se não a que há em nosso interior. Há personagens da saga que mudam, para melhor e para pior.

E isso é algo que sempre atrairá, pela simples razão de que é verdade. Em um filme, todos nós nos identificamos com o herói, que se sacrifica pelo triunfo do bem. E isso é o que um bom livro propõe: que desfrutado, tentemos ser melhores.

Mais informações: www.ivandealdenuri.com

* Escolas Católicas podem acolher e matricular filhos de “casais” Gays?

sexta-feira, maio 14th, 2010

A Arquidiocese de Boston, nos Estados Unidos, não proíbe que os filhos de pais do mesmo sexo participem das escolas católicas, e suas autoridades ofereceram ajuda para que uma criança que teve sua matrícula recusada em uma escola elementar porque seus responsáveis eram lésbicas possa se matricular em outra escola arquidiocesana, afirmou uma declaração divulgada no final desta quinta-feira.

A reportagem é de Tom Roberts, publicada no sítio National Catholic Reporter, 23-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Acreditamos que os pais que desejam enviar seus filhos a uma escola católica devem ter a oportunidade de buscar esse sonho”, disse said Mary Grassa O’Neill, secretária para a edução e superintendente das escolas da arquidiocese. “Nossas escolas acolhem as crianças baseadas na compreensão de seus pais de que os ensinamentos da Igreja são um componente importante do currículo e fazem parte da experiência educacional dos estudantes”.

“A arquidiocese não proíbe que filhos de casais do mesmo sexo participem de escolas católicas”, continua sua declaração. “Vamos trabalhar nas próximas semanas para desenvolver uma política que elimine quaisquer mal entendidos no futuro”.

A declaração é uma resposta a uma controvérsia que surgiu quando a agência Associated Press divulgou que um menino de oito anos teve sua matrícula negada na St. Paul School, em Hingham, Massachusetts, depois que o pároco, Pe. James Rafferty, ficou sabendo que os responsáveis do menino eram lésbicas.

A superintendente disse ter se reunido com o pároco e o diretor “para saber mais a respeito da decisão” e ter “contatado os responsáveis do estudante e manifestado minha preocupação pelo bem estar da criança. Eu lhes ofereci ajuda para matricular seu filho em outra escola católica da arquidiocese”.

O’Neill disse que a mãe “era gentil e compreensiva” e que “indicou que avaliaria a oferta de outras escolas católicas que poderiam acolher seu filho no próximo ano acadêmico”.

O incidente é semelhante a um caso de Boulder, Colorado, onde um pároco se recusou a admitir uma criança à pré-escola depois de saber que seus responsáveis eram lésbicas, mas a resposta das autoridades de Boston foi um pouco diferente. Em Denver, não houve hesitação por parte do arcebispo Charles Chaput, que defendeu o pároco, dizendo que a Igreja define o casamento como uma união heterossexual e que os filhos de casais de mesmo sexo podem enfrentar dificuldades em um ambiente católico.

“Nossas escolas são ‘parceiras na fé’ junto aos pais”, disse o arcebispo em uma coluna publicada no dia 10 de março no jornal Denver Catholic Register, a publicação da arquidiocese. “Se os pais não respeitam as crenças da Igreja ou vivem de uma maneira que recusa abertamente essas crenças, então a parceria com esses pais se torna muito difícil, senão impossível”.

Isso também coloca uma preocupação injusta sobre a criança, que se vê no meio dessa questão, e sobre seus professores, que têm a obrigação de ensinar a autêntica fé da Igreja”, acrescentou.

Uma questão central nesses casos, porém, é se a Igreja está servindo às crianças ou aos pais. Críticos da decisão da arquidiocese de Denver disseram que a Igreja escolheu injustamente o casal de lésbicas, não tendo procurado em outros pais violações à lei da Igreja, como uma segunda união depois do divórcio sem a obtenção da anulação do primeiro casamento ou o uso de contracepção artificial.

A questão de se as escolas católicas deveriam admitir filhos de casais do mesmo sexo foi uma das áreas abordadas por Patricia Weitzel-O’Neill, superintendente das escolas da Arquidiocese de Washington, durante uma palestra em uma recente conferência em Washington, co-promovida pela Trinity Washington University e pelo National Catholic Reporter.

