Por Arquivo junho, 2009

Capelas serão fechadas no Piaui.Ponto para o laicismo!

terça-feira, junho 30th, 2009

Promotor manda órgãos públicos fecharem capelas
Governo, prefeitura e entidades assinarão termo de ajustamento de conduta.

O Ministério Público Estadual do Piaui determinou a retirada de imagens de santos e o fechamento das capelas de todos os órgãos públicos do Piauí.

Cerca de 14 entidades representaram contra o governo e a prefeitura pedindo o cumprimento da lei que garante o Estado Laico no Brasil. O Piauí é o primeiro estado brasileiro a determinar o cumprimento da medida.

As entidades vêm lutando contra a manutenção de imagens católicas há algum tempo. A ação foi motivada pelo descontentamento de evangélicos que são servidores públicos.

O promotor Edílson Farias propôs a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta, onde os órgãos públicos são obrigados a retirar as imagens e fechar as capelas, acatando as justificativas das entidades, embasadas na Constituição Federal.

Segundo o promotor, o MPE fará um estudo do caso de cada órgão para determinar as condições e o prazo para o cumprimento dos termos. ?Vamos estudar cada caso e redigir os termos. Cada órgão vai assinar em separado. Os órgãos militares, por exemplo, têm uma legislação específica. Nós vamos estudar essa legislação para saber como será o termo?, declarou.

Porém, a advogada da Igreja Católica Adriana Ferro, principal instituição prejudicada com a decisão, ?o Estado Laico permite o culto às imagens, não quer dizer que o país tenha que ser ateu?. Já para o babalorixá Luanderssir de Oxum, o que as entidades querem é somente o cumprimento da Lei Federal.

***

Sobre  a retirada dos Símbolos religiosos ,o papa já havia se pronunciado.

Abaixo reproduzimos sua intervenção.

É necessário “elaborar um conceito de laicidade que reconheça a Deus e sua lei moral, a Cristo e à sua Igreja o lugar que lhes corresponde na vida humana, individual e social, e que afirme e respeite a “legítima autonomia das realidades terrenas”. Assim falou o Papa Bento XVI ao receber neste fim de semana os participantes do 56º Congresso nacional de estudo, promovido pela União de Jurista Católicos Italianos, que se realiza em Roma, dedicado ao tema: “A laicidade e as laicidades”.

Em seu discurso o Papa afirmou que a origem do conceito de laicidade, “a condição do simples fiel católico, não pertencente ao clero nem ao estado religioso“, na Idade Média tinha um significado “de oposição entre poderes civis e hierarquias eclesiásticas e, atualmente, de exclusão da religião e de seus símbolos da vida pública mediante seu confinamento ao âmbito do privado e da consciência individual. Deste modo, ao termo laicidade se atribuiu uma acepção ideológica oposta à que tinha ao princípio“.

Logo de salientar que a laicidade se entende hoje como “separação total entre o Estado e a Igreja, sem que esta última tenha direito de intervir em temas relativos à vida e ao comportamento dos cidadãos”, assim como a “exclusão de símbolos religiosos dos lugares públicos”, o Papa Bento XVI indicou que neste contexto, hoje se fala de “pensamento leigo, de moral leiga, de ciência leiga, de política leiga. Na base desta idéia existe uma visão a-religiosa da vida, do pensamento e da moral: uma visão na que não há lugar para Deus, para um Mistério que transcenda a pura razão, para uma lei moral de valor absoluto, vigente em todos os tempos e em todas as situações”.

O Papa recordou que a Igreja não pode intervir em política, já que seria uma “ingerência indevida”, mas por outro lado, “a laicidade sã – assegurou – supõe que o Estado não considere a religião como um simples sentimento individual, limitado ao âmbito privado”, mas sim que seja “reconhecida como presença comunitária pública. Isto supõe que a cada confissão religiosa – sempre que não seja contrária à ordem moral e não suponha um perigo para a ordem pública – se garanta o livre exercício de suas atividades de culto”.

Não é laicidade, mas laicismo, continuou, “a hostilidade a toda forma de relevância política e cultural da religião; à presença, em particular, de todo símbolo religioso nas instituições públicas”, assim como impedir “à comunidade cristã e àqueles que a representam legitimamente o direito de se pronunciarem sobre os problemas morais que hoje interpelam a consciência de todos os seres humanos, em particular dos legisladores e juristas”.

Não se trata - prosseguiu – de uma indevida ingerência da Igreja na atividade legislativa, própria e exclusiva do Estado, mas sim da afirmação e da defesa dos grandes valores que dão sentido à vida da pessoa e salvaguardam sua dignidade. Como estes valores, antes de ser cristãos, são humanos, não deixam indiferente e silenciosa a Igreja, que tem o dever de proclamar com firmeza a verdade sobre o ser humano e sobre seu destino”.

O Papa concluiu insistindo na necessidade de “fazer compreender que a lei moral que nos foi dada por Deus e que se manifesta com a voz da consciência, não tem como fim nos oprimir, mas sim nos liberar do mal e nos fazer felizes. Trata-se de mostrar que sem Deus o homem está perdido e que a exclusão da religião da vida social, em particular a marginação do cristianismo, socava as próprias bases da convivência humana. Estas bases, antes de ser de ordem social e política, são de ordem moral”.

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* Você se veste com modéstia?

terça-feira, junho 30th, 2009


Jason Evert

Perguntam as mulheres…

” Eu não entendo a questão da modéstia. Se um cara tem uma imaginação má, isso é problema dele e não meu. Porque é que tenho de me vestir de uma certa forma por causa dele? “

Se você for uma mulher jovem que tenha se cansado do modo como os caras muitas vezes tratam as mulheres, e perguntou o que poderia ser feito para restaurar um sentimento de respeito, saiba que sua arma número um para reformar o mundo é a modéstia.

O problema é este: Muitos homens hoje não sabem como se relacionar com as mulheres. Mas, o remédio para esta doença está nas mãos das mulheres. “Em última análise, parece que só os homens podem ensinar outros homens como se comportar em torno de mulheres, mas os homens têm de ser inspirados pelas mulheres em primeiro lugar, inspirados o bastante para pensar que vale a pena serem corteses com as mulheres”. (1)

Como isso vai acontecer? Bem, as mulheres jovens tendem a estar conscientes de que têm o poder de seduzir um homem. Mas algumas meninas estão conscientes de que a sua feminilidade pode ser usada para educar um rapaz. Pela forma como se veste uma menina (para não falar do jeito que ela dança), ela tem uma extraordinária capacidade para moldar um homem em um cavalheiro ou em uma besta.

Eu tenho lido dezenas de milhares de páginas sobre teologia e sexo, mas eu nunca aprendi como tratar uma mulher até que eu tive um encontro com uma que se vestia modestamente. Foi cativante, e eu percebi pela primeira vez que a roupa imodesta impede de ver uma mulher por quem ela é. Trajes imodestos podem atrair um homem pelo corpo da garota, mas desviá-lo de vê-la como uma pessoa. Nas palavras de um homem, “Se você quer um homem para respeitar-te, e talvez até se apaixonar por você, então você deve mostrar a ele que você se respeita e que você reconhece a sua dignidade diante de Deus“. (2)

Quando uma mulher veste-se modestamente, inspira o homem de uma forma que eu não estou envergonhado de dizer que eu não consigo explicar. Eu suponho que é seguro dizer que isso transmite o seu valor para nós. Quando uma mulher veste-se modestamente, eu posso levá-la a sério como uma mulher porque ela não está preocupada com clamar por atenção. Tal humildade é radiante. Infelizmente, muitas mulheres estão tão preocupadas em virar a cabeça dos homens que elas ignoram o seu poder de transformar os nossos corações.

Às vezes feminilidade é confundida com fraqueza, mas nada poderia estar mais longe da verdade. Uma mulher que é verdadeiramente feminina está bem ciente de que ela poderia se vestir como uma coleção de partes do corpo, e receber inúmeros olhares dos rapazes. Mas ela tem a força para deixar algum espaço para o mistério. Ela vale esperar para ver, e ela sabe disso. Ela confia no tempo de Deus, e ela sabe que não precisa embasbacar homens, a fim de capturar a atenção do homem que Deus tem planejado para ela.

O Papa João Paulo II disse na sua carta sobre a dignidade das mulheres, “Está chegando a hora em que a vocação da mulher será reconhecida em sua plenitude, a hora em que as mulheres adquirem no mundo uma influência, um efeito e um poder até então nunca alcançado. É por isso que, neste momento, quando a raça humana está sofrendo uma transformação tão profunda, as mulheres imbuídas de um espírito do Evangelho podem fazer muito para ajudar a humanidade a não cair.” (3)

Então, o que é modéstia? Para começar, não é sobre parecer tão feio quanto possível. Trata-se de tomar a beleza natural da mulher, e utilizá-la para irradiar uma mensagem mais profunda sobre a sua identidade. Ela é uma filha do rei do céu, e os seus trajes, posturas, maneirismos não devem distrair disso. Ela está consciente de que seu corpo é um templo do Espírito Santo, e que seu ventre (e seu corpo inteiro) é sagrado. Isto traz uma certa humildade do corpo, uma vez que humildade é a atitude correta perante a grandeza. Neste caso, é a grandeza de ser feita à imagem e semelhança de Deus.

Isso não é um “eu sou mulher, ouça-me rugir!”, mas um sentimento sereno de não necessitar buscar cegamente a atenção. Claro, a maioria dos caras vai ficar de boca aberta para a mulher que se veste de maneira provocante, mas no seu coração, você quer atrair olhares estúpidos ou quer ser amada? Você quer amor verdadeiro. Mas quando uma menina se veste imodestamente ela muitas vezes não percebe que está atirando no próprio pé, para encontrar a intimidade que ela anseia. Quando uma mulher usa roupas que não podem ser mais apertadas sem que cortem a circulação sanguínea, ela está enviando uma mensagem clara aos rapazes. Esta mensagem diz: “Ei rapazes, a melhor coisa sobre mim é o meu corpo.” Eles olham, e provavelmente irão concordar. Portanto, se o seu corpo é a melhor coisa sobre ela, toda sua essência está decaída. Se isso é o melhor que ela tem para oferecer, então por que ele deveria querer conhecer o seu coração, seus sonhos, seus medos, e sua família? Ele quer conhecer o seu corpo.

Vestir-se imodestamente também prejudica as chances de uma garota ser amada, devido ao tipo de pessoa que será atraída para ela, e como irá tratá-la. Pela maneira como a garota se veste, ela envia um convite silencioso para os homens para tratá-la do jeito que ela aparenta ser. Por exemplo, considere uma revista que eu vi recentemente em um quiosque no aeroporto: Na capa era uma mulher vestindo uma saia curta que poderia ser confundida com um cinto largo. Seu top hermeticamente apertado era apenas do tamanho de um guardanapo desdobrado, e em grandes letras em negrito em toda a superfície da blusinha estava escrito “Suzie (ou qualquer que seja o seu nome – Não me lembro) quer que os homens a respeitem!”. Eu desejei-lhe boa sorte e caminhei para o meu portão de embarque (depois de cobrir a revista com algumas edições da Quilty Digest. Considero isto uma obra de misericórdia – vestir os nus). Embora uma garota mereça respeito, não importa o que ela use, um rapaz pode dizer o quanto uma garota respeita a si mesma pelo modo como ela está vestida. Se ela não respeita a si própria, provavelmente os homens irão se guiar por sua conduta.

Eu realmente acredito que, no coração de uma mulher, não há desejo de parecer sexy. Existe um desejo de receber atenção, carinho e amor? Certamente. Mas, existe um desejo de ser reduzida a um objeto sexual? Nenhuma garota quer isso, mas muitas o fazem para receber gratificação emocional. Agora, quando uma garota coloca uma blusinha apertadíssima deixando a barriga de fora e mostrando o umbigo, ela não está pensando em como pretende levar os homens ao pecado. A garota pensa, “A mulher na capa da revista usou isso, e isso faz com que os homens virem-se para olhar. Então, se eu usar isso, vão olhar para mim, e eu poderia conhecer um cara legal”. De forma mais simples: “Eu quero ser amada.”

Então, vamos assumir que uma garota vestida provocadoramente atravesse o caminho de um homem realmente bom. O homem que ela anseia encontrar não é melhor por causa da sua roupa. Devido ao fato dos homens serem mais estimulados visualmente do que as mulheres, a falta de pudor pode facilmente acionar pensamentos concupiscentes. Quando um homem impuro abriga estas idéias que vêm à mente, a nossa sensualidade nos separa de Cristo, fonte de amor incondicional. Será que uma mulher realmente deseja separar os homens da fonte do amor incondicional que ela busca? Se não, então porque não optar pela roupa mais modesta? Não há nada de errado em usar coisas que fazem você parecer atraente, mas como uma mulher cristã, roupas sedutoras e sexy não devem ser parte do seu armário. Se o seu coração está dizendo, “Isso é muito curto?” ou “Isto parece muito apertado?” Ouça essa voz, porque ela já respondeu a sua pergunta.

Peço-vos para ouvir esta voz para seu bem e para o nosso. Para o seu bem, saiba que como um fosso rodeia um castelo, a modéstia guarda o tesouro da castidade. Para o nosso próprio bem, lembremos quando Caim matou Abel lá em Gênesis: quando Deus perguntou onde estava seu irmão, Caim respondeu, “Eu sou o guardião do meu irmão?” Da mesma maneira, é muito fácil para os rapazes e as moças eximirem-se da responsabilidade que temos de levar um ao outro para a pureza. Precisamos adotar a atitude de São Paulo Apóstolo, e viver de forma a não fazer nada que provoque o tropeço de seu irmão (Rom. 14,21).

