Por Arquivo novembro, 2009

*”Sim” Suíço à proibição dos minaretes ataca liberdade religiosa.

segunda-feira, novembro 30th, 2009
Centenas de pessoas manifestaram-se após conhecido o resultado "Esta não é a minha Suíça". lê-se no pano. Foto EPA

A vitória por 57,5% no referendo surpreendeu os próprios suíços, que verão agora a proibição ser contestada no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por ir contra a liberdade religiosa.

Contra todas as sondagens, a proposta da extrema-direita para proibir a construção de minaretes nas mesquitas islâmicas do país saiu vencedora do referendo, tendo obtido cerca de um milhão e meio dos votos.

As ondas de choque do resultado rapidamente ultrapassaram as fronteiras da Suíça. Para o líder da grande mesquita francesa de Lyon, “trata-se de um voto de intolerância, que vira as costas às bases jurídicas que em todo o mundo garantem a liberdade de religião”. Kamel Kabtane apela “a uma reacção de todos os muçulmanos, dos fiéis de todas as religiões e de todos os democratas a nível europeu para impedir que esta votação, contrária aos fundamentos do direito, venha a tornar-se lei.”

Do lado da Amnistia Internacional, a condenação do resultado do referendo foi imediata. “A proibição genérica da construção de minaretes viola dos direitos dos muçulmanos na Suíça a manifestar a sua religião. E pode causar estragos duradouros para a sua integração”, afirmou o porta voz da Amnistia para a Europa, David Diaz-Jogeix. A AAmnistia considerou em comunicado que este resultado “viola tanto a liberdade religiosa dos muçulmanos residentes no país, como a proibição da discriminação na base de crenças religiosas, tal como estabelecida em diversos instrumentos internacionais de direitos humanos de que a Suíça faz parte”.

O porta-voz dos bispos católicos suíços afirmou à rádio Vaticano que o resultado “é um golpe para a liberdade religiosa e a integração”, e que contraria, na opinião de Felix Gmür, o Concílo Vatinano II quando afirma que “é lícito para todas as religiões contruir edifícios religiosos, e os minaretes são edifícios religiosos”.

Como não podia deixar de ser, os líderes da comunidade muçulmna na Suíça também reagiram mal à votação, por se traduzir num aumento do sentimento anti-muçulmanos no conjunto da população. “O mais doloroso não é a proibição dos minaretes, mas a mensagem transmitida por esta votação”, afirmou Farhad Afshar, coordenador das Organizações Islâmicas na Suíça. A comprovar esse sentimento, durante a campanha várias mesquitas foram vandalizadas.

As reacções políticas da esquerda vão no mesmo sentido. Enquanto o Partido Socialista responsabilizou “os meios económicos por não se terem empenhado mais na luta contra a verdadeira caça às bruxas das últimas semanas”, os “Verdes” assinalam que “este resultado mostra o quanto os medos difusos foram alimentados, tendo na verdade pouco que ver com a construção dos minaretes ou o exercício pacífico da liberdade de crença”.

Calcula-se que vivam na Suíça cerca de 400 mil muçulmanos, dos quais 50 mil serã praticantes. Nas 180 mesquitas do país, apenas quatro têm as torres construídas, embora sem apelos sonoros à oração. Estes quatro minaretes não são postos em causa pelo referendo. Foram também quatro os cantões que rejeitaram esta proposta do Partido Popular Suíço, tendo os restantes 22 apoiado a iniciativa.

Noutros referendos realizados em simultâneo, os suíços rejeitaram a proposta de proibir a exportação de material de guerra e aprovaram mais ajudas financeiras ao tráfego aéreo. Num referendo consultivo em Vaud, um dos cantões suíços, 64% dos eleitores rejeitaram o prolongamento da exploração da central nuclear de Mühleberg.

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* O mundo ainda não estará perdido enquanto alguém, em algum lugar, lutar pelo que é certo.

segunda-feira, novembro 30th, 2009

Ontem saí de casa mais cedo do que o normal, a temperatura era amena de primavera, o dia estava amarelo e azul, do som do meu carro se evolava o rock suave da Rádio Itapema e eu me sentia realmente bem. Estacionei numa rua quase bucólica do Menino Deus e vi que ali perto um catador de papel puxava sua carrocinha sem pressa.

Era magro e alto, devia andar nas franjas dos 50 anos e tinha a pele luzidia de tão negra. Ao seu lado saltitava um menino de, calculei, uns quatro anos de idade, talvez menos. Devia ser o filho dele, porque o observava com um olhar quente de admiração, como se aquele homem fosse o seu herói… Bem. Ao menos foi o que julguei, certeza não podia ter.

Já ia me afastar quando, por entre as grades da cerca de uma creche próxima, voou um brinquedo de plástico. Um desses robôs cheios de luzes e vozes, que se transformam em nave espacial e prédio de apartamentos, adorado pelas crianças de hoje em dia. Algum garoto devia ter atirado o brinquedo para cima por engano, ou fora uma gracinha sem graça de um amigo.

O menino que era dono do brinquedo colou o rosto na grade como se fosse um presidiário, angustiado. O filho do catador de papel correu até a calçada, colheu o robô do chão e não vacilou um segundo: retornou faceiro para junto do pai, o brinquedo na mão, feito um troféu.. Olhei para o menino atrás da cerca. Estranhamente, ele não falou nada, não gritou, nem reclamou. Ficou apenas olhando seu brinquedo se afastar na mão do outro, os olhos muito arregalados, a boca aberta de aflição.
Muito orgulhoso, o filhinho do catador de papéis mostrou o brinquedo ao pai. O pai olhou. E fez parar a carrocinha. Largou-a encostada ao meio-fio. Levou a mão calosa à cabeça do filho. E se agachou até que os olhos de ambos ficassem no mesmo nível.

A essa altura, eu, estacado no canteiro da rua, não conseguia me mover. Queria ver o desfecho da cena. O pai começou a falar com o menino. Falava devagar, com o olhar grave, mas não parecia nervoso. Explicava algo com paciência e seriedade. O menino abaixou a cabeça, envergonhado, e o pai ergueu-lhe o queixo com os nós do dedo indicador. Falou mais uma ou duas frases, até que o filho balançou a cabeça em concordância.

A seguir, o menino saiu correndo em direção à creche. Parou na grade, em frente ao outro garoto. Esticou o braço. E, em silêncio, devolveu-lhe o brinquedo. Voltou correndo para o pai, que lhe enviou um sorriso e levantou a carrocinha outra vez. Seguiram em frente, o pai forcejando, o filho ao lado, agora não saltitante, mas pensativo, concentrado.

Então, tive certeza: aquele olhar com que o menino observara o pai era mesmo de admiração, ele era de fato o seu herói.

Texto publicado no jornal Zero Hora.

David Coimbra, jornalista

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* Instituições católicas sob pressão.O relativismo e o secularismo violam direito de consciência.

segunda-feira, novembro 30th, 2009
Por Pe. John Flynn, L.C.

Com a transição para uma sociedade pós-cristã, muitos países estão imprimindo uma pressão crescente sobre os crentes que trabalham em instituições de financiamento público. Um dos últimos casos envolve um projeto de lei, em Washington D.C., sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

No dia 1 de novembro, explicou um artigo publicado pelo jornal The Washington Post, uma análise da proposta de legalizar as uniões do mesmo sexo revela que as cláusulas que se dizem proteger a liberdade religiosa “são lamentavelmente insuficientes e fornecem uma proteção mais ilusória do que real”.

As regras propostas, detalhava o Post, não oferecem proteção adequada contra a perda de benefícios do governo por se recusar a reconhecer uniões de pessoas do mesmo sexo. Assim como há uma falta de proteção dos que discordam de modo individual, com objeção religiosa a promover uniões do mesmo sexo, caso que inclui fornecedores, músicos e fotógrafos.

De acordo com notícia publicada no dia 12 de novembro no jornal The Washington Post, a arquidiocese de Washington declarou que não será capaz de continuar a prestar os programas de serviço social que funcionam agora.

