Por Arquivo abril, 2010

* Ex-amante de baixista do Rolling Stones diz que a idade de consentimento tem de ser aumentada.

sexta-feira, abril 30th, 2010

Peter J. Smith

Mandy Smith, que quando era menina se tornou amante e mais tarde esposa do baixista Bill Wyman, da banda Rolling Stones, crê que a idade de consentimento sexual precisa ser levantada para 18 a fim de proteger as meninas novas, que são emocionalmente vulneráveis no que se refere a relacionamentos sexuais nessa idade. Numa entrevista ao jornal Daily Mail, da Inglaterra, Smith disse que havia dormido com o muito mais velho Wyman quando ela tinha 14 anos, iniciando um relacionamento que roubou completamente uma infância que ela “jamais conseguiu recuperar”.

Smith, agora com 39 anos, revelou para o Mail que no cenário das celebridades na década de 1980 em Londres, ela era uma adolescente rebelde, mas agora está solteira, celibatária e vivendo uma fé católica renovada, aconselhando meninas novas e envolvendo-se com obras de caridade.

Mas a experiência de seu relacionamento com Wyman, que era 34 anos mais velho que ela, a ensinou que as adolescentes não são emocionalmente equipadas para o sexo com a idade de 16 anos.

“A questão não é sobre maturidade física. O que importa é a maturidade emocional”, Smith disse para Mail.

“Não acho que a maioria das meninas de 16 anos esteja pronta. Acho que a idade de consentimento sexual deveria ser elevada para 18 no mínimo, e mesmo então algumas jovens não estão prontas”, ela disse. “As pessoas acham isso estranho vindo de mim. Mas penso que realmente sei sobre o que estou conversando aqui. Você ainda é uma criança — até mesmo aos 16 anos”.

“Você nunca mais recuperará essa parte de sua vida, de sua infância. Eu nunca consegui”.

Smith revelou que seu pai era ausente na vida de sua família desde que ela tinha 3 anos, e sua mãe estava sempre doente quando ela conheceu Wyman. O roqueiro a havia conhecido num clube onde Smith e sua irmã Nicola, ambas adolescentes, costumavam participar das festas sociais e tentar se vestir e se conduzir como se tivessem o dobro de sua idade.

Smith disse que viu Wyman em parte como preenchendo o vazio de uma figura paterna em sua vida. Eles começaram a namorar quando ela tinha 13 anos, e revelou publicamente pela primeira vez para o Mail que Wyman teve relação sexual criminosa com ela quando ela tinha 14 anos. Quando Smith alcançou a idade de consentimento aos 16 anos, o relacionamento deles se tornou público; aos 18 ela e Wyman se casaram, e dois anos depois o relacionamento terminou em amargura e divórcio.

Olhando para seu passado, ela disse que cria que Wyman nunca “teria feito o que fez se meu pai estivesse por perto”.

Mas sua maior preocupação são as adolescentes que ela vê hoje sendo pegas numa cultura altamente sexualizada e suas expectativas.

“Minha preocupação é que tudo — roupas, filmes, conversas — é muito sexualizado. As adolescentes com quem converso estão sob pressão de serem de um jeito”, disse Smith. “Elas pensam que têm de ter sexo, viver certa vida. Tento lhes dizer: ‘Fiquem firmes. Vocês não têm de fazer isso’”.

Smith é mãe de um filho de nove anos, Max, de um breve relacionamento com o modelo Ian Mosby. Ela diz que redescobriu sua fé em 2005 e diz ao Mail que “Deus é o único homem na minha vida agora”.

“A grande coisa sobre a Igreja é que você pode voltar. Nunca é tarde demais”, ela disse, acrescentando que foi uma nota de uma das freiras que a ensinaram na escola que ajudou a trazê-la de volta.

“Ela disse que Jesus não olha para os erros que eu fiz, ou as vezes que eu o havia ignorado. Até então, eu sentia uma culpa terrível sobre a vida que eu havia levado”, acrescentou Smith. “Percebi que havia outro caminho”.

O Parlamento estabeleceu pela primeira vez a idade de consentimento sexual na Inglaterra em 13 anos em 1875 em resposta a preocupações de meninas novas sendo exploradas para a prostituição. A idade de consentimento recebeu uma emenda para 16 anos em 1885 sob a Lei de Emenda Criminal.

Mas na Inglaterra recentemente a tendência tem sido abaixar a idade de consentimento. Dois anos atrás houve revolta quando o Parlamento aprovou um projeto de lei que exigia que a Irlanda do Norte abaixasse sua idade de consentimento de 17 para 16 anos sob a Norma de Crimes Sexuais da Irlanda do Norte de 2008, para estar em conformidade com o resto do Reino Unido.

Membros da Assembleia Legislativa da Irlanda do Norte acusaram Londres de agir com “desprezo à democracia” ao levar a cabo a medida apesar de sua oposição. Eles avisaram que a mudança incentivaria os predadores sexuais da República da Irlanda, onde a idade de consentimento sexual permanece nos 17 anos, a ir ao norte em busca de vítimas mais novas.

O Centro de Crise de Estupro de Belfast também objetou à mudança, dizendo que a nova lei tornaria difíceis seus esforços de proteger adolescentes vulneráveis de predadores sexuais.

Fonte: Noticias pro Família

***

Para nós católicos, a relação íntima só é moralmente correta  dentro do matrimônio.

Na notícia acima, vê-se o mal quando se entende o sexo como apenas prazer, dissociado do amor COMPROMETIDO E FORMALIZADO.

A Critica é feita à lei da Grã Bretanha.

