Por Arquivo fevereiro 17th, 2010

* Para haver justiça basta remover as causas externas que impedem sua atuação? fala-nos o Papa.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

A justiça de Deus está manifestada
mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3, 21–22 )

Queridos irmãos e irmãs,

todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida á luz dos ensinamentos evangélicos . Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21 – 22 ).

Justiça: “dare cuique suum”

Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena centenas de milhões de seres humanos á morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos – , mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Como e mais do que o pão ele de facto precisa de Deus. Nora Santo Agostinho: se “ a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu…não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus” (De civitate Dei, XIX, 21).

De onde vem a injustiça?

O evangelista Marcos refere as seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativo ao alimento, podemos entrever nas reacções dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação: Esta maneira de pensar – admoesta Jesus – é ingénua e míope. A injustiça, fruto do mal , não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista:”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha, adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, consequência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, pegando no fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram á lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição ; á lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza. Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?

Justiça e Sedaqah

No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus que “levanta do pó o indigente (Sl 113,7) e justiça em relação ao próximo. A própria palavra com a qual em hebraico se indica a virtude da justiça, sedaqah, exprime-o bem. De facto sedaqah significa, dum lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo (cfr Ex 29,12-17), de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e á viúva ( cfr Dt 10,18-19). Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, para o israelita nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Não é por acaso que o dom das tábuas da Lei a Moisés, no monte Sinai, se verifica depois da passagem do Mar Vermelho. Isto é, a escuta da Lei , pressupõe a fé no Deus que foi o primeiro a ouvir o lamento do seu povo e desceu para o libertar do poder do Egipto (cfr Ex s,8). Deus está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido: pede justiça para o pobre ( cfr.Ecli 4,4-5.8-9), o estrangeiro ( cfr Ex 22,20), o escravo ( cfr Dt 15,12-18). Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto – suficiência , daquele estado profundo de fecho, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efectuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente a realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?

Cristo, justiça de Deus

O anuncio cristão responde positivamente à sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “ Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes. De fato não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vitima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25)

Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O fato de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr Gal 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objeção: que justiça existe lá onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidencia que o homem não é um ser autárquico , mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.

Compreende-se então como a fé não é um fato natural, cômodo, obvio: é  necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças á acção de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é aquela do amor ( cfr Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.

Precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor.

Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica.

Vaticano, 30 de Outubro de 2009

BENEDICTUS PP. XVI

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* Quarta feira de cinzas: Jejum, Abstinência. Quais as orientações da Igreja?

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Jejum da Igreja:

Fazer apenas uma refeição completa durante o dia e, caso haja necessidade, tomar duas outras pequenas refeições que não sejam iguais em quantidade à habitual ou completa.

Não fazer as refeições habituais, nem outros petiscos durante o dia (nem mesmo cafezinho, chimarrão etc).

Estão obrigados ao jejum os que tiverem completado dezoito anos até os cinqüenta e nove completos. Os outros podem fazer, mas sem obrigação.

Grávidas e doentes estão dispensados do jejum, bem como aqueles que desenvolvem árduo trabalho braçal ou intelectual no dia do jejum.

Abstinência:

Deixar de comer carnes de animais de sangue quente (bovina, ovina, aviária, bubalina etc), bem como seus caldo de carne.

Permite-se o uso de ovos, laticínios e gordura. Estão obrigados à abstinência os que tiverem completado quatorze anos, e tal obrigação se prolonga por toda a vida.

Grávidas que necessitem de maior nutrição e doentes que, por conselho médico, precisam comer carne, estão dispensados da abstinência, bem como os pobres que recebem carne por esmola.

Quarta-feira de Cinzas: jejum e abstinência obrigatórios.

Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor: jejum e abstinência obrigatórios.

Demais dias da Quaresma, exceto os Domingos: jejum e abstinência parcial (carne permitida só na refeição principal/completa) recomendados.

Demais sextas-feiras do ano, exceto se forem Solenidades:

abstinência obrigatória, mas não o jejum.