O temor da arquidiocese, por exemplo, é ser obrigada a fornecer benefícios laborais a pares do mesmo sexo.

De acordo com o artigo, as organizações de caridade católicas prestam serviços para 68.000 pessoas na cidade. Além dos recursos públicos que recebe para tais atividades, a arquidiocese dedica mais 10 milhões de dólares em recursos próprios.

O arcebispo de Washington, Dom Donald W. Wuerl, escreveu um artigo de opinião para o site do Washington Post, publicado no dia 17 deste mês.

Ali, salientava que, ainda que a Igreja Católica não concorde com a redefinição do casamento, tudo o que estão pedindo é que o projeto vise a um equilíbrio mais justo entre os diferentes grupos de interesse.

O arcebispo Wuerl afirmou que a arquidiocese e as organizações católicas estão empenhadas em continuar a prestar serviços, mas as disposições da nova lei sobre as uniões do mesmo sexo poderiam restringi-las de realizar este desejo.

Isso não tem importância para alguns editorialistas do Los Angeles Times, que animaram, a 18 de novembro, os funcionários de Washington a permanecer firmes. O editorial pedia ao governo federal que adote uma postura mais forte quanto aos fundos federais e as organizações de natureza religiosa, especificamente sobre a possibilidade de não contratar pessoas que não compartilhem seus pontos de vista religiosos.

A obrigação do aborto

Enquanto isso, no mês passado, a Austrália completou um ano desde a aprovação da legislação que impede aos médicos o direito à objeção de consciência nos casos de aborto, no estado de Victoria.

De acordo com Nicholas Tonti-Filippini, especialista em bioética do Instituto João Paulo II para o Matrimônio e a Família de Melbourne, ao menos dois médicos com objeção de consciência ante o aborto se negaram a dirigir seus pacientes a outro profissional para que pudesse provocar o aborto.

Juntamente com a descriminalização do aborto, no ano passado, a nova lei obriga os médicos objetores de consciência a expressar sua crença e encaminhar o paciente para0 outro médico.

No dia 22 de outubro deste ano, os bispos católicos do estado de Victoria publicaram uma carta pastoral sobre o tema do aborto e a reforma legislativa.

Em sua carta, os bispos observaram que, além de negar o direito dos médicos de abster-se a cooperar com um aborto, a lei também elimina a objeção de consciência dos enfermeiros.

“Certo tipo de hipocrisia já predomina nos hospitais”, afirma a carta. “Em um quarto, o bebê prematuro será cuidado com muito esforço e com a melhor tecnologia. Em outra sala, uma criança por nascer, talvez já maior que o bebê prematuro, pode ser assassinada impunemente”.

Os bispos também apontaram que as mulheres que procuram um aborto não têm acesso às informações precisas sobre o que acontece com seus filhos ou os riscos que corre.

Problemas mais profundos

“Não devemos ver a legalização do aborto, em Victoria, como um problema isolado, e sim como o sintoma de um problema muito mais profundo e cultural da crescente secularização e do relativismo”, advertiu a carta.

“Leis como essa do aborto representam uma ameaça direta para toda a cultura dos direitos humanos, porque a teoria dos direitos humanos se baseia na afirmação de que a pessoa humana não pode ser submetida à dominação dos demais”, continua a carta.

O arcebispo de Melbourne, Dom Denis Hart, presidiu um culto ecumênico de oração na Catedral de St. Patrick, no dia 25 de outubro, em reparação ao aborto.

Em sua homilia, ressaltou que desde o primeiro século a Igreja afirma que há mal moral em qualquer aborto provocado.

“O feto deve ser tratado como pessoa desde o momento da concepção; o embrião deve ser defendido na sua integridade, tratado e curado, na medida do possível, como qualquer outro ser humano”, afirmou.

Mais ao norte, na capital do país, Camberra, os líderes católicos estão preocupados com a proposta de venda ao governo do Hospital do Calvário, por parte da Little Company of Mary Health.

Canberra Times informou no dia 29 de outubro que o cardeal George Pell, de Sydney está preocupado, pois os motivos do governo são ideológicos e dirigidos por elementos anticristãos.

O artigo também explica que antes, o vigário-geral da arquidiocese de Camberra, monsenhor John Woods, tinha expressado sua preocupação de que a missão da Igreja de proporcionar cuidados de saúde se veria comprometida pela venda.

Como Angela Shanahan escreveu no jornal Australian no dia 31 de outubro, há suspeita de que o governo, sob o controle de uma coalizão ‘verde-esquerda’, queira simplesmente tirar a Igreja Católica do serviço de saúde pública na capital do país.

Ela citou um relatório do partido verde que recomendava que o hospital fosse retirado das mãos católica ou vendido ao governo, porque não faria abortos, esterilizações ou “toda a gama de serviços reprodutivos”.

Trabalhadores da saúde

Os Estados Unidos têm vivenciado debates desde o início do ano, quando o governo Obama rescindiu as normas que protegiam os trabalhadores da saúde que não desejam participar de abortos.

Em um comunicado datado de 23 de março, a Conferência Episcopal dos Estados Unidos declarou: “a proteção do direito fundamental da consciência assume urgência ainda maior quando os membros das profissões de cura são submetidos à pressão ou a algum risco, que seria a retirada da vida humana; fundamento que vai contra as regras da medicina”.

O comunicado também ressaltou a contradição entre a posição do governo federal em comprometimento a uma política de “escolha” no que diz respeito ao aborto, enquanto, ao mesmo tempo, eliminava a possibilidade de escolha para os enfermeiros, médicos e hospitais em não fornecer ou facilitar os abortos.

O arcebispo Raymond Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, abordou o tema da cultura da vida, no atual contexto político, em um evento realizado no dia 18 de setembro.

“Ainda que a verdadeira religião ensine a lei natural e moral, a observância desta não é uma prática confessional”, observou. “É sim uma resposta ao que está inscrito no fundo de cada coração humano”, disse ele.

“Se os cristãos não conseguem articular e fazer cumprir a lei moral natural, então eles falham no dever fundamental de patriotismo, de amar seu país, servindo ao bem comum”, afirmou. Violar os direitos de consciência não é só uma afronta aos crentes, mas também uma negação dos princípios fundamentais que devem nortear uma sociedade secular.

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* Apoio à nova evangelização na América Latina.

segunda-feira, novembro 30th, 2009

Pouco mais de 150 arcebispos e bispos da América Latina reuniram-se este mês no Centro Internacional Domus Galilaeae, na Terra Santa, para o Congresso sobre a nova evangelização em seus respectivos países.

O encontro, organizado por uma equipe responsável do Caminho Neocatecumenal, formada por Kiko Argüello, Carmen Hernández e Pe. Mario Pezzi, abordou a situação da Igreja no mundo e compartilhou, com os bispos, experiências pastorais.

Esta é a primeira reunião deste tipo realizada com os bispos da América Latina, embora não seja a primeira a ser realizada na Domus Galilaeae. Na primavera de 2008, houve uma similar, com 170 bispos da Europa. Em 2007, esta mesma reunião foi realizada com bispos da África e, em 2006, com bispos da Ásia e da Oceania.

Entre outros, o cardeal Pedro Rubiano Sáenz, arcebispo de Bogotá e Nicolás de Jesús López Rodríguez, arcebispo de Santo Domingo, estiveram presentes, além de muitos bispos de Colômbia, Brasil, Venezuela, Bolívia.

Os bispos também se reuniram com autoridades civis e com os pastores de igrejas locais, incluindo Elias Chacour, arcebispo de Akka dos greco-melquitas católicos, o vigário geral do Patriarcado Latino, Dom Giacinto Boulos Marcuzzo, o custódio da Terra Santa, Pe. Pierbattista Pizzaballa, e o núncio apostólico, arcebispo Antonio Franco.