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* Idosa namora neto biológico de 26 anos e será mãe aos 72.

sexta-feira, abril 30th, 2010

Pearl Carter, de 72 anos, está enfrentando muitos olhares tortos nos Estados Unidos desde que assumiu o namoro com seu neto biológico, Phil Baile, de 26 anos. Como se não bastasse, o polêmico casal ainda terá um filho concebido com a ajuda de uma barriga de aluguel.

A americana do estado de Indiana nunca escondeu seu amor pelo neto, desde que o conheceu quando tinha 46 anos.

Phil é filho de Lynette Bailey, que foi deixada para adoção quando Pearl tinha apenas 18 anos. Quando a idosa soube da morte da filha, ela foi atrás de seu neto, com quem começou uma estranha relação.

“Não estou interessada no que as pessoas pensam. Estou apaixonada pelo Phil e ele por mim. Em breve, abraçaremos nosso filho e tenho certeza que Phil será um excelente pai”, contou Pearl Carter à revista “New Idea”.

O casal gastará US$ 54 mil em uma inseminação artificial e contará com a ajuda de uma barriga de aluguel.

“Amo Pearl. Sempre fui atraído por mulheres mais velhas e a acho maravilhosa”, disse o jovem de 26 anos.

G1

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* Castidade. Você precisa vê esse vídeo !!

sexta-feira, abril 30th, 2010

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* Quantos somos? Novos números do recente anuário estatístico da Igreja.

sexta-feira, abril 30th, 2010

papa_janela_vaticano

Anuário Estatístico da Igreja, que foi apresentado pelo Vaticano à imprensa revelou que, enquanto o número de sacerdotes aumentou (2000-2008) em menos de 1%, o número de diáconos permanentes cresceu mais de 33% em todo o mundo. Os diáconos permanentes são o grupo mais forte em evolução ao longo do tempo: de cerca de 28 mil em 2000, aumentou para 37 mil em 2008, com variação significativa de 33,7%. Na América do Norte o aumento é sustentado: em 2000 havia mais de 18 mil diáconos permanentes, enquanto em 2008 este número aumentou para 24 mil.

Os dados são do “Vaticano Publishing House”, que publicou uma nova edição do Anuário da Igreja, que recolhe estatísticas sobre os principais aspectos relativos ao trabalho da Igreja Católica em vários países ao longo do período 2000-2008.

Os números revelam também que, ao longo destes nove anos, a presença de católicos no mundo passou de 1 bilhão e 45 milhões no ano 2000, para 1 bilhão e 166 milhões em 2008, com uma variação relativa de 11,54%. No entanto, a leitura de dados na África, mostra que há um aumento de 33%, enquanto na Europa, a situação permanece substancialmente estável (+ 1,17%), na Ásia o aumento é de 15,61%, na Oceania (+11,39%) e América (+ 10,93). No entanto, os católicos europeus passaram de 26,81% no ano 2000, para 24,31% em 2008. Na América e na Oceania são estáveis, com um pequeno aumento na Ásia.

Quanto ao número de bispos no mundo passou de 4.541 em 2000-2002, para 5.002, em 2008; um aumento de 10,15%. O padre, tanto diocesano e religioso, mostra um ligeiro crescimento ao longo destes nove anos (um aumento de 0,98% a nível mundial), de 405.178 em 2000, para 409.166, em 2008. O aumento de padres na África e Ásia são, respectivamente, de 33,1 e 23,8,%. A América se mantém estável, enquanto a Europa e Oceania caíram 7% e 4%.

Sacerdotes diocesanos aumentaram 3,10%, de 265.781 em 2000, para 274.007, em 2008. Em contraste, os sacerdotes religiosos estão em declínio constante (-3,04%), tornando-se 135.159 em 2008. Os sacerdotes diminuem claramente só na Europa: em 2000 mais de 51% do total mundial em 2008 diminuiu para 47%. No entanto, a Ásia e África juntas em 2000 representaram 17,5% do total, em 2008, a taxa foi de 21,9%. A América aumentou ligeiramente a sua quota de cerca de 30%.

Os religiosos não-sacerdotes,por sua vez, em 2000 eram 55.057; em 2008 caíram para 54.641. Comparando os dados por continente, na Europa é percebida uma redução acentuada (-16,57%) e Oceania (-22,06%), permanecendo cada vez maior na América e na Ásia (+32,00%) e África ( 10,47%).

As religiosas são quase o dobro dos sacerdotes e 14 vezes mais o número de religiosos no mundo, mas estão atualmente em declínio. Elas passaram de 800 mil em 2000, para 740 mil em 2008. Em termos de distribuição geográfica, 41% residem na Europa, 27, 47% na América; 21,77% na Ásia, e 1,28% na Oceania. Globalmente, as irmãs têm aumentado na  África (21%) e Ásia (16%).

O Anuário Estatístico da Igreja também mostra a evolução do número de estudantes de filosofia e teologia nos seminários diocesanos e religiosos. Em todo o mundo, eles aumentaram, passando de 110.583 em 2000, para mais de 117.024 em 2008. Enquanto na África e Ásia aumentam candidatos ao sacerdócio, na América e na Europa permanecem baixos.

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* Tenho eu o direito de ficar triste?

sexta-feira, abril 30th, 2010

Uma reflexão para quem pensa já ter tudo. Se meu irmão não tem, o que tenho não é meu. CLIQUE AQUI.

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* Adoção de crianças por casais homoafetivos: Um problema de definição.

sexta-feira, abril 30th, 2010

Carlos Ramalhete. filósofo e professor.