Essa abstinência pode ser trocada, a juízo do próprio fiel, por outra penitência, conforme estabelecer a conferência episcopal (no Brasil, a CNBB estabeleceu qualquer outro tipo de penitência, como orações piedosas, prática de caridade, exercícios de devoção etc).

Fonte : Veritatis Splendor

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* Indiano de 80 anos casado com 4 mulheres espera 31º filho.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Um agricultor indiano de 80 anos vai comemorar nos próximos meses a chegada de 31º filho, já que a terceira de seus quatro esposas está grávida de novo, informou hoje a agência indiana “Ians”.

“Eu ter uma grande família com quatro mulheres e 30 filhos é tudo presente e desejo de Deus”, disse o orgulhoso pai, Hussain Ali, sentado à porta de sua casa, um complexo de cabanas no estado indiano de Assam (nordeste).

O octogenário Ali, que balança no berço seu último rebento, uma criança de dois meses nascida da união com sua quarta esposa, vai ser pai de novo nos próximos meses.

E, apesar de dizer que sua memória continua intacta, a verdade é que ele só lembra os nomes de 15 filhos.

“Às vezes me esqueço dos nomes deles, mas os reconheço por suas caras”, afirma Ali, segundo quem a velhice não o fez perder a força. “Não julgue alguém por seu peso ou sua estatura. Tenho o coração jovem, mas não me casarei mais. Sou feliz com meus 30 filhos e o que uma das minhas esposas está esperando”, acrescentou.

O agricultor, que não se arrepende de ter formado uma família tão numerosa, considera suas quatro esposas “muito boas e carinhosas”.

O clã vive em cabanas separadas em um mesmo lugar no município de Mohkhuli, no distrito de Lakhimpur, onde Ali tem de se virar para conviver por turnos com todas elas.

“Minhas esposas e minhas crianças não reclamam”, destacou o agricultor.

As quatro mulheres asseguram que Ali é um marido e um pai responsável, que oferece o mesmo trato a cada membro da família.

“É um bom homem e muito responsável”, disse Mohirun Nessa, a primeira das esposas de Ali, com quem teve 11 filhos.

EFE

***

Quanta falta faz o evangelho na vida de pessoas boas e generosas, porém conduzidas por principios que ferem a dignidade das “esposas”, do matrimônio e dos filhos, cujo nome não consegue guardar.

Talvez possa se achar que o ” crescei “ biblico seja uma ordem de seguir – sem critério – a natureza.

Na verdade a Igreja fala da paternidade responsável, que exige uma generosa abertura à vida,com RESPONSABILIDADE.

Porém responsabilidade não pode ser usada como desculpa para – em nome dela- esconder razões egoistas e motivações mesquinhas de ter menos filhos do que se deveria e do que exige uma VERDADEIRA abertura à vida!

Muitas vezes nossas razões não passam pelo crivo do amor e da obediência ao Senhor .

A Paternidade responsável exige abertura a vida ou mesmo o não ter mais filhos, segundo critérios basedos no responsável amor e não no egoismo.

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* Orações prontas para MP3. Lançamento dos jesuítas Portugueses.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010
Orações prontas a descarregar para MP3

Os jesuítas portugueses criaram um site na Internet que permite descarregar gratuitamente orações diárias para um MP3 e ouvi-las enquanto se “passeia na rua ou anda de bicicleta”, acabando assim com as desculpas para não rezar.

Na quarta feira de cinzas, os padres jesuítas lançam o site www.passo-a-rezar.net, um projeto que convida os fieis a dedicarem “dez minutos de oração diária em mp3″.

“Esperamos que ajude as pessoas a terem um contacto com a palavra de Deus, a porem a sua vida em oração e a rezarem através do MP3. Agora as pessoas vão poder rezar enquanto estão a passear na rua, num banco de jardim ou a andar de bicicleta”, contou à Lusa o Padre Dário Pedroso, responsável pelo projeto do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração.