O cardeal Lopez Rodriguez destacou que no congresso se compartilharam experiências e dificuldades pastorais. “Santo Domingo foi a primeira terra americana que recebeu o anúncio do Evangelho. Preparamos para celebrar em 2011 o 500º aniversário da fundação da primeira diocese americana”, disse o arcebispo.

Desafios e dificuldades

No encontro se destacaram alguns fenômenos preocupantes, como a difusão das seitas e de utopias enganosas, fundadas em antropologias que negam a alma e o pecado original, além da volta ao indigenismo.

Destes fenômenos e das palavras dos bispos ficou evidente a urgência da nova evangelização, de uma pastoral missionária que coloque em um movimento virtuoso e dinâmico toda Igreja.

Para Dom Víctor Manuel López Forero, arcebispo emérito de Bucaramanga (Santander, Colômbia), a nova evangelização “deve ser uma característica da nossa missão pastoral”, com “novo ardor, nova inspiração mística e buscando um novo rosto para a Igreja, como nos ensinou João Paulo II. “

Nova ardor

Para o bispo José Luis Escobar Alas, arcebispo de San Salvador, “é evidente que a nossa sociedade, em geral, está perdendo a fé e se torna progressivamente mais atéia, assim como a Europa: este processo está também presente cada vez mais na América Latina”.

As vocações diminuem e a família é atacada nos seus princípios e valores. Há também o flagelo das seitas protestantes, que são um autêntico acúmulo de heresias, um sistema que ameaça destruir a fé católica”.

Segundo o prelado, nesse contexto, é “extremamente necessária uma resposta, e esta deve ser a evangelização e a missão, como disse o Documento de Aparecida”.

“Esta reunião quis nos animar na a fé, a fim de tomar a melhor decisão, para que possamos proclamar Cristo como a verdadeira escolha, num mundo cada vez mais materialista e desprovido de fé”.

Para Dom Angelo Pignoli, bispo de Quixadá (Brasil), o grande desafio de sua diocese “é combater os problemas que afetam as famílias e os jovens”. Ele assinalou ainda a falta de formação do povo. Desejou uma “evangelização mais profunda, para chegar às consciências das pessoas e ter um cristianismo mais autêntico e eficaz”.

Família

Para Dom Hugo Barrantes, arcebispo de San José e presidente da Conferência Episcopal da Costa Rica, em país, vê-se “anticultura da morte: as pessoas não querem ter filhos, querem o casamento entre homossexuais. A família sofre assédio”.

“Os bispos da Costa Rica há oito anos estão trabalhando duramente para defender a família. Neste novembro vamos marchar pelas ruas de San José por esta causa”.

“Queremos dizer aos governantes que estamos com a família, que não queremos a morte, queremos que as crianças nasçam, queremos o futuro da pátria. Este é o desafio mais importante para nós hoje”.

Sobre o desafio das seitas, Dom Barrantes disse que em seu país há seitas, mas sobretudo as pessoas abandonam a religião e não se apegam a nada, tornam-se indiferentes. “Por isso é necessário evangelizar. E colocamos nossa diocese em estado permanente de missão”.

(Por Sara Fornari)

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* Com técnicas medievais, cientistas criam réplica do sudário.Será?

domingo, novembro 29th, 2009

À direita, o sudário original; à esquerda, a réplica

À direita, o sudário original; à esquerda, a réplica

Cientistas “reproduziram” o Sudário de Turim, o chamado “Santo Sudário”, que teria recoberto Jesus de Nazaré na tumba, e afirmam que o experimento reforça as evidências de que a relíquia é uma obra de arte medieval, não produto de um milagre.

O sudário traz a imagem de um homem crucificado, com rastros do que seria sangue escorrendo de feridas nas mãos e nos pés, e crentes afirmam que se trata da imagem de Jesus gravada nas fibras por algum meio sobrenatural, durante a ressurreição.

Os cientistas reproduziram o sudário usando materiais e métodos que estavam disponíveis no século 14, diz o Comitê Italiano para Verificação de Alegações Paranormais.

O grupo afirma, em nota, que se trata de mais uma evidência de que o sudário é uma falsificação produzida na Idade Média. Em 1988, pesquisadores usaram datação por radiocarbono para determinar que a relíquia havia sido produzida no século 13 ou 14.

Mas muitas pessoas continuaram a acreditar que o sudário possui “características inexplicáveis que não podem ser reproduzidas por mãos humanas”, disse o cientista Luigi Garlaschelli, em nota. “O resultado obtido indica claramente que isso poderia ser feito com o uso de materiais baratos e um procedimento simples”.

A pesquisa foi financiada pelo comitê e por uma organização italiana de agnósticos e ateus, afirmou.

Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia, disse ao jornal La Repubblica que sua equipe usou linho tecido com as mesmas técnicas que as usadas no sudário, e envelhecido artificialmente por aquecimento em um forno e lavagem.

O pano então foi colocado sobre um estudante que usava uma máscara para reproduzir o rosto, e esfregado com um pigmento vermelho muito usado na Idade Média. O processo consumiu uma semana, disse o jornal.

O sudário aparece pela primeira vez na história nas mãos de um cavaleiro francês, em 1360.

De propriedade do Vaticano, o sudário é mantido numa câmara especial da catedral de Turim, e raramente é exibido em público. A última apresentação foi no ano 2000, quando atraiu mais de 1 milhão de visitantes. A próxima está prevista para 2010.

Oficialmente, a Igreja Católica não afirma ou nega a autenticidade da relíquia, mas diz que se trata de um potente símbolo do sofrimento de Jesus.

Fonte: Estado de São Paulo

***

Como resposta a essa tentativa,mais uma,vejam o que dizem os estudiosos do sudário:

Cientistas desmontam artifício para “provar” que o Santo Sudário não é autêntico.

Membros de um inidôneo Comitê Italiano para Verificação de Alegações ParanormaisUnião de Ateus Agnósticos Racionalistas, da Itália. garantiram ter provado que o Santo Sudário de Turim é um falso medieval. Eles foram financiados pela

Luigi Garlaschelli, professor de Química da Universidade de Pavia, descreveu ao jornal “La Repubblica” como conseguiu fazer um sudário “idêntico” ao de Turim com materiais baratos e métodos disponíveis no século XIV.

Luigi Garlaschelli numa de suas demonstrações

David Rolfe, produtor de longos documentários sobre a relíquia, apontou que a simples descrição do método usado depõe contra Garlaschelli e mostra que ele nem conhece o Sudário.

Diversos cientistas altamente qualificados desmontaram com um peteleco a burlesca obra.

Por exemplo, o presidente do Centro Mexicano de Sindonologia, Adolfo Orozco, especializado no Santo Sudário, qualificou a ação de “truque para atacar o Sudário” e mostrou furos técnicos que desqualificam o experimento, informou a Agencia Católica Internacional.

O Dr. Orozco explicou que no Sudário “o sangue ficou impresso no pano em primeiro lugar, e só depois ficou gravada a imagem e não o contrario como fez o suposto ‘reprodutor’”.

Outra demonstração de Garlaschelli

Além do mais, acrescentou o Dr. Orozco, como foi largamente comprovado pela comunidade científica, “a imagem do Sudário não se formou por contacto. Há partes do tecido que tem imagem e nunca estiveram em contato com o corpo”. Entretanto, a primitiva tentativa trabalhou esfregando um pano sobre um corpo.

Acresce que as análises médicas, segundo o Dr. Orozco, “demonstraram que os coágulos não foram semeados, mas são clinica e patologicamente corretos com detalhes desconhecidos no século XIII”. O especialista sublinhou o lado ridículo dos imitadores pretendendo reproduzir as queimaduras do incêndio de 1532 e as marcas deixadas pela água que nada têm a ver com a imagem original.

Ainda constata-se que as “imagens” agora fabricadas “não têm as propriedades tridimensionais” típicas do Sudário”. Esta ausência desqualifica a tentativa de reprodução.

