Por Arquivo julho, 2009

Pílula abortiva aprovada na Católica Itália

sexta-feira, julho 31st, 2009

A Agência Italiana dos Fármacos (Aifa) autorizou na noite de quinta-feira (30) o uso da pílula abortiva( conhecida aqui no Brasil como Pílula do dia seguinte) no país, apesar dos protestos da Igreja Católica.

Membros do governo centro-direitista de Silvio Berlusconi também pressionaram a Aifa a não autorizar o uso da pílula.

Desde 1978, o aborto é legal na Itália nos primeiros 90 dias de gestação, sem necessidade de justificativa, ou até a 24ª semana, caso haja malformação fetal ou risco à vida da mãe. Por lei, todos os abortos devem acontecer em um hospital.

Desenvolvida no começo da década de 1980 na França, a substância mifepristone, ou RU-486, já é comercializada livremente nos EUA e em quase toda a União Europeia, exceto em alguns países mais católicos, como Portugal, Irlanda e, até esta semana, a Itália.

Usada para interromper gestações de até 49 dias, a pílula é comercializada nos EUA pelo laboratório Danco sob a marca Mifeprex, e fora dos EUA pela francesa Exelgyn, sob a marca Mifegyne.

Simpatizantes da liberação dizem que ela não contraria a atual lei italiana. “Se uma mulher não pode ser convencida a evitar um aborto, devemos aceitar um método menos invasivo e doloroso”, disse a ministra da Saúde, Giorgia Meloni, de 32 anos, acrescentando que ela pessoalmente “jamais faria um aborto”.

A Aifa estipulou que a pílula só pode ser administrada em hospitais, mas críticos dizem que, com a liberação, algumas mulheres deverão abortar em casa, sem assistência médica.

“Intrinsecamente significa que as mulheres farão abortos em casa, porque o momento da expulsão (do feto) não é previsível”, disse Eugenia Roccella, dirigente do Ministério da Saúde, ao apresentar nesta semana um relatório anual sobre abortos, antes da decisão da Aifa.

Ela disse que a autorização estaria sendo “fortemente patrocinada por políticos”, e questionou a segurança do método.

Em 2005, cinco mulheres morrearam nos EUA e no Canadá por causa de uma rara infecção bacteriana, depois de usarem a pílula. Recentemente, pesquisadores dos EUA descobriram que a administração oral em conjunto com antibióticos, em vez da administração vaginal, reduz o risco de infecção.

O Vaticano, contrário a todas as formas de aborto, por considerar que a vida começa na concepção, diz não haver diferença entre a pílula e o aborto cirúrgico.

“Primeiro o aborto foi legalizado para que parasse de ser clandestino, mas agora os médicos estão lavando suas mãos e transferindo o ônus da consciência para as mulheres”.

A pílula abortiva já vinha sendo administrada experimentalmente em algumas regiões italianas. Com a decisão da Aifa, ela passa a ser legal em toda a Itália.

Fonte: O Globo on line

***

Veja também a noticia abaixo,publicada pela Agência Zenit.

Vinte e nove mulheres morreram no mundo pelo consumo da pílula Ru486, mais conhecida como a “pílula do dia seguinte”.

Assim assegurou a subsecretária do Ministério da Saúde, Eugenia Roccella, no momento em que a Agência Italiana de Fármacos (AIFA)aprova a pílula.

As declarações foram publicadas na edição desta quinta-feira deL’Osservatore Romano. Roncella explicou que as mortes foram causadas pelos efeitos colaterais do fármaco, confirmando um dado que começou a circular há várias semanas, ainda que originalmente foi classificado pelo respeito à intimidade.

O dado está contido na relação que a fábrica produtora da pílula, Exelgyn, enviou ao Ministério, o qual, por sua vez, o remeteu ao comitê técnico-científico da AIFA.

Este último se expressa favoravelmente sobre a comercialização da RU486.

***

O Brasil é o pais de maior população Católica do Mundo,porém o país mais católico do mundo proporcionalmente falando é a Itália que ,infelizmente, falhou na tentativa de não aprovar essa pílula.

Lamentável!

Impressiona a letargia de nosso povo Católico que – de maneira geral- não se mobiliza e não vai à luta ( no bom sentido) para defender aquilo que acredita!

Os politicos nos representam!! ou deveriam..

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O Papa, sua coragem e missão.

sexta-feira, julho 31st, 2009

“A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas, lançada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante.

Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (Ef 4,14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar ‘aqui e além por qualquer vento de doutrina’, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades. Ao contrário, nós, temos outra medida: o Filho de Deus, o verdadeiro homem. É ele a medida do verdadeiro humanismo.

‘Adulta’ não é uma fé que segue as ondas da moda e a última novidade; adulta e madura é uma fé profundamente radicada na amizade com Cristo. É esta amizade que nos abre a tudo o que é bom e nos dá o critério para discernir entre verdadeiro e falso, entre engano e verdade. Devemos amadurecer esta fé, para esta fé devemos guiar o rebanho de Cristo. E é esta fé só esta fé que gera unidade e se realiza na caridade”.

A constante defesa da Verdade e do Amor promovida por Bento XVI tem levado à mídia secularizada e outros inimigos da Igreja Católica a lançarem pesadas críticas ao Santo Padre, muitas vezes distorcendo o que foi dito pelo Romano Pontífice.
Da mesma forma que o pensamento de João Paulo II, os valores defendidos pelo atual Papa incomodam todos aqueles que foram cooptados pelas visões errôneas acerca do homem e da sociedade, pois são um espelho que constantemente acentuam os erros nos quais tais pessoas estão imersas.

O que é mais triste é quando vemos pessoas que estão ou já estiveram no seio da Igreja Católica discordando dos ensinamentos de Bento XVI. Conforme foi inúmeras vezes destacado por João Paulo II, “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre”, logo, os ensinamentos do Magistério Romano não devem ser influenciados pelos erros que contaminam nossa sociedade, ao contrário, as palavras do Santo Padre devem ser o “Sal da Terra”, mostrando a todos quem é “o Caminho, a Verdade e a Vida” e agindo como fermento, para aumentar o número de pessoas que abraçam o Evangelho, ajudando na salvação da humanidade sofredora.

Agradecemos a Deus pelo nosso Pastor, que ele tenha vida longa, muita saúde e nunca seja entregue em poder de seus inimigos. Que a cada dia possamos nos tornar mais fiéis aos ensinamentos do Santo Padre Bento XVI, pois, somente dessa forma, seremos fiéis à Nosso Senhor Jesus Cristo.

Autor: Alex Catharino
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A Cabana, Parte II. Continuação…

sexta-feira, julho 31st, 2009

Continuação da análise do livro ” A Cabana”,sob  a ótica da fé Católica.

II. O FILHO

  1. O Filho se apresenta como um judeu envolvido em sua carpintaria e com Mack e ri quando este diz que ele é feio, afirmando que, realmente, é feio e tem o nariz grande como os ancestrais masculinos de sua mãe. (p. 102) Sabemos que em Deus não há nada que não seja beleza, verdade, luz, vida e ainda que todos os ancestrais de Nossa Senhora fossem feios e narigudos, isso não seria característica do Filho.
  2. Acerca da inabitação, diz o livro:

“- Meu propósito, desde o início, era viver em você e você viver em mim.

- Espere, espere. Espere um minuto. Como isso pode acontecer? Se você ainda (???) é totalmente humano, como pode estar dentro de mim?

- Espantoso, não é? É o milagre de Papai. É o poder de Sarayu (Esp. Sto), meu Espírito, o Espírito de Deus que restaura a união que foi perdida há tanto tempo. Eu? A cada momento eu escolho viver totalmente humano (????) Sou totalmente Deus, mas sou humano até o âmago. Como disse, é o milagre do Papai. (p. 103)

3. Milagre ou diversão?

Embora seja um deslize pequeno, quase uma utilização literária de uma passagem das Escrituras, o evento de Jesus e Mack caminharem sobre as águas contradiz o Evangelho. Sabemos o quando Jesus se aborrecia quando as pessoas pediam sinais e o quanto a Igreja insiste em dizer que Jesus sempre tinha um objetivo claro em seus milagres. Este de caminhar sobre as águas foi crucial para Pedro e para o entendimento da Igreja como uma barca. Como disse, entretanto, é um deslize pequeno diante dos outros.

III. O ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é uma moça asiática etérea, irrequieta e colorida, que leva as pessoas a se sentirem bem, em paz, aliviadas, mais que amarem a Deus e aos irmãos. Não tem nenhuma relação com a Igreja, assim como o Pai. Nega que a Bíblia traga regras, mandamentos ou conselhos, como veremos abaixo. Ele é como que o “responsável” por fazer o homem livre de toda regra, obediência ou mandamento bíblico ou da Igreja. Ou seja, tem papel exatamente contrário ao do verdadeiro Espírito Santo!

IV. UM DEUS ANARQUISTA?

Oposição entre amor, relacionamento e poder, hierarquia e autoridade: um Deus anarquista?

Este tema desenvolve-se sutil e lentamente ao longo do livro e acabará por opor toda instituição ao amor e relacionamento, o que se tornará crítica explícita à Igreja e à religião. O tema já aparece antes da página 97, mas retorna aqui:

“Os relacionamentos não têm nada a ver com poder. Nunca! E um modo de evitar a vontade de exercer poder é escolher se limitar e servir. Os humanos costumam fazer isso quando cuidam dos enfermos, quando servem os idosos, quando se relacionam com os pobres, quando amam os muito velhos e os muito novos, ou até mesmo quando se importam com aqueles que assumiram uma posição de poder sobre eles.” (97) Depois da primeira frase, todas as frases são corretas, o que parece dar legitimidade à primeira, mas é um paradoxo com a ultima.

Outro texto sobre o mesmo tema:

“- os humanos estão tão perdidos e estragados que para vocês é quase incompreensível que as pessoas possam trabalhar ou viver juntas sem que alguém esteja no comando.

- Mas qualquer instituição humana, desde as políticas até as empresariais, até mesmo o casamento, é governada por esse tipo de pensamento. É a trama do nosso tecido social – declarou Mack.

- Que desperdício! Disse Papai, pegando o prato vazio e indo para a cozinha.

- Esse é um dos motivos pelos quais é tão difícil para vocês experimentar o verdadeiro relacionamento – acrescentou Jesus. – Assim que montam uma hierarquia, vocês precisam de regras para protegê-la e criando algum tipo de cadeia de comando que destrói o relacionamento ao invés de promovê-lo. Raramente vocês vivem o relacionamento fora do poder. A hierarquia impõe leis e regras e vocês acabam perdendo a maravilha do relacionamento que nós pretendemos para vocês. (Em Gn 1, Deus já estabelece uma hierarquia entre o homem e o criado, o que define inclusive o tipo de relacionamento entre eles e o tipo de responsabilidade do homem quanto à criação – mais tarde, no livro, a responsabilidade também será questionada)

- … Então nós fomos seduzidos por essa preocupação com a autoridade?

- De certo modo, sim – respondeu Papai, passando o prato de verduras para Mack… -

Sarayu continuou:

- Quando vocês escolhem a independência nos relacionamentos tornam-se perigosos uns para os outros. As pessoas se tornam objetos a serem manipulados ou administrados para a felicidade de alguém. A autoridade, como vocês pensam nela, é meramente a desculpa que o forte usa para fazer com que os outros se sujeitem ao que ele quer.” (puro relativismo e nova era, a ser engolido por milhões de pessoas no mundo inteiro sob a autoridade do nome de Deus!)

Mais tarde, na pág 122, Sarayu diz que essa conversa relacionava-se com a árvore da vida!!!

Desta forma, critica o próprio Deus que, segundo o então Cardeal Ratzinger, proíbe o homem de tocar na árvore do bem e do mal e na árvore da vida exatamente para definir a relação de autoridade e obediência e impor ao homem limites que, obedecidos, o teriam salvaguardado do pecado. Lendo Gen 1, 2 e 3, onde se estabelecem as primeiras regras, hierarquia e instituições, pode-se dizer tudo, EXCETO que Deus não se relacionava com o homem!!!

