Por Arquivo fevereiro, 2010

* Eleições 2010: Marina Silva não se oporá a união civil entre homossexuais.

domingo, fevereiro 28th, 2010

Diferente do que era esperado, por se tratar de uma pré candidata a presidência da república declaradamente evangélica, a atual senadora pelo Partido Verde, Marina Silva  disse em entrevista que caso vença as eleições não irá se opor à união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Ela pertencente à igreja Assembleia de Deus, que como todas as igrejas evangélicas não apoia nenhum tipo de ação a favor dos direitos homossexuais.

A senadora disse: “Minha posição pessoal não se coloca relevante para o Estado, para políticas públicas. Minha posição pessoal é a luz da minha fé, não tenho como pensar diferente.

Em relação a discriminar qualquer pessoa, o Estado não vai fazer isso de forma alguma.”

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* Veja resumo das intervenções do Papa sobre abusos sexuais por sacerdotes.

domingo, fevereiro 28th, 2010
Diante dos abusos sexuais de sacerdotes, Bento XVI elaborou em seu pontificado um magistério de ensinamentos que se baseiam em três princípios: ajuda às vítimas, restabelecimento da verdade e da justiça e posta em marcha de todos os meios para que algo assim não volte a se repetir.

O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, na coletiva de imprensa concedida ao concluir a reunião sobre este tema entre os 24 bispos da Irlanda e o Papa, explicou que é possível compreender sua atitude diante destes escândalos voltando a ler as intervenções que o pontífice pronunciou sobre o assunto.

Em total, foram sete e nelas se referiu em particular a casos surgidos na Irlanda, Estados Unidos e Austrália.

O Papa já havia enfrentado a questão dos escândalos na Irlanda no dia 28 e outubro de 2006, ao receber os bispos desse país por ocasião da sua visita ad limina apostolorum.

“As feridas causadas por tais atos são profundas e é urgente a tarefa de reconstruir a confidência e a confiança, onde elas foram prejudicadas. Nos vossos esforços permanentes em vista de resolver eficazmente este problema, é importante estabelecer a verdade a respeito daquilo que aconteceu no passado, dar todos os passos que forem necessários para impedir que ele volte a ocorrer, assegurar que os princípios da justiça sejam plenamente respeitados e, sobretudo, dar alívio às vítimas e a todas as pessoas que foram atingidas por estes crimes hediondos.”

No dia 15 de abril de 2008, em resposta a uma pergunta do jornalista John Allen, no voo aos Estados Unidos, o Papa confessou sua própria consternação diante destes fatos: “Quando leio as histórias dessas vítimas, para mim é difícil compreender como foi possível que os sacerdotes tenham traído dessa forma sua missão de dar o amor de Deus a essas crianças. Isso me dá vergonha e faremos todo o possível para garantir que isso não volte a acontecer no futuro”.

“Penso que deveríamos agir a três níveis: o primeiro é o da justiça e o político. Neste momento não desejo falar da homossexualidade: este é outro problema. Excluiremos rigorosamente os pedófilos do ministério sagrado: é absolutamente incompatível e quem é realmente culpado de ser pedófilo não pode ser sacerdote. Eis, a este primeiro nível podemos fazer justiça e ajudar as vítimas, que estão profundamente provadas. E estes são os dois aspectos da justiça: um é que os pedófilos não podem ser sacerdotes e o outro é ajudar as vítimas de todas as formas possíveis.”

“Depois, há o nível pastoral – prosseguiu. As vítimas terão necessidade de se curar, de ajuda, assistência e reconciliação. Este é um grande compromisso pastoral e sei que os bispos e os sacerdotes e todos os católicos nos Estados Unidos farão o possível para ajudar, assistir, curar. Fizemos inspeções nos seminários e faremos o que é possível para que os seminaristas recebam uma profunda formação espiritual, humana e intelectual. Só pessoas sadias poderão ser admitidas ao sacerdócio e só pessoas com uma profunda vida pessoal em Cristo e que tenham também uma profunda vida sacramental.”

“Sei que os bispos e os reitores dos seminários farão o possível para exercer um discernimento muito, muito severo, pois é mais importante ter bons sacerdotes do que ter muitos. Este é o nosso terceiro ponto, e contamos poder fazer, ter feito e fazer no futuro tudo o que estiver ao nosso alcance para sarar estas feridas”, afirmou.

No dia 16 de abril de 2008, ao celebrar as vésperas com os bispos dos Estados Unidos no santuário nacional da Imaculada Conceição de Washington, o Santo Padre lhes pediu “curar as feridas provocadas por cada violação da confiança, promover a purificação, fomentar a reconciliação e ir amorosamente ao encontro daqueles que foram seriamente ofendidos”.

O Papa reconheceu que às vezes os episcopados enfrentaram este drama “de péssima maneira”, mas recordou que “a esmagadora maioria dos clérigos e dos religiosos na América estão levando a cabo uma obra extraordinária em vista de anunciar a mensagem libertadora do Evangelho aos jovens confiados aos seus cuidados”.

Na homilia da Missa que ele presidiu no dia 17 de abril no Nationals Stadium de Washington, o pontífice pediu a todos os católicos: “Que ameis os vossos sacerdotes e que os confirmeis no excelente trabalho que realizam. E sobretudo rezai, afim de que o Espírito Santo infunda os seus dons na Igreja, as dádivas que levam à conversão, ao perdão e ao crescimento na santidade”.

No voo rumo à Austrália, para celebrar a Jornada Mundial da Juventude, no dia 12 de julho de 2008, na resposta à pergunta do jornalista australiano Auskar Surbaktiel, o pontífice assegurou: “Para a Igreja, é de fundamental importância reconciliar, prevenir, ajudar e também reconhecer as culpas nestes problemas”.

“Temos que esclarecer três dimensões: a primeira é o nosso ensinamento moral. Ele deve ser claro; foi sempre claro desde os primeiros séculos que o sacerdócio é incompatível com este comportamento, porque o presbítero está ao serviço de nosso Senhor, e nosso Senhor é a Santidade em pessoa e sempre nos ensina: a Igreja sempre insistiu sobre isto.”

“Temos que refletir sobre o que foi insuficiente na nossa educação, no nosso ensinamento nas recentes décadas – continuou. Certas coisas são sempre más, e a pedofilia é sempre má. Na nossa educação, nos seminários, na formação permanente dos sacerdotes, temos que ajudar os sacerdotes a permanecer realmente próximos de Cristo, a aprender de Cristo e assim a ser cooperadores e não adversários dos nossos irmãos em humanidade, dos cristãos.”

“Por isso, faremos tudo o que nos for possível para esclarecer qual é o ensinamento da Igreja e contribuir para a educação e a preparação dos sacerdotes, em formação permanente, e faremos tudo o que nos for possível para curar e reconciliar as vítimas – garantiu o Bispo de Roma. Penso que este é o conteúdo fundamental da palavra ‘perdão’. Penso que é melhor, mais importante dar um conteúdo à fórmula, e julgo que o conteúdo deve mostrar o que era insuficiente no nosso comportamento, o que temos que fazer neste momento, como podemos prevenir, curar e reconciliar.”

No dia 19 de julho de 2008, na catedral de Sydney, o Papa recordou que o abuso de menores constitui uma das condenações mais duras de Jesus no Evangelho.

O Bispo de Roma preparou seu encontro com os bispos irlandeses com uma intervenção pública pronunciada no dia 8 de fevereiro passado, diante da assembleia plenária do Conselho Pontifício para a Família, na qual explicou: “A Igreja, ao longo dos séculos, a exemplo de Cristo, tem promovido a proteção da dignidade e dos direitos das crianças e, de muitas maneiras, tomou conta delas. Infelizmente, em diversos casos, alguns dos seus membros, agindo em contraste com este empenho, têm violado tais direitos: um comportamento que a Igreja não admite e não deixará de lamentar e condenar”.

“As duras palavras de Jesus contra aqueles que escandalizam um desses pequenos (cf. Mc 9,42) levam todos a não concordar que se diminua o nível de tal respeito e amor”, concluiu.

Zenit

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* Você é estudante ou professor de História? Leia isso.

domingo, fevereiro 28th, 2010
Infelizmente muitos estudantes secundários e universitários têm uma visão deformada a respeito da Igreja Católica, sua vida e sua História e sua belissima contribuição para o mundo e para a civilização.

Eu, como professor de História graduado pela Universidade Estadual do Ceará experimentei todo o preconceito histórico existente contra a Igreja advinda principalmente da análise marxista da História pela maioria dos profesores e pelo desconhecimento da verdade sobre a participação da Igreja na história mundial.

Tive professsores absolutamente fechados a uma análise cientifica e imparcial da participação da Igreja, inclusive na História do Brasil, onde criticar a Igreja fazia parte da demonstração de ser um suposto professor bem preparado e não conservador, afinal, o marxismo, ninho ideológico onde foram formados, tem como inimigo declarado a Igreja e sua doutrina por sua firme posição contra seus principios ateus e materialistas.

O Papa João paulo II,confirmam todos os Históriadores, foi um dos maiores responsáveis pela queda do regime comunista na Europa.