Já na terça feira à noite vão ficar disponíveis para download ou escuta imediata as orações para toda a semana. No site, “há música, leitura do evangelho e pistas para as pessoas refletirem e rezarem”, explicou à Lusa Dário Pedroso.

No entanto, o padre jesuíta admite que entre os fiéis mais novos possa haver quem prefira ter no MP3 “outro tipo de músicas e de textos”. “Mas nós esperamos conquistá-los”, concluiu.

O projeto português é inspirado no sítio www.pray-as-you-go.org, criado em 2005 pelos jesuítas ingleses.

Neste momento, as meditações e pistas de oração são traduções do trabalho desenvolvido pelos ingleses mas, na Páscoa, os padres portugueses esperam que o site seja 100 por cento “made in Portugal”.

“Se Deus quiser, a partir da Páscoa as meditações e pistas de oração serão feitas cá por uma série de padres, prescindindo do texto inglês para ser mais atualizado à nossa cultura”, sublinhou.

Em Inglaterra, onde o projeto tem cerca de 100 mil seguidores, a maioria dos fiéis utilizadores do serviço tem entre 30 e 45 anos.

“Julgo que junto de nós também será a mesma coisa”, disse o padre jesuíta. Este projeto é a primeira ação de “preparação da vinda do Papa Bento XVI a Portugal e uma forma de pôr Portugal inteiro a rezar”, sublinhou o padre jesuita.

Fonte: Diário de Noticias- Lisboa

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* Testemunho pela VIDA no Super Bowl incomoda grupos pro-aborto

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Criar expectativas sobre um anúncio antes de vir a público é um êxito publicitário. Isto foi o que conseguiu um anúncio pró vida emitido durante o Super Bowl, tendo como protagonista Tim Tebow, um dos jovens mais promissores do futebol americano.

Nos escassos 30 segundos do spot, Pam Tebow relata o nascimento do seu quinto filho. Quando estava grávida, teve uma infecção muito grave. Embora os médicos fossem de opinião que devia abortar, ela decidiu levar até ao fim a gravidez. E assim nasceu Tim Tebow, o brilhante quarterbackFlorida Gators.

A iniciativa da CBS de passar esta mensagem a meio do Super Bowl, a 7 de Fevereiro, foi lançada pela organização Focus on the Family. No ano passado, mais de 98 milhões de pessoas viram esta final em todo o mundo.

Passar um anúncio no Super Bowl custa 2,5 a 3 milhões de dólares. Segundo a Focus on the Family, o dinheiro foi conseguido “graças aos generosos donativos de muitos amigos”.

A reacção do lobby abortista não se fez esperar. Jehmu Greene, presidente da organização Women’s Media Center, pediu à CBS que não pusesse no ar o spot. No seu entender, “um anúncio que usa o desporto para dividir em vez de unir não deveria ser transmitido no evento desportivo mais importante do ano”. E conclui dizendo que o spot de Tebow faz parte de “uma agenda anti-americana”.

A Focus on the Family pensa que as coisas estão a ser mal interpretadas: “O anúncio celebra a família e a vida. Trata-se de uma história pessoal de amor entre uma mãe e o seu filho” explica Gary Schneeberger, porta-voz desta organização.

O próprio Tebow quis entrar na polémica: “Compreendo que nem todos pensem como eu, mas pelo menos que respeitem a minha decisão de defender aquilo em que acredito. A minha mãe foi uma mulher valente, e por isso me meti nesta contenda. Para ajudar quem precisar”.

Perante tantas pressões, a CBS podia sempre voltar atrás. Mas os pró vida conseguiram publicidade suficiente mesmo antes de se passar o anúncio, ao passo que os seus adversários apareceram na incómoda posição de querer silenciar o opositor.

Para a colunista Sally Jenkins, que se declara pro choice, o anúncio protagonizado por Tebow e pela mãe não tem nada de intolerante. Na realidade, os únicos exaltados são os críticos.

“Não deixa de ser curioso que passemos o tempo exigindo que os desportistas se preocupem mais com os problemas do seu tempo e menos com o seu livro de cheques e, assim que aparece um disposto a comprometer-se com uma causa, deitemos as mãos à cabeça”, escreve no Washington Post (2-02-2010).

