Por Arquivo agosto, 2009

Ex presidentes mundias criticam a não ordenação de mulheres

segunda-feira, agosto 31st, 2009

Jimmy Carter, Kofi Annan e outros ex-presidentes criticam pesadamente as igrejas cristãs por não ordenarem mulheres

Um grupo de doze ex-líderes mundiais convocados pelo bilionário Richard Branson e Nelson Mandela que se referem a si mesmos como “os Anciões” atacou a Igreja Católica, a Convenção Batista do Sul dos EUA e todas as outras igrejas que se recusam a permitir que mulheres se tornem pastoras, padres ou bispas.

Na campanha dos meios de comunicação em favor dessa iniciativa, o ex-presidente americano Jimmy Carter comenta que ele abandonou os batistas do Sul porque as mulheres são “proibidas de trabalhar como diaconisas, pastoras ou capelãs no serviço militar”.

“Cremos que a justificação de discriminação contra as mulheres e meninas na base da religião ou tradição, como se tivessem sido prescritas por uma Autoridade Mais Elevada, é inaceitável”, diz uma declaração escrita pelos Anciões.

O grupo se descreve como “um grupo independente de eminentes líderes globais” que trabalham juntos para promover a paz e os “interesses comuns da humanidade”, e para lutar contra o sofrimento humano. Além de Mandela e Carter, “os Anciões” incluem o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan; a ex-primeira ministra irlandesa e alta comissária de direitos humanos da ONU, Mary Robinson; o arcebispo anglicano Desmond Tutu, que é o presidente do grupo; a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Brundtland; e o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso, e outros.

“De forma especial, exortamos os líderes religiosos e tradicionais a darem um exemplo e mudarem todas as práticas discriminatórias dentro de suas próprias religiões e tradições”, diz a nota divulgada.

Carter é o que mais tem tratado desse assunto. Escrevendo numa coluna no jornal inglês Observer, a qual já foi reproduzida em outras publicações, Carter afirma: “Durante os anos da igreja primitiva as mulheres atuavam como diaconisas, padres, bispas, apóstolas, mestras e profetisas. Só foi a partir do quarto século que líderes cristãos dominantes, todos homens, torceram e distorceram as Sagradas Escrituras para perpetuarem suas posições de autoridade dentro da hierarquia religiosa”.

Carter classifica a recusa de ordenar mulheres ao sacerdócio como abuso contra as mulheres, dizendo que a decisão de restringir o ministério aos homens “fornece a base ou justificação para boa parte da geral perseguição e abuso contra as mulheres no mundo inteiro”.

Mas as afirmações de Carter são “ridículas”, diz John Paul Meenan, professor de teologia na Academia Our Lady Seat of Wisdom em Barry’s Bay, Ontário, Canadá. Perguntado acerca da afirmação de Carter de que mulheres eram ordenadas na igreja primitiva, Meenan disse para NPF: “Não há absolutamente nenhuma evidência disso”, acrescentando que não há também evidência de que em algum ponto a Igreja decidiu “não permitir” mulheres no clero, como afirma Carter. “Portanto, Jimmy Carter precisa apresentar evidência de que havia mulheres bispas, padres e diaconisas na igreja primitiva, e posso lhe dizer que isso nunca vai acontecer, pois não há evidência”.

O que vemos nas Escrituras é que Cristo ordenou apenas homens ao sacerdócio, os Apóstolos. E mesmo nos livros escritos depois do Evangelho… principalmente os de São Paulo, mas os outros livros, a evidência esmagadora das Escrituras é que só homens eram sacerdotes. Nunca houve nenhuma evidência de que mulheres eram sacerdotes ou diaconisas, muito menos bispas. Isso é simplesmente ridículo”.

Muitos dos “Anciões” falam contra o que eles consideram discriminação religiosa contra as mulheres em vídeos produzidos para a campanha. O ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso diz em seu vídeo, “a idéia de que Deus está por trás da discriminação é inaceitável”.

Além disso, Mary Robinson descreve o que ela percebe pode ser o efeito da religião e tradição na vida das mulheres. “Elas são submissas”, diz ela. “Para serem aprovadas por Deus elas têm de aceitar o papel delas”.

No entanto, Meenan contesta a noção de que um sacerdócio masculino “discrimina” contra as mulheres. “Não há nada de discriminatório acerca de [Deus escolhendo homens para atuarem como sacerdotes]”, disse ele. De acordo com a Igreja, “O sacerdócio é tipo de uma analogia sobrenatural da distinção homem/mulher. Isso não é discriminatório. É apenas uma distinção natural e sobrenatural, mostrando o que significa ser homem e mulher”.

Meenan explicou que a Igreja vê o sacerdócio como “uma continuação da obra da encarnação de Cristo em Sua humanidade” e “já que Cristo veio como homem continuamos o sacerdócio na linhagem masculina”.

A Igreja Católica tem sido um dos mais firmes e declarados defensores do sacerdócio masculino, mas a Igreja também sustenta que seu ensino de fato promove a dignidade das mulheres, em que a Igreja está passando adiante a tradição religiosa que Cristo entregou.

De acordo com o professor Meenan, o Cristianismo tem de receber o crédito por promover a dignidade das mulheres. “É a Igreja que invariavelmente melhorou a sorte das mulheres nas terras que se convertiam e se tornavam cristãs”, disse ele. “As desordens que se infiltraram (a subjugação das mulheres, etc.) eram apenas isso: desordens, e nunca eram parte do ensino da Igreja”.

O falecido Papa João Paulo II confirmou o ensino da Igreja acerca da ordenação masculina, mas ao fazer isso ele também se tornou defensor do que ele chamava a verdadeira plenitude da dignidade das mulheres. Em sua carta apostólica de 1994 Ordinatio Sacerdotalis acerca do sacerdócio masculino, o Santo Padre João Paulo II declarou que “a Igreja não tem absolutamente nenhuma autoridade para conferir ordenação sacerdotal às mulheres”, porque essa tradição foi dada pelo próprio Cristo.

Ao limitar o sacerdócio aos homens, ele escreveu, Cristo “exerceu a mesma liberdade com a qual, em toda a sua conduta, ele frisou a dignidade e a vocação das mulheres, sem se sujeitar aos costumes da moda e às tradições sancionadas pelas leis da época”.

A presença e o papel das mulheres na vida e missão da Igreja”, escreve ele, “embora não ligados ao sacerdócio ministerial, permanecem absolutamente necessários e insubstituíveis”.

Fonte: Notícias Pró-Família

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O celibato Sacerdotal.Você o entende?

domingo, agosto 30th, 2009


Tem muito católico que não entende bem o celibato sacerdotal e, às vezes, faz coro com os não católicos que criticam esse maravilhosso dom da Igreja para o mundo.

O artigo abaixo,bem fundamentado,dará uma maior consistência para nossa compreensão deste dom Divino e poderá ajudar aqueles que criticam sem saber de fato do que se trata.

Se conhecessem bem,defenderiam.

***

Gercione Lima

Vamos explicar a doutrina sobre o celibato, doutrina essa que não depende do que “acham”, ou do que “dizem”, ou do que “querem”, mas que promana da Escritura e da Tradição multissecular da Igreja.

ANTIGO TESTAMENTO

Orígenes, comentando as diversas ordens de ornamentos sacerdotais judaicos (Êxodo. 39 e Lev. 8), nota que os sacerdotes da Antiga Lei só eram obrigados a guardar continência durante o tempo em que estavam de serviço no Templo.

São Sirício, Papa (ano 385) referindo-se a alguns padres que se casaram, baseando-se no proceder do sacerdote judeu que se casava, diz: “Diga-me agora, seja quem for que siga a libertinagem, porque avisava o Senhor aos que entregou a Arca da Aliança, dizendo: “Sede santos porque eu, o vosso Senhor e Deus, sou santo”. Por que queria vê-los afastados de suas casas no ano de seu turno de sacrifícios, senão para que não exercessem comércio carnal com suas mulheres?… Nós somos obrigados à castidade desde o dia de nossa ordenação, para sermos agradáveis a Deus nos sacrifícios cotidianos…”

Ora, se Deus mandava, no sacerdócio figurativo, que era o do Antigo Testamento, que o sacerdote guardasse continência enquanto estivesse de serviço no Templo, o Sacerdote do real Sacerdócio de Cristo deve guardá-lo sempre, porque este está sempre, todos os dias, de serviço, exercendo o seu divino ministério no Templo do Senhor, e em verdadeira, real, direta e imediata comunicação com Ele.

NOVO TESTAMENTO

Mas, na verdade, quem instituiu o celibato foi mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo. Se a lei do celibato eclesiástico, que encontramos em todo o mundo cristão durante o Império Romano no século IV, não se explica de nenhum modo senão pelo exemplo dos Apóstolos, a continência perfeita dos Apóstolos não se explica, por sua vez, sem os exemplos, em primeiro lugar do Precursor, São João Batista, do qual alguns Apóstolos haviam sido discípulos, e principalmente sem o exemplo e as palavras do próprio Jesus, exortando os seus discípulos ao celibato e a tudo deixar, mesmo suas esposas, pelo amor do Reino dos Céus.

Com efeito, Jesus Cristo deu o grande conselho evangélico da castidade perfeita, proclamando a virgindade por amor do Reino do Céu como estado de perfeição. Mas Ele avisou: “Nem todos são capazes desta resolução, mas somente aqueles a quem isto foi dado”. Que resolução? Ficar virgens “por amor do Reino dos Céus” (S. Mateus 19, 11-13)

São Paulo levou vida celibatária e recomendou-a, como Nosso Senhor: “Eu quero que sejais como eu mesmo… Digo também aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom permanecerem assim, como também eu…”(I Cor. 7, 7-8). A virgindade acrescenta ele, é preferível ao matrimônio por ser o estado mais alto. O cristão está assim mais disposto para servir a Deus, para ser santo “no corpo e no espírito”. “O que está sem mulher está cuidadoso das coisas que são do Senhor, de como há de agradar a Deus. Mas o que está com mulher está cuidadoso das coisas que são do mundo, de como há de dar gosto à sua mulher, e anda dividido”(I Cor. 7, 32-33).

É evidente que isso não é para todos, mas, como disse Nosso Senhor, para aqueles a quem foi dado compreender.

NA TRADIÇÃO

Assim alicerçado e exaltado nas Sagradas Escrituras, o celibato voluntário começou a ser fielmente praticado por toda a parte na medida em que o Cristianismo ia se difundindo, conforme o testemunho dos Santos Padres e Escritores Eclesiásticos dos primeiros séculos.

Embora ainda não houvesse leis canônicas escritas, segundo tudo o que já foi visto, é dedução lógica concluir que os Apóstolos estabeleceram que não se recrutassem membros do clero superior (sacerdócio) senão dentre “os que puderem compreender” (qui potuerunt capere).

Dado que se trata de uma obrigação de tal modo contrária às paixões humanas, não era mister que essa disciplina, essa lei não escrita, proviesse dos próprios Apóstolos? Quem teria autoridade suficiente para impô-la? Mesmo a simples vontade de impô-la teria fracassado.

Na verdade, quem seria levado a acreditar que, se os próprios Apóstolos tivessem dado o exemplo do casamento e o tivessem aconselhado aos primeiros bispos, presbíteros e diáconos da Igreja, se haveria ao menos cogitado no celibato ou na perfeita continência como uma exigência, como uma obrigação, como uma lei reconhecida por todos, no século IV?

Assim, o Concílio de Cartago, no ano 390, a propósito do celibato ou continência perfeita dos bispos, sacerdotes e diáconos e de “todos os que servem os Santos Mistérios” diz, pela boca de Genésio, Bispo de Cartago, presidente do Concílio: “Ut quod apostoli docuerunt et ipsa observavit antiquitas, nos quoque custodiamus – a fim de que nós também guardemos o que os Apóstolos ensinaram e o que a própria antiguidade observou” (Mansi T. 3, col. 692).