Na página 135, há uma afirmação sobre as mulheres e o poder, o que poderia parecer ser simplesmente uma tentativa de quebrar paradigmas, já que não se repete depois. É Jesus quem fala:

“- O mundo, em vários sentidos, seria um lugar muito mais tranqüilo e gentil se as mulheres governassem. Haveria muito menos crianças sacrificadas aos deuses da cobiça e do poder. (esta é uma idéia feminista das mais radicais. Segundo ela, a mulher é superior ao homem em vários campos e têm uma percepção do universo mais espiritual. Tal idéia é um primeiro passo para a defesa do aborto e a retirada do sentimento de culpa das mulheres com relação a ele. Por isso, muitos governos colocam mulheres à frente de processos de legalização do aborto).

Mack continua:

- Então elas teriam realizado melhor esse papel.

- Melhor, talvez, mas ainda assim não seria suficiente. O poder nas mãos dos seres humanos independentes, sejam homens ou mulheres, corrompe. Mack, você não vê que representar papéis é o contrário do relacionamento?” (mais uma vez, duas idéias não verdadeiras (mulheres no governo fariam um mundo melhor e representar papéis é o contrário do relacionamento) se apóia em uma verdadeira ( o poder nas mãos dos seres humanos independentes, sejam homens ou mulheres, corrompe).

A pouca relevância do parágrafo acima no contexto do livro, torna-se aberrante na passagem abaixo, quando Mack diz:

“- Mas você veio na forma de homem. Isso não significa alguma coisa?

- Sim, mas não o que muitos imaginam (??? Indireta aos teólogos, aos estudiosos da Palavra?). Vim como homem para completar a imagem maravilhosa de como fizemos vocês. Desde o primeiro dia escondemos a mulher no homem, de modo que na hora certa pudéssemos retirá-la de dentro dele. Não criamos o homem para viver sozinho. A mulher foi projetada desde o início. Ao tirá-la de dentro dele, de certa forma ele a deu à luz. Criamos um círculo de relacionamento como o nosso, mas para os humanos. Ela saindo dele e agora todos os homens, inclusive eu, nascidos dele, e tudo se originando ou nascendo de Deus.“(P. 135) O Magistério de João Paulo II e Bento XVI, nos tem dado fundamentação de sobra para vermos que a proposta do livro é absurda. Primeiro, a Palavra diz que Deus criou a mulher a partir do homem adormecido. Segundo, o fato de o homem “dar à luz” não o faz semelhante à mulher e muito menos a Deus. Terceiro, essa narrativa esdrúxula jamais remeteria ao homem e à criação nascendo de Deus, que criou tudo do nada!!!!!!!

Infelizmente, a má interpretação continua nos parágrafos seguintes, p. 136:

“- Ah, entendi – exclamou Mack, interrompendo…- se a mulher fosse criada primeiro não haveria um círculo de relacionamento e não se tornaria possível um relacionamento totalmente igual, cara a cara, entre o homem e a mulher. Certo? (Sabemos bem o que diz o Magistério sobre o homem e a mulher face a face na interpretação de Gn 2). Note-se que a afirmação de Mack é totalmente sem lógica. Então o homem precisava “parir” a mulher para que ambos fossem iguais?? Espantoso, além de inspirado em mitologias pagãs.

- Certíssimo Mack. (…) Mas sua independência, com busca de poder e de realização, na verdade destrói o relacionamento que seu coração deseja.

- Aí está de novo (…) a questão sempre volta ao poder e a como ele é oposto ao relacionamento que vocês tem entre si. “(136). Novamente, temos aqui o pecado original, o fruto da árvore do bem e do mal como busca de independência e poder (um pecado relacional!) e não como o pecado pessoal da rebeldia contra Deus, do orgulho e egoísmo (pecado que tira Deus do centro e diz respeito ao interior de cada um, embora se expresse nas relações). O pecado original, aqui, não é visto como uma queda do homem ou uma rebeldia contra Deus, mas uma concupiscência (que, como sabemos, é resultado do pecado original, e não O pecado original).

IV – RELATIVISMO

O relativismo aparece por todo lado no livro. Seria necessário transcrevê-lo quase todo. Aparece na falta de necessidade de obedecer, no fazer o que quiser ao invés de obedecer, no ridículo que é ter responsabilidade. Segundo “Jesus”, no livro, submissão não tem nada a ver com autoridade e obediência, que são conceitos inventados por nós, assim como a responsabilidade e a expectativa (p. 133). O relativismo está presente no “anarquismo” comportamental pregado especialmente no final do encontro de Mack com a “trindade”. Na verdade, poderia resumir a mentalidade do livro, juntamente com “anarquismo”, “individualismo”, utilização irresponsável de sofismas e utilização indevida da Palavra em interpretação pessoal e muito fantasiosa.

“- Vc não deve fazer nada. Está livre para o que quiser. (…) não se sinta obrigado. Vá se for isso o que você quer fazer.”, diz Jesus (p. 80)

Como as idéias da moral relativista se espalham por todo o livro, preferimos colocá-las à medida que aparecem de forma mais forte, nos comentários abaixo:

V. DOUTRINA SOBRE O CÉU E INFERNO

  1. A ênfase sobre uma “trindade” que não exige, que não julga, que não espera nada de nenhum homem, que não nutre expectativas nem lhes impõe responsabilidades nem os purifica (apenas os cura) elimina inteiramente a idéia da purificação do purgatório para ver a Deus (como o livro é escrito por protestante, não se pode esperar isso mesmo), mas também a idéia do inferno. Deus é perfeitamente bom, tolerante e vê o bem do homem como um relacionamento com ele, sem esforço pela santidade, sem purificação para a santidade. Jesus já venceu tudo isso na morte e ressurreição (no livro não se fala de pecado). A única coisa que o homem deve fazer, mas só se quiser, é relacionar-se com a “trindade”, mas sem compromisso de amor, Igreja, sem qualquer instituição, sem responsabilidade, sem expectativas e sem regras, leis ou rituais.

Um exemplo é quando Jesus diz a Mack:

“- Só quero que confie em mim o pouco que puder e que cresça no amor pelas pessoas ao seu redor com o mesmo amor que compartilho com você. Não cabe a você mudá-las nem convencê-las, Você está livre para amar sem qualquer obrigação.”

Na pág 168 se lê:

“Mack, eu as amo (as pessoas que inventaram os sistemas de poder). E você comete um erro julgando-as. Devemos encontrar modos de amar e servir os que estão dentro do sistema, não acha? Lembre-se, as pessoas que me conhecem são aquelas que estão livres para viver e amar sem qualquer compromisso. (!!!!!!!!!!) (Como amar de acordo com o Evangelho sem compromisso ou responsabilidade? Como seguir Jesus até a cruz, como ser seu discípulo sem compromisso ou responsabilidade? De qual amor o livro fala? Talvez do da Nova Era, do da Era de Aquarius, jamais do amor cristão! Jamais do verdadeiro amor humano!)

- É isso o que significa ser cristão? – Achou meio idiota ao dizer isso, mas era como se estivesse tentando resumir tudo na cabeça.

- Quem disse alguma coisa sobre ser cristão? Eu não sou cristão. (na verdade, Jesus era judeu, mas fundou o cristianismo, segundo foram chamados seus seguidores POR CAUSA DELE, o Cristo. Este tipo de afirmação clichê (como muitas outras presentes no livro) engana o leitor incauto e o leva a pensar que ser ou não ser cristão não faz diferença, pois nem Jesus era cristão!)

A idéia pareceu estranha e inesperada para Mack e ele não pode evitar uma risada.

- Não, acho que não é.

Chegaram à porta da carpintaria. De novo Jesus parou:

- Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou mulçumanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos. (conforme já comentamos, a idéia de pecado não existe no livro. Jesus já os pagou todos e todos já desapareceram). Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, meus amados. ( se não importa a Jesus que os homens sejam ou não cristãos, porque Ele teria mandado os discípulos até os confins da terra BATIZANDO OS QUE CRESSEM EM NOME DO PAI, DO FILHO, DO ESPÍRITO SANTO, isto é, fazendo-os cristãos? )

A seguir, vem a afirmação bela e verdadeira que, aparentemente, “sanciona” todo erro exposto:

- Isso significa que toda estrada leva a você?

- De jeito nenhum (…) A maioria das estradas não leva a lugar nenhum. O que isso significa é que eu viajarei por qualquer estrada para encontrar vocês.” Pronto. Esta afirmação verdadeira vem fazer com que pareçam verdades as inverdades ditas acima. Mais um sofisma bem elaborado).

  1. Neste contexto se dá o encontro com Missy, a filha morta, que o “abraça” e “vê” e é vista e “abraçada” por ele por trás da cachoeira Tal encontro é recheado de elementos do folclore panteísta indígena e nova era como a cachoeira, o jardim colorido, a rocha escura. Os filhos vivos de Mack também estão presente na cena “em sonho”.

Este episódio pontilhado de clichês provavelmente utilizados nas pregações que o autor escutou ou revistas que leu, traz, como clichê central, a historinha do julgamento no qual a pessoa é colocada no lugar de juiz entre dois de seus filhos ou entes queridos. Embora seja clichê entre os protestantes e, dessa forma, empobreça a linguagem do livro, é muito útil para que se entenda a necessidade da misericórdia e perdão, que só Deus tem como exercer sem erro e plenamente. No episódio faltam alguns elementos como Jesus Cristo como fonte de misericórdia, mas isso não parece proposital. É apenas mais uma das muitas contradições do livro, que condena os rituais, mas os promove, que fala no perdão do Pai, mas não inclui o filho, etc.

  1. É, aliás, em um ritual que Mack se encontra com o pai biológico, em meio a milhares de espíritos de luz, mas distinto dos outros por estar-se “debatendo em seus sentimentos” e “resistindo” a eles com relação a Mack. A questão dos espíritos de luz evoca o espiritismo, a nova era, a concepção oriental de céu, o que vem combinar com a idéia de que o Céu como um lugar de purificação da natureza, igualmente espiritualista. Quanto ao “debater-se em sentimentos” o pai de Mack, ou é simplesmente uma figura literária, ou uma clara ignorância do que diz a doutrina cristã sobre o estado das almas no céu.
  2. Neste episódio, há um dado interessante: Mack está vendo o céu com os olhos com que Deus o vê e chega à conclusão de que no céu as pessoas não somente são espíritos de luz sendo purificados (já que o céu é uma purificação da criação), mas que se comunicam através de cores e brilhos. Dado o contexto de tantas afirmações contrárias à fé, fico sem saber se isso é meramente interpretação livre do autor, ou se há algo em alguma doutrina que faça alusão a este tipo de “linguagem”, exceto nas alucinações causadas por LSD, que não creio ser o caso aqui.

CONTINUA EM PRÓXIMO POST……………………………………………………….

Continuação destes artigos (análise, comentários, explicações e críticas sobre o livro A CABANA):

  1. Sobre o livro A Cabana
  2. Sobre o livro A Cabana – parte II
  3. Sobre o livro A Cabana – parte III

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    Igreja não emitiu juizo sobre Medjugorje

    quinta-feira, julho 30th, 2009

    A aceitação por parte de Bento XVI da perda do estado clerical do Pe. Tomislav Vlasic não constitui um juízo sobre os testemunhos de aparições de Maria em Medjugorje, declara o procurador geral da Ordem dos Irmãos Menores (Franciscanos).

    O Pe. Francesco Bravi informou nesta quarta-feira que a medida não foi imposta pela Santa Sé, mas aconteceu em resposta ao pedido apresentado pelo até agora sacerdote franciscano de ser dispensado não só do celibato sacerdotal, mas também dos votos religiosos.

