Por Arquivo maio, 2010

* O terço pode se tornar “um fim em si mesmo”? pergunta-nos estudiosa, em análise antropologica.

segunda-feira, maio 31st, 2010

Entrevista interessante e que nos questiona.

***

Surgido no século XIII, o terço católico ainda é um costume entre os fiéis do século XXI, tendo passado por algumas transformações ao longo do tempo, mas mantendo sempre a sua estrutura de repetição de invocações a Jesus e à Virgem Maria.

Acompanhando e meditando os “mistérios”, episódios das vidas de Jesus e Maria – inclusão que ocorreu apenas em torno de 1500 –, “a oração se torna o momento de atualizar em si mesmo as boas obras” vivenciadas por aqueles aos quais se dirige.

Hoje, porém, com a venda desse objeto devocional em grande escala – e utilizado nas mais diversas ocasiões, até como acessório de moda –, pode estar ocorrendo uma “destradicionalização religiosa”, o que acarreta uma ameaça à aura sagrada do objeto, assegura a socióloga e doutoranda em Antropologia, Paola Lins de Oliveira, em entrevista concedida, via email, à IHU On-Line.

Nesse sentido, defende Paola, “o terço pode se tornar ‘um fim em si mesmo’, seja como uma oração apartada da dimensão meditativa, ou mesmo como um símbolo com força sagrada intrínseca. Sua difusão, especialmente por meio dos canais de televisão católicos, também “pode estar relacionada ao panorama mais geral do campo religioso brasileiro e à necessidade, por parte da Igreja Católica, de mobilizar uma reação diante da perda de fiéis”, como ocorreu desde as origens da oração, nascida dentro de esforços de evangelização católica e de conversão dos hereges.

Doutoranda em Antropologia no Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS/UFRJ),Paola Lins de Oliveira possui graduação em Ciências Sociais e mestrado em Sociologia com concentração em Antropologia pela mesma instituição. É pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (ISER) e secretária editorial da Revista Religião e Sociedade e do Boletim Plural, editados pelo ISER.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Como funciona o terço enquanto mediação entre o fiel e o sagrado? Qual o sentido atribuído à repetição de orações?

Paola Lins de Oliveira – “Terço” é um termo que designa tanto uma oração quanto o instrumento utilizado para realizá-la. Em sua dimensão material, o terço consiste em um colar com 50 contas para rezar ave-marias e cinco contas para pai-nosso. No contexto do ritual da oração, o terço corresponderia à terça parte da oração do rosário, que seria composta por 150 ave-marias e 15 pai-nosso, combinados com a meditação de episódios da vida de Jesus Cristo e Maria.

As narrativas tradicionais contam que o rosário foi entregue a São Domingos de Gusmão pela Virgem Maria, para que ele rezasse e divulgasse a “oração do rosário”. O período, no início do século XIII, foi marcado por inúmeras revoltas hereges no seio da cristandade europeia, e a oração, desde suas origens, aparece como instrumento para a evangelização. Fato é que com o passar do tempo, o rosário foi fracionado e perdeu popularidade para sua terça parte.

Enquanto oração, o “terço” atua como mediador, porque cria condições propícias para o contato entre aquele que ora e Jesus Cristo ou Maria, assim como o próprio objeto, em diversas circunstâncias, condensa os sentidos sagrados dessa relação.

IHU On-Line – Que aproximações e que distanciamentos você observa entre o uso entre fiéis e os aspectos do terço, valorizados pela hierarquia católica?

Paola Lins de Oliveira – Do ponto de vista das prescrições eclesiásticas, a oração media a relação entre os devotos, Maria e Jesus Cristo. A sucessão de preces combinadas à contemplação dos episódios da vida de Jesus e Maria teria forte potencial santificador. Reconhece-se o valor exemplar das trajetórias de Jesus e Maria, de modo que, para o devoto, a oração se torna o momento de atualizar em si mesmo as boas obras. Esses ensinamentos recomendam, portanto, a combinação entre a dimensão material (com a recitação das preces e manipulação do terço) e a dimensão espiritual (com a meditação dos mistérios) na composição da oração do rosário. Essa fusão não acontece sempre ou necessariamente no uso cotidiano dos fiéis. O terço pode se tornar “um fim em si mesmo”, seja como uma oração apartada da dimensão meditativa, ou mesmo como um símbolo com força sagrada intrínseca, atribuída em um processo de singularização de sua “biografia cultural”, conceito elaborado por Igor Kopytoff em seu texto The cultural biografy of things: commoditization as process (1986).

IHU On-Line – Atualmente, em que contextos sócio-religiosos se dá o uso do terço católico nas práticas de oração?

Paola Lins de Oliveira – Os terços católicos deslocam-se intensamente e cada vez mais das esferas da vida íntima e privada dos fiéis para os espaços públicos. Num plano, o objeto para a oração do rosário possui grande adesão entre fiéis católicos, principalmente mulheres, que realizam suas orações no âmbito privado e mesmo nas igrejas. Por ser uma oração fortemente associada à figura de Maria, o terço e o rosário são devoções muito difundidas tanto em contextos tradicionais quanto entre grupos ligados ao movimento carismático. Em outro plano, mas como consequência da crescente divulgação da oração, os terços passam a se afinar às lógicas mercadológicas de produção e difusão de bens, ocupando cada vez mais e frequentemente os espaços públicos, fato que se observa, por exemplo, nos adesivos de terços afixados nos automóveis que circulam nos centros urbanos brasileiros.

IHU On-Line – Quais os principais fatores que contribuem para essa sacralização?

Paola Lins de Oliveira – A sacralização dos terços não ocorre de uma forma unívoca. A partir da pesquisa realizada, observei que o objeto “terço” experimenta diferentes modalidades de “sacralização”, que, por sua vez, estão relacionadas sobretudo à sua dimensão material, cotidiana e íntima. Do ponto de vista do devoto ou da devota, o objeto pode se tornar sagrado através de um processo de uso sistemático e cotidiano ou de aproximação na vida mais íntima e familiar, quando consiste em uma herança materna, ou presente de algum parente ou amigo. A valorização do potencial santificador da oração e sua vinculação à mãe de Jesus são os principais vetores sacralizantes que aparecem nas narrativas da hierarquia católica. De qualquer forma, o que eu ressalto na pesquisa é que, diferentemente de um sentido sagrado “extraordinário” e “separado” da vida cotidiana, a sacralização desses objetos ocorre na dimensão mais ordinária da vida diária, no dia-a-dia.

IHU On-Line – Hoje, acompanhamos uma ampla difusão da reza do terço em redes católicas de televisão e por diferentes grupos e movimentos católicos. Que sentidos e intencionalidades estão subjacentes a essas práticas?

Paola Lins de Oliveira – Ainda que não tenha me detido especificamente sobre a difusão da oração em canais de comunicação, é possível considerar que isso faça parte do movimento mais geral de publicização da oração do terço e do rosário. Como a oração está ligada a esforços de evangelização católica desde suas origens, a crescente ocupação dos espaços dos canais televisivos pode estar relacionada ao panorama mais geral do campo religioso brasileiro e à necessidade, por parte da Igreja Católica, de mobilizar uma reação diante da perda de fiéis.

IHU On-Line – Que impactos tem para a sacralidade do terço a crescente produção e comercialização do objeto terço em espaços comerciais articulados em diferentes âmbitos de romarias religiosas?

Paola Lins de Oliveira – Quanto à produção, observa-se a adoção da lógica de mercado por parte das instâncias religiosas. Inúmeras pesquisas realizadas no âmbito das ciências sociais têm mostrado que o comércio de bens religiosos cresce com folga em todo o país, principalmente nos centros urbanos. São milhares de terços e rosários produzidos por fábricas de artigos religiosos espalhadas pelas grandes regiões metropolitanas brasileiras. Mas, ainda que essa produção ocorra em esferas seculares e profanas, o consumo desses objetos, em romarias e outras festas religiosas, atualiza a ideia de que o produto religioso é dirigido ao público daquela religião específica. A questão se transforma quando os produtos circulam em outras instâncias com públicos não religiosos.

IHU On-Line – Como está se dando as tensões entre catolicismo e espaços de comercialização e consumo de objetos religiosos? O que isso implica para a religiosidade expressada em torno do terço?

Paola Lins de OliveiraAlguns pontos de vista sobre esse fenômeno têm defendido a perda do valor sagrado dos objetos religiosos nesse deslocamento dos espaços de produção e consumo estritamente religiosos para um espaço público mais amplo de comercialização e consumo profano. Essa leitura se baseia na ideia de que os objetos produzidos em instâncias religiosas teriam uma determinada “aura” tradicional, que teria se perdido com a adoção de regras e padrões mercadológicos. Seguindo essa linha, somos levados a estabelecer uma oposição irreconciliável entre a lógica de consumo, orientada pelos desejos dos indivíduos consumistas, e a lógica religiosa de produção de sentidos. Nesse caso, defender a imposição da lógica de consumo individual sobre a lógica de produção de sentidos e valores religiosos seria ignorar o papel ativo da Igreja Católica na defesa e na disseminação da devoção ao rosário, através da intensa divulgação de campanhas, realizadas por paróquias lideradas por simpatizantes do movimento carismático e por dominicanos, assim como as mobilizações do Papa João Paulo II em defesa da oração.
Por outro lado, não dá para negar que a relação de parceria entre catolicismo e amplo consumo de terços e rosários corresponda, de alguma maneira, a uma “destradicionalização religiosa”, acarretando uma ameaça à aura sagrada dos objetos. De acordo com
Walter Benjamim, a aura de um objeto provém de sua autenticidade, ou seja, de sua capacidade de encarnar em si toda a tradição envolvida em sua produção. No contexto de intensa reprodução técnica, a “perda da aura” é um risco permanente, já que está inscrita na materialidade dos objetos. Entretanto, quando a reprodução é orquestrada e promovida pela própria tradição, que ampara o objeto reproduzido, ela é uma aposta na capacidade de ocupação dos espaços, em sua atualização cada vez mais ampla. Portanto, a divulgação da devoção à oração do rosário e do terço, dando-se com e a partir da vasta reprodução de terços e rosários, afina-se com o propósito mais geral de evangelização e participação do catolicismo nos espaços sociais, disputando, com outras religiões, possíveis adesões de fiéis.

IHU On-Line – Nas práticas atuais do terço, observa-se tanto uma prática do modelo tradicional quanto uma prática de modelos alternativos e até a substituição de orações. Como isso impacta na preservação e na continuidade dessa prática religiosa?

Paola Lins de Oliveira – No modelo “tradicional” de oração do rosário, os episódios da vida de Jesus e Maria, mentalizados em conjunto com a recitação das preces, são chamados de “mistérios”. Divididos tradicionalmente em “gozosos”, “dolorosos” e “gloriosos”, os mistérios passaram a ser quatro em 2002, quando o Papa João Paulo II adicionou os “luminosos” à lista, aumentando assim em mais 55 preces a oração do rosário. Em linhas gerais, os “mistérios” compõem-se de grupos de episódios que marcam as diferentes fases das trajetórias de Jesus Cristo e Maria desde a anunciação da vinda de Jesus pelo anjo Gabriel até a ressurreição de Jesus e a coroação de Maria. Ao acrescentar mais uma sequência de eventos para meditação dos fiéis, João Paulo II defendeu a importância de reforçar, na oração, os momentos da vida pública de Jesus, nos quais ele prega o evangelho e realiza obras e milagres.

Por mais que o modelo tradicional seja definido em torno dessa composição de recitação de preces e da meditação dos mistérios, encontramos diversas “receitas” alternativas para orações do terço e do rosário, praticadas por fiéis, mas, principalmente, sendo propostas por manuais de oração. Nas narrativas consultadas, os diferentes padrões de oração não parecem concorrentes. Frequentemente, surgem alusões ao fato de que a oração do rosário pode ter diversas inserções ou modificações, desde que o modelo mais tradicional tenha prioridade ou também seja praticado. É interessante notar, entretanto, que mesmo o modelo considerado tradicional possui variações quanto à adição de preces como Glória ao Pai ou Salve Rainha em seu começo ou término.

