Por Arquivo outubro, 2009

* O que é “Halloween” e o que se celebra realmente nesta data?

sexta-feira, outubro 30th, 2009

1. Significado
2. Origens
3. Abóbora, guloseimas, disfarces…
4. Festividade de todos os Santos
5. Cultura e negócio do terror
6. Pensando a partir da fé
7. Sugestões para os pais de família

8. Idéias criativas de como dar as crianças um ensino positivo nestas data

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1. Significado

Halloween significa “All hallow’s eve”, palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”, já que se refere de noite de 31 de outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. Entretanto, o antigo costume anglo-saxão lhe roubou seu estrito sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo, tendência que se propagou também entre os povos espanos.

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2. Origens

A celebração do Halloween se iniciou com os celtas, antigos habitantes da Europa Oriental, Ocidental e parte da Ásia Menor. Entre eles habitavam os druidas, sacerdotes pagãos adoradores das árvores, especialmente do carvalho. Eles acreditavam na imortalidade da alma, a qual diziam se introduzia em outro indivíduo ao abandonar o corpo; mas em 31 de outubro voltava para seu antigo lar a pedir comida a seus moradores, que estavam obrigados a fazer provisão para ela. O ano celta concluía nesta data que coincide com o outono, cuja característica principal é a queda das folhas. Para eles significava o fim da morte ou iniciação de uma nova vida. Este ensino se propagou através dos anos junto com a adoração a seu deus o “senhor da morte”, ou “Samagin”, a quem neste mesmo dia invocavam para lhe consultar sobre o futuro, saúde, prosperidade, morte, entre outros. Quando os povos celtas se cristianizaram, não todos renunciaram aos costumes pagãos. Quer dizer, a conversão não foi completa. A coincidência cronológica da festa pagã com a festa cristã de Todos os Santos e a dos defuntos, que é o dia seguinte, fizeram com que se mesclasse. Em vez de recordar os bons exemplos dos santos e orar pelos antepassados, enchia-se de medo diante das antigas superstições sobre a morte e os defuntos. Alguns imigrantes irlandeses introduziram Halloween nos Estados Unidos aonde chegou a ser parte do folclore popular. Acrescentaram-lhe diversos elementos pagãos tirados dos diferentes grupos de imigrantes até chegar a incluir a crença em bruxas, fantasmas, duendes, drácula e monstros de toda espécie. Daí propagou-se por todo mundo. Em 31 de outubro de noite, nos países de cultura anglo-saxã ou de herança celta, celebra-se a véspera da festa de Todos os Santos, com toda uma cenografia que antes recordava aos mortos, logo com a chegada do Cristianismo às almas do Purgatório, e que agora se converteram em uma salada mental em que não faltam crenças em bruxas, fantasmas e coisas similares. Em troca, nos países de cultura mediterrânea, a lembrança dos defuntos e a atenção à morte se centram em 2 de novembro, o dia seguinte à celebração da ressurreição e a alegria do paraíso que espera à comunidade cristã, uma família de “Santos” como a entendia São Pablo. Diversas tradições se unem, mesclam-se e se influem mutuamente neste começo de novembro nas culturas dos países ocidentais. Na Ásia e África, o culto aos antepassados e aos mortos tem fortes raízes, mas não está tão ligado a uma data concreta como em nossa cultura.

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3. Abóbora, guloseimas, disfarces…

A abóbora foi acrescentada depois e tem sua origem nos países escandinavos e em seguida retornou a Europa e ao resto da América graças à colonização cultural de seus meios de comunicação e os séries e filmes importados. Nos últimos anos, começa a fazer furor entre os adolescentes mediterrâneos e latino-americanos que esquecem suas próprias e ricas tradições para adotar a oca abóbora iluminada. No Hallowe’em (do All hallow’s eve), literalmente a Véspera de Todos os Santos, a lenda anglo-saxã diz que é fácil ver bruxas e fantasmas. Os meninos se disfarçam e vão -com uma vela introduzida em uma abóbora esvaziada em que se fazem incisões para formar uma caveira- de casa em casa. Quando se abre à porta gritam: “trick or treat” (doces ou travessuras) para indicar que gastarão uma brincadeira a quem não os de uma espécie de propina em guloseimas ou dinheiro. Uma antiga lenda irlandesa narra que a abóbora iluminada seria a cara de um tal Jack Ou’Lantern que, na noite de Todos os Santos, convidou o diabo a beber em sua casa, fingindo um bom cristão. Como era um homem dissoluto, acabou no inferno. Com a chegada do cristianismo, enquanto nos países anglo-saxões tomava forma a procissão dos meninos disfarçados pedindo de porta em porta com a luminária em forma de caveira, nos mediterrâneos se estendiam outros costumes ligados a 1º e 2 de novembro. Em muitos povos espanhóis existe uma tradição de ir de porta em porta tocando, cantando e pedindo dinheiro para as “almas do Purgatório”. Hoje em dia, embora menos que antigamente, seguem-se visitando os cemitérios, arrumam-se os túmulos com flores, recorda-se os familiares defuntos e se reza por eles; nas casas se falava da família, de todos os vivos e dos que tinham passado a outra vida e se consumiam doces especiais, que perduram para a ocasião, como na Espanha os pastéis redondos de vento ou os ossos de santo. Enquanto isso, do outro lado do oceano e ao sul dos Estados Unidos, a tradição católica levada por espanhóis e portugueses se mesclava de acordo com cada país americano, mescla dos ritos locais pré-coloniais e com folclore do lugar. Certamente na Galicia se unem duas tradições: a celta e a católica, por isso é esta a região da Espanha em que mais perdura a tradição da lembrança dos mortos, das almas do Purgatório, muito unidas ao folclore local, e as lendas sobre aparições e fantasmas. Em toda a Espanha perdura um costume sacrossanto que se introduziu nos hábitos culturais: a de representar nesta data alguma peça de teatro ligada ao mito de Dom Juan Tenorio. Foi precisamente este personagem, “o gozador de Sevilha ou o convidado de pedra”, criado pelo frade mercedário e dramaturgo espanhol Tirso de Molina, que se atreveu a ir ao cemitério, nesta noite, para conjurar as almas de quem havia sido vítimas de sua espada ou de sua possessividade egoísta. Em todas estas representações ritos e lembranças resiste um desejo inconsciente, pagão, de exorcizar o medo à morte, subtraindo a sua angústia. O mito antigo do retorno dos mortos converteu-se hoje em fantasmas ou dráculas com efeitos especiais nos filmes de terror.

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4. Festividade de todos os Santos

Entretanto, para os crentes é a festa de todos os Santos a que verdadeiramente tem relevância e reflete a fé no futuro para quem espera e vivem segundo o Evangelho pregado por Jesus. O respeito aos restos mortais de quem morreu na fé e sua lembrança, inscreve-se na veneração de quem fora “templos do Espírito Santo”. Como assegura Bruno Forte, professor da Faculdade teológica de Nápoles, ao contrário de quem não acredita na dignidade pessoal e desvalorizam a vida presente acreditando em futuras reencarnações, o cristão tem “uma visão nas antípodas” já que “o valor da pessoa humana é absoluto”. É alheio também ao dualismo herdeiro de Platão que separa o corpo e a alma. “Este dualismo e o conseguinte desprezo do corpo e da sexualidade não forma parte do Novo Testamento onde a pessoa depois da morte segue vivendo, pois é amada por Deus”. Deus, acrescenta o teólogo, “não tem necessidade dos ossos e de um pouco de pó para nos fazer ressuscitar. Quero destacar que em uma época de “pensamento débil” em que se afirma que tudo cai sempre em um nada, é significativo afirmar a dignidade do fragmento que é cada vida humana e seu destino eterno”. A festa de Todos os Fiéis Defuntos foi instituída por São Odilon, monge beneditino e quinto Abade de Cluny na França em 31 de outubro do ano 998. Ao cumprir o milenário desta festividade, o Papa João Paulo II recordou que “São Odilon desejou exortar a seus monges a rezar de modo especial pelos defuntos. A partir do Abade de Cluny começou a estender o costume de interceder solenemente pelos defuntos, e chegou a converter-se no que São Odilon chamou de Festa dos Mortos, prática ainda hoje em vigor na Igreja universal”. “Ao rezar pelos mortos -diz o Santo Padre-, a Igreja contempla sobre tudo o mistério da Ressurreição de Cristo que por sua Cruz nos dá a salvação e a vida eterna. A Igreja espera na salvação eterna de todos seus filhos e de todos os homens”. Depois de destacar a importância das orações pelos defuntos, o Pontífice afirma que as “orações de intercessão e de súplica que a Igreja não cessa de dirigir a Deus têm um grande valor. O Senhor sempre se comove pelas súplicas de seus filhos, porque é Deus de vivos. A Igreja acredita que as almas do purgatório “são ajudadas pela intercessão dos fiéis, e sobre tudo, pelo sacrifício proporcionado no altar”, assim como “pela caridade e outras obras de piedade”. Por essa razão, o Papa pede aos católicos “para rezar com ardor pelos defuntos, por suas famílias e por todos nossos irmãos e irmãs que faleceram, para que recebam a remissão das penas devidas a seus pecados e escutem o chamado do Senhor”.