    “Ele o pediu”, explica Pe. Bravi, sublinhando que, ainda que seja verdade que Vlasic era vice-pároco de Medjugorje quando aconteceram os primeiros testemunhos destas aparições, que estão sendo analisadas pela Santa Sé, viveu mais de duas décadas na Itália.

    Era religioso da província franciscana de São Bernardino de Sena (Áquila) e havia fundado a comunidade “Kraljice mira potsuno Tvoji – po Mariji k Isusu” (Rainha da Paz, todos teus – a Jesus por Maria –).

    Vlasic pediu à Santa Sé para ser dispensado das obrigações próprias do ministério sacerdotal, declara esta fonte, porque não quer aceitar as sanções que lhe havia imposto a Congregação para a Doutrina da Fé com um decreto (protocolo 144/1985) de 25 de janeiro de 2008, assinado pelo cardeal William Levada e pelo arcebispo Angelo Amato, respectivamente presidente e secretário da Congregação.

    No decreto, que foi divulgado por Dom Ratko Peric, bispo de Mostar-Duvno, a diocese na qual se encontra Medjugorje, por encargo da própria Congregação vaticana, explicava que as sanções se impuseram diante das acusações contra o sacerdote recebidas “por difusão de doutrina duvidosa, manipulação de consciências, misticismo suspeito, desobediência a ordens legítimas e cargoscontra sextum” (ou seja, contra o sexto mandamento).

    O decreto estabelecia cinco sanções, entre elas a obrigação de permanecer em uma casa da Ordem Franciscana da região de Lombardia (Itália), determinada pelo ministro geral da Ordem, Pe. José R. Carballo, e a proibição de manter toda relação com a comunidade Rainha da Paz e com seus membros.

    O decreto proibia que o então sacerdote mantivesse assuntos ou negócios sem permissão escrita do ministro geral da Ordem e estabelecia a obrigação de haver um curso de formação teológico-espiritual, reconhecido pela Congregação, que devia avaliar os resultados, e uma solene profissão de fé.

    Por último, proibia “o exercício da atenção de almas, a pregação, as intervenções públicas” e lhe negava a faculdade de confessar “até o cumprimento dos termos descritos”.

    O Pe. Bravi informa que o sacerdote não reconheceu as acusações que lhe foram dirigidas e que por este motivo tampouco aceitou as sanções. Diante desta rejeição, pediu para ser dispensado do exercício de seu ministério sacerdotal e de sua condição de religioso.

    Ao mesmo tempo, o sacerdote recebeu a proibição absoluta de exercer qualquer forma de apostolado, assim como fazer declarações, em especial sobre Medjugorje.

    O Pe. Vlasic teve um papel importante no início dos relatos das aparições de Maria referidos pelos seis jovens da região da Bósnia-Herzegóvina em 1981, pois trabalhava nessa paróquia, ainda que não era o pároco. Em 1985, contudo, mudou-se para a Itália.

    Fez publicamente e por escrito interpretações dos mesmos, mas em algumas ocasiões foi contradito pelos videntes.

    Por exemplo, afirmou que a comunidade que ele fundou, Rainha da Paz, nasceu por expresso desejo de Nossa Senhora, algo que a vidente Marija Pavlovic negou em uma carta enviada à Santa Sé.

    O bispo de Mostar se declarou publicamente contra os testemunhos das aparições de Medjugorje, mas o dossiê está sendo estudado agora na Congregação para a Doutrina da Fé.

    No livro publicado pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado de Bento XVI e antigo secretário dessa Congregação vaticana, “A última vidente de Fátima” (La Esfera de los Libros, 09/10/2007), o prelado afirma que “as declarações do bispo de Mostar refletem uma opinião pessoal, não são um juízo definitivo e oficial da Igreja.

    Tudo se deve remeter à declaração dos bispos da antiga Iugoslávia em Zara, de 10 de abril de 1991, que deixa a porta aberta para futuras investigações. A verificação, portanto, deve seguir adiante. Enquanto isso, estão permitidas as peregrinações privadas com um acompanhamento pastoral dos fiéis. De fato, todos os peregrinos católicos podem ir a Medjugorje, lugar de culto mariano, onde há possibilidade de expressar-se com todas as formas devocionais”.

    Fonte: Zenit

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    A Cabana.De qual deus fala o livro?

    quinta-feira, julho 30th, 2009

    Já ouviu falar do Livro ” A Cabana”?

    Pois é, recebi uma análise bem interessante do livro de alguém que leu e percebeu muita coisa contraria à fé católica.Como esse livro tem sido muito comentado e muita gente boa tem lido,estamos publicando a análise para nos ajudar a:

    - Perceber nas entrelinhas do livro,ou em outros que venhamos a ler,a ideologia de esvaziamento de pontos essenciais de nossa fé católica;

    - Ajudar-nos a perceber nossa atitude diante daquilo que lemos, principalmente em obras de cunho religioso ou “auto ajuda”, que adentram na dimensão espiritual/espiritualista que interessam a nós católicos;

    - Ajudar-nos a despertar o senso critico – não neurótico, mas atento – para filtrar à luz de nossa fé aquilo que vale a pena ler ou não. A oferta hoje é tamanha que exige de nós critérios para não perder tempo,nem dinheiro, com aquilo que nada acrescenta de consistente à nossa fé ou a nossa vida;

    Ás vezes impressiona a Incapacidade que muitos tem de não perceber, dentro daquilo que estão lendo, onde tem verdade ou não.Alguns não conseguem ver nada errado onde qualquer olhar mais atento percebe tudo!

    Estará em cor o diálogo de análise e questionamento com algumas colocações feitas no livro.

    A proposta não é analisar todo o livro mas apenas algumas partes na esperança que possa despertar naqueles que ainda vão ler,se tiverem “estômago”, uma nova percepção e naqueles que já leram uma confirmação daquilo que provavelmente haviam percebido.

    Desnecessário se faz dizer que a análise foi feita a partir da fé católica, o que poderá tornar algumas colocações não muito claras para quem não está razoavelmente por dentro da doutrina básica de nossa fé.

    De qualquer forma ,é bem interessante..

    Pelo tamanho,iremos postar aos poucos..

    ***

    ” A cabana”- análise do livro sob ótica católica.

    1. O livro é muito bem escrito e atraente no seu enredo simples, no assunto e no estilo. A linguagem, porém, com algumas citações bíblicas feitas de formas indiretas, traz uma profusão de sofismas capaz de iludir o leitor menos atento. (lembro que a “metodologia” do sofisma, muito utilizado na filosofia grega antiga, consiste em tomar uma verdade ou duas verdades e combiná-la com uma ou mais inverdade de formas que tudo pareça verdadeiro ou que tudo pareça falso, de acordo com o objetivo de quem sofisma). O livro traz em seu próprio enredo incoerências entre a trama e o que é dito pelas “pessoas” da “trindade”.
    2. a editora do mesmo (e isso é muito importante ao comprar ou ler um livro dedica-se a livros de auto-ajuda ou assuntos não comprovados nem pelo próprio livro nem pela ciência, teologia e, por vezes, o bom-senso). É bastante ler a lista dos seus “clássicos”, na ultima página do livro. A exceção é O Monge e o Executivo.

    O livro conta a história de um homem que, em um acampamento nas montanhas com os filhos tem sua caçula seqüestrada e morta enquanto está sob a água, tentando salvar um outro filho, que se afogava sob um bote. Após quatro anos de tristeza e desilusão, recebe uma carta de Deus, que se apresenta como Papai convidando-o a voltar à cabana onde o crime contra sua filha havia sido cometido. Relutante, aceitou.

    Até aqui, nada anormal. A ficção, afinal, dá direito a todo tipo de imaginação. O inadequado começa quando este homem, Mack, encontra a “trindade” na cabana. Naturalmente, como autor, Young goza o direito de utilizar sua imaginação, sua bela linguagem, suas descrições do Pai como uma senhora negra que cozinha, o Filho como um judeu cujo nariz enorme o deixa feio e o Espírito como uma moça asiática feita de luz.

    Ele tem o direito, sim, de imaginar a trindade como um autor leigo ignorante da boa teologia e eclesiologia e influenciado pela Nova Era, pelo Espiritismo e pelo Relativismo. Nós é que temos o dever de distinguir o que é bom do que não é. A narrativa é tão envolvente, que os deslizes de Young quanto à fé, a eclesiologia e a moral podem passar desapercebidos para a pessoa mais bem formada. Vejamos alguns:

    I. O PAI

    1. O Papai é apresentado como uma mulher (Young parece decidido a quebrar todos os paradigmas) e chamado de papai durante todo o livro, tanto pelo Filho e pelo Espírito, quanto por Mack. Sabemos que João Paulo II afirma que Deus é Pai e Mãe quanto ao cuidado, ao coração misericordioso, as entranhas de misericórdia, tão típicas de uma mãe. Entretanto, o Deus que Jesus nos veio revelar é o Deus que é Pai, ainda que afirme em Mt 5 que Ele tem entranhas de mãe. A justificativa do “pai” para apresentar-se como mulher é o fato de Mack ter rejeição ao seu pai biológico (p. 83). Esta mulher, entretanto, não é mãe, mas pai. Seus afazeres são, segundo ela mesma, de cozinheira e governanta. Este pai mulher traz as cicatrizes de Jesus, como se o Pai não fosse puro espírito, mas tivesse um corpo de homem, isso é, de mulher.
    2. Em um esforço de fazer “deus mais perto de nós”, o autor acaba por esbarrar no grotesco. Além da descrição do Pai como uma enorme negra que se auto-intitula governanta-cozinheira e traz cicatrizes no corpo (???), destacam-se algumas situações especiais. Perguntado por Mack sobre que música estava ouvindo, respondeu:

    ” Um barato da Costa Oeste. É um disco que ainda nem foi lançado, chamado Viagens do Coração, tocado por uma banda chamada Diatribe . Na verdade – ela piscou para Mack – esses garotos ainda nem nasceram.

    - É mesmo, reagiu Mack bastante incrédulo. – Um barato da Costa Oeste, hein? Não parece muito religioso.

    - Ah, acredite: não é. É mais tipo funk e blues eurasiano com uma mensagem fantástica. – Ela veio bamboleando na direção de Mack, como se estivesse dançando, e bateu palmas. Mack recuou. (!!!)

    - Então Deus ouve funk?

    - Ora, veja bem, Mackenzie. Você não precisa ficar me rotulando. Eu ouço tudo e não somente a musica propriamente dita, mas os corações que estão por trás delas.”(p. 81) ( os rótulos são especialmente detestados na nova era e no relativismo)

    1. O “pai” dá uma explicação completamente esdrúxula para ter-se revelado como pai e não como mãe:

    “…assim que a Criação se degradou, nós soubemos que a verdadeira paternidade faria muito mais falta do que a maternidade. Não me entenda mal, as duas coisas são necessárias, mas é essencial uma ênfase na paternidade por causa da enormidade das conseqüências da função paterna”(p. 84). Creio que tal absurdo dispensa comentários. O autor não leva em conta o que a Bíblia e a Igreja dizem da missão do homem, do pai, da mulher e do homem na criação, na família, na sociedade. Aliás, esta é uma das características do livro. Não lhe importa o que diz a Palavra ou a Igreja e esta, como todas as instituições, são desprezíveis aos olhos da “trindade”, que orienta Mack a desprezá-las.

