Por Arquivo agosto, 2010

* A Força explosiva do amor em imagens que emocionam e encantam. Imperdível!

terça-feira, agosto 31st, 2010

Imagens do retorno de soldados norte americanos às suas familias.

As faces dos filhos, especialmente os pequenos, são fortes e comoventes.

Não tem como não pensar nos próprios filhos, pais e, principalmente, na fonte de todo amor humano: Deus, que nos ama de forma tão poderosa e que está sempre pronto a nos acolher em seus braços e a nos perdoar, nos dando sempre a possibilidade de retorno e de um NOVO recomeço.

A ele, fonte de todo o amor, a glória e a honra para sempre!

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* Chile: Mineiros recebem bíblias de sete centímetros e lupas.

terça-feira, agosto 31st, 2010

Veja. com

Quando conversou com seu filho Renan no último domingo, por vinte segundos, Alfonso Avalos ouviu um pedido: “Agradeça a quem nos mandou as bíblias. Me deu tanta força, tanta fé de que vou sair daqui”. Renan é um dos 33 mineiros que estão soterrados desde o dia 5 de agosto em uma mina, ao norte do Chile.

Quando os mineiros foram encontrados com vida, um  pastor procurou logo o ministro de Minas, Laurence Golborne, e lhe pediu que dessem um jeito de mandar uma bíblia a cada mineiro soterrado. A condição do ministro é que tivessem 7 centímetros de largura, tamanho máximo para o duto.

Depois de procurar pela cidade de Copiapó, o pastor acionou a Igreja de Santiago, que revirou a cidade e as encontrou. Nelas, foi escrito o nome de cada um e uma dedicatória: “Estamos orando por seu resgate”. Junto com as 33 bíblias de 7 centímentos de largura, foram enviadas dez lupas e o marcador no salmo 40, que diz: “Com paciência, esperei a Deus. Ele se inclinou a mim, ouviu meu clamor e me fez sair do poço do desespero e da lama. Pôs logo na minha boca um canto novo. (…) Muitos irão ver, irão se surpreender, e confiarão em Deus”.

Milagres – A pedido do presidente Sebastián Piñera, um santuário será construído no local onde fica a mina San José quando os mineiros forem resgatados “para marcar os milagres que aconteceram aqui”, conta o padre. Ele lista alguns. “Primeiro, eles sobreviveram. Depois, o recado que mandaram chegou até nós. E agora encontramos essas bíblias no tamanho exato que tinham que ter.”

Sobre o desfecho que ninguém espera, não tem dúvidas: “Se Deus os manteve vivos, não fará isso agora. Antes, a oração nacional era para os encontrarmos com vida. Agora, rezamos para que saiam muito antes do que prevêem. Pedimos outro milagre, só mais um.”

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* Diálogo com outras religiões só é possível a partir da certeza da própria identidade.

terça-feira, agosto 31st, 2010

Zenit

O diálogo inter-religioso não pode nascer da ambiguidade, mas da certeza da própria identidade”. Portanto, os cristãos “não devem ter medo do que são”.

Foi o que afirmou o cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, durante sua intervenção nesse sábado na trigésima primeira edição do Meeting de Rimini, durante a jornada dedicada ao diálogo inter-religioso.

O purpurado dedicou parte de seu discurso para “a crise da inteligência e da transmissão de valores” que existe na atualidade. Ele chamou os católicos a se “darem conta de sua fé”.

Partindo desta certeza da própria identidade, o cardeal Tauran destacou “cinco pontos” para uma colaboração “ativa e fecunda” entre as religiões: “a pedagogia de viver juntos, a paixão pelo serviço ao outro, o testemunho religioso, a distinção entre o bem e o mal e a responsabilidade pessoal”.

No caso concreto da Europa, o cardeal apontou a necessidade dos fiéis das distintas religiões “unirem suas capacidades e estruturas para melhorar a atual situação”.

Os desafios mais importantes são, disse ele, “combater juntos o anonimato e os guetos das cidades; ajudarmos mutuamente a compartilhar emoções e iniciativas culturais para cultivar a beleza em momentos de ócio; nos comprometer na educação, porque o respeito às diferenças se aprende na família e na escola; promover a hospitalidade, porque nas sociedades multiculturais, os crentes sabem receber, compreender, ouvir e agir”.

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* Existe esperança para cultura centrada apenas na ciência?

terça-feira, agosto 31st, 2010

Pe. François Bandet, EP

A fim de melhorar o entendimento da ciência quotidiana, é necessário tomar em conta duas características da ciência que influenciam tremendamente: a sua refletividade e a sua tecnicalidade.

Por refletividade, entendemos o meio de integração da dimensão da consciência no campo da ciência e, a partir daí, atingindo uma dimensão filosófica.

Pela sua tecnicalidade, a ciência distancia-se de toda a teoria e torna-se exclusivamente a técnica. Os dados tornam-se o mais importante e no seu caminho tentam “possuir” as leis da natureza.

Como a ciência sempre desejou “transformar” o mundo, está ligada à humanidade no seu ato de ser, no seu corpo e no seu espírito, tocando atualmente em problemas políticos, éticos e colocando em questão a própria humanidade.

Surge então um dilema para a humanidade: seguir a mentalidade lógica e técnica da ciência, olhando por cima de todas as considerações éticas, criando tensões e conflitos e concentrando-se na expansão e no desenvolvimento da “transformação” do mundo; ou encontrar (ou inventar) uma nova moralidade ética para justificar as novas conquistas.

Através da sua capacidade de transformar o mundo, a ciência criou novos problemas para a humanidade. Considerada, formalmente, um elemento de unificação, tornou-se hoje muito controversa devido aos excessos que produziu. Pense-se, por exemplo, nos atuais problemas e desastres ecológicos.

O futuro do homem e a sua existência parecem encontrar-se totalmente e irreparavelmente ligados à ciência e à tecnologia de amanhã. Por isso se deve desenvolver uma nova relação com a Fé, que deve ser respeitada e encorajada.