Falando sobre as “grandes questões” com relação à educação católica, Weitzel-O’Neill ela questionou: “Casais gays podem mandar seus filhos a escolas católicas? Porque em Denver, disseram-lhes que eles não podem”.

Weitzel-O’Neill, que coincidentemente está assumindo o cargo de diretora-executiva do Center for Catholic Education da Boston’s Lynch School of Education, perguntou: “Isso tem a ver com as crianças ou com os adultos?”.

Logo depois que o caso de Boston estourou, o Catholics United, grupo leigo com sede em Washington, iniciou um esforço para coletar 2.500 assinaturas para um abaixo-assinado que pedia a reversão da ação.

Chris Korzen , diretor-executivo do Catholics United, disse que o grupo coletou mais de 1.500 assinaturas até o meia-dia do dia 13 de maio e esperava reunir mais 2.500 para enviar para a arquidiocese até o final do dia. Ele disse que o grupo continuaria reunindo assinaturas ao longo dos próximos dias e esperava entregar uma cópia do abaixo-assinado e das assinaturas à arquidiocese.

O abaixo-assinado diz que o cardeal de Boston, Sean O’Malley, que está viajando com o Papa Bento XVI em Portugal, precisa ainda tomar uma posição sobre a decisão das escolas. “Se ele der ouvidos a muitos de nós, pensamos que ele pode ser convencido a fazer a coisa certa e reverter a decisão. Isso não tem nada a ver com o ensinamento da Igreja sobre casamento ou relacionamentos. Tem a ver com o fato de assegurar que todos tenham o direito à educação”, afirma a petição.

* Entrar na Universidade gera “crise de identidade na fé” para os jovens cristãos?

quarta-feira, maio 12th, 2010

Valmir Nascimento

Os desafios do cristão no ambiente universitário

A notícia sobre a pesquisa que identificou que nos Estados Unidos aproximadamente apenas 40% dos jovens continuam na igreja depois da formatura, e que apenas 16% dos calouros da faculdade se sentem bem preparados pelos ministérios de jovens de suas igrejas para continuarem na igreja depois do período escolar, coloca em debate a velha polêmica entre fé cristã e vivência universitária.

Estudo idêntico realizado em 2006 por Steve Hernderson, presidente do Instituto Christian Consulting for Colleges and Ministries, também demonstrou que na época cerca de 58% dos jovens cristãos nos Estados Unidos se afastaram da igreja ao ingressar à universidade. A pesquisa foi também aplicada dentro das universidades brasileiras e o resultado foi o mesmo.

Todavia, nesta nova avaliação, realizada pelo Instituto Juventude Completa, um ponto geralmente desprezado foi agora enfocado. Conforme relata a matéria, “os jovens não estão abandonando a sua fé por causa de um ambiente universitário hostil – como professores universitários e seus colegas que confundem suas crenças”. Para o professor associado de Sociologia na Faculdade de New Jersey, Tim Clydesdale, “o que muitos estudantes universitários estão fazendo, no entanto, é armazenar as suas crenças e práticas religiosas em um cofre de identidade”.

Em outros termos, o problema do desvio (ou esfriamento espiritual) dos adolescentes e jovens cristãos foi deslocado da pressão exercida pela educação anti-teísta (motivo externo), para a ausência de identidade cristã (manifestação pública da sua crença) por parte do próprio jovem (motivo interno).

Universidade: ambiente de desafios

O ambiente universitário sempre foi desafiador ao cristão. Ocorre que a própria vida cristã é por si mesma um enorme desafio. A questão é que a universidade possui a agravante de expor educacionalmente os crentes aos ensinamentos de [alguns] pensadores e filósofos ateus, agnósticos ou céticos que formularam críticas ferrenhas contra Deus e a Igreja, como é o caso de Voltaire, Nietzche, Bertrand Russel, David Hume, Michel Foucault e outros.

Como observou Phillip E. Johnson no prefácio do livro “verdade absoluta, “cedo ou tarde o jovem descobrirá que os professores da faculdade (às vezes, até professores cristãos) agem conforme a suposição implícita de que as crenças religiosas são o tipo de coisa que se espera que a pessoa deixe de lado quando se dá conta de como o mundo de fato funciona; e que, em geral, é louvável ´crescer´ afastando-se gradualmente dessas crenças como parte do processo natural de amadurecimento”.