E, antes ainda, o primeiro Concílio cujos cânones nos foram conservados, o Concílio de Elvira, entre 300 e 305, nos revela a lei do celibato existente para os bispos, sacerdotes e os diáconos. Diz assim o cânon 33 do Concílio de Elvira: “Determinou-se unanimemente estabelecer a proibição de que os bispos, os sacerdotes e os diáconos, isto é, todos os clérigos constituídos no ministério, se abstenham de esposas, e não gerem filhos: e, aquele, quem for que seja, que o tenha feito seja declarado decaído da honra da clericatura” (Mansi, T. 3, col 11).

Os cânones deste concílio são de extrema severidade. Diz, por exemplo o cânon 19: “Os bispos, sacerdotes e diáconos constituídos no ministério, se for descoberto serem adúlteros, tanto por causa do escândalo como do crime de profanação, não devem ser recebidos na comunhão (perdoados da excomunhão), mesmo no fim de sua vida“.

O primeiro Papa do qual algumas cartas decretais nos foram conservadas, São Sirício (384-399), nos revela igualmente essa lei existente, não escrita, do celibato. Falando a respeito do celibato assim se exprime: “Não que sejam novos os preceitos impostos, mas desejamos que sejam observados os que foram desleixados em razão da covardia e do abandono de alguns preceitos que, entretanto, foram estabelecidos pela ordenação dos Apóstolos e dos Padres“. (P. L.- T. 13, col.1155).

O Concílio Ecumênico de Nicéia (325), no seu cânon 3, reza: “O Santo Sínodo declara que não permite de maneira alguma nem ao bispo, nem aos sacerdote, nem ao diácono, nem absolutamente a qualquer membro do clero ter em sua casa uma mulher que lhe seja estranha, mas somente a mãe, ou uma irmã, ou uma tia. Porque em relação a essas pessoas e outras semelhantes não há nenhuma suspeita. Aquele que age diferentemente arrisca perder sua clericatura.” São Jerônimo resume tudo o que foi dito, escrevendo “ad Pammachium”, no ano 392: “Cristo é virgem, virgem é Maria; mostraram a cada um dos sexos a preeminência da virgindade. Os Apóstolos são ou virgens, ou após o casamento, continentes. Escolhem-se para bispos, sacerdotes e diáconos, quer virgens, quer viúvos, ou pessoas que em todo caso, depois do sacerdócio, observam para sempre a continência“.

E Santo Agostinho comentando o Concílio de Elvira, arremata: “O que a Igreja Universal mantém e não foi instituído por Concílios, mas o que sempre se observou, crê-se ter sido transmitido, sem nenhum perigo de erro, pela autoridade apostólica.”

Fica, portanto, destruída a falsa tese, constantemente repetida, de que a Igreja teria inventado o celibato eclesiástico no século IV, no Concílio de Elvira. De modo algum! Ele teve origem nos Apóstolos que o receberam de Nosso Senhor Jesus Cristo.

TRADIÇÃO PERENE, APESAR DAS FRAQUEZAS…

No século VIII e principalmente nos séculos X e XI, houve uma grande decadência do clero com relação ao celibato. Escândalos e concubinato por toda a parte, e boa parte disso favorecido pelo caso das investiduras, já que o poder secular tinha em suas mãos quase todas as nomeações de bispos e curas. Os benefícios eram oferecidos a quem mais oferecesse. A reação veio com São Gregório VII, que foi Papa entre 1073 e 1085. Ele fez tudo para restabelecer a disciplina do celibato eclesiástico. Tratou como nulos os casamentos dos clérigos maiores e os tratou com rigor. O Papa Calixto II, no Concílio de Latrão, 1123, declarou como oficialmente nulos tais casamentos.

O Concílio de Trento reforçou a nulidade destes casamentos e criou os seminários, escolas de meninos para serem uma perpétua “sementeira”(seminário) de ministros para o serviço de Deus. O Código de Direito Canônico de 1917 estabelece: “Os clérigos constituídos nas ordens maiores não podem se casar validamente (c. 1972)”. “Os clérigos constituídos nas ordens maiores não podem casar-se e são obrigados a guardar a castidade a tal ponto que aqueles que pequem em relação a isso são também culpados de sacrilégio”. “Os clérigos menores podem casar-se, mas decaem de pleno direito do estado clerical”.

OBJEÇÕES E RESPOSTAS

  1. Não diz São Paulo que os Bispos e Diáconos devem ser casados: homens de uma só esposa (I Tim. 3,2 e 12; Tit. 1,6)?

R. As aludidas palavras de São Paulo não querem dizer que os bispos e diáconos “devam” ser casados, pois ele é o primeiro que não o era; querem sim, dizer que não devem ser sagrados bispos nem ordenados diáconos que tiverem casado duas vezes. “Homens de uma só esposa”: São Paulo repete três vezes esta mesma expressão estereotipada. Ele a usa “mutatis mutandis”, quando fala das viúvas escolhidas para o serviço das Igrejas: “mulher de um só marido”(I Tim.5,9)! Trata-se evidentemente de viúvos que não foram casados senão uma só vez, “que tenham sido homens de uma só mulher”, e agora continentes. O que reforça essa explicação é que São Paulo fala cada vez mais dos filhos deles e nunca de suas mulheres, como não fala das mulheres de Tito e de Timóteo, seus discípulos, que eram bispos.

Além do mais, na Epístola a Tito, 1, 8, São Paulo exige que o bispo seja “continens” (em grego, “encratés”), usando o mesmo vocábulo que emprega quando fala dos celibatários e das viúvas em I Coríntios 7,9.

Trata-se portanto de um viúvo de uma só mulher, vivendo, após a ordenação, em continência perfeita. Se na I Coríntios, cap. 7, São Paulo queria que todos os cristãos fossem continentes como ele próprio, a exigência da continência perfeita para os chefes da Cristandade, bispos, sacerdotes e diáconos, vem a ser algo perfeitamente normal.

  1. Mas São Pedro não era casado? (Mat. 8,14)

R. O Evangelho não o diz. Diz só que ele tinha sogra, portanto que poderia estar casado.

São Jerônimo, em seu Tratado contra Joviniano (c. 8,26), julga, pelo contexto de São Mateus (8,15) que a mulher de São Pedro já era falecida quando Jesus lhe curou a sogra; do contrário o Evangelho teria feito menção a ela. No entanto, ele diz apenas que foi a sogra que serviu Jesus e os Apóstolos à mesa.

Além disso, foi São Pedro quem disse a Jesus: “Eis que abandonamos tudo e vos seguimos…”Ao que Jesus respondeu: “Todo aquele que deixar a casa… ou a mulher… ou os campos por causa de meu nome, receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna”(Mateus 19, 27-29).

Quanto aos outros Apóstolos, além de a eles se aplicarem estas palavras acima, Nosso Senhor lhes deu a todos o conselho evangélico da continência perfeita (Mat. 19,12) e o Evangelho jamais menciona “suas mulheres”.

  1. Considerando a fraqueza humana, o celibato não seria impossível?

R. O Concílio de Trento responde que Deus não recusa este dom da castidade àqueles que o pedirem, como também não permite que sejamos tentados acima de nossas forças.

Além do mais, a celebração cotidiana do Sacrifício da Santa Missa e a recitação diária do Ofício Divino, a freqüente meditação das verdades eternas, as consolações do apostolado, o contínuo contacto com os enfermos e moribundos… tudo isso auxilia amplamente o sacerdote na fidelidade aos seus votos. Cabe ainda ressaltar que ele não foi escolhido de súbito para o Sagrado Ministério. Só depois de longos anos de seminário, observado pelos superiores, só depois de superada a idade das paixões, ele sentiu-se maduro, com forças e vontade para as dominar no futuro como já as dominara até o presente. Quem não sabe o que quer e o que suporta aos 24 anos, não o saberá nunca e aquele que põe a mão no arado e olha pra trás não é apto para o Reino de Deus. (Lucas 9,62)

RAZÃO DO CELIBATO

Vejamos o que nos diz o Papa Pio XII em sua Encíclica “Menti Nostrae”: “É precisamente porque ele deve ser livre de todas as preocupações profanas e consagrar-se totalmente ao serviço de Deus, que a Igreja estabeleceu a lei do celibato, a fim de que seja sempre mais manifesto a todos que o Sacerdote é ministro de Deus e pai das almas“.

Por esta obrigação do celibato, muito longe de perder inteiramente o privilégio da paternidade, o sacerdote o aumenta ao infinito, porque, embora não suscite posteridade nesta vida terrestre e passageira, engendra uma outra para a vida celeste e eterna“.

Outrossim, neste fim de século XX, neste mundo degradado e imoral, no qual a sensualidade e a devassidão dominam tudo, é mais do que oportuno mostrar o heroísmo do celibato eclesiástico em toda a sua pureza, para servir de barreira e como exemplo, ao invés de tentar atenuá-lo e ofuscar-lhe o brilho.

SENTIDO REAL DO CELIBATO SACERDOTAL

(Segundo Pe. Gregoire Celier, publicado na FIDELITER, março 1985)

“Sacerdos alter Christus”(O sacerdote é um outro Cristo). Tal é o princípio fundamental que esclarece e explica o Sacerdócio Católico. O Sacerdócio de Cristo é único e definitivo, e o sacerdócio dos homens, o sacerdócio ministerial (etimologicamente, sacerdócio dos servidores) é uma participação real no sacerdócio soberano. Portanto, o próprio Cristo é o modelo, ao qual todo padre deve se conformar intimamente, para que seu sacerdócio participado detenha toda a sua verdade.

Ora, é digno de nota que Jesus Cristo, num mundo em que o celibato era quase desconhecido, senão maldito, durante toda a sua vida permaneceu no estado de virgindade.

Esta virgindade significa nEle a consagração total e sem reservas a seu Pai: todas as suas energias, todos os seus pensamentos, todas as suas ações pertenciam a Deus. É por esta consagração total, (que em Jesus chegou até à união hipostática, em que a natureza humana não se pertence mais a si mesma, mas pertence diretamente à pessoa do Verbo,) que Cristo foi constituído Mediador entre o Céu e a Terra, entre Deus e os homens, ou seja: sacerdote. Assim a virgindade significa e realiza a consagração, essência deste sacerdócio de Cristo: em outras palavras, a virgindade de Jesus decorre do seu Sacerdócio e lhe está intimamente ligada. O padre (homem), participante do sacerdócio de Cristo, participa portanto igualmente da sua consagração total a Deus e, em conseqüência, da sua virgindade. O celibato consagrado do padre é, portanto, uma união íntima e cheia de amor com a virgindade de Jesus, sinal de sua total consagração ao Pai. Tal é a primeira e mais fundamental razão do celibato dos padres.

Se Jesus permaneceu virgem como expressão de sua consagração ao Pai, Ele o fez igualmente enquanto se ofereceu sobre a cruz por sua Igreja, a fim de torná-la uma Esposa gloriosa, santa e imaculada (Ef.5,25-27). A virgindade consagrada do sacerdote humano manifesta, pois, e prolonga da mesma maneira o amor virginal de Cristo pela Igreja e a fecundidade sobrenatural deste amor.