Contrariamente aos seus críticos, “Pam Tebow tem uma autêntica história pro-choice para contar. (…) os médicos preveniram-na de que a sua gravidez podia ser de risco, mas ela exerceu o seu direito de escolha. Vinte anos depois, o fruto dessa escolha converteu-se no vencedor do Heisman Trophy e num cristão convicto.”.

“Agora Pam Tebow e o filho sentem-se felizes por aquela decisão e querem contá-la às pessoas. Mas a National Organization for Women (NOW) crê que é uma mensagem imprópria para os Estados Unidos. A sua presidente, Terry O’Neill, considera o anúncio “extremamente ofensivo e degradante”. E acrescenta um argumento moral sutil: “É ofensivo mostrar uma posição própria como se fosse melhor que a dos outros”.

Certo é que o anúncio não podia ser mais inocente. Com um sorriso encantador, Pam Teebow explica que decidiu ter o seu filho Tim, apesar de os médicos a terem aconselhado a abortar.

Quando acaba de falar, Tim entra em cena: brinca com a mãe, dá-lhe um abraço e agradece-lhe. A mensagem final do spot é: “Celebra a vida, celebra a vida”. É a história de uma escolha. Com uma gravidez de risco, escolheu ter o Tim. Agora os dois se alegram com essa escolha. O facto de Pam ter podido escolher livremente e agora ser feliz não deveria, portanto, ser motivo de alegria para quem apadrinha o direito a escolher?

Uma pró vida no American Idol

Outro spot que está a causar sensação nos Estados Unidos é o de Maddy Curtis, uma jovem pró vida de 16 anos que ganhou a simpatia do júri do programa American Idol contando a história da sua família.

Maddy é a nona de 12 irmãos, quatro deles com síndrome de Down: Jonny, Jesse, Daniel e Justin. Quando nasceu Jonny, os pais decidiram adoptar Jesse. Depois começaram a trabalhar numa agência para pais a braços com o síndrome de Down, e acabaram por adoptar Daniel e Justin.

No vídeo, Maddy explica como se sente orgulhosa da sua família: “Algumas pessoas são um pouco céticas em relação ao síndrome de Down. A minha experiência é que estas quatro crianças conseguem que as pessoas que os conhecem dêem o seu melhor”.

Após o seu testemunho, Maddy interpreta diante das câmaras uma versão da canção Hallelujah de Leonard Cohen. Os quatro membros do júri não pouparam elogios. “Muito bem. Tens uma voz maravilhosa. Nota-se que cantaste com alma, Maddy”, chega a dizer Simon Cowell, que tem fama de ser o juiz mais duro de todos.

Nas declarações a LifeSiteNews (15-01-2010), o padre Ronalda Escalante, pároco da igreja católica frequentada pelos Curtis, sublinha que são “uma família muito, muito pró vida, que não só fala a favor da vida [a mãe tem um popular blog pró vida] mas que o demonstra com o exemplo”.

Cada vez mais jovens

O caso da Maddy é um exemplo do retrocesso geracional que o movimento pró vida está atualmente a viver nos Estados Unidos. Face ao estereótipo do jovem indolente preso à MTV, o certo é que cada vez há mais jovens dispostos a copiar os mais velhos. Assim ficou patente na manifestação pró vida que tem lugar em Washington desde 1974 todos os dias 22 de Fevereiro.

Num blog do Washington Post (24-01-2010), Robert McCartney confessa que assistiu à marcha para escrever uma notícia sobre a irrelevância deste tipo de protestos. Mas depressa mudou de ideias, ao verificar que “quase metade da multidão parecia ter menos de 30 anos”.

Para McCartney, que se declara a favor da sentença Roe vs.Wade, não  compreende que 37 anos depois de o Supremo aprovar esta decisão, haja tanta gente empenhada em revogá-la. “O movimento anti-abortista sabe que está a ganhar força, mesmo que ainda não se vislumbre a vitória final. Entretanto, os partidários de Roe (…) temos razão para estar nervosos”.