Por sua vez, o especialista peruano Rafael de la Piedra, sublinhou que as manobras frustras dos italianos reforçam ainda mais a idéia de que a relíquia “continua sendo um objeto único, irreproduzível e inimitável”, noticiou ACIPrensa.

Para o Dr. de la Piedra, a recente imitação “visualmente é muito parecida com o original. Digamos que é melhor que a cópia que fez McCrone ou que a horrorosa tentativa de Joe Nickell; ou a de Picknett-Prince e sua suposta fotografia medieval de Leonardo Da Vinci; ou que a fantasiosa foto-experimental do sul-africano Nicholas Allen”.

Para o especialista, “uma amostra parecida com a de Garlaschelli não resiste às conclusões multidisciplinares tiradas ao longo de mais de 100 anos por cientistas de todos os credos e especialidades”.

À luz desta tentativa falha, de la Piedra conclui que “podemos afirmar com alto grau de certeza, que o Santo Sudário de Turim continua sendo um objeto único, irreproduzível e inimitável. Esta é a verdade interna do Santo Sudário”.

O especialista estadunidense John Jackson do Turin Shroud Center de Colorado observou: “as propriedades tridimensionais da imagem (…) a presença de sangue humano com índices altíssimos de bilirrubina, o pólen de mais de 77 plantas que marcam o percurso histórico do Sudário até quase o século I de nossa era e, entre outros, o mecanismo de transferência da imagem de um crucificado com todas as feridas descritas nos Evangelhos a um pano”.

O Dr. Jackson criticou a falta de técnica de Garlaschelli e explicou que o sangue do Sudário não é sangue inteiro, mas já separado do soro, proveniente de verdadeiras feridas. Além do mais, o sangue que há neles é próprio “de um fluxo post mortem”.

Jackson observou que do ponto de vista da tridimensionalidade a imagem agora feita “aparece bastante grotesca. As mãos estão incrustadas no corpo e as pernas estão em posição pouco natural”.

Jackson também observou que segundo a prática científica séria os resultados de Garlaschelli deveriam ter sido compulsados por outros cientistas antes da publicação. É o que se chama “peer-review” ou “revisão do trabalho por pares”.

Porém, Garlaschelli parece ter temido a crítica e fugiu dela. O autor recebeu 2.500 euros da União de Ateus Agnósticos Racionalistas para semelhante serviço. A cifra fala contra a hipótese de um trabalho científico de vulto e mais parece uma gorjeta em pago de uma zombaria anticatólica.

Entretanto, alguns jornais eivados de decadente anticlericalismo espalharam a grosseira manobra.

No episódio não houve conflito entre a ciência e a religião. Antes bem, uma resposta digna da ciência.

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* Enérgico chamado de coalizão cristã nos EUA para defender vida, matrimônio e liberdade religiosa.

sábado, novembro 28th, 2009

Uma proeminente coalizão de mais de 150 líderes cristãos: bispos católicos, ministros evangélicos e diversos acadêmicos assinaram a “Declaração de Manhattan”, um manifesto no qual insistem a defender a sacralidade da vida humana, o Matrimônio e a liberdade religiosa.

Esta declaração dada a conhecer recentemente é um “forte chamado” aos cristãos dos Estados Unidos para aderir-se à mesma e informa às autoridades civis que os assinantes “sob nenhuma circunstância” abandonarão sua consciência cristã.

“Somos cristãos os que nos reunimos indo além das linhas das diferenças eclesiásticas para afirmar nosso direito –e o que é mais importante, sublinhar nossa obrigação– de falar e atuar em defesa destas verdades. Assinalamos aos nossos irmãos crentes que nenhum poder da terra, cultural ou político, intimidar-nos-á com o silêncio ou a aquiescência”, diz a declaração.

Os assinantes explicam que reconhecem “o dever de cumprir com as leis (…) a menos que estas normas sejam gravemente injustas ou requeiram que quem as cumpra façam algo injusto ou imoral”.

Deste modo precisam que “não cumpriremos nenhuma norma que obrigue as nossas instituições a participar de abortos, investigações que destruam embriões, suicídio assistido e eutanásia , ou qualquer ato anti-vida; tampouco abençoaremos uniões imorais que queiram equiparar-se ao matrimônio, nem nos calaremos para proclamar a verdade, que conhecemos, sobre a moralidade e a imoralidade, do matrimônio e a familia”.

“Sempre e totalmente daremos a César o que é de César, mas sob nenhuma circunstância daremos ao César o que é de Deus”, precisam.

Depois de denunciar a política abortista do governo, recordam a necessidade de custodiar o matrimônio que é a união para sempre entre um homem e uma mulher sobre a qual se funda a autêntica família.

Sobre esta declaração o vaticanista italiano Sandro Magister assinala que “não cai no ar mas em um momento crítico para a sociedade e a política dos Estados Unidos: precisamente enquanto a administração de Barack Obama está empenhada em excesso em fazer acontecer um plano de reforma da atenção de saúde nos Estados Unidos”.

“Defendendo a vida humana desde a concepção e o direito à objeção de consciência, o chamado responde dois pontos postos em perigo pelo projeto de reforma atualmente em discussão no Senado”, acrescenta.

Sobre a reforma debatida no Congresso, Magister assinala que “o perigo foi destampado graças a uma premente ação de lobby conduzida em plena luz do dia pelo episcopado católico. Depois que o voto final tinha garantido tanto o direito à objeção de consciência assim como o bloqueio de qualquer financiamento público ao aborto, a conferência episcopal tinha reivindicado este resultado como um ‘triunfo’”.

“Mas agora –prossegue– no Senado a batalha tornou a começar do início, sobre um texto base que de novo a  Igreja julga inaceitável. A Conferência Episcopal já dirigiu aos senadores uma carta indicando as modificações que queria que fossem contribuídas a todos os pontos controvertidos”.

Entre os assinantes desta declaração estão o Arcebispo de Filadélfia, Cardeal Justin Rigali, o Arcebispo Emérito de Detroit, Cardeal Adam Maida; o Arcebispo de Denver, Dom Charles Chaput, o Arcebispo de Nova Iorque, Dom Timothy Doam; o Arcebispo de Washington, Dom Donald Wuerl, e outros 9 bispos católicos mais.

Também assinaram a declaração: o metropolita Jonah Paffhausen, primado da igreja ortodoxa dos Estados Unidos, Peter Akinola, primado da igreja anglicana da Nigéria; o Dr. James Dobson, fundador da Focus on the Family (Enfoque à Família); o Dr. William Donohue, Presidente da Catholic League; Robert Duncan, primado da igreja anglicana da América do Norte; o Pe. Joseph D. Fessio, fundador e editor da Ignatius Press; William Owens, diretor da Coalizão de Pastores Afro-americanos; entre outros.

Para ler um resumo do manifesto e a análise completa do vaticanista Sandro Magister, o leitor pode ingressar em:
http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1341135?sp=e

A declaração completa, em inglês, com a possibilidade de assiná-la: http://manhattandeclaration.org/

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* Darwin e a religião.O próprio Darwin viveu a questão religiosa em perplexidade.

sábado, novembro 28th, 2009

Reflexão interessante sobre o tema,antigo e sempre novo,de Darwin,evolução e fé.

***

Ainda no contexto da dupla celebração neste ano de 2009 – 200 anos do nascimento de Charles Darwin e 150 anos da publicação de A Origem das Espécies -, fica mais uma reflexão sobre o tema em epígrafe.

Aquela história repetida – o bispo de Oxford, S. Wilberforce, perante enorme assistência a uma conferência, perguntou a Thomas Huxley, defensor de Darwin, se descendia do macaco pelo lado do avô ou pelo lado da avó; face à resposta, desconfortável para o bispo, uma senhora desmaiou e a mulher do bispo terá murmurado: “Só faltava esta: descender de macacos! Se for verdade, rezemos para que ninguém saiba” – não será completamente verdadeira, mas revela bem o abalo e a perplexidade causados pela tomada de consciência de que descendemos por evolução de outros animais.