O conflito que surge pode ser encontrado ao nível do homem, da sua existência e da urgência de submeter a ciência aos valores morais humanos. Por outro lado, a Fé não deve mostrar um desinteresse em relação à ciência; poderá até tornar-se uma forte fonte de inspiração para ajudar a encontrar um senso de moralidade que irá fazer com que se produzam abundantes frutos de diálogo e unidade no mundo.

A ambiguidade da ciência moderna reside no fato de ter contribuído para o progresso da humanidade, mas que também está na origem de várias tensões, aberrações e desastres.

Cada vez se torna mais evidente que não é possível lidar com o problema do significado da vida, com questões éticas, e com um sistema de valores, no contexto de uma cultura centrada apenas na ciência.

BANDET. François. Estará a ciência oposta à Fé?

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* Fast food agrava crise de civilidade entre americanos.

terça-feira, agosto 31st, 2010

Folha de S. Paulo

Há uma “crise de civilidade” nos Estados Unidos que afeta principalmente a política, e uma das razões para isso é o fato de as pessoas dedicarem cada vez menos tempo às refeições em grupo.

A tese está no livro “The Taste for Civilization – Food, Politics and Civil Society” , da cientista política Janet Flammang, 62.

Professora da Universidade Santa Clara, na Califórnia, Flammang diz que a “arte da conversação” é aprendida à mesa, onde “há um incentivo para discordar sem dar aos outros uma indigestão”.

Em entrevista à Folha, Flammang diz ver esse problema refletido no Congresso, onde os “políticos de partidos diferentes não socializam”. Em outubro, ela participa de painel promovido pelo governo para discutir o assunto, parte do “tour da civilidade por 50 Estados”.

A iniciativa é de Jim Leach, ex-congressista que foi nomeado pelo presidente Barack Obama como titular do National Endowment for the Humanities, agência do governo dedicada a apoiar pesquisa, educação e programas públicos em humanidades.

Leach viaja pelo país, desde o fim de 2009, dando palestras sobre “o discurso do ódio e os seus perigos”.

Eis a entrevista.

A sra. diz, em seu livro, que a democracia se beneficiaria de refeições mais longas. Como relaciona as duas coisas?

Desenvolver a arte da conversação é extremamente importante para aprender a discordar de forma civilizada. E aprendemos essa arte à mesa.

Quanto menos tempo dedicamos às refeições, mais colocamos essa habilidade em perigo.

À mesa, há um incentivo para discordar sem dar aos outros uma indigestão.

Muito da política atual nos EUA é uma política de ataque, na qual se quer marcar pontos e derrubar o oponente, e não ouvir.

O foco do livro é a conversação. A conversa não é uma discussão, há regras sobre como ouvir, esperar a vez e guardar o que tem a dizer. A coisa mais próxima de uma conversa é a diplomacia, que todos nós achamos ser extremamente importante.

O que me intriga é: por que não estudamos como fazer as pessoas se comportarem com diplomacia?

Isso está piorando? A conversa está morrendo?

Sim. Há muitos estudos que indicam que gastamos, em média, 20 minutos no jantar, à mesa, e mais e mais pessoas já nem se sentam para dividir uma refeição, pegam algo e saem correndo.

Meu livro é sobre a situação americana, mas há evidências de que outras culturas estão se tornando mais como os EUA, onde o trabalho é a coisa mais importante e você é consumido por atividades.

As pessoas não param para pensar no custo de não se sentar e ter conversas, e cara a cara, porque é claro que muita coisa hoje é eletrônica.

Quais são os sinais de falta de civilidade nos EUA?

Podemos começar pelo Congresso. Tem havido forças-tarefa pela civilidade promovidas por congressistas, que dizem que perdemos a civilidade na Casa, a habilidade de socializar com pessoas de outro partido e de discordar.

Muito disso se relaciona à chamada revolução republicana de 1994, quando Newt Gingrich tomou conta [da Câmara dos Representantes].

Muitos veem isso como um ponto-chave, porque ele disse aos republicanos que voltassem aos seus distritos todos os finais de semana e não mudassem suas famílias para Washington.

Isso significou que havia muito pouca socialização entre congressistas. Hoje, as salas de jantar estão vazias, eles não socializam.

As iniciativas de Michelle Obama [pela alimentação orgânica e contra a obesidade infantil] tiveram resultado?

Qualquer coisa que a Casa Branca faça tem grande importância simbólica. E as pessoas que trabalham na Casa Branca estão muito mais sensíveis a essas questões do que antes.

Não só o Departamento da Agricultura, mas outros departamentos estão mais preocupados com produtos de qualidade e com a crise da obesidade. Michelle não tem poder oficial, mas, nos EUA, o comportamento da “primeira família” tem grande importância simbólica.

Repito uma pergunta que a sra. faz: como é possível encontrar tempo para rituais alimentares em uma cultura acelerada e workaholic?

Depende de cada lar, não há uma resposta única.

Sei que em lares em que os salários são baixos é muito difícil, mas a primeira medida a tomar é encontrar uma maneira para que haja pelo menos um jantar comum [por semana].

Questiono também o número de horas que os americanos dedicam ao trabalho. Devemos ter cargas horárias mais humanas, para que os pais possam voltar para casa antes de os filhos dormirem.

A Europa tem dias mais curtos e igual produtividade. Falo no livro sobre o modelo europeu de menos horas, mais tempo para a vida.

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* Comunidades contemplativas da terra santa recebem pedidos de oração pela internet.

terça-feira, agosto 31st, 2010

Comunidades contemplativas da Terra Santa ofereceram sua disponibilidade para rezar pelas pessoas que queiram comunicar-lhes suas intenções por meio do correio eletrônico.

Trata-se de uma iniciativa que acaba de ser proposta pelo Patriarcado Latino de Jerusalém, neste momento de preparação do primeiro sínodo da história do Oriente Médio, que será realizado em Roma no próximo mês de outubro.

O patriarcado ofereceu uma lista de 9 destinatários de correio eletrônico, cada um pertencente a uma comunidade religiosa presente na terra do Senhor.

“Podeis confiar-lhes vossas intenções, indicando os detalhes que desejais comunicar-lhes. Tudo isso ficará entre vós e a comunidade!”, garante o Patriarcado.