Além disso, o mundo acadêmico potencializa o risco do abandono da fé em virtude da nova percepção de vida que o jovem geralmente possui no período em que cursa o nível superior, que coincide com uma fase de busca de maior liberdade, independência e tentativa de rompimento com os paradigmas anteriormente vivenciados, principalmente a religião.

Não bastassem tais fatores, é possível mencionar ainda a influência negativa exercida pelas más companhias,resultado da amizade com pessoas destituídas de propósito e perspectiva de vida, os quais estão mais preocupados em “curtir” a vida por meio da sexualidade hedonista, consumo de álcool e drogas, ao invés de se dedicarem aos estudos.

A importância do estudo universitário

Apesar desses indicadores nocivos à vida cristã, [em parte] comprovados pelas pesquisas anteriormente mencionadas, a inserção do cristão nas universidades continua sendo algo vital. Utilizo a expressão “em parte” porque os estudos mencionados não traçam o paralelo para apontar o diferencial entre o abandono da fé cristã daqueles que ingressam no estudo de nível superior em relação àqueles que não ingressam.

Tal paralelo seria importante para quebrar alguns mitos, afinal o percentual de jovens que abandonam a fé cristã independentemente de cursarem uma faculdade também é muito alto.

Frank Turek, que há pouco tempo debateu sobre esse tema nos Estados Unidos, conforme publicação do Christian Post, de igual forma concluiu que o abandono da fé também é gritante entre os que não vão para a faculdade. Turek ressalta que após o término do ensino médio é comum que jovens cristãos pretendam dar uma pausa para o seu relacionamento com a igreja. Ele afirma ainda que isso ocorre tanto em relação aos católicos quanto aos evangélicos, e que isso se deve em grande parte ao “cristianismo fácil e de entretenimento” tão pregado atualmente, o qual não incentiva as pessoas a desenvolverem uma vida cristã focada na verdade, mas sim na emoção.

De qualquer forma, reforço a afirmação de que a inserção do cristão no mundo acadêmico continua sendo algo vital, apesar das pesquisas. Isso porque, exatamente dos bancos das universidades estão saindo os líderes que irão influenciar culturas e ditar o(s) caminho(s) da política e da educação. Nesse sentido, se negligenciarmos o ensino de nível superior por causa do ataque à fé cristã, estaremos também negligenciando a necessidade de influenciar a cultura, a política e a educação por meio do evangelho de Cristo.

Parafraseando James Dobson, é possível dizer que: As crianças (e os jovens) são o prêmio aos vencedores da guerra social. Aqueles que controlam o que é ensinado aos jovens e o que eles vivenciam – o que vêem, ouvem, pensam e acreditam – determinarão os rumos do futuro da nação. Sob esta influência, o sistema de valores predominante de toda uma cultura pode ser redirecionado em uma geração, ou certamente em duas, por aqueles que têm acesso ilimitado aos jovens.

Preparando os jovens cristãos

Cientes desse cenário, ao invés de a igreja desestimular a ida dos cristãos para a universidade, precisa quebrar a velha e ultrapassada dicotomia entre fé e educação superior, preparando os cristãos a testificar sobre o Reino naquele ambiente. E felizmente isso tem sido cada vez mais frequente, com o surgimento de instituições que visam ajudar o cristão a viver a fé dentro do campus, como por exemplo a ABU – Aliança Bíblica Universitária e a Agência Pés-Formosos.

A preparação a que me refiro pode se dar em dois aspectos:

Primeiro, em relação ao ataque contra Deus e o cristianismo, o preparo precisa ser intelectual. Os jovens precisam receber educação cristã de qualidade, especialmente apologética, com vistas a rebater os argumentos que lhes são apresentados. Como bem escreveu Nancy Pearcey, “a apologética básica tornou-se habilidade crucial para a simples sobrevivência. (…) A tragédia é representada inúmeras vezes quando os adolescentes cristãos arrumam as malas, despedem-se dos pais e vão para universidades seculares, apenas para perder a fé antes de se formarem, tornando-se presas das mais recentes novidades intelectuais”

Segundo, no que se refere à identidade do cristão, a preparação é eminentemente espiritual. O testemunho do jovem cristão dentro da universidade decorre da sua comunhão com o Senhor, baseado em uma vida de entrega irrestrita. Nesse caso, a espiritualidade vivenciada apta a produzir frutos não se contenta com o simples nominalismo, antes, deve estar consubstanciada em um compromisso verdadeiro de uma vida de dependência ao Senhor, oração e leitura da Bíblia.

