Por Arquivo junho, 2010

* Famoso cantor de forró se converte e testemunha em show. Veja vídeo.

quarta-feira, junho 30th, 2010
Felipão, por causa de um fã após um show, muda de vida e se converte.

Felipão, por causa de um fã após um show, muda de vida e se converte.

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* Premiê Islandesa,67 anos, “casa” com parceira. É a primeira chefe de governo nacional a ter parceira do mesmo sexo.

quarta-feira, junho 30th, 2010

G1

A primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdardottir, se casou com sua parceira de muitos anos, disse seu gabinete na segunda-feira (28), fazendo dela a primeira chefe de governo nacional a ter um cônjuge do mesmo sexo.

Sigurdardottir, de 67 anos, se casou com a escritora Jonina Leosdottir no domingo, no mesmo dia em que entrou em vigor a lei que define o casamento como a união consensual entre dois adultos, independentemente do gênero.

As duas há anos já tinham uma união civil, que foi transformada em casamento graças à nova lei, aprovada neste mês no Parlamento. A nova lei foi celebrada com um serviço religioso no domingo, que também foi o dia internacional dos direitos dos homossexuais.

Johanna Sigurdardottir, premiê da Islândia, em foto de  arquivo.Johanna Sigurdardottir, premiê da Islândia, em foto de arquivo. (Foto: AP)

O gabinete da primeira-ministra disse que ela enviou à congregação uma mensagem dizendo que a nova lei foi motivo de celebração para todos os islandeses, e acrescentou: “Hoje tirei partido desta nova legislação.”

A Igreja Estatal Luterana há muito tempo se divide sobre a questão do casamento homossexual, e o congresso da Igreja em abril apoiou sem unanimidade a nova lei. O bispo da Islândia pediu aos pastores que respeitassem a nova lei.

Sigurdardottir, que tem filhos de um casamento heterossexual anterior, é a única homossexual entre os chefes de governo (primeiros-ministros e presidentes) do mundo.

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* Corte Européia estabelece que negar “matrimônio” homossexual não viola direitos humanos.

quarta-feira, junho 30th, 2010

A Corte Européia dos Direitos humanos com sede em Estrasburgo sentenciou que os países da UE que não permitam o “matrimônio” de pessoas do mesmo sexo não estão violando os direitos destes cidadãos.

Em uma sentença a favor da Áustria, adotada com quatro votos a favor e três em contra, a Corte se pronunciou sobre o recurso apresentado por dois austríacos, Horst Michael Schalk e Johann Franz Kopf, aos quais as autoridades negaram a permissão para contrair matrimônio no ano 2002. A Áustria aprovou as bodas homossexuais no 1º de janeiro de 2010, oito anos depois do processo apresentado pelo casal.

Os cidadãos alegaram que tinha sido violado seu direito a contrair matrimônio, segundo a Convenção Européia dos Direitos humanos. Entretanto, este tratado de 1950 só garante como direito fundamental o matrimônio entre um homem e uma mulher.

A Corte aceitou as razões apresentadas pela Áustria e especificou que os Estados não estão obrigados, em base à Convenção Européia dos Direitos humanos, a conceder o acesso ao matrimônio aos casais do mesmo sexo.

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* Kaká e Ashton Kutcher: “Homens de verdade não compram garotas!”

quarta-feira, junho 30th, 2010

Enquanto defende a seleção na Copa do mundo, Kaká também atua fora de campo. O camisa 10 do Brasil manifestou seu apoio a uma campanha contra a prostiuição, promovida pelo ator de Hollywood Ashton Kutcher. O meia postou uma foto em seu perfil no Twitter, nesta terça-feira.

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Na imagem, Kaká aparece vestindo uma camisa da seleção brasileira com seu nome e número, além de uma placa com a seguinte mensagem: “Real men don’t buy girls!!”, que, em inglês, significa “Homens de verdade não compram garotas!!”

No início do mês, Ashton Kutcher compareceu ao lançamento de de seu novo  filme ao lado de Demi Moore, sua mulher, e posou com um cartaz no qual continha a mesma mensagem.

Fonte: Globo Esporte

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* Nepal vive momento excelente para sua evangelização.

quarta-feira, junho 30th, 2010

“Esta é uma época favorável para a missão no Nepal.

Atualmente, há o kairòs para evangelizar. Convidamos as congregações religiosas do mundo todo a mandarem novos missionários ao Nepal”: foi o que disse em conversa com a Agência Fides pe. Pius Perumana, pró-Vigário Apostólico do Nepal, ao contar sobre a realidade do país, que vive um momento de transição política e social. “Nesta fase de acomodação da vida pública do país –conta – há espaços novos para a missão.

A Igreja católica tem o dever de explorá-los, de se fazer presente com uma proposta autêntica e coerente do Evangelho”.

Na comunidade católica (8.000 fiéis), os batismos continuam a aumentar: “São cerca de 500 batizados por ano e isso é um sinal positivo. Mas também é verdade que o proselitismo das denominações Protestantes (que são 2 milhões no país) gera 100 mil conversões por ano.

A missão da Igreja católica pode ser mais incisiva. Por isso, convidamos no Nepal sacerdotes, leigos e missionários para trabalharem na vinha do Senhor.

O Nepal é, atualmente, um campo para se semear o Evangelho. A Igreja está cada vez mais empenhada na sociedade e recebe pedidos para abrir novas escolas. Há também um despertar das vocações locais: hoje, temos 8 seminaristas nepaleses e outros 4/5 estudantes”, disse à Fides pe. Perumana.

Os novos espaços e as novas oportunidades, explica o pró-Vigário, dependem do fato de que “muitos cidadãos nepaleses se diziam hindus, uma vez que o Nepal era um reino que tinha o hinduísmo como religião de estado. Atualmente, no entanto, muitos escolhem livremente a sua crença: o cristianismo, o islã, os cultos tradicionais”.

“Atualmente, a missão está aberta. Percebemos, e é cada vez mais evidente, que os nepaleses estão prontos para aceitar Cristo. Urge uma pregação aberta, é preciso convidar as pessoas a participarem de encontros de oração. Em Godawari, abrimos recentemente um Centro de Oração e muitos estão interessados: precisam, no entanto, de um estímulo, de uma chama. A Palavra de Deus é poderosa, ela promove curas, milagres e conversão dos corações”.

Pe. Pius continua: “Vimos recentemente  a conversão de um maoísta que veio pedir para conhecer Cristo. Depois adoeceu, foi internado num hospital. A comunidade católica fez com que ele sentisse a sua proximidade, solidariedade e oração. Depois de um período de provação e sofrimento, pediu para ser batizado e está seguindo o caminho de catecumenato”.

Na atual fase política de transição, a Assembleia constituinte, após dois anos de trabalhos, tem ainda mais um ano para redigir a Constituição. Na nova Carta, os fiéis em Cristo pedem “que seja reconhecido o pleno direito e a plena liberdade religiosa, com a possibilidade de se construir igrejas, seminários, cemitérios”, observa pe. Pius. “O Senhor nos dá hoje a oportunidade e a liberdade de ser um país laico. Precisamos, assim, de ‘novos agentes’ para evangelizar”, conclui.

Agência Fides

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* Dependência do computador afasta crianças e adolescentes do mundo real.

quarta-feira, junho 30th, 2010
Roberta Pennafort – O Estado de S.Paulo

Aos doze anos, Derek era um menino a quem o pai, William, considerava normal: aluno regular, com amigos na vizinhança, que jogava futebol e passeava com a família. Na passagem para os treze, mudou. Não pisa mais na rua e só quer ficar diante do computador. Quando avistam William, os outros garotos perguntam “E aí, cadê o vício?” As crianças perceberam o que Derek se recusa a ver: ele tem uma relação de dependência com o computador, jogando por oito horas diárias.