McCartney falou com vários destes jovens, que se definem como “a geração pró vida”. Muitos pensam que, ao contrário dos pais, estão na posse de mais informação para saber “por que razão o aborto está mal”.

Esse dia, os ativistas pro choice também fizeram também nesse dia uma manifestação que não reuniu mais de cem pessoas. McCartney constata que até as próprias defensoras do direito ao aborto estão conscientes que a sua causa atrai muito menos jovens.

Fonte: SPE Deus

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* Pseudo-casamento gay pode “comprometer a civilização”, afirma Professor de direito Constitucional.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

O professor de Direito Constitucional em Portugal, Jónatas Machado defendeu  que a aprovação do casamento entre homossexuais pode «comprometer toda a civilização».

«A alteração de um pilar fundamental da civilização pode comprometer toda a civilização. Não acontece de imediato, claro. Se se legalizar o casamento homossexual ninguém morre, assim como ninguém morre quando começa a fumar ou quando começa a beber. Mas há certas coisas que podem fazer mal aos indivíduos e às sociedades», disse.
Jónatas Machado, da Plataforma Cidadania e Casamento, foi ouvido esta quarta-feira no Parlamento na comissão de Assuntos Constitucionais, e afirmou ainda que «quando se altera o núcleo da família, é óbvio que tem consequências como o decaimento da sociedade».

O académico afirmou ainda que a legalização do casamento é «uma minoria a impor a sua vontade a uma maioria». «Mas porquê esta minoria?», questionou. «Há mais de vinte orientações sexuais, entre as quais a bissexualidade, a zoofilia. Porque é que só a homossexualidade é que é digna de redefinir o casamento», perguntou ainda.

Jónatas Machado considera ainda que legalizar o casamento homossexual significa retirar desta «instituição multimilenar» a importância do género. «Se o género não importa daqui a pouco vamos também dizer que o número também não importa», afirmou ainda.

O jurista disse ainda que a lei «vai semear o caos no ordenamento jurídico e gerar grandes conflitos sociais». «Noutros países tem havido litígios porque, por exemplo, pessoas que têm restaurantes não quererem servir banquetes para casamentos homossexuais», disse.

A Plataforma Cidadania e Casamento em Portugal apresentou uma petição a pedir que fosse realizado um referendo sobre o casamento homossexual, mas acabou por ser chumbado na comissão por os deputados considerarem que já não tem «cabimento», visto a Assembleia da República já ter votado a questão do referendo, apresentado inclusive pela mesma plataforma.

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* Igreja Católica bloqueia reforma da saúde nos EUA.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010
Obama: aborto atrapalha aprovação da reforma da saúde
Não bastasse a intransigência da bancada republicana e da ala conservadora do Partido Democrata no Congresso, o presidente americano Barack Obama ganhou um adversário de peso para aprovar a reforma da saúde: a Igreja Católica.

Numa carta endereçada aos congressistas que discutem o próximo passo para aprovar a reforma – a fusão dos diferentes projetos de lei aprovados pela Câmara e pelo Senado num novo texto que ainda deve ser votado separadamente pelas duas Casas -, a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (versão americana da CNBB) deixou claro que rejeita o projeto do Senado relativo à questão do aborto, aprovado a duras penas no Natal.

A versão do Senado (assim como a aprovada pela Câmara) veta que os novos planos de saúde estabelecidos pela reforma usem fundos públicos para pagar aos segurados pelos procedimentos de aborto. A diferença é que o projeto da Câmara é mais restrito, enquanto os senadores permitiram que Estados decidam sobre o assunto.

Na época da votação deste item da reforma, o projeto de lei enfrentou um debate furioso entre conservadores e liberais no Senado. De qualquer forma foi obtido um acordo que permitiu aos congressistas avançar para a atual fase de discussões – a fusão dos textos da Câmara e do Senado. Agora, os bispos americanos decidiram olhar para trás e contestar a primeira versão do Senado, causando um novo revés para Obama.

