Por Arquivo setembro, 2009

* “Forças Ocultas” para Madri sediar Olimpíadas de 2016

quarta-feira, setembro 30th, 2009

A candidatura de Madri para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 pode ganhar um reforço espiritual. Ao menos esta é a intenção dos organizadores do evento batizado de “Cerimônia da Chama Sagrada”, ritual que vai reunir esotéricos na capital espanhola para pedir que “forças ocultas” ajudem na hora da decisão do Comitê Olímpico Internacional, que será anunciada na  próxima sexta-feira.

A cerimônia contará com 40 representantes de grupos esotéricos internacionais, entre gurus indianos, druidas celtas, lamas tibetanos, pajés mexicanos e africanos, quiromantes, cartomantes e astrólogos.

Todos vão se reunir para “concentrar energias e convocar o mundo espiritual para que Madri seja eleita a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016″, afirmou a sacerdotisa xamã espanhola Martha Elena na apresentação do evento à imprensa.

O ritual acontecerá na abertura da 5ª Feira Internacional Esotérica de Madri, que nesta edição terá um espaço dedicado à candidatura olímpica.

Ritual

A cerimônia da chama sagrada, marcada para a véspera da eleição do COI, em Copenhague, Dinamarca, será guiada pelos líderes dos grupos esotéricos em um ritual “xamanista”.

Com roupas que representarão as cinco cores do movimento olímpico (azul, amarelo, vermelho, verde e preto) os participantes pretendem fazer orações, rituais de purificação com ervas, pedras e outros amuletos e convocar as forças astrais.

Segundo os organizadores, a conjunção das cores olímpicas ajudará a evocar os elementos da natureza para que se unam em um mesmo objetivo.

O evento será aberto ao público em pleno centro da cidade (na estação de trem de Atocha, a principal de Madri) e os participantes receberão passes de limpeza energética e um amuleto esotérico.

Fora do ritual, o comitê da candidatura de Madri – formado pelo rei Juan Carlos, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero e o ex- presidente do COI Juan Antonio Samaranch – estará em Copenhague para acompanhar o anúncio da cidade-sede.

Além deles, participaram do evento representando a candidatura espanhola o capitão do time de futebol do Real Madrid, Raúl, e o tenista Rafael Nadal.

***

Sai o Cristianismo e entra o neo paganismo, não tão “neo” assim já que é apenas o retorno do velho e cansado paganismo, infelizmente ainda vivo na mente daqueles que preferem trocar a fé revelada pelo filho de Deus pela ” fé ” nos elementos da natureza,bruxaria e esoterismo..

É muito retrocesso..!

É profundamente lamentável vê a Europa, matriz cultural do Cristianismo retornando às trevas da irracionalidade e da supertição.

A escolha é entre isso ou o indiferentismo religioso,filho do  ateísmo e do “cristianismo” racionalista e cansado da outrora fé missionária Européia, que evangelizou o mundo ocidental,inclusive nosso Brasil.

A Espanha é – ainda – um dos países mais católicos da Europa,apesar do governo socialista querer destruir o que resta dessa fé.

Espero que o Rio de Janeiro, que também concorre às olimpíadas, não entre nessa.

Para a vitória do Rio, invocamos nosso amado Cristo Redentor

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* Parlamento Europeu condena Lituânia por restringir a promoção do homossexualismo

quarta-feira, setembro 30th, 2009


O Parlamento Europeu votou, por 349 votos contra 218, para condenar a Lituânia por sua “lei de proteção aos menores” que proíbe a promoção de “relações homossexuais, bissexuais ou poligâmicas” entre crianças abaixo de 18 anos no país báltico. Críticos conservadores afirmam que a medida do PE, elaborada em reação à legislação soberana da Lituânia com relação a assuntos de família, excede a autoridade do Parlamento.

A resolução orienta a Agência de Direitos Fundamentais a opinar se a lei viola os padrões europeus antidiscriminação. Qualquer tal opinião não seria obrigatória, embora os ativistas provavelmente a usariam para fazer pressões por maior reconhecimento de direitos com base na “orientação sexual”.

Uma das primeiras propostas da Aliança de Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), a facção parlamentar esquerdista, teria iniciado os procedimentos para suspender a Lituânia, de acordo com o artigo 7 do Tratado da União Européia, o pacto de 1992 que criou a União Européia (UE). Parlamentares principalmente ligados ao agrupamento de cristãos democráticos, o Partido do Povo Europeu (PPE), trabalhou nos bastidores para abrandar a resolução e remover a referência do Artigo 7.

Embora os parlamentares “progressistas” se alinhassem para acusar a Lituânia de promover a “homofobia”, vários membros conservadores e do PPE falaram em oposição à medida e em apoio ao direito soberano da Lituânia de aprovar leis protegendo as famílias e as crianças, inclusive o primeiro chefe de estado pós União Soviética, Vytautas Landsbergis, e a parlamentar eslovaca Anna Záborksá.

Apesar disso, o PPE permaneceu dividido acerca da medida, com praticamente todos os membros do PPE da França votando para condenar a Lituânia. De forma surpreendente, a delegação de Malta, inclusive seus dois representantes do PPE, votou unida contra a Lituânia.

O Parlamento da Lituânia, ou Seimas, aprovou uma lei de proteção às crianças em junho. O presidente a vetou em óbvia reação às críticas dos políticos da Europa ocidental e das organizações de ativismo homossexual. Em julho, o parlamento da Lituânia anulou o veto. A lei está programada para entrar em vigor em março de 2010.

David Quinn, diretor do Instituto Iona da Irlanda e defensor dos direitos da família, chamou a resolução de “uma intrusão completamente injustificada nos assuntos nacionais de um país membro”. Críticos tais como Quinn vêem o princípio de não discriminação, principalmente com relação à orientação sexual, sendo usados para neutralizar valores há muito consagrados, tais como liberdade religiosa e direitos dos pais. Quinn chamou a antidiscriminação “a chave mestra que abre todos os quartos da casa”.

Alguns observadores antecipam que a ação do Parlamento terá repercussões na Irlanda, onde a nação votará num segundo referendo sobre o Tratado de Lisboa no próximo mês.

Embora a UE tenha “garantido” que a proteção constitucional da Irlanda aos bebês em gestação não seria afetada por um voto do “sim” ao Tratado de Lisboa, a ação do Parlamento Europeu sobre a Lituânia provocou preocupações entres os eurocéticos irlandeses de que instituições européias tentariam invalidar as leis nacionais da Irlanda. Entre outras mudanças, o Tratado de Lisboa forçaria a Carta de Direitos Fundamentais em todos os países membros. Embora nada fale sobre aborto, os críticos temem que o Tribunal de Justiça Europeu faça uma leitura ideológica de tal direito na carta.

Quarenta e seis parlamentares se abstiveram da resolução sobre a Lituânia, inclusive três membros do PPE irlandês. Os quatro membros do ALDE irlandês romperam relações com seu partido e votaram contra a resolução, uma ação que os de dentro vêem como tática com o objetivo de promover críticas antecipadamente ao referendo de Lisboa.

Dr. Piero A. Tozzi

fonte: www.c-fam.org

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* Harry Potter.Influência positiva ou negativa?

quarta-feira, setembro 30th, 2009

A saga de Harry Potter destina-se sobretudo a um público infantil pré-adolescente.

É a idade em que as crianças começam a descobrir o mundo fora do círculo familiar, a idade da introdução à vida em sociedade, quando encontram os primeiros amigos.

O idealismo generoso destes anos aspira a transformar o mundo numa antecâmara do céu, como diziam os medievais.

Porém, ao mesmo tempo em que estas almas se abrem às realidades sociais, com aspirações de heroísmo e de santidade, elas são ainda muito imaturas, e as influências que recebem do novo mundo, no qual começam a entrar, freqüentemente são decisivas na sua formação.

A literatura do gênero Harry Potter mostra um mundo povoado de demônios e de homens perversos, escravos do mal. Esse mundo está em contínuo contato com o mundo dos trouxas, no qual vivem os meninos normais.

Isso provoca, de modo mais ou menos fatal, uma sensação de impotência ante tais forças superiores. Por outro lado, os meninos bruxos — seres superiores, como Harry Potter e seus amigos — conhecem feitiços, fórmulas mágicas, fetiches de todo tipo para conjurar o perigo.

Ao longo das incontáveis páginas dos livros de Harry Potter, vai-se criando no subconsciente do leitor pré-adolescente um estado de medo e ao mesmo tempo de fascinação. Um instalar-se no horror.

O jovem leitor descobre um mundo de bruxos e de demônios que penetra a toda hora na banalidade de sua vida quotidiana, a qual é bem semelhante à do desprezível trouxa.

E a grande e triste novidade na obra sobre Harry Potter é que se trata não apenas de uma agressão à imaginação infantil (como o são desde há anos os gibis, com toda espécie de monstros), mas também à inteligência conceitual, que começa precisamente a despertar nessa idade. Daí a tão comentada, — e erradamente elogiada — novidade de tratar-se de um longuíssimo texto, sem figuras, que apela diretamente à inteligência.

Uma das características mais graves da sociedade atual é a ausência crescente de uma formação religiosa da infância. Começam a manifestar preocupação sobre isso até mesmo alguns membros da Hierarquia eclesiástica em diversos países. Fala-se cada vez mais de uma volta ao paganismo.

Porém, por mais carente de formação religiosa que uma alma possa estar, não se apaga nela o instinto natural que as faz voltarem-se para Deus.

O paganismo não é ausência de religião, mas sim ausência da verdadeira Religião. E na presença do demoníaco e do preternatural, é próprio da psicologia imatura das crianças retroceder a uma atitude de fatalismo pagão, ante forças superiores que não consegue dominar.

Miguel Beccar Varella


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* Jogos de azar são moralmente aceitáveis?

quarta-feira, setembro 30th, 2009

Pe. John Flynn L.C.

Alan Wolfe, professor de ciências políticas no Boston College, e Erik C. Owens publicaram recentemente o livro “Gambling: Maping the American Moral Baylor” (Baylor University Press).

Como observa na introdução de seu livro, a quantidade de dinheiro implicada nesta indústria é considerável. Em 2005, estima-se um gasto de 84.650 milhões, e em 2006, praticamente um de cada quatro norte-americanos visitou um cassino -uma mudança radical, de uns anos para cá, quando Nevada era o único lugar onde o jogo era legal, observam os autores. Na verdade, o jogo é atualmente legal, de uma forma ou de outra, em 48 Estados, mais o distrito de Columbia.

“Meio a campanhas para deixar de fumar, reduzir o consumo de álcool e pouca tolerância para má conduta sexual para figuras públicas existe relativamente pouca oposição ao jogo”, observam. Wolfe trata este curioso fenômeno em seu capítulo do livro intitulado “A guerra cultural que nunca existiu”.

Há um século havia forte oposição ao jogo por parte das Igrejas, e os líderes evangélicos eram muito duros em suas críticas, denunciando como um vício. Wolfe explicava que esta oposição ao jogo era um subproduto da tendência puritana da cultura norte-americana.

Este puritanismo levou à campanha contra o álcool, que teve como consequência a era da proibição. Em contraste, Wolfe observava que a oposição religiosa ao jogo nunca se elevou até uma campanha coordenada em âmbito nacional. Além disso, alguns ativistas políticos associados a grupos cristãos se acrescentaram ao jogo e deram apoio.

Wolfe comenta também que, em geral, os líderes protestantes são pragmáticos na política e tendem a não criticar as práticas que são populares entre seus membros.

Também observou que, enquanto os cristãos e algumas feministas eram contra a pornografia, tal aliança não se formou a respeito do jogo. Isso apesar de que algumas feministas criticam o jogo, dado o impacto nas mães e nas famílias, quando os maridos jogam uma grande parte da renda familiar.