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5. Cultura e negócio do terror

Uma cultura de consumo que propícia e aproveita as oportunidades para fazer negócios, sem importar como. Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nas quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos, medo e uma idéia errônea da realidade. O Halloween hoje é, sobre tudo, um grande negócio. Máscaras, disfarces, doces, maquiagem e demais artigos necessários são um motor mais que suficiente para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror”. Busca-se, além disso, favorecer a imitação dos costumes norte-americanos por considerar-se que isto está bem porque este país é “superior”.

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6. Pensando a partir da fé

Uma proposta de temas para considerar atentamente nossa fé católica e a atitude que devemos tomar ante o halloween. Diante de todos estes elementos que compõem hoje o Halloween, vale a pena refletir e fazer as seguintes perguntas: É que, contanto que se divirtam, podemos aceitar que as crianças ao visitar as casas dos vizinhos, exijam doces em troca de não lhes fazer algum dano (danificar muros, quebrar ovos nas portas, etc.)? Com relação à conduta dos demais pode ser lido o critério de Nosso Senhor Jesus Cristo em Lc 6,31. Que experiência (moral ou religiosa) fica na criança que para “se divertir” usando disfarces de diabos, bruxas, mortos, monstros, vampiros e demais personagens relacionados principalmente com o mal e o ocultismo, sobre tudo quando a televisão e o cinema identificam estes disfarces com personagens contrários à moral sã, à fé e aos valores do Evangelho.? Vejamos o que diz Nosso Senhor Jesus Cristo do mal e o mau em Mt 7,17. Mt 6,13. A Palavra de Deus nos fala disto também em 1ª Pe 3, 8-12. Como podemos justificar como pais de uma família cristã a nossos filhos, que o dia do Halloween façam mal às propriedades alheias? Não seríamos totalmente incoerentes com a educação que viemos propondo na qual se deve respeitar a outros e que as travessuras ou maldades não são boas? Não seria isto aceitar que, pelo menos, uma vez ao ano se pode fazer o mal ao próximo? O que nos ensina Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o próximo? Leiamos Mt 22, 37-40 Com os disfarces e a identificação que existe com os personagens do cinema… Não estamos promovendo na consciência dos pequenos o mal e o demônio são apenas fantasias, um mundo irreal que nada tem que ver com nossas vidas e que, portanto não nos afetam? A Palavra de Deus afirma a existência do diabo, do inimigo de Deus em Tia 4,7 1ª Pe 5,18 Ef 6,11 Lc 4,2 Lc 25, 41 Que experiência religiosa ou moral fica depois da festa de halloween? Não é Halloween outra forma de relativismo religioso com a qual vamos permitindo que nossa fé e nossa vida cristãs se vejam debilitadas? Se aceitarmos todas estas idéias e tomamos palavras levianas em “altares de diversão de crianças”. O que diremos aos jovens (a quem durante sua infância lhes permitimos brincar o Halloween) quando forem aos bruxos, feiticeiros, médiuns, e os que lêem as cartas e todas essas atividades contrárias ao que nos ensina a Bíblia? É que nós, como cristãos, mensageiros da paz, o amor, a justiça, portadores da luz para o mundo, podemos nos identificar com uma atividade aonde todos seus elementos falam de temor, injustiça, medo e escuridão? Sobre o tema da paz podemos ler Fil 4,9 Gál 5,22. Ver o que diz Jesus sobre isto em Mt 5,14 Jo 8,12 Se formos sinceros conosco mesmos e procurarmos sermos fiéis aos valores da Igreja Católica, chegaremos à conclusão de que o halloween não tem nada que ver com nossa lembrança cristã dos Fiéis Defuntos, e que todas suas conotações são nocivas e contrárias aos princípios elementares de nossa fé.

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7. Sugestões para os pais de família

Como lhe dar aos filhos um ensino autêntico da fé católica nestas datas? Como fazer que se divirtam com um propósito verdadeiramente católico e cristão? O que podemos ensinar às crianças sobre esta festa? Ante a realidade que alaga nosso meio e que é promovida sem medida pelo consumismo nos perguntamos o que fazer? Fechar os olhos para não ver a realidade? Procurar boas desculpas para justificar sua presença e não dar maior importância a esta “brincadeira”? Devemos proibir a nossos filhos de participar do halloween enquanto que seus vizinhos e amigos se “divertem”? Seriam capazes as crianças de entender todos os perigos que correm e por que de nossa negação a participar disto? A resposta não é simples, entretanto acreditam que sim há algumas coisas que podemos fazer: O primeiro é organizar uma catequese com os meninos nos dias anteriores ao halloween, com o propósito de ensinar o por que da festividade católica de Todos os Santos e os Fiéis Defuntos, fazendo ver a importância de celebrar nossos Santos, como modelos da fé, como verdadeiros seguidores de Cristo. Nas catequeses e atividades prévias a estas datas, é boa idéia que nossos filhos convidem a seus amigos, para que se atenue o impacto de rechaço social e seus companheiros entendam por que não participam da mesma forma que todo mundo. Devemos lhes explicar de maneira simples e clara, mas firme, quão negativo há no Halloween e a maneira em que se festeja. É necessário lhes explicar que Deus quer que sejamos bons e que não nos identifiquemos nem com as bruxas nem com os monstros, pois nós somos filhos de Deus. Propomos aos pais de família uma opção para seus filhos, pois certamente as crianças irão querer sair com seus amigos na noite do Halloween: As crianças podem disfarçar-se de anjos e preparar pequenas bolsas com doces, presentes ou cartões com mensagens e passar de casa em casa, e em lugar de fazer o “doces ou travessuras” ou de pedir doces, dar de presente aos lares que visitem e que expliquem que entregam doces porque a Igreja Católica terá muito em breve uma festa muito importante em que se celebra a todos aqueles que foram como nós deveríamos ser: os Santos. Embora esta mudança não será simples para as crianças, é necessário viver coerentemente com nossa fé, e não permitir que os menores tomem como algo natural a conotação negativa do halloween. Com valor e sentido cristão, os católicos podem dar a estas datas, o significado que têm no marco de nossa fé.

Fonte: Cleófas

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* Evangelizar através da tecnolgia e novidades digitais,afirma o Papa.

sexta-feira, outubro 30th, 2009
Bento XVI propõe o desafio de evangelizar com meios digitais sem alterar o Evangelho

O  Papa Bento XVIafirmou que os novos instrumentos e formas de comunicar no “continente digital” apresentam à Igreja o desafio de “anunciar o Evangelho à humanidade do terceiro milênio, conservando seu conteúdo inalterável”.

Ao receber os participantes na assembléia plenária do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais que nestes dias analisa o papel das novas tecnologias, o Santo Padre recordou que “a cultura moderna, se assenta, antes que nos conteúdos, no fato mesmo da existência de novas formas de comunicar que utilizam novas linguagens, serve-se de novas técnicas e cria novas atitudes psicológicas”.

“Todo isso supõe um desafio para a Igreja, chamada a anunciar o Evangelho à humanidade do terceiro milênio, conservando seu conteúdo inalterável, mas fazendo-o compreensível também graças a instrumentos e modalidades afins à mentalidade e a cultura de hoje”, indicou.

O Pontífice explicou que “a Igreja exerce o que poderíamos chamar uma ‘diaconia da cultura’ no atual ‘continente digital’, percorrendo seus caminhos para anunciar o Evangelho, a única Palavra que pode salvar o ser humano”.

Assinalou que “corresponde ao Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais a tarefa de aprofundar todos os elementos da nova cultura da mídia e ser orientador e guia para as Igrejas particulares que devem captar a importância da comunicação – ponto decisivo de todo plano pastoral”.

O Santo Padre citou as Instruções Pastorais “Communio et progressio” de Paulo VI e “Aetatis nova” do João Paulo II , dois “importantes documentos que favoreceram e promoveu na Igreja uma ampla sensibilização”, sobre os temas ligados à comunicação.

Também recordou a encíclica “Redemptoris missio” de João Paulo II na qual afirmava que “o trabalho nestes meios não tem somente o objetivo de multiplicar o anúncio. Trata-se de um fato mais profundo porque a evangelização mesma da cultura moderna depende em grande parte de seu influxo. Não basta, pois, usá-los para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas sim convém integrar a mensagem mesma nesta ‘nova cultura’ criada pela comunicação moderna”.

