Por Arquivo janeiro, 2010

* Volte pra casa e traga seus amigos e queridos com você.

domingo, janeiro 31st, 2010
Sempre é possível começar tudo de novo..

Sempre é possível começar tudo de novo..

Jesus o quer de volta para a Igreja e para a Paz perdida.

Volte !

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* Avatar e a hipótese Gaia.

domingo, janeiro 31st, 2010
Muita coisa se tem dito a respeito do sucesso Avatar. Entretanto, creio que faltou abordar ainda o maior problema do filme, que é seu personagem mais importante: Eiwa. Trata-se de uma entidade espiritual formada por todos os seres vivos e o ambiente físico de Pandora, que se manifesta no fim da batalha, quando a derrota está evidente para os mocinhos, virando o jogo. Eiwa é para Pandora o que Gaia é para a Terra.

Em Avatar, vê-se claramente que Cameron faz proselitismo declarado a favor da hipótese de Gaia, originalmente proposta pelo investigador britânico James E. Lovelock , hipótese essa que vê a Terra como “um complexo sistema interagente”, e que descreve nosso planeta como “um único organismo vivo”. Essa hipótese recebe nome e inspiração da deusa grega Gaia, que se acreditava ser “a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo”.

“Vista com descrédito pela comunidade científica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecológicos, místicos e alguns pesquisadores. Com o fenômeno do aquecimento global e a crise climática no mundo, a hipótese tem ganhado credibilidade entre cientistas” (Wikipedia).

Todos saem do cinema com a clara sensação de que o planeta Pandora só encontrou a harmonia quando seus habitantes se harmonizaram com Eiwa.

Para mim, trata-se de um pesado e muito bem pensado investimento, dentro de um plano cuidadosamente arquitetado para difundir (e encantar) com as teorias da Nova Era, principalmente as mentes e corações dos mais novos.

(Jeferson Quimelli, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, PR)

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* Outras reações da Igreja contra o PNDH.

domingo, janeiro 31st, 2010



Diante do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), lançado no dia 21 de dezembro de 2009, na penumbra da noite, pelo presidente da República, expressamos firmemente nosso repúdio pela sua intransigência e desrespeito para com o povo brasileiro. O Programa, entre outras graves ofensas à sociedade, propõe

  • a modificação do Código Penal para garantir a descriminalização do aborto;
  • a regularização da união e adoção de criança entre pessoas do mesmo sexo;
  • que os sistemas de informação pública passem a considerar como informações autodeclarações de homossexuais;
  • defende ainda que travestis e transsexuais possam escolher seus nomes em documentos sem necessidade de decisão judicial;
  • a profissionalização da prostituição;
  • a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União;
  • a inclusão no currículo escolar do ensino da diversidade religiosa com destaque para as religiões africanas;
  • a criação de um grupo de trabalho para elaborar um projeto de lei para instituir uma comissão nacional da verdade com o objetivo de investigar violações dos direitos humanos durante o regime militar.

Convém explicitar que o povo brasileiro quer ser reconhecido como promotor e defensor da vida e da dignidade do nascituro e tem o direito de assim ser apresentado sem o temor de por este motivo ser considerado subdesenvolvido. Os problemas socioeconômicos como o desemprego, a fome, a pobreza não se resolve com a liberação do aborto. Adicionalmente, sabe-se, cientificamente, que o aborto provocado aumenta o risco para as mães, a morbidade a curto, médio e longo prazo.

Não se pode distrair a atenção das necessidades urgentes de saúde básica que eliminem as causas do aborto. É preciso assumir metas que procurem eliminarem as suas causas, tais como: uma política familiar corajosa; atenção à saúde da mulher; melhoria da situação de pobreza; proteção às pessoas nascidas com deficiência; educação para a prevenção de uma gravidez não planejada; tentar superar a mentalidade inaceitável da hodierna sociedade, de modo particular a cultura sexual que quer separar o uso genital da procriação; consultórios familiares, onde se oriente os casais; ajudar as mulheres grávidas; instituições que apoiem as mães, os filhos e os casais e centros de acolhida à vida. A mulher brasileira não vê a sua dignidade reduzida ao direito de abortar.

Uma lei que regulamentasse a união entre pessoas homossexuais estaria criando uma espécie privilegiada de cidadãos, em razão de prática ou comportamento sexual diversos dos que são usualmente seguidos pela grande maioria da população brasileira. Esta poderia tornar-se como que refém e passível de opressão por uma minoria, que, a qualquer momento, poderia alegar suposto preconceito ou discriminação (em razão de prática e atitude sexual que se reprovasse) para fins de aplicação dos dispositivos de lei com trágicas e inteiramente desproporcionais consequências para sua vida pessoal, profissional e familiar.

Por outro lado, há de se reconhecer a todos os direitos decorrentes da dignidade da pessoa humana, mas não há fundamento para privilegiar comportamentos sexuais dissonantes do padrão social usualmente aceito, com graves e inadmissíveis restrições à liberdade de crença, opinião e correspondentes atitudes dos demais.

A Sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26-27; Ef 5,31-32) e fecha com as “núpcias do Cordeiro” (Ap 19,7.9). O matrimônio é uma união indissolúvel entre homem e mulher, instituído por Deus desde a criação do mundo, e sobre esta vontade divina que rege a moral conjugal não pode estar nenhuma lei humana. Por esta razão, a Igreja se opõe, terminantemente, à eliminação de um elo essencial dessa unidade. Por sua vez, a Igreja assegura, convictamente, que a criança tem direito de ser educada na família constituída pelo pai e pela mãe. É através da referência segura e reconhecida dos próprios pais que a criança pode descobrir a própria identidade e amadurecer a própria formação humana.

Salientamos que não se trata de discriminação negar às pessoas do mesmo sexo a possibilidade de se casarem, mas de reconhecer e defender o matrimônio como instituição essencialmente heterossexual.

O Programa de Direitos Humanos, do presidente da República, trata-se de iniciativas que se manifestam em atitudes antiéticas, arbitrárias, agressivas, antidemocráticas, intolerantes, preconceituosas, um atentado à justiça e uma violação à Constituição Federal.

Brasília, 13 de janeiro de 2010.

Pe. Luiz Antonio Bento

Assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família – CNBB

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* 67 Bispos Brasileiros se pronunciam acerca do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos.

domingo, janeiro 31st, 2010

Pronunciamento acerca do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos

Nós abaixo-assinados, impelidos por nosso dever pastoral como Bispos católicos, provenientes de várias regiões do País, reunidos em um encontro de atualização pastoral – prosseguindo a tradição profética da Igreja Católica no Brasil que, nos momentos mais significativos da história de nosso País, sempre se manifestou em favor da democracia, dos legítimos direitos humanos e do bem comum da sociedade, em continuidade com a Declaração da CNBB do dia 15 de Janeiro de 2010 e com a Nota da Comissão Episcopal de Pastoral para a Vida e a Família e em consonância com os pareceres emitidos por diversos segmentos da sociedade brasileira feridos pelo III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), assinado pelo Presidente da República no dia 21 de dezembro de 2009 – nos vemos no dever de manifestar publicamente nossa rejeição a determinados pontos deste Programa.

Diz a referida Declaração: “A CNBB reafirma sua posição muitas vezes manifestada em defesa da vida e da família e contrária à discriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homo-afetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante, pretende ignorar nossas raízes históricas”.

Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os níveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado. Os símbolos religiosos expressam a alma do povo brasileiro e são manifestação das raízes históricas cristãs que ninguém tem o direito de cancelar.

Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacender conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social.

Fazemos nossas as palavras do Cardeal Dom Geraldo Majela Agnelo, Primaz do Brasil, referidas à proposta de discriminalização do aborto, mas extensivas aos demais aspectos negativos do programa. O PNHD 3 “pretende fazer passar como direito universal a vontade de uma minoria, já que a maioria da população brasileira manifestou explicitamente sua vontade contrária. Fazer aprovar por decreto o que já foi rechaçado repetidas vezes por órgãos legítimos traz à tona métodos autoritários, dos quais com muito sacrifício nos libertamos ao restabelecer a democracia no Brasil na década de 80”.