A oração do rosário e do terço, como outras práticas sociais, está sujeita a transformações em diferentes lugares e ao longo do tempo. Mesmo as instâncias autorizadas, personificadas na figura do Papa, atentam para esse fato, procurando atualizar e adaptar seu modelo a partir de novas interpretações sobre seus sentidos sociais e religiosos. Desse modo, observamos que a preservação de um padrão tradicional imutável não é garantia de continuidade da oração. Pelo contrário, as modificações são inerentes ao processo mais amplo de disseminação da oração. O mais interessante, portanto, é observar os limites dessas “adaptações” e mudanças tanto nos discursos eclesiásticos quanto nos usos cotidianos dos fiéis.

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* A Fé tem mais certezas que a ciência?

segunda-feira, maio 31st, 2010

Para Mário Novello, físico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, a cosmologia virou, com frequência, “uma coisa trivial, simplesmente saber qual porcentagem de matéria dessa categoria ou daquela tem no Universo”.

Tão preocupante quanto isso, diz, é o esnobismo dos cientistas com a filosofia e a metafísica, que os impede de refletir sobre o que fazem. São apenas “técnicos extremamente competentes”.

Novello está lançando o livro “Do Big Bang ao Universo Eterno” (Zahar), que resume sua defesa da ideia de que o Big Bang não foi o começo de tudo. Segundo ele, essa interpretação está conquistando cada vez mais físicos.

A entrevista é de Ricardo Mioto e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 30-05-2010.

Eis a entrevista.

A ideia de um universo eterno está conquistando os físicos?

Ninguém tem dúvidas de que o Universo esteve muito condensado no passado. O problema foi a identificação daquele momento, em que começa a expansão, como o começo de tudo. Sou contra definir o Big Bang como o marco zero. Isso é contra a atitude científica. Mas o cenário está mudando. Entre os cientistas há uma tendência a aceitar que chegou o momento de ir além do Big Bang como o começo.

Mas, quando jovem, o sr. não era partidário do Big Bang como o começo de tudo?

Eu não era. Era uma questão de princípio. A ciência é a tentativa de explicar racionalmente tudo que existe. Eu sabia muito bem que a ideia de singularidade [a concentração de toda a massa do Universo em um único ponto que teria dado origem a tudo que se conhece] significava abdicar de fazer ciência ao longo de toda a história do Universo, significava dizer que a ciência tinha limite. Eu não podia aceitar isso.

Na minha época, havia uma visão global do que era atividade humana. Havia cadeira de filosofia, de sociologia, tínhamos contato com o mundo. Existe uma falta de fundamentos, hoje, do que é fazer ciência. Você pode ser um técnico extremamente competente, mas fora da área técnica pode ser um ignorante completo, sem saber o que está por trás do que você está fazendo na sua área.

Mas aparentemente a maioria dos físicos ainda discorda do sr. sobre o Big Bang…

Se você entrevista cem físicos, 98 dizem que o Big Bang é verdade e dois malucos dizem que não. É razoável que a mídia fique em dúvida. Primeiro você precisa ver quem são essas pessoas. Eu criei a cosmologia no Brasil, tive mais de 50 alunos de doutorado, você precisa ver que não sou um bobo. Mudanças são lentas. E você sabe que os cientistas são extremamente reacionários.

Ser minoria não incomoda?

Quando você faz ciência, você precisa dialogar com a natureza, e não com os seus colegas. Se o seu objetivo é ganhar uma bolsa, ganhar fama, ganhar prêmio, isso não é ciência. Pode ser no mundo em que a gente vive. Estou pouco me importando com a opinião dos outros. Mas isso não significa isolacionismo, porque publico em revistas científicas.

Mas o senhor já tem uma carreira estabelecida. Um doutorando não deveria se preocupar com os pares?

Não deveria. Se ele começa a se preocupar lá, vai se preocupar a vida toda. Hoje em dia a cosmologia virou uma coisa trivial, ridícula, simplesmente saber qual porcentagem de matéria dessa categoria ou daquela tem no Universo. Isso não tem interesse nenhum. Quando começa a entrar nesse estágio, é o momento de mudar.

É possível fazer com que os cientistas se preocupem menos com os pares?

Ainda não conseguimos controlar a vaidade. É um sistema todo de premiação, bolsa disso, prêmio Nobel, tudo valoriza o indivíduo. E dá impressão de que, se você não valoriza o indivíduo, ele não vai fazer nada. E o prazer em fazer as coisas? O Garrincha dava de dez a zero em qualquer um desses caras aí de hoje em dia. E morreu com dez mil réis no bolso.

Você vai dizer que o exemplo que eu estou dando é de um maluco, uma pessoa totalmente pirada, uma mentalidade que nunca saiu dos 12 anos de idade. Tudo bem, é um exemplo extremo. Mas mostra que algo se perdeu.

Mas a vaidade sempre existiu, não?

Sim, claro, sempre existiu. Nem estou dizendo que o sistema, antigamente, era diferente. O que estou querendo dizer é que a razão pela qual Newton fazia aquilo não tinha nada ver com a razão pela qual um bolsista faz as coisas hoje em dia.

No caso do Big Bang, há expectativa de que alguma observação possa dar mais respostas sobre a sua legitimidade como marco zero?

Sim. Já foi lançado o satélite Planck. Ele, nos próximos anos, poderá ajudar a dizer, observacionalmente, se houve uma fase anterior ao colapso. Existe uma possibilidade de que o Universo esteja se acelerando. Ela surgiu de uns dez anos para cá. Isso não bate com as previsões do Big Bang como singularidade, como começo de tudo. Se o Universo estiver se acelerando, então aquilo que sustentou durante mais de 25 ou 30 anos o Big Bang acabou.

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* Eleições presidenciais na… Colômbia. E aqui no Brasil, que pensam os candidatos sobre esses temas?

segunda-feira, maio 31st, 2010

Às vésperas das eleições presidenciais na Colômbia que se realizaram,ontem, 30 de maio, diversos analistas advertiram sobre a postura anti-vida e anti-família do candidato do Partido Verde, Antanas Mockus, quem em seu plano de governo explicita seu apoio à promoção “dos direitos sexuais e reprodutivos” para as mulheres, quer dizer a anticoncepção e o aborto; assim como sua opção pela ideologia de gênero, e a “plena igualdade de direitos e respeito da diversidade sexual”.

O plano de governo assinado por Mockus e seu candidato à vice-presidência, Sergio Fajardo, assinala por exemplo que “com o fim de garantir o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos para que as mulheres decidam sobre seus corpos” –falácia comum dos promotores do aborto que não explicam que o corpo do bebê é totalmente distinto ao da mãe– “e contem com condições para exercer sua autonomia no plano da liberdade, a responsabilidade, o prazer e as relações igualitárias; garantir-se-á o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, o acesso universal e gratuito à anticoncepção”.

O texto também assinala que quanto às adolescentes na Colômbia, “adiantaremos uma política que reconheça a sexualidade juvenil como uma dimensão legitima do desenvolvimento humano, apropriada, saudável e necessária, e promoveremos seu exercício responsável, seguro e prazenteiro, através de estratégias de melhoramento em estratégias de atenção, mobilização social, pedagogia social, garantiremos acesso gratuito a serviços especializados, e que estimule nelas o desenvolvimento de um projeto de vida digno e sustentável”.

Os analistas também ressaltam a ausência total no plano de governo de uma referência às crianças não nascidas, apesar de que o texto também assinala que “a melhor estratégia para obter a eqüidade na Colômbia é melhorar a atenção, o cuidado e as condições de vida dos meninos e meninas. Impulsionaremos a educação sexual e reprodutiva para promover a concepção de meninas e meninos desejadas e desejados”.

Quanto a seu apoio à agenda homossexual e assim à debilitação da família constituída sobre a base do matrimônio formado por um homem e uma mulher, indicam, Mockus “tampouco fica atrás” e assinala no plano de governo que “para a garantia dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais e transgeneristas (LGBT), comprometemo-nos com a igualdade de direitos e respeito da diversidade sexual como uma dimensão legítima do desenvolvimento humano dando cumprimento aos pontos de referência jurídicos internacionais e nacionais através do desenvolvimento de uma política pública nacional de cultura cidadã para a diversidade sexual”.

Neste marco Mockus oferece a inclusão de medidas “afirmativas para garantir a eqüidade e obter a igualdade; programa contra a homofobia tanto no âmbito educativo como no espaço público, campanhas massivas para a educação e convivência cidadã com a diversidade sexual; formação e regulação da força pública para acautelar atos de homofobia e crimes de ódio”.

Em consonância com o que foi expresso sobre os “direitos sexuais e reprodutivos” e o respeito à “diversidade sexual”, o plano oferece a criação do “Ministério para as Mulheres e a Igualdade de Gêneros, como instância de primeiro nível que administre e garanta uma agenda pública inclusiva, sustentável social e economicamente com ampla participação dos movimentos sociais de mulheres e a sociedade em seu conjunto”.

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* Arquidiocese do Rio e diocese de Fátima, Portugal, esclarecem caso de sacerdote preso no Rio de Janeiro.

segunda-feira, maio 31st, 2010

Em notas de imprensa recentemente divulgadas as dioceses do Rio de Janeiro e a diocese de Leiria-Fátima em Portugal esclarecem o caso do sacerdote acusado de atos de pedofilia e recentemente encarcerado no Rio.

Ambas circunscrições eclesiásticas tomam distância do deplorável comportamento deste sacerdote cujas funções eclesiásticas foram suspensas pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e do qual a diocese de Fátima jamais teve conhecimento como assinalam os comunicados reproduzidos na íntegra abaixo. Ambos os textos estão assinados pelos assessores de imprensa das mencionadas dioceses.

Diocese de Leiria-Fátima
Gabinete do Bispo Diocesano

Foi com grande surpresa e profunda consternação que a Diocese de Leiria- -Fátima tomou conhecimento, pelos meios de comunicação social, dos factos de que é acusado o P. Marcin Strachanowski, ocorridos no Brasil, na região de Rio de Janeiro. Marcin Strachanowski esteve ao
serviço desta Diocese desde 21 de Junho de 2007 até 1 de Junho de 2008. Por nomeação do Bispo diocesano exerceu funções de capelão no Santuário de Fátima, prestando assistência religiosa aos peregrinos de língua polaca e portuguesa. Durante o tempo da sua permanência nesta Diocese não houve queixas relativamente ao seu comportamento, suspeitas ou indícios relacionados com a situação agora vinda a público. Também não era do conhecimento dos responsáveis diocesanos que no seu passado tivesse havido situações do género das que tomamos agora conhecimento.

O primeiro pensamento do Bispo de LeiriaFátima e dos responsáveis pelos sectores em que o P.  Marcin prestou serviço dirige-se antes de mais para aqueles que tenham sido vítimas deste seu comportamento absolutamente inaceitável e sem qualquer desculpa,  e para todos os que se sentem desiludidos pela sua conduta.

Esperamos que tanto no foro civil como eclesiástico se possa conhecer a verdade dos factos,
devendo o próprio ser responsabilizado pelos actos de que for considerado culpado.

Desejamos

ainda que Marcin Strachanowski tenha uma oportunidade para recompor a sua vida pessoal,  encontre

o necessário equilíbrio psíquico e a coerência com os valores cristãos. Marcin Strachanowski é um presbítero da diocese de Cracóvia (Polónia), que desde 1997 presta serviço pastoral na arquidiocese
do Rio de Janeiro (no Brasil). Em carta datada de 7 de Março de 2007,  solicitou ao Bispo de
Leiria-Fátima autorização para trabalhar pastoralmente nesta diocese, de preferência no Santuário de
Fátima.

Depois de recolhidas as devidas informações dos Arcebispos de Rio de Janeiro e de Cracóvia,  perante diversos atestados de idoneidade e recomendações favoráveis, o Bispo diocesano admitiu- -o para
o trabalho pastoral em Fátima.