Algumas garotas gastam mais energia tentando fazer com que os rapazes as notem (mesmo que elas não tenham interesse nos caras) do que tentando centrar a atenção de jovens homens em Deus. Como uma mulher de Deus, use a beleza de sua feminilidade para capturar almas para Deus. Não há nenhum problema com parecer atraente. Os problemas surgem, porém, quando o vestuário (ou a falta dele) é usado de uma forma desonesta, ou quando uma pessoa cai em vaidade e excesso de preocupação com parecer perfeita. Seu corpo é precioso aos olhos de Deus, e você não precisa parecer uma deusa para merecer amor.

(1.) Shalit, A Return to Modesty, p. 157.
(2.) Mike Mathews, “Sexy Fashions? What Do Men Think?” Lovematters.com, p. 10.
(3.) João Paulo II, Mulieris Dignitatem (Intro), op. cit., p. 44

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Geografia da fé na história

segunda-feira, junho 29th, 2009

Vejam o link abaixo,

a GEOGRAFIA DA FÉ e sua evolução histórica.É de um site de Israel.

Muito bom..

Copie e cole em seu navegador.Vale a pena!

http://redir.mivzakon.co.il/redir.aspx?id=5053

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Rezemos por Honduras.

domingo, junho 28th, 2009

Não estava ciente do que estava acontecendo em Honduras. A Corte Suprema do país pediu ontem “a volta do General Romeo Vásquez  ao cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas”, segundo esta notícia publicada ontem à noite.

O presidente do país, Manuel Zelaya, quer convocar uma Constituinte e tencionava fazer uma consulta popular sobre o assunto. “A Justiça e as autoridades eleitorais disseram que a pesquisa é ilegal” e, por isso, o general Vásquez recusou-se a dar apoio ao referendo, razão pela qual foi destituído pelo presidente.

Recebi também ontem à noite um email sobre o país, com um pedido de orações que tomo a liberdade de publicar aqui:

Amigos,

Como já sabem, sou de Honduras, na America Central. Peco oracoes pela situacao em meu pais. Aqui o presidente atual está virando ao socialismo, e agora quer implantar pela forca uma nova constituicao de fundamento socialista. Para isso ganou-se o apoio do povo, dos camponeses, em contra dos outros membros do governo. Está promovendo uma consulta para emitir a nova constituicao apoiada pelo povo quase em totalidade (pobres) mais rejeitada pelo Tribunal Supremo como ilegal. Agora quer fazela pela forca, causando um conflicto com o Congreso e com o exército.

Hoje se diz por aí que pode haver um golpe de Estado nas próximas horas, todas as empresas e escolas estao já cerradas, a capital está deserta porque todos iram já para suas casas pelo temor do que poda acontecer.

De ficar no poder, o presidente instaurará um governo do estilo chavista. Como  os Bispos pronunciaram- se contra o presidente, é de crer que a situacao da relacao da Igreja com o Estado tornará-se muito dificil.

Peco que rezem por este pobre pais, pela Cristandade (ou o que resta dela) neste pais.

Fonte: Jorge Ferraz

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A Espanha é no Piaui.Laicismo mostra sua cara.

domingo, junho 28th, 2009

Piauí pode ser o primeiro estado obrigado a tirar santos de repartições

O Piauí poderá ser o primeiro Estado do Brasil em que os gestores públicos podem ser obrigados a retirar das repartições públicas os símbolos religiosos lá existentes.

Tramita nesse sentido uma representação junto ao Ministério Público Estadual, assinada por 14 organizações da sociedade civil, dentre elas, Católicas pelo Direito de Decidir, Matizes, Liga Brasileira de Lésbicas. O Ministério Público Estadual marcou para a próxima terça-feira (30/06), uma audiência pública, para discutir o assunto. O evento acontecerá a partir das 9h, no Auditório do próprio MPE.

Foram convidados os chefes dos poderes públicos estadual e municipal (de Teresina) e representantes da sociedade civil. Segundo o Promotor de Justiça Edilsom Farias, o objetivo dessa Audiência é sensibilizar os gestores públicos a, espontaneamente, retirarem os símbolos religiosos, templos e capelas hoje existentes em órgãos como o DETRAN, a Assembléia, a PM/PI, a Secretaria da Educação, uma vez que o art. 19, I da Constituição Federal veda expressamente essa prática. Caso os gestores insistam em manter os simbolos, o Ministério Pùblico ajuizará uma ação civil pública, pleiteando que o Judiciário determine a retirada.

Para Lúcia Quitéria (da Ong Católicas pelo Direito de Decidir), a intenção das 14 entidades que protocolaram a representação junto ao MPE é tão somente fazer cumprir o texto da Constituição Federal que abraçou o princípio do Estado Laico. “Nossa luta é em defesa do fortalecimento da democracia, da liberdade de crença. Somos 14 entidades, das quais participam católicos, evangélicos, espíritcas, agnósticos e adeptos de religiões de matriz africana. Eu mesma sou católica, mas não acho correto que os órgãos públicos sejam ocupados por símbolos de minha religião, finaliza.

Fonte: http://www.portalaz.com.br/noticia/cidades/138749_piaui_pode_ser_o_primeiro_estado_obrigado_a_tirar_santos_de_reparticoes.html

***

Esta semana postamos sobre isso nos referindo à Espanha.

Basta vê quem estar por detrás desta iniciativa para se perceber onde se quer chegar.

Na verdade, em nome da defesa do “Estado laico” se postula o Estado Ateu,materialista.

A Igreja não quer ocupar o lugar do Estado,por isso defende a laicidade,a separação legitima e necessária do Estado e da Igreja,respeitando suas respectivas competências.

Hoje se defende a retirada dos símbolos religiosos (Católicos) na mesma linha de raciocínio em que se afirma a aprovação do aborto e tenta se impedir a participação dos católicos e cristãos na discussão afirmando que o assunto é de natureza “não religiosa”,já que o estado é leigo e que por isso os argumentos “religiosos”não são válidos.

A tendência é que a “moda” pegue.

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Uma Casa não é apenas uma pilha de tijolos!

domingo, junho 28th, 2009

“O homem é apenas um punhado de moléculas” – diz, com sorriso maroto, o materialista iconoclasta. Tudo o que você conhece e gosta – seus ideais, seus sonhos, sua namorada, o carinho da mamãe, tudo – é ilusório. Os cientistas comprovaram: a realidade é composta de moléculas. Não há Deus.  No entanto, o que torna a afirmação tão perigosa não é a ciência, e sim o uso espertinho da gramática.
É verdade, o homem é (no sentido de “é composto de”) um punhado de moléculas. Até aí, não conheço ninguém que discordaria. O veneno está invisível, escondido na singela expressão “apenas“. “Eu queria apenas me divertir!”; “Foi apenas uma vez!”; “o homem é apenas um punhado de moléculas”. Com apenas uma palavra, todas as esferas da realidade menos uma são eliminadas.
Contudo, não nos deixemos levar: o “apenas” é apenas uma manobra retórica, e não um motivo racional para restringir nosso pensamento à esfera querida por nosso interlocutor. Veja:

Uma casa é uma pilha de tijolos, mas não é apenas uma pilha de tijolos.

Não acredita em mim? Vá aos fundos de uma olaria; lá haverá muitas pilhas de tijolos, mas nenhuma casa.

A definição dada responde à causa material, à pergunta “do que é feito?”, mas é apenas uma parte da resposta à pergunta mais ampla “o que é?”. Faltou o mais essencial: uma casa é definida, antes de tudo, não pelos materiais que a compõem (embora também por eles), mas por seu projeto: ela é dividida em cômodos, cada um com sua função no todo cujo fim último é abrigar e permitir a vida de uma pessoa ou grupo delas.

E o que é esse projeto? Ele está desenhado num papel, na planta, mas ele não é o desenho. Tanto é assim que é possível desenhar o mesmo projeto em outro papel com outro lápis, e nem por isso a casa terá dois projetos.

O projeto é aquilo que o desenho expressa: a estrutura lógica, racional, da construção: os tamanhos e localizações dos cômodos, onde cada material será usado, a função de cada cômodo, etc.

É o projeto da casa, a estrutura lógica que ordena o todo, que a metafísica tradicional chamava de “forma”. A forma não é uma entidade paralela ao ser real; o projeto asbtrato e a casa física não existem separadamente. Tijolos sem projeto, e projeto sem tijolos, não seriam uma casa.

Joel Pinheiro

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Surpreendente e assustador:Relógio Mundial

sábado, junho 27th, 2009

Acesse o link abaixo e veja que dados interessantes e assustadores.

Trata-se de um relógio mundial com projeções aproximadas, baseadas em dados estatísticos colhidos de inúmeras entidades que monitoram indicadores e dados da população mundial.

Chamou-me atenção alguns dados como: Aborto ,Infecções por HIV,doenças infecciosas,Suicido.

Embora projeções,revelam um cenário bastante aproximado da realidade.

Como diz o título daquele famoso filme..”Assim caminha a humanidade..”

O link sugerido é em Português.

***

www.poodwaddle.com/clocks2pw.htm

Se não aparecer,vc deverá baixar o “Adobe Flash Player” para visualizar.

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Você é verdadeiramente LIVRE?

sexta-feira, junho 26th, 2009

Embora a modernidade tenha aberto muitas possibilidades ao homem, poucos se comprometem verdadeiramente com um ideal e com a busca de um sentido verdadeiro para a própria vida.

O homem moderno parece ter-se “libertado” de muitos obstáculos que entravavam a sua liberdade de fora, mas não consegue libertar-se das suas limitações internas

AFINAL…LIVRES PARA QUÊ?

O Artigo é um pouco longo MAS é Imperdível !! Se não der para ler agora,salve,imprima e leia assim que puder.

Como disse certa ocasião Nietzsche: “Quem tem um porquê para viver, Suporta  quase qualquer como” ( Vindo dele,um critico da Igreja,é bem interessante…rs)

***

Grande parte da atual confusão acerca da liberdade se deve ao fato de pensarmos que a liberdade consiste na ausência de restrições externas, esquecendo-nos de que são mais importantes as limitações internas, procuradas ou aceitas, que impedem o desenvolvimento da nossa verdadeira personalidade. Trata-se essencialmente de possuir e de saber exercer um potencial interior que inclui – em íntima relação – o domínio de si, a posse de si e a realização pessoal.

“Tornas livre um homem – dizia James Farmer, destacado líder da campanha em favor dos direitos civis do negro americano -, mas ele ainda não é livre. Falta ainda que se liberte a si mesmo”. E Nietzsche escreveu: “Julgas que és livre? Fala-me da raiz dos teus pensamentos, não de como te livraste do jugo. Achas que foste capaz de livrar-te dele? Muitos abandonaram todos os seus valores ao rechaçarem as suas servidões. Livre de quê? Que importa isso a Zarathustra? Olha-me nos olhos e responde-me: livre para quê?…”

O homem moderno quer ser livre de. Mas o seu problema consiste em não saber para que deve ser livre… E, como resultado, corre o perigo de perder ou abandonar a sua liberdade, nem que seja pela simples razão de que é cada vez menos capaz de propor-se uma meta que valha a pena, para a qual possa orientar essa mesma liberdade.

ESTANCADOS NA ENCRUZILHADA

Em última análise, de pouco serve a liberdade a um homem que careça de valores ou de ideais e, menos ainda, a quem tenha medo de comprometer-se. Ora não há dúvida de que o homem moderno está inseguro dos seus ideais e nada disposto a comprometer-se.

De pouco serve a liberdade àquele que carece de valores ou ideais porque, não tendo na sua vida metas que valham a pena, as suas opções têm pouco ou nenhum valor real. Fundamentalmente, o seu problema é que não é capaz de respeitar as coisas que escolhe, porque escolheu coisas sem valor. Mesmo na hipótese de que haja mais liberdade no mundo de hoje, de que serve essa liberdade a um mundo que perdeu grande parte dos seus critérios de valor? É muito triste orgulhar-se de se terem finalmente aberto todos os caminhos, de se terem varrido todas as restrições que entulhavam esses caminhos, e, ao mesmo tempo, ter a crescente convicção de que são caminhos que não levam a parte alguma…

E de que serve ter abertos todos os caminhos se, no fundo, se tem medo de escolher um dentre eles ou até mesmo de fazer um pouco mais do que tímidas tentativas?, se, quando muito, se ensaiam uns passos por determinado caminho, e logo se está inclinado a desandá-los por tédio ou por cansaço, para depois experimentar outro caminho (outro trabalho, outro homem, outra mulher…), e outro, e outro…?

O homem de hoje contempla com tanto receio a possibilidade de se comprometer que está em perigo de paralisar voluntariamente o seu poder de escolha, a sua própria liberdade. Escolher é comprometer-se. Toda a escolha é um compromisso. Por isso, aqueles que têm medo de escolher ou se limitam a tentativas que abandonam rapidamente, contradizem e anulam a sua própria liberdade.

O homem moderno, como o homem de todas as épocas, está na encruzilhada de vários caminhos, mas enquanto tiver medo de se comprometer, ficará estancado na encruzilhada.

PARALISIA PROGRESSIVA

Esta paralisia progressiva da liberdade, que vai tornando o homem incapaz de escolher de forma segura e duradoura qualquer coisa que lhe exija uma certa “capacidade de suportar”, já não é a simples dificuldade inerente ao poder de escolha, a dificuldade que deriva do simples fato de que a escolha de uma alternativa implica a exclusão de todas as demais1. Isto foi sempre assim, e é o que mais faz pensar a qualquer pessoa com um mínimo de inteligência antes de tomar uma decisão mais séria; assim, por exemplo, a de casar-se, já que, quando se escolhe uma mulher, excluem-se todas as demais. A liberdade sempre representou um risco para o ser humano. Em tempos passados, a maioria preferia enfrentar a questão, mais cedo ou mais tarde, mesmo sabendo que o compromisso era para toda a vida; preferiam “lançar-se” a permanecer indecisos – e sós – diante do risco.