“Firmes na esperança, pacientes na tribulação, constantes na oração” (Rm 12, 12), confiamos a Deus, Senhor supremo da Vida e da História, os rumos de nossa Pátria brasileira.

Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2010.

+ Alano Maria Pena, Arcebispo de Niteroi, RJ

+ Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira

+ Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica S. João Maria Vianney, Campos, RJ

+ Benedito Gonçalves Santos, Bispo de Presidente Prudente, SP

+ Joaquim Carreira, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ Juarez Silva, Bispo de Oeiras, PI

+ Manoel Pestana Filho, Bispo emérito de Anápolis, GO

+ José Moreira da Silva, Bispo de Januária, MG

+ Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo de Divinópolis, MG

+ Guiliano Frigenni, Bispo de Parintins, AM

+ Paulo Francisco Machado, Bispo de Uberlândia

+ Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Imperatriz, MA

+ Philipe Dickmans, Bispo de Miracema, TO

+ Edney Gouvêa Mattoso, Bispo eleito de Nova Friburgo, RJ

+ Carlos Alberto dos Santos, Bispo de Teixeira de Freitas – Caravelas, BA

+ Walter Michael Ebejer, Bispo emérito de União da Vitória, PR

+ José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas – Francisco Beltrão, PR

+ Franco Cuter, Bispo de Grajaú, MA

+ Karl Josef Romer, Secretário emérito do Pontifício Conselho para a Família

+ Roberto Lopes, Abade do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, RJ

+ Orani João Tempesta OCist., Arcebispo do Rio de Janeiro, RJ

+ Eugenio de Araujo Card. Sales, Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, RJ

+ João Carlos Petrini, Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia

+ Luciano Bergamin, Bispo de Nova Iguaçu, RJ

+ Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+ Wilson Tadeu Jönck, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro

+ Pedro Brito Guimarães, Bispo de São Raimundo Nonato, PI

+ Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, PE

+ Salvador Paruzzo, Bispo de Ourinhos, SP

+ José Moureira de Mello, Bispo de Itapeva, SP

+ José Francisco Rezende Dias, Bispo de Duque de Caxias, RJ

+ Laurindo Guizzardi, Bispo de Foz do Iguaçu, PR

+ Gornônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, SP

+ Carmo João Rhoden, Bispo de Taubaté, SP

+ Ceslau Stanula, Bispo de Itabuna, BA

+ João Bosco de Sousa, Bispo de União da Vitória, PR]

+ Osvino José Both, Arcebispo Militar do Brasil, BSB

+ Capistrano Francisco Heim, Bispo Prelado de Itaituba, PA

+ Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba, PB

+ Gil Antonio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora, MG

+ Moacir Silva, Bispo de São José dos Campos, SP

+ Diamantino Prata de Carvalho, Bispo de Campanha, MG

+ Caetano Ferrari, Bispo de Bauru, SP

+ Aléssio Saccardo, Bispo de Ponta de Pedras, PA

+ Heitor de Araújo Sales, Arcebispo emérito de Natal, RN

+ Matias Patrício de Macêdo, Arcebispo de Natal, RN

+ Geraldo Dantas de Andrade, Bispo auxiliar de São Luis do Maranhão, MA

+ Bonifácio Piccinini, Arcebispo emérito de Cuiabá, MT

+ Tarcísio Scamarussa, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ Celso José Pinto da Silva, Arcebispo emérito de Teresina, PI

+ José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju, SE

+ Antônio Carlos Altieri, Bispo de Caraguatatuba, SP

+ Aloisio Hilário de Pinho, Bispo emérito de Jataí, GO

+ Guilherme Porto, Bispo de Sete Lagoas, MG

+ Adalberto Paulo da Silva, Bispo Auxiliar emérito de Fortaleza, CE

+ Bruno Pedron, Bispo de Ji-Paraná, RO

+ Fernando Mason, Bispo de Piracicaba, SP

+ João Mamede Filho, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP

+ José Maria Pires, Arcebispo emérito de Paraíba, PB

+ Alfredo Schaffler, Bispo de Parnaíba, PI

+ João Messi, Bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda, RJ

+  Friederich Heimler, Bispo de Cruz Alta, RS

+ Osvaldo Giuntini, Bispo de Marília, SP

+ Assis Lopes, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+ Edson de Castro Homem, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

+Alessandro Ruffinoni, Bispo auxiliar de Porto Alegre, RS

+ Leonardo Menezes da Silva, Bispo auxiliar de Salvador, BA

***

Longa vida a nossos Bispos e nosso apoio cidadão e cristão a essa corajosa  e coerente posição.

Esse pronunciamento é muito importante e deve ser divulgado de todas as formas possíveis para nosso povo católico e não católico, como reflexão e formação de opinião.


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* O Papa é importante na política internacional ?

domingo, janeiro 31st, 2010
O norte-americano John Allen  (foto) é um dos vaticanistas de referência no atual papado de Bento XVI sobre quem ele publicou duas biografias.

Allen escreve no National Catholic Reporter e é comentarista religioso da rede de TV CNN e da rádio pública NPR. Ele vive entre Roma e Denver.

Nesta entrevista, Allen analisa o atual momento da Igreja católica, a estratégia de Joseph Ratzinger e sua preocupação com a Espanha.

A reportagem é de Eusebio Val, publicada no jornal La Vanguardia,

***

O Papa ainda é importante na política internacional?

Mais importante do que muitos pensam.

A Igreja católica tem 1,2 bilhões de membros espalhados por todo o planeta. Mesmo que o Papa não possa apertar um botão para que os católicos façam alguma coisa, a linha que ele marca é sim importante para fixar as prioridades políticas, sociais e culturais dos católicos.

O caso mais óbvio é o papel de João Paulo II na derrubada do comunismo na Europa. Ele também foi a principal voz da rejeição moral à guerra dos EUA no Iraque.

Você escreveu que a Igreja católica é para a religião aquilo que os EUA são para geopolítica.

Sim, é a outra superpotência que resta. Cada vez que há alguma iniciativa inter-religiosa importante no mundo, ninguém presta atenção, a menos que o Papa participe.

A Igreja católica é a maior e a mais integrada verticalmente. Tem uma estrutura de mando clara. Como nenhuma outra religião.

Ninguém sabe quem manda no islã, no hinduísmo ou no judaísmo. Isso lhe dá uma capacidade única para se mobilizar. Assim como não há solução a nenhum problema político ou econômico global que não envolva os EUA, não há solução a nenhum problema religioso ou espiritual global que não envolva a Igreja católica.

E além disso ela possui um corpo diplomático…

Sim, não existe nenhuma outra religião que o tenha. São 193 os países que mantêm relações diplomáticas com a Santa Sé. Só poucos não têm: Vietnã, Coreia do Norte, Arábia Saudita e Irã. Não é uma lista em que você gostaria de estar. A Igreja católica está posicionada de maneira única para ser uma voz religiosa e de consciência nos assuntos globais.

Que missão esse Papa tem, em sua opinião?

É muito claro que a tarefa número um de Bento XVI está voltada ao interior da Igreja, não ao exterior.

O que ele tenta fazer é restaurar um forte sentimento de identidade católica, o que significa ser católico e o que nos diferencia do resto. Por isso, existe muito cuidado sobre como são traduzidos os textos da liturgia, tanta atenção aos teólogos que, do ponto de vista do Vaticano, estão ensinando as coisas equivocadas. O projeto principal de Bento XVI é restaurar um sentimento de identidade católico forte, claro, musculoso. Sua esperança é que, se assim o fizer, o catolicismo será mais unido e mais efetivo para levar sua mensagem ao mundo.

Este Papa é de transição, dada a sua idade?