O Papa se referiu deste modo à última Mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais, onde alentava “os responsáveis pelos processos de comunicação em todos os âmbitos, a promover uma cultura do respeito pela dignidade e o valor do ser humano, um diálogo enraizado na busca sincera da verdade, da amizade, capaz de desenvolver os dons de cada um para pô-los ao serviço da comunidade humana”.

Finalmente, recordou o 50º aniversário da Filmoteca Vaticana fundada pelo Beato João XXIII, que possui um “rico patrimônio cultural pertencente a toda a humanidade”, e convidou a prosseguir o recolhimento e catalogação de imagens que documentam o caminho da cristandade, através do sugestivo testemunho da imagem”.

Fonte : ACI

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* Halloween.Ocultismo e anti-cristianismo juntos nessa festividade Pagã.

sexta-feira, outubro 30th, 2009

Católicos latinos e europeus oferecem alternativa cristã para o Halloween

O jornal espanhol “La Razón” recolheu no dia de ontem as iniciativas que na Espanha, França e Chile permitem à comunidade católica ter uma alternativa “para testemunhar a fé e esperança cristãs ante a morte na véspera da festa de Todos os Santos”.

Segundo o jornal europeu, “a festa do Halloween não é tão inocente como disfarçar-se de bruxa e levar abóboras iluminadas com inquietantes forma de rostos” embora essa seja a idéia que “vendem” as casas comerciais com “estantes de seus estabelecimentos repletas de trajes de zumbis, vampiros, fantasmas, druidas, esqueletos, diabos e até seres extraterrestres”.

O Padre Joan María Canals, da Comissão Episcopal de liturgia da Conferência Episcopal Espanhola, explicou ao jornal que o problema do Halloween é “que tem um transfundo de ocultismo e de anti-cristianismo” e por isso se pede os pais “serem conscientes e represar o sentido de festa para o bem e a beleza, em vez do terror, do medo e da própria morte”.

Na diocese espanhola de Alcalá de Henares, a Comunidade Emmanuel realizará uma vigília este sábado a partir das dez da noite. “Música, adoração eucarística e dança em ‘chave cristã’ tratarão de encher a Praça das Santas crianças  e a catedral da diocese madrilenha”.

“Em Paris nasceu a iniciativa do Holywins, que joga com as palavras ‘holy’ (santo) e ‘wins’ («ganhar»). Algo assim como ‘o santo ganha’. A própria arquidiocese organiza há vários anos a campanha, à qual acodem milhares de crianças e jovens todos os 31 de outubro”, informa “La Razón”.

Segundo os organizadores do Holywins, “em uma sociedade que evita a questão da morte, a festa do Haloween tem o mérito de que nos interroguemos sobre este tema, mas só faz referência aos rituais sujos e macabros”.

Por isso, “os jovens de Paris querem aproveitar a ocasião da festa do Halloween para testemunhar sua fé e sua esperança cristã ante a morte na vigília de Todos os Santos e dos Fiéis Defuntos”, indicam.
O jornal também destaca que em Santiago do Chile, na noite de 31 de outubro se celebra a “Festa da Primavera”.

“Nada de monstros, fantasmas e bruxas: todos os disfarces que levam as crianças e jovens são de anjos, princesas e até de Santos”, adiciona e entrevista a uma comerciante que reconhece como mudou a demanda “nos últimos dez anos. Antes, os clientes só pediam trajes de terror. Agora levam de damas antigas, rainhas, cinderelas e anjos”.

“O objetivo desta festa é trocar a morte e a escuridão pela vida ; o terror e o medo pela alegria, e a violência pela paz”, adiciona.

Halloween

Halloween provém da frase em inglês “All hallow’s eve”, que significa “véspera de todos os Santos” e é um costume que celebra aos mortos, as bruxas e os fantasmas.

Esta celebração pagã começou com os celtas que acreditavam que a alma, depois de sua morte, emigrava a outro corpo e na noite de 31 de outubro, voltava para seu corpo original para exigir alimento aos seus parentes ou moradores.

Quando o povo celta se converteu ao cristianismo, alguns continuaram celebrando a morte em 31 de outubro. Os imigrantes irlandeses levaram o costume aos Estados Unidos onde acrescentaram a crença em bruxas, duendes, vampiros e monstros.

Como tal, Halloween prejudica o sentido da festividade católica de Todos os Santos, ridiculariza a morte e a celebra sem o horizonte da ressurreição.

Em alguns países, alheios à tradição anglo-saxã, o Halloween se converteu em uma festa de consumo que às vezes foge do controle. Muitas crianças saem às ruas pedindo doces com a ameaça de danificar casas e propriedades alheias; e recebem a mensagem de que para divertir-se podem usar disfarces de seres relacionados com o mal e o ocultismo.

Para ver  vídeo sobre o Halloween entre aqui:
http://www.youtube.com/user/acidigital#p/u/0/PJ8gnexPcN4

***

É incompatível com nossa fé católica participar deste tipo de festa pagã.Mesmo que a maioria das pessoas encarem esse período como sendo apenas ” um tema a mais a ser explorado pela mídia,comércio e entretenimento “, isso não muda seu conteúdo anti evangélico.

Na verdade nossa participação reforça ainda mais  o que a festa se propõe a afirmar.É preciso que fique claro nossa posição acerca deste tema.Posição tranquila e firme de oposição a mais esse ” lixo ” importado dos Estados Unidos.

Mais um! Tem coisa boa que vem de lá também,claro, mas como estamos falando de lixo,Halloween representa bem.

Penso nos nossos filhos que são invadidos por propagandas de fundo ocultista. Se você se der o trabalho de observar a programação dos canais de tv abertos e , principalmente os fechados, vc fica impressionado com a quantidade de opções que as tvs oferecem tendo esse tema.

O dia inteiro explorando a ingenuidade dos nossos filhos – desavisados – e pais que  acham tudo “muito divertido” e até entram “no clima”.

Onde muitos veem exagero nessa oposição a festa,vemos coerência
e afirmação da verdade e daquilo que cremos!

Somos católicos,abertos a dialogar com o “mundo” mas sem vender nossa alma ao mais “animado” e incentivador de visões relativistas como essa, que chamam de exagero o que é fé em sua integridade!

Alguém imagina quem é o mais “animado” ?

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* Novas descobertas astrofísicas deixam pouco lugar para o ateísmo, afirma cientista.

sexta-feira, outubro 30th, 2009

Um prestigioso científico jesuíta dedicado atualmente a explicar as conseqüências metafísicas dos últimos descobrimentos astrofísicos, assegurou que estes achados deixam pouco lugar ao ateísmo.

Conforme informa o jornal La Razón, para o jesuíta, filósofo e físico Robert Spitzer, ex-reitor da Universidade Gonzaga, a astrofísica contemporânea é “a chave científica para provar a existência de Deus, mas infelizmente muito poucos conhecem estes fatos científicos”.

Durante uma conferência oferecida em Denver, Estados Unidos, Spitzer explicou que “a existência de um Criador se pode explicar através da ciência contemporânea e a filosofia moderna, hoje melhor que nunca, mas é particularmente interessante o que está acontecendo no campo da astrofísica, até o ponto de que não posso compreender por que o agnosticismo e o ateísmo ainda seguem sendo populares”.

Spitzer assinalou que as provas científicas mais recentes evidenciam que “o Universo não é infinito, a mas finito, que começou em um certo ponto (estimado aproximadamente em treze bilhões de anos), e está em constante expansão.

A complexidade do Universo se apóia em um equilíbrio incrivelmente delicado de 17 constantes cosmológicas. Se qualquer uma delas se modificasse uma décima a tetragésima potência, estaríamos mortos e o Universo não seria o que é”, adicionou.

Do mesmo modo, assinalou que “cada modelo do Big Bang mostra o que os cientistas chamam uma singularidade, e a existência de cada singularidade exige que exista um elemento externo ao Universo”.

Neste sentido, recordou que Roger Penrose, o famoso matemático e físico inglês, corrigiu alguma das teorias de seu amigo e colega Stephen Hawking, concluindo que todas as teorias do Big Bang, inclusive a chamada “teoria quântica”, confirmam a existência destas singularidades.

Todas as explicações nos levam “a uma força que é prévia e independente ao Universo. Pode soar a argumento teológico, mas é realmente uma conclusão científica”, assegurou conforme informa La Razón.

O perito indicou que “não se pode não aceitar a existência desta singularidade. Esta teoria é tão sólida que 50 por cento dos astrofísicos estão ‘saindo do armário’ para aceitar uma conclusão metafísica: a necessidade de um Criador, fora do espaço e do tempo”.