Nesse sentido, fazendo outra paráfrase, agora das palavras de Jesus, baseado em tudo o que já foi dito. Não peçamos para que Deus tire os jovens cristãos do campus (mundo), mas que os livre do mal (Jo. 17.15).

Valmir Nascimento

* Para refletir: 1969- 2009.

quinta-feira, maio 6th, 2010

* “Na escola católica, não soubemos apresentar uma alternativa”

sexta-feira, abril 30th, 2010
Cardeal Cañizares abre congresso sobre educação em Valência, Espanha
O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cardeal Antonio Cañizares, reconheceu que a escola católica não soube apresentar um alternativa, e sublinhou a necessidade de se promover uma nova visão do homem e da mulher. A declaração foi feita na conferência de abertura do III Congresso Internacional de Educação Católica para o século XXI, promovido pela Universidade Católica de Valência San Vicente Mártir. “Devemos reconhecer que na escola católica não soubemos apresentar uma alternativa e é necessário faze-lo, pois a escola católica tem uma concepção nova de homem e mulher a oferecer, voltada para o futuro e para a esperança”, declarou.

A este propósito, o purpurado convidou a fazer “um exame de consciência” diante do fato de que 30% da sociedade espanhola foi educada na escola católica “e não se verifica sua incidência em tudo o que vem ocorrendo em nossa sociedade”.

Este percentual “deveria contribuir para que nossa cultura não fosse uma cultura de morte ou uma cultura relativista, mas sim uma cultura do amor e da verdade que nos torna livres”.

Em “tempos de indigência” e de “crise de sentido e de verdade”, a escola católica “não pode assumir um papel de neutralidade”, mas deve “remar contra a corrente”, observou.

Para o prefeito da Congregação vaticana, a escola católica deve ser “uma escola revolucionária e livre, porque o mundo necessita de uma mudança decisiva, sem a qual não haverá futuro”.

Segundo o cardeal Cañizares, o “pior dos males” em nossa sociedade atual é “não se saber mais o que é moralmente bom e moralmente válido”.

Dificuldades

Analisando o atual momento educacional, o cardeal sublinhou que dificuldade em se “educar em uma sociedade que admite o aborto”, com “leis contrárias à família” e “uma televisão como a que dispomos atualmente, pela qual se difunde uma visão de homem de todo contrária à dignidade da pessoa humana”.

O purpurado referiu-se ainda ao “injusto sistema social”, com “ricos sempre cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres”.

O sistemas educacionais atuais, acrescentou, falharam porque “não foram capazes de responder adequadamente à questão e às exigências da educação”.

No que diz respeito à Espanha, o cardeal Cañizares referiu-se à lei espanhola da educação “como uma das maiores falhas da sociedade espanhola, pelo predomínio da razão instrumental em detrimento do exercício da razão na busca pela verdade, que enterra as questões mais fundamentais a respeito do ser humano”.

Jesus Cristo no centro

A escola católica “deve contribuir para uma nova humanidade na síntese entre fé e razão”, prosseguiu, destacando que “ao centro da concepção cristã da escola católica está Jesus Cristo, e sua mensagem de salvação”.

Segundo o purpurado, nas escolas católicas não deve tão somente se processar “um ensinamento de valores”, mas também “da arte de viver, que está na base da evangelização”.

“Não há porque temer a liberdade, pois a escola católica tem a vocação de transformar a sociedade”, disse ainda.

Dirigindo-se as professores, o cardeal Cañizares enfatizou a importância da “coerência” no exercício de sua função.

“Não se trata apenas de ensinar, mas principalmente de testemunhar aquilo que ofertamos: a arte de viver, a humanidade nova”, indicou.

O congresso, realizado em Valência entre os dias 26 e 28 de abril, abordou a questão da infância com fase fundamental na constituição da personalidade da pessoa e portanto, foco prioritário de atuação no contexto da atual “emergência educacional”.

Zenit

* O mundo moderno e seus “valores” eternos.

quarta-feira, abril 14th, 2010
Vladimir Lachance

Há uma mania da mentalidade do homem dos nossos dias de transformar em valores eternos invenções recentissimas, estabelecendo com estas invenções uma relação de necessidade forçosa, como se não fosse possível conceber uma humanidade, uma idéia de mundo, em que não houvessem tais coisas.