Em Maio de 2008, o próprio comunica ao bispo desta diocese que, com autorização do seu bispo de
origem, regressaria no mês seguinte ao Brasil,  para aí exercer novamente o ministério sacerdotal.

Nota da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Ao tomar conhecimento da decretação da prisão preventiva de um sacerdote polonês nesta cidade, a Arquidiocese do Rio de Janeiro lamenta o ocorrido, principalmente com as pessoas envolvidas, especialmente as possíveis vítimas, e esclarece que o referido sacerdote já se encontra suspenso de suas funções paroquiais e, além do processo criminal, existe o processo canônico que foi instruído pelo Tribunal Eclesiástico que, a seu tempo, tomou as devidas providências.

A Assessoria de Imprensa esclarece que as atitudes já tomadas serão mantidas e os advogados constituídos pelo próprio padre estarão acompanhando a questão enquanto se aguarda o desenvolvimento desse atual processo.

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* África do Sul: A Igreja católica no país da copa.

segunda-feira, maio 31st, 2010

Apesar de um período de boas mudanças após o apartheid, a África do Sul luta contra muitos de problemas: violência, AIDS e ruptura familiar, verifica o bispo auxiliar de Durban, às vésperas da copa do mundo de futebol.

Dom Barry Wood nasceu e cresceu na África do Sul, no seio de uma família que viveu naquela parte do mundo por mais de 200 anos.

Conhecida por sua diversidade, a África do Sul tem as maiores comunidades de caucasianos, índios e mestiços no continente africano. Também tem, em sua constituição, 11 idiomas oficialmente reconhecidos.

Nesta entrevista, ele fala das mudanças “milagrosas” em seu país e dos problemas mais urgentes enfrentados pelo povo e pela Igreja.

–Por este tempo o senhor deve ter visto mudanças. O senhor diria que o país mudou para melhor ou para pior?

–Dom Wood: Bem, tendo crescido e vivido tanto tempo sob o regime do apartheid, foi uma grande libertação experimentar em 1994 nossa nova democracia.

A Igreja, como você sabe, foi muito ativa em tentar trazer a nova democracia devido à injustiça do sistema do apartheid. E naquele tempo nós sofremos muito.

A maioria de nossa gente sofreu muito, mas todos nós sofremos de certo modo ou outro ao tentar acabar com aquele regime que era mau. E a nova África do Sul é uma libertação para todos nós, porque a maioria de nossa gente tem direitos humanos agora. A maioria de nossa gente tem está aprendendo o que significa a auto-estima que lhe foi arrebatada no regime anterior e, de um modo lento, mas seguro, está crescendo espiritualmente e materialmente.

–Que mudanças negativas experimentou este tempo posterior ao apartheid?

–Dom Wood: A mudança negativa foi a ruptura da vida familiar. Há uma enorme ruptura da vida familiar.

Como você mencionou ao começo: os crimes e a violência, as violações, os abusos contra mulheres, mas principalmente o problema da injustiça econômica.

–Gostaria de me ater à questão ruptura da família. Pode nos dizer de onde vem? Por que entrou tão de repente na vida dos sul-africanos?

–Dom Wood: Não acredito que seja algo novo. Durante o tempo do apartheid, os homens separaram as mulheres. As mulheres permaneceram nas áreas rurais e os homens iam para as cidades e, deste modo, as mulheres e as famílias não puderam ficar com os homens nas cidades e o que aconteceu é que esta forma de vida se tornou parte do sistema da África do Sul.

E, infelizmente, isto se perpetuou depois de 1994, o governo está dando ajuda financeira às meninas jovens que estão grávidas e, deste modo, muitos estão grávidas para adquirir as ajudas e isto está causando estragos entre os jovens.

–Por que o governo começou a dar ajuda? Qual é o propósito desta ajuda?

–Dom Wood: A finalidade era ajudar estas jovens que ficaram grávidas a criar suas famílias, mas, infelizmente, como na maioria das coisas, pessoas tiraram vantagem disto e querem o dinheiro.

–E veem isto como uma fonte de renda?

–Dom Wood: Veem isto como uma fonte de renda. E assim as meninas ficam grávidas. Têm filhos. Enviam os bebês às avós e seguem trabalhando ou tendo os bebês. E isto realmente se transformou em um problema.

–A transição do apartheid na África do Sul foi verdadeiramente um milagre. Eu acredito que não foi bastante estimada. Falamos do Muro de Berlim – uma mudança sem violência – mas a mudança na África do Sul também foi um milagre.

–Dom Wood: Foi um milagre e nós não esperávamos por isto. Esperávamos pelo pior, ano após ano; depois de cada celebração da Eucaristia, rezávamos pela paz na África do Sul: rezávamos a oração de São Francisco e creio de verdade que a oração do povo influenciou nas negociações que aconteceram entre Nelson Mandela e F. W. de Klerk.

Eu realmente acredito que a fé de pessoas trouxe este milagre.

–E o milagre ainda continua, a menos que eu me confunda, não se percebe o desejo de vingança por parte das pessoas de cor para os brancos. Não é assim?

–Dom Wood: Absolutamente. Há aceitação e perdão. Em algumas áreas há raiva e as pessoas querem vingança, mas diria que a grande maioria aceitou e seguimos em frente.

--Pode-se dizer que, neste período posterior ao apartheid, o país ainda está procurando sua identidade. Que identidade tem a África do Sul? Que identidade nacional o senhor poderia dizer que possui o país?

–Dom Wood: Ainda temos uma democracia muito jovem. Ela só tem 16 anos e, como algo que tem 16 anos, está procurando nossa identidade.

–Um adolescente, por assim dizer.

–Dom Wood: Um adolescente, uma democracia adolescente e estamos buscando nossa identidade.

Cometemos muitos erros, como os adolescentes fazem quando estão amadurecendo, e acredito que isto é o que nos está acontecendo. Cometemos erros, mas nos levantamos e continuamos em frente e tentamos aprender com nossos erros. Mas nós somos uma democracia adolescente e queremos alcançá-la. Acredito que há uma verdadeira vontade por parte das pessoas, de alcançá-la.

–Porém, também está a sensação de que a Igreja Católica, especialmente na África do Sul, está relacionada com o período colonial, e que há um movimento novo, por assim dizer, que rejeita tudo aquilo que pertence àquele período colonial, inclusive a Igreja, e está a favor de instituições, organizações que sejam africanas em origem e em orientação. Como a Igreja Católica encontra seu lugar perante este movimento?

–Dom Wood: Em primeiro lugar, eu ouvi este rumor de que há um movimento que quer eliminar qualquer coisa que venha do tempo colonial, mas a Igreja Católica na África do Sul é acostumada à perseguição, desde o exato momento em que chegamos à África do Sul, não fomos bem recebidos, principalmente pelos holandeses, então pelos britânicos, depois pelo regime africâner, que fez tudo o que pôde para nos rejeitar, e nos chamava: “O Perigo Romano”.

Por isso somos acostumados à perseguição; somos acostumados a ser golpeados pelo regime e, conseqüentemente, para este último problema que surge, sentimos que nossa fé e nossa gente são suficientemente fortes ao ponto de resistir a qualquer tipo de ataque deste tipo.

–Assim a fé vem de pessoas. As raízes estão, por isso, bastante profundas, o senhor pode assegurar que as raízes da fé estão bastante profundas na população, nas comunidades, para suportar este nível de desafio?

–Dom Wood: Eu acredito que sim; Eu sei que sim.

–A África do Sul tem um dos índices maiores em AIDS do mundo. Pode nos falar algo em sua perspectiva?

–Dom Wood: É um dos maiores e é uma pandemia em nosso país. Milhões de pessoas estão vivendo com AIDS ou estão afetados por esta doença. E se transformou em um verdadeiro problema para nossas pessoas.

–Como o senhor vê concretamente, quer dizer, nos órfãos da AIDS?

–Dom Wood: Uma vez mais nós falamos da ruptura da vida familiar. Algumas famílias não têm mães e pais. Há crianças que tomam conta das casas, órfãos da AIDS e crianças vulneráveis. E não se trata de exceções; está estendido pelo país inteiro. E o cuidado básico e a atenção para estes órfãos da AIDS são um grande desafio.

–A África do Sul respondeu a isto com a política do preservativo. Durante os últimos 20 anos se tem apresentado os preservativos como a solução e, ainda assim, a AIDS está nada menos que em 22% da população. Pode-se dizer que a política do preservativo falhou?

–Dom Wood: Definitivamente, a pandemia está crescendo.

Distribuíram a nossa gente milhões de preservativos e ainda assim, todavia, vivemos com a AIDS, e está crescendo. Não importa que o ministro da saúde diga que o número baixou, porque as pessoas nas ruas dizem “Não, está aumentando”, e nossos sacerdotes que estão enterrando ao povo, fim de semana após fim de semana, dizem que a coisa está piorando.

–De acordo com o senhor, qual o fracasso da política do preservativo?

–Dom Wood: A educação. Às pessoas apenas são distribuídos preservativos e dizendo-se que há um problema, usem os preservativos e o problema desaparecerá.

Não desapareceu.

–E não se tem promovido a abstinência como uma possível alternativa?

–Dom Wood: Bem, a Igreja tem feito isto durante anos, contudo de um modo lento, mas seguro. Quando se vê os anúncios do governo, a abstinência está na cabeça da lista.

Está chegando e eles promovem a abstinência. Promovem ao mesmo tempo abstinência, fidelidade e preservativos, mas diria que na parte de cima da lista está a abstinência e eu acredito que estão começando a perceber que é a única estrada.

–Há aproximadamente 3,3 milhões de católicos na África do Sul, pelo que, de fato, o tamanho da Igreja Católica da África do Sul é muito pequena e, ainda assim, seu impacto é até significante. Que impacto tem a Igreja Católica? Que programas tem realizado? E como é possível que a Igreja Católica, nesta porcentagem tão pequena da população, tenha tal um impacto grande?

–Dom Wood: Ao longo dos anos, a Igreja da África do Sul teve um verdadeiro impacto nas pessoas pela educação e pela saúde.

Desde o começo da Igreja, o governo, por aquele tempo, nunca ministrou saúde ou educação, e agora com a pandemia estamos no segundo lugar, depois do governo, chegando até as pessoas. Não tenho a percentagem. Mas é reconhecido e as pessoas o afirmam: a Igreja chega até eles.

E está em todas as esferas: nos cuidados do lar, nos cuidados às crianças vulneráveis e órfãos, nos hospícios para os moribundos, no cuidado com as mulheres abusadas sexualmente e das grávidas com problemas. O aspecto todo e o desenvolvimento de tratamentos antiretrovirais.

–Qual a maior necessidade da África do Sul hoje para o senhor?

–Dom Wood: A maior necessidade da África do Sul é o trabalho, o emprego, porque creio que todos estes problemas como o crime e os abusos de mulheres e crianças e todo o demais, estão sendo causados porque as pessoas estão frustradas e furiosas; e não têm emprego. E isto, creio eu, ajudaria à situação, se pudéssemos encontrar emprego para a maioria das pessoas de nosso país. E também qualificação profissional, estas duas coisas reunidas.

–E da perspectiva da Igreja: qual seria a maior necessidade da Igreja na África do Sul?

–Dom Wood: A maior necessidade da Igreja, acredito, e o maior desafio que temos, é tentar confrontar o problema da ruptura da vida familiar e pôr todos nossos recursos na tentativa de reconstrução do sentido da vida familiar novamente.

–Como se pode alcançar isso?

–Dom Wood: Não estou completamente seguro. Se tivesse a solução, estaria contente, mas acredito que nós temos que começar com as pequenas comunidades cristãs onde nós somos fortes.

Temos pequenas comunidades cristãs e precisamos evangelizá-las no sentido de prover um lar, uma vez mais, a importância da vida familiar.