A diferença maior entre uma sociedade saudável e uma sociedade em franco processo de decadência é a manutenção de uma ordem relativamente conforme à natureza humana. Quando uma sociedade perde os critérios naturais, o orgulho dos homens sempre a conduz a tentativas de substituição do natural por invencionices autodestrutivas.

Um tal caso é o da confusão atualmente em curso entre casais naturais, feitos de homem e mulher unidos para o auxílio mútuo e a procriação, e as chamadas uniões homoafetivas. Aqueles são uma instituição natural, sem a qual uma sociedade não pode perdurar. Estas são um fenômeno diverso, que não pode ser comparado com uma união matrimonial natural.

Pode haver um componente sexual numa união afetiva, como pode não haver. Em termos práticos, não há razão alguma para que seja tratada diferentemente pelo Estado a dupla do mesmo sexo que vive junta e tem relações sexuais, a dupla de irmãs solteiras que vivem juntas e a comunidade de hippies ou religiosos. O que ocorre sem vítimas entre quatro paredes não é da alçada do Estado, e não pode ser usado por ele para criar equivalências ao matrimônio natural.

Faz-se hoje uma daninha confusão entre o matrimônio e algumas uniões que por sua própria natureza não podem levar à continuação natural da sociedade através da procriação. Esta confusão é tanto mais estranha em um momento social em que o sexo é tratado como ato meramente fisiológico, tendo por fim o prazer e excluindo a procriação. Problemas reais e antigos, como a partilha de patrimônio construído em conjunto por pessoas que vivem juntas – irmãs solteironas ou duplas de amigos, com ou sem sexo – , já são tratados como desculpa para aplicar a uniões que não são matrimônios as regras matrimoniais… desde que haja sexo.

O problema deveria ser resolvido deixando cada um definir para quem vão os seus bens; não interessa ao Estado saber se há sexo com os herdeiros desejados. Mas não: se há sexo, vira sucedâneo de matrimônio. Se não há, azar de quem ajudou a construir um patrimônio! O Estado invade os quartos de dormir e faz do sexo a origem do matrimônio, ao mesmo tempo em que prega que sexo é um ato fisiológico a ser feito por todos, solteiros ou casados. Contradição, teu nome é decadência!

Desta confusão surge outra: se a união de solteiros que fazem sexo vira um matrimônio por uma penada do juiz ou legislador, a adoção de uma criança passa a ser desejada e tida como o próximo passo para a criação de uma “família” à moda Frankenstein. Trata-se de uma crueldade para com a criança, uma crueldade que o Estado não tem o direito de fazer. O Estado não pode impor a uma criança passar o resto da vida tentando explicar que em seus documentos há dois “pais” ou duas “mães”, e nenhum membro do outro sexo. Uma pessoa que entregue seu filho para que seja criado por uma dupla de solteiros do mesmo sexo – mais uma vez, com ou sem sexo – está esticando ao limite o seu pátrio poder. Já o Estado deve ter limites muito mais rígidos, por agir em nome de todos.

Quando uma criança é entregue ao Estado, ele deve agir com a máxima prudência e não se desviar do mais comum e do mais estabelecido; agindo em nome do povo, ele é obrigado moralmente a fazer o uso mais conservador e mais restrito do pátrio poder, que recebeu por substituição temporária e não lhe pertence.

Não é à toa que ao cidadão é permitido fazer o que a lei não proíbe, e ao Estado é proibido fazer o que a lei não autoriza: o Estado deve agir de forma contida, ou estará indo além de seu papel e de suas prerrogativas. Ao Estado não compete fazer revolução.

Na adoção, é necessário evitar toda e qualquer situação incomum e manter-se nos estritos limites do natural; tal como o Estado não pode registrar como “pais” de uma criança uma comunidade (hippie, religiosa etc.), tampouco pode fazê-lo com uma dupla do mesmo sexo que se vê como casal. Isto seria colocar a criança em uma situação atípica, forçando-a a passar a vida explicando que, sem ter escolha, tornou-se a vanguarda de uma tentativa de revolução contra a natureza.

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* Os mandamentos do meio ambiente. Fala-nos o Papa Bento XVI.

sexta-feira, abril 30th, 2010

Por pe. John Flynn, L.C.

Nos cinco anos desde que foi eleito Papa, Bento XVI tem falado repetidas vezes sobre temas relacionados com a ecologia. Como consequência, alguns começaram a chamá-lo de “Papa Verde”, mas esse rótulo não faz justiça às suas declarações.

Um guia útil para o que o atual pontífice disse sobre a criação e nossa responsabilidade para com ela é recolhido em um livro publicado no ano passado pelo jornalista Woodeene Koenig-Bricker. Em Ten Commandments for the Environment: Pope Benedict XVI Speaks Out for Creation and Justice (Dez Mandamentos para o Meio Ambiente: O Papa Bento XVI fala sobre a Criação e Justiça) (Ave Maria Press), recolhe os comentários do Papa intercalados com suas opiniões pessoais sobre o meio ambiente.

A frase “Dez Mandamentos para o Meio Ambiente” não é de Bento XVI, mas foi o nome de um discurso proferido em 2005 por Dom Giampaolo Crepaldi, secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz (atualmente Dom Giampolo Crepaldi é bispo de Triesta, Itália).

A mensagem principal desses mandamentos é que devemos ser administradores responsáveis da criação de Deus, e isso corresponde com o que o pontífice afirmou posteriormente, comentava Koenig-Bricker.

“Hoje todos vemos que o homem poderia destruir o fundamento de sua existência, sua terra”, dizia o Papa em 24 de julho, respondendo às perguntas dos sacerdotes das dioceses italianas de Belluno-Feltre e Treviso.