———————————————–

(1) Mons. Escrivá expressa este ponto com a sua característica clareza, e acrescenta um pensamento que deveria ser ponderado por todos os que têm medo do compromisso cristão: “Quando se escolhe uma coisa, muitas outras – também boas – ficam excluídas, mas isso não significa que falte liberdade: é uma conseqüência necessária da nossa natureza finita, que não pode abarcar tudo, muito embora, ao decidir-se em cada momento por Deus – que é o fim último também da ordem natural -, de algum modo se obtém tudo no próprio Deus (cfr. Eccli. XLIII, 27)” (o sublinhado é nosso).

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Mas hoje parece que as coisas vão mais longe. Que alguém que compra um carro ou um eletrodoméstico exija um prazo de garantia pode ser um sinal bastante razoável de prudência. Mas que um número crescente de pessoas não esteja disposta a casar-se sem uma cláusula implícita ou mesmo inconsciente – mas real – que possibilite o divórcio, é sinal de uma arraigada desconfiança e do medo de comprometer-se, o que significa, em última instância, medo do amor.

É verdade que vivemos num mundo dominado pela publicidade, e isso não favorece a confiança: tudo parece ter qualidades tão incríveis e um valor tão extraordinário que acabamos por não acreditar no valor real de quase nada. Mas, se a culpa da nossa desconfiança em relação às qualidades das coisas feitas pelos homens poderia ser lançada a débito dos maus publicitários, quando se trata de bens que nos são dados por Deus (como são as relações sociais, a amizade, o amor, o casamento), o único culpado desse sentimento de desconfiança somos nós mesmos. Abusamos tanto das coisas boas que Deus nos deu que chegamos ao ponto de desvirtuá-las, e já não nos servem – como gostaríamos – para nos tornar felizes. Se já não nos fiamos delas, é porque, de tanto deformá-las, convertemo-las em algo para que nunca foram feitas.

COMPROMISSO E AMOR

Não há dúvida de que, se um homem não é livre, não pode amar. Mas também não deveria haver a menor dúvida de que, se não se ama, não se pode ser verdadeiramente livre. A liberdade existe para amar; uma liberdade sem amor tem tão pouco sentido quanto valor.

Escolher coisas que não se podem amar, que nem sequer se podem respeitar, é escolher uma vida sem valores; é degradar a própria natureza humana. Levada ao extremo, essa atitude é o inferno, porque o inferno é o estado em que se escolhe somente aquilo que se odeia. A vontade que só pode escolher aquilo que odeia não é uma vontade livre: está totalmente escravizada. Portanto, toda a escolha feita sem amor é, no melhor dos casos, um exercício muito pobre da liberdade; tão pobre que, no pior dos casos, pode representar um passo em direção à perda total dessa liberdade.

Para realmente sermos livres, devemos amar, e devemos amar algo que mereça ser amado. Só então nos será possível comprometer-nos livremente, e todos os compromissos serão compromissos de amor, porque a necessidade essencial do amor é comprometer-se com a pessoa amada.

Existe, pois, uma conexão necessária entre liberdade, compromisso (escolha) e amor. Com palavras de Mons. Escrivá, “a oposição entre liberdade e entrega é sinal inequívoco de que o amor está vacilante, pois nele reside a liberdade. Precisamente por isso, costumo dizer que não compreendo a liberdade sem a entrega, nem a entrega sem a liberdade; uma realidade sublinha e afirma a outra”2.

———————————————–

(2) O sublinhado é nosso. Cfr. o comentário de G. K. Chesterton na sua obra-prima, a Ortodoxia: “Nunca eu poderia conceber nem tolerar nenhuma Utopia que não me deixasse a liberdade a que me sinto mais apegado: a liberdade de acorrentar-me”.

———————————————–

FAZER AQUILO QUE “DÁ VONTADE”…

Já rejeitamos atrás a idéia de que a liberdade consiste no poder de fazer aquilo que nos “dá vontade”, aquilo que nos dá na gana. Como fizemos notar, esta idéia não resiste à menor análise. A popularidade de que goza, apesar de tudo, como noção de liberdade, deve ser atribuída à tendência para o raciocínio superficial e, também, ao desejo de propagar uma idéia libertina da liberdade: de chamar com o nobre nome de liberdade o que não passa de um impulso sem controle. Do que dissemos anteriormente, depreende-se que, quando um homem não sabe controlar os seus impulsos – quando são estes que o controlam -, não é livre; e que o fim de um egoísmo tão descontrolado não pode ser outro que a imersão do eu numa escravidão total.

É interessante recordar a frase de Santo Agostinho – ama et fac quod vis (ama e faze o que quiseres) – que, em outros tempos, quando os libertinos eram mais cultos – se não mais sinceros -, gozava de popularidade como citação clássica entre eles. No entanto, não foi no seu período de libertinagem, mas depois – quando já tinha experimentado como a liberdade sem verdadeiro amor pode escravizar – que Agostinho formulou essa frase impressionante.

Refletindo um pouco, vê-se claramente o que quer dizer. O amor – o amor libertador – a que se refere é o amor a Deus. A pessoa que procura fazer com que o amor a Deus seja o motivo de todas as suas ações quer o que Deus quer; gosta do que Deus quer. Portanto, como sempre lhe é possível fazer o que Deus quer, pode fazer sempre o que gosta de fazer, o que “tem vontade” de fazer, e ser assim o mais livre de todos os homens. A liberdade, efetivamente, passa a ser para essa pessoa o poder de fazer o que deseja, e, desde que continue a amar, estará sempre fazendo o que lhe “dá vontade”.

Poderíamos acrescentar, de passagem, que a pessoa que procura viver assim resolveu um dos principais problemas da moralidade: o problema de amar o dever, de gostar daquilo que tem que fazer. Essa pessoa fará o que deve, o que Deus quer dela (ou, pelo menos, procurará fazê-lo), porque quer fazê-lo, porque gosta de fazê-lo.

CAMINHOS PARA A LIBERDADE

A liberdade, como já vimos, é o que nos permite ser plenamente nós mesmos. Nisto reside a meta: em chegarmos a ser “aquilo” que somos capazes de ser.

Por esta mesma razão, muitos caminhos – livremente escolhidos – não são caminhos de liberdade: são caminhos que impedem o homem de chegar a ser plenamente homem. São caminhos de autolimitação, de autofrustração ou de autodestruição. Um homem autolimita-se e se autodestrói quando escolhe o caminho da soberba, da luxúria, da autocompaixão, da mentira ou da mesquinhez.

O caminho que leva à liberdade é um caminho de montanha, e quem quiser percorrê-lo terá que subir a encosta da justiça, do serviço, da humildade, da castidade, do amor…

Quanto mais um homem lutar por prosseguir nesse caminho, tanto mais livre se fará. E quanto mais livre for, tanto mais senhor de si mesmo será, e tanto maiores o domínio e o controle plenos que terá sobre todas as suas faculdades. Terá a liberdade de manter as faculdades e os instintos inferiores adequada e dinamicamente subordinados às faculdades superiores – a sensualidade ao amor, a ira à justiça, etc. -, e conseguirá também que as faculdades superiores se relacionem gozosamente com os valores superiores: o amor com a bondade, a inteligência com a verdade. É somente ao longo deste caminho que o nosso esforço se vê recompensado pelo encontro com a liberdade.

UMA BUSCA VÃ?

Dois fatos, entretanto, parecem converter esta busca numa tarefa vã. O primeiro é a morte. Por mais livre que um homem chegue a ser, por maior que seja o autodomínio alcançado pelo desenvolvimento das suas potencialidades, se a morte acaba com tudo, tudo estará perdido no momento da morte.

O segundo fato é que a plena auto-realização pode apresentar-se como meta inacessível; parece que o homem está destinado à frustração de não se realizar nem de chegar a satisfazer plenamente as suas necessidades; destinado, portanto, a nunca alcançar a liberdade total. Depois de tudo, se, como vimos, liberdade implica ver-se livre de “necessitar”, parece claro que o homem está destinado a não ser jamais plenamente livre neste mundo, pois, por muito que possua, sempre necessitará de mais. Ora, um homem consciente de desejos não satisfeitos não se sente completamente livre.

O desejo humano de prazer ou de bens materiais talvez possa ser saciado. Mas o próprio fato de se poder chegar a sentir nojo do prazer, ou à saturação e ao tédio dos bens de consumo, é sinal certo de que a auto-realização humana não se encontra nessa linha. No entanto, há duas necessidades – precisamente as maiores e as mais nobres – que nunca, dentro da experiência humana, podem ser plenamente satisfeitas. São a necessidade de verdade e a necessidade de bondade, a necessidade de saber e a necessidade de amar.

Estas são as maiores necessidades humanas. Não há dúvida de que podem enlanguidecer e anquilosar-se, mas uma das constantes da história humana tem sido a de que, quando mantidas vivas e despertas, não há nada na terra capaz de saciá-las.

O HOMEM NECESSITA DE DEUS

O homem quer conhecer toda a verdade; experimenta a necessidade de conhecer a verdade sem limites. E quer também encontrar e possuir a bondade, sempre em maior medida; procura e necessita da bondade eterna e infinita, do amor eterno e infinito. Em outras palavras, precisa de Deus. Esta é a razão pela qual, mesmo no plano natural, se pode afirmar com certeza que o homem está feito para Deus e que nada que não seja Deus pode satisfazê-lo por completo. É unicamente na posse e gozo de Deus que o homem chega a ser verdadeiramente ele mesmo e a sentir-se verdadeiramente livre.

Os que não crêem em Deus podem procurar a liberdade perfeita, mas não a encontrarão. Quando se imaginam chamados a ser messias, podem até mesmo prometer essa liberdade a outros, mas não poderão dá-la. Deus é o único Messias capaz de fazê-lo.

A  SALVAÇÃO  E   O  EU

Encontrar ou perder a Deus significa, pois, encontrar-se ou perder-se a si mesmo e, em conseqüência, encontrar ou perder a própria personalidade. No plano natural, esta posse ou perda da personalidade, do autêntico “eu”, está contida implicitamente nos termos “salvação” e “perdição”.

Sempre no plano natural, salvação significa salvar o próprio eu, realizar-se de verdade, possuir-se de verdade, exercendo de modo pleno e livre as potências e faculdades próprias. Perdição – nesse mesmo plano – significa perder a unidade, a consistência, a direção, reduzir-se a uma “personalidade” (se é que se pode chamar assim) que não é senão um campo de batalha de desejos e impulsos opostos, a um ser de que já não fica nada além de retalhos soltos de amargura, frustração, orgulho e ódio.

A diferença entre salvação e perdição é realmente a diferença última entre liberdade e escravidão. Tanto o processo que conduz à liberdade (que leva a conquistar paulatinamente a liberdade) como aquele que desemboca na perda da liberdade (paulatina degeneração até a escravidão) são processos que se realizam aqui nesta vida, desde os seus começos. Mas o resultado definitivo desses processos, o estado de liberdade ou de escravidão definitiva, só pode ser vivido para sempre na eternidade.

Este é o motivo pelo qual nunca poderemos possuir a liberdade plena nesta terra. A única coisa que podemos conseguir são “liberdades”, possibilidades e capacidades de atuar, de nos movermos e nos realizarmos livremente; liberdade para avançar com esforço em direção à meta, para lutar e vencer o egoísmo, para aprender a amar. Temos que lutar constantemente por praticar essas liberdades, lutar até por mantê-las, uma vez que são liberdades que estão em contínuo perigo e que se podem perder.

Não nos esqueçamos de que podemos também cair na escravidão; em uma ou em muitas escravidões: a escravidão de um egoísmo orgulhoso, a escravidão de um espírito ressentido ou invejoso, a escravidão da luxúria, do álcool, das drogas… E, no entanto, enquanto continuamos a caminhar por esta terra, essas escravidões nunca serão definitivas; podemos libertar-nos do seu jugo, combatendo-as e evitando que a sua ação, pegajosa e desagradável, se torne eficaz no nosso caso.

E somente quando o nosso caminho chegar ao fim, quando a morte interromper para sempre a luta (ou a falta de luta) e encerrar o processo de desenvolvimento (ou degeneração), só então é que o homem “forjará” o seu eu definitivo e eterno: na gloriosa e gozosa expansão da sua personalidade libertada ou nos restos escravizados da sua personalidade perdida.

O  DOM  DA  LIBERDADE  DIVINA

Há ainda duas coisas que gostaria de dizer.

O homem não pode salvar-se por si só. Unicamente com a ajuda de Deus é que pode encontrar a salvação. Se descura ou rejeita essa ajuda, perde-se. O homem tem mantido desde sempre a esperança de alcançar a liberdade perfeita, de chegar a ser plenamente dono da sua própria natureza, de estar em plena posse de todas as suas faculdades e de ser capaz de exercê-las sem restrição alguma. Mas só Deus pode dar ao homem essa liberdade.

No entanto, o cristão não fica nesse estágio ao tratar do tema da liberdade, porque Deus, que o ama, também não se limita a ele. O plano de Deus, em Cristo, é dar ao homem infinitamente mais do que o homem poderia esperar. Seu plano é dar-lhe mais do que a plena posse e gozo da sua própria natureza, com toda a carga de liberdade que isso implica: Ele quer dar ao homem a posse e gozo da natureza divina. Quer dar-lhe a posse da própria liberdade de Deus.

O plano de Deus, portanto, não é só que o homem, no fim, se encontre e possua a si mesmo. Cabe-lhe encontrar alguma coisa que está muito acima de si mesmo. Somente o cristão se apercebe daquilo que a realização das potencialidades do homem pode significar no plano divino revelado em Jesus Cristo. Deus fez o homem capaz de Deus. Fê-lo capaz de conhecer e amar a Deus – infinita Verdade e infinita Bondade – não apenas de um modo natural (tal como uma criatura racional, na sua realização natural, poderia chegar a conhecer e amar a Deus), mas também de um modo sobrenatural. Fê-lo capaz de conhecer e amar a Deus tal como Deus se conhece e se ama a si mesmo; capaz, em outras palavras, de viver a vida de Deus e a liberdade de Deus.