Cada Papa é um Papa de transição, pois houve 264 antes que ele, e provavelmente haverá centenas depois. Mas não acredito que Bento XVI tenha sido eleito simplesmente para manter o assento quente por poucos anos até que escolham outro.

No conclave de 2005, os cardeais decidiram que o desafio mais importante para a Igreja é a crise de fé na Europa, que é a parte do mundo mais apática diante da fé ou em alguns casos mais hostil, e alguém tinha que fazer alguma coisa.

Eles acreditaram que Bento XVI, que escreveu, pensou e falou sobre a situação da fé na Europa durante décadas, seria o homem adequado. O que acontece é que Bento XVI é famoso por pensar em longo prazo. Ele não se preocupa com a manchete do La Vanguardia de amanhã, mas sim com a situação dentro de 200 anos. Você não pode esperar resultados imediatos. Mas não acredito que se possa dizer que é um papado de transição, no sentido de que não faz nada. Pelo contrário, ele tenta legar um magistério que permita que a Igreja supere a crise da secularização europeia. A má notícia para os jornalistas é que devemos esperar 200 anos para ver se isso funciona.

O próximo Pontífice pode ser negro ou sul-americano?

Da última vez, um finalista foi o cardeal argentino Bergoglio. Foi levado muito a sério como candidato.

É possível? Claro que sim. Se olharmos aos números, desses 1,2 bilhões de católicos, mais de 700 milhões vivem na América Latina, na África e na Ásia. Por isso, de certa maneira, já seria hora de que houvesse um Papa do mundo em desenvolvimento.

Mas quando os cardeais se reúnem no conclave, eles não pensam no passaporte, na idade ou em onde o candidato estudou. Eles tentam, na verdade, escolher aquele que tenha mais talento, mais santidade, o mais preparado para dirigir a Igreja. Se for africano, perfeito. Se for alemão, como aconteceu da última vez, isso não vai lhes parar. Mesmo que veja como possível, não acredito que irão eleger alguém pelo fato de ser negro. Irão eleger porque acreditam que é o homem adequado para ser Papa. E se for negro, isso não será um obstáculo.

Pode haver uma mudança radical na Igreja como, por exemplo, a perestroika na URSS?

Claro que é possível. Mas as lixeiras da história da Igreja estão cheias de cadáveres de jornalistas que tentaram prever o futuro. Eu não tenho bola de cristal. Historicamente, a mudança na Igreja católica é uma surpresa. Aí está a diferença com os protestantes. Eles mudam constantemente. Têm suas reuniões e votam sobre seus magistérios, rodam seus bispos.

Na Igreja católica, pelo contrário, as coisas, na superfície, parecem não se mover durante muito tempo até que, de repente, algo entra em irrupção. Aconteceu assim com o ConcílioVaticano II. Muito poucos anteciparam a mudança tão substancial que ele traria. É possível outra mudança radical? Claro que sim, mas atualmente eu não vejo isso no horizonte.

Qual é o estado de saúde do catolicismo em escala global?

Varia imensamente segundo a região do mundo. Em nível estatístico, o catolicismo goza da melhor saúde na África subsaariana. Em 1900, havia ali 1,9 milhões de católicos. Agora, são 165 milhões. É um crescimento de mais de 8.000% em pouco mais de um século. Os seminários estão cheios, e as missas também. Isso não diz muito sobre a qualidade da fé, mas, numericamente, o catolicismo tem um mercado em expansão, vive um boom na África.

Em algumas áreas da Europa, ocorre o contrário. A participação na missa caiu a 4%, 5%, 6%. Os seminários estão morrendo.A Igreja tem uma influência pública muito reduzida. O Papa não conseguiu nem uma menção de Deus na Constituição Europeia. Mas é perigoso e enganoso avaliar a saúde da Igreja com base na Europa. É como estudar o mercado da Coca-ColaPepsi. No marco global, pelo menos em nível quantitativo, a Igreja católica vai bem.

A Espanha é uma grande preocupação para esse Papa.

A Espanha não é só umagrande preocupação para esse Papa. A Espanha é uma preocupação para o Vaticano e para a Igreja católica em toda a Europa. Zapatero se converteu no símbolo de todo o equívoco do secularismo europeu.

Zapatero é o símbolo desse secularismo radical, hostil à religião, hostil à Igreja católica e hostil aos seus ensinamentos morais.

A preocupação é que o impacto de Zapatero não fique só na Espanha, mas que se estenda pela Europa e tenha um sério impacto na América Latina, onde vive a metade dos católicos do mundo. Existe um sério temor de que Zapatero seja uma doença que se estenda e infecte toda a América Latina.

E como o Vaticano reagiu a essa situação?

Acredito que há duas atitudes. Uma é partidária de lutar contra Zapatero, de levar as pessoas às ruas para manifestações em favor da família, para protestar contra o governo.

A outra é partidária de dialogar com Zapatero e de convidar o movimento que ele representa para uma conversa razoável, para que não veja a Igreja católica como um inimigo, mas sim como uma potencial amiga. Esse era o estilo de Bento XVI quando se encontrou pela primeira vez com Zapatero, em Valência, no Congresso Mundial da Famílias, em 2006. Entre os jornalistas, esperava-se que esse encontro fosse muito violento, mas na realidade foi uma festa do amor em que Bento XVI, de maneira deliberada, não propôs nenhuma das questões contenciosas como o aborto, o casamento homossexual, a eutanásia ou a relação Igreja-Estado.

Seu estilo foi tentar encontrar áreas de acordos potenciais e construir uma relação. Acredito que essas duas atitudes definem a reação da Igreja católica.

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* Felicitam o PGR por impugnar lei de “matrimônio” homossexual, no México.

domingo, janeiro 31st, 2010

Líderes pró-família e pró-vida do México expressaram sua satisfação pela decisão da Procuradoria Geral da República (PGR), de impugnar perante a Suprema Corte de Justiça da Nação a lei de matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de adotar menores, pois se trata de uma norma que viola a Constituição do país.

Líderes como o dirigente de Pró Vida, Jorge Serrano Limón; o ex-presidente da União Nacional de Pais de Família, Guillermo Bustamante; o presidente do Colégio de Advogados Católicos, Armando Martínez; entre outros, assinalaram que a norma aprovada pela Assembléia Legislativa do Distrito Federal (ALDF), representa “uma séria ameaça para o país”, vai contra a Carta Magna e não escuta os 75 por cento de habitantes do Distrito Federal (DF) que se opõem a que este tipo de casais adotem crianças.

Lei inconstitucional

A PGR apoiou seu recurso de impugnação ao advertir que as reformas aos artigos 146 e 391 do Código Civil do DF vão contra a Constituição nacional.

No caso do artigo 146, a PGR indicou que este transgride o princípio de legalidade porque se separa do fim constitucional de amparo da família concebida expressamente pelo Poder Constituinte Permanente em 1974.

Sobre o artigo 391, que permite aos casais do mesmo sexo adotar crianças, assinalou que é inconstitucional porque não cumpre com o princípio de legalidade ao não tomar em conta o interesse superior do menino, que está por cima de qualquer outro direito. Acrescentou que a criança tem direito ao modelo de família concebido expressamente pelo Poder Constituinte Permanente no juízo da reforma de 1974 a tal dispositivo constitucional.

A PGR também rechaçou o argumento da ALDF, de que aprovou o “matrimônio” homossexual porque não existia amparo legal para o exercício dos direitos dos casais do mesmo sexo e que desejam fundar uma família.

“Isso não é exato, pois no Distrito Federal existe, desde 2006, a instituição jurídica da sociedade de convivência, que tutela virtualmente os mesmos direitos que o matrimônio, salvo os relacionados com a procriação e a descendência”, advertiu a PG

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* “Santo” Daime, a religião do chá alucinógeno.

domingo, janeiro 31st, 2010

Comunidades que adotam o santo-daime em rituais apoiam decisão do governo de restringir o uso a cerimônias religiosas; Adeptos, no entanto, reconhecem que ainda há preconceito em relação ao chá que tem efeitos alucinógenos e popularizou-se na Região Norte

Os adeptos que usam o santo-daime ou ayahuasca (bebida alucinógena) em cerimônias religiosas comemoraram a decisão do governo brasileiro em restringir o uso religioso do chá apenas a cultos e manifestações espirituais.