O menino evita qualquer atividade que o faça desgrudar da tela, até mesmo ir ao banheiro e comer. “O jogo virou prioridade na vida dele. Estamos num beco sem saída”, conta William, técnico em refrigeração que, como a mulher, passa o dia fora.

Preocupado, o casal levou Derek à Santa Casa de Misericórdia do Rio, que montou o primeiro serviço do País especialmente voltado a crianças e adolescentes viciados em jogos e internet. “Abrimos as inscrições e em um mês 50 pessoas apareceram”, conta o psiquiatra Gabriel Bronstein, coordenador do núcleo.

Das 50, dez foram diagnosticadas como dependentes, e estão fazendo sessões de terapia. Uma nova triagem deve ser feita no segundo semestre. Quem tiver ansiedade, depressão, transtorno de déficit de atenção ou outra comorbidade receberá tratamento – em muitos casos há ligação entre a dependência e uma condição pré-existente.

Antes de conhecer o Mu, jogo com cavaleiros, feiticeiros e gladiadores, Derek não destoava de seus pares. Quando perceberam que a dedicação estava excessiva, os pais vetaram o computador. Ele revoltou – e começou a passar as tardes na lan houve. “Ele deixava de comprar merenda para ir a lan house, e emagreceu”, conta o pai.

Derek não gosta mais dos fins de semana e feriados – é quando os pais ficam em casa e regulam a rotina. Ele não percebe o exagero. “Não acho muito tempo.”

Lucas, de 15 anos, outro que passa oito horas conectado, e que também foi levado à Santa Casa, pensa como ele. “O jogo não me prejudica em nada.” O menino resistiu a ser levado ao psiquiatra. “Isso é para quem tem parafuso a menos.” O que fascina Lucas são os jogos de combate. A mãe, a enfermeira Patrícia, se preocupa com o fato de ele deixar de se relacionar com o mundo real. “Ele está isolado.”

Na Santa Casa, Derek e Lucas responderam a questões sobre o desejo de estar conectado, a irritação quando alguém lhe perturba durante o jogo e o vazio que sente sem o computador.

Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, crianças não têm maturação cerebral para lidar com alguns estímulos. “O córtex pré-frontal não está plenamente desenvolvido nas crianças, então elas têm dificuldade em conter os impulsos”, diz. Há quatro anos ele acompanha jovens e adultos viciados em internet no serviço coordenado pelo Instituto de Psiquiatria da USP. Há núcleos com atendimentos semelhantes na Unifesp e nas PUCs de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

SINAIS DE ALERTA

Comportamento

Falta de interesse em atividades fora do mundo digital, mentiras constantes para a família para encobrir envolvimento com as atividades online, faltas à escola e a outros compromissos, irritabilidade e ansiedade por não usar o computador, falta de
interesse por passeios e festas com amigos, problemas no relacionamento social

Problemas físicos

Taquicardia durante o dia, obesidade ou subnutrição devido à má alimentação dentro da lan house, sono constante na aula, baixo rendimento escolar ou no trabalho, comprometimento na postura, lesões por esforços repetitivos (conhecida como LER), esforço na visão por conta da luz do monitor

Tratamento

Sessões de terapia, remédios e tratamento de outros problemas geralmente associados, como depressão e ansiedade

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* Homossexualidade e as forças armadas americanas — o que está realmente em jogo?

quarta-feira, junho 30th, 2010

Grandes mudanças estão vindo para as forças armadas dos Estados Unidos.

O Congresso parece estar a ponto de aprovar um projeto de lei que exigirá a eliminação de política “Não pergunte, não diga”, em vigor desde 1993, [a qual proíbe homossexuais de se assumirem nas forças armadas].

Com o apoio do governo de Obama, e com maiorias democratas em ambas as casas do Congresso, parece que a normalização oficial do homossexualismo dentro das forças armadas dos EUA poderá ocorrer a qualquer momento neste verão, depois que o Pentágono finalizar sua análise.

Na quinta-feira passada, a Câmara dos Deputados votou 234 a 194 para anular a política. Naquele mesmo dia, a Comissão de Serviços Armados do Senado votou 16 a 12 para mudar a política. Espera-se neste mês uma votação no plenário do Senado.

Exonerações das forças armadas dos EUA por atividade homossexual datam desde a Guerra Revolucionária, e até 1993 o serviço militar operava sob uma política que identificava a homossexualidade como “incompatível com o serviço militar”.

“Não pergunte, não diga” era uma política de concessão que entrou em vigor depois que o presidente recém eleito Bill Clinton não conseguiu persuadir o Congresso e o comando militar a eliminar as restrições ao serviço de homossexuais nas forças armadas.

De acordo com a política, os soldados não seriam indagados sobre sua orientação sexual, mas se uma orientação sexual se tornasse uma questão conhecida, o indivíduo poderia ser exonerado das forças armadas. Desde 1993, os ativistas homossexuais têm visto a eliminação da política “Não pergunte, não diga” como um grande objetivo de sua agenda. Agora, eles estão pertos de ver o cumprimento desse objetivo.

As campanhas deles têm sido muito auxiliadas por uma mudança documentada na compreensão do público acerca da questão. Dentro de um curto espaço de tempo, ocorreu uma mudança enorme nas atitudes do público. Embora reações a essa questão dependam muito de como a pergunta é feita, a oposição do público ao serviço de homossexuais nas forças armadas diminuiu de forma visível. Essa mudança é parte da transformação maior de valores morais em questões da sexualidade que ocorreu durante a década passada.

Por isso, agora que a plena normalização da homossexualidade nas forças armadas dos EUA está surgindo no horizonte diante de nós, será que estamos prontos para tudo o que isso significa? É quase certeza que não.

Há realidades enormes que compõem a natureza importante dessa mudança política.

A primeira é a centralidade da identidade ou orientação sexual para a vida humana.

A segunda é a enorme influência institucional e simbólica das forças armadas na vida americana. A terceira é a ameaça à liberdade religiosa representada pela normalização da homossexualidade nas forças armadas.

A Centralidade da Orientação Sexual — Fora do Armário é Identidade Pública.

Nesse ponto, os profetas da revolução sexual estavam certos: a identidade e orientação sexual são importantíssimas para o senso de identidade pessoal de um indivíduo, e a pessoa pública de um indivíduo. Historicamente, exércitos têm lidado com isso normalizando a heterossexualidade e fazendo todo o possível para fundir indivíduos numa unificada força de combate. Nesse processo de formar coesão na unidade, os indivíduos são em grande parte despidos de suas identidades pessoais a fim de assumir a identidade exclusiva da unidade.

Escrevendo no começo da política “Não pergunte, não diga”, John Luddy, ex-oficial de infantaria dos fuzileiros navais, explicou como esse processo funciona:

O combate é um esforço de equipe. Para ganhar em combate, os indivíduos precisam ser treinados a subjugar seu instinto individual de auto-preservação às necessidades de sua unidade. Já que a maioria das pessoas não tem inclinação natural para fazer isso, o treinamento militar tem de demolir um indivíduo e remoldá-lo como parte de uma equipe. É por isso que os recrutas renunciam a seu primeiro nome e parecem, agem, se vestem e treinam iguais. Para parafrasear um velho instrutor de treinamento, o corpo de fuzileiros navais não é uma lanchonete — não dá para fazer as coisas do seu jeito.