    1. Ao definir o que Ele é, desautoriza o que os homens pensam e definem dele (embora não cite diretamente a Igreja e os teólogos, fica implícito pelas palavras que usa). No final, felizmente diz que é “acima e além de tudo o que você possa perguntar ou pensar.”(p. 88)
    2. Na página 89, o pai faz uma afirmação capaz de fazer tremer os céus: “Quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos. Também optamos por abraçar todas as limitações que isso implicava. Mesmo que tenhamos estado sempre presentes nesse universo criado, então nos tornamos carne e sangue. Seria como se este pássaro, cuja natureza é voar, optasse somente por andar e permanecer no chão. Ele não deixa de ser pássaro, mas isso altera significativamente sua experiência de vida.” E continua a confusão teológica sobre 3 Pessoas em um só Deus dizendo: “Ainda que por natureza Jesus seja totalmente Deus, ele é totalmente humano e vive como tal (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) Ainda que jamais tenha perdido sua capacidade inata de voar, ele opta, momento a momento, por ficar no chão. Por isso (!!!!!!) seu nome é Emanuel, Deus conosco, ou Deus com vocês, para ser mais exata.” De uma tacada só, além de destruir o dogma da Santíssima Trindade, (somente o Filho se faz homem e, embora as outras duas pessoas estejam com ele e nele, não se pode dizer que os três se fizeram homem) atinge a união hipostática e a profecia de Isaías. A impressão que dá é que o autor “ouviu o galo cantar, mas não sabe onde”. Por mais que se queira justificar tais afirmações com o fato da intenção do autor não ser teológica, ele insiste, como outros autores de livros metade cristãos-metade autoajuda, em colocar o Evangelho, a Palavra e a Igreja a serviço de sua idéia e objetivo e não o contrário.
    3. Depois, infelizmente, vem algo ainda pior, que fazemos questão de transcrever:

    “- Mas, e todos os milagres? As curas? Ressuscitar os mortos? Isso não prova que Jesus era Deus… você sabe, mais que humano?

    - Não, isso prova que Jesus é realmente humano.

    - O que?

    - Mackenzie, eu posso voar, mas os humanos, não. Jesus é totalmente humano. Apesar de ele ser também totalmente Deus, nunca aproveitou sua natureza divina para fazer nada. Apenas viver seu relacionamento comigo do modo como eu desejo que cada ser humano viva. Ele foi simplesmente o primeiro a levar isso até as últimas instâncias: o primeiro a colocar minha vida dentro dele (??) o primeiro a acreditar (??) no meu amor e na minha bondade, sem considerar aparências nem conseqüências. (Tal comentário, além de dizer que Jesus precisava da virtude TEOLOGAL da fé, deixa de fora todos os profetas, todos os patriarcas, João Batista, José e Maria. Desclassifica tudo o que Jesus fez, não somente os milagres, mas o milagre maior do amor de total entrega na Cruz e na Eucaristia).

    - E quando curava os cegos?

    - Fez isso como um ser humano dependente e limitado que confia na minha vida e no meu poder de trabalhar com ele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder para curar ninguém.” (p. 90). Este é mais um golpe inacreditável na união hipostática, mas consegue piorar no parágrafo seguinte:

    “- Só quando ele repousava em seu relacionamento comigo e em nossa comunhão, nossa comum-união, ele se tornava capaz de expressar meu coração e minha vontade em qualquer circunstância determinada. Assim, quando você olha para Jesus e parece que ele está voando, na verdade ele está… voando. Mas o que você realmente esta vendo sou eu, minha vida nele. É assim que ele vive e age como um verdadeiro ser humano, como cada humano está destinado a viver: a partir de minha vida“(p. 90). Este é um dos sofismas mais disfarçados e sutis do livro, o que torna a afirmação aparentemente verdadeira para os mais distraídos, mas totalmente absurda para alguém mais atento: uma verdade – cada ser humano é chamado (não destinado!) e várias inverdades, a partir da primeira linha (então quer dizer que Jesus ora “repousava em seu relacionamento com Deus e Sua vontade, ora não??? Este raciocínio mentiroso é coroado com uma ultima inverdade: Jesus vive e age como verdadeiro ser humano. NÃO É ISSO o que Jesus quis dizer quando afirma que faz o que vê o Pai fazer, que aprendeu tudo do Pai, que Ele e o Pai são um! Jesus É totalmente homem e totalmente Deus e é um com o Pai, gerado, não criado, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus Verdadeiro.

    Em um dado momento, o mesmo Pai, que nos pede para não chamar o irmão de “Racca”, sob pena do fogo do inferno (Mt 5), diz:

    “- Homens! algumas vezes são tão idiotas!”

    Ele não podia acreditar.

    _ Ouvi Deus me chamar de idiota? – gritou pela porta de tela.

    Viu-a (”ela” é Deus) dar de ombros antes de desaparecer na virada do corredor. Depois ela (o “pai”) gritou em sua direção:

    - Se a carapuça serve, querido. Sim, senhor, se a carapuça serve…”

    CONTINUA, próximos posts…………………………………………..

    Continuação destes artigos (análise, comentários, explicações e críticas sobre o livro A CABANA):

    1. Sobre o livro A Cabana
    2. Sobre o livro A Cabana – parte II
    3. Sobre o livro A Cabana – parte III

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    * Cristãos e Muçulmanos unidos pela liberdade religiosa

    quinta-feira, julho 30th, 2009

    Como cristãos e muçulmanos afirmamos que somos cidadãos ‘e’ crentes, não cidadãos ‘ou’ crentes.Estamos chamados a trabalhar lado a lado de forma adequada com os Estados aos quais pertencemos sem subordinar-nos a eles”: assim afirma o documento final do encontro entre cristãos e muçulmanos, com o lema “Ser cidadão da Europa e pessoa de fé”, que terminou hoje em Malinas (Bélgica), organizado pelo Comitê para as Relações com os Muçulmanos na Europa das Conferências de Bispos Europeus (CCEE) e pelo Conselho das Igrejas Européias (KEK).

    A Europa, afirma o comunicado, “está submetida a um processo de profunda transformação, e está emergindo uma sociedade plural, inter-étnica, intercultural e inter-religiosa”.

    Em alguns Estados, lamenta, “detecta-se um processo que está levando a relegar a religião cada vez mais à esfera privada”, inclusive chegando à marginalização do espaço público, chegando à erradicação de todo tipo de manifestação pública da fé.

    Diante disso, o comunicado afirma a importância do princípio de integração, que “nunca deveria envolver a renúncia a nossas identidades religiosas, como mostrar símbolos religiosos em lugares públicos, ou neutralizando as festividades religiosas pretextando que poderiam ferir a sensibilidade de outros crentes”.

    Por outro lado, afirma-se a importância do direito à liberdade de consciência, a mudar ou abandonar a própria religião, a mostrar e defender em público as próprias convicções religiosas sem ser ridicularizado ou intimidado por preconceitos ou estereótipos.

    Outro dos pontos do comunicado se refere ao clima de entendimento desejável entre ambas comunidades, e se insiste no diálogo, que consiste mais em escutar que em falar, em aprender a curar as feridas das divisões causadas por conflitos passados, para ser “embaixadores de reconciliação”.

    Para isso, é necessário conhecer-se mutuamente, para o qual os participantes do encontro propõem permitir a entrada de igrejas e mesquitas a visitantes de outras comunidades, assim como encontros acadêmicos que favoreçam o conhecimento mútuo.

    Também propõem a condenação de qualquer uso da violência em nome da religião, assim como formas hostis e militantes de secularismo que criam discriminação entre os cidadãos e não dão espaço às crenças e práticas religiosas.

    “Nosso desejo para as gerações futuras é que vivam em harmonia e paz com suas diferenças religiosas e que trabalhem para o progresso da sociedade. O diálogo inter-religioso tem de começar a ser o clima onde as crianças e jovens aceitam o outro e suas diferenças.”

    Por Inma Álvarez

    ***

    Se tenta de todas as formas enquadrar a religião ao fórum íntimo.

    Na verdade a fé é intima porém sua vivência,suas expressões e seu campo de ação não se resume ao “crente”,mas a sociedade!

    Os cidadãos que sutentam o Estado tem fé!,tem religião! O Estado é Laico,porém o Estado existe em função dos cidadãos.Ele não existe em função de si mesmo.

    Não existe Estado sem pessoas mas existem pessoas sem Estado,que é fruto da evolução civilizatória.

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    Gripe “Suina”.Você tem medo de pegá-la?

    quarta-feira, julho 29th, 2009

    1.-Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
    Até 10 horas.

    2. -Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
    Torna o vírus inativo e o mata.

    3.-Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
    A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.

    4.-É fácil contagiar-se em aviões?
    Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.

    5.- Como posso evitar contagiar-me ?
    Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.

    6.-Qual é o período de incubação do vírus?
    Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.

    7.-Quando se deve começar a tomar o remédio?
    Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%

    8.- De que forma o vírus entra no corpo?
    Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.

    9.-O vírus é mortal?

    Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.

    10.-Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
    Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.

    11.-A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
    Não porque contém químicos e está clorada

    12.-O que faz o vírus quando provoca a morte?
    Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.

    13.-Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
    Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.

    14.-Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
    De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.

    15.-Onde encontra-se o vírus no ambiente?
    Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.

    17.-O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
    Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.

    18 Qual é a população mais vulnerável atacada pelo vírus?
    De 20 a 50 anos de idade.

    19.-É útil a máscara para cobrir a boca?
    Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.

    20.-Posso fazer exercício ao ar livre?
    Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.

    21.-Serve para algo tomar Vitamina C?
    Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.

    22.-Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
    A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.

    23.-O virus se move?
    Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.

    24.- Os mascotes contagiam o vírus?
    Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.

    25.-Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
    Não.

    26.-Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
    As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.

    27.-O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
    Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.

    28.-Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
    Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.

    29.-Serve para algo tomar antivirais antes dos síntomas?
    Não serve para nada.

    30.-As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
    SIM.

    31.-Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
    NAO.

    32.-O que mata o vírus?
    O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.

    33.-O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
    O isolamento.

    34.- O álcool em gel é efetivo?
    SIM, muito efetivo.

    35.-Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
    Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.

    36.- Este vírus está sob controle?
    Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.

    37.-O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
    A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.

    38.-Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
    SIM.

    39.-As crianças com tosse e gripe têm influenza?

    É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.

    40.-Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
    Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.

    41.-Posso me contagiar ao ar livre?
    Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.

    42.- Pode-se comer carne de porco?
    SIM pode e não há nenhum risco de contágio.

    43.-Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
    Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

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    Senado Indiano e “Decamerão” da Globo

    quarta-feira, julho 29th, 2009


    O Senado da Índia recusou a aplicação de programas ocidentais de educação sexual argumentando que só exacerbam as gravidezes prematuras e incitam à promiscuidade sexual, informou “LifeSiteNews”.(Veja original em Inglês)

    O Senado respondeu à pressão de ONGs ocidentais que queriam impor a educação sexual nas escolas com material da UNICEF, órgão ligado à ONU que promovem a revolução sexual até no Brasil.

    Para o Senado, dito material “chocou as consciências” do país e “promove uma promiscuidade da pior classe”. Se aplicado, o programa proposto “corromperia a juventude indiana e levaria ao colapso o sistema educacional”.

    Ele não é senão uma “educação para usar preservativos” que produz uma “sociedade imoral” e aumenta o número de famílias monoparentais.

    Com relação à Aids, o professor Pratiba Naitthani declarou ao comitê do Senado que elaborou o relatório que “nada é mais seguro do que a abstinência até o casamento”.

    ***

    Os países Orientais tem grandes desconfianças das propostas” modernas” do Ocidente,especialmente na área moral e de comportamento.Apesar de serem vistos como “atrasados” por boa parte dos Ocidentais,estes paises não cristãos ainda mantem valores humanos que infelizmente estamos perdendo.

    Mesmo em culturas não cristãs, é perceptível a defesa de valores naturais essencias para o equilibrio da sociedade.

    No mundo Muçulmano e Hindu eles lutam bravamente contra esses “contra valores.”Claro que paralelo a isso também existem também valores que ofendem a cultura cristã,mas,paciência, não se pode esperar destas culturas aquilo que elas não receberam por não serem -AINDA- evangelizadas.

    Uma sociedade imoral ou amoral rapidamente caminha para a decadência.Aliás,segundo os estudiosos,os grandes Imperios da História iniciaram suas decadências exatamente pela perca da moral e dos bons costumes.