Esta liberdade, evidentemente, é um dom gratuito, uma graça de Deus. Graça, para o cristão, significa precisamente um dom gratuito que Deus concede ao homem com a finalidade de torná-lo capaz de viver a vida divina e converter-se em herdeiro da liberdade divina.

A liberdade, portanto, para o cristão, é algo totalmente único. É a liberdade que o próprio Cristo nos conquistou (cfr. Gal 4, 30). A visão cristã da liberdade é de ordem absolutamente diferente da de qualquer sonho de liberdade que permaneça num plano meramente humano. O que o cristão espera – aquilo com que sonha – é, segundo as palavras precisas de São Paulo, a gloriosa liberdade dos filhos de Deus (cfr. Rom 8, 21). E essa liberdade, sendo própria de Deus, é eterna, infinita.

Cormac Burke

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Direito de Bebê não nascido,Justiça se pronuncia.

quinta-feira, junho 25th, 2009

O Tribunal do Rio Grande do Sul tomou importante decisão sobre o direito do bebê não nascido, que favorece muito a nossa causa pela vida.

Um acidente de trânsito provocou a morte do feto em gestação. Os pais recorreram à justiça requerendo a indenização do seguro DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) que todo ano nós pagamos pela pela posse de um veículo. A 5ª Câmara Cível negou o recurso, por 2 votos a 1, mas recorrido ao Tribunal gaúcho, os desembargadores deram ganho de causa, por 4 votos a 3, reconhecendo o direito do nascituro:

O desembargador Antônio Corrêa Palmeiro da Fontoura, relator, destacou que “a legislação garante direitos ao nascituro – como o direito à vida e à integridade física – que não dependem do nascimento com vida”. Concluiu que, “se aquele que ainda não nasceu já é uma pessoa, tem direito ao seguro DPVAT”.

A desembargadora Liége Puricelli Pires votou no mesmo sentido, ressaltando que “apesar de o Código Civil entender que a personalidade jurídica da pessoa começa no nascimento com vida, há uma tendência de migração para seu início a partir da concepção”. Seu voto apontou como exemplo a lei de alimentos gravídicos que reconheceu e regulou o direito do nascituro à pensão alimentícia.

Graças a Deus prevaleceu o bom senso e garantiu-se, mais uma vez, o direito do bebê não nascido e o reconhecimento de que a vida começa desde a concepção.

Vale a pena ler a notícia na sua íntegra clicando aqui.

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Brasil apoia ditaduras e ditadores?

quinta-feira, junho 25th, 2009

“O Brasil está sob fogo, de modo crescente, por seu vergonhoso apoio a ditaduras ao redor do mundo”, avaliou o colunista Andrés Oppenheimer, do Miami Herald.

O artigo do renomeado articulista merece a maior atenção. Eis alguns tópicos principais do artigo “O Brasil merece críticas por sua horrível política externa”:

“É difícil existir um ditador – ou um governo repressor – de que o Brasil não goste, afirmam os grupos de defesa dos direitos humanos.

“Na semana passada, quando o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva se dirigiu ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, foi saudado com um coro de reclamações sobre sua política externa pela Anistia Internacional, pela Human Rights Watch e outros dos principais grupos de defesa dos direitos humanos.

“O apoio do Brasil a governos autoritários está minando o desempenho do Conselho de Direitos Humanos,” declarou a 15 de junho Julie de Rivero, diretora de advocacia do Human Rights Watch.

“O presidente Lula está levando sua política de não se envolver em contendas com outros países muito longe, dizem os críticos.

“No ano passado, depois que o Presidente venezuelano Hugo Chávez fechou a maior estação de televisão independente de seu país, a RCTV, Lula declarou à revista alemã Der Spiegel que “Chávez é sem dúvida o melhor presidente da Venezuela nos últimos 100 anos.”

“De modo semelhante, após se encontrar com o semi-aposentado ditador Fidel Castro durante uma visita a Cuba em janeiro de 2008, Lula afirmou esperar que Castro logo retornasse para assumir seu “papel histórico,” e louvou sua “incrível lucidez”.

Registro de votações

“Mais recentemente, os votos do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas têm se alinhado mais freqüentemente com países totalitários do que com as democracias de centro-esquerda da América Latina, como Argentina, Uruguai e o Chile. Alguns exemplos recentes:

■ Em maio, o Brasil se absteve em uma votação de resolução patrocinada por Cuba que visava fazer com que o Conselho parasse de monitorar as violações de direitos humanos no Sri Lanka, onde o mais alto comissário de direitos humanos das Nações Unidas, denunciou a generalização de crimes de guerra. Em comparação, Argentina, Chile, México e a Comunidade Européia votaram pela manutenção do inquérito.

■ Em março, o Brasil se absteve em uma votação similar sobre as Nações Unidas continuarem ou não a monitorar os direitos humanos na Coréia do Norte, onde os supervisores da ONU estavam examinando relatórios sobre execuções e campos de concentração. Em comparação, países europeus, Argentina, Chile e Uruguai votaram a favor do prosseguimento da missão.

■ Também em março, o Brasil se absteve em uma votação proposta pela União Européia para barrar uma proposta africana destinada a debilitar a obtenção de provas pelas Nações Unidas de abusos cometidos na República do Congo. Em comparação, Argentina, Chile, Uruguai e até a esquerdista linha-dura Nicarágua votaram a favor de continuar as sindicâncias.

■ Em fevereiro, durante a revisão da situação de direitos humanos em Cuba, promovida pelo conselho, o Brasil afirmou “dar as boas-vindas”‘ à “posição construtiva” de Cuba no sistema dos direitos humanos das Nações Unidas e não mencionou os prisioneiros políticos do país, ou a ausência de liberdade de imprensa e de outros direitos fundamentais.

“O Brasil considera os direitos humanos como um obstáculo para as suas metas estratégicas”, disse-me em uma entrevista telefônica José Miguel Vivanco, Diretor para as Américas do Human Rights Watch.

“O Brasil devia ser fiel a seus compromissos assumidos em tratados internacionais para defender universalmente os direitos humanos e os princípios democráticos, e parar de aplaudir ditadores. Se Lula continuar a fazer vista grossa para abusos de direitos humanos ao redor do mundo, estará abrindo um precedente para que futuros governos suprimam direitos humanos em seu próprio país”.

***

Informação importante para nós cristãos e cidadãos.Embora o assunto possa parecer descontextualizado com a vivência da fé Católica,apenas parece.

Como cristãos católicos temos experimentado no dia a dia as decisões tomadas pelo Estado em suas varias esferas,Federal,Estadual e Municipal.

Aqui mesmo em Fortaleza houve uma “celeuma” enorme há algum tempo atrás.

À epoca, Luizianne Lins, prefeita, vetou um projeto de lei que previa a manutenção de um exemplar da Bíblia nas bibliotecas das escolas municipais de Fortaleza.

Houve uma enxurrada de criticas.Embora pareça algo simples,na verdade revela algo de importante sobre o respeito à fé e cultura religiosa de 95% do povo de nossa cidade que respeita a Biblia como palavra de Deus e percebe sua importância na formação de toda educação que se proponha a ser integral e séria. Isso não significa impor essa crença aos que não creem assim,mas tornar acessível para a grande maioria que crê assim.

O Estado está a serviço da maioria,é assim que funciona em um sistema democrático.Servir a maioria,claro,de maneira preferencial mas não exclusiva nem excludente o que caracterizaria o preconceito e o desrespeito aos outros cidadãos  de nossa cidade.

Ou seja, consciência e cidadania na escolha do governo que queremos para governar nosso pais e estado.

A politica externa do nosso pais também nos interessa.A posição do Brasil nos organismos internacionais e a defesa de algumas posições,também nos interessa.

E muito!

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A Ideologia do laicismo e a liberdade Religiosa.

quinta-feira, junho 25th, 2009

O Bispo de Almería,Espanha, Dom Adolfo González, recordou a importância de defender a liberdade religiosa em uma sociedade marcada por uma ideologia laicista que se opõe à vivência da simbologia católica.

Em um artigo publicado na página Web de sua diocese, o Bispo recordou a agressão que no passado padeceu o monumento ao Coração do Jesus, vítima da perseguição religiosa.

“De novo agora se empreendeu uma campanha contra os símbolos religiosos na Espanha.Que sentido pode ter a eliminação de imagens e simbolismos religiosos em uma sociedade que hoje quer ser aberta e plural? A tolerância não se constrói sobre a prévia aniquilação dos sinais da fé, mas sobre sua respeitosa aceitação como expressão das crenças e da fé religiosa que deu vida à história das comunidades dos povos e às nações”, indicou.

Explicou que “os monumentos ao Coração de Cristo e à Virgem Maria, as milhares de cruzes que povoam a geografia espanhola e se alistam junto às catedrais e Igrejas são a expressão de uma trajetória histórica marcada pela fé em Cristo e o amor à divina pessoa do Salvador”.

“Contra a ideologia do laicismo atual, que se opõe tenazmente à vivência da simbologia católica em âmbitos públicos, é preciso reafirmar a liberdade religiosa reconhecendo o que ela significa.

Liberdade religiosa não é só liberdade de crenças e convicções, mas a liberdade de praticar a religião, o que se expressa, certamente, em ritos, mas que inclui ademais e de forma substantiva, para poder manter-se como liberdade de religião, modos e maneiras de conduta pessoal e pública que identifica a uma coletividade religiosa”, assinalou.

Do mesmo modo, esclareceu que “ignorar que as religiões se manifestam em âmbitos geográficos que delimitam a história das nações, para poder afirmar que as ‘crenças e convicções’ têm que contar todas com o mesmo estatuto, é contrário à sociologia e à história dos povos, porque é ignorar deliberadamente o significado histórico e social de cada religião”.

“Isto vai contra a realidade mesma das coisas, enquanto a simbologia presente na geografia e nos espaços públicos responda à implantação objetiva de uma fé religiosa viva. Não significa negar liberdade às demais confissões, nem menos ainda os direitos individuais das pessoas, mas sim tratar cada coisa segundo sua realidade. É preciso tratar do mesmo modo realidades iguais, mas não se pode tratar por igual as realidades desiguais. Isto é pedido pelo sentido da justiça”, adicionou.

***

Já havíamos postado aqui no Blog outras reflexões a esse respeito.

Aparentemente esse assunto parece longe da realidade Brasileira.Talvez ainda não tenhamos chegado ao ponto da nação Espanhola,onde a presença do laicismo agressivo gera esse tipo de perseguição.

No entanto precisamos estar atentos ao que acontece em outros países católicos e aos maleficios que o laicismo (não confundir com laicidade) tem gerado para nos  precavermos de forma democrática, formando opinião e  não aceitando esse tipo de desrespeito, como D  Adolfo expressou de forma magistral no artigo acima.

A Espanha tem sido um dos países do mundo,juntamente com a França, a sofrer esse tipo de perseguição “legal”,já que é tudo baseado em leis locais devidamente aprovadas e -pelo visto-sem a mobilização católica (que  ainda é a maioria da população na Espanha,por exemplo).

Aqui na América do Sul,inclusive no Brasil, já se “ouve” esse tipo de argumentação e em alguns países como Bolivia e Venezuela, a situação tende a se radicalizar.

Nossa resposta a isso deve ser dada através do voto, não elegendo quem não sabe a diferença entre laicidade e laicismo e quem desrespeita a história da formação cultural do nosso pais onde a Igreja e a cultura católica foram fundamentais para o rosto humano de nossa nação.

Infelizmente,os católicos são importantes na hora do voto. Depois são esquecidos e desrespeitados.

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* A leitura e a fé madura tem alguma relação?

quarta-feira, junho 24th, 2009


É evidente que, sem leitura, não surge afeição àcultura. Portanto, é preciso começar a leitura bem cedo, e o interesse virá
gradualmente, por menos predisposição que se tenha. É muito importante – ao
menos, parece-me – ganhar
gosto pela leitura, não só pelo prazer
estético que ela cria e dá, mas também pela cultura geral que proporciona.

A leitura é o veículo normal e insubstituível da cultura: é a cultura da letra
impressa. Nos últimos tempos, vem-se falando de outras “culturas”, como a da
imagem e do som, mas é evidente que, sem o
substratum da escrita, não
conseguem ser cultura. Até a ação de estudar é, normalmente, leitura. Observa
se que, para a cultura da imagem, é determinante a educação do olhar, assim
como, para a do som, a educação do ouvido; mas ambas não serviriam de nada sem
a implícita relação com a educação em geral e, mais especificamente, com a
cultura crítica. E esta nos vem dada pela leitura, que inclui alusões e até
ironias.

Entretanto, nessa viagem iniciática devem ser tidas em conta as considerações
que T.S. Eliot faz nas suas
Notas para uma definição de cultura, ao
dizer que o termo “cultura” tem diferentes acepções conforme consideremos o
desenvolvimento de um indivíduo, de um grupo, de uma classe ou de toda uma
sociedade. Por outro lado, também é preciso olhar para os diversos tipos de
realizações.

Estamos, pois, diante de um fato complexo. Podemos tomar em consideração – diz
Eliot – o refinamento das maneiras, ou a urbanidade e civilidade: e nesse caso,
estaremos pensando numa classe social. Ou então podemos pensar em erudição:
nesse caso, homem de cultura será o enciclopédico. Ou podemos pensar na
Filosofia, em seu sentido mais amplo, ou num interesse pelas idéias abstratas,
com alguma experiência na sua concatenação, e então podemos estar-nos referindo
ao intelectual.