Esta disponibilidade de amar a Igreja e as almas se manifesta pela vida de oração do padre, pela celebração dos sacramentos e particularmente do Santo Sacrifício da Missa, pela caridade para com todos, pela pregação contínua do Evangelho, uma imagem da vida de Jesus. Cada dia, o padre, unido a Cristo Redentor, gera as almas para a fé e para a graça, e torna presente no meio dos homens o amor de Cristo por sua Igreja, significado pela virgindade. Se examinarmos não só a missão de Cristo na terra, mas a plena realização desta missão no Céu, descobriremos uma terceira causa de Sua virgindade e, conseqüentemente da do padre. De fato, a Igreja da terra é o germe da Igreja do Céu e ao mesmo tempo o sinal desta vida bem-aventurada. O que será a beatitude celeste é já visível, mas velado e como que em enigma, na vida terrestre da Igreja. Ora, como disse Nosso Senhor, “na ressurreição, não se tomará nem mulher e nem marido, mas todos serão como anjos de Deus”(Mat. 22,30). A virgindade será, portanto, o estado definitivo da humanidade bem-aventurada. Convém que, desde esta terra, o sinal dessa virgindade brilhe no meio das tribulações e das solicitações da carne. O celibato consagrado do sacerdote é, assim, a imagem daquele de Cristo, uma antecipação da glória celeste, uma prefiguração da vida dos eleitos e um convite aos fiéis para caminharem para a vida eterna sem se deixarem sobrecarregar pelo peso do dia.

CONCLUSÃO

A Igreja é casta, ela produz a castidade, e não há bons costumes sem a castidade. É a castidade que faz as famílias, as raças reais, o gênio dos povos fortes e duradouros. Onde não existe essa virtude, não há senão lama num túmulo. Se há aqui homens que não sejam meus irmãos na fé, eu queria apenas apelar para suas consciências e lhes perguntaria: Vós sois castos? Como teríeis a Fé se não sois castos? A castidade é a irmã mais velha da verdade; sede castos um ano e eu respondo por vós diante de Deus. É porque possuímos esta virtude que somos fortes. E bem sabem o que fazem aqueles que atacam o celibato eclesiástico, esta auréola do sacerdócio cristão. As seitas heréticas aboliram-no entre elas; esse é o termômetro da heresia: a cada degrau do erro corresponde um degrau, senão de desprezo, ao menos de diminuição desta virtude celeste“.

(P. Lacordaire. conf. de Notre Dame, T. 1, conf. 2)

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Luteranos nos EUA aprovam homossexuais ativos como clérigos

sábado, agosto 29th, 2009

A igreja evangélica luterana dos Estados Unidos anunciou que aceitará que homossexuais ativos exerçam postos de clérigos nesta comunidade.

A convenção luterana reunida em Minneapolis aprovou sob uma forte polêmica contar com estas pessoas como pastores para os 4,6 milhões de luteranos que vivem no país.

A medida se aprovou com 559 votos a favor e 451 em contra.

O texto autoriza o exercício de pastores que “vivem uma relação homossexual duradoura e monógama” no seio da igreja.

***

O placar mostra a divisão interna da denominação Protestante.

Como se vê,essa questão fervilha..

Para confirmar,veja essa outra notícia…


Líderes episcopais dos EUA sagram dois bispos homossexuais

A Igreja Episcopal de Los Angeles sagrou um homem e uma mulher abertamente homossexuais como bispos, uma decisão que deve agravar as tensões na comunidade anglicana global.

No sábado passado (1º de Agosto), a Diocese Episcopal de Minnesota havia anunciado que três clérigos foram identificados como candidatos a bispos da localidade, inclusive uma pastora de Chicago que mantém união estável com outra mulher.

Há poucas semanas, a Igreja Episcopal dos Estados Unidos, braço local da Igreja Anglicana, com 2 milhões de seguidores, suspendeu uma regra que na prática impedia a sagração de bispos homossexuais.

Alguns viram a decisão como um “cessar fogo” entre facções liberais e conservadoras dos anglicanos, uma religião com 80 milhões de seguidores no mundo.

A Diocese Episcopal de Los Angeles disse em seu site que indicou seis clérigos para a eleição, em dezembro, de dois bispos auxiliares.

Entre eles estão o reverendo John Kirkley, de San Francisco, e a cônega Mary Douglas Glasspool, da dioecese de Baltimore. Ambos se assumem como homossexuais em biografias postadas no site da Diocese de Los Angeles.

A unidade dos anglicanos está em xeque desde 2003, quando Gene Robinson foi sagrado como bispo de New Hampshire –o primeiro abertamente homossexual na história dessa igreja, que é essencialmente uma ramificação da Igreja da Inglaterra.

Revoltadas, alguma congregações deixaram a Igreja Episcopal e formaram uma Igreja rival na América do Norte, que diz ter 100 mil seguidores. Igrejas anglicanas em outros países, especialmente na África, também romperam com seus irmãos mais liberais dos EUA.

As pesquisas indicam consistentemente que gays e lésbicas têm uma crescente aceitação na sociedade dos EUA. Mas grupos religiosos que se expandem rapidamente no país, como os evangélicos e os mórmons, proíbem a prática homossexual.

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Aviso aos irmãos do Blog

sexta-feira, agosto 28th, 2009

Nos  próximos dias estarei em retiro,isso acarretará uma certa quebra em nossa postagem diária.

Voltarei dia 06 de Setembro,Se Deus quiser.O retiro começa dia 28 de Agosto.

Preparei com antecedência algumas postagens que serão colocadas nos próximos dias.

Shalom!!

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Você não crê em milagre? leia isso…

sexta-feira, agosto 28th, 2009

No dia 1º de agosto do mês em curso, Antonia Raco, 50, dona de casa de Francavilla sul Sinni, na proximidade de Turim, estava de doente esclerose lateral amiotrófica.

Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, caracterizada pela degeneração das células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos. Antonietta andava de cadeira de rodas.

Antonietta Raco, chega ao hospital para análises de sua inexplicável cura

Ela foi a Lourdes esperançosa no milagre.

Na hora de tomar o banho na água de gruta sentiu uma voz que lhe dizia: “Não temas”.

A doença foi diagnosticada em 2004 e desde 2006 já não caminhava mais. Porém, no dia 5 de agosto, voltando de Lourdes, retomou todas atividades normais que a doença lhe impedia realizar.

“Eu prefiro falar de dom, de graça e não de milagre”, diz prudentemente Da. Antonia que se declara disposta a todos os exames necessários par confirmar o caráter miraculoso da cura.

O neurologista Adriano Chiò, do Hospital Molinette, o maior de Turim, declara que a cura “não é explicável cientificamente com os meios de que disponho”.

Hospital Universitário Molinette de Turim

O fato foi largamente noticiado por órgãos da imprensa italiana, como os diários de Milão “Il Giornale” e “Il Corriere della Sera”, ou da Internet como o diário digital “El Imparcial” de Madri.

O Dr. Chiò que acompanha o caso da senhora desde 2006, acrescentou para “Il Giornale”:

“No mês de junho, quando visitei a senhora, ela não tinha condições de caminhar, mas apenas de se levantar da cadeira de rodas e ficar em pé com um apóio. Agora caminha normalmente sem se cansar. Ficou-lhe apenas uma ligeira moléstia na perna esquerda, onde começou a se manifestar a doença.

Dr. Adriano Chiò, neurologista do Hospital Molinnete que trata Da. Antonietta.

“Jamais vi um caso do gênero em doentes de esclerose lateral amiotrófica. O diagnóstico era inequívoco: ela tinha uma forma da doença de evolução lenta.

“É uma doença que pode diminuir de velocidade e, no máximo parar, mas não acreditamos possível que melhore, porque atinge os neurônios irreversivelmente”.

“O que nos temos visto por agora é uma regressão da doença, coisa que cientificamente nós acreditamos impossível em pacientes atingidos pela esclerose lateral amiotrófica”.

Do mesmo modo que a paciente, o neurologista evita o termo “milagre” aguardando novos exames. “Disso, esclareceu, se ocupam as autoridades eclesiásticas”.

De fato, a Igreja, com muita sabedoria, instituiu um famoso Bureau Médico e a Comissão Médica Internacional de Lourdes (CMIL) que recolhem todos os dados do suposto milagre e os submetem a um longo e exaustivo processo de crítica e revisão por equipes médicas nacionais e internacionais.

Embora os critérios sejam exigentíssimos, o Bureau Médico e a CMIL já constataram cientificamente mais de 4.000 curas inexplicáveis pela medicina.

Corresponde aos bispos diocesanos do miraculado decidir se procedem ou não à proclamação canônica do milagre.

Com este procedimento toda chicana fica afastada. Esperamos que Antonieta Raco inicie um processo desses. Chegando ele a bom fim, será mais um dos milagres constatados de modo incontrovertível e deslumbrante, que Nossa Senhora pratica a mãos cheias em Lourdes.

Da. Antonietta está certa do milagre. Ela assim o descreve:

“Na água senti uma voz que me dizia de ter coragem. Era como se houvesse alguém me erguesse, compreendi que estava acontecendo algo”.

De volta à sua casa, no dia 5 de agosto, voltou a ouvir a voz: “conta a teu marido. Então diante dele eu me levantei, di uma meia volta e fui a seu encontro”. “Agora caminho, nunca estou cansada e não sinto dores”, acrescentou.

Antonietta segue sendo observada pelo departamento de neurologia do Hospital Molinette, onde todo ano são tratados 250 pacientes de esclerose lateral amiotrófica, que vêm da Itália toda e do exterior.

***

Bendito seja Deus !

bendita seja Maria santissima,que pela sua intercessão materna atrai a misericórdia de seu bendito filho para todos nós,seus filhos.

Sim,Eu creio em milagres!

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Despenalização de consumo de drogas deixa em abandono a viciados, advertem sacerdotes

quinta-feira, agosto 27th, 2009

Argentina descriminaliza maconha para uso pessoal

Decisão dos magistrados gerou polêmica na Argentina

A Suprema Corte de Justiça da Argentina declarou inconstitucional, nesta terça-feira, a penalização de adultos que estejam portando “pouca quantidade” de maconha “para uso pessoal e sem riscos para terceiros”.

Por unanimidade, os sete juízes do mais alto tribunal argentino entenderam que essa é uma questão de privacidade e escapa à possibilidade de punição.

Os argumentos usados na decisão – com mais de oitenta páginas – foram a “proteção da intimidade, autonomia pessoal e a necessidade de não criminalizar quem é um doente e já é vítima do consumo da droga”.

A decisão da Suprema Corte foi tomada a partir da análise do caso de cinco jovens que foram presos na cidade argentina de Rosário, no Estado de Santa Fé (nordeste do país), em 2006, com entre um e três cigarros de maconha.

A lei em vigor previa que, em casos assim, as pessoas cumprissem dois anos de prisão.

Os juízes da Suprema Corte, no entanto, absolveram os jovens e declararam inconstitucional a punição ao consumo de maconha em locais privados.

Tráfico

Os magistrados, no entanto, ressalvaram que não decidiram pela “descriminalização” geral do consumo de maconha e outras drogas.

Os juízes defenderam ainda a “busca” e “condenação” dos traficantes de drogas.

“Pedimos a todos os poderes públicos que garantam uma política de Estado contra o tráfico ilícito de drogas e que se adotem medidas de saúde preventivas, com informação e educação que desestimulem o consumo”.

Os juízes sugeriram que estas políticas devem ser orientadas aos menores de idade.

Um dos ministros da Suprema Corte, Carlos Fayt, veterano na casa, afirmou, nesta terça-feira, que tinha mudado seu parecer, já que em 1990 votou pela criminalização do consumo de maconha.

“O tempo e a realidade de hoje me fizeram pensar diferente”, disse Fayat.

Segundo o magistrado, o melhor é travar “uma guerra contra os narcotraficantes, os verdadeiros inimigos”.

Polêmica

A decisão da Suprema Corte dividiu opiniões. Setores da Igreja Católica criticaram a medida.

“A droga é sinômimo de morte e a Igreja está a favor da vida”, diz um comunicado divulgado após um encontro da Pastoral contra Drogas e Dependência no final de semana.

Já o jurista Felix Loñ afirmou que os que consomem narcóticos não são “os culpados”.

“É preciso resgatar os jovens que se drogam. Combater o narcotráfico, mas não os consumidores. Estes são vítimas.”

***

Veja a noticia abaixo..