    É uma pena. Ontem mesmo assisti na TV uma chamada da Globo para um novo especial chamado”Decamerão”,que me deu arrepios.Trata-se de uma adaptação do clássico de Boccaccio,”Decameron”.Conhece?

    Veja abaixo um pequeno resumo da obra.

    Pelas imagens da adptação global,acho que não será nada diferente.

    “Decameron” é composto por cem histórias que abrangem as mais peculiares paixões e comportamentos humanos, e mantêm em viva presença, os” clamores da carne”, a infidelidade e as trapaças sexuais A obra tem a propriedade de revelar em cada conto que o proibido e o pecaminoso vigiados pelas autoridades no final da Idade Média , concretizavam-se em práticas habituais no dia-a-dia das pessoas comuns , do clero e da nobreza.”

    É uma desgraça (perdão a força da palavra) o nível de nossa programação.O que é que “especiais” como esse acrescentam a nosso sofrido povo?  vai vê que é o “pão e circo” dos imperadores Romanos para acalmar as massas e cauterizar as consciências.

    Lamentável!

    Será que vai ter cristão assistindo e dando audiência para “estimular” programas “educativos e instrutivos” como esse?
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    Frade de Medjugorje retorna a estado laical

    terça-feira, julho 28th, 2009

    Por Simon Caldwell
    The Daily Mail ( Inglês)
    26 de julho de 2009

    Vlasic e uma das videntes, Marija Pavlović, nos anos 80.

    Vlasic e uma das videntes, Marija Pavlović, nos anos 80.

    O Papa laicizou o padre envolvido com as aparições da Virgem Maria na cidade bosniana de Medjugorje.

    Padre Vlasic é o antigo ‘diretor espiritual’ de seis videntes que afirmam que Nossa Senhora as visitou aproximadamente 40.000 vezes em 28 anos. Ele também foi suspeito de inventar histórias das aparições da Virgem Maria.

    O local atrai milhares de visitantes todo ano.

    ***

    [Padre Vlasic] pediu para deixar o sacerdócio após o Vaticano investigar acusações de que era culpado de imoralidade sexual ‘agravadas por motivações místicas’, depois de engravidar uma freira e então persuadi-la a silenciar o assunto.

    Padre Vlasic se negou a cooperar com a investigação desde o princípio e foi exilado para um mosteiro em L’Aquila, Itália, onde foi proibido de se comunicar com qualquer pessoa, sem a permissão de seu superior.

    Veio à tona ontem que ele escolheu deixar o sacerdócio e sua ordem, uma mudança que levou a investigação a um fim abrupto.

    A laicização de Padre Vlasic significa que ele está deposto de seu estado clerical.

    Padre Vlasic foi chamado de ‘criador’ do fenômeno, conforme Pavao Zanic, bispo local quando então as aparições começaram em 1981.

    Mais cedo, em meio a uma discussão com o bispo local e o Vaticano, ele fez uma profecia de que a Virgem Maria apareceria na Bósnia.

    Meses depois, seis crianças da região – Mirjana Dragićević, Marija Pavlović, Vicka Ivanković, Ivan Dragićević, Ivanka Ivanković e Jakov Colo – disseram ter visto a Virgem numa montanha próxima à sua cidade.

    Logo depois, Padre Vlasic anunciou que era ‘diretor espiritual’ delas e em 1984 até mesmo ostentou ao Papa João Paulo II que ele era aquele ‘por meio de quem a providência divina guia os videntes de Medjugorje’.

    Mas o clérigo bosniano posteriormente tomou uma posição mais modesta quando se soube que ele seria pai de uma criança com uma freira chamada Irmã Rufina e que se negou a deixar sua ordem para se casar com ela.

    Padre Vlasic então se mudou para Parma, Itália, onde fundou uma comunidade religiosa mista (masculina e feminina) chamada Rainha da Paz, que foi dedicada às aparições.

    Ele foi suspenso no ano passado pela Congregação do Vaticano para a Doutrina da Fé em meio a uma investigação sobre sua conduta depois de três comissões eclesiásticas terem fracassado em encontrar evidências para sustentar as afirmações dos videntes.

    Os bispos da antiga Iugoslávia finalmente declararam que “não pode ser afirmado que estas matérias digam respeito a aparições ou revelações sobrenaturais”.

    ————————-

    OFÍCIO DO SUPERIOR GERAL DA ORDEM DOS FRADES MENORES

    ORDO FRATRUM MINORUM
    MINISTER GENERALIS

    Prot. N. 098714

    Aos Superiores Provinciais da Bósnia Herzegovina, Croácia e Itália.

    Caro Irmão Superior,

    O Santo Padre, aceitando a requisição do frade Tomislav Vlasic, O.F.M., membro da província dos frades menores de S. Bernardino de Siena (L’Aquila), responsável por conduta nociva à comunhão eclesial tanto na esfera doutrinal como disciplinar, e sob a censura de interdito, lhe concedeu o favor da redução ao estado laico (amissio status clericalis) e demissão da Ordem.

    Além disso, o Santo Padre concedeu ao peticionário, motu proprio, a remissão da censura incorrida assim como o favor da dispensa dos votos religiosos e de todas as responsabilidades associadas às ordens sagradas, inclusive celibato.

    Como um preceito penal salutar – sob pena de excomunhão que a Santa Sé declararia, e, se necessário, sem advertência canônica prévia – as seguintes ordens são impostas ao Sr. Tomislav Vlasic:

    a) Absoluta proibição de exercer qualquer forma de apostolado (por exemplo, promover devoções públicas ou privadas, ensinar doutrina Cristã, direção espiritual, participação em associações leigas, etc) assim como aquisição e administração de bens destinados a propósitos religiosos;

    b) Absoluta proibição de publicar declarações sobre matérias religiosas, especialmente a respeito do “fenômeno de Medjugorje”;

    c) Absoluta proibição de residir em casas da Ordem dos Frades Menores.

    Para a execução das medidas sérias impostas pela Santa Sé com respeito ao Sr. Tomislav Vlasic, a mesma Sé Apostólica comunica diretamente aos Superiores de Ordem.

    Portanto, volto-me a vós para que sejais vigilantes e informeis aos Guardiães e superiores das casas filhas, respeitosamente, a respeito de Tomislav Vlasic, das medidas pontifícias a ele concernentes, em particular a respeito da proibição de residir em qualquer causa pertencente à Ordem dos Frades menores, sob pena de remoção do cargo.

    Confiando em vossa plena compreensão e pronta cooperação, cumprimento-vos fraternalmente.

    Roma, 10  de março de 2009.

    Fr. José Rodriguez Carballo, OFM
    Superior Geral

    Fonte: Catholic Light

    ***

    Ainda existem aqueles que acham que a Igreja é indiferente a situações como essas. Na verdade ela age com a prudência e a discrição necessária para situações delicadas assim.

    A caridade de Cristo sempre deve nortear análises que envolvem vidas e escândalos públicos.

    A postura da Igreja é sempre de salvação e de justiça,de não expor ainda mais vidas já expostas;de minimizar os danos,sem negá-los.

    A Igreja é mãe.De todos!

    Até dos culpados, a quem anima o arrependimento e a busca da salvação.

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    Arqueologia confirma tradição sobre túmulo de São Paulo

    terça-feira, julho 28th, 2009

    No ano do segundo milênio do nascimento do Apóstolo das Gentes, o grande São Paulo, ficou confirmada a localização do túmulo do apóstolo martirizado em Roma.

    Os restos de São Paulo foram venerados continuadamente durante séculos sob o altar papal da basílica de São Paulo extramuros (San Paolo fuori le mura, Roma).

    Seu martírio ocorreu, porém, no local da atual abadia das Três Fontes.

    Em tempos pagãos, nesse local havia um pântano. Quando os imperadores queriam fazer “desaparecer” um cristão sem chamar a atenção, o levavam lá para martirizá-lo.

    São Paulo morreu decapitado. Sua cabeça foi posta sobre uma coluna e na hora tremenda do martírio caiu dando três tombos. No local de cada tombo abriu-se uma fonte.

    Na Idade Média foi erigida uma abadia beneditina que existe até hoje, sendo visitada pelos peregrinos. É a Abbazia delle Tre Fontane. Na Renascença foi erigida riquíssima igreja sobre as três fontes. Há um magnífico altar sobre cada uma delas. (foto embaixo)

    Poucos viajantes e peregrinos sabem, mas quando eles vão do aeroporto de Roma para a cidade, passam quase ao lado deste famoso local.

    A piedosa devoção ao túmulo do Apóstolo Paulo, instalado sob o altar mor da basílica de San Paolo fuori le mura, atraiu multidões de peregrinos.

    Nos tempos de fé ninguém fazia muita questão de conferições ou confirmações cientificas da tradição oral transmitida de geração em geração.

    O bom senso e a evidência dos testemunhos confirmavam a veracidade do fato.

    Mas, na nossa época espalha-se, por vezes, uma ojeriza contra a tradição, sobre tudo quando é piedosa, como se fosse sinônimo de superstição carente de fundamento histórico.

    Agora, neste segundo milênio do nascimento do grande Santo, as conferições foram feitas.

    Os estudos e análises começaram em 2007.

    Desfazendo toda dúvida, o sarcófago foi localizado onde sempre se acreditou estar, inviolado durante muitos séculos.

    Os peritos perfuraram o túmulo e introduziram uma sonda especial. A sonda reportou a existência de um riquíssimo tecido de linho cor púrpura, recoberto de ouro e mais um pano azul com filamentos de linho. A sonda verificou também a presencia de grãos de incenso vermelho.

    Pequeníssimos fragmentos ósseos de ali extraídos passaram pelo teste do carbono 14. Este foi feito por especialistas que não conheciam a procedência das amostras. Eles concluíram pertencer a uma pessoa que viveu entre os séculos I e II da era cristã.

    Todos estes dados foram feitos públicos pelo próprio Bento XVI.

    Aos olhos dos especialistas estes indícios concordantes com a tradição inconteste de muitos séculos confortam a idéia de se tratarem dos restos mortais do Apóstolo das Gentes. Pode se esperar ainda novos estudos e análise

    ***

    Mais uma confirmação cientifica que reforça a tradição da igreja.

    Não acrescenta à nossa fé nada além do que já existe.Mesmo com todas as evidências a fé não virá desta certeza que a ciência apenas confirma e reforça.

    Deus é quem nos dá a fé e a ELE devemos recorrer para que a aumente !

    Nos alegramos também pela certeza de que, como Pedro, Paulo está entre nós!  A  sua intercessão recorramos para nos ajudar a evangelizar a este mundo sedento de verdade!

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    10 Razões para viver a abstinência sexual no namoro

    terça-feira, julho 28th, 2009

    namoro


    1. A pureza ajuda a ter uma boa comunicação com sua/seu namorada/o.

    Quando um casal de namorados vive a abstinência sexual, sua comunicação é boa porque não se concentram somente no prazer, mas na alegria de compartilhar pontos de vista e experiências; além disso, suas conversas são mais profundas. Pelo contrário, a intimidade física é uma forma fácil de se relacionar, mas ofusca outras formas de comunicação. É um modo de evitar o trabalho que supõe a verdadeira intimidade emocional, como falar de temas pessoais e profundos, além de conhecer as diferenças básicas que existem entre ambos.

    2. Cresce a amizade no relacionamento.

    A proximidade física pode provocar que os jovens pensem que estão emocionalmente próximos, quando na verdade não estão. Um relacionamento romântico consiste essencialmente em cultivar uma amizade e não há amizade sem conversação e sem compartilhar interesses. A conversação pessoal cria laços de amizade e ajuda um a descobrir o outro, a conhecer seus defeitos e qualidades. Alguns jovens se deixam levar por paixões e, depois, quando se conhecem em profundidade, se desencantam. Muitas vezes, nem sequer chegam a se conhecer porque não foram amigos, somente namorados com direitos.