***

E ainda,outro artigo bem interessante sobre o tema.

Dom Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura

O Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi, reafirmou que através da ciência se pode chegar à fé, pois como assinalou Santo Agustinho, uma fé que não é pensada é inútil, quer dizer que “a razão e a fé devem entrelaçar-se ininterruptamente”.

Em diálogo com a Rádio Vaticano, o Prelado advertiu que a sociedade atual se encontra perante uma tentação muito forte de marginar o pensamento religioso, considerando-o como se fosse próprio do “paleolítico cultural”.

Indicou que essa tentação às vezes se expressa em um mundo secularizado em formas agressivas como a chamada “ateología”, que é um ateísmo fundamentalista.

Entretanto, Dom Ravasi destacou o interesse que existe na sociedade contemporânea pelas perguntas fundamentais e cujas respostas a ciência não pode dar, mas se encontram no mundo da filosofia e da teologia.

Fonte: ACI

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* Evangelizar os batizados,urgente!

quinta-feira, outubro 29th, 2009

“Hoje constatamos, infelizmente, que a grande maioria dos católicos foi apenas batizada, mas não evangelizada”, afirma o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer.

Segundo Dom Odilo, “batizar apenas e, depois, deixar o cristão por conta de uma evangelização ‘genérica’ é insuficiente”.

“É como semear um campo e, depois, abandoná-lo a si mesmo; não dá para esperar muito fruto; é também como plantar um jardim e não zelar por ele: dá para esperar flor bonita e abundante?”, pergunta, em artigo publicado na edição desta semana do jornal arquidiocesano O São Paulo.

Dom Odilo explica que o batismo “é uma graça de Deus e a fé, um dom do Espírito Santo”; mas “a vivência da fé cristã precisa ser aprendida e supõe um processo contínuo, ao longo de todas as etapas da vida; tanto a criança precisa aprender a ser cristã, como a pessoa adulta, ou idosa”.

“Hoje, mais do que evangelizar catecúmenos, precisamos começar a evangelizar a maioria dos já batizados”, reconhece o cardeal.

A iniciação à vida cristã “começa com o anúncio querigmático, mediante o qual a pessoa é levada ao encontro com Jesus Cristo e colocada diante do núcleo central da fé cristã: Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, é nosso Salvador. Morto na cruz por nosso amor, ressuscitou dos mortos e foi elevado à direita de Deus Pai, onde será nosso juiz”.

“Por seu intermédio obtemos a redenção e o perdão dos pecados. Para todo ser humano neste mundo, Ele é o caminho, a verdade e a vida. O querigma, anunciado e testemunhado com fé, suscita a fé naqueles que o recebem, pela ação do Espírito Santo”, escreve Dom Odilo.

Depois –prossegue o arcebispo de São Paulo– precisa seguir a iniciação à vida cristã, “aprendendo a se relacionar com Deus, na oração cristã; a conhecer as verdades da fé cristã professadas no ‘Creio’ e explicadas pela Igreja, no Catecismo”

Aprender também “a ouvir e acolher a Palavra de Deus, com a comunidade de fé, a Igreja; e a iniciação à vida cristã não pode deixar de colocar o fiel diante das implicações morais decorrentes do seguimento de Jesus e da pertença à Igreja”.

Segundo Dom Odilo Scherer, esta iniciação “também leva o fiel a ‘aprender’ o jeito próprio da vivência cristã, a mística cristã”.

“Assim, durante a vida inteira, o cristão está ‘na escola do Evangelho’ e vai aprendendo a ser fiel a Jesus, seguindo-o no caminho dele; mesmo no extremo da vida, diante da morte, pois também há um jeito cristão de ficar doente e de morrer…”

“Em tudo isso, é bom ter presente que não se trata de um aprendizado meramente intelectual, embora esse aspecto também faça parte do processo, pois a fé também precisa ser conhecida com a inteligência. Mais que isso, porém, é um aprender existencial”, assinala o arcebispo.

Dom Odilo explica ainda que a vivência cristã “se expressa numa relação filial e familiar com Deus, nosso Pai; a iniciação à vida cristã será boa, se ajudar os fiéis a viverem como bons filhos e filhas de Deus”.

Outra “bela maneira de compreender a vida cristã” é a “amizade” com Cristo, já que a vida cristã “é expressão de um relacionamento familiar e íntimo com Deus e com Jesus Cristo, mediante o dom do Espírito Santo de Deus”.

“A formação do cristão adulto na fé é missão e trabalho nosso, e da Igreja: quem já é discípulo de Cristo, ajuda outros a serem discípulos também”, destaca o arcebispo.

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* “Pergunte aos espíritos”,pelo Twitter.Como é?.

quinta-feira, outubro 29th, 2009

Twitter pregunta: ¿ hay alguien (famoso) ahí ?

Texto em espanhol.

Los usuarios de Twitter están siendo invitados ( convidados) a hacer preguntas a los espíritus de famosos que se hayan ido de este mundo, como Michael Jackson y William Shakespeare, como parte de la primera sesión de espiritismo de la red social.

Twitter pregunta: ¿hay alguien (famoso) ahí?
Los usuarios de Twitter están siendo invitados a hacer preguntas a los espíritus de famosos que se hayan ido de este mundo, como Michael Jackson y William Shakespeare, como parte de la primera sesión de espiritismo de la red social.

Una médium intentará después contactar con las estrellas -que fueron elegidas junto al actor River Phoenix y al cantante de Nirvana Kurt Cobain a partir de candidaturas enviadas por el público- en la sesión que será celebrada el viernes, el día antes de Halloween.

Otras figuras destacadas que fueron nominadas por los usuarios de Twitter fueron John Lennon, Marilyn Monroe, Abraham Lincoln y Houdini.

Los usuarios de Twitter podrán seguir la sesión en directo en el sitio de microblogs, que la médium Jayne Wallace usará para transmitir cualquier respuesta que reciba de los espíritus.

Fonte : Reuters

***

“  E v a n g e l i z a ç ã o ” !

Nossa omissão na evangelização gera um “vazio” na busca da verdade!

Qual será a próxima “novidade” ?

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* Você sabe quantos “nobéis” a Igreja tem?

quinta-feira, outubro 29th, 2009

O Vaticano tem 24 premios nobel trabalhando em prol da ciência,Eles fazem parte da Pontificia Academia de Ciências do Vaticano.

Desta mesma academia também fizeram parte

Galileu

e   Stephen Hawking


Eis os 24 cientistas da Pontifícia Academia:

1. ARBER Werner (Nobel in Physiology or Medicine, 1978)

2. BALTIMORE David (Nobel in Physiology or Medicine, 1975)

3. BECKER Gary S. (Nobel Prize in Economics, 1992)

4. BLOBEL Günter (Nobel Prize in Physiology or Medicine, 1999)

5. CIECHANOVER Aaron J.(Nobel in Chemistry, 2004)

6. COHEN TANNOUDJI Claude (Nobel in Physics, 1997)

7. CRUTZEN Paul J. (Nobel in Chemistry, 1995)

8. De DUVE Christian (Nobel in Physiology or Medicine, 1974)

9. EIGEN Manfred (Nobel in Chemistry, 1967)

10. HÄNSCH Theodor (Nobel in Physics, 2005)

11. KHORANA Har Gobind (Nobel in Physiology or Medicine, 1968)

12. Von KLITZING Klaus (Nobel in Physics, 1985)

13. LEVI MONTALCINI Rita (Nobel in Physiology or Medicine, 1986)

14. MOLINA Mario J. (Nobel in Chemistry, 1995)

15. MÖSSBAUER Rudolf L. (Nobel in Physics, 1961)

16. MURRAY Joseph E. (Nobel in Physiology or Medicine, 1990)

17. NIRENBERG Marshall W. (Nobel in Physiology or Medicine, 1968)

18. NOYORI Ryoji (Nobel in Chemistry, 2001)

19. PHILLIPS William D.(Nobel in Physics, 1997)

20. POLANYI John C. (Nobel in Chemistry, 1986)

21. RUBBIA Carlo (Nobel in Physics, 1984)

22. TOWNES Charles H.(Nobel in Physics, 1964)

23. YANG Chen Ning (Nobel in Physics, 1957)

24. ZEWAIL Ahmed H. (Nobel in Chemistry, 1999)

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* Os ateus vivem mal com seu “nada” e por isso agridem a fé?

quinta-feira, outubro 29th, 2009

Na apresentação do seu último livro, José Saramago declarou que a Bíblia era um “manual de maus costumes” e um “catálogo de crueldades”, e que Deus não era “de fiar”, por ser “vingativo, rancoroso e má pessoa”.