Já reaprou que isso quase ninguém fala ?

***
Felipe de Aquino

Porque este preconceito hoje inclusive de alunos cristãos ? Isto tem muito a ver com a imagem errada que muitos professores, de várias disciplinas, especialmente História, lhes passam. Isto gera nos estudantes uma aversão à Igreja desde os bancos escolares. Também a mídia, muitas vezes, cujos elementos foram formados nas mesmas universidades, é a causa de uma visão negativa e deturpada da Igreja.

O livro “Código da Vinci”, e depois o filme de mesmo nome, bem como inúmeras matérias fantasiosas sobre a Igreja, sem provas históricas ou científicas, aumentaram em todo o mundo, ainda mais, esta visão de que a Igreja Católica é uma Instituição corrupta, perversa, que inventou a divindade de Cristo, e que sobre este mito criou uma Instituição poderosa e dominadora, e que a custa de sangue sempre se impôs ao mundo.

É hora de os jovens estudantes, especialmente os católicos, conhecerem o outro lado dessa “História” que é mal contada nas escolas.

Hoje é lhes mostrado apenas as “sombras” da vida da Igreja, mas há uma má vontade imensa que encobre as “luzes” brilhantes de sua História de 2000 anos. Uma bem montada propaganda laicista no mundo anti-Igreja Católica, envenena os jovens e os joga contra a Igreja.

Foi a Igreja quem salvou e quem moldou a nossa rica Civilização Ocidental da qual nos orgulhamos, onde se preza a liberdade, os direitos humanos, o respeito pela mulher e por cada pessoa. Sem o trabalho lento e paciente da Igreja durante cerca de dez séculos, após a queda do Império Romano e a ameaça dos bárbaros, o Ocidente não seria o mesmo.

Foi esta civilização moderna, gerada no bojo do Cristianismo que nos deu o milagre das ciências modernas, a saudável economia de livre mercado, a segurança das leis, a caridade como uma virtude, o esplendor da Arte e da Música, uma filosofia assentada na razão, a arquitetura, as universidades, as Catedrais e muitos outros dons que nos fazem reconhecer

A responsável por tudo isto foi a Igreja Católica, diz o historiador americano Dr. Thomas Woods, PhD de Harvard, nos EUA. Ele afirma que: “Bem mais do que o povo hoje tem consciência, a Igreja Católica moldou o tipo de civilização em que vivemos e o tipo de pessoas que somos. Embora os livros textos típicos das faculdades não digam isto, a Igreja Católica foi a indispensável construtora da Civilização Ocidental.

A Igreja Católica não só eliminou os costumes repugnantes do mundo antigo, como o infanticídio e os combates de gladiadores, mas, depois da queda de Roma, ela restaurou e construiu a civilização”. [T. Woods,  2005].

Em sua obra o Dr. Thomas apresenta muitas referências de historiadores atuais que confirmam o trabalho da Igreja na construção da Civilização Ocidental. Há hoje no mundo um anti-Catolicismo. É dito aos jovens, que a História da Igreja é uma história de ignorância, repressão, atraso e estagnação, quando a realidade é exatamente o contrário, como têm mostrado muitos historiadores.

É preciso saber distinguir entre a “Pessoa” da Igreja, fundada por Cristo, divina, santa, e as “pessoas” da Igreja que são seus filhos, santos e pecadores. Muito se exagera, por exemplo, sobre a Inquisição e as Cruzadas; e se quer analisá-las fora do contexto da época. Isto é um absurdo histórico; ninguém pode entender um fato fora do seu contexto moral, social, psicológico, religioso, etc., da época.Um texto retirado do contexto se torna pretexto; e neste caso para se atacar, denegrir e tentar destruir a Igreja Católica, como se ela fosse vencível neste mundo.

A maioria das pessoas reconhece a influência da Igreja na música, na arte e na arquitetura, mas a influência da Igreja foi  muito maior do que se pensa e se conhece. Muitos, mal informados, pensam que centenas de anos antes da época do Renascimento (séc.XVI), a Idade Média, foi um tempo de ignorância e repressão intelectual, sem brilho, como se fosse um tempo negro onde se imperou somente a superstição e a magia, como se em nome de Jesus Cristo, a ciência e o progresso fossem banidos. Nada mais errado. A Idade média cristã foi, na verdade, um tempo de grande desenvolvimento religioso, cultural e artístico.

Nossa Civilização tem uma enorme dívida com a Igreja pelo sistema universitário, pelo trabalho de caridade realizado, pelo advento da lei internacional, o desenvolvimento das ciências, das artes, da música, do direito, da economia e muito mais, como veremos adiante. A Igreja Católica salvou e construiu a Civilização Ocidental. Com muita rapidez os críticos da Igreja Católica levantam e expõem os erros dos seus filhos em todos os tempos, mas, solertemente escondem as grandes realizações da Igreja em prol da humanidade.

O Dr. Thomas Woods mostra que nos últimos quinze anos, muitos historiadores e pesquisadores como  A.C. Crombie, David Lindberg, Edward Grant, Stanley Jaki, Thomas Goldstein, J. L. Heilbron, Rodney Stark, Alvin Schmidt, Robert Phillips, Kenneth Pennington, Daniel Rops, Joseph Needhem, Charles Montalembert, Joseph Mac Donnell, Phillip Hughes, David Knowles, William Lecky, Harold Broad, Michel Davies, Jean Gimpel e muitos outros, mostraram a grande contribuição da Igreja para o desenvolvimento de nossa atual Civilização.

Por exemplo, a contribuição da Igreja para o desenvolvimento da ciência foi enorme; muitos cientistas foram padres: Pe. Nicholas Steno, é considerado o  “pai da geologia”.

O “pai da egiptologia” foi o padre Athanasius Keicher.
A primeira pessoa a medir a taxa de aceleração de um corpo em queda livre foi o Pe. Giambattista Riccioli.
Pe Rober Boscovitch é considerado o pai da moderna teoria atômica. Os jesuítas se dedicavam ao estudo dos terremotos tal que a sismologia veio a ser conhecida como a “ciência Jesuítica”. Trinta e cinco crateras da lua foram nomeadas por cientistas e matemáticos jesuítas.

J. L. Heilbron (1999), da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que: “A Igreja Católica Romana deu mais suporte financeiro e social ao estudo da astronomia por mais de seis séculos do que qualquer outra instituição”. Woods afirma que “o verdadeiro papel da Igreja no desenvolvimento da ciência moderna permanece um dos mais bem guardados segredos da história moderna”

Foram os monges da Igreja que preservaram a herança literária do mundo Antigo após a queda de Roma diante dos bárbaros  em 476.
Reginald Grégoire (1985) afirma que os monges deram “a toda a Europa… uma rede de fábricas, centros de criação de gado, centros de educação, fervor espiritual, … uma avançada civilização emergiu da onda caótica dos bárbaros”. Ele afirma que: “Sem dúvida alguma S. Bento (o mais importante arquiteto do monaquismo ocidental) foi  o Pai da Europa. Os Beneditinos e seus filhos, foram os Pais da civilização Européia”.

O desenvolvimento do conceito de “lei internacional” é atribuída aos pensadores dos séc. XVII e XVIII, mas na verdade surgiu no séc. XVI nas universidades espanholas católicas e foi o Padre Francisco de Vitória, professor, quem ganhou o título de “pai da lei internacional”.

A lei ocidental é uma dádiva da Igreja; a lei canônica foi o primeiro sistema legal na Europa, o que deu início ao primeiro corpo coerente de leis.
Segundo Harold Berman (1974), “foi a Igreja que primeiro ensinou ao homem ocidental um sistema moderno de lei. A Igreja primeiro ensinou que conflitos, estatutos, casos, e doutrina podem ser reconciliadas por análises e sínteses”.

A formulação dos direitos, que surgiu da civilização ocidental, não veio de John Locke e Thomas Jefferson, mas muito antes, das leis canônicas da Igreja Católica.

Alguns historiadores de economia antiga afirmam que a moderna economia, surgiu com Adam Smith e outros teóricos da economia do séc. XVIII, mas estudos recentes estão mostrando a importância do pensamento econômico dos Escolásticos da Igreja, particularmente os teólogos católicos espanhóis e séc. XV e XVI. O grande economista Joseph Schumpeter considera que esses pensadores católicos foram os fundadores da ciência econômica moderna.