Esse cuidado com a criação baseia-se em uma convicção que vai muito além de uma simples preocupação pela ecologia. Bento XVI desejava isso claramente ao responder uma pergunta durante suas férias de verão do ano seguinte. Em seu encontro com o clero da diocese de Bolzano-Bressanone, no dia 6 de agosto de 2008, indicava que há um “vínculo inseparável” entre criação e redenção.

Subjugar a terra

“O Redentor é o Criador, e se nós não anunciamos Deus em toda sua grandeza, como Criador e Redentor, tiramos também o valor da Redenção”, afirmava o Santo Padre após mencionar que, infelizmente, nas últimas décadas a doutrina de criação quase desapareceu da teologia.

Bento XVI observava que acusaram os cristãos de ser responsáveis da destruição da criação pelas palavras do Gênesis, “subjugar a terra”.

Essa acusação é falsa, afirmava, posto que vemos a terra como criação de Deus: “a terefa de ‘subjugá-la’ nunca foi entendida como uma ordem de fazê-la escrava, mas sim como a terefa de custódia da criação e de desenvolver seus dons, de colaborarmos ativamente na obra de Deus, na evolução que ele pôs no mundo, de forma que os dons da criação sejam valorizados e não pisoteados e destruídos”.

A esse contexto entre o natural e o sobrenatural, entre fé em Deus e respeito pela criação, foi algo sobre o que Bento XVI se voltou na entrevista concedida aos jornalistas na viagem de avião para Sydney, Austrália, em 12 de julho de 2008.

“Necessitamos do dom da Terra, da água; necessitamos do Criador. O Criador se faz presente em sua criação. Dessa forma compreendemos que não podemos ser realmente felizes, não podemos promover a verdadeira justiça em todo mundo sem um critério em nossas ideias, sem um Deus que seja justo e nos dê a luz da vida”, dizia.

O Papa mencionava o papel do Redentor em sua homilia da Missa do Galo de 2007. Cristo, afirmava, “veio para devolver à criação, ao cosmos, sua beleza e sua dignidade: é isto que tem início no Natal e faz os anjos saltarem de alegria”.

O Natal é a festa de criação restaurada, a Terra se renova e celebra que céu e terra, homem e Deus se unem, comentava.

Dom de Deus

Pouco depois da publicação do livro Koenig-Bricker, veio a encíclica do Papa “Caridade na Verdade”. Na encíclica foram dedicados ao meio ambiente alguns parágrafos. Entre outros pontos, o pontífice advertia contra uma visão de uma natureza puramente materialista. A salvação humana não pode vir da natureza por si só, afirmou.

Temos uma legítima administração sobre a natureza, afirmava Bento XVI, que implica o dever de entregar às futuras gerações uma terra em boas condições.

Isso não é só uma questão de ciência ou economia, explica, mas sim uma questão que precisa integrar uma ecologia humana que inclui tudo o que forma nossa existência.

“O livro da natureza é uno e indivisível, tanto no que diz respeito à vida, sexualidade, matrimônio, família, relações sociais, em suma, o desenvolvimento humano integral”, disse o Papa.

Há uma antinomia fundamental em nossa mentalidade se, por um lado, insistimos no respeito pelo meio ambiente natural enquanto, por outro lado, não respeitamos o direito à vida e à morte natural, insistia Bento XVI.

A relação entre o respeito pelo meio ambiente e o respeito pela vida foi um tema recorrente nas declarações do Papa sobre ecologia.

“Os grandes temas morais, vitais, da paz, a não-violência, a justiça e o respeito da criação não conferem por si só a dignidade ao homem”, dizia ao novo embaixador da Irlanda junto à Santa Sé em 15 de setembro de 2007.

A vida humana tem uma dignidade natural, explicava. “É preocupante o fato de que frequentemente os mesmos grupos sociais e políticos que, admiravelmente, estão mais em harmonia com a maravilha da criação de Deus dão pouca atenção para a maravilha da vida no útero”, comentava o Papa.

Ecologia e Paz

No início desse ano, em sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2007, Bento XVI também uniu o respeito pela ecologia e paz.

“Assim, pois, além da ecologia e natureza há uma ecologia que podemos chamar ‘humana’, e que por sua vez requer uma ‘ecologia’ social’”, observava. A experiência demonstra que toda atitude irresponsável com o meio ambiente resulta em danos da convivência humana, e vice-versa”, acrescenta.

“Cada vez mais é possível ver claramente um nexo inseparável entre paz com a criação e a paz entre os homens. Ambas pressupõem a paz com Deus”, concluía o Papa.

Essa relação entre ecologia e paz voltou como tema central da Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2010.

O meio ambiente é um dom de Deus a todos os povos, dizia. Nem a natureza e nem os seres humanos podem ser vistos como meros produtos, afirmava o pontífice. Ele encorajava a uma maior solidariedade entre as nações ao tratar os problemas ecológicos e examinar nosso estilo de vida, modelos de consumo e produção.

Mais uma vez ele advertiu contra o panteísmo ou o paganismo em que se considera que nossa salvação só pode ser alcançada no mundo natural. Bento XVI estabelecia que a Igreja tem fortes reservas sobre uma visão ecocêntrica ou biocêntrica do meio ambiente.

O perigo dessas posturas é que não veem diferença alguma entre a pessoa humana e as demais criaturas vivas.

“Dessa forma, é anulada na prática a identidade e o papel superior do homem, favorecendo uma visão igualitária da dignidade de todos os seres vivos”, advertia.