A resolução foi publicada no Diário Oficial da União do último dia 26 e veta o comércio e propaganda do produto, além de coibir o consumo em eventos turísticos.

“A medida vai evitar a banalização do que é considerado sagrado pela nossa comunidade”, afirma um dos integrantes da Igreja Céu do Planalto, Manuel Poppe, ao mencionar os anúncios de venda do chá pela internet. Ele integra um grupo de 150 adeptos da seita que prega como princípios básicos a busca do autoconhecimento e a interligação com Deus por meio dos seres vivos. Em meio ao verde que cerca a igreja, o grupo mantém o cultivo das duas plantas da Floresta Amazônica que são a base do chá: o cipó (Banisteriopsis caapi) e a Chacrona (Psychotria viridis). É de lá que eles tiram cerca de mil litros para os rituais sagrados do ano todo.

Manuel Poppe, integrante da Igreja Céu do Planalto:
Manuel Poppe, integrante da Igreja Céu do Planalto: “A medida vai evitar a banalização do que é considerado sagrado pela nossa comunidade”

Estima-se que no Brasil existam cerca de 3 mil usuários do chá alucinógeno com finalidade religiosa. Em Brasília, esse número pode chegar a 500, segundo Poppe, mas não há estimativa precisa. Vestido de camisa branca, calça e gravata azuis — traje especial para dias de ritual — ele confessou que o uso do chá ainda é muito malvisto pelas pessoas que desconhecem o seu verdadeiro uso. “As pessoas veem no chá uma coisa muitas vezes maléfica só porque traz alucinações, mas os adeptos não se utilizam da bebida para outra finalidade que não seja para facilitar a meditação e a busca do sagrado”, completa.

É o caso de Marília (nome fictício), 28 anos. Ela buscou o santo-daime após passar por várias experiências religiosas, mas ainda teme o preconceito. A estudante é adepta da bebida há três anos e diz encontrar a paz todas as vezes que se prepara para o ritual. “A experiência é única, é como se você se desconectasse da terra para assumir uma esfera superior, em busca de inspiração, expansão da mente”, conta.

A sensação de transe também é sentida por Davi (nome fictício), de 32 anos. Ele conheceu o chá quando tinha 18 anos, pelas mãos de um xamã (liderança espiritual), no interior do Amazonas. “Passei muito mal na primeira vez que tive contato, com náuseas e tontura, mas a sensação de tranquilidade e de alívio é muito compensatória depois de tudo”, diz. Hoje, ele é um dos praticantes da religião.

O professor Juliano da Rede, 29 anos, que toma o daime há 11 anos, discorda da restrição do uso, apesar de achar que deve ser feito por pessoas que têm algum preparo psicológico. “As plantas medicinais estão há milênios na natureza. No momento em que se limita essa necessidade, impede-se que uma dádiva divina seja acessada por pessoas mais esclarecidas e sem vínculos religiosos”, critica.

A resolução do governo sugere também que as entidades façam uma triagem das pessoas que pretendem ingerir o chá pela primeira vez, além de vetar o uso por aqueles que têm problemas com álcool, transtornos mentais e sejam usuários de outras drogas. Manuel Poppe adianta que as seitas mais sérias já adotam esse tipo de recomendação. “O uso da substância sempre foi responsável e com objetivo exclusivo de fazer a conexão com os seres espirituais”, afirma.

Patrimônio cultural

A ayahuasca ou santo-daime é de origem inca e comumente utilizada por indígenas da Região Norte do Brasil. Na década de 70, o uso do chá se expandiu pela América do Sul, onde foram criados diversos movimentos religiosos baseados na consagração da droga. Essa é a segunda vez que o governo impõe regras para o consumo do alucinógeno.

A bebida chegou a ser proibida na década de 80 por conta de denúncias do mau uso, mas, logo depois, liberada mediante a comprovação de estudos científicos sobre a importância do composto para as cerimônias religiosas.

Em 2008, o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, encaminhou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) um processo para transformar o uso do chá em patrimônio da cultura brasileira. A proposta teve respaldo nas entidades doutrinárias ligadas ao alucinógeno. “Espero que nós possamos celebrar em breve o registro do ayahuasca como patrimônio cultural da nação brasileira. Nesse caso específico, acrescenta-se o afeto em relação à outra dimensão importantíssima para a vida, que é a natureza”, disse o ministro à época.

A religião no mundo

Conhecida também como a doutrina da floresta, o santo-daime vem ganhando cada vez mais adeptos Brasil afora. “A expansão da religião deixa evidente a importância dessa doutrina para as pessoas porque fala de cura, de Deus e de busca interior”, destaca o antropólogo e seguidor, Fernando La Rocque. Autor de uma tese de mestrado sobre os benefícios terapêuticos e espirituais do chá, La Rocque foi um dos pioneiros na difusão da doutrina no país. Segundo o antropólogo, o crescimento de adeptos nos países ajuda a pressionar por uma legislação da religião.

A doutrina do santo-daime expandiu-se na Europa durante a década de 90 e o primeiro país a fazer a legalização foi a Holanda, em 2001.Hoje, há quatro núcleos da igreja do santo daime no país. “Além deles, já temos legalização nos Estados Unidos, Holanda e Canadá. Outros processos estão em andamento na Espanha, Alemanha e na Itália”, comemora.

Apesar do avanço com a restrição do chá para uso religioso, o antropólogo acredita que o governo brasileiro ainda deixa a desejar. Ele afirma que a falta de regras para liberar a exportação do produto para os países onde já existe legalização pode atrapalhar o desenvolvimento da doutrina. “Estamos em constante debate com o Conad na busca de uma solução para que a religião seja desenvolvida da melhor forma. Sabemos que é um processo complexo porque envolve as áreas de relações exteriores, de exportação, assim como de vigilância sanitária, mas a briga é legítima e queremos avançar”, conclui.

A falta de legislação para transportar o santo-daime pelos países da Europa já foi responsável por inúmeras prisões. Em 2009, 52 pessoas foram detidas na Itália e na França acusadas de tráfico. “O grau de desiformação também é grande em relação à doutrina. As pessoas se arriscam sob a condição de serem presas por carregarem um produto sagrado de baixíssimo teor de substância alucinógena. Se houvesse mais divulgação por parte dos governos, não precisaríamos ver cenas como essas”, conclui Fernando La Rocque

Danielle Santos -Correio Brasiliense

***

Onde chega a busca de sentido!

Urge evangelizar!!

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* Bispo peruano suspende sacerdote “ecologista” partidário do aborto.

domingo, janeiro 31st, 2010

-Dom Carmelo Martínez Lázaro, Bispo da diocese da Cajamarca (no norte do Peru) suspendeu “A Divinis” ao controvertido sacerdote Marco Arana, tanto por sua participação na política partidária como por haver-se pronunciado a favor do aborto em reiteradas ocasiões.

A decisão da suspensão, anunciada ao Pe. Arana mediante uma carta oficial da diocese datada em 4 de janeiro, tomou logo que o Bispo solicitasse ao sacerdote em reiteradas ocasiões distanciar do ativismo político e corrigir-se sobre a opinião expressa publicamente e em diversas ocasiões de que o aborto é “um tema de consciência da mulher”, transgredindo os ensinamentos da Igreja.

O Pe. Arana cobrou notoriedade por sua participação em uma ONG ecologista oposta às atividades mineiras no departamento peruano de Cajamarca.