    3. Existe um melhor relacionamento com os pais de ambas as famílias.

    Quando o homem e a mulher se respeitam mutuamente, amadurece o carinho e melhora a amizade com os pais de ambos. Geralmente, os pais de família preferem que seus filhos solteiros vivam a continência sexual e se sentem mal quando sabem que eles estão sexualmente ativos, sem estar casados. Quando um casal sabe que deve esconder suas relações sexuais, cresce a culpa e o estresse. Os jovens que vivem a pureza se relacionam mais cordialmente com os próprios pais e com os pais da/o namorada/o.

    4. As relações sexuais têm o poder de unir duas pessoas com força e podem prolongar uma relação pouco sã, baseada na atração física ou na necessidade de seguraa.

    Uma pessoa pode se sentir “presa” em um relacionamento do qual gostaria de sair porque – no fundo – não o deseja, mas não sabe como fazer. Uma pessoa casta pode romper com maior facilidade o vínculo afetivo que o ata ao outro, pois não houve uma intimidade tão poderosa no aspecto físico.

    5. Estimula a generosidade contra o egoísmo

    As relações sexuais durante o namoro convidam ao egoísmo e à própria satisfação, inclinam a sentir-se em concorrência com outras pessoas que podem chamar a atenção da/o namorada/o. Estimulam a insegurança e o egoísmo porque o fato de começar a entrar em intimidade convida a pedir mais e mais.

    6.
    Há menos risco de abuso físico ou verbal

    O sexo, fora do casamento, pode se associar à violência e a outras formas de abuso. Por exemplo, há duas vezes mais ocorrência de agressão física entre casais que convivem sem compromisso, do que entre pessoas casadas. Há menos ciúmes e menos egoísmo nos casais de namorados que vivem a pureza do que naqueles que se deixam levar pelas paixões.

    7. Aumenta o repertório de modos de demonstrar afeto

    Os namorados que vivem a abstinência encontram detalhes “novos” para demonstrar afeto, e contam com iniciativas e idéias para passar bem e demonstrar mutuamente seu carinho. O namoro se fortalece e eles têm mais oportunidades de se conhecer no que diz respeito à personalidade, costumes e maneira de manter um relacionamento.

    8.
    Existem mais possibilidades de triunfar no casamento

    As pesquisas têm demonstrado que os casais que já viveram juntos têm mais possibilidades de se divorciar do que os que não fizeram esta experiência.

    9. Se você decidir terminar o namoro, doerá menos

    Os laços criados pela atividade sexual, por natureza, vinculam fortemente. Então, se houver uma ruptura, será mais intensa a dor produzida pela separação, devido aos vínculos estabelecidos. Quando não tiverem relações íntimas e decidirem se separar, o processo será menos doloroso.

    10. Você se sentirá melhor como pessoa

    Os adolescentes sexualmente ativos freqüentemente perdem a auto-estima e admitem viver com culpas. Quando decidem deixar de lado a intimidade física e viver castamente, sentem-se como novos e crescem como pessoas. Além disso, melhoram seu potencial intelectual, artístico e social. Com o sexo não se deve jogar. Quando alguém lhe pressionar (“Só te peço sexo uma vez e não insistirei mais”), uma boa resposta seria: “Isso é justamente o que me preocupa. Prefiro me conservar para alguém que vai me querer toda a minha vida”.

    Por: Martha Morales

    ***

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    Aos homens não basta saber que existem, mas para quê existem.

    segunda-feira, julho 27th, 2009

    No dia 26 de março [de 2005], uma das figuras humanas mais extraordinárias do século XX estaria fazendo aniversário de 100 anos. Estou me referindo a Viktor Frankl, psiquiatra austríaco.

    Provavelmente você nunca ouviu falar dele, mas certamente conhece a expressão “vazio existencial” – foi ele quem a criou nos idos dos anos cinqüenta. Embora seja um ilustre desconhecido em nosso país, seu principal livro Em Busca de Um Sentido (Man’s Search for Meaning) vendeu mais de cinco milhões de cópias apenas nos Estados Unidos e foi considerado, segundo matéria do New York Times de novembro de 1991, um dos dez mais influentes livros nos EUA.

    Frankl nasceu em Viena. Aos 14 anos, na escola, fez a um professor uma pergunta que mudaria o curso de sua vida.

    Enquanto estudante de 14 anos no ginásio, eu fiz algo que era muito incomum na ocasião. Eu tive um professor de Ciências Naturais que era muito distante, que ensinava do modo como uma pessoa esperaria que os cientistas o fizessem. Um dia ele afirmou que a vida é simplesmente um processo de combustão, nada além de um processo de oxidação. Levantando repentinamente eu o questionei, “Mas Professor, então que sentido a vida têm?”

    Claro que um reducionista/materialista não é capaz de responder a esta pergunta, porque para ele não existe nada mais que a matéria. O absurdo é, nas palavras de Frankl, “promover sua própria incredulidade sob a aparência de ciência”. Quantos sabichões estufam o peito, orgulhosos de tanto saber, mas cuja arrogância é ainda maior que a inteligência que possuem. O fato de a ciência materialista não conseguir uma resposta para isso, não quer dizer que essa inquietação não exista. Mais que isso, negar uma resposta para essa pergunta é negar a própria humanidade do ser humano.

    E afinal, qual é o sentido da vida? Frankl sempre buscou encontrar e extrair um significado de todos os eventos que aconteciam em sua vida. Oportunidades não faltaram. Formou-se médico em 1930 e trabalhou em um hospital psiquiátrico em Viena, sendo responsável por milhares de pacientes suicidas. Perdeu o melhor amigo executado pelo regime nazista. Judeu, foi prisioneiro nos campos de concentração nazistas de Auschwitz e Dachau, onde ficou por quase três anos. Ao ser libertado, descobriu que havia perdido quase toda sua família: foram mortos seu pai e sua mãe, além de sua esposa e seu irmão. Somente sua irmã, que fugiu da Europa antes da guerra, permanecia viva.

    Ao invés de se deixar consumir pelo rancor, a amargura, o ódio e o ressentimento, Frankl reconstruiu sua vida, pois tinha objetivos a cumprir – metas traçadas durante sua experiência nos campos de concentração, onde, nos momentos mais duros, ele se lembrava de sua esposa e seus familiares, na esperança de revê-los novamente, e carregava consigo a determinação de terminar um livro cujo manuscrito havia sido destruído ao ser preso. Após a sua libertação, ele retomou o trabalho interrompido e reescreveu o manuscrito perdido, de onde publicou o livro The Doctor and the Soul. Em seguida, lançou Man’s search for Meaning (Em Busca de Um Sentido, lançado no Brasil pela editora Vozes), livro em que narra sua experiência pessoal nos campos de concentração – e daí retira lições de fundamental importância para o desenvolvimento de sua teoria psicoterapêutica: a logoterapia.

    Durante o cativeiro, Frankl observou que aqueles que sobreviviam à violência, aos maus tratos, aos trabalhos forçados e à fome, quase sempre eram justamente aqueles que conseguiam encontrar um significado para seu sofrimento e mantinham uma esperança de saírem com vida dos campos, seja porquê almejavam reencontrar seus entes queridos ou voltar a trabalhar naquilo que os realizava. Mesmo aqueles prisioneiros fisicamente mais fortes e mais saudáveis, se perdessem a esperança e a vontade de viver, morreriam logo. A determinação de Frankl em sair do campo para continuar a escrever seu livro e para reencontrar sua família ajudam a explicar como ele próprio sobreviveu a condições subumanas de tratamento, aos trabalhos forçados, à subnutrição – para completar, conseguiu se reestabelecer de um ataque de febre tifóide no final da guerra.

    Ao contrário de Sigmund Freud, que dizia que a força motivadora do ser humano era o “princípio do prazer”, e de Alfred Adler, outro psiquiatra austríaco (autor da expressão “complexo de inferioridade”), que dizia que a “busca de superioridade” (”vontade de poder”) era o que determinava as ações dos indivíduos, Frankl afirmava sem titubear: a sua teoria, a logoterapia, “concentra-se no sentido da existência humana, bem como na busca por este sentido”. O desejo de encontrar um significado para a própria vida é o que faz a vida valer a pena. O homem é livre para escolher seu caminho e encontrar o sentido para sua existência. A vontade de sentido é o que move o ser humano.

    Frankl diz que o ser humano é livre para assumir uma postura frente à realidade que o cerca. Todo ser humano é livre – e ninguém pode tirar do ser humano esta liberdade.

    Até mesmo numa situação onde você não tem nenhuma liberdade externa, quando as circunstâncias não lhe oferecem qualquer escolha de ação, você retém a liberdade para escolher sua atitude ante uma situação trágica. Você não se desespera porque esta escolha está sempre com você até seu último momento de vida.

    Mas esta liberdade deve ser precedida pela responsabilidade.

    É por isso que eu recomendei nos EUA que, além da Estátua da Liberdade na Costa Leste, deveria haver a Estátua da Responsabilidade na Costa Oeste.

    Ou seja: somos livres para assumirmos uma postura frente ao mundo, mas somos responsáveis por esta escolha. Temos que assumir então, em conseqüência de nossa liberdade, a responsabilidade por tais escolhas, com as conseqüências que advêm de nossas ações. Cabe a cada ser humano perceber e superar as suas culpas. Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somos úteis uns aos outros. “Ser um ser humano é trabalhar por algo além de si mesmo.”

    Assim sendo, o sentido da vida pode ser encontrado por uma pessoa através de três caminhos:

    1) o exercício de um trabalho que seja importante, ou a realização de um feito, uma missão, que dependa de seus conhecimentos e de sua ação, e que faça com que a pessoa se sinta responsável pelo que faz;

    2) o amor a uma pessoa ou a uma causa, uma idéia, o que estabelece uma responsabilidade para com a pessoa amada ou à causa defendida;

    Um pensamento me traspassou: pela primeira vez em minha vida enxerguei a verdade tal como fora cantada por tantos poetas, proclamada como verdade derradeira por tantos pensadores. A verdade de que o amor é o derradeiro e mais alto objetivo a que o homem pode aspirar. Então captei o sentido do maior segredo que a poesia humana e o pensamento humano têm a transmitir: a salvação do homem é através do amor e no amor. Compreendi como um homem a quem nada foi deixado neste mundo pode ainda conhecer a bem-aventurança, ainda que seja apenas por um breve momento, na contemplação da sua bem-amada. Numa condição de profunda desolação, quando um homem não pode mais se expressar em ação positiva, quando sua única realização pode consistir em suportar seus sofrimentos da maneira correta – de uma maneira honrada -, em tal condição o homem pode, através da contemplação amorosa da imagem que ele traz de sua bem-amada, encontrar a plenitude. Pela primeira vez em minha vida, eu era capaz de compreender as palavras: “Os anjos estão imersos na perpétua contemplação de uma glória infinita”.

    3) diante de um sofrimento inevitável, assumir uma postura de buscar um significado e utilidade para a dor, pois através da experiência cada pessoa pode contribuir para a vida de outras pessoas.

    Frankl foi submetido, junto com outros milhões de pessoas, à experiência degradante e desumanizante dos campos de concentração, onde os indivíduos eram reduzidos a um nível infra-humano, sendo considerados menos ainda que animais. O prisioneiro era desprovido de todos os seus bens, suas roupas, seus objetos e até de seus nomes. Mas ainda assim ele e outros se mantiveram firmes no propósito de sobreviverem – porque suas vidas tinham um sentido. E, ao assumirem seu sofrimento com dignidade, Frankl e tantos outros deram ao mundo um inestimável e vivo testemunho de transcendência. O ser humano existe para transcender, para ultrapassar limites.