Ao concluir a mensagem, Bento XVI observou que os cristãos contemplam o cosmos e as maravilhas da obra criadora do Pai e da obra redentora de Cristo. O cuidado do meio ambiente, o respeito pelos valores humanos e a vida, a solidariedade entre todos estão assim ligados à nossa fé em Deus, criador e redentor. Uma visão complexa do natural e do sobrenatural que vai além da ideia de ser simplesmente verde.

Fonte: Zenit

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* “Na escola católica, não soubemos apresentar uma alternativa”

sexta-feira, abril 30th, 2010
Cardeal Cañizares abre congresso sobre educação em Valência, Espanha
O prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cardeal Antonio Cañizares, reconheceu que a escola católica não soube apresentar um alternativa, e sublinhou a necessidade de se promover uma nova visão do homem e da mulher. A declaração foi feita na conferência de abertura do III Congresso Internacional de Educação Católica para o século XXI, promovido pela Universidade Católica de Valência San Vicente Mártir. “Devemos reconhecer que na escola católica não soubemos apresentar uma alternativa e é necessário faze-lo, pois a escola católica tem uma concepção nova de homem e mulher a oferecer, voltada para o futuro e para a esperança”, declarou.

A este propósito, o purpurado convidou a fazer “um exame de consciência” diante do fato de que 30% da sociedade espanhola foi educada na escola católica “e não se verifica sua incidência em tudo o que vem ocorrendo em nossa sociedade”.

Este percentual “deveria contribuir para que nossa cultura não fosse uma cultura de morte ou uma cultura relativista, mas sim uma cultura do amor e da verdade que nos torna livres”.

Em “tempos de indigência” e de “crise de sentido e de verdade”, a escola católica “não pode assumir um papel de neutralidade”, mas deve “remar contra a corrente”, observou.

Para o prefeito da Congregação vaticana, a escola católica deve ser “uma escola revolucionária e livre, porque o mundo necessita de uma mudança decisiva, sem a qual não haverá futuro”.

Segundo o cardeal Cañizares, o “pior dos males” em nossa sociedade atual é “não se saber mais o que é moralmente bom e moralmente válido”.

Dificuldades

Analisando o atual momento educacional, o cardeal sublinhou que dificuldade em se “educar em uma sociedade que admite o aborto”, com “leis contrárias à família” e “uma televisão como a que dispomos atualmente, pela qual se difunde uma visão de homem de todo contrária à dignidade da pessoa humana”.

O purpurado referiu-se ainda ao “injusto sistema social”, com “ricos sempre cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres”.

O sistemas educacionais atuais, acrescentou, falharam porque “não foram capazes de responder adequadamente à questão e às exigências da educação”.

No que diz respeito à Espanha, o cardeal Cañizares referiu-se à lei espanhola da educação “como uma das maiores falhas da sociedade espanhola, pelo predomínio da razão instrumental em detrimento do exercício da razão na busca pela verdade, que enterra as questões mais fundamentais a respeito do ser humano”.

Jesus Cristo no centro

A escola católica “deve contribuir para uma nova humanidade na síntese entre fé e razão”, prosseguiu, destacando que “ao centro da concepção cristã da escola católica está Jesus Cristo, e sua mensagem de salvação”.

Segundo o purpurado, nas escolas católicas não deve tão somente se processar “um ensinamento de valores”, mas também “da arte de viver, que está na base da evangelização”.

“Não há porque temer a liberdade, pois a escola católica tem a vocação de transformar a sociedade”, disse ainda.

Dirigindo-se as professores, o cardeal Cañizares enfatizou a importância da “coerência” no exercício de sua função.

“Não se trata apenas de ensinar, mas principalmente de testemunhar aquilo que ofertamos: a arte de viver, a humanidade nova”, indicou.

O congresso, realizado em Valência entre os dias 26 e 28 de abril, abordou a questão da infância com fase fundamental na constituição da personalidade da pessoa e portanto, foco prioritário de atuação no contexto da atual “emergência educacional”.

Zenit

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* CNBB critica adoção de crianças por casais homossexuais.

sexta-feira, abril 30th, 2010
Folha de São Paulo
A adoção por casais homossexuais não permite que a criança cresça em um ambiente familiar formado por pai e mãe, segundo o padre Luiz Antônio Bento, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O direito à adoção por casais gays foi reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decisão inédita na última terça-feira.

De acordo com o padre, nem sempre o que é legal é moral e ético. Para ele, as crianças têm o direito de conviver com as figuras masculinas e feminina no papel de pais. O pastor Paulo Freire, da igreja evangélica Assembleia de Deus, tem posição semelhante à do padre Bento. “A criança precisa da figura do pai e da mãe para entender a vida”, disse. Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), afirma que as críticas à decisão do STJ incitam o preconceito.

***

À Propósito, Veja entrevista com uma das Mães da polêmica adoção.

Um dia após o Superior Tribunal de Justiça reconhecer o seu direito de adotar dois meninos, uma das mães do casal homossexual de Bagé (366 km de Porto Alegre), a psicóloga Luciana Reis Maidana, 36, já pensa no próximo passo: adotar outras duas crianças.

A entrevista é de Graciliano Rocha e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 29-04-2010.

Com a decisão do STJ, nas certidões de nascimento dos dois meninos, de 6 e 7 anos, passará a constar também o nome da fisioterapeuta Lídia Brignol Guterres, 44, com quem Maidana vive há 13 anos.
O caso ainda será julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Eis a entrevista com Maidana.

Como as senhoras estão se sentindo depois da decisão do STJ?

Foi um presente de Dia das Mães, para nós duas. Aqui em casa não tem mãe e tia. Criamos e educamos como mães.