Paulatinamente, o ativismo ecologista do sacerdote foi derivando em participação política, até chegar a recente criação de um movimento político de esquerda chamado “Terra e Liberdade”, através do qual pensa converter-se em candidato à Presidência da República.

Dom Martínez assinala na carta que, apesar dos reiterados pedidos de distanciamento da política partidária e de clarificação de sua postura em relação ao aborto, o Pe. Arana permaneceu na contumácia.

A suspensão implica que o sacerdote não poderá utilizar hábito talar  –coisa que nunca utilizou–, nem celebrar Missas ou sacramentos em público, enquanto não emende sua conduta.

ACI

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* É urgente propor valores aos jovens, afirma Papa.

domingo, janeiro 31st, 2010
Há necessidade de respostas novas e criativas aos problemas atuais, afirma

Por Inma Álvarez

O Papa Bento XVI convidou os membros das Academias Pontifícias a oferecer respostas adequadas e criativas aos problemas apresentados pela cultura contemporânea, recorrendo sempre às “riquezas da tradição cristã”.

Em particular, é necessário “oferecer valores” às jovens gerações, em uma sociedade dominada pelo relativismo e subjetivismo.

O pontífice recebeu hoje, em audiência, os membros das Academias Pontifícias de S. Tomás de Aquino, de Teologia, de Arqueologia, da Imaculada, de Belas Artes, Cultorum martyrum, e a Academia Mariana, durante sua tradicional sessão pública anual.

Recordando que hoje se celebra, precisamente, a memória de S. Tomás de Aquino – a cujo pensamento está dedicada toda uma Academia –, Bento XVI convidou os membros e especialistas das Academias a “confiar na possibilidade da razão humana”, mantendo a fidelidade ao “depósito da fé” na hora de enfrentar as questões apresentadas pelo diálogo com as culturas.

“É necessário que as Academias Pontifícias sejam, hoje mais que nunca, instituições vitais e vivazes, capazes de perceber agudamente tanto as perguntas da sociedade e das culturas como as necessidades e expectativas da Igreja”, afirmou.

O objetivo do trabalho das Academias Pontifícias deve ser, explicou o Papa, “promover, com todas as energias e meios disponíveis, um autêntico humanismo cristão”.

“A cultura contemporânea, e mais ainda os próprios crentes, solicitam continuamente a reflexão e ação da Igreja nos vários âmbitos em que emergem novas problemáticas e que constituem também setores nos quais trabalhais.”

Estes setores são, explicou o Papa, “a busca filosófica e teológica; a reflexão sobre a figura da Virgem Maria; o estudo da história, dos monumentos, dos testemunhos recebidos em herança das primeiras gerações cristãs, a começar pelos mártires; o delicado e importante diálogo entre fé cristã e a criatividade artística”.

Neste sentido, convidou os acadêmicos a “oferecer uma contribuição qualificada, competente e apaixonada, para que toda a Igreja, e em particular a Santa Sé, possa dispor de ocasiões, de linguagens e de meios adequados para dialogar com as culturas contemporâneas”.

Com isso, a Igreja poderá responder “eficazmente às questões e aos desafios que a interpelam nos vários âmbitos do saber e da experiência humana”.

Jovens

Em particular, o Papa mostrou sua preocupação pelos jovens, cuja formação se vê afetada pela perda de valores nas sociedades ocidentais.

“Como afirmei muitas vezes, a cultura de hoje ressente-se profundamente, não só de uma visão dominada pelo relativismo e pelo subjetivismo, mas também de métodos e atitudes por vezes superficiais e até mesmo banais.”

Esta superficialidade prejudica “a seriedade da investigação e da reflexão e, portanto, também do diálogo, do confronto e da comunicação interpessoal”.

Portanto, o Papa afirma que é necessário “recriar as condições essenciais para uma real capacidade de aprofundamento no estudo e na investigação, para que se dialogue de modo racional e as pessoas se confrontem eficazmente sobre as diferentes problemáticas, na perspectiva de um crescimento comum e de uma formação que promova o homem na sua integralidade e completude”.

Esta “carência de pontos de referência ideais e morais” afeta “convivência civil e sobretudo a formação das gerações jovens”, advertiu.

Neste sentido, afirmou que é necessário realizar “uma oferta ideal e prática de valores e de verdade, de fortes razões de vida e de esperança, que possa e deva interessar a todos, sobretudo aos jovens”.

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Portugal: Católicos exigem referendo sobre “casamento” gay.”

sábado, janeiro 30th, 2010

Em Portugal, os defensores do referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo vão sair às ruas no dia 20 de fevereiro, numa manifestação em favor da família. A ação é promovida pela Plataforma Cidadania e Casamento, um grupo de cidadãos formado por numerosos católicos, que entregou no Parlamento uma petição com mais de 90 mil assinaturas, solicitando a realização de uma consulta popular. A Igreja apoia a iniciativa e lança um apelo a todos os católicos, para que compareçam maciçamente à manifestação.

“Acreditamos que esta ação possa mudar o rumo das coisas, porque se trata de pessoas concretas, de famílias inteiras e de jovens indignados que saem às ruas para mostrar que esta lei proposta pelo Governo é errada, foi feita às escondidas e nunca se falou sobre suas reais consequências” – explicou um membro da Plataforma Cidadania e Casamento, Sofia Guedes.

Os manifestantes descerão a Avenida da Liberdade, em Lisboa, e concluirão seu protesto com uma pequena festa na Praça dos Restauradores. A Plataforma Cidadania e Casamento acredita que milhares de pessoas vão aderir a esta ação pública, mesmo porque mais de 90 mil subscreveram a petição, exigindo a realização do referendo.

Sofia Guedes sublinha que a manifestação é promovida por “cidadãos comuns” e garante que a Plataforma Cidadania e Casamento “não tem preferências por credos, raças ou condições sociais ou etárias”. Todavia, a Igreja Católica aplaudiu a iniciativa.

“A Igreja alegra-se com qualquer iniciativa que defenda os valores da família e do casamento, e que ultrapassam as fronteiras da Igreja. Os católicos devem participar porque, assim, estarão defendendo esses princípios que são fundamentais para a Igreja” – disse o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão.

Questionado sobre se – tal como ocorreu na Espanha – os membros da hierarquia da Igreja também sairão à rua em protesto, Pe. Morujão disse que é “impossível prever uma situação dessas”. Mas sublinhou que, mesmo não sendo uma organização da hierarquia da Igreja, as pessoas têm liberdade para se mobilizar em nível local, por exemplo, nas paróquias, “sem terem de pedir autorização à hierarquia”. No entanto, Pe. Morujão acredita que os bispos venham a tomar uma posição na reunião do próximo dia 9.

A Igreja tem criticado a proposta do Governo, considerando que ela vai contra os valores da família. Embora alguns bispos se tenham mostrado favoráveis à realização do referendo, o Episcopado, no seu conjunto, nunca assumiu uma posição aberta nesse sentido.

Rádio Vaticano

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* Causas de nulidade não são atalhos para solucionar matrimônios fracassados.

sábado, janeiro 30th, 2010

As causas de nulidade não são atalhos para solucionar uniões fracassadas, advertiu o decano da Rota Romana, em uma audiência concedida por Bento XVI hoje aos membros deste tribunal de segunda instância da Igreja.

O bispo Antoni Stankiewicz, ao ilustrar a atividade deste ano, considerou que neste momento a Igreja tem o desafio de enfrentar a “difundida tendência que relativiza a verdade”, sobretudo “nas declarações de nulidade de matrimônio”.

O prelado polonês informou, segundo sua intervenção publicada pelo L’Osservatore Romano, que entre as causas recebidas por este tribunal, as que afetam a declaração de nulidade de matrimônio sacramental “absorvem em grande parte” sua tarefa.

Citando a encíclica Caritas in veritate, Stankiewicz advertiu sobre a “difundida tendência que relativiza a verdade e difunde uma visão relativista da pessoa humana e da sua natureza, nos contextos mais expostos a esse perigo, isto é, no âmbito social, jurídico, cultural e político”.