Em sua contribuição, John Dombrink, professor do departamento de criminologia, direito e sociedade na Universidade da Califórnia, comentava que muitos Estados decidiram solucionar seus problemas econômicos através da renda do jogo. Este era o argumento que utilizava o governador de Massachusetts, Devak Patrick, em 2007, quando anunciou o plano de permitir mais cassinos.

Isso pode conduzir a um conflito de interesses, acrescenta Dombrink. Podemos esperar que os operadores do jogo queiram maximizar seus lucros. Mas o que fazer quando o governo que regula é o mesmo que se beneficia?
Dombrink também explicava que, se a oposição ao jogo por parte dos conservadores silenciou, os assim chamados “progressistas” tomaram cuidado ao atacar a expansão do jogo legal.

A falta de oposição levou a uma relação estreita entre os operadores do jogo e o governo, observava R. Shep Melnick. Professor de política americana no Boston College, Melnick observava que as empresas dedicadas ao jogo gastaram milhões para ganhar os políticos e que, em alguns casos, ajudaram inclusive a elaborar o projeto de legislação que rege a indústria.

Ele cita um estudo que eleva em mais de 100 milhões de dólares a quantidade que a indústria do jogo gastou em política de corredores e contribuições para campanhas no período 1994-1996.

Os governos estatais, por sua vez, têm um crescente interesse no êxito do jogo. As loterias do Estado gastam cerca de 500 milhões de dólares ao ano em publicidade, segundo Melnick. Assim, como acabaram com a publicidade do cigarro, intensificaram seus esforços para expandir o jogo. A Comissão Federal do Comércio chegou inclusive a eximir as loterias estatais das regras publicitárias que regulam a verdade, acrescenta Melnick.

“Muitas das regras ordinárias se suspendem na política de loterias”, comentava. Ao mesmo tempo, explicava que o público em geral compartilha a culpa. A gente pede mais serviços ao governo, mas resiste a qualquer tentativa de subir os impostos. “As loterias oferecem aos governos a solução a estas exigências em conflito”.

“Um imposto que o povo faz fila para pagar, um imposto que cai sobre pessoas pobres que tendem a não votar. Quando políticos sob pressão poderiam resistir a isso?, observa.

Melnick detalhava a questão do impacto nos pobres. Aqueles que ganham menos de 10.000 ao ano gastam uma média de 600 dólares em bilhetes de loteria, enquanto os que ganham mais de 50.000 gastam menos de 250 dólares.
Indivíduos que só têm o estudo médio gastam em bilhetes de loteria quatro vezes mais do que aqueles com carreira universitária, e os negros, cinco vezes mais que os brancos.

Melnick argumentou que é questionável que a renda obtida por meio do jogo compense o suficiente para valer os efeitos daquilo que é um imposto regressivo sobre os pobres.

Efeitos prejudiciais

John P. Hoffmann, professor de sociologia na Universidade Brigham Young, examinava o dano causado pelo jogo. O jogo é geralmente colocado na categoria dos crimes sem vítimas, mas argumentava que esta tecnologia não é correta.
Problemas como o jogo têm efeitos negativos substanciais nas relações conjugais e no funcionamento familiar. Muita gente joga sem problemas aparentes, admitia Hoffmann, mas os estudos apontam que cerca de 9% dos jogadores correm risco, com outro 1,5% classificado como jogadores com problemas e 0,9%, considerados jogadores patológicos.

Estas porcentagens podem parecer baixas, mas se convertem em grandes números – milhões de pessoas – quando se considera a população total dos Estados Unidos, comentava.

Tratando-se da vida familiar, Hoffmann observava que o jogo patológico se associa a problemas de saúde mental e ao divórcio. Quando o jogo alcança níveis de problema, os filhos também são afetados de forma grave. Não só influencia no tempo que os pais passam em casa, as crianças também sofrem de uma sensação de falta de proximidade com os pais e de confiança neles mesmos.
Dimensão Moral

O jogo não é imoral segundo a educação da Igreja Católica.

Como aponta o número 2413 do Catecismo da Igreja Católica, os jogos de azar “resultam moralmente inaceitáveis quando privam a pessoa do que é necessário para atender suas necessidades ou as do demais”.

“A paixão ao jogo corre perigo de converter-se a uma grave servidão”, adverte também.

Como podemos então resistir a este vício ou evitar os maus causados pelo jogo excessivo? Talvez a resposta consista em redescobrir uma vida redigida pela virtude.

“As virtudes humanas são atividades firmes, disposições estáveis, perfeições habituais do entendimento e da vontade que regulam nossos atos, ordenam nossas paixões e guiam nossa conduta segundo a razão e a fé”, diz o Catecismo no número 1804.

A virtude cardeal da moderação parece apropriada quando se fala de jogo.

A temperança, explica o número 1809 do Catecismo, “é a virtude moral que modera a atração dos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados”. Uma moderação e um equilíbrio que eventualmente faltam na cultura atual e não só quando se trata de jogo.

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* Os anjos existem de verdade?

terça-feira, setembro 29th, 2009


Dotados de natureza mais perfeita que a humana, esses puros espíritos foram criados para dar glória a Deus, reger o mundo material e serem potentes auxiliares dos homens, com vistas à sua salvação eterna

Plinio Maria Solimeo

Num êxtase, Santa Maria Madalena de Pazzi viu uma religiosa de sua Ordem (carmelita) ser tirada do Purgatório e levada ao Céu por seu Anjo da Guarda.

E Santa Francisca Romana viu seu Anjo da Guarda conduzir ao Purgatório, para ser purificada, uma alma a ele confiada. O espírito celeste permaneceu fora daquele local de purgação, para apresentar ao Senhor os sufrágios oferecidos por aquela alma. E, ao serem estes aceitos por Deus, essa alma era aliviada em suas penas (1).

Logo ao nascer, o homem recebe de Deus um desses angélicos guardiões, que o acompanhará durante a vida, protegendo-o e comunicando-lhe boas inspirações. Se a pessoa tiver vivido segundo a Lei de Deus, a ponto de se santificar e ir diretamente para o Céu, o Anjo da Guarda a conduzirá a esse lugar bendito. Se, de outro lado, o que é mais provável, ela precisar purificar-se no fogo do Purgatório, o Anjo conduzi-la-á depois ao Paraíso Celeste. Ou, caso contrário, se tiver rejeitado suas inspirações e bons impulsos, condenando-se para todo o sempre, abandoná-la-á às portas do Inferno.

Em nossos dias, a par do materialismo e do ateísmo reinantes em tantas almas e em incontáveis ambientes, nota-se uma salutar reação – cada vez mais intensa e generalizada – a essas chagas da civilização contemporânea.

O sentimento religioso, a crença em Deus e no destino eterno ganham sempre mais terreno, especialmente no seio da juventude atual. Um sintoma desse renascer dos valores espirituais é precisamente o interesse pelos Anjos, o aumento da devoção aos puros espíritos, bem como dos pedidos invocando sua intercessão. Embora tal revivescência, infelizmente, se manifeste em alguns casos mesclada a superstições e até manifestações de ocultismo.

Para atender a esse sadio movimento de alma, propusemo-nos hoje apresentar a nossos leitores a atualíssima e atraente temática dos Anjos.

*    *   *

O Anjo só passa a custodiar o novo ser depois que este sai das entranhas maternas. Isso porque, desde o momento da concepção até o do nascimento do novo ser, o Anjo da Guarda da mãe cuida também da nova criatura, assim como quem guarda uma árvore carregada de frutos, juntamente com a árvore custodia também os frutos (2).

Temos necessidade da celeste proteção angélica. Nossa alma imortal está destinada a ser, de futuro, companheira dos Anjos e ocupar a seu lado, no Céu, um dos tronos deixados vazios pela queda daqueles puros espíritos que se rebelaram contra Deus, transformando-se em demônios. Tal necessidade sobretudo provém da própria humana fraqueza para atingir esse objetivo.

Que empenho não terá o demônio para que um recém-nascido não receba as águas regeneradoras do Batismo? Muitas vezes também procura causar-nos males físicos.

A função principal do Anjo da Guarda é iluminar-nos em relação à verdade e à boa doutrina. Mas sua proteção acarreta também muitos outros efeitos, tais como reprimir os demônios e impedir que nos sejam causados danos espirituais ou corporais”. Eles “rezam por nós e oferecem nossas preces a Deus, tornando-as mais eficazes  pela sua intercessão (Apoc. 8, 3; Tob. 12, 12), sugerem-nos bons pensamentos, incitando-nos a fazer o bem (At. 8, 26; 10, 3ss). Do mesmo modo, quando nos infligem penas medicinais para nos corrigir (2 Sam. 24, 16): e ¾ mais importante que tudo ¾ quando nos assistem na hora da morte, fortalecendo-nos contra os supremos assaltos do demônio” (3).

Algumas almas muito eleitas, que conservaram intacta sua inocência e candura batismal ao longo da vida, por especial privilégio de Deus tiveram a dita de ver seu Anjo da Guarda. Assim sucedeu com São Geraldo Magela, Santa Francisca Romana, Santa Gema Galgani e outros Santos. Vejamos dois exemplos:

  • · Santa Francisca Romana: dama romana da mais ilustre estirpe, queria fazer-se religiosa mas foi obrigada pelos pais a casar-se, tendo procurado santificar-se no estado de matrimônio. Desse casamento nasceram vários filhos. Um deles, João Evangelista, de extrema piedade, dotado do dom da profecia, faleceu angelicamente aos nove anos.

Um ano após sua morte, apareceu ele a Francisca, resplandecente de luz, acompanhado por um jovem ainda mais brilhante. Fez conhecer à mãe a glória de que gozava no Céu; e comunicou-lhe que vinha buscar sua irmãzinha Inês, de cinco anos, para colocá-la entre os Anjos. E que, por ordem de Deus, deixaria aquele Anjo para — juntamente com seu Anjo da Guarda — assisti-la no que lhe restava de vida terrena. Era um Anjo de categoria superior, um Arcanjo.

A partir de então, Santa Francisca via constantemente esse Arcanjo que, segundo ela, brilhava mais que o sol, de maneira que não conseguia fitá-lo. Se Francisca deixava escapar alguma palavra menos necessária, ou caso se preocupasse um pouco demais com os problemas domésticos, o Anjo desaparecia, ficando oculto até que ela se recolhesse de novo. Ele, com suas luzes, a auxiliava muitas vezes, defendendo-a contra os ataques do demônio, que constantemente a assaltava (4).

- Santa Mariana de Jesus: cognominada a Açucena de Quito, após o falecimento do pai, sendo ainda um bebê, a mãe retirava-se para uma casa de campo levando-a ao colo, no lombo de uma mula. Na passagem de um riacho de águas muito céleres, a mula tropeçou e a criança caiu dos braços maternos… No entanto, a menina predestinada ficou sustentada no ar por seu Anjo da Guarda, até que a pressurosa genitora a recolhesse (5).

Valiosos conselheiros celestes

Os Anjos da Guarda são nossos conselheiros, inspirando-nos santos desejos e bons propósitos. Evidentemente, fazem-no no interior de nossas almas, se bem que, como vimos, tenha havido almas santas que mereceram deles receber visivelmente celestiais conselhos.

Quando Santa Joana D’Arc, ainda menina, guardava seu rebanho, ouviu uma voz que a chamava: “Jeanne! Jeanne!” Quem poderia ser, naquele lugar tão ermo? Ela viu-se então envolvida numa luz brilhantíssima, no meio da qual estava um Anjo de traços nobres e aprazíveis, rodeado de outros seres angélicos que olhavam a menina com comprazimento. “Jeanne”, lhe disse o Anjo, “sê boa e piedosa, ama a Deus e visita amiúde seus santuários”. E desapareceu. Joana, inflamada de amor de Deus, fez então o voto de virgindade perpétua. O Anjo apareceu-lhe outras vezes para aconselhá-la, e quando a deixava, ela ficava tão triste que chorava (6).