As comunidades e seus e-mails são:

Clarissas de Nazaré: clairemarie1884@bezeqint.net

Carmelitas do Monte Carmelo, Haifa: zanotiel@netvision.net.il

Mosteiro de Emanuel, Belém: community@emmanuelmonastery.org

Irmãs Brigidinas de Belém (em inglês e italiano): brigida@p-ol.com

Silenciosas Operárias da CruzMater Misericordiae, Jerusalém: betaniasilenziosi@yahoo.com

Beneditinas, Monte das Oliveiras, Jerusalém (francês, inglês, italiano): benetur@netvision.net.il

Clarissas de Jerusalém: mi.yesh@gmail.com

Carmelo de Pater, Jerusalém: edcarmelpn@live.com

Irmãzinhas de Belém, Bet Gemal, Bet Shemesh: midbar@gmail.com

Pequena Família da Ressurreição, Jerusalém: pfrjer@alqudsnet.com

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* O Casamento Cristão e o homem preso a si. Fala-nos Chesterton.

terça-feira, agosto 31st, 2010

G. K. Chesterton

O homem honesto que diz que deseja que o cristianismo seja meramente prático e não teórico ou teológico, raramente consegue explicar o que ele exatamente quer dizer. Essa é a razão de haver tanta repetição simplesmente verbal no que ele diz.

Geralmente, os pobres teóricos e teólogos têm de explicá-lo o que ele quer dizer. De qualquer forma, ele quer dizer algo mais ou menos assim. Um número muito grande de pessoas saudáveis e bondosas é, hoje, oportunista. Todos acreditamos que devemos cortar nosso casaco de acordo com o tecido que temos, no sentido de que ninguém pode fabricar um casaco sem tecido. Mas se o costureiro me diz que todo o tecido em estoque é amarelo-mostarda brilhante, decorado com caveiras escarlates, terei de adiar o quanto puder o uso desse tecido para meu novo casaco, podendo até constranger-me, e ao costureiro, sugerindo-lhe procurar outro tipo de tecido.

Contudo, há um tipo de homem que usará prontamente o casaco amarelo pela simples existência do casaco amarelo. Ele é um oportunista num sentido diferente do meu. Há uma diferença entre um cliente que consegue o que quer, tanto quanto lhe seja possível e aquele que consegue o que não quer porque isso lhe é possível.

Em outras palavras, há uma diferença entre conseguir o que se quer, sob certas condições e permitir que as condições lhe digam o que você pode conseguir, ou mesmo o que você quer. No entanto, é possível passar pela vida sendo controlado pelas circunstâncias dessa forma. Se minha quadra de tênis for inundada, posso, claro, transformá-la num lago ornamental. Ou posso me dar o trabalho de drenar o campo e protegê-lo contra inundações, permanecendo fiel ao ideal abstrato e dogmático de uma quadra de grama. Se uma árvore cai sobre minha casa e faz um buraco no teto, posso transformar o buraco numa clarabóia e a árvore numa saída de emergência. Mas se eu não quiser uma clarabóia e uma saída de emergência, estou sendo manipulado pela árvore. E isso é uma posição indigna para um homem.

É a posição indigna da maioria dos homens modernos. Eles são oportunistas, não só no sentido de conseguirem o que querem da forma mais prática, mas de tentarem querer a coisa mais prática; isto é, meramente a coisa mais fácil. Essa é a razão de eles não entenderem a base do idealismo cristão em muitas questões e especialmente na questão do sexo.

Eles estão sempre sendo desviados pelas inundações e árvores caídas, especialmente aquela árvore do conhecimento que é o símbolo da queda e que certamente fez um buraco na casa, no sentido do lar. Mas a questão aqui é que essas pessoas constroem um novo plano ou propósito sexual depois de cada eventual novo acontecimento. Quando há mais mulheres do que homens, eles começam a falar sobre poligamia. Quando há mais crianças do que é conveniente para os indivíduos criarem com um salário decente, eles começam a falar de alguns truques que são um tipo de substituto para o infanticídio.

Ninguém pode entender a teoria do sexo cristão sem entender a idéia do homem ter um plano que ele deseja impor sobre as circunstâncias, ao invés de esperar pelas circunstâncias para então ver que plano ele vai ter. O cristão deseja criar as condições para que o casamento cristão seja possível e digno em si; não aceitar qualquer coisa possível nas mais indignas condições. Porque ele o quer e o que ele realmente é, consideraremos num momento; mas é necessário tornar claro de início que o casamento cristão não é algo que nos é sugerido pelas condições sociais do nosso entorno; é algo que nos é sugerido por Deus, pela nossa consciência comum e pelo sentido de honra da humanidade em geral. E isso é o que nosso pobre amigo quer dizer quando diz que nós não somos práticos; ele quer dizer que nós não estamos sempre consertando nossa casa e alterando nosso jardim para acolher em seu interior uma árvore caída ou uma tromba d’água.

Ele quer dizer que temos um plano para nossa casa e jardim e que estamos sempre tentando restaurá-los e reconstruí-los de acordo com o plano. Não propomos rasgar o plano original e seguir uma seqüência de acidentes; até que a casa seja enterrada sob árvores caídas e os campos sejam inundados e todo o trabalho do homem seja levado pela enxurrada. Isso é o que ele entende por nossa impraticabilidade, e ele está certo.

Descrito em termos humanos, o plano é substancialmente este. Que o amor que faz a juventude bela, e é a fonte natural de tanta canção e romance, tem por objetivo final um ato de criação, a fundação da família. Ao mesmo tempo em que é um ato criativo, como o de um artista, é também um ato coletivo, como o de uma pequena comunidade. É, talvez, o único trabalho artístico em que a colaboração é um sucesso e mesmo uma necessidade. É preciso de dois para começar uma briga, especialmente uma briga de amantes. Precisa-se também de dois para estabelecer um acordo de amantes segundo o qual seu amor deve ser colocado acima da briga. Mas, por definição, o acordo dos dois não é simplesmente concernente aos dois; mas, num sentido terrível, a outros. A fundação de uma família, como todo ato criativo, é uma responsabilidade tremenda. Em outras palavras, a fundação de uma família significa a alimentação de uma família, o treinamento, o ensinamento e a proteção de uma família. É o trabalho de uma vida inteira, e muitos casamentos têm uma vida muito curta. Sua continuidade é garantida, não por “leis matrimoniais” que nossas modernas plutocracias podem criar ao seu bel-prazer, mas por um voto voluntário ou invocação a Deus feita pelas duas partes, que eles vão se ajudar nesse trabalho até a morte. Para aqueles que acreditam em Deus e também acreditam no significado das palavras, isso é final e irrevogável.