Nos dias seguintes, católicos e não só acusaram-no de provocação gratuita e de ignorância, por estar a fazer uma leitura literal do texto bíblico.

De facto, a Sagrada Escritura não pode ser lida como uma narrativa textual e objectiva, e muito menos o pode ser, sob pena de anacronismo, com os nossos olhos de hoje. A Bíblia está repleta de alegorias, metáforas, simbolismos, mitos, lendas e profecias, requerendo uma exegese que saiba extrair, de cada história ali contida, o seu significado moral. No episódio de Caim e Abel, o excerto do «Génesis» que inspirou o livro de Saramago, o texto expõe o leitor a uma morte, idêntica a outras, sacrificiais, presentes no Antigo Testamento; mas a interpretação supra-literal deve remeter-nos para a escolha humana entre o Bem e o Mal e, portanto, para a condenação da violência.

A meu ver, contudo, o cerne da polémica não é este. Saramago sabe perfeitamente, porque é escritor e criador de imagens, que não faz sentido, do ponto de vista discursivo, depreciar a Bíblia como ele o fez – ou então estaríamos condenados a censurar grande parte da literatura profana ocidental. Sabe também (e tem dificuldade em admiti-lo) que, além das histórias de violência e opressão, a Bíblia fala sobretudo das vítimas, dos pobres e marginalizados, para lhes oferecer consolo e esperança – muito antes de Karl Marx ter reparado neles. Sabe, finalmente, que o que disse, em si mesmo, é de um simplismo confrangedor: achar que porque Caim matou Abel toda a Bíblia está cheia de crueldades é tão superficial e redutor como afirmar que porque Stalin matou milhões todos os comunistas são potenciais assassinos!

O problema de Saramago não é com a Bíblia – é com a simples existência da religião. Desde que Robespierre decidiu descristianizar o mundo, os “iluminados” da modernidade e os órfãos dos “deuses” menores, terrenos e bem violentos, não convivem bem com a crença alheia. O racionalismo cientista e materialista não concebe que haja seres humanos que acreditam no que a ciência não comprova existir.

José Saramago revelou, no fundo, incomodo, sectarismo e intolerância em relação ao fenómeno religioso.

Ninguém lhe contesta o direito de escrever e muito menos o de ser ateu; nem se lhe pede que aceite ou compreenda a Fé dos outros. Pede-se, apenas, com a autoridade e a responsabilidade públicas de ser Prémio Nobel como ele é, que a respeite, porque é essa a medida da tolerância e da civilização.

A atitude de Saramago é um sinal dos tempos: os cristãos vivem bem com a sua crença; são os ateus é que parecem (con) viver mal com a religião. Deve ser por isso que, não acreditando em Deus, Saramago não cessa de falar d’ Ele. Ora, havendo espaço para a crença e para o ateísmo, cada um deve escolher o seu caminho, sem revelar a alma intranquila de quem, invocando o direito à diferença, afinal insulta o diferente como bárbaro e vicioso.

José Miguel Sardica
Professor da Universidade Católica Portuguesa

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* Itália rejeita “orientação sexual” em projeto de lei anti-preconceito

quarta-feira, outubro 28th, 2009

O Parlamento italiano rejeitou uma tentativa de grupos homossexuais estabelecerem a “orientação sexual” como uma categoria privilegiada nas leis anti-preconceito. A medida foi derrotada por um voto de 285 contra 222.

Os oponentes haviam argumentado que a mudança no código penal teria produzido desigualdades, aliás, discriminações reversas.

O político Rocco Buttiglione disse que os homossexuais estão protegidos sob a lei do mesmo jeito que todos os outros cidadãos e disse que a derrota do projeto de lei é uma vitória para “o princípio da igualdade de todos os cidadãos — um princípio consagrado em nossa constituição”.

Isabella Bertolini, legisladora e membro do partido do governo de Silvio Berlusconi que havia se oposto á morte de Eluana Englaro por ordem de um tribunal no ano passado, disse que a tentativa de se instituir uma “inerente orientação sexual” no código penal é “claramente inconstitucional” e “provavelmente provocará graves problemas e graves discriminações”.

O conceito, disse ela, é “fruto das idéias relativistas” que estão crescendo na Itália e “produziria uma diferença substancial no tratamento de homossexuais e transexuais diante da lei”. O projeto de lei teria criado uma situação legal em que um ato de violência seria considerado mais grave se a vítima fosse homossexual. “Isso é incompreensível”, disse Bertolini.

Bertolini avisou, com base na experiência de outros países com semelhantes leis de “orientação sexual”, que se aprovada na Itália, tal lei traria como resultado restrições à liberdade de expressão.

Logo que a expressão orientação sexual for introduzida nos artigos anti-preconceito da lei, ela disse, “Não seria possível as pessoas exercerem o direito de expressar suas opiniões ou críticas” acerca da atividade homossexual, um assunto sério num país predominantemente católico. Além disso, ela alertou que o projeto de lei teria sido “usado como porta de entrada para revolucionar o conceito de casamento, família, adoção e enlouquecer os valores fundamentais que sustentam nossa sociedade”.

A derrota do projeto foi criticada na Organização das Nações Unidas, onde a alta comissária da ONU para os direitos humanos chamou a derrota de “um retrocesso para os direitos humanos”.

“Os gays e as lésbicas merecem plena proteção sob a lei”, disse Navi Pillay, que acrescentou que os governos deveriam fazer leis adicionais especificamente protegendo os homossexuais.

A ministra italiana do bem-estar social, Mariastella Carfagna, disse que farão uma nova lei anti-preconceito que exigirá penas mais pesadas para todos os crimes motivados por “discriminação”, incluindo a categoria de “orientação sexual”.

Atualmente, há na Itália leis anti-preconceito que incluem as categorias de raça, etnia, nacionalidade e religião. A inclusão de “orientação sexual” no código existente tem sido uma meta importante dos grupos homossexuais de pressão política por alguns anos.

Fonte : Pro-Familia

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*Entevista esclarecedora sobre possível comunhão Anglicana com Igreja Católica.

quarta-feira, outubro 28th, 2009
Entrevista com Mons. Stetson, especialista no diálogo com a Comunhão Anglicana Tradicional

Na semana passada, Bento XVI surpreendeu o mundo com a notícia que permitirá que grupos anglicanos que desejam entrar em plena comunhão com a Igreja Católica o façam através de ordinariados pessoais, preservando ao mesmo tempo elementos da tradição espiritual e litúrgica anglicana.

A provisão de ordinariados é a resposta do Vaticano aos anglicanos que expressaram o desejo de converter-se em católicos. Estima-se que cerca de 25 bispos anglicanos tenham feito uma petição similar.

Até agora, existia uma provisão pastoral, emanada por João Paulo II em 1980, mas que só contemplava os casos individuais de sacerdotes episcopalianos que desejavam abraçar o catolicismo.

Para entender como funcionam os ordinariados pessoais e a importância desta iniciativa, Zenit entrevistou Mons. William Stetson, sacerdote do Opus Dei e secretário delegado eclesiástico da Congregação para a Doutrina da Fé para a Provisão Pastoral de ex-sacerdotes episcopalianos (termo utilizado para designar os membros da Comunhão Anglicana nos Estados Unidos e na Escócia).

Stetson trabalha em um Escritório de Provisão Pastoral na paróquia de Nossa Senhora de Walsingham, uma congregação de tradição anglicana na arquidiocese de Galveston-Houston.

-O que é um ordinariado pessoal? Existe em algum outro lugar na Igreja?

Monsenhor Stetson: Um ordinariado é uma estrutura jurisdicional composta por um prelado com jurisdição ordinária, seu próprio clero incardinado que o assiste em seu trabalho pastoral e os fiéis leigos, por quem vela.

Existe um ordinariado militar em muitos países, que tem a responsabilidade do cuidado pastoral daqueles que servem nos exércitos e de suas famílias. Nos Estados Unidos, ele se chama Arquidiocese para os Serviços Militares (Archdiocese for the Military Services). Que eu saiba, não existem outros ordinariados.

-Qual é a diferença fundamental entre a provisão pastoral de 1980 e a nova constituição apostólica?

Monsenhor Stetson: A provisão pastoral não tinha conteúdo canônico e não contemplava o exercício do poder de governo. A nova constituição apostólica estabelecerá normas canônicas no mais alto nível, para prover a criação de novas estruturas canônicas, chamadas “ordinariados”, em nações individuais. Em conformidade com as normas gerais, cada ordinariado terá o poder de governo (jurisdição) sobre um determinado tipo de pessoas e assuntos.

-O que acontecerá com as paróquias católicas de tradição anglicana (Anglican Use parishes) que estiveram funcionando durante anos?