Os membros da Equipe de Sacerdotes para as Vilas de Emergência da Arquidiocese de Buenos Aires, expressaram sua preocupação pela falha emitida ontem pela Corte Suprema de Justiça, que deixou livres a cinco pessoas que consumiam maconha por considerar que seu consumo no âmbito privado está protegido pela Constituição Nacional.

Os sacerdotes publicaram um comunicado no que reconhecem a “boa intenção dos que procuram não criminalizar o dependente de drogas”, mas advertem que no caso das famílias mais vulneráveis, a despenalização implica “deixar abandonado o viciado abandonado, não encarregar-se de seu direito à saúde”.

“A dinâmica mesma do vício, leva muitas vezes a fazer algo para satisfazer o desejo de consumo. O próximo encontro entre o Estado e o viciado já não seria na enfermidade, mas no delito que às vezes nasce dela”, advertiram.

Os sacerdotes explicaram que “o Evangelho de Jesus nos convida a parar nas periferias geográficas e existenciais e desde ali olhar. Convida-nos a entrar em comunhão com os mais pobres, e desde os pobres chegar a todos. Este caminho dos pobres a todos parece um programa mais que valido na hora de riscar políticas de Estado, na hora de legislar e na hora de julgar”.

“Muitos dos meninos, adolescentes e jovens de nossos bairros não vivem, mas sobrevivem e muitas vezes a oferta da droga chega a eles antes que um ambiente alegre e são para brincar, chega antes que a escola, ou chega antes que um lugar para aprender um ofício e poder ter um trabalho digno. Cortam-se assim as possibilidades de dar um sentido positivo à vida“, assinalaram.

“Perguntamo-nos: como interpretam as crianças dos nossos bairros a afirmação de que é legal a posse e o consumo pessoal? Parece-nos que ao não haver uma política de educação e prevenção de vícios intenso, reiterativa e operativa se aumenta a possibilidade de induzir ao consumo de substâncias que danificam o organismo”, indicaram.

Do mesmo modo, sustentaram que “a experiência de acompanhar os jovens no caminho de recuperação e reinserção social nos permitiu escutar o testemunho de muitos que começaram consumindo pequena quantidade de maconha e de repente se encontraram consumindo drogas mais daninhas. A vida se voltou ingovernável para eles. Por isso desde nosso ponto de vista as drogas não dão liberdade mas escravizam. A despenalização em nossa opinião influiria no imaginário social instalando a idéia de que as drogas não fazem tanto dano”.

“Pedimos à Virgem de Luján, Mãe do Povo, que cuide e proteja a seus filhos que padecem o flagelo da droga, de forças a suas famílias e luz à nossa sociedade para gerar vínculos de promoção e solidariedade”, concluíram.

***

Já postamps

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Você concorda com a “Carta de Brasilia”?

quinta-feira, agosto 27th, 2009

Os Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (filiados a ANCED)*, as organizações de defesa de direitos de crianças e adolescentes e organizações do Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT que estiveram reunidos na oficina Direitos Humanos e Diversidade Sexual do Adolescente, realizada em Brasília nos dias 06 e 07 de maio de 2009, com o propósito de debater e apontar diretrizes para a promoção, defesa e garantia dos Direitos Sexuais como Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes declaram que:

A plena afirmação de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos passa pelo reconhecimento do exercício da sexualidade como um direito fundamental desses sujeitos. Para a afirmação dos direitos sexuais é fundamental garantir informação, livre expressão, bem como respeitar a autonomia e responsabilidade das crianças e adolescentes no desenvolvimento e exercício de sua sexualidade, livres de qualquer forma de preconceito, humilhação, omissão ou violência.

Os setores comprometidos com a garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes precisam ter como princípios de sua atuação: a necessária afirmação de um Estado laico e o enfrentamento aos fundamentalismos religiosos; rompimento com posturas que reproduzam hierarquias de gênero; garantia do direito de crianças e adolescentes à livre expressão de sua orientação sexual e identidade de gênero, respeitando sua condição de pessoas em desenvolvimento.

Para a efetivação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes é necessário o desenvolvimento de projetos, programas e políticas públicas intersetoriais comprometidos com:

§ A efetiva participação de crianças e adolescentes na construção de propostas político-pedagógicas de promoção, defesa e garantia de seus direitos sexuais;

§ Garantia do acesso à informação sobre sexualidade, ligada à educação em direitos humanos, numa perspectiva emancipatória e inclusiva;

§ Afirmação da garantia dos direitos sexuais de crianças e adolescentes, como ação efetiva no enfrentamento ao abuso e exploração sexual;

§ Reconhecimento e afirmação da diversidade sexual;

§ Afirmação de toda forma de violência, discriminação, preconceito, humilhação, constrangimento por orientação sexual e identidade de gênero como violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes.

Cientes da necessária mudança de concepções e práticas para a afirmação dos direitos sexuais como direitos humanos de crianças e adolescentes, entendemos ser de fundamental importância promover espaços de formação e debate que envolvam o conjunto de atores do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, bem como ativistas dos movimentos feminista e LGBT; e inclusão do tema dos direitos sexuais de crianças e adolescentes em Conferências e Fóruns do movimento de garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Brasília, 07 de maio de 2009.


*A ANCED – Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos , de âmbito nacional , que atua na defesa dos Direitos Humanos da infância brasileira.

***

É inacreditável o que a carta afirma.

Você entendeu bem o que a carta defende? Percebe a sutileza das palavras e do que elas realmente significam?

Será que somos fundamentalistas religiosos por defender a ordem natural da familia e a saudável educação dos nossos filhos?

Pode alguém de sã consciência concordar com essas idéias – com excessão dos que buscam normatizar e normalizar o que não é verdade?

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Por que Maria Mariana preferiu casamento e filhos à “fama”

quarta-feira, agosto 26th, 2009


A escritora Maria Mariana escandalizou o feminismo, que, aliás, anda bem na mídia, mas mal na vida real.

Maria Mariana abandonou a fama do teatro e da TV para ser mãe de quatro filhos. Agora lançou o livro “Confissões de mãe”.

Em entrevista à revista “Época” explicou que “o fato de eu adorar ser mãe” lhe rendeu muitas qualidades.

Ela explicou por que se desinteressou pela “fama”: “Eu sonhava com uma enorme mesa de família com aquela macarronada no domingo. Eu queria mudar de degrau, mudar de história.”

Ela elogia o parto normal porque predispõe a ser uma “mãe melhor. Todos falam do nascimento do bebê, mas esquecem que a mãe também nasce naquela hora”.

“Amamentar não é um detalhe, diz ela, é para a mãe que merece. Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.”

Para espanto das decadentes feministas hodiernas, ela continuou: “Não acredito na igualdade entre homens e mulheres. O homem tem uma função no mundo e a mulher tem outra. Homem e mulher estão no mesmo barco, no mesmo mar.

“Há ondas, tempestades, maremotos. Alguém precisa estar com o leme na mão. Os dois, não dá.

“Deus preparou o homem para estar com o leme na mão. Porque ele é mais forte, tem raciocínio mais frio. A mulher tem mais capacidade de olhar em volta, ver o todo e desenvolver a sensibilidade para aconselhar.

“A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é com o leme.”

***

Interessante a conclusão que  ela chegou.

Pessoalmente não acho que as coisas sejam necessariamente contraditórias e excludentes,embora se perca muita qualidade de vida e de maternidade quando se tenta levar as duas coisas juntas.

A questão não é tanto as duas coisas juntas mas a intensidade com que cada coisa é assumida e compreendida.

A maternidade é algo inscrito na natureza feminina essencial para sua realização,mesmo que nem sempre essa maternidade se expresse de forma física.

A maternidade da Mulher se expressa de forma mais plena em filhos mas não se esgota neles.vai além!

O problema é que muitas mulheres rejeitam a maternidade excluindo essa possibilidade dentro do matrimônio,com poucos ou nenhum filho e vendo essa possibilidade como uma vitória sobre o que chamam  de ” determinismo biológico à maternidade “,como se a gravidez fosse uma prisão e não permitisse a mulher ser ” livre” e realizada”.

É uma visão feminista,claro..

A entrevista vai de encontro com essa visão e fala da alegria de ser mãe,algo que muitas mulheres precisam redescobrir e assim tocar novamente o mistério de co-criação que as mulheres participam de forma tão intensa!

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Atentado contra a Eucaristia na Colômbia

quarta-feira, agosto 26th, 2009

Comunicado de repulsa do Bispo Frei Fabio Duque,de Armênia.

Por ocasião do atentado contra a Eucaristia que aconteceu em 17 de agosto passado, na paróquia de Nossa Senhora da Anunciação de Armenia, Quindío, Colômbia, o bispo da diocese fez público um comunicado no qual indica que os autores incorreram em excomunhão.

O bispo de Armênia, Dom Fabio Duque Jaramillo O.F.M., relata os fatos em um comunicado de 20 de agosto, enviado a ZENIT.

“Em 17 de agosto passado – assinala o comunicado – aconteceu uma brutal agressão contra a Paróquia de Nossa Senhora da Anunciação em Armênia. Um desconhecido se introduziu no templo durante a noite, forçou a porta do Sacrário e o jogou no chão, com o cálice e as hóstias consagradas”.

“Não se tratou de um roubo motivado pelo valor econômico dos vasos sagrados – aponta o bispo de Armenia –, pois o assaltante não levou nenhum objeto de valor da paróquia. O assalto teve como fim unicamente ferir os sentimentos dos fiéis atacando o mistério central da fé cristã, a Eucaristia, presença de Deus entre nós e prolongação do mistério da redenção do homem”.

O fato foi posto em conhecimento das autoridades e da Polícia e “esperamos que o autor do crime possa ser capturado logo”, afirma o bispo.

Convida também as autoridades, os representantes e cargos eleitos, aos meios de comunicação, as associações cívicas e toda a sociedade do Quindío “a expressar, sem rodeios, sua repulsa por estes fatos que constituem uma violação gravíssima dos direitos dos cidadãos, uma ofensa às crenças e princípios dos fiéis católicos, crenças arraigadas profundamente na cultura de nosso povo”.

Desta forma convida as autoridades e os representantes da sociedade civil “a não desvalorizar estas agressões contra os sentimentos e a fé dos católicos, pois quando um povo pisoteia os direitos mais sagrados das pessoas, o direito a expressar livremente sua fé e suas convicções mais íntimas, toda a sociedade se encontra em perigo. Quando os direitos de Deus são pisoteados impunemente, os direitos do homem correm perigo”.

Por isso, convida também todos os cidadãos de Armenia e Quindío “a expressar sua solidariedade com a comunidade da Paróquia da Anunciação associando-se às manifestações cívicas e religiosas de repulsa que se convocarão, a denunciar estes fatos ante as autoridades e a unir-se aos atos de reparação e desagravo que serão convocados na Paróquia em 30 de agosto, às 18 horas.

O prelado recorda que, segundo a legislação eclesiástica (Código de Direito Canônico, cânon 1367), “o autor desta profanação, pelo mero fato de ter realizado esta ação está excomungado, buscando com isto não tanto castigá-lo mas seu arrependimento. É uma ocasião para que o delinquente considere a gravidade de sua falta. Esta excomunhão só poderá ser suspensa pelo Santo Padre”.

Fonte : Zenit

***

Parece ser um caso isolado, mas que causa perplexidade porque tem características de perseguição satânica ou de fundamentalismo religioso.

É um caso isolado mas não inédito,posto que aqui mesmo no Brasil já aconteceu algumas vezes profanações como essa.

Lamentável..

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Pio XII e o Nazismo.A Igreja teme a Verdade?

quarta-feira, agosto 26th, 2009

Várias informações demonstrando a inconsistência das acusações de Cornwell contra Pio XII, em seu livro “O Papa de Hitler”, em que o acusa de cumplicidade para com o nazismo.