O desvelo do nosso Anjo da Guarda para conosco está bem expresso pelo Profeta Davi no Salmo 90: “O mal não virá sobre ti, e o flagelo não se aproximará da tua tenda. Porque mandou [Deus] os seus Anjos em teu favor, que te guardem em todos os teus caminhos. Eles levar-te-ão nas suas mãos, para que o teu pé não tropece em alguma pedra” (Sl. 90, 10-12).

Inúmeros são os exemplos do poderoso auxílio dos Anjos na vida dos Santos. Santa Hildegonde, alemã (+ 1186), tendo ido em peregrinação a Jerusalém com o pai e falecendo este a caminho, foi freqüentemente socorrida por seu Anjo. Certo dia, quando viajava a caminho de Roma, foi assaltada e abandonada como morta. Pôde enfim levantar-se, e viu surgir seu Anjo num cavalo branco. Este ajudou cuidadosamente sua protegida a montar, e a conduziu até Verona. Lá, dela se despediu dizendo: “Eu serei teu defensor onde quer que vás” (7).

Santa Hildegonde poderia aplicar a si o seguinte comentário de São Bernardo ao Salmo acima citado: “Quão grande reverência, devoção e confiança devem causar em teu peito as palavras do real profeta! A reverência pela presença dos Anjos, a devoção por sua benevolência, e a confiança pela guarda que têm de ti. Veja que vivas com recato onde estão presentes os Anjos, porque Deus os mandou para que te acompanhem e assistam em todos teus caminhos; em qualquer pousada e em qualquer rincão, tem reverência e respeito ao teu anjo, e não cometas diante dele o que não ousarias fazer estando eu em tua presença” (8).

São Boaventura afirma: “O santo anjo é um fiel paraninfo conhecedor do amor recíproco existente entre Deus e a alma, e não tem inveja, porque não busca sua glória, senão a de seu Senhor”. Acrescenta que a coisa mais importante e principal “é a obediência que devemos ter a nossos santos Anjos, ouvindo suas vozes interiores e saudáveis conselhos, como de tutores, curadores, mestres, guias, defensores e medianeiros nossos, assim em fugir da culpa do pecado, como no abraçar a virtude e crescer em toda perfeição e no amor santo do Senhor” (9).

Intrépidos guerreiros do Exército do Senhor

Em várias partes dos Livros Sagrados os Anjos são mencionados como sendo a Milícia Celeste. Assim, narra o Profeta Isaías ter visto que “Os Serafins … clamavam um para o outro e diziam: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos”. (Is. 6, 2-3). E, no Apocalipse, chefiados pelo Arcanjo São Miguel, travaram no Céu uma grande batalha derrotando Satanás e seus anjos rebeldes (Ap. 12, 7).

Em outras passagens aparecem eles exercendo mesmo funções bélicas. Lemos, por exemplo, no II Livro das Crônicas que, tendo Senaqueribe invadido a Judéia, mandou uma delegação a Jerusalém dissuadir seus habitantes da fidelidade ao seu rei Ezequias, blasfemando contra o Deus verdadeiro. O Rei de Judá e o Profeta Isaías puseram-se em oração implorando a proteção divina contra as tropas inimigas. “E o Senhor enviou um anjo que exterminou todo o exército do rei da Assíria no próprio acampamento, com os chefes e os generais, e o rei voltou para sua terra inteiramente confuso” (II Cron. 32, 1 a 21).

Guerreiros angélicos — tanto no Antigo quanto no Novo Testamento — às vezes juntam-se também aos homens contra os inimigos do Senhor. Assim, por exemplo, ajudaram Judas Macabeu numa batalha decisiva. Outras vezes auxiliaram os soldados da Cruz contra os muçulmanos, como vem narrado nas crônicas das Cruzadas.

Na Sagrada Escritura, o próprio autor dos Atos dos Apóstolos afirma: “O Senhor Deus dos exércitos freqüentemente envia também seus guerreiros para livrar seus amigos das mãos dos ímpios” (Atos 5, 18-20; 12, 1-11).

Protetores dos homens, mensageiros de Deus

No Livro de Daniel (10, 13-21), o Arcanjo São Miguel defendeu os interesses dos israelitas contra o Anjo protetor da Pérsia. No Apocalipse, São João refere-se à vitória desse Arcanjo contra o demônio e seus asseclas. Mais recentemente, lemos na autobiografia de Santo Antonio Maria Claret, que certo dia, estando ele só no coro do Mosteiro do Escorial, viu Satanás que o fitava com grande raiva e despeito, por ter frustrado algum de seus planos com relação aos estudantes. Ouviu então a voz do Arcanjo São Miguel que lhe disse: “Antonio, não temas. Eu te defenderei”.

São Gabriel foi o grande mensageiro e embaixador de Deus não só na Anunciação a Nossa Senhora, mas, segundo o parecer de muitos teólogos, também junto a São Zacarias, para anunciar-lhe o nascimento de João Batista. E junto a São José, a quem apareceu três vezes em sonhos: para anunciar a concepção divina de Maria, recomendar a fuga para o Egito e o retorno daquele país, após a morte de Herodes.

A missão de São Rafael junto ao jovem Tobias é detalhadamente descrita na Bíblia. Já em tempos bem posteriores, assinalam-se também muitas de suas intervenções, como a salvação eterna do tesoureiro de um rei da Polônia, pelo fato de o protegido ter-lhe grande devoção; e o ter livrado das mãos de assaltantes um burguês de Orleans que a ele se recomendara, numa peregrinação a Santiago de Compostela (10).

Narra-se na vida da Beata Madre Humildade de Florença (+1310) que, tendo sido eleita Abadessa de seu mosteiro, além de seu Anjo da Guarda, recebeu mais um para ajudá-la no governo da comunidade. Ela compôs para suas religiosas uma singela oração, pedindo a guarda dos sentidos, prece em que se nota muito a influência do espírito de Cavalaria da época:

Bons Anjos, meus possantes protetores: guardai todas minhas vias e vigiai cuidadosamente à porta de meu coração, de medo que eu não seja surpreendida por meus inimigos. Brandi diante de mim vosso gládio protetor! Guardai também a porta de minha boca para que nenhuma palavra inútil escape de meus lábios! Que minha língua seja como uma espada, quando for o caso de combater os vícios ou de ensinar a virtude! Fechai meus olhos com um duplo selo quando eles quiserem ver com complacência outra coisa que Jesus. Mas tende-os abertos e despertos quando for para rezar e cantar os louvores do Senhor. Vigiai também a porta de meus ouvidos, a fim de que eles repilam sempre com desgosto tudo o que vem da vaidade ou do espírito do mal. Colocai entraves a meus pés quando eles quiserem ir pecar. Mas acelerai meus passos quando se tratar de trabalhar para a gloria de Deus ou da santa Virgem Maria, ou a salvação das almas! Fazei que minhas mãos sejam sempre, como as vossas, prontas a executar as ordens de Deus. Abafai em mim o olfato do corpo, a fim de que minha alma não aspire mais que o suave perfume das flores celestes. Em uma palavra, guardai todos meus sentidos, de maneira que minha alma se deleite constantemente em Deus e com as coisas celestes. Meus Anjos bem-amados: fui colocada sob vossa guarda pelo doce Jesus; eu vos suplico que me guardeis sempre com cuidado, pelo amor dEle. Ó meus Anjos bem-amados, eu vos peço de me conduzir um dia à presença da Rainha do Céu, e de suplicar-lhe que eu seja colocada nos braços do divino Menino Jesus, seu Filho bem-amado!” (11).

Qual a natureza desses puros espíritos?

Os Anjos são seres puramente espirituais, dotados de inteligência, vontade e livre arbítrio, elevados por Deus à ordem sobrenatural, isto é, chamados pela graça a participar na vida de Deus através da visão beatífica. Muitíssimo mais perfeitos que os homens, sua inteligência é inerrante e sua vontade imensamente poderosa. Como não têm dependência nenhuma da matéria, seu conhecimento é consideravelmente mais  perfeito que o do homem; para eles, ver é já conhecer. E conhecer significa compreender a coisa em toda a profundidade de que são capazes, em sua substância, e sem possibilidade de erro.

Por isso, a prova, para eles, teve conseqüência  imediata e irremediável. Pois seu querer é absoluto, sem volta atrás. Aquilo que querem, desejam-no para todo o sempre. Daí o fato de, após a prova, terem passado imediatamente à eternidade do Inferno (os demônios), como à do Céu (os anjos bons).

Deus criou os Anjos para conhecê-Lo, amá-Lo, servi-Lo e proclamar  suas grandezas, executar suas ordens, governar este universo e cuidar da conservação das espécies e dos indivíduos que ele contém.

Como príncipes e governadores da grande Cidade do Bem, a que se refere todo o sistema da criação, os anjos presidem, na ordem material, ao movimento dos astros, à conservação dos elementos, e à realização de todos os fenômenos naturais que nos enchem de alegria ou de terror. Entre eles está compartilhada a administração deste vasto império. Uns cuidam dos corpos celestes, outros da terra e seus elementos, outros de suas produções, árvores, plantas, flores e frutos. A estes, está confiado o governo dos ventos e mares, dos rios e fontes; àqueles, a conservação dos animais. Não há uma criatura visível, nem grande nem pequena, que não tenha uma potência angélica encarregada de velar por ela” (12).

Algumas vezes os Anjos, quando são enviados por Deus aos homens para alguma missão, utilizam a forma humana, a fim de acomodar-se à nossa natureza. Entretanto, nesses corpos etéreos e ligeiros com os quais em geral aparecem, não estão como a alma humana está no corpo, dando-lhe vida e tornando-o capaz de operações vegetais e animais. Pelo contrário, ali estão como um operário está em sua máquina, da qual se serve para executar as obras de sua arte. Fora do horário de trabalho, não têm com elas nenhuma ligação.

Segundo os mais doutos intérpretes, as aparições acidentais dos anjos no mundo não são mais que o prelúdio de sua aparição habitual no Céu. Assim, é provável que no Céu os anjos assumirão magníficos corpos aéreos para regozijar a vista dos eleitos e conversar com eles face a face” (13).

A maravilhosa classificação dos coros angélicos

A distinção dos Anjos em nove coros, agrupados em três hierarquias diferentes, embora não conste explicitamente da Revelação, é de crença geral. Essa distinção é feita em relação a Deus, à condução geral do mundo, ou à condução particular dos Estados, das companhias e das pessoas. (Ver quadro ao lado).

Os três coros da primeira hierarquia, vêem e glorificam a Deus, como diz a Escritura: “Vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono …. Os Serafins estavam por cima do trono … E clamavam um para o outro e diziam: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus dos exércitos” (Is. 6, 1-3). “O Senhor reina …. está sentado sobre querubins” (Sl. 98, 1).

Os três Coros inferiores aos acima enunciados estão relacionados com a conduta geral do universo.

E os três últimos Coros dizem respeito à conduta particular dos Estados, das companhias e das pessoas. (14).

Os 9 Coros Angélicos, agrupados em três hierarquias

  • Serafins — do grego séraph”, abrasar, queimar, consumir. Assistem ante o trono de Deus* e é seu  privilégio estar unidos a Deus de maneira mais íntima, nos ardores da caridade.
  • Querubins — do hebreu “chérub”,  que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como “plenitude de sabedoria e ciência”. Assistem também ante o trono de Deus, e é seu privilégio ver a verdade de um modo superior a todos os outros anjos que estão abaixo deles.
  • Tronos — algumas vezes são chamados “Sedes Dei”, (Sedes de Deus). Também assistem ante o trono de Deus, e é sua missão assistir os anjos inferiores na proporção necessária.
  • Dominações – São assim chamados porque dominam sobre todas as ordens angélicas encarregadas de executar a vontade de Deus. Distribuem aos Anjos inferiores suas funções e seus  ministérios.
  • Potestades — Ou “condutores da ordem sagrada”, executam as grandes ações que tocam no governo universal do mundo e da Igreja, operando para isso prodígios e milagres extraordinários.
  • Virtudes — cujo nome significa “força”, são encarregados de tirar os obstáculos que se opõem ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-las de seu fim,  e mantendo assim as criaturas e a ordem da divina Providência.
  • Principados — Como seu nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos, às províncias, e às dioceses; são assim denominados pelo fato de sua ação ser mais extensa e universal.
  • Arcanjos — são enviados por Deus em missões de maior importância junto aos homens.
  • Anjos — os que têm a guarda de cada homem em particular, para o desviar do mal e o encaminhar ao bem, defendê-lo contra seus inimigos visíveis e invisíveis, e conduzi-lo ao caminho da salvação. Velam por sua vida espiritual e corporal e, a cada instante, comunicam-lhe as luzes, forças e graças que necessitam (14).