O que muda na família?

O nome deles só. Eles acrescentam o sobrenome da Lídia porque passam a ter toda a seguridade que podem ter. No nosso cotidiano não muda nada porque há muito tempo a gente vive junto.

Como é, para os meninos, ter duas mães?

Eles chamam nós duas de mãe. Somos uma família extremamente feliz, pacata, quieta. Todo o tempo nós conversamos. Sabem que são adotados desde sempre. Isso mexeu bastante com nossa vidinha quieta.

Mexeu como?

Mantivemos o anonimato todos esses anos [desde 2005]. Quando estourou na mídia [anteontem], nossa casa virou uma loucura. Somente amigos muito íntimos e a família sabiam do processo. Tentamos preservá-los.

Por que adotar?

A maioria das mulheres tem esse desejo de ser mãe. No nosso caso, seria impossível. Não foi uma coisa aloprada. Nós nos planejamos e nos preparamos durante anos.

Por que entraram com o processo?

Essa luta toda foi para o bem-estare a seguridade deles. Não foi para levantar bandeira nenhuma nem para aparecer. O que a gente quer é a felicidade deles.

Embora tenham vencido nas instâncias inferiores, temiam derrota no STJ?

Claro. Embora tenhamos vencido aqui e em Porto Alegre [Tribunal de Justiça], quando foi para Brasília, a gente ficou bem preocupada.

Ainda resta o julgamento do STF…

Mas a gente vai ganhar também. Não é possível que [os ministros do Supremo] vão ter mentalidade tão fechada assim.

Já sofreram preconceito?

Nunca, nem nós nem os meninos. Não sabemos a partir de agora.

Nem na escola?

Nunca, em nenhuma das escolas deles. As pessoas viam com muita naturalidade. Os meninos têm duas mamães e não têm papai.

Acredita que essa decisão do STJ possa incentivar outras pessoas a fazer o mesmo?

Abriu-se uma porta para as pessoas que têm vontade e que tinham medo de esbarrar na Justiça. É possível. Espero que encoraje as pessoas a lutarem por suas famílias. A Justiça não está tão retrógrada e reconhece que uma criança criada por um casal dito diferente é uma criança normal.

Como será daqui para frente?

A gente tem intenção de adotar de novo, talvez um casal. É maravilhoso ser mãe, é tudo de bom. É o que existe de melhor na vida.

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* Revoltado com declarações do Vaticano, pintor transforma ator pornô em “santo” contemporâneo.

sexta-feira, abril 30th, 2010


Motivado pela forma “preconceituosa como a Santa Sé enxerga a homossexualidade” e pela condenação católica ao uso da camisinha, o artista plástico australiano Ross Watson pintou uma obra que acerta o tom de provocação.

No quadro, o ator pornô francês François Sagat aparece sendo crucificado como se fosse um santo.

O trabalho, inspirado na “Crucificação de São Pedro”, pintado pelo italiano Caravaggio no século 17, acaba de ser apresentado ao público e promete gerar muita polêmica.

Ross Watson disse que a escolha de Sagat para estrelar o trabalho foi motivada pelo trabalho importante que o ator faz em campanhas de prevenção e educação sobre HIV.

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* Caridade cristã: “Fique tranquilo, amigo, é só o Papa”.

sexta-feira, abril 30th, 2010

Por João Pereira Coutinho- Publicado na Folha de São Paulo.

É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir.

Existe neste mundo um tema que é polêmica garantida: o papa. Na semana passada, num jantar, descobri o fenômeno e testemunhei uma violência inesperada. Alguém falou da visita de Bento XVI a Portugal no próximo mês. Houve indignações e desmaios à mesa. Como explicar estas reações hormonais que me espantam e divertem?

Bento XVI não é um papa qualquer, admito. Se tivesse nascido num país do Terceiro Mundo; se viesse da ala esquerda da igreja; se promovesse os temas progressistas do momento (preservativo, ordenação de mulheres, fim do celibato), talvez as reações não fossem tão extremas.

Acontece que Joseph Ratzinger é alemão. É um respeitado intelectual europeu, mesmo por pensadores seculares (como Habermas). E, em matéria de ortodoxia, foi o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão máximo do Vaticano que defende e promove a doutrina da igreja, antes de chegar à cadeira pontifical. Será preciso dizer mais?

Alguns críticos lembram ainda os “abusos sexuais” que assolaram a instituição. Lamento desapontá-los.

A hostilidade a este papa já existia antes dos abusos. Sobreviverá a eles. Até porque os abusos existem em todas as denominações religiosas e ninguém fala do assunto. A hostilidade só tem um sentido. Um curioso sentido.

Digo “curioso” pelo motivo mais prosaico: a Igreja Católica fala para o seu rebanho. E, ao contrário de outros movimentos religiosos extremistas, não está interessada em submeter os infiéis pela força da espada. Roma evangeliza quem se deseja evangelizar.

E mesmo a sua doutrina sexual, que tanto encarniça os espíritos sofisticados, é um exemplo de modernidade e até de tolerância quando a comparamos com preceitos de outros credos. Condenar a camisinha é uma coisa. Outra, bem pior, é condenar a camisinha, apedrejar mulheres adúlteras ou enforcar homossexuais ladinos. Como sucede noutras latitudes.

Mas o circo não para. No Reino Unido, o Ministério de Relações Exteriores viu-se obrigado a pedir desculpas ao Vaticano. Conta o “Sunday Telegraph” que funcionários da instituição, instados a sugerir ideias para a visita do papa ao país (em setembro), propuseram em memorando interno uma linha de camisinhas com a marca Ratzinger; a abertura de uma clínica antiaborto; e, fatal como o destino, uma bênção papal de um casamento gay. O Vaticano pondera agora cancelar a visita.