O bispo reconheceu que “esta tendência relativista com frequência se filtra também nas declarações de nulidade de matrimônio, que, dessa forma, sofrem uma desviação, convertendo-as em um caminho fácil para a solução de matrimônios fracassados, esvaziando, assim, tanto o sentido da declaração de nulidade como o sentido do próprio caráter indissolúvel” do sacramento.

A Igreja não reconhece o divórcio, pois considera o matrimônio como um sacramento indissolúvel instituído por Deus. Pois bem, quando se comprova, pode declarar que um matrimônio foi caso de nulidade por causas claramente definidas, como pode ser a falta de consentimento de um dos cônjuges ou a oposição consciente de um deles, ao contrair o sacramento, às propriedades essenciais do matrimônio (fidelidade, indissolubilidade) ou aos seus fins (por exemplo, a abertura à procriação).

Dom Stankiewicz sublinhou que as declarações de nulidade do matrimônio que os tribunais eclesiásticos realizam nas dioceses “não podem opor-se ao princípio da indissolubilidade”.

A Rota Romana atua como tribunal de apelação e julga; em segunda instância, as causas definidas pelos tribunais ordinários de primeiro grau e remitidas à Santa Sé por legítima apelação; e também em terceira e ulterior instância, as causas tratadas já em apelação pela própria Rota ou por outro tribunal eclesiástico de apelação.

Além disso, é também tribunal de apelação para o tribunal eclesiástico da Cidade do Vaticano.

Zenit

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* Pai e Filha Ameaçados de Morte Porque se converteram ao Cristianismo, no Egito.

sábado, janeiro 30th, 2010
Maher e sua Filha DinaMaher e sua Filha Dina

O Egípcio Maher El-Gowhary e sua filha de 15 anos de idade, Dina, nunca oram duas vezes na mesma igreja, nunca ficam mais de um mês em qualquer apartamento.

Eles estão constantemente sob ameaça de serem cruelmente assassinados, estão sempre em fuga, porque se converteram ao cristianismo em um país de maioria muçulmana.

Maher e Dina nervosamente concordaram recentemente em se reunir com um jornalista numa Igreja no Cairo. O padre da Igreja disse que temia problemas com as autoridades egípcias.

Mesmo assim ele corajosamente concordou em permitir que o repórter assistisse a missa de domingo. Contudo,  o padre se recusou a falar sobre o que está acontecendo no Egito temendo ser morto pelos mulçumanos.

Maher e Dina contam suas histórias de medo, angústia e desespero. Nascidos muçulmanos ambos escolheram se converter ao  cristianismo depois de ambas terem visões de Jesus falando para o pai e filha do Seu amor pelos mulçumanos.

Agora Maher diz que “os muçulmanos tentam matar-nos, e vão nos matar se eles nos encontrarem.”

Vários líderes mulçumanos têm emitido proclamações e éditos exigindo “o derramar de sangue de ambos” após Maher ter pedido um tribunal egípcio para reconhecer legalmente a sua conversão. Com isto ele poderia um dia ser enterrado como cristão e sua filha não seria forçada pela mãe muçulmana a ter um casamento islâmico .

O tribunal determinou que a conversão ao cristianismo é uma grave e  legal ameaça a ordem pública. Os advogados dos El-Gowhary disseram que é um perigoso padrão duplo porque no Egito um cristão pode converter à fé muçulmana, mas um muçulmano não pode converter à fé cristã. Se o fizer, certamente será assassinado nas ruas.

Dez por cento do Egito é cristão, grande parte são cristãos coptas que cada vez mais enfrentam intensa discriminação e até mesmo a morte.

Os jornalistas que estavam fazendo a matéria tiveram de esconder as câmeras porque foram avisados que se as autoridades descobrissem que estavam escrevendo sobre o assunto, eles que seriam presos.

As Tensões Religiosas Estão Elevadas no Egito.

Em 6 de janeiro passado, nas  véspera de Natal Copta, três homens muçulmanos entraram atirando em uma igreja cristã no Alto Egito,  matando seis cristãos e ferindo mais de uma dúzia. Os cristãos se revoltaram no dia seguinte. A área ainda está fechada para as pessoas de fora, incluindo a imprensa.

O ativista egípcio de direitos humanos, Hussein Bahjet, afirmou que o Egito tem o potencial de se tornar  num o Líbano como resultado da crescente violência da parte dos mulçumanos.

“Uma guerra civil que poderia invadir o país” acrescenta Bahjet.

O Departamento de Estado dos USA afirma no seu relatório sobre a liberdade religiosa no Egito, que a mesma está em declínio. Os cristãos são negados empregos no Governo, os sacerdotes são perseguidos e ameaçados de morte e os cristãos  recebem cada vez mais ataques. Isto é descrito no  relatório como “um clima de impunidade que encoraja a violência”.

Na maioria dos casos, as autoridades fazem vista grossa aos ataques contra os cristãos, em outros casos há concreta evidência que foi mesma a polícia quem desencadeou os ataques.

O presidente egípcio, Hosni Mubarak tem mantido pleno silêncio sobre o problema, mas esta semana ele se pronunciou dizendo que os egípcios devem eliminar “fanatismo e sectarismo, que ameaçam a unidade de nossa nação”.

Recentemente, Dina escreveu uma carta ao presidente de Obama, que foi publicado em sites cristãos nos USA. Ela disse na carta que tem sido expulsa da escola por causa de sua fé cristã. Ela tem apenas uma jaqueta de jeans azul para aguentar o rigoroso inverno e muito pouco para comer.

Sua carta foi um apelo desesperado. “Eu escrevi que nós somos uma minoria cristã sendo tratada muito mal e quero pedir ao presidente Obama para dizer ao governo egípcio que nos tratem bem.”

Seu pai Mayer diz que não pode mais permanecer no Egito. Ele e sua filha estão em perigo de vida eminente, tanto que os jornalistas não podem dizer onde eles estão agora no Egito, ou para onde eles estão pensando mudar amanhã.

Nos últimos dias, os dois se reuniram com a Comissão dos USA de Liberdade Religiosa Internacional do Cairo. Eles pediram o estatuto de refugiados para sair do Egito.

Uma fonte da Comissão disse que o caso de Dina é complicado porque ela é menor e tem uma mãe muçulmana e há questões legais, mas seu pedido está sendo considerado.  Os jornalistas esperam que não aconteça como o caso de uma jovem americana que foi cruelmente assassinada por membro de sua própria família porque se recusou a usar as vestimentas e cobrir a cabeça como ordena os rituais islâmicos.

Enquanto estavam dando esta entrevista, Dina e seu pai estavam arrumando as malas para se deslocarem para outra área do Egito. Sem dinheiro. Ameaçados de morte.  E quase sem esperança. Tudo isto pelo Bárbaro crime nos países mulçumanos, de terem aceitado Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Eles precisam das nossas orações.

Fonte : Mybelo jardim

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* Portugal católico em defesa da vida e do matrimônio.

sábado, janeiro 30th, 2010

Veja que belo material preparado pelos Portugueses em defesa da Vida, do Matrimônio e da Familia.

Lá,após a aprovação do “Casamento” Homossexual, está havendo uma grande mobilização- tardia?- para afirmar a verdade querida por Deus e exigida pela dignidade humana.

Digo tardia,porque, diferentemente da Espanha que colocou milhares de pessoas nas ruas para protestar,em Portugal houve pouca mobilização da população por parte da liderança Católica.

Com os resultados já conhecidos.

Talvez não possamos mudar tudo, mas não podemos pecar pela omissão,isso não!

Clique aqui

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* Grupos abortistas tentam bloquear anúncio pró-vida que será exibido durante o “Super Bowl”, nos Estados Unidos.

sábado, janeiro 30th, 2010

Diversos grupos abortistas estão tentando bloquear um anúncio pró-vida que será exibido durante o “Super Bowl”, o evento esportivo mais importante do país e o mais sintonizado do mundo, no qual a máxima estrela do futebol americano universitário dos Estados Unidos, Tim Tebow, agradece a sua mãe por não ter praticado um aborto quando o esperava rechaçando assim a “recomendação” de seus médicos.