(*) “‘Assistir’ ante o trono de Deus tem dois significados: um é quando recebem Suas ordens; quando Lhe oferecem as orações, esmolas, boas obras e votos dos mortais; quando defendem contra os demônios as causas dos homens no Tribunal Supremo; quando fixam seu olhar nos raios da face divina para perceber as delicias inefáveis que constituem sua felicidade.

“Neste  último sentido, todos os anjos, sem excetuar nenhum, são ‘assistentes diante de Deus’, porque todos gozam, sem interrupção, da Visão Beatífica, mesmo enquanto se ocupam do desempenho de alguma missão no governo do mundo. Mas, em outro sentido estrito, a expressão ‘assistir diante do trono de Deus’ designa os Anjos da primeira hierarquia, e que não podem ser empregados em ministérios exteriores” (cfr. Corn. A Lapide, in Tob. XII, 15; apud Mons. Gaume, Tratado del Espíritu Santo, Granada, Imp. Y Lib. Española de D. José Lopez Guevara, 1877, p. 137 ).

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- Mensagem subliminar.Isso é real?

terça-feira, setembro 29th, 2009
As pessoas são capazes de perceber mensagens subliminares, particularmente se seu teor é negativo, diz um estudo britânico.

Em três experimentos realizados por pesquisadores da University College London, de Londres, participantes foram expostos, durante curtos períodos de tempo, a imagens que continham palavras neutras, negativas ou positivas.

As palavras apareciam de forma camuflada, ou seja, não eram facilmente identificáveis. Após observar as imagens, os voluntários tinham de classificá-las, dizendo se elas sugeriam alguma emoção ou não.

No final, os participantes foram capazes de categorizar corretamente 66% das palavras negativas subliminares em comparação com apenas 50% das positivas.

Flor, agonia, orelha

Os autores do estudo, publicado na revista científica Emotion, disseram que a habilidade de reagirmos a sinais sutis nos ajuda a evitar o perigo.

Mensagem Subliminar: Breve Histórico

  • 1957:Especialista em pesquisas de mercado James Vicary disse que imagens subliminares projetadas em uma tela de cinema em New Jersey tinham feito com que o público comprasse mais comida e bebida
  • Vicary criou o termo ”propaganda subliminar”
  • Em 1958, Grã-Bretanha, Estados Unidos e Austrália proibiram a prática
  • 1962: James Vicary admitiu ter falsificado os resultados do seu estudo
  • 1974: Apesar da falta de evidências de que mensagens subliminares funcionem, a ONU declarou que seu uso é uma séria ameaça aos direitos humanos
  • 1985: Joe Stuessy disse ao senado americano que eram necessárias mais pesquisas sobre o uso de mensagens subliminares em música heavy metal
  • 1990: A banda Judas Priest foi levada para o tribunal pelos pais de meninos que se suicidaram após ouvir os discos da banda. O Judas Priest disse que se quisesse incluir mensagens subliminares em seus discos, elas seriam usadas para dizer às crianças que comprassem mais CDs
  • Nos experimentos, a cientista Nilli Lavie, da University College, mostrou aos 50 participantes uma série de palavras em uma tela de computador.

    Cada palavra aparecia na tela por apenas uma fração de segundo – tempo tão pequeno que não permitia que o participante conscientemente lesse a palavra.

    As palavras eram positivas (alegre, flor, paz), negativas (agonia, desespero, assassinato) ou neutras (caixa, orelha, chaleira).

    Após ver cada palavra, os participantes tinham de dizer se ela era neutra ou tinha impacto emocional (positivo ou negativo) e quão confiantes estavam em relação a sua escolha.

    Os pesquisadores verificaram que os participantes tendiam a responder mais precisamente após ser expostos a palavras negativas mesmo quando acreditavam que estavam apenas adivinhando suas respostas.

    Evolução

    “Nós demonstramos que as pessoas são capazes de perceber o valor emocional de mensagens subliminares e provamos conclusivamente que as pessoas são muito mais sensíveis a palavras negativas”, disse Lavie.

    “Claramente, responder rapidamente a informações emocionais é vantajoso do ponto de vista evolutivo.”

    “Não podemos esperar que o consciente entre em ação se vemos alguém correndo em nossa direção com uma faca ou se estamos dirigindo em meio à neblina e vemos um aviso de perigo.”

    A pesquisadora disse que seu trabalho pode ter aplicações em campanhas de marketing: “Palavras negativas podem ter impacto mais rápido”, disse.

    O slogan “Mate a sua Velocidade”, por exemplo, pode funcionar melhor do que “Diminua”, ela sugere.

    Entretanto, o especialista em psicologia do marketing Paul Buckley, da Cardiff School of Management, no País de Gales, disse que não há evidências de que mensagens subliminares funcionam em situações reais do dia a dia.

    “Em termos práticos, este (experimento) não reflete necessariamente o que aconteceria na vida real”.

    Fonte: BBC

    ***

    Não existe nenhuma dúvida sobre a existência e aplicação da Mensagem Subliminar no meio da arte musical,visual, na propaganda, no desenho,etc..

    O que sempre foi polêmico é o uso desta prática no entretenimento,principalmente com centenas de comprovações oriundas de experiências feitas em Bandas de Rock pesado e se ,de fato, esses experimentos são capazes de influenciar os ouvintes.

    A questão é esta: influencía?

    Que existe e é usada eu não tenho dúvidas e de que, paralelo à técnica  principalmente na música e no cinema, caminha de forma muito próxima uma presença e atuação maligna,também não tenho dúvidas.

    A noticia acima foi publicada pela BBC e não tem nenhuma associção com uma certa  “percepção religiosa fundamentalista” como gostam de dizer os criticos da Igreja que preferem negar ou minimizar quando o tema não cabe dentro de sua visão de mundo e não se coaduna com o mundo materialista sem dimensão espiritual em que vivem,ou melhor,sobrevivem..

    Na internet tem centenas de “provas” desta realidade em sites  e blogs,basta colocar nos mecanismos de busca as palavras “Mensagem Subliminar”.

    Não nego também que tem algumas supostas  “comprovações” de mensagens subliminares que me parecem  forçadas e se precisa de muita boa vontade para concordar com as supostas mensagens.

    Tem alguns que demonstram uma certa neurose vendo mensagem subliminar até em “Parabens prá você”..

    Também não creio emTODOS os supostos “pactos” feitos por alguns artistas,embora em outros suas vidas e pronunciamentos pareça confirmar que,de fato é verdade o que falam por aí.

    Particularmente gosto de,paralelo à  mensagem,observar outros elementos que dão força,ou não, à veracidade das mensagens como o nome da banda, a letra das músicas- algumas tão claramente Satânicas que torna-se desnecessário até  o uso destas mensagens – a imagem pública dos artistas e seus estilos de vida publicamente conhecidos, seus shows e suas entrevistas que referendam que PARECE SER VERDADE MESMO O QUE A MENSAGEM TRANSMITE E DE QUE DEVEMOS, COMO CRISTÃOS, NOS ABSTER DE OUVIR e de alguma forma apoiar quem canta o mal e estimula a violência, o suicidio, a morte,a dor,as drogas, o sensualismo, o sexo utilitarista,a revolta, a pornografia,a agressividade, os duplos sentidos e os palavrões explicitos , a critica à Igreja e a Deus,dentre outras “pérolas” que, mais do que refletir a realidade como dizem seus defensores, nivela o lazer e a diversão por baixo levando a sociedade a encarar como normal aquilo que é -infelizmente- comum.

    Nem tudo que é comum é bom;não é o fato de todo mundo gostar ou fazer que o erro é legitimado.

    Neste nosso mundo a verdade não é muito valorizada e quase sempre trocada pela “democratização e amplitude do comportamento como referência última de bem e “verdade”.

    São Paulo nos afirma com muita sabedoria que ” tudo nos é licito mas nem tudo nos convem”.

    Não posso, por uma questão de coerência com meus valores cristãos, me expor a tudo quanto que é lixo com nome de música,novidade,moda ou coisas afins,mesmo que ache bonito ou “todo mundo curta”.

    O meu gosto musical também revela meus valores e os confirma (ou não).

    Nossa atenção se faz necessária portanto para ” detalhes” como esse da mensagem subliminar, sem tá vendo o demônio em tudo, mas sem também ter a idéia ingênua e antievangélica de que isso não existe e de que não me atinge.

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    - Multam semanário católico polonês que questionou “prêmio” à mulher que procurou aborto ilegal

    segunda-feira, setembro 28th, 2009
    Alicja Tysiac

    Um tribunal da Polônia multou em sete mil euros o semanário católico “Gosc Niedzielny” (Visitante Dominical) da Arquidiocese do Katowice porque questionou uma falha da Corte a Europa de Direitos humanos (CEDH) que ordenou ao estado pagar uma forte soma de dinheiro a uma mulher míope a quem foi negado um aborto ilegal.

    A protagonista do caso é Alicja Tysiac, uma mãe de familia  que no ano 2000 solicitou um aborto ante a possibilidade de que sua terceira gravidez aumentaria a miopia que padece.

    A legislação polonesa só permite o aborto por estupro, má formação congênita ou risco de vida para a mãe. O caso de Tysiac, foi revisado em seu momento por vários médicos poloneses e não se ajustava a nenhum dos três casos. Embora a mulher insistiu em abortar o seu bebê, os médicos lhe explicaram que não havia risco de vida.

    A mulher deu à luz por cesárea e um tempo depois sofreu o desprendimento parcial da retina, o que aumentou a sua miopia.

    Seu caso é usado como bandeira por distintos grupos anti-vida para impulsionar a ampliação do aborto na Polônia e foi levado ante a CEDH de Estrasburgo. No ano 2007 se ordenou uma indenização de 25 mil euros a seu favor, e a mesma foi apelada sem êxito pelo estado polonês.

    Agora, Tysiac receberá sete mil euros adicionais devido a que um tribunal de Katowice considerou que o semanário Gosc Niedzielny “ofendeu” a mulher com um artigo de seu editor, Padre Marek Gancarczyk, à raiz da falha.

    O sacerdote escreveu que “vivemos em um mundo onde uma mãe recebe um prêmio pelo muito que quis matar a seu filho, embora não lhe foi permitido fazê-lo”.

    O presbítero comparou o aborto com as práticas nazistas e lamentou que as pessoas “encontrem-se acostumadas aos assassinatos realizados fora das grades do campo (de concentração)”.

    O semanário protestou pela falha judicial porque viola a liberdade de expressão e anunciou que apelará a sentença.

    Fonte: ACI

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    - Quer ser um bom pai? Seja um bom esposo!

    segunda-feira, setembro 28th, 2009


    O último livro de Piero Ferruci, “Nossos mestres as crianças” já foi traduzido a 11 idiomas.

    Neste livro ele afirma: “Foi preciso tempo, mas ao final percebi: a relação com meus filhos passa através da relação com minha mulher. Não posso ter com eles uma boa relação se minha relação com ela não é boa”.