Fonte: Jornal do Brasil

Pio XII e os Fatos

Homem discreto e silencioso, notoriamente avesso a fotógrafos por exemplo, Pio XII certamente não contava estar debaixo dos holofotes mais de 40 anos depois de sua morte. Não há de surpreendê-lo, porém, lá de onde esteja, o fato de que, mais do que sob os holofotes, está sob o fogo cruzado de denúncias, pois ao cristão – desde o primeiro deles – nunca são estranhas as injustiças do mundo.

Comecemos por situar esse papa no século que ora vai definhando para que as coisas tenham uma ordem desejável. Pio XII foi papa no momento histórico mais difícil do século XX. Seu pontificado, longo de 19 anos (1939-1958), inclui todo o cruel período da Segunda Guerra. Ao ser eleito sucessor de Pedro, o cardeal’ Eugênio Pacelli, diplomata experiente, sabia das terríveis dificuldades que teria pela frente – e dispôs-se a enfrentá-las.

Enfrentou-as dentro de seu estilo mais marcante, a discrição e o silêncio já citados. Não há mais sábio modo de agir quando se está no meio da tormenta: silêncio não significa omissão. Os homens, entretanto, sobretudo quando lhes convém, às vezes confundem silêncio com omissão. E acusam. Mas, de que acusam Pio XII? Mais do que de omisso, ele vem sendo acusado de conivente com o nazismo e com sua face mais hedionda, a perseguição racial, de que foram vítimas maiores os judeus. Livro (1999) do escritor inglês John Cornwell o chama mesmo, a começar pelo título, de O Papa de Hitler. Desde que foi publicado, as acusações parecem uma orquestração.

É curioso como as acusações nunca foram feitas quando as tropas de Hitler rondavam cada quintal da Europa – e, a partir de 1943, era especialmente pela Itália que elas andavam com mais desembaraço. As acusações surgiram muito depois. Começaram em 1963, cinco anos depois da morte de Pio XII e dezoito depois do fim da guerra, quando foi editada a peça do alemão Rolf Hochhuth, O Vigário.

Mas ficção é ficção, cada um escreve o que quer. Ainda quando se pretenda ter base histórica, a história entra apenas como pano de fundo. O autor move os cordéis de acordo com suas tendências, carrega nas tintas segundo sua visão pessoal. De qualquer maneira, a peça de Hochhuth, lançada com sensacionalismo, encenada e editada de imediato em vários países, dado o apelo do assunto, dorme hoje em prateleiras empoeiradas talvez por falta de valor dramatúrgico ou literário.

O livro de Cornwell, anunciado como uma pesquisa séria, fez ressurgir a campanha. A realidade, porém, não parece confirmar-lhe a seriedade e muito menos o amor à verdade do autor. O Osservatore Romano, por exemplo, de 13 de outubro do ano passado, afirma que é “absolutamente falsa” a afirmação do escritor de que “foi o primeiro e único pesquisador a ter acesso ao Arquivo do Vaticano”, na parte que trata das relações exteriores – sempre livremente aberta a inúmeros historiadores e pesquisadores de todo tipo. Consultou ele só os documentos referentes à Baviera de 1918 a 1921 (de 1914 a 1920 o futuro Pio XII foi núncio na Baviera) e os referentes à Áustria de 1913 a 1915. Ambas as séries documentais já foram consultadas vezes e vezes. Os arquivos a partir de 1922 ainda não foram abertos. Portanto, Cornwell faltou com a verdade, pois não foi “primeiro e único” em nada. Manuseou o que muitos outros manusearam.

Registre-se que a série de documentos do tempo da guerra é de conhecimento público, pois, para deixar tudo às claras, Paulo VI (papa entre 1963-78) determinou que a Editora Vaticana lançasse os Atos e Documentos da Santa Sé Relativos à Segunda Guerra Mundial (12 volumes), antecipando em decênios a abertura normal dessa série de documentos.

Mas voltemos às pesquisas de Cornwell no Vaticano e àquele número do Osservatore Romano. Cornwell diz que freqüentou “durante meses a fio” o Arquivo da Santa Sé. Outra inverdade, segundo o jornal. Alguém há de dizer: mas por que a verdade estará com aquele órgão do Vaticano (embora oficioso)? Acontece que os registros de entrada e saída diária nos arquivos vaticanos são feitos com todo rigor. Sabe-se com precisão quem vai lá e por quanto tempo trabalha. Os registros mostram que Cornwell não esteve lá por meses a fio. Só freqüentou os arquivos de 12 de maio a 2 de junho de 1997. Mesmo nessa curta temporada de 20 dias “não compareceu diariamente” e nos dias em que lá foi só ficava no Arquivo “por breve período de tempo”.

Será confiável, então, o resultado de uma pesquisa de quem começa por se mostrar pouco amigo da verdade na simples apresentação de como a fez e quanto tempo consumiu com ela? Será confiável a pesquisa, de quem começa por se gabar de um ineditismo em relação às fontes utilizadas que não é mais do que um engodo?

Parece mais confiável, por exemplo, a voz de Golda Meir, uma das pioneiras do Estado de Israel, do qual era ministra do Exterior quando da morte de Pio XII, ocasião em que fez as seguintes declarações: “Durante o decênio do terror nazista, quando nosso povo sofreu terrível martírio, a voz do papa se levantou para condenar os perseguidores e para pedir compaixão em favor de suas vítimas.” (na entrevista do jesuíta Pierre Blat a Le Figaro Magazine, Paris, 18-9-99). Já se vê que o silêncio de Pio XII não foi absoluto. A quem tinha ouvidos de ouvir, como Golda Meir, seus pronunciamentos chegaram.

Se mais o papa não falou foi por um cuidado piedoso.

Dolorosa experiência ele tinha da encíclica de Pio XI em alemão de 1937 condenando o racismo nazista (pela qual Paceffi foi o grande responsável, como secretário de Estado, mas disso ninguém fala). Infiltrada clandestinamente, a encíclica foi lida nas igrejas alemãs a 31 de março daquele ano. No dia seguinte intensificou-se a perseguição a católicos e judeus. Na Holanda, um documento católico protestando contra o nazismo foi lido nas igrejas a 26 de julho de 1942: na manhã seguinte começou a deportação de judeus. Pio XII ficou tão impressionado que queimou quatro páginas de protesto que tinha escrito para divulgar pelo Osservatore Romano.

A ação discreta de Pio XII também foi reconhecida por gente como o scholar judeu Pinchas E. Lapide, pesquisador sobre papas e catolicismo, que em seu livro Three Popes and the Jews (Londres, 1967) estima que Pio XII e inúmeros padres, freiras e leigos católicos tenham salvo de 700 mil a 850 mil judeus da fúria nazista até à custa da própria vida em não poucos casos. Como foi reconhecida pelos rabinos italianos que, em comissão, agradeceram a ele pessoalmente, depois da guerra, o que fizera pelos judeus perseguidos, escondendo-os em casas religiosas, defendendo-lhes a vida de vários modos. Um deles, Israel Zolli, acabou convertido ao catolicismo. Ao ser batizado, escolheu o nome de Eugênio. E explicou que estava homenageando o papa que tinha salvado tantos judeus.

***

Impressiona como certos “estudiosos” tem uma predileção especial em alimentar uma visão de que a Igreja tem algo a esconder e de que” eles” são os grandes descobridores e aqueles que irão- enfim!-”CONTAR TODA A VERDADE..”

OS ARQUIVOS DO VATICANO são abertos a qualquer pesquisador.Ele mesmo teve livre acesso para fazer suas pesquisas o tempo que quis.

Agora fica uma pergunta básica: Se a Igreja tivesse algo a esconder estaria esses arquivos “secretos” tão acessíveis assim ao público?

Todos os estados tem normas no que diz respeito a divulgar seus documentos “seretos” ao público.o Brasil,por exemplo,tem.

Usualmente, os documentos dos arquivos do Vaticano são disponibilizados ao público após um período de 75 anos de sua emissão.

Em 1883, o Papa Leão XIII abriu os arquivos de 1815 ou anteriores para estudiosos não-clericais. (O primeiro historiador leigo a fazer uso dos Arquivos Secretos, foi o historiador do Papado, Ludwig von Pastor.) Documentos foram posteriormente liberados em 1924, até o final do pontificado de Gregotio XVI Desde então, foram abertos os seguintes documentos:

  • 1966: Documentos do pontificado de PIO IX, Note-se que a abertura do pontificado de Pio IX foi originalmente planejado durante o pontificado de Pio XII.
  • 1978: Documentos do pontificado de Leão XIII.
  • 1985: sobre o pontificado de PIo X  e Bento XV.

Em 20 de Fevereiro de 2002, o Papa João paulo II tomou o extraordinário passo de tornar disponível, a partir de 2003, alguns dos documentos do Arquivo Histórico da Secretaria de Estado (Segunda Seção), que dizem respeito às relações do Vaticano com a Alemanha Nazista durante o pontificado de Pio XII.

O Vaticano justificou-se sua ação “para pôr fim à injusta e irrefletida especulação”.

Em Junho de 2006, o Papa Bento XVI autorizou a abertura de todos os arquivos do Vaticano durante o pontificado do Papa Pio XII.


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Virgem de Guadalupe,Milagre que desafia a Ciência

terça-feira, agosto 25th, 2009

Nossa Senhora de Guadalupe, MexicoNo dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra.

Juan Diego transmitiu o pedido. O bispo exigiu alguma prova. Então Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo.

Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto.

O interesse da ciência começou na hora de investigar como é possível que o manto de Juan Diego se tenha conservado até hoje. Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo.

No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos.

O manto de Guadalupe tem hoje 477 anos, portanto nada deveria restar dele.

Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem.

Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura.

Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos elementos atômicos conhecidos.

“Erro do cientista” — poderia se objetar. Mas o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938. Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui privilégio religioso.

No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia.

Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma.

Verificaram também que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.

Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas.

Os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras!

José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:

• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;

• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;

• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.

Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem.

Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI…

Valdis Grinteins

***

A Ciência tem seus naturais limites.Não se nega,no entanto, sua extraordinária contribuição para a humanidade,principalmente quando ela é usada a serviço do desenvolvimento verdadeiramente humano e em defesa do BEM.

Existem situações,porém, que a Ciência se dobra a Deus e,humilde,também lhe presta louvor e adoração.

Pelas mãos de Maria,Virgem de Guadalupe,também louvamos a Deus e seu filho Jesus por toda sua grandeza e misericórdia.

Virgem de Guadalupe,Rogai por nós!

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Leigos venezuelanos denunciam nova lei de educação

segunda-feira, agosto 24th, 2009

O Conselho Nacional de Leigos (CNL) da Venezuela rechaçou a polêmica lei de educação, aprovada no sábado passada pela Assembléia legislativa no período de férias escolar, não só pelo “modo ilegítimo e ilegal como nos impôs esta lei” mas sim porque atenta contra uma série de direitos dos venezuelanos estabelecidos na Constituição.

Em um texto titulado “Por uma educação livre e de qualidade para todos os venezuelanos”, o CNL assinala que esta maneira de proceder da Assembléia “não pode isolar-se de outros, que mostram uma postura que antepõe o Estado à Sociedade, identifica o interesse e as atribuições do Estado com a opinião de quem o dirige em um momento dado, e menospreza, relega e até substitui aos cidadãos e suas famílias a quem o Estado deve servir”.

“Rechaçamos, por isso, o modo ilegítimo e ilegal como nos impôs esta lei: com pressa, escassez de reflexão, desprezo das válidas contribuições do anterior projeto, sem reparar nos enormes danos que pode conduzir à sociedade venezuelana”, indicam.

Deste modo e detrás recordar que a educação é um direito humano, no que está incluído o direito à educação religiosa -não contemplado nesta lei os leigos venezuelanos precisam que a lei passada “tem uma clara orientação coletivista que dissolve a pessoa em uma entidade social a qual a subordina, em vez de servir-lhe como âmbito para sua realização”.