É algo mesmo da cultura africana, mas todo esse individualismo ocidental entrou de um modo silencioso e destruiu. Acredito que agora nós precisamos acentuar novamente a beleza do marido e do pai e das crianças – e a beleza da vida familiar.

Esta entrevista foi realizada por Mark Riedemann para “Deus Chora na Terra”, um programa rádio televisivo semanal produzido pela Catholic Radio and Television Network, (CRTN) em colaboração com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre. Mais informação em www.ain-es.org e www.aischile.cl.

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* Portugal: ” É na religião que os homossexuais se sentem mais discriminados”, afirma pesquisa.

sábado, maio 29th, 2010
É  na religião que os homossexuais se sentem mais discriminados

O insulto é o principal ato de discriminação sentido pelos homossexuais em Portugal. É na religião que se sentem mais discriminados, mas dizem que a reprovação é generalizada. E, por isso, tendem a esconder a orientação sexual, mesmo que, para isso, tenham de se casar ou dizer que são casados.

José Leote, coordenador do Rumos Novos, grupo homossexual “católico”, faz uma distinção entre o que é percepção e realidade, sublinhando, no entanto, que o sentimento de rejeição não se aplica, apenas, ao catolicismo.

“A maioria das religiões condena as práticas homossexuais e não aceita quem tenha essa orientação. A Igreja Católica faz um acolhimento, mas é um acolhimento não praticante. Se a pessoa tiver uma relação homossexual e viver em união de fato, são-lhe vedados todos os sacramentos”, diz.

Além da religião, os homossexuais sentem-se mais discriminados pelas forças de segurança e pelos partidos políticos, no trabalho e no acesso ao emprego. Os amigos, os bancos, a saúde e a comunicação social são os sectores que menos discriminam.

São conclusões do estudo sobre a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) realizado pela Universidade do Minho.

“Portugal ainda é um país visto como homofóbico por parte das pessoas entrevistadas, que ainda se sentem ameaçadas e discriminadas em função da sua orientação sexual e identidade de género”, dizem Conceição Nogueira e João Oliveira, psicólogos coordenadores do trabalho, financiado pelo Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

A amostra do estudo é constituída por 519 homens e 439 mulheres, além de 11 cuja identidade de género não corresponde à apresentação física (transexuais), mas esta é uma minoria ainda mais silenciosa do que a dos homossexuais. Os psicólogos dizem que isso se deve “a uma grande estigmatização por oposição às pessoas ‘homo’ ou bissexuais”. Em termos de orientação sexual, 45,6% são gays, 26,7% lésbicas e 25,8% bissexuais. A idade média é de 28 anos, 47,8% têm bacharelato ou licenciatura e 57,8% dizem ser de esquerda.

A população LGBT entrevistada diz ter sido insultada em função da sua orientação sexual três ou mais vezes, sendo esta a “forma mais recorrente de estigmatização efetiva a que estão sujeitas”. E sentem- -se menos protegidas do que a população em geral no caso de violência doméstica, por não terem redes de apoio específicas.

Nem todas as respostas são coincidentes com a percepção de Miguel Vale de Almeida. Entende que a principal fonte de discriminação vem da própria família, mas, “como isso mistura sentimentos e afetos, as pessoas tendem a desculpabilizar”, justifica. O antropólogo e deputado do PS, também envolvido no estudo, acrescenta: “Há situações mais traumáticas, como o insulto e a interpelação policial, e que, por isso mesmo, acabam por estar mais presentes na memória das pessoas.” Mas a discriminação familiar é, também, abordada no estudo, embora as mulheres tendam a aceitar melhor a diferença. “O papel do pai está ao nível dos estranhos e próximo da família alargada e chefes de trabalho” no que toca à pouca abertura para aceitar outra orientação sexual.

O principal direito que os homossexuais reivindicam é o das visitas hospitalares do companheiro, sublinhando que todos são importantes: proteção em caso de violência, benefícios legais e prestações sociais, reconhecimento como encarregado dos filhos do parceiro, casamento e adopção de crianças (mais noticiário na pág. 9).

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* Imperdivel testemunho: Sou agora Catolico!

sexta-feira, maio 28th, 2010

A maioria de vocês me conhece como um cristão protestante “de carteirinha”. Não tanto como um daqueles “crentes” típicos, isto é, moralista, fundamentalista (na pior acepção da palavra) e às vezes inconvenientemente proselitista. Sempre fui um cristão discreto (até demais…) ou mesmo tímido, mas essa discrição e essa timidez têm sido compensadas, nos últimos anos, por uma intensa participação em listas de discussão e em comunidades no Orkut. E essas minhas participações fizeram-me um evangélico razoavelmente conhecido na Internet, ou pelo menos em um grupo relativamente grande de amigos e conhecidos evangélicos. O fato de muitas pessoas me conhecerem — umas mais, outras menos — como um protestante atuante e “engajado” é o que me obriga, por uma questão de honestidade, a vir a público dar-lhes uma notícia que para muitos (talvez para a maioria) de vocês poderá ser decepcionante, revoltante até, mas que eu preciso comunicar, até por um dever para com a minha própria consciência e com Deus.

Sem mais delongas, quero lhes comunicar minha decisão de me tornar católico apostólico romano. Não se trata de uma decisão súbita, ao contrário, é fruto de um processo que se iniciou há pelo menos cinco anos.

Resumidamente, para quem não conhece, vou contar minha trajetória religiosa até aqui. Eu nasci numa família protestante. Meus pais eram — e são até hoje — membros da Igreja Presbiteriana do Brasil, igreja onde fui batizado e fiz profissão de fé. Durante boa parte da minha adolescência, freqüentei uma igreja pentecostal conservadora. Com a morte da dirigente dessa igreja (que era minha tia), os membros se dispersaram, e eu então me tornei membro da igreja batista, onde congreguei por cerca de 3 anos, de onde saí para freqüentar, por poucos meses, uma pequena comunidade evangélica no bairro de Botafogo. Então com 24 anos, ingressei na faculdade de filosofia, o que fez com que eu me afastasse da igreja (embora não de Deus) por certo período, durante o qual eu pude refletir criticamente sobre a minha experiência como cristão.

Ao fim do curso, escolhi como tema da minha monografia um pensador religioso chamado Søren Kierkegaard (1813-1855), que era luterano. O estudo do pensamento desse filósofo, que é considerado “o pai do existencialismo”, com sua perspectiva cristã ao mesmo tempo bíblica e original, reacendeu minha fé e eu então me tornei membro da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Mas, por causa da minha formação em filosofia (que continuou até o mestrado), desde que voltei a freqüentar a igreja (em 2002) eu sempre estive refletindo sobre a fé, sobre igreja (a fé institucionalizada) e sobre a religião em geral. Esse processo de reflexão, aliado ao princípio tipicamente protestante do “livre exame da Bíblia” (que alguns católicos chamam um tanto impropriamente de “livre interpretação”), levou-me a uma fé bastante subjetiva e racionalista (embora muitas vezes esse racionalismo se confundisse com fideísmo, certamente pela mania tipicamente racionalista de separar fé e razão). Esse subjetivismo e esse racionalismo por fim me levaram ao liberalismo teológico, não o liberalismo vulgar e irresponsável que muitos “teólogos” têm defendido hoje em dia, mas o liberalismo clássico.

Em outras palavras, embora eu reconhecesse a importância (e mesmo a imprescindibilidade) da Igreja e dos princípios básicos e tradicionais da fé cristã, passei a interpretar esses princípios de forma excessivamente racionalista (mais precisamente como “princípios morais”, ao modo de Kant), e essa postura fez com que minha fé se apagasse novamente (Obs.: não foi à toa que o liberalismo teológico nasceu e se desenvolveu em contexto luterano.). Mas, ao longo desse percurso, eu mantive uma “relação de amor e ódio” com o catolicismo. Essa relação começou praticamente junto com minha aproximação do luteranismo, visto que Lutero nunca rompeu totalmente com a igreja católica (ao contrário de Calvino, por exemplo), e que a igreja luterana conserva até hoje muito da liturgia e até da teologia católicas (particularmente no que diz respeito ao sacramento da Eucaristia ou Santa Ceia).

Por isso, à medida que eu me aproximava do catolicismo, conhecendo sua profundidade teológica e sua própria trajetória histórica (que indubitavelmente remonta a Cristo, aos Apóstolos e aos primórdios da Igreja cristã), minhas raízes protestantes enchiam-me de “ódio” por essa religião “idólatra”, por esse “cristianismo pervertido”, por esse “paganismo mal disfarçado”. E então eu me envolvia em inúmeras discussões com católicos, como que querendo, inconscientemente, convencer a mim mesmo de que o catolicismo estava errado e de que o protestantismo é que estava certo. Mas ao mesmo tempo em que eu ia tendo contato com o pensamento e com os consistentes argumentos católicos, eu ia constatando o subjetivismo e a mixórdia que infelizmente caracterizam o universo protestante, com suas incontáveis igrejas e profissões de fé, com as muitas variações entre um grupo protestante e outro. Como a doutrina de Cristo e dos Apóstolos poderia variar tanto? Como cada cristão poderia ter o direito de crer de acordo com o seu talante e de acordo com a sua própria interpretação (ou de acordo com a interpretação do fundador da sua igreja)? O subjetivismo e a variabilidade indicavam que alguma coisa estava errada, que a religião legada por Cristo e pelos Apóstolos haveria de ter permanecido incólume com o passar do tempo, sem estar sujeita ao arbítrio dos homens. E se há uma igreja que remonta a Cristo e aos Apóstolos, em que o subjetivismo simplesmente não existe, e onde uma autoridade visível (o Magistério) sempre foi e será responsável pela salvaguarda da fé, essa igreja só pode ser a igreja católica apostólica romana, essa igreja que não está sujeita às intempéries da história, nem aos modismos de cada época, nem aos gostos dos fregueses.

Ninguém pode negar que a história da Igreja Católica é manchada por episódios tristes, pela atuação de homens desonestos. Mas é necessário compreender que, se os homens da Igreja são pecadores, ela, em si mesmo considerada, é santa; é humana, mas também é divina. Seus membros são pecadores e humanos, mas a Igreja é santa e divina por causa da sua origem. E é precisamente esse o ponto em que o meu liberalismo teológico e minha atração pelo catolicismo se encontraram, como que numa encruzilhada. Se o meu liberalismo estivesse correto, isto é, se Jesus Cristo não fosse Deus em carne e osso (conforme ensina a fé cristã bíblica e tradicional), mas fosse apenas um mestre espiritual ou moral, então a questão sobre a igreja verdadeira perderia todo o sentido. Cada um poderia seguir individualmente o “mestre” Jesus, ter a sua própria “experiência” com ele, e isso bastaria.

Mas se, ao contrário, Jesus foi de fato Deus em forma humana (e esse é o cerne da fé cristã), então saber qual a Igreja que Ele (isto é, Deus em pessoa!) de fato fundou passa a ser uma questão crucial. E por mais que os protestantes se recusem a admitir, é histórica e logicamente inegável que essa Igreja é a Igreja católica, apostólica e romana, onde os sucessores dos Apóstolos foram incumbidos de preservar a doutrina revelada. E a verdade é que eu cansei de lutar contra as evidências, de lutar contra mim mesmo. Cansei de seguir simplesmente o meu próprio entendimento (Prov. 3,5), de ser pretensioso e orgulhoso ao ponto de achar que posso dispensar a experiência, o conhecimento e a autoridade daqueles que são os sucessores dos Apóstolos escolhidos por Cristo; que a minha compreensão da fé cristã é equivalente (quiçá superior!) à do Magistério; que a Igreja que Cristo fundou e cujo governo confiou aos Apóstolos (que evidentemente deveriam ter sucessores legítimos, visto que não poderiam viver eternamente!), e à qual prometeu acompanhar “até a consumação dos séculos” (Mt. 28,20), vagou perdida e equivocada por longos 1.500 anos, até que Lutero e os demais reformadores a “resgatassem”; enfim, cansei de lutar contra mim mesmo e contra Deus. (Obs.: talvez o meu liberalismo tenha sido uma última e desesperada tentativa de rechaçar o catolicismo, pois se Jesus não fosse Deus em forma de homem, então o catolicismo estava errado e eu não precisaria me preocupar mais com ele…)

Não estou aqui querendo julgar nenhum de vocês, nem poderia fazê-lo. Os que, dentre vocês, já são católicos, hão de me compreender e, presumo, de me felicitar. E os que são evangélicos eu espero que me compreendam da melhor forma possível, e que não se afastem de mim nem deixem de ser meus amigos por causa dessa minha decisão. Até porque não só por causa da minha origem protestante, mas também em consonância com o chamado da Igreja católica (particularmente na pessoa do atual Papa), vou continuar me empenhando no diálogo ecumênico, e talvez fazê-lo com mais dedicação ainda.