Na carta, os bispos ressaltam a necessidade de se chegar a um acordo para aprovar a reforma da saúde, “mas os vícios morais e de ordem política que impedem dezenas de milhares de americanos sem acesso à saúde permanecem” no texto aprovado pelo Senado, “cujo texto não atende nossos critérios morais e de consciência”.

O drama, para a Casa Branca, é que a questão do aborto está se convertendo num cavalo de batalha na nova correlação de forças no Congresso. Com a eleição extra de um  republicano, Scott Brown, para a cadeira do democrata Ted Kennedy, falecido no ano passado, por Masachussetts, Obama terá dificuldade de repetir os 60 votos necessários no Senado para aprovar o novo  projeto. Na votação da primeira versão, Obama obteve apoio dos 58  senadores democratas e de 2 independentes. Os 40 republicanos votaram contra.

Agora, os conservadores fazem pressão para que a nova versão conjunta do projeto de lei da reforma altere o texto do Senado relativo ao aborto. De quebra, Obama pode perder votos também na Câmara por causa do tema. O site FiveThirtyEight.com fez uma sondagem e descobriu seis deserções da bancada governista dadas como certas e outras seis possíveis. Para Obama manter a maioria necessária de votos na Câmara, ele só pode perder um voto. A primeira versão na Câmara foi aprovada por 220 votos a 215 – apenas 1 voto além do mínimo necessário.

Fonte: Estadão

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* As riquezas históricas dos museus Vaticanos.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

PE. RONALDO MAZULA, CMF

A cultura de um povo ou de uma instituição é algo a ser preservado e valorizado. E um dos meios mais belos de se manter a tradição cultural é através de um museu, que visa conservar, cuidar e fazer com que obras de artes e outros objetos sirvam para transmitir os valores, arte e belas produções de um povo.

Ir a Roma e não ver o Papa e o Museu Vaticano, dizem muitos, é não ver a cidade e cometer grande ´pecado´!

O Cristianismo nasceu na Palestina e São Pedro, primeiro papa, foi para Roma, onde morreu no ano 67. Nesta época os cristãos eram perseguidos pelo Império Romano e só ficaram livres das perseguições no ano 311. A partir daí e, com o Edito de Milão no ano 313, os cristãos foram aceitos como religião livre no império e puderam construir suas igrejas e monumentos.

Pouco a pouco o poder e influência eclesial e papal cresceu em Roma e em outras regiões e foi se formando o Estado Pontifício. Muitas obras de arte e igrejas foram sendo feitas e os papas ganhavam muitos presentes também.

No início do século XVI o Papa Júlio II organizou a coleção de esculturas no Pátio Octogonal. A partir daí surgiram o Museu Chiaramonti, a galeria Braccio Nuovo e a Galeria Lapidária.

No itinerário dos Museus Vaticanos estão incluídos os Palácios Vaticanos, onde se encontram outros espaços e coleções de grande importância como a Capela Sistina, as Salas de Rafael, a Galeria dos Mapas, a Galeria das Tapeçarias, a Galeria dos Candelabros e os Apartamentos Borgia.

O Museu Pio-Clementino foi fundado em 1771 pelo Papa Clemente XIV, de início continha obras da Renascença e Antiguidade, mas a coleção foi ampliada por Pio VI para receber obras gregas e romanas. Atualmente compreende 54 salas de exposição.

A Pinacoteca Vaticana, galeria especial para o acervo de pinturas, nasceu em 1817, quando um grande número de obras-primas confiscadas pelo estado francês retornou ao Vaticano. As obras ocupam 18 salas e compreendem um período que vai desde o gótico até o século XIX. Tem obras de Giotto, Fra Angelico, Perugino Rafael, Leonardo, Ticiano, Caravagio, Veronese etc.

O Museu Missionário-Etnológico foi fuundado por Pio XI em 1926 no encerramento da Exposição Missionária Universal e a coleção atual conta com mais de 80 mil obras, organizadas em dois grupos: obras ligadas às várias religiões do mundo e outra com obras resultantes da evangelização.