Esse ato criativo é em si um ato livre. Esse ato criativo, como todos os atos criativos, não envolve uma perda de liberdade. O homem que constrói uma casa não recupera aquele castelo que ele construiu e reconstruiu no ar quando ele estava planejando a casa. Nesse sentido, podemos dizer, se quisermos, que o homem que constrói uma casa, constrói uma prisão. Há algo de final em todo grande trabalho, mas é possível sentir nesse trabalho um tipo peculiar de finalidade. A paixão de um homem em sua juventude encontrou seu caminho verdadeiro e alcançou seu objetivo e, apesar do amor não precisar acabar, a busca por ele terminou.

Pelo teste desse objetivo e consecução, todas as coisas condenadas pela ética cristã se encaixa em seus vários níveis de erro. Prolongar a busca de uma forma sentimental, muito depois de ela ter qualquer relação com o trabalho real do homem é um erro em vários níveis; quase sempre isso não é mais que ridículo e indigno; turpe senilis amor.

Permitir que a busca perambule de forma a destruir outros lares saudavelmente estabelecidos é, por essa definição, obviamente errado. Cultivar uma perversão mental que realmente remova o desejo por um ato frutífero é horrivelmente errado. Comprar um prazer estéril de uma classe estéril é errado. Manobrar cientificamente de forma a furtar o prazer sem assumir a responsabilidade pelo ato, é lógica e inerentemente errado. É como andar por aí com uma medalha sem ter ido à guerra.

Nós acreditamos, sem uma sombra de dúvida e hesitação, que onde as condições se aproximam desse ideal, a humanidade é mais feliz. Assim, o nascimento da paixão é usado com um menor grau de destruição. Assim, a morte da Paixão é aceita com um menor grau de desilusão. Um trabalho construtivo da idade adulta segue naturalmente o trabalho criativo da juventude; à paixão é dada uma extraordinária oportunidade de se perpetuar como afeição, e a vida do homem é tornada plena. Há nela tragédias, como há igualmente tragédias fora dela. Não podemos livrar a vida de tragédias sem livrá-la da liberdade. Não podemos controlar a atitude emocional dos outros nem numa condição de anarquia sexual, nem nas condições de lealdade doméstica. O amor é realmente excessivamente livre para os propósitos dos amantes livres. Mas onde os homens são treinados pela tradição a considerar esse processo normal, e a não esperar por nada diferente, há muito menos probabilidade de trágicos relacionamentos do que no amor chamado livre. Se observamos a literatura real do amor irresponsável, encontraremos um contínuo e dolorido lamento sobre falsas amantes e torturantes casos amorosos.

Em resumo, nós não acreditamos, de forma alguma, na grande felicidade prometida à humanidade pela dissolução de lealdades de uma vida toda; não sentimos o menor respeito pela retórica sentimental e grosseira com que isso nos é recomendado. Mas o resultado prático de nossa convicção e de nossa confiança é este: que quando as pessoas nos dizem – “Seu sistema não é muito inadequado para o mundo moderno,” respondemos – “Se isso é verdade, as coisas parecem bem podres no pobre e antigo mundo moderno.” Quando eles dizem – “Seu ideal de casamento pode ser um ideal, mas não pode ser uma realidade, ” dizemos – “é um ideal numa sociedade doente, é uma realidade numa sociedade saudável. Pois, onde ele é real, ele faz a sociedade saudável.” Não dizemos perfeitamente saudável, pois acreditamos em outras coisas além do casamento; como, por exemplo, na Queda do Homem. Mas a questão é que queremos o que é prático, no sentido de que queremos fazer algo, criar famílias cristãs. Mas eles só querem o que é prático, no sentido do que é mais fácil no momento.

Assim, de acordo com a teoria geral do casamento, a paixão é purificada por sua própria frutificação, quando esta frutificação é o seu dignificante e decente objetivo final. Em poucas palavras, podemos dizer que substituiríamos a meia-verdade do “amor pelo amor”, por uma verdade superior do “amor pela vida”. O amor é sujeito à leis porque é sujeito à vida. É verdade, não só metafisicamente, nem mesmo simplesmente num sentido místico, mas num sentido material, que podemos ter vida e que a podemos ter mais abundantemente. Isso não quer dizer, claro, que o amor não tenha seu próprio valor espiritual, quando honoráveis acidentes o impedem de ser frutífero. Mas isso não significa que, em geral, possamos julgar os amores dos homens por outra metáfora mística que é também um fato material e por seus frutos os conheceremos.

Tal princípio é, ou era até recentemente, compartilhado por todos os que se dizem cristãos. Há um apêndice a este princípio que é professado por todos os que se dizem católicos. É uma idéia mais mística; e talvez somente os católicos se esforçaram em defini-lo racional e filosoficamente. Não é verdade, contudo, que somente católicos já o sentiram. Os antigos pagãos já o sentiram sutilmente em suas visões de Atenas, Ártemis e das Virgens Vestais. Os agnósticos modernos o sentem debilmente em sua adoração pela inocência infantil – em Peter Pan ou no Child’s Garden of Verses. Essa idéia é a de que há, para alguns, uma felicidade ainda mais divina que a do divino sacramento do matrimônio. Este é um assunto muito especial e muito grande para ser tratado aqui; mas dois fatos deveras singulares devem, sobre ele, ser notados.

Primeiramente, que os estados industriais modernos estão invocando o pesadelo da super-população, depois de terem, eles próprios destruído as irmandades monásticas que foram uma limitação voluntária e viril a esse pesadelo. Em outras palavras, eles estão, muito relutantemente, recorrendo ao controle de natalidade, depois de realmente suprimirem a prova de que os homens são capazes de auto-controle.