Finalmente, sei que estou correndo alguns riscos ao me expor dessa forma a tantas pessoas. Risco de ser incompreendido, de me tornar objeto de repulsa ou de chacota, e até de me transformar de amigo em inimigo. Mas eu simplesmente não poderia esconder dos amigos uma decisão de tal importância (a não ser que eu sumisse da Internet, trocasse os números dos telefones, enfim, desaparecesse, só para não ter que dar satisfações a ninguém…).

Há ainda várias razões pelas quais eu decidi me tornar católico. Uma delas é fato da Igreja católica ser o único porto efetivamente (e nãoaparentemente) seguro em meio ao relativismo filosófico, religioso e moral que grassa nos nossos dias.

Passei, então, a partir disso, a ter contatos com católicos no intuito de efetivar minha admissão na Igreja fundada por Cristo. Conversei com alguns leigos, tive direção espiritual com o Pe. Carlos Nogueira, LC, então diácono dos Legionários de Cristo, no Rio de Janeiro, e uma entrevista com o meu novo Bispo, D. Rafael Llano Cifuentes, da Diocese de Nova Friburgo, à qual pertenceria, uma vez convertido. Fui então, sendo preparado, para incorporar-me, externa, definitiva e formalmente, à única Igreja de Jesus, Nosso Senhor.

A partir de então, dediquei boa parte do meu tempo à formação doutrinária e um fortalecimento da amizade com Cristo, fazendo, inclusive, um extenso exame de consciência que me iria preparar à minha primeira Confissão geral de todos os meus pecados mortais. Confessei-os no dia 14 de dezembro de 2007, uma sexta-feira, dia penitencial por excelência (o que já se mostrou um sinal).

Minha confissão, embora árdua, foi uma bênção. Foi, acredito eu, como deveria ser: confessei meus pecados todos oralmente, o padre usou sua estola, ouviu atentamente a minha confissão, concedeu-me o perdão mediante a fórmula devida, e por fim prescreveu-me a penitência.. A certeza da reconciliação com Deus e com Sua Igreja, assim como a paz que advém dessa certeza, é algo inestimável! Louvado seja o santo nome do Senhor Jesus Cristo!

No dia 16 de dezembro de 2007, III Domingo do Advento, pela maravilhosa graça de Deus, por Sua infinita bondade e pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, fui admitido na plena comunhão da Igreja Católica, por meio da Profissão de Fé e da Primeira Comunhão. A cerimônia, rigorosamente de acordo com o que determina o RICA (Ritual de Iniciação Cristã de Adultos), foi singela, como eu também esperava que fosse. A alegria de poder dizer publicamente “Creio e professo tudo o que a santa Igreja católica crê, ensina e anuncia como revelado por Deus” foi indescritível, e a experiência da Primeira Comunhão também ficará para sempre na minha memória.

Por quanto tempo eu andei errante, seguindo tão-somente aquilo que eu achava que era a verdade?! Por quanto tempo eu acreditei que tinha o direito de julgar tudo e todos com base em critérios eminentemente subjetivos, isto é, em critérios que me pareciam serrazoáveis?! Nos últimos tempos, esse subjetivismo havia me levado a uma fé fria, em pouco ou em nada diferente de um humanismo ou de uma moralidade de feitio kantiano, uma deplorável mistura de relativismo e liberalismo teológicos que eu tentava mitigar professando exteriormente uma fé conservadora da qual intimamente eu duvidava.

Mas algo em mim não deixava meu intelecto em paz, algo me dizia que aquele estado de indefinição, de permanente suspensão de qualquer juízo definitivo, não poderia ser aquilo que Deus planejou para mim. A verdade não poderia ser uma meta inatingível, nem algo que cada um pudesse ou devesse estabelecer de acordo com o seu próprio arbítrio. Algo me dizia que eu estava perdido em meio às minhas elucubrações, mas eu não tinha forças para sair daquela areia movediça em que eu mesmo me coloquei. Às vezes parecia que eu tentava fazer como o Barão de Munchausen, ou seja, tentava sair do atoleiro puxando eu mesmo o meu próprio cabelo… Mas eu sabia, havia tempos, que a verdade deveria ser buscada em algo maior do que eu, em algo que não dependesse do arbítrio de nenhum ser humano e que não estivesse sujeito às intempéries do tempo. Eu já sabia que a verdade só poderia ser encontrada na Igreja, isto é, naquela Igreja fundada pelo próprio Deus em carne e osso (Nosso Senhor Jesus Cristo!), cuja chefia Ele confiou aos Apóstolos e especialmente a Pedro, os quais, por causa dessa incumbência especialíssima, deveriam ter seus legítimos sucessores. Mas o meu orgulho e a minha presunção impediam-me de admitir essa verdade, e por isso meu intelecto ficava se debatendo, pois eu sabia que a verdade só pode ser encontrada num único lugar, nesse lugar onde todo intelecto pode, enfim, repousar, nesse verdadeiro porto seguro, onde fé e razão podem se entrelaçar perfeitamente, onde não há espaço para voluntarismos, nem para subjetivismos ou relativismos. Enfim, eu sabia que a verdade, a mais sublime verdade, só pode ser encontrada na una, santa, católica e apostólica Igreja de Cristo, que Ele prometeu jamais abandonar e sobre a qual Ele disse que as portas do inferno jamais prevalecerão. Mas eu insistia em me apegar à minha débil razão, em achar que aquela esperança desesperada que eu chamava de fé era o máximo que eu poderia alcançar, e preferia ficar com esse arremedo de fé a abdicar do meu “bom senso” em favor de algo maior. E foi nesse estado que a graça divina me alcançou, foi desse lamaçal que Deus me resgatou.

Hoje eu não tenho palavras para descrever a felicidade que o fato de estar na verdadeira Igreja tem me proporcionado. Tudo o que eu quero é agradecer a Deus todos os dias da minha vida por essa bênção e procurar conhecer mais e mais a fé católica apostólica. Sei que muitos podem e poderão achar que essa é só mais uma “fase”, que assim como eu passei por outras igrejas, passarei também pela católica… Mas só pensa isso quem não sabe (ou se esqueceu) que a Igreja Católica não é uma igreja como outra qualquer, não é uma “opção” válida entre outras igualmente válidas. Quem se converte à Igreja Católica, ou nela permanece, pensando que o catolicismo é uma “opção” dentre outras (em vez de ser a verdade plena e definitiva), não conhece a fé que professa. E em meu íntimo eu já sabia que ser católico é algo muito sério, e também por isso eu vinha adiando minha decisão, até que a graça de Deus suplantou o meu medo e meu orgulho, de modo que eu abracei a fé católica com plena consciência do que isso significa, com a consciência de que essa é uma decisão para a vida toda. Eu sabia que, no dia em que me convertesse ao catolicismo, seria de uma vez para sempre.

Que Deus me dê a graça de perseverar até o fim. Que Ele não permita jamais que eu volte a seguir o meu próprio entendimento (Pv. 3,5), que não me deixe cair nessa tentação (pois sou homem e por isso estarei sempre sujeito a cair). Que eu nunca me esqueça de que sem Deus eu nada sou e nada posso fazer.

Quero agradecer publicamente ao meu irmão e amigo Marcus Pimenta, que suportou por anos a fio a minha petulância e a minha teimosia, em intermináveis debates por e-mail. Jamais esquecerei sua paciência e sua generosidade, meu irmão!
Agradeço também ao meu amigo e irmão Robson, companheiro do bacharelado ao mestrado em filosofia (hoje ele é doutorando e professor com uma brilhante carreira pela frente), com quem tive o prazer de conversar muitas vezes e que tenho a certeza de que rezou por mim.

Agradeço também à equipe do site Veritatis Splendor, especialmente os irmãos Alessandro Lima, Alexandre Semedo (a quem devo desculpas pelo tom ríspido dos últimos e-mails, de alguns anos atrás!) e Rafael Vitola Brodbeck, com os quais tive o privilégio de debater e com quem muito aprendi (e continuo a aprender!).

Agradeço ainda ao estimado irmão Marcelo Coelho, pela inestimável ajuda; ao prezado Yvan Eyer, com quem “briguei” muitas vezes pelo Orkut mas que também contribuiu, com sua inteligência e conhecimento, para esse passo tão importante; ao querido Joathas Bello, cristão exemplar e uma das pessoas mais íntegras e inteligentes que conheço; aos familiares e amigos da minha esposa em Belford Roxo (Baixada Fluminense), com quem tive (e espero continuar tendo!) a oportunidade de conhecer de perto o jeito católico de ser; e a todos os irmãos que, de uma forma ou de outra, me ajudaram e têm ajudado na caminhada até aqui. Que Deus abençoe grandemente todos vocês!

Enfim, agradeço à minha esposa, Osana, católica de berço, e que assim permaneceu até hoje. Ainda que não tenha influenciado diretamente no meu processo de conversão, ela certamente contribuiu com o seu comportamento, com sua simples presença ao meu lado, como que sempre a me lembrar da possibilidade de vir a me tornar católico. Também com ela eu comecei a aprender algo sobre o catolicismo, especialmente no que diz respeito à liturgia e ao calendário da Igreja. Com ela eu fui a várias missas, bem antes de me converter (missas nas quais a graça de Deus certamente já agia, ainda que silenciosamente). E com ela eu pude receber o meu primeiro sacramento católico, já que nos casamos na Igreja Católica.

Finalmente, quero agradecer a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, a quem toda a honra e toda a glória são devidas, e à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, pela maravilhosa intercessão em favor desse filho rebelde!

A todos, o meu cordial e fraterno abraço.

Marcos Monteiro Grillo


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* Igreja Busca diálogo com os ateus, afirma cardeal.

sexta-feira, maio 28th, 2010

Do Salão do Livro de Turim, na Itália, lugar “laico” por excelência, que neste ano dedicou muito espaço a temáticas de Igreja e religião, Gianfrancesco ravasi , presidente do Pontifício Conselho da Cultura, anuncia um novo projeto do Vaticano, destinado a uma nova forma de diálogo com os leigos.

“Estamos trabalhando para criar um departamento apropriado para isso no dicastério”, disse Dom Ravasi, às margens de um encontro lotado na Sala Gialla, onde deu uma palestra sobre o valor da memória, tema do salão 2010.

A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada em seu blog Oltretevere, 16-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Em um primeiro momento, temia não encontrar interlocutores, dada a crise que a Igreja está atravessando hoje”, disse o responsável do setor de Cultura do Vaticano. “Pelo contrário, quando fui a Paris, cidade laica por excelência, para uma série de primeiros colóquios nesse sentido, encontrei as portas abertas em templos da laicidade como a Sorbonne, a Unesco e a Academia Francesa”.

Segundo as próprias palavras do arcebispo, “o mundo laico, além de tudo, da questão – mesmo que real – da pedofilia entre os sacerdotes e dos diversos temas políticos, busca também o diálogo com a Igreja”. “É uma necessidade recíproca”, acrescentou o expoente do Vaticano: “A Igreja hoje está atravessando um momento muito difícil, que o Pontífice está enfrentando também com tomadas de posição importantes, como aquela recente com relação aos sacerdotes pedófilos. Ela é objeto de críticas ferozes, mas, paradoxalmente, está no centro de uma forte necessidade de diálogo. O mundo pede valores muito altos, tem interrogações complexas, às quais as religiões e a Igreja podem contribuir para se encontrar respostas”.