A normalização da homossexualidade dentro das forças armadas não significa meramente o fato de que indivíduos que têm uma orientação homossexual não mais serão exonerados das forças armadas. Significa também que algo tão importante para a experiência e identidade humana como a sexualidade agora complica a situação. A presença de indivíduos assumidamente homossexuais nas unidades militares, nos alojamentos militares e na cultura militar muda a própria natureza da coesão da unidade. Além disso, muda a natureza das forças armadas como instituição. Para todas as complexidades de demolir a identidade individual a fim de construir uma identidade comum, um foco inevitável na orientação sexual agora inverterá a lógica inteira.

A revogação de “Não pergunte, não diga” em si não estabelece uma nova política abrangente. Como James Dao do New York Times relata, há muitas “questões espinhosas” que têm de ser decididas:

Soldados assumidamente gays serão colocados em alojamentos separados, como defendeu o comandante dos fuzileiros navais?

Que benefícios, se é que há, os parceiros ou “cônjuges” de soldados homossexuais ganharão?

Todas as unidades militares serão obrigadas a tratar os homossexuais como iguais? E que tipo de treinamento os oficiais heterossexuais e as tropas alistadas receberão para prepará-los para servir com soldados, marinheiros, aviadores e fuzileiros assumidamente gays?

Essas questões são apenas a ponta do iceberg no que se refere às “questões espinhosas” que qualquer nova política tem de regulamentar. O maior desafio que a normalização da homossexualidade representa dentro das forças armadas não é o fato de que indivíduos homossexuais servirão em uniforme. Considerando a distribuição da homossexualidade dentro da população, podemos estar certos de que o serviço corajoso de indivíduos homossexuais foi o caso desde o começo.

O maior desafio será representado pelo fato de que a homossexualidade será agora assumida, com tudo o que isso significa em termos de identificação com a cultura e relacionamentos homossexuais. Como é que se define coesão da unidade depois dessa revolução moral?

As Forças Armadas dos EUA e a Condição da Cultura Americana

Desde o nascimento dos EUA, as forças armadas têm um lugar consagrado como instituição que forma a cultura. Nossa vida nacional é moldada por várias forças institucionais, mas poucas têm o poder que as forças armadas dos EUA têm. A admiração do público para com as forças armadas é reforçada pela realidade do controle civil sobre os militares, e o serviço uniformizado tem sido um meio importante de estabelecer a identidade e cultura nacional.

Os resultados dessa influência têm sido esmagadoramente positivos. A bem-sucedida integração racial das forças armadas foi indispensável para o movimento de direitos civis. As forças armadas têm preservado os valores nacionais da honra, coragem e serviço. Poucas instituições podem se comparar com a influência enorme das forças armadas na posição de moldar a cultura nacional.

É por isso que a normalização da homossexualidade dentro das forças armadas tem sido tal meta fundamental do movimento homossexual. As três barreiras institucionais mais importantes para a plena normalização da homossexualidade na sociedade são as forças armadas, as leis de casamento e as igrejas. Por esse motivo, todas essas três forças institucionais têm sido alvos diretos por parte daqueles que querem promover a plena aceitação da homossexualidade. Um foco nessas instituições é essencial quando se quer reconhecer a homossexualidade como em pé moral e cultural de igualdade com a heterossexualidade. Não há surpresa aí.

Deve-se reconhecer que a normalização da homossexualidade dentro das forças armadas dos EUA terá efeitos muito além das forças armadas. As mudanças mais imediatas aparecerão mais próximas onde os militares estão concentrados, tanto geográfica quanto culturalmente. Empresas que fazem trabalho para as forças armadas, indivíduos que oferecem moradia e muitos serviços para militares e outros similarmente conectados com os serviços armados serão os primeiros a ser obrigados a responder a esses efeitos e se adaptar à nova realidade militar. Daí, os círculos da influência militar se estenderão ao resto da sociedade de uma maneira ou de outra.

A rejeição da política “Não pergunte, não diga” não envolve só a questão militar — é por isso que há uma grande campanha direcionada para revogá-la.

Liberdade Religiosa — Convicção em Conflito com a Nova Cultura Militar

Entenda: a revogação da política “Não pergunte, não diga” representará uma ameaça clara e presente para a liberdade religiosa daqueles que vestem o uniforme americano, principalmente para aqueles que servem como capelães.

As forças armadas atuam sob um conjunto claro de normas e expectações. Quando a homossexualidade for normalizada nas forças, uma inteira rede interconectada de leis, regulamentos, ordens e políticas acabarão mudando também. Como entendem muito bem aqueles que estão promovendo a normalização da homossexualidade, qualquer política que cumpra esse objetivo necessariamente punirá os militares que não se adaptarem à nova expectação. Em outras palavras, haverá uma reversão automática da lógica militar predominante sobre a questão da homossexualidade. Atualmente, as forças armadas operam sob políticas que identificam a homossexualidade assumida como incompatível com o serviço militar. Com uma mera canetada aprovando uma lei, essa política não só será revogada, mas também será invertida. A homossexualidade será transformada de algo que é oficialmente “incompatível com o serviço militar” para uma realidade que deve ser protegida por leis e regulamentos sobre discriminação, avanço, promoção e cultura militar.

O que isso significará para aqueles nas forças armadas que crêem, baseados em suas sinceras convicções religiosas, que a (prática) homossexualidade é pecado? Defender ou expressar tal opinião será contrário à posição e políticas oficiais das forças armadas. Agora mesmo, empregados de muitas empresas no mundo civil se queixam de discriminação em promoção e avanço de carreira se, por exemplo, não concordam em colocar uma bandeira do orgulho gay em sua mesa de escritório durante o Mês do Orgulho Gay. Não é que eles se recusem a trabalhar e cooperar com colegas homossexuais, mas eles não podem celebrar a homossexualidade em si. Só espere até essa lógica atingir as forças armadas.

E quanto aos capelães militares? O que eles terão permissão de dizer e ensinar sobre a homossexualidade? O que eles farão, por exemplo, quando um soldado cristão vir em busca de aconselhamento sobre suas lutas contra a tentação homossexual? Como é que um capelão que veste uniforme militar poderá aconselhar que o que as forças armadas dizem que é normal e sem importância moral é o que a Bíblia, apesar disso, declara que é pecado?

As liberdades religiosas de milhões de americanos uniformizados serão colocadas em perigo imediato com a normalização da homossexualidade nas forças armadas — e essas são as próprias pessoas que estão colocando suas vidas em grande risco para preservar essas liberdades para outros.

No Precipício de uma Vasta Mudança Cultural

A revogação da política “Não pergunte, não diga” representa uma imensa mudança cultural para os EUA, e uma mudança que virá com inúmeras conseqüências. A revogação da política não significará o fim das forças armadas, mas significará forças armadas bem diferentes. Considerando as circunstâncias e compromissos exclusivos da vida militar, significará uma mudança inevitável nos perfis das pessoas que se alistam e escolhem se realistar nas forças armadas.

Significará que pessoas fiéis a uma posição bíblica da sexualidade humana terão muito menos probabilidade de se alistar nas forças armadas, principalmente se alistar para funções de capelães.

Os americanos reconhecem o que isso significa? Será que eles estão prontos para forças armadas que foram abandonadas por aqueles que crêem que a homossexualidade não é o equivalente moral da heterossexualidade? Será que eles consideraram o que isso significa para o recrutamento militar?

Será que eles estão realmente prontos para uma mudança política que signifique que só esquerdistas teológicos serão bem-vindos como capelães?