Itens completamente desconhecidos por mais de vinte séculos de ocidente, são tomados como realidades que não só se aplicam aos dias correntes, mas servem para explicar porque nas épocas anteriores as pessoas se comportavam de determinada maneira.

Um exemplo muito claro disto se dá com a televisão: item de primeira necessidade na maior parte dos lares brasileiros, ao qual se ainda não se prestam cultos públicos, parece não está muito distante o dia em que irá acontecer. Certos comentários, que costumamos encarar levianamente demonstram este vício do “ad aeternum”.

Por certo, a maioria de nós já ouviu a explicação de que antes, as pessoas tinham muitos filhos por que não havia televisão para distraí-las; na falta do que fazer, elas procriavam… Sim, a explicação pode ser encarada como uma brincadeirinha, um dito que se repete para distender os animos; mas, não se pode deixar de notar a presença da tendência que descrevemos acima. Há uma projeção exagerada de uma realidade que não chega a ter nem 100 anos e que acaba sendo estendida para uma interpretação das realidades familiares de mais de 2000 anos.

A singela análise sociológica que deveria ser utilizada num sentido inverso, é utilizada para absolutizar aquilo que é efêmero: no caso, a televisão. Ou seja, a explicação poderia relacionar o fato da brusca diminuição da prole com o fenômeno recente da televisão, e não o contrário: dizer que pela falta dele, as famílias eram numerosas. E mesmo esta relação entre tv e diminuição do número de filhos não poderia explicar-se simplesmente pela idéia de que surgiu uma “distração”, como se a união dos conjuges só se desse como forma de entretenimento, idéia esta também que só ganha corpo nos nossos tempos – de onde se vê mais uma vez esta tendência de “ad aeternum” do homem moderno.

Outra reivindicação moderna nos leva ao assunto da moral e Igreja: o uso de preservativo. É costumeiro ouvir protestos do tipo: “É absurdo que a Igreja queira impor seus valores morais para o mundo, ainda mais impedindo que as pessoas usem preservativo, como se vivessemos no séc. XIX!“. E o argumento se repete. O mundo desconheceu o preservativo por séculos e séculos; a Igreja nunca precisou condenar tal uso pois ele nem sequer existia. Ela limitou-se a condenar uma invenção que também não chega aos 100 anos, provando que o mundo passou muito bem sem os preservativos por um longo período. O que, para os indignados com a postura da Igreja, é absurdo ser imposto, na verdade é o que sempre existiu. Eles pensam: “é impossível viver sem eles (os preservativos)!”, voltando a eternizar aquilo que só é caro e afeito à sua própria mentalidade.

É este homem moderno que não se apega a dogmas, é ele que não tem preconceitos, é ele que grita aos quatro cantos que não se pode impor nenhuma regra moral, cultura e religião; este homem não consegue entender a moral, cultura e religião que forjou a ele mesmo; não consegue respeitar a tradição da qual ele é fruto.

* Falece mulher que salvou 2.500 crianças do gueto de Varsóvia.

quinta-feira, abril 8th, 2010

Irena Sendler faleceu esta segunda-feira em Varsóvia, aos 98 anos.Era conhecida como «o anjo do Gueto de Varsóvia», por ter salvo do Holocausto 2.500 crianças judaicas.

Irena, uma assistente social, organizou e dirigiu um grupo de mais de 20 pessoas para salvar da morte as crianças nesse bairro da capital polaca sob a ocupação socialista-nazista. A Fundação Internacional Raoul Wallenberg qualificou Sendler como «uma das mais heróicas salvadoras católicas do Holocausto».

Este trabalho levou Irena a suportar a tortura na prisão nazista e uma condenação à morte que, miraculosamente, acabou por não ser executada.

Irena Sendler nasceu na Polónia, em 1910.

Quando a Alemanha invadiu o país em 1939, Irena era enfermeira no Departamento de Bem-Estar Social de Varsóvia que era responsável pelos refeitórios da cidade.

Ali trabalhou incansavelmente para aliviar o sofrimento de milhares de pessoas, tanto judeus como católicos. Graças a ela, estes refeitórios não só proporcionavam comida para órfãos, idosos e pobres, mas também entregavam roupa, medicamentos e dinheiro.