O projeto da Igreja de diálogo com os ateus será apresentado na Itália, e depois nos Estados Unidos, disse também Ravasi. E será articulado em torno dos temas centrais da era moderna, como o sentido do limite, o pós-vida, a transcendência, a salvação, a morte.

Ravasi também falou acerca do projeto neste domingo com as autoridades do Salão e com o prefeito de Turim, Sergio Chiamparino, que foi cumprimentá-lo e que se disse muito interessado. Na sua palestra, também divulgativa, Ravasi, falando sobre o tema da memória, afirmou: “É uma das categorias da experiência religiosa, enquanto representa a recuperação das próprias raízes. Mas não só. É também a busca dos valores permanentes na superação da fluidez das coisas. É uma categoria fundamental, não é uma comemoração, é uma busca dirigida a olhar para a frente”.

Assim, Ravasi citou Cesare Pavese, no seu “Mestiere di viverè”, quando dizia: “Quando um povo não tem o sentido forte do seu passado, ele se apaga. A juventude dos povos é a riqueza da velhice”. “A memória da qual falo – concluiu – não é uma memória convencional, retórica, como as de certas comemorações vazias, mas sim uma memória capaz de olhar para a frente, para o futuro”.

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* Chai Ling, Famosa líder chinesa se converte e conta seu testemunho.

sexta-feira, maio 28th, 2010

A única mulher líder nos protestos da Praça da Paz celestial, se converteu ao cristianismo e foi batizada.

No dia de seu batismo, ela explicou os motivos que a levaram ao cristianismo: sua incapacidade de mudar a China e a dor de ver tanta violência em seu país, não somente no campo de direitos humanos e democracia, mas, principalmente, pelos abortos provocados pela lei que ordena que se tenha apenas um filho, definida por ela como “um massacre diário, mil vezes pior que o da Praça da Paz Celestial e feito às claras”.

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O testemunho foi publicado na íntegra no site da ChinaAid (em inglês), no qual ela fala sobre os diversos encontros e dos amigos que colaboraram para que ela abraçasse o cristianismo. Chai Ling (foto) nasceu durante a Revolução Cultural, filha de soldados do Exército pela libertação do povo, na base nordeste da China. A conversão de Chai Ling é a mais recente entre as de diferentes líderes da Praça da Paz Celestial.

Durante os protestos na Praça da Paz Celestial em maio-junho de 1989, Chai Ling tinha 23 anos e estudava psicologia na Universidade de Beijing (Beishida). Ela era a única líder mulher, que previu com grande tristeza o triste fim do movimento democrático (“Haverá um banho de sangue”, disse ela em uma entrevista alguns dias antes de 4 de junho). Juntamente com outros 11 estudantes, ela fez um juramento que derramaria seu sangue pelo país, tendo como modelo os heróis chineses do passado, que cometeram suicídio para despertar o povo.

Depois do massacre, Chai Ling se tornou uma das 21 pessoas mais procuradas pela polícia chinesa. Com a ajuda de um grupo de budistas e organizações de Hong Kong, após um período escondida, ela conseguiu fugir para a França, e depois Estados Unidos. Morando em Boston, ela se formou em Economia em Harvard, e com seu marido, Robert Maggin Jr., criou uma empresa de software que emprega 300 pessoas. Ela nunca esqueceu seu juramento e sempre doava parte de sua renda para orfanatos e organizações chinesas.

As ameaças e as dificuldades a fizeram perder a esperança. “Apesar de todas as batalhas e sucessos, compreendi como sou pequena se comparada ao sistema. Como eu, uma simples cidadã, poderia enfrentar um sistema inteiro, com muitos recursos?”

Chai Ling não teve ensino religioso. “Na China, não podemos acreditar em Deus. ‘Deus’ foi classificado pelos líderes como o mal que os capitalistas usam para fazer lavagem cerebral nas pessoas. ‘Deus’ era uma palavra proibida em nossa sociedade. Como resultado, o amor de Deus também assustava. A sociedade estava repleta de ódio, desconfiança e medo.

Apoiada por seu marido, um cristão protestante, e alguns amigos que trabalham como voluntários contra o aborto, Chai Ling decidiu aceitar Cristo no dia 4 de dezembro de 2009. No dia 4 de abril, ela foi batizada. A fé na ressurreição de Cristo a deixa mais segura da “vitória em Deus” em meio às tribulações.

Em seu testemunho, Chai Ling demonstra compaixão pelos líderes chineses responsáveis pelo massacre: Ela disse que o perdão de Deus é tão completo que mesmo um dos criminosos que estava com ele na cruz, quando se arrependeu de seus pecados, recebeu a promessa feita por Cristo de levá-lo ao céu. “Se os líderes chineses soubessem que, não importa o que tenham feito, se eles se arrependerem, poderão receber o mesmo amor e perdão que todos nós recebemos. Qual é o presente que eles receberão? Liberdade para eles mesmos e para a China!”

Depois de lutar por ideias de igualdade e democracia, eles descobriram que só há razão em seu comprometimento com os direitos humanos se ele estiver baseado em Cristo. “Quando pensávamos que se iniciava um movimento democrático, gritávamos que todos os seres humanos são iguais. Agora, posso dizer isso com certeza, pois Deus nos criou iguais, segundo sua imagem e semelhança.”

Fonte: Gospel +

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+ AOS AMIGOS DO BLOG.

sexta-feira, maio 28th, 2010

Estou em Missao durante 11 dias na terra de morte de Rousseau (que interessante a vida, nao?) e estarei neste periodo com certas limitaçoes, inclusive de acentuaçao neste teclado…argh.

Para ter uma ideia, veja o que Rousseau pensava sobre Jesus Cristo:

Jesus não é Deus salvador, mas um homem prefeito mestre e modelo de nossa perfeição;o ser humano é herdeiro da divindade, essencialmente bom e, se educado de maneira adequada, pode manifestar essa bondade na sociedade; nenhuma alma será condenada eternamente, o inferno é um mito e só a misericórdia de Deus é verdadeira; não é necessária nenhuma instituição humana para intermediar a relação entre o homem e Deus, pois podemos vê-lo por toda parte, na natureza, e encontra-lo dentro de nós, falando-nos pela voz da consciência e pelo instinto inato de piedade pelo próximo.

Que tal?

Farei todo o possivel para atualizar nosso blog e os comentarios nao publicados serao respondidos assim que possivel.

Estou em missao junto a minha comunidade aqui na França mas estarei acompanhando pela internet esse Brasilzao querido e orando pelos amigos do Blog.

Caso sobreviva aos deliciosos paezinhos desta bela terra, estarei em breve de volta ao convivio Brazuca.

Shalom!

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* Na Inglaterra, se intensifica confronto entre Cristãos e o Estado.

quinta-feira, maio 27th, 2010

O confronto entre cristãos e o Estado se intensificou, com um tribunal da Inglaterra agora tendo sustentado a demissão de um psicólogo cristão que se recusou a dar conselho sobre intimidade sexual para casais homossexuais — uma decisão que o ex-arcebispo de Canterbury, Lorde Carey, denunciou como prelúdio para o “descontentamento social” entre cristãos e o governo laico.

Gary McFarlane, de 48 anos, um advogado de Bristol, pai de dois filhos, e evangélico, tinha trabalhado num emprego de tempo parcial como conselheiro psicológico na organização Relate por cinco anos.

Durante esse tempo, ele deu conselho para casais homossexuais que estavam resolvendo problemas básicos de relacionamento. Contudo, ele foi demitido de seu emprego em 2008 quando foi habilitado como conselheiro psicológico, pois ele disse que não poderia dar conselho sobre intimidade homossexual, já que isso violava sua consciência e convicções.

McFarlane tentou sem êxito desafiar a decisão de Relate de despedi-lo num tribunal de causas trabalhistas, argumentando que eles deveriam ter incorporado suas convicções religiosas.

Ele então recorreu ao Tribunal de Apelação da Inglaterra pedindo permissão para desafiar a decisão do tribunal.No entanto, Lorde Juiz John Laws rejeitou o pedido de McFarlane numa decisão estridente que argumentava que a lei não tinha responsabilidade nenhuma de proteger a expressão de consciência ou a convicção religiosa do indivíduo.

Laws deixou claro que o tribunal não via a legislação protegendo a consciência individual como justificável, chamando-a uma posição irracional que “é também polêmica, volúvel e arbitrária”.“A concessão de qualquer proteção legal de preferência a uma posição moral firme particular na base só de que é sustentada pelos adeptos de uma religião particular, por mais longa que seja sua tradição, por maior que seja sua cultura, é profundamente imoral”, disse Laws em sua decisão.“Numa constituição livre tal como a nossa deve-se fazer uma importante distinção entre a proteção legal do direito de ter e expressar uma convicção e a proteção legal da essência ou conteúdo dessa convicção”, decidiu o juiz. Laws disse que se a lei criasse isenções especiais para adeptos de uma convicção, então levaria a uma negação de direitos para o resto dos membros da sociedade, e levaria à “teocracia, que é inevitavelmente autocrática”.

“A lei de uma teocracia é ditada sem opção para o povo, não feita por seus juízes e governos”, escreveu Laws. “A consciência individual é livre para aceitar tal lei ditada, mas o Estado, se seu povo tiver de ser livre, tem o dever fatigante de pensar por si”.

Gary McFarlane lamentou a decisão dizendo: “Tenho a capacidade de dar serviços de aconselhamento para casais de mesmo sexo. Deveria haver concessões levadas em consideração pelas quais indivíduos como eu possam realmente evitar contradizer seus princípios cristãos defendidos com firmeza”.

Lorde Carey atacou a lei, dizendo que o fato de que líderes da Igreja da Inglaterra e outras religiões têm se sentido compelidos a intervir em casos de tribunais envolvendo discriminação contra cristãos e seus pontos de vista “mostra que um futuro de descontentamento social” está vindo para o Reino Unido.“Evidentemente, a demissão de um cristão sincero de um emprego é apenas um passo curto para barrar a contratação de qualquer cristão”, disse Carey.

Carey denunciou o veredicto, dizendo que “continua uma tendência por parte dos tribunais de minimizar o direito de crentes religiosos de manifestarem sua fé no que se tornou uma colisão profundamente desagradável de direitos humanos”.“A descrição de fé religiosa em relação à ética sexual como ‘discriminatória’ é bruta e revela uma falta de sensibilidade para com a convicção religiosa”, ele continuou.“A comparação de um cristão, de fato, com um ‘fanático’ (por exemplo, uma pessoa com uma aversão irracional a homossexuais) exige mais questionamentos. É evidência adicional de uma atitude zombeteira para com o Cristianismo e seus valores”.

Contudo, o arcebispo também disse que a decisão de Laws suprimia o pluralismo britânico, em vez de incentivá-lo, pois o Estado está impondo valores seculares, em vez de adotar uma posição neutra que permitiria que todos os indivíduos de todas as religiões vivessem suas convicções livremente.“Essa decisão está proclamando um Estado ‘secular’, em vez de um Estado ‘neutro’. E embora por um lado a decisão busque proteger o direito de crentes religiosos de ter e expressar sua fé, por outro tira esses mesmos direitos. Diz que a demissão de crentes religiosos em recentes casos não era uma negação de seus direitos, muito embora convicções religiosas não possam ser separadas de sua expressão em todas as áreas da vida do crente. Estranhamente, o juiz não lida com o argumento de que direitos têm de ser sustentados na balança e ele evidentemente está indiferente ao fato de que os crentes religiosos são negativamente afetados por essa decisão e outras”.A negação dos direitos dos cristãos no Reino Unido continua rapidamente sob as leis anti-discriminação introduzidas pelo governo trabalhista. Nos vários anos passados numerosos relatos de cristãos perdendo seus empregos ou até mesmo sendo presos simplesmente por expressarem suas convicções morais cristãs têm se tornado públicos — casos que parecem chocantes à luz do aniversário de 70 anos este ano do famoso discurso “Finest Hour” de Winston Churchill da 2ª Guerra Mundial.O famoso primeiro ministro britânico havia unificado o povo britânico às vésperas da Batalha da Bretanha em junho de 1940 dizendo: “A sobrevivência da civilização cristã depende desta batalha”. Ele avisou que se eles fracassem, “tudo o que temos conhecido e amado afundará no abismo de uma nova Era das Trevas, mais sinistra e talvez mais prolongada, pelas luzes da ciência pervertida”.