Referências Bibliográficas:

- Woods, Thomas E. Jr, “The Church and the Market: A Catholic Defense of the Free Economy”; Lanham, Md.: Lexington, 2005, p. 87, 89, 93.
- Woods, Thomas Jr, “How the Catholic Church Built Western Civilization”; Regury Publishing Inc., Washington, DC, 2005.Wright, Jonathan, “The Jesuits: Missions, “Myths and Histories”, London: Harper Collins, 2004, pp. 18-19.
- Heilbron, John L., “The Sun in the Church: Cathedrals as Solar Observatories – Cambridge: Harvard University Press, 1999, 3.
- Grègoire, Reginald; Moulin, Léo and Ourse, Raymond, “The Monastic Realm”: NY, Rizzoli, 1985, p. 271; idem, p. 35.
- Berman, Harold J., “The Influence of Christianity Upon the Development of Law”, Oklahoma Law Review ,12 (1959), 93.
- Berman, Harold, “The Interaction of Law and Religion” (Nashville Tenn.: Abringdem Press, 1974; p. 59.
- Bettencourt, Estevão, “A Idade Mdia, os Monges e o Progresso”, Revista: “Pergunte e Responderemos, Nº 347 – Ano – 1991 – p. 177.
Schumpeter, Joseph, “ A History of Economic Analysis”, N. Y., Oxford University Press, 1954, p. 97.
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* Bispos indianos repudiam “Lei contra a blasfêmia”. Leia e entenda.

domingo, fevereiro 28th, 2010

Os bispos indianos repudiaram hoje a introdução de novas leis contra a blasfêmia, promovidas pelo governo de Meghalaya, no nordeste da Índia, após a divulgação de uma imagem de Jesus Cristo fumando e segurando uma lata de cerveja em um livro usado nas escolas deste estado.

Em um comunicado da Conferência dos Bispos Católicos da Índia (CBCI), os religiosos se dizem “profundamente ofendidos pela imagem blasfematória de Cristo publicada nos livros escolares” e afirmam apoiar “as ações legais promovidas pelo governo do estado de Meghalaya contra os responsáveis”.

Contudo, não aprovam a iniciativa do estado de promulgar uma lei “antiblasfêmia”. Sobre a questão, enfatizam que já existe no Código Penal indiano um artigo que prevê penas contra ações que “firam os sentimentos religiosos da população”.

“Este tipo de lei pode ser distorcido ou manipulado por grupos fundamentalistas, como ocorre no vizinho Paquistão, o que não faz bem aos crentes”, esclarecem os bispos, que pedem ainda ao governo do país que “promova, garanta e defenda o respeito aos símbolos religiosos de todas as comunidades crentes, em toda a Índia”.

No Paquistão, a lei contra a blasfêmia é apontada como um dos motivos da constante violência contra os cristãos. A medida, de 1973, estabelece que a difamação de Maomé ou a profanação do Alcorão seja punida com a morte e prisão perpétua.

No segundo semestre do último ano, um massacre deixou pelo menos sete cristãos mortos e 20 feridos em Gorja, no centro paquistanês. As casas de 100 religiosos também foram queimadas porque eles teriam profanado uma cópia do livro sagrado muçulmano.

(ANSA)

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* Exorcismo: Doença psíquica ou ação do maligno?

domingo, fevereiro 28th, 2010

Jesus Cristo veio para anunciar e inaugurar o Reino de Deus no mundo e nos homens. Os homens têm uma capacidade de acolher a Deus em seus corações (Rm 5,5). Esta capacidade de acolher a Deus está, entretanto, ofuscada pelo pecado; e às vezes no homem o mal ocupa o lugar onde Deus quer viver.

Por isto Jesus Cristo veio libertar o ser humano do domínio do mal e do pecado, e assim também de todas as formas de domínio do maligno, isto é, do diabo e de seus espíritos malignos chamados demônios, que querem desviar o sentido da vida do homem.

Por esta razão, Jesus Cristo expulsava os demônios e livrava os homens da possessão dos espíritos malignos, para abrir espaço no homem, de maneira que, este último, tenha a liberdade para Deus. Ele quer dar seu Espírito Santo ao homem que é chamado a converter-0se em templo (cf. 1Cor 6,19; 1Pe 2,5) para dirigir seus passos (cf. Rm 8,1-17; 1Cor 12,1-11; Gl 5,16-26) para a paz e a salvação.

O ministério da Igreja

- É aqui que entra a Igreja e seu ministério.

A Igreja está chamada a seguir a Jesus Cristo e recebeu o poder, da parte de Cristo, de continuar sua missão em seu nome. Assim a ação de Cristo para libertar o homem do mal será exercida através do serviço da Igreja e de seus ministros ordenados, delegados do Bispo para cumprir os sagrados ritos dirigidos a libertar os homens da possessão do maligno.

O exorcismo é, pois, uma antiga e particular forma de oração que a Igreja utiliza contra o poder do diabo.

Eis aqui como o Catecismo da Igreja Católica explica o que é o exorcismo e como se exerce:

“Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou um objeto seja protegido contra as armadilhas do maligno e subtraída de seu domínio, fala-se de exorcismo.

Jesus o praticou (Mc 1,25s), dEle tem a Igreja o poder e o ofício de exorcizar (cf. Mc 3,15; 6,7.13; 16,17). De forma simples, o exorcismo tem lugar na celebração do Batismo.

O exorcismo solene só pode ser praticado por um sacerdote e com permissão do bispo. Nesses casos é preciso proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja.

O exorcismo tenta expulsar os demônios ou libertar do domínio demoníaco graças à autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Muito diferente é o caso das doenças, principalmente psíquicas, cujo cuidado pertence à ciência médica. Portanto, é importante assegurar-se, antes de celebrar o exorcismo, de que se trata de uma presença do Maligno e não de uma doença (cf. Código de Direito Canônico, cân. 1172)”. (Catecismo da Igreja Católica, n. 1673).

A obsessão e suas características

A Sagrada Escritura nos ensina que os espíritos malignos, inimigos de Deus e do homem, desenvolvem sua ação de diversas maneiras; entre elas está a obsessão diabólica chamada também possessão diabólica. Entretanto, a obsessão diabólica não é o modo mais freqüente como o espírito das trevas exerce sua influência.

A obsessão tem características de espetacularidade e nela o demônio se apodera, de um certo modo, das forças e das atividades físicas da pessoa que padece a possessão. Não pode, entretanto, apoderar-se da livre vontade do sujeito, e por isso o demônio não pode comprometer a vontade livre da pessoa possuída até o ponto de faze-la pecar.Esta violência física que o diabo exerce no obsesso é uma incitação ao pecado, que é o que o diabo busca lograr.

O ritual do exorcismo indica diversos critério e indícios que permitem chegar, com prudente certeza, à convicção de quando se tem diante de si uma possessão diabólica. Então o exorcista autorizado poderá realizar o solene rito do exorcismo.

Entre estes critérios encontram-se: falar ou entender muitas palavras em línguas desconhecidas, evidenciar coisas distantes ou inclusive escondidas, demonstrar forças além da própria condição, e isto junto com a aversão veemente a Deus, à Virgem, aos Santos, à Cruz e às imagens santas.

Vale a pena destacar que para poder realizar o exorcismo é necessária autorização do Bispo diocesano, autorização que pode ser concedida para um caso específico ou também de modo geral e permanente ao Sacerdote que exerce na diocese o ministério de exorcista.

O Ritual do Exorcismo

O Ritual Romano continha, em um capítulo específico, as indicações e o texto litúrgico dos exorcismos. Este capítulo era o último e ficou sem ser revisado depois do Concílio Vaticano II. a redação final deste Rito dos Exorcismos exigiu muitos estudos, revisões, atualizações e modificações com várias consultas das Conferências Episcopais, depois de uma análise de parte de uma Assembléia Ordinária da Congregação para o Culto Divino. O trabalho exigiu 10 anos e deu como resultado o texto atual, aprovado pelo Sumo Pontífice, que está publicado e à disposição dos Pastores e dos fieis da Igreja.

Ficará ainda pendente um trabalho que compete às respectivas Conferências Episcopais: e é o da tradução deste Ritual às línguas faladas nos respectivos territórios; estas traduções deverão ser exatas e fiéis ao original em latim e deverão ser postas, segundo a norma canônica, à “recognitio” (ao reconhecimento) da Congregação para o Culto Divino.

O exorcismo

No ritual que hoje apresentamos encontra-se, antes de tudo, o rito do exorcismo propriamente dito, a ser exercitado sobre uma pessoa possessa. Seguem as orações a recitar-se publicamente por um sacerdote, com a permissão do Bispo, quando se julga prudentemente que existe uma influência de Satanás sobre lugares, objetos ou pessoas, sem chegar ao estado de uma possessão própria e verdadeira.

Há, além disso, uma coleção de orações para recitar de forma privada por parte dos fiéis, quando estes suspeitam com fundamento de estarem sujeitos ou sob influência diabólica.

O exorcismo tem como ponto de partida a fé da Igreja, segundo a qual existem Satanás e os outros espíritos malignos, e que sua atividade consiste em afastar os homens do caminho da salvação. A doutrina católica nos ensina que os demônios são anjos caídos por causa do pecado, que são espíritos de grande inteligência e poder: “Entretanto, o poder de Satanás não é infinito. Não é mais do que uma criatura, poderosa pelo fato de ser puramente espírito, mas sempre criatura: não pode impedir a edificação do Reino de Deus.

Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora sua ação cause graves danos -de natureza espiritual e indiretamente inclusive de natureza física – em cada homem e na sociedade, esta ação é permitida pela divina providência que com força e doçura dirige a história do homem e do mundo. Porque Deus permite a atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que em todas as coisas Deus intervém para bem dos que o amam” (Rm 8, 28)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 395).