    Num mundo assolado pelo consumismo materialista, pela negação da humanidade do ser humano, pela banalização pura e simples do prazer (pois, segundo os niilistas, a vida não tem nenhum significado) e pelo vácuo de sentido experimentado por milhões e milhões de pessoas que simplesmente não conseguem encontrar uma utilidade para sua existência, a voz quase solitária de Viktor Frankl tornou-se referência para tantas outras pessoas. Sua coragem, determinação, caráter e despreendimento levaram-no às alturas do espírito humano, bem acima de Freud, Adler, Skinner, entre outros pioneiros, dos quais, diga-se de passagem, com elegância inaudita, ele próprio reconhece as contribuições e seus méritos. Mas as teorias destes precursores são incompletas, porque não abarcam o ser humano em sua totalidade, em sua potencialidade de realizar-se, transcender-se e doar-se. Finalizo este texto com palavras de Viktor Frankl:

    Dentro de cada um de nós há celeiros cheios onde nós armazenamos a colheita da nossa vida. O significado está sempre lá, como celeiros cheios de valiosas experiências. Quer sejam as ações que fizemos, ou as coisas que aprendemos, ou o amor que tivemos por alguém, ou o sofrimento que superamos com coragem e resolução, cada um destes eventos traz sentido à vida. Realmente, suportar um destino terrível com dignidade e compaixão pelos outros é algo extraordinário. Dominar seu destino e usar seu sofrimento para ajudar os outros é o mais alto de todos os significados para mim.

    Viktor Frankl faleceu em 2 de setembro de 1997, aos 92 anos.

    Autor do artigo: Matheus Cajaíba

    ***

    Os livros do Viktor que lí marcaram-me profundamente. Indico vivamente sua obra e comungo com seus postulados e suas descobertas.

    Sua visão é compativel com a fé Cristã e pode  ajudar muito a qualquer pessoa,mesmo não cristã,que poderá descobrir a Fé na busca de sentido para sua vida.

    Se você nunca leu,você agora sabe o que está perdendo..

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    Perseguição aos cristãos na Coréia do Norte

    segunda-feira, julho 27th, 2009

    da Associated Press, em Seul

    Uma cristã norte-coreana acusada de distribuir Bíblias –um livro banido pelo regime comunista da Coreia do Norte– foi executada publicamente no mês passado, denunciaram nesta sexta-feira ativistas de direitos humanos.

    Ri Hyon Ok, 33, foi acusada também de espionar para a Coreia do Sul e para os Estados Unidos e de organizar movimentos dissidentes, afirmou a Comissão Investigativa de Crimes contra a Humanidade. O relatório da ONG incluía ainda uma cópia do documento de identidade e afirma que o marido, filhos e parentes de Ri foram enviados para a prisão no dia seguinte à sua execução, em 16 de junho passado.

    O fechado governo norte-coreano não confirmou ou mesmo comentou o caso. A execução, contudo, marcaria um duro golpe em um país onde o cristianismo já floresceu e cuja capital, Pyongyang, já foi chamada de Jerusalém do Leste pela predominância da religião cristã.

    Segundo à Constituição, a Coreia do Norte garante a liberdade de religião. Na realidade, contudo, o regime restringe severamente qualquer culto que não seja ao ex-ditador Kim Il Sung, fundador da nação, e seu filho, o atual diretor Kim Jong Il.

    O governo autorizou quatro igrejas estatais: uma católica, duas protestantes e uma ortodoxa russa. Contudo, elas só podem ser frequentadas por estrangeiros. Ainda assim, mais de 30 mil norte-coreanos seriam cristãos.

    O Departamento de Estado americano afirmou em relatório no ano passado que “liberdade religiosa genuína não existe na Coreia do Norte.”

    O relatório indica ainda que o governo norte-coreano tomou novos passos para interromper o aumento dos cristãos clandestinos, particularmente nas áreas de fronteira com a China. As medidas incluem o envio de militares em igrejas e a organização de falsas reuniões religiosas como armadilha para cristãos convertidos.

    Ri foi executada, segundo a ONG, na cidade de Ryongchon. Outra cristã, Seo Kum Ok, 30, foi preso e torturado próximo à mesma cidade. Ela foi acusada de tentar espionar as instalações nucleares norte-coreanas em nome da Coreia do Sul.

    O relatório dos EUA estima que haja 6.000 cristãos presos na Prisão Nº 15, no norte do país comunista, onde os detentos cristão sofrem piores tratamentos do que os demais.
    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u599812.shtml

    ***

    Vivemos em um pais de total liberdade religiosa.Talvez por isso realidades de perseguições nos pareçam distantes e quase inacreditáveis.

    Na verdade em muitos países do mundo a fé cristã não é aceita e muitos cristãos são mortos e martirizados por causa da fé.

    Precisamos orar pelos nossos irmãos que vivem em países como Iraque, Algumas regiões da Índia,Alguns paises de maioria Muçulmana na Ásia e África intolerante com outras expressões religiosas e a quase campeã em perseguição:a China,sem esqueçer a Coréia do Norte sobrevivente da ideologia materialista comunista.

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    Respostas do Papa às perguntas das crianças

    segunda-feira, julho 27th, 2009

    Publicamos as perguntas feitas pelas crianças da Obra para a Infância Missionária e as respostas espontâneas de Bento XVI durante a audiência que lhes concedeu na Sala Paulo VI.

    Meu nome é Anna Filippone, tenho 12 anos, sou coroinha, venho da Calábria, da diocese de Oppido Mamertina-Palmi. Papa Bento, meu amigo Giovanni tem um pai italiano e uma mãe equatoriana e é muito feliz. O senhor acha que diferentes culturas um dia poderão viver sem brigar pelo nome de Jesus?

    – Bento XVI: Eu soube que vocês queriam saber como nós, quando éramos crianças, nos ajudávamos reciprocamente. Tenho que dizer que vivi os anos do Ensino Fundamental em um pequeno povoado de 400 habitantes, muito afastado dos grandes centros. Portanto, éramos um pouco ingênuos e, nesse povoado, havia, por uma parte, agricultores muito ricos e outros menos ricos, mas acomodados; por outra, pobres empregados, artesãos. Nossa família, pouco antes de que começasse a escola primária, havia chegado a este povoado procedente de outro e, portanto, éramos um pouco estrangeiros para eles, inclusive o dialeto era diferente. Nesta escola, portanto, refletiam-se situações sociais muito diferentes. Contudo, dava-se uma bela comunhão entre nós. Eles me ensinaram seu dialeto, que eu ainda não conhecia. Colaboramos bem, e tenho de confessar que em algum momento, naturalmente, também briguei, mas depois nos reconciliamos e esquecemos o que havia acontecido. Isto me parece importante. Às vezes, na vida humana parece inevitável brigar; mas o importante é, de qualquer forma, a arte de reconciliar-se, o perdão, voltar a começar e não deixar a amargura na alma. Com gratidão, recordo como colaborávamos todos: um ajudava o outro e seguíamos juntos nosso caminho. Todos éramos católicos e isso era naturalmente uma grande ajuda. Assim, aprendemos juntos a conhecer a Bíblia, começando pela Criação até o sacrifício de Jesus na Cruz, e chegando aos inícios da Igreja. Juntos aprendemos o catecismo, aprendemos a rezar e nos preparar-nos juntos para a primeira confissão, para a primeira comunhão: aquele foi um dia esplêndido. Compreendemos que o próprio Jesus vem a nós e que não é um Deus distante: entra na própria vida, na própria alma. E, se o próprio Jesus entra em cada um de nós, nós somos irmãos, irmãos, amigos e, portanto, temos de comportar-nos como tais.

    Para nós, esta preparação para a primeira confissão, como purificação de nossa consciência, de nossa vida, e depois também a primeira comunhão, como encontro concreto de Jesus, que vem a mim e a todos, foram fatores que contribuíram para formar nossa comunidade. Eles nos ajudaram a avançar juntos, a aprender juntos a reconciliar-nos, quando era necessário. Fizemos também pequenos espetáculos: é importante também colaborar, prestar atenção um no outro. Depois, aos 8 ou 9 anos, eu me tornei coroinha. Naquele tempo não havia ainda coroinhas mulheres, mas as meninas liam melhor que nós. Portanto, elas liam as leituras da liturgia, nós éramos coroinhas. Naquele tempo, ainda havia muitos textos em latim que era preciso aprender; deste modo, cada um teve que realizar sua parte de esforço. Como disse, não éramos santos: tivemos nossas brigas, mas de qualquer forma, dava-se uma bela comunhão, na qual a diferença entre ricos e pobres, inteligentes e menos inteligentes não contava. Contava a comunhão com Jesus no caminho da fé comum e da responsabilidade comum, nos jogos, no trabalho comum. Encontramos a capacidade para viver juntos, para ser amigos, e apesar de que, desde 1937, ou seja, há mais de 70 anos, já não morei mais nesse povoado, mas continuamos amigos. Aprendemos a aceitar-nos um ao outro, a levar o peso um do outro. Isso parece-me importante: apesar de nossas fraquezas, nós nos aceitamos e com Jesus Cristo, com a Igreja, encontramos juntos o caminho da paz e aprendemos a viver bem.

    Chamo-me Letizia e queria lhe perguntar. Querido Papa Bento XVI, o que queria dizer para o senhor, quando era pequeno, o lema: “As crianças ajudam as crianças”? O senhor tinha pensado que alguma vez chegaria a ser Papa?

    – Bento XVI: Para dizer a verdade, nunca pensei que seria Papa, pois, como já disse, era um jovem bastante ingênuo, em um pequeno povoado muito afastado das cidades, na província esquecida. Éramos felizes de viver nessa província e não pensávamos em outras coisas. Naturalmente conhecemos, veneramos e amamos o Papa – era Pio XI –, mas para nós era uma altura inalcançável, quase outro mundo: era nosso pai, mas, de qualquer forma, uma realidade muito superior a nós. E tenho de dizer que ainda hoje me custa compreender como o Senhor pôde pensar em mim, destinar-me a este ministério. Mas o aceito de suas mãos, ainda que é algo surpreendente e me parece que vai muito além de minhas forças. Mas o Senhor me ajuda.

    Querido Papa Bento. Sou Alessandro. Queria perguntar-lhe: o senhor é o primeiro missionário; nós, jovens, como podemos ajudá-lo a anunciar o Evangelho?

    Bento XVI: Eu diria que uma primeira maneira é esta: colaborar com a Obra Pontifícia da Infância Missionária. Deste modo, vocês fazem parte de uma grande família, que leva o Evangelho ao mundo. Deste modo, pertencem à uma grande rede. Vemos aqui como é representada a família dos diferentes povos. Vocês estão nesta grande família: cada um põe sua parte e juntos são missionários, promotores da obra missionária da Igreja. Têm um belo programa, indicado por sua porta-voz: escutar, rezar, conhecer, compartilhar, ser solidários. Estes são os elementos essenciais que constituem realmente uma forma de ser missionário, de fazer crescer a Igreja e a presença do Evangelho no mundo. Quero sublinhar alguns destes pontos.

    Antes de tudo, rezar. A oração é uma realidade: Deus nos escuta e, quando rezamos, Deus entra em nossa vida, faz-se presente entre nós, age. Rezar é algo muito importante, que pode mudar o mundo, pois torna presente a força de Deus. E é importante ajudar-se para rezar: rezamos juntos na liturgia, rezamos juntos na família. Eu diria que é importante começar o dia com uma pequena oração e acabar também o dia com uma pequena oração: lembrar dos pais na oração. Rezar antes do almoço, antes do jantar, e por ocasião da celebração comum do domingo: Um domingo sem missa, a grande oração comum da Igreja, não é um verdadeiro domingo: falta-lhe o coração do domingo, assim como a luz para a semana. Vocês podem também ajudar os demais, especialmente quando talvez não se reza em casa, quando não se conhece a oração, ensinando-os a rezar: ao rezar com eles, vocês os introduzem na comunhão com Deus.