Notícias pro familia

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* Católicos reclamam de preconceito em concurso.

quinta-feira, maio 27th, 2010

O preconceito supõe um conceito fechado e anterior.É Injusto.

O preconceito supõe um conceito fechado e anterior.É Injusto.

Gazeta do Povo

Profissionais de saúde no Rio precisaram responder a questão que ligava catolicismo à possibilidade de contrair doenças venéreas

Um concurso público está no centro de uma polêmica envolvendo acusações de preconceito religioso no Rio de Janeiro.

No dia 16, cerca de 6,8 mil profissionais da saúde – médicos, dentistas, enfermeiros e farmacêuticos – disputaram 330 vagas no Programa Saúde da Família pela Organização Social Viva Comunidade, em uma seleção organizada pela Fundação Ceperj.

Segundo grupos católicos, a prova associa o catolicismo à vulnerabilidade a doenças sexualmente transmissíveis. O protesto contra o concurso inclui abaixo-assinados realizados em várias paróquias do Rio.

A estudante de Enfermagem Marcela Chagas chegou a se inscrever no concurso, mas não conseguiu fazer a prova. No dia seguinte, buscou o teste na internet. “A letra c) foi a primeira que descartei, achei que a resposta certa era a letra e). Fiquei revoltada, isso é uma falta de respeito com as mulheres católicas”, diz.

“Estado laico não significa ditadura da minoria, e nem tomada de posição contra denominações religiosas”, acrescenta Mário Dias de Oliveira, coordenador do Instituto Juventude pela Vida e um dos responsáveis pela mobilização contra o concurso.

Preservativo

A Ceperj, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que, como o gabarito ainda é provisório, não pode esclarecer os motivos pelos quais a alternativa c) foi considerada correta. “Essa questão não passa de uma crítica à posição da Igreja Católica a respeito do preservativo”, afirma Oliveira. Como a Igreja condena o uso do preservativo, a transmissão de DSTs seria, então, facilitada. Mas, segundo o padre De­­métrio Gomes, diretor do Instituto Filosófico e Teológico do Seminá­rio São José, de Niterói, pensar assim é simplificar a moral sexual católica. “Nenhu­ma mu­­lher é obrigada a ter relações sexuais com o marido se ele estiver fora de si ou recorrer à vio­­lência. Nem quando há a possibilidade real de transmissão de doenças como aids e sífilis”, explica.

A reportagem da Gazeta do Povo mostrou a questão ao presidente da Associação de Gine­­cologia e Obstetrícia do Paraná (Sogipa), Hamil­ton Jú­­lio, que na ocasião es­­tava com outros cinco colegas. “Ne­­nhum de nós teria optado pela alternativa c), teríamos marcado uma das duas úl­­timas opções”, diz. Júlio explica que o exame colpocitológico, mais conhecido como papanicolau, serve para detectar o câncer de colo do útero. “No en­­tanto, por meio do recolhimento de material também é possível encontrar fungos ou bactérias característicos das DSTs”, acrescenta.

A Ceperj informou ainda que os recursos solicitando revisões do gabarito do concurso fo­­ram enviados ontem a uma banca, mas não é possível dizer se houve recursos contra a questão 14. Outra possibilidade é a anulação da questão, com todos os candidatos recebendo a pontuação. O gabarito definitivo será divulgado nesta semana.

Veja essa entrevista com Olavo de Oliveira sobre esse assunto:

O senhor já dis­se que “o único preconceito aceito pelos ‘inteligentes’ é o preconceito contra o catolicis­mo”. Como isso se dá na prática?

Quem fez essa pergunta do concur­so é um tipo desses “inteligentes”: pessoas de repertório médio, que confundem estereótipos da esquer­da com história (por culpa dos inte­lectuais que submetem o ensino à militância), que atuam em suas áreas (psicologia social, ciên­cias sociais, pedagogia) como pro­fetas de um mundo melhor, e mui­tas vezes alçam postos na determi­nação de políticas públicas. Neste quadro, é fácil haver preconceito contra a Igreja Católica porque ela é identificada, por ignorantes que são, como a “grande malvada” da histó­ria. A própria ideia de que exista uma “malvada” já revela a infan­ti­lidade da visão de mundo. É a influência marxista totali­tá­ria em ação.

Como foi que minorias conse­guiram se impor a ponto de qualquer um pensar duas vezes antes de falar ou pu­bli­car algo contra esses grupos?

Filosoficamente, foi graças a Rous­seau e sua tese de que os pobres são mais próximos do estado de natu­reza, menos corruptos, daí a ideia de excluídos como representantes da pureza. Esse traço marca a raiz jaco­bina da democracia moderna as­sociada ao próprio fracasso do mar­xismo clássico em questionar o ca­pi­tal – por exemplo, tudo que os gays querem é passear de mãos dadas no shopping, comprar juntos e desfilar roupas “chique cabeça” em reunião de pais e mestres; logo, “uma revolução conservadora”. Quanto ao medo de enfrentá-los, trata-se da raiz totalitária que habi­ta a demo­cracia porque é humana: quando tenho o poder, quero na verdade calar todo mundo. É uma farsa.

Por que os católicos, sendo maioria, não têm tanto poder de mobilização ou não conseguem ser tão ouvidos?

Toda maioria, católica ou não, tende a ser desorgani­zada e ignorante, ten­de à inércia de quem confunde nú­mero com qualidade. No caso cató­lico, além disso, a Igreja é, no imagi­nário da multidão (e, como toda mul­­tidão, infantil), a “malvada da história”.

Grande parte dos cató­li­cos tem ver­gonha de sê-lo; os padres são, em sua maioria, mal formados e alvo de dúvidas e escândalos; os católicos viraram um gigante bobo e sem coragem de enfrentar uma socieda­de fincada no ódio ao que a Igreja supostamente representa: um mundo a ser superado. (MAC)

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* Porque não sou Protestante? Responde-nos Dom Estêvão Bettencourt.

quinta-feira, maio 27th, 2010

Qual dos caminhos é o certo?

Qual dos caminhos é o certo?

São sete as razões principais pelas quais não sou protestante:

1. Somente a Bíblia…

Os protestantes afirmam que seguem a Bíblia como norma de fé. Acontece, porém, que a Bíblia utilizada por todos os protestantes é uma só; em português, vem a ser a tradução de Ferreira de Almeida. Por que então não concordam entre si no tocante a pontos importantes (ver nº 2 adiante)? E por que não constituem uma só comunidade cristã, em vez de serem centenas e centenas de denominações separadas (e até hostis) entre si?

A razão disto é que, além da Bíblia, seguem outra fonte de fé e disciplina… fonte esta que explica as divergências do Protestantismo.

Tal fonte, chamamo-la Tradição oral; é esta que dá vida e atualidade à letra do texto. A tradição oral do Catolicismo começa com Cristo e os Apóstolos, ao passo que as tradições orais dos protestantes começam com Lutero (1517), Calvino (1541), Knox (1567), Wesley (1739), Joseph Smith (1830)…

Entre Cristo e os Apóstolos, de um lado, e os fundadores humanos das denominações protestantes, do outro lado, não há como hesitar: só se pode optar pelos ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos, deixando de lado os “profetas” posteriores.

Notemos que o próprio texto da Bíblia recomenda a Tradição oral, ou seja, a Palavra de Deus que não foi consignada na Bíblia e que deve ser respeitada como norma de fé. Os autores sagrados não tiveram, em vista expor todos os ensinamentos de Jesus, como eles mesmos dizem:

“Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se teriam de escrever” (Jo 21,25, cf. 1 Ts 2,15).

“Muitos outros prodígios fez ainda Jesus na presença dos discípulos, os quais não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome (Jo 20,30s).

São Paulo, por sua vez, recomenda os ensinamentos que de viva voz nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração a geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia: “Sei em quem acreditei.. Toma por norma as sãs palavras que ouviste de mim na fé e no amor do Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós” (2Tm 1, 12-14).

Neste texto vê-se que o depósito é a doutrina que São Paulo fez ouvir a Timóteo, e que Paulo, por sua vez, recebeu de Cristo. Tal é a linha pela qual passa o depósito: Cristo -> Paulo -> Timóteo

A linha continua… conforme 2Tm 2,2:

“O que ouviste de mim em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de o ensinar ainda a outros”.
Temos então a seguinte sucessão de portadores e transmissores da Palavra: O Pai -> Cristo -> Paulo (Os Apóstolos) -> Timóteo (Os Discípulos imediatos dos Apóstolos) -> Os Fiéis -> Os outros Fiéis

Desta forma a Escritura mesma atesta a existência de autênticas proposições de Cristo a ser transmitidas por via meramente oral de geração a geração, sem que os cristãos tenham o direito de as menosprezar ou retocar. A Igreja é a guardiã fiel dessa Palavra de Deus oral e escrita.

Dirão: mas tudo o que é humano se deteriora e estraga. Por isto a Igreja deve ter deteriorado e deturpado a palavra de Deus; quem garante que esta ficou intacta através de vinte séculos na Igreja Católica?

Quem o garante é o próprio Cristo, que prometeu sua assistência infalível a Pedro e as luzes do Espírito Santo a todos os seus Apóstolos ou à sua Igreja; ver Mt 16, 16-18; Lc 22,31s; Jo 21,15-17; Jo 14, 26; 16,13-15.

Não teria sentido o sacrifício de Cristo na Cruz se a mensagem pregada por Jesus fosse entregue ao léu ou às opiniões subjetivas dos homens, sem garantia de fidelidade através dos séculos. Jesus não pode ter deixado de instituir o magistério da sua Igreja com garantia de inerrância.

2. Contradições

0 fato de que não seguem somente a Bíblia, explica as contradições do Protestantismo:

Algumas denominações batizam crianças; outras não as batizam;
Algumas observam o domingo; outras, o sábado;
Algumas têm bispos; outras não os têm;
Algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação (congregacionalistas);
Algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo – o que para elas é essencial. Outras não se preocupam com isto.
Vê-se assim que a Mensagem Bíblica é relida e reinterpretada diversamente pelos diversos fundadores dos ramos protestantes, que desta maneira dão origem a tradições diferentes e decisivas.

Ademais, todos os protestantes dizem que a Bíblia contém 39 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento, baseando-se não na Bíblia mesma (que não define o seu catálogo), mas unicamente na Tradição oral dos judeus de Jâmnia reunidos em Sínodo no ano 100 d.C.;

Todos os protestantes afirmam que tais livros são inspirados por Deus, baseando-se não na Bíblia (que não o diz), mas unicamente na Tradição oral.
Onde está, pois, a coerência dos protestantes?

Pelo seu modo de proceder, afirmam o que negam com os lábios; reconhecem que a Bíblia não basta como fonte de fé. É a Tradição oral que entrega e credencia a Bíblia.

3. Afinal a Bíblia… Sim ou Não?

Há passagens da Bíblia que os fundadores do Protestantismo no século XVI não aceitaram como tais; por isto são desviadas do seu destino original muito evidente:
a. A Eucaristia… Jesus disse claramente: “Isto é o meu corpo” (Mt 26,26) e “Isto é o meu sangue” (Mt 26,28).