Em segundo lugar, se tal abstenção fosse realmente exigida, essa tradição religiosa poderia dar a ela um entusiasmo positivo e poético, onde todas as outras fariam dela apenas uma mutilação negativa. Os católicos acreditam na razão e gostam de ver as coisas práticas provadas; e, atualmente, a necessidade não está provada; somente mencionada como se tivesse, como se comentassem a respeito de Darwin e Einstein. Mas, mesmo se ela estivesse provada, os católicos teriam uma resposta muito melhor do que a dos outros: as trombetas de São Francisco e São Domingos. E os bons protestantes irão finalmente concordar que a resposta é melhor do que a alternativa de um tipo de anarquia secreta e silenciosa, na qual os motivos são estreitos e os resultados nulos. E por este caminho, voltamos ao tema original do casamento ideal; e à verdade principal sobre ele. Uma coisa tão humana não irá, finalmente, desaparecer por entre acidentes de uma sociedade anormal.

Essa sociedade nunca será capaz de julgar o casamento. O casamento julgará essa sociedade; e pode possivelmente condená-la.

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* Suíça: boxes para prostitutas “trabalharem” com mais privacidade. involução e decadência.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

A polícia propôs a instalação de “sex boxes” no distrito da luz vermelha de Zurique(Suíça) a fim de fazer com que as prostitutas locais trabalhem com mais privacidade. O autor da ideia é Daniel Leupi, chefe da polícia da cidade, que resolveu apelar depois de uma enxurrada de reclamações de moradores. 

As “sex boxes” já estão em uso em algumas cidades alemãs, como Essen e Colônia. Elas são
cercas de metal que possibilitam que um interessado nos serviços de uma prostituta estacione tranquilamente sem ser notado pela vizinhança negociando com a profissional do sexo. Para a vizinhança, a cena, muitas vezes em plena luz do dia, não é agradável.

“Não podemos nos livrar da prostituição, então temos que aprender a controlá-la”, disse Reto Casanova, porta-voz da polícia de Zurique.


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* Congresso Mundial da Imprensa Católica, no Vaticano.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Após o Congresso Mundial sobre Televisões Católicas de 2006, em Madri, e o de rádios católicas em 2008, realizado no Vaticano, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais está preparando para fechar o círculo de reflexão com um Congresso Mundial sobre a imprensa católica. O encontro foi fixado para outubro próximo, no Vaticano, entre os dias 4 e 7.

Faltando pouco mais de um mês para a Conferência, 60 países já confirmaram o envio de seus delegados. O debate de especialistas se concentrará sobre o presente e o futuro da imprensa católica no mundo, com especial atenção para sua presença no mundo da web e das novas mídias.

Segundo o Presidente do organismo vaticano, o Arcebispo Dom Claudio Maria Celli, “a grande questão de base é sempre a mesma: no contexto social de hoje, na Igreja de hoje, qual papel deve desempenhar uma rádio católica, uma televisão católica? A mesma pergunta pode ser feita à imprensa escrita”. “E o tema do Congresso – continuou Dom Celli – não se refere só à Igreja Católica, mas à imprensa católica na era digital, porque agora todo mundo sabe que existem muito mais leitores que lêem um jornal – católicos ou não – através da Internet, que compram um exemplar do jornal”.

E então, disse ainda o Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais é inegável que as novas tecnologias estão abrindo perspectivas muito mais amplas, ricas, estimulantes … “Então, nós pensamos que era apropriado convidar as pessoas que trabalham na imprensa em todo o mundo católico para discutir sobre a questão”.

“Nós não escolhemos os delegados. Pedimos às Conferências Episcopais que nomeassem três delegados, representando os vários países. Serão dois delegados peritos em imprensa e um delegado especialista em Internet e em novas tecnologias. (SP)

Rádio Vaticano

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* Igreja Protestante no Maranhão oferece 3 mil votos. “Deputado, o que o senhor pode fazer por nós?”

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Diário do Nordeste

Uma igreja do Maranhão encaminhou ofício a deputados estaduais oferecendo apoio político para as eleições. Na correspondência, a igreja diz que consegue “arrumar mais de 3.000 votos”, entre fieis e seus familiares.

O documento, assinado pelo missionário Antônio Ferreira Francelino, superintendente estadual da igreja Casa da Bênção, no Maranhão, informa que a igreja dispõe de uma hora na programação de uma rádio local e ministra cultos semanais na casa de fieis. “Sem mais, espero a sua atenção para um possível apoio nesta eleição”, diz o missionário, no ofício.

O próprio missionário disse que o ofício foi enviado para diversos políticos e que pelo menos um já deu resposta. Outros políticos que não receberam a correspondência também procuraram a igreja em busca de apoio, segundo ele.

Francelino disse que os candidatos costumam procurar a igreja em busca de apoio na época das eleições. Neste ano, afirmou ele, decidiu convidar alguns políticos para conversar antes de decidir qual nome os pastores irão recomendar aos fieis.

A Casa da Bênção tem cerca de mil membros e 18 unidades em todo o Estado. “Temos que apoiar alguém, não é? É claro que nem todo mundo vai votar nesse deputado, porque a igreja não obriga a votar”, disse. “A igreja é livre.

Posso apresentar um deputado, mas um irmão dizer que a família já tem outro nome”. Na eleição passada, segundo o missionário, a Casa da Bênção apoiou o deputado estadual Pavão Filho (PDT). “Ele foi à igreja e o apresentamos dizendo ´este é o nosso candidato. Todas as igrejas fazem isso”, disse. Para Francelino, a igreja não pede nada em troca. Mas espera que o deputado, caso eleito, beneficie projetos e programas criados pela instituição. “Se tivermos algum projeto, vamos chegar e dizer: deputado, o que o senhor pode fazer?”, disse.

Até agora, disse o missionário, a Casa da Bênção não tem nenhum projetos social.

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* Padre italiano faz campanha para encher velórios.

segunda-feira, agosto 30th, 2010
ReproduçãoPadre italiano lança “Campanha dos que partiram” para encher velórios

Parece que os funerais estão em crise na Itália. Um padre está pedindo para os fiéis de sua paróquia irem a velórios em sua cidade, Arezzo, que tem estado vazios. O reverendo Marcello Colcelli mandou uma carta para os membros da comunidade, clamando para que entrem para sua “Companhia dos que Partiram”.