Para evitar as inspecções, registava as pessoas sob nomes católicos fictícios ou inscrevia-as como pacientes de doenças muito contagiosas, como o tifo e a tuberculose.

Em 1942, com a designação de uma área fechada para alojar os judeus, conhecida como o «Gueto de Varsóvia», as famílias só podiam esperar uma morte certa.

Irena uniu-se ao Conselho para a Ajuda de Judeus, organizado pela resistência polaca, explica a Fundação Wallenberg.

Conseguiu obter um passe do Departamento de Controle Epidémico de Varsóvia para poder ingressar no gueto de forma legal.

Após a guerra, trabalhou para o bem-estar social; ajudou a criar casas para idosos, orfanatos e um serviço de emergência para crianças.

Em 1965 recebeu o título de Justa entre as Nações pela organização Yad Vashem de Jerusalém e em 1991 foi declarada cidadã honorária de Israel.

Zenit

***

A sua filha, Janina Zgrzembska, não deu grandes detalhes sobre o falecimento da mulher que gostava de recordar que a “educaram a partir da crença de que se deve salvar as pessoas não importa a religião ou nacionalidade”.

Irena Sendler trabalhava antes da guerra com famílias judias pobres de Varsóvia, a primeira metrópole judia da Europa, onde viviam 400.000 dos 3,5 milhões de judeus de toda a Polónia.

A partir do Outono de 1940, passou a correr muitos riscos ao fornecer alimentos, roupas e medicamentos aos moradores do gueto instalado pelos nazistas.

A polonesa conseguiu retirar de maneira clandestina milhares de crianças do gueto e alojava-as entre famílias católicas e conventos.

“Fomos testemunhas de cenas infernais quando o pai estava de acordo, mas a mãe não”, comentou a um site na internet dedicado a ela.

As crianças eram escondidas em maletas e retiradas por bombeiros ou em caminhões de lixo.

Em alguns casos chegavam a ser escondidas dentro dos abrigos de pessoas que tinham autorização para entrar no gueto. Sendler foi presa na sua casa em 20 de Outubro de 1943.

Durante o período em que ficou detida no quartel-general da Gestapo, foi torturada pelos nazistas que quebraram os seus pés e pernas. Ainda assim, ela não falou nada. Logo depois, foi condenada à morte, mas milagrosamente foi salva quando a conduziam à execução por um oficial alemão, que a resistência polonesa conseguiu corromper.

Sendler continuou a sua luta clandestina sob uma nova identidade até ao final da guerra, trabalhando como supervisora de orfanatos e asilos no seu país. Nunca se considerou uma heroína. “Continuo com a consciência pesada por ter feito tão pouco”, confessou.

Devido ao seu estado de saúde delicado, Irena Sendler não participou na cerimónia que a homenageou em 2007, mas enviou uma sobrevivente, salva por ela num gueto quando bebé, em 1942, para ler uma carta em seu nome. “Convoco todas as pessoas generosas ao amor, à tolerância e à paz, não somente em tempos de guerra, mas também em tempos de paz”, escreveu.

***

Descanse em paz, Irena.

* Cardeal Scola: “universidade não pode se limitar a transmitir competências”.

terça-feira, março 30th, 2010
Patriarca de Veneza fala na festa do Ateneu Pontifício “Regina Apostolorum”

A Universidade deve se tornar um lugar de busca e verificação da verdade, onde se aprende a lançar “um olhar unitário sobre o real”, e não apenas meras competências.

No dia dedicado, como em todos os anos, à festa deste Ateneu – que congrega estudantes, professores, amigos e colaboradores, unidos no empenho do serviço à Igreja – o cardeal Angelo Scola, Patriarca de Veneza, discorreu, em sua Lectio magistralis, sobre o tema “Paidéia e Universidade”, tratando do desafio educacional no âmbito do pensamento pós-moderno e da contribuição que as instituições educacionais têm a oferecer.

Em sua reflexão, o cardeal começou por explicar o conceito de Paidéia, entendida como “verdadeiro e próprio agir educativo”, recorrendo ao pensamento de Jacques Maritain, que no livro “Por uma filosofia da educação”, afirma: “o que é mais importante na educação não é um exercício do educar, nem muito menos de ensinamento”.