O anúncio, que será irradiado pela cadeia americana CBS, foi criado pela instituição Focus on the Familiy (Enfoque à Família) e busca recordar o inalienável direito à vida que tem toda pessoa.

Entretanto, para a abortista Jehmu Green, presidenta do Women’s Media Center, “esta campanha coloca um tema muito controvertido em um lugar no qual todos os americanos devem estar unidos, não divididos”.

Do mesmo modo, para a também ativista anti-vida, Erin Matson, vice-presidenta da Organização Nacional de Mulheres (NOW, por suas siglas em inglês) “este comercial é francamente ofensivo” e alega que “é ódio pintado de amor. Envia a mensagem de que o aborto sempre é um engano”.

A respeito, o próprio Tim Tebow comentou que quem rechaça este anúncio o qual defende a vida “devem ao menos respeitar que defendo o que acredito. Sempre estive convencido disto porque essa é a razão pela qual estou aqui. Minha mãe foi uma mulher muito valente”.

Para Gary Schneeberger que trabalha para o Enfoque à Família, o anúncio “celebra a vida e a família” e considera ademais que “não tem nada de político ou controvertido. É uma história pessoal de amor entre uma mãe e seu filho”.

Comprometido com a causa pró-vida
Tebow é atualmente o quarto zagueiro (Quarte Back) dos Florida Gators, equipe ao que o ano passado Tim guiou ao seu segundo campeonato nacional da NCAA (a liga universitária) e já é uma estrela nacional. Tebow nunca ocultou sua profunda fé cristã.

Tebow também manifestou sua alegria pela publicidade dada à história de sua mãe que ajudou a outras mulheres a optarem por não abortar os seus filhos não nascidos. Com efeito, a mãe de Tebow servia como missionária junto ao pai do jogador de futebol nas Filipinas quando estava grávida de Tim, o quinto dos seus filhos.

Durante a gestação, a mãe contraiu uma infecção severa e os médicos propuseram que ela abortasse para salvar as duas vidas. A mulher se opôs e superou a infecção. Tim nasceu com perfeita saúde em 14 de agosto de 1987.

“Há muita gente que decidiu não submeter-se a um aborto, porque escutou a história da minha mamãe, ou que foram animados porque compartilho minha fé na televisão ou nas reportagens”, disse Tebow, quem está acostumado a luzir citas bíblicas no rosto durante os jogos.

Tebow cresceu ajudando os seus pais na missão cristã das Filipinas. Foi educado em casa por sua mãe, quem inculcou em todos seus filhos fortes valores cristãos. Foi além disso o primeiro atleta educado em casa em receber o Troféu Heisman, o máximo galardão para os jovens jogadores de futebol americanos.

Em meados do ano passado, Tim Tebow, de 22 anos, deixou estupefatos a dezenas de repórteres quando admitiu em uma roda de imprensa que decidiu preservar sua castidade e esperar ao matrimônio para ter relações sexuais.

ACI

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* Eutanásia: Como outras expressões religiosas encaram a questão?

sábado, janeiro 30th, 2010

Prof. Pessini

Adventistas do Sétimo Dia – É a favor de um consenso informal favorável à Eutanásia passiva, sendo que quanto a Eutanásia Ativa, não tem posição definida.

Igreja Batistas – Defendem o direito do paciente de tomar suas próprias decisões, em relação as medidas ou tratamentos de vida e que deve ser incentivado por meio de legislação de diretrizes avançadas de vida. Condenam a Eutanásia ativa como violação da santidade da vida.

Mórmons (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias) – na visão desse seguimento religioso, quando a morte é inevitável, ela deve ser vista como uma bênção e intencionalmente parte da existência eterna. Não existe obrigação de estender a vida mortal por meios não razoáveis. A pessoa que participa de uma prática Eutanásica, deliberadamente, causando a morte de uma pessoa que esteja sofrendo de uma condição ou doença terminal, viola os mandamentos de Deus.

Igreja Ortodoxas Orientais – Os meios mecânicos extraordinários podem deixar de ser utilizados ou removidos, quando os maiores sistemas físicos falharem e não existirem razoáveis expectativa de recuperação. A EutanásiaEutanásia uma alternativa preferível é por sua natureza imoral e deve ser rejeitado. constitui a ação deliberada de tirar a vida humana e, como tal, é condenada como assassinato (Igreja Grega). Qualquer procedimento que torne a

Igreja Episcopal – não existe obrigação moral em prolongar o morrer por meios extraordinários, se a todo custo a pessoa está morrendo. Cabe em última instância a decisão ao paciente ou procurador, bem como serem expressos nas diretrizes avançadas de vida. É moralmente errado tirar intencionalmente a vida humana para aliviar o sofrimento causado por uma doença incurável, incluindo uma dose letal de medicamento ou veneno, uso de armas letais, atos homicidas e outras formas de Eutanásia Ativa.

Testemunhas de Jeová – quando a morte é iminente e inevitável, as Escrituras não exigem que os meios extraordinários (e onerosos) sejam utilizados para prolongar o processo do morrer. A Eutanásia ativa é considerada um assassinato que viola a santidade da vida.

Igrejas Luteranas – aprova a descontinuação de medidas extraordinárias ou heróicas de prolongamento da vida. Administrar medicação contra a dor, mesmo com o risco de apressar a morte, é permitido. As diretrizes avançadas de vida são estimuladas. O tratamento pode ser interrompido, não aplicado ou recusado, se o paciente está irreversivelmente morrendo, ou o tratamento impõe sacrifícios desproporcionados. A Eutanásia é sinônimo de morte piedosa, que envolve suicídio e/ou assassinato, portanto é contrário a lei de Deus. A Eutanásia Ativa destrói deliberadamente a vida. A ingestão deliberada de drogas e outros meios para abreviar a vida são atos de homicídio intencional.

Pentecostal – essa denominação religiosa reconhece, informalmente, que medidas de suporte de vida podem ser apropriadamente interrompidas em pacientes com doenças incuráveis, terminais ou em estado de coma vegetativo persistente. Demonstra uma forte oposição em relação ao suicídio e à Eutanásia Ativa.

Reformada (Presbiteriana) – para essa Igreja Evangélica, não é necessário prolongar a vida ou o processo do morrer de uma pessoa que está gravemente doente e tem pouca ou nenhuma esperança de cura. Permite a não utilização ou interrupção de sistemas de suporte de vida para que o paciente tenha uma trajetória natural em direção à morte.

Igreja Unida de Cristo – A recusa de um prolongamento artificial e penoso da doença terminal é ética e teologicamente apropriada. Incentiva-se a utilização de diretrizes avançadas de vida. Afirma a liberdade e a responsabilidade individual. Não defende a Eutanásia como opção cristã, mas o direito de escolher é uma legítima decisão cristã. O governo não deve fechar as opções que pertencem aos indivíduos e famílias.

Igreja Menonita – Aprova informalmente a remoção dos obstáculos que impedem a morte natural. A vida humana é um dom sagrado de Deus. A participação na abreviação do processo do morrer é condenada.

Igreja Metodista Unida – entende que toda pessoa tem o direito de morrer com dignidade, ser cuidada com carinho e sem esforço terapêutico que apenas prolongam indevidamente doenças terminais, simplesmente porque existe tecnologia disponível. É interessante frisar que essa denominação, através da Conferência do Pacífico, apoiou a iniciativa 119 do Estado de Washington (EUA) para legalizar o suicídio assistido e a Eutanásia Voluntária.