A ideia é que eles ocupem assentos nos velórios dos falecidos, que muitas vezes ficam completamente vazios. “Frequentemente, faço tudo sozinho: as leituras, os ritos, até mesmo a lamentação”, disse Colcelli na carta, segundo a agência ANSA. Ele contou que não é raro ficar sozinho com o morto durante todo o funeral. Ele quer que os fiéis se obriguem a ir às cerimônias para que os serviços básicos de um velório sejam garantidos.

Fonte: Pop.

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* Ceará: Pesquisa revela que Cearenses são contra o aborto, maconha e “casamento” gay.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Jornal “  O Povo”

No que depender da maioria dos cearenses, algumas das ideias mais polêmicas que tramitam pelo Congresso Nacional não devem sair do papel. Prova disso é que nada menos que 70% dos cearenses ouvidos pela pesquisa O POVO/Datafolha querem que a lei sobre aborto permaneça como está, mandando para a gaveta propostas de descriminalizar a prática, como já chegou a apregoar até o ministro da Saúde, José Temporão.

Já sobre a legalização da maconha, 83% dos entrevistados afirmaram ser contra, enquanto 57% se disseram contrários ao casamento entre pessoas de mesmo sexo.

Além de saber o que pensa a população, O POVO também foi saber qual a opinião sobre esses temas daqueles que querem representar os cearenses no Senado, onde tramitam projetos sobre os assuntos em questão. Alguns responderam de forma enfática, mesmo correndo o risco de desagradar ao eleitorado, enquanto outros preferiram a zona de conforto da abstenção.

Geralmente ligado a temas religiosos e, por isso mesmo, causador de divergências, o aborto atualmente é permitido apenas em casos de estupro e risco de vida para a mãe. Mas projetos em andamento preveem ampliar a permissão. No Ceará, apenas 12% dos entrevistados acham que a prática deve deixar de ser crime em qualquer caso, enquanto 11% querem atenuar a lei.

Quanto ao uso de maconha deixar de ser crime, só 14% dos cearenses entrevistados concordam com essa tese. Outros 2% são indiferentes ao assunto, que já foi estudado pelo Governo Federal na revisão da chamada lei antidrogas – 11.343/06 e vem recebendo apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Já previsto em outros países, o casamento entre pessoas de mesmo sexo foi visto com simpatia por apenas 26% dos cearenses ouvidos pelo Datafolha. Houve ainda 15% dos entrevistados se mostraram indiferente ao assunto.

A proposta – de autoria da então deputada federal Marta Suplicy (PT-SP) – está na Câmara dos Deputados há cerca de 15 anos.

A pesquisa ouviu 937 cearenses, com 16 anos ou mais, nos dias 24 e 25 de agosto últimos, em 41 municípios. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Reflexo

Demonstrando sintonia com o que pensa a maioria da população, os candidatos cearenses também responderam na mesma linha. Dos 10 candidatos a senador procurados pelo O POVO, apenas dois se disseram a favor da legalização do aborto. Dois preferiram não marcar a resposta objetiva. Quatro se mostraram contra e outros dois não responderam às questões encaminhadas.

Já com relação à possibilidade de descriminalização do uso da maconha, o placar foi menos apertado. Cinco candidatos se posicionaram contra, enquanto um se absteve. Apenas os candidatos Raquel Dias e Reginaldo Araújo – ambos do PSTU – afirmaram ser favoráveis a que o uso de maconha deixe de ser crime.

Já com relação à regulamentação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, nenhum dos candidatos se posicionou contra. Mas três se abstiveram de marcar resposta objetiva.

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* Kadhafi, líder Líbio, defende em Roma que Islão se torne “a religião de toda a Europa”.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

O líder líbio, Muammar Kadhafi, defendeu que o Islão se torne “a religião de toda a Europa” perante uma plateia de 500 jovens mulheres em Roma, onde realiza uma visita oficial, noticiaram hoje os ‘media’ italianos.

Após a conferência do líder líbio, pela qual as participantes “ganharam” cerca de 80 euros, as jovens receberam um exemplar do Corão.

Kadhafi afirmou que “o Islão deve tornar-se na religião de toda a Europa” e que “Maomé foi o último profeta”, segundo relatou ao jornal La Stampa uma das participantes.

“Para nós foi muito aborrecido. Kadhafi não sabia que nós fomos pagas, senão não teria aceitado encontrar-se connosco”, disse uma participante de 25 anos ao jornal La Repubblica, pedindo anonimato.

A agência que recrutou as jovens pediu-lhes que se vestissem de maneira sóbria e advertiu-as de que se falassem à imprensa não seriam pagas.

Muammar Kadhafi chegou no domingo a Roma para uma visita destinada a assinalar o 2.º aniversário da assinatura do tratado de amizade ítalo-líbio, a 30 de agosto de 2008, em Benghazi (Líbia), acordo que pôs fim ao contencioso sobre a era colonial e permitiu nomeadamente a devolução à Líbia dos candidatos à imigração na Europa.

A visita a Roma, para a qual o líder líbio enviou 30 cavalos puro-sangue para uma parada a que deverá assistir hoje à tarde ao lado do primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, suscitou polémica em Itália, incluindo entre elementos da maioria no Governo.

O eurodeputado Mário Borghezio, da Liga do Norte (aliada do partido de Berlusconi), manifestou a sua preocupação com “as declarações de Kadhafi que evidenciam um perigoso projeto de islamização da Europa”.

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* Playstation, videogames e a educação dos filhos.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Benefícios e limites são discutidos no Fiuggi Family Festival

No debate sobre os possíveis benefícios e eventuais danos que tais tecnologias podem provocar, vai-se de um extremo a outro.