De fato, acrescentava o filósofo francês: “a experiência, que é fruto incomunicável do sofrimento e da memória, por meio da qual se cumpre a formação do homem, não pode ser ensinada em nenhuma escola nem em nenhum curso”.

A noção de Paidéia sugerida por Maritain, continuou o cardeal, é a única capaz de fornecer “as bases para aquele ‘cuidado para com as gerações’ que está na essência de toda atividade educacional. Somente a noção de experiência consente esta possibilidade”.

Portanto, continuou, “ensinamento e educação dependem de um envolvimento recíproco de vida, de experiência em seu sentido pleno”.

Todavia, lamentou o purpurado, “a partir da época moderna, no âmbito euro-atlântico, a universidade passou a praticar de fato uma exclusão dos saberes ligados às questões últimas, principalmente quando associados à perspectiva cristã de revelação, uma vez que estes se tornam estranhos ao rigor do conhecimento científico”.

Esta “marginalização” levou, por exemplo, a negar à teologia e à filosofia a possibilidade de responder adequadamente às questões referentes à realidade última das coisas”.

“Hoje – observou – recebe esta incumbência, em seu lugar, a tecno-ciência, a qual é progressivamente considerada a única depositária da verdade – sempre falseável (Popper)–, também acerca do homem e dos fatores fundamentais à sua existência: o amor, o nascimento, a morte; isto produziu mudanças radicais, diretamente associadas à questão da educação”.

“Na época moderna, suprimido o papel da teologia, que se reduz ao status de uma disciplina dentre as demais, a cientificidade que vulgariza as diferentes disciplinas universitárias já não trata diretamente da questão do objeto do conhecimento – a verdade – mas apenas das metodologias de formulação do próprio discurso científico”.

“A inevitável consequência desta abordagem” – prosseguiu – “é a de que a universidade deixa de ser um espaço de busca e verificação de uma hipótese sobre a verdade última – e, portanto, de autêntica Paidéia – para reduzir-se a um espaço de simples transmissão de competências, ainda que não renunciando a eventualmente ‘dizer algo’, sempre provisório, sobre a verdade (pensemos no bios, na ‘formação do universo’ ou nas neurociências), com utilidade apenas instrumental”.

Diante de um sistema universitário caracterizado pela complexa articulação de programas curriculares e disciplinas diferenciadas, “uma educação adequada não pode renunciar a um cuidado especial pela unidade do sujeito cognoscente”.

E, no entanto, pergunta o purpurado, “como é possível hoje fundamentar a unidade do sujeito? Como se pode evitar reduzir a teologia a mais uma das tantas especializações, útil apenas para desempenhar determinada função – a de sacerdote, a de teólogo, e de professor de religião – mas no fundo, social e culturalmente irrelevante?”

Primeiramente, explica ele, “é fundamental que a teologia se relacione, num confronto franco e aberto, não apenas com as demais disciplinas, mas também com todas as questões que, de maneira por vezes dramática, caracterizam a vida de nossa sociedade”.

“Se pensarmos nas descobertas impressionantes em curso neste momento, por exemplo no âmbito da neurociência e da biologia, e nas respectivas questões éticas e antropológicas que estas suscitam, veremos que a teologia não pode se eximir de sua responsabilidade de manter estreitas relações com estes conhecimentos – relação pautada no respeito aos estatutos próprios de cada um destes, sem se permitir aventurar por perigosos e equivocados ecletismos”, acrescentou.

“Por outro lado, a teologia deve ser capaz de sustentar a razoabilidade do evento de Jesus Cristo enquanto hipótese interpretativa da realidade. Tal hipótese, de fato, não sufoca o livre exercício da razão; ao contrário, exalta as faculdades críticas do homem ao exigir um confronto a 360 graus com a realidade”.

“A proposta cristã, de fato, fixada em sua integralidade objetiva, não é um salto no escuro”, disse.

“E ao conhecer, integralmente comprometido, o homem se reconhece”, concluiu.

***

Excelente!

Sinto falta de ouvir isso aqui no Brasil. Essa visão integral do conhecimento e da busca honesta pela verdade onde “os saberes” se complementam e conduzem o Homem ao encontro daquela verdade última: Deus!

Formando personalidades cristãs maduras, conscientes de sua identidade batismal e de sua missão evangelizadora na Igreja e no mundo.
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