Não há precedente para tal enorme mudança na vida das forças armadas — nenhum. Pela primeira vez, grupos definidos pela identidade sexual e conduta sexual se tornarão classes protegidas dentro das forças armadas dos EUA. Isso não é meramente uma possibilidade; se a homossexualidade for normalizada dentro das forças armadas, é uma inevitabilidade.

Os cristãos deveriam avaliar tudo o que isso representa e reconhecer o que está em jogo. Poucas mudanças na política das forças armadas afetarão tantas pessoas e representarão desafios tão diretos às convicções cristãs e à liberdade religiosa. A normalização da homossexualidade nas forças armadas afetará nosso inteiro campo de ministério e missão.

A menos que algo altere o contexto político, a política “Não pergunte, não diga” está para se tornar coisa do passado, e as forças armadas dos EUA estão para ser transformadas para sempre. O verão de 2010 poderá bem se revelar como uma estação decisiva na vida e história dos EUA.

Será que alguém está prestando atenção?

www.albertmohler.com

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* Jovem coordena na internet manifestações de apoio ao Papa na Alemanha.

quarta-feira, junho 30th, 2010

Jovem coordena na internet manifestações de apoio ao Papa na Alemanha

Foi na multitudinária manifestação de apoio a Bento XVI que tomou a Praça de São Pedro no último dia 16 de maio – ainda sob fortes ecos da polêmica em torno dos casos de pedofilia na Igreja – que a jovem alemã Sabine Beschamnn se inspirou.

Naquela ocasião, mais de 200 mil pessoas provenientes de toda a Itália e do mundo se reuniram para expressar solidariedade ao Santo Padre. “Queridos amigos, hoje vocês mostram o grande afeto e a solidariedade da Igreja e o povo italiano no Papa e seus sacerdotes que diariamente cuidam de vocês, para que com renovação espiritual e moral possamos sempre servir melhor à Igreja e ao povo de Deus, que se dirige anos com confiança”, declarara o Papa naquele domingo.

Pois impactada por este fato, a jovem pensou que a terra natal do Papa não podia ficar atrás em seu afeto a Bento XVI. E assim, sob sua iniciativa foi criado o grupo na internet “Germany for the Pope” (”Alemanha para o Papa”), que está preparando duas grandes manifestações de solidariedade em Colonia e Munique, para o dia 11 de julho, um domingo, quando a Igreja comemora São Bento, patronímico do Papa.

A informação foi noticiada por periódicos alemães e republicada em sites católicos internacionais.

Segundo o jornal Die Tagespost, “milhares de católicos disseram que tomarão parte nas manifestações de solidariedade, número que cresce a cada dia. Muitos querem viajar em trem ou ônibus vindos de outras dioceses – apesar da final da Copa do Mundo de futebol, que acontecerá à noite”. O jornal afirma também que uma companhia de impressão com sede em Colonia doou flyers e cartazes que foram enviados a paróquias e comunidades religiosas de todo o país.

Para ‘calibrar’ a opinião pública, Beschammn criou uma página no Facebook anunciando o movimento e quase de imediato recebeu centenas de seguidores, “sobretudo jovens”, disse. Então, criou um site estabeleceu uma data, a Festa de São Bento, que considerou a mais apropriada. Ainda que não acredite que os eventos reúnam tanta gente como os 200 mil de Roma, pensa que sua iniciativa será promissora.

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* O lugar do Islã no plano de salvação? Remeter Deus ao centro!

quarta-feira, junho 30th, 2010
Entrevista com o famoso islamólogo Pe. Samir Khalil Samir

Por Mirko Testa

Diante de uma modernidade que tende com frequência a esquecer ou mesmo excluir Deus do horizonte dos homens, o papel confiado ao Islã no plano da Salvação poderia ser o de estimular a remeter a fé ao centro da vida É o que pensa Pe. Samir Khalil Samir, sacerdote jesuíta e relator geral do Sínodo Especial para o Oriente Médio, a ser realizado em outubro deste ano no Vaticano. Nesta entrevista , Pe. Samir aprofunda a questão do papel da cultura islâmica no mundo contemporâneo.

Doutor em teologia oriental e Islamologia, Pe. Samir leciona ciências da religião na Université Saint-Joseph de Beirute e é professor de estudos islâmicos junto ao Pontifício Instituto Oriental de Roma e em outras universidades.

É ainda fundador e diretor do CEDRAC (Centre de documentation et de recherches arabes chrétiennes), com sede em Beirute, único centro no mundo dedicado integralmente ao estudo da cultura árabe mantido por cristãos.

Porque o tema central do encontro da Oasis foi a educação?

Padre Samir: O problema que hoje vivemos, seja na Igreja, seja no Islã, é que nem sempre conseguimos transmitir a fé às novas gerações. A pergunta que nos fazemos é: de que maneira devemos repensar a fé para os jovens – também nas paróquias e mesquitas, nos discursos dirigidos a seus fiéis?

É isso o que pretendemos: fazer uma avaliação de qual é, no Líbano, a experiência cristã, a experiência muçulmana sunita e a experiência muçulmana xiita neste âmbito. Queremos comparar, colher as dificuldades comuns e buscar respostas em conjunto. Creio que este seja o objetivo primordial de nosso encontro, em vista de um diálogo entre as culturas de fé cristã e de fé muçulmana.

Que efeitos poderiam ser produzidos nos mundos cristão e muçulmano com o desaparecimento das Igrejas do Oriente Médio?

Padre Samir: O desaparecimento das Igrejas no Oriente Médio seria, em primeiro lugar, uma perda para toda a cristandade pois, como dizia João Paulo II, a Igreja tal qual vivida por cada ser humano conta com dois pulmões, o oriental e o ocidental. Ora, as Igrejas orientais tiveram sua origem aqui na Terra de Jesus, nos territórios do Oriente Médio por onde Cristo passou. E se essa experiência, estes milênios de tradição forem perdidos, a perda será de toda a Igreja.

Mas não é só: se os cristãos deixarem o Oriente Médio, faltaria aos muçulmanos justamente aquele elemento de diversidade que os cristãos oferecem. Diversidade de fé, porque os muçulmanos nos perguntam todos os dias: “o que querem dizer ao afirmar que Deus é trino? Isto nos parece contraditório”. E nós dizemos “o que querem dizer quando afirmam que Maomé é um profeta? Quais são os critérios que para vocês definem um profeta? E o que significa dizer que o Corão é de Deus? Em que sentido vocês afirmam descender de Maomé? Nós cristãos dizemos que a Bíblia é de inspiração divina porém mediada por autores humanos, mas, para os muçulmanos, não há mediação com Maomé.

Questionamentos como estes oferecem ainda um estímulo para a civilização e para a sociedade civil. Seria uma grande perda porque há o risco de assim erigir uma sociedade, um Estado, baseado na sharia como ocorreu no século VII na região da Península Arábica, ainda que para os muçulmanos a sharia é genérica e permaneça válida para todos os séculos e todas as culturas.

Este é o principal desafio do Islã: como pensar o Islã hoje? A ausência dos cristãos tornaria este problema ainda mais difícil.

Poderá haver um Iluminismo para o Islã?

Padre Samir: Para o ocidente e para a Igreja, o Iluminismo representou uma renovação na concepção da fé, que se permitiu inspirar-se pela cultura e pela crítica a ele associados. O Iluminismo significou trazer plena luz sobre a realidade da fé. O risco para quem crê é o de partir apenas do fenômeno religioso, que é uma dimensão parcial da vida humana e da vida da sociedade.

Se não confrontarmos este fenômeno religioso com a ciência, com os direitos humanos, com o desenvolvimento da psicologia e das ciências humanas e com as diferentes culturas do mundo, não alcançaremos um cristianismo aberto ou, no caso concreto, um Islamismo aberto.