Passemos agora a uma tentativa de analisar o efeito negativo que os meios de
comunicação audiovisuais produzem no âmbito da leitura. Consideremos leitura
nos obriga a fazer uma espécie de “ginástica mental”. Nada nos é dado de mão
beijada. O acesso à cultura é, no princípio, um tanto áspero e ascético: requer
um esforço que não pode ser superficial. Ora, a televisão ou o rádio oferecem-se
de maneira tão cômoda e fácil que mesmo os adeptos da leitura se sentem
cativados pelas suas imagens sugestivas, e isto é extremamente grave.

A cultura é, no fundo, um repertório de possibilidades. Proporciona os dados
para que cada pessoa, escolhendo os de acordo com o seu modo de ser e a sua
sensibilidade, se enfrente a si mesma. Como não se pode ler tudo, acaba se por
assimilar aquilo que fundamentalmente convém a cada um. A cultura que as
escolas e Universidades nos oferecem não nos dá um nível “superior”,
mas sim diverso: todo mundo certamente lerá Shakespeare ou Cervantes, Goethe ou
Rilke, mas alguns aprofundarão mais em Balzac ou em Dickens, em Leopardi ou em Kafka. Todo mundo sabe
quem é quem, mas mesmo assim cada qual se nutre das suas afinidades: Lúlio ou
Bacon? Dostoievski ou Eça de Queiroz? Machado ou Valéry? Entre dois autores, o
déficit de um e a abundância do outro provoca nossas diferenças. Somos
diferentes porque, apesar do nível idêntico dos nossos computadores culturais,
bebemos em fontes distintas: conhecemos Platão, sim, mas não Zenão de Eléia.

Isto nos torna diversos e divertidos. A comunicação de massa (televisão, rádio,
cinema) torna-nos iguais, uniformiza-nos, e assim nos encontramos rindo das
mesmas piadas e, no fim das contas, pensando da mesma maneira. A leitura, pelo
contrário, liberta-nos e possibilita a meditação daquilo que lemos.

Defendo um conceito de cultura como prática da tolerância, e sinto-me inclinado
a afirmar que uma pessoa culta (que se fez através da cultura) é capaz de
debater os problemas mais complexos sem se alterar. Sente se tolerante e livre.
Em contrapartida, quando a televisão se pronuncia sobre alguma coisa, parece
conferir-lhe o
status de “coisa julgada”; transmite a impressão de uma
autoridade absoluta, e isso evidentemente é um mal. A partir daí, inicia se um
processo de homologação massiva que só se pode alterar melhorando os conteúdos
culturais da mesma TV.

Isso, porém, é um peixe que come a própria cauda. Quem manda? Os promotores
culturais ou o público? Dentro do mundo estritamente cultural, também se
formula a mesma pergunta. Quem manda? O escritor ou o editor? Atualmente, tende
se a vender o livro como um simples produto manufaturado pelas grandes
editoras, com marketing e promoção publicitária intensíssimas. No fim, acaba-se
editando aquilo que o grande público quer. Livros são vendidos em liquidação ou
são destruídos. Às vezes, só existem para intimidar um autor ou castigá lo por
não obedecer a determinadas exigências editoriais.

Tudo o que acabamos de dizer serve de apelo às instituições responsáveis e
conscientes do problema, recomendando lhes que promovam a formação de
bibliotecas públicas e privadas, e cuidem de que as pessoas leiam e amem o
livro, estimuladas pelos educadores, que são quase os únicos que podem inculcar
o amor ao livro e à sua leitura. Não basta amar os livros como produtos de
cultura, mas é preciso fazê lo como uma babá: levantá los do chão, tirá los das
estantes das bibliotecas, sentir o perfume das suas tintas, acariciá los,
contemplá los como autênticas jóias.

Juan Perucho

***

Será que nós católicos lemos pouco porque somos expressão de uma cultura Brasileira que -infelizmente- estimula  pouco? Ou lemos pouco porque achamos que não precisamos “disso tudo” para uma vivência normal da fé?

Será que temos medo do conhecimento porque ele pode nos afastar da fé e gerar orgulho?

Será que não confundimos ser simples com ser simplório?

Claro que a resposta dessas perguntas pressupõem o chamado individual e a missão particular de cada um de nós.Para alguns o conhecimento além do básico é necessário e intrínseco ao chamado.Para outros não.

O problema é quando temos “aversão” ou preconceito ao conhecimento humilde e não sabemos nem o básico.Isso nos afasta da fé consistente e nos deixa muito limitados para abordar e evangelizar o mundo exigente de hoje.

Deus faz sem isso? Claro!!!

Agora imagina o que ele faria com isso!

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“Seguir”a Moda.Isso é Cristão?

terça-feira, junho 23rd, 2009

Muito interessante o artigo escrito por Julie,em uma perspectiva  feminina que interessa a todas as irmãs e,de forma diferente,aos irmãos.É um testemunho de um processo pessoal de descoberta e de mudança,como mulher e como cristã.

Embora a moda em vestuário esteja culturalmente relativamente mais distante da realidade masculina,muitos homens também ficam confusos a esse respeito e acabam também se desorientando,tendo uma relação paganizada com essa dimensão da sociedade que preza muito a estética e a aparência.

Como nos disse São Paulo com imensa sabedoria:” Tudo nos é licito mas nem tudo nos convém”, é necessário também nesse campo uma conversão e uma vivência que respeite o sexo em suas caracteristicas naturais e culturais – sem cair nos estereótipos e sem a ambiguidade de muitas modas de hoje que não afirmam o homem nem a mulher,naquilo que eles possuem de diferentes e complementares.

Algumas “modas” parecem mesmo tentar NEGAR a diferença querida por Deus.

Alguns são escravos de conceitos estéticos de” modas” que vão e voltam,desrespeitam o mistério do corpo e do pudor,desrespeitam o bom gosto e até mesmo a capacidade de honrar compromissos financeiros,comprando além da capacidade de pagar,sendo movido pela vaidade e pela preocupação exagerada com a aparência.

O Chamado de Deus para nós é para a autêntica liberdade,”usar” as coisas  sem ser possuido por elas.

***

Julie Marie

Demorou anos para que eu pudesse me olhar no espelho e me achar bonita em roupas sem ser coladas, decotadas, ou simplesmente roupas que não eram chamativas. Mas se eu cheguei a ver isso, então qualquer mulher pode!

É uma experiência única quando acontece a nossa “conversão” neste campo. Mesmo estando ainda no inicio da caminhada – de ser a mulher que Deus deseja – a mudança no meu vestir foi de fato algo como aqueles “antes e depois” que vemos nas revistas de corte de cabelo. Por que­? Porque a mudança no meu guarda roupa foi consequência da mudança interior, mudança que é antes de tudo, uma graça de Deus.

Até hoje (e como disse, estando ainda no inicio desta caminhada) passei, ou melhor, Cristo me permitiu passar por várias etapas. Cada vez mais me assombro com Sua paciência e delicadeza em me esperar até me mostrar o “próximo passo”, e lógico, com avanços e retrocessos, porque geralmente não somos dóceis a Ele como deveríamos. Ser dócil a Cristo iria nos ajudar muito, e talvez eu não precisasse de 8 anos para ver como vejo agora. Talvez, só alguns meses, ou dias, mas com meu coração duro…

Quando caíram as escamas de São Paulo, ele pôde ver a realidade com o mesmo olhar de Cristo. A realidade (exterior) não mudou. Damasco continuava igual. Mas ele mudou e isso é a conversão: ver com os olhos de Cristo. É a realidade interior que nos dá novos critérios para o viver, a tal ponto que possamos dizer, junto com o Apóstolo, “a realidade é Cristo… é Cristo que vive em mim”. Assim como São Paulo foi ao deserto, continuar e aprofundar a experiência do encontro com o Ressuscitado, de alguma forma, se queremos ser a mulher que Deus deseja, deveríamos também ir ao “deserto”. Em que sentido?

Bom, a maioria de nós não pode ir ao deserto físico, onde os monges fizeram a grande experiência com Deus, mas deveríamos nos forçar, nos violentar – diria São Paulo – para passar por um “deserto” com o objetivo de despoluir nossa visão daquilo que constantemente nos dizem que é “bonito” e “feio”. Isso implica deixar de ver a moda das revistas, da TV, das ruas, dos desfiles, das atrizes, do cinema e aceitar ficar “cega” por um tempo.

Explicarei melhor: vivemos, como no tempo de São Paulo, numa comunidade paganizada. Os católicos são a maioria em número, mas vivem como os “pagãos”, pois longe de ser fermento e sal, se deixaram contaminar por tudo o que a sociedade pagã impõe. Eles não são instrumentos de Deus para melhorar e elevar os costumes, são os primeiros escravos a se submeter aos critérios anti-Evangelho. E a mulher é um alvo constante deste neo-paganismo, que tem vários adeptos, pois eles sabem que destruindo a mulher destroem toda a sociedade.

Então de tanto nos mostrar que vestido colado, blusa decotada, mini-saia, roupa transparente e calça jeans é a maneira de nos vestir, acabamos pensando que isso deve ser verdade. É a tal da lavagem cerebral. É uma maquinação feita com alta produção e marketing para mostrar o feio como belo, a força de repetição.

Então ir ao “deserto” significa nos policiar de tantas imagens contrárias à dignidade da mulher que se nos impõe como “único modelo válido para ser bonita“. Mesmo aquelas mulheres que se acham mais “independentes” são vítimas desta ditadura fashion que busca uma homogeneização de todas nós.

Quer um exemplo?

Olhe as capas de qualquer revista feita para mulher dos 3 últimos anos, uma atrás da outra, e leia o que em cada uma delas nas capas: você se sentira como eu quando fiz isso: se sentirá enganada. Uma e outra vez, repetem a mesma coisa, o mesmo clichê, a mesma modelo, a mesma pornografia, a mesma idéia reduzida da sexualidade, o mesmos 10 segredos de prazer, os mesmos 5 passos para o sucesso… e sim, a única coisa que mudou é que usam mais photoshop! Isso se chama lavagem cerebral. Não adiante mudarem as cores, o estilo: a podridão que está lá não muda. Fomos criadas para coisas belas, belas de verdade! E alegria verdadeira, não uma alegria falsa que só existe no papel.

A vocação da mulher é alta. Alta demais: “Reconhece tua dignidade e viverás como Deus planejou. Assim serás realizada”. Foi isso o que eu escutei no coração e é isso que eu transmito para cada um de vocês que está lendo parte da minha história. O resto é blá blá blá, não para boi dormir, mas para você gastar seu tempo, dinheiro (até se individar!), sonhos e sua vida nestes mentiras hipócritas.

Cada uma terá que descobrir, à luz da conversa com Cristo, como se fará este deserto. Eu vou contar a minha experiência, pois pode ser útil para alguma de vocês, ou porque a partir disso, vocês serão inspiradas a outras formas de “deserto”.

Lembro que o “deserto” do qual falo aqui não é a meta final, é o “meio” para a meta. Quando os monges iam ao deserto, ele não iam buscando o deserto e sim a Deus, iam buscando encontrar o sentido mais profundo para sua existência. Mas o deserto era o meio para chegar à meta, o próprio Deus. Da mesma forma, o “deserto” que convidamos cada uma viver não é o fim em si mesmo. A meta é clara: ser a mulher que Deus quer que sejamos! Mas para isso é imprescindível o deserto.

O meu deserto exigiu de mim três atitudes até que eu pudesse ter auto-domínio sobre isso (o que aconteceu progressivamente, e não como passe de mágica, e sim como fruto da graça divina e do que eu me vi chamada a fazer). Repito mais uma vez: cada uma, em oração, saberá o que nosso Senhor lhe pedirá para que, através de um “deserto” possamos ir recobrando a visão de Deus sobre nós, sobre nosso corpo, nossa sexualidade e consequemente gerando mudanças bem concretas no nosso guarda-roupa! Quanto mais dócil somos, mais rápido e fácil será.

Para mim foi necessário:

1) Deixar de olhar as capas das revistas de moda (e logicamente de comprá-las)

2) Deixar de olhar vitrines nas lojas ao andar na rua

3) Ir a um extremo e usar roupas literalmente feias para purificar-me (pelo menos um pouco!) de todas as vezes que eu profanei meu corpo, templo da Santíssima Trindade

Pode parecer exagerado ou meio ridículo, mas este foi o caminho que Deus me conduziu para começar esta linda aventura de “ter os seus olhos” e voltar a olhar com pureza o outro e também querer ser motivo de pureza para o sexo oposto. Lógico que “não está tudo feito”. A caminhada é até o fim, a luta até o ultimo suspiro antes da morte, mas existem sim estágios, e estes foram os meus primeiros estágios. Talvez, eu contando um pouco da minha história fará mais sentido porque Deus usou esta pedagogia comigo!

Quando as minhas escamas caíram eu tinha 23 anos. Tinha trabalhado como modelo especialmente no ano de ‘96, em uma capital desfilando para grifes conhecidas. Eu era tão apaixonada pela moda, que voltando dos EUA em ‘94 fui capaz de pagar excesso de bagagem para trazer as revistas de moda que haviam por lá, mas que não chegavam aqui! Não irei contar meu encontro com Cristo, que aconteceu no Jubileu do ano 2000, pois não é o espaço adequado, mas como disse, foi a partir do encontro com Ele que as escamas caíram, e um dos pontos mais afetado por isso foi minha relação com a moda.