Luta, graça e vitória

A presença do diabo e de sua ação, explica a advertência do Catecismo da Igreja Católica : “Esta situação dramática do mundo que “jaz inteiramente sob o poder do maligno” (1 Jo 5, 19), faz da vida do homem um combate: “Através de toda a história do homem estende-se na dura batalha contra os poderes das trevas que, iniciada já na origem do mundo, durará até o último dia segundo diz o Senhor.

Nesta luta, o homem deve combater continuamente para aderir-se ao bem, e não sem grandes trabalhos, com a ajuda da graça de Deus, é capaz de alcançar a unidade em si mesmo” (Concilio Ecumênico Vaticano II, Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Atual, Gaudium et spes, n. 37,2)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 409).

A Igreja está segura da vitória final de Cristo e portanto, não se deixa levar pelo medo ou pelo pessimismo, mas ao mesmo tempo é consciente da ação do maligno que busca nos desanimar e semear a confusão.

“Tenham fé -diz o Senhor- Eu venci o mundo!” (Jo. 16,33). Nesse marco encontram seu lugar os exorcismos, expressão importante, embora não única, da luta contra o maligno.

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* Eutanásia, suicídio assistido: Compaixão ou cultura da morte?

domingo, fevereiro 28th, 2010

Na semana passada, diversos jornais do mundo publicaram a notícia do apresentador britânico Ray Gosling, que confessou na TV ter matado por piedade seu amante em estado terminal.

Gosling afirmou em programa da BBC que sufocara no hospital o namorado que sofria terríveis dores por ter contraído o vírus HIV. Seu comportamento teve como motivação um pacto, selado por ambos, no qual se afirmava o suicídio assistido como solução para o sofrimento insuportável. De acordo com os noticiários, tal caso reacendeu a discussão no Reino Unido sobre eutanásia e suicídio assistido.

Como avaliar, do ponto de vista da moral cristã, a decisão de Gosling? Será que tal comportamento, motivado pela compaixão, se justifica?

Para respondermos a tais questões, devemos entender primeiramente o significado de eutanásia. Do grego “eu”, bom, e “thanatos”, morte, o termo “eutanásia” significa a “boa ou doce morte”.

Na encíclica “O Evangelho da Vida”, o Papa João Paulo II afirma o seguinte: “Por eutanásia, em sentido verdadeiro e próprio, deve-se entender uma ação ou uma omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento” (n. 65). O saudoso Sumo Pontífice vê nessa prática um dos sintomas da “cultura da morte” e denuncia o crescimento de uma mentalidade que marginaliza as pessoas idosas, deficientes e vulneráveis. A partir de critérios de eficiência e produtividade, essas vidas são consideradas descartáveis. Sendo assim, o melhor a fazer é eliminar tais pessoas, recorrendo a argumentos, como: respeito à autonomia e direito à morte.

No entanto, antes ainda de falar do direito à morte, temos de lutar para que o direito à vida já existente seja honrado, até porque muitas vezes este maravilhoso dom é abreviado “antes do tempo”, em escala social, por causa da violência, da pobreza, da falta de recursos socioeconômicos que garantam a todos o direito não só a viver, mas a viver com dignidade. É chocante, e até irônico, constatar que a mesma sociedade que negou o pão, o emprego, a saúde, a educação, para o ser humano viver, esta mesma sociedade pretenda oferecer-lhe, como prêmio de consolação, a mais alta tecnologia para “bem morrer”.

A decisão tomada pelo apresentador britânico recai em um caso particular de eutanásia, ou seja, o suicídio assistido. Também na encíclica “O Evangelho da Vida”, o Papa esclarece que o suicídio, sob o perfil objetivo, é um ato gravemente imoral, “embora certos condicionamentos psicológicos, culturais e sociais possam levar (uma pessoa) a realizar um gesto que tão radicalmente contradiz a inclinação natural de cada um à vida, atenuando ou anulando a responsabilidade subjetiva”.

A tradição da Igreja sempre recusou o suicídio como escolha gravemente má, porque “comporta a recusa do amor por si mesmo e a renúncia aos deveres de justiça e caridade para com o próximo, com as várias comunidades (família, amigos, Igreja, trabalho etc.) de que se faz parte, e com a sociedade no seu conjunto”. E continua o Papa João Paulo II: “No seu núcleo mais profundo, o suicídio constitui uma rejeição da soberania absoluta de Deus sobre a vida e sobre a morte” (n. 66). Sendo assim, o chamado “suicídio assistido”, ou seja, compartilhar a intenção de alguém que quer se suicidar e ajudando-o a realizar tal ato, significa “fazer-se colaborador e, por vezes, autor em primeira pessoa de uma injustiça que nunca pode ser justificada, nem sequer quando requerida”.

A avaliação moral da eutanásia e do suicídio assistido deverá sempre considerar que a vida humana é inviolável, ainda que marcada pelo drama da dor e do sofrimento.

Ninguém, por sua própria vontade, se dá o direito a vir à existência; a vida é dom de Deus. Da mesma forma, ninguém tem o direito a matar quem quer que seja ou destruir a própria vida.

Além disso, devemos rejeitar toda e qualquer consideração utilitarista da vida humana. Explico-me melhor. Motivados por visões ideologizadas a respeito do significado de qualidade de vida, alguns consideram os doentes em fase terminal ou os deficientes físicos como pessoas cuja vida tem pouca ou nenhuma “qualidade”. Em tais visões, identificamos o perigo da arbitrariedade, isto é, a manipulação ideológica e indiscriminada da vida destas pessoas por parte da autoridade política ou dos profissionais da área da saúde, criando, assim, uma mentalidade favorável à cultura da morte.

Deve-se buscar sempre o verdadeiro motivo que leva alguém a pedir a morte. No fundo das várias solicitações de eutanásia e de suicídio assistido existem profundas angústias, experiências de solidão, abandono e falta de solidariedade. O que a pessoa realmente necessita é de melhor assistência, tratamento personalizado, espiritualidade e muita ternura humana. A pessoa deve ser valorizada de modo integral, não só como um “corpo” doente, mas uma pessoa, um filho de Deus, alguém que possui um nome, um rosto, uma história, uma dignidade a ser defendida e promovida. É fundamental que o cuidado integral em relação ao enfermo na fase terminal seja ainda mais humanizado.

Ao paciente que se encontra diante da morte iminente e inevitável, e também àqueles que estão ao seu redor – sejam familiares, amigos, profissionais de saúde –, deve ser dada toda ajuda possível para que enfrente, com naturalidade, a realidade dos fatos, encarando o fim da vida não como uma doença para a qual se deva achar a cura a todo custo, mas sim, como condição que faz parte do nosso ciclo natural. A fé cristã ainda possibilita ao enfermo perceber o drama do sofrimento como oportunidade de fazer comunhão com o mistério do sofrimento de Cristo, cujas chagas gloriosas são esperança de uma imortalidade feliz.

Padre Wagner Ferreira da Silva
Canção Nova

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* Klara Castanha, atriz mirim da Globo, quase saiu da novela ” Viver a Vida”.

sábado, fevereiro 27th, 2010
Klara Castanho na novela “Viver a  Vida”

A mudança de rumos na personagem da menina Klara Castanho em “Viver a Vida”, que a princípio seria uma vilã, foi determinada por notificação do Ministério Público do Trabalho do Rio e simplesmente acatada pelo autor Manoel Carlos.

O órgão observou que o papel poderia acarretar a ela eventuais manifestações de hostilidade por parte do público, além da possibilidade de sérios danos psicológicos ao seu desenvolvimento.

Havia até o risco de o MP tentar tirar a atriz da novela se o planejamento fosse mantido.

Um outro autor da Globo, por sua vez, assistindo a tudo, faz a seguinte observação: “é cada vez mais o Estado querendo interferir nas nossas vidas. Querendo nos ‘ensinar’ como viver nossas vidas, sem trocadilho. Se fosse no Brasil, o filme “Poltergeist” não poderia ter sido rodado, por exemplo.

***

Não é interferência não, nesse caso é proteção da infância.

Parabéns ao ministério Público.

No entanto, precisaria de maior rigor em outras questões das novelas, segundo o mesmo principio de defesa da infância e de “adultos” infantis.

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* Missionários Shalom no Chile e o terremoto.

sábado, fevereiro 27th, 2010

O terremoto que atingiu o Chile  foi 30 por cento mais forte do que o terremoto do Haiti.: 8.8 na escala Richter

As repercussões foram menores por causa da boa estrutura do pais já acostumado a terremoto.

Aliás, o maior terremoto da História, não em números de mortos, mas em potência na escala richter, foi no Chile, na década de 60

Nossos missionários, segundo infomação passada pela Assessoria Missonária e pela Familia de Jorge e Ana Cecilia, (missionários da comunidade de aliança de Fortaleza – que chegaram ontem meia noite ao Chile e que estavam em sua primeira noite no pais ) estão bem, apesar do imenso susto.

Jorge, Ana e os filhos desceram o apartamento durante onde estavam “corrrendo” e Jorge cortou o pé, sem maiores consequências.Eles estão bem

Os missionários da Comunidade de Vida também estão bem.Graças a Deus!