Monsenhor Stetson: Até este momento, as chamadas paróquias de tradição anglicana nos Estados Unidos são paróquias da diocese onde estão presentes, que mantêm elementos da tradição anglicana, especialmente a liturgia.

Não há relação canônica entre elas ou com o delegado eclesiástico da provisão pastoral.

Presumivelmente, se for estabelecido um ordinariado nos Estados Unidos, as paróquias passariam a ser jurisdição do novo ordinariado e ficariam sob a jurisdição do prelado do ordinariado.

As futuras paróquias e comunidades de culto poderiam ser estabelecidas pelo ordinário do ordinariado a pedido de grupos de fiéis anglicanos com um sacerdote, após a consulta ao bispo do lugar em que se encontram.

-Qual é o motivo de estabelecer estes ordinariados pessoais? Por que a provisão pastoral não era suficiente?

Monsenhor Stetson: A provisão pastoral é um mero processo administrativo para preparar os antigos sacerdotes episcopalianos casados para serem ordenados como sacerdotes católicos, a pedido dos bispos diocesanos. O novo ordinariado proverá uma estrutura canônica similar a uma diocese, para o cuidado pastoral dos fiéis leigos que procedem da igreja episcopaliana.

-Esta estrutura canônica parece responder diretamente a uma petição realizada há dois anos pela Comunhão Anglicana Tradicional, que tem cerca de 400 mil membros no mundo inteiro. Você acha que muitos desses membros entrarão em comunhão com a Igreja Católica através do ordinariado pessoal?

Monsenhor Stetson: A Comunhão Anglicana Tradicional é, na verdade, uma confederação de autodenominadas dioceses presentes em muitos países; está formada por sacerdotes, fiéis leigos e bispos. A Comunhão Anglicana Tradicional, como tal, nunca fez parte da Comunhão Anglicana sob a autoridade do arcebispo da Cantuária.

O que vai acontecer com as dioceses nos países concretos dependerá das decisões tomadas pela hierarquia católica nos respectivos países, com a Congregação para a Doutrina da Fé. Seu número maior está na África e na Ásia.

-Como será o processo para os anglicanos, especialmente sacerdotes e bispos, que entrarem na Igreja através do ordinariado?

Monsenhor Stetson: A constituição apostólica que permitirá a criação de ordinariados em cada país ainda não foi apresentada. Por esta razão, não conhecemos a natureza do processo. Eu anteciparia que será similar ao usado nos últimos 27 anos pela provisão pastoral aqui nos Estados Unidos, e sua homóloga na Inglaterra.

-O anúncio vaticano contempla a possibilidade de que um ordinariado católico tenha seminaristas, que se preparariam junto com os seminaristas católicos, “ainda que o ordinariado estabeleceria uma casa de formação dirigida às necessidades particulares de formação no patrimônio anglicano”. Isso incluiria a possibilidade de matrimônio para estes seminaristas anglicanos?

Monsenhor Stetson: Os pontos específicos desta questão ainda não foram revelados. Ao menos suponho que os seminaristas teriam de estar casados e estudar em um seminário anglicano no momento que trataram de entrar em plena comunhão, e logo continuar estudando para o sacerdócio em um seminário católico. Eles teriam de receber a dispensa da norma do celibato, estudando a Santa Sé caso por caso. Os futuros seminaristas teriam de ser celibatários.

-Que outras tradições os anglicanos manteriam ao entrar na Igreja Católica pela via do ordinariado pessoal?

Monsenhor Stetson: As paróquias pequenas, que permitem uma maior coesão. Uma rica tradição de expressão litúrgica (linguagem, música, vestimentas, espaço) em inglês, que data do século XVI. Isso também incluiria uma grande tradição da utilização da Sagrada Escritura na pregação, o amor pelos Padres da Igreja e uma expressão teológica além da escolástica católica romana.

-Por que o Vaticano pode oferecer esta concessão apenas aos anglicanos, e não aos luteranos, presbiterianos etc., que quiserem entrar na Igreja?

Monsenhor Stetson: Os anglicanos desfrutaram sempre de um lugar especial na atitude católica para com a ruptura da unidade dos cristãos no Ocidente depois do século XVI. A Igreja da Inglaterra tentou manter muitos elementos da Igreja Católica e, ao mesmo tempo, ser protestante. A Igreja da Inglaterra manteve uma maior unidade dentro de si mesma e, portanto, poder-se-ia tratar como uma entidade única nas conversações com Roma.

-Falou-se que esta medida afetará negativamente o diálogo anglicano-católico, quer dizer, o Conselho Internacional Anglicano-Católico (ARCIC). É certo?

Monsenhor Stetson: Aparentemente não, de acordo com as manifestações das autoridades católicas e anglicanas na Inglaterra e em outros países que estão implicados no diálogo ecumênico. Só o tempo dirá.

-Por que é uma boa notícia para os anglicanos que buscam a plena comunhão com a Igreja Católica?

Monsenhor Stetson: Os anglicanos que entrarem na comunhão plena encontrarão um lar espiritual familiar na Igreja Católica através das paróquias que o prelado do ordinariado será capaz de estabelecer com os sacerdotes e o pessoal especialmente preparado, que também virá da tradição anglicana.

Fonte: Zenit

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* Fanáticos religiosos atacam sites de Fanáticos ateus

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Ateus australianos sofreram ataques em dois de seus principais sites, o Atheist Foundation of Australia (AFA) e o Global Atheist Convention, que ficaram fora do ar devido a um imenso tráfego gerado ao final da tarde de terça-feira.

Os ataques podem estar relacionados ao evento Global Atheist ConventionThe God Delusion e a escritora de comédias australiana Catherine Deveny. (Convenção Global de Ateus, em português), que está programado para acontecer em Melbourne, em março do ano que vem. Entre os palestrantes, estão o inglês Richard Dawkins, autor do livro

Cerca de mil ingressos para a convenção já haviam sido vendidos pelo site, que é gerenciado pela AFA. A fundação divulga o evento como o maior encontro de ateus da história da Austrália, mas as vendas acabaram suspensas devido ao ciberataque.

O site The Inquirer explica que, na Austrália, os religiosos conservadores têm voz política poderosa, apesar de serem em número reduzido. Ao que parece, além da força, eles também contam com a sorte, pois a empresa que hospedava os websites desligou-os após os ataques, forçando os ateus a procurarem novos servidores.

O site do jornal australiano The Sydney Morning Herald traz uma declaração de David Nicholls, presidente da AFA, onde ele explica que ainda não está claro se os ataques foram motivados pela religião ou vieram de grupos cristão conservadores, irritados com as tentativas da fundação de criar uma sociedade menos dependente da religião.

Entretanto, o fato de dois sites distintos, relacionados ao ateísmo, terem ficado fora do ar, sugere que eles realmente foram alvos de um ataque premeditado.

***

Coisa de fanáticos mesmo.Não é justo, nem democrático nem cristão,se utilizar de qualquer forma de violência para “defender” a verdade.

Esse é o perigo do fanatismo,sacrifica-se a liberdade em nome de percepções religiosas subjetivas,retirando das pessoas o direito que elas tem de crerem ou não.

A fé não se impõem!

Mesmo não concordando com os ateus eles tem o direito legal de se expressarem dentro das normas que regem as sociedades livres.

Assim como nós, cristãos!

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* A ameaça da pornografia para as crianças

quarta-feira, outubro 28th, 2009

Proteger as crianças da exploração sexual é hoje prioridade para muitos governos e organizações privadas. Apesar disso, um recente informe denuncia que não se está fazendo o suficiente para tratar a ameaça que a pornografia dos adultos representa para as crianças.

“Morality in Media”, uma organização sem fins lucrativos com sede em Nova York, publicou em setembro um estudo intitulado: “How Adult Pornography Contributes To Sexual Exploitation of Children” (Como a pornografia adulta contribui para a exploração sexual das crianças).

Ali se sustenta que os organismos dos governos e as organizações privadas estão ignorando as consequências do que qualificam de “exploração” da pornografia adulta na internet e em outros lugares.

A pornografia adulta é uma ameaça para as crianças de diferentes formas, afirma o informe:

–Os delinquentes utilizam pornografia adulta para preparar suas vítimas.

–Para muitos delinquentes, há uma progressão desde ver pornografia adulta até ver pornografia infantil.

–Os homens atuam com as crianças prostituídas como como veem na pornografia adulta, e os aliciadores usam pornografia adulta para instruir as crianças prostituídas.

–As crianças imitam com outras crianças o comportamento que veem na pornografia adulta.

–O vício à pornografia de adultos destrói casamentos, e os filhos nos lares com um só progenitor correm mais risco de sofrer exploração sexual.