Eu percebi então que tinha profanado meu corpo desde os 16 anos com meu modo de vestir; percebi que, com meu critério de chamar atenção dos homens, tinha me vendido a modismos e me tornei ocasião de pecado para muitos deles, além de me desvalorizar como mulher e filha de Deus. Parece que, mesmo quando eu sentia que estava “exagerando”, eu tentava me desculpar, dizendo “todo mundo usa, porque eu não posso”? Na verdade estava longe, bem longe, de compreender o que o Papa Pio XII disse um Congresso de Moda, em 1957:

“Um estilo nunca deve ser uma ocasião próxima de pecado”

“Neste assunto – a pureza – não existe severidade que possa ser tida como exagerada”. [1]

Parece que eu fazia justamente o contrário: todos os meus estilos eram ocasião de pecado. Bom, entrando neste tema, devo fazer um parêntesis para explicar um pouco porque nós, mulheres, devemos ter muitíssimo cuidado com o que vestimos, já que existe na “mentalidade feminista” um falso grito de liberdade que diz mais ou menos assim: “sou livre, o corpo é meu e eu faço dele o que eu quiser… e não tenho que me preocupar com ninguém!”. Mas não foi para esta liberdade que Cristo nos libertou! Foi para nos fazer servos uns dos outros e nos tornar não pedra de tropeço, mas alter Christus para o nosso próximo. Nós, mulheres, por natureza, temos esta missão que nos vem do próprio Deus: somos responsáveis pelo outro, e temos isso muito mais presente e forte em nós que o homem. Somos assim, chamadas a cuidar do outro, e isso inclui antes de tudo, a cuidar da sua salvação eterna. Longe disso nos escravizar, nos liberta: nos realizamos como mulher ao cuidar dos outros, pois temos a exigente missão de educar o ser humano, desde berço. Então, se a nossa natureza feminina tem algumas qualidades únicas, a dos homens tem outras. Quem não reconhece que o homem é um sexo forte fisicamente. Não é tão bom quanto estamos carregando uma caixa pesada e vem um amigo e diz “quer ajuda?” Que alivio! E ele na maior tranqüilidade leva aquele peso! Deus o fez assim por uma razão muito, muito especial: ele é criado para ser o nosso protetor e guardião, e mais: ele é criado para ser o chefe da sua família! Chefe fracote não dá, né? E eu não estou falando de músculo, estou falando de natureza humana masculina. O homem é mais forte. E que bom que seja assim! Deus assim o quis!

E, nós, mulheres? Nós fomos criadas por Deus para ser feminina, com tudo o que isso implica. Começando por aquilo que é mais óbvio, e que no entanto tentam aniquilar: o corpo da mulher é todo oval, pois está preparado para participar do acontecimento mais belo que existe no mundo: o de ser mãe. A mulher “pela sua natureza física é o próprio vaso da vida. Por isso, toda mulher – devido a sua natureza feminina dada por Deus – tem um certo mistério e sacralidade, que é sua habilidade de cooperar com seu marido e com Deus na sacralidade da criação. Quão apropriado que o sublime e inspirador privilégio da mulher seja reconhecido pelo uso do véu! Este é um costume cheio de significado que infelizmente hoje em dia foi deixado de lado por muitas mulheres da Igreja.”[2]

“Dado que o ensino da tradição Católica sobre modéstia na área da sexualidade requer que a mulher oculte mais seu corpo que o homem, algumas pessoas católicos pensam que isso significa ser injusto com a mulher. Mas mesmo que o ensino da tradição Católica na área da sexualidade seja mais exigente para a mulher, ele não é injusto. Assim como a mulher é o sexo mais fraco na área do poder físico, o homem é o sexo mais fraco na área da sexualidade (no sentido de que o homem é mais propenso a um despertar sexual imediato). E assim como é errado para o homem que ele use seu sua força física para dominar sobre a mulher, é errado para a mulher usar suas características femininas do seu corpo para dominar o homem” [3].

Por isso, o que nos parece até “normal” no nosso vestir (de tanto que vemos por aí – pela força da repetição como falamos antes), não seria normal se pudéssemos estar na pele de um homem. Precisamos ter, mais que nunca, um autêntico amor por ele, para que tenhamos sempre em mente esta sua fraqueza (não por culpa sua), e ter a intenção de elevá-lo para viver o amor também de maneira completa e conforme a sua dignidade. As esposas terão que, na hora do encontro amoroso com o Pai, pode dizer referente ao homem que Deus lhe confiou: “eu te devolvo o meu esposo… como uma pessoa bem melhor do que quando eu o conheci!” E isso é um ato de amor: fazer tudo para que a pessoa cresça como homem, i.e, como filho de Deus chamado à santidade. E as mulheres solteiras ou religiosas deverão apresentar todas as pessoas que passaram por sua vida a Deus, com a paz interior de ter ajudado a todos e encontrarem Aquele que dá o sentido da nossa existência.

Uma maneira bem fácil de elevar o homem é nos vestindo bem, i.e, de maneira digna. Sem dúvida é um aprendizado que devemos estar dispostas a percorrer, e sempre contando com a graça divina: só Deus, em última instância, pode nos dar a graça da conversão, de olhar como Ele olha; de querer ser pura; de querer ser bela aos seus olhos (que não é o mesmo que ser “bela” aos olhos do mundo!), de aceitar o “deserto do olhar”, e de ser ocasião de elevar ao outro, nunca o contrário.

“O feminismo radical insiste em que se um homem tem pensamentos imorais por causa da maneira em que a mulher está vestida, é problema dele, não dela. Mas contrariamente ao que estas militantes alegam, homens e mulheres são diferentes, O homem pela natureza, é mais inclinado a reações sensuais através do estimulo visual, e quando a mulher se veste de maneira provocativa ela carrega algo da responsabilidade, se sua imodéstia leva a membros do sexo oposto a ter pensamentos imorais.”[4]

Vamos deixar a teoria e ir para a prática. Vamos entrar num tema polêmico e por isso peço paciência e docilidade das mulheres que desejam descobrir e viver o único plano que pode trazer a sua realização: o plano de Deus!

O que acontece comum homem ao ver uma mulher vestida de calça jeans? Sabemos que a calça jeans é uma peça recente do guarda-roupa (apenas no sec. XX seu uso foi generalizado), tanto para homem como posteriormente para de mulher. Por 1500 anos as roupas eram túnicas e véus. Uma das primeiras propagandas da Levis é um homem com a calça ajudando com sua força uma senhorita com algo pesado! Não iremos fazer uma historia da moda aqui, mas pensem nisso: por 1500 anos a túnica e o véu prevaleceram como roupa feminina! A calça jeans virou, nos anos ‘60-70 símbolo da revolução sexual e a partir daí, cada vez mais se tornou a peça básica do guarda roupa das mulheres, de qualquer classe social, raça, idade ou religião no Ocidente. Quando ela começou a se popularizar, rapidamente pesquisas de marketing foram realizadas para ver qual a reação do homem frente a uma mulher usando calça. Você sabe o que eles descobriram? Usando uma tecnologia recém-desenvolvida, eles acompanharam o caminho que os olhos do homem percorrem quando vêem uma mulher vestida com calças. Eles descobriram que quando o homem olha para uma mulher de calça pelas costas, eles olham diretamente para suas nádegas. Quando ele olha uma mulher vestida de calca pela frente, os anunciantes descobriram que seus olhos vão diretamente para a área mais íntima e privada da mulher. Não seu rosto! Não seus seios!”[5]

“Os anunciantes se deram conta há muito tempo atrás como aplicar a psicologia Gestalt e a Lei do Fechamento (Law of Closure) e a Lei da Boa Continuidade (Law of Good Continuation) ao criar publicidade que tem como alvo o homem. Ótimo, e o que isso significa? Significa que seus olhos irão seguir uma linha, e ele irá completar a imagem com sua imaginação. …Os olhos dos homens irão seguir as linhas até o fim de suas pernas e terminar a imagem em sua imaginação. Os olhos das mulheres podem fazer o mesmo, mas, pelo fato da mulher não ter o mesmo tipo de tentação, sua imaginação não completa a figura da mesma forma que os homens fazem[6].”

Muitos homens escreveram pra a autora que publicou esta informação confirmando tudo isso, e diziam “não precisar destas pesquisas para ter certeza que é assim” (corrigir). Eles olham mesmo sem querer: “eles olham uma mulher vestida de maneira provocativa e automaticamente seu sistema nervoso dispara. Os hormônios se afloram. Não porque eles querem, mas porque seus corpos automaticamente soltam hormônios que causam este despertar. Deus os deu esta reação para assegurar a sobrevivência da raça humana, mas eles devem controlar-los e usá-los para o propósito que Deus os criou. A meta da nossa vida é que é assegurar que nós iremos dominar as paixões, de forma que elas possam ser úteis a nós. Por isso eles não podem controlar que o despertar aconteceu, mas eles devem controlar como eles irão responder por isso”[7].

E nós, mulheres, o que temos a ver com tudo isso? Já falamos, mas iremos repetir: temos obrigação de nos vestir, se é que amamos as pessoas como Cristo exige aos seus discípulos, de tal forma que jamais sejamos ocasião de pecado para o outro. Somos filhas de Deus, e não existe nobreza mais alta do que esta! Somos todas filhas do Rei!

“As modas de hoje estão todas moldadas para destruir a sensibilidade feminina pela dignidade do seu sexo.[8] Uma profunda tristeza nos abate quando olhamos para a mulher do Ocidente andando praticamente nua… não há duvida, um mentor iniciou durante estas décadas modas que tem como objetivo destruir a modéstia feminina”.(9]

“Nossa cultura está afundada em confusão e escuridão moral, com “cegos guiando outros cegos”! Pessoas com autêntica fé cristã deve se elevar no meio de todos esses erros e sensualismos. Nós temos que nos elevar a um alto nível de vida e cultura nos vestindo com dignidade”.[10]

Como nos elevar? Através de uma autêntica Revolução da Moda. Para isso precisamos unir um grupo de mulheres católicas que, reconhecendo sua altíssima vocação, sejam exemplos em suas famílias, com amigos, na Igreja e possam inspirar a outras a começarem o seu processo de aprendizado: voltar a ser feminina! Nenhum processo está “finalizado”, sempre estaremos aprendendo alto até o último suspiro, mas existe um arranque, um pulo por assim dizer, e para isso é preciso ser fermento, quero dizer, feminina sempre e em todo lugar! Se a mudança é vista pelos outros pela mudança do nosso vestir, antes com certeza ela aconteceu no nosso coração!

De fato, se a primeira etapa é a do “deserto” (purificar o olhar como forma de purificar o coração) a segunda etapa – e m­­ais importante – é ver coisas que são realmente belas: por isso precisamos com urgência encontrar estilistas, costureiras, empresárias do mundo da moda que, sendo católicas, estejam dispostas a unir seus talentos e oração nesta nova revolução.

O que estamos esperando? Temos tanto o que fazer!

Que Nossa Rainha Puríssima nos guie, ajude e inspire! E que São José, seu guardião seja também o nosso!


[1]Pio XII, Sacra Virginitas, n. 51

[2] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 30

[3] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 23. Fr. Regis Scanlon, O.F.M., Homiletic and Pastoral Review, Nov. 1988, quoted in Bainbridge, op. cit.

[4] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37: Patricia Pitkus Baingbridge, M.A., “It´s Not a Big Deal… Or Is It?” in Life Mtters, Vol. III, no. 12, Sep. 2004

[5] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg 49

[6] Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 59, 50

[7] Cf. Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 22, 23, 49,50.

[8] Sexo significa, antes de tudo, o ser criado como varão ou como mulher.

[9] Alice von Hildebrand, The Privilege of Being a Women, citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 37:

[10] Citado em Colleen Hammond, Dressing with Dignity, Editora TAN, pg. 51

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Educação.É preciso chegar a tempo!!

segunda-feira, junho 22nd, 2009

Se você é pai (mãe),Educador, jovem de “cabeça pensante”,PRECISA LER ESTE EXCEPCIONAL ARTIGO SOBRE EDUCAÇÃO.Uma análise realista e inteligente de nossa situação educacional nas famílias e nas Escolas.

Em uma época que a própria educação nos Institutos Católicos está em profunda crise de identidade e sofre perdas irreparáveis,refletir sobre o assunto é de muita utilidade e poderá gerar mudanças significativas na forma de encarar o ato de educar,na Familia e na Escola.

***

“Se educar é preparar para a vida, não é possível uma vida boa sem uma boa educação.

O fracasso escolar cresce no meio de muitos jovens e isso preocupa ainda mais quando vemos que esse é um solo de cultivo perfeito para o fracasso existencial entre os jovens. Vários podem ser os remédios eficazes, mas penso que todos devem ter em comum uma condição imprescindível: chegar a tempo.

A IMPORTÂNCIA DE CHEGAR A TEMPO

Tenho visto entre os meus alunos vários casos de adolescentes que começam a entortar apesar da sua boa cabeça e do seu bom ambiente familiar. Descrevo e resumo uma má evolução típica: Problemas de relacionamento com colegas de classe, ou a má influência de alguns, produzem num rapaz ou numa moça de treze anos a perda de concentração no estudo e baixo rendimento. Esse fracasso os distancia dos seus pais. A frustração cresce e se tenta paliá-la com a bebida, com brincar com as drogas e com relações sexuais ocasionais com colegas de perfil parecido. À idade de vinte anos, a vida desses jovens pode ser já um completo caos, e acodem ao psiquiatra com um quadro mais ou menos agudo de alcoolismo, de dependência de drogas e de depressão. Nesse momento a solução talvez já seja difícil, mas quando tinham treze anos teria sido fácil. A pergunta que se impõe é: O que poderíamos ter feito naquela altura para não ter de chegar agora a tais extremos? Poderíamos ter chegado a tempo?

Poderíamos ser tachados de alarmistas, se não fosse o fato de as estatísticas da Organização Mundial da Saúde afirmarem que o suicídio é a primeira causa de morte entre os jovens de 18 a 24 anos. Infelizmente, diversos estudos em países ocidentais atestam que uma em cada cinco crianças apresenta problemas psicológicos sérios, e que um em cada seis jovens de 20 anos apresenta sintomas de embriaguez crônica.

Só na França, fogem de casa por ano mais de cem mil adolescentes. Esses e outros dados igualmente dramáticos, longe de serem inevitáveis, são a demonstração de que a família e a escola chegam tarde demais, quando muitas vidas podem já estar arruinadas, ou à beira disso.