Concretamente quanto à religião, é significativo que a obra de Darwin não tenha figurado no Índex (lista dos livros proibidos aos católicos). Por outro lado, Darwin foi sepultado com pompa na Abadia de Westminster, a alguns passos do túmulo de outro gigante da ciência, Newton.

Em 1996, o Papa João Paulo II declarou, perante a Academia Pontifícia das Ciências, que “a teoria da evolução é mais do que uma hipótese”. E, para marcar os 150 anos de A Origem das Espécies, realizou- -se recentemente na Universidade Gregoriana de Roma um Congresso sobre “Evolução biológica, factos e teorias”, patrocinado pelo Conselho Pontifício para a Cultura. Os organizadores fizeram questão de excluir os partidários do “criacionismo” e mesmo do “desígnio inteligente”.

Há evolucionistas materialistas, ateus, mas também os há crentes. As relações só azedam, quando, de um lado e do outro, se ergue o fundamentalismo: cientista ou religioso. Ora, contra esse duplo fundamentalismo, é preciso saber que Deus não é objecto de ciência: cientificamente, não se demonstra nem que há Deus nem que Deus não existe. Deus é objecto de fé e há razões para acreditar como há razões para não acreditar.

Assim, é tão ridículo invocar o livro do Génesis, lido literalmente, para negar a evolução, como invocar a ciência para provar que não há Deus. O Génesis é um livro religioso e não científico e a ciência nega-se a si mesma, quando pretende pronunciar-se sobre questões da esfera metafísica e religiosa.

A evolução e a fé não são incompatíveis. A ciência responde ao “como” e não ao “porquê” da realidade. Porque há algo e não nada? Qual o sentido último da realidade? A própria afirmação do acaso cego confronta-se com o que se pode chamar o seu paradoxo: como é que por puro acaso surge um ser – o Homem – cuja questão fundamental é a do sentido.

Aliás, há o famoso “princípio antrópico”, que não demonstra Deus, mas que dá que pensar. O físico R. Dicke apresentou-o, em 1961, na sua forma “fraca”: “Uma vez que há nele observadores, o universo deve possuir propriedades que permitam a existência desses observadores”. Depois, Brandon Carter apresentou-o na sua forma “forte”: “O universo deve ser constituído de tal modo nas suas leis e na sua organização que não deixa de um dia produzir um observador”. Mesmo se é menos justificável nesta forma “forte”, há sempre esta pergunta: porque é que o mundo é como é, de tal modo que aparecemos nele, perguntando por ele e pelo seu sentido? De facto, a mínima variação nas suas condições iniciais faria com que não estivéssemos cá a colocar todas estas questões.

O próprio Darwin viveu a questão religiosa em perplexidade. Na sua Autobiografia, escreve que é extremamente difícil, ou melhor, impossível “conceber este imenso e maravilhoso universo, incluindo o homem, como sendo o resultado do acaso cego ou da necessidade. Quando começo a reflectir assim, sinto-me obrigado a recorrer a uma Causa Inicial que possua uma mente inteligente, até certo ponto análoga à mente do homem; e mereço ser chamado Teísta”. Mas, depois, “surge a dúvida” e confessa: “Não posso pretender lançar qualquer luz sobre problemas tão abstrusos. O mistério do início de todas as coisas é insolúvel para nós; e por mim contento-me em permanecer Agnóstico.”

Autor: Anselmo Borges

Veja o que  papa fala sobre essa questão na reportagem abaixo:

O Papa Bento XVI reiterou que a fé e a razão devem conviver harmoniosamente, ao referir-se ao 400º aniversário dos primeiros descobrimentos astronômicos de  Galileu Galilei.

Ao receber aos participantes no diálogo auspiciado pelo Observatório astronômico do Vaticano com motivo do Ano Internacional da Astronomia, o Santo Padre assinalou que “como sabem a história do Observatório está muito ligada à figura de Galileu, às controvérsias que desatou sua investigação e à tentativa da Igreja de alcançar uma compreensão correta e frutuosa da relação entre ciência e religião”.

“Aproveito a ocasião para manifestar minha gratidão, não somente pelos minuciosos estudos que esclareceram o contexto histórico preciso da condenação do Galileu, mas também pelos esforços de todos os que se dedicam ao diálogo e à reflexão da complementaridade entre fé e razão ao serviço de uma compreensão integral do ser humano e de seu lugar no universo”.

“O Ano Internacional da Astronomia se propõe recapturar em todo mundo a atenção das pessoas pelas maravilhas e a espera que caracterizaram a grande época dos descobrimentos no século XVI”, disse o Santo Padre, ao indicar que “nossa época, ante a qual possivelmente se abrem descobrimentos de maior alcance ainda, se beneficiaria desse sentido de maravilha e do desejo de conseguir uma verdadeira síntese humanista do conhecimento, como a que inspirou os pais da ciência moderna”.

O Pontífice explicou logo que “se queremos responder à provocação deste Ano -levantar o olhar ao céu para redescobrir nosso lugar no universo- como não recordar a maravilha expressa pelo Salmista há tanto tempo, que contemplando o firmamento estrelado dizia ao Senhor: ‘Ao ver o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste, o que é o homem para que dele te lembres, o filho do Adão para que dele cuides?’”.

“Tenho a esperança de que a admiração e a exaltação”, frutos deste Ano Internacional da Astronomia, “levem para além da contemplação das maravilhas da Criação alcançando a contemplação do Criador”. Daquele Amor que “move o sol e as outras estrelas” – concluiu o Santo Padre.

Fonte: ACI
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* Falso coma de Rom Houben não é caso isolado

sexta-feira, novembro 27th, 2009

Durante 23 anos ele pôde sentir e ouvir

“Eu gritava mas ninguém me escutava”, declarou Ron Houben, agora com 46 anos, à revista alemã Der Spiegel. O paciente, aficcionado por artes marciais e estudante de engenharia, passou 23 anos em um suposto estado de coma após um acidente de trânsito.

Em 2006, Houben conseguiu novamente se comunicar, por meio de um teclado especial, graças a que o neurologista Steven Laureys, da Universidade de Lieja, descobrisse que os médicos tinham se equivocado em seu diagnóstico inicial. Sua história foi revelada esta semana através de um ensaio publicado na revista BioMedCentral Neurology.

Incomunicável

Pouco tempo depois do acidente, ocorrido em 1983, os médicos e enfermeiros que atenderam Houben na cidade de Zolder (Bélgica), asseguraram que não existia nenhuma esperança de que pudesse despertar do suposto coma.

“Eu gritava sem que ninguém pudesse escutar”, assegurou Houben. “Fui testemunha do meu sofrimento enquanto meus médicos tentavam falar comigo, até o dia em que renunciaram”, indicou.

O paciente assinalou que, ainda que permaneceu tanto tempo incomunicável, “agora quero ler, falar com meus amigos por meio do computador e aproveitar minha vida, agora as pessoas sabem que não estou morto”.

Sua mãe, Fina Houben, que cuidou dele durante todos estes anos, assegurou que sempre acreditou que seu filho estava consciente. “Pequenas coisas me demonstravam isso. Quando eu lhe dizia que me olhasse, ele levantava um pouco a cabeça e me olhava um pouco. Dizia-lhe para virar a cabeça, e ele tentava”.

Por sua parte, o neurologista Steven Laureys assinalou que cerca de 40% dos casos em que se diagnostica estado vegetal são equivocados e que um estudo mais exaustivo pode revelar neste percentual vários sinais de consciência.

Laureys conta que com a nova tecnologia de “scanning”, os especialistas puderam demonstrar que a atividade cerebral do paciente não tinha sido interrompida. Logo utilizaram um instrumento de alta sensibilidade em que puderam registrar mínimos movimentos dos quais se valeram para “falar com Rom”, que pôde contar sua história.