E se assim foi na Grã-Bretanha, assim será em Portugal: informa a imprensa lusa que o papa não terá descanso quando aterrar em Lisboa. Por onde passar, existirão manifestações contra Bento XVI, e grupos de jovens a distribuir preservativos e folhetins científicos sobre o perigo da AIDS.

Que dizer destes atos? Descontando a natureza infantil dessa gente, que estranhamente ainda não abandonou a idiotia própria da adolescência, o que existe nesses atos é uma paradoxal e assaz bizarra submissão à autoridade da igreja. Explico. Para um não católico, a igreja será apenas uma instituição entre várias, que legitimamente fala para quem a quiser ouvir. Um não católico não lhe reconhece autoridade especial; e não perde um minuto do seu precioso e laico tempo a tentar corrigir uma instituição a que não pertence.

E, em matéria sexual, estamos conversados: o que a igreja diz sobre a conduta privada dos seres humanos terá para um não católico a mesma importância que as recomendações da religião islâmica, ou judaica, ou hindu. Importância nenhuma.

É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir. Elas querem “resgatar” a sociedade da influência nociva da igreja. Mas são elas próprias que ainda se sentem “sequestradas” por uma instituição à qual reconhecem total ascendência sobre as suas vidas. As patrulhas, sem o papa, simplesmente não conseguiriam viver.

Por isso proponho: por cada camisinha distribuída durante as andanças de Bento XVI, alguém deveria dar um abraço compassivo aos fanáticos, aliviando o sofrimento deles e deixando uma palavra de conforto. “Fica tranquilo, rapaz; é só o papa.” A caridade cristã existe para estes momentos.

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* Polêmica: Fotografia traz Jesus segurando o corpo de Michael Jackson.

quinta-feira, abril 29th, 2010

O fotógrafo David LaChapelle inaugura nesta terça (27/04), na galeria Robilant & Voena, em Londres, a exposição The Rape of Africa. A fotografia intitulada American Jesus: Hold Me, Carry Me Boldly, Hawaii, que reproduz a escultura Pietá, de Michelangelo, e traz Jesus segurando o corpo de Michael Jackson, é sem dúvida a imagem mais impactante da mostra.

Ainda este ano uma exposição também gerou muita polêmica, Uma foto de Jesus gay é rodeado por outros homens sem camisa e tatuados, alguns deles em poses sensuais. Essa é a leitura do fotógrafo espanhol Fernando Bayona para o quadro “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, uma das obras mais clássicas do Renascentismo.

O que parecia ser uma clara provocação à Igreja Católica e seus dogmas se transformou em alvo de manifestações homofóbicas de grupos ultraconservadores de Granada, na Espanha. A foto em questão fazia parte da mostra “Circus Christi”, que teve de ser cancelada após a galeria que a abrigava sofrer atos de vandalismo.

Em entrevista ao site, Fernando Bayona conta que não quis criar polêmica com as imagens, entre elas a que o artista intitulou de “Beijo de Judas”, na qual dois modelos masculinos, um com a camisa aberta no peito, trocam carícias.

Fonte: Extra

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* Padre ajuda Mark Wahlberg a escolher papeis em filmes.

quinta-feira, abril 29th, 2010

O ator Mark Wahlberg não decide nada sobre sua carreira sem antes consultar um padre. Além de o ajudar a escolher seus papéis para um filme, o reverendo James Flavin é seu confidente.

“Mark é um católico praticante. E ele nunca toma uma decisão final sobre uma filmagem até Flavin dar o ok”, disse um amigo do ator ao tablóide americano National Enquirer.

De acordo com a fonte, Wahlberg “deve sua carreira ao padre”, já que foi Flavin quem o aconselhou a fazer Os Infiltrados, filme que lhe valeu uma indicação ao Oscar. Da mesma maneira, ele recusou o convite para atuar em O Segredo de Brokeback Mountain, por tratar de relacionamentos homossexuais, que vai contra a doutrina católica e seus valores pessoais.

“Padre Flavin foi uma influência enorme na minha vida”, confirmou Mark. “Ele estava sempre tentando me levar para a direção certa. Sem ele, as coisas poderiam ter sido muito ruins para mim.”

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* Papa deve se desculpar por casos de abusos na Igreja, afirma cardeal William Levada.

quinta-feira, abril 29th, 2010
Agência Estado

O papa Bento XVI deve emitir um mea-culpa pela forma como a Igreja Católica tratou os casos de abuso sexual cometidos por sacerdotes. Bento XVI deve se pronunciar durante uma reunião mundial de clérigos em junho, informou o cardeal William Levada, funcionário do Vaticano apontado para tratar dos casos de abuso.

Levada também disse que o papa pretende manter a política norte-americana para tratar dos abusos como modelo para os bispos de todo o mundo.

O cardeal, que é prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, fez os comentários durante uma entrevista transmitida na noite de ontem na emissora norte-americana PBS, sua primeira entrevista desde que o escândalo teve início.

“Trata-se de uma grande crise. Eu acho que ninguém deveria tentar diminuí-la”, disse Levada. Ele reconheceu que o Vaticano foi pego de surpresa, embora estivesse ciente da extensão dos casos nos Estados Unidos e na Irlanda, e culpou uma “certa inclinação da mídia” pelo fato de a história ser mantida em destaque.