    A experiência clínica de Ferruci demonstrou-lhe que “cada ser humano é o resultado da relação entre dois indivíduos: seu pai e sua mãe. E esta relação segue vivendo dentro de nós como uma harmonia belíssima ou como uma dilaceração dolorosa. A relação entre nossos progenitores -disse Ferruci- nos constitui no que somos. E isto é verdade também na época da ‘família-dormitório’, dos progenitores single, da fecundação artificial, da manipulação genética, dos ventres de aluguel, dos bancos de espermatozóides… Uma criança sente com todo seu ser a relação entre seus progenitores, seja qual for, a sente nele mesmo. Se a relação está envenenada, o veneno circulará pelo seu organismo. Se a atmosfera não é harmoniosa, crescerá em dissonância. Se está repleta de ânsias e inseguranças, também seu futuro será incerto”.

    A conclusão então parece clara: se você quer ser um bom pai, seja um grande esposo. Se quer ser uma boa mãe, seja uma grande companheira para o seu marido. Isto que parece simples, na prática não é. Por quê? Ferruci responde em primeira pessoa, com grande humildade:

    “Às vezes esqueci esta realidade. Tive demasiada confiança. Sabendo que nossa relação ia bem, a deixei aí”. Abandonada a relação à sua própria sorte, prontamente aparecem os desgostos, as recriminações.

    Quando um matrimônio reage a tempo e recupera o belo do seu amor, os primeiros a perceber são os filhos. E conta sua própria experiência depois de uma temporada em que, obesessionado por escrever seus livros, começou a levantar-se às 5 da manhã e a passar o dia reclamando do ruído das interrupções:

    “Comecei a sentir-me deprimido, algo não andava bem. Finalmente compreendi o que sabia mais não queria admitir. A ordem das minhas prioridades estava equivocada.

    Decidi devolver a Vivien, minha mulher, um marido que não caísse de sono. Depois ocorreu algo sutil e surpreendente. A relação entre Emilio e Viven melhorou. Não é que fosse uma relação má, mas havia algo que eu não gostava. Com frequência Emilio era descortês com ela e falava comigo como se Vivien não existisse, ignorando-a como o machista mais endurecido. Depois entendi: Emilio me mostrava qual era minha atitude para com Vivien… Eu era que a transformava em uma sombra. Afortunadamente percebi a tempo”.

    Como manter e melhorar constantemente a relação conjugal? Este autor italiano é um grande romântico e crê que a fonte do amor para os esposos estão nas recordações dos melhores momentos.

    “Ao contrário do que muitos pensam, eu creio que o fato de apaixonar-se é o instante mais autêntico da relação entre duas pessoas; é quando elas vêm que todas as possibilidades se abrem diante delas, quando tocam a essência e a beleza do amor… Ante os olhos da minha mente desfilam nossos momentos mais luminosos: o primeiro passeio juntos, a decisão de casar-nos numa tarde de setembro, Vivien que veio me receber no aeroporto num dia de chuva, o concerto durante a gravidez de Emilio…

    Tudo isso é a origem, a fonte: o lugar no qual tudo vai bem e é perfeito. Resulta positivo regressar de vez em quando às origens e beber daquela fonte de água pura”.

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    - Bispos deploram avanço de projetos anti-família no Brasil

    segunda-feira, setembro 28th, 2009

    O Conselho Episcopal de Pastoral da Conferência de Bispos Católicos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota em que rechaça o avanço na Câmara de Deputados de dois projetos legislativos: um que liberaliza o bingo eletrônico e outros jogos de azar, e outro que pretende eliminar o requisito de um ano de separação entre os cônjuges para fazer que o divórcio seja “instantâneo”.

    Na nota os prelados manifestam sua preocupação por “aprovação em instâncias diversas da Câmara dos Deputados de duas propostas legislativas que, efetivadas, trarão sérias conseqüências para a sociedade brasileira”.

    A legalização dos bingos eletrônicos e outros jogos de azar, prosseguem, “possibilita o retorno a um mal já superado, colocando em risco a segurança e o bem estar das famílias, submetendo à exploração tantas pessoas, tornando-as dependentes. Mais grave ainda, como foi  acentuado durante as discussões no Parlamento, abre-se um novo campo para a prática de diversos crimes, entre estes a lavagem de dinheiro”.

    Para os prelados, a afirmação de que estas casas de jogo possibilitariam a criação de perto de 300 mil empregos, “não legitima a prática nociva desses jogos. Nos últimos anos, tem crescido a oferta de postos de trabalho no País, sem opções que promovam a degradação moral, como bingos eletrônicos e jogos de azar”.

    Divórcio “instantâneo”

    De outro lado, ao se referir à proposta que busca eliminar o requisito que pede aos esposos que querem divorciar uma separação mínima de um ano, os bispos assinalam que “o tempo previsto pela Constituição, na forma atual, pelo menos possibilita aos cônjuges em dificuldade um tempo maior para reflexão sobre as conseqüências da separação para eles próprios, seus filhos e a sociedade”.

    A proposta, prossegue o texto dos prelados brasileiros, de “separação de forma apressada, sem que seja dado tempo para essa reflexão e a ajuda de amigos, familiares e orientadores  em defesa do vínculo que os une significa a banalização do instituto do matrimônio, com graves e dolorosas conseqüências para toda a  sociedade”.

    Ante estas duas iniciativas, “os bispos exortam os representantes do Povo a uma profunda reflexão sobre as mesmas, ao tempo em que manifestam seu apoio aos parlamentares que vêm se empenhando contra elas”.

    Finalmente, pedem “a todas as pessoas de boa vontade, particularmente às lideranças cristãs, que manifestem a seus representantes parlamentares seu desacordo, solicitando-lhes explícito posicionamento contrário”.

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    - Laicismo ou totalitarismo?

    segunda-feira, setembro 28th, 2009

    O laicismo é supostamente a equidistância do Estado em relação às diversas religiões (que inclui o ateísmo). Mas será que a obsessão laicista não se pode transformar numa espécie de “religião civil”?

    O laicismo, sem assumir claramente o ateísmo, acaba por se transformar numa religião civil, embora se apresente como uma religiosidade pela negativa ― isto é, depende da existência das religiões tradicionais para poder sobreviver ―, sendo que todas as pessoas que professem uma religião diferente da laica passam a ser uma espécie de novos heréticos. Os fundamentalismos sempre precisaram dos heréticos para poderem sobreviver.

    A linha que separa o ateísmo do laicismo é ténue, porque ambas as religiões condenam a manifestação pública de religiosidades diferentes das da “religião civil”.

    Por outro lado, o laicismo como religião civil professa o credo no relativismo ― a única coisa absoluta que existe para o laico é o relativismo absoluto. No laicismo não existe, na verdade, uma ideia de tolerância religiosa senão a de um afastamento das religiões tradicionais da vida pública, em beneficio da supremacia de uma religião civil que parte do relativismo absoluto para impôr o absoluto relativismo; pertencer a outra religião que não a “civil” passou a ser tabu, para além de ser motivo para discriminação política a nível do Estado laico.

    O mais ridículo no laicismo, é a ideia de alguns úteis laicos segundo a qual “o Estado não deve ser usado para impôr a moral”. Esta ideia é defendida pelos laicistas como sendo a demonstração da sua “neutralidade”, não se dando conta de que a sustentação da neutralidade moral é, em si mesma, não-neutral.

    Com o argumento inicial de impedir que o Estado imponha uma determinada religião na sociedade, o laicismo evoluiu para um processo de opressão sobre uma maioria que não comunga da religião civil estatal. O novo tabu imposto pelo Estado é o da tentativa de proibição do julgamento ético e moral do comportamento humano, e por inerência pretendendo, assim, enfraquecer o espírito crítico dos cidadãos. É por aí que pode vir um novo totalitarismo.

    A alternativa ao Estado laico é o Estado livre ― um Estado onde toda a gente possa manifestar a sua religiosidade [dentro das regras legais de um Estado aberto à sociedade] sem temer represálias políticas ou de outra ordem.

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    - Religião na época da globalização: crer sem pertencer

    segunda-feira, setembro 28th, 2009

    Entrevista com o professor Joan-Andreu Rocha Scarpetta

    Os jornalistas que informam sobre as religiões encontram-se frequentemente sem fontes confiáveis. Também enfrentam realidades complexas sem dispor de instrumentos para analisá-las e com linguagens críticas e difíceis de transmitir ao público. O resultado é uma informação religiosa que não alcança a qualidade suficiente.

    Um seminário para jornalistas, organizado pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS) em São Paulo, analisou este tema nos dias 8 e 9 de setembro. Entrevistamos um dos expoentes que apresentou a “radiografia” das religiões no mundo, o Prof. Joan-Andreu Rocha Scarpetta, vice-decano de jornalismo da Universidade Abat Oliba CEU, de Barcelona.

    Rocha, que dirige em Roma o mestrado em “Igreja, Ecumenismo e Religiões” no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, sublinha a “lightização” da religião e a tendência a “crer sem pertencer”, duas chaves para entender as tendências sociais.

    “As religiões têm maneiras privilegiadas de comunicar-se, o que não significa que seus líderes ou representantes tenham de ser especialistas mediáticos”, indica Rocha, que trata do vínculo entre comunicação e religiões no curso “Mídia, Ecumenismo e Religiões” na Pontifícia Universidade Gregoriana.

    As religiões se globalizaram. Isso é positivo?

    –Rocha: A globalização produziu o desaparecimento das fronteiras religiosas e as religiões mundiais hoje estão presentes em todos os lugares.

    Produziu-se o que os sociólogos chamam de um “passo da religião à espiritualidade”: as formas tradicionais religiosas de adesão estão mudando e se passa, em alguns contextos, de uma experiência religiosa organizada a uma forma de fé e de espiritualidade personalizada, o que eu chamaria de “lightização” da religião, por seu aspecto “light”, superficial.

    Tão “light” é a religião, que crença e prática se diluem. Estaria de volta o “sou crente, mas não praticante”?

    –Rocha: Hoje se torna mais evidente que se crê sem pertencer e se pertence sem crer: a maioria das religiões enfrenta a polarização de ter pessoas espirituais que não pertencem a tradições religiosas e membros culturais que não são crentes.

    Volta-se às identidades religiosas. Diante de um panorama de incerteza cultural, as identidades religiosas tendem a definir-se de maneira extrema: fundamentalismo ou transcendentalismo místico.

    Comunicativamente, dá-se uma tendência interessante: o ágora mediático se converteu em um novo espaço para os encontros religiosos.

    Outra característica das religiões hoje é a tensão entre duas formas de representação religiosa: a institucional e a carismática, nem sempre em harmonia. E isso pode confundir os comunicadores.

    --Os jornalistas que se ocupam de religião estão trabalhando mal?

    –Rocha: Há excelentes profissionais que fazem a cobertura da religião de forma exemplar, mas também há muitos clichês. Quando falo com jornalistas que se ocupam de religião, costumo sugerir-lhes sempre que, ao fazer informes ou artigos sobre a temática religiosa, não se esqueçam do aspecto de pluralidade nas tradições religiosas, que contêm uma grande multiplicidade de grupos e sensibilidades.

    Neste sentido, um evento como o de São Paulo é muito pertinente, pois os jornalistas carecem de estratégias, dados, contexto… E para os que lideram as comunidades, seria útil saber do que um jornalista precisa, o que não costuma ser uma homilia completa, mas uma manchete; e alguém a quem poder recorrer, que retorne as ligações, que lhe trate bem e não fuja dele.

    Existem jornalistas que consideram as religiões como estáticas e fora de moda.

    –Rocha: As tradições religiosas estão vivas; são mutáveis e dinâmicas. Um jornalista não deveria só prestar atenção nas crenças dos grupos religiosos, mas em como estas são colocadas em prática. E verá como não são estáticas.

    Além disso, verá que contêm elementos de comunicação: uma mensagem, muitas vezes um profeta, um livro… Mas em si, estes elementos não se integram no mundo mediático; é preciso procurar a forma de canalizá-los.

    As religiões têm maneiras privilegiadas de comunicar-se, o que não significa que seus líderes ou representantes tenham de ser especialistas mediáticos. Uma esperança são os informadores que se dedicam à religião, tarefa que, se bem feita, torna-se um benefício enorme para a religião e para a qualidade da mídia.