Dr. Laureys sustenta em seu informe que o termo “estado vegetal”, em grande parte dos casos, consiste em uma questão de “etiquetas que se colocam no paciente” e que podem marcar uma grande diferença entre a vida e a morte.

O próprio Houben, ao se comunicar, indicou: “se uma pessoa em uma cama de hospital tem uma etiqueta em que diz “estado de mínima consciência” ou “estado vegetal”, dificilmente se poderia tirar”.

Sobre este tema, o médico Fulvio De Nigris, diretor da casa de cuidados intensivos “Luca De Nigris”, em Bolonha, assinalou que tanto para ele como para seus colegas, este fato “não é uma novidade”, e que, ao contrário, pode reforçar “a esperança que os familiares têm de que qualquer coisa pode ocorrer”, disse à Rádio Vaticano.

Nigris assegurou que o aspecto mais difícil e mais valente nestes casos é “olhar para estas pessoas com os olhos da sensibilidade, da sociabilidade e da democracia”.

***

Os defensores da Eutanasia dizem o que? Gostaria de ouvir seus pronunciamentos.

Mesmo que digam que é um caso isolado,perguntem para o Houben se vale a pena continuar a acreditar mesmo com evidências fortes de “estado vegetativo”.

Mesmo que a pessoa não venha a retornar,mesmo assim, NUNCA é legitimo matar.

Nunca!

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* Igreja Luterana Sueca ordena primeira episcopisa lésbica

sexta-feira, novembro 27th, 2009

Eva Brunne recebe o comando da diocese de Estocolmo do arcebispo da Suécia, Anders Wejryd

Staffan Claesson/AP

Eva Brunne recebe o comando da diocese de Estocolmo do arcebispo da Suécia, Anders Wejryd

A Igreja Luterana Sueca informa ter ordenado seu primeiro bispo abertamente gay, apenas duas semanas depois de ter dado a seu clero o direito de formar casais homossexuais. Eva Brunne foi ordenada episcopisa da diocese de Estocolmo. Ela vive em “parceria registrada” com outra mulher. A “parceria” é um tipo de união civil entre gays suecos usada antes da legalização do casamento homossexual, o que ocorreu neste ano. O casal tem um filho.

“É muito positivo que nossa Igreja dê o exemplo aqui e me escolha para o episcopado com base em minhas qualificações, quando se sabe que pode haver resistência em alguns setores”, disse ela, em entrevista.

A porta-voz da episcopisa, Annika Sjoqvist Platzer, disse desconhecer se outras lésbicas assumidas já haviam atingido o episcopado em igrejas de outros países.

No entanto, a Igreja Unida de Cristo, uma denominação baseada nos Estados Unidos, tem diversos gays e lésbicas no posto de “ministro da conferência”, uma designação semelhante à de bispo, disse o porta-voz J. Bennett Guess.

Eva, que foi eleita episcopisa de Estocolmo em maio, mas só recebeu a ordenação oficial  neste domingo, disse não ter encontrado muita resistência dentro da Igreja por conta de sua orientação sexual.

A Igreja Sueca se tornou mais aberta para as minorias sexuais em anos recentes, embora alguns sacerdotes ainda apresentem resistência. O ex-arcebispo Gunnar Weman protestou contra a ordenação, dizendo que ela é “incompatível com a sagrada escritura da Igreja”.

A Igreja da Suécia tem cerca de 7 milhões de membros, mas poucos assistem aos cultos, em um país amplamente secularizado.

Fonte: Estadão

***

Com a perca das raizes,cada um faz o que quer e decide o que quer!

Afinal,com diz a fé protestante,” cada um pode interpretar a Bíblia como quiser “, o principio de “apenas as escrituras”, leva a interpretações fundamentalistas ou liberais… Gera essas deformações.

Cada Expressão eclesial cria sua doutrina.

É uma triste ” salada”.

Veja abaixo essa outra noticia na mesma linha:

Primeiro ele revelou que era transexual.

Depois se submeteu a cirurgia que o tornou a mulher que sempre desejou ser. O Pastor  Olli Aalto sempre foi alvo de polêmica na Igreja Luterana da Finlândia, ainda mais agora quando vai celebrar a primeira missa como mulher.

Aos 55 anos, a vida dele divide a opinião de outros membros da igreja. Muitos o consideram um blasfemo. Ele já foi casado e tem três filhas desse casamento que acabou oficialmente com o divórcio.

Ao pedir licença da paróquia para fazer a operação de mudança de sexo e defender na televisão os transexuais, ele abalou a Finlândia, um país onde 97% da população está ligada à Igreja Evangélica Luterana.

A decisão do pastor fez surgir um amplo debate entre a população de 5,3 milhões de habitantes. Na Internet, o religioso recebeu manifestações de carinho e apoio por meio do site “Facebook”, mas também viu a ira e muitos na mesma rede mundial de computadores.

O apoio só foi unânime dos ativistas de defesa dos gays no país. A Igreja Luterna informou que aceitou a decisão do pastor porque a congregação permite a ordenação de mulheres.

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* Internet, educação e ética.

sexta-feira, novembro 27th, 2009

A internet “sozinha” – ao contrário do que alguns apregoam – não faz com que as pessoas tenham um salto intelectual qualitativo:

Quando o email se popularizou vários acadêmicos deram entrevistas dizendo que era uma Era de Ouro da Palavra Escrita, as crianças escreveriam como nunca, teríamos milhares de novos autores, o ensino do idioma no colégio seria facilitado, etc.

Aí veio o miguxês.

As ferramentas são somente ferramentas, e dar poder às pessoas não necessariamente vai fazer com que elas adquiram responsabilidades. Às vezes, funciona. Outras vezes, no entanto – e, infelizmente, na maior parte das vezes -, as pessoas não mudam (talvez piorem), e utilizam mal o poder que lhes foi concedido.

Na verdade, nada substitui a educação, e “educação” não deve ser confundida meramente com “informação”. Hoje em dia temos muita informação. Qualquer criança “sabe” (= ter informação) muito mais coisa do que um adulto médio de algumas décadas atrás. Mas não sabe o que fazer com isso. Informação em demasia, sem desenvolver os processos intelectuais necessários para processá-la, e sem um senso moral apurado para saber o que fazer com ela, é um desastre.

A internet cria o “miguxês”, mas este não é o único problema dos nossos dias. O excesso de informação, dissociado de uma formação moral decente, cria as aberrações morais hodiernas. Pode-se clonar? Clone-se. Pode-se fertilizar artificialmente? Fertilize-se. Pode-se curar doenças destruindo embriões humanos? Destrua-se e cure-se. Pode-se abortar com segurança? Aborte-se. Et cetera, que esta lista é bem grande.

Na verdade, confunde-se o “pode-se” técnico com o “pode-se” moral. Não lembro quem diz uma frase parecida, mas já a escutei mais de uma vez: [p.s.: Fides et Ratio, 88] ter capacidade técnica de fazer algo não significa que este algo pode ser feito.

As crianças de hoje sabem, do ponto de vista informativo, muito mais do que os adultos de antigamente; mas até mesmo as crianças de antigamente sabiam “certo” e “errado” muito melhor do que alguns adultos dos nossos dias…

O progresso técnico desvinculado da moral é em grande parte responsável pela crise dos nossos dias. Isto obviamente não significa que somos contra o progresso técnico, da mesma forma que não somos contra a internet por causa da nova gramática “miguxa”. Mas somos, sim, contra a desvirtuação das ferramentas, e pregamos, sim, que haja ordem nas coisas. Afinal de contas, há usos mais nobres para a internet que o miguxês. E há usos mais nobres para a ciência que a degradação do ser humano. Os irresponsáveis defensores de uma ciência sem ética correspondem perfeitamente aos “miguxos” da internet, só que num plano mais elevado, mais sério, e mais desastroso.

Jorge Ferraz

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* Crise familiar e educativa, aliada da pedofilia

quinta-feira, novembro 26th, 2009

O lobby pedófilo aparece cada vez mais nas trilhas das famílias em crise e encontra terreno fértil em uma “mentalidade progressista” que considera normal a atração por crianças.