Preparação

O autor do informe, Robert Peters, presidente de “Morality in Media”, explica que há duas décadas, em sua pesquisa sobre casos judiciais, esbarrou com múltiplos exemplos de situações que implicam exploração sexual de crianças em que o acusado adulto havia mostrado ou dado pornografia de adultos à vítima menor como parte do processo de preparação.

Muitos debates têm-se centrado no tema de se a pornografia de adultos causa crimes sexuais, observa. Ainda que este assunto da causa direta ainda esteja em debate, Peters comenta que, segundo sua experiência, a utilização de pornografia de adultos por parte de depravadores para despertar e desensibilizar suas vítimas menores é de verdade uma forma como a pornografia de adultos contribui para causar dano.

Isso é mais que uma simples opinião pessoal. Um dos apêndices do informe contém mais de 100 páginas de recortes de notícias e casos judiciais que fazem referência a como os delinquentes mostraram ou deram pornografia a uma criança ou a forçaram a olhá-la.

O informe continua explicando que as pessoas que são viciadas em pornografia requerem classes mais explícitas e anômalas de material sexual conforme avança o tempo, de forma parecida a quem sofre de vício de drogas. Assim, com o tempo, há uma necessidade crescente de mais estímulo para alcançar o mesmo efeito inicial.

Peters também observa que há uma tendência cada vez maior a reproduzir sexualmente os comportamentos vistos na pornografia. Desta forma, os consumidores de pornografia não são meros consumidores passivos, mas tendem a levar à prática os comportamentos que veem.

Ameaça da mídia

Quanto às crianças, o informe explica que se uma criança entrasse em uma livraria adulta, ser-lhe-ia solicitado que saísse, posto que vai contra a lei de vender pornografia às crianças no mundo real.

Pelo contrário, se essa mesma criança está a ponto de entrar na maioria das páginas web comerciais que distribuem pornografia adulta, é possível que veja pornografia adulta gratuitamente e sem restrições. Supostamente, quando se trata de internet, os tribunais pensam que a utilização por parte dos pais de filtros é uma solução adequada para o problema, comenta o informe.

Os pais têm um papel primordial na hora de proteger as crianças do conteúdo danoso da internet, admite Peters. No entanto, a maioria das crianças pode ter acesso à internet fora de casa ou por meio de dispositivos móveis. Tudo que se necessita é que uma criança em um grupo de amigos tenha acesso sem restrições à internet para que todos tenham acesso, destaca o informe.

Peters também afirmava que em seus muitos anos de experiência um número significativo de aliciadores utiliza a pornografia não apenas para despertar e instruir suas vítimas, mas também para exercitar a si mesmos.

Uma das conclusões do informe é o pedido de que as Igrejas e outras instituições religiosas façam mais frente ao problema da pornografia de adultos.

Também os meios de comunicação e de entretenimento poderiam ajudar a apresentar a produção e o consumo de pornografia adulta como um problema real, em vez de uma questão sem nenhuma significação moral ou social.

Vida familiar

A observação do informe de que a pornografia fere a vida familiar e as crianças não é uma opinião ilhada. Da Austrália, o Sydney Morning Herald, em um artigo de 5 de março, falava do cenário de um marido viciado no pornô. O “catastrófico desajuste emocional que sofre” por este vício é um fato comum.

No ano passado, o telefone da assessoria Mensline Australia teve crescimento de 34% no volume de chamadas de homens que sentiam que a pornografia era um problema em sua relação, comentava o artigo.

A possibilidade de aceder à pornografia através de computadores e telefones tirou, por assim dizer, a barreira de entrada, quer dizer, a vergonha de visitar um sex shop para comprar uma revista ou um vídeo.

O artigo observava que também é um problema grave para as mulheres. “Há uma boa proporção de mulheres que vê o uso do pornô por seu parceiro como uma infidelidade”, afirmava o sociólogo Michael Flood. “Inclusive quando ele é honesto sobre isso, algumas mulheres consideram o uso do pornô como uma espécie de adultério”.

O nexo entre a multimilionária indústria do pornô e o apetite sexual converteu-se em algo como a relação entre as refeições extragrandes e a obesidade, sustentava a feminista Naomi Wolf em um artigo publicado a 4 de abril no Times.

“A onipresença das imagens sexuais não libera o poder de Eros, mas o diluem”, afirmava.

Um artigo publicado no jornal canadense Ottawa Citizen a 29 de maio dava mais evidências sobre as implicações disso para as crianças. Richard Poulin, professor de sociologia na Universidade de Ottawa, participou de uma conferência em Montreal intitulada: “Jovens, mídia e sexualidade”.

Ele observava que as agressões sexuais são cometidas agora por jovens. Ademais, uma pesquisa realizada entre estudantes da Universidade de Ottawa manifestou que a média de idade em que viram pela primeira vez pornografia era de 13 anos. Entre aqueles cujos pais tinham a pornografia em casa, a idade era menor, entre 10 e 11 anos.

Poulin também citava uma pesquisa que mostrava que um em cada cinco homens entre 22 e 23 anos admitia sentir-se atraído por meninas de 13 anos. “Esta não é uma tendência trivial”, indicava.

Ambiente sadio

Bento XVI abordava o tema da pornografia em seu discurso de 16 de abril de 2008 aos bispos norte-americanos, durante a visita aos EUA.

“As crianças têm direito a crescer com uma sadia compreensão da sexualidade e de seu justo papel nas relações humanas”, recomendava. “A elas se deveriam evitar as manifestações degradantes e a vulgar manipulação da sexualidade hoje tão preponderantes”.

As crianças têm o direito de ser educadas nos autênticos valores morais baseados na dignidade da pessoa humana, continuava o pontífice.

“Que significa falar da proteção das crianças quando em tantas casas se pode ver hoje pornografia e violência através dos meios de comunicação amplamente disponíveis?”, perguntava.

Ao tratar este problema, o Papa falava da necessidade urgente de determinar os valores que guiam a sociedade de hoje. Se de verdade quisermos cuidar dos jovens, todos temos de reconhecer nossa responsabilidade de promover e viver os valores morais autênticos, que permitam prosperar a todos, concluía.

Uma recordação oportuna do perigo de fechar os olhos ante um problema que se ignora com muita frequência.

Por padre John Flynn, L.C.

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* Perito esclarece:Porta aberta aos anglicanos não é para ex-sacerdotes católicos casados

terça-feira, outubro 27th, 2009
P. George Rutler

Um prestigioso teólogo católico americano converso do anglicanismo, explicou que o anúncio da Santa Sé sobre a criação do Ordinariatos Pessoais para acolher aos paroquianos e clérigos anglicanos, não é uma porta aberta para os ex-sacerdotes católicos que abandonaram a Igreja nem tampouco permite que os sacerdotes em funções contraiam Matrimônio.

O Padre George Rutler, que durante nove anos foi sacerdote episcopaliano –membro da comunhão anglicana-, converteu-se ao catolicismo e foi ordenado sacerdote católico. Ele escreveu mais de 14 livros de teologia, tem um programa televisivo no canal católico EWTN e é pároco em Nova Iorque.

Em declarações à agência Catholic News Agency, que integra o Grupo ACI, o perito lamentou que a imprensa “desinformada e sempre sensacionalista em temas de religião”, concentre-se na admissão de sacerdotes anglicanos casados no seio da Igreja.

Para exercer o ministério sacerdotal na Igreja Católica, “estes sacerdotes anglicanos casados deverão ser ordenados completa e validamente por um bispo católico. Seguindo o costume ortodoxo, eles puderam casar-se somente antes da ordenação anglicana e não depois. E nenhum homem casado se converterá em bispo”, explicou o Padre Rutler esclarecendo que a Igreja não está abrindo uma porta a aqueles ex-sacerdotes católicos que abandonaram a Igreja e contraíram matrimônio.

Além disso, assinalou que “os  bispos anglicanos que se unam aos ‘ordinariatos’ (católicos) já não serão reconhecidos como bispos. Por uma concessão especial, os bispos anglicanos terão certo direito de autoridade pastoral, mas não serão bispos”.

Segundo o sacerdote, com esta cobertura jornalística se perde de vista “o ponto mais importante”: “O anúncio da Santa Sé reitera a insistência da Igreja Católica em que as sagradas ordens anglicanas são inválidas, e em conseqüência também sua eucaristia”.

Para o Padre Rutler, será necessário ver quantos anglicanos (episcopalianos nos Estados Unidos) serão recebidos na Igreja Católica sob estas condições, mas o anúncio confirma “a rápida desintegração do anglicanismo ao menos no Ocidente e desafia radicalmente os anglicanos em outras partes do mundo”.

O perito considerou que os pedidos massivos de ingresso na Igreja Católica, são “uma bofetada ao anglicanismo liberal e um repúdio total da ordenação de mulheres, o matrimônio homossexual e o descuido geral da doutrina no anglicanismo. De fato, trata-se de um rechaço definitivo do anglicanismo”.