    Fonte : Zenit

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    - Fim da religião no mundo até 2050?

    segunda-feira, setembro 28th, 2009

    A profecia repetida do fim da religião não se confirma.

    Quando se olha para o planeta e não apenas para a Europa, constata-se que Deus não morreu nem está em vias de desaparecer da consciência da imensa maioria da Humanidade. É o que mostra um estudo independente elaborado pelo grupo La Vie e o diário Le Monde, agora acessível também em espanhol: El Atlas de las religiones.

    Como escreve Rémy Michel, na apresentação, “é inegável que as religiões estão profundamente ancoradas no espaço geográfico que marcaram com as suas pegadas e que ordenam segundo as representações próprias de cada credo”, mas acrescenta que “as religiões não são estáticas, evoluem, conquistam territórios, deslocam-se”. Daí a importância de uma visão geopolítica da sua dinâmica para a compreensão das sociedades.

    Assim, a socióloga R. Azria sublinha que o judaísmo “figura entre as grandes religiões do planeta menos pelo número, insignificante, de judeus no mundo do que por ter legado a mensagem bíblica ao Ocidente e desempenhado um papel importante no surgimento das outras duas grandes religiões monoteístas: cristianismo e islão”.

    Segundo as projecções para 2050, precisamente estas duas religiões continuarão a crescer. Segundo o Atlas, o cristianismo continuará a ser a primeira religião, passando dos 1.747 milhões em 1990 (hoje os cristãos são uns 2.000 milhões) para 3.052 milhões. Mas será o número dos muçulmanos, que eram 962 milhões (hoje são 1.200 milhões), que mais aumentará, alcançando os 2.229 milhões.

    O crescimento do hinduísmo e do budismo será mais moderado: os hindus passarão de 900 milhões para 1.175 milhões, e os budistas, de 323 milhões para 425 milhões. Os judeus, de 13 para 17 milhões.

    O cristianismo atravessa uma mudança geográfica: caminha para o Sul. A Europa, que durante séculos foi o seu centro, não tem hoje mais do que uns 25% dos seus fiéis, e os católicos europeus – à volta de 25% do catolicismo mundial – não serão mais de 16% em 2050.

    A imensa maioria dos cristãos situa-se na América: uns 275 milhões na América do Norte e 530 milhões na América Latina. O catolicismo tem na América metade dos seus fiéis.

    É no continente africano que o cristianismo cresce mais rapidamente: uns 300 milhões de fiéis numa população de 800 milhões. Embora muito minoritário, crescerá na Índia e na China, mas tende a desaparecer lá onde nasceu: a Terra Santa. Na América e na Ásia, o protestantismo evangélico vive “um crescimento espectacular”.

    A razão fundamental para o islã ser a religião que, proporcionalmente, mais se expande está no crescimento demográfico. Ao contrário da ideia corrente, a maioria dos muçulmanos não vive no Médio Oriente, mas na Ásia. Metade da comunidade islâmica vive em 4 países: Indonésia (o país com mais muçulmanos), Paquistão, Índia e Bangladesh. Na África, tem um terço da população. Na Europa, vivem 16 milhões e, nos Estados Unidos, 4 milhões. Importante é a observação de Olivier Roy, do CNRS, ao fazer notar que se operou uma mudança geopolítica no mundo muçulmano, pois “já não é percebido como um território cujas fronteiras é preciso defender, mas como uma comunidade mundial”.

    O hinduísmo é a religião da sexta parte da Humanidade, sendo amplamente maioritário na Índia, com 83% da população. Também maioritário no Nepal, tem minorias importantes no Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka.

    O budismo não ganhou fiéis na proporção do espaço que algumas das suas práticas alcançaram no mundo. Como escreve F. Midal, “a violência do niilismo” levou a que “em certo sentido, o Ocidente se torne em grande parte budista, sem o saber e sem que isso se exprima em conversões”.

    Dominique Borne, presidente do Instituto Europeu de Ciências das Religiões, sublinha que o fim do socialismo real e do ateísmo militante revelou que “o religioso, que se pensava desaparecido, sempre esteve presente”. Exemplos demonstrativos: a Rússia e o Vietname.

    Espera-se que o diálogo interreligioso contribua decisivamente para a paz no mundo.

    por Anselmo Borges

    ***

    A Religião só acabará no mundo quando a humanidade desaparecer.

    Para o desespero dos  ateus,niilistas (concebem a existência humana como desprovida de sentido..) agnósticos,materialistas,comunistas e afins,a abertura à transcendência é uma característica inata ao homem que busca sempre a verdade e sentido para sua vida.

    É nesta busca pela verdade e pela beleza que  resplandece o espaço para nós cristãos atingirmos o homem moderno, que apesar demonstrar certa resistência a religião é, no fundo, sedento por Deus, caminho, verdade e vida!

    Às vezes o que os ateus rejeitam é o modelo religioso que lhes apresentaram.Confundem Deus com o modelo,daí concluindo que tudo é” farinha do mesmo saco”.


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    - Apologia ao aborto na Televisão?

    sexta-feira, setembro 25th, 2009

    FIM DO SILÊNCIO – o documentário sobre aborto, vencedor do edital FIOCRUZ para documentário, será exibido em emissoras de TV aberta.

    Em Setembro, cinco canais de TV a cabo e aberta exibirão o documentário “Fim do Silêncio”, sobre o aborto , de Thereza Jessouroun, inédito em TV.

    Alguns dos canais vão programar um debate sobre o tema antes ou depois da exibição do documentário.

    Em Fevereiro de 2008, a Fiocruz, instituição pública ligada ao Ministério da Saúde, organizou um edital público para a realização de programas de curta e média-metragem, de ficção e documentário, cujo tema era saúde pública.

    FIM DO SILÊNCIO foi o projeto vencedor na categoria documentário de 52 minutos. Os outros temas selecionados foram saúde e meio ambiente, saúde indígena, saúde mental, saúde na adolescência, história da saúde e problemas de saúde enfrentados por populações periféricas.

    FIM DO SILÊNCIO foi finalizado em março de 2009 e está inédito em televisão.
    No documentário, pela primeira vez, mulheres, de três estados do país, de diferentes idades, religiões, classes sociais e profissões, falam para a câmera, sem esconder rostos nem identidades, como e porque fizeram aborto.

    Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco estão nas duas regiões (Sudeste e Nordeste) que concentram maior número de abortos inseguros do país.

    Estima-se que ocorram cerca de 1 milhão de abortos no Brasil a cada ano, com 200 mortes anuais estimadas em conseqüência de abortos ilegais.

    O estado com maior número de abortos do país é o estado da Bahia.

    ***

    Tive a oportunidade de assistir trechos do documentário.

    É deprimente as entrevistas dadas pelas mulheres,a maioria com semblantes tristes e indisfarçavel constrangimento.

    A maioria das colocações são verdadeiros monumentos ao egoísmo,apesar de todas as justificativas…

    Algumas falam com tanta naturalidade o “tirar” ( O filho) que a impressão que se tem é de que se trata de algo descartável,que está incomodando e que por isso deve ser “tirado”

    Nenhuma situação justifica assassinar um inocente.

    Não julgo as intenções de nenhuma destas minhas irmãs, isso não me pertence, mas,MATAR,realmente é inaceitável !

    Não é uma questão apenas religiosa, é uma questão de respeitar a inviolabilidade da vida.No caso, VIDAS INOCENTES, o que torna mais terrível o ato.

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    - A Ciência Pode Explicar Tudo?

    quinta-feira, setembro 24th, 2009

    Artigo espetacular que analisa a questão da razão e da ciência como resposta definitiva para o homem em detrimento da religião,vista como “supertição”, e da falsa suposição de que homens verdadeiramente inteligentes não podem ter fé nem serem católicos “de Igreja”

    Ao prepará-lo,lembrei-me de muitos dos meus irmãos  universitários e estudantes de maneira geral que são confrontados pela ” ciência e conhecimento” de muitos professores e cursos onde a a dimensão religiosa é ridicularizada e parece ,COM O TEMPO, esvaziar o sentido do sagrado daqueles que fazem destes ” Mestres ” de algumas salas de aula, quase deuses,conhecedores do bem e do mal.

    O artigo é um pouco longo mas de conteúdo denso,materia prima para quem quer caminhar dentro de uma fé inteligente,capaz de responder aos anseios de verdade que o homem de hoje tem,inclusive o cientista, o ateu e ” aquele Professor “,(todos nós temos um professor “especial” ) a quem dedicamos esse artigo,rsrs..

    Para os que acreditam, Deus está no princípio.Para os cientistas, Deus está no final de todas as suas reflexões.” (Max Planck).

    Não importa se no início ou no fim. O  DEUS  ETERNO  ALÍ  ESTARÁ!

    ***

    O físico alemão Otto Hahn, inventor da fissão do átomo de urânio, estava internado num campo de concentração inglês, junto com outros eminentes cientistas. Quando, em agosto de 1945, recebeu a notícia de que Hirosshima tinha sido arrasada por uma bomba atômica, sentiu um profundíssimo sentimento de culpa. As suas pesquisas sobre a fissão do urânio tinham acabado por se utilizar para produzir um massacre terrível. Foi tal a sua angústia que tentou abrir as veias nos arames farpados que cercavam o campo. Depois que os seus companheiros conseguiram dissuadi-lo, o velho professor fez-lhes, desolado, a seguinte confissão:”Acabo de perceber que a minha vida não tem mais sentido. Pesquisei pelo puro desejo de revelar a verdade das coisas e todo o meu saber científico acaba de se converter num enorme poder aniquilador”.

    A experiência pessoal de Otto Hanh foi, na realidade, a experiência amarga de toda uma época. Uma aflitiva impressão de fracasso invadiu os espíritos de todos os que tinham lutado com tanta tenacidade por levar o conhecimento científico a máxima altura possível, convencidos de fazer com isso um grande bem a humanidade. Tinham trabalhado penosamente com a profunda convicção de que o aumento do saber teórico e o incremento da felicidade humana estavam inequivocamente vinculados. Acreditavam que fomentar o conhecimento científico teria sempre um valor positivo, que significaria automaticamente cotas mais elevadas de felicidade e igualdade. Pensaram que se tratava de um bem inquestionável e que, portanto, se traduziria indubitavelmente em bem-estar para o homem.

    Mas esse entusiasmo plurissecular, que já tinha aberto fendas nas tricheiras de Verdun (uma das batalhas mais sangrentas da 1ª guerra), ruiu estrepitosamente com os horrores da 2ª guerra mundial. O terrível poder destruidor das armas nucleares, os intensivos bombardeios da população civil, o extermínio sistemático e profundamente cruel de toda uma raça e um saldo de cinquenta milhões de mortos puseram tragicamente de manifesto que o saber teórico pode traduzir-se num saber técnico, e este, por sua vez, num amplo poder sobre a realidade, mas, por desgraça, todo esse domínio não leva automaticamente a uma maior felicidade dos homens se aqueles que detem esse poder não possuem uma consciência ética proporcional a sua responsabilidade.

    Após séculos de febril incremento do saber científico, a idéia de que o progresso humano é sempre contínuo e não pode haver retrocesso revelou-se uma farsa irritante. O ideal do domínio científico e a consequente forma de humanismo desfizeram-se em pedaços ao entrarem em colisão com a obstinada realidade da história. Era patente que o futuro não devia caracterizar-se por essa ingênua crença no progresso como princípio motor de uma civilização, mas que era preciso alicerçá-lo em valores mais altos e seguros.

    História de uma Desilusão.

    O psiquiatra austríaco Viktor Frankl, depois da sua experiência pessoal em diversos campos de concentração, chegou à conclusão de que não foram os ministérios nazistas de Berlim os verdadeiros responsáveis por aquelas atrocidades, mas a filosofia niilista do século XIX.