A sua pergunta é: seria o Islã capaz de um movimento de cunho iluminista? Em tese, sim. Temos exemplos históricos nos séculos IX e X. Este foi um Iluminismo suscitado por cristãos siríacos provenientes da Síria, da Palestina e do Iraque, que haviam assimilado a cultura helenística e transmitiram-na, produzindo assim gerações de pensadores muçulmanos que a aplicaram ao Corão, aos dogmas e às tradições sacras.

Este fenômeno prosseguiu até o século XI, para então perder força e morrer lentamente, devido à reação Islamista, uma reação estritamente religiosa com a exclusão da filosofia, por exemplo, da crítica religiosa histórica. Uma condição, portanto, é a de que haja cada vez mais muçulmanos estudando todas as ciências e dispostos a estudar o texto do Corão com um texto da literatura árabe, aplicando a ele os mesmos critérios.

O objetivo principal é partir de uma visão histórica desmistificada. E acredito que veremos uma tal releitura crítica e também religiosa do Corão: fé e cultura, fé e ciência, fé e razão. Este era o aspecto essencial do discurso de Ratisbona de 12 de setembro de 2006 e assim permanece, ainda que tenha representado um choque para muitos muçulmanos em particular e também para alguns cristãos orientais culturalmente islamizados.

De que maneira podemos inserir o nascimento e a difusão do Islã no contexto do plano salvífico?

Padre Samir: Esta é uma pergunta delicada, porém legítima. Podemos exprimi-la assim: “”No que foi dado a nós homens conhecer, teria o Islã um lugar nos planos de Deus?”

No curso da história, os cristãos com frequência se fizeram esta pergunta. A resposta dos teólogos árabes cristãos era que “Deus havia permitido o nascimento do Islã para castigar a infidelidade dos cristãos”. A meu ver, a verdade sobre o Islã pode ser associada à divisão entre os cristãos orientais, divisão esta frequentemente devida a motivações nacionalistas e culturais ocultas atrás das fórmulas teológicas. Esta situação os impediu de anunciar a Boa Nova aos povos – algo que o Islã fez, parcialmente!

O Islã restabeleceu a fé em um só Deus, o chamado a dedicar-se completamente a Ele, a mudar a própria vida a fim de adorá-lo. Trata-se de uma reação sadia, na continuação da tradição bíblica judaico-cristã. Mas, para alcançar tal êxito, eliminou todos os elementos que pudessem criar dificuldades: a natureza humana e ao mesmo tempo divina de Cristo; o Deus uno e trino, que é diálogo e amor; e o fato de Cristo ter se mantido obediente até sua morte na cruz, que tenha sido esvaziado de si mesmo por amor a nós!

É, portanto, uma religião racionalizada, não no sentido do Espírito e da racionalidade divina, mas no sentido de ser simplificada naqueles aspectos que a razão não pode aceitar. O Islã se apresenta como a terceira e última religião revelada… e, para nós cristãos, obviamente não é. Após o Cristo – que o Corão reconhece como Palavra de Deus, Verbo de Deus, é incompreensível a nós que Deus possa ter enviado um outro Verbo que é o Corão.

Mas então qual é o papel do Islã no plano de Deus?

Padre Samir: Creio que para nós cristãos seja um estímulo para nos reportarmos ao fundamento de todas as coisas: Deus é o único, a Realidade Última! Que é também a afirmação hebraica e cristã fundamental, retomada no Corão na belíssima sura 112: “Dize: Ele é Deus, o Único! Deus! O Absoluto!”. Uma afirmação que as ocupações da vida moderna nos fazem esquecer. O Islã nos lembra que se Cristo é o centro da fé cristã, o é sempre em relação ao Pai; para permanecer na unidade, ainda que o Corão não tenha compreendido o que seria o Espírito Santo.

Nós somos diariamente questionados pelos muçulmanos a respeito de nossa fé, e isto nos obriga repensá-la continuamente. Agradeço aos muçulmanos por suas críticas, pois as fazem tendo em vista a reflexão e não a polêmica. Diria o mesmo dos questionamentos colocados pelos cristãos.

Nossa vocação, como cristãos do Oriente, é a de viver junto aos muçulmanos, gostemos ou não. É uma missão! Pode por vezes ser difícil, mas devemos viver juntos. Por essa razão, diria que cabe aos muçulmanos defender a presença cristã e aos cristãos a presença muçulmana. De fato, não cabe a cada um de nós defender a si mesmo, pois assim se estabelece o desencontro.

Espero assim que o Sínodo sobre o Oriente Médio, que será celebrado entre os dias 10 a 24 de outubro deste ano, auxilie a nós cristãos tanto do oriente como do ocidente, mas que possa também servir também aos muçulmanos, ao repensarem o significado do plano Divino e redescobrirem, na amizade e talvez no confronto: porque estamos juntos nesta Terra, a Terra de Jesus, de Moisés e de Maomé? Esta Terra deve verdadeiramente se tornar “Terra Santa”!

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* “Aprender hoje como mudar o amanhã”: uma escola “especial’ com alunos árabes e judeus.

quarta-feira, junho 30th, 2010

Os estudantes do “Hand in Hand” são árabes e judeus que falam e estudam nas duas línguas. Freqüentam uma escola realmente especial porque formada por alunos, judeus e árabes.

Realidade diferente em Israel e em Jerusalém em particular, onde as comunidades são acostumadas a viver em mundos distantes.

Na escola para cada função de responsabilidade existem duas pessoas que representam as duas comunidades: dois diretores, dois professores para cada classe. Além disso, o modelo de educação é bilíngüe que permite aprender contemporaneamente nas duas línguas.

Sendo assim, as crianças possuem um verdadeiro instrumento de contato entre as duas culturas, de conhecimento da história e das religiões de ambos os povos, como ressalta a nota de uma professora de cultura religiosa.

Existem outras três escolas como esta em Israel: uma em Alta Galilea a Misgav, em Bersheva, e outra no povoado árabe de Wadi Ara, num total de cerca de 900 estudantes. No próximo ano se concluirá, em Jerusalém, o primeiro ciclo de estudos na história de “Hand in Hand”. As escolas de Hand in Hand, reconhecidas pelo Ministério da Educação israelense, vivem também graças às doações e aos fundos para a instrução local e internacional.

Um esforço que tem como objetivo cultivar uma sensibilidade nova nas jovens gerações, que se resume num slogan “aprender hoje como mudar o amanhã”.

Agência Fides

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* Ficha Limpa. 90% de contribuição da Igreja Católica.

terça-feira, junho 29th, 2010

Presidente da CNBB agradece participação dos católicos na nova lei

O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Geraldo Lyrio Rocha, agradeceu os católicos pela grande participação no processo que resultou na Lei Ficha Limpa, norma que torna inelegíveis já nas eleições deste ano políticos condenados em decisão colegiada

Em coletiva de imprensa na sede da CNBB em Brasília, Dom Geraldo Lyrio destacou a ação da Igreja no Brasil, que contribuiu com 1,6 milhão de assinaturas para a aprovação da lei de iniciativa popular.

“A ação da Igreja Católica foi indispensável para a aprovação da Lei Ficha Limpa, pois contribuímos desde as comunidades até as paróquias e dioceses, o que em números significa 90% da contribuição, dados que nos orgulham muito”, disse o presidente da CNBB.

Dom Geraldo afirmou que a Igreja vai acompanhar o trabalho dos Tribunais, mas que agora está nas mãos da Justiça determinar quem está apto ou não para disputar o pleito.