A Galeria dos Mapas tem uma série de 40 mapas monumentais pintados em afresco nas paredes, realizados a partir de desenhos de Ignazio Danti, representando as posse da Igreja no pontificado de Gregório XIII.

A Capela Sistina é uma pequena capela do Palácio Apostólico, residência oficial do Papa. Foi erguida entre 1475 e 1483, durante o pontificado de Sisto IV. Ela guarda um famoso conjunto de afrescos, executados por MiguelAngelo, no teto e na parede do altar, e mestres como Perugino, Botticelli, Ghirlandaio, Signorelli e outros mais nas paredes laterais, representando diversas cenas bíblicas. A cena do Juízo Final, de Michelangelo, é um dos maiores marcos da arte maneirista e de toda a pintura ocidental.

Os museus nos ajudam a manter viva a história e cultura de nossos antepassados e a valorizar seus feitos e hábitos.

Em qualquer lugar do mundo, visite e aproveite os ensinamentos contidos em muitos museus.

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* Imperdível! Discurso do Papa à Pontifícia Academia para a Vida.

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010
Queridos Irmãos Bispos e sacerdotes,
Ilustres m
embros Da Pontifícia Academia Para a Vida,
Gentis Senhoras e Senhores!

Tenho o prazer de acolhê-los e saudá-los cordialmente por ocasião da Assembleia Geral da Pontifícia Academia para a Vida, chamada a refletir sobre as questões atinentes à relação entre a bioética e a lei moral natural, que se tornam cada vez mais relevantes no contexto atual, devido à evolução constante em tal âmbito científico. Dirijo uma saudação especial ao presidente desta Academia, Dom Rino Fisichella, agradecendo-lhe as amáveis palavras que me dirigiu em nome dos presentes. Desejo, também, estender o meu agradecimento pessoal a cada um de vós, pelo precioso e insubstituível compromisso que desempenham em favor da vida, nos mais diferentes contextos.

As problemáticas que giram em torno do tema da bioética permitem verificar que as questões subjacentes colocam em primeiro plano a questão antropológica. Como afirmo em minha última Carta Encíclica Caritas in veritate: “Um campo primário e crucial da luta cultural entre o absolutismo da técnica e a responsabilidade moral do homem é o da bioética, onde se joga radicalmente a própria possibilidade de um desenvolvimento humano integral. Trata-se de um âmbito delicadíssimo e decisivo, onde irrompe, com dramática intensidade, a questão fundamental de saber se o homem se produziu por si mesmo ou depende de Deus. As descobertas científicas neste campo e as possibilidades de intervenção técnica parecem tão avançadas que impõem a escolha entre estas duas concepções: a da razão aberta à transcendência ou a da razão fechada na imanência” (n. 74).

Mediante questões similares, que afetam de modo tão crucial a vida humana na sua perene tensão entre imanência e transcendência, e que têm grande relevância para a cultura das futuras gerações, é necessário dar forma a um projeto pedagógico integral, que permita lidar com estas questões a partir de uma visão positiva, equilibrada e construtiva, sobretudo na relação entre a fé e a razão.

As próprias questões de bioética, muitas vezes, colocam em primeiro plano um chamado à dignidade da pessoa, um princípio fundamental que a fé em Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado sempre defendeu, sobretudo quando não é considerada em relação aos sujeitos mais simples e indefesos: Deus ama cada ser humano de modo único e profundo. Também a bioética, como qualquer outra disciplina, necessita de um direcionamento capaz de garantir uma leitura coerente das questões éticas que, inevitavelmente, surgem diante dos eventuais conflitos de interpretação. Neste espaço é que se abre o chamado à lei moral natural. O reconhecimento da dignidade humana, de fato, enquanto direito inalienável, encontra seu primeiro fundamento naquela lei que não é escrita por mãos humanas, mas escrita por Deus Criador no coração humano, a que todo sistema jurídico é chamado a reconhecer como inviolável e a que toda a pessoa humana é obrigada a respeitar e promover (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 1954-1960). Sem esse princípio fundador da dignidade humana, seria difícil encontrar uma fonte para os direitos da pessoa e impossível alcançar um juízo ético diante das conquistas da ciência, que intervêm diretamente na vida humana.