“Ademais, embora a Venezuela se defina constitucionalmente como uma sociedade democrática, esta lei cultiva um estatismo antidemocrático. E ainda mais, confunde a ideologia dos governantes com os valores sociais; expropria à sociedade seu direito e dever educar, lesa a qualidade da escola pública, debilita a educação privada e atenta especialmente contra a educação popular de qualidade, ao haver-se eliminado o artigo do projeto aprovado em primeira discussão, que explicitamente permitia convênios de financiamento”.

O CNL explica que esta lei antidemocrática “atenta igualmente, limitando-a, contra a autonomia universitária, e é profundamente reacionária em matéria da dignificação da profissão docente, ao tempo que desconhece o direito que têm as famílias a que seus filhos recebam, como bem público, a educação religiosa da crença que professem, no ambiente de liberdade e tolerância que sempre distinguiu a nossa pátria, e acorde com a laicidade do Estado”.

“Por tudo isso, rechaçamos esta lei, que não promove integralmente à pessoa em sua dignidade e liberdade, que não se adapta à realidade plural do mundo de hoje, que desrespeita nossa Constituição, e que não responde à Educação que a Venezuela necessita”, prosseguem.

Por estas razões, exortam a “toda a sociedade venezuelana para: difundir a Lei usando todos os meios a nosso alcance; organizar atividades de estudo e reflexão para conhecer seu espírito, fins e efeitos; convocar Assembléias e pôr em marcha recursos legais pertinentes, atentos a que as próximas regulamentações pendentes não acentuem os defeitos da Lei, apontando assim, em médio prazo, à derrogação da mesma”.

Finalmente animam a renovar “cada dia nossa esperança e nossa fé no triunfo do Bem. Ressoe em nós a voz de João Paulo II: Não tenham medo. Não podemos ceder na luta pela defesa da dignidade de cada venezuelano e dos valores da democracia, nem deixar de sonhar com uma Venezuela livre e fraterna”.

***

Oremos pela Venezuela!

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Mickey Rourke e sua fé católica.

segunda-feira, agosto 24th, 2009

Desde a Bósnia, onde participa do Festival de Cinema do Sarajevo, o famoso ator de Hollywood, Mickey Rourke, deu graças a Deus e sua fé católica por ter recebido uma “segunda oportunidade” na vida para superar os vícios que quase o levam ao suicídio.

Em declarações ao jornal bósnio Avaz, Rourke assegurou que “Deus me deu uma segunda oportunidade na vida e eu o agradeço”.

Rourke alcançou a fama na década do ‘80 com filmes de ação e filmagens polêmicas carregadas de erotismo. Nos princípios dos ’90s trocou o cinema pelo boxe e caiu em um profundo vício às drogas e ao álcool.

Conforme explicou ao jornal, nos momentos mais difíceis de sua vida, seu psiquiatra e um sacerdote foram seus melhores amigos.

“Quando você cai, as pessoas te empurram mais ainda. O mundo está cheio de materialismo e inveja. Quando você é famoso e cai, as pessoas não querem que você volte. É quase impossível voltar. Já é difícil a primeira vez, mas a segunda vez é como se não existisse… Deus me deu uma segunda oportunidade, “o homem lá de cima” me ajudou”, assinalou.

Faz uns anos, Rourke começou seu retorno à tela gigante e este ano ganhou seu primeiro Globo de Ouro pelo filme “The Wrestler” (O lutador) e era o favorito para o Oscar.

Agora, adicionou, não pensa “muito em Hollywood. Não me interessa o que é Hollywood e o que pensa o pessoal de Hollywood. Não penso em como funciona já que simplesmente não me interessa. Nem sonho com isso”.

No ano 2005, quando começou a receber papéis importantes no cinema revelou a uma revista que mantinha freqüentes encontros com seu pároco em Nova Iorque e que esteve a ponto do suicídio.

“Se não fosse católico teria explodido os miolos”, recordou.

***

” Onde nós vemos uma falta a condenar e a punir,Deus vê uma miséria a socorrer ”

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“…Mas livrai-nos do Mal”.Entrevista com Exorcista Italiano

segunda-feira, agosto 24th, 2009

O Revmo. Pe. Gabriele Amorth, da Pia Sociedade de São Paulo, muito apreciado na Itália por seus livros sobre Nossa Senhora e sua atividade jornalística – seu programa na Radio Maria peninsular conta com 1.700.000 ouvintes -, tornou-se mundialmente conhecido com o lançamento de sua obra Um exorcista conta-nos, em 1990. Tal obra alcançou notável êxito editorial na Itália, tendo sua tradução portuguesa obtido várias edições. A partir de então, a mídia internacional vem focalizando a atuação desse sacerdote, nomeado Presidente da Associação Internacional dos Exorcistas.

Veja entrevista abaixo

*    *    *

Todas as pessoas sofrem as insídias e as tentações diabólicas, acontecendo de uma mesma tentação voltar  a se repetir muitas vezes. Podemos dizer que tal tentação torna-se um estado de perseguição do demônio?

Pe. Amorth – Devemos distinguir a ação ordinária da ação extraordinária do demônio. A ação ordinária é a de tentar-nos. Por conseguinte, todo o campo das tentações pertence à ação ordinária diabólica à qual todos somos sujeitos e o seremos até a morte. A tal ponto somos sujeitos a essas tentações, que Jesus Cristo, fazendo-se Homem, aceitou ser tentado por Satanás, não apenas nas três tentações do deserto, mas durante toda a sua vida, como também ocorreu com Maria Santíssima. Isto porque a tentação faz parte da condição humana. Esta é a ação ordinária do demônio, como dizia o Catecismo de São Pio X, “por ódio a Deus, [o demônio] tenta o homem ao mal”. Ou seja, por ódio a Deus, o demônio gostaria de arrastar-nos todos para o inferno.

A ação extraordinária, por sua vez, é uma ação rara. É aquela na qual o demônio causa distúrbios particulares. Portanto, não se trata de simples tentação. Distúrbios particulares que podem chegar  à possessão diabólica.

Que tipos de distúrbios podem ocorrer?  poderia classificá-los e, ao mesmo tempo, dar as razões da existência de tais distúrbios?

Pe. Amorth – — Não existem dois casos iguais. Já fiz mais de 40 mil exorcismos. Entendamo-nos. Não a 40 mil pessoas, pois em muitas delas eu fiz centenas e centenas de exorcismos. Pois livrar uma pessoa do demônio, geralmente, constitui um trabalho MUITO lento.

Como escrevi em meu livro Um exorcista conta-nos, fico bastante contente quando uma pessoa se livra do demônio, após quatro ou cinco anos de exorcismos, com a média de um exorcismo por semana. Conheço pessoas que ficaram livres do demônio após 12 ou 14 anos de exorcismos seguidos. Portanto, muitos exorcismos feitos à mesma pessoa.

Uma pessoa pode levar vida normal com sofrimentos, de maneira que aqueles com os quais convive nem se dêem conta de que está possessa. Apenas quando sobrevêm os momentos de crise, então ela se comporta de uma maneira inteiramente anormal, não podendo cumprir seus deveres de trabalho, de família, sem excessiva dificuldade. Em alguns casos, a pessoa pode ser assaltada pelo demônio, digamos, 24 horas ao dia. Em tal caso, a pessoa não pode fazer nada. Mas são casos raríssimos.

Normalmente o demônio apenas em certos momentos investe contra a pessoa e se manifesta, sobretudo quando é obrigado a fazê-lo durante o exorcismo.

E qual é a causa para que o demônio permaneça mais ou menos tempo na mesma pessoa?

Pe. Amorth – A expulsão do demônio depende de uma intervenção extraordinária de Deus. Ou seja, cada expulsão do demônio constitui um verdadeiro milagre. E Deus pode praticá-lo a qualquer momento. Nós, exorcistas, podemos prever, através de algo que nos oriente, quanto tempo ser-nos-á necessário para expulsar o demônio de uma pessoa. Por exemplo, uma criança. É mais fácil expulsar o diabo de uma criança que de um adulto. O mesmo passa-se em relação a uma pessoa que nos procura logo após ter sido possuída, uma vez que o demônio ainda não teve tempo de deitar raízes naquela pessoa. O primeiro exorcismo fala em “erradicar e expulsar o demônio”.

Ao contrário, torna-se muito mais difícil quando sou procurado por pessoas de 50, 60 anos, e ao fazer-lhes exorcismos falando com o demônio – pois eu falo diretamente com o demônio quando a pessoa está endemoninhada -, descubro que às vezes a pessoa era criança ou ainda se encontrava no próprio seio materno quando sofreu os primeiros ataques do Maligno.

Há pouco, referindo-se à expulsão do demônio de um possesso, disse que ela constitui sempre uma intervenção extraordinária de Deus…

Pe. Amorth – Certo. A libertação de uma pessoa da ação do demônio constitui sempre uma intervenção extraordinária de Deus. Aliás, tenho disso um exemplo, ocorrido na semana passada. Um caso muito difícil de possessão diabólica e eu tinha razões suficientes que levavam a prever muitos anos de exorcismos para se libertar aquela alma das garras do demônio.

Acontece que tal pessoa foi ao Santuário de Lourdes, na França, tomou banho na piscina, acompanhou a procissão do Santíssimo Sacramento, rezou muito. Resultado: um milagre! Voltou para casa completamente livre da possessão.

Poderia dar uma explicação a nossos leitores, ainda que sucinta, da necessidade do exorcismo e dos exorcistas?

Pe. Amorth – O exorcismo é constituído de várias orações oficiais feitas em nome da Igreja, e Deus ouve essas orações. Com efeito, existem tantas razões para isso! O exorcismo depende muito das causas que determinaram a possessão diabólica, uma vez que estas exercem muita influência sobre o possesso. Dou-lhe um exemplo simples.

Se uma pessoa se consagrou a Satanás e fez o pacto de sangue com ele, é fácil entender que ela praticou um ato voluntário de doação de si mesma ao Maligno. Então, libertar tal pessoa torna-se muito mais difícil, faz-se necessário muito mais tempo do que o empregado para libertar um inocente, que foi vítima de um malefício causado por outra pessoa.

Pelo que o Senhor afirmou acima, o exorcismo não constitui o único modo de uma pessoa fazer cessar a possessão. Haveria outras?  Porque com a atual dificuldade em encontrar exorcistas…

Pe. Amorth – Pode-se libertar da possessão com o exorcismo, que é uma oração oficial da Igreja, mas reservada aos exorcistas – pouquíssimos, quase inencontráveis. Outra forma, aberta a todos,  são as orações de libertação. No final de meus livros eu acrescento orações de libertação que sugiro. As orações mais eficazes são as de louvor, glória a Deus. Assim nós também muitas vezes, nos próprios exorcismos, recitamos o Credo, o Glória, o Magnificat, Salmos, trechos da Bíblia, o Evangelho em que Jesus liberta os endemoninhados. Elas têm grande eficácia.

Os demônios têm nomes?

Pe. Amorth – Quando constringidos pelo exorcista a dizer seus nomes, costumam apresentá-los. Os que têm  nomes bíblicos ou de tradição bíblica, são demônios fortes e é muito mais trabalhoso exorcizá-los. Continuamente dão nomes como Satanás, Asmodeu, Lilite, denominações igualmente importantes. O nome Lúcifer é de tradição bíblica e não um nome bíblico. Ou seja, nós o atribuímos à Bíblia, mas esta não cita Lúcifer. Encontramos freqüentemente um demônio de nome Zabulom. O nome Zabulom, encontramo-lo na Bíblia, mas nunca como demônio. Zabulom é uma das 12 tribos de Israel. Há um demônio, porém, que tomou posse desse nome e é um demônio fortíssimo.

Encontramos nas Sagradas Escrituras o demônio Asmodeu. Deparo-me muitíssimas vezes com ele, porque é o demônio que destrói  os casamentos. Ele rompe os matrimônios ou os impede. É tremendo!