Vamos orar agora pela reconstrução do pais e pela familia dos mortos desta tragédia.

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* Tony Blair derrubou a política do governo britânico de proibir aos católicos que representem o país na Santa Sé

sábado, fevereiro 27th, 2010

Tony Blair derrubou a política do governo britânico de proibir aos católicos que representem o país na Santa Sé, ao considerar a proibição como “a coisa mais ridícula que já ouvi na vida”. Isso é o que o primeiro-ministro – agora católico também – revela em um documentário divulgado  pela BBC (British Broadcasting Corporation) da Irlanda do Norte.

No documentário, intitulado “Nosso homem no vaticano”, Blair comenta sua surpresa ao conhecer esta política em 2005, quando o cargo de embaixador ficou vacante.

“Eu disse: ‘É o Vaticano, o Papa é católico. Quer dizer que nós atualmente como política… não podemos ter um católico? (…) O que é isso? É a coisa mais ridícula que já ouvi na vida’”, comentou Blair, segundo informa a BBC.

“Você pode imaginar que nós dissemos durante anos e anos que a única categoria de pessoa que não podemos ter como embaixador na Santa Sé é alguém que compartilha sua fé? – acrescentou. Não acho que isso seja muito sensível, não atualmente.”

“Além de discriminatório, até que ponto é idiota?” – perguntou.

As relações diplomáticas formais entre a Inglaterra e a Santa Sé foram estabelecidas pela primeira vez em 1479; de fato, o cargo de embaixador na Santa Sé é o mais antigo no serviço diplomático do Reino Unido.

No entanto, quando a relação da Inglaterra com o Vaticano sofreu atritos sob Henrique VIII, os laços se romperam e só se restauraram em 1914.

A BBC indicou que, em 1917, um memorando do Foreing Office estabelecia que a representação da Grã-Bretanha na Santa Sé “não deveria ser desempenhada com insensato temor ao Papa”.

A eleição da Administração Blair de Francis Campbell, ainda embaixador britânico, finalmente rompeu esta tendência.

Agora, a embaixada é considerada uma “parte vital da rede internacional do Reino Unido – como explica o site da própria embaixada. A missão trabalha conjuntamente com a Santa Sé sobre desenvolvimento internacional, diálogo interconfessional e mudança climática. Mas estes exemplos são repetidos em ecumenismo, prevenção de conflitos, desarmamento e direitos humanos, isso sem contar o valor da Santa Sé como um lugar de escuta global”.

“Em uma era na qual a religião emergiu mais uma vez nas relações internacionais, o Vaticano é essencial para o contínuo debate político sobre a relação adequada entre fé e política. O Vaticano é uma influência estabilizadora chave no debate fé-política global e ajuda a manter uma discussão racional”, acrescenta.

O papel de Campbell como embaixador será único neste ano, no qual se prepara a viagem de Bento XVI à Grã-Bretanha, em setembro.

O Santo Padre já causou um alvoroço na Inglaterra quando disse aos bispos do país, em 11 de fevereiro, que alguma legislação projetada para proteger a igualdade impõe “limitações injustas sobre a liberdade das comunidades religiosas para agirem de acordo com suas crenças” e, às vezes, “atualmente, viola a lei natural”.

O governo britânico está discutindo a “Lei de Igualdade”, defendida como proteção contra a discriminação por sexo ou orientação sexual.

Os críticos advertem que esta poderia restringir a liberdade da Igreja de selecionar suas equipes ou inclusive sacerdotes que vivam de acordo com o ensinamento e a moralidade da Igreja.

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* Os homens não são os vilões da história, Afirma ex feminista em entrevista.

sábado, fevereiro 27th, 2010

Ela se define como feminista, mas eu diria que é uma feminista “reformada” pois não segue mais o movimento e tem consciência de que “está na hora de reavaliar as coisas”.

Quem dera se todas as feministas fossem iguais a ela neste sentido da auto-crítica!

Fonte: Marie Claire , Grifos da tradutora

***

(…) Pessoalmente, Kathleen Parker é bem menos bélica do que seu livro e suas colunas. Simpática e divertida, me perguntava tanto quanto eu perguntava a ela, e queria saber se os ‘machos latinos’ também precisam ser salvos.

Na tese de Kathleen, os homens viraram os vilões da história como conseqüência do sucesso do movimento feminista, que, para se libertar do patriarcalismo, teve que matar simbolicamente o patriarca. ‘Acho que o problema é que acabamos confundindo o que faz os homens e as mulheres serem diferentes e portanto atraentes uns para os outros’, disse. ‘Eu não sou nem um pouco fã do machismo, mas também não quero ser casada com um homem que espera que eu vá checar o que é o barulho estranho no andar de baixo, entende?’

MC Como você acha que o mundo seria se fosse comandado por mulheres? Na Presidência, nas Embaixadas, à frente dos grandes negócios e das grandes corporações.

KP Seria ótimo e organizado. Bem melhor do que hoje. Uma pena que isso nunca vai ser possível.

MC Por que não?

KP Porque as mulheres são as únicas que podem ter bebês, e isso leva tempo. E quando você tem um filho, quer ficar com ele, é natural. Esse é o trabalho mais importante que existe.

MC Quer dizer que você acha que é impossível ter tudo? Carreira, filhos, casamento feliz?

KP Ao mesmo tempo, infelizmente, acho que é. Mas a vida é longa, não deixe ninguém dizer o contrário. Minha carreira só começou a dar certo quando eu tinha 52 anos. Fiquei em casa, trabalhando menos do que poderia, até meu filho entrar na universidade. Aí, sim, me mudei para Washington e comecei a escrever para jornais maiores e mais importantes. (…)

MC Por que escreveu esse livro?

KP Há mais de vinte anos escrevo colunas. Tinha acabado de virar mãe, logo depois fiquei sozinha, então escrevia muito sobre meu filho, sobre criar um filho sem o pai etc. Com o tempo, a coluna ficou mais abrangente e o foco acabou sendo a diferença entre os sexos, e quando você começa a escrever sobre isso, o assunto acaba virando política. E comecei a observar que a nossa cultura, que costumava ser amigável com as mulheres, o que eu defendo com todas as minhas forças, estava começando a ficar hostil em relação aos homens. E eu provavelmente não teria notado, ou ligado, se não tivesse um filho pequeno. E quando comecei a observar mais atentamente, foi ficando cada vez mais claro que o preconceito contra os homens estava estabelecido.

MC Qual foi o primeiro sinal?

KP Na pré-escola do meu filho tinha um dia em que os pais levavam as filhas pequenas para o trabalho. Só as meninas. E os meninos tinham que ficar na escola. E não só isso, naquele dia eles eram obrigados a ouvir uma palestra explicando porque as meninas tinham esse tratamento especial e que as mulheres tinham sido oprimidas durante muitos anos e tal. Tudo verdade, mas por que não fazer a visita e a palestra para toda a classe? É possível ensinar que a opressão é ruim sem mudar o alvo da opressão.

MC O que você pensa a respeito dos homens, afinal?

KP Temos que ver o sexo oposto como amigo, não inimigo. Também acho que eles precisam ser treinados (risos) e precisam dos pais por perto para fazer isso. Os homens não precisam de muita coisa, eles não pedem muito. Mas acho que gostariam de ser apreciados pelo que são.

MC Você se considera uma anti-feminista?

KP De jeito nenhum, me considero uma feminista. Acho que o feminismo é fabuloso, e só por causa dele sou capaz de ter a vida que tenho. Mas também sou crítica ao feminismo e acho que está na hora de reavaliar as coisas. As mulheres fizeram tantas coisas para prejudicar os homens, ou diminuir os homens, que os efeitos acabaram atingindo as próprias mulheres, e pior, as crianças, que não têm nada a ver com isso.

MC O título do livro é uma brincadeira com o famoso ‘Save the Whales’, o slogan de uma ONG dos anos 70 dedicada a erradicar a caça às baleias. Mas os homens não correm o mesmo perigo…

KP É engraçado, toda vez que eu falo o título do livro para quem não o conhece as pessoas primeiro acham que é mesmo ‘Save the Whales’. Então eu corrijo, e aí elas acham que é ‘Save the Mails’, como se fosse alguma coisa ligada aos correios. Quando finalmente entendem do que se trata, as mulheres em geral me perguntam se estou louca, e os homens, que são mais sem noção ainda, me dizem que não sabiam que precisavam ser resgatados. Não estou medindo a sociedade em termos de quanto dinheiro os homens ganham e que posições eles ocupam na nossa sociedade -sei bem que há mais homens que mulheres no comando de quase tudo. O que me interessa é a qualidade das nossas relações. Os homens precisam ser melhores parceiros para as mulheres e melhores pais para os nossos filhos.

MC E os homens adultos não precisam de resgate?

KP As leis do divórcio são injustas com os homens, mas isso também não me preocupa. O que me incomoda é que essas leis tiram os pais da vida das crianças. Eles viram uma visita que vê a criança quatro vezes por mês. Isso não é a mesma coisa que ser pai. A gente não acha que é importante ficar casado para o bem dos filhos, que não há razão para não procurar a felicidade total no amor e sabe o que eu acho? Que quem tem filho tem que diminuir a expectativa de felicidade mesmo, ninguém é feliz o tempo inteiro.