Diversas instituições estatais tentam sanear e diminuir essas situações com campanhas preventivas de informação. Mas a experiência mostra que a informação sozinha, mesmo sendo positiva, é muito insuficiente. Entre outras coisas porque a origem do problema não está na droga, no álcool, no sexo irresponsável ou no fracasso escolar, mas nas crises afetivas que tantos jovens atravessam, e que os leva a buscar o falso refúgio dessas condutas.

Por isso, a verdadeira eficácia estaria na prevenção, e prevenir significa eliminar a raiz. Uma raiz complexa, onde se entrelaçam fatores tais como a herança genética, a família, o centro educativo e o ambiente social. Se houver uma solução para essa complexidade, terá de ser uma solução educativa, pelo lado do desenvolvimento afetivo. Platão disse que toda educação poderia ser resumida em ensinar ao jovem quais prazeres deve aceitar e quais rejeitar, e em que medida. Adaslair Macintyre traduz assim o conselho platônico: “Uma boa educação é, entre outras coisas, aprender a desfrutar fazendo o bem, e a sentir desgosto fazendo o mal”.

FALTA DE AUTORIDADE E SÍNDROME LÚDICA

Já dissemos que a boa vida está necessariamente condicionada pela educação recebida. As mais recentes análises e reportagens sobre o mundo escolar  detectam dois pontos por onde a nossa educação está fazendo água: a falta de autoridade e a síndrome lúdica. Trata-se de dois pontos fracos que impedem ou comprometem seriamente uma educação de qualidade. Em minha exposição, seguirei de perto o magnífico ensaio Os limites da educação, publicado por Mercedes Ruiz Paz em 1999.

Dizer que toda educação requer autoridade é quase um simplismo. Refiro-me a uma autoridade que não é o autoritarismo da violência física ou da humilhação, mas o prestígio capaz de garantir uma ordem básica. Uma ordem que requer uma informação moral precisa sobre o que está bem e o que está mal, para que a norma de conduta não seja a ausência de qualquer norma: o vale-tudo.

No mencionado ensaio, a autora explica que a autoridade supõe transmitir a obrigatoriedade de certas pautas e valores fundamentais, de certos critérios que ajudarão a construir personalidades equilibradas, capazes de agir com liberdade responsável. Coisa que no fundo não é tão difícil.

Todos entendemos que a autoridade deve ser primeiramente exercida e aprendida na família. E também sabemos que isso nem sempre acontece. Assim como existe um pensamento débil, existe um modelo depaternidade débil, que é mais capaz de “vender os filhos ao diabo” do que arriscar-se a ser tachado demagogicamente de tirano ou repressor. Mas educar também é reprimir o que haja de indesejável numa conduta.

Nestes últimos anos, muitos pais e professores se evadem dessa responsabilidade tratando seus filhos e alunos de igual para igual, como se fossem colegas ou amigos da escola, sem compreenderem que a educação não é nem deve ser uma relação entre iguais. Com os filhos, por exemplo, não se discute se é ou não necessário dar-lhes assistência médica: os pais são responsáveis de lhes dar essa assistência sem discussão.

É um erro atribuir à autoridade a possível infelicidade de um filho ou aluno. O que na verdade ocorre é o contrário. Uma correta autoridade faz a criança e o jovem sentirem-se queridos e seguros, pois notam que são importantes para alguém. Mafalda – a célebre personagem das histórias em quadrinhos de Quino – sente a autoridade dos seus pais em questões tão cotidianas como a obrigação de tomar sopa, que ela detesta. Um dia, estando sozinha no seu quarto, fala: “Mamãe?”. E esta lhe diz: “Que foi?”. A menina responde: “Nada. Só estava querendo confirmar que existe pelo menos uma boa palavra que ainda está em vigor”.

Os especialistas em Psicologia infantil costumam explicar que os pais decepcionam a criança se a deixam fazer tudo o que quer, entre outras cosas porque essa sua equivocada tolerância irá transformar a criança num pequeno tirano antipático. Contudo, existem adultos que parecem obstinados em proporcionar às crianças e aos jovens uma felicidade absoluta e constante; e sobre esse erro se monta um outro ainda mais crasso: o de uma permissividade e impunidade quase completas. Qualquer preço lhes parece pequeno contanto que possam desfrutar da harmonia na família ou na escola. Mas uma harmonia conseguida à custa de todo tipo de concessões está montada sobre um barril de pólvora, pois a criança e o adolescente são por natureza insaciáveis.

Até aqui, o enfoque errado a respeito da autoridade. Outro enfoque errado típico da educação atual é a chamada síndrome lúdica. Como exemplo poderia ser citado o daquela escola pública que começava a exposição do seu projeto educativo para o ano 1995-96 com estas palavras: “Nosso principal objetivo é que os nossos meninos e meninas sejam felizes.”. Além de ser uma enorme ingenuidade, uma declaração de intenções como essa nem sequer é discutível, pois a atividade principal de um centro escolar não é nem deve ser a lúdica, e menos ainda quando observamos que o nível acadêmico de muitos colégios está ao rés do chão, enquanto vão sendo transformados em ludotecas ou ateliês de artesanato. Se há alguns anos os inspetores ou diretores da escola podiam questionar o professor cujos alunos aos seis anos ainda não sabiam ler, hoje suspeitam do professor cujos alunos já sabem ler com essa idade. (”O que será que ele andou fazendo? Pobrezinhos, como foram forçados!”)

A síndrome lúdica, paralela ao desprestígio do esforço pessoal, tem raízes profundas na nossa sociedade. Se os políticos costumam ver nas pessoas eleitores, a economia capitalista as reduz à condição de compradores, e concentra a sua publicidade em conseguir que os seus clientes gastem o máximo para poderem levar uma vida cômoda e prazerosa. humanos Isso costuma produzir uma sociedade integrada por tipos adolescentes, compulsivos, pouco dados à reflexão e alérgicos a qualquer tipo de responsabilidade. Essa situação, aplicada ao nosso país, fez com que Umbral dissesse que as pessoas são “de shopping center“. Se isso é assim, além dos lucros astronômicos dos shopping centers, no terreno educacional – diz Mercedes Ruiz – nos deparamos com adultos que são adolescentes educando outros adolescentes, todos mais ou menos dominados por uma síndrome lúdica que impede o amadurecimento dos alunos.

Os responsáveis por essa ludopatia são os pais, na medida em que explicam o colégio para os seus filhos mais jovens como sendo um lugar para brincar com os amigos e divertir-se. Corrigir essa forma errada de ver as coisas pode custar ao professor não digamos sangue, mas sim suor e lágrimas, e no pior dos casos pode ser que ele não o consiga. O garoto deve saber que vai para a escola para aprender, que só se aprende com esforço, que esse esforço vale a pena e é gratificante, e que não deve confundir o âmbito familiar com o escolar. O colégio não é uma extensão do lar, e por isso o aluno não pode se levantar, conversar ou mascar chiclete quando lhe dê vontade. Atualmente, “se o aluno não chegasse à escola com critérios e referências tão equivocados, o professor não teria que perder tanto tempo para colocá-lo naquela situação de civilidade e sossego mínimos a partir da qual o ensino começa a ser possível”.

A crise de autoridade e a confusão entre aprendizado e brincadeira são aliadas perfeitos para que na classe se gere um clima de indisciplina que não beneficia ninguém e prejudica todos. Qualquer professor admite que hoje vinte alunos por classe são mais difíceis do que quarenta há dez anos. E esse mesmo professor não se sente respaldado pelos pais dos seus alunos: sabe que com freqüência não é apresentado aos olhos das crianças e dos jovens como uma pessoa que merece respeito, deferência e atenção. “Agora o problema é que uns garotos que ainda estão por civilizar, que ainda não têm suficientes conhecimentos, que mal se desenvolveram emocionalmente, e que estão forçosamente carentes de critérios, têm como única informação recebida a de poderem criticar e denunciar tudo o que contrarie o seu parecer”.

Essa situação também tem a sua explicação nos tempos que correm. O mundo mudou muito e rápido. Modos tradicionais de ver a vida e de vivê-la talvez não tenham perdido a validade como os iogurtes, mas perderam a sua vigência. Daí se costuma chegar à falsa conclusão de que tudo é relativo, e então deixa de ter sentido aconselhar os filhos e alunos sobre condutas e valores. Desse modo muitos pais ficam bloqueados e não exercem ações positivamente educativas.

Por outro lado, a sensação de que seus pais se enganaram a seu respeito recorda-lhes que eles também podem se equivocar com seus próprios filhos, e essa possibilidade faz com que encarem a educação pelo lado negativo – o que é que não querem para os seus filhos -, deixando assim de elaborar um modelo de referência positivo para ser transmitido com o próprio exemplo. Enquanto isso, os filhos flutuam na indiferença e se movem entre o desconcerto e a desorientação.

ENFOQUES CORRETOS

Dissemos que não é possível a boa vida sem uma boa educação. Mas quem estabelece as linhas mestras da educação? Quem define quais são as coordenadas de uma educação de qualidade? Só há uma resposta: a família e as instituições educativas, respeitando sempre a própria tradição cultural. A família em primeiro lugar, porque os filhos são filhos de seus pais e não do colégio nem do Ministério da Educação.

Embora nem sempre concordem de fato, os pais, os colégios e o Ministério da Educação deveriam concordar em escolher, entre os diferentes modelos educativos, aqueles que sejam os melhores. Ao longo de 25 séculos de Civilização Ocidental, apareceram modelos educativos que ganham por esmagadora diferença dos outros, e configuram essencialmente a nossa cultura. Modelos integrados por certos traços fundamentais que passarei a comentar.

Trata-se de traços ou qualidades que derivam diretamente da condição humana: vestem-na com um traje sob medida e permitem o seu pleno desenvolvimento. Desde Aristóteles define-se o homem como sendo animal racional e animal social. Pois bem: a melhor educação da razão consiste em capacitá-la para descobrir o bem e pô-lo em prática. A inteligência que descobre o bem se chama consciência moral (primeiro traço) e a passagem da teoria à prática do bem realiza-se por meio da prudência (segundo traço).

Como a realização do bem costuma ser árdua, o terceiro dos traços educativos fundamentais é a fortaleza, esforço por conquistar e defender aquilo que vale a pena. Além disso, a animalidade que faz parte da nossa constituição fornece à conduta humana um recurso fundamental: o prazer. A educação do prazer – a sua administração racional – constitui o quarto traço indispensável a toda boa educação: chama-se autocontrole, domínio de si, temperança.

Um quinto traço é a justiça, que prescreve o respeito aos direitos dos outros e torna possível a própria existência da Sociedade. A justiça se concretiza nas leis: nas regras do jogo que nos permitem sair da selva e viver nos domínios da dignidade. Educar os jovens no sentido da justiça e no controle do prazer não é algo que tenha mais ou menos importância: Aristóteles afirma que tem uma importância absoluta.

A consciência moral, a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança são qualidades descobertas pelos gregos. Estão esboçadas em Homero e as encontramos em Sócrates, em Platão e em Aristóteles de forma explícita. Basta citar o mito platônico do carro alado ou a Ética a Nicômaco. Essas cinco qualidades são herdadas pelos romanos e pela Europa cristã. Além disso o cristianismo acrescenta outras três qualidades ou virtudes que se referem diretamente às relações do homem com Deus: me refiro à Fé, à Esperança e à Caridade.

Dizia Pascal – filósofo e matemático – que a última fase da razão é notar que existem muitas coisas que a ultrapassam, e que precisamente por isso é muito razoável crer. Nesse mesmo sentido afirma Josef Pieper, um dos melhores filósofos alemães do século XX, que “poderia muito bem ocorrer que a raiz de todas as coisas e o significado último da existência só possam ser contemplados e pensados por aqueles que crêem”.

A Esperança em Deus é a qualidade necessária para o equilíbrio psicológico do único animal que sabe que vai morrer. E a Caridade é a forma de amar mais adequada à dignidade humana: com palavras de Borges, é ver os outros como o próprio Deus os vê.

José Ramon Ayllon-Filosófo,professor,escritor e conferencista

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Homossexualidade,Psiquiatria e mudança.

domingo, junho 21st, 2009

Homossexualidade,Psiquiatria e Mudança

Um dos mais nítidos traços da Modernidade é a valorização da ciência, mesmo sabendo-se que sua palavra não é definitiva e que ela tem sido manipulada com freqüência.

A Psiquiatria, com seus 200 e poucos anos de reconhecimento, já passou por vicissitudes. Há aqueles que apontam, já no seu nascedouro, uma tendência para o exercício do controle social. Machado de Assis, no seu conhecido conto O Alienista, ilustrou com ironia os perigos que lhe são inerentes, ao descrever as peripécias do personagem Dr. Simão Bacamarte que, num momento, trancafiou quase toda a população e noutro se arvorou em avalista da normalidade de inúmeras sandices (1).

Pelo que, temo que corramos riscos ao se perguntar o que a Psiquiatria tem a dizer sobre a experiência de pessoas que sentem atração por outras do mesmo sexo. Se a chamada Psiquiatria Democrática nos aponta a superação de um período repressor, é de se reconhecer que nossa especialidade médica continua ávida por respeitabilidade, esforçando-se sempre por apresentar-se “politicamente correta”. Assim, é interessante entender o que se dá com as suas tão comentadas listas, pois elas podem ser usadas, conforme o que se pretende, para incluir ou excluir qualquer um de nós.

A Classificação Internacional de Doenças, 10ª Edição (CID-10), publicada pela Organização Mundial da Saúde em 1992, excluiu a homossexualidade, como tal, da sua relação de Transtornos de comportamento. Ali encontramos listados os Transtornos de identidade sexual e os Transtornos de preferência sexual, nos moldes da classificação anterior (CID-9). Há ainda um agrupamento dos denominados Transtornos psicológicos e de comportamento associados ao desenvolvimento e à orientação sexuais; e também um código para Aconselhamento relacionado à atitude, comportamento e orientação sexual (2). Faz-se necessário explicar melhor:

- Identidade sexual diz respeito ao senso íntimo que leva alguém a identificar-se como do sexo masculino ou do feminino, moldando emoções e comportamentos.