As novas gerações fazem amplo uso de tecnologias como o computador, celulares e os consoles de videogame, mas as implicações destas tecnologias no que se refere ao processo educativo e ainda poço compreendido tantos pelos pais como pelos professores.Desde a primeira edição do Fiuggi Family Festival – evento anual direcionado à família, realizado no parque das Termas de Bonifácio VIII, em Fiuggi, na Itália – têm sido organizados encontros e discussões sobre o tema, e foi proposto até mesmo um concurso e uma lista de jogos recomendados.

Considerando o impacto social destas tecnologias, especialmente sobre os jovens, entrevistamos Giuseppe Romano, considerado um dos maiores especialistas italianos sobre o tema.

Giuseppe Romano, jornalista e professor de literatura junto à Universidade Católica de Milão, é vice-diretor artístico do Fiuggi Family Festival.

Dedica-se há anos ao estudo de mídias interativas e dos videogames, com a convicção de que as potencialidades, se bem desenvolvidas, são muito superiores aos riscos. É autor de diversos livros, entre os quais destaca-se L’internet, frontiera di uomini (”A Internet, fronteira dos homens”, Edizioni Lavoro, 2004). É ainda o idealizador da versão interativa em CD-ROM do livro de João Paulo II, Varcare la soglia della speranza (Mondadori 1997).

Os videogames, especialmente os consoles como o Playstation, são muito populares entre os adolescentes da nova geração, já no final da infância. Quais são os possíveis danos provocados por estas tecnologias e quais seriam os benefícios eventualmente proporcionados?

Romano: Danos e benefícios devem ser primeiramente avaliados no contexto do equilíbrio pessoal e familiar: se que está a jogar é uma criança ou adolescente, os familiares devem ajudá-lo a ater-se aos limites adequados de tempo e de temas – como se dá em qualquer atividade no seio da família.

Dito isto, penso que os jogos de videogame devem ser julgados com base na qualidade de seus conteúdos, como livros e filmes. Sem dúvida, há jogos violentos e nada educativos; mas não são todos, e não exaurem as potencialidades de um meio de comunicação e entretenimento que é, afinal, justamente um meio: são os homens a se comunicarem, não as máquinas, e estes devem assumir suas responsabilidades.

Jogar é uma atividade importante, que não é exercitada somente ao vídeo. Entre o computador, a TV e o celular, talvez passem tempo demais diante da tela; mas simplesmente aboli-la não seria possível nem benéfico. Pode-se, ao contrário, praticar e fazer praticar a higiene mental de modo positivo: por vezes, em família, assistir à televisão ou jogar videogame passa a ser a única diversão possível, na falta de uma proposta melhor – situação triste, entre pessoas que se querem bem.

Muitos pais lamentam o fato de que o uso do videogame aumenta a reatividade das crianças e dos jovens, mas de maneira compulsiva, e que reduz sua capacidade de reflexão. Isto é, diante dos estímulos adrenalínicos dos jogos, os usuários reagem com os dedos aos botões antes de pensar. Qual sua opinião a respeito?

Romano: A meu ver, em situações normais, o PC ou o videogame não induzem a deformações cognitivas, ainda que alguns estudiosos considerem que sim. Ou, ao menos, não contribuem mais do que o contexto frenético no qual estamos todos inseridos. Hoje, na Itália, seis em cada onze crianças têm celular, equipamento que hoje se tornou um microcomputador, com recursos de acesso à web e capazes de receber todo tipo de conteúdo – algo que muitos dos pais ignoram.

É preciso dar um passo atrás. Meu parecer a respeito das problemáticas associadas ao uso do videogame, e o eventual aumento nos casos de distúrbios e comportamento violento a ele associados, com frequência remetem a situações de abandono, real ou virtual, de jovens ainda em formação.

Neste contexto, sustenta-se que a maior capacidade de crianças do sexo feminino para a reflexão não dependa apenas dos caracteres ligados ao gênero, mas também do fato de que estas fazem uso menos frequente dos videogames? Concorda com esta asserção?

Romano: As meninas inteligentes sempre foram mais propensas à reflexão que suas contrapartes do sexo masculino. Alguns dos consoles são bastante populares entre o público feminino, como ocorre com o portátil Nintendo DS, que conta com jogos especificamente concebidos para meninas.

Há também a questão referente ao conteúdo dos jogos. Os mais inócuos parecem ser os jogos esportivos – futebol, automobilismo, motociclismo; muitos outros, porém, têm temáticas violentas, como lutas, pugilismo e artes marciais, ou mesmo matanças intermináveis com armas de fogo. Este jogos parecem hipnotizar os usuários, os quais, imersos num estado frenesi, têm dificuldade em interromper o jogo. O que pensa a respeito?

Romano: Para começar, é bom lembrar que os jogos são classificados em faixas etárias. A idade aconselhada é estampada na capa, e segue o sistema da classificação pan-europeu PEGI. As indicações são respeitadas e bem controladas. Entretanto, a classificação não exime os pais ou responsáveis de verificar pessoalmente o conteúdo dos jogos.

O envolvimento com o jogo não representa, em si, algo negativo, visto que o exercício da interatividade é certamente melhor que a postura passiva de assistir TV, por exemplo. Para evitar excessos, atualmente todos os consoles já contam com o recurso conhecido por parental control, um filtro que permite aos pais bloquearem o aparelho para conteúdos que considerem inadequados, ou determinar limites de tempo de jogo diário.

Menciona-se também com frequência que jogar videogames poderia provocar uma produção acentuada de endorfinas, substâncias produzidas pelo cérebro que poderiam ter os efeitos de uma droga de abuso; mas é preciso lembrar que nosso cérebro produz adrenalina e endorfinas em qualquer situação emocionante ou que envolva esforço.

Mas nem tudo parece negativo. Na edição deste ano do Fiuggi Family Festival, será premiado o jogo “Brain training” da Nintendo. Poderia explicar como funciona e quais as razões desta escolha para premiação?

Romano: O Fiuggi Family Festival se propõe a colocar os videogames a serviço da família. Valorizando o componente “family”, introduz no mercado um critério de classificação até então inédito. “Brain training” é um jogo classificado nesta categoria; trata-se de um “treina-mente” que solicita, por meio de perguntas e testes, a agilidade mental dos jogadores, sua capacidade de reflexão e intuição. Destina-se tanto aos adultos como às crianças, e, tomadas as precauções já citadas, não tem nenhuma contra-indicação.