MC Você realmente defende que as pessoas mantenham um casamento infeliz pelo bem dos filhos?

KP Sou casada há mais de vinte anos, e o que eu notei durante esse tempo é que as pessoas se apaixonam e se desapaixonam muitas vezes ao longo de um casamento. Ninguém nunca me disse que valia a pena continuar casada e acho que seria bom que eu tivesse ouvido. Alguns dias, semanas ou meses são bons, alguns são péssimos, mas são fases pelas quais todo casamento passa. Eu ainda olho para o meu marido hoje em dia e gosto do que vejo (risos). Mas venho de uma família sem estrutura, perdi minha mãe muito cedo e tive quatro madrastas. Então claro que eu sempre tive um grande desejo de ter uma família sólida que me protegesse.

MC O amor não entra na conta?

KP E qual é a idéia? Mudar para a França e ter vários casos? Tudo depende de como você define o amor. O amor romântico, aquele que faz a gente perder a cabeça, não dura para sempre, todo mundo sabe. Mas também não vai embora para sempre, e as pessoas aprendem isso se ficam casadas. (…)

MC Acredita que o relacionamento com o seu pai a fez olhar para os outros homens com mais carinho?

KP(…) Fui criada só por ele. Durante os meus anos de colegial ele estava sozinho, então tudo era com ele. Talvez por isso eu seja tão insistente na questão de que toda criança deve ter o pai por perto, e que os adultos devem fazer todo o esforço possível para que os filhos cresçam com seus pais.

MC O que mudou quando nasceu seu filho?

KP Mudou tudo, virei uma conservadora da noite para o dia (risos). Eu queria que o mundo fosse melhor para o meu filho, e naquela época -ele tem 24 anos- achei que a cultura não era muito amigável para as crianças. Eu era uma feminista de carteirinha antes. Ainda me considero feminista, mas me afastei do movimento e me considero uma feminista racional. Mas na minha cabeça eu ia ter meu filho, então ia imediatamente voltar a trabalhar e deixá-lo em uma creche, assim minha carreira podia ser tudo que eu queria que fosse. E eu tinha 33 anos, não era mais uma criança. Mas, quando ele nasceu, não queria voltar a trabalhar, queria ser mãe, dedicar meu tempo a isso. A idéia de deixar que outra pessoa cuidasse dele, uma pessoa bem menos educada que eu, que ganha salário mínimo, criando o meu filho, de repente deixou de me atrair. Mas eu já tinha inventado para mim um estilo de vida que custava caro, precisava voltar a trabalhar. Depois percebi que o dinheiro não era tão importante quanto eu imaginava, meu filho ia ser mais feliz se eu estivesse por perto. Então remodelei a vida, comecei a trabalhar menos, ganhar menos, mas criei meu filho eu mesma.

***

Ela não fala dentro da perspectiva católica, mas vindo de uma ex – feminista é notável que tenha evoluido para uma compreensão bem próxima da nossa fé

Bem interessante.

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* Cantora Cláudia Leite: ” Eu não quero levar ninguém comigo pra religião nenhuma”.

sábado, fevereiro 27th, 2010

Partes de uma entrevista de Claudia Leitte para a Revista Rolling Stones:

Você diz não seguir religião alguma, mas é bastante religiosa. Depois de ficar famosa nenhuma religião se aproximou de você pensando que você poderia divulgá-la?

Sim, com certeza.

E isso te afasta mais da idéia de uma religião organizada?

Sim, porque eu não quero levar ninguém comigo pra religião nenhuma, de jeito nenhum.

Eu quero cantar e ser feliz cantando, e dividir a felicidade com as pessoas. Eu acho que Deus não impõe.

A moça que trabalhava lá em casa falava pra mim, “ah, meu pastor diz que eu não posso usar brinco”. Como uma pessoa pode dizer isso? Que coisa mais ditatorial! Não pode usar brinco por quê? Deus vai olhar para o seu coração, não pro seu corpo. Deus vai estar lá se importando com as roupas que você usa? Quantas pessoas usam uma saia até o pé e são super, hiper promíscuas? Ou então um assassino, que mata uma pessoa e depois diz “oh, meu Deus, meu Senhor” e vai pra igreja orar com a Bíblia? Isso é muito louco: o brinco, a roupa, a religiosidade… Elas não definem o caráter de ninguém.

É difícil imaginar uma porta-voz melhor do que você para uma religião: jovem e casada, tem filho, é famosa, tem sucesso.

Eu quero ser é porta-voz de Deus, o que Deus fala através de mim, o tempo todo. Que eu seja mais Deus do que eu. É isso o que eu quero. O tempo todo eu acho que a gente precisa parar de brigar com a gente mesmo pra gente ser melhor.

Fonte: Rolling Stones

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* Reino Unido: Católicos aprendem a fazer uso da mídia à espera do Papa.

sábado, fevereiro 27th, 2010

Ao se consultarem os jornais ingleses de algumas semanas atrás, tem-se a impressão que Bento XVI seria contrário à igualdade de direitos na Inglaterra.

O discurso proferido pelo Papa em 1º de fevereiro aos bispos do Reino Unido em Roma, por ocasião de sua visita quinquenal “ad limina apostolorum”, estaria “atacando” a lei de igualdade do país.

De fato, o pontífice tratou da lei natural e da liberdade dos grupos religiosos de agirem segundo suas crenças. Os ativistas pelos direitos dos homossexuais expressaram sua contrariedade, e os diversos veículos de comunicação divulgaram suas opiniões.

Esse tipo de resposta por parte da imprensa é justamente o que a iniciativa Catholic Voices da União Católica da Grã Bretanha buscará prevenir quando o Santo Padre estiver em visita ao Reino Unido em setembro.

Será uma cobertura “autorizada, mas não oficial”, divulgada por porta-vozes católicos “idôneos e preparados”, para tratar com a imprensa a respeito do que o Papa realmente está dizendo.

Preparados para os holofotes

Cerca de 25 pessoas estarão preparadas por especialistas nos temas mais polêmicos que provavelmente atrairão a atenção da mídia durante a visita papal”, explica o grupo em uma declaração.

“Ao longo dos próximos meses”, estas pessoas “participarão também de seções preparatórias” sobre diversos aspectos da mídia, e concluirão sua preparação com um retiro na abadia de Worth.

O Catholic Voices é um órgão independente da Conferência Episcopal, mas conta com sua aprovação.

O projeto é promovido pelo presidente da União Católica da Grã Bretanha, Lord Daniel Brennan, e pelo abade de Worth, Christopher Jamison.

A declaração faz notar que no mesmo dia 1º de fevereiro, uma outra mensagem do Papa não recebeu a mesma atenção.

De fato, Bento XVI convidou os bispos a insistirem em seu direito de “participarem do debate nacional através de um diálogo respeitoso com os demais elementos da sociedade” e a recorrerem aos fiéis leigos da Inglaterra e País de Gales, para que se possa transmitir a fé às próximas gerações, com a convicção que assim estarão desempenhando seu próprio papel na missão da Igreja”.

De acordo com o abade Jamison, “o discurso do Papa Bento XVI aos nossos bispos serviu para demonstrar a importância deste projeto”.

A mídia como instrumento

Catholic Voices não navegará por águas desconhecidas.

Jack Valero e Austen Ivereigh coordenarão o projeto, em colaboração com Kathleen Griffin, ex-produtora da BBC com vasta experiência em comunicação. Valero e Ivereigh também já coordenaram outro projeto semelhante, o “Grupo de Resposta ao Código da Vinci”.

O “Grupo de Resposta ao Código da Vinci” foi capaz de oferecer uma cobertura positiva das atividades da Igreja partindo da versão enganosa dos fatos apresentada no best-seller. Isto mostra o que é possível obter sem recorrer a agressões defensivas”, explicou o abade Jamison.

O projeto divulgou uma declaração de alguém que promete ser uma estrela na visita papal: o cardeal John Henry Newman, que espera-se venha ser beatificado pelo Papa durante sua visita à Inglaterra.

O cardeal Newman expressou certa vez seu desejo de um “laicato não arrogante nem precipitado em suas palavras, mas de homens e mulheres que conheçam sua própria religião, que se integrem a ela, que saibam seu papel, que compreendam as posições que sustentam e as que não sustentam, que conheçam seu credo tão bem a ponto de dar-lhe razão, e que saibam história suficiente para que possam defendê-lo. Desejo um laicato inteligente e instruído – desejo (…) ampliar seu conhecimento, para que aprenda a ver as coisas como são, para que compreendam que fé e razão se completam, para que entendam as bases e os princípios do catolicismo”.
***

E nós, leigos católicos do Brasil ? Que temos feito para evangelizar e dialogar com nosso Povo Brasileiro não católico ou católico por costume ?

Iniciativa necessária também aqui no Brasil. Precisamos de mais ousadia e de mais coragem para ocupar nosso espaço na sociedade como católicos conscientes.