“Ficha Limpa não é mais uma campanha, mas uma lei que agora está nas mãos da Justiça. A CNBB através da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), no entanto, vai continuar acompanhando os trabalhos dos Tribunais, que com certeza serão exercidos com grande competência”, disse.

Sobre as eleições deste ano no Brasil, o prelado afirmou a Igreja espera “uma corrida eleitoral justa e democrática, com respeito ao diferente e à diversidade de nosso país. Ao eleitor, pedimos que avalie bem os candidatos e lembramos que o processo eleitoral não termina ao confirmar o voto, mas continua ao longo dos mandatos”.

Em outubro, os brasileiros vão às urnas para eleger o presidente da República (e o vice), governadores dos Estados e do Distrito Federal (e seus vices), 54 senadores (dois em cada Unidade da Federação), deputados federais e estaduais.

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* Testemunho de Marcus Grodi e sua conversão ao catolicismo.

terça-feira, junho 29th, 2010

Marcus Grodi cresceu numa igreja luterana um tanto liberal, perto de Toledo, Ohio. Era ativo no Grupo Jovem, catequizava e confirmava os colegas na fé. “Conheci muitas coisas” – disse ele – “mas não penetraram em meu coração. Os acampamentos de verão dos jovens da Igreja pareciam preparados mais para uma exibição de música do que para temas espirituais”.

Os colegas de Grodi na Escola Superior provinham de diversas denominações religiosas, não, porém, do Catolicismo. “Minha visão do Catolicismo não era extremamente negativa, mas trazíamos um monte de interpretações mitológicas da Igreja Católica, que se encontrava do outro lado da cidade. Imaginávamos que estivesse cheia de superstições, e que o povo estava quase escravizado pelos padres e as freiras”.

Marcus, porém, começou a se surpreender, vistas as diferenças existentes entre as denominações protestantes.

Grodi estudava Engenharia em Case Western Reserve. “Passei três anos sem entrar numa igreja”, declarou. “Eu estava envolvido numa convivência fraterna e tudo que lhe diz respeito. Finalmente no verão anterior ao meu último ano experimentei uma profunda renovação da minha fé mediante o testemunho de um amigo – o que representou uma guinada de 180º na minha vida”.

Grodi voltou para a sua igreja luterana e achou que as palavras da Liturgia lhe significavam alguma coisa pela primeira vez. “Mas, quando considerei os bancos da igreja, vi estudantes de Escolas Superiores que eram como eu quando tinha a idade deles, a recitar palavras sem as compreender. Eu concluí então que o liturgicismo tradicional estava morto; ele produzia cristãos de nome apenas, quase destituídos de compreensão. Eu julguei que Deus queria ouvir algo de diferente, não as mesmas coisas cada domingo”.

Uma vez formado, Grodi começou a trabalhar como engenheiro e como apóstolo da juventude. Escolheu o congregacionalismo. “Cada igreja congregacional é autônoma e pode decidir a respeito do que ela quer fazer. Ela pode redigir seu próprio Credo. É supreendente o que algumas igrejas congregacionais, de fato, crêem”.

Em 1978,… Grodi entrou para o Gordon-Conwell Theological Seminary. Muito lucrou nos anos que ali viveu.

“Eu não rejeito meu fundo evangélico. Ele me levou de volta para Jesus Cristo. Colocou em meu coração o sincero desejo de lhe dar totalmente a minha vida. E creio que foi por causa desta convicção que agora eu sou católico. Mesmo o Seminário Gordon-Conwell, com seu zelo pela Sagrada Escritura e pela verdade (visto que era interdenominacional, evitava as questões controvertidas da Igreja Batista, da Metodista e da Presbiteriana), proporcionou a muitos de nós a ocasião de passarmos para a Igreja Católica”.

Grodi voltou para a sua igreja congregacional com entusiasmo e convicção. Era uma igreja da Flórida: “Eu não estava lá nem seis meses quando percebi que havia algo menos bom no congregacionalismo. Mas eu não sabia indicar exatamento o que era”.

Grodi entrou na Igreja Presbiteriana como pastor, mas as dúvidas continuaram. “Como poderia eu estar certo de que nossos pontos de vista presbiterianos estavam corretos em comparação com os de meus irmãos metodistas ou da Assembléia de Deus ou da Igreja de Cristo ou dos anglicanos – ou até dos católicos? Como poderia eu saber que a minha interpretação da Escritura era coerente com aquilo que Jesus Cristo realmente disse?

Eu queria ser fiel. Eu sabia que um dia compareceria diante de Jesus Cristo, meu Senhor, e teria que dar contas das almas das pessoas que dirijo. Eu tinha consciência de que devia ter certeza de que os meus ensinamentos eram verídicos e o meu procedimento era corrreto”.

Grodi não podia ir pedir ajuda à chefia da Igreja Presbiteriana. “Eu tinha rejeitado quase todos os seus pontos de vista. A maioria deles era muito liberal. Deixavam muita coisa ao arbítrio de cada um. Nove sobre dez ofícios que chegavam ao meu escritório provenientes da chefia central, iam parar na cesta de papéis.

Não havia normas. Eu estava reinventando o fio condutor. Não teria sentido admitir que Jesus fundou uma Igreja e deixou tudo ao léu”.

Grodi tentou voltar sua atenção para uma denominação mais conservadora, mas não se sentia à vontade com o que ele chamava o aspecto de escolha pessoal vigente entre as denominações protestantes. Renunciou então às suas funções de pastor e voltou para Case Western Reserve, com a intenção de conseguir o seu PhD em Biologia Molecular e depois associar ciência e religião no cultivo da Bioética. “Eu imaginava que acabaria sendo um professor de Genética ou de Ética em alguma Faculdade”.

Não estava longe de terminar a sua tese doutoral quando numa manhã uma notícia de jornal lhe chamou a atenção: “O teólogo católico Scott Hahn fará uma palestra na paróquia local”.

Teólogo católico Scott Hahn? “Havia oito anos que não nos víamos. Fui então ouvi-lo, escutei a sua gravação e li o livro “Catholicism and Fundamentalism” (Catolicismo e Fundamentalismo) de Karl Keating. Ao cabo de fazer estas três coisas, eu era um pato morto”. Grodi pôs-se a ler os antigos Padres da Igreja e a história da Igreja. Ele tinha consciência de que não podia continuar a ser protestante. “Meu problema é que eu não podia me tornar católico. Havia coisas estranhas em demasia. Imagine que você foi protestante durante quarenta anos e se põe a considerar o Menino Jesus de Praga; este há de parecer muito estranho. Eu crescera com todos esses preconceitos. A Igreja Católica e a Máfia eram, para mim, a mesma coisa. Os católicos bebiam e fumavam”.

Mas verifiquei que, se eu pudesse confiar na autoridade do magistério situado na cátedra de Pedro, tudo mais se assentaria em seu lugar certo. Foi o livro “Development of Christian Doctrine” (O Desenvolvimento da Doutrina Cristã) de Newman que me convenceu disto. E assim eu já era um católico”.

Marcus Grodi foi recebido na Igreja Católica em 1993.

• A respeito do testemunho acima, observou o grande teólogo brasileiro dom Estêvão Bettencourt: “Muito interessante é o raciocínio final de Marcus Grodi. O critério que autentica a Igreja de Cristo ou a Igreja fundada por Cristo, não é a virtude ou o pecado dos seus membros, pois estes são criaturas oscilantes que, hoje virtuosos, amanhã podem vir a ser pecadores. O critério de autenticidade é a presença de Cristo na Igreja ou, mais explicitamente, a assistência prometida por Cristo à sua Igreja confiada a Pedro e seus sucessores (cf. Mt 16,16-19; 28,18-20; Jo 14,26; 16,13-15). Quem crê nesta promessa de Jesus, adere logicamente à Igreja Católica e sabe considerar o comportamento dos fiéis católicos dentro dos moldes da fragilidade humana (também existente entre os protestantes); há entre os católicos certamente belos testemunhos de santidade. O que importa, porém, é Cristo presente e atuante, e não a conduta dos homens fiéis ou infiéis a Cristo”.