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* Inquisição: Preconceito e fanatismo se opõem a verdade.

quinta-feira, abril 29th, 2010

Jorge Ferraz

Amigo 1: A Inquisição matou milhares de cientistas durante a Idade Média, época que ficou conhecida justamente como “Idade das Trevas” devido à perseguição que a Igreja fez à Ciência.

Eu: Tu podes me dizer o nome de um cientista que foi queimado pela Inquisição?

Amigo 1: Tem… tem… tem… qual o nome dele? Poxa… tu sabes, Jorge. Aquele que disse que a terra era redonda.

Amigo 2: Copérnico.

Amigo 1: Isso. Copérnico.

Eu: Copérnico era monge católico e morreu de velho. Próximo. [Eu poderia ter dito, mas não disse para não desviar (ainda) mais o foco da discussão, que Copérnico não disse que a terra era redonda, e sim que ela girava em torno do sol]

Amigo 2: Ele foi queimado sim.

Eu: Foi não.

Amigo 1: Foi sim, Jorge.

Eu: Não foi.

Amigo 1: Aqui tem dois contra um. Foi queimado sim.

O diálogo acima ocorreu exatamente deste jeito, se não com essas exatas palavras, com esta seqüência e este encadeamento de argumentos. E, por maioria simples de votantes (dois contra um) em uma mesa de shopping (…),  Copérnico foi queimado pela Inquisição – e ai de quem ousasse dizer o contrário. Acho até que eu próprio escapei, por pouco, de ser queimado – afinal, estava chovendo.

Óbvio que protestei contra esta loucura metodológica e este ultraje histórico. E o Google depois os convenceu de que Copérnico não fora queimado pelo Santo Ofício (espero que por relevância das referências, e não por um democrático número de resultados). Mas o que me incomodava então não era isso – afinal de contas, uma bobagem pontual é relativamente simples de ser refutada. O que me incomodava e me incomoda são os pressupostos tácitos e universalmente aceitos, o “contexto histórico” genérico e difuso – mas que marca terreno no imaginário popular com a força de um dogma inexpugnável.

Pergunte-se a uma pessoa qualquer no meio da rua, católica ou não, se é verdadeira ou falsa a afirmação “a Inquisição perseguiu e matou milhares de cientistas durante a Idade Média”. Nove entre dez pessoas, no mínimo – que digo eu? Noventa e nove entre cem, provavelmente -, vão responder que é verdadeira. Depois, pergunte-se o nome de alguns desses cientistas que a Inquisição matou. Não vai sair absolutamente nada (e, caso saia, vai ser, na ordem, Galileu, Copérnico e Giordano Bruno – diga-se de passagem, dos três, só este último foi queimado).

Copérnico era monge, Galileu era amigo do Papa, e ambos morreram de velhice. Mas, vá lá, aceitem-se para fins de argumentação estes que são os únicos oferecidos pelos anti-clericais. A pergunta que se impera é: cadê os milhares? Ou as centenas? As dezenas? Se, perscrutando mil anos de alegada perseguição científica, os inimigos da Igreja só são capazes de puxar da manga três exemplos (e três exemplos bem questionáveis, é bom não esquecer) de cientistas perseguidos pela Inquisição, não seria algo perfeitamente sensato e razoável questionar a verossimilhança dos pressupostos adotados?

Se a Igreja perseguiu e matou milhares de cientistas na Idade Média, como é possível que ninguém possa nos dar exemplos de alguns destes mártires da Razão contra o obscurantismo religiso? É óbvio que, se houve uma “perseguição” com as proporções que a mentalidade média acredita ter havido, deve haver algum registro disso. A resposta-padrão a este questionamento é: “mas a História é escrita pelos vencedores”. Extremamente cômodo, e extremamente nonsense. Eis a “lógica”: se não há registros dos cientistas que arderam nas fogueiras da Inquisição, é precisamente pelo fato de que eles foram queimados e a Igreja malvada encobriu tudo: ou seja, prova-se que a Igreja perseguiu uma multidão de cientistas do fato mesmo de ninguém saber absolutamente nada sobre esta multidão de cientistas perseguidos! E ninguém parece ver nada de errado com isso – é impressionante. A força do absurdo que é inculcado pacientemente ao longo dos anos, desde a infância, acaba com todo o senso crítico. As pessoas apenas repetem bovinamente: “mas a Igreja perseguiu e matou milhares de cientistas durante a Idade Média”.

Os que se preocupam com as regras básicas para debater já concluíram que ausência de evidência não é evidência de ausência. Não perceberam ainda eles, no entanto, esta metamorfose argumentativa que faz com que, para atacar a Igreja Católica, a ausência de evidência degenere na prova cabal e demonstração incontestável da existência. “É lógico que não se conhecem os cientistas, exatamente porque eles foram perseguidos e mortos!”. E não adianta redargüir “tá, mas como é que se sabe, então, que eles foram perseguidos e mortos?”, porque a resposta é invariavelmente a mesma: “todo mundo sabe disso”. E depois somos nós os dogmáticos e os fanáticos? Por que ninguém se preocupa com esta calúnia institucionalizada que é a atribuição virtualmente onipresente de um rótulo odioso à Igreja Católica? Por que a afirmação “a Igreja perseguiu cientistas” deve ser aceita como um dogma incontestável?

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Sem a alegria da beleza, a verdade se torna fria e até impiedosa e soberba, como vemos que acontece no discurso de muitos fundamentalistas amargurados. Parece que mastigam cinzas ao invés de saborear a doçura gloriosa da verdade de Cristo, que ilumina, com luz mansa, toda realidade, assumindo-a assim como ela é a cada dia.(Papa Francisco)
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