Uma pessoa possuída ou possessa, in genere, pode estar dominada por muitos demônios. Temos um exemplo no Evangelho, quando Nosso Senhor interroga os endemoninhados de Gerasara e  pergunta: “Como te chamas?” E o demônio responde: “legião”, porque são muitos.

A TV, de um modo geral, com programas incentivadores de práticas de magia e espiritismo, bem como desagregadores das tradições cristãs e da família, têm colaborado ponderavelmente para o incremento do satanismo? E o rock satânico, tem concorrido para a disseminação do poder do demônio?

Pe. Amorth - Quando foi inventada a televisão, o Padre Pio ficou furioso. E a quem lhe dizia que se tratava de uma magnífica invenção, ele respondia: “Verá que uso farão dela!” Com efeito, a TV é corrupção da juventude e igualmente dos velhos! Ouso acrescentar: é também a corrupção dos padres, dos sacerdotes e das freiras. Com os espetáculos contínuos de sexo, de horror, de violência… A Internet é ainda pior, a Internet é ainda pior, repito.

Certa vez, ao fazer um exorcismo, falando com o demônio, ele dizia: “A televisão, fui eu que a inventei!” Eu afirmava: “Não! Tu és um mentiroso! A televisão é uma grandíssima invenção do homem. Tu inventaste o mau uso dela, a fim de corromper as pessoas”.

Quanto ao rock satânico, é tremendo. Pode conduzir à possessão diabólica porque ensina o culto a Satanás. E pouco a pouco, através do culto a Satanás, chega-se a ser possuído por ele. Satanás é esperto, introduz-se sem nunca fazer-se sentir. Pode-se começar com simples jogos de cartas, de tarôs, e, através dos jogos, saber se vai ganhar na loteria, adivinhar acontecimentos, doenças de amigos. E, pouco a pouco, vai-se sendo possuído pelo demônio. O diabo age assim: atua sem se fazer sentir…

As doutrinas materialistas e sua aplicação concreta contribuem, de modo considerável, para a difusão do satanismo na sociedade contemporânea?

Pe. Amorth – Sim. Tenhamos presente que assim como o demônio pode  possuir uma pessoa, pode igualmente possuir uma classe de pessoas,  pode assumir o governo de uma nação.

Exemplifico. Estou convicto de que Hitler, Stalin, eram possuídos pelo demônio e que o nazismo – em massa – era possuído pelo Maligno. Auschwitz, Dachau: não podem ser explicadas as atrocidades cometidas nesses lugares sem se cogitar numa perfídia verdadeiramente diabólica. E não há nenhuma dúvida de que o demônio influiu muitíssimo no mundo cultural. O demônio quer distanciar o homem de Deus.

Por outro lado, tivemos pela primeira vez na História um fenômeno profetizado em Fátima – 1917, 13 de julho -, a aparição mais importante de Nossa Senhora em Fátima, aquela na qual encontram-se os segredos e em que Nossa Senhora fez ver o inferno. Nessa ocasião, entre outras coisas, profetizou: “Se não obedecerem minhas palavras, a Rússia espalhará seus erros pelo mundo”. Nunca aconteceu que o povo tivesse sido instruído para o ateísmo. Em Moscou, entretanto, existia uma Universidade do ateísmo, na qual se formavam os participantes do Partido e se ensinava como atuar para destruir a religião em uma nação religiosa. Jamais, no passado da humanidade, ensinou-se o ateísmo. Foi uma novidade de nosso século, devido ao comunismo que espalhou o ateísmo por todo o mundo.

A falta de fé seria a principal e mais profunda causa do aumento do poder satânico no mundo atual?

Pe. Amorth – Sempre. É matemático. Examinando toda a história do Antigo Testamento, a história de Israel, quando esta abandona Deus, entrega-se à idolatria. É matemático, quando se abandona a Fé, entregamo-nos à superstição. Isto aplica-se, em nossos dias, a todos nós do mundo ocidental.

Tomem as velhas nações da Cristandade medieval. A católica Itália, a França, a Espanha, a Áustria, a Irlanda, que uma vez foram nações cujo catolicismo era forte. Agora o catolicismo tornou-se fraquíssimo. Na Itália, de 12 a 14 milhões de italianos freqüentam atualmente sessões de bruxaria e cartomantes. Há no país aproximadamente 65.000 bruxos e cartomantes, muito mais que o número de sacerdotes.

Existem também na Itália de 600 a 700 seitas satânicas. E 37% da juventude italiana participaram algumas vezes de sessões espíritas, acreditando ser um mero jogo…

Um movimento dirigido por um sacerdote ensina aos pais como falar com seus filhos falecidos… Isto é espiritismo puro. Em outros tempos o espiritismo exercia-se através de um médium em estado de transe, e o médium evocava a pessoa.

O espiritismo consiste em evocar um defunto para interrogá-lo e obter dele respostas. Agora não é mais necessária a presença do médium, pois pratica-se o espiritismo através do gravador, do televisor e da Internet… Os dois meios mais usados são gravadores e escritura automática. A página mais lida dos jornais é o horóscopo… e os quotidianos não são comprados pelos analfabetos. São os industriais, os políticos, que não tomam decisões sem antes ouvir um bruxo. Ou seja, sempre que diminui a Fé, aumenta a superstição.

Por exemplo, faz-se um referendum na Itália para a defesa da família, vence o divórcio; faz-se um referendum em defesa da vida, vence o aborto. E isto na católica Itália… Não nos espantemos, Satanás é poderoso. Nosso Senhor o chama por duas vezes “Príncipe deste Mundo”.  São Paulo o chama “Deus deste mundo”. São João diz: “Todo mundo jaz sob o poder do Maligno”. E quando o demônio tenta Nosso Senhor, leva-O ao alto do monte, fá-Lo ver os reinos da Terra, e diz: “São meus, e os dou a quem quero e se tu te ajoelhares diante de mim…” . Jesus não lhe responde: “Tu és um mentiroso, todos os reinos são de meu Pai. É Ele quem dá a quem quiser”. Não, não. A Escritura diz: “Tu ajoelhar-te-ás somente ante teu Deus”. Nosso Senhor não contradiz o demônio.

Hoje tantos ajoelham-se diante de Satanás para obter sucesso, prazer, riquezas – as três grandes paixões do homem! E o demônio oferece o sucesso, o prazer, a riqueza, mas sempre unidos a terríveis sofrimentos.  Vemos o sucesso, vemos o dinheiro. Imaginamos que aquela pessoa é feliz. Não é verdade, pois o demônio só pode praticar o mal. Por conseguinte, as pessoas que se entregam ao demônio têm o inferno nesta vida e na outra. Aqui um inferno dourado, mascarado de sucesso, e depois… o fogo eterno!

Hoje, infelizmente, existem teólogos e exegetas que negam até mesmo os exorcismos de Nosso Senhor. No meu último livro – Exorcismos e Psiquiatras – dedico um  capítulo aos exorcistas franceses; apenas cinco de um total de 105 crêem e fazem exorcismos, os outros… não crêem neles. Em um de seus congressos, convidaram para falar exegetas que negam os exorcismos de Nosso Senhor. Afirmam eles tratar-se de uma linguagem apenas cultural e que o Redentor adaptava-se à mentalidade da época, mas que, na verdade, aquelas pessoas eram apenas loucas e não possessas.

O Senhor se  baseia-se em alguma escola espiritual, em algum Santo, para tomar uma posição tão louvável quanto destemida?

Pe. Amorth – Eu procuro seguir a linha iniciada por um santo espanhol, o Beato Francisco Palau, carmelitano, que já em 1870 veio a Roma falar sobre o exorcismo com o Papa Pio IX. Voltou depois a Roma durante as sessões do Concílio Vaticano I, para que se tratasse da necessidade de exorcistas. Com a interrupção daquele Concílio em razão da tomada de Roma, o assunto sequer foi levantado.

***

A existência do Demônio é inquestionável para a Doutrina Católica.

Não crer em sua existência e ação é sair fora da revelação,além de facilitar sua obra maligna de agir na surdina, como se não existisse.

Não se trata de sair a ver o mal em todo canto,mas de não negar as possibilidades reais de que o inimigo de nossas almas possa estar por detrás de muita coisa tida por todos como “natural” ou apenas “humana”,talvez “coincidência..”

A palavra prudente da Igreja e o “discernimento dos espiritos” é para nós segurança e fortaleza.

A batalha é real,porém a vitória é certa!

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Milagres em Lourdes desafiam os incrédulos!

domingo, agosto 23rd, 2009

Entrevista com um cientista médico de Lourdes sobre as curas inexplicáveis consideradas como milagres.

Palco de grandes milagres ainda em nossos dias, a pequena cidade francesa de Lourdes, nos contrafortes dos Pireneus, foi o lugar escolhido por Nossa Senhora para aparecer, em 1858, à camponesa Santa Bernadete Soubirous.

O que entende a Igreja Católica por cura milagrosa?

Quais os critérios empregados para que se reconheça oficialmente uma cura?

A essas e outras questões responde um profundo conhecedor do assunto: o médico responsável do Bureau Médical de Lourdes, Dr. Patrick Theillier.

***

O Sr., como responsável pelo Consultório Médico de Lourdes, poderia explicar o trabalho que realiza aqui?

Dr. Patrick Theillier Inicialmente, o trabalho consiste em receber os peregrinos, os doentes, que supõem ter sido beneficiados por uma graça de cura por intercessão de Nossa Senhora de Lourdes. São eles próprios que o dizem e vêm testemunhar esse fato. Eu anoto e procuro investigar se existe a possibilidade de que essa cura seja reconhecida como milagrosa. É a primeira etapa. A segunda, nos casos que me parecem mais probatórios, inicio uma pesquisa médica, recolhendo todos os documentos anteriores à cura, que é o mais importante e o mais complicado; e os posteriores, para estar bem seguro de que ela realmente existiu. Devo estudar, com todos os médicos que passam por Lourdes, uma causa dessa cura que possa ser natural ou terapêutica. No total, devo dar a volta em torno da questão, para depois propor tal cura à Igreja, a fim de que Ela reconheça o milagre.

O trabalho em meu consultório, que coincide com o tempo entre a declaração voluntária e espontânea daquele que foi curado e o reconhecimento da Igreja, é  ao mesmo tempo médico e científico.

Quantos médicos fazem parte desse Consultório? Como ele funciona?

Dr. Patrick Theillier Eu sou o único médico de plantão, mas todos os médicos que passam por Lourdes podem participar desse trabalho. Eu edito uma pequena revista, “Boletim da AMIL”, que é enviada a todos os médicos profissionais da saúde que desejam e aos inscritos nessa associação. Ela tem a tiragem de 10 mil exemplares, em cinco línguas, e é enviada a 75 países.

“É bom saber que o número de curas declaradas pela medicina é 100 vezes maior do que as reconhecidas pelas autoridades eclesiásticas. Sempre aparecem casos novos, e tenho sempre mais ou menos cinqüenta casos para estudar. São as curas que foram declaradas nos últimos 10 ou 12 anos e que me parecem sérias”

Somente médicos católicos fazem parte?

Dr. Patrick Theillier  — Qualquer médico pode entrar na associação, desde que esteja interessado e que não tenha mau espírito. Não pergunto a religião deles. Muitos médicos vêm aqui, evidentemente a grande maioria é católica, mas não obrigatoriamente praticantes. Eles vêm igualmente para fazer pesquisas ou simplesmente com uma finalidade humanitária para ajudar os doentes.

Desde quando existe esse Consultório Médico?