Nossa ausência cria um vazio que é preenchido por todo tipo de “aventureiro religioso”.

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* Feministas na Nicarágua manipulam drama de mulher com câncer para promover aborto.

sábado, fevereiro 27th, 2010

Em uma nova manobra para pressionar as autoridades da Nicarágua para impor a legalização do aborto neste país, grupos feministas apresentam o dramático caso de uma mulher grávida e com câncer, argüindo falsamente que a única possibilidade de tratamento de Amélia”, nome fictício que lhe deram, é que seja submetida a esta prática anti-vida

Como em outras oportunidades, as feministas não deram maior informação sobre “a Amélia”, só apresentam o mal chamado aborto“terapêutico” como a única saída e não permitem ter acesso a ela. Estes abortistas enviaram diversas cartas ao Diretor do Hospital Escola Óscar Danilo Rosales em León –onde se encontra a mulher–, ao Ministro da Saúde, aos magistrados da Corte Suprema de Justiça e ao mesmo Presidente da República exigindo a legalização do aborto na Nicarágua, aonde todo tipo de aborto é ilegal.

Os abortistas estão liderados por Vilma Núñez, presidenta do Centro Nicaragüense de Direitos humanos, (CENIDH), o doutor Óscar Flores Vigil, Presidente da Sociedade Nicaragüense de Ginecologia e Obstetrícia, Marta María Blandón e outros membros do autodenominado “Grupo Estratégico pela Despenalização do aborto”.

Segundo Carlos Pólo, Diretor do Escritório para a América Latina do PRI, este é outro caso “fabricado” em base a uma estratégia digitada desde Nova Iorque pelo Center for Reproductive Rights. “É evidente para quem faz um seguimento deste tipo de casos apresentados pelos grupos abortistas nos últimos anos que a ‘urgência’ coincide perfeitamente com a agenda política do aborto legal e touca tangencialmente assuntos como neste caso seria o tratamento do câncer de Amélia’”, explica.

Seguidamente Pólo ressalta que “já existem oferecimentos de ajuda para ‘Amélia’ mas as feministas a mantêm isolada”.

Carlos Pólo adverte logo que “é sintomático que não tenham oferecido muitos dados sobre a história clínica de Amélia. Somente difundiram uma versão onde a única possibilidade de salvar a sua vida passa por praticar um aborto”.

O diretor do PRI para a América Latina assegura que “a ciência médica honesta opina distinto.

Up to Date (www.uptodate.com) é um serviço online de informação médica muito conhecido e a informação que oferecem sobre o tratamento de câncer de ovário em uma mulher gestante pode resumir-se assim: Na maioria de casos de cânceres de mulheres grávidas é possível tratar a mãe grávida sem pôr em risco sério o bebê. É estranho que haja necessidade de extrair a matriz para reduzir o câncer se a cirurgia for realizada durante a gravidez. E finalmente, terminar cedo a gravidez não melhora o prognóstico do câncer do ovário. Destaca-se que um câncer de ovário pode ser curado com quimioterapia ainda nos casos onde se apresente metástase”.

Contribuindo a esclarecer a confusão gerada pelas feministas abortistas com a manipulação do caso de Amélia”, a Associação Médica Nicaragüense deu a conhecer um comunicado no qual assinala que “está demonstrado cientificamente que em casos de câncer ginecológico a gravidez não influi nem na progressão nem na expansão dos tumores. Segundo o estágio clínico do câncer, na Nicarágua existem diversas opções de tratamentos”.

Perante a situação mediática que suscitou o caso, ‘Amélia’ não encontra nenhuma justificação para que seja submetida a um aborto direto provocado. O aborto não a vai curar o seu câncer nem sua metástase, acrescenta.

Pólo questiona se “será acaso coincidência que todos os atores ao redor ‘de Amélia’ confluam no mesmo ponto: ‘um aborto salvará a vida de uma mulher’? Precisamente na Nicarágua? Teria que dar muito cabimento à ingenuidade e uma boa dose de amnésia”.

Seguidamente Carlos Pólo recorda que há dois anos e meio na Nicarágua desmascararam os abortistas que estão manipulando este caso, “entre eles a senhora Marta María Blandón, em uma situação muito similar: ‘Rosita’ foi violada por seu padrasto e não pelo costa-riquenho que as feministas culparam. O padrasto que desfrutou por anos fazendo propaganda da necessidade do aborto para Rosita, a havia molestado de novo e quando as dirigentes feministas souberam decidiram ocultá-lo”.

“As autoridades tiveram que literalmente arrebatar ‘Rosita’ das mãos de suas supostas ‘defensoras’ que a mantinham sem comunicação”, adiciona.

Finalmente, Pólo destaca que o “PRI realiza um seguimento à esta estratégia de fabricação de ‘casos’ onde se utiliza a miséria de mulheres pobres latino-americanas em função de objetivos políticos de uma ONG nova-iorquina. O lema do PRI é ‘pôr às pessoas em primeiro lugar’ e rechaçamos a manipulação do sofrimento humano no caso ‘Amélia’ e similares”.

ACI

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* Diálogo de Bento XVI com o mundo é uma «lição» para a Igreja

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

O presidente do Centro Nacional de Cultura de Portugal, Guilherme d’Oliveira Martins, considera que o Papa “tem manifestado uma preocupação extraordinariamente persistente e positiva de não fugir ao diálogo fundamental que se tem de estabelecer no mundo moderno”.

“Julgo que esta é uma lição para os cristãos e para a Igreja. Não devemos deixar de dialogar com as diversas perspectivas culturais”, afirmou o presidente do Tribunal de Contas na Jornada de Estudos Teológicos intitulada “As razões de Bento XVI – Atualidade do pensamento de Joseph Ratzinger”, que se realizou em Lisboa.

“Iniciativas como estas são muito importantes”, sublinhou Guilherme d’Oliveira Martins. “Há uma grande ignorância teológica nos cristãos e uma grande fragilidade no diálogo e na argumentação.

O desafio fundamental que o Papa lança é o da exigência e do estudo, refletido no triângulo “ser, conhecer e amar”, explicou.

O Pe. Peter Stilwell, diretor da Faculdade de Teologia, entende que a voz de Bento XVI tem impacto sobretudo “em meios intelectuais, que gostam de refletir acerca da razão que se debruça sobre a sociedade contemporânea. Isso não vende jornais porque exige tempo e esforço”.

“Acho que Bento XVI presta um serviço importante à comunidade cristã e à comunidade humana em geral ao utilizar os seus talentos. Não será um concorrente de João Paulo II, nem pretende sê-lo; não irá atrair multidões, como o anterior Papa, mas tocará as pessoas pela honestidade das suas palavras e pela exigência do seu pensamento”, afirmou à Agência ECCLESIA o vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

«Humilde persistência» de um pensador

Francisco Sarsfield Cabral sublinhou que a primeira encíclica de Bento XVI citou muitos autores não cristãos, o que constituiu uma novidade. “Isto significa que ele dá importância à cultura, venha ela de onde vier”, referiu o comentador da Rádio Renascença.

O especialista em assuntos econômicos assinalou que o Papa se distingue por uma “consciência aguda da razão”. O seu “humanismo integral”, que liga todas as dimensões da vida, concilia “a metafísica com o desenvolvimento”, sintetizou.

“Bento XVI é um intelectual de grande craveira e é respeitado como tal. Consegue ter diálogos substanciais com toda a gente, cristãos e não cristãos, agnósticos e ateus. Ele sente-se bem no mundo da cultura”, garantiu Francisco Sarsfield Cabral.

O início do pontificado de Bento XVI ficou marcado por algumas reservas, devido ao cargo de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé que ocupou entre 1981 e 2005. “Essas desconfianças também eu as tive. A imagem dele era um pouco a de censor teológico. Mas lendo o que escreveu antes de ser Papa e depois da sua eleição, fica-se com uma ideia diferente. Ele é uma pessoa aberta, capaz de falar com todos mas sem fingir que não há diferenças quando elas existem”, assinalou o jornalista.

Durante a mesa redonda dedicada à “interpelação cultural” suscitada pelo pensamento de Bento XVI, Guilherme d’Oliveira Martins destacou a “humilde persistência” do teólogo alemão. Os seus textos, caracterizados pela “clareza”, conferem à relação entre fé e razão uma “grande limpidez”.

Na análise do presidente do Centro Nacional de Cultura, a preocupação do Papa com o “risco do relativismo ético” é a consequência do “vazio de valores que está subjacente ao relativismo pós-moderno”. “Sem uma hierarquia de valores deixamos de ter fundamento para tudo o que é essencial à vida”, resumiu.

“Ser, conhecer e amar: esta tríade, que conhecemos desde Santo Agostinho, tem uma importância particular no pensamento de Bento XVI”, referiu o professor catedrático.

Guilherme d’Oliveira Martins notou que a encíclica “Caritas in veritate” “tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que à primeira vez foi referenciado”, na medida em que aponta “as razões profundas da crise que hoje vivemos”.