“Basicamente, o anglicanismo se interpreta como um patrimônio espiritual apoiado na tradição étnica em lugar da doutrina substancial e deixa em claro que não é uma igreja histórica, mas sim uma comunidade eclesiástica, que se desviou e agora é convidada a retornar à comunhão com o Papa como Sucessor do Pedro”, indicou.

Também destacou o cuidado do anúncio no Vaticano, realizado em simultâneo com uma conferência de imprensa do Arcebispo católico de Westminster e o Arcebispo anglicano de Canterbury em que disseram que a próxima constituição reconhece o patrimônio espiritual do anglicanismo e que o diálogo ecumênico segue adiante.

Fonte : ACI

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* Igreja Católica no Brasil pede apoio à instalação da CPI do aborto

terça-feira, outubro 27th, 2009

Representantes católicos de São Paulo elevaram uma moção de apoio aos deputados federais Luís Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso (PT/AC), condenados pela comissão de Ética do seu partido por assumirem a defesa da vida.

O texto apóia também a instalação da (CPI) do Aborto. A ocasião foi a 31ª. Assembléia das Igrejas Particulares da Regional Sul 1 da CNBB concluída no último 18 de outubro.

Se instalada, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) descobriria facilmente não apenas que há um projeto internacional interessado em promover o aborto no Brasil mas que, mais ainda, a partir do  momento em que chegou ao poder, a cúpula do Partido dos Trabalhadores, contrariando suas próprias bases eleitorais e os interesses que afirma representar, quis transformar-se no principal aliado deste projeto que pretende negar a personalidade jurídica antes do nascimento, remover completamente todos os tipos de aborto do Código Penal, reconhecer o aborto como um novo direito humano e
tornar a prática totalmente livre em qualquer momento da gestação.

Devido às suas atividades em defesa da vida, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, em julgamento ocorrido no dia 17 de setembro de 2009, condenou por unanimidade os Deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, à suspensão de suas atividades legislativas, acusados de haverem violado gravemente o Código de Ética Partidária por haverem militado contra a descriminalização do aborto.

Abaixo divulgamos o texto da moção, tomado da página da Regional Sul 1:

“Na 31ª. Assembléia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 da CNBB, nós, povo de Deus reunido de 16 a 18 de outubro de 2009, em Itaici, Indaiatuba-SP, vimos a público manifestar nossa indignação diante do sucedido com os deputados federais, Luís Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso (PT/AC), que foram processados, julgados e condenados pela Comissão de Ética de seu partido, à pena de suspensão de suas atividades parlamentares; retirados da Comissão de Seguridade Social eFamilia da Câmara dos Deputados e ainda instados a retirarem todas as suas iniciativas legislativas que defendam e promovam a vida humana.

Os deputados foram punidos por assumirem a defesa do direito humano primário: o direito à vida do inocente indefeso, desde a concepção. O proceder do Partido dos Trabalhadores (PT), assim como de qualquer outro partido que se comporte da mesma forma, demonstra intolerância e desrespeito à liberdade de consciência garantida pela Constituição Federal, provocando um retrocesso na construção do estado democrático, além de violar o direito fundamental à vida, desde a concepção, garantido pela Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) homologada pelo nosso Congresso Nacional, em 1992, e contrariando frontalmente a mensagem central do Evangelho : “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), pois “Tu me teceste no seio materno” (Sl 139,13).

Manifestamos nossa solidariedade e apoio aos deputados pelo testemunho exemplar de cidadania e de profunda consciência humana e cristã, bem como apoiamos a instalação na Câmara dos Deputados, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Aborto, para investigar a prática do aborto clandestino, sustentada pelo financiamento e interesses estrangeiros, que querem impor ao Brasil e à América Latina a política perversa do controle populacional.
“Se quisermos sustentar um fundamento sólido e inviolável para os direitos humanos, é indispensável reconhecer que a vida humana deve ser defendida sempre, desde o momento da fecundação” (DA 467)”

Fonte : ACI

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terça-feira, outubro 27th, 2009

Objeção de consciência dos farmacêuticos: problema aberto

Debate no congresso de farmacêuticos católicos italianos

***

Os farmacêuticos deverão ter garantida a objeção de consciência com respeito a um produto como a chamada “Pílula do dia seguinte” (PDS).

O tema foi debatido na casa “Bonus Pastor” de Roma, durante o congresso “A objeção de consciência dos farmacêuticos. Entre o direito e o dever”, organizado pela União Católica de Farmacêuticos Italianos (UCFI).

Após o discurso inaugural do secretário geral da Conferência Episcopal Italiana, Dom Mariano Crociata, intervieram estudiosos, juristas e representantes do setor farmacêutico, todos apoiaram a objeção de consciência.

A objeção é um direito garantido na Constituição Italiana, cujo artigo 2 tutela “os direitos fundamentais do homem”, e portanto também o direito à vida, destacou o presidente emérito do Tribunal Constitucional, Antonio Baldassare.

É necessário, contudo, “uma intervenção do legislador ordinário que seja adequada à Constituição”, disse.

Baldassare enunciou os argumentos lançados contra o direito à objeção: “Em primeiro lugar, afirma-se que oferecer a pílula do dia seguinte constitui um dever que os farmacêuticos não podem eludir; essa afirmação é inconsistente porque a objeção se aplica propriamente contra um dever”.

“Afirma-se, também – prosseguiu – que o farmacêutico não pode conhecer o destino do uso do produto que vende. Também esta argumentação é falaz, desde o momento em que a pílula do dia seguinte foi lançada ao mercado com uma só finalidade”: que uma possível gravidez não siga adiante.

“A OMS afirmou que o início da gestação se produz no momento da implantação do embrião no útero. Trata-se, contudo, de um formalismo exagerado que, por outro lado, não tem em conta que a vida (como afirma a lei 40) começa no momento da concepção”, concluiu Baldassare.

Giacomo Rocchi, juiz de instrução do Tribunal de Florença, destacou em primeiro lugar a situação paradoxal de uma objeção de consciência negada aos farmacêuticos mas garantida “aos estudantes vegetarianos das escolas de hotelaria, que podem se negar a seguir as aulas que explicam como preparar um assado”.

Segundo o juiz Rocchi, o direito à objeção de consciência estaria já tutelado pela mesma lei 194, que cita “pessoal da saúde”, que compreende, portanto, também os farmacêuticos.

“O TAR [Tribunal Administrativo Regional Italiano], em uma sentença de 2001, afirmou que não é possível estabelecer com certeza o início da vida humana; contudo, essa dúvida poderá ser aplicada também aos enfermos de Alzheimer ou terminais”, concluiu o magistrado.

O professor de Bioética e Filosofia do Direito no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum e na Universidade Europeia de Roma, Mario Palmaro, ofereceu uma reflexão ético-filosófica.

“A objeção de consciência tem raízes muito distantes no tempo; poderíamos dizer que o primeiro objetor de consciência foi Sócrates, que afirmou: o pior mal é matar um homem inocente”, disse Palmaro.

Por outro lado, o direito à objeção não tem nada a ver com uma ética relativista na qual triunfa a lógica do “segundo eu”.

“O objetor não é um ‘subersivo’, nem as ações que realiza vão contra a ordem constituída – afirmou. No caso do aborto, o médico ou o farmacêutico se movem entre o sentido profundo de sua profissão e seus próprios princípios.

“Não são eles, portanto, os que constituem a exceção, mas o legislador que realizou uma anomalia, ou uma norma injusta”, acrescentou.

“O aspecto mais importante da rejeição a vender a pílula abortiva se encontra na explicação das razões dessa negativa”, observou Palmaro, auspiciando que os farmacêuticos objetores elaborem um decálogo comum para explicar os motivos de sua decisão.

No encerramento do congresso, o presidente da UCFI, Piero Uroda, recordou que a batalha pela objeção de consciência é antes de tudo uma questão ética, civil e cultural.

“Nós, farmacêuticos, temos adiante um desafio e teremos que ser testemunhas autênticas para superá-lo”.

***

Impressiona-me a consciência dos profissionais da área na Itália.

E aqui, em terras tupiniquins? reações ou conformações?

E aí ???


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Comentários
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  • •CARÍSSIMA MONALISA, As crianças dos abrigos seriam "penalizadas" pela segunda vez ao não terem direito a um pai e a uma mãe. Caso pudessem escolher, sem dúvida...
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  • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
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  • •Obrigada pela presteza,Carmadélio.Para quem entende de ciências é sempre bom analisar as pesquisas em si e o modo como os dados foram obtidos e estatisticamente tratados.Talvez...
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