Islamismo

Traz no seu significado literal a tradução de “Submissão à Vontade de Deus”. Pode-se afirmar que é, entre as quatro religiões propostas para o estudo, a mais jovem e a única surgida após o cristianismo (Maomé – 570-632 d. C). Calcula-se que a população mundial de muçulmanos alcance a quantia de um bilhão, ou seja, um quinto da população mundial, Sachedina, 1995; Schepherd, 1998. (Pessini, 1999).

Em 1981, a UNESCO proclamou em 19 de setembro a Declaração Islâmica dos Direitos Humanos, baseado no Corão e na Suna ( tradição dos ditos e ações do Profeta), organizada por eminentes juristas muçulmanos e representantes de movimentos e correntes de pensamento islâmico. É um dos documentos fundamentais publicado pela Conselho Islâmico para marcar o começo do século XV da era islâmica.

Em seus artigos, no que toca o direito a vida, Pessini afirma que:

A vida humana é sagrada, e inviolável, e devem ser envidados todos os esforços para protege-la. Em particular, nenhuma pessoa deve ser exposta a lesões ou à morte, a não ser sob a autoridade da lei

Durante a vida e depois da morte deve ser inviolável o caráter sagrado do corpo de uma pessoa. Os crentes devem velar para que o corpo falecido seja tratado com a solenidade exigida. Concilium, 1994 (1999, p. 325).

Todos os Direitos Humanos, na legislação Islâmica, provêm de Deus, não sendo presente de uma pessoa a outrem, e nem propriedade de qualquer criatura que algumas vezes os distribui e outras vezes os retém. Dessa forma tais direitos, são confirmados por garantias religiosas e morais, independente da punição legal, que sempre deve ser imposta aos possíveis infratores e abusadores.

Segundo a concepção islâmica, a pessoa humana é digna de toda honra existente, tudo que o céu e a terra abrangem deve estar a sua disposição, mas por outro lado, a pessoa humana, é criatura de Deus e seus representantes na terra. Ele a criou com as próprias mãos, deu-lhe o sopro de sua alma e fez dela a figura mais bela, sendo a vida de uma única pessoa quase tão valiosa como a vida de todo o gênero humano.

Curiosamente, a tradição islâmica, considera a vida tão valiosa, que proíbe que seus seguidores bebam vinho, que, pela sua visão, aniquila o juízo e prejudica a capacidade de percepção e discernimento. Proibindo, também, tudo o que prejudica o bom senso humano, ou que debilita a faculdade humana.

Diante dessa postura, verifica-se que o Islamismo não aceita a prática da Eutanásia para abreviar a vida, mas entende que o papel do médico é de manter o paciente vivo e não de intervir no processo da morte, pois a morte não é um castigo e sim um translado para outra vida, sendo que “…não se deve degradar ou tratar com desprezo o corpo da pessoa morta. Deve-se lavar o defunto, envolvê-lo em pano próprio e, após uma oração especial, enterrá-lo” (Pessini, 1999, p. 323). Entendendo, ainda, que a vida é de Deus, dada por ele e tirada por ele, sem que nisso ocorra qualquer interferência, pois a morte é a conclusão de uma vida e começo de outra.

Cabe observar-se que diante desse postura, quanto ao paciente que se encontre em estado vegetativo ou de qualquer outro estado que o impeça de viver a plenitude da vida, não tem direito, o médico, no caso concreto, de utilizar qualquer procedimento que impeça o processo de instalação da morte, ocasionando, pela fé islâmica, o começo de uma nova vida. A visão islâmica, quanto a morte, é vista como obediência a vontade de Deus, limitando de forma definitiva e drástica a autonomia da ação humana para a manutenção da vida.

Judaísmo

Considerada a mais antiga fé monoteísta do Ocidente, onde, em seus ensinamentos, as regras de condutas de seus seguidores, fundamentam suas regras nas interpretações da Escritura e em princípios morais.

Sua regras morais evoluíram juntamente com o avanço da sociedade contemporânea e, consequentemente, às novas tecnologias, gerando uma gama enorme de posições a respeito de problemas éticos.

O século XX trouxe problemas e realidades, tais como: criação do Estado de Israel, o Holocausto e o progresso da medicina, bem como, as mudanças globais no status da mulher e preocupação com o meio ambiente, trazendo a tona questionamentos às antigas Escrituras e a posição ética frente a tais fatos.

A morte da pessoa humana é assunto de ampla discussão entre bioeticistas e judeus contemporâneos. Pela medicina moderna a morte encefálica (cerebral) é o verdadeiro critério de morte, mas nos escritos do judaísmo tradicional, temos o critério da respiração e da parada cardíaca. Para os rabinos ortodoxos, a morte ocorre através do ensinamentos tradicionais. Já os Judeus contemporâneos, entendem que se é o cérebro que controla a respiração e o coração, se existir uma falência irreversível na área cerebral, não há que se esperar que o paciente volte a suas funções normais, pois já encontra-se no processo, irreversível da morte.

A morte cerebral constitui o fundamento para se desligar o paciente do respirador, uma vez que a respiração neste caso não é feita pelo paciente, mas pela máquina. Uma vez que hoje somos capazes de manter muitos sistemas físicos operando mesmo sem atividade cerebral, fica claro que tal discussão poderia ter importantes conseqüências práticas. De fato, não se fazendo isso, seria uma violação da Lei judaica, da proibição de deixar o morto sem ser enterrado. Sanhedrin 46b; Deut. 21;23. (Pessini, 1999, p. 325)

A Eutanásia, porém, é um exemplo em que rabinos de diferentes tendências têm visões muito similares. O argumento utilizado é o de que o moribundo é de qualquer maneira uma pessoa viva, e que deve ser tratado com a mesma consideração devida a toda e qualquer pessoa vivente. Mesmo nos casos de o paciente ser terminal, e em meio de muita dor, e diante da solicitação de acabar com tudo, isto não pode ser permitido, segundo o judaísmo. O médico que agir de tal maneira, causando a morte do paciente, é culpado de assassinato.

A eliminação da dor é um valor importante, mas desaba quando a sua implementação implica restringir a vida, porém não exige do médico o dever de ter que fazer tudo para manter vivo o paciente ou prolongar sua vida. É aceito o tratamento que alivia a dor à custa de tempo de duração de vida, e, nesse caso, alguns rabinos entendem que não existe nada de errado com tal tratamento, especialmente porque a própria dor pode abreviar a vida e, certamente, degradar sua qualidade.

O ponto importante a ser compreendido é que, exceto para o movimento da reforma judaica, a decisão correta não pertence ao indivíduo. É tarefa das autoridades rabínicas usar suas capacidades para interpretar a Torah e relacioná-la à vida cotidiana e chegar a uma decisão. (Pessini, 1999, p. 325)

A tradição judaica, em relação a prática da Eutanásia, é contrária. O médico serve como um meio de Deus, que deve preservar a vida humana, sendo-lhe proibido arrogar a prerrogativa divina de decisão entre a vida e a morte de seus pacientes. O conceito de que a vida é santificada, significa que não pode ser terminada ou abreviada, tendo como motivações a conveniência do paciente, utilidade ou empatia com o sofrimento do mesmo.

Na crença judaica, é importante discernir entre o prolongamento da vida do paciente e o alongamento do sofrimento da agonia do paciente. Esse diferencial oportuniza a pratica da Eutanásia Passiva, sendo que se o médico estiver convencido de que a morte poderá ocorrer em três dias, pode suspender as manobras de reanimação e, também, o tratamento não analgésico, mas proíbe a Eutanásia Ativa.

O grande dilema gira em torno de concepções sobre a Vida, onde alguns entendem ser um Dom Divino, portanto indisponível. Mas há uma conotação, bem disposta, em relação aos tratamentos, os quais, tendo origem no conhecimento humano (tecno-científico), não podem ser barreira para a finalização ou impedimento ao chamamento de Deus (processo da morte ou finalização da vida). Dessa forma, a discussão passa a gravitar em torno da Dignidade da Pessoa Humana, que é o propósito do presente trabalho.


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