Miguel Morgado, por seu lado, falou sobre os avisos deixados pelo Papa em relação ao perigo do “desequilíbrio entre possibilidades técnicas e energia moral”. “O que é que a política sem espiritualidade nos deu? Esta é uma questão que Bento XVI não esquece”, declarou o investigador do Instituto de Estudos Políticos da UCP.

O docente universitário recordou que o Papa tem vindo a inspirar a participação dos católicos no espaço político, procurando contrariar a tendência para a “apatia” que eles têm manifestado nessa área.

Seguindo o pensamento de Santo Agostinho, Bento XVI defende que as cidades celeste e terrestre estão intrinsecamente ordenadas uma para a outra, embora seja necessário definir limites no que diz respeito às relações entre a fé e as actividades partidárias e governativas. Neste sentido, o Papa condena a “politização da religião” e não quer que a Igreja se “imiscua nas questões do Estado”.

Razão é insuficiente para explicar o ser humano

Na perspectiva do Pe. Peter Stilwell, o Papa defende que “a fé dá acesso a um conhecimento que resulta da Revelação”. O saber proporcionado por esta origem conduz a um entendimento que se diferencia dos resultados alcançados através do método científico.

O director da Faculdade de Teologia apontou outra fonte de compreensão da realidade mencionada pelo Papa. “Na altura da sua eleição pontifícia, Bento XVI sublinhou a importância da consciência como referência última da acção do crente, ainda que ela seja contra a autoridade, mesmo eclesiástica.”

Esta posição, explicou o director da Faculdade de Teologia, “não pretende contrapor a subjectividade das opções e desejos pessoais à objectividade da norma geral”. “A consciência é aquele lugar que espelha o mandato que recebemos do Criador de amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos”, pelo que “tem o mesmo alcance da norma que é proposta pela Igreja”.

As insuficiências da razão são igualmente evidentes no evolucionismo, classificado de reducionista por pretender “explicar as coisas mais complexas através das mais simples”.

Há diferenças qualitativas quando a realidade inanimada se torna animada e quando esta, por sua vez, assume aspectos mais intrincados. O Pe. Peter Stilwell dá como exemplo a comparação entre o rato e a pessoa, ambos seres animados e mamíferos mas com grandes disparidade no que diz respeito, por exemplo, à capacidade de reflexão. As desigualdades não resultam apenas de uma simples progressão no reino animal: com o Homem entra-se “noutro nível de ser, que não se explica pelos seres anteriores”, observou o sacerdote.

O estudo desta realidade precisa de instrumentos novos, já que os processos utilizados para explicar grande parte dos elementos do universo são insuficientes para analisar o ser humano. Por isso o director da Faculdade de Teologia advoga que a tentativa de compreensão de todas as coisas a partir das suas origens dá lugar à chamada “falácia genética”.

Neste sentido, Bento XVI considera que “no meio universitário tem de haver espaço para uma razão mais ampla, que aborde a realidade em todas as suas dimensões, e não exclusivamente a partir de uma ciência instrumental”.

Para o Pe. Peter Stilwell, o tema desta Jornada de Estudos Teológicos é um exercício que a Faculdade faz para reflectir sobre os textos de um “grande pensador”. Ao mesmo tempo, acrescenta, “é um serviço que prestamos à comunidade, na medida em que há muita gente que gostaria de saber mais sobre as reflexões inovadoras e criativas de Bento XVI”.

A iniciativa juntou cerca de uma centena de interessados. As aulas foram suspensas durante a Jornada para permitir a participação dos estudantes.

Além da publicação das intervenções do encontro, não estão previstas mais actividades relacionadas com a vinda do Papa a Portugal. O que não impede que durante este ano não se proponham iniciativas similares. “Estamos à disposição da Igreja para o que nos pedirem”, assegurou o vice-reitor da UCP.

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* Chile reduz mortalidade materna com gravidez segura e não com abortos.

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

Um estudo preliminar apresentado pelo epidemiólogo da faculdade de medicina da Universidade do Chile, Elard Koch, mostrou que a prevenção para ter “gravidezes seguras” foi o caminho com que o país conseguiu reduzir a mortalidade materna, e não a promoção do aborto.

O estudo foi apresentado no mês passado na reunião inaugural do International Working Group for Global Women’s Health Research, em Washington D.C. (Estados Unidos).

Segundo o C-FAM, as conclusões preliminares que examinaram “a pronunciada queda no número de mortes maternas ao longo dos últimos cinqüenta anos na nação latino-americana do Chile, ao parecer debilitam os argumentos do lobby abortista, segundo os quais se necessitam leis de aborto permissivas para reduzir os índices de mortalidade materna”.

Indicou que de acordo às cifras, “a razão de mortalidade materna se reduziu de 275 por 100.000 nascidos vivos em 1960 a 18,7 por 100.000 nascidos vivos no ano 2000, a maior redução observada em países da América Latina”.

O relatório preliminar destaca que desde 1960 houve “um grande avanço no sistema de saúde pública e de atenção primária” e uma melhora importante em educação, que permitiram ao Chile ter um registro de saúde materna comparável com o das nações desenvolvidas.

C-FAM acrescenta que tendo em conta que as leis chilenas protegem a vida do concebido, a diminuição da mortalidade materna “não pode ser atribuída ao acesso ao aborto legal”.

Inclusive, indicou, as estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentam o Chile como o país com “o índice mais baixo de mortalidade materna da América do Sul, enquanto que Guiana, que liberalizou significativamente suas leis em meados dos noventa argumentando preocupação pelo número de mortes maternas, conta com os registros mais altos”.

C-FAM também cita um artigo de Irvine Loudon sujeito à arbitragem, publicado no American Journal of Clinical Nutrition no ano 2000, e que confirma que os principais fatores que conduziram a queda da mortalidade materna em todos os países desenvolvidos desde 1937, “parecem ter sido as sucessivas melhoras nos cuidados maternos”.

“Como atualmente acontece no Chile, estes grandes avanços no mundo desenvolvido ocorreram antes que se liberalizasse o aborto. É por isso que, aparentemente, o que gera a redução do número de mortes maternas durante a gravidez e o parto é o melhoramento do acesso à assistência médica de qualidade em saúde materna”, afirmou C-FAM.

“De fato, nações como a África do Sul, que conta com um dos regimes mais liberais em matéria de aborto, experimentaram um incremento no número de mortes maternas que se atribui, em parte, às complicações desencadeadas por causa do aborto legal”, acrescentou.

ACI

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Comentários
  • •Graças ao Senhor. Amém, o Senhor seja louvado!...
    em * Como deixei de ser protestante e
  • •"A quem iremos recorrer?" !!!...
    em * Senador da República REAGE a
  • •Blasfemia, aborto. Ô serpente perseguidora,derrotada, desesperada. Somente Tu Senhor, tens palavra de vida eterna....
    em * Espanha: Socialistas usam imagem
  • •CARÍSSIMA MONALISA, As crianças dos abrigos seriam "penalizadas" pela segunda vez ao não terem direito a um pai e a uma mãe. Caso pudessem escolher, sem dúvida...
    em * Comunicado da “Federação
  • •mas sera que muitas crianças nao preferem ser adotadas por casais gays do que continuarem em abrigos?...
    em * Comunicado da “Federação
  • •Obrigada pela presteza,Carmadélio.Para quem entende de ciências é sempre bom analisar as pesquisas em si e o modo como os dados foram obtidos e estatisticamente tratados.Talvez...
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  • •Fui "little monster" por 4 anos, sempre amei ela, só que eu não posso ser morno, ela já fez a primeira comunhão, era católica, não sei o pq dela virar isto, como eu conheço...
    em * Você é cristão e curte Lady
  • •O que tem que ser feito é o seguinte: O casamento civil é um contrato que pode ser desfeito no outro dia enquanto o sacramento do matrimônio é eterno, pois o que Deus uniu o...
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  • •Neste artigo dá para entender bem a diferença: http://www.deuslovult.org/2013/05/02/pedofilos-nao-sao-excomungados-mas-eu-fui/...
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Qual é a diferença entre EXCOMUNHÃO, e expulsão do estado clerical???? Gostaria que alguem me explicasse isso....
    em * Sacerdote culpado de abusos no
  • •Como posso falar do meu direito enquanto mulher se não respeito o primeiro direito do outro que é o direito a vida, todos temos direito de nascer mesmo se não fomos concebido em...
    em * Espanha: Socialistas usam imagem
  • •Que essa "ministra" diga isso para a sua descendência porque o coração duro ainda continua nas pessoas, como disse na carta de divórcio admitida por Moisés.Que ela leia o...
    em * Ministra da igualdade da Espanha
  • •esse livro so fala de heresias, e quem e catolico de verdade nao leria este livro horrivel...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •eu ja tinha percebido que o livro nao prestava, pois antes de participar do shalom, eu participava de outra comunidade que apoiva totalmente o livro, mas depois do shalom mudei...
    em * A Cabana, o livro. Heresias
  • •Triste como essa 'ditadura do relativismo' tem acorrentado e cegado tantos. Se declarando livres e tolerantes não percebem que estão sendo enganados. Um dia, também já me achei...
    em * Por que o ateísmo é tão comum
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