Fonte: Ministerio Apologético Católico
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* A ousadia da santidade em um mundo sedento de ‘liberdade’ e nostálgico de certezas e da verdade.

terça-feira, junho 29th, 2010

Carlos Alberto Di Franco – O Estado de S.Paulo

Paul Johnson é um dos grandes historiadores e intelectuais da atualidade. Colaborador da revista britânica The Spectator, seus textos são provocadores. Dono de uma cultura invejável e sinceridade afiada, Johnson não sucumbe aos clichês vazios. Em seu livro Os Heróis, destaca a importância das lideranças morais.

“Os heróis”, diz, “inspiram, motivam.Eles nos ajudam a distinguir o certo do errado e a compreender os méritos morais da nossa causa.” Os comentários de Johnson trazem à minha memória um texto que exerceu forte influência no rumo da minha vida: Amar o Mundo Apaixonadamente, homilia proferida por São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei e primeiro grão-chanceler da Universidade de Navarra, durante missa celebrada no câmpus daquela prestigiosa instituição.

São Josemaría – cuja festa a Igreja celebrou no dia 26 de junho – foi um mestre na busca da santidade no trabalho profissional e nas atividades cotidianas. A Editora Quadrante, de São Paulo, acaba de lançar uma primorosa reedição da homilia.

Propunha, naquela homilia vibrante e carregada de ousadia, “materializar a vida espiritual”. Queria afastar os cristãos da tentação de “levar uma espécie de vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e, por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas”. O cristianismo encarnado nas realidades cotidianas: eis o miolo da proposta de São Josemaría. “Não pode haver uma vida dupla, não podemos ser esquizofrênicos, se queremos ser cristãos”, sublinha. E, numa advertência contra todas as manifestações de espiritualismo mal entendido e de beatice, afirma de modo taxativo: “Ou sabemos encontrar o Senhor na nossa vida de todos os dias, ou não o encontraremos nunca.”

“A vocação cristã consiste em transformar em poesia heroica a prosa de cada dia.” A vida, o trabalho, as relações sociais, tudo o que compõe o mosaico da nossa vida é matéria para ser santificada. São Josemaría, um santo alegre e otimista, olha a vida com uma lente extremamente positiva: “O mundo não é ruim, porque saiu das mãos de Deus.” O autêntico cristão não vive de costas para o mundo nem encara o seu tempo com inquietação ou nostalgia do passado. “Qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de Deus.” A luta do nosso tempo, com suas luzes e sombras, é sempre o desafio mais fascinante.

O pensamento de São Josemaría, apoiado numa visão transcendente da vida e, ao mesmo tempo, com os pés bem fincados na realidade material e cotidiana, consegue, de fato, captar plenamente a contextura humana e ética dos acontecimentos. Ele tem, no fundo, a terceira dimensão: a religiosa e ética – e só com esse foco é possível entender plenamente o mundo em que vivemos. Na verdade, o esgotamento do materialismo histórico e a crescente frustração do consumismo hedonista prenunciam uma mudança comportamental: o mundo está sedento de liberdade, mas nostálgico de certezas.

Articular verdade e liberdade é, talvez, um dos mais interessantes recados de São Josemaría. Insurge-se, vigorosamente, contra o clericalismo que se oculta na mentalidade de discurso único, na injusta dogmatização das coisas que são legitimamente opináveis. São Josemaría afirma que um cristão não deve “pensar ou dizer que desce do templo ao mundo para representar a Igreja” nem que “as suas soluções são as soluções católicas para aqueles problemas”. Por defender esse pluralismo sofreu incompreensões, até mesmo de algumas pessoas da Cúria Romana, que entendiam, por exemplo, que na Itália os católicos tinham o dever de votar no Partido da Democracia Cristã.

São Josemaría não deixa de enfatizar o valor insubstituível da liberdade – particularmente a liberdade de expressão e de pensamento – contra todas as formas de intolerância e sectarismo. Para ele, o pluralismo nas questões humanas não é algo que deve ser tolerado, mas, sim, amado e procurado.

A sua defesa da liberdade, no entanto, não fica num conceito descomprometido, mas mergulha na raiz existencial da liberdade: o amor – amor a Deus, amor aos homens, amor à verdade. Sua defesa da fé e da verdade não é, de fato, “antinada”, mas a favor de uma concepção da vida que não pretende dominar, mas, ao contrário, é uma proposta que convida a uma livre resposta de cada ser humano.

Seus ensinamentos se contrapõem a uma tendência cultural do nosso tempo: o empenho em confrontar verdade e liberdade.

Frequentemente, as convicções, mesmo quando livremente assumidas, recebem o estigma de fundamentalismo. Tenta-se impor, em nome da liberdade, o que poderíamos chamar de dogma do relativismo. Essa relativização da verdade não se manifesta apenas no campo das ideias. De fato, tem inúmeras consequências no conteúdo ético da informação.

A tese, por exemplo, de que é necessário ouvir os dois lados de uma mesma questão é irrepreensível; não há como discuti-la sem destruir os próprios fundamentos do jornalismo. Só que passou a ser usada para evitar a busca da verdade. A tendência a reduzir o jornalismo a um trabalho de simples transmissão de diversas versões oculta a falácia de que a captação da verdade dos fatos é uma quimera. E não é. O bom jornalismo é a busca apaixonada da verdade. O jornalismo de qualidade, verdadeiro e livre, está profundamente comprometido com a dignidade do ser humano e com uma perspectiva de serviço à sociedade.

A figura de São Josemaría Escrivá, o seu amor à verdade e a sua paixão pela liberdade tiveram grande influência em minha vida pessoal e profissional. Amar o Mundo Apaixonadamente não é apenas um texto moderno e forte. Sua mensagem, devidamente refletida, serve de poderosa alavanca para o exercício da nossa atividade profissional.

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* Doação de sêmem. Como se sente um filho fruto de uma ‘ transação comercial’ ?

terça-feira, junho 29th, 2010

A Posição da Igreja sempre foi de rechaço a esse procedimento. Sempre! As pesquisas  como as divulgadas aqui apenas confirmam – cada vez  mais-  as razões pelas  quais não se pode acolher impunimente qualquer tipo de “avanço científico” sem ir nas raizes éticas e humanas que lhe darão o seu verdadeiro sentido e legitimidade.

***

Por Pe. John Flynn, LC

O aumento constante de inseminações artificiais e a utilização de esperma de doadores está levando a um crescente número de crianças que não conhecem a identidade de seus pais biológicos. Uma recente pesquisa considera que as consequências disso são refletidas na vida adulta.

Um estudo publicado pela Commission on Parenthood’s Future (My Daddy’s Name is Donor: A New Study of Young Adults Conceived Through Sperm Donation – O nome de meu pai é Doador: Um novo estudo sobre adultos jovens concebidos por doação de esperma), tem como autores Elizabeth Marquardt, Norval D. Glenn e Karen Clark.