    Se o homem é um simples produto de uma natureza mutável, um simples macaco evoluído, então, da mesma forma que o macaco pode ser enjaulado num zoológico, o homem pode ser encarcerado num campo de extermínio. Se o homem é um simples animal, ainda que extraordinariamente adestrado, e fazemos sabonetes com gordura animal, por que não fazê-lo com gordura humana?

    O filósofo Edmund Husserl, esclarecido pela falência do mito do eterno progresso por ocasião da Segunda Guerra mundial – na qual viu, entre outras ocasiões, aquela racionalização perfeita da matança em massa de milhões de inocentes – percebeu claramente que a ciência, por força do seu método, não pode ser um princípio motor da vida humana. “O mundo da objetividade científica – escreveu – é um mundo fechado e inóspito. A forma pela qual o homem moderno, na segunda metade do séc. XIX, se deixou determinar totalmente pelas ciências positivas e cegar pela prosperidade a elas devida, significou pôr de lado as questões decisivas para uma humanidade autêntica. As ciências que só comtemplam meros fatos fazem com que os homens só enxergassem meros fatos”.

    Procurar o conhecimento científico objetivo das coisas é lícito e fecundo. Mas considerar esse modo de conhecer como modelo, como a única forma rigorosa de conhecimento, é uma parcialidade inaceitável, já que empobrece enormemente o homem.

    A Ilustração – o Iluminismo – pretendia alcançar o ideal renascentista que sonhava entregar o homem a si mesmo, torná-lo livre, permitindo-lhe viver sob o império exclusivo da razão. A esperança de que o homem atingiria a felicidade para sempre num mundo já dominado e sem segredos, por meio de uma ciência que tudo conheceria e tudo poderia, veio a ser um sonho que nunca se alcançaria e que o horror gigantesco das duas Guerras Mundiais converteu em algo pior que um pesadelo.

    O domínio da realidade escapava ao molde estreito do pensamento racionalista. E o perigo não derivava da ciência em si, mas dessa mentalidade que levava a considerar que só se pode conhecer aquilo que é mensurável, controlável, verificável, e a desprezar os aspectos da realidade que resistem a esse tipo de controle e cálculo.

    Essa pretensão de domínio sem limites deixava o homem numa situação de desamparo. Logo se viu que a ciência, que tinha dominado com o seu prestígio o Século das Luzes, não podia, por si só, plenificar a vida do homem. Não era sua missão. A ciência não fala de valores, de sentido, de metas nem de fins, e o ser humano precisa de tudo isso para preservar a sua dignidade e ser feliz.

    O otimismo ilustrado previra horizontes paradisíacos, mas a utopia científica mostrou como nunca a sua impotência. Não há dúvida de que o progresso científico foi grande e que esse desenvolvimento é uma coisa boa, ou pelo menos, não tem porque ser má. Mas, hoje em dia, muito poucos acreditam que tudo isso seja a panacéia, que possa fazer algo mais do que transferir a inquietação de uns temas para outros. O domínio das coisas é muito elevado, mas necessita de um humanismo válido que lhe dê sentido. Porque, do contrário, pode embriagar-se com os seus próprios êxitos e crescer em direções aberrantes para a dignidade do homem.

    A técnica permite desenvolver meios de comunicação extremamente poderosos, rápidos, atraentes, sugestivos, mas esses meios podem ser uma arma de primeira grandeza para manipular as consciências, moldar as vontades e os sentimentos dos homens.

    A ciência precisa de alguns limites para a sua pretensão de soberania.

    Toda a grande conquista traz consigo uma inevitável ambivalência: um avanço num aspecto e um retrocesso em outro, talvez não menos valioso. O aumento de poder não corre sempre paralelamente ao aumento do domínio do homem sobre esse poder. A ciência não pode abandonar-se a sua própria dinâmica, mas deve ser regulada por uma instância externa que a oriente e lhe dê sentido.

    O Processo Científico Implica um Declive Religioso?

    A Idade Moderna começou por cultivar insistentemente as questões de método. Bacon, Descartes e Spinoza, por exemplo, concentraram a sua filosofia em torno da busca de um método rigoroso que lhes permitisse chegar à certeza e assentar a vida sobre convicções sólidas, inquebrantáveis, inexpugnáveis. Como as ciências avançam sobre dados seguros e conferidos, verificados pela experiência, foram surgindo pensadores convencidos de que, sempre que a ciência descobria um segredo, a religião dava um passo atrás. Parecia-lhes que o progresso da ciência reduzia inexoravelmente o domínio do religioso, cada dia mais confinado. Em contraposição ao que consideravam o crédulo espírito medieval, o homem moderno haveria de encontrar, apenas com a força da sua razão, um método sem fendas. E o grande modelo do pensamento autêntico era, para eles, o saber matemático.

    Se se trabalha com a devida lógica, articulando bem os diversos passos do raciocínio – afirmavam -, chega-se em matemática a conclusões apodícticas, inquestionáveis. A ordem no raciocínio torna-se a chave do pensamento e do conhecimento retos. E essa ordem é estabelecida pela razão, pois a razão é o grande privilégio do homem. Por esse caminho – acabavam por concluir -, o homem basta-se a si mesmo, já que a razão lhe oferece recursos de sobra para descobrir as leis da realidade e conseguir um rápido domínio sobre ela. Mas de novo a passagem do tempo veio mostrar como esse domínio só é possível em termos quantitativos, naquilo que pode submeter-se a cálculo e medida. Mas o espírito escapa ao método matemático e à lógica cartesiana. Ao possibilitar a opção livre, o espírito torna possíveis muitas coisas que denunciam a insuficiência do modelo racionalista. Poderiam citar-se muitos exemplos.

    Um dos mais característicos é a tentativa racionalista de explicar a inteligência humana. É difícil saber exatamente o que é o pensamento, mas, se eu reduzo o problema a uma questão de neurônios, posso conseguir uma tranqüilizadora impressão de exatidão: 1.350 gramas de cérebro humano, constituído por 100.000 milhões de neurônios, cada um dos quais forma entre 1.000 e 10.000 sinapses e recebe a informação que lhe chega dos olhos através de 1.000.000 de axônios acumulados no nervo ótico. Por sua vez, cada célula viva pode ser explicada pela química orgânica….Deste modo, posso pretender explicar a inteligência num plano biológico, a biologia em termos de processos químicos e a química em forma de matemática. Pois bem, qualquer leitor medianamente crítico perguntar-se-á o que têm a ver as porcentagens de carbono e hidrogênio, os neurônios e toda a matemática associada a esses processos, com algo tão humano e tão pouco matemático como conversar, entender uma piada, captar um olhar de carinho ou compreender o sentido da justiça.

    A ciência moderna, com as suas descobertas maravilhosas, com as suas leis de uma exatidão assombrosa, oferece a tentação – um empenho que se deu em Descartes com uma força irresistível – de querer conhecer toda a realidade com uma exatidão matemática. Mas costuma-se esquecer algo essencial: que a matemática é exata à custa de considerar unicamente os aspectos quantificáveis da realidade. E reduzir toda a realidade ao quantificável é uma notável simplificação, é um reducionismo. Poderíamos replicar como aquele velho professor universitário, quando um aluno fazia alguma afirmação reducionista: “Isso é como se eu lhe perguntasse o que é esta mesa, e você me respondesse: cento e cinqüenta quilos”.

    As grandezas matemáticas prestaram e prestarão um grande serviço à ciência, e à humanidade no seu conjunto, mas sempre prestaram um péssimo serviço quando se quis empregá-las de um modo exclusivista. A totalidade do real nunca poderá ser expressa só em cifras, porque as cifras expressam unicamente grandezas e a grandeza é apenas uma parte da realidade. E não é questão de dar mais números ou com mais decimais. Por muitos ou muito exatos que sejam, oferecem sempre um conhecimento notoriamente insuficiente. Você pesa 70 quilos, mas não é 70 quilos. E mede 1,83 metros, mas não é 1,83 metros. As duas medidas são exatas, mas você é muito mais que uma soma exata de centímetros e quilos. As suas dimensões mais genuínas não são quantificáveis: não podem ser determinadas numericamente as suas responsabilidades, a sua liberdade real, a sua capacidade de amar, a sua simpatia por tal pessoa ou a sua vontade de ser feliz.

    Não querer reconhecer uma realidade alegando que não pode ser medida experimentalmente, seria proceder mais ou menos como um químico que se negasse a admitir as propriedades especiais dos corpos radioativos, sob o pretexto de que não obedecem às mesmas leis que explicam o que acontece com os outros corpos já conhecidos. Acima da ciência há outra face da realidade: a mais importante, e também a mais interessante do ser humano, aquela em que aparecem aspectos tão pouco quantificáveis como, por exemplo, os sentimentos – não é possível pesá-los, mas nada pesa mais do que eles na vida. Um pensamento ou um sentimento não podem honestamente ser qualificados como materiais. Não têm cor, sabor ou extensão, e escapam a qualquer instrumento que sirva para medir propriedades físicas. “Os fenômenos mentais – afirma John Eccles, Prêmio Nobel de Neurocirurgia – transcendem claramente os fenômenos da fisiologia e da bioquímica”.

    “A ciência, apesar dos seus progressos incríveis – escreve o médico e pensador Gregório Maranón -, não pode nem poderá nunca explicar tudo. Cada vez ganhará mais terreno no campo daquilo que hoje parece inexplicável. Mas os limites fronteiriços do saber, por muito longe que cheguem, terão sempre pela frente um infinito mundo de mistério”.

    A Fé Desaparecerá Quando a Sociedade Amadurecer?

    Em um dos seus livros, López Quintás conta que um dia, ao entardecer, depois de visitar a catedral de Notre-Dame, enquanto vagueava pela velha Paris, deparou, sem querer, com um pequeno edifício abandonado, com as suas sórdidas janelas cruzadas por sarrafos de madeira. Aquela construção quase em ruínas era o famoso “Templo da Nova Religião da Ciência” que o filósofo francês Augusto Comte tinha erigido fazia século e meio. O contraste foi tão brusco como expressivo. O templo com o qual se pretendera dar culto ao progresso científico estava em ruínas. A velha catedral, pelo contrário, irradiava as suas melhores galas, como na sua brilhante época medieval. A música combinava nela com a harmonia das linhas arquitetônicas, com as belas palavras dos oradores, com o magnífico esplendor litúrgico que num dia de Natal, anos atrás, emocionara o grande poeta Claudel, até levá-lo à conversão.

    A história daquele templo esquecido está aparentada com a da Ilustração, que no seu tempo se ergueu com o sonho de “despojar o homem dos grilhões irracionais das crenças e conhecimentos supersticiosos baseados na autoridade e nos costumes”. O pensamento ilustrado da Enciclopédia considerava os conhecimentos religiosos como “simples e ingênuas explicações sobre a vida dadas pelo homem não científico”. Na sua aversão à fé, uma multidão de pensadores deleitava-se em atribuir a origem mais baixa possível ao sentimento religioso. Concebiam os nossos antepassados como “seres perpetuamente atemorizados, empenhados em conjurar as forças hostis do céu e da terra mediante práticas irracionais”. Viam a Deus como um simples “produto do medo das civilizações primitivas, num tempo em que esses espíritos atrasados ainda acreditavam em fábulas”. A teoria de Comte sobre a evolução humana através dos três estados – religiosidade, pensamento filosófico e conhecimento científico – gozou na sua época de grande aceitação e em sua honra foi erigido aquele templo dedicado à “Nova Religião da Ciência”.

    Não é curioso que a ciência adquirisse essa faceta religiosa? Foi efetivamente um curioso fenômeno de substituição. Fascinado pela ciência, o homem elevou-a até ocupar o lugar do sagrado. Mas não era um simples conflito entre a ciência e a fé. Com efeito, entronizar uma bonita mocinha parisiense na catedral de Notre–Dame – como fizeram durante a Revolução Francesa – , dando–lhe o título de “Deusa Razão”, não parece que fizesse parte das ciências experimentais. Por trás de tudo aquilo latejava o empenho ateu de proclamar a salvação da humanidade por si mesma, e o advento de uma sociedade iluminada unicamente pela razão humana.