É necessário, portanto, repetir com firmeza que não existe uma compreensão da dignidade humana ligada apenas aos elementos exteriores, como o progresso da ciência, a gradualidade na formação da vida humana ou o sentimento de piedade fácil diante de situações extremas. Quando se invoca o respeito pela dignidade da pessoa, é essencial que ele seja pleno,  total e irrestrito, baseado no reconhecimento de que sempre se está diante de uma vida humana. É claro, a vida humana conhece um desenvolvimento próprio e o horizonte de investigações da ciência e da bioética está aberto, mas devemos reiterar que, quando se trata de questões relativas ao ser humano, os cientistas não podem mais pensar ter em suas mãos apenas uma matéria inanimada e manipulável. De fato, desde o primeiro momento, a vida do homem é caracterizada por ser vida humana e, por isso, sempre traz consigo, em toda parte e apesar de tudo, sua dignidade própria (cf. Congregação para a Doutrina fé, Instrução Dignitas personae, sobre algumas questões de bioética, n. 5). Ao contrário, estamos sempre na presença do perigo de um uso instrumental da ciência, com a consequência inevitável de cair facilmente na arbitrariedade, na discriminação e no interesse econômico do mais forte.

Conjugar a bioética e a lei moral natural nos permite verificar melhor o necessário e inevitável chamamento à dignidade que a vida humana possui, desde a concepção até o seu fim natural. Ao invés disso, no contexto moderno, ao mesmo tempo que emerge sempre com mais insistência o justo reconhecimento dos direitos que garantem a dignidade da pessoa, se percebe que nem sempre tais direitos são reconhecidos para a vida humana em seu desenvolvimento natural e nos estágios de maior debilidade. Tal contradição torna claro o compromisso em assumir, nas diferentes esferas da sociedade e da cultura, a defesa de que a vida humana seja sempre reconhecida como direito inalienável e nunca como objeto sujeito à arbitrariedade do mais forte.

A história mostrou o quanto pode ser perigoso e danoso um Estato que legisle sobre questões que afetem o indivíduo e a sociedade, pretendendo ser ele mesmo fonte e princípio da ética. Sem o princípio universal que permite verificar um denominador comum para toda a humanidade, o risco de que daí derive um relativismo em nível legislativo não deve ser subestimado (cf. Catecismo Igreja Católica, n. 1959). A lei moral natural, forte em seu próprio caráter universal, permite evitar tal perigo e , sobretudo, oferece ao legislador a garantia para um autêntico respeito, seja da pessoa, seja de toda a ordem de coisas criadas. Tal lei se apresenta como fonte catalisadora de um consenso entre pessoas de diferentes culturas e religiões, permite ir além das diferenças, porque afirma a existência de uma ordem impressa pelo Criador na natureza e é reconhecida como uma instância de verdadeiro juízo ético racional para se perseguir o bem e evitar o mal. A lei moral natural “pertence ao grande patrimônio da sabedoria humana, que a Revelação, com sua luz, ajudou a purificar e desenvolver ulteriormente” (cf. João Paulo II, Discurso à Plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, 6 de fevereiro de 2004).

Ilustres Membros da Pontifícia Academia para a Vida, no contexto atual o vosso empenho se torna cada vez mais delicado e difícil, mas a crescente sensibilidade no que diz respeito à vida humana encoraja a continuar com sempre maior ímpeto e coragem neste importante serviço à vida e à educação nos valores evangélicos das gerações futuras. Desejo que todos vós continueis o estudo e a pesquisa, para que a obra de promoção e defesa da vida seja sempre mais eficaz e fecunda. Acompanho-vos com a Bênção Apostólica, que, com prazer, estendo a todos quanto dividem convosco esta tarefa cotidiana.

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