Em segundo e terceiro lugar serão premiados respectivamente o “Wii sports” e “FIFA 2010″. Quais são os aspectos benéficos destes jogos e quais as motivações para sua premiação?

Romano: Com o “Wii sports”, e com a nova edição “Wii Sport Resort”, a Nintendo introduziu uma nova modalidade de jogo até então inédita, na qual o jogador se move fisicamente para acionar um controle sensível ao movimento, e assim atuar sobre as imagens na tela. É possível jogar tênis, golfe, boliche e outros esportes. Dadas as características deste console, jogar em grupo é não apenas possível, como também fácil. “FIFA 2010″, por sua vez, é um simulador de futebol que conta com versões para vários consoles; oferece um grau de realismo e versatilidade impressionantes. Também neste caso é possível jogar em grupo ou em modo multiplayer pela internet.

Poderia dar sugestões aos pais em sua tarefa de selecionar jogos e programas adequados para seus filhos?

Romano: A lista de 15 jogos que classificamos como “family”, disponível no site www.fiuggifamilyfestival.org pode ser um bom começo.

Em todo caso, sugiro não proibir o uso do console, mas de escolher ao lado dos filhos os jogos mais adequados, explorando e avaliando com eles. Considero que a família deva assumir a tarefa de selecionar os conteúdos de modo a orientar o mercado de forma positiva. É difícil, mas é o único meio possível. Considerar os jogos de videogame não como simples brinquedos ou produtos comerciais, mas como trabalhos criativos e propositivos, tanto para o bem como para o mal, pode ajudar a promover uma tendência que torne os jogos não apenas cada vez mais bonitos, mas também mais adequados em termos de proposta e conteúdo.

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* Arcebispo de São Paulo orienta católicos sobre eleições e censo 2010.

segunda-feira, agosto 30th, 2010

Estimados Padres da Arquidiocese de São Paulo

Escrevo-lhes sobre a campanha eleitoral, já iniciada, em vista das próximas eleições para os cargos do Poder Executivo (Presidente e Governador) e do Poder Legislativo (Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual).

Todos os cargos pleiteados nestas eleições são importantes; por isso requerem atenção especial de nossa parte. O destino político do Brasil, nos próximos anos, estará na mão daqueles que agora forem eleitos.

O Episcopado do Regional Sul I da CNBB (Estado de São Paulo), em sua assembléia de junho passado, emitiu uma Nota com orientações sobre como “Votar Bem“, que lhes envio em anexo..Aconselho-os a divulgarem estas orientações através dos meios à sua disposição, não deixando de imprimir e de difundir as mesmas nos jornais paroquiais e na internet. Trata-se de uma ocasião importante para a formação da consciência política do nosso povo; os eleitores devem exercer bem o seu poder político, mediante o voto, escolhendo candidatos idôneos e comprometidos com o bem comum, com a justiça social, o respeito à vida, à dignidade da pessoa humana e com as demais causas boas.

Ao mesmo tempo, desejo comunicar-lhes algumas orientações da Arquidiocese de São Paulo com respeito ao envolvimento dos espaços e organizações eclesiais na campanha eleitoral.

1. Fique claro que a Igreja não tem uma opção oficial por partidos ou candidatos. Por isso, também os representantes da Igreja (Clero) não devem envolver-se publicamente na campanha partidária (cf Cân. 287 §2; 572).

2. Nas Missas e outras celebrações (homilias, cursos), não deve ser feita campanha explícita para partidos ou candidatos, quer por clérigos, quer por leigos. O envolvimento político-partidário direto do Padre, ou o uso instrumental, para isso, da celebração litúrgica divide a comunidade.

3. Os espaços eclesiais não devem estar, de forma exclusiva, a serviço de um partido ou candidato. Nos mesmos espaços eclesiais (templos, salões paroquiais) não sejam afixados apelos eleitorais de partido ou candidato.

4. No entanto, não se deixe de orientar os fiéis para que votem de modo consciente e responsável, dando o apoio a candidatos que sejam afinados com as suas próprias convicções e que, se eleitos forem, não promovam causas contrárias aos princípios cristãos na sua atuação parlamentar, ou executiva, sobretudo no que diz respeito à dignidade da pessoa e da vida, desde a sua concepção até à sua morte natural. No entanto, não se indiquem nomes.

5. Para melhor conhecimento dos candidatos e de suas propostas, é útil promover encontros de vários candidatos, para o debate e a exposição das propostas, no salão paroquial ou em outros ambientes. Porém, isso não deve ser feito no templo.

Acrescento uma preocupação relativa ao Censo 2010. A pergunta que se refere à religião (”qual é sua religião?”) pode gerar confusão, perplexidade e distorção dos dados da realidade. De fato, quem responder “sou católico”, ou “minha religião é a católica”, será colocado diante de uma lista de nada menos que 27 opções de “católicos” ou de “religiões católicas” supostamente diferentes. Fica a pergunta sobre os reais motivos dessa formulação da questão, quando boa parte das alternativas (bem 12) dizem respeito à mesma Igreja/religião Católica Apostólica Romana. Nossos católicos poderão ser levados a indicar uma opção equivocada, que não corresponda à sua/nossa Igreja ou religião: Católica Apostólica Romana.

Portanto, recomendo que nossos fiéis católicos sejam oportunamente orientados a responder: “sou católico apostólico romano”, ou “minha religião é a Católica Apostólica Romana”. Sugiro que a questão seja explicada sem demora ao povo nas Missas (avisos) e em outras circunstâncias (jornais, revistas, internet). O Censo já está acontecendo. Em anexo, envio-lhes a lista do IBGE, relativa às opções de “católicos” constantes no Censo 2010.

Estimados padres, as questões acima expostas entram no nosso zelo pastoral, para conduzir, defender e servir, quais bons pastores, o rebanho do Senhor confiado aos nossos cuidados. Deus os abençoe e recompense!

Cardeal Dom Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo

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  • •eu ja tinha percebido que o livro nao prestava, pois antes de participar do shalom, eu participava de outra comunidade que apoiva totalmente o livro, mas depois do shalom mudei...
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