É o sinal de alarme lançado por Fortunato Di Noto, presidente de “Onlus”, uma associação pioneira na luta contra a pedofilia, que trabalha na tutela de menores e tem sua sede em Avola (Itália).

“O mais perigoso é a existência de um profundo substrato, muito consolidado em todo mundo –explica o sacerdote em uma entrevista a ZENIT. A pedofilia não está ligada unicamente ao corrupto de turno, mas tem quase se convertido em um fenômeno cultural que ganha cada vez mais terreno.”

O que emerge, acrescenta o sacerdote siciliano, é frequentemente o rosto de “uma sociedade que nos quer fazer ver a criança não como tal, quer dizer, como uma pessoa que está desenvolvendo sua personalidade, mas como um adulto, com desejos e exigências sexuais que devem ser satisfeitas”.

Di Noto fala da existência de uma verdadeira “cúpula pedocriminosa”, como faturamento de mais de 13 bilhões de euros, que usa redes sociais como Facebook para fazer propaganda de seu próprio “credo” e comercializar o material “pedopornográfico”.

Um “mercado implantado sobre a inocência” que se estendeu também às publicações, aos jogos e aos artigos de bijuteria, afirma o sacerdote, obrigado às vezes a ser escoltado por agentes da polícia pelas reiteradas ameaças de morte que recebe.

Os dados lhe dão razão: de janeiro a outubro de 2009, a associação Onlus registou 1.410 denúncias de delitos –frente às 340 do ano passado–, no distrito de Catania.

Estes registros são fruto do trabalho desenvolvido pela plataforma “Sicilia Oriental”, de Catania, com um total de 10.000 recomendações de portais, sites e comunidades de redes sociais pedófilas e pornográficas.

Um drama que implica cerca de 200.000 menores por ano, vítimas da pornografia e da exploração sexual.

A esta praga se acrescentou recentemente o novo filão da infantofilia, descoberto e denunciado pela primeira vez por Onlus em 2002, que envolve crianças de idade muito pequena, desde os poucos dias aos dois anos.

Segundo o informe apresentado por Onlus a 16 de setembro passado no Conselho de direitos humanos da ONU, são mais de 750.000 os “depredadores” sexuais à caça de crianças conectadas à internet de modo continuado.

“Onlus –afirma Di Noto–, nos últimos sete anos de atividade social e tutela da infância, denunciou oficialmente à Polícia Postal Italiana e às polícias de diversos países do mundo 53.290 sites pedófilo-pornográficos.”

À raiz dessas denúncias, abriram-se investigações que levaram a milhares de suspeitos, sendo muitos deles presos.

A nova fronteira, no entanto, parece ter-se convertido nos filmes pedopornográficos em que os que atuam são menores, guiados pelo “set” dos adultos que, deste modo, conseguem escapar da justiça, dada a não imputabilidade, pela idade, das crianças que mantêm relações sexuais entre elas.

Por esta razão, no dia 22 de setembro, em Roma, durante uma sessão na Comissão Bicameral para a Infância, presidida por Alessandra Mussolini, Di Noto pediu a adoção de uma proposta de lei.

Essa proposta –formulada pela associação Onlus e apoiada com entusiasmo por 160 deputados de diversos partidos– buscaria combater os que, “servindo-se de qualquer meio, inclusive o televisivo, legitimam publicamente, difundem opiniões para legitimar estes atos, instigam ou fazem apologia”.

O problema –explica o sacerdote– é que no conjunto de leis que deve ser aprovado não se incluiu a luta contra a pedofilia “pseudocultural”.

Na raiz da proliferação desta praga social, o sacerdote identifica “uma profunda emergência educativa e uma crise substancial que afeta a família”.

“No momento em que a família está em crise educativa, econômica, de relações e com pais ausentes, isso faz aparecer um vazio que os pedófilos vão preencher.”

A associação Onlus conta com uma “família” –como o sacerdote gosta de definir– de cerca de 300 voluntários, nove centros operativos na Sicília, alguns dos quais requeridos expressamente por bispos locais como parte de seu plano de ação pastoral.

A entidade formou ainda uma “rede de comunhão” com projetos na Romênia, Brasil e Paraguai, onde se proporcionam documentos às crianças de rua e apoio concreto através de advogados, médicos, psicólogos, educadores e outros profissionais.

No que se refere à aproximação da Igreja ao problema da pedofilia, Di Noto destaca que “a Igreja é mãe e acolhe todos os pecadores (que queiram ou desejem se converter) e os que sofrem abusos”.

“O perdão também é para os pedófilos, mas devem realizar atos de séria e autêntica conversão”, acrescenta.

“Conheci tantas crianças com as vidas destruídas”, afirma. Confessa que também já acolheu sacerdotes que pediram ajuda. “Eu sempre lhes peço que quem realizou estes atos que não permaneça vivendo plenamente o ministério; Jesus Cristo não permitiria, estou mais que convencido”.

“A violência, os abusos cometidos por um pastor são graves –explica–, são a manifestação elaborada e consciente do mal, e não de uma ocasião, porque nunca há ocasião para violar a inocência.”

No entanto, precisa, “não podemos atuar apenas perante a emergência, só quando ocorre um desastre; a missão da Igreja é anunciar o Amor de Deus a todos, e levar-lhes a obra de salvação e esperança”.

“Os bispos, pastores e pais de crianças de quem foi roubada a dignidade e inocência devem assumir um compromisso: designar em todas as dioceses do mundo, começando pelas da Itália, o vigário episcopal das crianças: um sinal do amor de Jesus Cristo através do bispo e dos pastores.”

Além disso, o sacerdote pede promover a presença de todas as dioceses no portal de sua associação. “Nós –concluiu– estamos sempre a serviço das crianças, as prediletas do Senhor, os filhos prediletos da Igreja. Sempre”.

Zenit

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* CNN escolhe jovem católico filipino como “Herói do Ano”

quinta-feira, novembro 26th, 2009

Efren Peñaflorida

A cadeia de notícias CNN escolheu um jovem católico filipino como ganhador na categoria principal do prêmio “Herói do Ano”. Trata-se de Efren Peñaflorida, quem aos seus 28 anos de idade lidera uma iniciativa para salvar os meninos pobres da delinqüência através da educação.

Efren, filho de um condutor de triciclo e uma dona-de-casa, cresceu perto do depósito de lixo da cidade de Cavite ao sudoeste da Manila, aí decidiu muito jovem que não integraria uma gangue –como a maioria de seus vizinhos- e que superaria a pobreza de seu lar com a educação.

Aos 16 anos de idade prometeu ajudar a que outros meninos tomassem a mesma decisão, por isso criou um programa que oferece tutoria e livros aos menores que vivem em bairros pobres e nas ruas.

Neste tempo, sua organização chamada Dynamic Teen CO, que é integrada por voluntários, pôde melhorar as condições de leitura, escritura e saúde de uns mil e 500 meninos.

Efren se converteu em um dos modelos da Jornada Juvenil Asiática organizada pela Igreja Católica no país.

Segundo Dom Joel Baylon, presidente da Comissão Episcopal de Juventude, Efren é um modelo inspirador para os jovens locais e o prêmio comprova que é possível marcar a diferença na vida cotidiana.

Fonte: ACI

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* Resposta sobre suposto personagem gay nas histórias de Mauricio de Sousa.

quinta-feira, novembro 26th, 2009

Vejam o que foi respondido a um irmão,escandalizado com a presença de um personagem gay em uma revista do Mauricio de Sousa (autor de Mônica,Cebolinha,etc..) que em e-mail manifestou sua incredulidade e sua promessa de não mais adquirir para seus filhos publicações de Mauricio de Sousa.


NOTA SOBRE A REVISTA TINA 6

Sobre a recente polêmica a respeito da revista Tina 6, é preciso esclarecer alguns pontos.