Segundo o estudo, entre 30 mil e 60 mil crianças nascem a cada ano nos Estados Unidos por meio de doação de esperma. Trata-se, contudo, de uma estimativa por baixo, pois nenhum organismo recolhe estatísticas deste procedimento. Além disso, este é o primeiro estudo sério para avaliar o bem-estar de quem agora é adulto. A pesquisa também comenta que a doação de esperma é um fenômeno internacional. Pessoas de todo o mundo buscam doadores de esperma nos Estados Unidos devido à falta de regulamentações, e países como Dinamarca, Índia e África do Sul proporcionam também doadores de esperma para um crescente mercado de turismo de fertilidade.

Os autores fazem uma interessante comparação entre doação de esperma e adoção. A adoção é regida por normas estritas. Os pais adotivos são estudados de forma cuidadosa antes de adotar. Quando se trata da doação de esperma, pelo contrário, as mulheres vão buscar doadores em catálogos on-line que comparam qualidades físicas, inteligência e níveis profissionais, e tudo que necessitam fazer é pagar a transação.

Apesar da comparação com a adoção, os autores observam que com muita frequência seus amigos e colegas comentavam que a doação de esperma é quase como uma adoção. Para começar, esta não leva em conta as dificuldades que muitas crianças adotadas enfrentam com separações de suas origens biológicas, afirma a pesquisa.

Além disso, as crianças adotadas podem se conformar pensando que talvez suas mães os entregaram após uma luta difícil ou devido à circunstâncias extremas. Com a concepção de doador, a criança se dará conta de que somente foi uma transação comercial sem que o doador nunca pensasse em tê-la.

Danos

Para estudar a situação dos adultos concebidos por meio da doação de esperma, os autores entrevistaram mais de um milhão de lares e, depois, apresentaram uma mostra representativa de 485 adultos entre 18 e 45 anos que diziam que suas mães haviam utilizado esperma doado. Foram comparados com um grupo de 562 adultos que foram adotados quando crianças, e 563 adultos que cresceram com seus pais biológicos.

Aprendemos que, em média, os adultos jovens concebidos por meio da doação de esperma sofrem mais, estão mais confusos e se sentem mais isolados de suas famílias”, indica a pesquisa.

Não menos de 65% dos adultos concebidos por estas doações concordaram durante a entrevista com a seguinte afirmação: “O doador de esperma é a metade do que sou hoje”. As mães ainda admitem sua curiosidade por saber quem são os pais de seus filhos.

Um pouco menos da metade destes adultos expressou seu mal-estar com suas origens. Muitos deles afirmaram que têm uma preocupação frequente.

Alguns deles se sentem como monstros – o resultado de experimentos de laboratório – enquanto que outros têm problemas de identidade. O fato de que o processo misture dinheiro também é fator de preocupação para muitos.

Outros expressaram seu mal-estar por terem sido um produto desenhado para satisfazer os desejos de seus pais. Não menos de 70% admitem ter perguntado como era a família de seu doador de esperma.

As preocupações da descendência dos doadores de esperma não se limitam a temas como a identidade ou a família, mas isso se estende ao médico. A pesquisa aponta que alguns doadores geraram dezenas de crianças, e há casos de cem ou mais. Assim que, adultas, estão preocupados por não conhecer seus meio-irmãos, ou que seus filhos possam se encontrar com o filho de um meio-irmão.

O tema da doação anônima de esperma tem sido um assunto polêmico em muitos países nos últimos anos. As críticas levaram Grã-Bretanha, Suécia, Noruega, Holanda, Suíça e algumas zonas da Austrália e Nova Zelândia a proibirem esta prática, observa a pesquisa. Nos Estados Unidos e Canadá, contudo, não existem restrições. A Igreja Católica se opõe a todos os procedimentos de inseminação artificial, mas como a pesquisa deixa claro, ainda que não se esteja de acordo com isso, há boas razões para estar a favor do direito das crianças saberem quem é seu pai e pôr fim à paternidade anônima.

A pesquisa também analisou temas sociais e psicológicos. Perguntados se antes dos 25 anos tiveram problemas com a lei, 21% dos filhos de doadores disseram que sim. Os números correspondentes aos filhos adotados e aos filhos que cresceram com seus pais biológicos foram de 18% e 11% respectivamente. Os resultados são similares para problemas como o álcool e o uso de substâncias.

Estes resultados permanecem constantes mesmo quando se controlam os resultados de variáveis sócio-econômicas e de outro tipo.

Em relação aos fatores variáveis, uma série de fatos interessantes surgiram no estudo. Por exemplo, 36% dos filhos de doadores disseram não ter crescido como católicos, em comparação com 22% das famílias adotivas e 28% que cresceram com seus pais biológicos. Esta é uma descoberta que chama a atenção, comenta a pesquisa, dada a oposição da Igreja Católica perante este tipo de prática.

32% dos adultos filhos de doadores disseram que o catolicismo é sua religião. Em contrapartida, um grande número de católicos nos outros dois grupos de controle havia abandonado a Igreja.

Segredo

Outra dificuldade que os filhos de esperma doado sofrem é o segredo sobre suas origens. Na maioria dos casos, os pais deixam que os filhos criem a princípio a ideia de que estão biologicamente relacionados com ambos. 

Isso tem como elemento de comparação 27% para os que foram adotados e 18% para os que cresceram com seus pais biológicos. A preocupação de que o pai tenha mentido mostra resultados similares.

Não é de surpreender que uma grande maioria dos adultos concebidos por meio da doação de esperma expresse seu apoio a saber tudo. Isto inclui a identidade do doador e o direito a ter algum tipo de relação com ele. Também dizem que queriam saber sobre a existência e o número de seus meio-irmãos. Atualmente, a lei nos Estados Unidos não dá nenhum destes direitos. Protege, de fato, os doadores e as clínicas de fertilidade, à custa das crianças concebidas.

Mas os problemas não terminam com o segredo. Os resultados do estudo mostraram que 44% dos adultos concebidos por doação se sentiam cômodos com a concepção por doação, sempre que os pais digam a verdade a seus filhos, preferencialmente desde pequenos. Contudo, 36% tinham reservas, ainda que seus pais dissessem a verdade, e 11% afirmaram que isso é difícil para os filhos, ainda que os pais lidem bem o assunto.

De fato, a pesquisa comenta que “somente a franqueza não parece resolver as potenciais perdas, a confusão e os riscos que derivam de filhos concebidos deliberadamente faltando ao menos um de seus pais biológicos”.

A pesquisa conclui com uma série de recomendações. Entre elas estava a observação sobre a questão do histórico médico, fundamental para determinados tratamentos. E ainda questionava: “Uma boa sociedade pode criar intencionalmente filhos desta forma?”

Uma pergunta digna de reflexão.

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* Sarah Brightman: Piedade Jesus!

terça-feira, junho 29th, 2010

Pie Jesu
Pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
Pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu, pie Jesu
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem

[Chorus]
Dona eis requiem

Sempiternam

[Choir]
Dona eis requiem

Sempiternam
Requiem
Sempiternam

Pie Jesu (Tradução)
Piedoso Jesus, piedoso Jesus,
piedoso Jesus, piedoso Jesus
Que tirais o pecado do mundo
Dá-lhes a paz, dá-lhes a paz

Piedoso Jesus, piedoso Jesus,
piedoso Jesus, piedoso Jesus
Que tirais o pecado do mundo
Dá-lhes a paz, dá-lhes a paz

Cordeiro de Deus, Cordeiro de Deus,
Cordeiro de Deus

Que tirais o pecado do mundo
Dá-lhes a paz, dá-lhes a paz

Dá-lhes a paz
Eterna

Dá-lhes a paz
Eterna
Paz
Eterna

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A Igreja não é autora da verdade humana, sujeita às revisões de cada tempo, mas depositária da VERDADE revelada por Deus, em Cristo Jesus.
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