    Passaram-se menos de dois séculos, e o estado de abandono em que se encontra hoje aquele templo laico é talvez um fiel reflexo do abandono da concepção do homem que tanta força teve na sua época. Aquela ilusão segundo a qual o advento da era científica permitiria eliminar o mal do mundo acabou por ser um doloroso engano. As suas hipóteses acabaram por estar mais impregnadas de ingenuidade do que a que eles atribuíam às épocas históricas anteriores.

    A Ciência Pode Explicar Tudo?

    Um olhar sobre o progresso científico com um pouco de perspectiva histórica deixa-nos espantados com a rapidez com que as máquinas são ultrapassadas e vão parar nos museus. Muitas afirmações das revistas científicas atuais provavelmente serão motivos de riso ou de assombro para as gerações futuras, talvez em menos tempo ainda. A história da ciência adverte-nos, com teimosa insistência, sobre um fato irrefutável: poucas teorias científicas conseguem manter-se em pé, mesmo que por poucos séculos; muitas vezes, só por alguns anos; e em alguns casos, menos ainda. A maioria das afirmações da ciência vai sendo substituída, uma atrás da outra, pouco a pouco, por outras explicações mais complexas e mais fundamentadas dessa mesma realidade. Eram hipóteses tidas como certas durante uma série de anos, ou de séculos, e que um dia se descobre que estão superadas. Umas vezes, são englobadas dentro de teorias mais completas, das quais a antiga hipótese é um corolário ou um simples caso particular. Outras ficaram obsoletas e desapareceram por completo do âmbito científico. A postura própria da ciência experimental deve ser, portanto, extremamente cautelosa nas suas afirmações.

    “Uma cilada perniciosa” – escrevia John Eccles pouco depois de ter recebido o Prêmio Nobel pelas suas pesquisas em neurocirurgia – surge da pretensão de alguns cientistas, mesmo eminentes, de que a ciência não demorará a proporcionar uma explicação completa de todas as nossas experiências subjetivas. É uma pretensão extravagante e falsa, que foi qualificada ironicamente por Popper como “materialismo promissório”. É importante reconhecer que, mesmo que um cientista possa manifestar essa pretensão, não se comportaria como cientista, mas como um profeta mascarado de cientista. Isso seria cientificismo, não ciência, embora impressione fortemente os profanos que pensam que a ciência produz de forma incontroversa a verdade. O cientista não deve pensar que possui um conhecimento certo de toda a verdade. O máximo que nós, os cientistas, podemos fazer é chegar mais perto de um entendimento verdadeiro dos fenômenos naturais mediante a eliminação de erros em nossas hipóteses. É da maior importância para os cientistas que apareçam perante o público como o que realmente são: humildes buscadores da verdade”.

    Em contrapartida, a imodéstia costuma caminhar a par da ignorância. A auto-suficiência com que alguns falam reflete uma atitude muito pouco científica, pois os cientistas sensatos nunca conferem a categoria de dogma às suas hipóteses. O cientificismo orgulhoso prestou sempre um péssimo serviço ao rigor da verdadeira ciência.

    A Razão Precisa da Fé?

    O combate que o homem trava contra o mal excede infinitamente os meios da razão e da ciência. É o que demonstram fatos tão atuais como o racismo, a droga ou o alcool. Ou como todos esses terríveis crimes cometidos por totalitarismos ateus sistemáticos e pretensamente científicos ao longo do século XX: desde o genocídio nazista de Hitler até o de Pol Pot no Camboja, passando pelos do lenismo, do stalinismo ou do maoísmo.

    O pior é que a maior parte desses crimes em massa foram cometidos em nome de teorias que, na sua época, receberam o aplauso de milhões de pessoas. Foram autênticos infernos fabricados por homens que procuravam um mundo perfeito que se bastasse a si mesmo e já não tivesse necessidade de Deus.

    E assim como, lendo Lênin, se podia notar que os direitos do indivíduo não iam ser respeitos num sistema comunista, do mesmo modo, estudando as premissas da Ilustração, viu-se claramente que a Modernidade não atenderia às necessidades globais do ser humano. Não basta a razão para que uma sociedade seja justa, solidária e equilibrada. Para que haja equilíbrio na pessoa e na sociedade, é preciso atender, juntamente com a razão, à vontade e à sensibilidade. A pessoa e a sociedade, devem ter por objetivo procurar o bem, a verdade e a beleza; e isso significa falar de vontade, inteligência e sentimentos; e, por sua vez, de ética, de ciência e de arte. Quando se idolatra um método da inteligência, como é a razão, sem elevar à sua altura a ética e a estética, desenquilibram-se o indivíduo e a sociedade. Esse foi o fracasso da Ilustração.

    Fracassou por ter pensado que da razão deriva automaticamente a ética, coisa que se demonstrou falsa ao ser confrontada com a realidade. A razão não pode ser salva pela razão. Isso seria ilusório. Esses crimes demonstram o que o homem pode chegar a fazer. E vimos como a razão não os impediu.

    Os ilustrados pensavam que, mostrando ao homem o que é racional, este o adotaria, e a razão seria suficiente para organizar a sociedade. Mas não foi assim. Não basta proclamar o que é racional para que os homens o pratiquem.

    O comportamento humano está cheio de sombras e de matizes alheias à razão, que desembestam cada qual por sua conta movendo as molas da vontade e do coração. Reconhecer os perigos que a razão encerra – afirma Jean–Marie Lustiger – é salvar a sua honra. Conceber a razão como a grande soberana, independente do bem que o homem deve procurar, é mais ou menos como pôr-se nas mãos de um computador: é um instrumento muito capaz, processa grande quantidade de dados que toma do exterior, todo o seu desenvolvimento é perfeitamente lógico, mas alguém tem de garantir que está bem programado. A verdadeira fé é um guia insubstituível, pois a razão pode extraviar-se.

    Não quero, com isto, menosprezar a razão, antes pelo contrário. A razão é uma das mais nobres capacidades que distinguem a espécie humana, e alegra-nos ver os seus triunfos, bem como conquistas da ciência e a sua luta por construir um mundo melhor. Mas convém nunca esquecer a limitação humana, e igualmente a ordem natural imposta por Deus, que permite ao homem preservar a sua dignidade e evitar erros.

    A história está cheia de cadáveres ideológicos, e ninguém acha estranho encontrá-los perfeitamente alinhados quando olha pra trás com a disposiçào de aprender. E, entre eles, espalhados ao longo dos séculos, pode-se ver toda uma legião de profetas que foram anunciando – sobretudo nos últimos duzentos anos – o próximo e definitivo desaparecimento da religião e da Igreja.

    No entanto, a história mostra que são precisamente aqueles que, com tanta paixão, lançam essas condenações e essas profecias os que desaparecem uns após outros, enquando a Igreja continua adiante depois de dois mil anos, e a religiosidade continua a ser uma constante em todas as civilizações de todos os tempos.

    A Igreja, que presenciou catástrofes que varreram impérios inteiros, testemunha pela sua mera subsistência e força que palpita nela. “Os povos passam – observa Napoleão -, os tronos e as dinastias desmoronam-se, mas a Igreja permanece”. É uma realidade que leva a pensar que o fato religioso faz parte da natureza do homem, e que a Igreja está animada de um espírito que não é de origem humana.

    Fonte: É Razoável Crer? Questões Atuais sobre a Fé – AGUILÓ Alfonso – Tradução: Roberto da Silva Martins – Editora Quadrante – São Paulo 2006 – Coleção Vértice; 60.

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    - Grávida inseminada com embrião errado terá que dar bebê a pais

    quinta-feira, setembro 24th, 2009


    Uma americana de 40 anos, grávida de nove meses, terá de entregar o filho aos verdadeiros pais biológicos, após saber que foi inseminada com os embriões errados.

    Carolyn Savage, da cidade de Sylvania, em Ohio, havia recorrido à inseminação artificial para ter seu quarto filho, mas logo após receber a notícia da gravidez foi informada de que a clínica havia cometido um engano e que o embrião não era o seu.

    Ela e o marido, Sean, se viram diante da decisão de interromper a gestação ainda no início ou entregar o bebê aos pais biológicos após o parto.

    “Foi a pior notícia que recebemos em toda a nossa vida”, disse Sean ao programa Today, do canal NBC.

    Parto

    O casal esperou até as 14 semanas de gestação para entrar em contato com os pais biológicos da criança, sempre por meio de advogados e anonimamente.

    Apenas no meio da gravidez é que os dois casais se encontraram pessoalmente, e vêm mantendo uma relação descrita pelos Savage como “cordial”.

    Segundo Carolyn, o outro casal agradeceu por sua decisão de não fazer um aborto.

    “Tem sido difícil, mas tínhamos que colocar as necessidades da criança em primeiro lugar”, afirmou ela.

    “Acho que o mais duro será o parto”, disse. “É claro que vamos pensar nesta criança pelo resto da vida. Mas eles são os pais dela e só vamos querer saber se ela é feliz e tem saúde.”

    Planos

    Carolyn e Sean Savage já têm outros três filhos, mas apenas o primeiro nasceu de uma gravidez saudável. O segundo filho foi prematuro e a terceira acabou sendo concebida dez anos depois, por meio de uma inseminação artificial.

    Foi nesta ocasião que o casal decidiu congelar vários embriões, que ainda estão guardados.

    Os Savage planejam tentar ter outro filho com estes embriões, por meio de uma “barriga de aluguel”.

    “Sentimos que temos que dar a cada embrião desses uma chance de viver”, disse Carolyn.

    Os advogados do casal estão tentando fazer com que a clínica reconheça a responsabilidade pelo erro, mas não há detalhes sobre um possível processo judicial.

    ***

    Parece coisa de filme. Lembra do “O médico e o monstro”?

    É surreal!

    É a velha questão.O desenvolvimento cientifico não é um bem absoluto.Esse desenvolvimento deve estar a serviço da vida e do homem.

    Ciência pela ciência sem uma aplicação verdadeiramente ética para o homem é perigosa e contraproducente.

    A pouco tempo, na Inglaterra, uniram óvulo humano com sêmem animal.Depois destruiram..

    nem ..” tudo nos é licito mas nem tudo nos convem..” (S.Paulo)

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    • •CARÍSSIMA MONALISA, As crianças dos abrigos seriam "penalizadas" pela segunda vez ao não terem direito a um pai e a uma mãe. Caso pudessem escolher, sem dúvida...
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    • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
      em * Comunicado da “Federação
    • •Obrigada pela presteza,Carmadélio.Para quem entende de ciências é sempre bom analisar as pesquisas em si e o modo como os dados foram obtidos e estatisticamente tratados.Talvez...
      em * França e Nova Zelândia aprovam o
    • •Fui "little monster" por 4 anos, sempre amei ela, só que eu não posso ser morno, ela já fez a primeira comunhão, era católica, não sei o pq dela virar isto, como eu conheço...
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    • •Neste artigo dá para entender bem a diferença: http://www.deuslovult.org/2013/05/02/pedofilos-nao-sao-excomungados-mas-eu-fui/...
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    • •Qual é a diferença entre EXCOMUNHÃO, e expulsão do estado clerical???? Gostaria que alguem me explicasse isso....
      em * Sacerdote culpado de abusos no
    • •Como posso falar do meu direito enquanto mulher se não respeito o primeiro direito do outro que é o direito a vida, todos temos direito de nascer mesmo se não fomos concebido em...
      em * Espanha: Socialistas usam imagem
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    • •esse livro so fala de heresias, e quem e catolico de verdade nao leria este livro horrivel...
      em * A Cabana, o livro. Heresias
    • •eu ja tinha percebido que o livro nao prestava, pois antes de participar do shalom, eu participava de outra comunidade que apoiva totalmente o livro, mas depois do shalom mudei...
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