A revista Tina é uma publicação da Editora Panini produzida para um público adulto jovem. Ou seja, não tem nada a ver com a Turma da Mônica ou o público infantil ou infanto-juvenil (Turma da Mônica Jovem). A publicação é destinada a uma outra faixa de leitores e suas histórias refletem isso – tanto que Tina, atualmente, é estudante de jornalismo e maior de idade.

A história publicada em Tina nº 6, intitulada O Triângulo da Confusão, deve ser lida e interpretada pelo leitor. Não há qualquer afirmação sobre a sexualidade deste ou daquele personagem.

Lida a história, feita a interpretação, daí, sim, comentários e críticas poderão ajudar no sentido de falarmos a língua de uma sociedade esclarecida. Tanto que, em nossas publicações recentes, temos usado cada vez mais a interatividade com os leitores. Essa promoção do diálogo com a juventude, especialmente pela internet, é essencial e já nos ajudou a direcionar histórias e personagens em outras ocasiões.

E vale ressaltar que publicações dirigidas a faixas de público com idades diferenciadas podem – e devem – tratar de quaisquer assuntos de maneira adequada ao seu leitor.

No cinema, na televisão ou nas revistas há a separação por faixa de idade. Por que não haveria na nossa vasta galeria de publicações?

Mas uma posição vai se manter em TODAS as nossas produções: o respeito pelo ser humano, pela pessoa, e a elegância no trato de qualquer tema.

Mauricio de Sousa


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* Meios de comunicação:vantagem ou perigo para vida consagrada?

quarta-feira, novembro 25th, 2009

Os meios de comunicação são formadores ou deformadores de consciências? Favorecem ou prejudicam a vida em comunidade das pessoas consagradas? Estas perguntas foram debatidas e analisadas no congresso: “Uso e abuso dos meios de comunicação na vida consagrada”, realizado no último final de semana no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, da cidade de Roma.

Religiosas e consagradas, representantes de dezenas de comunidades femininas, procedentes de 4 continentes – a mais jovem tinha 24 anos e a mais velha, 77 –, expuseram seus interrogantes sobre como usar melhor os meios de comunicação.

Trata-se de “favorecer o diálogo com o mundo da cultura, sem que isso represente um perigo para a vida consagrada, entendendo que estes cada vez apresentam, de maneira mais explícita, valores alterados que podem atentar contra os conselhos evangélicos”.

A irmã Nicla Spezzati, em uma conferência intitulada “A vida fraterna à intempérie mediática”, destacou como, cada vez mais, a mídia procura despertar sensações, mais do que formar consciências ou gerar opiniões.

“É necessário cultivar a atitude crítica diante do que nos cerca”, sem “demonizar” nem exaltar, mas dando o peso justo ao que a mídia oferece.

A religiosa afirmou que a mídia não pode preencher os vazios afetivos que podem ser vividos na vida religiosa. Advertiu também sobre os perigos que alguns meios como o facebookskype, uso do celular (sms) podem causar à vida comunitária. Para isso, disse, é necessária uma comunidade bem constituída, na qual se viva claramente o ágape fraterno.

Mídia e votos

Por outro lado, Marcela Lombardi, consagrada do Movimento Regnum Christi, falou de como a mídia pode representar um perigo para a vivência da obediência, da pobreza e da castidade, se o usuário não faz uma leitura crítica e não vive de maneira consistente e fiel a sua vocação.

Indicou que é fundamental para uma pessoa consagrada “não fugir da realidade navegando na internet; aceitar que as relações pessoais são, em primeiro lugar, com a irmã de comunidade”.

Advertiu também como a mídia pode criar “necessidades”, que representam uma tentação contra o voto de pobreza.

Para isso, disse que é fundamental que cada consagrada faça um exame de consciência: “Sobre as últimas coisas que comprei ou pedi à minha superiora: com que critério o fiz? São necessidades reais ou caprichos?”.

Quanto à obediência, a consagrada afirmou que a mídia apresenta muitas vezes a figura de autoridade como um mero cargo de poder e não como um lugar de serviço à comunidade. “A autoridade é vista como algo que nos oprime. Por isso, a pessoa acaba achando que deve se rebelar e não obedecer.”

“A pessoa consagrada entregou sua liberdade nas mãos de Deus porque Ele pode dispor dela como bem entender. E o faz através de instrumentos humanos.”

Indicou a importância de “não nos deixarmos fascinar pelo que provoca uma sensação imediata, mas não leva a uma verdadeira riqueza espiritual”.

Olhar positivo

A última conferência do encontro esteve a cargo da escritora e também consagrada do Regnum Christi Ángeles Conde, sobre os novos areópagos e o uso adequado dos meios de comunicação. “Assim como a primeira geração de cristãos se esforçou por encontrar o ambiente pagão e romano, nós temos de nos esforçar por encontrar uma cultura por parte dos meios modernos.”

Recordou que os romanos eram pagãos e tinham uma moral muito difícil de mudar. Com o esquema de ver-julgar-agir, Conde fez um percorrido por diferentes sites católicos que procuram evangelizar e oferecer instrumentos de formação através dos novos meios.

Assim, apresentou-se neste evento acadêmico uma atitude crítica e ao mesmo tempo positiva com relação aos meios de comunicação, que podem ser um caminho, mais que um obstáculo, para construir laços de fraternidade nas comunidades e evangelizar as novas realidades.

Por Carmen Elena Villa

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* Doceria britânica oferece ‘bolos do divórcio’

quarta-feira, novembro 25th, 2009

Empresa de Brighton diz que guloseimas atendem a demanda crescente por festas pós-separação.

Uma doceria britânica está propondo colocar bom humor nos processos de separação judicial elaborando bolos coloridos e apetitosos para as chamadas “festas de divórcio”.

Com sede em Brighton, na costa do sudeste da Inglaterra, a Pink Rose Cakes oferece desenhos personalizados que incluem bonequinhos de uma noiva empurrando um noivo de um bolo de três andares, um noivo chutando uma camada de pão-de-ló sob os dizeres “Enfim livre!”, e dois ex-pombinhos portando rifles e atirando um no outro.

Foto: Cortesia Pink Rose Cakes/BBC


Bolo para divórcio. (Foto: Cortesia Pink Rose Cakes/BBC)

Foto: Cortesia Pink Rose Cakes/BBC


Bolo para divórcio. (Foto: Cortesia Pink Rose Cakes/BBC)

Foto: Cortesia Pink Rose Cakes/BBC

Bolo para divórcio (Foto: Cortesia Pink Rose Cakes/BBC)

“Algumas pessoas podem achar a proposta meio insensível, mas outros a veem como um final apropriado para um período de sua vida – e também uma oportunidade de fazer uma festa”, disse a proprietária da doceria, Fay Miller.

Os bolos custam entre 300 e 500 libras esterlinas (algo entre R$ 850 e R$ 1.500) e, segundo Miller, têm como finalidade incentivar uma “atitude positiva” diante da adversidade.

“Prefiro o humor a algo sóbrio ou vingativo, por isso eu uso várias figurinhas interagindo umas com as outras.”

A empresária diz que quer surfar na onda de produtos feitos sob medida para quem está colocando um ponto final no seu período matrimonial.

Em países como a Grã-Bretanha e a Áustria já existem inclusive as chamadas “feiras do divórcio”, em que advogados e empresas expositoras colocam seus produtos à mostra para ajudar os ex-casados a ter um processo o mais pacífico possível.

Segundo Miller, depois de virar moda nos Estados Unidos, as “festas de divórcio” são cada vez mais comuns em outros lugares do mundo.

“Acho que as pessoas estão definitivamente se dobrando à idéia de gritar para o mundo que elas estão de volta no mercado”, disse a doceira.

Fonte : G1

***

Cômico? se não fosse trágico.

Afinal, como disse a dona do negócio: “Acho que as pessoas estão definitivamente se dobrando à idéia de gritar para o mundo que elas estão de volta no mercado“.


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