-Os transtornos de identidade sexual dizem respeito a condições em que existe “um desejo de viver e ser aceito como membro do sexo oposto, usualmente acompanhado por uma sensação de desconforto ou impropriedade de seu próprio sexo anatômico” (3). A referência principal são os casos de transexualismo, em que há um desejo profundo de mudança do sexo biológico, levando, nalgumas vezes, às cirurgias para alteração dos genitais. Aqui estariam também certos casos de transvestismo (assim a palavra está grafada no CID-10).

- Transtornos de preferência sexual remetem a condições nas quais os desejos sexuais são dirigidos para substitutos considerados inadequados. Incluem casos de erotização de objetos (fetichismo), de exposição dos genitais (exibicionismo), de focalização erótica da intimidade de outrem (voyeurismo), além de sadomasoquismo, pedofilia e outros.

Nenhuma dessas situações referem-se, em princípio, à homossexualidade, que diz respeito à orientação sexual, isto é, ao direcionamento do desejo e/ou do comportamento sexual para pessoas do mesmo sexo. Em relação a esse caso, a CID-10 traz listados o Transtorno de maturação sexual e o Transtorno de orientação sexual egodistônica, nos quais a identidade sexual não está em dúvida, isto é, a pessoa reconhece-se como sendo do próprio sexo biológico. O possível mal-estar fica no âmbito da orientação sexual que pode ser homossexual, heterossexual ou bissexual; e que, no caso, passa a ser fonte de conflito e determina a busca de sua superação ou ajustamento.

É preciso reconhecer que a mudança efetuada na listagem oferecida pela Organização Mundial da Saúde foi precedida e fortemente influenciada pelo que acontecera, anos antes, no âmbito da Associação Psiquiátrica Americana. Essa entidade patrocina o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM), em sucessivas edições, onde foram progressivamente assimiladas as tendências da sociedade liberal e as pressões de grupos organizados. Assim, decidindo sempre por votos majoritários em assembléias, tal Manual restringiu sistematicamente as menções à homossexualidade.

Aqui cabem algumas considerações.

A primeira delas é que, no seu estágio atual, a Psiquiatria assume postura humilde e reconhece as limitações dos conhecimentos sobre a maior parte das condições clínicas, especialmente aquelas relacionadas ao comportamento. Assim, aboliu-se o termo doença, pois ele remete a um entendimento causal que, no momento, ainda é impossível. Portanto, não é só sobre a homossexualidade que não se fala de doença; prefere-se sempre a expressão transtorno (tradução adotada no Brasil para a expressão “disorder”).

Em segundo lugar, o próprio CID-10 na sua apresentação nos adverte da pequenez de suas pretenções: “Uma classificação não pode nunca ser perfeita e sempre será possível introduzir melhorias e simplificações no futuro, na medida em que aumente o nosso conhecimento”. E ainda: “As descrições e diretrizes não contêm implicações teóricas e não pretendem ser proposições completas acerca do estágio atual do conhecimento dos transtornos. Elas são simplesmente um conjunto de sintomas e comentários sobre os quais houve uma concordância” (4). Portanto, o lugar que a homossexualidade ocupa atualmente em tal classificação, é circunstancial e pode mudar a qualquer momento.

Vê-se logo que não é seguro tirar nenhuma conclusão de alcance vital a partir de algo tão movediço. Na verdade, tem-se dado valor exagerado a uma lista de situações, que é definida por voto e despida de qualquer atribuição teórica conclusiva. Os psiquiatras a utilizam para fins práticos e, mesmo assim, são muito criticados por tal uso. Curioso é, portanto, que os seus habituais acusadores se apropriem desse instrumento de trabalho para construir pressupostos e baixar resoluções sobre o comportamento sexual humano.

Devemos ter presente que o entendimento da homossexualidade é complexo e exige muito mais esforço do que uma simples troca de etiquetas.

As teorias sobre o desenvolvimento humano, como a psicanálise, por exemplo, têm mais a dizer. Sigmund Freud, como é sobejamente conhecido, postulou a idéia da bissexualidade constitucional do ser humano, a partir da qual cada um estruturaria sua orientação sexual. Fatores ambientais, tendo em relevo a relação entre a criança, sua mãe e pai, poderiam ensejar embaraços no desenvolvimento pessoal, determinando fixação em estágios pré-genitais.

Como melhor se explica: “Freud pensava especialmente na homossexualidade masculina como representação de um fracasso no desenvolvimento sexual normal, uma falha na adequada separação do menino de sua mãe, mantendo um intenso vínculo sexual com ela. Como resultado, o menino já crescido identificar-se-ia com ela e procuraria fazer seu papel na tentativa de provocar o renascimento da relação que existia entre ambos”. Essa incapacidade de separar-se da mãe poderia ser resultante de diversos fatores e sempre estimulada pela introjeção da figura paterna como fraca, ausente ou hostil. Quanto à homossexualidade feminina, “estava definida de forma menos clara na mente de Freud, mas ele pensava nela como uma imagem em espelho do processo que destacou na homossexualidade masculina”. É bom lembrar que, mesmo tendo sido formulada há anos, a teoria freudiana não foi contestada, ao contrário: A observação de Freud e de outros analistas de que alguns homossexuais tendem a lembrar seus pais como hostis ou distantes e suas mães como mais próximas que o comum tem tido confirmações recentes” (5).

Outras contribuições convergem na construção de um modelo bio-sócio-cognitivo do desenvolvimento sexual (6). Partindo das pesquisas sobre comportamento animal, verifica-se que, somente quando em cativeiro e em privação de parceiros de outro sexo, ocorrem práticas homossexuais entre mamíferos. Isto leva um destacado autor à seguinte observação: “Devemos tirar sérias considerações da possibilidade de que preferência homossexual exclusiva é um fenômeno unicamente humano” (7).

Deve-se enfatizar que não foi possível encontrar evidências conclusivas sobre fatores inatos na determinação do comportamento sexual. Algumas pesquisas entre gêmeos idênticos parecem sugerir um fator genético importante ou, pelo menos, uma predisposição a reagir às influências ambientais de modo semelhante. Entretanto, a coincidência de atração sexual por pessoas do mesmo sexo, em nenhum estudo, ultrapassou a taxa de 50% no caso de homossexualismo masculino e menos ainda em se tratando de mulheres. Isso mostra que outros fatores atuam de forma relevante. É de todo improvável que comportamentos tão complexos como os relacionados à sexualidade possam ser imputados a uma ou outra alteração genética.

Particularidades no sistema nervoso central têm sido buscadas, especialmente ao nível do hipotálamo, região do cérebro fortemente envolvida nas vivências afetivas; e também na chamada comissura anterior, uma estrutura que faz conexão entre os dois hemisférios cerebrais. Alguns estudos sugerem semelhança entre essas regiões no cérebro de homens que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo e as encontradas em mulheres. Não se pode afirmar, contudo, se elas estavam presentes no nascimento ou se resultam do próprio comportamento sexual.

Fatores atuantes durante o desenvolvimento intra-uterino poderiam influenciar no desenvolvimento do cérebro fetal. Além disso, é de se admitir que qualquer interferência neurológica ou hormonal que perturbe o desenvolvimento na infância ou adolescência poderá repercutir nas expressões posteriores da sexualidade. Sabe-se que alterações endócrinas podem repercutir sobre o desenvolvimento físico e psíquico, levando até mesmo a alterações na estrutura e função dos órgãos sexuais e na apresentação dos caracteres sexuais. No entanto, salvo em casos isolados, os achados não são suficientemente consistentes e, mesmo que confirmados em estudos futuros, nunca terão o valor de determinantes sobre o comportamento sexual, mesmo sendo reconhecidos como moduladores das reações emocionais.

Conclusões precipitadas no campo da sexualidade humana podem levar a equívocos e contradições.

Na verdade, quando se apega a uma causalidade inata e física da homossexualidade, incorre-se num reducionismo, atribuindo papel definitivo aos aspectos biológicos. De uma opção comportamental, a homossexualidade passa a ser vista como uma imposição biológica, desconhecendo-se característica humana fundamental que é a capacidade de fazer escolhas, mesmo que dentro de limitações; e o direito de revê-las, quando for o caso. Muitos, influenciados por esse entendimento parcial, podem sentir-se totalmente autorizados a assumir tal orientação sexual. Porém, seria bom lembrar que alterações genéticas e constitucionais poderão, em futuro próximo, ser objeto de intervenções, até mesmo através da engenharia genética e da medicina fetal.

Vê-se que nada autoriza entendimentos radicais: “É óbvio que o desenvolvimento do gênero é multifatorial, de forma que a etiologia da orientação sexual deve ser também multifatorial” (8). Os componentes inatos, nos casos em que venham a ser identificados, atuariam no máximo como predisponentes ao aprendizado cognitivo, que se desenvolve primariamente no âmbito das relações intra-familiares.

Não se pode desconhecer que influências ambientais atuam precocemente através do relacionamento com os pais e pessoas significativas. A própria atribuição de gênero, feita ao nascer, pesa na formação da identidade pessoal.

A partir da matriz psíquica que assim se forma, o reforço social passa a exercer o papel de lapidador final. O distanciamento de um grupo de iguais na infância e adolescência pode ser relevante, pois os jovens, quando estimulados por mecanismos grupais, aprendem sobre respostas sexuais específicas, consolidando a própria identidade. Nesse contexto, alguma forma de expressão da sexualidade serve como reforço da auto-estima e conseqüente afirmação comportamental. Por outro lado, insucessos podem trazer repercussões negativas. Por fim, a própria atitude da sociedade, quando acentua a dicotomia homo/heterossexual, força uma opção apressada que, se passa a ser vista a partir de então como exclusiva, é selada pelo preconceito e rotulada como definitiva.

Na verdade, o entendimento da homossexualidade requer uma visão ampla das motivações do comportamento humano, que tem como suas características mais marcantes exatamente a plasticidade e a possibilidade de mudanças. Pesquisas têm mostrado que até estruturas do sistema nervoso podem ser alteradas a partir de atitudes pessoais e influências externas, como acontece através da psicoterapia, por exemplo (9).

Entendo-se assim fica melhor resguardada a liberdade, mesmo que relativa, que caracteriza a pessoa que somos: seres dotados de vontade e responsáveis pelo direcionamento e expressão dos nossos desejos.

Duas conseqüências práticas decorrem desse entendimento alargado. Em primeiro lugar, os pais e educadores têm o direito e o dever de intervir na educação das crianças e adolescentes, oferecendo-lhes condições para o desenvolvimento pleno de suas potencialidades. As dificuldades emocionais e relacionais deverão ser detectadas com presteza e receber atenção precoce, evitando que embaraços e dificuldades se prolonguem e determinem comportamentos embaraçosos.

Em segundo lugar, as pessoas têm o direito de ser adequadamente informadas das possibilidades de desenvolvimento da própria sexualidade e estimuladas ao compromisso de assumi-la de forma consciente. Se estiverem insatisfeitas e desejarem mudanças, devem ter a vontade respeitada e garantidas oportunidades para tal. Estudos têm demonstrado que, quando há suficiente motivação, pode-se avançar muito na reorientação da vida sexual (10, 11).

Acima de tudo, porém, convém destacar que questões pessoais e íntimas, como são as relacionadas à sexualidade, merecem serem vistas com compreensão e atitude respeitosa. Principalmente na prática da ajuda e assistência, quando se aborda casos específicos, deve prevalecer a acolhida e a solidariedade incondicional. Com freqüência, há muito sofrimento envolvido na história de vida de cada um, pelo que as manifestações da sexualidade devem ser entendidas como “soluções particulares que cada ser humano tem de dar diante do enigma da própria organização pulsional” (12).

Referências bibliográficas:

1. ASSIS, M. de O alienista. São Paulo, Ed. Ática, 1975.
2. OMS. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Trad. Dorgival Caetano. Porto Alegre, Artes Médicas, 1993.
3. Id. ibid., p. 210.
4. Id. ibid., p. IX e 2.
5. KANDEL, E.R. A biologia e o futuro da psicanálise: um novo referencial intelectual. Rev Psiquiatr. R.S., 25 (1): jan./abr.2003, p. 154 e 155.
6. HECKERT, U. Desenvolvimento sexual – Modelo bio-sócio-cognitivo. Inform. Psiq. 17 (3): 1998, p.93-97.
7. BANCROFT, J. Human sexuality and its problems, 2nd. Ed. Edinburgh, Churchill Livinstone, 1989, p.177.
8. KANDEL, E.R. op.cit., p.156.
9. KANDEL, E.R. op.cit., p. 157 e 158.
10. EPSTEIN, R. Editorial. Psychology Today, Jan./Feb. 2003, p. 7-8.
11. YARHOUSE, M.A.; THROCKMORTON, W. Ethical issues in attempts to ban reorientation therapies. Psychotherapy, 39 (1), 2002, p.66-75.
12. CECCARELLI, P.R. Sexualidade e preconceito. Rev. Latino-Americana de Psicopatologia Fundamental, 3 (3): p.18-37.

Uriel Heckert

***

Excelente análise,cientifica e bem fundamentada.Deixa as coisas muito claras.

Este artigo vem reforçar aquilo que a Igreja defende, em uma perspectiva diferente.

São visões que se complementam e se reforçam.

A verdade sobre o Homem,que a Igreja tanto fala, tem a ver em assumir nossa verdade humana,nossa vocação para a eternidade e nossa busca sincera pela superação de nossos limites que nos desumanizam,em todas as áreas!

Pela FORÇA do Sacrifício de Jesus na cruz e pela sua ressurreição,tudo pode ser mudado.Tudo!

Nós cremos nisso.Você crê?

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