    Depois, deve-se escutar, ou seja, aprender realmente o que Jesus nos diz. Também é preciso conhecer a Sagrada Escritura, a Bíblia. Na história de Jesus, aprendemos – como disse o cardeal –, o rosto de Deus, aprendemos como é Deus. É importante conhecer Jesus profundamente, pessoalmente. Deste modo, Ele entra em nossa vida e, através de nossa vida, entra no mundo.

    Também é preciso compartilhar, não se pode querer as coisas só para si mesmo, mas para todos; dividir com os demais. E se vemos que outro talvez tem necessidade, que tem menos qualidades, temos de ajudá-lo, e deste modo tornar presente o amor de Deus sem grandes palavras, em nosso pequeno mundo pessoal, que faz parte do grande mundo. Deste modo, juntos nos convertemos em uma família, na qual se tem respeito pelo outro: suportar o outro em sua alteridade, aceitar também os antipáticos, não deixar que se fique marginalizado, mas ajudá-lo a integrar-se na comunidade.

    Tudo isso quer dizer simplesmente viver nesta grande família da Igreja, nesta grande família missionária: viver os pontos essenciais como compartilhar o conhecimento de Jesus, a oração, a escuta recíproca e a solidariedade já é uma obra missionária, pois ajuda a que o Evangelho se converta em realidade em nosso mundo.

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    Sem crescimento da população crise não findará.

    domingo, julho 26th, 2009

    Especialista em população comenta a encíclica “Caritas in Veritate”

    Para sair da crise econômica é necessário fazer crescer a população, como destacou Bento XVI na Encíclica Caritas in Veritate. Esta opinião é compartilhada por Riccardo Cascioli, presidente do Centro Europeu de Estudos sobre a População, o Ambiente e o Desenvolvimento (CESPAS) e diretor do Departamento de População,

    Qual é sua avaliação sobre a encíclica?

    – Riccardo Cascioli: Extraordinariamente positiva, porque ao aprofundar no tema da caridade e da verdade na perspectiva econômica e social, enfrenta desde a raiz o tema mais controvertido de nosso tempo: o significado da presença humana sobre a terra, sua tarefa e seu destino. Enquanto no Ocidente se assiste há décadas a ideologias que tendem a desfigurar o homem (a pior das quais é o “humanismo sem Deus”, como recorda o Papa), nesta encíclica o homem – com sua dignidade e sua responsabilidade – volta a colocar-se em seu lugar, no centro da Criação. E se demonstra como a questão antropológica não é um problema filosófico; ao contrário, é determinante para as circunstâncias econômicas e sociais. Está claramente em continuidade com o magistério de Bento XVI, comprometido em revalorizar a razão, faculdade que é específica do homem. Também está em continuidade com João Paulo II, que desde 1997 havia dito claramente que a batalha decisiva do Terceiro Milênio seria precisamente ao redor do homem, cume da Criação.

    Os pontos que abordam a crise demográfica e o ambiente são muito inovadores e qualificados. O que pensa a respeito?

    – Riccardo Cascioli: É fundamental que tenha dito com tanta clareza que “considerar o aumento da população como causa primeira do subdesenvolvimento é incorreto, também do ponto de vista econômico”. É um ponto decisivo, porque desde os anos 80 em diante as políticas globais – sob os auspícios de organismos das Nações Unidas – se fundamentam sobre o controle da população, considerada como um “fato negativo” para o desenvolvimento e para o ambiente. E também a propósito do ambiente, a Encíclica explicita e mostra na situação atual o que já é patrimônio da Doutrina Social da Igreja e se pode resumir na frase: a natureza é para o homem e o homem é para Deus. “Se esta perspectiva decai – diz a encíclica – o homem acaba, ou por considerar a natureza como um tabu intocável ou, ao contrário, por abusar dela”. Desta forma mostra exatamente a situação esquizofrênica do mundo ocidental secularizado.

    O economista Ettore Gotti Tedeschi sustenta que o Papa merece o prêmio Nobel de Economia por ter destacado a relação entre a crise e a queda da natalidade. Qual é seu parecer ao respeito?

    – Riccardo Cascioli: Creio que tem toda a razão. Existe verdadeiramente uma crise demográfica, e é a dos países desenvolvidos que há mais de 40 anos têm uma taxa de fertilidade abaixo do índice de substituição geracional. A encíclica nos dá a entender como este é o fator fundamental da crise econômica atual. E a resposta não pode ser apenas “técnica”. Nos últimos anos compreendemos como o desabamento da natalidade incide no problema das pensões, por exemplo, mas este é apenas um aspecto de uma crise muito mais ampla destinada a piorar nos próximos anos. É necessário que os Governos – e os economistas – reflitam sobre este aspecto.

    Durante algumas décadas as instituições internacionais sustentaram que para favorecer o desenvolvimento era necessário reduzir os nascimentos. Quais foram os resultados destas políticas?

    – Riccardo Cascioli: Atualmente há muitos países em via de desenvolvimento cuja taxa de fertilidade desceu para baixo do índice de substituição geracional. Em geral todos os países do mundo – salvo raríssimas exceções – experimentaram uma drástica diminuição dos nascimentos nas últimas décadas. Mas nenhum país saiu da pobreza e do subdesenvolvimento graças a estas políticas. Ao contrário, para se controlar os nascimentos se desviaram importantes recursos necessários para promover verdadeiros projetos de desenvolvimento. Também, a aplicação selvagem destas políticas – como é o caso da China, Índia e outros países asiáticos – provocou graves desequilíbrios sociais, dos quais o desaparecimento de cem milhões de mulheres (por motivos culturais se aborta mais fetos de meninas que de meninos, N. do T.) é apenas o aspecto que causa mais impacto. Não é casualidade que esta encíclica não utilize o conceito de “desenvolvimento sustentável”, cujo fundamento é precisamente a visão negativa da população. É um aspecto importante, porque inclusive alguns ambientes católicos pressionam para que haja uma adequação à ideologia da “sustentabilidade”.

    Ao contrário do que se sustentam inclusive em certos ambientes católicos, segundo os quais para salvar o planeta teria de reduzir o desenvolvimento e o crescimento demográfico – daí as teorias sobre o decrescimento –, a Encíclica Caritas in Veritate explica que o desenvolvimento é uma “vocação” a ser apoiada para o bem comum e que não há desenvolvimento sem crescimento demográfico. O que acha?

    – Riccardo Cascioli: Também aqui a Encíclica traz clareza e descarta muitos conformismos. O desenvolvimento – entendido como desenvolvimento integral da pessoa e dos povos – é nossa vocação de homens. E a isto devemos tender. O decrescimento não é um valor e tampouco sair da economia. O verdadeiro desafio é tomar as dimensões fundamentais do desenvolvimento. Não por casualidade a encíclica põe o direito à vida e o direito à liberdade religiosa como condições fundamentais para um verdadeiro desenvolvimento. Certos aspectos que nos parecem deteriorados – como as condições dos trabalhadores ou do meio ambiente nos países envolvidos em um desenvolvimento tão rápido como caótico – são na realidade fruto de uma concepção que reduz o desenvolvimento a crescimento econômico, no qual o homem se reduz a mero instrumento deste crescimento.

    Voltando ao desenvolvimento, a encíclica de Bento XVI propõe uma revolução social que passe da “solidariedade” ao conceito da “fraternidade” e que conjugue verdade e caridade. Qual é seu parecer ao respeito?

    – Riccardo Cascioli: Supõe uma grande novidade sobre a qual é importante refletir. O termo solidariedade vem hoje acompanhado de uma visão reducionista e sentimental da caridade, e ao que a encíclica quer dar a volta. E coerentemente, dedica um capítulo inteiro precisamente à “fraternidade”. Enquanto que a solidariedade põe o acento sobre a atuação do homem para com os demais homens, a fraternidade põe o acento sobre o que recebemos, porque supõe o reconhecimento de um único Pai (sem o qual não poderíamos considerar-nos irmãos). Uma vez mais se sublinha a vocação do homem como fator que determina cada aspecto, também da vida coletiva.

    Durante décadas o mundo católico pareceu dividir-se entre quem se dedica às obras de caridade e quem se dedica mais às questões bioéticas como a defesa da vida e da família. Com esta encíclica, o Papa Bento XVI sustenta que não há caridade sem verdade e que só na verdade resplandece a caridade. Sublinhando assim que “sem verdade, a caridade é excluída dos projetos e dos processos de construção de um desenvolvimento humano de dimensão universal, no diálogo entre os saberes e a operatividade”. O que dizer a respeito?

    – Riccardo Cascioli: A vida é única e não pode ser dividida em setores. Mas ao mesmo tempo, como acontece em uma casa, estão as fundações, estão os muros mestres, estão também as paredes, o teto e os acessórios. O direito à vida e à liberdade religiosa são as fundações: sem fundação, inclusive as casas mais belas estão destinadas a cair ante a primeira adversidade. A crise econômica atual nos demonstra isso, mas se não se entende a lição a crise não terá fim.

    ***
    A igreja não é favor da super população irresponsável do mundo.Sabemos que recursos naturais existem.O que falta são os recursos democráticos de uma correta e equilibrada distribuição destes recursos para todos.

    Falta caridade! que não é esmola,mas justiça!

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    Comentários
    • •Digno de aplausos....
      em * Polêmico “Kit Gay”
    • •MEU DEUS QUE TANTA MALDADE QUE OCORRE NA CONSCIÊNCIA QUE FAZEM TIPO DE ATO, NÃO DEUS NO CORAÇÃO POR FATO DE NÃO ACREDITAR E AINDA O PIOR SER CONDUZIDO POR ESSAS ONDAS DA...
      em * Satanistas Profanam e roubam
    • •Graças ao Senhor. Amém, o Senhor seja louvado!...
      em * Como deixei de ser protestante e
    • •"A quem iremos recorrer?" !!!...
      em * Senador da República REAGE a
    • •Blasfemia, aborto. Ô serpente perseguidora,derrotada, desesperada. Somente Tu Senhor, tens palavra de vida eterna....
      em * Espanha: Socialistas usam imagem
    • •CARÍSSIMA MONALISA, As crianças dos abrigos seriam "penalizadas" pela segunda vez ao não terem direito a um pai e a uma mãe. Caso pudessem escolher, sem dúvida...
      em * Comunicado da “Federação
    • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
      em * Comunicado da “Federação
    • •Obrigada pela presteza,Carmadélio.Para quem entende de ciências é sempre bom analisar as pesquisas em si e o modo como os dados foram obtidos e estatisticamente tratados.Talvez...
      em * França e Nova Zelândia aprovam o
    • •Fui "little monster" por 4 anos, sempre amei ela, só que eu não posso ser morno, ela já fez a primeira comunhão, era católica, não sei o pq dela virar isto, como eu conheço...
      em * Você é cristão e curte Lady
    • •O que tem que ser feito é o seguinte: O casamento civil é um contrato que pode ser desfeito no outro dia enquanto o sacramento do matrimônio é eterno, pois o que Deus uniu o...
      em * Mais uma tentativa de impor o
    • •Neste artigo dá para entender bem a diferença: http://www.deuslovult.org/2013/05/02/pedofilos-nao-sao-excomungados-mas-eu-fui/...
      em * Sacerdote culpado de abusos no
    • •Qual é a diferença entre EXCOMUNHÃO, e expulsão do estado clerical???? Gostaria que alguem me explicasse isso....
      em * Sacerdote culpado de abusos no
    • •Como posso falar do meu direito enquanto mulher se não respeito o primeiro direito do outro que é o direito a vida, todos temos direito de nascer mesmo se não fomos concebido em...
      em * Espanha: Socialistas usam imagem
    • •Que essa "ministra" diga isso para a sua descendência porque o coração duro ainda continua nas pessoas, como disse na carta de divórcio admitida por Moisés.Que ela leia o...
      em * Ministra da igualdade da Espanha
    • •esse livro so fala de heresias, e quem e catolico de verdade nao leria este livro horrivel...
      em * A Cabana, o livro. Heresias
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