Em Jo 6,51 Jesus também afirma: “O pão que eu darei, é a minha carne para o mundo”. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha came é verdadeiramente uma comida e o meu sangue verdadeíramente uma bebida”.

Apesar disto, os protestantes não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação! (Jo 21,17).

Se assim é, por que é que “os seguidores da Bíblia” não aceitam a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrados?

b. Jesus disse ao Apóstolo Pedro: “Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta Pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18).
Disse mais a Pedro: “Simão, Simão… eu roguei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. E tu, voltando-te, confirma teus irmãos” (Lc 22,31s).
Ainda a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15).
Apesar de tão explícitas palavras de Jesus, os protestantes não reconhecem o primado de Pedro! Por que será?

c. Jesus entregou aos Apóstolos a faculdade de perdoar ou não perdoar os pecados – o que supõe a confissão dos mesmos para que o ministro possa discernir e agir em nome de Jesus:

“Recebei o Espiríto Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não os perdoardes, não serão perdoados” (Jo 20,22s).

d. Jesus disse que edificaria a sua Igreja (”a minha Igreja”, Mt 16,18) sobre Pedro. As denominações protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley… Antes desses fundadores, que são dos séculos XVI e seguintes, não existia o Luteranismo, o Calvinismo (presbiterianismo), o Metodismo, o Mormonismo, o Adventismo… Entre Cristo e estas denominações há um hiato… Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.

e. 0 Apóstolo São Paulo, referindo-se ao seu elevado entendimento da mensagem cristã, recomenda a vida una ou indivisa para homens e mulheres: “Dou um conselho como homem que, pela misericórdia do Senhor, é digno de confiança… 0 tempo se fez curto. Resta, pois, que aqueles que têm esposa, sejam como se não a tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; aqueles que se regozijam, como se não se regozijassem; aqueles que compram, como se não possuíssem; aqueles que usam deste mundo, como se não usassem plenamente. Pois passa a figura deste mundo. Eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido” (1Cor 7,25-34).

Ora os protestantes nunca citam tal texto quando se referem ao celibato e à virgindade consagrada a Deus. É estranho, dado que eles querem em tudo seguir a Bíblia.

4. Esfacelamento

Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20); prometeu também aos Apóstolos o dom do Espírito Santo para que aprofundassem a mensagem do Evangelho (cf. Jo 14,26; 16,13s).

Não obstante, os protestantes se afastam da Igreja assim assistida por Cristo e pelo Espírito Santo para fundar novas “igrejas”. São instituições meramente humanas, que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais; empobrecem e pulverizam sempre mais a mensagem do Evangelho, reduzindo-a: Ora a sistema de curas (curandeirismo), milagre serviço ao homem (Casa da Bênção, Igreja Socorrista, Ciência Cristã…);

Ora a um retorno ao Antigo Testamento, com empalidecimento do Novo; assim os ramos adventistas…; Ora a um prelúdio de nova “revelação”, que já não é cristã. Tal é o caso dos Mórmons; tal é o caso das Testemunhas de Jeová, que negam a Divindade de Cristo, a SS. Trindade e toda a concepção cristã de história.

5. Deterioração da Bíblia

0 fato de só quererem seguir a Bíblia (que na realidade é inseparável de Tradição oral, que a berçou e a acompanha), tem como consequência o subjetivismo dos intérpretes protestantes. Alguns entram pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados dilapidadores ou roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur…). Outros preferem adotar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas, o que distorce, de outro modo, a genuína mensagem bíblica.

Isto acontece, porque faltam ao Protestantismo os critérios da Tradição (”o que sempre, em toda a parte e por todos os fiéis foi professado”), critérios estes que o magistério da Igreja, assistido pelo Espírito Santo, propõe aos fiéis e estudiosos, a fim de que não se desviem do reto entendimento do texto sagrado.

6. Mal-Entendidos

Quem lê um folheto protestante dirigido contra as práticas da Igreja Católica (veneração, não adoração das imagens, da Virgem Santíssima, celibato…), lamenta o baixo nível das argumentações: são imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; não raro baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos.

As dificuldades assim levantadas pelos protestantes dissipam-se desde que se estudem com mais precisão a Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo.

Vê-se então que as expressões da fé e do culto da Igreja Católica não são senão o desabrochamento homogêneo das virtualidades do Evangelho; sob a ação do Espírito Santo, o grão de mostarda trazido por Cristo à terra tornou-se grande árvore, sem perder a sua identidade (cf. Mt 13,31 s); vida é desdobramento de potencialidades homogêneo. Seria falso querer fazer disso um argumento contra a autenticidade do Catolicismo. Está claro que houve e pode haver aberrações; estas, porém, não são padrão para se julgar a índole própria do Catolicismo.

A dificuldade básica no diálogo entre católicos e protestantes está nos critérios da fé. Donde deve o cristão haurir as proposições da fé: da Bíblia só ou da Bíblia e da Tradição oral?

Se alguém aceita a Bíblia dentro da Tradição oral, que lhe é anterior, a berçou e a acompanha, não tem problema para aceitar tudo que a Palavra de Deus ensina na Igreja Católica, à qual Cristo prometeu sua assistência infalível.
Mas, se o cristão não aceita a Palavra de Deus na sua totalidade oral e escrita, ficando apenas com a escrita (Bíblia), já não tem critérios objetivos para interpretar a Bíblia; cada qual dá à Escritura o sentido que ele julga dever dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a Mensagem Revelada. A letra como tal é morta; é a Palavra viva que dá o sentido adequado a um texto escrito.

7. Menosprezo da Igreja

Jesus fundou sua Igreja e a entregou a Pedro e seus sucessores. Sim, Ele disse ao Apóstolo: “Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus, e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18s).

Notemos: Jesus se refere à sua Igreja (Ele só tem uma Igreja) e Ele a entregou a Pedro… A Pedro e a seus sucessores, pois Pedro é o fundamento visível (”sobre essa pedra edificarei…”); ora, se o edifício deve ser para sempre inabalável, o fundamento há de ser para sempre duradouro; esse fundamento sólido não desapareceu com a morte de Pedro, mas se prolonga nos sucessores de Pedro, os Papas.

Ora, Lutero e seus discípulos desprezaram a Igreja fundada por Jesus, e fundaram (como até hoje ainda fundam) suas “igrejas”. Em consequência, cada “igreja” protestante é uma sociedade meramente humana, que já não tem a garantia da assistência infalívei de Jesus e do Espírito Santo, porque se separou do tronco original.

A experiência mostra como essas “igrejas” se contradizem e ramificam em virtude de discórdias e interpretações bíblicas pessoais dos seus fundadores; predomina aí o “eu acho” dos homens ou de cada “profeta” de denominação protestante.

Mas… as falhas humanas da Igreja não são empecilho para crer?
Em resposta devemos dizer que o mistério básico do Cristianismo é o da Encarnação; Deus assumiu a natureza humana, deixou-se desfigurar por açoites, escarros e crucificação, mas desta maneira quis salvar os homens. Este mistério se prolonga na Igreja, que São Paulo chama “o Corpo de Cristo” (Cl 1,24; 1Cor 12,27). A Igreja é humana; por isto traz as marcas da fragilidade humana de seus filhos, mas é também divina; é o Cristo prolongado; por isto os erros dos homens da Igreja não conseguem destrui-la; são, antes, o sinal de que é Deus quem vive na Igreja e a sustenta.
Numa palavra, o cristão há de dizer com São Paulo: “A Igreja é minha mãe” (cf. Gl 4,26). Ao que São Cipriano de Cartago (+258) fazia eco, dizendo: “Não pode ter Deus por Pai quem não tem a Igreja por Mãe” (”Sobre a Unidade de Igreja”, cap. 4).

Conclusão

A grande razão pela qual o Protestantismo se torna inaceitável ao cristão que reflete, é o subjetivismo que o impregna visceralmente. A falta de referenciais objetivos e seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo (cf. Jo 14,26; 16,13s), é o principal ponto fraco ou o calcanhar de Aquiles do Protestantismo. Disto se segue a divisão do mesmo em centenas de denominações diversas, cada qual com suas doutrinas e práticas, às vezes contraditórias ou mesmo hostis entre si.

0 Protestantismo assim se afasta cada vez mais da Bíblia e das raízes do Cristianismo (paradoxo!), levado pelo fervor subjetivo dos seus “profetas”, que apresentam um curandeirismo barato (por vezes, caro!) ou um profetismo fantasioso ou ainda um retorno ao Antigo Testamento com menosprezo do Novo.

Esta diluição do Protestantismo e a perda dos valores típicos do Cristianismo estão na lógica do principal fundador, Martinho Lutero, que apregoava o livre exame de Bíblia ou a leitura da Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjetiva de cada crente; cada qual tira das Escrituras “o que bem lhe parece ou lhe apraz”!

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* Esfaqueiam imagem da Virgem de Guadalupe em igreja católica na Califórnia.

quarta-feira, maio 26th, 2010
A imagem profanada da Virgem de Guadalupe na Igreja Santa Rosa de Lima em Maywood (foto: departamento de polícia de Maywood)

Desconhecidos irromperam na Igreja Santa Rosa de Lima na localidade de Maywood e a profanaram cravando uma faca em uma imagem da Virgem do Guadalupe e ademais escreveram 666 com molho de tomate nas paredes, defecaram no auditório paroquial e sacudiram tudo em seu trajeto.

A respeito disto o Pe. David Velásquez assinalou que “estamos tristes pelo que ocorreu, mas mais que pelo dano que causaram, estamos preocupados com a agressão ao coração destas pessoas. Acredito que estas ações refletem o que acontece em seus corações (dos vândalos)”.

O sacerdote indicou também que os desconhecidos “destruíram a imagem de Jesus e da Virem Maria no hall da paróquia” que convoca majoritariamente latinos. “Fizeram um desastre nas instalações”, denunciou o Pe. Velásquez.

Um dos paroquianos, Humberto Herrera, condenou esta agressão e comentou que “me incomodo porque esta é minha igreja. Não posso acreditar que alguém possa fazer algo assim”.

O departamento de polícia assinala a respeito que “o vandalismo foi de uma natureza terrível. De fato é consistente com o que poderia chamar um crime de ódio”.

O capitão Herb Aguirre explicou que até o momento não encontraram com os suspeitos desta deplorável ação que poderia ter sido realizada no domingo de noite ou na segunda-feira cedo pela manhã. Entretanto o policial indicou que os responsáveis foram gravados pelas câmaras de segurança e o que falta agora é identificá-los.

ACI

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* Participe deste trabalho de pesquisa.

quarta-feira, maio 26th, 2010

Amigos leitores do blog do Carmadélio,

Shalom!

Estou fazendo uma Pós Graduação em Jornalismo Digital e, como produção de conhecimento, valendo nota, preciso fazer uma pesquisa científica que tenha um objeto empírico dentro das redes sociais.

Então, escolhi como objeto de estudo o Blog do Carmadélio.

Para que eu consiga fazer a pesquisa, peço, encarecidamente, a cada um de vcs para responderem as perguntas abaixo e mandarem as respostas para o meu e-mail: rochajosefa@hotmail.com Se for possivel, até amanhã(27/05) às 20 hs:

1.Qual seu nome completo e grau de escolaridade?

2.Vc acessa a internet por meio de um computador público ou de um computador pessoal?

3.Qto tempo, em média, por dia, vc acessa à internet?

4.Como vc tomou conhecimento da existência deste Blog?

5.Com que frequencia vc lê o blog?

6.Vc sempre lê e comenta ou somente o lê?

6.O que leva vc a postar comentário?

7.A leitura dos textos publicados no blog e os comentários feitos pelo moderador  tem acrescentado conhecimento para vc?

8.E o que vc diz dos comentários postados pelos outros leitores?

Desde já, agradeço a cada um que responder às perguntas e peço a Deus que derrame as graças de que cada um necessita para ser sempre mais aquilo que Ele quer!

***

Quem puder ajudar e participar.. Não custa nada para nós e dará uma força para nossa irmã.

Carmadélio

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