Dr. Patrick Theillier O Consultório Médico de Lourdes existe desde os anos 1880, há mais de 120 anos! Passaram por aqui 12 médicos responsáveis. Eu sou o décimo segundo. Mas a história da medicina em Lourdes data das aparições. Foi o médico de Santa Bernadete, o Doutor Douzous, que assistiu a várias aparições e também a examinou, juntamente com outros médicos, para ver se ela era sã de corpo e espírito. Este consultório começou realmente nessa época, mas logo ocorreram algumas curas, já durante a época das aparições. O bispo da época, Dom Laurence, logo após o final das aparições, havia estabelecido uma primeira comissão médica, sob a égide do Dr. Vergès, professor de medicina termal em Montpellier, para fazer as primeiras constatações e o primeiro trabalho de reconhecimento. Deste modo, o Dr. Vergès estudou todos os primeiros casos durante os três primeiros anos. Isso levou Dom Laurence a reconhecer, em 18 de fevereiro de 1862, as aparições de Lourdes, baseando-se evidentemente no testemunho de Santa Bernadete, que era fundamental, mas também nas curas ocorridas desde então e já reconhecidas pela medicina. Foram estudados e transmitidos a Dom Laurence mais ou menos 40 casos. Ele reteve sete, que foram assim os primeiros sete milagres de Lourdes.

Qual foi o primeiro milagre reconhecido oficialmente?

Dr. Patrick Theillier  O primeiro milagre foi o de Catherine Latapie, que era uma mulher de 38 anos. Ela tinha dado à luz quatro filhos, dois já haviam morrido. Na noite de 28 de fevereiro para o dia 1º de março 1858, sentiu a necessidade de vir à Gruta de Massabielle [nome da gruta onde Nossa Senhora apareceu].

Dois anos antes, ela caíra de uma árvore e tinha uma paralisia cubital no braço direito, que a atrapalhava enormemente em suas atividades. Além disso, ela estava grávida. Apesar disso tudo, não hesitou em vir durante a noite para assistir à aparição que aconteceu naquele dia — a décima segunda. Quando tudo tinha terminado, ela subiu na gruta, pois naquela época era preciso escalar um pouco. E encontrou a fonte em que, três dias antes, Nossa Senhora tinha pedido a Santa Bernadette para lavar-se. A Sra. Latapie colocou a mão, e logo em seguida ficou com o uso completo do braço direito. Partindo de volta a pé para casa, a seis quilômetros da gruta, ela sentiu as dores do parto e deu à luz um filho que se chamou Jean-Baptiste. Mais tarde ele tornar-se-ia padre.

Quantos milagres foram reconhecidos até hoje?

Dr. Patrick Theillier Sessenta e seis milagres foram reconhecidos oficialmente pela Igreja. Seria bom explicar que é sempre o bispo da diocese, da qual vem a pessoa que foi curada, que reconhece o milagre. Portanto, não é o Papa nem o Vaticano, e tampouco o bispo da diocese de Tarbes-Lourdes. Pelo mundo inteiro, o bispo local é quem recebe o dossiê reconhecido pela medicina.

No entanto, é bom saber que o número de curas declaradas pela medicina é 100 vezes maior do que as reconhecidas pelas autoridades eclesiásticas. Apenas uma cura sobre 100 declarações, em média, é reconhecida de modo oficial.

entrevLourdes3.jpg (72826 bytes) “Enquanto médico católico, creio que em cada ser humano existe uma dimensão espiritual que é inerente à natureza humana. Considero que a cura física é um sinal da benevolência e da misericórdia de Deus em relação ao doente, ao pecador, mas que não acontece sem uma cura interior”

Existem casos recentes?

Dr. Patrick Theillier  — Claro, sempre aparecem casos novos. Sempre tenho mais ou menos cinqüenta casos para estudar. São as curas que foram declaradas nos últimos 10, 12 anos, e que me parecem sérias. Necessito estudar alguns casos de câncer, por exemplo. Mas há uma dificuldade quanto ao câncer. É uma doença que obrigatoriamente é tratada logo. Assim, é preciso distinguir aquilo que poderia ser considerado um tratamento, na origem da cura. É um longo trabalho que necessita tempo, estudos. É preciso comparar com outras eventuais curas ocorridas no mundo. Dessa forma, novas declarações aparecem sempre.

Quanto tempo pode levar para estudar e reconhecer um milagre?

Dr. Patrick Theillier No mínimo cinco anos, já que não se fala de cura na medicina antes disso. Mas, em geral, de 10 a 12 anos. Recebo mais ou menos 35 declarações por ano, e destas, entre três e cinco serão objeto de uma pesquisa.

Como o Consultório toma contato com as pessoas curadas?

Dr. Patrick Theillier — Nós aguardamos as solicitações. São as pessoas que tomam contato voluntariamente, seja por telefone, pessoalmente, ou então por correio postal ou eletrônico, tudo é possível. Há casos também de pessoas que foram curadas somente rezando a Nossa Senhora de Lourdes, sem nunca terem  vindo orar diante da Gruta.

Há um tipo de cura mais freqüente que outros?

Dr. Patrick Theillier Não. Existem todos os cenários possíveis, todos os tipos de doenças.

Quando se vem a Lourdes, pode-se ler e escutar em vários lugares que “o milagre maior que se produz diante da Gruta, ou durante a peregrinação, é o milagre na alma, mais do que o do corpo”. Como o Sr., enquanto médico católico, sente isso?

Dr. Patrick Theillier  Enquanto médico católico, creio que em cada ser humano existe uma dimensão espiritual que é inerente à sua natureza. Somos criados à imagem e  semelhança de Deus, existe em nós uma fonte de vida eterna. Considero que a cura física é um sinal da benevolência e da misericórdia de Deus em relação ao doente, ao pecador, mas que não acontece sem uma cura interior.

No Evangelho, todas as curas são sempre acompanhadas de uma cura interior: “Vai, tua Fé te curou”; “A partir de agora não peques mais”, e assim por diante. É, portanto,  cura que é sinal de um restabelecimento total da pessoa. Acredito que em Lourdes é assim. A cura física é a única visível, a única sobre a qual podemos nos debruçar, trabalhar, estudar e precisar, mas todas as curas físicas tocam a pessoa em toda a sua dimensão, seja ela física, psíquica ou espiritual. Posso dizer-lhe que uma pessoa que vive uma cura divina – pois a cura milagrosa é uma cura divina – não esquece nunca, representa algo muito forte na sua existência, há um antes e um depois, isso a toca profundamente.

Essas curas físicas são as únicas visíveis, mas elas devem ser vistas como um sinal das curas invisíveis que têm lugar aqui, e que são talvez mais numerosas e importantes: as curas do coração, da alma, a cura do pecado, a reconciliação com Deus, com os outros e consigo mesmo.

É preciso entender como uma cura interior, uma cura de todas as feridas que nós acumulamos durante nossa existência, e que naquele momento particular precisam ser tratadas e curadas. Assim, acredito que não se pode apenas fixar o lado “prodigioso” do milagre físico — freqüentemente maravilhoso, claro — mas procurar o sentido que está escondido atrás dele, que é a cura interior.

As pessoas que foram curadas em Lourdes também têm a percepção disso?

Dr. Patrick Theillier Narro-lhe a história de um senhor de 67 anos, que veio aqui contar-me uma cura que ele obteve em 1963, exatamente há 40 anos, mas que ele nunca esqueceu.

Durante o serviço militar na Argélia, ele foi atingido por uma doença chamada sacro-coxalgia tuberculosa. Propuseram-lhe de vir a Lourdes, quando ele já estava havia vários meses no Hospital Militar de Bordeaux, repatriado por causa da doença. É preciso dizer que ele tinha sido declarado, pelo sistema de saúde francês, como 100% inválido, beneficiando-se com a aposentadoria correspondente a isso. Chegando aqui, sugeriram-lhe ir banhar-se nas águas de Lourdes. Ele aceitou, mas como havia um gesso de seu pescoço até os pés, impossível de ser retirado, foi apenas aplicada do lado de fora do gesso, no local dolorido, uma esponja umedecida.

Quando ele voltou ao hospital de Bordeaux e tiraram a radiografia, à qual ele se submetia a cada três semanas, todo mundo ficou surpreso de ver que a sacro-coxalgia estava completamente curada. Ele pôde voltar para casa, mas nunca esqueceu o milagre. Apesar de ter vivido no Haiti, no Chile e em Ruanda, a cada dois anos ele vinha em peregrinação agradecer a Nossa Senhora de Lourdes com toda sua família. Entretanto, ele nunca tinha vindo ao consultório. Só depois que ele me viu na televisão, veio aqui para descrever,  com enorme emoção, a sua história. Foi obrigado diversas vezes a parar, de tanto que chorava ao contar aquilo que tinha vivido 40 anos antes, com pouco mais de 20 anos de idade.

Alguma cura tocou-lhe especialmente?

Dr. Patrick Theillier — Para ser sincero, todas as curas me tocaram. A que me sensibiliza mais especialmente é sempre a última. Por quê? Simplesmente porque todas as curas são maravilhosas. Pode-se sentir que as pessoas que foram curadas passaram por algo de sobrenatural, de muito forte. Elas são tocadas por alguma coisa que ultrapassa a natureza, é uma experiência fundadora em suas vidas. E tudo isso é muito emocionante, não há uma mais bela do que outra: todas elas o são.

Houve casos de médicos que, vindo a Lourdes, se converteram após constatar um milagre?

Dr. Patrick Theillier  — Sim, por exemplo o Doutor Aléxis Carrel [Prêmio Nobel de Medicina, 1912] que tinha acompanhado uma doente realmente grave, pois ela estava em estado de coma terminal de uma tuberculose generalizada. Ele assistiu, diante da Gruta, essa doente como que “ressuscitar”. Foi uma cura extraordinária, mas ele não podia admitir devido à sua formação positivista. Entretanto, no fim da vida, quando ele morreu, foi encontrado um manuscrito, no qual conta sua viagem a Lourdes e reconhece ter assistido a um milagre.

O médico responsável por esse Consultório, na época do escritor Émile Zola, manteve uma polêmica com este, não é verdade?

Dr. Patrick Theillier  Com efeito, Zola veio aqui no fim do século XIX, interessado em conhecer, pois falava-se muito de tudo o que se passava em Lourdes. O Dr. Boissarie, um dos meus predecessores, abriu todas as portas do Consultório Médico, e o escritor teve a possibilidade, durante o tempo em que esteve aqui, de assistir a duas verdadeiras curas milagrosas de duas jovens, de quem temos os registros em nosso Consultório até hoje.

Voltando a Paris, Zola escreveu seu livro sobre Lourdes, onde ele conta de um modo impecável esses dois milagres. O problema é que ele transformou a realidade, dizendo que as duas tiveram uma recaída e morreram de suas doenças, o que é absolutamente falso.

O Doutor Boissarie foi a Paris vê-lo, em uma conferência aberta ao público, e interpelou Zola, mostrando que ele tinha modificado a realidade. O escritor respondeu que ele era um romancista, que tinha o direito de colocar o que bem entendesse em seus livros…

Na verdade, as duas meninas foram realmente curadas de suas doenças, nunca tiveram recaídas e eram idosas quando morreram. Sempre é possível modificar a realidade, quando não se quer acreditar. É a liberdade humana…

Em seu ponto de vista, qual é o sentido dessas curas?

Dr. Patrick Theillier Acredito que a cura é para todos, não somente reservada a alguns. Caso contrário, seria injusto; poder-se-ia perguntar: por que alguns se curam e outros não?

Somos todos chamados a ser curados, cedo ou tarde, das nossas feridas, dos nossos pecados. É preciso viver na esperança e entender que Deus nos ama, que Ele não está na origem do mal, da doença ou da invalidez. Caso contrário, viveremos como revoltados. É preciso entender que Ele sofreu e deu a sua vida por nós e nos salvou. O mais importante é a saúde espiritual, é preciso ver essas curas físicas dentro de uma perspectiva de eternidade, como uma antecipação da ressurreição do nosso corpo.

Fonte: Revista Catolicismo

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Cristão que não crê na possibilidade de milagre seria cristão?

Neste caso especifico,com a Intercessão de Maria!

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